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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FRAUDE NO MINISTÉRIO DAS CIDADES II - MPF vai investigar fraude no Ministério das Cidades

Pasta teria fraudado projeto da Copa com aval do ministro Mário Negromonte

Por Isabel Braga


Mário Negromonte teria dado aval para a fraude no documento Ministério das Cidades / Rodrigo Nunes

BRASÍLIA – O Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) instaurou investigação nesta quinta-feira para apurar suposta fraude em nota técnica do Ministério das Cidades O documento teria sido alterado para aprovar mudança no projeto de mobilidade urbana para Copa em Cuiabá (MT), em parecer que vetava a alteração. Segundo o MPF-DF, o objetivo é apurar possível prática de improbidade administrativa por gestores do ministério.
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A alteração na nota técnica teria respaldo político. O documento, segundo reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”, foi forjado por Cristina Maria Soja, gerente de Projetos do Ministério das Cidades, e Luiza Gomide de Faria Vianna, diretora de Mobilidade Urbana do órgão, para demonstrar posicionamento favorável da área técnica.

A Procuradoria da República em Mato Grosso, que já vinha fazendo esse acompanhamento em procedimento investigatório prévio às denúncias divulgadas nesta quinta-feira, irá analisar o impacto causado com a mudança no projeto.

Oposição quer que TCU investigue fraudes
O PPS protocolou nesta quinta-feira na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara um pedido para que o Tribunal de Contas da União (TCU) apure a denúncia de que o Ministério das Cidades aprovou, com o aval do ministro Mário Negromonte, um documento forjado para mudar um projeto de transporte para a Copa do Mundo de 2014, em Cuiabá, no Mato Grosso.

- Somente nesse caso já vemos indícios de irregularidades que envolvem R$ 1,2 bilhão. Queremos uma apuração rigorosa para que não se repita o que aconteceu nos jogos Pan-Americanos, quando o próprio TCU apontou um festival de superfaturamentos e desvios de dinheiro público - afirmou o líder do PPS, deputado federal Rubens Bueno (PR).

O pedido do PPS precisa ser aprovado pela comissão da Câmara para que o TCU inicie a apuração do caso.No papel de líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) minimizou a denúncia e pediu que se cheque a veracidade das informações. Vaccarezza disse que sequer tinha lido a notícia e argumentou que muitas das denúncias feitas nos últimos meses, contra outros ministros, nem todas eram verdadeiras.

- Não vamos tomar nenhuma medida para impedir a investigação deste novo fato, mas vamos exigir também cuidado para que não seja apenas uma ação política. Não vamos admitir nenhum malfeito, mas também não vamos admitir linchamento.

Confrontado com a informação que existe um documento que comprova a fraude para respaldar um acordo político, Vaccarezza também preferiu questionar a existência do documento publicado nesta quinta-feira na imprensa.

- É preciso ver se tem o documento - indagou Vaccarezza.

Para ele, o fato de ter sido publicado na imprensa é insuficiente e é preciso que o documento seja analisado pelos órgão de fiscalização. Ele lembrou que muitas vezes a denúncia não se comprova.

O líder disse que não vê ainda uma reação contrária da sociedade ao governo de Dilma Rousseff devido a inúmeras denúncias envolvendo ministro do governo.

- Tenho contato permanente com a sociedade, por dever de oficio, e também tem as pesquisas. Vejo a sociedade apoiar o governo, o país andar bem. As investigações estão em andamento, os órgãos funcionando de forma consistente. Vejo a sociedade satisfeita pelos elementos que eu tenho

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mpf-vai-investigar-fraude-no-ministerio-das-cidades-3315163#ixzz1eeyIDfCJ
 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

ARRECAÇÃO ILÍCITA - Ministério Público pede cassação de @Vaccarezza

Por Silvia Amorim (silvia.amorim@sp.oglobo.com.br ) e Isabel Braga (isabraga@bsb.oglobo.com.br )
 
SÃO PAULO - O Ministério Público Eleitoral em São Paulo pediu a cassação do mandato do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por arrecadação ilícita de recursos na campanha eleitoral de 2010.

O parlamentar é líder do governo na Câmara e informou nesta terça-feira, por meio de sua assessoria, que espera que o TSE confirme a decisão que ele já obteve no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Para a Promotoria, R$ 350 mil foram doados ao deputado por uma concessionária de serviço público e uma entidade de classe, o que é vedado pela Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), e cuja penalidade máxima é a cassação. Vaccarezza recebeu R$ 150 mil da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisas (Interfarma) e R$ 200 mil da UTC engenharia S/A.
O TRE paulista decidiu em favor do deputado por considerar que a Interfarma tem patrimônio particular e não recebe recursos públicos. No caso da UTC, a corte eleitoral considerou que a empresa não é concessionária ou permissionária de serviço público.

O recurso do Ministério Público foi protocolado na sexta-feira passada. Nele, os promotores defendem que a Interfarma reúne as características de entidade de classe, ao representar 41 entidades associadas e atuar junto às autoridades competentes no sentido de certificar a exclusividade de produtos farmacêuticos a favor dos seus associados. A promotoria afirma ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou no sentido de que entidade de classe é aquela na qual se congregam associações regionais.

Para o MP, a UTC Engenharia S/A é uma concessionária de serviço público porque atua na exploração de petróleo e gás natural, "atividade de titularidade exclusiva da União, a qual somente pode ser delegada mediante concessão ou permissão".
Segundo o recurso, os valores tiveram repercussão no contexto da campanha e o poder de desequilibrar a eleição, vez que Vaccarezza "foi eleito com expressiva quantidade de votos, o que contribuiu para o aumento do quociente do partido e da coligação pelo qual disputava a eleição".

Vaccarezza não comentou o assunto, mas, por meio de sua assessoria, informou estar confiante em um indeferimento do pedido da promotoria pelo TSE.
Vaccarezza diz estar tranquilo em relação à decisão do MPE
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) disse estar tranquilo em relação à decisão do Ministério Público Eleitoral de São Paulo (MPE-SP) de pedir a cassação de seu mandato como deputado federal ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Vaccarezza, as doações feitas à sua campanha respeitaram a legislação eleitoral e ele já foi vitorioso, por unanimidade, no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

- O TRE já descartou isso por unamidade. Não (estou preocupado), nem um pingo. Todas as duas empresas são privadas. Não doaram só para minha campanha, mas de outros candidatos. Se não me engano, doaram para o (Geraldo) Alckmin) - disse Vaccarezza.

Em nota enviada à imprensa na noite desta terça-feira, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) diz estranhar o Ministério Publico Eleitoral de São Paulo ter interposto recurso ao TSE, pois sua vitória no TRE foi unânime.

Os magistrados reconheceram que a primeira doadora de campanha citada não é entidade de classe; que a segunda doadora citada não é concessionária de serviços públicos e que não caberia ação para perda de mandato.

A nota diz que "há de ser lembrado que não é um processo exclusivo contra o deputado. Na verdade, são vários processos acusando os políticos que receberam doações das empresas. O MPE - SP não venceu nenhuma ação"

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/11/08/ministerio-publico-pede-cassacao-de-vaccarezza-925766117.asp#ixzz1dCnsvfhp 

domingo, 30 de outubro de 2011

POLÍTICA NO BR - Do escândalo da cueca a estrela em ascensão: José Guimarães deve virar líder do PT na Câmara

BRASÍLIA - Mais um escândalo do PT, o primeiro "dinheiro na cueca" protagonizado pelo deputado José Nobre Guimarães (PT-CE) e seu ex-assessor parlamentar petista José Adalberto Vieira da Silva, aos poucos, também vai virando piada de salão. Como o mensaleiro João Paulo Cunha (PT-SP), que foi reabilitado e dirige hoje a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal comissão da Câmara, o suposto dono dos US$ 100 mil transportados na cueca de Adalberto, no auge do escândalo do mensalão, em junho de 2005, é uma estrela em ascensão e galga, a passos largos, postos de comando na Casa.

SÓ RINDO:Infográfico bem-humorado relembra o escândalo do mensalão

Guimarães é vice-líder do governo e despacha em reuniões no gabinete do líder Cândido Vaccarezza (PT-SP). O próximo passo é assumir a liderança do PT na Câmara em substituição a Paulo Teixeira (PT-SP), em fevereiro.

Em seu segundo mandato de deputado federal, o irmão do ex-deputado José Genoino - como ainda é apontado por muitos no Congresso apesar de já ter estrela própria - não esconde o prestígio que adquiriu no comando de articula$ções para votação de matérias estratégicas para o governo.

Quando o ex-presidente Lula e o PT viviam o auge das revelações diárias do mensalão, em 2005, o flagra do que ficou conhecido como o caso dos "dólares na cueca" foi mais um baque no governo. Foram denunciados pelo Ministério Público o então deputado estadual José Nobre Guimarães e o ex-auxiliar flagrado no aeroporto em São Paulo, no dia 8 de julho, com US$ 100 mil na cueca e mais R$ 209 mil numa mala.
Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/29/do-escandalo-da-cueca-estrela-em-ascensao-jose-guimaraes-deve-virar-lider-do-pt-na-camara-925699910.asp#ixzz1cFxDzm4E 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

POLÍTICA - PT critica parecer da AGU que defende financiamente privado de campanhas

  
Publicação: 06/10/2011 07:46 Atualização:
 
A defesa do financiamento privado nas campanhas eleitorais feita pela Advocacia-Geral da União (AGU) desagradou petistas. É que doações exclusivamente públicas são uma das bandeiras do partido para a reforma política em discussão no Congresso. Órgão vinculado à Presidência da República, a AGU apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer condenando o financiamento público e enaltecendo a atual legislação, que possibilita doações de empresas e de pessoas físicas. Exatamente o oposto do que defenderia a cúpula do Palácio do Planalto.

O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), diz que o parecer foi feito à revelia da Presidência. “O advogado-geral da União deveria ter ao menos escutado o governo antes de se posicionar. Conheço o que a ministra (de Relações Institucionais) Ideli Salvatti pensa e sei que ela é favorável ao financiamento público”, atacou o líder. “A própria presidente Dilma Rousseff já falou três ou quatro vezes da importância da reforma política, e o que é essa reforma? Um de seus pilares é o financiamento público”, defendeu Teixeira.

 O parecer da AGU contra o financiamento público de campanha foi anexado a uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil. A entidade questiona as doações privadas para campanhas políticas e diz que elas provocam um “desequilíbrio” nas eleições. Com o processo em mãos, o STF pediu a opinião da AGU sobre o assunto. Na avaliação do líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), as declarações contidas no parecer enviado pela AGU ao Supremo “não devem ser confundidas com uma eventual oposição do governo à proposta”.

No parecer de 30 páginas, os advogados da União defendem que as pessoas jurídicas não podem ser excluídas do processo eleitoral porque representam a sociedade. Diz ainda que os recursos privados doados às campanhas garantem o pluralismo partidário. O ministro da AGU, Luis Adams, disse ontem que o parecer não faz juízo político do financiamento público. “Todos os modelos de financiamento são admissíveis e a escolha é uma decisão do Congresso.”

Votação

Diante da falta de consenso, em especial sobre o modelo de financiamento das campanhas, o relator da reforma política na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), pediu ontem o adiamento da votação da proposta. A decisão foi tomada em uma plateia de parlamentares carregada de críticas à proposta. Pelo Twitter, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deu o tom do impasse. “Esse relatório, como está, só será aprovado na noite de 24 de dezembro, dentro do trenó de Papai Noel”, disparou Cunha.

Após a sessão, Fontana preferiu não polemizar com a AGU. “A AGU simplesmente declarou que hoje o financiamento privado está coberto pela Constituição. Não acho que funcione bem uma democracia em que todos aqueles setores com interesses, negócios a fazer com os futuros governos, sejam os responsáveis por financiar as campanhas.”

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

POLÍTICA - #Lula amarra PSB com eleição de Ana Arraes ao TCU

22 de setembro de 2011
22h 02
CRISTIANE SAMARCO - Agência Estado
Não foi a vaga de ministro do Tribunal de Contas de União que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mergulhar na ofensiva política conduzida pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para eleger sua mãe e deputada Ana Arraes para o TCU. Com o PSDB do senador Aécio Neves (MG) fazendo a corte ao governador e presidente nacional do PSB, o que Lula queria era `amarrar'' Campos ao PT.

Foi o próprio Lula quem revelou seu objetivo tático na operação TCU em conversa com um correligionário. Questionado sobre se a vitória não deixaria Campos "forte demais", na condição de comandante de uma articulação nacional e suprapartidária bem sucedida, o ex-presidente foi direto ao ponto: "Não. Isso vai prendê-lo ainda mais ao nosso lado".
O secretário de governo de Pernambuco e deputado Maurício Rands (PT), que trabalhou votos até a última hora no plenário da Câmara para eleger Ana Arraes, diz não ter dúvida de que "o grande significado político da eleição foi reforçar a parceria progressista do PT com o PSB no âmbito da grande aliança que dá sustentação ao governo Dilma Rousseff". Ele entende que o fato é relevante porque dá mais equilíbrio interno à base governista e aproxima os dois partidos nas eleições municipais.

"PT e PSB saem muito mais próximos deste episódio", concorda o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, grato pela votação maciça dos petistas em Ana Arraes, a despeito da ala comandada pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), ter apoiado o adversário Aldo Rebelo (PC do B-SP). Nas contas dos socialistas, mais de dois terços da bancada do PT votou na candidata do partido.

O PSDB também ficou majoritariamente com Ana Arraes, mas a avaliação no tucanato é que nenhuma ala tem o que comemorar. De um lado, perderam os serristas que votaram em Aldo Rebelo. De outro, os aecistas que apostaram em parcerias futuras com o PSB de Campos tiveram de amargar derrota dupla

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

355 Deputados disseram NÃO para a nova CPMF

Câmara derruba criação de novo imposto para financiar a Saúde


BRASÍLIA - Sem viabilizar a cobrança de um novo imposto para financiar a Saúde, como desejavam setores do governo e alguns governadores, a Câmara finalizou nesta quarta-feira a votação do projeto de lei complementar que estabelece regras mais rígidas para os gastos no setor por estados e municípios. O texto regulamenta a chamada Emenda 29, proposta de emenda constitucional aprovada em 2000, que fixa os gastos mínimos com a Saúde Pública.

REPERCUSSÃO : Após regulamentação da Emenda 29, líder do PPS na Câmara diz que o governo mentiu

O projeto, que volta agora para o Senado, começou a ser votado pelos deputados em 2008, quando foi aprovada no texto a criação da Contribuição Social para a Saúde, a CSS, que substituiria a extinta CPMF. Mas, na votação desta quarta-feira, a aprovação de um destaque do DEM tornou inviável a cobrança do novo tributo, pois retirou a base de cálculo da CSS - que teria alíquota de 0,1% sobre todas as movimentações financeiras.

Na votação desta quarta-feira, apenas o PT recomendou voto favorável à criação do imposto. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), liberou a base aliada, que votou com o destaque do DEM. Deputados petistas estão incomodados com a postura da presidente Dilma Rousseff de recuar e defender a criação do imposto para a Saúde. No total, foram 355 votos favoráveis à manutenção do texto, 76 contra e 4 abstenções.

Nem todos os governadores, no entanto, desistiram de defender a criação de um imposto para custear a Saúde e tentarão pressionar os senadores neste sentido. Nesta quarta-feira em almoço com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), a maioria deles reconheceu a necessidade de mais recursos para a Saúde, mas poucos defenderam publicamente um novo tributo.

- Não podemos querer que as coisas melhorem e não pagar o preço de um eventual desgaste. Não acho que seja desgaste, eu já aplico o percentual no estado. Seria um bom começo aprovar os 0,1% sobre movimentação financeira acima de R$ 3 mil - afirmou o governador da Bahia, Jacques Wagner (PT).

A regulamentação aprovada nesta quarta-feira traça o que é considerado efetivamente gasto com Saúde dentro do percentual de 12% para estados e 15% para municípios. A regulamentação fixa critérios para os gastos, evitando que estados incluam outras despesas para cumprir o percentual de 12%, como despesas com merenda escolar, por exemplo.

- É uma reivindicação histórica (a regulamentação da Emenda 29) e retira e proíbe a utilização de outros subterfúgios que não são gastos com Saúde - afirmou Marco Maia.

Mas o texto que segue agora para o Senado, se for votado como a Câmara aprovou, terá de ser corrigido ou implicará perdas para a Saúde. Isso porque, no texto-base aprovado em 2008, o deputado Pepe Vargas (PT-RS), relator na Câmara, estabeleceu que o percentual de 12% para gastos com a saúde não poderia incidir sobre o valor que os governadores usam, de sua arrecadação, com o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). A retirada dos gastos do Fundeb do total da arrecadação dos estados significará um perda de cerca de R$ 7 bilhões para a Saúde.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), deixou claro que a tarefa de encontrar uma saída para o financiamento da saúde será agora dos senadores.

- O Senado que encontre agora uma fórmula - afirmou.

Agora, o maior temor do governo é que seja retomado o projeto do então senador e hoje governador do Acre, Tião Viana (PT), que fixa em 10% das receitas o mínimo que a União deve investir em Saúde.

Governadores discutiram votação
No almoço desta quarta-feira entre o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e os representantes de 21 estados para discutir a Emenda 29, os governadores aproveitaram para mostrar suas preocupações com a questão.

De acordo com os líderes, alguns dos 14 governadores presentes, como o petista Jaques Wagner (BA), expressaram o desejo de um nova fonte de recursos, mas não houve pedido para adiar a votação. Os líderes ainda deixaram claro que a criação de um novo imposto ficaria de fora da votação.

Os líderes acharam positivo o almoço.
- A reunião foi interessante. Traz a visão dos governadores para o problema da saúde - afirmou o líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP).

Ele disse ainda que não havia clima político para criar a Contribuição Social para a Saúde (CSS), um novo imposto nos moldes da antiga CPMF. Duarte Nogueira falou ainda de uma sugestão do governador do Mato Grosso, o peemedebista Silval Barbosa, para ter mais recursos para a Saúde.
- Alguns defenderam a criação de um imposto, mas o governador do Mato Grosso deu uma ideia interessante: o governo reduzir o indexador da dívida dos estados para com a União. Com um indexador menos oneroso, os governadores poderiam direcionar o dinheiro que economizaram para a Saúde - afirmou.

Novo imposto não adianta pedir. A oposição não aceitará votar, mas podemos discutir outras fontes de custeio, desde que isso não signifique aumento de impostos

O líder do DEM, ACM Neto (BA), também havia descartado a aprovação de um novo imposto.
- Novo imposto não adianta pedir. A oposição não aceitará votar, mas podemos discutir outras fontes de custeio, desde que isso não signifique aumento de impostos - disse.

O líder do PT, Paulo Teixeira (SP), defendeu ser preciso continuar buscando alternativas que garantam recursos para a Saúde.
Não adianta um impostinho aqui, ou ali. É preciso discutir essa questão com profundidade, resolver esse problema
- Se quisermos melhorar a Saúde, precisamos buscar fontes alternativas de custeio. Saio certo de que temos que fazer uma revisão da carga tributária do nosso país - disse ele, citando como exemplos a possibilidade de taxar a remessa de capitais para o exterior e impostos sobre grandes fortunas.

O líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), criticou a ausência dos governadores do Rio de Janeiro - Sérgio Cabral - e de São Paulo - Geraldo Alckmin - e ressaltou que a votação resolveria o problema da Saúde no Brasil.
- Não adianta um impostinho aqui, ou ali. É preciso discutir essa questão com profundidade, resolver esse problema.

Apenas três governadores e um vice rejeitam explicitamente novo imposto em reunião com Marco Maia
Alguns governadores presentes na reunião com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), defenderam, de uma forma ou de outra, novas fontes de recurso para a Saúde . Apenas Simão Jatene (PSDB-PA) e Rosalba Ciarlini (DEM-RN), além do vice de Minas, Alberto Pinto Coelho (PP), foram explícitos em rejeitar um novo imposto.
- Sou totalmente contra a criação de um novo imposto - disse Rosalba à imprensa, após a reunião.

Indagado se os governadores defenderam um novo imposto, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), destacou que não houve consenso.
- Todos concordam que é necessário mais financiamento para a Saúde. Mas não há consenso em relação à criação de um novo tributo. O tema é afeto ao Congresso Nacional.

A assessoria do governador em exercício de Goiás, José Eliton de Figuerêdo Júnior, entrou em contato com a redação do GLOBO para dizer que ele esteve presente no encontro em Brasília e também é contra a CSS

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/09/21/camara-derruba-criacao-de-novo-imposto-para-financiar-saude-925411311.asp#ixzz1YfmOuBET




quinta-feira, 18 de março de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Não existe mais hipótese da candidatura de Ciro em SP, diz Vaccarezza


Líder do governo diz que o próprio deputado federal já disse não querer.
Nome do PT deve ser o de Aloízio Mercadante, segundo o líder do governo.

Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou nesta quinta-feira (18) que “não há mais a hipótese” de o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) ser candidato ao governo de São Paulo. Ciro é pré-candidato à Presidência, mas vinha sendo sondado por um grupo de partidos para disputar o governo de São Paulo. Com o deputado fora da disputa, Vaccarezza acredita que o senador Aloízio Mercadante será o candidato do PT no estado.

“Não existe mais a hipótese dele (Ciro) ser candidato ao governo de São Paulo. Ele já falou para mim e até publicamente que não quer ser candidato. Se não fosse definitivo, não teria falado”, disse Vaccarezza.

Diante da exclusão do nome de Ciro, o candidato do PT deve ser Mercadante, segundo o líder do governo. “Salvo qualquer modificação, o Mercadante será o nosso candidato”.

O líder do governo reconheceu que a ministra deverá ter mais de um palanque no estado. Além de Mercadante, ela poderá contar com o apoio de Paulo Skaf (PSB), que substituiria Ciro como candidato do PSB. “O mais provável e que a Dilma tenha um palanque duplo, o do Skaf e o do Mercadante”.

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comparação Dilma-Serra interessa ao governo, diz líder

11 de fevereiro de 2010 - Agência Estado

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), admitiu que é de interesse do governo a estratégia de comparações com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na campanha presidencial deste ano.

"Vamos fazer a comparação do que foi o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do atual. A comparação Serra e Dilma nos interessa", afirmou, nesta quinta-feira.
Segundo ele, a pré-candidata do governo, a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, foi escolhida para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva porque ela é "a melhor entre os melhores", assim como o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que teve posição no governo Fernando Henrique quando foi ministro do Planejamento e da Saúde.
Mas, Vaccarezza destacou que uma das dificuldades do candidato da oposição é o momento político atual. Em 2002, afirmou, o povo queria mudança e Serra era candidato da continuidade. Agora, em 2010, o povo quer continuidade, e Serra é candidato da mudança. "Ele foi e é candidato em dois momentos ruins para ele", avaliou.
'Dogmática' - Já para Fernando Henrique, o problema de Dilma Rousseff é o temperamento e a falta de experiência em outro cargo público, como governadora ou prefeita. Em entrevista ao jornal americano Miami Herald desta quinta-feira, o ex-presidente disse que considera a candidata "autoritária" e mais "dogmática" do que Lula.
"Ela é mais dogmática. Ela tem uma visão ultrapassada, favorecendo uma maior interferência do Estado", afirmou. "Ela não foi governadora, nem prefeita, nada. É difícil pensar que as pessoas colocarão sua confiança em alguém que é um servidor público, não um líder, enquanto em outro campo você tem líderes com um passado comprovado", completou.
(Com Agência Estado)