Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

SAÚDE NO RIO - Hospital de Bonsucesso, deixou de realizar 1.500 mamografias no ano passado por falha

Vagas de exames jogadas no lixo
Hospital deixou de realizar 1.500 mamografias no ano passado


Rio - Apesar de milhares de mulheres esperarem meses por um exame na rede pública, 1.500 mamografias deixaram de ser realizadas no ano passado no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) por falha no sistema de encaminhamento de pacientes. O levantamento consta de denúncia enviada pelo Sindicato dos Médicos ao Ministério Público Federal, conforme revelou o ‘Informe do DIA’ ontem.

De acordo com documento ao qual O DIA teve acesso, só foi usada metade da capacidade do hospital, que pode realizar 250 mamografias por mês, totalizando 3 mil no ano. O caso mais grave foi em fevereiro, quando apenas 2 exames foram realizados. Em nenhum período do ano, a capacidade máxima foi usada. Estima-se que 10 mulheres procurem diariamente o HFB para realizar mamografias: a maioria sem sucesso.

Vagas foram perdidas também em outras especialidades. No ano passado, nenhuma angiografia (para diagnosticar enfarte) nem neurorradiologia foram feitas. As vagas têm sido perdidas por falta de encaminhamento pelo Sistema de Regulação (Sisreg). Porém, milhares de pessoas procuram a unidade diariamente e não conseguem marcar consultas nem exames 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ACABOU A MAMATA - Após denúncias, Hospital Regional já perdeu 50 médicos em Sorocaba, SP

Demissões começaram após irregularidades descobertas há quatro meses.
Hoje, vítimas de acidentes esperam horas por atendimento.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí
 


Nesta terça-feira (29), quatro trabalhadores que se envolveram em acidente em uma rodovia de Sorocaba, interior de São Paulo, ficaram sem atendimento. As ambulâncias levaram os homens para o Hospital Regional, mas, quando chegaram, não havia médicos. Os socorristas do Samu - Serviço de Atendimento Médico de Urgência, chamaram a polícia e registraram um boletim de ocorrência de preservação de direitos.

Dois dos quatro feridos que tiveram de esperar por atendimento no Hospital Regional foram levados para um hospital particular. Os outros dois foram atendidos no próprio Conjunto Hospitalar.

A paciente Nilda da Silva Santos, que também integra o Conselho de Saúde, confirmou ao TEM Notícias que faltam médicos e que há poucos infectologistas trabalhando no local. Já a direção disse que o problema foi pontual - um erro na escala que foi corrigido ainda pela manhã. Mas a verdade é que a situação é ainda pior e difícil de contornar: muitos médicos estão pedindo demissão. Só na última semana, foram quatro.

Os pedidos de demissão começaram em julho, quando o hospital sofreu uma intervenção depois das denúncias de que alguns profissionais recebiam sem trabalhar. Na época, o Hospital Regional tinha 450 médicos. De lá para cá, 50 já pediram para sair.

O diretor do Conjunto Hospitalar, Luís Cláudio de Azevedo, disse que está difícil recompor o quadro de especialistas. “A única forma que nós temos de contrato, atualmente, é o concurso público, que leva um tempo e tem todos os seus trâmites. Não é um evento imediato”. Luís Cláudio acrescentou que está reabrindo o concurso e que isso tende a melhorar e normalizar ao longo de 2012.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde confirma a falta de profissionais no setor de infectologia. Alguns profissionais pediram demissão e a agenda de atendimento foi reduzida. Ainda de acordo com a assessoria, os pacientes de Sorocaba estão sendo encaminhados para o serviço municipal, mas o atendimento de pessoas de outras cidades continua sendo realizado no Conjunto Hospitalar

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SAÚDE NO BR - Câncer é a segunda causa de morte no Brasil, afirma relatório do TCU. NÚMEROS SÃO DRAMÁTICOS ATENÇÃO @minsaude

Trata-se de um país doente, que demora até cem dias pra começar um tratamento contra o câncer. Os números do TCU são dramáticos.
 


Doença terrível, o câncer é hoje a segunda causa de morte no Brasil. São 500 mil novos casos por ano. Um mal que o país não se preparou para enfrentar. Quem tem câncer tem pressa, mas o que a gente encontrou na rede pública foi fila de espera para começar o tratamento.

Um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que as condições de tratamento no país são muito desiguais. No Sudeste há centros de excelência. No Norte sequer há tratamento em algumas regiões. Ou seja, o país ainda não está preparado para atender uma demanda cada vez maior de doentes.

O câncer é a segunda causa de morte no país. Entre os homens, o mais comum é o de próstata e entre as mulheres, o de mama. Em 2003, a professora Regina Correia Leite fez o exame que aponta a doença. Como o médico não deu retorno, ela achou que estava tudo bem, mas já tinha câncer. Só descobriu isso um ano depois e teve de extrair uma das mamas. Ainda hoje faz quimioterapia.

“Corri atrás de outro profissional, mas o nódulo já estava grande. Seria, talvez, minha cura um diagnóstico precoce”, comenta a professora.

O Tribunal de Contas da União (TCU) fez uma auditoria na política nacional de câncer. A situação é crítica na Região Norte. No Pará, apenas 40% dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) conseguem fazer quimioterapia. Em Rondônia, só 6% dos doentes com câncer que precisam de cirurgia são operados. Já o Amapá e Roraima sequer oferecem radioterapia.
O país não se preparou para enfrentar a doença, que tem 500 mil novos casos por ano. Faltam leitos, equipamentos e profissionais. Muitas vezes a pessoa é diagnostica com câncer, mas não encontra vaga para iniciar o tratamento.

Os pacientes que precisam de quimioterapia aguardam, em média, 58 dias. A espera é ainda maior para radioterapia: cem dias. A demora reduz as chances de cura, que costumam ser de 90% em tumores em estágio inicial. Renata Vilhena Silva, advogada especializada em direito à saúde, diz que em casos extremos pacientes recorrem à Justiça.

“Existem decisões judiciais que obrigam, inclusive, o estado a arcar com o tratamento em um hospital particular. Ou manda operar, intima a Secretaria da Saúde para oferecer outro lugar, ou então em último caso o paciente pode pedir que seja pago o tratamento na rede privada”, orienta a advogada.

O médico Paulo Marcelo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer em São Paulo, afirma que não há solução a curto prazo.

“É preciso que se faça um investimento no desenvolvimento de uma infraestrutura que possa dar vazão à demanda, ao numero de pacientes que estão surgindo. É preciso que se aumente o número de indivíduos que são treinados para fazer o atendimento a pacientes com câncer. É preciso também que a sociedade como um todo demande que haja um aumento na verba que é disponibilizada para que isso possa ser implementado”, defende o médico.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou o volume de recursos para tratamento contra o câncer no país em 22%. O ministério deve fechar o ano com investimentos de R$ 2,2 bilhões – R$ 400 milhões a mais do quem em 2010


Fonte Bom dia Brasil http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/11/cancer-e-segunda-causa-de-morte-no-brasil-afirma-relatorio-do-tcu.html

terça-feira, 22 de novembro de 2011

SAÚDE NO CE - Moradores da praia de Jeriocoacoara (CE) reclamam da falta de médicos

Posto de saúde está sem médicos há um mês, dizem moradores.
Morte por falta de atendimento médico preocupa moradores e turistas.
Do G1 CE, com informações da TV Verdes Mares
                   
Moradores e visitantes da praia de Jericoacoara, no litoral oeste do Ceará, estão sem atendimento no posto de saúde por falta de médicos. Segundo os moradores e comerciantes, o problema começou no posto de saúde há cerca de 1 mês. Um homem morreu, segundo moradores, por falta de atendimento.

O marido da comerciante Sônia Fernandes passou mal quando praticava kite surf e teve uma parada cardiorrespiratória. Sônia conta que o marido não conseguiu socorro e morreu na beira da praia. A morte dele deixou os cerca de dois mil moradores de Jericoacoara preocupados, principalmente porque com o período de alta estação, o movimento da vila deve dobrar. Os comerciantes dizem já sentir o prejuízo. "Nós temos o turismo que representa renda para o Estado, mas a saúde realmente deixa a desejar", diz Manoel Carlos, proprietário de pousada.
O enfermeiro que trabalha no posto e não quis gravar entrevista, disse que está sendo deslocado um médico do município de Jijoca para fazer os atendimentos às segundas e quartas feiras. A artesã Rita de Cássia diz que é preciso escolher o dia para ficar doente "É uma praia tão bonita, tão linda, para onde vem tanta gente, mas posto de saúde não tem", diz.

O secretário de saúde de Jijoca de Jericoacoara, Lindbergh Martins, reconheceu o problema, mas informou que ainda há dificuldade de contratar médicos para o município. O secretário disse ainda que um novo médico deve começar a trabalhar a partir de desta quarta-feira (23)
            
   

COBRANÇA NO SUS - PF prende servidores por cobrar internação pelo SUS

A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira duas pessoas suspeitas de participar de um esquema de cobrança de procedimentos médicos custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como se eles fossem particulares. Os presos são o secretário de Saúde de Pai Preto e um servidor da Secretaria de Saúde de Montes Claros, no norte de Minas Gerais.
As prisões fazem parte da Operação Dupla Cobrança, para coibir esse tipo de prática. Além dos dois mandados de prisão preventiva, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas duas cidades. Uma das vítimas do golpe, portadora da doença de chagas, confirmou à PF que teve de pagar R$ 1,2 mil para ser internada para a uma cirurgia em um hospital público.
A investigação começou no início de outubro deste ano quando a polícia recebeu a denúncia de que os procedimentos estavam sendo cobrados em um hospital em Montes Claros.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ARTIGO - 'Brasileiro não é solidário nem no câncer' por Diogo Sales

        Por Diogo Sales
Desde que Lula foi diagnosticado com câncer, uma torrente de manifestações tomou a internet. Evitei o assunto, porque “charge” e “câncer” são duas palavras que não se misturam. Consegui fazer esta, mas remetendo ao infame pití que o Kassab deu aquela vez num ambulatório médico.
Quanto aos que pediram que Lula se tratasse no SUS, o problema foi ter exigido isso apenas ao Lula, quando deveriam ter estendido a exigência a todos (não me lembro de ter visto algo parecido quando Itamar, José Alencar e até a própria Dilma trataram do câncer). Então, fica a constatação de que os perdigotos que voaram em redes sociais eram mesmo ideológicos e vinham dos tucaneiros (aqueles, que são irmãos gêmeos dos petuscos).
Então, para acabar com essa palhaçada, vamos criar um projeto de lei que obriga todos os governantes a se tratarem no SUS, a colocar seus filhos em escolas públicas (esse projeto já existe), a enfrentar a nossa burocracia como cidadãos comuns e que não andem com seguranças e escolta armada. E, daqui para frente, vamos tratá-los como iguais, e não como seres especiais, cheios de privilégios. Quem sabe assim eles consigam se aproximar um pouco mais dos eleitores

FOnte Jornal da Tarde

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

SAÚDE NO PE - Hemocentro de Pernambuco não vai mais fazer transplante de medula

Hemocentro de Pernambuco não vai mais fazer transplante de medula
Há 80 pessoas na lista, mas Hemope agora só tratará doenças sanguíneas.
Pacientes irão para o Hospital Português, que tem convênio com o SUS.
 

Do G1 PE
 


A partir de 1° dezembro, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado de Pernambuco (Hemope) não vai mais realizar transplantes de medula. A decisão foi anunciada pela Secretaria de Saúde de Pernambuco e surpreendeu funcionários e pacientes.

O Centro de Transplantes de Medula Óssea do Hemope funciona há nove anos no Hospital dos Servidores do Estado. Entre os hospitais públicos do Nordeste, foi o primeiro a realizar este tipo de cirurgia. São apenas três leitos e um total de 73 transplantes. O tratamento é indicado para os pacientes com leucemia ou linfoma - tipos diferentes de câncer que afetam o sistema linfático e a produção de sangue.

Nesta quinta-feira (03), pacientes, parentes e profissionais de saúde se reuniram para lamentar e tentar evitar o fechamento do Centro. “Nós recebemos essa notícia de uma hora para outra”, lamenta o presidente da ONG Amigos do Transplante de Medula, Gilberto Castro.

Ano passado, apenas seis transplantes foram realizados pelo Hemope no Hospital dos Servidores, quando este número poderia subir para 20. “Quando nos estamos com uma expectativa de ampliar o serviço, vem uma notícia dessa abrupta e arbitrária”, falou a psicóloga Cristina Botelho.

A equipe, que reivindicava mais leitos e mais profissionais, também foi surpreendida com o fechamento do Centro. “A lista de espera conta com cerca de 80 pacientes já prontos para um transplante, que agora vão ter que esperar ainda mais. Para quem tem doença hematológica, isso é bastante crítico”, disse a responsável técnica Centro de Transplante, Érika Coelho.

O pintor Cláudio Pereira da Silva, 39 anos, que já estava com o transplante marcado, ficou preocupado. “Eu estava com esperança de viver, mas e agora? Vou ter esperança de quê?”, indagou.

De acordo com o secretário de Saúde do Estado, Antônio Figueira, os pacientes serão transferidos para o Hospital Português, que tem convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS) e poderá realizar 90 transplantes por ano. “Nenhum paciente será prejudicado. Os transplantes já programados estão garantidos”, afirmou.

Sobre a decisão de fechar o Centro de Transplante de Medula Óssea, o secretário esclareceu que faz parte da reeestruturação do Hemope, que deve tratar exclusivamente de doenças sanguíneas. Ele anunciou para dezembro de 2013 o funcionamento de uma nova unidade para transplantes de medula óssea no Hospital do Câncer. “Nós também estamos estimulando hospitais universitários a criarem serviços de transplante de medula óssea”, complementou


Fonte G1  http://t.co/amzoNUjb

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ELIO GASPARI - Lula, o câncer, o SUS e o Sírio

O Brasil de Nosso Guia está a 33 quilômetros da "perfeição no tratamento de saúde"


AS PESSOAS que estão reclamando porque Lula não foi tratar seu câncer no SUS dividem-se em dois grupos: um foi atrás da piada fácil, e ruim; o outro, movido a ódio, quer que ele se ferre. Na rede pública de saúde, em 1971, Lula perdeu a primeira mulher e um filho. Em 1998, o metalúrgico tornou-se candidato à Presidência da República e pegou pesado: "Eu não sei se o Fernando Henrique ou algum governador confiaria na saúde pública para se tratar". Nessa época acusava o governo de desossar o SUS, estimulando a migração para os planos privados. Quando Lula chegou ao Planalto, havia 31,2 milhões de brasileiros no mercado de planos particulares. Ao deixá-lo, essa clientela era de 45,6 milhões, e ele não tocava mais no assunto.

Em 2010, Lula inaugurou uma Unidade de Pronto Atendimento do SUS no Recife dizendo que "ela está tão bem localizada, tão bem estruturada, que dá até vontade de ficar doente para ser atendido". Horas depois, teve uma crise de hipertensão e internou-se num hospital privado.

Lula percorreu todo o arco da malversação do debate da saúde pública. Foi de vítima a denunciante, passou da denúncia à marquetagem oficialista e acabou aninhado no Sírio-Libanês, um dos melhores e mais caros hospitais do país. Melhor para ele. (No andar do SUS, uma pessoa que teve dor de ouvido e sentiu algo esquisito na garganta leva uns 30 dias para ser examinada corretamente, outros 76, na média, para começar um tratamento quimioterápico, 113 dias se precisar de radioterapia. No andar de Lula, é possível chegar-se ao diagnóstico numa sexta e à químio, na segunda. A conta fica em algo como R$ 50 mil.)

Lula, Dilma Rousseff e José Alencar trataram seus tumores no Sírio. Lá, Dilma recebeu uma droga que não era oferecida à patuleia do SUS. Deve-se a ela a inclusão do rituximab na lista de medicamentos da saúde pública.

Os companheiros descobriram as virtudes da medicina privada, mas, em nove anos de poder, pouco fizeram pelos pacientes da rede pública. Melhoraram o acesso aos diagnósticos, mas os tratamentos continuam arruinados. Fora isso, alteraram o nome do Instituto Nacional do Câncer, acrescentando-lhe uma homenagem a José Alencar, que lá nunca pôs os pés. Depois de oito anos: 1 em cada 5 pacientes de câncer dos planos de saúde era mandado para a rede pública. Já o tucanato, tendo criado em São Paulo um centro de excelência, o Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira, por pouco não entregou 25% dos seus leitos à privataria. (A iniciativa, do governador Geraldo Alckmin, foi derrubada pelo Judiciário paulista.)

A luta de José Alencar contra "o insidioso mal" serviu para retirar o estigma da doença. Se o câncer de Lula servir para responsabilizar burocratas que compram mamógrafos e não os desencaixotam (as comissões vêm por fora) e médicos que não comparecem ao local de trabalho, as filas do SUS poderão diminuir. Poderá servir também para acabar com a política de duplas portas, pelas quais os clientes de planos privados têm atendimento expedito nos hospitais públicos.

Lula soube cuidar de si. Delirou ao tratar da saúde dos outros quando, em 2006, disse que "o Brasil não está longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde". Está precisamente a 33 quilômetros, a distância entre seu apartamento de São Bernardo e o Sírio
 
Fonte Blog Conteudo Livre http://sergyovitro.blogspot.com/2011/11/elio-gaspari-lula-o-cancer-o-sus-e-o.html#comment-form

sábado, 29 de outubro de 2011

SAUDE EM GOIÁS - Eles dizem que falta estrutura no Hospital de Urgências de Aparecida.

Eles dizem que falta estrutura no Hospital de Urgências de Aparecida.
Segundo eles, um paciente teria sido infectado com larva de mosca.


Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera
 



Funcionários do Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa) denunciam que a falta de estrutura do hospital põe em risco a vida dos pacientes, principalmente dos que precisam de internação. Segundo eles, o problema é tão grave que um paciente pode ter sido infectado dentro do hospital com uma larva de mosca.
Segundo os funcionários - que não quiseram se identificar - faltam materiais, equipamentos, um tomógrafo - utilizado para exames de imagens - e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nunca funcionou. “Como a escala está furada, ou seja, tem um dia que tem médico, tem dia que não tem médico, a UTI não pode funcionar”, afirma um médico sobre a situação da unidade.

Ele denuncia ainda que para passar por um processo cirúrgico, o paciente que chega baleado ou esfaqueado não conta com o médico anestesista. “O anestesista, ele vai quando é chamado. Ele nunca está presente, o que é um absurdo,” explica.

Explicações A responsável pelo gerenciamento dos hospitais públicos da Secretaria Estadual de Saúde (SES), a superintendente Lázara Mundim, afirmou que o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e o Huapa estão preparados para atender as emergências. Segundo ela, parte dos problemas se deve a demora para passar a administração do hospital para uma Organização Social (OS).

“Nós atendemos a uma recomendação do Ministério Público para não assinar o contrato com a OS que foi licitada e isso desencadeou alguns problemas, mas nós estamos trabalhando para resolvê-los. Inclusive alguns recursos de fundo rotativo já foram liberados essa semana e a reposição de material já está sendo feita da forma adequada. O hospital não está abandonado”, afirma Lázara Mundim.

Sobre a denúncia sobre a falta de funcionamento das UTIs, a superintendente negou as acusações. “Elas estão funcionando. Hoje nós temos dez pacientes internados. Nós tivemos, temporariamente, um período em que nós não estávamos internando em função de alguns médicos que pediram demissão”, esclarece.
A superintendente disse também que os anestesistas têm um contrato com o Huapa e quando há necessidade de cirurgia eles são chamados e chegam a tempo porque, antes da anestesia, os pacientes precisam ser preparados. Sobre o paciente que está com infecção provocada por uma mosca, ela afirmou que foi aberta sindicância para ver o que aconteceu. Lázara Mundim disse ainda que o problema do tomógrafo deve ser resolvido dentro de um mês.
  
Fonte G1

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

SAUDE NO BRASIL - Para TCU, SUS fracassa no atendimento ao câncer. Consulta pode demorar até 3 meses

Auditoria
TCU: SUS fracassa no atendimento ao câncer
Publicada em 25/10/2011 às 22h33m

Fábio Fabrini (fabio.fabrini@bsb.oglobo.com.br)
BRASÍLIA - O Ministério da Saúde, responsável pela política nacional de oncologia, tem fracassado nas ações para atender doentes de câncer, enquanto a doença avança no Brasil, com o envelhecimento da população. Conforme o tipo de tratamento, nem a metade dos pacientes que procuram o Sistema Único de Saúde (SUS) consegue assistência. E, num contexto em que o tempo é fundamental para a cura ou a sobrevida, a espera média pela primeira sessão de radioterapia chega a ser desesperadora: mais de três meses. Os dados constam de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).

Conforme o relatório, as unidades públicas de saúde deveriam ter atendido em 2010 169,3 mil doentes que necessitavam radioterapia, mas só 111,5 mil foram contemplados (65%). No caso das cirurgias oncológicas, os números são ainda piores: de 152,4 mil pessoas, 71,2 mil ou 46% conseguiram passar pelo procedimento. No Rio, os dados são mais dramáticos: só 41% dos pacientes tiveram acesso à radio e 29% às cirurgias.

Quimioterapia vai além da demanda
No caso da quimioterapia, a situação é inversa. O número de procedimentos é maior que o necessário, fruto do excesso de prescrições. Mesmo quando as sessões não surtem mais efeito, segundo o Ministério da Saúde, os médicos as indicariam por "obstinação terapêutica". Mesmo assim, comparado aos parâmetros internacionais, é longa a espera pela assistência. Em países como Canadá e Reino Unido, a quase totalidade dos doentes aguarda no máximo 30 dias, a partir do diagnóstico, para iniciar o combate ao câncer. No SUS, a primeira quimioterapia é feita em 76,3 dias e a primeira radioterapia, em 113 dias.

O quadro resulta de uma cadeia de deficiências, fruto do baixo investimento público. Um estudo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), citado na auditoria, diz que o SUS precisa de 375 centros de atendimento a doentes de câncer, mas tinha 264 em junho deste ano. Só para radioterapia, faltavam 135 serviços. "Essa carência de instalações aptas a atender a crescente demanda contribui com a intempestividade no diagnóstico da doença e no tratamento provido pelo SUS", escreveu o relator do caso no TCU, ministro José Jorge.

Ouvidos em pesquisa do TCU, 87% dos oncologistas consideraram a espera por uma cirurgia demorada ou muito demorada; na consulta sobre a radioterapia, o percentual foi de 74%. Oito em cada dez deles responderam que procedimentos importantes para tratamento e diagnóstico da doença não são custeados pelo sistema público. Soma-se a isso o despreparo da rede de atenção primária para detectar o câncer e encaminhar os doentes a unidades especializadas, citado por 84% dos médicos e 77% das associações de apoio aos pacientes.

O câncer é o segundo tipo de doença que mais mata no Brasil. Com a estrutura que propicia, 65,4% dos tumores diagnosticados pelo SUS já estão em estágio avançado. No caso das neoplasias de brônquios e pulmões, o percentual é de 87%. O TCU constatou que o Ministério da Saúde tem descumprido suas próprias normas e não divulga orientações de assistência oncológica. "Dentre os sete tipos de câncer com maior incidência no país (pele não melanoma, próstata, mama, cólon e reto, pulmão, estômago e colo do útero), somente cerca de 40% possuem protocolos clínicos e diretrizes diagnósticas e terapêuticas", dizem os auditores.

Procurado, o Ministério da Saúde reconheceu parte das deficiências e argumentou que, com o reforço das políticas de combate ao câncer, cujos investimentos previstos são de R$ 4,5 bilhões até 2015, a tendência é que a situação melhore.

Ministério espera abrir 32 serviços de radioterapia
De qualquer forma, até lá os doentes terão de conviver com problemas de acesso. A supervisora do Departamento de Atenção Especializada da pasta, Maria Inez Gadelha, explica que há, sim, uma carência de atendimento nos serviços de radioterapia, mas que ela pode ser menor, já que os dados do TCU são estimativos e consideram uma produtividade mínima dos equipamentos à disposição do SUS.

- O tribunal, e nós também, considera dois turnos de trabalho. Há hospitais que trabalham em três, até quatro turnos - explica a supervisora, acrescentando que, de qualquer forma, nos próximos quatro anos mais 32 serviços devem ser abertos no país e 48 serão ampliados ou atualizados tecnologicamente.

- O déficit está em torno de 30%, mas já foi de 45% - pondera.

Maria Inez Gadelha nega que a carência por cirurgias de câncer seja tão grande, pois são feitos procedimentos em outras unidades, que não as oncológicas. Questionada sobre o tempo de espera por terapias, ela respondeu:

- Isso ocorre e a gente tem trabalhado para melhorar. Realmente, é uma iniquidade

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/25/tcu-sus-fracassa-no-atendimento-ao-cancer-925661379.asp#ixzz1bsyIo7N1



SAUDE NO RIO - Médicos do Rio protestam contra precariedade do SUS

PAULA BIANCHI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO
DE SÃO PAULO
Enquanto médicos de outros estados cruzaram os braços nesta terça-feira em protesto pelas más condições do SUS (Sistema Único de Saúde), os profissionais do Rio preferiram não aderir a paralisação.

Em vez disso, pela manhã, 80 médicos fizeram uma manifestação em frente à Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) para lembrar a falta de recursos e os baixos salários oferecidos aos profissionais conveniados ao sistema.

Atendimento no SUS é paralisado em 21 Estados do Brasil
Paralisação de médicos em Minas é parcial, diz governo

Eles foram recebidos pelo presidente da Comissão de Saúde da assembleia, deputado Bruno Correia (PDT), e entregaram um documento com todas as suas reivindicações.

Segundo a presidente do Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro), Márcia Rosa de Araújo, a carência de médicos nos hospitais do Rio é muito grande e parar os serviços iria apenas criar antipatia contra o movimento e aumentar as já longas filas de espera.

"Preferimos mostrar nossa indignação à sociedade em forma de protesto", explica. "Vários serviços estão fechando por falta de médicos. O CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do Hospital Federal Cardoso Fontes está praticamente parado porque os médicos se aposentaram e não foram repostos".

Araújo reclama um salário de R$ 9.188 para os médicos do SUS -- segundo ela, hoje há concursos oferecendo R$ 1.500, valor insuficiente para atrair e manter os médicos no sistema.

O conselho pede também a convocação imediata de todos os profissionais de saúde aprovados em concursos e efetivação dos temporários, além da definição do plano de cargos e salários pelo Estado e mais vagas para residência médica.

PARALISAÇÃO
O protesto dos médicos contra as baixas remunerações e as más condições de trabalho na rede pública paralisaram os atendimentos em unidades do SUS (Sistema Unificado de Saúde) de 21 Estados do Brasil nesta terça-feira.

Participaram da paralisação durante todo o dia os Estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Sergipe.

No Estado do Piauí, a paralisação vai durar três dias.
Em São Paulo, houve suspensão do atendimento nos hospitais Emílio Ribas, Hospital do Servidor Estadual, Hospital Geral de Taipas, Hospital Geral da Vila Penteado, Hospital Vila Nova Cachoerinha e no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Em Santa Catarina, os médicos pararam por apenas uma hora.

"O SUS é um projeto ambicioso e moderno que serve de exemplo para outros países, mas nós temos problemas. A intenção do protesto não é prejudicar a população, mas chamar a atenção dos poderes Executivo e Legislativo para que se comprometam com o financiamento da saúde pública", disse Jorge Cury, vice-presidente da AMB (Associação Médica Brasileira).

SÃO PAULO
Para chamar atenção para o movimento, médicos "enveloparam" com a bandeira do Brasil a sede da APM (Associação Paulista de Medicina), no bairro da Bela Vista, centro de São Paulo.

Em seguida, fizeram um protesto na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de São Paulo para denunciar as más condições de trabalho. Na rede estadual, salário é de R$ 1.700 e, na capital, de R$ 2.200 para 20 horas semanais.

 Rodrigo Paiva/Folhapress

Médicos de São Paulo seguem para a Câmara Municipal para denunciar as más condições de trabalho

 Fonte Folha

terça-feira, 25 de outubro de 2011

GREVE NA SAUDE DO BR - Pra completar o CAOS. Médicos de 22 estados paralisam e outros realizam manifestações.(Veja se seu Estado está na lista)

 25/10/2011 07h47 - Atualizado em 25/10/2011 08h18

Federação confirma paralisação de médicos do SUS nesta terça-feira
Médicos de 22 estados paralisam e outros realizam manifestações.
Confira o que está previsto para ocorrer em cada estado, segundo a Fenam.


Do G1, em São Paulo

A Federação Nacional dos Médicos (Fenam) confirmou na manhã desta terça-feira que os médicos que realizam atendimento pelo SUS devem paralisar as atividades em 22 estados em protesto contra a baixa remuneração e as más condições de trabalho da rede pública de saúde. Serão suspensos os atendimentos eletivos (consultas, exames e outros procedimentos). A rede de emergência e urgência está mantida.

saiba mais
Médicos paralisam atendimentos feitos pelo SUS por 24h, no ES

Os estados que aderiram totalmente são: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e Sergipe.

Em outros dois estados a paralisação será pontual: em Santa Catarina, deve ocorrer durante a tarde e durar cerca de uma hora; em São Paulo, deverá ocorrer apenas em algumas unidades. Nos outros estados e no Distrito Federal foram programadas manifestações públicas em protesto contra a precariedade da rede pública.

Veja o que está previsto para cada estado:
Acre – Entidades médicas confirmam suspensão dos atendimentos. Estão previstos a realização de atos públicos.

Alagoas – No estado, os 1.638 médicos que atendem pelo SUS suspenderão atividades. O Sindicato dos Médicos comunicou o fato à Procuradoria da República. As consultas e exames não realizados serão reagendados, sendo que nos estabelecimentos de saúde foram fixados avisos para a população com antecedência com informes sobre o motivo do protesto.

Amapá – Médicos prometem suspender os atendimentos eletivos, assegurando o funcionamento das urgências e emergências. Entidades farão assembléia na sede do Conselho Regional de Medicina quando será apresentado um manifesto com os principais problemas enfrentados pelos profissionais.

Amazonas – Em Assembleia Geral Extraordinária, os médicos amazonenses decidiram fazer uma carreata contra as más condições de trabalho e a baixa remuneração dos profissionais. Uma coletiva de imprensa acontecerá às 9h00, no Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam) e, em seguida, os médicos vão seguir em carreata pelos principais pontos da cidade. Médicos vão paralisar os atendimentos de rotina, e, dependendo das decisões tomadas neste dia, entrar em greve.

Bahia – Entidades médicas confirmam a paralisação do atendimento dos procedimentos eletivos. Em Salvador, estão previstas concentrações de médicos, às 8h, em frente ao Creasi (antigo Iapseb) e, às 10h, em frente ao Shopping Iguatemi.

Ceará – Todos os médicos do serviço público foram convidados a paralisarem suas atividades. Haverá sessão na Assembleia Legislativa em comemoração pelos 70 anos do sindicato dos médicos cearenses em que profissionais serão homenageados.

Distrito Federal – Médicos de Brasília não vão paralisar. O sindicato local lançará um hotsite com os relatórios das visitas do sindicato às unidades de saúde do DF (projeto SindMédico na Cidade). Nos documentos, são denunciadas as condições de trabalho inadequadas e o sucateamento do sistema de saúde pública no DF.

Espírito Santo – Haverá paralisação por 24 horas do atendimento ambulatorial em todas as unidades públicas de saúde na capital, Vitória, e nos municípios do interior. Nas concentrações os médicos usarão a cor preto com o slogan "Eu Luto pela Saúde. E você?", buscando reflexão sobre o tema.

Goiás - Haverá suspensão do atendimento. Representantes das entidades médicas locais deverão visitar alguns estabelecimentos de saúde para denunciar os problemas.

Maranhão – Médicos suspenderão os atendimentos eletivos e haverá um grande Fórum de Saúde Pública, com a presença de médicos, secretários de saúde e outros gestores da rede pública, além de políticos e autoridades.

Mato Grosso – Haverá suspensão de atendimentos eletivos em todas as unidades do SUS. Estão previstas manifestações em frente aos principais hospitais de Cuiabá.

Mato Grosso do Sul – Confirmadas manifestações em alguns pontos de atendimento em Campo Grande. Não haverá suspensão das atividades no estado.

Minas Gerais – Os médicos confirmarão adesão ao movimento. Não haverá atendimento de consultas e outros procedimentos eletivos na rede pública. Na Praça da Assembleia Legislativa, está previsto um ato público, às 9h30. A tarde, às 15h, no mesmo local, haverá uma audiência aberta à sociedade.

Pará – Confirmada suspensão das atividades. Apenas cirurgias que já estavam marcadas serão realizadas. Haverá um ato público a partir das 8h em frente à Santa Casa, em Belém. Depois, esta programada passeata até a sede do Conselho Regional de Medicina.

Paraíba – Está previsto um ato público em frente ao Busto de Tamandaré, às 10h, com a participação de médicos. O atendimento eletivo aos pacientes do SUS também será suspenso.

Paraná – Haverá um ato público das 9h às 18h, na Boca Maldita (ponto tradicional do centro de Curitiba), médicos distribuirão folhetos informativos para chamar a atenção da sociedade para as dificuldades encontradas na rede local. O estado não aderiu à paralisação.

Pernambuco – Haverá paralisação. Será realizada a campanha "Médicos dão sangue pelo SUS", mobilização no Parque da Jaqueira (Zona Norte do Recife), onde os médicos serão convidados a doarem sangue. Um posto do Hemope estará montado no local das 8h às 17h.

Piauí – Os médicos paralisarão por 72 horas.

Rio de Janeiro – Além da paralisação, haverá um protesto em frente à Assembleia Legislativa do Estado.

Rio Grande do Norte – Haverá a suspensão dos atendimentos eletivos. Haverá manifestação pública na Praça 7 de Setembro, em frente à Assembleia Legislativa, além de visita a unidades de saúde. As atividades serão encerradas com assembleia de avaliação do movimento, na sede da Associação Médica.

Rio Grande do Sul – Em Porto Alegre, os médicos decidiram fazer uma paralisação para marcar o Dia Nacional em Defesa do SUS. Está programado ato público na Câmara de Vereadores da Capital, a partir das 16h, com a participação de representantes dos hospitais conveniados.

Rondônia – Os médicos aderiram ao movimento e farão um protesto nas principais unidades da rede estadual.

Roraima – Entidades divulgarão reivindicações da categoria para a sociedade. Não haverá suspensão das atividades.

Santa Catarina - Em defesa do SUS, os médicos catarinenses optaram por suspender as atividades. Entre 13h e 14h, não realizarão atendimento eletivos e os médicos se concentrarão em frente ao Hospital Celso Ramos.

São Paulo – A situação dos médicos do SUS será denunciada na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de São Paulo durante audiências públicas com os parlamentes. Haverá paralisações localizadas nos Hospitais Emílio Ribas, do Servidor Estadual e do HC de Ribeirão Preto. Outros protestos devem ocorrer em diferentes municípios. A Associação Paulista de Medicina (APM) fará um pronunciamento sobre a situação do atendimento ao SUS.

Sergipe – Os atendimentos estão suspensos. Haverá um ato público, às 8h, no calçadão da Rua João Pessoa, em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal (Agência Serigy), no centro de Aracaju.

Tocantins – Haverá manifestações, mas não está prevista a suspensão dos atendimentos eletivos
Fonte G1

domingo, 23 de outubro de 2011

SAUDE NO RIO - Carioca tem que esperar até 6 meses por consulta (@minsaude)

   Prevenir males de saúde com especialistas é missão quase impossível nos postos
POR PÂMELA OLIVEIRA
Rio  - A prevenção e o diagnóstico precoce são os melhores remédios contra a maioria das doenças. Moradores do Rio que dependem da rede pública, no entanto, são obrigados a esperar meses para conseguir um médico. ‘Blitz do DIA’ percorreu 12 postos de saúde e policlínicas municipais nas zonas Oeste, Norte, Sul, e Centro e Tijuca, e a radiografia foi assustadora: consulta com cardiologista ou oftalmologista pode demorar até seis meses. Com ortopedista, quatro meses.
Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
Na Políclínica José Paranhos Fontenelle, na Penha, paciente com problemas cardíacos descobre que para ser atendido pelo especialista precisa pegar senha para ser examinado por um clínico. “Após o clínico, dependendo da gravidade, a consulta com o cardiologista pode levar até seis meses”, diz um funcionário.

Em outro posto da Zona Norte, no Centro Municipal de Saúde Alice Tibiriça, em Irajá, a espera é de três meses após o encaminhamento feito pelo clínico.



No Centro Municipal Milton Fontes Magarão, no Engenho de Dentro, um cartaz informa que a marcação do clínico geral e do cardiologista está suspensa até novembro. “Estou com dor no peito e falta de ar. Fui na Clínica da Família, no Hospital Salgado Filho e não consegui o cardiologista. Aqui no posto também não tem. Vou ter que dar um jeito de pagar um particular”, lamentou a aposentada Irene Gonçalves, que mora do Engenho Novo.

Moradores da Zona Oeste sofrem com a falta de especialistas e longas filas por atendimento. No PAM de Bangu, é preciso esperar entre cinco e seis meses para conseguir consulta com o único oftalmologista. “Demora porque só temos um para atender todos os pacientes de Bangu, Campo Grande e Santa Cruz. É muita gente para um só”, revela uma funcionária, após explicar que, para ter acesso ao profissional, é preciso ainda ser atendido por um clínico que deve fazer o encaminhamento. Nos três bairros moram 1,338 milhão de pessoas, de acordo com Censo do IBGE de 2010.

ESPECIALISTA ALERTA PARA RISCO DE MORTE DEVIDO À DEMORA

Diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Dikran Armaganijan alerta que a espera de até seis meses por um cardiologista pode levar à morte.
 
“A demora é um absurdo, é grave. Se o paciente já passou pelo clínico, que mandou para o cardiologista, é porque seguramente ja detectou alguma coisa. Paciente de alto risco não pode esperar seis meses porque pode morrer”, afirma. “Dependendo da patologia compromete vaso sanguíneo e pode causar angina, isquemia e até um derrame”, diz.

A longa espera por um oftalmo também pode gerar graves consequências, alerta o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto. “Dependendo do caso, há risco de perda de visão”, afirma.

Com a visão embaçada e os olhos ardendo,José Lemos, 46, tenta há seis meses uma consulta com oftalmologista. “É a quarta vez que acordo de madrugada e não consigo ser atendido porque o médico falta”, lamenta José, que enfrentou fila no Centro Municipal de Saúde (CMS) Milton Fontes Magarão, no Engenho de Dentro.

Município admite falta de especialistas

Subsecretário de Atenção primária do município, Daniel Soranz admite que a falta de ortopedistas e oftalmologistas é um problema na rede básica.
“Hoje, uma consulta com um oftalmologista demora de três a quatro meses. Não é o ideal, mas estamos melhorando. Em 2008 era de dois anos”, afirma.

Segundo Soranz, os postos — diferentemente das policlínicas — não têm obrigação de ter especialistas, mas têm que dar informações corretas. “Não é possível admitir que o funcionário despache o paciente. Tem que explicar onde encontrar o especialista”.

Soranz diz que a espera por cardiologista não é de seis meses e que a informação foi um erro do atendente. “A marcação é feita pelo clínico de acordo com classificação de risco. Dizer que são 6 meses é despachar o paciente”, diz.

CÂMERA ESCONDIDA
Além da falta de especialistas, pacientes se deparam com informações precárias . Confira o diálogo entre repórter e funcionários do posto.

NO SETOR DE MARCAÇÃO:
Repórter:Bom dia. Queria marcar um urologista
Atendente:Não tem
R:Você sabe onde tem?
A: Você tem encaminhamento? Tem que passar pelo clínico primeiro. Mesmo assim não está marcando clínico aqui.
R: Por quê?
A: Está lotado.
R: E ortopedista?
A: Não tem. Não tem em nenhum posto da região

NA ADMINISTRAÇÃO:
R: Como faço para marcar um urologista?
A: Você tem que conseguir encaminhamento de um clínico. Você consegue até em uma UPA.
R: Tem urologista?
A: Não. Você vai marcar para outra unidade
R: Aqui perto?
A: Não, você pode cair em qualquer lugar do Rio. Até em Laranjeiras.

OS POSTOS VISTORIADOS


SANTA CRUZ
Policlínica Lincoln de Freitas Filho, na rua Álvaro Alberto, 601

BANGU
CMS Waldyr Franco, na Praça Cecília Pedro, 60
Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho, na Avenida Ribeiro Dantas, 571

CAMPO GRANDE
CMS Belizário Penna, na rua Franklin nº 29

ENGENHO DE DENTRO
CMS Milton F. Magarão, Av. Amaro Cavalcanti, 1387

LINS DE VASCONCELOS
Posto Dr. Carlos Gentile de Mello, rua Bicuiba, 181

IRAJÁ
Posto Alice Toledo Tibiriça, na rua Juriti s/nº

PENHA
PAM José P. Fontenelle, rua Leopoldina Rego, 700

CENTRO
CMS Oswaldo Cruz, na Av. Henrique Valadares, 151

TIJUCA
CMS Heitor Beltrão, rua Desembargador Isidro, 144
COPACABANA
CMS João Barros Barreto, na rua Siqueira Campos 

CATETE
CMS Manoel José Ferreira, rua Silveira Martins, 161.

Colaborou Pedro de Figueiredo


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

SAÚDE IN RIO - Hospital de Bonsucesso não tem kits para fazer exames em doentes com câncer e iniciar medicação

Com câncer, sem tratamento
Hospital de Bonsucesso não tem kits para fazer exames em doentes e iniciar medicação
POR PÂMELA OLIVEIRA

Rio - Pacientes com câncer do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) estão sem tratamento devido à falta de um kit usado no exame que identifica o tipo do tumor — o teste é fundamental para a escolha da medicação mais eficaz para cada doente. A aposentada Maria Valença, 74 anos, que tem câncer de fígado, espera há mais de 3 meses pelo resultado do exame.

“É um descuido com o ser humano. O médico que atende minha tia diz que, sem o resultado do exame, está de mãos atadas. Ela está piorando, perdendo um tempo que não pode perder. Enquanto esperamos que o hospital compre o kit, o câncer progride”, diz a funcionário pública Ana Lúcia Valença Martins.

Ela conta que a cada dia a tia fica mais inchada e sem esperança. “É absurdo. Minha tia pediu desesperada para ajudá-la. Imagina saber que está com câncer e não começar o tratamento. Os funcionários dizem que o material já foi pedido, mas o hospital não compra e não tem previsão”, relata.

Uma outra paciente, que tem câncer de mama e pediu para não ter o nome divulgado, teve a cirurgia marcada para outubro. Mas desde setembro espera pelo resultado que orientará qual o melhor tratamento após a cirurgia — a falta do teste compromete o sucesso do tratamento.

Em nota, a direção do hospital, que desde agosto passa por uma grave falta de equipamentos, insumos e medicamentos, como O DIA vem noticiando, admite a falta dos kits. Alega que comprou o produto, que a fornecedora os enviou dia 3, “mas o material não foi entregue”. A direção não explica o motivo de ter deixado o produto faltar e “cobra a entrega”. Sobre Maria, diz apenas que ela faz acompanhamento clínico.

Aposentado aguarda por cirurgia há mais de dois anos no Andaraí
Pacientes de outro hospital federal também sofrem com a precariedade do atendimento. O aposentado Heráclito Azevedo, 68 anos, espera há mais de dois anos por uma cirurgia no quadril no Hospital Federal do Andaraí.

Apesar de estar entre os 20 primeiros da fila, o morador de Anchieta sofre com a falta de informações sobre prazos, marcação de consultas e seu estado de saúde. Ele precisa da colocação de uma placa para sustentação do corpo.

“Sinto tanta dor que só consigo andar com muletas”, diz. Durante a espera, Heráclito desenvolveu uma hemorragia gástrica devido à alta dosagem de medicação contra a dor.
O hospital não soube informar a razão para a demora. Um dos motivos seria a ausência de um complemento para a placa no quadril, que só deve chegar na semana que vem

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

SAUDE IN RIO - Morre jovem que peregrinou por cinco hospitais após cair de laje #VERGONHA

RIO - O jovem Gabriel Paulino dos Santos de Sales, de 21 anos, que peregrinou por cinco hospitais até conseguir atendimento depois de cair de uma laje, morreu na madrugada desta quinta-feira no Hospital Salgado Filho, no Méier, na Zona Norte da cidade, onde estava internado há nove dias. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, o corpo dele será levado para o Instituto Médico Legal (IML).

Nesta quarta-feira, Gabriel apresentou uma piora no seu quadro de saúde, que era considerado grave e teve que voltar para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da unidade. Na terça-feira, ele tinha sido transferido para a Unidade Intermediária do hospital.

No último dia 19, ele caiu de uma altura de cerca de cinco metros, quando tentava fazer um conserto na rede de internet em casa, em Xerém, na Baixada Fluminense. Em seguida, o rapaz, que é operador de máquinas e está desempregado, passou sete horas percorrendo cinco unidades de saúde até conseguir ser atendido.
Fonte RadarRJ http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/09/29/morre-jovem-que-peregrinou-por-cinco-hospitais-apos-cair-de-laje-925471163.asp#ixzz1ZLwUuLjy

terça-feira, 27 de setembro de 2011

SAÚDE IN RIO - Fechamento da UPA da Maré gera reflexos em outras unidades

POR ROBERTA TRINDADE
Rio - O número de pacientes no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) já aumentou, após o fechamento da Unidade de Pronto Atendimento da Maré, nesta segunda-feira. A informação é da assessoria de imprensa do hospital, que não especificou o percentual de aumento. A unidade, que passa por obras, está recebendo mais pacientes especialmente na pediatria. Pacientes contaram que aguardaram mais de sete horas.

Movimento de pacientes aumentou no Hospital Federal de Bonsucesso após fechamento da UPA da Maré | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Moradora da Maré, Maria de Macedo, 44, estava com a pressão alta. “Estou aqui há sete horas e não fui atendida. Espero não ter nada grave. Vou para casa”.

Médicos do hospital questionaram a decisão de a unidade ter sido indicada como opção após o fechamento da UPA. “Isso é um hospital para atender casos graves, com risco de vida. É um perfil diferente da UPA e vamos ficar sobrecarregados”, lamentou um médico, que pediu para não ser identificado.

Na UPA da Ilha, os pacientes estavam com medo de que a unidade ficasse sobrecarregada. “Hoje (segunda-feira) o atendimento é bom, mas com mais pacientes vai complicar”, avaliou a aposentada Vânia Gomes, 60. O aparelho de Raio X e o de exames de sangue estavam quebrados. “Podiam pegar os equipamentos da Maré e colocar aqui”, sugeriu Vânia.

290 pacientes por dia
Primeira Unidade de Pronto Atendimento inaugurada no Estado do Rio, em 2007, a UPA da Maré foi fechada por tempo indeterminado. A decisão foi da Secretaria de Estado de Saúde, após recomendação do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte. A unidade atendia em média 290 pacientes por dia. O investimento para a abertura de uma UPA é em torno de R$ 1 milhão e o custeio mensal, de R$ 400 mil a 500 mil.

A medida, segundo a PM, foi tomada para preservar moradores e funcionários da unidade, devido a seguidas operações das polícias Civil e Militar, que começaram no dia 19. Em sete dias, 13 pessoas acusadas de tráfico foram presas.

Sem aviso, pacientes perdem a viagem até a UPA da Maré. Vigias avisam sobre fechamento e indicam as alternativas | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
O governador Sérgio Cabral lamentou o fechamento. Segundo ele, se há uma recomendação da segurança, é melhor reabrir depois. “Dói muito o coração porque foi a primeira UPA a ser aberta por mim. Eu lamento, mas chegará o momento em que a Maré estará pacificada e que esse tipo de situação tensa não acontecerá mais”, disse.

 O comandante do 22º BPM (Benfica), coronel Cláudio Oliveira (que foi preso nessa manhã), revelou que grande quantidade de drogas e armas tem sido apreendida.

A violência já tinha afastado alguns moradores da unidade. A dona de casa Rosângela Medeiros, 34 anos, conta que já dormiu na UPA. “Levei minha mãe, com pressão alta, e começou tiroteio. Não pude sair”. Domingo, quando o filho sentiu taquicardia, ela foi para a UPA da Penha. “Se ele ouvisse tiro, ia piorar”.

Sem aviso O fechamento, que completa uma semana hoje, pegou de surpresa moradores que procuraram atendimento. A diarista Mariana Gomes, 37, levou um susto. “Agora vou ter que ir até a Penha”, lamentou, logo após ser informada pelos três vigias na unidade fechada. Ela estava com tonteiras.

O aposentado Ismael Magalhães, 84 anos, que mora há sete anos na Vila do João, resolveu voltar para casa, apesar da forte dor de cabeça. “Depois vou até o Hospital Federal de Bonsucesso”, disse. No HFB, o número de pacientes já subiu com fechamento da UPA.

Forte esquema de segurança em 2007
Com consultórios de pediatria, ortopedia, clínica médica e odontologia, a UPA da Maré — a primeira do estado — foi inaugurada em maio de 2007 com forte esquema de segurança. Policiais armados ocupavam as vias de acesso à Vila do João e contêineres, enquanto, dentro da UPA, crianças cantavam e comemoravam o lançamento do que chegou a ser chamado de “UPA D’Or” pelos moradores da região.

Segundo o estado, a UPA fazia 290 atendimentos diários. “O fechamento da UPA é o reconhecimento da inoperância e ineficiência da administração pública na garantia dos direitos constitucionais”, disse o presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze.

O vereador Paulo Pinheiro afirma que a falta de segurança nas unidades de saúde localizadas em comunidades é um problema que afasta os profissionais.

“A bala não desvia do médico porque ele é médico. Os enfermeiros, técnicos e médicos enfrentam os mesmos problemas dos moradores da região. A rotatividade nestes locais é alta porque o médico enfrenta um tiroteio, uma invasão e acaba desistindo. A população não tem esta opção”.

'UPP fora dos planos'
O comando da PM emitiu nota nesta segunda-feira explicando que a decisão de fechar a UPA foi tomada devido a informações do setor de Inteligência sobre a existência de bandidos com armamento perto da unidade. Segundo a nota, ‘as operações têm sido diárias’.

Na sexta-feira, por exemplo, em localidade próxima à UPA, nove traficantes foram presos pela polícia, que apreendeu três fuzis, duas metralhadoras, duas pistolas, duas granadas e drogas. A nota ressalta que ‘as ações não têm nada a ver com a instalação de UPP na área’.

Ainda segundo a nota, a Maré terá em breve um Comando de Operações Especiais (COE), no quartel do antigo Batalhão de Infantaria Blindada (BIB). O COE será sede do Bope, do Canil da PM e do Grupamento Aéreo-Marítimo. “Como o atendimento nas UPAs é 24 horas, foi necessário evitar o fluxo de pessoas ao local para que ninguém ficasse sob risco”.

O complexo tem 132 mil moradores, segundo a ONG Redes de Desenvolvimento da Maré (Redes). É composto por 15 favelas, divididas entre o domínio da milícia e das facções criminosas Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV).

FOnte O Dia http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2011/9/fechamento_da_upa_da_mare_gera_reflexos_em_outras_unidades_195114.html
 

segunda-feira, 28 de março de 2011

DENÚNCIA - Equipes de saúde da família não cumprem a carga horária

O Globo

Além dos desvios milionários, o Sistema Único de Saúde (SUS) é corrompido por informações falsas em seus cadastros, que permitem a médicos manter o credenciamento em até 17 unidades de saúde, e abrem brechas para o comércio de CPFs com o objetivo de burlar as regras do Programa Saúde da Família (PSF).

Como revela reportagem de Roberto Maltchik, publicada pelo GLOBO nesta segunda-feira, as irregularidades prosperam no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde e suas consequências ficam explícitas em relatórios do próprio governo.

Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), em mais de 40% dos municípios, as equipes de saúde da família não cumprem a carga horária. Em 36,5% das 982 cidades fiscalizadas de 2004 a 2009, o atendimento foi considerado deficiente.

Nos cadastros do SUS, o psiquiatra Klecius Ramos Mota, de Cocal (PI), é onipresente. Ele tem 17 vínculos, dos quais 16 seriam com o SUS em duas cidades do Piauí e um no Maranhão. Assim, sua carga de trabalho semanal chegaria a 34,14 horas diárias, sete dias por semana. Já o médico Antônio Nivardo Vieira trabalharia 21,7 horas diariamente, com seus 13 vínculos e 152 horas de trabalho semanais.