Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador Andrade Gutierrez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Andrade Gutierrez. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de abril de 2012

DELTA NA TRANSCARIOCA - Prefeitura teme que Delta abandone a obra

Por Fernando Molica
Jornal O Dia

A Andrade Gutierrez se comprometeu com a Prefeitura do Rio: assumirá toda a construção da Transcarioca caso a Delta abandone a obra. A via expressa está sendo feita por um consórcio formado pelas duas empreiteiras.

As conversas entre a prefeitura e a Andrade Gutierrez sobre os problemas da Delta se intensificaram nos últimos dias. Os dois lados concordam que a decisão da construtora de deixar a reforma do Maracanã piora sua situação junto a bancos e fornecedores. A saída da Transcarioca seria, portanto, uma consequência natural.

Lote ameaçado
Envolvida no caso Carlinhos Cachoeira, a Delta também integra o consórcio que constrói trecho do Arco Metropolitano. O governo estadual teme que, com a provável saída da empreiteira, sua sócia, a Oriente, não consiga tocar a obra.

Segunda colocada

Gente graúda do governo fala em chamar a segunda colocada na licitação, caso a Oriente não assuma a tarefa. No último dia 17, o Informe adiantou que a Delta deveria abandonar as obras do Maracanã, Transcarioca e Arco Rodoviário.






sábado, 14 de abril de 2012

#COPA2014 - Delta já vislumbra prejuízo e ameaça deixar obra do Maracanã [Isso já era esperado !!!]

Reforma do Maracanã causa desentendimento entre empreiteiras
FOLHA DE SÃO PAULO

Palco da final da Copa do Mundo-2014 e com as obras atrasadas, o Maracanã tem causado estresse para as três empreiteiras que venceram o consórcio para a construção do estádio (Odebrecht, que lidera o grupo, Andrade Gutierrez e Delta).

De acordo com a coluna, um dos motivos da tensão é o fato de que a construção do novo Maracanã, estimada em mais de R$ 900 milhões, estaria dando prejuízo. Sem entendimento, a Delta, deve deixar a obra.

O Maracanã vai receber sete jogos na Copa-2014 e também está escalado para a Copa das Confederações-2013, torneio teste da Fifa. Segundo a Secretaria Estadual de Obras, o estádio será entregue em fevereiro de 2013. A previsão anterior era o fim de 2012.

Angular Fotografias Aéreas-2.abr.2012

Imagem aérea mostra obras do Maracanã 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

SEM NOVA LICITAÇÃO - Barcas devem R$ 87 milhões e MP investigará a venda para a CCR

MP vai investigar compra das barcas pela CCR


Promotora, que pede cancelamento da concessão, diz que outros grupos poderiam se interessar pela exploração do sistema

Duilo Victor
Emanuel Alencar


Catamarãs da Barcas S/A na Estação Praça Quinze: compra da concessionária pelo grupo CCR, que já administra a Ponte Rio-Niterói, monopolizando a travessia da Baía, será questionada na Assembleia Legislativa
Cezar Loureiro / O Globo

RIO
- O Grupo CCR — responsável pela operação da Ponte Rio-Niterói, da Rodovia Presidente Dutra e da Via Lagos — vai assumir o controle das barcas sob a mira do Ministério Público estadual. A promotora Gláucia Santana, da Promotoria de Tutela Coletiva, disse na quinta-feira que a compra de 80% das ações da Barcas S/A pela CCR será objeto de inquérito e ação civil pública. Além disso, a 4ª Vara de Fazenda Pública analisa outra ação, que pede a anulação do atual contrato de transporte hidroviário Rio-Niterói e a retomada do serviço pelo Estado. A ação deve ser julgada nos próximos meses.

Veja tambémVeja vídeoPassageiros reprovam compra da Barcas S/A
Grupo CCR monopoliza barcas, ponte e rodovias
Vídeo Manifestantes se fantasiam de barca para reclamar do reajuste na tarifa
Galeria Manifestantes protestam contra aumento da tarifa das Barcas

— A transferência do serviço deveria ser feita por licitação. Houve aumento recente de tarifa (R$ 2,80 para R$ 4,50), visando ao equilíbrio financeiro, e outros grupos empresariais poderiam se interessar em explorar o serviço. Vamos examinar a legalidade da operação — disse a promotora.

Anulação de contrato de concessão será julgada
No inquérito de 2003 que pede a anulação do contrato de concessão das barcas, o MP observou uma série de descumprimentos pela concessionária. A estação de Charitas, por exemplo, deveria ser construída dez meses depois da licitação (em fevereiro de 1998), mas só saiu do papel cinco anos depois. Muitas embarcações obsoletas foram retiradas de circulação sem substituição, acrescenta a promotora. O inquérito indica ainda que a concessionária conseguiu financiamentos do BNDES sem nunca investir em melhorias no sistema.

— Acredito que, dentro de um mês, esta ação esteja sendo julgada — diz Gláucia Santana.

Conforme O GLOBO anunciou na quinta-feira em primeira mão no site, o grupo CCR — holding controlada por Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido — acertou com a Barcas S/A a compra de 80% das ações da concessionária, por R$ 72 milhões. O contrato foi assinado anteontem. Mas a CCR só assume o serviço em dois meses. A Agência Reguladora de Transportes (Agetransp) e credores ainda precisam homologar o acerto. A Barcas S/A tem dívidas de R$ 89 milhões.

A transação também será questionada na Assembleia Legislativa (Alerj). O deputado estadual Gilberto Palmares (PT), da Mesa Diretora, disse na quinta-feira que vai cobrar do governo do estado que faça uma auditoria independente nas contas da Barcas S/A. Palmares defendeu nova licitação do sistema e acrescentou que a aquisição do serviço de transporte hidroviário pelo Grupo CCR não poderia ter sido feita sem um prévio "pente fino" nas contas da concessionária. O governo estadual voltou a afirmar que ainda não foi informado da negociação.

— Ao ignorar a auditoria nas receitas e despesas da Barcas S/A, o governo está descumprindo a lei 6.138, de dezembro. É fundamental que haja a auditagem para que saibamos se o serviço dá lucro ou prejuízo. Quanto a concessionária ganha na linha de Charitas, nos estacionamentos? A partir daí pode-se estabelecer a tarifa. Nada foi feito, e as empresas ainda negociam uma troca de comando — criticou o parlamentar, que presidiu a CPI que investigou as barcas.

Segundo Palmares, o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, lhe enviou ofício anteontem esclarecendo que o poder público contratou a Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos (Coppetec) da UFRJ, por cerca de R$ 500 mil, para auditar o Bilhete Único das barcas.

— Eu pedi uma coisa no ofício e ele me respondeu outra. A auditoria precisa ser feita nas contas da concessionária — disse Palmares.

Em nota, o governo do estado informou que o contrato engloba, além da auditoria anual do sistema de Bilhete Único, uma auditoria específica para o subsídio que a Barcas recebe em razão da nova política tarifária, bem como a análise técnica do processo de revisão quinquenal do contrato de concessão. "Portanto, toda a auditoria prevista na legislação está inserida na contratação", disse o governo.

Passageiros temem monopólio do sistema
Na quinta-feira, às 17h42m, um catamarã que saiu do Rio teve problemas ao chegar a Niterói. Segundo a concessionária, o excesso de lixo na área de manobra pode ter prejudicado o motor da embarcação, que parou por cinco minutos, atrapalhando o desembarque, mas sem causar tumulto.

Nas estações, passageiros que trabalham no Rio e moram em Niterói não economizam nas críticas ao serviço.

— Agora chegamos de fato à falta de opção, ao monopólio. Ir a Niterói pela Ponte é mais demorado. Pelas barcas, é mais rápido, mas tem muito empurrra-empurra — disse a funcionária de uma corretora de seguros no Centro do Rio Aline Pereira Viglio, que viajou em outra barca.

O estagiário de finanças Jonatas de Carvalho também critica:

— Pela Ponte, o trânsito é impraticável. Nas barcas, o que mais prejudica é a qualidade do serviço. Na estação, há aglomerado de gente e tumulto. Somos tratados como animais.

Já a assistente administrativa Ana Maria Mendes teme pela concentração de poder por uma só empresa:

— Quando não há concorrência, todos perdem. O governo do estado deveria ter agido para que esse tipo de negócio não ocorresse



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mp-vai-investigar-compra-das-barcas-pela-ccr-4510103#ixzz1rFhjMjKf

sexta-feira, 30 de março de 2012

GREVE NO PAC - Obras de Hidrelétricas paradas. São 43 mil trabalhadores de braços cruzados

Greve nas usinas do PAC leva a atraso na entrega das obras

Danilo Fariello
Geralda Doca

BRASÍLIA e RIO —
Quatro importantes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área de energia estão paralisadas, com 43 mil trabalhadores de braços cruzados, colocando em risco os cronogramas de execução dos empreendimentos. Nas hidrelétricas do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), o clima era de tensão nesta quinta-feira, com a presença de policiais militares armados com balas de borracha. A greve, que já dura 22 dias em Jirau e oito em Santo Antônio, estendeu-se para o canteiro de Belo Monte, onde três mil funcionários, de um total de sete mil, pararam por melhores condições de trabalho. Em São Félix do Xingu (PA), onde ficam as obras de Belo Monte, um operador de motosserra morreu durante o trabalho na quarta-feira à tarde, o que estimulou a adesão à greve, na avaliação do governo federal. Outra hidrelétrica do PAC, no Rio Teles Pires, fronteira entre Pará e Mato Grosso, teve sua licença de instalação suspensa pela Justiça nesta semana, e o cronograma interrompido.

As greves são motivadas, principalmente, por pedidos de aumento salarial e de melhores condições de trabalho. Os valores dos quatro empreendimentos chegam a quase R$ 60 bilhões.

— Fomos pegos de surpresa com os PMs nos canteiros de obra. Participamos de uma comissão tripartite na quarta-feira e ninguém falou nada — disse Enélcio Pereira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Rondônia (Sticcero), sobre Jirau e Santo Antônio.

— A presença da PM no canteiro é preocupante, só acirra os ânimos. A saída é a negociação, mas as empresas se recusam a negociar com trabalhadores parados, e eles não querem voltar sem proposta — disse Claudio da Silva Gomes, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Construção Civil e da Madeira (Conticom).

Segundo os sindicalistas, havia cerca de 150 PMs nos canteiros em cada usina ontem. Eles estavam prontos para um confronto, com balas de borracha e gás lacrimogêneo. Entre os policiais, há contingente da Força Nacional de Segurança Pública. No ano passado, uma agitação tomou conta do canteiro de Jirau, com atos de vandalismo.

Governo criará comissão tripartite
Em Porto Velho, nesta quitna-feira pela manhã, 97% dos trabalhadores da obra de Santo Antônio decidiram, pacificamente, retomar as atividades, segundo nota do consórcio construtor. De acordo com os sindicalistas, os empregadores haviam decidido abonar os dias parados. No entanto, um tumulto causado pelos demais funcionários teve de ser contido pela polícia, disse o consórcio. Na hora do almoço, um trabalhador atirou uma pedra em um policial. “Houve confronto e mesmo contando com o apoio da Força Policial, o consórcio foi obrigado a evacuar a obra para preservar a integridade física dos demais trabalhadores e de suas instalações”, disse o consórcio em nota.

Em Jirau, a situação foi também conturbada, mas sem violência. A Camargo Corrêa, responsável pela obra, afirmou que, pela manhã, uma minoria de grevistas impediu os profissionais de retomar os trabalhos — segundo a Conticom, foram duas mil pessoas. Em nota, a Camargo Corrêa afirma que “não ocorreram atos de violência contra trabalhadores nem houve registro de danos materiais às instalações e equipamentos”. O sindicato conseguiu dispersar o movimento, mas a obra permaneceu parada, disse a Conticom.

Jirau e Santo Antônio já consideram reavaliar seus prazos de entrega das obras. O consórcio Energia Sustentável do Brasil, responsável por Jirau, previa o início das operações para o segundo semestre deste ano. Em nota, o Santo Antônio Energia reconheceu que está “avaliando eventuais impactos” da greve. A hidrelétrica deveria entrar em operação no fim de abril. Nesta quinta-feira, estava marcada uma audiência de conciliação entre as partes no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas a reunião, que trataria de Jirau e Santo Antônio, foi adiada para amanhã.

Segundo o movimento Xingu Vivo, a morte do trabalhador em Belo Monte não tem relação direta com a greve, mas o clima ficou pesado e os trabalhadores usaram o ocorrido para cruzar os braços e protestar contra cláusulas “não atendidas” do acordo coletivo de 2011. Também estariam revoltados com o desconto no contracheque de auxílio concedido aos operários instalados na cidade. A empresa estaria levando esses empregados aos canteiros e, por isso, retirando o adicional. Outra reivindicação é a redução do prazo de seis para três meses para que possam visitar as famílias.

Diante de greves e tumultos, o governo corre para pôr em prática o compromisso assumido pelas empreiteiras Andrade Gutierrez, Odebrecht e Camargo Corrêa de melhorar as condições de trabalho, respectivamente, em Belo Monte, Santo Antônio e Jirau. O compromisso foi assinado com a presidente Dilma em 1 de março entre 12 empresas e centrais sindicais.

Na segunda-feira, será publicada uma portaria assinada pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, instalando a Comissão Permanente Tripartite, com 30 pessoas, entre representantes do governo, dos trabalhadores e das empresas. A primeira reunião será na terça-feira.

As paralisações, porém, não chegam a preocupar o mercado, que conta com sobra de energia para atender ao crescimento do consumo até 2016. Além disso, projetos desse porte já contam com uma “gordura” em seus cronogramas. A diretora de Gestão de Risco e Regulação da Trade Energy, Regina Pimentel, destaca que o cenário indica sobra de quatro mil megawatts (MW) médios até 2014.

— Não há preocupações com esses eventuais atrasos.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/hidreletricas-paradas-43-mil-trabalhadores-de-bracos-cruzados-4450360#ixzz1qbYlDkF0

quinta-feira, 1 de março de 2012

#COPA2014 - Irritado, Inter planeja ultimato para construtora do Beira-Rio. Banrisul está dificultando o financiamento

BERNARDO ITRI
DO PAINEL FC
.
O presidente do Inter, Giovanni Luigi, agendou reunião para esta quarta-feira no Beira-Rio, com a cúpula de sua diretoria, para definir o que fará em relação à reforma do estádio, um dos 12 indicados para a Copa do Mundo de 2014, mas cuja reforma está parada desde junho passado.
.
.
 Divulgação

Projeto de reforma do Beira-Rio para a Copa de 2014; clique na foto e veja galeria


O cartola quer definir um prazo que o clube vai esperar pela construtora Andrade Gutierrez. A demora na assinatura do contrato com a empreiteira irritou a diretoria do Inter, que pensa em arrumar alternativa para realizar a obra.

Luigi pretende definir um dia para a Andrade Gutierrez resolver a questão, ou não. Depois da data estipulada, caso a empreiteira pule fora do negócio, o Inter deve acertar uma alternativa para reformar o estádio para a Copa-2014. Uma opção é fechar com um grupo de construtoras gaúchas, que já se dispuseram a tocar a reforma do estádio.

Na segunda-feira, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), disse que tinha "dúvidas" de que o Beira-Rio, receberá jogos da Copa.

A reforma do local está parada desde junho de 2011, e o clube ainda não assinou um contrato com a empreiteira Andrade Gutierrez, escolhida para tocar a obra.

No fim de semana, a Andrade Gutierrez divulgou nota afirmando que o Banrisul, banco estatal gaúcho, estava dificultando a formalização de uma linha de financiamento via BNDES que possibilitaria a retomada da reforma.

Fonte Folha

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

#COPA2014 - COL 'monitora a situação do Beira-Rio de perto'. Obras estão paradas há quase 250 dias

Inter promete garantia, e COL'monitora a situação de perto'
Clube colorado tenta assinar contrato com empreiteira até o fim da semana. Sem acordo, Mundial poderá ir para Arena do Grêmio 

 Por Marcio Iannacca Direto de St. Gallen, Suíça  
 O Internacional prometeu ao Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 (COL) que até o fim desta semana conseguirá as garantias para a conclusão da reforma do Beira-Rio para o torneio no Brasil. Caso a promessa não seja cumprida, a entidade dará um prazo ao clube para resolver as pendências, ainda em março - mês que uma comitiva da Fifa voltará ao país para inspeção de obras.

Em nota oficial, o COL afirmou "que não há uma data limite para a assinatura do contrato das obras de reforma do Beira-Rio". O comitê, porém, aguarda que tudo se resolva até sexta. Se a situação não mudar, haverá uma conversa com o Inter sobre um prazo para o problema ser solucionado. No comunicado, o COL disse ainda que "monitora a situação de perto e continua na expectativa da assinatura do contrato o mais breve possível".
Obras no Beira-Rio estão paradas há quase 250 dias (Foto: Wesley Santos / Ag. Estado)

Segundo o presidente do Inter, Giovanni Luigi, uma reunião com a empreiteira Andrade Gutierrez deverá ocorrer em breve para tentar resolver o problema. As obras estão interrompidas há quase 250 dias no estádio colorado, e o impasse pode fazer com que virem verdade os rumores de que a futura Arena do Grêmio substituirá o campo colorado como sede do Mundial.

VEJA TAMBEM
Preocupado com Beira-Rio, Luigi pedirá reunião com a Andrade Gutierrez
Pressionada, Andrade Gutierrez vê
'tempo hábil' para obras até a Copa

Inter diz que Andrade Gutierrez 'erra ao empurrar culpa para o Banrisul'
Tarso já admite Copa do Mundo fora do Beira-Rio: ‘Tenho minhas dúvidas’

- Vou ligar para a Andrade Gutierrez para marcar reunião para quarta ou quinta. Neste momento não gostaria de tratar sobre esse assunto publicamente. Estamos em fase final das garantias que é o que a construtora alega. Não gostaria de voltar a falar em prazo. Espero que seja resolvido o quanto antes – disse o presidente.

Procurada pelo GLOBOESPORTE.COM, a Andrade Gutierrez respondeu, por meio de nota oficial, que vê "tempo hábil" para a conclusão das obras até dezembro de 2013, data limite estipulada pela Fifa em relação aos estádios do Mundial.

A empreitera reitera que a "única pendência relevante" para que o acordo seja firmado e o cronograma de obras divulgado é a "a aprovação das garantias financeiras dos demais sócios investidores que comporão a sociedade". Além da própria Andrade Gutierrez, outras quatro empresas compõem a Sociedade de Propósito Específico, que busca financiamento para viabilizar o projeto.

No último sábado, a Andrade Gutierrez também havia divulgado uma nota atribuindo ao Banrisul a responsabilidade pela demora na assinatura do contrato com o Inter. O Banrisul criticou a postura da empreiteira, afirmando que só não aprovou a proposta porque as garantias eram insuficientes, na visão da instituição financeira.

Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta segunda-feira, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, também admitiu a possibilidade de o Beira-Rio deixar de sediar os jogos do Mundial.

- Se a Copa será no Beira-Rio ou não, eu não sei. Tenho minhas dúvidas. Precisamos fazer um esforço para ser no Beira-Rio. Mas o esforço que temos de fazer é para que a Copa saia aqui em qualquer hipótese - disse.

Entenda o caso
Em maio de 2009, Porto Alegre foi confirmada como uma das sedes da Copa de 2014. Como a Arena do Grêmio ainda estava em fase de estudo, o Beira-Rio foi escolhido para abrigar os jogos. Porém, teria de ser reforçado para atender exigências da Fifa.

No fim de 2010, o Inter fechou parceria com Andrade Gutierrez para a realização dos reparos no estádio. A previsão de conclusão da obra era de dois anos e meio. Pouco mais de seis meses depois de iniciar a demolição das arquibancadas, o Inter interrompeu as obras, para evitar os gastos que seriam da construtora.

 Obras na Arena do Grêmio já estão 50% concluídas (Foto: Edu Andrade / Ag. Estado) 
Desde de junho de 2011 nenhum operário é visto no estádio, e a obra segue estagnada. A construtura buscava parceiros para bancar a reforma. Na última semana, divulgou nota e culpou o Banrisul por não liberar o financiamento que garantiria a continuidade dos trabalhos. Até hoje o contrato formal da parceria com o Inter não foi assinado.

A Arena do Grêmio já tem mais de 50% da obra concluída e deve ser inaugurada em novembro deste ano. Com capacidade para 60 mil lugares. Em um primeiro momento, o local seria utilizado apenas como campo de treinamento durante a Copa. Mas com o impasse envolvendo o Beira-Rio, o futuro estádio ganha força na briga para sediar jogos do Mundial.
           
Fonte G1

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

COPA 2014 - O cartel de empreiteiras da Fifa (Entrevista bombástica do ex-presidente do Internacional, Vitorio Piffero)

Por JUREMIR MACHADO DA SILVA
Jornal “Correio do Povo”, de Porto Alegre
Entrevista bombástica do ex-presidente do Internacional, Vitorio Piffero, a Luis Carlos Reche, na Rádio Guaíba.

Segundo ele, o Inter tinha recursos para fazer sozinho a reforma do Beira-Rio.
Por que não o fez?

Porque a Fifa exigiu garantias bancárias que o Inter não tinha assegurando os recursos para a conclusão da obra.

Piffero afirmou que o Inter tinha dinheiro no banco suficiente para a reforma da arquibancada que hoje está paralisada.

De quebra, o Inter corre o risco de ficar fora da Copa das Confederações.

Por que o Inter paralisou as obras?

Porque sofreu fogo amigo. Críticas internas ao modelo próprio de reformas.

E críticas externas, as da Fifa e da CBF.

Por quê?

A Fifa e a CBF queriam impor uma empreiteira do seu cartel, a Andrade Gutierrez.

Não interessava à turma da Fifa que o Inter fizesse a reforma por contra própria.

A Copa do Mundo precisa dar lucro a um grupo de parceiros.

Qualquer coisa fora disso é desautorizada.

O Inter chegou a contratar um executivo, de rápida e apagada passagem pelo Beiro-Rio, cuja missão se resumiu a convencer o atual presidente do Inter a cair no colo da Andrade Gutierrez.

Todos aqueles que criticavam essa decisão boa acima de tudo para a empreiteira foram acusados de atraso e ignorância.

O Inter podia ter feito como o São Paulo: não se submeter.

Mas havia duas razões para cair no colo da Andrade Gutierrez: a rivalidade infantil com o Grêmio e o desejo de alguns de fazer a sagrada vontade da CBF e da Fifa.

Na África, já se cogita derrubar alguns dos estádios construídos para a Copa de 2010.

No Brasil, só cartolas, alguns políticos e empreiteiras ganharão com a Copa do Mundo.

O Inter e o Grêmio têm tudo para sair como perdedores.

Serão perdedores felizes.

Farão papel de modernos.

Moderno é pagar aluguel para morar na própria casa.

É o neoliberalismo da CBF e da Fifa

Um neoliberalismo antigo, o dos negócios bons para alguns e ruins para muitos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

COPA 2014 - Obras nas 12 arenas da Copa consumiram só 11,5% do orçamento

RODRIGO MATTOS
DE SÃO PAULO

A mil dias do início da Copa-2014, as obras dos estádios das cidades-sedes custaram apenas 11,5% do orçamento total das construções.

Levantamento da Folha mostra que foram gastos até agora R$ 769,2 milhões nas obras não foi computado o valor da Arena das Dunas, que iniciou a execução do projeto há só um mês. O total dos orçamentos das 12 arenas soma R$ 6,66 bilhões.


Foto de Rafael Andrade - 18.ago.2011/Folhapress


                Obra no Maracanã em agosto


O prazo da Fifa para o início das reformas e construções foi março de 2010. Teoricamente, as reformas estão em andamento há pelo menos um ano e meio. Mas boa parte das obras das arenas não começou naquela data.
A obra do Itaquerão foi iniciada em maio deste ano. A da Arena das Dunas, no mês passado. E a reforma da Arena da Baixada não começou.

O estádio da Fonte Nova, em Salvador, foi o que gastou o maior percentual do orçamento, com 25% do total. É também o maior valor absoluto, com R$ 146,6 milhões. Isso se explica pela implosão da arena antiga, que teve custo de cerca de R$ 30 milhões.
Mas o Maracanã, por exemplo, só usou 3% (R$ 26 milhões) da verba total prevista. O estádio enfrenta sua segunda greve de operários, e as obras estão paralisadas.

Mesmo assim, o governo do Rio diz que 25% da reforma da arena foi realizada.
Para Jorge Hori, especialista em orçamentos de obras, é comum ter baixa execução orçamentária no início das operações porque a terraplenagem e as fundações são fases em geral menos custosas.

Mas o ritmo da obra costuma ser como um sino. No meio, chega a seu pico. O custo da obra costuma ficar na metade quando o andamento também está na metade.

No caso dos estádios, segundo Hori, essa realidade pode ser um pouco alterada, e os gastos, postergados. Erguer a cobertura, uma operação de alto custo, é algo realizado só no final da reforma.

Ainda assim, vejo uma defasagem. Não é tão grande, mas existe. Claro, tem que se analisar caso a caso, disse.

O caso mais problemático é o da Arena das Dunas, em Natal. As obras começaram no mês passado e estão previstas até dezembro de 2013.

É prazo igual ao do Itaquerão. Mas as obras do estádio do Corinthians, iniciadas em maio, estão aceleradas.

Um local onde não se vê movimentação é a Arena da Baixada, que sofre com uma discussão sobre a engenharia financeira da reforma, prevista para o próximo mês.

Em Porto Alegre, a obra do Beira-Rio é lenta por não terem sido acertados detalhes do contrato entre o Internacional e a Andrade Gutierrez.
Diante desse quadro, Hori prevê que o grosso dos gastos dos estádios do Mundial será feito no primeiro semestre de 2012, quando as obras devem atingir o seu pico.

Há depois uma complicação, que são as coberturas, porque a engenharia brasileira não está acostumada a fazê-las com essas lonas tensionadas. Somos capazes, mas não temos o know-how.

A maioria dos estádios usará coberturas desse tipo, similares às vistas nas arenas da África do Sul na Copa-2010.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CARA-DE-PAU - Oi pede R$ 27 bilhões para gerir banda larga do governo


da Sucursal de Brasília


Hoje na Folha A empresa de telefonia Oi pediu R$ 27 bilhões em incentivos e benefícios federais para comandar a universalização da banda larga no país, informa reportagem de Valdo Cruz e Humberto Medina para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
A proposta foi classificada pela equipe do presidente Lula de "inaceitável" e reforçou a tese dos defensores do uso da Telebrás como gestora do plano.
O projeto final da área técnica do governo será levado ao presidente nas próximas semanas e proporá um modelo em que o investimento federal ficaria bem menor do que o proposto pela Oi: R$ 6 bilhões entre 2010 e 2014 para montar a estrutura de uma rede pública no país e conexões de rádio para levar a internet a cidades onde o setor privado não quer investir ou cobra preços abusivos.

Editoria de Arte/Folha Imagem

Os números da Oi foram comemorados pelos técnicos da Casa Civil e do Ministério do Planejamento. Segundo eles, depois que os dados das duas propostas foram comparados, até o Tesouro Nacional, antes resistente à ideia de uso da Telebrás, decidiu apoiá-la.

Leia a reportagem completa na Folha desta segunda-feira.

 


 

sexta-feira, 9 de abril de 2010

DENÚNCIA - TCU vê pagamento ilegal da Petrobras de R$ 56,9 mi



colaboração para a Folha
Hoje na Folha Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) chegou à conclusão de que uma subsidiária da Petrobras pagou ilegalmente R$ 56,9 milhões a consórcios formados pelas construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e OAS na construção do gasoduto Urucu-Manaus, uma das mais caras obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A informação é da reportagem de Breno Costa publicada na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).
A obra, iniciada em junho de 2006, foi inaugurada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro passado ao custo de R$ 5 bilhões -como a Folha revelou na ocasião, mais que o dobro dos R$ 2,4 bilhões assinados naquele ano com os três consórcios que dividiram a execução dos 670 km de dutos que cortam a selva amazônica.
O TCU determinou que o dinheiro pago indevidamente seja descontado de eventuais pagamentos a serem efetuados pela TAG (Transportadora Amazonense de Gás), subsidiária integral da petrolífera, aos consórcios.
Os R$ 56,9 milhões representam, segundo o tribunal, a diferença entre as ofertas apresentadas pelas empreiteiras no "demonstrativo de formação de preços" e os valores presentes nos boletins de medição da obra, planilhas que baseiam efetivamente os pagamentos da subsidiária da Petrobras. Na prática, as empresas ofereceram um preço e, após a execução, cobraram outro.
A auditoria do TCU, iniciada em 2007, também atingiu o governo do Amazonas. A equipe de auditores apontou o uso de empresas fantasmas e indícios de falsificação de documentos pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas para justificar dispensa de licitação em convênio assinado com a Petrobras e com a TAG.
Segundo os auditores, em pelo menos quatro contratos, assinados entre 2006 e 2007 para serviços complementares às obras do gasoduto, propostas orçamentárias supostamente elaboradas pela mesma pessoa foram assinadas de maneira diferente em processos distintos.
A Petrobras, em resposta à Folha, afirma que "não ocorreram irregularidades ou pagamentos indevidos" na execução dos contratos para a construção do gasoduto Urucu-Manaus. Segundo a estatal, "existe uma divergência de entendimentos entre a Petrobras e o TCU quanto à forma de verificação dos custos no demonstrativo de formação de preços".

sexta-feira, 19 de março de 2010

ECONOMIA/NEGÓCIOS - Asiáticos acirram disputa por trem-bala

da Folha Online
Hoje na Folha Às vésperas do lançamento do edital de licitação do trem-bala Rio-SP, os possíveis interessados na obra --a maior do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), orçada em R$ 34 bilhões-- já estão se organizando para a disputa. A informação é de reportagem de Humberto Medina publicada na Folha desta sexta-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
No radar das autoridades do governo encarregadas do empreendimento já apareceram duas combinações: a empreiteira Andrade Gutierrez com os grupos japoneses (Mitsui, Toshiba, Hitachi, Mitsubishi e Japan Railway) e o Grupo Bertin com os sul-coreanos (Samsung e Hyundai).
A posição dos chineses intriga as autoridades brasileiras. A princípio, a impressão é que a associação seria com a Odebrecht. Agora não há mais tanta certeza, e a avaliação é que os chineses poderão entrar sozinhos, para negociar a associação com algum grupo nacional já com a obra assegurada.
As últimas semanas foram de intensa negociação dos empresários com o governo para a modificação de aspectos do edital considerados inadequados. Em muitos pontos, o governo cedeu. Agora, a expectativa é em relação à aprovação dos estudos pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e de eventuais mudanças que o órgão venha a sugerir.
Leia a reportagem completa na Folha desta sexta-feira.