Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 19 de abril de 2012

#COPA2014 - Secretário da Copa é demitido. Diz que 'Tem Tubarão mamando na teta do Governo do MT'

RODRIGO VARGAS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM CUIABÁ

A menos de uma semana da abertura de propostas na bilionária licitação do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) de Cuiabá, o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), anunciou a demissão do secretário extraordinário da Copa de 2014, Eder Moraes.

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Desde 2009, quando a capital de MT foi escolhida para sediar jogos da competição, Moraes é o terceiro a deixar a condução dos trabalhos de preparação da cidade --que, até o momento, se resumem ao estádio, à duplicação de uma rodovia e a uma ponte.

Oficialmente, o governador tratou a mudança como uma "decisão administrativa normal", fez elogios à atuação do ex-secretário e negou que a decisão possa trazer ainda mais prejuízos ao andamento das obras.

 André Romeu - 13.mai.2010/Folhapress

Integrantes do comitê acompanham as obras de construção da arena Novo Verdão, em Cuiabá


Nos bastidores, porém, a queda de Moraes é atribuída ao acirramento de uma disputa por um cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. O ex-secretário da Copa tinha interesse na indicação.

Ocorre que a vaga (que será aberta com a antecipação da aposentadoria de um dos conselheiros) já era objeto de articulação na Assembleia Legislativa em benefício de um dos deputados.

Anteontem, um semanário de Cuiabá publicou uma edição extraordinária denunciando um suposto acordo financeiro destinado a pagar pela antecipação da aposentadoria do conselheiro. A publicação foi atribuída a Moraes, que negou envolvimento.

Antes se ser confirmada a demissão, Moraes deu uma entrevista ao vivo à TV Record na qual se disse perseguido por "tubarões que ocupam o poder no Estado" e "mamam na teta no governo, de forma continuada". Questionado, ele preferiu não citar nomes.

O governador Silval Barbosa disse que irá anunciar hoje o nome do novo secretário.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

MEIO-AMBIENTE - Desmatamento dispara em Roraima e Mato Grosso,


Da Agência Brasil

Brasília – O desmatamento em Roraima e Mato Grosso disparou entre agosto de 2011 e março deste ano em comparação com o período compreendido entre agosto de 2010 e março do ano passado, com aumentos de 363% e 96%, respectivamente. Os números, divulgados hoje (5) pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), compõem estudo sobre o monitoramento da Amazônia Legal.

Apesar de Roraima liderar o ranking proporcionalmente, a área atingida em Mato Grosso é dez vezes maior, chegando a 637 quilômetros quadrados (km²). Também foi em Mato Grosso que houve o maior embargo de área para produção entre janeiro e março de 2012 (4,3 mil km²) e a maior quantidade de multas aplicadas na Amazônia Legal, R$ 31,5 milhões, duas vezes mais que o Pará, segundo colocado.

O desempenho negativo desses estados não afetou significativamente o quadro geral do desmatamento da Amazônia Legal, que passou de 1.371 km² no ano passado para 1.398 km² neste ano. Isso pode ser atribuído ao bom desempenho de estados como o Pará e o Amazonas na redução de áreas atingidas.

O estudo também mostra que houve um pico de desmatamento em fevereiro deste ano (307 km²) em comparação com os números colhidos em dezembro (75 km² ) e janeiro (22 km²). Segundo a ministra Izabella Teixeira, isso ocorreu porque a região ficou encoberta por nuvens no verão, o que dificultou a medição adequada dos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A ministra Izabella Teixeira acredita que os números de Roraima foram inflados com a migração de madeireiros do Pará. Ela também acredita que o desmatamento crescente em Mato Grosso tenha sido influenciado pelas discussões sobre a votação do Código Florestal. “Ainda não temos explicações, mas sabemos que tem gente lá dizendo que pode desmatar porque o sujeito vai ser anistiado.”

Segundo a ministra, outro motivo que pode ter colaborado para o incentivo ao desmatamento é a edição de lei federal que deu aos estados competência para fiscalizar áreas em que pode ser liberada a retirada de vegetação, o que permitiria a contestação de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “Não existe nada na lei que impeça a atuação de órgãos federais”, rebateu a ministra.

Fonte Agencia Brasil

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ANDAMENTO DAS OBRAS - Cuiabá - MT #Copa2014

No início de fevereiro, o ministro dos Esportes Aldo Rebelo fez visita
a Cuiabá e elogiou as obras na Arena Pantanal
Foto: Edson Rodrigues/Divulgação

Cuiabá, MT

Estádio: Arena Pantanal
Capacidade planejada: 42.500 torcedores

Sumário: Em estágio avançado, as obras da Arena Pantanal terão que superar as dificuldades causadas pelo período de chuvas na cidade. João Paulo Curvo, engenheiro responsável pela construção, prometeu que isso não afetará o andamento do processo. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) liberou recentemente a segunda parcela de financiamento total da Arena e, ainda no primeiro trimestre de 2012, Mato Grosso deverá receber nova parcela do empréstimo. O estádio ocupará uma área de 300 mil m² e terá capacidade para 43 mil lugares.

Andamento das obras: 43%

O que já foi feito: A obra está divida em setores, sendo que em quase todos eles as lajes e vigas já foram fixadas. Além disso, as etapas de drenagem e fundação estão praticamente finalizadas, incluído também a terraplanagem do campo de futebol. Os dois túneis de acesso para veículos já estão bastante avançados, com destaque para o túnel do setor leste, que já esta em fase de conclusão.

O que tem por fazer: A partir de maio, o plantio do gramado começará a ser feito. Além disso, faltará ainda concluir boa parte das peças pré-moldades, como 75% das arquibancas e 30% dos pilares. A construtora promete um grande projeto paisagístico para o local, com uma área de 21 mil m²

Previsão de conclusão: Dezembro de 2012


4 jogos da Copa nesse estádio:

13/06 - B3 x B4
17/06 - H3 x H4
21/06 - F2 x F4
24/06 - C1 x C4

Fonte Terra
   

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

COPA 2014 - Poder público perde controle e obras da Copa já estão R$ 2 bilhões mais caras


Pressão política que levou à alteração de parecer no Ministério das Cidades é exemplo da elevação
 
Rafael Moraes Moura, de O Estado de S.Paulo

 
BRASÍLIA - A fraude no Ministério das Cidades que abriu caminho para a aprovação do projeto de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá, R$ 700 milhões mais caro que o original, é apenas um dos exemplos de como o custo das obras da Copa do Mundo escapou do controle público. No que diz respeito à mobilidade urbana, os gastos totais aumentaram R$ 760 milhões, quando comparada a atual estimativa à previsão inicial de janeiro de 2010. O caso de Cuiabá foi revelado pelo Estado na última quinta-feira.

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Levando-se em conta a alteração orçamentária dos estádios, o aumento total das obras da Copa supera R$ 2 bilhões.

A mudança de planos em Cuiabá atendeu aos apelos do governador de Mato Grosso, Sinval Barbosa (PMDB). Além de Cuiabá, houve aumento de preço nas obras de mobilidade urbana em outras cinco cidades: Belo Horizonte, Manaus, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro.

Em Belo Horizonte, o BRT da avenida Cristiano Machado saltou de R$ 51,2 milhões para R$ 135,3 milhões, acréscimo de 164,3%. Em Manaus, o valor global das duas obras previstas - um monotrilho, já criticado pela Controladoria-Geral da União (CGU), e uma linha rápida de ônibus - aumentou 20%.

O prolongamento da Avenida Severo Dullius, em Porto Alegre, ficou 70% mais caro. Todas as cinco obras de mobilidade urbana programadas para Recife encareceram - entre elas, o BRT Leste/Oeste - Ramal Cidade da Copa, que aumentou de R$ 99 milhões para R$ 182,6 milhões (84,40% de diferença). O Corredor Caxangá (Leste/Oeste), por sua vez, agora custa R$ 133,6 milhões, ou 80,54% a mais.


Exceção. Em São Paulo, por outro lado, a obra do monotrilho despencou de R$ 2,8 bilhões para R$ 1,8 bilhão, o que, no conjunto, reduziu o impacto do aumento de preço em outros Estados. Já em Fortaleza não houve mudança nos investimentos. Em Brasília, a variação foi mínima: 4,48%

domingo, 27 de novembro de 2011

FRAUDE NO MINISTÉRIO DAS CIDADES - Analista relata a pressão para mudar parecer de obra da Copa

Higor Guerra, técnico da pasta das Cidades que assinou primeiro parecer contrário à implantação do VLT em Cuiabá para a Copa de 2014, contou ao ‘Estado’ e ao Ministério Público detalhes de ‘procedimentos irregulares’ dos colegas

Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Em entrevista exclusiva ao Estado, o analista técnico do Ministério das Cidades Higor Guerra confirmou, pela primeira vez, a pressão que sofreu para adulterar o processo que trata da implantação de sistema de transporte público em Cuiabá para a Copa do Mundo de 2014. Ele disse que a operação fraudulenta começou após o Ministério Público de Mato Grosso pedir os documentos e a Controladoria-Geral da União (CGU) emitir parecer contrário à obra. "Sim, houve uma fraude", disse ele na conversa gravada.

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Diretora alterou projeto já aprovado por ela mesma
Entenda: Gravações revelam fraudes no ministério
Leia o depoimento de Higor ao Ministério Público
CGU reprovou obra de R$ 1,2 bi que teve aval das Cidades após fraude
Pressionado por denúncias, ministro das Cidades chora em evento em Salvador


Valter Pontes/AE - 25.11.2011
Ministro Mário Negromonte nega fraude em documentos

O funcionário também entregou à reportagem o depoimento que prestou na sexta-feira ao Ministério Público Federal. Ele deu detalhes da operação - revelada pelo Estado na quinta-feira - que escondeu sua nota técnica de 8 de agosto, de número 123/2011, contrária ao projeto de R$ 1,2 bilhão para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que substituiu o BRT (linha rápida de ônibus). O projeto do BRT custava R$ 489 milhões. A fraude foi feita para cumprir o acordo político do governo federal com o governo de Mato Grosso, Sinval Barbosa (PMDB), a favor do VLT.

Segundo Higor Guerra, no dia 29 de junho, numa reunião com integrantes do governo de Mato Grosso, os técnicos estaduais "reconheceram que não tinham conhecimento técnico sobre o projeto de VLT, e que a decisão de sua implantação havia sido política". A gerente de projetos do ministério, Cristina Soja, no entanto, disse a ele que "a posição do órgão (ministério) tinha que estar em sintonia com a decisão do governo". Higor afirmou que o cronograma do VLT era "falho", "pois previa várias fases sendo realizadas ao mesmo tempo de forma incorreta".

O analista entregou ao Ministério Público Federal 200 páginas e nove anexos sobre o caso.
Ele disse acreditar que a fraude ocorreu no dia 26 de outubro, quando descobriu uma "alteração" na "pasta de rede" em que são guardados esses documentos, incluindo sua nota técnica. No dia seguinte, o Ministério das Cidades providenciou o envio dos papéis para o Ministério Público de Mato Grosso, com a nota técnica fraudada, agora a favor do VLT, data retroativa a 8 de setembro e o mesmo número 123/2011. Gravação revelada na quinta-feira pelo Estado mostra a diretora de Mobilidade Urbana, Luiza Vianna, admitindo que a estratégia era enganar o Ministério Público de Mato Grosso.

Higor Guerra responsabilizou Luiza pela manobra. "Ela retirou um documento aprovado por ela e que já estava autuado no processo e tramitava havia bastante tempo. Ela retirou e inseriu nova nota técnica e creio que isso não é um procedimento regular." Em reunião na segunda-feira com assessores, Luiza disse que agiu a mando do chefe de gabinete do ministro Mário Negromonte, Cássio Peixoto.

Copa. Funcionário de carreira do Ministério das Cidades desde 2008, e com mestrado em transportes pela Universidade de Brasília (UnB), Higor Guerra contou que foi designado no começo deste ano para cuidar tecnicamente das obras de Cuiabá e Manaus, cidades-sede da Copa. Em 8 de agosto, ele disse que concluiu a nota técnica que apresentava problemas para a mudança do BRT pelo VLT. De acordo com ele, o agente administrativo Marcelo Barbosa "foi quem juntou o documento aos autos e numerou e rubricou as folhas"

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FRAUDE NO MINISTÉRIO DAS CIDADES II - MPF vai investigar fraude no Ministério das Cidades

Pasta teria fraudado projeto da Copa com aval do ministro Mário Negromonte

Por Isabel Braga


Mário Negromonte teria dado aval para a fraude no documento Ministério das Cidades / Rodrigo Nunes

BRASÍLIA – O Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) instaurou investigação nesta quinta-feira para apurar suposta fraude em nota técnica do Ministério das Cidades O documento teria sido alterado para aprovar mudança no projeto de mobilidade urbana para Copa em Cuiabá (MT), em parecer que vetava a alteração. Segundo o MPF-DF, o objetivo é apurar possível prática de improbidade administrativa por gestores do ministério.
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A alteração na nota técnica teria respaldo político. O documento, segundo reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”, foi forjado por Cristina Maria Soja, gerente de Projetos do Ministério das Cidades, e Luiza Gomide de Faria Vianna, diretora de Mobilidade Urbana do órgão, para demonstrar posicionamento favorável da área técnica.

A Procuradoria da República em Mato Grosso, que já vinha fazendo esse acompanhamento em procedimento investigatório prévio às denúncias divulgadas nesta quinta-feira, irá analisar o impacto causado com a mudança no projeto.

Oposição quer que TCU investigue fraudes
O PPS protocolou nesta quinta-feira na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara um pedido para que o Tribunal de Contas da União (TCU) apure a denúncia de que o Ministério das Cidades aprovou, com o aval do ministro Mário Negromonte, um documento forjado para mudar um projeto de transporte para a Copa do Mundo de 2014, em Cuiabá, no Mato Grosso.

- Somente nesse caso já vemos indícios de irregularidades que envolvem R$ 1,2 bilhão. Queremos uma apuração rigorosa para que não se repita o que aconteceu nos jogos Pan-Americanos, quando o próprio TCU apontou um festival de superfaturamentos e desvios de dinheiro público - afirmou o líder do PPS, deputado federal Rubens Bueno (PR).

O pedido do PPS precisa ser aprovado pela comissão da Câmara para que o TCU inicie a apuração do caso.No papel de líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) minimizou a denúncia e pediu que se cheque a veracidade das informações. Vaccarezza disse que sequer tinha lido a notícia e argumentou que muitas das denúncias feitas nos últimos meses, contra outros ministros, nem todas eram verdadeiras.

- Não vamos tomar nenhuma medida para impedir a investigação deste novo fato, mas vamos exigir também cuidado para que não seja apenas uma ação política. Não vamos admitir nenhum malfeito, mas também não vamos admitir linchamento.

Confrontado com a informação que existe um documento que comprova a fraude para respaldar um acordo político, Vaccarezza também preferiu questionar a existência do documento publicado nesta quinta-feira na imprensa.

- É preciso ver se tem o documento - indagou Vaccarezza.

Para ele, o fato de ter sido publicado na imprensa é insuficiente e é preciso que o documento seja analisado pelos órgão de fiscalização. Ele lembrou que muitas vezes a denúncia não se comprova.

O líder disse que não vê ainda uma reação contrária da sociedade ao governo de Dilma Rousseff devido a inúmeras denúncias envolvendo ministro do governo.

- Tenho contato permanente com a sociedade, por dever de oficio, e também tem as pesquisas. Vejo a sociedade apoiar o governo, o país andar bem. As investigações estão em andamento, os órgãos funcionando de forma consistente. Vejo a sociedade satisfeita pelos elementos que eu tenho

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mpf-vai-investigar-fraude-no-ministerio-das-cidades-3315163#ixzz1eeyIDfCJ
 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

GOLPE DO BOI GORDO - Justiça leiloa duas propriedades da massa falida Boi Gordo

A empresa atraiu milhares de investidores na década de 1990 com a promessa de dinheiro fácil.
 


A Justiça leiloou nesta segunda-feira (7) duas propriedades da empresa Boi Gordo, que atraiu milhares de investidores na década de 1990 com a promessa de dinheiro fácil.

“R$ 2,22 milhões, R$ 2,23 milhões”. Ninguém esperava uma disputa tão grande. Duas fazendas da Boi Gordo, em Mato Grosso, foram arrematadas pelo valor total de R$ 3,81 milhões, quase 80% a mais do que o lance inicial.

O fazendeiro Hamilton Sessin ficou com uma delas e já imagina quanto vai lucrar: “Em dois anos e meio, mais ou menos uns R$ 400 mil”, conta.

O sucesso do leilão foi comemorado pela associação que reúne seis mil credores das fazendas reunidas Boi Gordo, que espera resultado parecido nos próximos leilões: “Vai fazer com que os ativos possam quase dobrar de valor em relação às avaliações”, explica José Luiz Garcia, presidente da associação dos lesados pela Boi Gordo.

No fim dos anos 1990, a Boi Gordo atraiu investidores prometendo ganhos de 42% em um ano e meio, bem acima da media do mercado. A empresa faliu em 2004, deixando uma dívida hoje calculada em R$ 3 bilhões. Ao todo, 30 mil investidores ficaram no prejuízo.

Sete anos depois de a Justiça decretar a falência da Boi Gordo, nenhum centavo foi pago aos credores. Os investidores são os últimos da fila. A expectativa agora é que eles esperem pelo menos dois anos para receber parte do dinheiro.
Vale a regra da antiga lei de falências: a primeira fatia do bolo, cerca de R$ 35 milhões, vai ser distribuída entre ex-funcionários, provavelmente a partir do meio do ano que vem, segundo o síndico da massa falida, Gustavo Sauer. Ainda em 2012, a ideia é pagar as dividas com o governo e o INSS, que devem abocanhar outros R$ 100 milhões. O que sobrar vai ficar com os investidores, mas só a partir de 2013.

“Resta a ele o consolo de que será o único credor de empresa que operava nesse mercado que receberá alguma coisa”, afirma Gustavo Sauer.

Isso se for vendida a joia da coroa, a fazenda Realeza do Guaporé, em Mato Grosso, do tamanho da cidade de São Paulo, com valor estimado em pelo menos R$ 100 milhões.

“O investidor terá talvez 10% do valor restituído, do valor que ele investiu em 2001”, afirma Paulo Cunha, coordenador da Associação dos Investidores da Boi Gordo.

“Para o investidor, a lição que fica é assim: quando a oferta é muita, a gente desconfia do santo”, diz Eronides Santos, promotor de Justiça de Falência. 

sábado, 5 de novembro de 2011

MP-MT consegue que Governo de MT cancela compra de radares russos

RODRIGO VARGAS
DE CUIABÁ

O governo de Mato Grosso anunciou no início da noite desta sexta-feira (4) o cancelamento do contrato para a compra, sem licitação, de R$ 14 milhões em equipamentos de radar para o monitoramento da fronteira com a Bolívia. 
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 Alvo de inquérito aberto pelo Ministério Público e considerado ilegal em parecer de auditoria do Tribunal de Contas do Estado, o negócio havia sido oficializado em julho com a empresa Globaltech Prospecção de Negócios Ltda.

Auditoria aponta irregularidades em licitação do governo de MT
Empresa que vendeu radares em MT atua sem autorização

Pelo contrato, a deveria fornecer dez veículos Land Rover equipados com um sistema de radar móvel de fabricação russa --cada conjunto custa R$ 1,4 milhão.

O investimento havia sido justificado como parte da preparação do Estado para receber jogos da Copa de 2014 e viria atender, segundo afirmou à ocasião o governo, exigências da Fifa para o "controle e monitoramento da fronteira".

A empresa fornecedora dos equipamentos foi criada em agosto de 2010 por dois oficiais da ativa do Exército, os tenentes-coronéis Carlos Alberto Pereira Leonel Marsiglia, sócio-majoritário com 83% das cotas, e Adhemar Luiz de Carvalho Lima.

Em agosto, uma auditoria do Tribunal de Contas qualificou a Globaltech como uma empresa "constituída às pressas" e "sem nenhuma experiência comprovada". 

 Em nota no final de outubro, o governo chegou a afirmar que a "legitimidade" da dispensa de licitação havia sido "comprovada pelo Ministério da Defesa em consulta prévia".

O Exército, porém, desmentiu a informação. "A DFPC [Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados] não autorizou a Global Tech a adquirir e/ou produzir equipamentos móveis destinados à detecção e vigilância de alvos", disse em nota encaminhada à Folha.

Na nota, o Exército diz que a Globaltech apenas pediu a autorização para importar e montar os equipamentos, mas não apresentou documentos "suficientes para caracterizar o produto".

"Diante deste quadro, a DFPC, em 3 de março de 2011, solicitou mais informações sobre o produto, a fim de subsidiar futura orientação à empresa. Até a presente data a empresa não enviou as informações solicitadas", diz outro trecho.

A reportagem não conseguiu contato com o representante da Globaltech, Guilherme Nascentes. Em entrevista anterior, ele defendeu a opção feita por Mato Grosso.

"O similar israelense é infinitamente mais caro. O americano, embora tenha custo equivalente, não prevê transferência de tecnologia", declarou

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA : Justiça condena políticos a devolver R$ 396 mil aos cofres públicos em MS

Ex-prefeito, seis ex-secretários e dez vereadores foram condenados.
Todos os acusados por improbidade podem recorrer da decisão judicial.
Do G1 MS
 


Políticos de Ladário, cidade a 435 quilômetros de Campo Grande, vão ter de devolver R$ 396 mil aos cofres públicos. Segundo a Justiça, eles aumentaram os salários de forma irregular.

O ex-prefeito de Ladário, Francisco Mendes Sampaio, seis ex-secretários e dez vereadores que atuaram no município entre 2001 e 2004, foram condenados por improbidade administrativa.

A decisão é do juiz da Vara de Fazenda Pública de Corumbá. O ex-prefeito é o acusado que terá de devolver a maior quantia: R$ 72 mil, segundo a Justiça. O ex-prefeito foi procurado pela reportagem do Bom Dia MS para comentar as acusações, mas não foi encontrado.

Outros dois vereadores, que também atuavam como policiais civis, foram condenados porque recebiam dois salários de cargos públicos, o de policial e o de vereador. Todos os envolvidos podem recorrer da decisão judicial.


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CORRUPÇÃO - Desde 2008, 274 prefeitos foram cassados no país

Publicada em 09/10/2011 às 23h01m
Marcelo Remígio (marcelo.remigio@oglobo.com.br)
 
O governo terminou mais cedo para 274 dos 5.563 prefeitos eleitos ou reeleitos nas últimas eleições municipais, o que representa 4,9% do total. Entre 2005 e 2008 - período do mandato anterior -, o total de gestores cassados tinha chegado a 296. A expectativa é que a marca seja ultrapassada nesta legislatura, até dezembro do ano que vem, quando terminarão os governos. Levantamento promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que 38,1% dos casos foram motivados por ações de improbidade administrativa e, em 36,9% deles, por infrações à legislação eleitoral. Os estados de Piauí - o campeão, com 50 cassados -, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso lideram o ranking da troca de cadeiras.

INFOGRÁFICO: As perdas de mandato pelo país

LEIA MAIS: Ex-prefeito de cidade no Piauí teria construído poço com dinheiro público

Parte dos políticos que perderam o mandato e ficaram inelegíveis se mantém na corda bamba, com uma sucessão de decisões judiciais que garantem a permanência nas prefeituras. A maioria das ações que levaram às cassações foi motivada por desvios de verbas e falta de comprovação do uso do dinheiro público. Há ainda prefeitos reeleitos que tiveram contas do mandato anterior reprovadas. Em processos envolvendo campanhas eleitorais, as principais razões para a perda de mandato são a compra de votos, irregularidades na prestação de contas e uso indevido de meios de comunicação.

Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), João Paulo Peixoto aponta duas razões para o número alto de cassações no país:

- Há uma combinação de despreparo com mau uso do dinheiro público. Profissionais com o perfil de gestores fogem da política porque a população tem uma imagem ruim dos políticos. Pessoas despreparadas que se elegem acabam formando equipes de trabalho fracas, com indicações políticas e pessoais, sem critério técnico - afirma o professor.

Ao analisar os números, o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, chega a uma previsão pessimista.

- A tendência é aumentar o número de cassações até 2012. Nem sempre um bom profissional de mercado consegue ser um bom prefeito. O despreparo para a função é grande. A fiscalização também aumentou, e a imprensa tem colaborado com o monitoramento - diz Ziulkoski.

Entre os estados que mais cassaram prefeitos, a Bahia aumentou, recentemente, a lista de afastados. Ioná Queiroz (PT), de Camamu; Sílvio Ataliba (PT), de Maragojipe; e Eranita Brito (PMDB), de Madre Deus, foram afastados. O número de cassados chega a 32, dos quais 26 conseguiram recursos judiciais mantendo os mandatos. Ioná foi acusada de compra de votos; Ataliba - reconduzido ao cargo por uma liminar -, de admitir funcionários sem concurso; e Eranita, de abuso de poder econômico e político.

Já em Tocantins, nos últimos dois anos foram propostas 108 ações pelo Ministério Público Federal e pelo MP estadual contra prefeitos e ex-prefeitos. Eles foram acusados de improbidade administrativa e mau uso de dinheiro público. Só o MPE denunciou 48 dos 139 prefeitos do estado por acusações que incluem desvio de verbas, funcionários fantasmas e empréstimos consignados fraudulentos. Enquanto o MPE tenta afastar os gestores, o MPF procura recuperar os danos aos cofres públicos, que já chegam a R$ 7 milhões.

- A maioria dos prefeitos pratica crimes contra o patrimônio público de maneira dolosa, consciente - disse Clenan Renaut de Melo Pereira, procurador-geral de Justiça de Tocantins.

Vinte e três dos 141 prefeitos eleitos em Mato Grosso em 2008 foram afastados ou cassados por corrupção ou fraudes eleitorais. Vinte deles tiveram problemas com o Tribunal Regional Eleitoral. Em dois dos maiores municípios do estado, prefeitos estão fora do cargo por conta de fraudes. Murilo Domingos (PR), de Várzea Grande, segunda maior cidade, foi afastado por ordem da Justiça. Ele é alvo de dez ações por improbidade administrativa. Domingos é acusado de contratar a ONG Abrassa (Associação Brasileira Profissionalizante, Cultural e de Preservação de Meio Ambiente) e repassar a ela servidores contratados e remunerados pela própria prefeitura. Assim, a ONG prestava serviço com funcionários que eram pagos pelos cofres públicos.

No vizinho Mato Grosso do Sul, dos 78 prefeitos, três perderam os cargos. De acordo com o MPE, foram instauradas 67 ações civis públicas contra gestores e que podem resultar em novas cassações.

O Rio de Janeiro soma nove casos de cassação, sendo que, em seis processos - Guapimirim, Itaguaí, Campos, Cabo Frio, Valença e Seropédica -, os prefeitos conseguiram na Justiça a permanência nos cargos. Foram cassados os prefeitos de Mangaratiba, Carapebus e Magé. Em São Paulo, dez prefeitos foram cassados. Oito prefeitos são investigados por uso indevido de verba pública. O Paraná registra 13 cassações, sendo quatro por improbidade. Santa Catarina também teve 13 gestores afastados - dois permanecem por causa de liminares -, e o Rio Grande do Sul, seis.

COLABORARAM Marcelle Ribeiro (SP), Agência A Tarde (BA), Graziela Guardiola (TO), Paulo Yafusso (MS), Anselmo Carvalho Pinto (MT), Juraci Perboni (SC) e Marcus Vinicius Gomes (PR)

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/09/desde-2008-274-prefeitos-foram-cassados-no-pais-925542328.asp#ixzz1aNSN6YFB 


terça-feira, 4 de outubro de 2011

IMPROBIDADE - Justiça do MT manda bloquear R$ 9,8 milhões de Blairo 'motoserra' Maggi

Justiça do MT manda bloquear R$ 9,8 milhões de Blairo e mais sete RODRIGO VARGAS DE CUIABÁ

A Justiça Federal de Mato Grosso determinou a quebra do sigilo fiscal e o bloqueio de R$ 9,8 milhões nos bens do senador Blairo Maggi (PR) e de outras sete pessoas denunciadas sob acusação de improbidade administrativa no Estado.

O valor é equivalente ao prejuízo que, segundo o Ministério Público Federal, foi causado aos cofres estaduais por irregularidades na contratação da empresa Home Care Medical Ltda, no primeiro mandato de Blairo como governador (2003-06).

Procuradoria denuncia ex-governador de MT por improbidade


Alan Marques - 14.abr.2008/Folhapress

Senador e ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi (PR)

"Não houve pesquisa de preços antes da contratação da empresa; a razão apontada para a dispensa da licitação (situação de emergência) não foi comprovada; foram constatados indícios de que a escolha da empresa foi direcionada", enumerou o MPF, em nota à imprensa.

Segundo a Procuradoria, a Home Care foi contratada com dispensa de licitação para fornecer medicamentos e gerenciar os estoques de medicamentos.

Um levantamento feito pelo TCU (Tribunal de Contas da União) identificou um sobrepreço de 32,74% nos valores de produtos e serviços pagos à empresa entre outubro de 2003 e outubro de 2004.

"No cumprimento do acordo foram encontradas outras irregularidades. Dentre elas, destacam-se notas fiscais sem carimbo de inspeção sanitária, fornecimento ao Estado dos mesmos medicamentos com preços diferentes", disse a Procuradoria.

Além do senador, foram denunciados o ex-secretário de Saúde e hoje desembargador Marcos Machado, servidores públicos que participaram da comissão de licitações e os representantes da Home Care, Renato Júnior e José Cavichioli.

Na decisão, o juiz federal Marllon Souza, substituto da 1ã Vara, diz que os fatos narrados na denúncia são de "gravidade inconteste" e "causaram prejuízo enorme aos cofres públicos e à coletividade".

Segundo ele, há "sérios indícios de superfaturamento" no caso.

OUTRO LADO  A assessoria do senador Blairo Maggi disse, em e-mail à Folha, que ele não foi "comunicado oficialmente" da decisão. A defesa do senador, segundo a assessoria, "analisa a questão e deve entrar com recurso". Os proprietários da Home Care não foram localizados.

Em nota encaminhada às 20h, o desembargador Marcos Machado chamou de "precipitada" a decisão judicial. "Espero apenas a oportunidade para explicar e individualizar minha responsabilidade, pois não era secretário à época da contratação e não fui ordenador da despesa que teria gerado suposto prejuízo", disse, em um trecho. 

 Ele criticou o Ministério Público Federal que, segundo ele, busca a "divulgação sensacionalista e moralmente ofensiva do fato, que viola inclusive dever funcional e a ética".

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

DESPUDOR COM O GASTO DO DINHEIRO PÚBLICO - Placar para contar dias para a Copa custará 1 milhão de reais

Painel da Copa custará R$ 1.000 por dia ao contribuinte de MT

O Paiinel eletrônico instalado pelo governo de Mato Grosso para a contagem regressiva até o Mundial-2014 vai custar aos contribuintes do Estado um total de R$ 1.133 por dia. Se for mantido até o fim da contagem, o valor sobe para R$ 1,1 milhão.

O equipamento foi alugado por R$ 34 mil mensais por meio de um contrato firmado com a empresa Ligraf Espaço Editora Gráfica e Publicidade Ltda, vencedora de uma licitação por carta-convite.

Instalada em frente à sede da Agecopa, autarquia cuja extinção foi anunciada nesta semana pelo governador Silval Barbosa (PMDB), a estrutura tem 4 m de largura por 2 m de altura e foi lançada no dia 17, durante evento que marcou os mil dias que faltavam para a próxima Copa.

É mais uma oportunidade para que todos possam acompanhar o andamento dos trabalhos que preparam Cuiabá e Mato Grosso para o maior evento de sua história, disse, então, o presidente da Agecopa, Eder Moraes.

Em nota na inauguração, a Agecopa afirmou que, além da contagem, o painel também seria usado para veicular informações motivacionais, vídeos institucionais e promocionais do turismo.

A assessoria da Agecopa disse que a locação se deu em caráter emergencial por 60 dias e que não seria renovada por causa do alto custo.

Segundo a entidade, um edital de licitação será lançado para a aquisição de um novo cronômetro que pertencerá ao governo do Estado e que será utilizado futuramente para ações da Copa, e aproveitado na Arena Pantanal.

Foi lida, na quinta-feira, na Assembleia Legislativa, a mensagem que extingue a Agecopa e cria uma secretaria vinculada ao gabinete do governador. O projeto será votado na próxima semana

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Procuradoria denuncia ex-governador de MT por improbidade

RODRIGO VARGAS
DE CUIABÁ
Atualizado às 20h53.

O Ministério Público Federal de Mato Grosso denunciou sob acusação de improbidade administrativa o senador Blairo Maggi (PR) por supostas irregularidades na contratação de uma empresa da área de saúde em seu primeiro mandato como governador de Mato Grosso.

Segundo a Procuradoria, o TCU (Tribunal de Contas da União) identificou um sobrepreço de 32,74% nos valores de produtos e serviços pagos à Home Care Medical Ltda entre outubro de 2003 e outubro de 2004. O prejuízo, em valores atualizados, foi de quase R$ 10 milhões.
"Não houve pesquisa de preços antes da contratação da empresa; a razão apontada para a dispensa da licitação (situação de emergência) não foi comprovada; foram constatados indícios de que a escolha da empresa foi direcionada", enumerou o MPF, em nota à imprensa.

Foram denunciados, ainda, o desembargador Marcos Machado, secretário de Saúde à época da contratação, e os empresários Renato Júnior e José Cavichioli, da Home Care.
A empresa alvo da ação, afirma a Procuradoria, foi contratada com dispensa de licitação para fornecer medicamentos e gerenciar os estoques do "almoxarifado farmacêutico" --um serviço, de acordo com a denúncia, "que era função básica do Estado".

"No cumprimento do acordo foram encontradas outras irregularidades. Dentre elas destacam-se notas fiscais sem carimbo de inspeção sanitária, fornecimento ao Estado dos mesmos medicamentos com preços diferentes (...) e a cobrança de preços acima dos de mercado", diz a nota.

À ocasião, a Secretaria de Saúde afirmou que a dispensa de licitação era em razão da "difícil e complexa situação de abastecimento das Unidades de Saúde mantidas pelo Estado".

"Contudo, após análise dos órgãos de controle, não ficou comprovada a situação de emergência citada pelo secretário-adjunto para dispensar a licitação, uma vez que a SES já havia realizado no mesmo mês um pregão para aquisição de medicamentos de alto custo."

Os valores supostamente recebidos a mais pela Home Care atingiram, segundo o TCU, a cifra de R$ 4.264.224,50 --valor que, atualizado e com juros de mora, chegaria hoje a R$ 9.838.128,80.

OUTRO LADOA Folha entrou em contato com a assessoria do senador Blairo Maggi, mas não obteve resposta. A assessoria do Tribunal de Justiça não respondeu ao pedido de contato com o desembargador Marcos Machado. Não foi possível contato com a Home Care.
Em nota, o desembargador Marcos Machado disse que assumiu a pasta da Saúde dois meses após a assinatura do contrato com a Home Care. "Eu não contratei nem autorizei a contratação sem licitação, bem como não era ordenador de despesas para poder ser responsabilizado por pagamentos", disse.

Machado afirmou que, após assumir a pasta, tentou por duas vezes licitar o serviço, mas o edital acabou impugnado e houve, segundo ele, a necessidade de prorrogar o contrato. "Não havia alternativa, pois não deixaríamos milhares de usuários do SUS, pacientes de tratamento contínuo, sem medicação, com risco de morte imediata."

Sobre o suposto sobrepreço, o desembargador disse que não havia à época "parâmetros nacionais de preços de medicamentos comercializados no interior do Brasil". "O Tribunal de Contas do Estado, em decisão administrativa, não reconheceu que os valores praticados teriam sido abusivos", afirmou

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

LEGAL MAS IMORAL - Governador de MT por 10 dias recebe pensão vitalícia


 Deputados que substituíram dirigentes em férias ganham R$ 15 mil mensais
Estado de Mato Grosso paga aposentadoria a 15 ex-governadores ou a suas viúvas; despesa anual é de R$ 2,6 mi
Rodrigo Vargas, Folha de S. Paulo
Mandatos-relâmpago foram suficientes para que políticos de Mato Grosso recebessem pensão vitalícia de R$ 15 mil mensais como ex-governadores do Estado.
Hoje conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, o ex-deputado Humberto Bosaipo (DEM) integra a lista de beneficiários.
Em 2002, na condição de presidente da Assembleia Legislativa, ele assumiu o cargo por dez dias durante uma viagem oficial do então governador Rogério Salles (PSDB) ao exterior.
Também na condição de presidente da Assembleia, o então deputado Moisés Feltrin (DEM) ocupou o cargo por 33 dias, entre 1990 e 1991.
Desde então, está na folha de pagamento do Estado.
Outra integrante da lista é a ex-vice-governadora Iracy França, que assumiu o governo de forma interina durante viagens do então governador Blairo Maggi em seu primeiro mandato (2003-2006).
A lei estadual que previa a pensão vitalícia, extinta em 2003, assegurava o benefício até mesmo para quem ocupasse o cargo por apenas um dia - desde que, nesse período, tivesse assinado algum ato governamental.
Atualmente, segundo o governo do Estado, são 15 as pensões pagas a ex-governadores - ou a suas viúvas. O benefício gera uma despesa anual de R$ 2,6 milhões aos cofres públicos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

MP acusa Incra de ROUBO em cestas básicas de trabalhadores


   


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Cuiabá - O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF-MS) afirmou que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) comprava cestas básicas em número superior ao necessário para abastecer as famílias de trabalhadores rurais acampadas no Estado. A investigação apontou também indícios de desvio e venda de cestas por presidentes de sindicatos e líderes de acampamentos.

Segundo o MPF, o próprio Incra admitiu, depois de um recadastramento, que há 2.553 famílias em 110 acampamentos em todo o Estado, ou 16% do total estimado. O excedente de 13.447 cestas custou aos cofres públicos R$ 914 mil. Somente em agosto do ano passado, a autarquia determinou que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) adquirisse 16 mil cestas, ao custo de R$ 68 cada.

Em 2010 houve outras duas etapas de distribuição de cestas básicas, com aquisição de 13.587 e 13.671 unidades. Se for levado em conta o mesmo percentual de 16% de famílias, o excedente de 22.897 cestas saiu por mais de R$ 1,5 milhão. Em 2009 foram adquiridas 56.169 cestas de alimentos.

A Polícia Federal investiga as denúncias e apura suspeitas de exploração da distribuição das cestas com cunho eleitoral por servidores do Incra.

Além do recadastramento, o MPF determinou que a entrega de cestas de alimentos seja realizada com o preenchimento de um termo de declaração que certifique a moradia no acampamento. A entrega deve ser feita por servidores do Incra diretamente aos acampados, com recibos que contenham nome, CPF e assinatura do beneficiário.

Cada novo cadastro deve ser comprovado e comunicado ao Incra. Caso haja irregularidades, os responsáveis estarão sujeitos a penalidades previstas na legislação criminal. O MPF estuda ainda a abertura de processos por improbidade administrativa contra os diretores do instituto responsáveis pela distribuição das cestas.

Entenda o caso
Um investigação do MPF apontou irregularidades na distribuição de cestas básicas pelo Incra em quatro acampamentos localizados no município de Dourados. Em julho de 2010, o ministério visitou acampamentos no município de Dourados. Das 297 famílias de trabalhadores rurais cadastradas, apenas 16 efetivamente moravam nesses acampamentos e 94% dos beneficiários compareciam aos locais apenas para receber as cestas.

O MPF encontrou barracos praticamente abandonados, sem utensílios domésticos e que não apresentavam qualquer indício de criação de animais ou plantações. Foi encontrada até uma tabela de pontuação destinada a premiar aqueles que permanecessem acampados por maior período.