Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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domingo, 22 de abril de 2012

PERSONAGENS DA CPI DO CACHOEIRA - Afinal, quem é Fernando Cavendish, dono da Delta?

O ‘garotão’ que levou a Delta à esfera nacional

Simpático, informal e bonachão, Fernando Cavendish aproximou-se de políticos, como o governador do Rio e amigo, Sérgio Cabral
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Wilson Tosta e Alfredo Junqueira / RIO - O Estado de S.Paulo
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Jeito de garotão, simpatia de carioca e leve sotaque que denuncia o nascimento em Pernambuco. O empresário Fernando Cavendish mistura comportamento informal nos contatos pessoais com agressividade peculiar nos negócios. O estilo do dono da Delta Construções, brindado com muitas das obras do governo do Rio e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), confunde-se com a ascensão da empresa que, de modesta visibilidade em Pernambuco, em 15 anos galgou posto de destaque no País.

Veja também:
Delta obteve aumento de preço em 60% dos contratos firmados com Dnit
Depois de acidente, Cabral faz novo contrato com a Delt
Governo do Rio desconhece número de contratos firmados com a Delta



Marco Antonio Cavalcanti/Agência O Globo-22/6/2011
Fernando Cavendish aproximou-se do PAC

O bom relacionamento com sucessivos governos fluminenses - Anthony Garotinho (1999-2002), Rosinha Garotinho (2003-2006) e Sérgio Cabral Filho (a partir de 2007) - foi importante na trajetória, agora sob investigação da Polícia Federal e da CPI do Cachoeira.

Até os anos 1990, porém, a Delta e Cavendish viveram trajetórias distintas. A empresa foi fundada em Recife, em 1961, por seu pai, Inaldo Soares. O jovem Cavendish vivia no Rio, onde, de 1986 a 1990, estudou engenharia civil nas Faculdades Integradas (hoje Universidade) Veiga de Almeida. Festeiro e boa-pinta, aproveitou a juventude na noite carioca, mas, após formado, assumiu, aos 27 anos, o Conselho de Administração da Delta, em 1.º de dezembro de 1990. Em 1995, transferiu a matriz para o Rio - sempre que pode, demonstra a paixão pelo Estado. "Gosto de praia", diz o empresário, que esbanja informalidade e sorrisos. Ele completará 49 anos em 17 de junho.

Garotinho. Uma cartada de Cavendish decisiva para turbinar a Delta foi a aproximação, no fim dos anos 1990, de Garotinho, então uma novidade. Em parceria com outra empreiteira, a Oriente Construção Civil, a Delta ganhou a concessão da estrada RJ-116, de Itaboraí a Macuco, no interior. Foi o Edital 001/99 do Departamento de Estradas de Rodagem do governo que começava. A via tem quatro postos de pedágio a preços que atualmente vão de R$ 3,90 a R$ 15,60, dependendo do tamanho do veículo, e é explorada desde então pelas duas empreiteiras.

A aproximação Cavendish-gestão Garotinho logo no início do governo ajudou o dono da Delta na disputa com empreiteiras maiores, que passaram a ver com reservas a impetuosidade do jovem. Por vezes, o empreiteiro fixou preços supostamente abaixo do mercado, irritando concorrentes. Mais adiante, a empresa tocou obras grandes da Prefeitura do Rio sob o comando de Cesar Maia (DEM), adversário de Garotinho. "Os concorrentes reclamavam que a Delta entrava com preços inviáveis. Mas a empresa sempre entregou as obras a tempo e com o preço contratado", diz Maia.

Durante a gestão de Maia, de 2002 a 2008, o município contratou, em valores não corrigidos, R$ 331.059.602,42 em obras e serviços da Delta. Hoje, porém, Cavendish já não é mais visto, entre as grandes empreiteiras, como forasteiro. E no governo do sucessor de Maia, Eduardo Paes (PMDB), em valores não corrigidos, fechou contratos de R$ 325.534.422,51.

A primeira eleição de Cabral para governador, em 2006, ocorreu com apoio de Garotinho e de sua mulher e sucessora Rosinha. Cabral foi reeleito em 2010, mas rompido com o casal desde 2007. O fato não afetou a posição da Delta, que ganhou no peemedebista um aliado que facilitou seu acesso ao governo federal. A proximidade com o vice-governador (e ex-secretário de Rosinha), Luiz Fernando Pezão, também foi um fator que ajudou a cacifá-la. Com o crescimento do PAC, a empresa expandiu-se nacionalmente. De 2007 até hoje, as obras contratadas com a Delta pelo Estado do Rio somaram R$ 1,49 bilhão. Entre os trabalhos de maior visibilidade, estão a nova pista do Aeroporto de Cabo Frio e a reurbanização do Complexo do Alemão. Sobre a reforma do Maracanã, que a Delta em consórcio com a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, a empresa decidiu anteontem que deixará a obra após deixar de fazer dois repasses financeiros ao consórcio - já como consequência das denúncias de envolvimento com Cachoeira.

Festas e amizade. O lado extrovertido do empresário ficou evidente em 12 de novembro de 2009, em seu casamento com Jordana Kfuri, o segundo de sua vida. A festa foi na casa do empresário em Itaipava, em Petrópolis. Cerca de 700 convidados assistiram a uma celebração nos jardins, com uma passarela protegida por toldos transparentes e iluminada por velas e decorada com castiçais de prata, "gotas" de cristal e rosas brancas.

O casamento, que gerou filhas gêmeas, foi tragicamente encerrado em 17 de junho de 2011, quando Jordana e mais seis pessoas morreram em acidente de helicóptero na Bahia, a caminho da festa de aniversário de Cavendish. Cabral já tinha chegado, mas, como o empresário, não embarcou no aparelho, que estava lotado. A amizade entre o dono da Delta e Cabral começara por intermédio da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, e Gabriela Carvalho, primeira esposa do empreiteiro.

Aliados de Cabral confirmam que a ligação de ambos é forte. São parecidos: simpáticos, extrovertidos, carismáticos, vaidosos, metidos a galanteadores, bonachões. Mais do que os negócios entre a Delta e o Estado, a relação de amizade se baseia em empatia, descrevem. Um aliado do governador diz que eles se encontram para "beber e falar besteira". A revelação de que a Delta estaria fazendo negócios com o Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, porém, teria incomodado Cabral.

Outro interlocutor do governador conta que o peemedebista tem se lamentado e dito que Cavendish teria passado dos limites. O mesmo amigo de Cabral, contudo, afirma que a postura pode ser uma tentativa do político de se afastar do empreiteiro "para tentar não se queimar".

Na quinta-feira, porém, Pezão disse que os contratos com a Delta "obedeceram a todos os editais" e afirmou que a empresa é "agressiva, por isso tem mais contratos". O governador e o empresário têm casas de veraneio no mesmo condomínio em Mangaratiba, no sul fluminense. Até o acidente de helicóptero no litoral baiano, tornando pública a proximidade dos dois, eles costumavam passar fins de semana juntos com suas famílias. Cavendish, Cabral e suas mulheres já tinham dividido o jatinho Legacy emprestado por Eike Batista para pelo menos mais uma viagem: uma semana em Nassau, capital das Bahamas.

O Ministério Público Estadual investigou a relação do governador com os empresários e considerou não haver irregularidades: o procurador-geral de Justiça do Rio, Claudio Lopes, arquivou o procedimento.
VÁRIAS AMIZADES
No Rio, as boas relações de Cavendish não se limitam ao governador. Ele também é amigo de deputados federais, como Eduardo Cunha e Washington Reis, ambos do PMDB, e tem bom trânsito no Tribunal de Justiça, do qual recebeu R$ 154 milhões por obras. Além disso, a Delta está presente em construções e serviços de coleta de lixo na região metropolitana do Rio.


  

sexta-feira, 20 de abril de 2012

DELTA NO RJ II - Prefeitura do Rio tem negócios com a empresa de Cavendish desde 2002

Agência Estado
Redação Folha Vitória

O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) afirmou nesta quinta que a Delta entrou nas licitações durante seu governo (oito anos anteriores à atual gestão, de Eduardo Paes, do PMDB) oferecendo preços que os concorrentes consideravam inviáveis, por serem muito abaixo do mercado. "Mas sempre entregou as obras a tempo e com o preço contratado", afirmou. Levantamento feito pela assessoria da vereadora Andreia Gouvêa Vieira (PSDB) apurou que, de 2002 a 2008, a prefeitura carioca contratou, em valores nominais, R$ 331.059.602,42 em obras e serviços da Delta. De 2009 a 2011, já na gestão Paes, a empreiteira ganhou contratos avaliados (cifras não atualizadas pela inflação) em R$ 325.534.422,51.

"Segundo o mercado (os preços oferecidos pela Delta) estavam abaixo (do que seria viável comercialmente)", afirmou Maia. "Mas quem ganhava com isso era a cidade que tinha mais dinheiro para investir."

O ex-prefeito afirmou que não conhece, nem nunca conversou, com Cavendish, e lembrou um problema em que a Delta se envolveu, durante seu governo. "Houve a um conflito com a empresa no Engenhão, onde teve que ceder uma parte da cobertura a OAS e Odebretch por questionamento técnico. Ela reagiu e saiu reclamando, mas a questão era de uma tecnologia que não dominava segundo os técnicos", afirmou.



domingo, 5 de fevereiro de 2012

ESQUECIDOS PELA JUSTIÇA - Desabamento da Rua do Rosário, 55 e 57 #RIO


Por Marcelo Braga Maia

Era uma quarta-feira. no dia 25 de setembro de 2002 e o Prédio que abrigava uma hospedaria a Linda do Rosário na Rua do Rosário, 55 e levou tambem o de No.57 no qual o havia um prédio com 4 andares tendo um restaurante no térreo.
Segundo depoimento de Carlos Augusto de Jesus Marinho a Hospedagem Linda do Rosário, fazia uma OBRA IRREGULAR não fiscalizada pela Prefeitura do Rio de janeiro nem pelo CREA ( Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de janeiro). No início da noite desta quinta, o coordenador da Divisão de Vistoria da Secretaria de Urbanismo à época, Marcel David Iglicky, informou que o prédio da Rua do Rosário 57 também está condenado.

ESTADO
Benedita da Silva, então Governadora, foi ver de perto o local do acidente. Ela foi abordada por Carlos Augusto de Jesus Marinho, um dos donos do Bar e Restaurante Rosário, que funciona no térreo do edifício condenado. Chorando e de mãos dadas com a governadora, ele pediu ajuda:
- Perdi tudo e não sei o que fazer. Vinte minutos antes do desabamento, avisei aos pedreiros que faziam uma obra no prédio vizinho que havia rachaduras nas paredes. Eles não deram importância - contou.
Na tentativa de consolar o comerciante, Benedita disse que ele não deveria perder as esperanças:
- O importante é que você está vivo - afirmou a governadora.

Como encontra-se o terreno onde ocorreu o desabamento em 2002

        

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

ELEFANTE BRANCO NO RIO - Obras da Cidade da Música no Rio completam dez anos em 2012

Prefeitura informou que a entrega do espaço será no primeiro semestre.
Obra começou dia 26 de dezembro de 2002; foram gastos R$600 milhões.

Do RJTV



O início das obras da Cidade da Música, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, completa dez anos em 2012. A prefeitura da cidade informou que a entrega do espaço está programada para o primeiro semestre deste ano.

A Secretaria municipal de Obras alega que recebeu o prédio da administração do governo do ex-prefeito César Maia com várias partes apenas no concreto, sem acabamentos.

A obra começou no dia 26 de dezembro de 2002, com o objetivo de ser o principal pólo de cultura no Rio e sede da Orquestra Sinfônica Brasileira. No início, a construção estava orçada em R$ 80 milhões, mas já foram gastos R$ 600 milhões - valor sete vezes maior do que o previsto. As despesas foram consideradas ''farra com dinheiro público" pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), aberta pela Câmara os Vereadores em 2009. O relatório da CPI apontou indícios de fraudes em licitações e superfaturamento de preços nas obras.

MP denuncia empresas O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou quatro empresas e ainda seis pessoas que seriam responsáveis pela obra. Entre os denunciados, está César Maia, que responde por improbidade administrativa.
O ex-prefeito do Rio informou que a Cidade da Música deveria ter sido inaugurada em 2008, mas que houve atraso por causa dos Jogos Panamericanos sediados na cidade. Ele disse ainda que tentativas de desgastar seu governo com informações falsas impediram que a inauguração acontecesse antes das eleições de 2010.

Ao longo dos anos, as obras foram paralisadas diversas vezes e anunciadas como concluídas. Em dezembro de 2008, César Maia chegou a fazer uma cerimônia de inauguração. Mas a conclusão foi deixada para o governo de Eduardo Paes, que rebatizou o local para o nome de Cidade das Artes. A gestão atual afirma ter gasto R$ 84 milhões e nunca ter paralisado as obras.

O diretor artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira, Fernando Bicudo, diz que a orquestra já tem um programa para o espaço: “Nós da OSB estamos ansiosos para vir para casa. Nós não podemos esperar mais, porque uma orquestra para ser excelente ela precisa ter excelentes instalações”. 

Fonte G1 http://t.co/PutVdrpr


    

terça-feira, 1 de março de 2011

CIDADE DA MÚSICA - EMPREITEIRAS COBRAM R$ 238 MILHÕES DA PREFEITURA DO RIO

RIO - A prefeitura do Rio e o Consórcio Cidade da Música - formado por empreiteiras responsáveis pela construção do empreendimento na Barra - travam uma batalha de números com relação aos valores para a conclusão do projeto. As construtoras cobram R$ 238 milhões relativos a atrasos, custos de paralisações, trabalhos realizados e não pagos, além dos recursos necessários para terminar a obra. Embora ainda não tenha havido um acordo, parte da dívida já foi reconhecida pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), que fez uma inspeção nos contratos e recomendou o pagamento de R$ 23,5 milhões às empresas no mês passado.
Segundo o tribunal, o valor inicial do contrato assinado com o consórcio - sem levar em conta os outros custos com aquisição de mobiliário - foi de R$ 390 milhões. Do total, as empresas já executaram cerca de R$ 318 milhões, mas receberam aproximadamente R$ 294 milhões (ficando uma diferença de R$ 23,5 milhões). Mas, no requerimento que apresentaram ao TCM, as construtoras afirmam que o município deve muito mais. Do valor de R$ 238 milhões, cerca de R$ 95 milhões seriam relativos a obras realizadas e não pagas; R$ 49 milhões de custos com paralisações; além de R$ 93 milhões que faltam para conclusão do projeto original. As obras da Cidade da Música foram paralisadas quando o prefeito Eduardo Paes assumiu em 2009. O objetivo era realizar uma auditoria nos contratos.
Leia também:
No relatório de inspeção, que foi votado em janeiro, o TCM informou que será preciso mais estudos para avaliar os valores devidos, e solicitou que a prefeitura e as empreiteiras cheguem a um acordo. Os técnicos afirmam ainda que há divergências entre a prefeitura e as empreiteiras com relação à medição da obra, ou seja, sobre aquilo que de fato já foi realizado. O custo total dos contratos para erguer e equipar a Cidade da Música era estimado em cerca de R$ 518 milhões (sem considerar a atualização dos valores). No fim de 2009, a prefeitura já tinha desembolsado mais de R$ 430 milhões com o projeto.
Procurada, a Secretaria municipal de Obras informou apenas que os valores cobrados pelas empreiteiras são de responsabilidade da gestão anterior. O órgão acrescentou que, desde a retomada dos trabalhos, em 2010, já foram gastos mais R$ 42 milhões e ainda faltam executar R$ 42 milhões para que o equipamento seja finalizado (total de 84 milhões). A secretaria disse que a Cidade da Música será inaugurada no segundo semestre de 2011.
Ex-prefeito diz que paralisação aumentou custo
Relatora da CPI da Cidade da Música, a vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB) acredita que o custo com a construção da empreendimento (sem contar a compra de mobiliário) deverá chegar a mais de R$ 600 milhões. Para ela, nem mesmo os recursos que o ex-prefeito Cesar Maia afirmou ter deixado em caixa (cerca de R$ 80 milhões) para concluir o projeto seriam suficientes:
- Os valores apontados são muito parecidos com aqueles que a CPI apurou. O fato é que a prefeitura não tinha em caixa os recursos para finalizar o projeto como o ex-prefeito afirmara. Isso porque havia uma série de trabalhos já realizados pelo consórcio, que a gestão anterior não levou em conta.
O ex-prefeito Cesar Maia, por sua vez, atribuiu à atual gestão a responsabilidade pelo aumento dos custos. 
Na avaliação dele, o TCM já concluiu que não houve irregularidades na execução da obra, e que os R$ 80 milhões que deixou em caixa eram suficientes para terminar o projeto:
- A paralisação por dois anos deve ser a responsável pelo incremento (do valor final). O custo da paralisação nestes dois anos, de R$ 50 milhões, é de responsabilidade da atual administração. É cristalina a análise.

sábado, 22 de maio de 2010

DENÚNCIA - "DOUTOR LICITAÇÃO" #irregularidades #licitacao

   
RIO - O médico Carlos Mauricio Medina Gallego deixou a Colômbia para se tornar um empreendedor de sucesso no Rio. Além da cirurgia plástica, sua especialidade são as licitações. Desde 2003, durante o governo Cesar Maia, até 2010, já na gestão Eduardo Paes, empresas e instituições que ele representou receberam cerca de R$ 147 milhões com contratos de prestação de serviços para a prefeitura e colecionaram suspeitas de irregularidades. Como bom homem de negócios, recentemente Gallego voltou suas atenções para o Programa Saúde de Família, uma das prioridades do atual governo. E no início deste ano venceu mais uma: presidindo a organização social Associação Global Soluções em Saúde, Gallego assinou um contrato de R$ 25 milhões para gerir o programa por dois anos na área do Centro.
(Leia mais: Instituto mudou de categoria um mês antes de lei ser aprovada) No currículo do empresário, há uma fundação considerada ilegal pelo Ministério Público estadual, dois inquéritos abertos contra uma cooperativa de médicos que ele presidia e a suspeita de utilização de laranjas numa de suas empresas, como é o caso de um ex-vendedor de cachorros-quentes do interior de Minas Gerais.
A trajetória das instituições de Gallego já chamou a atenção do vereador Paulo Pinheiro (PPS), que pedirá a instauração de uma CPI para apurar os contratos:
- São muitos recursos entrando por um caminho só. Há indícios gravíssimos de irregularidades na relação das instituições desse senhor com a prefeitura. A Câmara terá sensibilidade para perceber a necessidade da CPI.
O suposto aparelhamento de suas instituições com laranjas liga o colombiano à pequena Cataguases (MG). Como O GLOBO noticiou em 18 de abril, o ambulante Helio Teixeira Amâncio aparecia como sócio da empresa Qualidade Total Operadora de Recursos Humanos, cujos contratos Gallego assinou entre novembro de 2005 e dezembro de 2008. A firma recebeu R$ 55 milhões em cinco anos para fornecer vigilantes a unidades hospitalares do Rio. Outro sócio, Edmar Jose Messias, declarou como endereço uma comunidade de baixa renda em Cataguases. Ambos não foram encontrados nos endereços declarados. A prefeitura abriu um sindicância para apurar o caso.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

domingo, 18 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/PREFEITURA - Um negócio suspeito de R$ 55 milhões


Cachorro-quente e vigilância patrimonial são, em tese, atividades empresariais distintas. Nos contratos da prefeitura do Rio, porém, salsichas e segurança têm algo em comum. Morador de Cataguases, em Minas Gerais, um vendedor ambulante de cachorro-quente é sócio da Qualidade Total Operadora de Recursos Humanos, que já faturou desde 2005 cerca de R$ 55 milhões em contratos com o município do Rio sem vender um só sanduíche ou suco de laranja.
A empresa, na verdade, presta serviço de vigilância para unidades hospitalares do Rio. Outro sócio apresentou como endereço residencial uma casa numa comunidade de baixa renda da cidade mineira. Seus supostos vizinhos nunca o viram.
Durante uma semana, O GLOBO tentou localizar os sócios e a sede da Qualidade Total. Apesar dos ganhos com os contratos, não é possível saber onde fica a empresa. Pelos dados da Receita Federal, a Qualidade Total deveria funcionar num imóvel em Paracambi, mas no local, existem apenas imóveis residenciais, além de uma vidraçaria e uma serralheria. Ninguém ouviu falar do negócio:
- Já vieram fiscais, oficiais de Justiça e até pessoas que se dizem funcionários da empresa. Como não conheço ninguém da Qualidade Total, devolvo as correspondências. Moro no bairro desde criança e, com certeza, aqui ela nunca funcionou - contou Jaciele Nogueira, proprietária da serralheria Giba, instalada no local há três anos.

 


 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O deputado João Pedro Figueira abre o jogo

blog do Sidney Rezende | 03/04/2009 18:07
 

O deputado João Pedro Figueira(DEM) é o fiel escudeiro do ex-prefeito Cesar Maia na Assembléia Legislativa. O grupo político de Maia começa a trabalhar o nome do seu líder para a disputa do Governo do Estado no ano que vem. Se colar, colou. Se o deputado Fernando Gabeira(PV) sair candidato contra o governador Sérgio Cabral, o plano B seria lançar César Maia como opção ao Senado.

A outra estratégia do grupo é bombardear o governador Cabral e mais adiante desconstruir a administração do prefeito Eduardo Paes. Para a gestão de Cabral, João Pedro Figueira deu nota 5. Regular. E sobre o governo de Eduardo Paes, o deputado não quis dar nota, argumentou que é cedo. Mas falou abertamente que Paes traiu Cesar Maia, por isso o ex-prefeito o detesta. Veja a entrevista.

O RIO DE JANEIRO e CÉSAR MAIA - por Nicéas Romeo Zanchett


Sáb, 03 de Janeiro de 2009 03:05
 




Quando se ouve palavras como Cidade Maravilhosa, Garota de Ipanema, Ton Jobim, Copacabana, Pão de Açúcar e Corcovado, nos vem logo à memória a cidade do Rio de janeiro.
Pois agora existe mais um nome que também tem esta força: César Maia.
Este carioca chegou à prefeitura em 1992 e o Rio de janeiro nunca mais seria o mesmo. A cidade estava com os cofres vazios. Vinha de uma falência que fora decretada em 1988 por Saturnino Braga, antes de sua renúncia. Saturnino foi sucedido por Marcelo Alencar que deu início à recuperação financeira da cidade. A baixa estima era visível e ainda marcava profundamente o sentimento dos cariocas.
César Maia reorganizou o cofre da prefeitura e tranformou a cidade num canteiro de obras. O Rio precisava de reformas para se preparar para o século XXI.
Ele tinha razão. Imaginem a cidade sem a Linha Amarela, com a Av. das Américas em mão única, sem a Cidade do Samba, sem o Rio Cidade, sem a Feira Nordestina de São Cristóvão, sem o Favela Bairro e tantos outros empreendimentos que aparelharam a cidade tanto para a prática de esportes como para a cultura.
Considero que César Maia está para o Rio de Janeiro como o prefeito Fiorello LaGuardia para Nova York -(LaGuardia foi o prefeito que assumiu Nova York em 1933 -em plena depressão- e por doze anos reformou a cidade. Foi muito polêmico e combatido pela oposição. Hoje é lembrado com carinho e amado por todos os novayorkinos.
Fico imaginando como será o sentimento dos cariocas daqui a 60 anos.
No final de 2008, César Maia se despede da prefeitura do Rio, mas não antes de inaugurar a sua mais polêmica obra : a Cidade de Música.
O legado deixado por este guerreiro carioca marca e influencia o dia a dia de todos os moradores e visitantes da cidade.
Mas, enganan-se aqueles que imaginam que 2008 foi o ano de despedida de César Maia. Se o conheço bem, podem ter certeza de que continuará influenciando e criando novas oportunidades para o Rio de Janeiro, principalmente na questão educativa, cultural,artística e desportiva. Mesmo fora da prefeitura ele vai encontrar alguma forma de melhorar ainda mais a cidade que é a paixão de sua vida.
Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Políticos antecipam campanha em blogs

deu na folha 

No Rio, Gabeira e Garotinho usam a internet para atacar o governador Sérgio Cabral, líder nas pesquisas
De Raphael Gomide:
As eleições são só em outubro, mas no Rio os pré-candidatos já usam diferentes ferramentas da internet para tentar influenciar a opinião pública e antecipar temas da campanha. Mais do que se promover, os postulantes ao Executivo usam a internet para atacar os adversários. O alvo principal é o governador Sérgio Cabral (PMDB), líder nas pesquisas.
Cabral apanha de todo lado: do ex-governador Anthony Garotinho (PMDB), do deputado federal Fernando Gabeira (PV) e até do ex-prefeito Cesar Maia, pré-candidato do DEM ao Senado, que apoia o verde.
Garotinho armou uma guerra de guerrilha contra o hoje arquirrival, em seu portal, com chamadas para colunistas aliados que se dedicam a criticar o governo. Usa na rede o deputado federal Geraldo Pudim (PMDB-RJ) e Fernando Peregrino, seu ex-secretário de Estado, entre outros. Assinante do jornal leia mais em: Políticos antecipam campanha em blogs

domingo, 3 de janeiro de 2010

Personagem do Dia - César Maia


Cesar Epitácio Maia (Rio de Janeiro, 18 de junho de 1945) é um economista e político brasileiro, ex prefeito do Rio de Janeiro pelo partido político Democratas.

É pai de Daniela Maia e Rodrigo Maia, este deputado federal e presidente nacional do Democratas, além de primo do político José Agripino Maia.[1]

Índice
1 Origens, formação e exílio
2 Retorno ao Brasil e início da atividade política
3 Atividade parlamentar
4 Prefeitura do Rio de Janeiro
5 Presença na internet
6 Referências
7 Ligações externas
8 Realizações no 3o.mandato

Origens, formação e exílio
Estudou Engenharia na Universidade Federal de Ouro Preto, Minas Gerais, e, como militante de esquerda no movimento estudantil, tendo sido integrante do Partido Comunista Brasileiro,[2] foi preso depois do golpe de 64 e então exilou-se no Chile em 1968. No Chile conheceu sua mulher, Mariângeles, que teve gêmeos. Estudou Economia na Universidade do Chile, junto com o hoje governador de São Paulo, José Serra. Formou-se em Economia em 1972.

Retorno ao Brasil e início da atividade política
Retornou ao Brasil em 1973. Como havia processos pendentes na Justiça Militar, foi preso no aeroporto e levado para detenção no Batalhão de Guardas – onde hoje é a sede da Guarda Municipal da Prefeitura do Rio. Após 3 meses o processo foi arquivado por falta de provas e retomou, gradativamente, a vida profissional e política. Após isso, ocupou vários cargos na Klabin Cerâmica, foi professor da Universidade Federal Fluminense e diretor do Sindicato dos Economistas. Em 1981 filia-se ao PDT e integra o grupo que apoiou Leonel Brizola, cuja eleição garantiu quando descobriu uma tentativa de fraude eleitoral conhecida como o "escândalo da Proconsult". Foi convidado por Brizola para ser Secretário da Fazenda. Foi também presidente do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj) e da Distribuidora de Títulos e Valores Imobiliários do Estado do Rio de Janeiro (Diverj).

Atividade parlamentar
Eleito deputado federal constituinte nas eleições de 1986 pelo PDT. Foi reeleito para a Câmara dos Deputados em 1990.

Prefeitura do Rio de Janeiro
Em 1991, após divergências com Brizola, ingressa no PMDB. Concorreu ao cargo de prefeito do Rio no ano de 1992 e venceu as eleições municipais, derrotando a então deputada Benedita da Silva, do Partido dos Trabalhadores. Sua primeira administração (1993-1996) foi marcada pela realização de várias obras das quais se destacam o Rio-Cidade,[3] o Favela Bairro[4] e a Linha Amarela.[5] Promoveu a descentralização administrativa, com a criação das subprefeituras, a criação da Multirio (Empresa Municipal de Multimeios ligada a Secretaria de Educação)[6] e da Rede Municipal de Teatros..[7]

Em 1996 Cesar Maia, então no PFL, lança como candidato a sua sucessão o seu secretário de urbanismo Luiz Paulo Conde. Este vence o pleito municipal com apoio ostensivo de Maia.

Em 1998 Cesar é derrotado por Anthony Garotinho na corrida para o governo estadual. Em 1999, Conde rompe com Cesar Maia. No ano seguinte, Maia disputa e conquista pela segunda vez a prefeitura carioca, desta vez pelo PTB, derrotando o seu ex-aliado Conde, pelo PFL.

Em seu segundo mandato dá início a construção da Cidade do Samba,[8] das Vilas Olímpicas,[9] do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas",[10] das Escolas Padrão[11] e da construção do Hospital de Acari.[12]

Novamente no PFL, é reeleito em 2004 no primeiro turno para cumprir seu terceiro mandato.

Neste terceiro mandato (2005–2008) Cesar constrói o Planetário de Santa Cruz [13] e equipamentos esportivos visando os Jogos Panamericanos de 2007. O Parque Aquático Maria Lenk,[14] o Estádio Olímpico João Havelange [15] e a Arena do Rio[16] foram alguns dos equipamentos construídos na terceira administração Cesar Maia.

A obra mais polêmica da última gestão Cesar Maia foi a Cidade da Música que teve denúncias de superfaturamento e fraude na cotação de preços. [17]

Presença na internet
Entre agosto e outubro de 2005, manteve um blog, em que dava suas opiniões sobre política interna e externa. Atualmente mantém o chamado "Ex-blog", um boletim eletrônico distribuído para e-mails que podem ser cadastrados no endereço do blog. Nesse boletim, costuma fazer oposição ao governo federal. Cesar Maia tem feito utilização extensiva de meios de comunicação digitais, tendo recentemente passar a utilizar também o twitter [18] e o formspring [19] como canais de comunicação.

Realizações no Terceiro Mandato
> Cidade da Música
> Planetário de Santa Cruz
> Linha Amarela
> Estádio João Havelange
> Arena do Rio
> Parque Aquático Maria Lenk
> Favela Bairro> Educação
> Vilas Olímpicas
> Rio Cidade
> Centro de Cidadania
> Remédio em Casa
> Agentes da Liberdade
> Escola-Padrão
> Servidor Público
> Turismo
> Meio Ambiente
> Deficiente Cidadão
> Fundo Carioca
> Terceira Idade
> Cidade do Samba
> Pan do Rio
> Ciclovias Cariocas
> Feira de São Cristóvão
> Rede de Teatros
> Hospital de Acari