Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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segunda-feira, 23 de abril de 2012

DELTA NO RIO - Investigada pela PF, Delta tem mais de R$ 1 bilhão em contratos

Construção de trecho da Transcarioca é um de seus 4 grandes contratos.
Ao contrário do estado, prefeitura diz que não será feita nova inspeção.
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Do G1 RJ
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A construtora campeã de contratos com o governo do estado, investigada pela Polícia Federal por envolvimento com a contravenção, a Delta Construções trabalha também para a prefeitura do Rio de Janeiro. E tem mais de R$ 1 bilhão em contratos com o município, segundo levantamento feito pelo RJTV.

A empresa, que já abandonou a reforma do Maracanã, é responsável por um dos maiores investimentos da cidade para as Olimpíadas de 2016.

A Delta tem quatro grandes contratos com a prefeitura do Rio, incluindo estradas, viadutos, melhorias em favela, corredor de ônibus. O valor é de R$ 1.027.640.154. A construtora trabalha na urbanização da comunidade Chico Mendes, na Pavuna, no subúrbio do Rio. Na criação do Parque Madureira e em um conjunto de obras na Zona Oeste.

A Delta também faz parte do consórcio responsável por uma das obras mais importantes e caras da cidade: a Transcarioca, corredor expresso de ônibus que vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, passando pela Penha, na Zona Norte. São quase R$ 798,4 milhões.
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Em parceria com a construtora Andrade Gutierrez, a Delta constrói o trecho que vai da Penha até a Barra da Tijuca. São 26 km dos 39 km de extensão do corredor. As obras começaram em março do ano passado e devem terminar em dezembro de 2013.

A prefeitura informou que até agora a Delta não deu sinais de que vá deixar o consórcio. E garantiu: mesmo que isso ocorra, não haverá prejuízo para a cidade. Por contrato, a Andrade Gutierrez tem que assumir sozinha a construção.

A Delta já saiu do consórcio da reforma do Maracanã, obra de responsabilidade do governo do estado. A decisão foi tomada depois de uma sequência de denúncias sobre o suposto envolvimento da construtora com esquemas de contravenção e pagamento de propina a políticos.

Por causa disso, o estado começou uma auditoria em todos os contratos com a Delta.

A prefeitura, ao contrário do governo do estado, decidiu não fazer nenhuma inspeção nova. Em nota, informou que já existe uma fiscalização permanente dos órgãos municipais de controle e se for identificada qualquer irregularidade o contrato poderá ser rompido.   

CORRUPÇÃO - Mesmo acusada de corrupção, DELTA continua a frente de várias obras

Delta participa de quatro grandes obras para a Copa de 2014
Contratos de 5 obras do PAC somam R$ 1,3 bilhão; maior presença é na Ferrovia Oeste-Leste
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Mônica Tavares
Paulo Celso Pereira
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Obras da Ferrovia Oeste Leste, também são feitas pelas Delta
Agência O Globo
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Além da construção do Maracanã, a construtora Delta participa de três outras obras fundamentais dentro dos preparativos para a Copa do Mundo, com contratos que somam R$ 1,198 bilhão. São obras de mobilidade urbana no Rio, Belo Horizonte e Fortaleza.

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A construtora também está presente em cinco grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em contratos que somam R$ 1,363 bilhão.

No Rio, a empreiteira é responsável pela implantação da Transcarioca, que ligará o Aeroporto Internacional Tom Jobim à Barra da Tijuca passando pela Penha. Feito em consórcio com a Andrade Gutierrez, o contrato soma R$ 798 milhões. Apesar dos crescentes rumores de que abandonaria a obra, a Delta não confirma a informação. Em nota divulgada ontem, a prefeitura do Rio deixou claro que o contrato prevê uma alternativa:

“O contrato assinado com o município estabelece que, se uma das empresas decidir sair, a outra — neste caso, a Andrade Gutierrez — assume todas as responsabilidades pela obra, sem causar qualquer prejuízo à cidade.” A prefeitura ressalta, no entanto, não ter sido informada de qualquer decisão da Delta sobre abandonar a obra.

Em Belo Horizonte, uma das obras importantes para os jogos de 2014 está sendo executada pela Delta. Trata-se da ligação do aeroporto de Confins à região hoteleira e ao centro da capital, com a implantação do BRT (Trânsito Rápido de Ônibus). Em consórcio com a Construtora Cowan, a empreiteira foi contratada pela prefeitura do município para realizar a parte principal da obra. O contrato, no valor de R$ 170 milhões, começou a vigorar em março de 2011 e vai até abril do próximo ano.

Enquanto as obras no Rio e em Belo Horizonte já andam a pleno vapor, as de Fortaleza sequer começaram. Prevista para ter início em duas semanas, a construção da Via Expressa em Fortaleza, com túneis e viadutos, deve render R$ 145 milhões à Delta.

Além das obras da Copa, a Delta está presente em grandes obras do PAC. Entre essas, a maior participação é na Ferrovia Oeste-Leste dentro do Consórcio com a SPA Engenharia e Convap, com contrato de R$ 574 milhões. A ferrovia terá 1.527 km de extensão e fará uma conexão com a Ferrovia Norte-Sul.

A segunda maior participação é na obra de Transposição do Rio São Francisco — em consórcio com a EIT e Getec — valor de R$ 265 milhões. A transposição é uma obra bastante polêmica, que começou em 2007 e desvia as águas do rio São Francisco em Pernambuco para a Bahia, Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará.

Além disso, a Delta tem participação na duplicação da rodovia BR-060, em Goiás e em dois lotes da BR-101 em Sergipe, que tem 204 km de extensão. A BR-101 é a segunda maior rodovia do país, com quase 4.200 km cortando todo o litoral.

A empresa também tem contratos de manutenção e e conservação de rodovias em todo o país. Somente em janeiro e fevereiro deste ano foram assinados três novos contratos, sendo dois para trabalhos no Ceará, nas BR-116 e BR-437 e outro no Paraná na BR-158, no total de R$ 7,8 milhões.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que aguarda a decisão da CGU sobre a idoneidade da construtora para posicionar-se a respeito da participação da construtora nessas obras.

A Delta informou ontem que vai tentar manter-se nas obras do PAC. Em nota, afirma que “tem feito um enorme esforço para seguir com todos os projetos que toca, honrar todos os compromissos, manter todos os postos de trabalho de seus mais de 25.000 colaboradores, cumprir todos os prazos de entrega das obras contratadas, ao mesmo tempo em que se defende na Justiça, na mídia e no Parlamento”.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/delta-participa-de-quatro-grandes-obras-para-copa-de-2014-4712056#ixzz1srLQrbem

domingo, 22 de abril de 2012

PERSONAGENS DA CPI DO CACHOEIRA - Afinal, quem é Fernando Cavendish, dono da Delta?

O ‘garotão’ que levou a Delta à esfera nacional

Simpático, informal e bonachão, Fernando Cavendish aproximou-se de políticos, como o governador do Rio e amigo, Sérgio Cabral
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Wilson Tosta e Alfredo Junqueira / RIO - O Estado de S.Paulo
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Jeito de garotão, simpatia de carioca e leve sotaque que denuncia o nascimento em Pernambuco. O empresário Fernando Cavendish mistura comportamento informal nos contatos pessoais com agressividade peculiar nos negócios. O estilo do dono da Delta Construções, brindado com muitas das obras do governo do Rio e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), confunde-se com a ascensão da empresa que, de modesta visibilidade em Pernambuco, em 15 anos galgou posto de destaque no País.

Veja também:
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Governo do Rio desconhece número de contratos firmados com a Delta



Marco Antonio Cavalcanti/Agência O Globo-22/6/2011
Fernando Cavendish aproximou-se do PAC

O bom relacionamento com sucessivos governos fluminenses - Anthony Garotinho (1999-2002), Rosinha Garotinho (2003-2006) e Sérgio Cabral Filho (a partir de 2007) - foi importante na trajetória, agora sob investigação da Polícia Federal e da CPI do Cachoeira.

Até os anos 1990, porém, a Delta e Cavendish viveram trajetórias distintas. A empresa foi fundada em Recife, em 1961, por seu pai, Inaldo Soares. O jovem Cavendish vivia no Rio, onde, de 1986 a 1990, estudou engenharia civil nas Faculdades Integradas (hoje Universidade) Veiga de Almeida. Festeiro e boa-pinta, aproveitou a juventude na noite carioca, mas, após formado, assumiu, aos 27 anos, o Conselho de Administração da Delta, em 1.º de dezembro de 1990. Em 1995, transferiu a matriz para o Rio - sempre que pode, demonstra a paixão pelo Estado. "Gosto de praia", diz o empresário, que esbanja informalidade e sorrisos. Ele completará 49 anos em 17 de junho.

Garotinho. Uma cartada de Cavendish decisiva para turbinar a Delta foi a aproximação, no fim dos anos 1990, de Garotinho, então uma novidade. Em parceria com outra empreiteira, a Oriente Construção Civil, a Delta ganhou a concessão da estrada RJ-116, de Itaboraí a Macuco, no interior. Foi o Edital 001/99 do Departamento de Estradas de Rodagem do governo que começava. A via tem quatro postos de pedágio a preços que atualmente vão de R$ 3,90 a R$ 15,60, dependendo do tamanho do veículo, e é explorada desde então pelas duas empreiteiras.

A aproximação Cavendish-gestão Garotinho logo no início do governo ajudou o dono da Delta na disputa com empreiteiras maiores, que passaram a ver com reservas a impetuosidade do jovem. Por vezes, o empreiteiro fixou preços supostamente abaixo do mercado, irritando concorrentes. Mais adiante, a empresa tocou obras grandes da Prefeitura do Rio sob o comando de Cesar Maia (DEM), adversário de Garotinho. "Os concorrentes reclamavam que a Delta entrava com preços inviáveis. Mas a empresa sempre entregou as obras a tempo e com o preço contratado", diz Maia.

Durante a gestão de Maia, de 2002 a 2008, o município contratou, em valores não corrigidos, R$ 331.059.602,42 em obras e serviços da Delta. Hoje, porém, Cavendish já não é mais visto, entre as grandes empreiteiras, como forasteiro. E no governo do sucessor de Maia, Eduardo Paes (PMDB), em valores não corrigidos, fechou contratos de R$ 325.534.422,51.

A primeira eleição de Cabral para governador, em 2006, ocorreu com apoio de Garotinho e de sua mulher e sucessora Rosinha. Cabral foi reeleito em 2010, mas rompido com o casal desde 2007. O fato não afetou a posição da Delta, que ganhou no peemedebista um aliado que facilitou seu acesso ao governo federal. A proximidade com o vice-governador (e ex-secretário de Rosinha), Luiz Fernando Pezão, também foi um fator que ajudou a cacifá-la. Com o crescimento do PAC, a empresa expandiu-se nacionalmente. De 2007 até hoje, as obras contratadas com a Delta pelo Estado do Rio somaram R$ 1,49 bilhão. Entre os trabalhos de maior visibilidade, estão a nova pista do Aeroporto de Cabo Frio e a reurbanização do Complexo do Alemão. Sobre a reforma do Maracanã, que a Delta em consórcio com a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, a empresa decidiu anteontem que deixará a obra após deixar de fazer dois repasses financeiros ao consórcio - já como consequência das denúncias de envolvimento com Cachoeira.

Festas e amizade. O lado extrovertido do empresário ficou evidente em 12 de novembro de 2009, em seu casamento com Jordana Kfuri, o segundo de sua vida. A festa foi na casa do empresário em Itaipava, em Petrópolis. Cerca de 700 convidados assistiram a uma celebração nos jardins, com uma passarela protegida por toldos transparentes e iluminada por velas e decorada com castiçais de prata, "gotas" de cristal e rosas brancas.

O casamento, que gerou filhas gêmeas, foi tragicamente encerrado em 17 de junho de 2011, quando Jordana e mais seis pessoas morreram em acidente de helicóptero na Bahia, a caminho da festa de aniversário de Cavendish. Cabral já tinha chegado, mas, como o empresário, não embarcou no aparelho, que estava lotado. A amizade entre o dono da Delta e Cabral começara por intermédio da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, e Gabriela Carvalho, primeira esposa do empreiteiro.

Aliados de Cabral confirmam que a ligação de ambos é forte. São parecidos: simpáticos, extrovertidos, carismáticos, vaidosos, metidos a galanteadores, bonachões. Mais do que os negócios entre a Delta e o Estado, a relação de amizade se baseia em empatia, descrevem. Um aliado do governador diz que eles se encontram para "beber e falar besteira". A revelação de que a Delta estaria fazendo negócios com o Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, porém, teria incomodado Cabral.

Outro interlocutor do governador conta que o peemedebista tem se lamentado e dito que Cavendish teria passado dos limites. O mesmo amigo de Cabral, contudo, afirma que a postura pode ser uma tentativa do político de se afastar do empreiteiro "para tentar não se queimar".

Na quinta-feira, porém, Pezão disse que os contratos com a Delta "obedeceram a todos os editais" e afirmou que a empresa é "agressiva, por isso tem mais contratos". O governador e o empresário têm casas de veraneio no mesmo condomínio em Mangaratiba, no sul fluminense. Até o acidente de helicóptero no litoral baiano, tornando pública a proximidade dos dois, eles costumavam passar fins de semana juntos com suas famílias. Cavendish, Cabral e suas mulheres já tinham dividido o jatinho Legacy emprestado por Eike Batista para pelo menos mais uma viagem: uma semana em Nassau, capital das Bahamas.

O Ministério Público Estadual investigou a relação do governador com os empresários e considerou não haver irregularidades: o procurador-geral de Justiça do Rio, Claudio Lopes, arquivou o procedimento.
VÁRIAS AMIZADES
No Rio, as boas relações de Cavendish não se limitam ao governador. Ele também é amigo de deputados federais, como Eduardo Cunha e Washington Reis, ambos do PMDB, e tem bom trânsito no Tribunal de Justiça, do qual recebeu R$ 154 milhões por obras. Além disso, a Delta está presente em construções e serviços de coleta de lixo na região metropolitana do Rio.


  

sábado, 21 de abril de 2012

#RIOmais20 - Prefeito Eduardo Paes decretará hiperferiadão


Rio de Janeiro terá 3 dias de feriado durante realização da Rio+20
Prefeito Eduardo Paes decide enviar projeto de lei à Câmara, após pedido do Governo

Felipe Werneck - O Estado de S.Paulo

RIO DE JANEIRO
- O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), acatou pedido do governo federal e anunciou nesta sexta-feira que enviará na próxima semana à Camara Municipal um projeto de lei para decretar feriado nos três últimos dias da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada na cidade de 13 a 22 de junho. Segundo Paes, a medida será votada em regime de urgência.

Veja também:
Mantega quer ministros de Economia do G-20 na Rio+20 
 

Após reunião de quase três horas entre representantes dos governos federal, estadual e municipal no Palácio da Cidade, também foi anunciada a decisão de preparar a Base Aérea de Santa Cruz, na zona oeste do Rio, para pousos e decolagens de aviões oficiais durante a Rio+20.

O objetivo das duas medidas é facilitar a locomoção das delegações e o esquema de segurança nos três dias reservados para a reunião de cúpula da conferência. A questão do transporte é apontada como uma das principais preocupações na logística da Rio+20. "Para nós seria importante (o feriado), porque isso facilitaria muito a realização do evento. A presidente Dilma (Rousseff) também pediu que a base aérea da Aeronáutica fosse preparada para receber chefes de Estado, como estrutura adicional", disse a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Apesar do temor de esvaziamento dos eventos programados pela sociedade civil com a decretação de feriado antes do fim de semana (de quarta a sexta-feira), Paes disse que a medida "vai permitir que a população participe ainda mais". Com o feriado, não será necessário criar corredores exclusivos para o trânsito de chefes de Estado e de governo, disse o prefeito. "O deslocamento ficará mais fácil. Não será um transtorno, mas uma honra para a cidade receber chefes de Estado 20 anos depois da Rio-92".

Além de Paes e Gleisi, participaram da reunião o governador Sérgio Cabral (PMDB), a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente), o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a secretária de Comunicação Social da Presidência, Helena Chagas, o secretário executivo da Comissão Nacional da Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, e o responsável pela logística do Comitê de Organização da Rio+20, ministro Laudemar Aguiar.
 

#COPA2014 - DELTA deixa consórcio responsável pela reforma do Maracanã

Construtora é investigada pela PF por supostas relação com bicheiro preso.
Empresa argumentou que não tem condições financeiras para continuar.


Do G1

A construtora Delta decidiu deixar o consórcio Maracanâ 2014, responsável pela reforma, para a Copa do Mundo, do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

A empresa é investigada pela Polícia Federal por supostos vínculos com o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro na Operação Monte Carlo, da PF. Ele é apontado como chefe de uma quadrilha que explorava o jogo ilegal em Goiás.

A empresa alegou falta de condições financeiras para continuar integrando o consórcio responsável pela obra do Maracanã, orçada em R$ 859 milhões.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

TCE - Diz que Cabral e Beltrame compram aeronaves do mesmo tipo a preços diferentes


Dois helicópteros do mesmo modelo, comprados pela Secretaria Estadual de Segurança do Rio de Janeiro por preços diferentes (o segundo custou quase US$ 2,7 milhões a mais que o primeiro), gerou um questionamento do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) à Pasta.

Nesta quinta-feira, a Secretaria afirmou que a primeira aeronave foi comprada para a Polícia Civil em dezembro de 2007 e custou US$ 4.281.300, enquanto a segunda, adquirido em julho de 2010 para a Polícia Militar, custou US$ 6.965.000. O modelo é o Huey II, da empresa norte-americana Bell.


BELTAME EXPLICOU QUE
Segundo a Pasta, a diferença se justifica por três motivos: o tempo decorrido entre as compras, o fato de a primeira aeronave ter sido vendida a preço promocional por se tratar da primeira daquele modelo vendida no Brasil e os 27 equipamentos instalados no segundo helicóptero. A aeronave da PM dispõe de reforço na blindagem, equipamentos de visão noturna, kit rappel, gancho de carga e sistema de combate a incêndios, entre outros itens. Após receber as alegações da Secretaria de Segurança, o TCE-RJ ainda não se manifestou sobre o caso.

DELTA NO RIO I - Cabral desconhece número de contratos com a Delta

Governo do Rio de Janeiro desconhece número de contratos com a Delta

Agência Estado
Redação Folha Vitória

Rio
- O secretário da Casa Civil do Rio, Régis Fichtner, reconheceu nesta quinta não saber quantos são os contratos celebrados entre o Estado e a Delta Construções, acusada de envolvimento com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e investigada pela Polícia Federal. "Devem ser muitos", afirmou Fichtner, que preside a comissão que vai examinar as licitações que resultaram na contratação da empreiteira, beneficiada, só no Rio de Janeiro, com obras avaliadas em R$ 1,49 bilhão desde o início do governo Sérgio Cabral Filho (PMDB). Um decreto de Cabral, publicado nesta quinta no Diário Oficial, incluiu a empresa como objeto de investigação de uma comissão criada há semanas para apurar relações da administração pública com fornecedores flagrados pelo programa Fantástico em gravações , combinando superfaturamento, no hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

"Não vamos fazer auditoria em cada contrato (com a Delta)", explicou Fichtner. "Vamos ver se há algum indício de irregularidade e, onde houver, vamos aprofundar (a investigação)." O secretário afirmou não saber se a Delta é a empresa com mais contratos com o Rio e reconheceu que a Auditoria-Geral do Estado já está com seus técnicos empenhados nas investigações das denúncias contra as empresas que atuavam na UFRJ e mantêm contratos com o Estado, o que pode sobrecarregar ainda mais a equipe. Além de Fichtner, formam a comissão o subprocurador-geral do Estado, Leonardo Espíndola; o subsecretário-geral de Planejamento e Gestão, Francisco Caldas; e o auditor-geral do Estado, Eugênio Machado. A comissão não tem prazo para encerrar seu trabalho.

Fichtner explicou que, primeiro, notificará a Delta para que se manifeste sobre a gravação exibida no Jornal Nacional, da Rede Globo, na qual seu controlador, Fernando Cavendish, falou em compra de políticos. Depois, os processos licitatórios que resultaram na contratação da empreiteira pelo Estado serão examinados pela comissão, com apoio dos auditores do Estado. Por fim, se forem encontradas irregularidades, a Delta poderá ter sua inidoneidade declarada pelo Estado, e serão abertas sindicâncias para apurar as irregularidades. "Uma das posições (do governo) poderá ser impedir, desde já, contratações futuras da Delta pelo Estado", declarou. Segundo o secretário, o tempo das apurações dependerá do número de contratos a ser examinado.

Para Fichtner, não há "nenhum" constrangimento em investigar uma empresa como a Delta, controlada por um amigo de Cabral - a amizade do governador com Cavendish é pública no Rio de Janeiro. Em junho de 201, o governador estava na Bahia para o aniversário do empresário, quando um acidente de helicóptero matou sete pessoas, inclusive a mulher de Cavendish, Jordana. "A investigação foi uma determinação do governador", disse. "A administração do Estado não tem nada a ver com as relações pessoais de A, B ou C. Se houver algum problema, as providências serão tomadas, independentemente de quem quer que seja."

quinta-feira, 19 de abril de 2012

VANDALISMO NO RIO - Esteira da General Osório quebrada por vândalos no carnaval. Metrô diz que só deve voltar em abril

Equipamento foi danificado no carnaval e novas peças já foram encomendadas, diz metrô


Bernardo Moura, com o leitor Roberto Pereira Franco


Quebrada desde o carnaval, esteira da General Osório só deve voltar à ativa no mês que vem
Foto do leitor Roberto Pereira Franco


RIO
- Quebrada desde o carnaval, a esteira rolante da estação de metrô General Osório, em Ipanema, só deve voltar a funcionar em abril. Essa é a previsão da concessionária Metrô Rio, em resposta à reclamação do leitor Roberto Pereira Franco. Ele questionou a demora no conserto do equipamento, que foi alvo de vândalos durante os festejos de Momo. Um vidro da lateral foi quebrado e os estilhaços danificaram peças de rolagem internas.

“Convenhamos, duas semanas para consertar uma simples esteira? Difícil crer em tanto descaso”, afirma o leitor em relato ao Eu-repórter.

A demora ocorre porque as peças de rolagem da esteira são feitas sob medida, segundo o MetrôRio. A encomenda foi feita logo após o carnaval, afirma a concessionária. O prazo para a reativação da esteira é de 25 dias. A esteira mencionada pelo leitor fica próxima ao acesso da Rua Jangadeiros.

A conservação nas estações de metrô do Rio tem sido alvo frequente de reclamações dos leitores. Nesta semana, uma internauta mandou fotos de parte do revestimento da fachada da estação Irajá, na Linha 2, que caiu sobre a calçada. O local foi isolado pelos funcionários do metrô. No mês passado, parte do teto da plataforma da estação Carioca, na Linha 1, caiu e, por sorte, não atingiu passageiros



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/eu-reporter/esteira-da-estacao-general-osorio-so-volta-funcionar-em-abril-4247488#ixzz1sUDWa9Ij

quarta-feira, 18 de abril de 2012

DELTA NO RJ III - @MP_RJ pode reabrir a investigação Cabral x Cavendish x Eike Batista

Cabral e Cavendish: MP pode rever arquivamento
por Antonio Werneck

Não é definitiva a decisão do procurador-geral de Justiça, Claudio Lopes, que arquivou a investigação do Ministério Público estadual sobre supostas irregularidades na relação de amizade entre o governador Sérgio Cabral e os empresários Fernando Cavendish e Eike Batista, conforme antecipou na semana passada Ancelmo Gois, na sua coluna no GLOBO.
O pedido de arquivamento do procurador ainda precisa passar pelo crivo do Conselho Superior do MP, que tem poder para anulá-lo. A relatora do processo no conselho foi escolhida esta semana: será a procuradora Dirce Ribeiro de Abreu. O Conselho Superior — com poder de rever todos os casos de arquivamento pedidos pelo procurador-geral — é formado pelo corregedor-geral do MP e por oito procuradores de Justiça. O presidente do conselho é o próprio procurador-geral.
Após o voto da relatora — que não tem prazo regimental e pode durar mais de três meses —, o conselho se reúne para deliberar podendo ou não concordar com o arquivamento. Por meio de sua assessoria, Cláudio Lopes informou que não vota no conselho e é impedido de participar da reunião.
A investigação do MP arquivada pelo procurador-geral teve origem no dia 17 de junho do ano passado, após um acidente com um helicóptero em Porto Seguro, na Bahia, em que morreram sete pessoas. Naquela época, Cabral admitiu ter usado o jatinho de Eike Batista para ir do Rio até o Sul da Bahia, onde participaria do aniversário de Cavendish, dono da Delta.
   

DELTA NO RJ ii - Delta concentrou 17% de 28 contratos sem licitação na Região Serrana

TCU e MPF investigam se houve irregularidades nos repasses de verbas

Em Teresópolis, a situação continuava a mesma em dezembro de 2011, quase um ano depois das chuvas que devastaram a Região Serrana em janeiro do mesmo ano
Guilherme Leporace / O Globo

RIO
- O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal no Rio investigam se houve irregularidades do governo estadual ao destinar R$ 27,4 milhões a um grupo de empresas que atuaram na recuperação da Região Serrana, após as chuvas de 2011. Desse total, cerca de 17% foram repassados para a Delta Construções. Em 28 contratos analisados, a Delta foi a maior beneficiada. Os contratos foram celebrados em caráter de emergência, sem licitação, logo nos primeiros dias da tragédia. Os recursos enviados ao Rio saíram da conta do Ministério da Integração Nacional.

A Delta ficou com a maior parcela do pacote: R$ 4,7 milhões, seguida da Carioca Christian com repasses de R$ 3,8 milhões. As tempestades castigaram a região em janeiro de 2011, matando 918 pessoas e deixando desaparecidos e um rastro de destruição em sete municípios.

Valores foram repassados sem assinatura de contratos

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Como revelou O GLOBO numa série de reportagens no ano passado, o governador Sérgio Cabral mantinha relações pessoais com Fernando Cavendish, controlador da Delta Construções. A empreiteira recebeu R$ 1,49 bilhão do governo Cabral. A empresa também foi citada nos grampos da Operação Monte Carlo, que revelou os métodos de ação do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ela também é a empreiteira número um do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No no ano passado, a Delta recebeu R$ 884,4 milhões da União.

Os contratos firmados pelo governo estadual estão passando por fiscalização do TCU desde de maio do ano passado e também são investigados em inquérito civil pelo Ministério Público Federal. O TCU confirmou ontem que seus técnicos encontraram irregularidades e investigam o caso. Segundo o tribunal, os recursos teriam sido repassados para as empresas antes de os contratos serem formalizados. O estado nega qualquer irregularidade e já encaminhou documentos aos órgãos.

O TCU sustenta, em documentos obtidos pelo GLOBO, que o procedimento do estado foi ilegal e feriu a Lei de Licitações. Segundo técnicos, mesmo em situações de emergência, quando há dispensa de licitação, contratos precisam ser formalizados. Além da Delta, foram beneficiadas grandes empresas como a Carioca Christian-Nielsen, a Andrade Gutierrez, Camargo Correa e a Construtora Queiroz Galvão. Outras 19 receberam recursos do estado.

O primeiro lote de recursos foi repassado pelo Ministério da Integração Nacional para contas do governo estadual e de sete municípios da Região Serrana atingidos. Foram R$ 70 milhões para o estado e R$ 30 milhões diretamente para os municípios: Friburgo (R$10 milhões); Teresópolis e Petrópolis (R$ 7 milhões cada); e Sumidouro, Areal, Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto (R$1,5 milhão cada). Investigações do MP e da Controladoria Geral da União (CGU) identificaram desvios dos recursos por parte das prefeituras. Em Teresópolis e Nova Friburgo, os prefeitos foram afastados e o assunto virou tema de duas CPIs municipais e uma estadual.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/delta-concentrou-17-de-28-contratos-sem-licitacao-na-serra-4674888#ixzz1sOUlC3oM

DELTA NO RJ - Empresa, de amigo do governador Cabral, recebeu R$ 358 milhões do estado em 2011

Sérgio Cabral vai auditar contratos com a Delta Construções

Cássio Bruno
 

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral O Globo / Domingos Peixoto

RIO
- O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), resolveu investigar a empresa de um de seus principais amigos, a Delta Construções, do empresário Fernando Cavendish. Cabral determinou nesta terça-feira que uma comissão de sindicância faça auditorias, a partir desta quarta-feira, para analisar os contratos firmados entre o governo e a construtora.

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 Como O GLOBO mostrou domingo, os relatórios da Polícia Federal, na Operação Monte Carlo, afirmam que a Delta repassou R$ 39 milhões a empresas de fachada ligadas ao bicheiro Carlinhos Cachoeira.

De acordo com o chefe da Casa Civil do Rio, Régis Fichtner, um dos integrantes da comissão, as licitações realizadas envolvendo a Delta e o governo passarão por auditorias. Caso sejam encontradas irregularidades, esses contratos serão cancelados.

— Também vamos ouvir a Delta para que ela se defenda sobre a sua idoneidade — afirmou Fichtner.

Com cerca de 300 contratos no setor de construções em 23 estados do país e no Distrito Federal, a Delta cresceu 533% no governo Cabral, segundo o Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem). Em 2007, a empresa teve empenhos de R$ 67,2 milhões, e em 2010, ano em que Cabral foi reeleito, o montante chegou a R$ 554,8 milhões, sendo R$ 127,3 milhões (22%) sem licitação.

Em 2011, a Delta recebeu do governo Cabral R$ 358,5 milhões, dos quais R$ 72,7 milhões (20%) sem passar por concorrência pública. Este ano, já são R$ 138,4 milhões empenhados. Em junho do ano passado, Cabral viajou para a Bahia num jatinho do empresário Eike Batista, em companhia de Fernando Cavendish, para comemorar o aniversário do dono da Delta num resort.

Em nota, a Delta afirma que “contestações podem ser feitas pelos órgãos de controle e, sempre que detectadas, são corrigidas”. Segundo a construtora, “esse é o procedimento normal e corriqueiro na relação mantida entre o poder público e seus fornecedores de serviços”.

O ministro-chefe da Controladoria Geral da União, (CGU), Jorge Hage, disse nesta terça-feira que a sua pasta auditou cerca de 60 contratos, no valor de R$ 632 milhões, entre a Delta e o governo federal, de 2007 a 2010. Hage afirmou que os relatórios de auditoria em cada contrato contêm recomendações sobre o próximo passo da investigação.

— Suspender o contrato em si nem sempre é a solução mais adequada — disse Hage, em entrevista após a abertura da 1 Conferência Anual da Parceria para Governo Aberto, que reúne representantes de mais de 50 países.



Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/sergio-cabral-vai-auditar-contratos-com-delta-construcoes-4674582#ixzz1sNsRdT2S

terça-feira, 17 de abril de 2012

METRÔ NO RIO - Metrô tem um incidente a cada três dias. Concessionária já responde a oito processos em 2012

O Globo


Pane na estação de metrô Siqueira Campos, no mês passado
Leitor Fabiano Bordallo / Eu-repórter

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RIO - O Metrô do Rio registrou uma média de um incidente a cada três dias nos três primeiros meses de 2012, segundo a Agetransp (agência reguladora dos transportes do Rio). De janeiro a março, foram 28 incidentes nas linhas 1 e 2. Desse total, oito geraram processos regulatórios. Os números de abril ainda não foram contabilizados pela Agetransp. Mas a Metrô Rio informou já ter notificado quatro incidentes à agência. Na segunda-feira, um problema no fechamento de portas de um trem da Linha 2, na estação de Acari, atrasou a ida para o trabalho de centenas de passageiros pela manhã.

Do total de notificações, janeiro foi o mês que registrou mais problemas, com 11 incidentes no metrô. Fevereiro teve nove notificações de problemas, e março, oito casos. O problema de segunda-feira aconteceu cinco dias depois de uma composição parar na estação de Vicente de Carvalho, obrigando os usuários ao desembarque. A estação ficou superlotada e passageiros relataram confusão no local, fato negado pela concessionária.

A concessionária foi multada em R$ 41.300, em fevereiro, pelo descarrilamento de um trem de serviço em março de 2011. A empresa ainda pode recorrer. No ano passado, foram instaurados 22 processos regulatórios, e a concessionária foi multada em R$ 373.800. A Metrô Rio informou que espera aumentar a frota em 63% com os 19 trens chineses encomendados pelo governo estadual. O primeiro trem deve chegar esta semana e começar a circular em agosto. Oito trens devem entrar em operação até dezembro, e o restante, até março de 2013.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/metro-tem-um-incidente-cada-tres-dias-4664772#ixzz1sImvUQOu

MERENDAS FANTASMAS - União repassou R$ 23 milhões para 160 mil alunos inexistentes. Secretário de Cabral só descobriu agora

Milhões de merenda para fantasmas

POR Maria Luisa Barros
Jornal O Dia

Rio
- O governo federal gastou R$ 23 milhões com a merenda de 160 mil alunos que não existiam na rede pública do estado do Rio. O gasto se refere ao ano passado. A descoberta dos estudantes fantasmas foi revelada pelo secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, em entrevista a O DIA, domingo.

O repasse é feito com base nas informações contidas no Censo escolar. Até 2011, a alimentação de cada estudante saía por R$ 0,40 por dia. Este ano, o valor foi reajustado para R$ 1,12. Além do recurso para alimentação, as unidades que participam do programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) recebem verba extra do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para despesas de custeio, manutenção e pequenos investimentos.

O total de alunos matriculados impacta diretamente no valor distribuído aos colégios. Se uma escola, por exemplo, tiver até 50 estudantes receberá R$ 500 por ano. Já nas unidades com mais de duas mil matrículas, a verba federal aumenta para R$ 14.500.

De acordo com o FNDE, cabe às secretarias estaduais fiscalizar os gastos e acompanhar a prestação de contas que deve ser feita no ano seguinte ao repasse. “O problema já foi corrigido no sistema.

Se há menos alunos, investimos mais nos que estão de fato na rede, oferecendo merenda e uma escola melhor”, diz Risolia. Segundo ele, com a medida foi possível aumentar o investimento anual por aluno no estado de R$ 2.700 para R$ 4.062.

Para deputado, o inchaço de matrículas é 'muito grave'
O presidente da Comissão de Educação da Alerj, deputado André Lazaroni (PMDB), afirmou que o “inchaço” de matrículas deve ser coibido. “Pode ter sido falha de planejamento ou má fé do diretor para aumentar as verbas. As duas hipóteses são muito graves”, afirmou.

Para a presidente da União dos Professores Públicos do Estado (Uppes), Teresinha Machado da Silva, o erro no repasse de informações não foi proposital. “Os profissionais estão sobrecarregados, com acúmulo de funções. Muitos alunos se matriculam e largam o curso”, pondera.



RECEPTAÇÃO NO RIO - Ferros-velhos ilegais reabrem e já chegam a 70 na Região Metropolitana

Estabelecimentos voltam à ativa enquanto crescem os índices de roubos de veículos no estado
Rafael Galdo


Homens examinam um carro em Nova Iguaçu, do lado de fora de um ferro-velho na beira da Rodovia Presidente Dutra: o portão costuma ser mantido fechado
Marcelo Piu / O Globo


RIO
- Enquanto crescem os índices de roubos de veículos no estado, ferros-velhos irregulares voltaram a funcionar a pleno vapor na Região Metropolitana. De acordo com dados da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), órgão que concede a permissão para esses estabelecimentos operarem, são apenas 59 autorizados no estado. Mas, numa briga de gato e rato, muitos deles fechados em operações nos últimos anos reabriram clandestinamente em áreas como Jacarepaguá, Nova Iguaçu, São Gonçalo e Itaboraí. Hoje, a estimativa é que haja 70 funcionamento ilegalmente. Segundo especialistas e a polícia, os ferros-velhos são um dos principais destinos de carros e peças de veículos roubados ou furtados.

No início deste mês uma equipe do GLOBO percorreu três conhecidos polos de ferros-velhos. E constatou que neles há muito mais estabelecimentos abertos do que os que constam da lista de regularizados, obtida pelo jornal. Ao todo, em um dia, os repórteres encontraram 40 ferros-velhos somente em Nova Iguaçu, São Gonçalo e Itaboraí. Às margens da Via Dutra, na altura do Km 13, em Nova Iguaçu, havia 16 operando, embora apenas três ferros-velhos tenham autorização para tal.

Já à beira da BR-101, entre Manilha e Itaboraí, eram 18 estabelecimentos, enquanto a lista tem 13 autorizados para a região. Em São Gonçalo, na RJ-104, entre Alcântara e Manilha, eram outros seis, embora só um esteja autorizado nesse trecho.

Em Nova Iguaçu, 54 ferros-velhos foram fechados próximo à Dutra em julho de 2008. Hoje, só no quilômetro 13,5, sentido São Paulo, peças são vendidas por pelo menos dez estabelecimentos, um ao lado do outro. Compradores não conseguem distinguir qual ferro-velho está em situação regular e qual não está.

Portão fechado para driblar fiscalização
Repórteres do GLOBO passaram-se por interessados na compra de peças e encontraram alguns estabelecimentos com os portões fechados, sem que fosse possível ver o material no lado de dentro. Do lado de fora, no entanto, funcionários ofereciam as mercadorias.

— Peças de nacionais e importados? — perguntavam.

Num outro ferro-velho, perguntado sobre peças para uma Toyota Hilux, um funcionário afirmou que já tinha vendido todas as partes do último que havia chegado ao local:

— Compramos o carro depenado. E já vendemos tudo que tínhamos.

De acordo com o delegado Ronaldo Oliveira, ex-titular da DRFA e representante no Rio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, a prática de manter os ferros-velhos com portões fechados e vendedores na rua era comum no período em que esteve à frente da divisão, entre 2007 e 2009. Se o estabelecimento está trancado, fica difícil comprovar que ele estava funcionando ilegalmente. Na época, segundo o delegado, um levantamento da DRFA mostrou que 20% dos roubos de veículos estavam ligados aos ferros-velhos. Os outros 80% eram cometidos normalmente por jovens de 17 a 25 anos ligados ao tráfico. Para intensificar o combate aos ferros-velhos, Oliveira disse ter contado com a regulamentação da lei estadual 5.042, de abril de 2008:

— A lei passou a fiscalização dos ferros-velhos do Detran para a DRFA. Inicialmente, com base nela, apenas seis conseguiram a autorização.

Por essa lei, os ferros-velhos, para funcionar, precisam de cadastro na DRFA. E, para obter o Registro de Autorização de Funcionamento (RAF) na delegacia, precisam cumprir requisitos como etiquetar todas as peças à venda, informando sua origem, além de manter um cadastro com nomes, endereços, identidades e CPFs, tanto dos compradores como dos fornecedores. Desde a aprovação da lei, 385 ferros-velhos foram lacrados e 14 toneladas de peças foram apreendidas, entre 2008 e 2011.

Antes das operações, a estimativa era que houvesse cerca 400 estabelecimentos do tipo na Região Metropolitana. Embora o número de ferros-velhos irregulares tenha caído (para cerca de 70), cresceu para até 30% o percentual estimado de roubos que têm como destino os ferros-velhos. Segundo a DRFA, na última sexta-feira, uma operação fechou oito estabelecimentos na Estrada do Cafundá, em Jacarepaguá. E a ideia, segundo os investigadores, é aumentar a fiscalização para, com o tempo, reduzir esse comércio, até a sua extinção por completo.

De acordo com investigadores, atacar o ferro-velho agora é a forma mais rápida de tentar conter o crescimento dos índices de roubos de veículos. Mas, em paralelo, devem ser mantidas investigações sobre outros destinos dados aos veículos roubados, como a clonagem e o transporte clandestino.

Coronel da reserva da PM, Milton Corrêa da Costa também afirma que o crescimento dos roubos e furtos de veículos tem ligação com os ferros-velhos. Mas aponta outra hipótese: a repressão atual ao tráfico de drogas faz com que criminosos busquem outras fontes de lucro, acontecendo assim, segundo ele, um "maior intercâmbio entre traficantes e quadrilhas especializadas em desmanche, revenda de peças e receptação de veículos".

— O tráfico se aperfeiçoa em furto e roubo de veículos, e revende o produto do crime para quadrilhas especializadas. Uma das formas de combater esse crime é intensificar a fiscalização de ferros-velhos, principalmente no Grande Rio e em terrenos não legalizados — diz o coronel, lembrando ainda a necessidade de identificar oficinas de desmanche de veículos que se passam por mecânicas.

O aumento dos roubos
Os números mais recentes do Instituto de Segurança Pública mostram que, no Estado do Rio, houve um aumento de 31,1% nos roubos de veículos em fevereiro deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2011. Foram 1.953 casos este ano contra 1.490 em 2011. Na cidade do Rio, no mesmo período, o crescimento foi de 23,1% (940 ocorrências este ano e 763 em 2011). Na Grande Niterói (Niterói, São Gonçalo e Maricá), o aumento foi ainda maior, com 352 casos, 97% a mais na comparação com fevereiro de 2011. No mesmo período, o número subiu de 466 para 556 (19%) na Baixada e de 83 para 105 (26,5%) no interior.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/ferros-velhos-ilegais-reabrem-ja-chegam-70-na-regiao-metropolitana-4664612#ixzz1sIDfJlwu
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segunda-feira, 16 de abril de 2012

TRENS DO RIO - Trens da @Supervia_Trens e metrô têm manhã de problemas

Manuela Andreoni - O Globo

RIO
- Um problema no fechamento de portas de uma composição da Linha 2 do metrô que passava pela estação de Acari às 7h43m desta segunda-feira atrasou a ida ao trabalho de centenas de passageiros nesta segunda-feira. Segundo a concessionária, as pessoas que estavam no trem precisaram desembarcar na plataforma para que a composição fosse encaminhada para a oficina.

Passageiros postam no Twitter que a estação está lotada e os trens da linha seguem atrasados. A concessionária, no entanto, afirma que a circulação já foi normalizada. No perfil @thiagothy, um usuário do trem reclama do problema:

- Trem do metrô acabou de parar por defeito na estação de Acari! Estação lotada e passageiros indignados! - postou por volta das 8h.

Passageiros dos trens também enfrentam problemas na chegada à Central do Brasil na manhã desta segunda-feira. Segundo a SuperVia, um problema na sinalização da estação de Triagem às 5h40m provoca atrasos de 30 minutos nas composições do ramal de Belford Roxo, que opera no sistema de horários, não de intervalos. A concessionária afirma que já enviou técnicos ao local para fazer os reparos necessários.

Há relatos no Twitter de que também há problemas na circulação do ramal de Saracaruna - ainda não confirmados pela concessionária. Segundo alguns passageiros que possuem perfil na rede, um trem está parado em Ramos, Zona Norte do Rio. Diante da informação de que os ramais estavam operando regularmente, postada pela SuperVia no Twitter, Alexsander Marcelo respondeu, por meio de seu perfil @alexsandermsrj:

- Mentira. Parem de dar informação errada. Fiquei mas de uma hora no ramal Saracuruna. Tudo atrasado - postou por volta das 7h30m.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/trens-metro-tem-manha-de-problemas-4656543.html#ixzz1sCcAd7eN



domingo, 15 de abril de 2012

GREVE NO RIO - obras paradas, insatisfação em alta. Local é um barril de pólvora

Em greve, trabalhadores se queixam de falta de alojamento, salário baixo, comida ruim e dificuldade para visitar a família
Bruno Villas Bôas


Operários do COMPERJ de outros estados têm que pagar aluguel: são nove numa casa e dois são obrigados a dormir em redes na varanda
Agência O Globo / Rafael de Andrade


ITABORAÍ
- O clima crescente de insatisfação começa a tomar conta do canteiro de obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a preocupar autoridades. Localizado a menos de uma hora do Centro do Rio, o empreendimento tem sido alvo de denúncias normalmente só vistas nas regiões mais remotas do país: falta de alojamentos adequados, alimentação ruim, descumprimento de “baixas de campo” (folga a trabalhadores de outros estados), salários desiguais para mesmas funções e agenciamento pelos chamados “gatos”, comuns nos flagrantes de trabalho escravo na zona rural. Na última semana, 15 mil trabalhadores cruzaram os braços por um aumento de 12% no piso salarial de R$ 860 e de 42% no vale alimentação, atualmente em R$ 210.


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Piquete fecha acesso de trabalhadores ao Comperj

O clima ficou mais tenso na última quarta-feira, quando carros de funcionários da Petrobras foram atacados, sem feridos, num piquete de cinco mil grevistas na Rodovia Tanguá (RJ-116), uma das vias de acesso às obras do complexo.

Segundo especialistas, a onda de greves que se espalhou em grandes canteiros país afora nas últimas semanas — como canteiros de estádios da Copa na Bahia e no Ceará, além da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará — mostra as dificuldades das empresas em administrar grandes obras e dar condições necessárias para atender às migrações de mão de obra que elas provocam.

Agenciadores prometem “mundos e fundos”
João Benigno, natural de Pinheiro, no Maranhão, foi chamado por uma agência de emprego em sua cidade natal para trabalhar de pedreiro numa das empreiteiras que atuam no Comperj, com salário de R$ 1.302 e alojamento no Rio. O salário está sendo pago. O alojamento, não. Segundo Benigno, a empresa informou que houve um equívoco da agência que o sondou. Ele gasta agora R$ 400 de aluguel para morar em Itaboraí, na região metropolitana do Rio, próximo do canteiro.

— Vim porque o salário é maior do que em Pinheiro, de R$ 700. Tenho mãe, pai e irmã no Maranhão. Vou esperar o fim da greve. Dependendo de como terminar, vou decidir se fico ou volto — conta ele.

Já o goiano Glenio das Dores Ferreira, que trabalha na área de montagem, queixa-se que não recebeu reembolso prometido das passagens para vir ao Rio trabalhar nas obras:

— Quando chamam a gente para trabalhar aqui, prometem muita coisa. Quando a gente chega, tudo muda.

Segundo Luiz Augusto Rodrigues, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Montagem, Manutenção e Mobiliário de São Gonçalo, Itaboraí e Região (Sinticom), os funcionários chamados por “gatos” — como são chamados os agenciados de mão de obra — são maioria nas obras do Comperj.

— As empreiteiras preferem gente treinada, acostumada com trabalho pesado, e trouxeram muita gente de fora para a obra. Essas pessoas estão tendo uma série de direitos desrespeitados, o que gera insatisfação e tensão — diz Rodrigues.

Sem alojamento adequado oferecido pelas empresas, os trabalhadores do Comperj se instalaram por conta própria em Itaboraí e outros municípios da região, como Cachoeiras de Macacu, Magé e São Gonçalo. Moradores construíram “puxadinhos” no terreno de suas casas e passaram a alugá-los. No bairro de Vila Rica, em Itaboraí, há quase um ano, nove conterrâneos de Tabuleiro do Norte, município no Ceará, dividem uma casa de dois cômodos e um banheiro. Dois dormem em redes, na varanda. E como há muita gente na casa, às vezes, são obrigados a usar um bueiro como banheiro. Há um fogão e uma geladeira antigos, com a porta fechada por uma amarração de fios. Eles pagam R$ 580 de aluguel do próprio bolso.

— O trabalho não é bom de boca (o salário não é suficiente para se manter e mandar dinheiro para família) e a gente não consegue juntar dinheiro. Deixei mulher e filho no Ceará. Tem que sobrar para mandar para eles. Mas não penso em voltar agora. Estamos acostumados a viver no mundo — diz o cearense Sandro Maia, que trabalha na carpintaria do Comperj.

Para Atnágoras Lopes, coordenador da Central Sindical Popular Conlutas, a desilusão dos trabalhadores do Comperj é também sentida em obras como da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Embora não haja o mesmo grau de isolamento do trabalhador, ele explica que existem semelhanças com o trabalho degradante.

— Em obras urbanas, como o Comperj, essa condição não é vista geralmente no canteiro ou nos alojamentos próprios das empresas, mas de forma indireta, nos operários que precisam se virar por conta própria — explica Lopes, que acompanhou os conflitos de Belo Monte e passou a semana no Rio, na greve no Comperj. — Os empregadores precisam rever as relações de trabalho nos canteiros.

Para empresas, não existem irregularidades
O cearense David Alves, de 36 anos, veio para o Rio há cerca de um ano trabalhar como armador nas obras do complexo da Petrobras. Ele afirma que, deste então, não recebeu “baixa de campo” e a passagem aérea, um direito de trabalhadores de outros estados. Para piorar, o contracheque de março veio com descontos de 30% por causa das greve no complexo em fevereiro, que foi considerada abusiva pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT):

— Já trabalhei em obras em Alagoas, Rio Grande do Norte, Goiás. Tem obras boas. Em Goiás, voltei com R$ 10 mil no bolso .

Em nota, o Sindemon e o Sinicon, que representam as empreiteiras, dizem desconhecer “qualquer queixa de empregados e de sindicalistas relacionada a irregularidades nos reembolsos de passagens, alojamentos e uso de agenciadores em outros estados”. Sobre alimentação, informam que “em hipótese alguma seriam servidas refeições de má qualidade, pois além de haver cláusula contratual exigindo qualidade, a saúde do trabalhador é primordial”.

Segundo o delegado da 71ª DP (Itaboraí), Wellington Vieira, a criminalidade está aumentando em Itaboraí. E explica que a Polícia Militar não tem efetivo suficiente na região:

— A região está virando um barril de pólvora



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/comperj-obras-paradas-insatisfacao-em-alta-4649596#ixzz1s6nomb8j

sábado, 14 de abril de 2012

#COPA2014 - Pezão, já em campanha, abre o Maracanã para visitação #Eleições2012

Maracanã abre porta ao público, e RJ prevê obra 50% pronta até fim do mês
'Vai ser o estádio mais moderno do mundo', diz vice-governador durante visita de torcedores ao palco da final da Copa do Mundo de 2014

Por GLOBOESPORTE.COM
Rio de Janeiro
O Maracanã abriu as portas neste sábado pela primeira vez para os torcedores desde o fechamento para a reforma. Cinquenta pessoas, que se inscreveram com antecedência, foram as primeiras a entrar no palco da final da Copa do Mundo de 2014 e puderam acompanhar de perto o trabalho dos operários. Até o início da tarde, mais 250 (divididas em grupos de 50) também farão a visita. Segundo o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, a obra chegará a 50% de conclusão até o final de abril.

- É importante compartilhar a reforma com a população, mostrar como o Maracanã está sendo melhorado. Muita gente optou por demolir estádios, mas decidimos reformá-lo e torná-lo mais moderno que Wembley ou qualquer outro. Vai ser o estádio mais moderno do mundo.


As inscrições são feitas pelo email visitaguiada@maracanario2014.com.br. Até o momento, mas de 1.000 pessoas se cadastraram. Por causa da grande procura, o consórcio que administra o Maracanã planeja abrir mais um dia de tour, aos domingos. A princípio, as visitas estão marcadas apenas para o primeiro sábado de cada mês a partir de maio.

- Ninguém acredita que vai ficar igual à maquete. Mas vai ficar ainda mais bonito que a maquete. Nós estamos 32 dias adiantados com relação ao cronograma. Já temos tudo comprado e a cada dia vamos acelerar o andamento das obras - garantiu Pezão.

Pelo relatório divulgado pela Emop (Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro) na última quinta, as obras do Maracanã estão 45% concluídas e o estádio deverá ficar pronto em fevereiro de 2013, a tempo de ser usado na Copa das Confederações. O valor total da reforma é estimado em estão orçadas em R$ 859.946.874,32.
Pezão espera que Brasil faça final da Copa contra Espanha (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com


    

#COPA2014 - Delta já vislumbra prejuízo e ameaça deixar obra do Maracanã [Isso já era esperado !!!]

Reforma do Maracanã causa desentendimento entre empreiteiras
FOLHA DE SÃO PAULO

Palco da final da Copa do Mundo-2014 e com as obras atrasadas, o Maracanã tem causado estresse para as três empreiteiras que venceram o consórcio para a construção do estádio (Odebrecht, que lidera o grupo, Andrade Gutierrez e Delta).

De acordo com a coluna, um dos motivos da tensão é o fato de que a construção do novo Maracanã, estimada em mais de R$ 900 milhões, estaria dando prejuízo. Sem entendimento, a Delta, deve deixar a obra.

O Maracanã vai receber sete jogos na Copa-2014 e também está escalado para a Copa das Confederações-2013, torneio teste da Fifa. Segundo a Secretaria Estadual de Obras, o estádio será entregue em fevereiro de 2013. A previsão anterior era o fim de 2012.

Angular Fotografias Aéreas-2.abr.2012

Imagem aérea mostra obras do Maracanã 

#COPA2014 - Relator do IPHAN considera a reforma do Maracanã, UM CRIME

LUCAS VETTORAZZO
FOLHA DO RIO
A ata de reunião do conselho consultivo do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) realizada em agosto de 2011 mostra que o grupo se opunha à reforma do Maracanã, classificada pelo relator do encontro como um "crime".
Na ata, o conselheiro Nestor Goulart Reis argumenta que o tombamento do Maracanã impede obras de demolição. Seriam permitidas, segundo ele, apenas obras de restauração e conservação.

Mesmo com a opinião contrária de seu conselho, o projeto de reforma do estádio, palco da final da Copa-14, foi aprovado pelo órgão.

A ata foi requisitada pelo Ministério Público Federal à Justiça, para constar em uma ação civil pública na qual o órgão questiona a demolição.

"Destruir obras tombadas é crime, e todos que participam disso são responsáveis criminalmente", afirmou Reis na reunião, segundo a ata.

Em nota, o Iphan afirma que o conselho é "órgão consultivo e os conselheiros reconhecem não caber ao conselho deliberar sobre intervenções em bens tombados".

De acordo com a nota, na reunião, os conselheiros "apenas manifestaram suas opiniões quanto à posição assumida pela superintendência do Iphan no Rio na modernização do Maracanã".

O estádio é tombado pelo Iphan desde 2000. O principal ponto de divergência é a demolição da marquise. Para conselheiros, isso descaracterizaria o Maracanã, posição compartilhada pelo Ministério Público Federal.

Angular Fotografias Aéreas-2.abr.2012

Imagem aérea mostra obras do Maracanã






REGIÃO SERRANA - Prefeito de Teresópolis, ARLEI ROSA, contrata bufê por R$ 1 milhão, mesmo com várias família desabrigadas na cidade

Com desabrigados, Teresópolis contrata bufê por R$ 1 milhão
Denúncia surge a menos de uma semana da chuva que matou 5 pessoas.
Moradores que tiveram casas destruídas pela chuva estão indignados.

Do G1 RJ



A notícia de que a Prefeitura de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, fez uma licitação para gastar R$ 1 milhão com serviço de bufê revoltou os moradores da cidade, que há menos de uma semana foi atingida por um temporal que matou cinco pessoas e deixou quase mil desabrigados. O dinheiro para lanches e refeições não chegou a sair dos cofres públicos, mas a previsão dos gastos provocou reação, como mostrou reportagem do RJTV desta sexta-feira (13).

O resultado da licitação foi divulgado nesta semana. A prefeitura convocou a concorrência e deu detalhes do que queria. Cada um dos 800 almoços com bebidas, sobremesa, dois tipos de carne, saladas, arroz, feijão, farofa e massas, por exemplo, sai por R$ 30. O valor total é de R$ 24 mil.

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Os dez coquetéis para mil pessoas, com salgados, canapés, fruta e bebidas, custam R$ 214.500. A prefeitura ainda faz uma exigência: o refrigerante oferecido deveria ser de primeira linha. Somados, os 17 itens pedidos no edital saem por mais de R$ 1 milhão.

Enquanto Teresópolis prevê gastar R$ 1 milhão com o serviço, moradores seguem desabrigados em escolas públicas. Segundo associação de moradores, a prefeitura diz que não há dinheiro. Num abrigo estão 40 famílias e muitas queixas. “A Defesa Civil interditou tudo, interditou minha igreja, interditou as casas todinhas e a gente está aqui sem saber o que fazer”, disse o pastor Fabiano Ribeiro.

O bairro Vale da Revolta foi um dos mais atingidos no temporal da semana passada: 92 casas estão interditadas, mas ainda há pessoas vivendo nelas. “A gente não tem aluguel social”, explica a moradora Luciana Carreira.

O que diz o prefeito
O prefeito atual é Arlei Rosa, ex-presidente da Câmara de Vereadores, que assumiu o cargo em agosto do ano passado, depois que o então prefeito, Jorge Mário, foi afastado por suspeita de desviar as verbas de recuperação da cidade, destruída pela chuva de janeiro de 2011.

Nesta sexta-feira (13), o prefeito Arlei Rosa disse que na verdade a empresa que ganhou a licitação ofereceu o serviço por R$ 785 mil. E que só não cancelou o contrato por falta de tempo.

“Devido a tudo o que aconteceu, eu estava na rua, ajudando a tragédia, eu nem tive cabeça e nem soube para pedir pra cancelar. Esse dinheiro não foi gasto e eu pretendo não gastar devido ao que a nossa cidade está passando”, disse o prefeito.

Nota da prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Teresópolis informa que, "apesar de se tratar de um procedimento de rotina, para atender aos eventos realizados durante todo o ano pelas secretarias municipais, bem como garantir a alimentação dos funcionários municipais que trabalham de plantão em eventos, como carnaval, Festa do Produtor Rural e ChocoSerra, entre outros, está cancelando o registro de preços para coquetel e coffe break realizado no dia 12 de abril, uma vez que o procedimento ainda não foi homologado".

A nota diz ainda que pelo registro de preços, a prefeitura retira e paga somente pelo serviço que utilizar, independentemente do valor total do pregão. Esse registro de preço é feito para que, caso haja algum evento, o serviço possa ser retirado do pregão e efetuado pela empresa vencedora, que apresentou o menor preço, conforme estabelece o Art. 2º do Decreto Municipal 2.970/2002, que diz que "a administração não estará obrigada a adquirir/contratar os materiais/serviços da detentora da ata de registro de preços".

A prefeitura informa que a administração municipal tem pleno respeito e consciência dos últimos acontecimentos no município e sabe como deve ser empregado o dinheiro público