Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 10 de abril de 2012

DENGUE NO RIO - Rio de Janeiro atinge 31.176 casos de dengue. Predominância é o TIPO 4. Estado já tem 7 mortes

Rio de Janeiro – Um novo boletim divulgado hoje pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio informa que já foram registrados 31.176 casos de dengue este ano na capital fluminense. Das amostras coletadas pela secretaria, o tipo 4 é o predominante no total de casos identificados, com 81,1% das notificações.

De acordo com o boletim, o 17º divulgado pela secretaria, as localidades que registraram o maior número de casos de dengue foram Madureira e bairros no entorno, na zona norte; seguidas de Campo Grande, Bangu e Realengo, na zona oeste da cidade.

Sete pessoas morreram por dengue este ano no estado, sendo seis no município do Rio e uma em Niterói, Região Metropolitana do Rio. No mesmo período do ano passado foram contabilizados 23 óbitos em consequência da doença.

Segundo a secretaria, desde a inauguração dos polos de assistência, acolhimento e vigilância da dengue, já foram feitas mais de 14 mil hidratações venosas em todos os 31 postos de atendimento, sendo 21 com funcionamento de 12 horas e outros dez funcionando 24 horas. O número de atendimentos chega a quase 90 mil.

Na próxima sexta-feira (13/4), a prefeitura do Rio promove a 11ª Caminhada de Mobilização contra a Dengue. O evento será realizado em toda a cidade, das 8 às 10h. A atividade faz parte do Movimento Carioca por uma Cidade mais Saudável, que busca incentivar a população e instituições a combaterem possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Fonte Agencia Brasil

terça-feira, 3 de abril de 2012

SAÚDE NO RJ - MPF diz que MPF diz que houve omissão das autoridades de saude e move ação para garantir tratamento contra câncer no Sul Fluminense

Hospital em Volta Redonda reteve verbas do SUS e tentou assumir de forma abusiva o serviço de quimioterapia
O Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda (RJ) ajuizou ação civil pública para garantir o funcionamento dos serviços de oncologia aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Sul Fluminense. O MPF requer liminar para o bloqueio de R$ 1,6 milhão do Hospital Jardim Amália (HINJA), valor devido à Radiclin Empreendimentos Médicos e Hospitalares pelos serviços de quimioterapia prestados entre julho e dezembro de 2011. O montante deve ser devolvido ao Fundo Municipal de Saúde (processo nº 2012.51.04.000711-0). 

A ação foi motivada pela informação de que a Radiclin suspenderia a partir de 30 de março todos os serviços de quimioterapia e hormonioterapia aos pacientes do SUS, em função da falta de repasse de verbas federais pelo HINJA, responsável pela repartição da verba pública. O hospital montou um serviço próprio de oncologia e tentou assumir de forma abusiva os serviços de quimioterapia no Sul Fluminense, sem avaliação criteriosa do SUS e retendo verbas devidas à Radiclin. O HINJA, porém, não tem capacidade financeira de arcar com os medicamentos necessários para quimioterapia e não tem condições de fornecer o serviço de radioterapia, atualmente a cargo da Radiclin.

Para o MPF, o Ministério da Saúde e as secretarias estadual e municipal de Saúde foram omissas no caso, não tomando as medidas necessárias para resolver o impasse entre a Radiclin e o HINJA e garantir a continuidade dos tratamentos oncológicos para os pacientes da região. Na ação, o procurador da República Rodrigo Lines pede que a União, o Estado do Rio de Janeiro e o município de Volta Redonda reconheçam a cessão de crédito em favor da Radiclin e passem a realizar o pagamento diretamente a ela, a fim de evitar a retenção abusiva dos recursos pelo HINJA. Os governos devem também garantir o funcionamento do complexo hospitalar formado pelo HINJA e pela Radiclin pelo prazo mínimo de 18 meses e realizar uma avaliação para definir quem será habilitado pelo SUS para prestar os serviços de assistência oncológica na região. Dessa forma, o MPF quer garantir que os pacientes não sejam prejudicados e obrigados a se deslocar para outras cidades em busca de tratamento.

O procurador pede ainda que o hospital HINJA seja condenado a pagar indenização no valor de R$ 6,4 milhões por dano coletivo e moral. 

"O MPF, diante da omissão do Município, do Estado e da União, não pode admitir que o HINJA trate pacientes já acometidos por doença grave como o câncer, debilitados física e psicologicamente, como uma mercadoria de que pode dispor a seu bel prazer, sem considerar que isso pode acarretar desnecessário sofrimento e até mesmo uma piora no quadro clínico desses pacientes" - disse o procurador.

Entenda o caso – Em 2008, o Hospital Jardim Amália (HINJA) foi habilitado como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON), através de portaria do Ministério da Saúde. Para prestar o serviço aos usuários do SUS, o HINJA e a Radiclin firmaram um contrato de prestação de serviços, estipulando que a verba referente ao tratamento dos pacientes do SUS seriam repassadas do Fundo Municipal de Saúde de Volta Redonda ao HINJA, e este, por obrigação contratual, repassaria os valores à Radiclin. 

Para que os repasses fossem feitos diretamente do Fundo Municipal de Saúde à Radiclin, um contrato de cessão de créditos foi firmado em outubro de 2009, no qual o HINJA transferiu todos os direitos creditícios referentes aos serviços prestados para a Radiclin. Porém, a cessão de crédito nunca foi cumprida pelo município de Volta Redonda.

No período de julho a dezembro de 2011, os valores devidos à Radiclin pelos serviços – cerca de R$ 1,6 milhão - não foram repassados pelo hospital HINJA, comprometendo a capacidade da clínica de arcar com os custos dos atendimentos médicos. Em dezembro de 2011, a Radiclin alegou ter sido surpreendida pela notícia de que o hospital HINJA estava montando um serviço próprio de quimioterapia para atender os pacientes do SUS, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde.

Para o procurador da República Rodrigo Lines, o hospital HINJA está de forma abusiva tentando assumir os serviços de quimioterapia no Sul Fluminense, sem sequer solicitar isso aos gestores do SUS e desconsiderando os prejuízos que a abrupta modificação pode representar para a continuidade e qualidade dos serviços de saúde para os pacientes.

Depois de várias reuniões com representantes do HINJA, da Radiclin e do governo, o MPF expediu uma recomendação para tentar resolver o impasse extrajudicialmente. Porém, o HINJA pediu mais tempo para responder, protelando a solução do caso e trazendo insegurança aos pacientes quanto à continuidade dos serviços de saúde. Buscando resolver o impasse mais rápido para garantir um tratamento de saúde gratuito e digno, o MPF entrou com a ação civil pública na 3ª Vara Federal de Volta Redonda 

segunda-feira, 26 de março de 2012

PROPINAS NO RIO - Empresas que oferecem propina cobram 561% a mais do que o mercado

Se contratos tivessem sido assinados, dariam prejuízo de R$ 3 milhões em 6 meses
Luiz Ernesto Magalhães
Natália Boere


Imagem de reportagem do Fantástico em que funcionários oferecem propina para fechar contrato com hospital
Reprodução TV Globo

RIO - Além de oferecer propinas de até 20% sobre os valores de contratos com o setor público, as empresas denunciadas pelo "Fantástico" na semana passada planejavam superfaturar os serviços que prestariam em até 561%. Técnicos do Instituto dos Auditores Internos do Brasil e da Controladoria Geral da União analisaram as planilhas de preços encaminhadas pelos representantes das empresas Locanty, Toesa, Rufolo e Bella Vista ao repórter que se passava por gestor de compras do hospital público e constataram, como mostrou outra reportagem do programa exibida neste domingo, que, se os contratos tivessem sido, de fato, assinados, representariam um prejuízo aos cofres públicos de R$ 3 milhões em apenas seis meses.


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A fraude se daria na cotação de salários da mão de obra e na cobrança de serviços por valores bem acima dos praticados pelo mercado. O valor total dos contratos negociados chegava a R$ 7,3 milhões, sendo que R$ 1,3 milhão de propina seria paga ao gestor. Com isso, as empresas ficariam com R$ 6 milhões. Especialistas dizem, no entanto, que os serviços oferecidos não custariam mais do que R$ 4,3 milhões às acusadas. Ou seja, elas lucrariam, com o superfaturamento cerca de R$ 1,7 milhão.

— Para pagar a propina é preciso ter gordura no contrato. Além disso, toda vez que há esse tipo de facilidade, quando se sabe que o contrato vai ser ganho de qualquer jeito, se bota o preço mais alto — explicou o secretário-executivo da Controladoria Geral da União, Luiz Navarro.

A diferença mais exorbitante entre os valores propostos pelas empresas e os cobrados pelo mercado veio da Locanty para a coleta de lixo por seis meses. O valor total do contrato proposto previa uma despesa de R$ 450 mil, quando o mesmo serviço poderia ser prestado por R$ 68 mil (561% a menos). O superfaturamento se deu porque a companhia cotou em R$ 67 o valor da coleta do tonel de lixo comum, enquanto outras empresas do setor cobram, pelo mesmo serviço, R$ 10. Por sua vez, o valor proposto para o tonel de lixo infectante recolhido chegava a R$ 110. No mercado, o serviço pode ser obtido por R$ 14,30.

No caso da Toesa, a empresa pediu R$ 680 mil pelo aluguel de cinco ambulâncias sendo que mais de R$ 250 mil apenas de propina. Segundo os especialistas, a proposta está 42% acima do valor de mercado.

Salários muito acima da média
Os especialistas também encontraram distorções no orçamento da Rufolo para prestação de serviços de mão de obra terceirizada. No contrato de R$ 5,1 milhões, constava o salário de R$ 3,5 mil por porteiro, enquanto na média do mercado o valor não passa de R$ 1.500. Um jardineiro sairia por R$ 4.178 enquanto o salário médio da categoria é de mil reais, segundo os consultores. Os profissionais, no entanto, não receberiam esse valor; a diferença ficaria para a empresa.

— Ninguém em sã consciência contrataria um jardineiro por esse valor — diz o presidente do Instituto dos Auditores, Renato Trisciuzzi.

O "Fantástico" também revelou suspeitas de irregularidades no socorro às vítimas da tragédia das chuvas de janeiro de 2011, que deixaram mais de 900 mortos na Região Serrana. Entre as 20 empresas chamadas para remover a lama e o entulho estava a Locanty, que recebeu, mesmo sem ter cobertura contratual, R$ 670 mil do Estado. O Ministério Público federal questiona se o serviço foi compatível com o valor pago pelo trabalho.

— Há uma irregularidade formal que considero séria. Um contrato estabelece as obrigações das partes envolvidas, pactua preços e prevê garantias. Nesse caso, não houve nada disso — disse o procurador da República em Nova Friburgo, Marcelo Medina.

Em nota, o governo do estado informou que já prestou contas ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público. E que não foi feito $contrato formal porque a prioridade era agir com rapidez diante da tragédia. Por sua vez, a Locanty negou ter se beneficiado. Sobre a oferta de propina reiterou que demitiu por justa causa os dois gerentes que apareceram na reportagem.

Empresas são alvo de 46 ações no MP
O programa revelou também que as quatro empresas são alvos de 46 inquéritos e ações civis movidas pelo Ministério Público por contratos firmados em sete cidades do Rio. Desses, 15 por suspeita de fraudes em licitações e em contratos públicos.

No programa deste domingo, o "Fantástico" apresentou mais uma denúncia, que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já decidiu investigar. Em abril de 2011, a Locanty foi contratada pela Câmara dos Vereadores de Duque de Caxias para alugar até 30 veículos oficiais por um ano. Cada carro custaria R$ 6,9 mil por mês com uma cota de 650 litros de combustível. Sem combustível, cada um sairia por R$ 5.151, enquanto em São Paulo, o Legislativo da capital paga R$ 2.331 por similar.

Alguns vereadores de Caxias ouvidos pelo "Fantástico" afirmam que jamais tiveram acesso aos carros. A informação é contestada pelo presidente da Casa, Dalmar Lírio Mazinho (sem partido). Segundo ele, o contrato foi cancelado em dezembro do ano passado, mas o TCE alega que não recebeu documento algum que confirme a informação. Mazinho garante que todos os vereadores usaram os carros.

— Os políticos querem o bônus do carro, mas não o ônus de aparecerem nessa condição — disse.

A reportagem lembrou ainda que a Toesa teve os bens bloqueados por ordem da Justiça. O motivo foi a suspeita levantada pelo TCE de fraudes num contrato de quase R$ 5 milhões com o governo do estado para a manutenção de veículos empregados no combate à dengue. O contrato havia sido assinado em 2009.

A Toesa foi procurada pelo "Fantástico", mas não se pronunciou



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/empresas-que-oferecem-propina-cobram-561-mais-do-que-mercado-4411815#ixzz1qECzLrSq

PROPINAS NO RIO - Fiscais calculam prejuízo que fraudes causariam aos cofres

Na divisão do bolo do dinheiro público, o gestor corrupto receberia R$ 1. 356 milhão. E as empresas embolsariam um R$ 1. 657 milhão em apenas seis meses

Nós vamos revelar agora como é a matemática da fraude, as contas da corrupção. Domingo passado, o Fantástico mostrou como as empresas combinavam o resultado das concorrências e o quanto ofereciam de propina ao repórter que se fazia passar por gestor de um hospital público.

Hoje, o Fantástico mostra o preço que elas cobrariam por esses serviços. Você vai se surpreender com valores tão altos.

Entre as cenas mais chocantes mostradas na reportagem do Fantástico, está o oferecimento explícito de propina.. Mas como é possível pagar uma comissão de até 20% do valor do contrato? O Fantástico enviou os documentos para serem analisados por auditores.

As propostas foram encaminhadas para uma equipe de fiscais do Instituto dos Auditores Internos do Brasil e para a Controladoria Geral da União, do Governo Federal.

Pela contratação de mão de obra terceirizada, a Rufolo receberia R$ 5.184 milhões. A propina prometida ao gestor seria de mais de R$1 milhão, ou seja, 20% do total. A CGU comparou os valores dessa licitação com os preços pagos em outros contratos feitos pelo governo. E encontrou superfaturamento, por exemplo, na contratação de porteiros.

“No caso do porteiro, a nossa média é cerca de R$1,5 mil, R$1.497”, afirma o secretário-executivo da Controladoria Geral da União. “Enquanto que a Rufolo queria cobrar R$3,5 mil. Portanto, uma diferença de 135%”, completa.

Os técnicos do instituto fizeram o estudo levando em conta os preços médios de mercado. Veja quanto a Rufolo queria cobrar pelo salário de um jardineiro, que tem um salário médio de R$1 mil.

“Um profissional a R$ 4.178. Ninguém contrata um jardineiro em, sã consciência, a esse valor”, observa Renato Trisciuzzi”, presidente do Instituto dos auditores internos do Brasil.

Nem o jardineiro nem o porteiro, é claro, receberiam esse salário. A maior parte do dinheiro seria embolsada pela empresa. Jogando os preços para o alto, fica fácil pagar a propina.

Segundo o Instituto de Auditores do Brasil, a proposta total da Rufolo está superfaturada em quase 70%. Ou seja: daria para pagar os 20% do suborno e ainda ia sobrar muito.

Para a coleta de lixo durante seis meses, a Locanty conseguiria uma verba de R$ 450 mil. A propina? Quase R$ 70 mil: 15% do total.

Agora, preste atenção na diferença que aparece quando a proposta é comparada à média dos contratos nessa área. A medida padrão é um tonel. Recolher um tonel de lixo comum custa R$ 10. O preço da Locanty foi de R$ 67. Com o lixo infectante, a diferença vai de R4 14,30, que é a média paga pelo mercado, para os R$ 110 cobrados na proposta da Locanty. Segundo os técnicos da controladoria, o mesmo serviço pelo o qual a Locanty cobrou R$ 450 mil, pode ser feito por R$ 68 mil. A diferença é de R$382 significa 561% de superfaturamento. E os 15% do suborno, engordam junto.

Finalmente, a Toesa. Por seis meses, ela ganharia R4 1. 680 milhão pelo aluguel de cinco ambulâncias. A propina de 15% daria mais de R$ 250 mil para o suposto gestor. É até pouco, perto do lucro da empresa. Pelo cálculo dos fiscais do instituto a proposta está 42% acima do que se encontra no mercado.

Para os analistas, propina e superfaturamento estão entrelaçados no roubo do dinheiro público. “Para pagar a propina, eu preciso ter gordura no contrato. Além disso, toda vez que há esse tipo de facilidade, quando eu sei que já vou ganhar o contrato de qualquer jeito, eu boto o preço ainda mais alto”, explica Luiz Navarro.

Moral da história: de um total de mais de R$ 7,3 milhões, o serviço a ser feito de fato valeria R$ 4,3 milhões. Na divisão do bolo do dinheiro público, o gestor corrupto receberia R$ 1. 356 milhão. E as empresas embolsariam um R$ 1. 657 milhão em apenas seis meses. Um lucro absurdo e imoral. 

sexta-feira, 23 de março de 2012

MÁFIA DA PROPINA NO RIO I - Polícia Federal ouve suspeitos de fraudar licitações em hospitais

A investigação é resultado da reportagem denúncia exibida pelo Fantástico no último domingo (18).
 
 

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A Polícia Federal ouviu, nesta quinta-feira (22), depoimentos de suspeitos de fraudar licitações em hospitais públicos. A investigação é resultado da reportagem denúncia exibida pelo Fantástico no último domingo (18).
A funcionária da empresa Rufollo Renata Cavas chegou à Polícia Federal acompanhada de um advogado e não quis falar com a imprensa. Ela prestou depoimento por uma hora e meia. Renata foi uma das principais representantes a participar da suposta licitação fraudulenta mostrada no Fantástico.
A empresa Rufollo divulgou uma nota dizendo que afastou os funcionários que aparecem na reportagem, mas em um trecho exibido, quem está ao lado de Renata é Rúfolo Vilar, que se apresenta como verdadeiro dono da empresa.
A Secretaria Estadual de Saúde multou a Rufollo em R$ 180 mil e proibiu a empresa de participar de qualquer licitação no governo do estado do Rio. Segundo a nota, os processos foram abertos em outubro de 2011 para investigar a falta de cumprimento regular e satisfatório do serviço.
Segundo a Polícia Federal, durante todo o depoimento, a funcionária Renata Cavas, da Rufollo, permaneceu calada, não quis responder as perguntas feitas pelo delegado e disse que só fala em juízo.
Da Locanty, apenas o dono, João Alberto Filippo Barreto, conhecido como João da Locanty, apareceu. No depoimento tomado pelo delegado Victor Poubel, João Alberto negou as acusações. Disse que a empresa dele nunca pagou propina e nunca combinou preços com outras empresas. Mas na reportagem do Fantástico, o gerente Carlos Sarres diz que até mesmo nas licitações não-emergenciais a Locanty promovia acertos entre os concorrentes.
João Alberto disse que o gerente e o diretor Carlos Alberto Silva agiam sem o conhecimento dele e que demitiu os dois por justa causa.

Fonte Jornal Nacional
   

quinta-feira, 22 de março de 2012

DENGUE NO RIO - Morte após erro de diagnóstico e negligência podem ter custado a vida de paciente


Morte após erros em hospitais
Mulher com dengue teve duas altas em unidade municipal e falso diagnóstico em particular

POR Clarissa Mello


Rio - Uma sucessão de erros médicos e negligência podem ter custado a vida de Ana Regina Puglia Burity, 49 anos, segundo sua família. Ela foi a primeira vítima da dengue tipo 4 no Brasil e morreu no hospital particular Pasteur, no Méier, dia. Segundo parentes de Ana, ela recebeu alta duas vezes do Hospital Municipal da Piedade, onde procurou atendimento primeiro.

Depois, já na unidade privada, recebeu diagnóstico errado: os médicos disseram que ela teria cálculo na vesícula, e não dengue. Ana Regina era chefe de Enfermagem do Setor Cirúrgico do Hospital Municipal da Piedade, onde trabalhou por 26 anos. Ela começou a se sentir mal dia 26 de fevereiro e foi internada dia 27. Após ser submetida a exames, recebeu diagnóstico de dengue e permaneceu internada lá até 1º de março.

Foto: Arte O Dia

“Foi quando deram alta para Ana, dizendo que deveria voltar no dia seguinte”, contou um parente que pediu para não ser identificado. Ao contrário do que foi informado pela Secretaria Municipal de Saúde terça-feira, Ana Regina voltou ao Hospital da Piedade no dia 2 de manhã. Segundo o parente, o estado de saúde era ainda pior: ela tinha muitas dores abdominais — sinal de agravamento da dengue. Mesmo assim, só fez exames e foi mais uma vez liberada.

“Foi quando ela decidiu ir ao Pasteur, no mesmo dia, à tarde. Ela levou o encaminhamento do outro hospital dizendo que tinha dengue. Mas os médicos ignoraram. Fizeram exames, suspenderam a alimentação, não deram hidratação como deveriam e disseram que ela não tinha dengue, e sim cálculo na vesícula”, disse o familiar.

A família contestou a opinião dos médicos, mas, mesmo assim, uma cirurgia para retirada de vesícula foi marcada para meio-dia do dia 4. Ana Regina morreu antes. “Os hospitais não estão preparados para lidar com a dengue”, lamentou o parente.


Fonte O Dia    

terça-feira, 20 de março de 2012

PROPINAS NO RIO - Governo Cabral já pagou R$ 283 milhões às empresas denunciadas por corrupção. CPI da Saude pode ser aberta em Brasília

Valor desembolsado pelo prefeito Eduardo Paes às firmas denunciadas chega a R$ 62 milhões de 2008 a 2011

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Marcelle Ribeiro
Maria Elisa Alves
Rafael Galdo
Roberto Maltchik
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Rufolo Villar, da Rufolo Serviços Técnicos e Construções, e a gerente Renata Cavas resumem o esquema da propina: "É a ética do mercado"Reprodução TV Globo


RIO - Depois das denúncias do "Fantástico", o governo estadual e a prefeitura anunciaram na segunda-feira a suspensão dos contratos com as quatro empresas que apareceram numa reportagem do "Fantástico", da Rede Globo, oferecendo propina para ganhar supostos contratos com um hospital da UFRJ. A Locanty Soluções, a Toesa Service, a Bella Vista Refeições Industriais e a Rufolo Serviços Técnicos e Construções, nos últimos anos, figuraram com frequência nas licitações de ambos os governos, nas mais diferentes secretarias. Só o estado, de 2008 a 2012, pagou R$ 283 milhões às quatro. E a prefeitura, outros R$ 62,5 milhões, de 2008 até o ano passado.


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Na segunda-feira, o governo do estado não revelou quantos contratos tem em vigor com as empresas, nem seus valores. O secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, pediu aos secretários e presidentes de instituições estaduais que verificassem a existência de contratos com essas firmas. Em caso positivo, eles devem dar essa informação à Casa Civil.

Segundo a mensagem do secretário, a continuidade dos serviços essenciais oferecidos pelas empresas será decidida caso a caso, em comum acordo com a Secretaria da Casa Civil e a Procuradoria Geral do Estado.

No estado, só a Locanty — que na campanha eleitoral de 2010 doou mais de R$ 3,3 milhões a comitês de sete partidos políticos, a maior parte ao PMDB — recebeu R$ 181,3 milhões nos últimos cinco anos, em contratos com secretarias como as de Saúde, Segurança, Ciência e Tecnologia, Obras e Ambiente, além de instituições como o Tribunal de Justiça. Já a Bella Vista, fornecedora de alimentos, levou R$ 53,2 milhões do estado. Só da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) foram R$ 7,3 milhões no ano passado. Já a Toesa, entre 2008 e 2012, recebeu R$ 27,9 milhões. E a Rufolo, R$ 20,5 milhões.

— É inadmissível o que foi visto ontem na matéria (do "Fantástico"). É revoltante, é repugnante — disse o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes.

Já a prefeitura, após determinar o cancelamento imediato dos contratos, afirmou que analisará com a Procuradoria Geral do Município a melhor solução para substituí-los. Em nota, o município diz não ter mais contratos em vigor com a Toesa e a Rufolo. Mas mantinha contratos em andamento com a Locanty (de R$ 6,1 milhões) e com a Bella Vista (de R$ 14,5 milhões).

No município, de 2008 a 2011, a Toesa recebeu os valores mais altos: R$ 34,9 milhões, de órgãos como CET-Rio, Riotur e Secretaria de Saúde e Defesa Civil. Já a Bella Vista recebeu da prefeitura, no mesmo período, R$ 16 milhões; a Locanty, R$ 11 milhões; e a Rufolo, R$ 163 mil.

O Tribunal de Contas do Município (TCM) vai realizar inspeções extraordinárias em todas as empresas, analisando novamente os contratos e verificando se eles estão sendo cumpridos adequadamente. Graças a uma recomendação do órgão, a prefeitura rescindiu, em 2008, um contrato com a Toesa, que, segundo o TCM, mandava ambulâncias com características diferentes das contratadas, e em menor número, a hospitais do município.

A Secretaria de Ordem Pública, que fez um contrato de R$ 36 milhões com a Locanty para aluguel de reboques, precisou suspendê-lo em 2010, após denúncia de que funcionários cobravam pela liberação de carros em depósitos da prefeitura. Contratos da Bella Vista, desde 2006, ainda estão em aberto, porque o TCM encontrou impropriedades que não foram esclarecidas.

As empresas também têm contratos com prefeituras do interior e da Baixada Fluminense.

Dezessete pessoas vão ter que depor na Polícia Federal
Na segunda-feira, agentes da PF estiveram na sede das quatro empresas. Dezessete pessoas foram convocadas e devem prestar depoimento ainda esta semana. A Locanty e a Bella Vista informaram que já afastaram os funcionários que aparecem na reportagem oferecendo vantagens ao repórter que se passou por gestor do hospital. A ele os representantes das firmas contaram que todas as licitações têm cartas marcadas, com a presença de concorrentes que entram com preços mais altos para que determinada empresa, escolhida previamente entre elas, ganhe. Também ofereceram propina de até 20%.

Na segunda-feira, em outro trecho da reportagem, exibido no "Jornal Nacional", o representante de uma das empresas revelou ainda que teria um contato com um auditor fiscal na Receita Federal para facilitar o esquema de corrupção. A Receita informou que vai investigar o caso e, se comprovada a participação do funcionário, ele será afastado.

CPI pode ser instaurada para apurar o caso
Além da reação da PF, uma enxurrada de outras providências foi tomada ontem contra as empresas em diferentes esferas e órgãos públicos. Em Brasília, as bancadas do PSDB na Câmara e no Senado se articularam para, numa reunião hoje, tratar do recolhimento de assinaturas para instalar uma CPI mista da Saúde. A ideia dos parlamentares é ressuscitar um requerimento apresentado em abril de 2011, depois que O GLOBO revelou fraudes em série contra o SUS e no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). A investigação precisa do apoio de 171 deputados e 27 senadores.

— É grave. Essas firmas têm contratos com empresas da órbita federal, estadual e municipal, e são generosas doadoras de campanha. Corrupção ampla, geral e irrestrita da iniciativa privada, envolvendo também agentes públicos — afirmou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

O Ministério da Educação, responsável pela unidade da UFRJ onde foi feita a reportagem, informou que as quatro empresas não têm contratos vigentes com os 46 hospitais geridos por ele. Por precaução, vai verificar se as firmas mantêm contratos com universidades e, em caso positivo, prometeu cancelá-los. Já o Ministério da Saúde informou que um contrato com a Bella Vista, para o fornecimento de alimentação no Hospital do Andaraí, que estava vigente, foi suspenso ontem.

A Controladoria Geral da União (CGU) informou que as quatro empresas têm sido fiscalizadas constantemente. Em 2009, a CGU constatou que a Locanty foi contratada para prestar serviço de coleta de lixo na UFRJ, por dispensa emergencial, "embora tenha apresentado preços unitários superiores em quase 180% aos apresentados por outra empresa concorrente". A Rufolo foi citada pela CGU em outra fraude: de janeiro a maio de 2011, o Hospital Federal Cardoso Fontes pagou pela lavagem de 72 toneladas de roupas que não foi realizada.

— São fatos graves que, infelizmente, mostram artifícios que as pessoas usam para desviar dinheiro público — disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

TCU: empresas podem ser declaradas inidôneas

Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), as empresas podem ser declaradas inidôneas e ficar, por até cinco anos, impedidas de participar de licitações na administração federal. De acordo com o TCU, será analisada a atuação das empresas em outras unidades. Em nota, o órgão disse que casos como o da reportagem "são encontrados com frequência indesejada" em suas apurações.

Enquanto isso, no Ministério Público Federal, procuradores da República da área de saúde e da área criminal no Rio se reuniram ontem para traçar diretrizes para investigações sobre as empresas.

— Vamos pedir ao TCU que inicie uma investigação relativa a praticamente todos os hospitais universitários onde verificarmos indícios de irregularidades, para que possamos verificar sobrepreços e cobrar dos gestores públicos e corruptores também a devolução desses recursos — disse o procurador Marinus Marsico.

As empresas também já foram punidas no Estado do Rio. Depois de investigações do Ministério Público estadual em 2010, por exemplo, a Secretaria estadual de Saúde chegou a proibir a participação da Toesa em suas licitações, após denúncias de superfaturamento em contratos de manutenção de 111 veículos de combate à dengue. Para fazer o serviço, a empresa cobrou um valor com o qual era possível comprar nova frota e ainda sobrar dinheiro.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/estado-ja-pagou-283-milhoes-as-empresas-denunciadas-por-corrupcao-4358247#ixzz1pebNpUGQ

segunda-feira, 19 de março de 2012

PROPINA NA SAUDE NO RIO - Empresários são flagrados fraudando licitações públicas


Empresários são flagrados fraudando licitações públicas

Repórter do ‘Fantástico’, da TV Globo, se passou por administrador de hospital da UFRJ
O Globo

RIO - Empresários de quatro firmas ligadas ao setor da saúde foram flagrados oferecendo propina para ganhar contratos de um hospital público. A denúncia foi feita neste domingo pelo "Fantástico", exibido pela TV Globo. Com a ajuda do diretor do hospital de pediatria da UFRJ, o repórter Eduardo Faustini se passou pelo gestor de compras da instituição. Ao longo de dois meses, ele acompanhou negociações, contratações, licitações e compras de serviços.

O repórter convocou licitações em regime emergencial, fechadas ao público e feitas através de convites a quatro empresas que estão entre os maiores fornecedores da União: a locadora de veículos Toesa Service; a Locanty Soluções, que faz coleta de lixo; a Bella Vista Refeições Industriais; e a Rufolo Serviços Técnicos e Construções.

Empresas são investigadas por irregularidades
Três são investigadas pelo Ministério Público por diferentes irregularidades. Ainda assim, receberam juntas R$ 500 milhões em contratos feitos com verbas públicas.

— É a ética do mercado, entendeu? Se eu ganho um milhão e 300, eu dou 130 (mil). É o normal — diz Renata Cavas, gerente da Rufolo.

As negociações foram todas filmadas de três ângulos diferentes e levadas até o último momento antes da liberação do dinheiro. O "Fantástico" explicou ainda que nenhum negócio foi concretizado.

De acordo com a reportagem, os representantes das empresas usam códigos no primeiro contato com o administrador, exigindo saber quem fez a recomendação dos serviços. Mas logo falam abertamente sobre a propina.

— Eu quero o serviço. Você escolhe o que quer. Faço meu preço, boto... Qual é o percentual? Dez? — pergunta Renata, antes de fechar em 20%.

Já o gerente da Locanty Soluções, Carlos Sarres, diz que até pode diminuir a margem de lucro para aumentar a propina:

— A gente abre o custo e a nossa margem, e joga o percentual que você desejar.



Propina é paga em caixas de uísque
Sarres fala da forma como é paga a propina:

— Onde você marcar. E o troço é muito discreto. Nem parece que é dinheiro. Traz em caixa de uísque, caixa de vinho. Fica tranquilo.

O esquema é possível porque os valores das propostas são acertados previamente. E, no dia da abertura dos envelopes, as concorrentes chegam a ir ao local da apuração.

— A gente faz a mesma coisa para eles. Da mesma maneira que a gente vai pedir para eles formatarem uma proposta em cima da nossa, eles pedem para a gente fazer isso para eles — diz Sarres.

As empresas foram procuradas pelo "Fantástico". David Gomes, dono da Toesa, negou a fraude. Já os representantes das empresas Bella Vista e Rufolo não quiseram se pronunciar. A Locanty informou por e-mail que afastou temporariamente o gerente Carlos Sarres



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/empresarios-sao-flagrados-fraudando-licitacoes-publicas-4347150#ixzz1pYV6jzCm

sábado, 17 de março de 2012

DENGUE NO RIO - A Cada hora,15 pessoas procuram atendimento por suspeita de dengue. Provável epidemia começa a se desenhar

Postos de saúde já receberam mais de 40 mil cariocas com sintomas da doença
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Por Carlyle Jr., do R7, no Rio.
Montagem / Fotos: Carlyle Jr./R7
Na unidade de Pedra de Guaratiba, zona oeste, pacientes com suspeita de dengue recebem soro ainda na sala de espera


O cenário de uma provável epidemia de dengue começa a se desenhar nos hospitais e postos de saúde do Rio. A cada hora, 15 pessoas procuram atendimento na capital fluminense com suspeita de ter contraído o vírus. Em menos de quatro meses, 24 unidades da prefeitura especializadas em dengue receberam 40.577 pacientes que se queixavam dos principais sintomas da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, até o último dia 10 de março, foram notificados 11.913 casos de dengue no Rio. No entanto, as filas nas unidades de saúde da cidade denunciam que o número de contaminados pode aumentar nos próximos meses. Por dia, ao menos 315 pessoas buscam atendimento só nos polos da dengue nas zonas norte e oeste.

As duas regiões concentram o maior número de casos de dengue da capital, com quase 11 mil notificações. Assustados com a morte de um menino de nove anos, em Guaratiba, os moradores da região oeste lotam as unidades de saúde da região.

Pacientes recebem soro na fila de espera
Moradora de Pedra de Guaratiba, a vendedora Fátima Cristina Gomes, de 40 anos, teve dengue hemorrágica na epidemia de 2002, a segunda maior já registrada no Estado. Com febre alta, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo, ela procurou o Posto de Saúde Doutor Alvimar de Carvalho, um dos polos da doença, na quinta-feira passada (15).

Lá, funcionários da unidade serviram soro para a vendedora ainda na fila. Ao lado de dezenas de outros pacientes, ela teve o sangue coletado para exame médico. Mas não demorou muito para que os médicos revelassem o diagnóstico: Fátima está com dengue pela segunda vez.

- Eu já desconfiava de que seria dengue. Estou com medo de passar tudo de novo. Na outra vez, eu fiquei internada por quase duas semanas no hospital.

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Do outro lado da cidade, o motorista Luiz Henrique Alves, de 29 anos, deixou a Policlínica Carmela Dutra, em Rocha Miranda, na zona norte, com o mesmo diagnóstico nas mãos. Além das recomendações para beber muita água e fazer repouso, Luiz Henrique recebeu medicamentos para febre e dores no corpo e pacotes de soro.

- O médico disse para eu voltar no posto daqui a três dias. Vou seguir todas as recomendações e tentar melhorar no tal prazo de sete dias.

As crianças eram maioria entre os pacientes com sintomas de dengue atendidos no Hospital Municipal Francisco da Silva Teles, em Irajá, zona norte, na última sexta-feira (16). Mãe do menino Wesley, de sete anos, a empregada doméstica Cristiane Santos Silva, 28, conta que o primeiro exame da criança deu negativo para dengue. Mas, segundo ela, o garoto ainda reclama dos sintomas da doença.

- Ele tem ficado com febre nas últimas semanas e reclama de dores de cabeça e no corpo. Estou muito preocupada. Por isso, eu voltei ao hospital para uma segunda consulta.

Tipo 4 pode piorar situação no Rio
O superintendente de Vigilância em Saúde do município, Marcio Garcia, diz que o número de casos da dengue tende a aumentar ainda mais entre março e abril. Nesse período, as altas temperaturas misturadas com a chuva ajudam as larvas do mosquito Aedes aegypti a se proliferarem.

Para piorar, segundo Garcia, praticamente toda a população do Rio está vulnerável ao tipo 4 da dengue, que entrou no Estado no ano passado. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o novo vírus é responsável pela contaminação de 68,4% dos casos notificados desde o início do ano.

Garcia lembrou que as pessoas que já foram infectadas pelos outros três tipos da dengue não estão imunes ao novo vírus. Além disso, o tipo 1 da doença, que infectou parte da população na década de 80, voltou a circular no Rio em 2011.

- A entrada do tipo 4 e a reintrodução do tipo 1, que são os dois vírus que estão circulando, são responsáveis pelo aumento dos casos de dengue. Toda a população do Rio está exposta à dengue tipo 4, porque o vírus nunca circulou antes. A dengue tipo 1 circulou na década de 1980 e voltou em 2011. Por isso, há um grande percentual da população que ainda não teve contato com esta versão da doença.

Para dar conta dos novos casos de dengue, a Prefeitura do Rio inaugurou na sexta-feira mais seis polos de atendimento da dengue nas zonas norte e oeste. Com isso, 30 unidades especializadas atendem a população no período de proliferação da doença.

Fonte PortalR7 http://noticias.r7.com/saude/noticias/rio-a-cada-hora-15-pessoas-procuram-atendimento-por-suspeita-de-dengue-20120317.html



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

#DENGUE NO RIO - Onze bairros do Rio com alto risco de infestação

De 44 a 84 imóveis a cada grupo de mil nas Zonas Norte e Oeste estão com focos do Aedes aegypti. Campo Grande terá mutirão

POR CLARISSA MELLO

Rio - Pelo menos onze bairros do Rio estão com índice de infestação do mosquito da dengue muito acima do considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde (OMS) , que é o de 1%, dez imóveis para cada grupo de mil. Na Taquara, o índice de infestação é de 4,4%, 44 a cada mil, enquanto na Comunidade Nova Aguiar, em Campo Grande, 84 propriedades a cada mil — ou seja, 8,4%, estão com focos do mosquito.

Outros bairros com alto risco são Complexo do Alemão, Cosmos, Vila da Penha, Bangu, Inhoaíba, Madureira, Engenho Novo, Brás de Pina e Portuguesa. Amanhã, a Secretaria Municipal de Saúde promoverá mutirão de combate ao mosquito em Campo Grande.


Na Zona Sul, apesar de não terem atingido o percentual considerado de alto risco para a dengue (4%), estão quase lá Gávea, Leblon e Vidigal, com 34 imóveis com focos do Aedes aegypti para cada mil. Os dados são do último Levantamento de Infestação Rápida do Aedes Aegypti, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde na primeira semana de Janeiro.

“Temos uma expectativa grande de epidemia de dengue para este ano. Então é fundamental que a população faça sua parte para evitar os focos. Essa é a principal medida e a forma mais fácil de combater a dengue”, afirma o superintendente de Vigilância em Saúde, Marcio Garcia.

Quando o foco não é combatido, a solução é remediar. Na próxima semana, a Prefeitura vai passar carros fumacê em 15 bairros com alto índice de mosquitos. “São locais onde há mais ocorrência de casos de dengue”, explicou.

Fonte O Dia http://odia.ig.com.br/portal/rio/todos_contra_a_dengue/html/2012/1/dengue_11_bairros_do_rio_com_alto_risco_de_infestacao_220940.html

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

DENGUE NO RIO - 1.287 casos de dengue nas duas primeiras semanas do ano

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O estado do Rio de Janeiro registriu 1.287 casos de dengue nas duas primeiras semanas do ano. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informou hoje (17) que nas duas primeiras semanas foram notificados 856 casos de dengue em 91 municípios. Nesse período nenhuma morte foi registrada no estado.

Os dados não se referem à cidade do Rio de Janeiro que divulga no mesmo dia, separadamente, os números sobre os casos de dengue na cidade. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, nas duas primeiras semanas deste ano foram notificados 431 casos da doença, sendo a maioria na zona norte da cidade. Desde o mês de agosto do ano passado não foi registrado nenhum caso de morte por dengue no município do Rio.
  
Fonte Correio do Brasil http://t.co/9fScfzLn

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

SAÚDE NO RIO - Nutricionista é presa em hospital de Jacarepaguá #NinguemMerece

Dentro da unidade foram apreendidos diversos alimentos com data de validade vencidos
SÃO PAULO - A nutricionista Laila Fernandes dos Santos, de 31 anos, foi presa nesta quarta-feira, 9, por policiais da delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública (DRCCSP) durante uma fiscalização de rotina em diversos hospitais do Grande Rio.

Segundo a Polícia civil, dentro do hospital foram apreendidos diversos alimentos com data de validade vencidos e que, de acordo com os agentes, seriam destinados aos pacientes internados no hospital.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

InSEGURANÇA NO RIO - Com um tiro no peito Cinegrafista da BAND é morto durante operação da polícia na Favela de Antares, Zona Oeste do Rio



RIO - O cinegrafista da TV Bandeirantes Gelson Domingos, de 46 anos, foi morto neste domingo enquanto participava da cobertura de uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque na Favela de Antares, Zona Oeste do Rio. Ele foi atingido com um tiro de fuzil no peito e deixa três filhos e dois netos. O enterro do cinegrafista está marcado para segunda-feira, às 11h, no Cemitério do Caju. Nove marginais foram presos, entre eles, o "gerente" do tráfico local, Renato José Soares, conhecido como "BBC", e seu braço-direito, Leandro Ferreira de Araújo, vulgo "China". Quatro traficantes foram mortos e ainda não foram identificados, de acordo com nota enviada pela Polícia Militar.

A ação começou por volta de 6h30m e terminou à noite, segundo a mensagem da PM. Oitenta policiais entraram na comunidade pela área de lazer da Comlurb, na Avenida Antares, e foram recebidos a tiros por traficantes. De acordo com a mensagem da PM, o objetivo da ação era checar informações da área de inteligência do Bope e do Choque de que líderes do tráfico fortemente armados se reuniam no local. O patrulhamento na região está reforçado nesta noite por PMs do 27º BPM (Santa Cruz), com o apoio do Batalhão de Choque do 9º BPM (Rocha Miranda) e do 40º BPM (Campo Grande).

FOTOGALERIA : Imagens da operação na Favela de Antares

VÍDEO: O momento em que o cinegrafista da Band é baleado

De acordo com a PM, foram apreendidos: 1 fuzil AR 15; 3 pistolas; 4 carregadores de fuzil; 3 carregadores de pistola; 5 rádios transmissores; 1 kg de maconha; 1.500 trouxinhas de maconha; 100 pedras de crack; 2.000 papelotes de cocaína; 13 frascos de "cheirinho da loló"; R$ 3.154,00; 10 motos; e 1 celular. Todos os presos e o material apreendido estão sendo encaminhados para a Divisão de Homicídios da Polícia Civil, na Barra da Tijuca.

Em nota, a direção da Rede Bandeirantes lamentou a morte do cinegrafista e disse que sempre toma todas as precauções para este tipo de cobertura, acrescentando que Gelson Domingos usava colete à prova de balas no momento em que foi atingido. Ainda segundo a nota, a direção diz que, infelizmente, o funcionário foi mais uma vítima da violência.

A Secretaria de Saúde informou que Gelson Domingos da Silva chegou à UPA de Santa Cruz às 7h40m já morto por perfuração de bala na região do tórax. Segundo a nota, o secretário Sérgio Côrtes foi à unidade de saúde para prestar todo apoio à família. O corpo do cinegrafista já foi transferido para o IML

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Também em nota, a Polícia Militar lamentou a morte de Gelson e afirmou que o objetivo da ação era checar informações da área de Inteligência do Bope e do Batalhão de Choque de que líderes do tráfico fortemente armados se reuniam no local. A PM informou que as operações na favela ocorrerão por tempo indeterminado.

A morte de Gelson provocou reações de pezar por parte de governos e instituições da sociedade civil. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) divulgou nota em que lamenta a morte do cinegrafista e ressalta a importância do trabalho dele para a sociedade. ( Leia a mensagem na íntegra )

O governador Sergio Cabral enviou mensagem à noite ao diretor da Band Rio, Daruiz Paranhos, lamentando a morte do cinegrafista Gelson Domingos. ( Leia a mensagem na íntegra )

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) também divulgou nota na tarde deste domingo em que "lamenta profundamente" a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes. A nota, assinada pelo presidente da Abert, Emanuel Soares Carneiro, "manifesta solidariedade aos familiares, colegas e amigos". ( Leia a mensagem na íntegra )

A Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio (Arfoc-Rio) divulgou nota dizendo que "este é mais um capítulo da trágica história da cidade, que nos deixa consternados e preocupados com o seu futuro e o da profissão".

O ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel disse que, em operações como a deste domingo, o procedimento correto é que dois policiais sigam na frente, ficando um deles na retaguarda:
- Se o repórter não estiver colado nesses policiais, ele se encontra relativamente seguro. A prova disso é que não perdemos nenhum soldado em favela este ano e, só na última semana, morreram dez bandidos.

Mas Pimentel afirmou que o colete de Gelson era de nível 2 e o protegia apenas contra tiros de pistola e revólver. Somente os modelos de nível 3 são capazes de deter um tiro de fuzil.
- Esse tipo de colete pesa uns 12 quilos e possui placas de cerâmica na parte da frente e de trás, além de proteções para o pescoço e outras partes do corpo - afirmou.

O sociólogo e professor da Uerj Ignácio Cano questionou a lógica militar adotada nas ações contra o crime.

- Tratar dessa questão como se fosse uma guerra acaba provocando a morte de inocentes - criticou Cano.

Para o coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos da UFF, Eurico de Lima Figueiredo, é preciso haver uma regulamentação da participação de jornalistas em conflitos armados.
- A regra principal que deveria ser seguida pela polícia não é atacar os criminosos, mas proteger os cidadãos. O bandido não tem compromisso com a vida, o policial, sim

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/11/06/cinegrafista-morto-durante-operacao-da-policia-na-favela-de-antares-zona-oeste-do-rio-925744944.asp#ixzz1d0zQ517g


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

SAUDE IN RIO - Morre jovem que peregrinou por cinco hospitais após cair de laje #VERGONHA

RIO - O jovem Gabriel Paulino dos Santos de Sales, de 21 anos, que peregrinou por cinco hospitais até conseguir atendimento depois de cair de uma laje, morreu na madrugada desta quinta-feira no Hospital Salgado Filho, no Méier, na Zona Norte da cidade, onde estava internado há nove dias. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, o corpo dele será levado para o Instituto Médico Legal (IML).

Nesta quarta-feira, Gabriel apresentou uma piora no seu quadro de saúde, que era considerado grave e teve que voltar para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da unidade. Na terça-feira, ele tinha sido transferido para a Unidade Intermediária do hospital.

No último dia 19, ele caiu de uma altura de cerca de cinco metros, quando tentava fazer um conserto na rede de internet em casa, em Xerém, na Baixada Fluminense. Em seguida, o rapaz, que é operador de máquinas e está desempregado, passou sete horas percorrendo cinco unidades de saúde até conseguir ser atendido.
Fonte RadarRJ http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/09/29/morre-jovem-que-peregrinou-por-cinco-hospitais-apos-cair-de-laje-925471163.asp#ixzz1ZLwUuLjy

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SAÚDE NO RIO - Família de jovem é obrigada a passar por seis hospitais de Caxias e do Rio para conseguir atendimento #VERGONHA

Priscilla Souza

Sete horas dentro de uma ambulância. Oitenta e oito quilômetros percorridos. Seis hospitais procurados e nenhum atendimento. Este foi o drama vivido pela família de Gabriel Paulino dos Santos de Sales, de 21 anos, que sofreu um acidente às 16h30m de segunda-feira, mas apenas por volta de meia-noite conseguiu pôr fim à peregrinação ao ser internado no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, no Rio.

— Ver meu filho nessa situação, me dá vergonha de ser brasileiro. Se fosse o filho de um deputado, já tinha saído boletim médico logo pela manhã, mas ele é filho de um operário. É muito ruim ver meu filho dentro de uma ambulância e não ser atendido. Como vou para minha casa tranquilo, se estou vendo meu filho praticamente morto? — desabafou o aposentado.

Quando tentava consertar a antena de internet — na casa onde mora em Xerém, Duque de Caxias — Gabriel se desequilibrou e caiu da laje (de uma altura de cinco metros), batendo a cabeça no chão. O jovem foi levado ao Posto de Saúde de Xerém.
— Ele teve um atendimento bom lá. O médico foi atencioso, mas mandaram ele para Saracuruna, porque disseram que lá (Posto de Saúde de Xerém) não tinha aparelhagem — contou a mãe do jovem, Maria dos Santos Bezerra.

Os momentos de angústia se agravaram a cada não recebido nos hospitais por onde passavam. E não foram poucos: Adão Pereira Nunes, em Saracuruna; Getúlio Vargas, na Penha; Souza Aguiar, no Centro; e Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Nesse último, Gabriel chegou a ser recebido, mas, por falta de neurocirurgião, foi levado para o Salgado Filho.

Segundo a Secretaria municipal de Saúde, Gabriel sofreu traumatismo crânio encefálico e teve fraturas em várias partes do corpo. O jovem está em coma induzido.

— Em todos os hospitais diziam que não havia médicos, não tinham recursos. É um descaso — afirmou o irmão do jovem, Rafael Paulino dos Santos de Sales.

Para secretário, é uma situação ‘inadmissível’

O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, determinou a abertura de uma sindicância para investigar as denúncias de falha no atendimento a Gabriel Sales. Côrtes afirmou ser "inadmissível" o que chamou de "peregrinação" da família do jovem em busca de atendimento na rede pública.

— Na sindicância nós vamos solicitar todo o atendimento dele em cada um desses locais por onde passou, desde o posto de saúde em Xerém, ao hospital de Saracuruna, ao Carlos Chagas e até mesmo ao Salgado Filho. É uma situação inadmissível.

Em nota, a Secretaria estadual de Saúde informou que o paciente chegou entubado ao hospital Carlos Chagas, mas, como a unidade não tem atendimento de politrauma e neurocirurgião, foi transferido para o Salgado Filho. Ainda segundo a nota, o Hospital de Saracuruna não recusou o paciente, e a decisão de procurar outra unidade teria sido do médico da ambulância (da Secretaria de Saúde de Caxias), já que o tomógrafo do hospital estava em manutenção.

A Secretaria municipal de Saúde informou "que não consta no Sistema de Regulação municipal solicitação de internação para este paciente (Gabriel), que é de fora do Rio e não conseguiu atendimento no seu município". A nota continua: "Apesar de não ter havido contato prévio, conforme estabelecido em protocolos, o Hospital Salgado Filho está tratando do paciente". E justifica o não atendimento no Souza Aguiar: "No início da noite de ontem (segunda-feira), o hospital estava com o serviço de neurocirurgia atendendo a três casos graves, sendo dois de acidente vascular cerebral hemorrágico e um baleado"

quinta-feira, 20 de maio de 2010

DENÚNCIA - Deputado dá entrada com representação contra secretário Sérgio Côrtes (via SRZD)


   
O deputado Paulo Ramos (PDT) enviou nesta quinta ao procurador geral de justiça, Cláudio Soares Lopes, uma representação contra o secretário de Estado de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes. Paulo Ramos, presidente da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), justificou a representação pelo fato de Côrtes não ter comparecido a uma audiência pública da comissão, realizada nesta quarta-feira. O secretário foi convocado para explicar denúncias de superfaturamento na manutenção dos carros usados no combate à dengue por parte da empresa Toesa.

"Ele incidiu em crime de responsabilidade ao não comparecer. E sequer justificou a ausência, caracterizando um claro desrespeito ao Poder Legislativo", argumentou Paulo Ramos. Segundo o parlamentar, a constituição estadual determina que um secretário, quando convocado a participar de uma audiência, deve comparecer ou, ao menos, enviar "justificativa ou motivo razoável" para a ausência.

Descoberto superfaturamento em licitação

Uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) indicou que houve superfaturamento numa licitação para manutenção dos carros que a Secretaria usa para combate à dengue.

A empresa Toesa, vencedora da licitação, para manutenção dos carros e ambulâncias do estado, receberia por 1 ano quase R$ 5 milhões para cuidar de mais de cem veículos. De acordo com o contrato da Secretaria de Saúde, a manutenção de cada carro saía próximo de R$ 45 mil por ano. No entanto, o preço médio de mercado custaria R$ 34 mil.

O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, decretou a anulação do contrato com a Toesa no início do mês. O subsecretário executivo da Secretaria estadual de Saúde, César Romero Viana, responsável pela licitação, foi exonerado do cargo no dia 1º de março por suspeita de envolvimento com as fraudes.