Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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segunda-feira, 16 de abril de 2012

GREVE NA PF - Policia Federal fará operação-padrão em aeroportos na quinta-feira

Objetivo da ação é protestar contra as terceirizações em funções exclusivas da Polícia Federal

AE - Agência Estado

Policiais federais farão na próxima quinta-feira operação-padrão nos aeroportos brasileiros para protestar contra as terceirizações em funções exclusivas da Polícia Federal (PF). "O terceirizado deveria ser usado para as atividades meio, nunca para as atividades fim. Estão tentando terceirizar as pessoas para exercerem uma atividade de policial, como autorizar a entrada de estrangeiros no País", disse o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink, de acordo com informações da Agência Brasil. 

No dia da operação-padrão, os policiais vão checar a documentação e bagagens de todos os passageiros que desembarcarem ou embarcarem. "Este trabalho deveria ser rotineiro, mas por falta de efetivo não é feito. A gente está fazendo isso para mostrar a precarização do serviço da PF", disse Wink.


domingo, 15 de abril de 2012

GREVE NO RIO - obras paradas, insatisfação em alta. Local é um barril de pólvora

Em greve, trabalhadores se queixam de falta de alojamento, salário baixo, comida ruim e dificuldade para visitar a família
Bruno Villas Bôas


Operários do COMPERJ de outros estados têm que pagar aluguel: são nove numa casa e dois são obrigados a dormir em redes na varanda
Agência O Globo / Rafael de Andrade


ITABORAÍ
- O clima crescente de insatisfação começa a tomar conta do canteiro de obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a preocupar autoridades. Localizado a menos de uma hora do Centro do Rio, o empreendimento tem sido alvo de denúncias normalmente só vistas nas regiões mais remotas do país: falta de alojamentos adequados, alimentação ruim, descumprimento de “baixas de campo” (folga a trabalhadores de outros estados), salários desiguais para mesmas funções e agenciamento pelos chamados “gatos”, comuns nos flagrantes de trabalho escravo na zona rural. Na última semana, 15 mil trabalhadores cruzaram os braços por um aumento de 12% no piso salarial de R$ 860 e de 42% no vale alimentação, atualmente em R$ 210.


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O clima ficou mais tenso na última quarta-feira, quando carros de funcionários da Petrobras foram atacados, sem feridos, num piquete de cinco mil grevistas na Rodovia Tanguá (RJ-116), uma das vias de acesso às obras do complexo.

Segundo especialistas, a onda de greves que se espalhou em grandes canteiros país afora nas últimas semanas — como canteiros de estádios da Copa na Bahia e no Ceará, além da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará — mostra as dificuldades das empresas em administrar grandes obras e dar condições necessárias para atender às migrações de mão de obra que elas provocam.

Agenciadores prometem “mundos e fundos”
João Benigno, natural de Pinheiro, no Maranhão, foi chamado por uma agência de emprego em sua cidade natal para trabalhar de pedreiro numa das empreiteiras que atuam no Comperj, com salário de R$ 1.302 e alojamento no Rio. O salário está sendo pago. O alojamento, não. Segundo Benigno, a empresa informou que houve um equívoco da agência que o sondou. Ele gasta agora R$ 400 de aluguel para morar em Itaboraí, na região metropolitana do Rio, próximo do canteiro.

— Vim porque o salário é maior do que em Pinheiro, de R$ 700. Tenho mãe, pai e irmã no Maranhão. Vou esperar o fim da greve. Dependendo de como terminar, vou decidir se fico ou volto — conta ele.

Já o goiano Glenio das Dores Ferreira, que trabalha na área de montagem, queixa-se que não recebeu reembolso prometido das passagens para vir ao Rio trabalhar nas obras:

— Quando chamam a gente para trabalhar aqui, prometem muita coisa. Quando a gente chega, tudo muda.

Segundo Luiz Augusto Rodrigues, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Montagem, Manutenção e Mobiliário de São Gonçalo, Itaboraí e Região (Sinticom), os funcionários chamados por “gatos” — como são chamados os agenciados de mão de obra — são maioria nas obras do Comperj.

— As empreiteiras preferem gente treinada, acostumada com trabalho pesado, e trouxeram muita gente de fora para a obra. Essas pessoas estão tendo uma série de direitos desrespeitados, o que gera insatisfação e tensão — diz Rodrigues.

Sem alojamento adequado oferecido pelas empresas, os trabalhadores do Comperj se instalaram por conta própria em Itaboraí e outros municípios da região, como Cachoeiras de Macacu, Magé e São Gonçalo. Moradores construíram “puxadinhos” no terreno de suas casas e passaram a alugá-los. No bairro de Vila Rica, em Itaboraí, há quase um ano, nove conterrâneos de Tabuleiro do Norte, município no Ceará, dividem uma casa de dois cômodos e um banheiro. Dois dormem em redes, na varanda. E como há muita gente na casa, às vezes, são obrigados a usar um bueiro como banheiro. Há um fogão e uma geladeira antigos, com a porta fechada por uma amarração de fios. Eles pagam R$ 580 de aluguel do próprio bolso.

— O trabalho não é bom de boca (o salário não é suficiente para se manter e mandar dinheiro para família) e a gente não consegue juntar dinheiro. Deixei mulher e filho no Ceará. Tem que sobrar para mandar para eles. Mas não penso em voltar agora. Estamos acostumados a viver no mundo — diz o cearense Sandro Maia, que trabalha na carpintaria do Comperj.

Para Atnágoras Lopes, coordenador da Central Sindical Popular Conlutas, a desilusão dos trabalhadores do Comperj é também sentida em obras como da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Embora não haja o mesmo grau de isolamento do trabalhador, ele explica que existem semelhanças com o trabalho degradante.

— Em obras urbanas, como o Comperj, essa condição não é vista geralmente no canteiro ou nos alojamentos próprios das empresas, mas de forma indireta, nos operários que precisam se virar por conta própria — explica Lopes, que acompanhou os conflitos de Belo Monte e passou a semana no Rio, na greve no Comperj. — Os empregadores precisam rever as relações de trabalho nos canteiros.

Para empresas, não existem irregularidades
O cearense David Alves, de 36 anos, veio para o Rio há cerca de um ano trabalhar como armador nas obras do complexo da Petrobras. Ele afirma que, deste então, não recebeu “baixa de campo” e a passagem aérea, um direito de trabalhadores de outros estados. Para piorar, o contracheque de março veio com descontos de 30% por causa das greve no complexo em fevereiro, que foi considerada abusiva pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT):

— Já trabalhei em obras em Alagoas, Rio Grande do Norte, Goiás. Tem obras boas. Em Goiás, voltei com R$ 10 mil no bolso .

Em nota, o Sindemon e o Sinicon, que representam as empreiteiras, dizem desconhecer “qualquer queixa de empregados e de sindicalistas relacionada a irregularidades nos reembolsos de passagens, alojamentos e uso de agenciadores em outros estados”. Sobre alimentação, informam que “em hipótese alguma seriam servidas refeições de má qualidade, pois além de haver cláusula contratual exigindo qualidade, a saúde do trabalhador é primordial”.

Segundo o delegado da 71ª DP (Itaboraí), Wellington Vieira, a criminalidade está aumentando em Itaboraí. E explica que a Polícia Militar não tem efetivo suficiente na região:

— A região está virando um barril de pólvora



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/comperj-obras-paradas-insatisfacao-em-alta-4649596#ixzz1s6nomb8j

quinta-feira, 5 de abril de 2012

#COPA2014 - GREVE em Fortaleza. É a segunda em 2 meses


Obra mais avançada da Copa, Castelão tem 2ª greve em quase 2 meses

MARIANA BASTOS
DE SÃO PAULO

Em menos de dois meses, o Castelão, obra de estádio mais avançada da Copa, enfrenta sua segunda greve. Cerca de 1.200 operários pararam as atividades na manhã desta terça-feira e fizeram uma passeata em torno da futura arena.

Segundo o Sintepav-CE (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Ceará), os trabalhadores entraram em greve em retaliação ao não cumprimento do acordo coletivo firmado entre o consórcio, formado pelas empresas Galvão Engenharia e Andrade Mendonça, e o sindicato.

 Fonte Bol

JIRAU EM GREVE - Trabalhadores aguardam Ministério do Trabalho

Sindicato informa que operários aguardam fiscalização do MTE para voltar ao trabalho em Jirau

Repórter da Agencia Brasil

Brasília
– O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Rondônia, Raimundo Enelson, disse à Agência Brasil que os operários da Camargo Corrêa estão aguardando a autorização do Ministério do Trabalho e Emprego para retomar as atividades na obra da Hidrelétrica Jirau (Rio Madeira - RO), interrompida ontem (3) após incêndio durante a madrugada.

Segundo a empreiteira, 4 mil trabalhadores estão na margem esquerda do rio aguardando o retorno do serviço. Do total de 7 mil empregados, apenas 200 pediram formalmente para serem desligados da empresa. Os trabalhadores e familiares que buscarem informações sobre a obra podem ligar gratuitamente no 0800 70 10 170. O serviço funciona de segunda à sexta das 8h às 21h; e aos sábados, das 9h às 16h.
O Ministério da Justiça está enviando mais 120 homens da Força Nacional de Segurança Pública para garantir a segurança na região. Já haviam um batalhão de 100 homens antes do incêndio. Hoje (4) pela manhã o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, classificou o incêndio, que está sendo investigado pela polícia civil, como “banditismo” e “vandalismo”.
Fonte Agencia Brasil    

sexta-feira, 30 de março de 2012

GREVE NO RIO - Sobe para 20 o número de municípios com rodoviários em greve

Detro diz que greve prejudica 2,3 milhões de pessoas na Baixada e na Grande Niterói
Athos Moura
Isabel Araújo
Paulo Roberto Araújo
Cíntia Cruz


Passageiros se aglomeram no terminal rodoviário de Nova IguaçuExtra / Cléber Júnior


RIO - Subiu para 20 o número de cidades com rodoviários em greve, na manhã desta sexta-feira. Municípios do Sul Fluminense também aderiram, além de oito cidades da Baixada Fluminense e cinco da chamada Grande Niterói. São elas, além de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Tanguá, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Mesquita, Paracambi, Miguel Pereira, Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Rio das Flores, Vassouras, Itaguaí, Paty dos Alferes, Seropédica e Mangaratiba. O presidente do Detro, Alcino Carvalho, estima que 2,3 milhões de moradores do Grande Rio estão sendo prejudicados com a greve. O número de usuários afetados no Sul Fluminense ainda não foi estimado.

São cerca de 1,3 milhão de prejudicados na região de Niterói, que abrange São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Tanguá, e cerca de 1 milhão usuários de ônibus intermunicipais na Baixada Fluminense, onde a greve dos rodoviários foi decretada na noite desta quinta-feira, e só não atingiu Duque de Caxias e Magé.

- É preciso que se chegue com urgência a um consenso para que a greve chegue ao fim com uma solução adequada para os dois lados. Milhões de pessoas estão sendo prejudicados, e a paralisação afeta toda a força de trabalho da capital do Rio - apelou Carvalho.

Segundo ele, na manhã desta sexta-feira aumentou o número de ônibus em circulação em Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Tanguá em relação à frota que circulou nesta quinta-feira. Segundo Carvalho, os fiscais do Detro estão nas ruas do Grande Rio para apoiar os usuários dos ônibus que estão sendo prejudicados pela greve dos rodoviários de Niterói e da Baixada Fluminense.

Já de acordo com o presidente do Sindicato de Trabalhadores do Transporte Rodoviários de Nova Iguaçu (STTRNI), Joaquim Graciano da Silva, a categoria está se mobilizando para que nesta manhã haja 70% de coletivos circulando, conforme exige decisão judicial. Durante os horários de menor movimento, 40% dos ônibus precisam estar nas ruas. O descumprimento da determinação implica multa de R$ 300 mil ao dia.

Alcino Carvalho confirmou que alguns instrutores estão dirigindo ônibus em Niterói, mas disse que isso não é ilegal porque eles são habilitados e responsáveis pelo treinamento dos motoristas. Os fiscais do Detro estão fiscalizando as vans legais para que elas mantenham a tarifa normal nas linhas que ligam os municípios do Grande Rio à capital.

Em Niterói e São Gonçalo, os moradores prejudicados com a greve dos rodoviários estão tirando os carros das garagens para chegar ao trabalho. Por causa disso, há enormes engarrafamentos, inclusive em vias que jamais ficaram congestionadas. Apesar da situação caótica, principalmente nos cruzamentos, não há soldados da PM e nem guardas municipais nos principais corredores de tráfego entre Niterói e São Gonçalo. Na Baixada, no entanto, há policiais nos terminais rodoviários e guardas municipais nos cruzamentos.

Rodoviários da Baixada protestam contra colegas que furam greve
Desde as 5h desta sexta-feira, rodoviários de linhas de ônibus em Nova Iguaçu se reúnem no terminal rodoviário do município. Eles reivindicam reajuste salarial de 16% e aumento de 50% na cesta básica. Funcionários das empresas protestam contra os colegas que furaram a greve e, segundo a rádio CBN, alguns manifestantes arremessaram ovos em quatro coletivos. Dois carros da Polícia Militar estão no local.

- Depois querem reclamar de aumento salarial. Esperamos 72 horas para a manifestação. Ontem saiu uma liminar dizendo que só podíamos fazer greve na segunda-feira que vem e com 70% dos funcionários trabalhando. Isso não é greve - disse o motorista Denilson Ricardo Reis, de 45 anos, da empresa Master.

- Quem fura a greve quebra a nossa força. Não tem risco de sermos demitidos - acrescentou o despachante Marcos Aurélio da Silva, de 34 anos.

Revoltados com os colegas que continuam trabalhando, os grevistas os chamam de covardes. Com a paralisação, muitos trabalhadores tiveram que voltar para a casa. O auxiliar de linha de produção Ediberto Carvalho, de 28 anos, pegou uma carona de Japeri para Nova Iguaçu, mas não conseguiu chegar ao trabalho.

- Cheguei às 4h40m aqui na rodoviária, mas não tem ônibus. Tinha que estar na empresa às 6h. O problema é que sou novo. Tenho medo de ser mandado embora.

Uma despachante da empresa Nossa Senhora da Penha que não aderiu à greve se justifica:

- Temos que lutar por nosso direito, mas sem deixar a população sofrer. As pessoas têm que ir trabalhar.

Em Niterói, passageiros duvidam que 40% da frota estejam nas ruas, como determina Justiça
Os passageiros reclamam da falta de opções para se deslocarem. Em Niterói e São Gonçalo, os passageiros colocam em dúvida se a porcentagem de 40% da frota - quantidade estipulada para estar nas ruas de acordo com decisão judicial - estão realmente rodando. O não cumprimento desta decisão acarreta multa de R$ 100 mil diários a categoria em greve.

- A greve está pior hoje. Não vi ônibus nas ruas. A fila para pegar catamarãs estava imensa - contou Regis Ferreira, que mora em São Francisco, Niterói, e trabalha no Centro do Rio.

No terminal de São Gonçalo, há muitas filas e poucos ônibus em circulação. A técnica de laboratório Joseane Marta dos Santos, moradora daquele município, saiu às 5h45m de casa e ficou 40 minutos esperando um ônibus para Niterói.

- Peguei um ônibus no ponto final que já saiu lotado. Ele não conseguiu pegar mais ninguém até chegar ao terminal. Fiquei uma hora à espera de uma ônibus para Jurujuba, mas desisti. Vou tentar pegar um táxi com uma amiga - contou.

Em Niterói, praticamente não há ônibus nas ruas. A estagiária Vivian Ribeiro e sua mãe, Maria Emília Ribeiro, saíram de casa, em Itapu, na Região Oceânica, cinco horas antes de seus compromissos no Rio. Vivian contou que não conseguiu ir para o estágio nesta quinta e ficou com medo de o problema se repetir nesta sexta.

Trânsito sofre impacto
Na Região Metropolitana, a greve também causa transtorno para os motoristas. Com a falta de coletivos, a quantidade de carros aumentos nas ruas e há congestionamento em locais onde geralmente não existem complicações no trânsito, como a Avenida Rio Branco, no Centro de Niterói. Apesar dos pontos de ônibus, cheios o policiamento em Niterói não está reforçado.

O motorista que vem da Baixada, porém, encontra uma situação completamente oposta. Com a ausência dos ônibus as principais vias expressas da cidade, caso da Avenida Brasil e Linha Vermelha, estão com o trânsito mais leve, na manhã desta sexta-feira.

Quem também não está satisfeito com a greve dos rodoviários são os usuários do trem, que relatam que na manhã desta sexta-feira o número de pessoas transportadas aumentou. A SuperVia já registra aumento de demanda nos trens urbanos às 6h30m desta sexta-feira. Haverá viagens extras em Nova Iguaçu e Queimados, no ramal de Japeri, de acordo com a demanda dos passageiros. A concessionária afirma que está monitorando todos os ramais para verificar a necessidade de mais viagens extras nesta manhã. Até as 7h, os trens operavam em intervalos regulares em todos os ramais.

Segundo o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio (Setrerj), a greve prejudicou nesta quinta-feira até 1,3 milhão de pessoas. Os municípios em greve são: Nova Iguaçu, Nilópolis, São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita, Seropédica, Itaguaí, Paracambi, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá.

No Rio, rodoviários fazem acordo e descartam greve
O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Rio (Setrerj), Antônio Onil da Cunha Filho, descarta a possibilidade de a categoria entrar em greve na capital. Segundo ele, em assembleia realizada dia 23, os rodoviários cariocas aprovaram um acordo com os empresários de ônibus. Eles receberão, a partir dos salários de março, pagos no início de abril, um aumento de 10%. O motorista e o despachante dos ônibus municipais passaram a ganhar R$ 1.618,06. O salário do cobrador do Rio foi para R$ 892,88 e o do fiscal, para R$ 1.055,36.

Em Nova Iguaçu, a assembleia que decretou a paralisação de 13 mil rodoviários da Baixada — a exceção é Caxias, onde houve acordo — durou mais de quatro horas. A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) informa que, por decisão judicial, os grevistas desses municípios têm de colocar 70% da frota de ônibus nas ruas, nos horários de rush, e 40%, no restante do dia. O descumprimento da determinação implica em multa de R$ 300 mil ao dia.

No caso dos cinco municípios que começaram a greve na madrugada de quinta-feira, o superintendente do Setrerj informa que 751 dos 3.767 ônibus intermunicipais e municipais operaram, correspondendo a 19,9% da frota. Por determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), os rodoviários deveriam colocar em circulação 40% da frota durante a greve. A multa pelo descumprimento da determinação é de R$ 100 mil por dia. O Detro, no entanto, garante que, no caso apenas dos intermunicipais, 40% dos veículos trafegaram. O órgão fiscalizou a operação dessas linhas.

TRT se reúne para tentar acordo em Niterói
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) realiza na sexta-feira, a partir das 13h, audiência de conciliação entre rodoviários e empresas de ônibus de Niterói e municípios vizinhos. Após a audiência, os rodoviários da região realizarão assembleia para discutir os rumos do movimento.

De acordo com rodoviários, por causa da greve, manobristas, instrutores e mecânicos tiveram que assumir a direção de ônibus. No fim da manhã de ontem, quem circulava pelo Terminal Rodoviário João Goulart, em Niterói, observava condutores sem uniforme ao volante dos coletivos. Cerca de 50 rodoviários fizeram um apitaço no terminal. Gritaram palavras de ordem e bateram na lateral dos ônibus, hostilizando motoristas que não aderiram a greve.

Segundo Márcio Barbosa, do Setrerj, ao contrário das denúncia dos rodoviários, não houve desvio de função dos motoristas que estão trabalhando. De acordo com Barbosa, o sindicato orientou que os motoristas trabalhassem com outras camisas que não fossem o uniforme para evitar represálias de quem tivesse fazendo piquete.

— Não há no volante um profissional que não tenha carteira D. Colocamos sim, nossos auxiliares em carros particulares para buscar os motoristas em casa. — disse ele.

Na avaliação de Barbosa, a greve tem conotação política devido às próximas eleições na entidade. Os profissionais não aceitaram a proposta de aumento de 10% oferecida pelas empresas. Ainda segundo o superintendente, hoje o salário bruto do motorista é de R$ 1.438,42 e o do cobrador, de R$ 791,83.

— O reajuste tarifário foi de 5,5% e as empresas estão oferecendo aumento de 10% — afirmou Barbosa.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Passageiros de Niterói à Arraial do Cabo, Wilson Costa, disse que a adesão dos rodoviários foi de 90%. Segundo ele, integrantes do sindicato rodaram desde cedo pelos municípios e constataram que apenas três ou quatro ônibus de cada empresa estavam circulando.

— Não estamos fazendo piquete nem qualquer tipo de manifestação. É um movimento pacífico — disse Wilson.

Diferentemente de seu diretor, o presidente do sindicato, Joaquim Miguel Soares, é contra a greve:

— Os sindicatos do Rio e de Caxias concordaram com a oferta de 10% de aumento. Por que Niterói tem que ser diferente?

Centenas de pessoas amanheceram nos pontos de ônibus de Niterói e municípios vizinhos. Para não se atrasar ao trabalho, muitos resolveram tirar os carros da garagem. O resultado foi um trânsito bastante complicado desde o início da manhã. Quem não tinha carro ou não conseguia carona encontrava dificuldade para chegar ao seu destino. A universitária Jordana Alves, de 22 anos, decidiu pegar um táxi para ir para o trabalho, no Centro do Rio. Ela demorou 30 minutos para encontrar um que estivesse vazio.

Já o motorista de transporte escolar, que tinha deixado o veículo estacionado em Icaraí, Max Luciano Correa, resolveu ir trabalhar de bicicleta, para evitar ficar preso no trânsito.

Ontem, as escolas particulares de Niterói também foram afetadas. Em Icaraí, o Colégio São Vicente de Paulo teve baixa frequência. De acordo com funcionários, as provas foram canceladas. O Instituto Abel também teve a frequência reduzida. A unidade buscou alguns funcionários em casa.

Por meio de nota, a Barcas S/A informou que transportou, até as 10h desta quinta-feira, 22.700 passageiros na linha Praça Araribóia-Praça Quinze — movimento 18,9% maior que o registrado quinta-feira da semana passada. Não foi necessário realizar viagens extras. Já na linha Praça Quinze-Charitas, houve um aumento na demanda de 19% em relação à semana passada e três viagens extra foram realizadas no trajeto até as 10h.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/sobe-para-20-numero-de-municipios-com-rodoviarios-em-greve-4452141#ixzz1qbZyUbti

GREVE NO PAC - Obras de Hidrelétricas paradas. São 43 mil trabalhadores de braços cruzados

Greve nas usinas do PAC leva a atraso na entrega das obras

Danilo Fariello
Geralda Doca

BRASÍLIA e RIO —
Quatro importantes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área de energia estão paralisadas, com 43 mil trabalhadores de braços cruzados, colocando em risco os cronogramas de execução dos empreendimentos. Nas hidrelétricas do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), o clima era de tensão nesta quinta-feira, com a presença de policiais militares armados com balas de borracha. A greve, que já dura 22 dias em Jirau e oito em Santo Antônio, estendeu-se para o canteiro de Belo Monte, onde três mil funcionários, de um total de sete mil, pararam por melhores condições de trabalho. Em São Félix do Xingu (PA), onde ficam as obras de Belo Monte, um operador de motosserra morreu durante o trabalho na quarta-feira à tarde, o que estimulou a adesão à greve, na avaliação do governo federal. Outra hidrelétrica do PAC, no Rio Teles Pires, fronteira entre Pará e Mato Grosso, teve sua licença de instalação suspensa pela Justiça nesta semana, e o cronograma interrompido.

As greves são motivadas, principalmente, por pedidos de aumento salarial e de melhores condições de trabalho. Os valores dos quatro empreendimentos chegam a quase R$ 60 bilhões.

— Fomos pegos de surpresa com os PMs nos canteiros de obra. Participamos de uma comissão tripartite na quarta-feira e ninguém falou nada — disse Enélcio Pereira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Rondônia (Sticcero), sobre Jirau e Santo Antônio.

— A presença da PM no canteiro é preocupante, só acirra os ânimos. A saída é a negociação, mas as empresas se recusam a negociar com trabalhadores parados, e eles não querem voltar sem proposta — disse Claudio da Silva Gomes, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Construção Civil e da Madeira (Conticom).

Segundo os sindicalistas, havia cerca de 150 PMs nos canteiros em cada usina ontem. Eles estavam prontos para um confronto, com balas de borracha e gás lacrimogêneo. Entre os policiais, há contingente da Força Nacional de Segurança Pública. No ano passado, uma agitação tomou conta do canteiro de Jirau, com atos de vandalismo.

Governo criará comissão tripartite
Em Porto Velho, nesta quitna-feira pela manhã, 97% dos trabalhadores da obra de Santo Antônio decidiram, pacificamente, retomar as atividades, segundo nota do consórcio construtor. De acordo com os sindicalistas, os empregadores haviam decidido abonar os dias parados. No entanto, um tumulto causado pelos demais funcionários teve de ser contido pela polícia, disse o consórcio. Na hora do almoço, um trabalhador atirou uma pedra em um policial. “Houve confronto e mesmo contando com o apoio da Força Policial, o consórcio foi obrigado a evacuar a obra para preservar a integridade física dos demais trabalhadores e de suas instalações”, disse o consórcio em nota.

Em Jirau, a situação foi também conturbada, mas sem violência. A Camargo Corrêa, responsável pela obra, afirmou que, pela manhã, uma minoria de grevistas impediu os profissionais de retomar os trabalhos — segundo a Conticom, foram duas mil pessoas. Em nota, a Camargo Corrêa afirma que “não ocorreram atos de violência contra trabalhadores nem houve registro de danos materiais às instalações e equipamentos”. O sindicato conseguiu dispersar o movimento, mas a obra permaneceu parada, disse a Conticom.

Jirau e Santo Antônio já consideram reavaliar seus prazos de entrega das obras. O consórcio Energia Sustentável do Brasil, responsável por Jirau, previa o início das operações para o segundo semestre deste ano. Em nota, o Santo Antônio Energia reconheceu que está “avaliando eventuais impactos” da greve. A hidrelétrica deveria entrar em operação no fim de abril. Nesta quinta-feira, estava marcada uma audiência de conciliação entre as partes no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas a reunião, que trataria de Jirau e Santo Antônio, foi adiada para amanhã.

Segundo o movimento Xingu Vivo, a morte do trabalhador em Belo Monte não tem relação direta com a greve, mas o clima ficou pesado e os trabalhadores usaram o ocorrido para cruzar os braços e protestar contra cláusulas “não atendidas” do acordo coletivo de 2011. Também estariam revoltados com o desconto no contracheque de auxílio concedido aos operários instalados na cidade. A empresa estaria levando esses empregados aos canteiros e, por isso, retirando o adicional. Outra reivindicação é a redução do prazo de seis para três meses para que possam visitar as famílias.

Diante de greves e tumultos, o governo corre para pôr em prática o compromisso assumido pelas empreiteiras Andrade Gutierrez, Odebrecht e Camargo Corrêa de melhorar as condições de trabalho, respectivamente, em Belo Monte, Santo Antônio e Jirau. O compromisso foi assinado com a presidente Dilma em 1 de março entre 12 empresas e centrais sindicais.

Na segunda-feira, será publicada uma portaria assinada pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, instalando a Comissão Permanente Tripartite, com 30 pessoas, entre representantes do governo, dos trabalhadores e das empresas. A primeira reunião será na terça-feira.

As paralisações, porém, não chegam a preocupar o mercado, que conta com sobra de energia para atender ao crescimento do consumo até 2016. Além disso, projetos desse porte já contam com uma “gordura” em seus cronogramas. A diretora de Gestão de Risco e Regulação da Trade Energy, Regina Pimentel, destaca que o cenário indica sobra de quatro mil megawatts (MW) médios até 2014.

— Não há preocupações com esses eventuais atrasos.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/hidreletricas-paradas-43-mil-trabalhadores-de-bracos-cruzados-4450360#ixzz1qbYlDkF0

sábado, 17 de março de 2012

JIRAU EM GREVE - Trabalhadores de Jirau decidem manter greve declarada ilegal

Operários querem 30% de aumento e plano de saúde para familiares, entre outras condições

Reuters

RIO
- Mesmo com a decisão da Justiça do Trabalho de declarar ilegal a greve, trabalhadores das obras da hidrelétrica de Jirau dediciram manter a paralisação, segundo informação divulgada na página da Central Única dos Trabalhadores em Rondônia (CUT-RO) na internet nesta sexta-feira. Na nota, a informação é atribuída a Raimundo Soares Enelson, presidente do Sindicato dos Empregados da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticcero).

Na quinta-feira, o desembargador Ilson Alves Pequeno Júnior, relator do Dissídio Coletivo de Greve no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 14ª Região, declarou em caráter liminar a greve ilegal, e determinou o retorno dos funcionários ao trabalho, bem como fixou multa diária de 200 mil reais em caso de descumprimento . De acordo com a nota da CUT-RO, a pauta de reivindicações do sindicato tem 10 itens, entre os quais o aumento de 30% nos salários, cinco dias de folga a cada 70 dias trabalhados, em vez dos atuais 90 dias, aumento do valor da cesta básica de R$ 170 para R$ 350 e plano de saúde extensivo a familiares.

A Enesa Engenharia é uma empresa contratada pela Sociedade de Propósito Específico (SPE) Energia Sustentável do Brasil para a realização de serviços complementares, como montagem de geradores, enquanto a Camargo Corrêa, uma das sócias da SPE, é responsável pela execução das obras civis. A usina é detida pelo consórcio Energia Sustentável do Brasil, formado pela GDF Suez, Eletrosul e Chesf, ambas da Eletrobras, além da Camargo Corrêa. A GDF Suez deve transferir Jirau para a sua subsidiária Tractebel, o que está previsto para o fim deste ano ou início de 2013.


Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/trabalhadores-de-jirau-decidem-manter-greve-declarada-ilegal-4335759#ixzz1pMbejGET
    

quinta-feira, 8 de março de 2012

PERSEGUIÇÃO E PUNIÇÃO NO RIO - Após greve da PM, 13% dos policiais do Bope foram transferidos para outros batalhões

Por Herculano Barreto Filho
Policial do Bope em treinamento no Cristo Redentor: parte da tropa, preparada para ações de alta complexidade, foi mandada para batalhões comunsFoto: Wania Corredo / Extra / 28.9.2006

Em apenas 22 dias, o efetivo do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tropa de elite da PM, emagreceu quase 13%. Na ressaca após a greve das polícias, pelo menos 51 caveiras — que passam por vários cursos de treinamento em ações de combate, tiro de precisão, escalada e resgate de reféns — foram transferidos. Vinte e dois deles, para batalhões comuns, no interior do estado. O Bope tem cerca de 400 homens, segundo o site da PM. As transferências de quatro subtenentes, 18 sargentos, 17 cabos e 12 soldados começaram a ser publicadas no Boletim Interno da corporação cinco dias após a manifestação feita por 5 mil PMs, policiais civis e bombeiros na Cinelândia,em 10 de fevereiro, iniciando a greve da polícia.

Na ocasião, o Bope foi chamado, pelo comando-geral da Polícia Militar, para reprimir a manifestação. Mas os policiais militares que estavam de plantão se negaram a cumprir a ordem.

— O Bope descumpriu a ordem porque não iria reprimir os colegas de farda. Agora, toda a equipe está sendo transferida, como forma de represália. Até o sargento mais antigo do Bope foi mandado embora — disse um PM, que preferiu não se identificar por medo de represálias.

A Polícia Militar nega que exista qualquer tipo de relação entre o episódio e a greve. Segundo a corporação, foram transferências de rotina.

As transferências foram publicadas em três boletins. Em 14 de fevereiro, 11 homens que estavam em serviço no dia da greve foram transferidos — nove deles para batalhões comuns e dois para UPPs. Dois dias depois, outros oito policiais militares deixaram a elite da corporação para trabalhar em batalhões comuns.

Transferência em massa

No boletim interno 43, de anteontem, o golpe foi ainda mais duro. Uma transferência em massa, com a publicação de 32 nomes, enviou parte da elite da corporação para unidades no interior do estado.

Ao todo, 11 policiais militares vão se deslocar 183 quilômetros para chegar ao 32 BPM (Macaé). Outros 11 homens farão um trajeto ainda maior: se afastarão 274 quilômetros da capital, para prestar serviço no 8 BPM (Campos dos Goytacazes).

Quatro caveiras foram transferidos para o BPTur, batalhão de atendimento a turistas. O Batalhão de Ação com Cães, a Diretoria Geral de Saúde e o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças também terão um caveira, cada, em seu efetivo.


Fonte Extra: http://extra.globo.com/casos-de-policia/apos-greve-da-pm-13-dos-policiais-do-bope-foram-transferidos-para-outros-batalhoes-4254424.html#ixzz1oWWP4tBR

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

#COPA2014 - Operários do Castelão entram em greve e param 6ª arena da Copa

A reforma do Castelão, um dos palcos da Copa-2014, foi paralisada nesta segunda-feira por cerca de 500 trabalhadores. Eles reivindicam salários atrasados, pagamentos defasados, cestas básicas e horas extras.


Veja o especial da Copa-2014


01.set.11/divulgação Secopa

Vista aérea da reforma do Castelão, em Fortaleza

O Castelão é o sexto estádio do Mundial a sofrer com a greve. Antes as arenas de Belo Horizonte, Brasília, Rio, Recife e Salvador também enfrentaram paralisações.

No caso da arena de Fortaleza, os cerca de 500 trabalhadores, de um total de mil, são contratados por empresas terceirizadas pelo consórcio Galvão Andrade Mendonça (que toca a reforma do estádio). Esses operários têm menos direitos do que os contratados diretamente pela empresa, afirmaram sindicatos. O consórcio promete negociar.

A obra do Castelão é uma das mais adiantadas da Copa e alvo de elogios da Fifa. Tanto que o estádio receberá a seleção brasileira na primeira fase.

 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

GREVE DAS POLÍCIAS NO RIO - Jornalistas da TV Globo e Globo News são hostilizados em assembleia de policiais

Jornal Nacional exibiu na noite de quarta conversas interceptadas de cabo bombeiro Daciolo com deputada. Militar está preso

Por Raphael Gomide,
iG Rio de Janeiro 


Duas equipes de jornalistas da TV Globo e da Globo News foram hostilizadas por manifestantes durante a assembleia que decidirá sobre a realização da greve de policiais militares, civis e bombeiros, na noite desta quinta-feira (9), no centro do Rio de Janeiro. Os repórteres e cinegrafistas deixaram o local.

Leia também: Bope e Choque entrarão em prontidão caso greve se confirme no Rio

Desde o início da manifestação, os jornalistas identificados como sendo da TV Globo ouviram intimidações e recusas de integrantes do movimento, contrariados com reportagem do Jornal Nacional da útima quarta-feira (8), que mostrou gravações do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo conversando sobre a greve com a deputada estadual Janira Rocha (PSOL).

Leia também: Liberdade de bombeiro é condição de negociação para evitar greve no Rio

Daciolo foi preso às 22h30 de ontem, ao chegar de viagem da Bahia ao Rio. A liberdade do bombeiro se tornou um dos principais pontos dos manifestantes.

“Não vejam mais esse canal. É mentiroso!”, afirmou um policial, ao microfone.

Cartazes também criticavam o canal de TV. Durante a exibição do Jornal Nacional desta quinta, no Amarelinho, tradicional restaurante da Cinelândia, dezenas de manifestantes gritavam xingamentos e vaiavam quando apareceram no monitor os apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta, o governador Sérgio Cabral, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e a presidenta Dilma Rousseff. Era impossível ouvir o que diziam.

Leia também: Em caso de greve da polícia, Exército enviará 14 mil homens ao Rio

A única aplaudida ao aparecer foi a deputada Janira Rocha, que teve o nome gritado em coro.

Fonte Ultimo Segundo 

GREVE DAS POLÍCIAS NO RIO - Polícias Civil, Militar e bombeiros decretam greve no Rio de Janeiro

Decisão foi tomada por cerca de 2 mil pessoas em assembleia no Centro.
Policiais e bombeiros reivindicam piso salarial de R$ 3.500.
           
Carolina Lauriano e Marcelo Ahmed                                    
Do G1 RJ
 
Bombeiros e policiais  decretam greve no Rio após assembleia realizada no Centro do Rio (Foto: Carolina Lauriano/ G1)Bombeiros e policiais decretam greve no Rio após assembleia realizada no Centro do Rio (Foto: Carolina Lauriano/ G1)
 
Após a assembleia realizada na noite de quinta-feira (9), os bombeiros e as polícias civil e militar decretaram a greve das categorias no estado do Rio de Janeiro. Cerca de duas mil pessoas presentes na Cinelândia, no Centro, participaram da votação. Juntas, as três corporações somam 70 mil homens. Segundo os grevistas, 30% do efetivo do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil ficarão à disposição para casos de emergência.
Os policiais militares informaram que ficarão em seus respectivos batalhões e não atenderão a nenhuma ocorrência. "A partir de agora, a segurança é de responsabilidade da Guarda Nacional ou do Exército", disse o cabo da PM Wellington Machado, do 22º BPM (Maré) ao microfone, após perguntar quem estava a favor da paralisação e todos os presentes levantarem as mãos e gritarem "sim".
Já os bombeiros também ficarão aquartelados, mas afirmam que 30% do efetivo vão atender os casos de emergência, assim como os policiais civis. Eles frisaram que não vão deixar "a população à deriva".
Segundo os manifestantes, a greve é por tempo indeterminado. Eles disseram que só voltarão à ativa quando o cabo Benevenuto Daciolo, que está preso em Bangu, for liberado e as reivindicações de reajuste salarial forem atendidas.



Após a confirmação da greve, o cabo Machado deu instruções aos policiais presentes na Cinelândia. "Todos devem seguir direto e estar aquartelados em seus respectivos batalhões", disse. "Atenção, é importante, quem está de folga aquartela, de férias aquartela, quem está de licença aquartela. Todos juntos, não tem distinção, se puderem levar as esposas, levem junto. É importante", completou.
A greve foi decretada por volta das 23h30, meia hora antes do previsto. De acordo com os líderes do movimento, no entanto, a decisão já estava acertada. Eles explicam que a antecipação do anúncio da paralisação ocorreu porque os manifestantes estavam cansados. A assembleia teve início por volta das 18h.

Exército enviará 14 mil homens
Mais cedo, o secretário estadual de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Sérgio Simões, afirmou que o Exército disponibilizaria cerca de 14 mil homens e a Força Nacional atuaria com cerca de 300 homens para a segurança no estado, caso a greve fosse decretada.
Segundo ele, o plano prevê que os 14 mil homens do Exército façam o policiamento no estado, enquanto os 300 homens da Força Nacional auxiliem no trabalho dos bombeiros, em caso de paralisação dos servidores de segurança do estado.
Manifestantes se acorrentam a bonecos vestidos com fardas da polícia e dos bombeiros (Foto: Carolina Lauriano/ G1)Manifestantes se acorrentam a bonecos vestidos com fardas da polícia e dos bombeiros
(Foto: Carolina Lauriano/ G1)
 
A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros da Auditoria da Justiça Militar do Rio decretou, na noite desta quinta-feira (9), a prisão preventiva do cabo Benevenuto Daciolo, do Corpo de Bombeiros. Ele é acusado de praticar os crimes de incitamento e aliciamento a motim. As informações foram confirmadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
A liberdade do bombeiro era uma das reivindicações de policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários. Além disso, as categorias reivindicam piso salarial de R$ 3.500, com R$ 350 de vale tranporte e R$ 350 de tíquete-refeição.
O cabo Benevenuto Daciolo está preso administrativamente, em Bangu, devido aos crimes de incitamento à greve e aliciamento a motim, segundo o secretário de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões. Escutas mostram conversa de Daciolo com a deputada Janira Rocha (PSOL) sobre estratégias de greve.
Em relação à segurança da população, Nascimento garante que os serviços de segurança da sociedade que tenham "caso de morte" serão prestados. "Em casos como grandes incêndios, colisões, atropelamentos, acidentes graves, os serviços serão prestados", garantiu.

Cabral critica 'balbúrdia e agitação'
O governador do Rio, Sérgio Cabral, defendeu a atual política de segurança estadual. “O governo, nesses anos todos, fez um esforço priorizando a segurança pública. Hoje, a segurança pública tem um orçamento que chega a níveis de itens essenciais, como a saúde, apesar de não ser obrigatório. O orçamento da Polícia Militar subiu de R$ 900 milhões para R$ 2 bilhões”, afirmou durante o lançamento do Programa Renda Melhor e Renda Melhor Jovem, em Niterói, no fim desta manhã.
Cabral afirmou que existe uma “articulação nacional para tentar criar um clima de insegurança” e criticou aqueles a quem chamou de “ditos líderes” do movimento por melhores salários para bombeiros e policiais.

Fonte G1

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

MAIS GREVES - Greve geral das polícias civis pode começar em março

Por Felipe Patury
A greve geral das polícias civis pode começar em março. Até lá, é necessário que alguns ritos formais sejam preenchidos. O primeiro deles é a aprovação de um indicativo de greve pelos sindicatos estaduais, que se reunirão nesta sexta e neste sábado na Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), em Brasília. “A chance de o indicativo ser aprovado é de 90%”, diz o presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra. Depois disso, é necessário que cada um dos sindicatos estaduais de policiais civis se reúnam para deliberar sobre o indicativo de greve. Os que aprovarem decidirão, então, a data da greve. “É a única forma que temos de chamar a atenção dos governos para a necessidade de política nacional de segurança pública com plano de cargos e salários para os policiais”, afirma Jânio Bosco Gandra.

Não são apenas os policiais civis que pretendem parar em todo o país. A greve de policiais militares da Bahia, que entra em seu nono dia nesta quarta-feira (8), pode chegar em breve a outros Estados. Nesta quinta-feira (9), associações de classe de policiais militares e bombeiros do Rio de Janeiro se reúnem para decidir se param suas atividades. No Distrito Federal, duas das associações de classe realizam assembleias no sábado (11) para decidir se vão aderir a um movimento mais amplo em todo o DF, que ameaça paralisação para o dia 15. No Espírito Santo, a situação é semelhante e, também no dia 15, os PMs decidem se param. 

GREVES NAS PM'S - Greves expõem falhas em política nacional de segurança, dizem analistas

João Fellet                           
Exército nas ruas de Salvador. Foto AP
Greve da PM na Bahia chegou ao décimo dia sem acordo

A possibilidade de que a greve de policiais militares da Bahia, que já dura dez dias, se alastre por outros Estados revela falhas graves na política nacional de segurança pública, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.
Nesta quinta-feira, policiais militares e bombeiros do Rio de Janeiro se reúnem para decidir se suspendem as atividades, ação que também será discutida nos próximos dias por policiais do Distrito Federal e do Espírito Santo. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o governo federal também teme greves de agentes de segurança nos Estados do Pará, Paraná, Alagoas e Rio Grande do Sul.
A greve na Bahia começou no último dia 31, quando cerca de 300 policiais invadiram a Assembleia Legislativa, em Salvador. Eles reivindicam aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários, além da anulação de mandados de prisão contra 12 grevistas.
Entre o início da greve e a tarde da última quarta-feira, foram registrados 135 homicídios na região metropolitana de Salvador.

'Ilegalidade'

Para o jurista Wálter Maierovitch, os policiais militares violaram a lei ao entrar em greve. "A Constituição é clara e proíbe greves para policiais militares e membros das Forças Armadas. Mas esses PMs não são educados para a legalidade democrática", diz.
Maierovitch afirma que os movimentos, deflagrados às vésperas do Carnaval, exercem uma "pressão oportunista". Segundo ele, caso de fato haja uma articulação para espalhar a greve por outros Estados, os policiais usarão método semelhante ao posto em prática em 2006 pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no país. À época, o grupo baseado em São Paulo promoveu uma onda de ataques contra forças de segurança e rebeliões em presídios em vários Estados brasileiros.
Policias em greve. Reuters
Há nove dias em greve, policiais deixaram as ruas e estão na Assembleia Legislativa da Bahia
                       
Maierovitch também considera ilegal o papel desempenhado nos movimentos grevistas pelas associações de policiais militares. Segundo ele, ainda que policiais sejam proibidos de se sindicalizar, esses grupos têm atuado como sindicatos.
"Ninguém toma providências (quanto à atuação dessas associações) porque evidentemente todos sabem que o salário dos policiais é ridículo, e no mundo inteiro a segurança pública é uma das maiores preocupações dos eleitores", diz.
Para Maierovitch, "falta vontade política" para solucionar os problemas de segurança pública no Brasil. Ele cita como exemplo da postura a longa tramitação da emenda constitucional que estabeleceria um piso salarial nacional para bombeiros e PMs, conhecida PEC 300. Apresentada ao Congresso em 2008, a proposta passou por uma primeira votação na Câmara, mas não tem prazo para ser votada em segundo turno na mesma Casa nem para ser enviada ao Senado.
A aprovação da medida, diz Maierovitch, poria fim a uma das principais queixas da classe, que ele considera justa – a disparidade entre os salários recebidos por policiais militares de diferentes Estados. Enquanto em Brasília a categoria tem como piso R$ 4.000, o valor mais alto do país, na Bahia, por exemplo, o piso é de R$ 2.173,87.
Para superar o impasse, o jurista defende que o Congresso dê prioridade à discussão da PEC 300, marcando uma data para a próxima votação da proposta.
No entanto, ele afirma que a medida não eliminaria a necessidade de ações emergenciais para estabilizar a situação da segurança no Estado, como a intervenção do governo federal nas forças baianas.

'Intervenção'

Para José Vicente da Silva, coronel da reserva da PM de São Paulo e consultor da área de segurança, a alta nos índices de criminalidade na Bahia nos últimos anos mostra que há necessidade de uma "intervenção em profundidade" nas forças baianas.
Ele afirma que, se a greve não for encerrada nos próximos dias, haverá um impacto institucional muito grande para o Estado, com prolongada paralisação do Legislativo estadual e disseminação da insegurança. O cenário, diz ele, justificaria que as Forças Armadas assumissem temporariamente a Secretaria de Segurança Pública baiana, reestruturando-a.
"Uma administração mais competente (da secretaria) teria detectado sinais do tsunami que estava se formando e teria dado uma resposta."
Grevista na Bahia. AFP
Coronel da PM de São Paulo diz que greve pode trazer prejuízos institucionais
Vicente não vê no movimento grevista, porém, uma grande capacidade de articulação.
Para ele, a insatisfação de policiais é maior em alguns Estados, como Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Nesses locais, afirma, três fatores tornam a situação especialmente crítica: os baixos salários comparados à média nacional, o tratamento diferenciado dado a oficiais de alto e baixo escalões e a aplicação de disciplina considerada excessiva pelos soldados.
"Houve uma ruptura entre oficiais e soldados, daí que surgem as lideranças espúrias desses movimentos", afirma.
O coronel afirma, porém, que o governo federal também é responsável pela crise, na medida em que no ano passado cortou grande parte dos investimentos em segurança pública para cumprir metas fiscais. Ele também critica a a presidente Dilma Rousseff por ter anistiado, em 2011, bombeiros e policiais punidos por participarem de greves por melhores salários no Rio.
"A anistia ficou como uma espécie de salvo-conduto para próximos movimentos. Criaram um ovo de serpente".
Ele defende que o governo endureça a negociação e mostre que, a partir de certo momento, sanções terão de ser aplicadas. “Se tiver de demitir 2 mil policiais, que sejam demitidos.”

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

EPIDEMIA DE GREVES - Dilma vai rediscutir direitos de servidores públicos

Engavetado pela presidente quando era ministra da Casa Civil, projeto obriga manter 40% do efetivo público

Marta Salomon - O Estado de S.Paulo 

BRASÍLIA - Em meio à greve dos PMs na Bahia e a possibilidade de paralisações de policiais virarem "epidemia pelo País", atingindo pelo menos outros oito Estados, o governo Dilma Rousseff desengavetou projeto de lei que disciplina o direito de greve de servidores públicos e exige que o governo seja comunicado com antecedência mínima de 72 horas na paralisação de atividades "inadiáveis de interesse público".

Veja também:
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Ladrões saqueiam casas em Feira de Santana


Ontem, o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil (Ugeirm-Sindicato) do Rio Grande do Sul anunciou o início de uma operação padrão. No dia 15, PMs e bombeiros ameaçam entrar em greve no Espírito Santo. Líderes da PEC 300 (que aumenta o salário de policiais e unifica os pisos pelo País) informaram que Minas também já enfrenta focos de reclamação da categoria.

No Rio, policiais e bombeiros marcaram uma assembleia para hoje e podem definir greve a partir de amanhã. Isso apesar da tentativa do governo de adiantar reajustes para evitar mobilizações. Levada ontem a Assembleia, a proposta foi considerada insatisfatória por associações e representações de classe, recebeu 78 emendas e saiu de pauta.
Líder do PSDB baiano, legenda que abriga o líder da paralisação, o deputado Antônio Imbassahy diz que o governo federal, "ao assumir a negociação na Bahia, da forma como foi feito, convocou os policiais de outros Estados a aderir ao movimento".

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse ontem que o Congresso está disposto a rediscutir o direito de greve. Mas reiterou que não vai pôr em votação a PEC 300.
Direito de greve. O projeto de lei de restrição ao direito de greve foi preparado pela Advocacia-Geral da União em 2007, mas parou na Casa Civil, que, então comandada por Dilma Rousseff, não levou a proposta adiante.

O projeto de lei preparado em 2007 prevê que a deflagração de greves de servidores públicos seja aprovada por pelo menos dois terços da categoria. Hoje, na Bahia, a paralisação é liderada por uma associação que só representa 2 mil dos 32 mil PMs. E a assembleia da categoria só poderá ser convocada dez dias após o envio da pauta de reivindicações à autoridade competente.

O texto inclui segurança pública entre os 19 serviços considerados "inadiáveis de interesse público", em que o estado de greve deverá ser declarado com antecedência mínima maior, de 72 horas. E a proposta limita a paralisação a 40% dos servidores de um órgão. 

COLABORARAM ALFREDO JUNQUEIRA E DENISE MADUEÑO
Fonte Estadão
    

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

GREVES DE PM'S - Após 4 greves na gestão Dilma, PMs discutem levantes em mais 8 Estados #PEC300

Militares e bombeiros pressionam governo e Congresso Nacional para acelerar aprovação da PEC 300

Bruno Paes Manso e Vannildo Mendes - O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO e BRASÍLIA - Desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu o cargo, polícias militares de quatro Estados já entraram em greve. Atualmente, outras associações de cabos e soldados de oito já discutem decretar paralisação. O motivo é o trancamento da tramitação da PEC 300 no Congresso Nacional, emenda constitucional que estabelece um piso nacional para os policiais militares, por meio da criação de um fundo para ajudar Estados que não conseguirem bancar o aumento.

Veja também:
Embaixada dos EUA alerta cidadãos por causa da greve
Bahia faz propaganda de R$ 28 mil com posição do governo
RADAR GLOBAL: A greve na imprensa internacional
TV Estadão: População na cidade de Ilhéus não apoia greve


O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), avisou na semana passada que não colocará a emenda constitucional em votação porque não há previsão orçamentária para arcar com os custos do aumento salarial para os policiais. "Esse tema será enfrentado de novo só com a discussão do Orçamento de 2013", emendou.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou, em entrevista ao Estado, que há no País ação articulada de policiais militares em várias partes do País orientada a promover ondas de violência e disseminar o pânico na população como forma de arrancar aumentos salariais dos governos estaduais, como ocorre atualmente na Bahia.

"Temos presenciado um crescimento da situações de vandalismo nessas greves", afirmou. "E visto o crescimento de situações em que se busca disseminar o pânico entre a população, em atitudes inaceitáveis quando vindas de policiais." Além da Bahia, nos últimos anos já entraram em greve no Nordeste as PMs de Ceará, Maranhão, Piauí, Alagoas e Paraíba. No Norte, entraram Amazonas, Pará e Rondônia. No Sudeste, apenas os bombeiros do Rio deflagraram movimento.

Os Estados com grupos de praças que reivindicam o apoio à PEC 300 são Roraima, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. As informações estão sendo divulgadas nos principais blogs que acompanham os movimentos grevistas dos policiais.

"Houve quebra de um compromisso que foi assumido durante as eleições para presidente. As discussões foram para os Estados e os movimentos acabaram sendo deflagrados nas associações de praças ", explica o soldado Fernando Almança, que trabalha em Cachoeira do Itapemirim, no Espírito Santo, e abastece o blog www.pec300.com.

O deputado estadual major Olímpio Gomes (PDT) participou das negociações em torno da PEC 300 durante a campanha presidencial. Segundo ele, o então candidato a vice-presidente, Michel Temer, reuniu policiais e deputados para assumir o compromisso de votar a emenda constitucional.

Reviravolta. Depois da vitória nas urnas, os cortes orçamentários levaram a presidente a barrar a tramitação do projeto no Congresso. Já Cardoso acha correta a posição do governador Jaques Wagner de não negociar anistia com os grevistas. "Você não pode permitir que pessoas que usam o distintivo ou a farda de policial ajam negando aquele que é o papel pelo qual o Estado as remunera."

Fonte Estadão
    

domingo, 5 de fevereiro de 2012

GREVE DA PM NA BAHIA - Líder da PM baiana diz que governador Jacques Wagner (PT-BA) já financiou greve

Marco Prisco acusa Jacques Wagner e outros petistas de participarem de esquema em 2001



Policiais militares continuam ocupando a Assembleia Legislativa da Bahia. Na foto, Marco Prisco, líder do movimento grevista
Foto: Agência A Tarde
Policiais militares continuam ocupando a Assembleia Legislativa da Bahia. Na foto, Marco Prisco, líder do movimento grevista
Agência A Tarde

SALVADOR - Apontado como líder da greve dos PMs baianos, o presidente da Associação de Policiais, Bombeiros e seus Familiares da Bahia (Aspra), soldado Marco Prisco, disse que o governador Jacques Wagner, quando ainda era deputado federal, participou com outros parlamentares do PT e de partidos da base do esquema de financiamento da paralisação dos policiais militares do estado em 2001. Ele acrescentou que o Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, que tinha na direção o atual presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, alugou e cedeu, na época, seis carros para garantir a greve na Bahia, onde diz que foi preseguido e ameaçado de prisão pelo então governador carlista Cesar Borges.
Veja também
- O motorista que me levou para Brasília era um funcionário do sindicato, Nelson Souto. Na capital, foi recebido pelo então senador petista Cristóvam Buarque - disse.
Prisco disse que, além de Jacques Wagnes, teriam apoiado e contribuído para a greve de 2001 os parlamentares Nelson Pellegrino (PT), Moema Gramacho (PT), Lídice da Mata (PSB), Alceu Portugal (PCdoB), Daniel Almeida (PCdoB) e Eliel Santana (PSC). Segundo ele, a ajuda garantiu a estrutura necessária ao movimento, incluindo o fornecimento de alimentação para os grevistas.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

CAOS AÉREO VAI VOLTAR - Trabalhadores do setor aéreo ameaçam entrar em greve

MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO 

As negociações salariais dos trabalhadores do setor aéreo com as companhias aéreas terminaram em impasse nesta terça-feira e os sindicatos ameaçam realizar greve neste fim de ano.

Diante do impasse, a última reunião da rodada de negociações, prevista para o próximo dia 7, foi cancelada.

Segundo o presidente da Fentac (Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil), Celso Klafke, a categoria foi "surpreendida" com a falta de disposição das companhias para negociar. "Nós diminuímos a nossa pedida salarial e retiramos o estado de greve, mas o Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) não quis negociar." 

Os trabalhadores reduziram de 20% para 14% a demanda por reajuste no piso salarial e de 13% para 10% nas demais faixas. O Snea manteve a posição de 3% de reajuste. 

"O IBGE divulgou um estudo recente dizendo que as passagens aumentaram 56% este ano e eles as empresas querem repor nem metade da inflação nos últimos doze meses", disse Klafke. 

A Fentac, ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores) representa seis sindicatos, entre eles os sindicatos nacionais dos aeronautas e dos aeroviários. A greve pode atngir tanto funcionários que operam dentro dos aviões, como os comissários de bordo, quanto os de terra, como os trabalhadores responsáveis pela movimentação das bagagens. 

Diante do impasse, o sindicato voltou para a condição de estado de greve, o que significa que a decisão de realizar uma eventual paralisação já está previamente aprovada pelos sindicatos.

Segundo Klafke, nos próximos dias, as lideranças dos seis sindicatos vão se reunir com as bases para discutir a data para inicio da paralisação. 

Durante as negociações salariais do ano passado, os trabalhadores foram impedidos de realizar greve por decisão da Justiça do Trabalho. Segundo Kafkle, para não serem surpreendidos por decisões semelhantes, o sindicato está em contato com o Ministério Público do Trabalho.

"Fizemos alguns movimentos preventivos junto ao Judiciário. O que houve no ano passado foi uma ilegalidade. Como o sindicato patronal rompeu as negociações e provocou o impasse, não temos outra alternativa", disse.

O Snea afirmou, por meio de sua assessoria, que as companhias mantêm a posição em face dos prejuízos apurados pelo setor.

No terceiro trimestre, TAM e Gol juntas tiveram prejuízo de R$ 1,1 bilhão. O prejuízo reflete, principalmente, a valorização do real frente ao dólar. O Snea lembrou ainda que nos últimos seis anos os trabalhadores obtiveram reposição salarial mais aumento real de 9%.

Os sindicalistas contestam o argumento do prejuízo. "O prejuízo das empresas aéreas no terceiro trimestre é contábil e pode se transformar novamente em lucro com uma mudança no câmbio", disse Klafke. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

OPERAÇÃO GABRIELLI - Sem acordo, trabalhadores aprovam greve na Petrobras

Assembleias votaram por início de paralisação a partir do dia 16
Por Danielle Nogueira

A Petrobras formalizou ontem sua proposta de reajuste de até 10,71% aos petroleiros. Como a oferta não difere da que vinha sendo discutida entre a empresa e os trabalhadores, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) manteve a ameaça de greve por tempo indeterminado a partir de amanhã. A decisão será tomada em assembleias realizadas no país na tarde de hoje.

No sábado, o Conselho Deliberativo da FUP já havia votado contra a proposta e dado um ultimato à estatal para que fosse alterada até ontem, o que não aconteceu. Além da divergência quanto ao índice de reajuste, os petroleiros afirmam que não houve avanços nas negociações em questões de saúde e segurança do trabalho.

Os 10,71% de reajuste representam ganho real (acima da inflação) de 2,5% a 3,25%. O aumento depende do tempo de casa: quanto mais anos na empresa menor o acréscimo salarial. Os petroleiros reivindicam 10% de aumento real. A proposta da Petrobras inclui ainda abono de 100% sobre a remuneração bruta do trabalhador.

— Há um indicativo de rejeição. Vamos decidir sobre a greve nesta terça-feira — diz Leopoldino Ferreira Martins, um dos diretores de Comunicação da FUP.

Quanto aos pontos de segurança do trabalho, Martins afirma que a federação quer que a Petrobras autorize a participação de um de seus representantes nas reuniões da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), realizadas mensalmente nas plataformas. Nesta segunda-feira, apenas representantes da empresa e dos trabalhadores estão presentes. Além disso, diz Martins, a FUP quer que a taxa de frequência por afastamento (TFA) seja retirada das avaliações de desempenho dos trabalhadores.

— Hoje, se um trabalhador quebra um dedo, por exemplo, ele continua a trabalhar porque suas faltas vão contar na sua avaliação. O que queremos é esse profissional seja afastado, de modo que ele se recupere, sem que sua avaliação seja prejudicada — diz Martins.

Em nota, a Petrobras limita-se a informar o reajuste proposto e diz que foram feitos "diversos avanços em SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde), no plano de saúde dos empregados, entre outras cláusulas sociais".

Os petroleiros também decidiram manter a chamada "Operação Gabrielli", paralisações surpresa em diversas unidades até que a greve efetivamente comece.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/sem-acordo-trabalhadores-aprovam-greve-na-petrobras-3238676#ixzz1dn01XJBg 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

EDUCAÇÃO EM SP - Invasores da reitoria da USP são soltos após pagamento de fiança

DE SÃO PAULO

Os 72 manifestantes detidos durante ação de reintegração de posse do prédio da reitoria da USP (Universidade de São Paulo) foram soltos na madrugada desta quarta-feira, após o pagamento de fiança. Eles foram levados em grupos ao prédio do IML (Instituto Médico-Legal) e liberados após passarem por exames de corpo de delito.

Cada grupo liberado era recepcionado com gritos de "greve, greve" e " não esquecemos a ditadura" por um grupo de aproximadamente 40 manifestantes que permaneciam em frente à delegacia. Os dois últimos estudantes foram liberados às 3h46.

Vídeos mostram ação da polícia na USP; veja
Veja imagens da reintegração de posse na USP
Após desocupação, reitoria da USP tem bagunça e pichação
Vídeo mostra invasão do prédio da reitoria da USP
Advogados dos alunos detidos na USP pedem habeas corpus



Hélio Hilarião/Folhapress

Manifestantes que invadiram reitoria da USP mostram alvará de soltura; liberação ocorreu após fiança

FIANÇA
Os manifestantes foram ouvidos durante todo o dia de ontem (8) e a liberação ocorreu após o pagamento de R$ 545 de fiança por cada um.

De acordo com o advogado Felipe Gomes Vasconcelos, que defende os estudantes, o valor total, de R$ 39.240, foi arrecadado com sindicatos, entidades e movimentos sociais.

Eles serão indiciados sob suspeita de desobediência a ordem judicial (não cumpriram o prazo de desocupar a reitoria até as 23h de ontem) e dano ao patrimônio público (o prédio foi danificado).

A pena prevista para o primeiro crime varia de 15 dias a 6 meses de detenção. Para o segundo, de 6 meses a 3 anos. Elas podem ser substituídas por serviços comunitários.



Editoria de Arte/Folhapress





GREVE

Na noite de terça-feira (8), um grupo de estudantes se reuniu em assembleia na USP e decidiu iniciar uma greve geral, em resposta à prisão dos 72 manifestantes.

Durante a assembleia, que contou com a presença de cerca de 2 mil pessoas, também ficou decidida a realização de um protesto na próxima quinta-feira (10) em frente à Faculdade de Direito, no largo São Francisco, no centro.

Hélio Hilarião/Folhapress

Estudantes reunidos em assembleia na USP decidem iniciar greve em resposta à prisão de manfestantes

REINTEGRAÇÃO DE POSSE

A reintegração ocorrreu por volta das 5h desta terça-feira. Segundo a PM, os estudantes estavam dormindo quando a operação começou. Cerca de 400 policiais da Tropa de Choque e da Cavalaria da PM foram acionados, além de um helicóptero Águia e de policiais do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) e do GOE (Grupo de Operações Especiais).

Os militares, portando cassetetes e escudos, fizeram um cordão de isolamento ao redor do prédio e retiraram os estudantes, que não resistiram à prisão. O prédio foi entregue pela polícia a um oficial de Justiça, já que a operação foi motivada por um mandado judicial.

Rahel Patrasso/Frame/Folhapress

Estudantes que haviam invadido a reitoria da USP são rendidos por policial militares; 70 alunos foram detidos

VIOLÊNCIA

Os estudantes detidos reclamam do tratamento que receberam da polícia. "A atuação foi brutal, uma presença muito forte e desproporcional. Para que agredir os estudantes, usando algemas? Os policiais quebraram várias portas da reitoria onde a gente nem tinha entrado. Temos consciência de que essa perseguição é política", disse Paulo Fávaro, 26, aluno de artes visuais.

Sob a condição de anonimato, os pais dos estudantes também reclamaram da atuação da PM. Numa folha de papel, eles escreveram uma carta à mão em que criticam a operação.

"Nós, pais de alunos da USP, repudiamos o modo como foi conduzido pela reitoria o processo envolvendo o movimento dos estudantes. Repudiamos a ação repressiva e truculenta das forças policiais no campus da universidade nessa madrugada de terça-feira. Estamos indignados com o fato de que uma instituição educativa utiliza como principal instrumento de solução de conflito social o uso da força policial. Nossos filhos são estudantes e não bandidos e estão em defesa de uma universidade onde existam debates democráticos", diz o texto.

O major da PM Marcel Soffner afirmou que a reintegração de posse foi tranquila e sem confronto. Sobre os possíveis abusos, o major informou que toda operação da PM foi gravada e as suspeitas de agressões serão apuradas. "Tudo foi documentado e, se houver qualquer suspeita, vamos apurar", disse.

HISTÓRICO

Os acontecimentos que levaram à ocupação da reitoria tiveram início no dia 27 de outubro, quando três alunos da USP foram detidos por posse de maconha. Houve reação de colegas, que investiram contra a PM. Policiais usaram bombas de efeito moral e cassetetes para levar os rapazes à delegacia --depois eles foram liberados.

Na mesma noite, um grupo de cem estudantes invadiu um prédio administrativo da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). Na terça passada, mais de mil alunos realizaram uma assembleia que decidiu, por 559 votos a 458, pela desocupação do edifício.

A minoria derrotada, porém, decidiu invadir a reitoria. A USP toda tem cerca de 82 mil alunos (50 mil só na Cidade Universitária)

FOlha http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1003826-invasores-da-reitoria-da-usp-sao-soltos-apos-pagamento-de-fianca.shtml

terça-feira, 8 de novembro de 2011

SAÚDE NO RIO - Paralisação em hospital público do Rio deixa pacientes sem atendimento

Protesto de servidores do Hospital Federal Cardoso Fontes deve durar 24h.
Médicos denunciam que emergência pediátrica não está funcionando.
 
Do G1 RJ, com informações do RJTV
 


Servidores do Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, paralisaram as atividades na unidade na manhã desta terça-feira (8). A informação foi confirmada pela assessoria do hospital.

A paralisação conta com a adesão de médicos, enfermeiros e outros funcionários da unidade, e deve durar 24 horas. Os servidores denunciam que vários setores importantes do hospital não estão funcionando, incluindo a emergência pediátrica. Eles protestam contra a falta de funcionários e condições precárias de trabalho, e pedem a contratação de mais de 500 servidores.

Segundo a técnica em enfermagem Cristiana Neves, esses problemas comprometem o atendimento aos pacientes. "Esse déficit de recursos humanos acarreta filas intermináveis. Hoje, na cirurgia geral, temos uma fila de espera para a realização da cirurgia de cerca de duas mil pessoas", afirmou a servidora.

Esta é a segunda vez em menos de um mês que os profissionais do Cardoso Fontes entram em greve. No dia 24 de outubro, eles pararam de trabalhar pelos mesmos motivos.
Pacientes em busca de atendimentos Muitos pacientes que foram até a unidade nesta manhã em busca de atendimentos tiveram que voltar para casa. Foi o caso de Djalma Oliveira, que tem problemas na tireóide e disse que ficou mais de um ano esperando pela consulta. "Eu não tenho dinheiro para pagar um médico, mas para o INSS, o meu dinheiro vai", reclamou o vendedor