Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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segunda-feira, 23 de abril de 2012

CACHOEIRODUTO - oposição quer saber se Cachoeira financiou campanha de Lula em 2002

ANDREZA MATAISDE BRASÍLIA
ANDRÉIA SADI
DO PAINEL
Folha de São Paulo
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Incentivador da CPI do Cachoeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode virar um dos focos da comissão de inquérito.

A oposição tirou da gaveta depoimento do advogado Rogério Buratti à CPI dos Bingos, em 2005, no qual ele diz que em parceria com "empresários dos jogos" do Rio de São Paulo, Carlinhos Cachoeira teria dado R$ 1 milhão de caixa dois para campanha de Lula em 2002.
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Cachoeira foi preso pela Polícia Federal por envolvimento com o jogo ilegal e seus negócios serão investigados por uma CPI no Congresso.

A comissão deve ser criada hoje e terá maioria governista, com votos suficientes para barrar os planos da oposição.

Diz o texto da CPI dos Bingos: "Rogério Tadeu Buratti afirmou de maneira firme e clara que o senhor Waldomiro Diniz, representando José Dirceu, arrecadou dinheiro de 'bingueiros' no Estado do Rio de Janeiro, e ainda da Gtech e do empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e que o valor arrecadado por Waldomiro seria algo em torno de R$ 1 milhão."

No total, segundo o relatório, "empresas de jogos" irrigaram "a campanha do presidente Lula e o PT" com R$ 2 milhões de reais. "Os recursos transitaram pelo comitê financeiro da campanha."

Buratti foi secretário do ex-ministro Antonio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto (SP). Waldomiro Diniz, citado por ele, era braço direito do então ministro José Dirceu, que coordenou a campanha de Lula em 2002.

O ex-senador Efraim Morais (DEM-PB), relator da CPI dos Bingos, disse que a investigação dessa denúncia não foi aprofundada na época porque houve uma manobra governista que impediu a quebra de sigilos bancários.

Assessor do ex-presidente Lula, Paulo Okamoto, disse à Folha que a oposição tem que convocar outro ex-ministro, José Dirceu, para explicar a declaração, e não o Lula. "Se o Buratti está dizendo que recebeu o dinheiro tem que chamar o Buratti, o Cachoeira, o Zé Dirceu."

"O Lula queria tanto a CPI que pode até ser sorteado com um depoimento para explicar o dinheiro do Cachoeira na sua campanha", afirmou o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR).

"Teremos o vale a pena ver de novo. Se o propósito dessa CPI era atingir as oposições ou criar uma névoa sobre o julgamento do mensalão o tiro pode sair pela culatra", complementou o líder do PSDB, deputado Bruno Araújo (PE).

Buratti, que mora hoje na Itália, não foi localizado pela Folha. Ele foi investigado pela CPI dos Bingos devido a sua ligação com a Gtech, empresa que a CEF (Caixa Econômica Federal) tinha contrato para operar as loterias.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FRAUDE NO MINISTÉRIO DAS CIDADES II - MPF vai investigar fraude no Ministério das Cidades

Pasta teria fraudado projeto da Copa com aval do ministro Mário Negromonte

Por Isabel Braga


Mário Negromonte teria dado aval para a fraude no documento Ministério das Cidades / Rodrigo Nunes

BRASÍLIA – O Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) instaurou investigação nesta quinta-feira para apurar suposta fraude em nota técnica do Ministério das Cidades O documento teria sido alterado para aprovar mudança no projeto de mobilidade urbana para Copa em Cuiabá (MT), em parecer que vetava a alteração. Segundo o MPF-DF, o objetivo é apurar possível prática de improbidade administrativa por gestores do ministério.
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A alteração na nota técnica teria respaldo político. O documento, segundo reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”, foi forjado por Cristina Maria Soja, gerente de Projetos do Ministério das Cidades, e Luiza Gomide de Faria Vianna, diretora de Mobilidade Urbana do órgão, para demonstrar posicionamento favorável da área técnica.

A Procuradoria da República em Mato Grosso, que já vinha fazendo esse acompanhamento em procedimento investigatório prévio às denúncias divulgadas nesta quinta-feira, irá analisar o impacto causado com a mudança no projeto.

Oposição quer que TCU investigue fraudes
O PPS protocolou nesta quinta-feira na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara um pedido para que o Tribunal de Contas da União (TCU) apure a denúncia de que o Ministério das Cidades aprovou, com o aval do ministro Mário Negromonte, um documento forjado para mudar um projeto de transporte para a Copa do Mundo de 2014, em Cuiabá, no Mato Grosso.

- Somente nesse caso já vemos indícios de irregularidades que envolvem R$ 1,2 bilhão. Queremos uma apuração rigorosa para que não se repita o que aconteceu nos jogos Pan-Americanos, quando o próprio TCU apontou um festival de superfaturamentos e desvios de dinheiro público - afirmou o líder do PPS, deputado federal Rubens Bueno (PR).

O pedido do PPS precisa ser aprovado pela comissão da Câmara para que o TCU inicie a apuração do caso.No papel de líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) minimizou a denúncia e pediu que se cheque a veracidade das informações. Vaccarezza disse que sequer tinha lido a notícia e argumentou que muitas das denúncias feitas nos últimos meses, contra outros ministros, nem todas eram verdadeiras.

- Não vamos tomar nenhuma medida para impedir a investigação deste novo fato, mas vamos exigir também cuidado para que não seja apenas uma ação política. Não vamos admitir nenhum malfeito, mas também não vamos admitir linchamento.

Confrontado com a informação que existe um documento que comprova a fraude para respaldar um acordo político, Vaccarezza também preferiu questionar a existência do documento publicado nesta quinta-feira na imprensa.

- É preciso ver se tem o documento - indagou Vaccarezza.

Para ele, o fato de ter sido publicado na imprensa é insuficiente e é preciso que o documento seja analisado pelos órgão de fiscalização. Ele lembrou que muitas vezes a denúncia não se comprova.

O líder disse que não vê ainda uma reação contrária da sociedade ao governo de Dilma Rousseff devido a inúmeras denúncias envolvendo ministro do governo.

- Tenho contato permanente com a sociedade, por dever de oficio, e também tem as pesquisas. Vejo a sociedade apoiar o governo, o país andar bem. As investigações estão em andamento, os órgãos funcionando de forma consistente. Vejo a sociedade satisfeita pelos elementos que eu tenho

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mpf-vai-investigar-fraude-no-ministerio-das-cidades-3315163#ixzz1eeyIDfCJ
 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

MINISTÉRIO DO TRABALHO - Oposição pede que PGR investigue corrupção no Trabalho

Partido se baseia em reportagem de VEJA sobre cobrança de propina na pasta comandada por Carlos Lupi, do PDT


Gabriel Castro



O ministro do Trabalho, Carlos Lupi (Antonio Cruz/Agência Brasil) 
O PPS apresentou nesta segunda-feira à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de investigação sobre o pagamento de propina no Ministério do Trabalho, revelado por VEJA. Reportagem que chegou às bancas no sábado mostra que assessores do ministro Carlos Lupi exigiam até 15% de comissão para resolver pendências de entidades que mantém contrato com a pasta.
 O documento cita três crimes pelos quais o pedetista Carlos Lupi deve ser investigado: "Se forem confirmados os fatos, em tese é possível cogitar-se da prática pelo representado de três crimes contra a administração pública que se encontram capitulados no Código Penal Brasileiro, a saber: peculato, concussão e corrupção passiva", afirma o pedido.
O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno, é quem entregou a solicitação à PGR. "Não podemos mais ficar observando isso acontecer corriqueiramente. É o funcionamento de um esquema que busca apenas uma clientela para levar dinheiro. É o caixa 2 dos partidos", afirmou ele ao site de VEJA.
O partido também quer ouvir, na Câmara, dirigentes de ONGs envolvidas no esquema, além do próprio ministro pedetista e seus assessores diretos. Os primeiros requerimentos já foram apresentados nesta segunda-feira à Comissão de Fiscalização e Controle da Casa, e pede que venham ao Congresso os dirigentes de duas ONGs citadas na reportagem.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

FARRA DAS ONG'S NO GOVERNO - Líder do PPS na Câmara diz que devassa nos convênios com ONGs é confissão de culpa do governo

O Globo (opais@oglobo.com.br)


BRASÍLIA - O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), disse nesta segunda-feira que a decisão da presidente Dilma Rousseff em fazer uma devassa nos convênios firmados entre o governo e ONGs é uma confissão de culpa. Segundo o parlamentar, o governo está reconhecendo sua incompetência em impedir a corrupção. A medida está em decreto assinado por Dilma, em que também se estabelece a suspensão de repasses a ONGs por 30 dias.


''A medida anunciada agora pela presidente Dilma precisa ser vista, em primeiro lugar, como uma confissão de culpa ''

- A medida anunciada agora pela presidente Dilma precisa ser vista, em primeiro lugar, como uma confissão de culpa. Em segundo lugar, o decreto não passa de um paliativo tardio, uma espécie de satisfação à opinião pública. Trata-se de usar um band-aid para tratar de uma fratura exposta - afirmou Rubens Bueno, questionando a lisura com que a medida será aplicada:

- Como vamos confiar em um pente fino sob a responsabilidade dos mesmos técnicos que, tempos atrás, como ocorreu no ministério do Esporte, fabricaram documentos para escamotear fraudes cometidas por ONGs?

Para Rubens Bueno, o decreto vem com atraso, uma vez que, já em 2006, surgiram denúncias contra ONGs.

- De lá para cá o governo não fez nada para barrar essa farra. Ao contrário, multiplicou o número de convênios com esse tipo de entidade - afirmou o líder do PPS, acrescentando ainda que há o perigo de "efeitos colaterais" indesejados:

- A medida pode provocar uma verdadeira corrida da propina em direção aos ministérios e autarquias do governo federal. Preocupadas em manter a boquinha, centenas de ONGs correrão aos balcões da Esplanada para regularizar sua situação junto ao governo. E nesse balcão, como sabemos, costumam pousar malas de dinheiro.

Segundo o líder do PPS, é preciso ir além, promovendo o desaparelhamento político do Estado e pondo fim à prática de entregar ministérios de "porteira fechada", ou seja, dando a um partido a tarefa de indicar todos os ocupantes de cargos numa pasta.

- Sem isso, qualquer medida é mero marketing político.

O deputado lembrou os escândalos durante o governo Dilma e também pediu a instalação de uma CPI:

- As ONGs foram causa direta da queda de pelo menos três ministros de Dilma: Wagner Rossi, da Agricultura, Pedro Novais, do Turismo, e Orlando Silva, do Esporte - afirmou.

- Nós, do PPS, insistimos na abertura da CPI da Corrupção - acrescentou. 

Rubens Bueno aproveitou para criticar o PCdoB, partido que comanda a pasta do Esporte desde 2003. Ele lembra que em 2007 chegou a ser aberta no Congresso a CPI das ONGs, mas ela acabou por encerrar seus trabalhos sem aprovar um relatório.

- É bom que se lembre, o relator da CPI foi o senador Inácio Arruda, do PCdoB, partido que agora ganhou o centro do noticiário nacional por, justamente, usar o Ministério do Esporte e ONGs de militantes da legenda para desviar o dinheiro do contribuinte

Fonte O Globo  http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/31/lider-do-pps-na-camara-diz-que-devassa-nos-convenios-com-ongs-confissao-de-culpa-do-governo-925704288.asp#ixzz1cRbXsH8C

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Oposição cogita pedir cassação de Pedro Novais na Câmara

O Globo
O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno, anunciou [ontem] que a oposição estuda pedir no Conselho de Ética da Câmara a cassação de Pedro Novais. Com sua saída do Ministério do Turismo, Novais voltará ao Parlamento, uma vez que foi reeleito deputado em 2010. Bueno disse ainda que a queda do ministro não encerra a necessidade de apurar as denúncias de corrupção e desvio de verba na pasta.
Ele voltou a defender a instalação de uma CPI da Corrupção no Congresso e a atuação do Ministério Público Federal (MPF) e do Tribunal de Contas da União (TCU) no caso. Bueno também afirmou que a Procuradoria Geral da República tem que abrir uma investigação para apurar a conduta de Novais, acusado de usar dinheiro público para pagar despesas particulares.
- Essa armadilha montada no Ministério do Turismo para desviar dinheiro público precisa ser desarmada - afirmou, acrescentando:
- Não é só punir os funcionários que liberaram verbas do Turismo para empresas fantasmas. É preciso responsabilizar o ex-ministro Pedro Novais que, no mínimo, prevaricou. É bom frisar que ele foi informado, em abril e maio deste ano, sobre as irregularidades e não tomou nenhuma providência.
Bueno aproveitou para criticar o governo e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que a presidente Dilma Rousseff (PT) está sofrendo com a herança deixada por Lula e que as crises políticas estão paralisando o governo.