Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 24 de abril de 2012

DENGUE NO RIO - Rio anuncia EPIDEMIA de dengue 50.016 casos da doença em 2012

Desde o começo deste ano, cidade registrou 50.016 casos da doença
Capital fluminense teve 12 mortes por dengue só em 2012, diz secretaria.
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Do G1 RJ

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A Secretaria municipal de Saúde anunciou, na tarde desta terça-feira (24), que o Rio registra epidemia de dengue. Isso significa que a cidade entrou num estágio em que há mais de 300 casos da doença por cada grupo de 100 mil habitantes e esse número é crescente. Do dia 1º de janeiro até 21 de abril de 2012, foram registrados 50.016 casos e 12 mortes pela doença na cidade.
Em uma semana, o número de casos na cidade do Rio aumentou em quase 10 mil. O balanço anterior, com registros feitos até 14 de abril, contabilizava 40.252 casos.

De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, o surto da doença já era esperado, como anunciou o secretário Hans Dohmann, em entrevista ao Bom Dia Rio na semana passada. A secretaria ressaltou, entretanto, que mesmo vivendo uma epidemia o número de mortes é inferior ao do ano passado e também aos outros anos quando houve o surto da dengue.




Em 2011, quando não teve surto, de 1º de janeiro a 21 de abril, foram registrados 31 óbitos. No mesmo período, em 2002, quando houve a primeira epidemia de dengue na cidade, 62 pessoas morreram da doença. Em 2008, outro ano de epidemia, foram 136 mortes.

as dez principais missões de combate à dengue 1. Cobrir caixas d’água, cisternas, poços e evitar entupimentos de calhas.
2. Vedar com cimento os cacos de vidro nos muros que podem acumular água.
3. Colocar em sacos plásticos, fechar e colocar no lixo copos descartáveis, embalagens, tampas, cascas de ovo e tudo que possa acumular água.
4. Não deixar pneus expostos ao tempo, nunca permitindo acúmulo de água dentro deles.
5. Usar cloro em piscinas, limpá-las com frequência e cobri-las quando não estiverem em uso.
6. Limpar as bandejas externas das geladeiras e ar-condicionado.
7. Esvaziar garrafas, latas e baldes. Guardá-los em local coberto.
8. Guardar garrafas pet e de vidro sempre com a boca para baixo. Guardá-las em local coberto.
9. Lavar semanalmente, com bucha, sabão e água corrente, os vasilhames de alimentação de animais.
10. Lavar os pratinhos dos vasos de plantas e colocar areia até a borda. Evitar plantas como as bromélias, que acumulam água.


Segundo a secretaria, a baixa no número de óbitos se deve ao reforço que a prefeitura deu nos pólos de hidratação e ainda ao aumento da capacidade de atendimento na rede básica de saúde.

O município do Rio de Janeiro tem 75% dos casos de dengue em todo o estado neste ano de 2012.

Segundo o balanço da Secretaria estadual de Saúde, anunciado também nesta quarta, de 1º de janeiro a 21 de abril, foram notificados 64.423 casos suspeitos de dengue no estado do Rio de Janeiro. Foram registrados 13 óbitos por dengue no estado, sendo 12 pacientes do município do Rio de Janeiro e um em Niterói. De acordo com a secretaria, 96.253 casos de dengue foram contabilizados no estado.




segunda-feira, 23 de abril de 2012

DELTA NO RIO - Investigada pela PF, Delta tem mais de R$ 1 bilhão em contratos

Construção de trecho da Transcarioca é um de seus 4 grandes contratos.
Ao contrário do estado, prefeitura diz que não será feita nova inspeção.
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Do G1 RJ
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A construtora campeã de contratos com o governo do estado, investigada pela Polícia Federal por envolvimento com a contravenção, a Delta Construções trabalha também para a prefeitura do Rio de Janeiro. E tem mais de R$ 1 bilhão em contratos com o município, segundo levantamento feito pelo RJTV.

A empresa, que já abandonou a reforma do Maracanã, é responsável por um dos maiores investimentos da cidade para as Olimpíadas de 2016.

A Delta tem quatro grandes contratos com a prefeitura do Rio, incluindo estradas, viadutos, melhorias em favela, corredor de ônibus. O valor é de R$ 1.027.640.154. A construtora trabalha na urbanização da comunidade Chico Mendes, na Pavuna, no subúrbio do Rio. Na criação do Parque Madureira e em um conjunto de obras na Zona Oeste.

A Delta também faz parte do consórcio responsável por uma das obras mais importantes e caras da cidade: a Transcarioca, corredor expresso de ônibus que vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, passando pela Penha, na Zona Norte. São quase R$ 798,4 milhões.
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Saída da Delta de consórcio não afeta obras do Maracanã, diz secretário
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Investigação da PF mostra relação estreita de Cachoeira com a Delta

Em parceria com a construtora Andrade Gutierrez, a Delta constrói o trecho que vai da Penha até a Barra da Tijuca. São 26 km dos 39 km de extensão do corredor. As obras começaram em março do ano passado e devem terminar em dezembro de 2013.

A prefeitura informou que até agora a Delta não deu sinais de que vá deixar o consórcio. E garantiu: mesmo que isso ocorra, não haverá prejuízo para a cidade. Por contrato, a Andrade Gutierrez tem que assumir sozinha a construção.

A Delta já saiu do consórcio da reforma do Maracanã, obra de responsabilidade do governo do estado. A decisão foi tomada depois de uma sequência de denúncias sobre o suposto envolvimento da construtora com esquemas de contravenção e pagamento de propina a políticos.

Por causa disso, o estado começou uma auditoria em todos os contratos com a Delta.

A prefeitura, ao contrário do governo do estado, decidiu não fazer nenhuma inspeção nova. Em nota, informou que já existe uma fiscalização permanente dos órgãos municipais de controle e se for identificada qualquer irregularidade o contrato poderá ser rompido.   

DESCIDADANIA NO RIO - Carro de seguradora impede passagem de cadeirante na Tijuca

No Centro do Rio, picape da Defesa Civil estaciona em vaga destinada a Pessoas com Necessidades Especiais.
Bernardo Barbosa, com os leitores Eduardo Mayr e Roberto Maciel
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Carro da Porto Seguro obstrui passagem na Rua Pereira Nunes, na Tijuca
Foto do leitor Eduardo Mayr / Eu-Repórter


RIO
- Apesar de manter no Facebook uma página em defesa de um trânsito mais gentil, a seguradora Porto Seguro demonstrou justamente o contrário no último dia 5, na Rua Pereira Nunes, na Tijuca, Zona Norte carioca. Estacionado sobre a calçada, um carro da companhia barrava a passagem de pedestres, como mostra o flagrante do leitor Eduardo Mayr. A foto, bastante divulgada nas redes sociais durante o mês de abril, mostra Thiago, amigo de Mayr, impedido de seguir adiante em sua cadeira de rodas.

“Após almoço na rua Pereira Nunes, encontramos esse carro da Porto Seguro quase que bloqueando completamente a estreita calçada. Nossa solução (dois cadeirantes): pedir ajuda para passar pela rua, que tem um tráfego pesado. Motoristas precisando de orientação e educação. Observação: o carro lá permaneceu por pelo menos uma hora”, relatou Mayr ao postar a imagem na página da Porto Seguro no Facebook.

Presidente da Associação Brasileira de Rúgbi em Cadeira de Rodas, Mayr conta que a má educação de motoristas não é o único problema que enfrenta nas ruas da Tijuca:

- O bairro é horrível para cadeirantes. Sempre há obstáculos, mesmo quando não há carros na calçada. Vejo muitos estabelecimentos sem nenhuma rampa. Isso tudo, fora o desrespeito a vagas destinadas a deficientes físicos.

O leitor também lembra que os problemas com as condições das calçadas e o estacionamento irregular sobre o passeio não são problemas novos na Tijuca:

- Quando minha filha de 8 anos era pequena, tinha que desviar pela rua para empurrar o carrinho de bebê. Agora, com a minha cadeira de rodas, tenho que fazer a mesma coisa - explica Mayr, que se acidentou em um mergulho em águas rasas há seis anos.

Em nota sobre o ocorrido, Julio Melo, ouvidor da Porto Seguro, diz que a empresa busca “atender questionamentos, dúvidas, críticas e sugestões para que as pendências sejam resolvidas o mais rapidamente possível e a contento de todos.” Segundo Melo, o objetivo da seguradora é “solucionar problemas com agilidade e, dessa forma, utilizar essa experiência para aprimorar processos e procedimentos. Procuramos disseminar também por todas as áreas, colaboradores e prestadores o genuíno interesse por prestar serviços de qualidade e oferecer soluções adequadas aos corretores, segurados e clientes em geral.”

Ainda de acordo com a nota, “o cidadão tem ganhado cada vez mais consciência de seu peso e seu papel na sociedade, procurando ser atendido de acordo com seus direitos e cobrando adequadamente os deveres das organizações.” Segundo Melo, a Porto Seguro acredita que “esse processo faz parte do amadurecimento da sociedade, e que assim evoluiremos, enquanto profissionais, consumidores e cidadãos.”

No Centro, carro da Defesa Civil dá mau exemplo
A invasão de vagas para deficientes citadas por Eduardo Mayr foi flagrada na quarta-feira (18) por outro leitor, Roberto Maciel, no Centro do Rio. Na Rua Senador Dantas, uma picape da Defesa Civil ocupava justamente o espaço destinado a veículos de cadeirantes.

A secretaria estadual de Defesa Civil e Corpo de Bombeiros se comprometeu a abrir procedimento administrativo “para apurar o motivo de a viatura estacionar em local inadequado e quem era o condutor da mesma. Caso se confirme a irregularidade no procedimento do motorista, o mesmo será submetido às sanções administrativas cabíveis.”

Só em abril, o Eu-Repórter publicou outros dois flagrantes de desrespeito à circulação de pessoas com alguma deficiência pela cidade. No bairro de Santíssimo, uma rampa foi construída em apenas um lado de uma calçada da Avenida de Santa Cruz - após a denúncia do leitor Paulo Cesar da Costa, a denúncia foi corrigida. No Centro, dias antes da instalação do BRS da pista lateral da Presidente Vargas, uma placa que indicava linhas de ônibus foi instalada sobre o piso tátil, que serve de guia para deficientes visuais.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/eu-reporter/carro-de-seguradora-impede-passagem-de-cadeirante-na-tijuca-4710388#ixzz1sq6I28y8

CACHOEIRODUTO - oposição quer saber se Cachoeira financiou campanha de Lula em 2002

ANDREZA MATAISDE BRASÍLIA
ANDRÉIA SADI
DO PAINEL
Folha de São Paulo
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Incentivador da CPI do Cachoeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode virar um dos focos da comissão de inquérito.

A oposição tirou da gaveta depoimento do advogado Rogério Buratti à CPI dos Bingos, em 2005, no qual ele diz que em parceria com "empresários dos jogos" do Rio de São Paulo, Carlinhos Cachoeira teria dado R$ 1 milhão de caixa dois para campanha de Lula em 2002.
VEJA TAMBEMSenador Demóstenes Torres negociou dívida pela Delta, diz PF
Temer diz que governo espera 'sobriedade' na condução da CPI
Perillo é citado como 'irmão' por aliado de Cachoeira

Cachoeira foi preso pela Polícia Federal por envolvimento com o jogo ilegal e seus negócios serão investigados por uma CPI no Congresso.

A comissão deve ser criada hoje e terá maioria governista, com votos suficientes para barrar os planos da oposição.

Diz o texto da CPI dos Bingos: "Rogério Tadeu Buratti afirmou de maneira firme e clara que o senhor Waldomiro Diniz, representando José Dirceu, arrecadou dinheiro de 'bingueiros' no Estado do Rio de Janeiro, e ainda da Gtech e do empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e que o valor arrecadado por Waldomiro seria algo em torno de R$ 1 milhão."

No total, segundo o relatório, "empresas de jogos" irrigaram "a campanha do presidente Lula e o PT" com R$ 2 milhões de reais. "Os recursos transitaram pelo comitê financeiro da campanha."

Buratti foi secretário do ex-ministro Antonio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto (SP). Waldomiro Diniz, citado por ele, era braço direito do então ministro José Dirceu, que coordenou a campanha de Lula em 2002.

O ex-senador Efraim Morais (DEM-PB), relator da CPI dos Bingos, disse que a investigação dessa denúncia não foi aprofundada na época porque houve uma manobra governista que impediu a quebra de sigilos bancários.

Assessor do ex-presidente Lula, Paulo Okamoto, disse à Folha que a oposição tem que convocar outro ex-ministro, José Dirceu, para explicar a declaração, e não o Lula. "Se o Buratti está dizendo que recebeu o dinheiro tem que chamar o Buratti, o Cachoeira, o Zé Dirceu."

"O Lula queria tanto a CPI que pode até ser sorteado com um depoimento para explicar o dinheiro do Cachoeira na sua campanha", afirmou o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR).

"Teremos o vale a pena ver de novo. Se o propósito dessa CPI era atingir as oposições ou criar uma névoa sobre o julgamento do mensalão o tiro pode sair pela culatra", complementou o líder do PSDB, deputado Bruno Araújo (PE).

Buratti, que mora hoje na Itália, não foi localizado pela Folha. Ele foi investigado pela CPI dos Bingos devido a sua ligação com a Gtech, empresa que a CEF (Caixa Econômica Federal) tinha contrato para operar as loterias.

domingo, 22 de abril de 2012

PERSONAGENS DA CPI DO CACHOEIRA - Afinal, quem é Fernando Cavendish, dono da Delta?

O ‘garotão’ que levou a Delta à esfera nacional

Simpático, informal e bonachão, Fernando Cavendish aproximou-se de políticos, como o governador do Rio e amigo, Sérgio Cabral
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Wilson Tosta e Alfredo Junqueira / RIO - O Estado de S.Paulo
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Jeito de garotão, simpatia de carioca e leve sotaque que denuncia o nascimento em Pernambuco. O empresário Fernando Cavendish mistura comportamento informal nos contatos pessoais com agressividade peculiar nos negócios. O estilo do dono da Delta Construções, brindado com muitas das obras do governo do Rio e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), confunde-se com a ascensão da empresa que, de modesta visibilidade em Pernambuco, em 15 anos galgou posto de destaque no País.

Veja também:
Delta obteve aumento de preço em 60% dos contratos firmados com Dnit
Depois de acidente, Cabral faz novo contrato com a Delt
Governo do Rio desconhece número de contratos firmados com a Delta



Marco Antonio Cavalcanti/Agência O Globo-22/6/2011
Fernando Cavendish aproximou-se do PAC

O bom relacionamento com sucessivos governos fluminenses - Anthony Garotinho (1999-2002), Rosinha Garotinho (2003-2006) e Sérgio Cabral Filho (a partir de 2007) - foi importante na trajetória, agora sob investigação da Polícia Federal e da CPI do Cachoeira.

Até os anos 1990, porém, a Delta e Cavendish viveram trajetórias distintas. A empresa foi fundada em Recife, em 1961, por seu pai, Inaldo Soares. O jovem Cavendish vivia no Rio, onde, de 1986 a 1990, estudou engenharia civil nas Faculdades Integradas (hoje Universidade) Veiga de Almeida. Festeiro e boa-pinta, aproveitou a juventude na noite carioca, mas, após formado, assumiu, aos 27 anos, o Conselho de Administração da Delta, em 1.º de dezembro de 1990. Em 1995, transferiu a matriz para o Rio - sempre que pode, demonstra a paixão pelo Estado. "Gosto de praia", diz o empresário, que esbanja informalidade e sorrisos. Ele completará 49 anos em 17 de junho.

Garotinho. Uma cartada de Cavendish decisiva para turbinar a Delta foi a aproximação, no fim dos anos 1990, de Garotinho, então uma novidade. Em parceria com outra empreiteira, a Oriente Construção Civil, a Delta ganhou a concessão da estrada RJ-116, de Itaboraí a Macuco, no interior. Foi o Edital 001/99 do Departamento de Estradas de Rodagem do governo que começava. A via tem quatro postos de pedágio a preços que atualmente vão de R$ 3,90 a R$ 15,60, dependendo do tamanho do veículo, e é explorada desde então pelas duas empreiteiras.

A aproximação Cavendish-gestão Garotinho logo no início do governo ajudou o dono da Delta na disputa com empreiteiras maiores, que passaram a ver com reservas a impetuosidade do jovem. Por vezes, o empreiteiro fixou preços supostamente abaixo do mercado, irritando concorrentes. Mais adiante, a empresa tocou obras grandes da Prefeitura do Rio sob o comando de Cesar Maia (DEM), adversário de Garotinho. "Os concorrentes reclamavam que a Delta entrava com preços inviáveis. Mas a empresa sempre entregou as obras a tempo e com o preço contratado", diz Maia.

Durante a gestão de Maia, de 2002 a 2008, o município contratou, em valores não corrigidos, R$ 331.059.602,42 em obras e serviços da Delta. Hoje, porém, Cavendish já não é mais visto, entre as grandes empreiteiras, como forasteiro. E no governo do sucessor de Maia, Eduardo Paes (PMDB), em valores não corrigidos, fechou contratos de R$ 325.534.422,51.

A primeira eleição de Cabral para governador, em 2006, ocorreu com apoio de Garotinho e de sua mulher e sucessora Rosinha. Cabral foi reeleito em 2010, mas rompido com o casal desde 2007. O fato não afetou a posição da Delta, que ganhou no peemedebista um aliado que facilitou seu acesso ao governo federal. A proximidade com o vice-governador (e ex-secretário de Rosinha), Luiz Fernando Pezão, também foi um fator que ajudou a cacifá-la. Com o crescimento do PAC, a empresa expandiu-se nacionalmente. De 2007 até hoje, as obras contratadas com a Delta pelo Estado do Rio somaram R$ 1,49 bilhão. Entre os trabalhos de maior visibilidade, estão a nova pista do Aeroporto de Cabo Frio e a reurbanização do Complexo do Alemão. Sobre a reforma do Maracanã, que a Delta em consórcio com a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, a empresa decidiu anteontem que deixará a obra após deixar de fazer dois repasses financeiros ao consórcio - já como consequência das denúncias de envolvimento com Cachoeira.

Festas e amizade. O lado extrovertido do empresário ficou evidente em 12 de novembro de 2009, em seu casamento com Jordana Kfuri, o segundo de sua vida. A festa foi na casa do empresário em Itaipava, em Petrópolis. Cerca de 700 convidados assistiram a uma celebração nos jardins, com uma passarela protegida por toldos transparentes e iluminada por velas e decorada com castiçais de prata, "gotas" de cristal e rosas brancas.

O casamento, que gerou filhas gêmeas, foi tragicamente encerrado em 17 de junho de 2011, quando Jordana e mais seis pessoas morreram em acidente de helicóptero na Bahia, a caminho da festa de aniversário de Cavendish. Cabral já tinha chegado, mas, como o empresário, não embarcou no aparelho, que estava lotado. A amizade entre o dono da Delta e Cabral começara por intermédio da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, e Gabriela Carvalho, primeira esposa do empreiteiro.

Aliados de Cabral confirmam que a ligação de ambos é forte. São parecidos: simpáticos, extrovertidos, carismáticos, vaidosos, metidos a galanteadores, bonachões. Mais do que os negócios entre a Delta e o Estado, a relação de amizade se baseia em empatia, descrevem. Um aliado do governador diz que eles se encontram para "beber e falar besteira". A revelação de que a Delta estaria fazendo negócios com o Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, porém, teria incomodado Cabral.

Outro interlocutor do governador conta que o peemedebista tem se lamentado e dito que Cavendish teria passado dos limites. O mesmo amigo de Cabral, contudo, afirma que a postura pode ser uma tentativa do político de se afastar do empreiteiro "para tentar não se queimar".

Na quinta-feira, porém, Pezão disse que os contratos com a Delta "obedeceram a todos os editais" e afirmou que a empresa é "agressiva, por isso tem mais contratos". O governador e o empresário têm casas de veraneio no mesmo condomínio em Mangaratiba, no sul fluminense. Até o acidente de helicóptero no litoral baiano, tornando pública a proximidade dos dois, eles costumavam passar fins de semana juntos com suas famílias. Cavendish, Cabral e suas mulheres já tinham dividido o jatinho Legacy emprestado por Eike Batista para pelo menos mais uma viagem: uma semana em Nassau, capital das Bahamas.

O Ministério Público Estadual investigou a relação do governador com os empresários e considerou não haver irregularidades: o procurador-geral de Justiça do Rio, Claudio Lopes, arquivou o procedimento.
VÁRIAS AMIZADES
No Rio, as boas relações de Cavendish não se limitam ao governador. Ele também é amigo de deputados federais, como Eduardo Cunha e Washington Reis, ambos do PMDB, e tem bom trânsito no Tribunal de Justiça, do qual recebeu R$ 154 milhões por obras. Além disso, a Delta está presente em construções e serviços de coleta de lixo na região metropolitana do Rio.


  

sábado, 21 de abril de 2012

ALISTAMENTO MILITAR - Filas e humilhações nos Postos da Prefeitura em Campo Grande e Praça Seca


Alistamento: Juntas terão até o triplo de servidores
Após ‘O DIA’ mostrar filas humilhantes em Campo Grande e na Praça Seca, prefeitura se rende e anuncia que estuda pré-agendamento por telefone ou Internet


Rio
- A Prefeitura do Rio aumentou o número de servidores nas 14 juntas militares da cidade. Nas da Praça Seca e Campo Grande, onde O DIA mostrou filas humilhantes, com jovens dormindo até em árvores, foi triplicada a quantidade de funcionários no atendimento aos jovens que buscam o alistamento militar. Por lei, cabe ao Município administrar as juntas.

De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho Teixeira, nas juntas mais problemáticas, o número de servidores triplicou. O prazo para o alistamento termina dia 30. “De imediato, estamos concentrando esforços para evitar que jovens continuem passando por humilhações, conforme divulgado pela reportagem”, destacou Pedro Paulo.

Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Outras medidas, como a criação de um 0800 ou um site para agendamentos prévios e a ampliação dos horários de atendimento nas juntas de maior movimento também já estão sendo estudadas. A intenção é evitar que os jovens passem até 12h em filas.

O calvário enfrentado por rapazes para cumprir uma obrigação cívica nas juntas da Praça Seca e de Campo Grande inclui passar a noite na calçada e receber até ‘ovada’, como denunciou o Repórter X segunda-feira.

O alistamento militar é obrigatório. Quem o deixa de fazê-lo fica impedido de prestar concurso público, de se matricular em universidade e tirar passaporte.

Secretário cobrará cooperação dos militares
Em tom de desabafo, Pedro Paulo afirmou que na semana que vem vai se encontrar com representantes das Forças Armadas para começar a cobrar maior participação do Ministério da Defesa no atendimento aos jovens que precisam fazer o alistamento militar.

“Não dá para as Forças Armadas cruzarem os braços, baseadas numa lei jurássica, elaborada em 1964. Por que não utilizam soldados e os inúmeros quartéis ociosos existentes no Rio?”, questionou. A Lei 4.375 regulamenta o serviço militar e atribui às prefeituras a responsabilidade pelas juntas.

Em nota, o Ministério da Defesa informou que “orienta as prefeituras no sentido de preparar as estruturas para que possam atender adequadamente a demanda”.

O ex-sargento Fernando Alcântara, presidente do Instituto SER, que trata dos direitos humanos nas Forças Armadas, anunciou que, com base nas reportagens entrará com representação na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão: “Os jovens não podem continuar sofrendo maus tratos, submetidos a situações cruéis e degradantes, com a complacência das Forças Armadas e prefeituras”.



#RIOmais20 - MP cobra resultados de despoluição da Baía da Guanabara. Projeto se arrasta desde 1995



A Estação de Alegria, no Caju, a maior do programa de despoluição da Baía , tem apenas metade de seus tanques funcionando
Mário Moscatelli / Divulgação

RIO
— A promotoria de Meio Ambiente vai propor audiência especial à Justiça, com a presença de representantes do governo e da Cedae, para apresentar um relatório sobre a situação das obras de despoluição da Baía de Guanabara e a aplicação de R$ 1,5 bilhão de recursos investidos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pelo governo japonês e pelo estado para a conclusão do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), que se arrasta desde 1995. A obra faz parte dos compromissos do governo com o Comitê Olímpico Internacional (COI) para as Olimpíadas de 2016. A ação que tramita na 3ª Vara de Fazenda Pública da capital desde 2007 tem por objetivo obrigar a Cedae a apresentar um cronograma físico-financeiro completo, com prazos definidos para sua conclusão, e exigir do estado garantias dos repasses necessários.

Na quinta-feira, a promotora do Meio Ambiente, Rosani da Cunha Gomes, fez um sobrevoo na Baía de Guanabara, acompanhada de uma perita, de um documentarista e do presidente da ONG Olhar Verde, Mário Moscatelli, para produzir um vídeo que será parte integrante do relatório.

— Processos são frios e não expressam a situação. Várias obras estão sendo feitas, mas, efetivamente, a situação não mudou. Está piorando em relação a 2007. Fiquei triste e decepcionada com o que vi. Apresentando um vídeo para todos com a situação de degradação da baía, quem sabe, não consigamos sensibilizar a todos — afirmou Rosani.

Segundo ela, o processo começou na administração anterior, quando as obras estavam paralisadas e não havia transparência sobre a aplicação dos recursos, mas a ação ficou estagnada, depois que a juíza Luciana Losada Albuquerque Lopes determinou, em julho de 2009, a realização de uma perícia para avaliação da poluição na baía. A perícia custaria R$ 80 mil. Tanto o MP quanto a Cedae recorreram da decisão.

Minc concorda com audiência
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, é favorável à realização de uma audiência especial, mas ressaltou que a situação mudou muito de 2007 para cá. Segundo ele, em quatro anos, o tratamento de esgoto doméstico saiu de 2 mil litros por segundo para mais de 5 mil litros por segundo:

— Esse inquérito é do antigo programa, porque não tinha transparência nenhuma. Construíram as estações de tratamento com dinheiro do BID, mas o que era para ser feito com o dinheiro do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), que eram as elevatórias, redes e conexões, não foi feito. Ficamos 13 anos com as estações de tratamento de esgoto secas. Quando assumimos, a Estação de Alegria (Caju) tratava 300 litros por segundo , com tratamento primário, ou seja, nada. Hoje trata 2.500 litros.

O presidente da Cedae, Wagner Victer, argumentou que o inquérito sobre o programa de despoluição começou ainda na administração passada e garantiu que hoje todas as informações sobre obras e gastos estão na internet. Segundo ele, não é possível cravar prazos num programa tão complexo:

— Dependemos do Congresso para autorizar a captação de recursos estrangeiros e também dependemos de licitações, que por vezes atrasam, em razão de contestação de empresas participantes. Mas o fato é que hoje já tratamos 6 mil litros de esgoto por segundo e chegaremos a 2016 tratando 16 mil, ou seja, 80% de todo o esgoto produzido.

Presidente do Instituto Brasil Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), o engenheiro sanitarista Haroldo Mattos de Lemos acredita que o problema do esgotamento doméstico está equacionado, mas a questão do lixo ameaça a despoluição da baía:

— O maior problema hoje é o lixo. Os moradores, principalmente da Baixada, jogam o lixo nos rios que desembocam na baía.

‘Esgoto sobra no rio e falta na estação’
Entre os problemas apontados no sobrevoo de quinta-feira, o presidente da ONG Olhar Verde, Mário Moscatelli, cita o fato de a Estação de Alegria, no Caju, ainda funcionar com metade de sua capacidade:

— O esgoto que sobra no rio falta dentro da estação. Ainda tem muita coisa para ser feita, e é preciso transparência.

O pescador Jaime Cerrado, de 69 anos, nascido e criado na Praia do Porto Velho, em São Gonçalo, diz que a poluição está destruindo o meio ambiente e a atividade pesqueira na região. A pequena enseada, onde a água é malcheirosa e coberta por uma camada de lixo que inclui de garrafas plásticas a sapatos, em nada lembra a baía em que ele pescava quando jovem.

— Meu pai era pescador e eu segui o ofício. Mas a poluição está matando a baía e acabando com a pesca. Antes eu ia para o mar e voltava com 70 quilos de pescado. Hoje quando está muito bom, o que é raro, a gente volta com 20 quilos — diz Jaime, que é o último na família envolvido com a pesca. — Não compensa mais pescar. Dentro da baía, só tem sujeira.

O cenário é o mesmo na Praia das Pedrinhas, que fica a poucos metros da Estação de Tratamento de Esgoto de São Gonçalo, construída na década de 90 com recursos do programa e que nunca operou satisfatoriamente. No local, uma manilha lança esgoto in natura no mar de forma intermitente. O pescador Pedro Paulo Bolpato, de 50 anos, conta que algumas espécies desapareceram da Baía de Guanabara.

— De uns dez anos para cá, a gente só pega tainha e corvina, que resistem à sujeira. Outros peixes, como a sardinha, sumiram. Às vezes, vou para o mar e volto sem pegar nada. A rede só puxa lixo. Tem dias que a praia fica coberta por uma espuma fedorenta, esgoto puro.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio20/as-vesperas-da-rio20-mp-cobra-resultados-de-despoluicao-da-baia-da-guanabara-4694357#ixzz1sg7AH7S6

#RIOmais20 - Mais de cem aviões devem chegar ao Rio e não há estacionamento para todos

O Itamaraty informou que, entre os dias 20 e 23, são esperados cerca de 120 chefes de estado ou de governo e 193 delegações estrangeiras; e eles devem chegar quase ao mesmo tempo

Antônio Werneck


O Aeroporto Internacional do Rio: por falta de estacionamento, Infraero planeja deslocar aviões para terminais de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador
Genílson Araújo/10-02-2012 / O Globo

RIO -
Se existissem flanelinhas na aviação brasileira, eles estariam em festa: com os aeroportos sobrecarregados, virou uma grande dor de cabeça encontrar vaga para estacionar os 110 aviões previstos para aterrissar na cidade durante a realização da Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável. O Itamaraty informou que, entre os dias 20 e 23, são esperados cerca de 120 chefes de estado ou de governo e 193 delegações estrangeiras. E eles devem chegar quase ao mesmo tempo.

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Rio+20 terá 47 bombeiros em motocicletas

Segundo informou Abide Ferreira Junior, superintendente regional da Infraero no Rio, com tanta gente chegando à cidade, a empresa planeja usar aeroportos no Rio e em outros cinco estados: Guarulhos (São Paulo), Confins (Belo Horizonte), Brasília, Campinas e Salvador. A manobra está sendo coordenada pela Aeronáutica, que também pretende arranjar vagas nas bases aéreas do Galeão e de Santa Cruz. Mas não tem jeito: quem vier com seu avião, vai ficar a pé momentaneamente. Terá de descer aqui, e o avião vem buscar depois.

Oficialmente, a Infraero não vê problemas, mas quem está debruçado sobre os planos de segurança tem essa preocupação. Para cada deslocamento, haverá militares, batedores e até helicópteros. Mas, como a cidade não vai parar, a equação é complexa .

— A Infraero, em conjunto com os órgãos públicos envolvidos no evento, já desenvolveu um planejamento para receber com tranquilidade todos os chefes de estado, delegações e participantes da Rio+20. Os aeroportos do Rio estão prontos para receber o evento — garantiu Abide Ferreira.

Santos Dumont será usado como apoio
No Rio, os aeroportos Santos Dumont e de Jacarepaguá serão usados apenas como apoio. Quem vier em avião de carreira, por exemplo, deverá descer no Aeroporto Internacional de Guarulhos e depois voar para o Rio. Aqui, terá duas opções: de carro até o hotel, com batedores e segurança máxima; ou de helicóptero até o Riocentro, onde serão instalados três helipontos. Há ainda, nesses casos, a possibilidade de usar o Aeroporto de Jacarepaguá.

Os terminais do Rio recebem diariamente uma média de 800 voos (chegadas e partidas). Na sexta-feira foram 814. Apenas no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, o movimento diário é de 48 mil passageiros em média. No Santos Dumont, são 25 mil. Ao número, somam-se 50 mil credenciados e cinco mil jornalistas estrangeiros que chegarão à cidade para acompanhar o evento. O Galeão tem capacidade para acomodar em seu pátio, por hora, 54 aeronaves.

Ainda segundo a Infraero, autoridades e delegações que vierem em aviões de carreira terão a opção de pousar em Guarulhos, de onde seguirão para o Rio pela ponte aérea, desembarcando no Santos Dumont. De lá, poderão embarcar em helicóptero até o Aeroporto de Jacarepaguá, ou voar diretamente para o Riocentro.
No Rio, serão usados ainda a Base Aérea do Galeão, a Base Aérea de Santa Cruz e o Aeroporto de Jacarepaguá como apoio.

— Para os chefes de estado e de governo, teremos um canal diferenciado: vamos montar corredores exclusivos nos aeroportos. As delegações estrangeiras não, elas passam por outro canal — afirmou o superintendente da Infraero no Rio.

A Base Aérea de Santa Cruz passará por reformas de emergência para contornar a falta de estacionamentos para os aviões, confirmou ontem a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, durante reunião para discutir a organização do evento. O encontro, no Palácio da Cidade, em Botafogo, durou quase duas horas e reuniu ainda a ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, entre outras autoridades.

— Já recebemos a confirmação do governo federal de que a Base Aérea de Santa Cruz será reformada para dar um apoio ao evento — antecipou a ministra Gleisi.

Desde a semana passada, a Força Aérea e a Infraero estão realizando reuniões técnicas para definir a forma como a base será utilizada. Segundo o chefe de Estado-Maior do Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, o espaço, contudo, será um plano B.

— Já temos os aeroportos do Galeão e Santos Dumont para receber os aviões das delegações. A ideia é transferir os aviões militares do Galeão para Santa Cruz — explicou o general.

O prefeito, por sua vez, garantiu entregar o Transoeste (corredor expresso para ônibus que vai ligar a Barra a Santa Cruz) a tempo da conferência. A inauguração estava prevista para acontecer em julho.

— As delegações vão poder contar com o Aeroporto de Jacarepaguá, o Santos Dumont e o Galeão. A Base Aérea de Santa Cruz será uma garantia a mais. Este espaço, aliado à inauguração do Transoeste, vai aproximar as delegações do Riocentro — afirmou o prefeito

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio20/rio20-mais-de-cem-avioes-devem-chegar-ao-rio-nao-ha-estacionamento-para-todos-4702406#ixzz1sfoOPJM3

#RIOmais20 - Prefeito Eduardo Paes decretará hiperferiadão


Rio de Janeiro terá 3 dias de feriado durante realização da Rio+20
Prefeito Eduardo Paes decide enviar projeto de lei à Câmara, após pedido do Governo

Felipe Werneck - O Estado de S.Paulo

RIO DE JANEIRO
- O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), acatou pedido do governo federal e anunciou nesta sexta-feira que enviará na próxima semana à Camara Municipal um projeto de lei para decretar feriado nos três últimos dias da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada na cidade de 13 a 22 de junho. Segundo Paes, a medida será votada em regime de urgência.

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Após reunião de quase três horas entre representantes dos governos federal, estadual e municipal no Palácio da Cidade, também foi anunciada a decisão de preparar a Base Aérea de Santa Cruz, na zona oeste do Rio, para pousos e decolagens de aviões oficiais durante a Rio+20.

O objetivo das duas medidas é facilitar a locomoção das delegações e o esquema de segurança nos três dias reservados para a reunião de cúpula da conferência. A questão do transporte é apontada como uma das principais preocupações na logística da Rio+20. "Para nós seria importante (o feriado), porque isso facilitaria muito a realização do evento. A presidente Dilma (Rousseff) também pediu que a base aérea da Aeronáutica fosse preparada para receber chefes de Estado, como estrutura adicional", disse a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Apesar do temor de esvaziamento dos eventos programados pela sociedade civil com a decretação de feriado antes do fim de semana (de quarta a sexta-feira), Paes disse que a medida "vai permitir que a população participe ainda mais". Com o feriado, não será necessário criar corredores exclusivos para o trânsito de chefes de Estado e de governo, disse o prefeito. "O deslocamento ficará mais fácil. Não será um transtorno, mas uma honra para a cidade receber chefes de Estado 20 anos depois da Rio-92".

Além de Paes e Gleisi, participaram da reunião o governador Sérgio Cabral (PMDB), a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente), o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a secretária de Comunicação Social da Presidência, Helena Chagas, o secretário executivo da Comissão Nacional da Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, e o responsável pela logística do Comitê de Organização da Rio+20, ministro Laudemar Aguiar.
 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

TCE - Diz que Cabral e Beltrame compram aeronaves do mesmo tipo a preços diferentes


Dois helicópteros do mesmo modelo, comprados pela Secretaria Estadual de Segurança do Rio de Janeiro por preços diferentes (o segundo custou quase US$ 2,7 milhões a mais que o primeiro), gerou um questionamento do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) à Pasta.

Nesta quinta-feira, a Secretaria afirmou que a primeira aeronave foi comprada para a Polícia Civil em dezembro de 2007 e custou US$ 4.281.300, enquanto a segunda, adquirido em julho de 2010 para a Polícia Militar, custou US$ 6.965.000. O modelo é o Huey II, da empresa norte-americana Bell.


BELTAME EXPLICOU QUE
Segundo a Pasta, a diferença se justifica por três motivos: o tempo decorrido entre as compras, o fato de a primeira aeronave ter sido vendida a preço promocional por se tratar da primeira daquele modelo vendida no Brasil e os 27 equipamentos instalados no segundo helicóptero. A aeronave da PM dispõe de reforço na blindagem, equipamentos de visão noturna, kit rappel, gancho de carga e sistema de combate a incêndios, entre outros itens. Após receber as alegações da Secretaria de Segurança, o TCE-RJ ainda não se manifestou sobre o caso.

DELTA NO RIO I - Cabral desconhece número de contratos com a Delta

Governo do Rio de Janeiro desconhece número de contratos com a Delta

Agência Estado
Redação Folha Vitória

Rio
- O secretário da Casa Civil do Rio, Régis Fichtner, reconheceu nesta quinta não saber quantos são os contratos celebrados entre o Estado e a Delta Construções, acusada de envolvimento com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e investigada pela Polícia Federal. "Devem ser muitos", afirmou Fichtner, que preside a comissão que vai examinar as licitações que resultaram na contratação da empreiteira, beneficiada, só no Rio de Janeiro, com obras avaliadas em R$ 1,49 bilhão desde o início do governo Sérgio Cabral Filho (PMDB). Um decreto de Cabral, publicado nesta quinta no Diário Oficial, incluiu a empresa como objeto de investigação de uma comissão criada há semanas para apurar relações da administração pública com fornecedores flagrados pelo programa Fantástico em gravações , combinando superfaturamento, no hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

"Não vamos fazer auditoria em cada contrato (com a Delta)", explicou Fichtner. "Vamos ver se há algum indício de irregularidade e, onde houver, vamos aprofundar (a investigação)." O secretário afirmou não saber se a Delta é a empresa com mais contratos com o Rio e reconheceu que a Auditoria-Geral do Estado já está com seus técnicos empenhados nas investigações das denúncias contra as empresas que atuavam na UFRJ e mantêm contratos com o Estado, o que pode sobrecarregar ainda mais a equipe. Além de Fichtner, formam a comissão o subprocurador-geral do Estado, Leonardo Espíndola; o subsecretário-geral de Planejamento e Gestão, Francisco Caldas; e o auditor-geral do Estado, Eugênio Machado. A comissão não tem prazo para encerrar seu trabalho.

Fichtner explicou que, primeiro, notificará a Delta para que se manifeste sobre a gravação exibida no Jornal Nacional, da Rede Globo, na qual seu controlador, Fernando Cavendish, falou em compra de políticos. Depois, os processos licitatórios que resultaram na contratação da empreiteira pelo Estado serão examinados pela comissão, com apoio dos auditores do Estado. Por fim, se forem encontradas irregularidades, a Delta poderá ter sua inidoneidade declarada pelo Estado, e serão abertas sindicâncias para apurar as irregularidades. "Uma das posições (do governo) poderá ser impedir, desde já, contratações futuras da Delta pelo Estado", declarou. Segundo o secretário, o tempo das apurações dependerá do número de contratos a ser examinado.

Para Fichtner, não há "nenhum" constrangimento em investigar uma empresa como a Delta, controlada por um amigo de Cabral - a amizade do governador com Cavendish é pública no Rio de Janeiro. Em junho de 201, o governador estava na Bahia para o aniversário do empresário, quando um acidente de helicóptero matou sete pessoas, inclusive a mulher de Cavendish, Jordana. "A investigação foi uma determinação do governador", disse. "A administração do Estado não tem nada a ver com as relações pessoais de A, B ou C. Se houver algum problema, as providências serão tomadas, independentemente de quem quer que seja."

DELTA NO RJ II - Prefeitura do Rio tem negócios com a empresa de Cavendish desde 2002

Agência Estado
Redação Folha Vitória

O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) afirmou nesta quinta que a Delta entrou nas licitações durante seu governo (oito anos anteriores à atual gestão, de Eduardo Paes, do PMDB) oferecendo preços que os concorrentes consideravam inviáveis, por serem muito abaixo do mercado. "Mas sempre entregou as obras a tempo e com o preço contratado", afirmou. Levantamento feito pela assessoria da vereadora Andreia Gouvêa Vieira (PSDB) apurou que, de 2002 a 2008, a prefeitura carioca contratou, em valores nominais, R$ 331.059.602,42 em obras e serviços da Delta. De 2009 a 2011, já na gestão Paes, a empreiteira ganhou contratos avaliados (cifras não atualizadas pela inflação) em R$ 325.534.422,51.

"Segundo o mercado (os preços oferecidos pela Delta) estavam abaixo (do que seria viável comercialmente)", afirmou Maia. "Mas quem ganhava com isso era a cidade que tinha mais dinheiro para investir."

O ex-prefeito afirmou que não conhece, nem nunca conversou, com Cavendish, e lembrou um problema em que a Delta se envolveu, durante seu governo. "Houve a um conflito com a empresa no Engenhão, onde teve que ceder uma parte da cobertura a OAS e Odebretch por questionamento técnico. Ela reagiu e saiu reclamando, mas a questão era de uma tecnologia que não dominava segundo os técnicos", afirmou.



quinta-feira, 19 de abril de 2012

VAI PRO PAU - Romário vai acionar Flamengo na Justiça

Romário vai acionar Flamengo na Justiça
Por: Marluci Martins em 19/04/12 08:56

RIO - Romário não quer mais conversa. Vai acionar o Flamengo na Justiça nos próximos dias por causa de uma dívida de R$ 49 milhões. Já entregou o caso a seu advogado, o mesmo que cuida da ação contra o Vasco. A questão é que Romário já tinha ido à Gávea algumas vezes para negociar. Como não houve avanço, ele resolveu encerrar o diálogo. Lá no Vasco, a dívida é um pouco maior: R$ 52 milhões



Leia mais: http://extra.globo.com/esporte/extra-campo/romaacuterio-vai-acionar-flamengo-na-justiccedila-4685413.html#ixzz1sUOyLCF4


    

VANDALISMO NO RIO - Esteira da General Osório quebrada por vândalos no carnaval. Metrô diz que só deve voltar em abril

Equipamento foi danificado no carnaval e novas peças já foram encomendadas, diz metrô


Bernardo Moura, com o leitor Roberto Pereira Franco


Quebrada desde o carnaval, esteira da General Osório só deve voltar à ativa no mês que vem
Foto do leitor Roberto Pereira Franco


RIO
- Quebrada desde o carnaval, a esteira rolante da estação de metrô General Osório, em Ipanema, só deve voltar a funcionar em abril. Essa é a previsão da concessionária Metrô Rio, em resposta à reclamação do leitor Roberto Pereira Franco. Ele questionou a demora no conserto do equipamento, que foi alvo de vândalos durante os festejos de Momo. Um vidro da lateral foi quebrado e os estilhaços danificaram peças de rolagem internas.

“Convenhamos, duas semanas para consertar uma simples esteira? Difícil crer em tanto descaso”, afirma o leitor em relato ao Eu-repórter.

A demora ocorre porque as peças de rolagem da esteira são feitas sob medida, segundo o MetrôRio. A encomenda foi feita logo após o carnaval, afirma a concessionária. O prazo para a reativação da esteira é de 25 dias. A esteira mencionada pelo leitor fica próxima ao acesso da Rua Jangadeiros.

A conservação nas estações de metrô do Rio tem sido alvo frequente de reclamações dos leitores. Nesta semana, uma internauta mandou fotos de parte do revestimento da fachada da estação Irajá, na Linha 2, que caiu sobre a calçada. O local foi isolado pelos funcionários do metrô. No mês passado, parte do teto da plataforma da estação Carioca, na Linha 1, caiu e, por sorte, não atingiu passageiros



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/eu-reporter/esteira-da-estacao-general-osorio-so-volta-funcionar-em-abril-4247488#ixzz1sUDWa9Ij

quarta-feira, 18 de abril de 2012

BUEIROS NO RIO - Bueiro solta fumaça no Centro do Rio

POR Luarlindo Ernesto

Rio
- Um bueiro soltou fumaça por volta das 9h30 desta quarta-feira no Centro do Rio, na Rua Visconde de Inhauma, entre a Rua da Quintada e Avenida Rio Branco. De acordo com testemunhas, o bueiro teria pegado fogo, mas às 9h40, havia apenas fumaça no local. Bombeiros já foram chamados e enviaram uma equipe para a ocorrência.

Duas faixas da via chegaram a ser interditadas mas foram liberadas às 10h. Por conta disso, há retenção chegando na Rua Primeiro de Março, altura da Avenida Presidente Vargas.

Bueiro solta fumaça no Centro do Rio | Foto: Leitor @catunda





DELTA NO RJ - Empresa, de amigo do governador Cabral, recebeu R$ 358 milhões do estado em 2011

Sérgio Cabral vai auditar contratos com a Delta Construções

Cássio Bruno
 

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral O Globo / Domingos Peixoto

RIO
- O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), resolveu investigar a empresa de um de seus principais amigos, a Delta Construções, do empresário Fernando Cavendish. Cabral determinou nesta terça-feira que uma comissão de sindicância faça auditorias, a partir desta quarta-feira, para analisar os contratos firmados entre o governo e a construtora.

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 Como O GLOBO mostrou domingo, os relatórios da Polícia Federal, na Operação Monte Carlo, afirmam que a Delta repassou R$ 39 milhões a empresas de fachada ligadas ao bicheiro Carlinhos Cachoeira.

De acordo com o chefe da Casa Civil do Rio, Régis Fichtner, um dos integrantes da comissão, as licitações realizadas envolvendo a Delta e o governo passarão por auditorias. Caso sejam encontradas irregularidades, esses contratos serão cancelados.

— Também vamos ouvir a Delta para que ela se defenda sobre a sua idoneidade — afirmou Fichtner.

Com cerca de 300 contratos no setor de construções em 23 estados do país e no Distrito Federal, a Delta cresceu 533% no governo Cabral, segundo o Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem). Em 2007, a empresa teve empenhos de R$ 67,2 milhões, e em 2010, ano em que Cabral foi reeleito, o montante chegou a R$ 554,8 milhões, sendo R$ 127,3 milhões (22%) sem licitação.

Em 2011, a Delta recebeu do governo Cabral R$ 358,5 milhões, dos quais R$ 72,7 milhões (20%) sem passar por concorrência pública. Este ano, já são R$ 138,4 milhões empenhados. Em junho do ano passado, Cabral viajou para a Bahia num jatinho do empresário Eike Batista, em companhia de Fernando Cavendish, para comemorar o aniversário do dono da Delta num resort.

Em nota, a Delta afirma que “contestações podem ser feitas pelos órgãos de controle e, sempre que detectadas, são corrigidas”. Segundo a construtora, “esse é o procedimento normal e corriqueiro na relação mantida entre o poder público e seus fornecedores de serviços”.

O ministro-chefe da Controladoria Geral da União, (CGU), Jorge Hage, disse nesta terça-feira que a sua pasta auditou cerca de 60 contratos, no valor de R$ 632 milhões, entre a Delta e o governo federal, de 2007 a 2010. Hage afirmou que os relatórios de auditoria em cada contrato contêm recomendações sobre o próximo passo da investigação.

— Suspender o contrato em si nem sempre é a solução mais adequada — disse Hage, em entrevista após a abertura da 1 Conferência Anual da Parceria para Governo Aberto, que reúne representantes de mais de 50 países.



Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/sergio-cabral-vai-auditar-contratos-com-delta-construcoes-4674582#ixzz1sNsRdT2S

segunda-feira, 16 de abril de 2012

DENGUE NO RIO - Três regiões do Rio já registram surto de dengue.

Rafaella Barros - O Globo

RIO
- Três áreas do Rio de Janeiro já registram surto de dengue, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde: Grande Madureira (AP 3.3), Grande Bangu (AP 5.1) e Campo Grande (AP 5.2) têm o maior número de registros este ano. Esta semana mais três pessoas morreram de dengue na cidade, todas moradoras de bairros dessas áreas onde o surto foi confirmado. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, o ritmo crescente de registros de casos da doença deve levar ao anúncio de uma epidemia na cidade nas próximas semanas.

O número de casos este ano na cidade já chega a 40.252, com nove óbitos. A classificação de surto é dada para locais que possuem mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes. A área de Grande Madureira registrou a média de 516,9 casos para cada 100 mil habitantes em um mês, Grande Bangu (bairros de Bangu e Realengo), 334,3 e Campo Grande 657,5. Na semana passada, foram registrados 757 novas infecções da doença na cidade, principalmente do tipo 4 (82% dos casos). Desses, 65% foram registrados na Grande Bangu, e de todos os casos registrados no ano, 63,5% estão localizados nessas três regiões.

Segundo o secretário Hans Dohmann, não há um motivo específico para essas três áreas terem atingido o critério de surto da doença.

- A dengue é multifatorial. O número de casos está ligado a vários fatores, como o atendimento e a prevenção por parte da população. Nessas mesmas áreas em que há o surto, a prefeitura já aumentou em 30% o número de funcionários nos polos de assistência e vigilância da dengue.

O secretário acrescentou, ainda, que a prefeitura do Rio já trabalhava com a possibilidade de uma epidemia na cidade este ano, que, devido ao ritmo crescente de casos, deve ser anunciada nas próximas semanas.

Apesar da proximidade de uma epidemia na cidade, o número de mortes é três vezes menor este ano em relação ao mesmo período do ano passado, quando 27 pessoas morreram. Em 2008, foram registrados 129 óbitos.

Os bairros que integram as áras de planejamento (AP) que estão com surto são: AP 3.3 - Madureira, Irajá, Rocha Miranda, Guadalupe, Acari, Marechal Hermes, Vila Kosmos, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Vista Alegre, Colégio, Campinho, Quintino Bocaiuva, Cavalcanti, Engenheiro Leal, Cascadura, Vaz Lobo, Turiaçu, Honório Gurgel, Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro, Anchieta, Parque Anchieta, Ricardo de Albuquerque, Pavuna, Coelho Neto, Barros Filho, Costa Barros, Pavuna e Parque Columbia; AP 5.1 - Bangu, Realengo, Padre Miguel, Senador Camará, Deodoro, Vila Militar, Campo dos Afonsos, Jardim Sulacap, Pedra de Guaratiba; AP 5.2 - Campo Grande, Santíssimo, Senador Vasconcelos, Inhoaíba, Cosmos, Guaratiba, Barra de Guaratiba e Pedra de Guaratiba

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/tres-regioes-do-rio-ja-registram-surto-de-dengue-4661950.html#ixzz1sFFoR5Xa

domingo, 15 de abril de 2012

FREGUESIA RECLAMA - Cidadãos cobram Praia da Guanabara limpa

Moradores reclamam de sujeira, Cedae diz que não há esgoto e prefeitura promete fazer obras

Genilson Júnior 

Em situação oposta à da Praia da Bica, que, segundo a Cedae, ficará própria para banho daqui a três anos, está a Praia da Guanabara, na Freguesia. Essa é a opinião de moradores da região, que acusam o poder público de ter esquecido o bairro.

— As autoridades valorizam os bairros do início da Ilha e o nosso, por ser o último, ficou em segundo plano. Gostaríamos que também fosse feita a revitalização da orla da Freguesia. Ainda temos esgoto a céu aberto, o que impossibilita o lazer na praia — reclama Kelly Junior, fundador do Grupo de Amigos da Ilha, que, de posse de um abaixo-assinado com dois mil nomes, reivindica várias obras.

No entanto, o presidente da Cedae, Wagner Victer, diz que a crítica não tem fundamento.

— Aquilo não é esgoto. São galerias de águas pluviais, de responsabilidade da prefeitura. São iguais às saídas da Praia da Bica. O pessoal pode dizer que tem cheiro de esgoto, mas isso é um problema que deve ser provocado por ligações clandestinas. Para resolvermos, é preciso que a prefeitura trabalhe conosco.

O subprefeito da Ilha, Victor Accioly, afirma que está próximo de ser licitado um projeto de revitalização da Freguesia:

— A região não ficou em segundo plano. Infelizmente, durante o processo de desenvolvimento do projeto, tivemos de realizar alguns ajustes, fazendo com que o início das obras na Freguesia demore um pouco mais.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/zona-norte/freguesia-cobra-praia-da-guanabara-limpa-4641502#ixzz1s6kNKjf6

LIXO NO RIO - Pedestres lutam por espaço com lixo e automóveis em via do Centro

Comlurb faz pilhas de lixo na calçada da Rua André Cavalcanti em horário de saída de creches

Leonardo Gorges, com a leitora Denise Martins de Brito


Pedestres não têm espaço para se deslocar em calçada tomada por pilhas feitas pela Comlurb
Foto da leitora Denise Martins de Brito / Eu-Repórter


RIO
- A vida não está fácil para os pedestres na Rua André Cavalcanti, no Centro do Rio. Tendo de dividir espaço com lixo, cadeiras de vendedores ambulantes e carros estacionados em lugar proibido, mães de alunos de três creches e estudantes de uma faculdade localizada no endereço precisam caminhar no asfalto.

O problema, relatado pela leitora Denise Martins de Brito, parece não ter solução. Pelo menos é o que diz a Comlurb. Segundo o órgão, o empilhamento de lixo é comum e feito pelos próprios garis.

“O lixo encontrado na Rua André Cavalcanti é fruto da limpeza das ruas próximas feita pela equipe da Comlurb. É realizada uma puxada do material das ruas próximas onde o caminhão não sobe, ele é colocado ali e depois é totalmente recolhido”, afirma a assessoria da companhia de limpeza.

Denise lembra que os problemas da rua não estão restritos ao lixo na calçada:

“Esta rua é um mar de irregularidades. Há carros estacionados do dois lados da rua, carros abandonados e lixo espalhado pela calçada na hora de entrada e saída das crianças”, relata.

Uma das maiores reclamações é sobre o horário de recolhimento de lixo - às segundas, quartas e sextas, próximo ao meio-dia. Nesta hora, muitos alunos e mães estão no local e precisam disputar espaço com as pilhas de lixo na calçada. A Comlurb, por sua vez, informa que “a equipe pode tentar chegar mais cedo, mas depende do tempo gasto nas ruas anteriores.”

Flagrante de estacionamento irregular
Outra questão que incomoda os pedestres da Rua André Cavalcanti é o estacionamento irregular. Em foto enviada ao Eu-Repórter, a leitora Denise capta o momento em que os carros estacionam do lado proibido da via. Além disso, no lado onde seria permitido estacionar, um caminhão para em cima da calçada.

A Guarda Municipal disse que tem 121 multas registradas em seu sistema aplicadas entre janeiro e março na via. O número, no entanto, pode ser bem maior, já que os guardas utilizam, além dos palmtops que fazem o registro eletrônico, o talonário para aplicar multas. Estas últimas não aparecem na estatística.

As denúncias deste tipo de irregularidades são muito importantes, afirma a Guarda Municipal. As solicitações e denúncias devem ser encaminhadas pela central de Teleatendimento da Prefeitura do Rio, por meio do telefone 1746, que funciona 24h.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/eu-reporter/pedestres-lutam-por-espaco-com-lixo-automoveis-em-via-do-centro-4638123#ixzz1s6i7mKRS

sábado, 14 de abril de 2012

#COPA2014 - Pezão, já em campanha, abre o Maracanã para visitação #Eleições2012

Maracanã abre porta ao público, e RJ prevê obra 50% pronta até fim do mês
'Vai ser o estádio mais moderno do mundo', diz vice-governador durante visita de torcedores ao palco da final da Copa do Mundo de 2014

Por GLOBOESPORTE.COM
Rio de Janeiro
O Maracanã abriu as portas neste sábado pela primeira vez para os torcedores desde o fechamento para a reforma. Cinquenta pessoas, que se inscreveram com antecedência, foram as primeiras a entrar no palco da final da Copa do Mundo de 2014 e puderam acompanhar de perto o trabalho dos operários. Até o início da tarde, mais 250 (divididas em grupos de 50) também farão a visita. Segundo o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, a obra chegará a 50% de conclusão até o final de abril.

- É importante compartilhar a reforma com a população, mostrar como o Maracanã está sendo melhorado. Muita gente optou por demolir estádios, mas decidimos reformá-lo e torná-lo mais moderno que Wembley ou qualquer outro. Vai ser o estádio mais moderno do mundo.


As inscrições são feitas pelo email visitaguiada@maracanario2014.com.br. Até o momento, mas de 1.000 pessoas se cadastraram. Por causa da grande procura, o consórcio que administra o Maracanã planeja abrir mais um dia de tour, aos domingos. A princípio, as visitas estão marcadas apenas para o primeiro sábado de cada mês a partir de maio.

- Ninguém acredita que vai ficar igual à maquete. Mas vai ficar ainda mais bonito que a maquete. Nós estamos 32 dias adiantados com relação ao cronograma. Já temos tudo comprado e a cada dia vamos acelerar o andamento das obras - garantiu Pezão.

Pelo relatório divulgado pela Emop (Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro) na última quinta, as obras do Maracanã estão 45% concluídas e o estádio deverá ficar pronto em fevereiro de 2013, a tempo de ser usado na Copa das Confederações. O valor total da reforma é estimado em estão orçadas em R$ 859.946.874,32.
Pezão espera que Brasil faça final da Copa contra Espanha (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com