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segunda-feira, 23 de abril de 2012

DELTA NO RIO - Investigada pela PF, Delta tem mais de R$ 1 bilhão em contratos

Construção de trecho da Transcarioca é um de seus 4 grandes contratos.
Ao contrário do estado, prefeitura diz que não será feita nova inspeção.
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Do G1 RJ
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A construtora campeã de contratos com o governo do estado, investigada pela Polícia Federal por envolvimento com a contravenção, a Delta Construções trabalha também para a prefeitura do Rio de Janeiro. E tem mais de R$ 1 bilhão em contratos com o município, segundo levantamento feito pelo RJTV.

A empresa, que já abandonou a reforma do Maracanã, é responsável por um dos maiores investimentos da cidade para as Olimpíadas de 2016.

A Delta tem quatro grandes contratos com a prefeitura do Rio, incluindo estradas, viadutos, melhorias em favela, corredor de ônibus. O valor é de R$ 1.027.640.154. A construtora trabalha na urbanização da comunidade Chico Mendes, na Pavuna, no subúrbio do Rio. Na criação do Parque Madureira e em um conjunto de obras na Zona Oeste.

A Delta também faz parte do consórcio responsável por uma das obras mais importantes e caras da cidade: a Transcarioca, corredor expresso de ônibus que vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, passando pela Penha, na Zona Norte. São quase R$ 798,4 milhões.
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Em parceria com a construtora Andrade Gutierrez, a Delta constrói o trecho que vai da Penha até a Barra da Tijuca. São 26 km dos 39 km de extensão do corredor. As obras começaram em março do ano passado e devem terminar em dezembro de 2013.

A prefeitura informou que até agora a Delta não deu sinais de que vá deixar o consórcio. E garantiu: mesmo que isso ocorra, não haverá prejuízo para a cidade. Por contrato, a Andrade Gutierrez tem que assumir sozinha a construção.

A Delta já saiu do consórcio da reforma do Maracanã, obra de responsabilidade do governo do estado. A decisão foi tomada depois de uma sequência de denúncias sobre o suposto envolvimento da construtora com esquemas de contravenção e pagamento de propina a políticos.

Por causa disso, o estado começou uma auditoria em todos os contratos com a Delta.

A prefeitura, ao contrário do governo do estado, decidiu não fazer nenhuma inspeção nova. Em nota, informou que já existe uma fiscalização permanente dos órgãos municipais de controle e se for identificada qualquer irregularidade o contrato poderá ser rompido.   

sexta-feira, 13 de abril de 2012

MÁQUINA DE MULTAS NO RIO - Corredores BRS já têm 61.395 multas em 14 meses. Paes já arrecadou R$ 3,3 milhões

Infrações somam cerca de R$ 3,3 milhões

Isabela Bastos
Bernardo Barbosa
Patrícia Royo
Ronaldo Braga

BRS da pista lateral da Avenida Presidente Vargas deve entrar em funcionamento na próxima segunda-feira
Márcia Foletto / Agência O Globo


RIO
- Os nove corredores BRS implantados no Rio já registraram 61.935 multas por desrespeito às faixas de ônibus. Considerando os valores das multas, diferentes para carros e ônibus, as autuações somam cerca de R$ 3,3 milhões. Instalados gradativamente entre fevereiro de 2011 e março passado, os corredores vêm registrando queda mensal no número de infrações, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio). O fenômeno é atribuído à assimilação das novas regras pelos motoristas. Os números são relativos à operação de radares e não levam em conta multas aplicadas pela Guarda Municipal.


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— Os corredores estão priorizando o transporte público. O comportamento dos motoristas está mudando. Muitos já respeitam o BRS até mesmo fora do horário de operação — afirma o diretor de planejamento da CET-Rio, Ricardo Lemos.

Considerada infração leve, a invasão da faixa de BRS gera multa de R$ 53,20 para os motoristas e três pontos na carteira de habilitação. Já para os motoristas de ônibus que saem do corredor, avançando sobre as pistas reservadas aos carros, a multa é mais pesada. Considerada média, ela gera quatro pontos na habilitação e tem o valor de R$ 85,13. Mas, segundo a CET-Rio, elas são minoria, com apenas 2% dos casos.

BRS de Copacabana tem mais multas
Segundo dados da CET-Rio, o corredor da Avenida Nossa Senhora de Copacabana já registrou 21.432 infrações de fevereiro de 2011 a março passado. É o corredor com a maior média diária de multas desde sua implantação, com 68 infrações/dia. Há 14 meses, quando foi criado, a média era de 183 multas diárias, quase três vezes mais. Os radares do BRS da Rua Barata Ribeiro emitiram 12.292 multas desde abril de 2011. A rua aparece em segundo lugar no ranking de autuações diárias, com 49 infrações por dia, 34 a menos que a média inicial de 83 multas diárias.

Já o corredor da Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, soma 7.264 infrações desde agosto passado. No mesmo bairro, o BRS da Rua Prudente de Moraes registrou 5.215 infrações desde outubro de 2011. A Prudente de Moraes aparece em terceiro no ranking das multas, com 44 infrações/dia, contra 73 multas/dia no início da operação. A Visconde de Pirajá surge em quarto, empatada com a Avenida Rio Branco, com 40 autuações/dia. No caso da via de Ipanema, a média inicial era de 57 multas/dia, contra 43 da Rio Branco. A avenida do Centro registrou 1.968 multas de dezembro a março.

No Leblon, os motoristas receberam 6.176 autuações na Avenida Ataulfo de Paiva, desde agosto de 2011. Na Avenida General San Martin, foram 4.504 multas desde outubro. Esta via vem registrando 38 infrações diárias, o que a coloca em quinto lugar no ranking. Em outubro passado, quando começou a operar, o BRS da San Martin registrava 51 autuações/dia. Já na Ataulfo de Paiva, em sexto lugar no ranking, 34 motoristas são flagrados diariamente infringindo as regras do corredor, contra 40 multas diárias na época da implantação do BRS, em agosto.

Mais recente, o BRS da Rua Primeiro de Março e da Avenida Presidente Antônio Carlos teve 1.944 multas registradas de dezembro a março. Em sétimo lugar no ranking, esse corredor tem registrado 24 infrações por dia, dez a menos que no início do sistema. Último BRS a ser colocado em operação, o corredor das pistas centrais da Avenida Presidente Vargas gerou 1.140 autuações para motoristas, conforme as estatísticas da CET-Rio. Ainda sem série história, o corredor tem registrado 107 multas por dia.

— A maior média diária inicial é da Nossa Senhora de Copacabana, porque foi o primeiro BRS. Os demais corredores já se beneficiam desse aprendizado. Apesar de grandes, os números têm sido decrescentes em todos os corredores — ressalta Ricardo Lemos.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/transito/corredores-brs-ja-tem-61395-multas-em-14-meses-4633776#ixzz1rvBwNQNr

terça-feira, 10 de abril de 2012

DENGUE NO RIO - Rio de Janeiro atinge 31.176 casos de dengue. Predominância é o TIPO 4. Estado já tem 7 mortes

Rio de Janeiro – Um novo boletim divulgado hoje pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio informa que já foram registrados 31.176 casos de dengue este ano na capital fluminense. Das amostras coletadas pela secretaria, o tipo 4 é o predominante no total de casos identificados, com 81,1% das notificações.

De acordo com o boletim, o 17º divulgado pela secretaria, as localidades que registraram o maior número de casos de dengue foram Madureira e bairros no entorno, na zona norte; seguidas de Campo Grande, Bangu e Realengo, na zona oeste da cidade.

Sete pessoas morreram por dengue este ano no estado, sendo seis no município do Rio e uma em Niterói, Região Metropolitana do Rio. No mesmo período do ano passado foram contabilizados 23 óbitos em consequência da doença.

Segundo a secretaria, desde a inauguração dos polos de assistência, acolhimento e vigilância da dengue, já foram feitas mais de 14 mil hidratações venosas em todos os 31 postos de atendimento, sendo 21 com funcionamento de 12 horas e outros dez funcionando 24 horas. O número de atendimentos chega a quase 90 mil.

Na próxima sexta-feira (13/4), a prefeitura do Rio promove a 11ª Caminhada de Mobilização contra a Dengue. O evento será realizado em toda a cidade, das 8 às 10h. A atividade faz parte do Movimento Carioca por uma Cidade mais Saudável, que busca incentivar a população e instituições a combaterem possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Fonte Agencia Brasil

sábado, 7 de abril de 2012

FRAUDE NO RIO - TCM diz que Prefeitura pagou R$ 2 milhões por serviços não previstos

TCM vê sinais de fraude em contratos de UPAs

Organização social recebeu R$ 2 milhões da prefeitura por serviços não previstos e apresentou notas fiscais repetidas


Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O Tribunal de Contas do Município (TCM) encontrou indícios de fraudes em contratos do Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) com a prefeitura do Rio, para administrar cinco Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Segundo denúncia publicada na edição deste fim de semana da revista "Veja", a organização social (OS) recebeu do município mais de R$ 2 milhões para pagar serviços que não eram previstos em contrato, além de ter anexado cópias de notas fiscais repetidas nas prestações de contas. Num dos casos, a mesma nota de R$ 58.233, referente a exames de raios X, foi cobrada três vezes entre os meses de outubro de 2010 e março de 2011.

O TCM constatou também que o Iabas contratou uma consultoria externa para prestar serviços administrativos nas UPAs, despesa que, embora não prevista no contrato, foi paga. A Anstafi Serviços Econômicos e Financeiros, que recebeu R$ 835 mil, tinha entre os sócios André Staffa Filho. Na época da contratação da empresa, ele também era um dos diretores do Iabas.

"Os custos dos serviços continuados contratados pelo Iabas contêm sobrepreços expressivos em todos os contratos analisados, gerando prejuízos milionários aos cofres públicos do município, considerando as despesas efetuadas a partir de fevereiro de 2010", informa um trecho do relatório do TCM.

Quatro secretarias têm contratos com entidades

O Iabas é uma das organizações sociais escolhidas pela prefeitura do Rio para administrar instalações e fornecer pessoal terceirizado para várias secretarias. Além da Secretaria de Saúde, as OS estão presentes em projetos das secretarias de Assistência Social, de Cultura e de Esportes e Lazer.

Foi graças a contratos com essas organizações que a prefeitura, por exemplo, além de implantar UPAs, ampliou a cobertura do Programa de Saúde da Família de 2% da população (200 mil pessoas) em 2009 para 32% (mais de dois milhões).

Segundo a "Veja", a maioria dos contratos com a prefeitura para gestão das UPAs foi assinada com o então diretor médico do Iabas, Ricardo José de Oliveira e Silva. Em fevereiro de 2011, ele deixou o cargo para administrar, no Rio Grande do Norte, a campanha "Natal contra a dengue", que contava com uma verba de R$ 8,1 milhões repassada à ONG Instituto de Tecnologia Capacitação e Integração Social. Segundo a revista, ele ficou dois meses no cargo e foi afastado por irregularidades contábeis e na contratação de serviços.



Problemas também no Rio Grande do Norte

Ainda de acordo com a "Veja", o Ministério Público do Rio Grande do Norte entrou com uma ação para cancelar o contrato entre a prefeitura de Natal e a ONG. Para o MP, teria havido irregularidades na contratação, por R$ 2,8 milhões, de uma empresa prestadora de serviços chamada Tefé.

A Tefé, por sua vez, funcionava no mesmo endereço da Toesa — uma das empresas denunciadas pelo "Fantástico" por tentar fraudar licitações em troca de propina. Um ex-funcionário da Toesa convidado por Ricardo José para trabalhar com ele em Natal também foi afastado, juntamente com outros dois assessores da organização social. O Tribunal de Contas potiguar também está acompanhando as investigações.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tcm-ve-sinais-de-fraude-em-contratos-de-upas-4516051#ixzz1rLgZReD3

quarta-feira, 28 de março de 2012

PROPINA NO RIO III - TCM fará devassa em contratos de prefeitura

Tribunal vai cruzar dados sobre sócios de companhias que participaram de licitações

Luiz Ernesto Magalhães


Ao lado de Rufolo Vilar, Renata Cavas resume em uma frase o esquema de propina nas licitações
Reprodução TV Globo


RIO - O Tribunal de Contas do Município (TCM) fará uma devassa nos contratos em andamento da prefeitura do Rio com os grupos Locanty, Rufolo, Toesa e Bella Vista. A investigação vai cruzar dados cadastrais para tentar identificar se, entre os participantes das concorrências vencidas pelos grupos, haveria empresas com sócios em comum. Na reportagem do "Fantástico", representantes das empresas explicaram que, para assegurar a vitória nas licitações, havia uma combinação prévia entre os participantes sobre os preços dos serviços.

— A investigação será ampla. Além do cruzamento de informações sobre as empresas, os técnicos do TCM irão até os locais, verificar se todos os serviços contratados pela prefeitura estão sendo plenamente fornecidos, seja em pessoal ou material — disse o presidente do TCM, Thiers Montebello.


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Nas visitas, os auditores vão verificar também se as empresas sonegam ou recolhem impostos pelos serviços. O pedido para a investigação partiu dos vereadores Paulo Pinheiro e Eliomar Coelho, ambos do PSOL. Na segunda-feira, os conselheiros vão discutir em plenário os detalhes de como será feita a investigação. Se irregularidades forem identificadas, o conselheiro que for relatar o processo decidirá caso a caso como resolver a questão:

— Se houver indícios de favorecimento a empresas ou de formação de cartel, vamos enviar o relatório para o Ministério Público estadual, por exemplo — disse o presidente do TCM.

Como O GLOBO revelou, a Locanty estendeu sua influência por outras companhias que mantêm contratos com o setor público. Na Polícia Federal do Rio, por exemplo, a Mello Camargo e Araújo, após ganhar uma licitação, adotou o nome de Locanty Segurança e Vigilância, apesar de não integrar oficialmente o grupo.

Thiers acrescentou que todos os editais que envolvem grandes cifras da prefeitura são previamente analisados, para evitar restrições à concorrência. Mas, nas compras de menor valor, nem sempre a análise prévia é possível.

Ministério Público diz que contratação foi correta
Na terça-feira, o procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, disse que a contratação da empresa SCMM, que tem os mesmos sócios da Locanty Com, aconteceu dentro da lei. A empresa, segundo ele, venceu a concorrência, oferecendo o melhor preço. Além disso, ao ser contratada, a SCMM não tinha ainda como sócios João e Pedro Ernesto Barreto, que só assumiram mais tarde o controle da firma.

— Mesmo assim, já realizamos uma auditoria nos contratos. Dois deles já foram encerrados e tiveram a aprovação até do Tribunal de Contas do Estado. Os outros dois, numa primeira análise, estão dentro da lei, sem nenhuma irregularidade constatada. Eles ofereceram os melhores preços e atenderam a todos os requisitos exigidos. Se houve algum problema na contratação do grupo por terceiros, isso não aconteceu aqui no MP. Mesmo assim, estou aprofundando as investigações e, dentro de algumas semanas, teremos um quadro mais nítido.

A SCMM, conforme O GLOBO revelou na terça-feira, teve dois contratos (já encerrados) e tem dois em andamento com o MP, para fornecimento de mão de obra a várias unidades do órgão.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tcm-fara-devassa-em-contratos-de-prefeitura-com-empresas-denunciadas-4431182#ixzz1qPZ9uLGo

sábado, 18 de fevereiro de 2012

PREFEITURA DO RIO - Eduardo Paes arruma trabalho para o Ex-Ministro do Trabalho

Ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi ganha cargo na Prefeitura do Rio
Pededista foi nomeado assessor especial da administração municipal

iG Rio de Janeiro

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Foto: AE Ampliar
Carlos Lupi deixou o Ministério do Trabalho em dezembro

O ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi (PDT) foi nomeado nesta sexta-feira (17) como assessor especial da Prefeitura do Rio de Janeiro, de acordo com publicação do Diário Oficial do Município.
 
Lupi deixou a pasta do Trabalho do governo Dilma Rousseff em dezembro.

A situação dele começou a ficar delicada a partir de outubro quando surgiram denúncias de irregularidades.

No dia 26 daquele mês, o iG revelou que o esquema de desvio de recursos do Ministério do Esporte para Organizações Não-Governamentais também operou na pasta do Trabalho. Reportagem do portal trouxe o depoimento de um empresário que disse ter emitido notas "fiscais frias" para ONGs ligadas ao PDT.

Em seguida, a revista Veja publicou reportagem mostrando um suposto esquema de arrecadação de propina envolvendo funcionários da pasta. Na semana seguinte, uma denúncia agravou ainda mais a situação de Lupi. A mesma revista revelou que ele usou um avião cedido por uma ONG para realizar uma viagem a municípios do Maranhão.

Em princípio, Lupi negou ter usado "aviões particulares" durante audiência na Câmara dos Deputados. Ele chegou a divulgar uma nota na página do Ministério do Trabalho desmentindo a informação sobre a marca do avião, um King-Air de cor azual e branca. Dias depois, no entanto, o site Grajaú de Fato publicou uma série de fotografias em que Lupi e outros militantes do PDT apareciam no avião citado.

Na época, o pededista também negou que conhecia o presidente da ONG Pró-Cerrado, Adair Meira. Ele foi o responsável por providenciar o avião King-Air para Lupi e outros militantes do PDT voarem. Ex-secretário de Políticas para o Emprego, Ezequiel de Sousa Nascimento confirmou a versão de Meira. Depois, o próprio dirigente da ONG desmentiu Lupi e disse que o então ministro o conhecia.
Fonte IG

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

CAOS NO RIO - Interdição da 1o.de Março fez com que Trânsito, Trens e metrô, ontem, entrassem em pane. Prefeito

Paes admite caos e promete rever esquema de trânsito
Prefeito fez uma avaliação negativa do primeiro dia útil da interdição na Primeiro de Março
Isabela Bastos
Ludmilla de Lima
Rafaela Santos
Fernanda Baldioti

Extra


Trânsito caótico: motoqueiros preferem caminhar, no Elevado da Perimetral, tentando escapar do engarrafamento no Centro
Marcos Tristão / O Globo
RIO - Depois de três dias de feriadão, a segunda-feira foi um triste choque de realidade para o carioca, que enfrentou o caos na chegada ao trabalho. A interdição pela prefeitura de parte da Rua Primeiro de Março, para as obras do Porto Maravilha, deu um nó no trânsito, com reflexos no Aterro do Flamengo, na Ponte Rio-Niterói e no Elevado da Perimetral. O prefeito Eduardo Paes fez uma avaliação negativa do primeiro dia útil da interdição — que começou no sábado — e prometeu reforço no esquema especial para orientar motoristas. Segundo ele, a prefeitura esperava transtornos, mas não com essa magnitude.

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— Essa interdição não era mais complicada do que as outras que já fizemos. Nesse caso não se aplica a história de quebrar os ovos para fazer um omelete. O problema foi de operação mesmo — disse Paes.

Com a pista do viaduto (sentido Zona Sul) praticamente parada durante toda a manhã, a impaciência tomou conta de passageiros de ônibus, que abandonaram os coletivos e seguiram a pé sob sol forte. Ruas da Lapa e arredores ficaram lotadas de carros, e motoristas tentaram fugir dos congestionamentos por Santa Teresa. Como se não bastasse, quem tentou chegar ao Centro de metrô ou de trem enfrentou interrupções e panes nesses serviços.

Operação começará de madrugada
Para tentar amenizar os congestionamentos, a CET-Rio aumentou, ainda na tarde de segunda-feira, de 30 para 40 o número de operadores de trânsito no local da interdição. Além disso, agentes farão plantão, a partir da madrugada desta terça, para evitar que carros e caminhões estacionem em áreas proibidas. Na segunda-feira, segundo a presidente da CET-Rio, Claudia Secin, uma carreta e duas caçambas deixadas na rua atrapalharam a fluidez do tráfego. Ela atribuiu o caos ainda à falta de informação dos motoristas e à volta do feriadão:

— Muita gente voltou do feriado hoje (segunda-feira) e vimos motoristas confusos, parando para pedir informações. Isso ajudou a formar uma onda de choque que, ao chegar ao Trevo dos Estudantes (na Avenida Beira-Mar), travou o trânsito de quem vinha da Perimetral para o Centro e a Zona Sul. Acreditamos que, com os ajustes na operação e os motoristas se habituando às mudanças, a situação vá melhorar ao longo da semana.

Por volta das 9h, o engarrafamento na Ponte (sentido Rio) começava antes da grande curva e prosseguia pelos elevados do Gasômetro e da Perimetral e pela rampa de descida para a Zona Portuária. Os engarrafamentos mobilizaram internautas nas redes sociais, e a Perimetral acabou figurando em quarto lugar entre os dez assuntos mais citados no Twitter no Rio. Na Perimetral, passageiros desceram do elevado pelo acesso próximo à Candelária, numa romaria sob sol escaldante. O vendedor Celso Freitas suava a camisa para chegar ao trabalho, na Avenida Rio Branco. Morador de São Gonçalo, de onde saiu às 8h30m, ele lamentou não ter usado as barcas para chegar ao Rio, apesar dos recorrentes problemas no sistema aquaviário. Às 11h, ele ainda estava na Perimetral.

— Essas obras estão dando um nó na cidade. E ainda vou chegar suado ao trabalho — disse o vendedor, na Candelária, depois de meia hora de caminhada.

Até quem estava na contramão do rush matinal, precisando sair do Centro em direção à Zona Norte ou a Niterói precisou ter paciência. Como 27 linhas de ônibus municipais e intermunicipais tiveram sua rota modificada pelas interdições, e os ônibus ficaram presos no engarrafamento, a viagem se tornou mais longa. Muitos motoristas reclamaram ainda terem sido surpreendidos.

— O trânsito está todo parado desde o Aterro. Eu tinha que passar pela Rua Dom Gerardo. Mas o caminho foi fechado. Vou ter que perguntar o que fazer a algum guarda — comentou a motorista Carla Dondeo.

Os transtornos foram sentidos também no Aeroporto Santos Dumont, onde passageiros enfrentaram uma longa fila para pegar táxis. Com os veículos presos nos engarrafamentos, a oferta era escassa.

A interdição na Primeiro de Março é a terceira grande modificação no trânsito do Centro e da Zona Portuária desde outubro. Ela chegou a ser anunciada para novembro pela prefeitura, mas foi adiada para janeiro para coincidir com as férias escolares. O fechamento de parte da rua visa a permitir a perfuração de um túnel sob o Morro de São Bento, que fará parte da Avenida Binário. Quando for reaberta em dezembro, a Primeiro de Março passará a funcionar como rampa de acesso ao novo túnel e à nova avenida.

No metrô, passageiros também enfrentaram transtornos ontem de manhã, devido a duas panes no sistema. As estações General Osório, Cantagalo, Siqueira Campos e Cardeal Arcoverde ficaram fechadas por meia hora. Segundo a concessionária Metrô Rio, a paralisação foi necessária por questões de segurança, após uma falha na sinalização automática. A interrupção causou reflexos nos demais trechos, e os trens ficaram parados na linha por 20 minutos. Mais cedo, por volta de 8h40m, os usuários já tinham enfrentado problemas no metrô. Uma falha no fechamento de uma das portas de uma composição que ia para a Pavuna fez com que passageiros tivessem que desembarcar na estação Glória.

O advogado Luís Pacheco, que trabalha na Cinelândia, chegou mais de trinta minutos atrasado ao escritório. O trem ficou parado cerca de trinta minutos entre as estações Carioca e Uruguaiana, no Centro.

— A única coisa que informaram aos passageiros foi que o metrô estava parado, aguardando liberação — contou Pacheco.


No metrô, suplício até a Cinelândia

Já o analista de sistemas Daniel Serrano pegou o metrô às 8h, na Pavuna, e só conseguiu chegar à Cinelândia às 11h30, ou seja, três horas e meia depois. Segundo ele, a viagem, em condições normais, levaria cerca de 40 minutos. Serrano conta que o metrô parou várias vezes no trajeto, sem que os passageiros soubessem o que estava ocorrendo.

— Peguei um metrô sem ar-condicionado e tive que descer duas vezes, no Maracanã e em Del Castilho, para tomar ar e, assim, tentar continuar a viagem — disse o analista.

A concessionária Metrô Rio disse que às 11h50m todos os problemas tinham sido resolvidos e os intervalos, normalizados. A Agência Reguladora de Transportes (Agetransp), que fiscaliza o metrô, informou que instaurou processos e enviou fiscais para apurar os motivos dos incidentes.

Na SuperVia, a manhã também foi marcada por transtornos. Durante uma vistoria numa composição do ramal de Santa Cruz, os passageiros tiveram que trocar de trem por duas vezes. Segundo a concessionária, a fiscalização é rotineira, para que sejam feitos ajustes técnicos e mecânicos. A empresa informou ainda que o trem não precisou ser retirado de circulação e logo voltou a operar.

Ainda de acordo com a concessionária, os passageiros foram retirados para que não ficassem esperando o fim da manutenção. A SuperVia informou também que os usuários, quando são obrigados a trocar de trem, aguardam na mesma plataforma a composição substituta. A vistoria não teria provocado atrasos significativos no ramal.



Fonte O GLobo http://oglobo.globo.com/transito/paes-admite-caos-promete-rever-esquema-de-transito-3747030#ixzz1kMbTXGcB

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

DENGUE NO RIO - 1.287 casos de dengue nas duas primeiras semanas do ano

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O estado do Rio de Janeiro registriu 1.287 casos de dengue nas duas primeiras semanas do ano. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informou hoje (17) que nas duas primeiras semanas foram notificados 856 casos de dengue em 91 municípios. Nesse período nenhuma morte foi registrada no estado.

Os dados não se referem à cidade do Rio de Janeiro que divulga no mesmo dia, separadamente, os números sobre os casos de dengue na cidade. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, nas duas primeiras semanas deste ano foram notificados 431 casos da doença, sendo a maioria na zona norte da cidade. Desde o mês de agosto do ano passado não foi registrado nenhum caso de morte por dengue no município do Rio.
  
Fonte Correio do Brasil http://t.co/9fScfzLn

domingo, 18 de dezembro de 2011

#COPA2014 - Cariocas convivem cada vez mais com engarrafamentos no trânsito. Velocidade média é como se o carioca andasse à cavalo

Motoristas levam o triplo do tempo para percorrer os principais corredores viários
Laura Antunes
Selma Schmidt

RIO - O Rio está cada vez mais perto de São Paulo. Ultimamente, não há mais dia, hora ou local certos. E, muitas vezes, nem um motivo óbvio, como um acidente, um temporal ou uma obra emergencial. Sem mais nem menos, o motorista carioca se vê retido num grande congestionamento. E números confirmam a marcha lenta no dia a dia: a velocidade média hoje no trânsito do Rio, levando-se em conta todos os horários, caiu para 20km/h no caso de carros particulares e 17km/h para ônibus, segundo a Secretaria estadual de Transportes. Isso quer dizer que hoje, para percorrer de carro, por exemplo, os 187km dos nove principais corredores viários da cidade, os motoristas demoram nove horas e 37 minutos — o triplo do tempo que poderiam gastar se dirigissem à velocidade de 53km/h, indicada pelo Google Maps (sem engarrafamentos). Há cinco anos, essas velocidades médias eram de 22km (carros) e 19km/h (ônibus), segundo dados oficiais.
E a previsão é de mais engarrafamentos se projetos viários anunciados pelo poder público não encontrarem sinal verde: em dez anos, a velocidade média dos carros pode cair para 16km/h e a dos ônibus, para 15km/h — praticamente o equivalente a um homem andando a cavalo. Os dados preocupantes saem das anotações do secretário estadual de Transportes, J.L., que, inclusive, acabou "vítima" do tema da reportagem, na última quinta-feira: ele chegou 45 minutos atrasado para a entrevista porque ficou preso num congestionamento no trajeto entre Botafogo e o Centro.

A bem da verdade, o Rio ainda não tem, como São Paulo, mecanismos para medir a extensão diária de seus congestionamentos. A grande fonte de dados das autoridades ainda é o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) da Região Metropolitana, elaborado em 2003, que projeta engarrafamentos de 130km de extensão em 2013. Mas, para muitos motoristas, esse dia já chegou. O ator Marcelo Brou, no ar com a novela "Fina estampa", da TV Globo, sofre sempre que se desloca de casa, em Copacabana, para gravar no Projac, em Jacarepaguá. Se num passado recente demorava 45 minutos, hoje ele leva até duas horas e meia.

— Quando gravo às 9h, saio de casa antes das 7h. Como não dá para tomar café, levo um "kit engarrafamento" no carro, com frutas, barra de cereais, água e iogurte — conta Brou, que ainda carrega livro, tablet e TV portátil para se distrair quando o trânsito para totalmente.

Mas o que está acontecendo agora, perguntam-se os cariocas, já que há Natal todo ano e, com isso, grande movimento de consumidores motorizados nas ruas? Para o diretor de Operações da CET-Rio, Joaquim Dinis, parte da resposta está no aumento do número de obras — como na Zona Portuária, no Recreio e no Largo do Campinho. Sem falar nos tapumes da CEG que "enfeitam" as pistas bairros afora. Outro complicador é o crescimento da frota carioca, que passou de 1,68 milhão (2001) para 2,47 milhões este ano — 49% a mais. Dentro desse total, vale ressaltar que o número de carros particulares subiu 35% (de 1,4 milhão para 1,9 milhão) e o de motos, 171% (de 83 mil para 226 mil):

— Uma hipótese é que o aumento da frota de motos implica também maior risco de acidentes com esses veículos, que sempre têm vítimas, aumentando o tempo de liberação das vias — analisa Dinis.

O aumento da frota se reflete, claro, no aumento do volume de tráfego em trechos de oito das dez vias de maior movimento. Apenas na Avenida Brasil, na altura da Fiocruz, 190 mil veículos circulavam, em média, por dia em 2010. Agora, o fluxo chega a 214 mil, um aumento de 13%, segundo a CET-Rio. A Avenida Presidente Vargas, na altura do prédio dos Correios, é a segunda com maior número de veículos: passou de 189 mil para 197 mil por dia (4,8%). Na Avenida Ayrton Senna, na altura do Shopping Via Parque, terceira colocada, o fluxo de veículos cresceu 3,9%. Ainda segundo a CET-Rio, na contramão estão o Túnel Zuzu Angel e a Linha Amarela, na altura do Túnel da Covanca, onde o volume de tráfego estranhamente diminuiu — nem a CET-Rio sabe por quê. Nas dez vias pesquisadas, o crescimento da frota em circulação foi de 1,73% em um ano.

Os nove principais corredores de tráfego são a Ponte Rio-Niterói até Laranjeiras (via Santa Bárbara); Avenida Ataulfo de Paiva (Leblon) até a Rua Lauro Sodré (Botafogo); Avenida Ayrton Senna (Barra) até o fim da Linha Amarela; Avenida Radial Oeste até a Candelária (via Avenida Presidente Vargas); Aterro do Flamengo até a Avenida Prefeito Mendes de Morais (São Conrado, via orla); Autoestrada Lagoa-Barra até o Recreio dos Bandeirantes (via Avenida das Américas); Elevado Paulo de Frontin (Rio Comprido) até Avenida Borges de Medeiros (via Túnel Rebouças); Avenida Brasil (do Caju a Santa Cruz); e Linha Vermelha (até o entroncamento com a BR-040). Para percorrer todos esses trajetos, o carioca levaria três horas e 48 minutos, se não precisasse pisar tanto no freio e trafegar à velocidade média de 20km/h

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/cariocas-convivem-cada-vez-mais-com-engarrafamentos-no-transito-3471657#ixzz1gsef7C87




    

terça-feira, 29 de novembro de 2011

SAÚDE NO RIO - Diretor do Hospital Souza Aguiar deixa cargo após denúncia . Então foi verdade !!! Prefeitura havia desmentido

Pane em aparelho de oxigênio teria causado morte
O Globo
RIO - Quatro dias após a denúncia de que um problema no sistema de abastecimento de oxigênio do Hospital Souza municipal Aguiar teria ocasionado a morte de um paciente, o diretor da unidade, Josué Kardec, deixa o cargo. A Secretaria municipal de Saúde, por meio de nota, anunciou a saída, mas não tratou o fato como uma exoneração.

Kardec, de acordo com a nota, "foi convidado pelo subsecretário de Atenção Hospitalar a contribuir com seu trabalho de gestão no Nível Central da Secretaria de Saúde e Defesa Civil." O texto informa ainda que o convite já teria sido feito "há cerca de 15 dias e representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido por Kardec nos últimos quatro anos à frente de um dos maiores hospitais do país." Ele passará a trabalhar na sede da própria secretaria, mas continua na direção do hospital até conclusão da transição.

Defeito no equipamento teria durado seis horas
O comunicado não faz qualquer referência ao episódio ocorrido na última quinta-feira, quando o sistema de abastecimento de oxigênio do hospital sofreu queda de pressão. A direção alegou que a pane teria sido causada por um problema na válvula que controla o equipamento.

O defeito, porém, segundo denúncia do presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, teria afetado pacientes que precisam de respirador, como um rapaz, de 29 anos, internado no Centro de Tratamento Intensivo. Ele teria sofrido uma diminuição drástica na quantidade de oxigênio que recebia e morreu uma hora e 20 minutos depois. Internado desde o dia 16, com traumatismos craniano e abdominal, causados por queda de um vagão de trem, o paciente estava em estado grave.

— Não somos Deus para saber se ele iria sobreviver ou não aos traumatismos, mas com certeza a falta de oxigênio levou ao óbito — disse Darze, na sexta-feira.

O problema no sistema de oxigênio teria começado por volta de meia-noite de quinta-feira e só normalizado seis horas depois, levando ao fechamento da emergência. Funcionários do setor contaram que os respiradores começaram a tocar alarme. A distribuição teria sido desigual, prejudicando mais a UTI adulta e pediátrica. Ainda, segundo funcionários, não havia qualquer esquema para emergências.

Na sexta-feira, a Secretaria municipal de Saúde emitiu nota na qual informava que "o sistema de emergência, alimentado por cilindros independentes, fora ativado imediatamente." A direção do hospital, nesse mesmo dia, afirmou desconhecer qualquer óbito ocorrido na unidade relacionado à pane.

Na nota emitida ontem, a secretaria informou que a nova direção do hospital "já foi definida e será apresentada tão logo seja concluída a transição, a ser feita sem nenhum prejuízo ao atendimento oferecido no hospital".

fonte o globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/diretor-do-hospital-souza-aguiar-deixa-cargo-apos-denuncia-3344414#ixzz1f5Qncemh
 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

FARRA COM O DINHEIRO PUBLICO - Prefeito @EduardoPaes_ gastará R$ 944,60 na compra de Chinelos

Só no chinelinho 
Da série gastos curiosos do poder público: a edição desta segunda-feira do Diário Oficial da prefeitura revela que a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp) vai gastar R$ 944,60 na compra de chinelos. O valor individual de cada par de calçado não foi informado. A assessoria da Cdurp explicou que a despesa faz parte do material a ser adquirido para reuniões entre os funcionários que serão realizadas em dezembro para fazer o planejamento estratégico da empresa. Não foi explicado para que afinal serviriam os chinelos. Mas, de qualquer forma, apenas para constar o pedido partiu da equipe de treinamento.

A encomenda dos chinelos foi feita à microempresa em nome de Márcia Mingarini Vitale Giuzio. Segundo o site da empresa, Márcia é uma desenhista industrial e empresária formada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. "Nosso forte são sandálias personalizadas, mas trabalhamos também com uma grande variedade de produtos e ideias de ações de marketing e elaboração de personalização de brindes, lembranças e produtos que divulguem, marquem e transmitam os sentimentos que o cliente esta querendo passar'', informa o site

 Fonte O Globo http://t.co/aLFkbdls

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

GANGUE DO BILHETE NO RIO - Integração metrô-ônibus alimenta fraude milionária (Entenda o Golpe)

Rodoviários atravessam os bilhetes a vendedores que revendem as passagens a usuários do metrô por até R$ 2,80
POR MAHOMED SAIGG
Rio - Vendido por R$ 4 nas roleta dos ônibus municipais do Rio, o bilhete ‘MetrÔnibus Expresso’, que garante integração entre coletivos e metrô, alimenta esquema milionário de fraude. Um milhão de tíquetes são emitidos por mês, e todos estão vulneráveis. Milhares são negociados no mercado paralelo, provocando prejuízos ao metrô e às empresas de ônibus.



Nas entradas das principais estações de metrô, membros de quadrilha especializada em vender os bilhetes oferecem tíquetes, que custam R$ 4, por preço menor. Com uma câmera escondida, O DIA acompanhou, por duas semanas, o trabalho da gangue nas estações Saens Peña, São Francisco Xavier, Largo do Machado, Botafogo, Del Castilho e Estácio.
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
No Largo do Machado, vendedor repassa bilhetes a R$ 3 a usuários que gastariam R$ 3,10 no metrô | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Guardas municipais e seguranças do metrô não intimidam. “Pegamos tíquetes que dão direito a viagem de metrô com o pessoal dos ônibus. Eles conseguem nos passar por R$ 2, porque, quando um passageiro paga passagem comum, de R$ 2,50, colocam mais R$ 1,50 do bolso para completar os R$ 4 do bilhete Expresso. Assim, ganham R$ 0,50 por passagem”, contou um vendedor.

Movimento dita o preço

Nas bilheterias do metrô, a viagem custa R$ 3,10. Na entrada das estações, as passagens com bilhetes desviados são oferecidas a valores de R$ 2,80 a R$ 3. “O preço depende do movimento. Na Saens Peña, onde o movimento é grande, cobramos R$ 3. Na São Francisco Xavier, passamos por R$ 2,80”, explicou outro membro da quadrilha.
Arte: O Dia
Arte: O Dia
Grupo oferece até garantia
Sua satisfação ou o dinheiro de volta. O grupo tem até estratégia de ‘marketing’ para convencer os passageiros mais desconfiados com a facilidade da passagem mais barata. Há os que ofereçam ‘garantia’.

“Garantimos a troca do tíquete ou a devolução do dinheiro se ele não passar na roleta. Quando percebemos que um passageiro está desconfiado, com medo de estarmos vendendo tíquetes falsos, acompanhamos ele até a roleta para mostrar que nosso negócio é 100% seguro”, contou uma vendedora que atua em um dos acessos da Estação Saens Peña.

Outra particularidade da quadrilha é a promoção de uma espécie de rodízio de vendedores nas estações. “É para despistar os policiais militares”, explicou um deles.

Funcionários fazem renda extra vendendo tíquetes à quadrilha
A rentabilidade deste comércio ilegal de bilhetes de integração Expresso atrai cada vez mais rodoviários. “Todo mundo quer ganhar um dinheirinho a mais. E, neste caso, ninguém acha que está cometendo um crime, pois completamos os R$ 4 que são o valor da integração”, argumentou um rodoviário que preferiu não se identificar.

“Os empresários ficam furiosos porque, às vezes, acontece de um ônibus voltar para a garagem no fim do dia como se só tivesse levado passageiro de integração. Isso é um prejuízo enorme pra eles”, ressaltou.

A Fetranspor informa que faz verificações rotineiras sobre possíveis fraudes para coibir más práticas e confia na ação das autoridades policiais. Caso se confirme o envolvimento de funcionários, haverá punições, de acordo com a lei.

Bilhete de papel dificulta rastrear e calcular perdas

O bilhete da integração é feito de papel, dificultando o rastreamento pelas empresas de ônibus e pelo Metrô Rio. “Todo mês recebemos cerca de um milhão de bilhetes de integração Expresso. Vamos iniciar uma investigação para tentar frear esse derrame de tíquetes negociados de maneira irregular”, anunciou o diretor de Relações Institucionais do Metrô, Joubert Flores.

Preocupados, os empresários desconhecem a dimensão do impacto financeiro que a fraude representa. Pelas viagens feitas com o bilhete Integração Expresso, cujo valor é R$ 4, tanto ônibus quanto o metrô recebem R$ 2 cada.

PREJUÍZO
Com a fraude, as empresas de ônibus perdem R$0,50 por passagem. Já o MetrôRio deixa de receber R$ 1,10 a cada integração, já que a tarifa comum do metrô custa R$ 3,10

   

sábado, 19 de novembro de 2011

NEGLIGÊNCIA - @MP_RJ denuncia 10 por explosão no Filé Carioca

Pena para dono e gerente de restaurante, síndico de prédio, fornecedores de gás e fiscais pode chegar a 20 anos
Por Sérgio Ramalho e Isabela Bastos
 


Um mês após a explosão do Restaurante Filé Carioca - Ana Branco / Agência O Globo

RIO - A explosão do restaurante Filé Carioca, na Praça Tiradentes, levou o Ministério Público estadual a denunciar na sexta-feira dez pessoas — entre elas o dono do estabelecimento, representantes da fornecedora de gás, o síndico do Edifício Riqueza e cinco fiscais da prefeitura —, acusadas de responsabilidade no acidente. Se elas foram condenadas, a pena pode chegar a 20 anos de prisão. Na explosão, em 13 de outubro, quatro pessoas morreram e 17 ficaram feridas.

A denúncia, assinada pelas promotoras Christiane Monnerat e Cláudia Condack, cita o dono do restaurante, Carlos Rogério do Amaral; seu irmão e gerente, Jorge Henrique do Amaral; o síndico do edifício Riqueza, onde funcionava o Filé Carioca, José Carlos do Nascimento Nogueira; o técnico Ubiraci Conceição da Silva e o representante legal da firma SHV Gás Brasil, Mauro Roberto Lessa de Azevedo; e cinco fiscais da prefeitura, que trabalham na concessão de alvarás de funcionamento.

Polícia: dono sabia que uso de gás era proibido
Segundo Christiane Monnerat, todos foram denunciados por expor a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio mediante explosão. O artigos 251 e 258 do Código Penal preveem pena de um a quatro anos de prisão e multa. Mas a pena pode ser aumentada em até 50% se o crime resulta em lesão corporal de natureza grave, ou ainda ser aplicada em dobro se ocorre morte:
— Os denunciados terão, por isso, as penas multiplicadas por quatro mortes e 17 lesões corporais — disse Christiane.

De acordo com a denúncia, os acusados agiram de forma consciente e voluntária, adotando "condutas de inegável relevância para a cadeia causal, que culminou com a explosão". A denúncia se baseou no relatório de indiciamento feito pelo delegado Antônio Bonfim, da 5 DP (Gomes Freire). O texto diz que o dono do Filé Carioca sabia que não era permitido o uso de gás naquele ponto da Praça Tiradentes, mas "autorizou e articulou com a firma SHV a instalação de seis cilindros em local inadequado e inseguro, expondo conscientemente a perigo de explosão ou envenenamento, situação que sabidamente levaria à morte de funcionários, fregueses e passantes".

O gerente Jorge Henrique é acusado de fazer manobras num exaustor, instalado "de maneira a dissipar o cheiro do gás que saía dos cilindros e dissimular sua existência". O exaustor, segundo a denúncia, tinha uma tubulação que lançava o gás em direção à rua. Durante as manobras, os funcionários eram impedidos de entrar no porão.

O técnico Ubiraci Conceição é acusado de fazer as trocas dos cilindros de gás sem efetuar testes seguros de vazamento. Já o representante Mauro Roberto foi denunciado por permitir a realização de um serviço, classificado como ilegal, de colocação dos cilindros no porão do restaurante. No relatório, o delegado Bonfim revela que eventuais vazamentos eram checados com espuma de sabão ou mesmo cheirando-se os bujões.

Já o síndico José Carlos Nogueira é acusado de ter se omitido do dever de notificar o restaurante e informar as autoridades "sobre a alarmante situação que culminou com a explosão". O texto ressalta que José Carlos tinha pleno conhecimento da proibição de uso de gás no edifício, tanto que salientava a regra nas atas de reunião do condomínio: "É inquestionável e relevante a omissão do síndico", conclui a denúncia.

Acusação a fiscais inclui omissão
Os cinco fiscais da prefeitura denunciados trabalhavam na vistoria e concessão de alvarás para estabelecimentos comerciais. Leonardo de Macedo Caldas Mendonça é acusado de dar autorização provisória para o Filé Carioca em 2008 e de despachar o processo em 2011, quando não estava mais lotado na inspetoria do Centro. Alexandre Thomé da Silva e Jorge Gustavo Friedenberg de Brito são acusados de prorrogar o alvará a despeito das pendências com o Corpo de Bombeiros.
Maria Augusta Alves Giordano e Regina Araújo Lauria são acusadas de omissão. A primeira por não ter feito relatório fiscal da situação do restaurante e a segunda por ter "dado por esquecido processo de denúncias de irregularidades", alegando acúmulo de serviço
Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mp-denuncia-10-por-explosao-no-file-carioca-3274724#ixzz1e9739H9T 

domingo, 13 de novembro de 2011

SAÚDE NO RIO - Posto de Saúde da Família de Sepetiba não tem médico e limita atendimento de pacientes em outras unidades


    

Por Thamyres Dias

Jussara dos Santos Figueiredo, de 57 anos, mora na Rua Nunes Machado, em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio. Mais do que um endereço, a informação acima é uma condenação: Jussara e todos os moradores da região atendida pelo Posto de Saúde da Família (PSF) Alagados — desde setembro, sem equipe médica, apenas de enfermagem — não podem se consultar com médicos em outras unidades públicas do bairro.

De acordo com a Estratégia de Saúde da Família, adotada pela Secretaria municipal de Saúde, os moradores cadastrados ali não podem ser atendidos na segunda Clínica da Família do bairro (CF Valéria Gomes Esteves), que só está autorizada a receber quem mora do outro lado de Sepetiba. A divisão serve para organizar o atendimento — cada equipe de cada uma das unidades fica responsável por cerca de 4.500 pessoas — mas, quando faltam médicos, os moradores ficam sem ter a quem recorrer.

Há ainda o Posto de Saúde Waldemar Berardinelli, que também não atende quem está sob os “cuidados” do PSF Alagados. A ironia, nesse caso, é ainda maior: as duas unidades funcionam no mesmo prédio.

— Nós moramos em Sepetiba, mas parece que estamos isolados em uma ilha. Vejo meu neto e meu bisneto doentes e não consigo pediatra. Enquanto isso, vou cuidando com chazinho, à moda da roça — desabafou Jussara.

Na quinta-feira, o EXTRA acompanhou a dona de casa em uma visita ao PSF Alagados. Jussara buscava atendimento para o bisneto, de 4 meses, que está com uma doença de pele. O pequeno foi consultado por um enfermeiro, que o encaminhou a um pediatra.

— Mas procura em outro lugar porque aqui não tem nem previsão de vir médico — alertou o profissional.

Na recepção ao lado, do PS Waldemar Berardinelli, uma placa registrava a presença de dois pediatras.

— Desse lado tem médico, mas como eu moro na área do Alagados, disseram que não podem atender o menino. Estou desesperada — disse ela.



Sem consulta, nada de remédio
A impossibilidade de atendimento médico também prejudica quem toma remédios de uso contínuo. Sem clínicos gerais tanto no PSF Alagados quanto no Posto de Saúde Waldemar Berardinelli, os moradores não podem renovar suas receitas. Agentes de saúde estão avisando, de casa em casa, que quem já estiver com o medicamento acabando deve tentar a sorte em outros bairros.

— Quase não consigo andar e, para mim, fica impossível ir até Santa Cruz ou Campo Grande. Estou dependendo da ajuda de amigos para comprar meus remédios — reclamou a aposentada Helena Maria Damico, de 56 anos, que concluiu: — Esse lugar aqui virou um depósito de gente. Não temos acesso nem mesmo ao básico.

Questionada sobre a situação em Sepetiba, a Secretaria municipal de Saúde não informou o motivo da falta de médicos nas unidades. Em nota, a secretaria disse apenas que está em fase de contratação de pessoal, sem estabelecer prazo para a regularização do atendimento.

A secretaria informou ainda que está construindo uma UPA na região. A unidade deve ficar pronta até o final do ano.

Quanto à Clínica da Família Valéria Gomes Esteves, a nota explicou que, por fazer parte da Estratégia de Saúde da Família, a unidade continuará sem atender os moradores que não façam parte de sua área de atuação.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

BURACOS NA TIJUCA - Buraco aparece em rua na Tijuca 15 dias após passagem da Operação Asfalto Liso

O Globo, com a colaboração do leitor Carlos Molina



RIO - Para manter o asfalto liso no Rio, não basta fazer a obra, tem que fiscalizar. Quinze dias após as obras de recapeamento na Rua Haddock Lobo, na Tijuca, um reparo feito pela Cedae deixou um buraco no meio da via, como mostra o leitor Carlos Molina. A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos notificou a empresa estadual a reparar o asfalto da rua.

A Secretaria Municipal de Obras nega que o buraco fotografado pelo leitor seja fruto de falhas na pavimentação. Segundo a SMO, a crateria teria sido aberta por uma concessionária, que a Conservação revelou ser a Cedae. Após duas semanas da execução do serviço no asfalto, a fiscalização e manutenção da via torna-se uma atribuição da Seconserva, e não mais da secretaria de Obras.

RELEMBRE:Asfalto continua desnivelado na Tijuca mesmo após obras da prefeitura

OUTRO PONTO:Após asfalto liso, calombos voltam às pistas da Avenida Presidente Vargas


A fiscalização posterior ao recapeamento das ruas é uma das principais falhas da Operação Asfalto Liso, segundo Antonio Eulalio, engenheiro civil e conselheiro do Crea-RJ. Apesar disso, ele avalia positivamente o programa municipal, principalmente na elevação de bueiros e no uso de placas de concreto armado nos pontos de ônibus:

- O que vemos são problemas pontuais, que poderiam ser resolvidos com fiscalização atuante. No caso, como existe em todo o contrato uma garantia dos serviços executados por um prazo determinado, caberia à prefeitura exigir da construtora o reparo no local

Fonte O Globo  http://oglobo.globo.com/participe/mat/2011/11/03/buraco-aparece-em-rua-na-tijuca-15-dias-apos-passagem-da-operacao-asfalto-liso-925727205.asp#ixzz1cjqMEcUb


terça-feira, 25 de outubro de 2011

BUEIROS NO RIO - Rio tem 187 bueiros com alto risco de explosão, diz prefeitura

Rio tem 187 bueiros com alto risco de explosão, diz prefeitura
Prefeitura identificou 16 bueiros com risco no fim de semana.
Já foram vistoriados mais de 13 mil bueiros na cidade.
Do G1 RJ

A prefeitura do Rio identificou mais 16 bueiros com alto risco de explosão durante vistoria de 153 tampões no fim de semana. Os bueiros vistoriados ficam no Centro, Copacabana, Ipanema, Flamengo, na Zona Sul, e Tijuca, na Zona Norte. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (24). Ao todo, desde o começo da vistoria em agosto, já são 187 bueiros com alto risco de explosão.

Os bueiros com risco no fim de semana foram identificados nas ruas Uruguaiana (1), Rosário (1), São José (1), México (1), Teófilo Otoni (1), Relação (1), Visconde do Rio Branco (1), Primeiro de Março (1), Visconde de Inhaúma (1), as avenidas Graça Aranha (2) e Presidente Antonio Carlos (1), no Centro; ruas Conde de Bonfim (1), Haddock Lobo (1), São Francisco Xavier (2), na Tijuca (Zona Norte).

Em todos os casos o protocolo de emergência foi acionado, com a comunicação imediata ao Centro de Operações Rio e as concessionárias Light e CEG. Os bueiros foram isolados e sinalizados para reparo imediato pelas concessionárias.

Desde o início da operação, no dia 12 de agosto, foram vistoriados 13.597 bueiros na cidade. O monitoramento independente de risco em bueiros, que terá duração de seis meses, é uma iniciativa do acordo de cooperação entre a Prefeitura do Rio, governo do estado do Rio, Ministério Público e Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ).

Fumaça no Centro Bombeiros do Quartel Central interditaram no último dia 18 um trecho da Rua Sete de Setembro, na altura do número 98, no Centro do Rio de Janeiro. De acordo com a assessoria do Corpo de Bombeiros, eles foram acionados para conter um suposto escapamento de gás em um bueiro. Não houve vítimas.

Procuradas pelo G1, a CEG, concessionária distribuidora de gás e a Light, responsável pelo fornecimento de energia elétrica na cidade, informaram que enviaram técnicos ao local, mas não foi constatada presença de gás


Fonte g1

sábado, 15 de outubro de 2011

EXPLOSÃO NA PRAÇA TIRADENTES - Eduardo Paes quer criar norma que já existe (da onde esse cara saiu???)

Paes quer rever concessão de alvarás provisórios, embora regra já exija laudo de bombeiros para restaurantes

Publicada em 14/10/2011 às 23h38m
Carla Rocha, Isabel de Araújo e Flávia Milhorance (granderio@oglobo.com.br)
 
 

RIO - Depois da explosão no restaurante Filé Carioca, na Praça Tiradentes, que matou três pessoas e deixou 17 feridas , o prefeito Eduardo Paes disse na sexta-feira que pretende rever a legislação e criar novas regras para a emissão e renovação de alvarás provisórios. Ele também se comprometeu a apurar se houve algum desvio de conduta de servidores no caso e investigar com rigor o que provocou o acidente no estabelecimento, atribuído a um vazamento de gás GLP acondicionado de forma irregular em cilindros no subsolo da loja.

- Já determinei que se investigue se os procedimentos legais por parte da prefeitura foram cumpridos ou se aconteceu algum desvio de conduta. No caso de terem sido cumpridas as normas por parte da prefeitura e dos bombeiros, algo está errado na legislação - afirmou o prefeito, acrescentando, porém, que tudo indica que o restaurante tenha cumprido as exigências feitas pelo município.

No caso de terem sido cumpridas as normas por parte da prefeitura e dos bombeiros, algo está errado na legislação

Sobre as sucessivas prorrogações do alvará provisório - foram cinco nos últimos três anos - Paes afirmou ter constituído uma equipe especializada para analisar o problema:

- O município não olha padrões de segurança, e sim confere se todos os aspectos legais foram cumpridos. Vamos rever a legislação sim. O alvará provisório é uma tentativa de desburocratizar o processo, mas em hipótese alguma pode-se colocar em risco a vida das pessoas. Algumas áreas não podem ser desburocratizadas nunca e, por isso, cabe uma reflexão - observou, acrescentando que a fiscalização em si é atribuição do Corpo de Bombeiros. Norma já prevê vistoria de bombeiros

O Filé Carioca funcionava com um alvará provisório emitido pela prefeitura em 20 de agosto de 2008, que vinha sendo sucessivamente prorrogado. Nunca, porém, havia sido inspecionado pelo Corpo de Bombeiros, que alegou sequer ter conhecimento de sua existência. O detalhe é que todas as renovações do alvará provisório foram concedidas quando uma nova legislação já havia mudado toda a forma de tratar o assunto. Menos de um mês depois de o restaurante obter o documento, o decreto 29.881, de setembro, deixava clara a nova exigência: a análise prévia dos bombeiros, mesmo sendo alvará provisório, para atividades de fabricação, manipulação de alimentos em caso de estabelecimento com área superior a 80 metros quadrados. O Filé Carioca ocupava duas lojas, num total de 250 metros quadrados.

LEIA MAIS: Cartilha da ANP ensina como lidar com gás

VÍDEO: Vizinhos do restaurante falam do que restou após explosão

O QUE RESTOU: Trabalhadores retiram seus pertences do Edifício Riqueza

IMPRESSIONANTE: Antes, durante e depois da explosão

A Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) explicou que o alvará provisório foi prorrogado com base no pedido original, quando ainda valia a lei anterior (decreto 18.989 de 2000, modificado pelo decreto 19.222 do mesmo ano), que não exigia a vistoria dos bombeiros. Sobre o número de prorrogações, a Seop justificou que a lei é omissa em relação à quantidade de vezes que o alvará provisório pode ser renovado. Ela estabelece prazo de 180 dias, prorrogáveis por igual período. Caso seja necessário esticá-lo ainda mais, a Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização (CLF) deve ser consultada. No entanto, três das cinco prorrogações foram dadas pela Inspetoria Regional de Licenciamento e Fiscalização, e apenas duas delas pela CLF. Para a Seop, trata-se da mesma coisa, já que as inspetorias são subordinadas à coordenadoria.
 

A elasticidade dada ao alvará provisório foi criticada pelo promotor de Justiça Rodrigo Terra, diretor-regional da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor.

- O nome já diz: é alvará provisório. Ele tem a finalidade de atender a uma situação de emergência que não poderia esperar a expedição do documento definitivo e, por isso, a sua renovação tem de ser limitada - diz Terra. - Só o alvará definitivo é que constatará se o estabelecimento reúne todas as condições para o seu funcionamento ser autorizado, a sua conformidade com as exigências legais.

Apesar de os órgãos envolvidos no caso afirmarem que a legislação é omissa sobre as prorrogações do alvará provisório, o prefeito na sexta-feira deu uma explicação de como é o procedimento: o alvará provisório é renovado automaticamente após 180 dias, por um prazo igual. Após um ano, fiscais da CLF podem estendê-lo novamente por seis meses, prorrogáveis mais duas vezes, totalizando dois anos e meio.

Perguntada sobre o total de alvarás provisórios em vigor na cidade, a Seop explicou que levaria algum tempo para obter a informação porque o levantamento teria que ser feito manualmente. Integrante da Comissão de Abastecimento, Indústria, Comércio e Agricultura da Câmara, a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) disse que já solicitou à prefeitura a relação de todos os alvarás provisórios válidos na cidade e o prazo de vigência de cada um.

- Deve haver milhares de casos iguais ao desse restaurante. Como é possível que a prefeitura ainda faça o controle manual desses alvarás com o avanço tecnológico dos últimos anos? Outra coisa: o cidadão tem o direito de saber que tipo de alvará tem o lugar que ele está frequentando, isso tem que ser transparente - disse a parlamentar.

INSTALAÇÃO CORRETA:Pesquisador fala sobre os cuidados necessários para instalação de gás

MEMÓRIA:Relembre outros casos de explosão no Centro

TESTEMUNHAS DA TRAGÉDIA: Dona de sorveteria calcula prejuízo em R$ 400 mil



FOTOGALERIA: Veja as imagens da área atingida pela explosão


Deve haver milhares de casos iguais ao desse restaurante. Como é possível que a prefeitura ainda faça o controle manual desses alvarás com o avanço tecnológico dos últimos anos?

Como não foi fiscalizado, o restaurante Filé Carioca tinha seis cilindros de GLP, cada um de 45 litros, em seu subsolo. A informação foi confirmada na sexta-feira pelo advogado do proprietário, Bruno Castro da Rocha. O Edifício Riqueza, onde estava o estabelecimento, não tem gás canalizado da CEG nem autorização para utilizar botijões, segundo o Corpo de Bombeiros. Ao contrário do Hotel Formule 1 e de uma lanchonete que ficam perto do local, que são abastecidos pela companhia.

Polícia deve ouvir proprietário neste sábado
Na sexta-feira, o síndico do condomínio, José Carlos Nogueira, esteve no prédio para buscar documentos em seu escritório de advocacia, no quarto andar. Ele afirmou que não sabia do uso de gás pelo Filé Carioca, embora o produto seja essencial para o funcionamento de qualquer restaurante.

- Foi um ato de irresponsabilidade de uma pessoa só. Todo mundo no condomínio sabia que não podia ter gás. Eu mesmo sempre ia a todas as salas fiscalizar - garantiu o síndico, afirmando que a convenção do condomínio também era clara sobre a restrição ao uso de gás.

De acordo com Nogueira, o Filé Carioca tinha uma entrada própria, por onde os botijões deviam entrar. Ele acrescentou ainda que há informações de que o gás chegava ao estabelecimento à noite, por volta das 23h.

Para tentar descobrir o que pode ter entrado em contato com o gás, provocando a explosão, a polícia vai tentar localizar as imagens do circuito interno do restaurante. O delegado da 5ª DP (Centro), Alcides Andrade, disse que todo esforço será feito para tentar localizar essas imagens:

- Vou encaminhar peritos para verificar esta hipótese de gravação. Será uma materialidade da situação, e as imagens serão acrescentadas ao material da CET-Rio.

A expectativa é que o dono do restaurante Filé Carioca, Carlos Rogério do Amaral, de 47 anos, preste depoimento neste sábado à polícia. Ele - que ficou internado até ontem de manhã no Quinta D'Or, para onde foi levado após uma crise nervosa - deverá ser responsabilizado criminalmente. Também deverá ser ouvido o irmão dele, Jorge do Amaral, que estava dentro do estabelecimento na hora da explosão e fraturou uma costela. Até a noite de sexta-feira, a polícia tinha ouvido 15 pessoas envolvidas no acidente.

   

NEGLIGÊNCIA E IRRESPONSABILIDADE - Bomba-relógio em um terço dos restaurantes do Rio

Bombeiros já flagraram em vistorias botijões em locais confinados, perto de fogões e escondidos em cômodo no subsolo. Corporação promete intensificar fiscalização
POR MAHOMED SAIGG
Rio  - Estimulados pela falta de fiscalização, pelo menos um terço dos bares, botecos e restaurantes vistoriados pelo Corpo de Bombeiros no Rio de Janeiro armazena gás de cozinha de maneira irregular. Acondicionados em locais fechados, próximo aos fogões e até mesmo escondidos no subsolo dos estabelecimentos, botijões ou cilindros de gás se transformam em bombas-relógio.

Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

Mais um botijão foi retirado nesta sexta-feira do Edifício Riqueza | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Esta alarmante realidade vem à tona um dia depois da explosão do Restaurante Filé Carioca, na Praça Tiradentes, que provocou a morte de três pessoas e feriu 17. O estabelecimento — que desde agosto de 2008 funcionava com alvará provisório da prefeitura — nunca solicitou o Certificado de Aprovação dos Bombeiros. Atualmente, o documento é exigido pela própria prefeitura para emitir as licenças de funcionamento.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, mensalmente são realizadas cerca de 500 vistorias aleatórias na capital. Quando é constatado o armazenamento perigoso de botijões, é dado prazo de 24h para mudá-los para ambiente arejado.
Se a mudança não for feita, as mangueiras de gás são lacradas. “Vamos intensificar a fiscalização para reduzir os riscos de novas tragédias”, prometeu Simões, que apresentou novo cálculo para o impacto provocado pela explosão.
“Nossos engenheiros calculam que o impacto foi equivalente à carga de 32 kg de dinamite. Se não fosse uma construção com bases profundas, certamente aquele edifício teria entrado em colapso e desabado”, destacou o coronel Sérgio Simões.
O prefeito Eduardo Paes anunciou nesta sexta-feira que as regras para concessão de alvarás para estabelecimentos comerciais será revista: “O alvará provisório é uma medida de desburocratização, mas não pode significar risco para a população”.
Facilidade para renovar licença provisória
Apesar de não ter cumprido as exigências para receber alvará de funcionamento definitivo, o dono do restaurante não tinha dificuldades para renovar a licença temporária, desde 2008. A Secretaria Especial de Ordem Pública informou que não há prazos fixos nem limites para a renovação dos alvarás provisórios.
O laudo do Corpo de Bombeiros começou a ser pedido em setembro daquele ano, mas, mesmo assim, o documento nunca foi cobrado dorestaurante no momento de renovação da licença. Por não ter efeito retroativo, o decreto de setembro de 2008 que mudou a lei isenta bares e restaurantes abertos antes daquela data de apresentarem o laudo.
Nesta sexta-feira o síndico, José Nogueira, disse que não sabia que o restaurante usava botijão apesar de o prédio não ter gás encanado: “O acidente foi fruto da irresponsabilidade de uma só pessoa”, acusou, se referindo ao comerciante.
Autoridades podem responder pelas três mortes
Servidores da Prefeitura do Rio e do Corpo de Bombeiros poderão responder pelas mortes por causa da negligência na fiscalização que resultou na explosão no restaurante Filé Carioca. Segundo o delegado titular da 5ª DP (Gomes Freire), Alcides Alves Pereira, autoridades de órgãos públicos terão que prestar esclarecimentos: “Caso haja responsabilidade de alguma autoridade, ela será indiciada pelas mortes”, destacou.
Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia
Dono do restaurante, Carlos Rogério do Amaral e o irmão dele e gerente, Jorge Luiz, podem depor neste sábado. No entanto, o advogado deles, Bruno Castro, alega que ambos não têm condições de saúde e tenta marcar outra data. Bruno admitiu que o restaurante funcionava com seis cilindros de gás de 45 quilos cada. “A prefeitura sabia que ali funcionava um restaurante, e restaurante precisa de gás. Os bombeiros jamais foram lá”, argumentou Bruno.
     

terça-feira, 27 de setembro de 2011

SAÚDE IN RIO - Dois anos após rabiscar grávida, médico é demitido

Dois anos e dois meses após instaurar sindicância para investigar o caso da grávida que teve o braço rabiscado por um médico com o número da linha de ônibus e o nome do hospital que deveria buscar atendimento, a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu demitir o responsável pelo ato: o obstetra José Roberto Tisi Ferraz.
A publicação da demissão saiu na segunda-feira no Diário Oficial. O episódio aconteceu no Hospital Miguel Couto, no Leblon. Então grávida de sete meses, Manuela Costa, 31 anos, procurou atendimento na unidade porque estava com fortes dores e sangramento.

José Roberto disse que não poderia interná-la porque não tinha vagas e rabiscou o nome do Hospital Fernando Magalhães, para onde dela deveria ir. O bebê nasceu morto.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o médico estava atualmente lotado no setor de arquivo e faturamento do Miguel Couto, exercendo função administrativa, sem contato com o público.

        
Fonte O Dia  http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5379172-EI306,00-RJ+dois+anos+apos+rabiscar+gravida+medico+e+demitido.html

sábado, 24 de setembro de 2011

Fetranspor autoriza passageiros a viajarem em pé nos ônibus de 'primeira linha', por R$ 20 #Desrespeito

Emanuel Alencar (emanuel.alencar@oglobo.com.br)

RIO - A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) informou na tarde desta sexta-feira, dia de estreia do festival Rock in Rio, que autorizou passageiros a viajarem em pé nos chamados ônibus "primeira linha". A medida, segundo a assessoria de imprensa do órgão, foi tomada para dar conta da "enorme demanda" de pessoas em deslocamento à Cidade do Rock, em Jacarepaguá.

Enquanto pela passagem normal eram cobrados R$ 35 (ida e volta), quem consegue um espaço em pé nos coletivos com ar-condicionado deve pagar R$ 20, somente na ida