Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 14 de abril de 2012

#COPA2014 - Delta já vislumbra prejuízo e ameaça deixar obra do Maracanã [Isso já era esperado !!!]

Reforma do Maracanã causa desentendimento entre empreiteiras
FOLHA DE SÃO PAULO

Palco da final da Copa do Mundo-2014 e com as obras atrasadas, o Maracanã tem causado estresse para as três empreiteiras que venceram o consórcio para a construção do estádio (Odebrecht, que lidera o grupo, Andrade Gutierrez e Delta).

De acordo com a coluna, um dos motivos da tensão é o fato de que a construção do novo Maracanã, estimada em mais de R$ 900 milhões, estaria dando prejuízo. Sem entendimento, a Delta, deve deixar a obra.

O Maracanã vai receber sete jogos na Copa-2014 e também está escalado para a Copa das Confederações-2013, torneio teste da Fifa. Segundo a Secretaria Estadual de Obras, o estádio será entregue em fevereiro de 2013. A previsão anterior era o fim de 2012.

Angular Fotografias Aéreas-2.abr.2012

Imagem aérea mostra obras do Maracanã 

sábado, 31 de março de 2012

#COPA2014 - Empréstimo ao Itaquerão vai parar na Justiça

O Ministério Público Federal vai entrar com ação na Justiça para ter acesso a documentos e contratos do futuro estádio do Corinthians.

Nesta semana, o Banco do Brasil liberou um "empréstimo ponte" no valor de R$ 150 milhões à Odebrecht, empreiteira que ergue o Itaquerão.
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Rivaldo Gomes - 6.mar.12/Folhapress

Obras da arquibancada do futuro estádio corintiano em Itaquera


A construtora se compromete a pagar o empréstimo assim que conseguir o valor do BNDES, por meio da linha de crédito usada para a construção de estádios da Copa.

Na avaliação do procurador José Roberto Pimenta Oliveira, o fato de o Banco do Brasil garantir um futuro empréstimo do BNDES faz da União "a única a assumir todos os riscos do negócio, caso ocorra inconveniente no pagamento do empréstimo por parte das instituições Corinthians e Odebrecht".

Por isso, o procurador pediu ao Banco do Brasil todos os documentos relativos ao empréstimo. A instituição se recusou a fornecer os papéis, alegando que o contrato com a Odebrecht tem "cláusulas de confidencialidade".

O próximo passo do Ministério Público Federal é tentar o acesso aos documentos pela via judicial. Nota divulgada ontem pela procuradoria fala em "medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis".

Este é o segundo "empréstimo ponte" tomado pela Odebrecht para construir o estádio do Corinthians.

O outro, de R$ 100 milhões, foi tomado do banco Santander. A construtora diz que, após os R$ 150 milhões do Banco do Brasil, tal operação não será mais necessária até a conclusão da obra.


    
Fonte Folha

sexta-feira, 30 de março de 2012

GREVE NO PAC - Obras de Hidrelétricas paradas. São 43 mil trabalhadores de braços cruzados

Greve nas usinas do PAC leva a atraso na entrega das obras

Danilo Fariello
Geralda Doca

BRASÍLIA e RIO —
Quatro importantes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área de energia estão paralisadas, com 43 mil trabalhadores de braços cruzados, colocando em risco os cronogramas de execução dos empreendimentos. Nas hidrelétricas do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), o clima era de tensão nesta quinta-feira, com a presença de policiais militares armados com balas de borracha. A greve, que já dura 22 dias em Jirau e oito em Santo Antônio, estendeu-se para o canteiro de Belo Monte, onde três mil funcionários, de um total de sete mil, pararam por melhores condições de trabalho. Em São Félix do Xingu (PA), onde ficam as obras de Belo Monte, um operador de motosserra morreu durante o trabalho na quarta-feira à tarde, o que estimulou a adesão à greve, na avaliação do governo federal. Outra hidrelétrica do PAC, no Rio Teles Pires, fronteira entre Pará e Mato Grosso, teve sua licença de instalação suspensa pela Justiça nesta semana, e o cronograma interrompido.

As greves são motivadas, principalmente, por pedidos de aumento salarial e de melhores condições de trabalho. Os valores dos quatro empreendimentos chegam a quase R$ 60 bilhões.

— Fomos pegos de surpresa com os PMs nos canteiros de obra. Participamos de uma comissão tripartite na quarta-feira e ninguém falou nada — disse Enélcio Pereira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Rondônia (Sticcero), sobre Jirau e Santo Antônio.

— A presença da PM no canteiro é preocupante, só acirra os ânimos. A saída é a negociação, mas as empresas se recusam a negociar com trabalhadores parados, e eles não querem voltar sem proposta — disse Claudio da Silva Gomes, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Construção Civil e da Madeira (Conticom).

Segundo os sindicalistas, havia cerca de 150 PMs nos canteiros em cada usina ontem. Eles estavam prontos para um confronto, com balas de borracha e gás lacrimogêneo. Entre os policiais, há contingente da Força Nacional de Segurança Pública. No ano passado, uma agitação tomou conta do canteiro de Jirau, com atos de vandalismo.

Governo criará comissão tripartite
Em Porto Velho, nesta quitna-feira pela manhã, 97% dos trabalhadores da obra de Santo Antônio decidiram, pacificamente, retomar as atividades, segundo nota do consórcio construtor. De acordo com os sindicalistas, os empregadores haviam decidido abonar os dias parados. No entanto, um tumulto causado pelos demais funcionários teve de ser contido pela polícia, disse o consórcio. Na hora do almoço, um trabalhador atirou uma pedra em um policial. “Houve confronto e mesmo contando com o apoio da Força Policial, o consórcio foi obrigado a evacuar a obra para preservar a integridade física dos demais trabalhadores e de suas instalações”, disse o consórcio em nota.

Em Jirau, a situação foi também conturbada, mas sem violência. A Camargo Corrêa, responsável pela obra, afirmou que, pela manhã, uma minoria de grevistas impediu os profissionais de retomar os trabalhos — segundo a Conticom, foram duas mil pessoas. Em nota, a Camargo Corrêa afirma que “não ocorreram atos de violência contra trabalhadores nem houve registro de danos materiais às instalações e equipamentos”. O sindicato conseguiu dispersar o movimento, mas a obra permaneceu parada, disse a Conticom.

Jirau e Santo Antônio já consideram reavaliar seus prazos de entrega das obras. O consórcio Energia Sustentável do Brasil, responsável por Jirau, previa o início das operações para o segundo semestre deste ano. Em nota, o Santo Antônio Energia reconheceu que está “avaliando eventuais impactos” da greve. A hidrelétrica deveria entrar em operação no fim de abril. Nesta quinta-feira, estava marcada uma audiência de conciliação entre as partes no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas a reunião, que trataria de Jirau e Santo Antônio, foi adiada para amanhã.

Segundo o movimento Xingu Vivo, a morte do trabalhador em Belo Monte não tem relação direta com a greve, mas o clima ficou pesado e os trabalhadores usaram o ocorrido para cruzar os braços e protestar contra cláusulas “não atendidas” do acordo coletivo de 2011. Também estariam revoltados com o desconto no contracheque de auxílio concedido aos operários instalados na cidade. A empresa estaria levando esses empregados aos canteiros e, por isso, retirando o adicional. Outra reivindicação é a redução do prazo de seis para três meses para que possam visitar as famílias.

Diante de greves e tumultos, o governo corre para pôr em prática o compromisso assumido pelas empreiteiras Andrade Gutierrez, Odebrecht e Camargo Corrêa de melhorar as condições de trabalho, respectivamente, em Belo Monte, Santo Antônio e Jirau. O compromisso foi assinado com a presidente Dilma em 1 de março entre 12 empresas e centrais sindicais.

Na segunda-feira, será publicada uma portaria assinada pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, instalando a Comissão Permanente Tripartite, com 30 pessoas, entre representantes do governo, dos trabalhadores e das empresas. A primeira reunião será na terça-feira.

As paralisações, porém, não chegam a preocupar o mercado, que conta com sobra de energia para atender ao crescimento do consumo até 2016. Além disso, projetos desse porte já contam com uma “gordura” em seus cronogramas. A diretora de Gestão de Risco e Regulação da Trade Energy, Regina Pimentel, destaca que o cenário indica sobra de quatro mil megawatts (MW) médios até 2014.

— Não há preocupações com esses eventuais atrasos.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/hidreletricas-paradas-43-mil-trabalhadores-de-bracos-cruzados-4450360#ixzz1qbYlDkF0

sábado, 11 de fevereiro de 2012

#CaosNosTrilhos - Alerj cobra explicações da SuperVia sobre problemas com trens

Em nota, a comissão citou a vida útil dos trens, dizendo que "muitos trens em operação hoje tem mais de 50 anos e praticamente não há mais peças de reposição, o que dificulta o trabalho de manutenção"

Isabela Bastos

RIO - A Comissão de Transportes da Assembléia Legislativa (Alerj) informou na sexta-feira ter enviado ofício à SuperVia cobrando explicações sobre os seguidos problemas envolvendo os trens do Rio. Em nota, a comissão citou a vida útil dos trens, dizendo que "muitos trens em operação hoje tem mais de 50 anos e praticamente não há mais peças de reposição, o que dificulta o trabalho de manutenção". O presidente da comissão, deputado Marcelo Simão (PSB), disse que pretende agendar uma reunião com dirigentes da empresa para cobrar melhorias no sistema e a entrada em operação dos trens chineses comprados pelo governo estadual:


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"Temos sempre feito cobranças à Supervia e a concessionária promete soluções que não consegue cumprir. É preciso que os novos trens prometidos entrem logo em operação, pois a população não pode mais continuar sendo sumetida a um transporte caótico e precário", disse o parlamentar na nota.

O secretário de Estado de Transportes, Júlio Lopes, disse que quatro dos 34 trens chineses, encomendados pelo governo estadual, já foram entregues pelos fornecedores. Um deles já se encontra em testes de circulação com sacos de areia no lugar dos passageiros. Os outros trens ainda estão em fase de montagem nas oficinas da SuperVia. Mas para que as composições possam entrar em operação, elas precisam ser homologadas, o que ainda não aconteceu.

A Agetransp, agência que fiscaliza os transportes do Rio, anunciou que abriu processo administrativo para apurar os transtornos aos passageiros causados pela paralisação registrada anteontem no ramal Japeri, que gerou atrasos em série e tumultos em várias estações da SuperVia. O processo está em fase de instrução, que é a reunião de informações e provas documentais do incidente. Ele ainda será distribuído a um conselheiro relator. Ainda não há data para que o processo seja levado à análise em sessão regulatoria publica.

Um dia depois do quebra-quebra generalizado em quatro estações de trens do Rio, incluindo a Central do Brasil, a SuperVia voltou na sexta-feira a registrar problemas no transporte ferroviário. Segundo a Agetransp, a circulação do ramal Guapimirim da empresa ficou interrompida durante boa parte do dia, por conta de problemas mecânicos na locomotiva que movimenta os vagões. O serviço, ainda de acordo com a agência, só foi restabelecido às 16h40. A SuperVia informou que, por conta da pane, duas das seis viagens programadas não foram realizadas.

O ramal onde ocorreu o problema tem nove estações, entre Saracuruna, em Duque de Caxias, e a cidade de Guapimirim. A pane não foi divulgada pela empresa. Tanto o tele-atendimento gratuito da SuperVia, como o site da empresa, informavam que o ramal de Guapimirim estava funcionando normalmente. Já a página da SuperVia no Twitter não fazia qualquer menção a problemas em Guapimirim.

Fonte O Globo  http://oglobo.globo.com/rio/alerj-cobra-explicacoes-da-supervia-sobre-problemas-com-trens-3946735#ixzz1m3MgRYYR

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

#CAOSNOSTRILHOS - Secretário de Transportes de Cabral, diz que sistema de trens é 'deficiente'

Júlio Lopes afirma que população enfrentará mais problemas nos próximos anos

 Isabela Bastos
 
Júlio Lopes comenta a paralisação de trem na SuperVia
Gustavo Stephan / O Globo
RIO - O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, admitiu na tarde desta quinta-feira que o serviço de trens ainda é deficiente no Rio e que a população enfrentará problemas nos trens pelos próximos dois anos - prazo em que devem acontecer algumas melhorias, como a compra de novas composições e obras nas estações. Ele pediu desculpas à população pelos transtornos ocorridos nos ramais ferroviários na Zona Norte na manhã desta quinta-feira. Um trem com defeito parou nas imediações da estação Sampaio e provocou um efeito cascata nas outras três linhas, causando caos e quebra-quebra entre passageiros e policiais.

- Quero me desculpar em nome do governo. Mas, ao assumirmos o sistema, ele transportava metade dos passageiros de hoje e tinha apenas dez trens com ar-condicionado. A sinalização era extremamente precária. Hoje temos 40 trens com ar, um novo centro de controle e transportamos 550 mil passageiros por dia - afirmou Júlio Lopes. - O serviço ainda é deficiente e não é o que queremos prestar. Temos vulnerabilidades, como os trens que precisam ser aposentados. Estamos trocando o pneu do carro com o veículo andando.
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O presidente da Supervia, Carlos José Cunha, também pediu desculpas à população. Ele disse que uma série de atos de vandalismo prejudicaram o conserto do trem defeituoso que parou nas imediações da estação de Sampaio. Segundo ele, diversos homens invadiram a locomotiva e atrapalharam o serviço do técnico enviado para prestar o primeiro atendimento, e o conserto não pôde ser feito. Uma válvula elétrica do sistema de freios de emergências do trem teria apresentado defeito, o que fez com que os freios de emergência travassem, e o trem parasse. Ainda de acordo com a empresa, o maquinista começou a checagem do problema e acionou o pronto-atendimento da SuperVia. Segundo o presidente da empresa, o defeito era simples, e o defeito poderia ter sido resolvido em cinco minutos.

Cerca de 80 mil pessoas foram atingidas pelo problema - a média de passageiros que a SuperVia transporta durante o período de 7h às 8h30m.

- Tivemos um evento que não gostaríamos de ter e ver. Não é esse o resultado do esforço que temos feito para transformar a SuperVia numa empresa de qualidade - disse Cunha.

O presidente da SuperVia disse ainda que o trem defeituoso é da série 400, os mais antigos da empresa, com 50 anos de vida útil. A empresa ainda tem 49 desses equipamentos em operação:
- Eles sofrem manutenção constante e forte, mas não resistem. O problema vai acabar à medida que os trens novos forem chegando e substituindo os velhos.

A SuperVia mostrou imagens do circuito interno das câmeras de segurança em que as salas operacionais de várias estações são invadidas durante os protestos. Em uma delas, na estação de Madureira, um equipamento de comunicação da estação com o Centro de Controle da empresa é roubado por um homem ainda não identificado.

- Infelizmente ainda temos esses casos, que, para nós, são muito penosos. Não estamos aqui para prometer nada. Já estamos fazendo tudo o que prometemos - disse o presidente da SuperVia sobre os investimentos que têm sido feitos nos ramais ferroviários.

 Júlio Lopes afirmou que quatro dos 34 trens chineses comprados pelo estado já chegaram ao Rio. Mas as composições ainda não foram colocadas em operação, uma vez que precisam ser homologadas.

A SuperVia apresentou um cronograma de todos os acontecimentos ocorridos nesta quinta-feira. O trem com prefixo UP304 inciou a viagem às 5h31m na estação de Queimados e apresentou defeito às 6h57m nas imediações da estação de Sampaio. O técnico que faria o conserto chegou ao local às 7h08m, mas o trabalho foi interrompido por manifestantes.

Ainda de acordo com a SuperVia, o problema inicial acabou gerando um efeito cascata nos outros três ramais da empresa. Às 7h12m os passageiros forçaram a abertura das portas, saindo logo em seguida em direção à linha férrea. Eles invadiram as outras três linhas, fazendo com que os trens tivessem que parar, a fim de evitar atropelamentos. As outras composições precisaram parar na estação mais próxima, causando insatisfação por parte de passageiros que estavam nas estações aguardando a viagem. A locomotiva de reboque do trem que apresentou defeitos foi chamada às 7h37m, mas o movimento só foi feito às 8h20m, devido à confusão.

A locomotiva, acordo com o presidente da SuperVia, foi invadida por vândalos, que obrigaram o maquinista a levar o trem para a Central, fugindo do destino antes programado, a estação São Francisco Xavier. A composição chegou apenas às 8h40m na Central.

- A locomotiva foi invadida. Não foi uma movimentação normal. As equipes policiais precisaram abrir caminho na linha do trem para que a locomotiva seguisse lentamente. Ela iria para a São Francisco Xavier, mas acabou indo para a Central. O reparo era simples, e o trem poderia seguir viagem. Os nossos passegeiros foram os maiores prejudicados - afirmou Cunha.

#CAOSNOSTRILHOS - Após pane na parte da manhã, Supervia registra outros dois problemas em trens da tarde

Após o transtorno gerado por uma pane em um trem da Supervia na manhã desta quinta-feira (9), a concessionária registrou outros dois problemas durante a tarde no ramal Japeri.

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Fotos: Passageiros revoltados depredam estações de trem
Secretário diz que população enfrentará problemas em trens por dois anos

De acordo com a Supervia, um dos trens apresentou problemas no sistema de frenagem, por volta das 17h07 desta quinta na estação Engenho de Dentro. A composição seguiu viagem às 17h55. Segundo a concessionária, os passageiros puderam optar por aguardar a liberação da composição ou embarcar em um dos oito trens que passaram pelo local.

O outro problema ocorreu às 17h40 na estação Olinda, quando um trem que seguia da estação Central do Brasil para Japeri registrou falha no sistema mecânico quando chegava ao local. Três vagões ficaram fora da plataforma e os passageiros desembarcaram na via. Ainda segundo a Supervia, os passageiros seguiram viagem em outro trem que passou pelo local às 18h12.
Fonte PortalR7

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

#CaosNosTrilhos : Manhã de tumulto em estações da SuperVia


Manhã de tumulto em estações da SuperVia: passageiros ocupam trilhos, andam pendurados nos trens e promovem quebra-quebra
Tumulto na Central do Brasil Foto: Gabriel de Paiva
Por Ana Carolina Torres

A manhã desta quinta-feira está sendo de muito tumulto para usuários da SuperVia. Por volta das 7h10m, um trem parou na Estação de Sampaio e passageiros ocuparam a linha férrea. Com isso, foi impedida a circulação dos ramais Deodoro, Japeri e Santa Cruz. A concessionária decidiu, também, fechar as estações do Méier, do Engenho Novo, de Sampaio e do Riachuelo, por medida de segurança. Na Central do Brasil, passageiros revoltados promovem um quebra-quebra. Uma banca de jornal e guichês teriam sido destruídos. Equipes do Batalhão de Choque estão no local, segundo passageiros.

- Está um tumulto generalizado aqui - disse o supervisor Douglas de Assis, de 24 anos.

Confusão na estação de Sampaio
Foto: Márcia Foletto

Teria havido depredação também no Engenho Novo: quatro composições teriam sido atingidas por pedradas. Na Estação de Deodoro, segundo passageiros, os trens estão parados. A circulação só ocorre na via auxiliar e, de acordo com os usuários, as composições circulam com as portas abertas. Algumas pessoas subiram nos trens e andaram pendurados.

- É um desrespeito o que acontece com os passageiros. Fiquei mais de uma hora trancado num trem parado em Sampaio sem que a SuperVia desse qualquer explicação. Por isso o povo se revoltou - disse Alan Magalhães, de 34 anos.

Por causa do fechamento da Estação de Deodoro, os pontos de ônibus ficaram lotados e os coletivos circulam muito cheios.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Agetransp informou que soube do problema em Sampaio, enviou fiscais ao local e e instaurou processo para apurar os motivos do incidente.

Leia também a íntegra da nota da SuperVia:

“A SuperVia informa que, por volta das 7h10 de hoje (09/02), identificou problema operacional em trem que seguia de Queimados para a Central do Brasil e não pode continuar sua viagem. O trem parou próximo à estação Sampaio (ramal Deodoro) e os clientes precisaram desembarcar na linha, com auxílio dos agentes da concessionária. Equipe técnica está no local para reparar a composição e proceder com a liberação da via, porém, um grupo de passageiros ocupa a linha férrea, impedindo o trabalho dos funcionários e a circulação dos trens dos ramais Deodoro, Japeri e Santa Cruz. Por medida de segurança, as estações Méier, Engenho Novo, Sampaio e Riachuelo foram fechadas. Imediatamente, a SuperVia acionou o Núcleo de Polícia Ferroviária e o batalhão de polícia da área para tomar as devidas providências.”

Fonte Extra Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/manha-de-tumulto-em-estacoes-da-supervia-passageiros-ocupam-trilhos-andam-pendurados-nos-trens-promovem-quebra-quebra-3922581.html#ixzz1ltg3E4fy 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

FORA DOS TRILHOS - MP quer que Justiça multe @Supervia_Trens em 20 milhões

Multa para ficar nos trilhos
Passageiros sentam na linha férrea: protesto contra mais uma paneFoto: Guilherme Pinto/ 15.12.2011 / EXTRA
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Marcelo Dias e Talita Corrêa

Transportar um milhão de passageiros por dia útil até 2015 — o dobro da atual demanda — é uma das principais preocupações da SuperVia desde que a Odebrecht assumiu, há 14 meses, o seu controle acionário. Quando começou a operar os trens urbanos cariocas, há 13 anos, o projeto, menos megalômano, era somente melhorar a qualidade do transporte ferroviário. Mas nem assim foi alcançado.

Pelo mau serviço prestado em 11 municípios da Região Metropolitana do Rio, entre 2010 e 2011 a concessionária foi multada pela Agência Reguladora de Transportes Públicos (Agetransp), em R$ 1.794.281,88. O mesmo motivo levou a 4 Vara de Fazenda Pública a condenar a SuperVia, na última semana, ao pagamento de uma multa de R$ 100 mil. Em setembro, a Justiça já havia determinado que a empresa pagasse R$ 20 mil por cada dia em que fossem registrados mais de seis atrasos nas viagens. Assim, o que deveria ser resolvido apenas por medidas administrativas do Executivo saiu da linha e virou questão judicial.

Em uma série de reportagens que começa hoje, o EXTRA mostra que a falta de pontualidade dos trens continua, assim como o sucateamento, a insegurança e a superlotação dos vagões, fomentando um descarrilamento que ultrapassou o limite da paciência dos passageiros e do Ministério Público.

— É absurdo não haver manutenção diária adequada e mais ainda a Agetransp não punir como deveria. Eles vistoriam a SuperVia 50 vezes por mês, mas isso é pouco. O termo de ajuste de conduta (TAC) não foi assinado com a empresa porque não havia compromisso da diretoria anterior e, com a deterioração do serviço no fim do ano, pedimos a execução da sentença da 6 Vara Empresarial, de 2009, de R$ 100 mil diários. Isso dá cerca de R$ 20 milhões — diz o promotor Pedro Rubim, da 4 Promotoria de Tutela Coletiva.

Manutenção de R$ 80 milhões
A SuperVia responde a 1.858 ações no TJ. Numa, da 6 Vara Empresarial, foi condenada a pagar R$ 100 mil por falhas operacionais diárias e R$ 200 mil por desrespeito à sentença.

— Investimos R$ 80 milhões em manutenção em 2011. O MP não entendeu o caso do show (do Paul Mccartney, em maio, quando foi organizado um esquema de viagens exigido como padrão). O que se espera da gente, todo dia, mostramos ser possível num evento de seis horas. Queremos operar sempre naquele padrão. Esperamos pelo MP para assinar o TAC desde outubro — diz o presidente da SuperVia, Carlos José Cunha.

A Agetransp informa que vistoria a empresa, em média, 2.080 vezes por mês



Fonte Extra http://extra.globo.com/noticias/rio/multa-para-ficar-nos-trilhos-3728381.html#ixzz1kGwqdHAj 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

CONDENADA - @SuperVia_Trens é condenada a indenizar passageiro que permaneceu por duas estações preso à porta do trem

A Supervia Concessionária de Transporte Ferroviário S/A terá que pagar uma indenização por danos morais, no valor de R$ 8 mil, para um passageiro que se feriu em uma de suas composições. Josenilton Freire de Oliveira alegou que o maquinista partiu com o trem sem observar que ele estava preso na porta, que fora fechada no momento em que entrava no vagão, fazendo com que sofresse graves lesões.

“A dinâmica dos fatos restou comprovada pela prova testemunhal produzida, tendo as testemunhas relatado, em seus depoimentos, que o autor permaneceu por duas estações preso à porta do trem, o que lhe causou ferimentos na perna direita”, afirmou a juíza Luciana de Oliveira Leal Halbritter, da 6ª Vara Cível da Capital



Fonte Jornal Extra http://extra.globo.com/noticias/rio/supervia-condenada-indenizar-passageiro-que-permaneceu-por-duas-estacoes-preso-porta-do-trem-3696485.html#ixzz1jny2YKlx 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

MAIS PROTESTOS - Usuários da SuperVia usam redes sociais para marcar protesto nesta sexta-feira 13

por Ana Carolina Torres
Na sexta-feira 13, data conhecida como um dia de azar, usuários da SuperVia prometem fazer um movimento para protestar contra os constantes problemas ocorridos nos trens. Por meio das redes sociais - Twitter e Facebook - eles lançaram uma campanha e pedem que os passageiros usem uma peça de roupa preta, numa espécie de luto.

Organizador do movimento, o encarregado de turma Marcelo Pereira de Sousa, de 33 anos, disse que a ideia inicial era pedir que as pessoas deixassem de andar de trem na sexta-feira 13. Mas ele logo viu que seria muito difícil levar esse plano adiante:

- Então pensei logo no Twitter e no Facebook. Comecei a divulgar a ideia e os amigos a passaram adiante. A gente espera uma boa adesão ao protesto.

Segundo ele - que usa o trem diariamente para ir de casa, em Queimados, na Baixada Fluminense, até a Central do Brasil -, os problemas com os trens têm sido constantes.

- Do fim do ano para cá, aumentaram muito. Reconheço que a empresa (SuperVia) faz investimentos, mas eles se tornam insignificantes diante de tantos transtornos - disse ele.

Fonte Extra  http://extra.globo.com/noticias/rio/usuarios-da-supervia-usam-redes-sociais-para-marcar-protesto-nesta-sexta-feira-13-3648889.html#ixzz1jFAPOkAS 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

COPA 2014 - GREVE : Operários da arena de PE param obras

Menos de duas semanas após a Fifa divulgar a tabela oficial do evento, a Copa de 2014 enfrenta paralisações em dois estádios que serão usados no Mundial. Nesta terça-feira, os operários da Arena Pernambuco cruzaram os braços em protesto contra a demissão de dois colegas, além de acusarem o responsável pela segurança local de assédio moral.
Eles se juntaram aos funcionários do Estádio Nacional de Brasília, o atual Mané Garrincha, que iniciaram greve na última quarta-feira por melhores condições de trabalho.
O consórcio levou o caso à Justiça, que não conseguiu chegar a um acordo na segunda-feira, data da primeira audiência de conciliação. Um novo encontro foi marcado para a próxima quinta, às 16 horas, no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª região.
Danilo Verpa - 30.nov.10/Folhapress
Obras para a construção da Arena Pernambuco, que abrigará jogos da Copa-14 e receberá financiamento de R$ 400 milhões do BNDES.
Obras para a construção da Arena Pernambuco, que abrigará jogos da Copa-14 em São Lourenço da Mata
A saída judicial, aliás, também será realizada em Pernambuco. Em nota oficial, a Odebrecht, construtora à frente das obras (assim como em São Paulo e Salvador, por exemplo), pedirá que o movimento deflagrado seja declarado ilegal.
"A paralisação é totalmente descabida, uma vez que está em plena vigência acordo coletivo de trabalho firmado com este mesmo sindicato no último mês de setembro. Acordo que vem sendo cumprido integralmente pela empresa", diz o comunicado.
A Odebrecht acrescenta que a demissão da dupla de operários "é uma decisão legítima dela, a quem compete avaliar o desempenho de seus colaboradores".
Porém, segundo o assessor do Sintepav (Sindicato dos Trabalhadores na Construção de Estradas, Pavimentação e Terraplenagem em Geral), Leodelson Bastos, eles tinham estabilidade por pertencerem à Cipa (Comissão Interna de Prevenção a Acidentes).
"Além disso, a empresa não relata os episódios de assédio moral do coronel Eduardo Fonseca, um militar reformado que está tocando as obras como se fosse um quartel, oprimindo trabalhadores e agredindo alguns até fisicamente", declara Bastos.
Sobre o assunto, a construtora afirma que repudia as acusações e as chama de "inverídicas, sem tem como serem comprovadas por essa entidade".
Localizada no município de São Lourenço da Mata, na região metropolitana do Recife, a Arena Pernambuco só vai receber a Copa das Confederações, em 2013, caso consiga cumprir o cronograma --assim como o estádio da Fonte Nova, em Salvador. Rio, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza já estão previamente confirmadas.
A futura praça esportiva terá capacidade para 46 mil pessoas e está orçada ao custo de R$ 500 milhões, a maior parte (R$ 400 milhões) prevista por financiamento do BNDES

Fonte Folha

sábado, 29 de outubro de 2011

TREM-BALA : Na China tem tarifa popular de R$ 160

Preço é válido para linha de cerca de 1,3 mil quilômetros, entre Xangai e Pequim, a maior do mundo. No Brasil, teto cogitado é de R$ 200, entre Rio de Janeiro e São Paulo.
Em banho-maria no Brasil, o trem-bala viaja diariamente a mais de 300 quilômetros horários entre as cidades chinesas de Xangai e Pequim, cobrindo cerca de 1,3 mil quilômetros, em pouco menos de cinco horas. Trata-se da maior linha de trem de alta velocidade do mundo, inaugurada em junho deste ano. Orçada em cerca de US$ 33 bilhões, ela levou pouco mais de três anos para ficar pronta.
No Brasil, depois de três tentativas fracassadas de leilão do projeto, o governo estuda soltar novo edital, até dezembro.
Na última década, os chineses se lançaram em uma cruzada de pesados investimentos em infraestrutura que resultaram na construção de cerca de 8 mil quilômetros de linhas de trens de alta velocidade. Apesar de já ser hoje a maior do mundo, a perspectiva é de que a malha chinesa vá dobrar até 2020

As diferenças como cada um dos países trata a questão do transporte ferroviário de alta velocidade não se limitam à agilidade de implantação.
A tarifa para o trecho entre Pequim e Xangai varia de cerca de R$ 160 (555 Renminbi), para a classe econômica, até R$ 530 (1.750 Renminbi), para a primeira classe. No Brasil, a tarifa teto em estudo para a classe econômica, no trecho de menos de 500 quilômetros entre São Paulo e Rio de Janeiro, é de R$ 200.
Mas há também semelhanças. Assim como costuma acontecer em obras de infraestrutura no Brasil, o preço da obra chinesa sofreu com escaladas de preço que levantaram suspeitas de superfaturamento. De forma semelhante, a viabilidade financeira do sistema é questionada.
O governo chinês, porém, não parece ter o lucro como meta principal da iniciativa. Espera, por outro lado, que o trem bala traga ganhos secundários de competitividade ao país, liberando linhas tradicionais de trem para o transporte de cargas e evitando o superlotação do sistema de transporte aéreo.
No Brasil, existe a expectativa de que os benefícios sejam os mesmos. Mas também que os operadores privados sejam capazes de lucrar com o sistema.
Dúvidas em relação à possibilidade de que a linha possa ser rentável para o consórcio construtor e operador da linha foram justamente um dos motivos de esvaziamento dos primeiros leilões do projeto no país. O entendimento, de modo geral, foi de que o número de passageiros projetado seria inferior ao necessário para bancar uma obra estimada pelo governo brasileiro em R$ 33 bilhões, mas que nas avaliações do mercado poderia passar de 5 bilhões.
Para resolver a questão, o governo pretende agora dividir a licitação do projeto em duas fases. Na primeira, serão definidos o fornecedor dos trens e o operador da linha, que fará o projeto executivo da obra. Na segunda fase serão escolhidas as empresas construtoras.
Uma das mudanças em estudo para aumentar a atratividade do negócio para as construtoras é a entrega a elas do direito de exploração comercial das estações e de projetos imobiliários no entorno das mesmas, afirma Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer). Resta saber se realmente dará certo.
Grandes grupos construtores, como Camargo Corrêa e Odebrecht, já manifestaram interesse em participar. Existe também expectativa entre fabricantes de trens, como Siemens, Alstom e Bombardier. 
Fonte Brasil Economico  

sábado, 1 de outubro de 2011

COPA 2014 - Andrés Sanches diz que 'Fielzão' vai custar mais de R$ 1 bilhão

Afirmação desmente orçamento oficial divulgado. Presidente do Corinthians também vê Lula em 'situação difícil'
O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, admitiu que o custo das obras do estádio do clube, em Itaquera, vai superar a marca de R$ 1 bilhão. Oficialmente, Corinthians e Odebrecht, empreiteira responsável pela obra, informaram que o "Fielzão" custaria R$ 820 milhões.
Em entrevista para a atual edição da revista Época, Sanchez falou sobre a nova marca e ainda deixou o ex-presidente Lula em situação complicada. "Quem fez o estádio fui eu e o Lula. Garanto que vai custar mais de R$ 1 bilhão. Ponto. A parte financeira ninguém mexeu. Só eu, o Lula e o Emílio Odebrecht (presidente do Conselho de Administração da Odebrecht)", disse o dirigente.
A revista pergunta então se a divulgação do custo bilionário não vai "ficar feio". Andrés responde: "Não vai ficar feio pra ninguém. Vai ficar, talvez, não imoral, mas difícil para o Lula. Porque vão falar: 'Pô, como é que uma empreiteira se submete a fazer isso? Por que o presidente pediu?'. É o que insinuam até hoje".
Em agosto, o iG publicou matéria informando que o orçamento inicial do estádio ficou em R$ 1,5 bilhão, mas que cortes em alguns itens considerados luxuosos foram feitos para baixar tal valor.

sábado, 24 de setembro de 2011

PROPAGANDA PRÉ-ELEITORAL - Gaviões negocia patrocínio da Odebrecht para Carnaval com Lula

A Gaviões da Fiel tenta obter o patrocínio da Odebrecht para desfilar no próximo Carnaval embalada pelo samba-enredo em homenagem ao ex-presidente Lula.

Integrantes da torcida e escola de samba corintiana afirmam já terem procurado representantes da construtora e se dizem animados. Segundo torcedores-sambistas, o Carnaval exige pelo menos cerca de R$ 3 milhões em patrocínios.

A expectativa é a de que Lula sirva como isca não só para a Odebrecht, mas também para outros patrociandores. Há quem calcule arrecadar no total R$ 5 milhões, que serviriam ainda para pagar dívidas da escola de samba.

 Além de realizar uma série de obras do governo durante a era Lula, a Odebrecht se aproximou mais ainda dele por conta do Itaquerão. O então presidente convenceu a construtora de que seria um bom negócio erguer a arena do Corinthians, seu time de coração. Ele assinou como testemunha o contrato entre as partes.

 Fonte UOL Blog do Perrone http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/sem-categoria/gavioes-tenta-patrocinio-da-odebrecht-para-carnaval-com-lula/

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

COPA 2014 - Após greve, operários do Maracanã voltam ao trabalho

Eles reivindicavam aumento da cesta básica de R$ 160 para R$ 180.


Rio de Janeiro, RJ, 19 (AFI) - Os funcionários da construção civil que trabalham na reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 retomaram o trabalho na manhã desta segunda-feira, após 18 dias de greve, informou o Consórcio Maracanã Rio 2014, responsável pelas obras do estádio.

Os operários voltaram ao trabalho depois que o Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ) considerou a greve abusiva na sexta-feira e exigiu a retomada das obras até esta segunda. Com isso, o consórcio não precisará atender às novas exigências dos funcionários.

Eles reivindicavam aumento da cesta básica de R$ 160 para R$ 180, melhora da condição dos alimentos e maior limpeza em refeitórios e vestiários. Além disso, os operários apontaram que não havia médicos no turno da madrugada das obras. Insatisfeitos, eles iniciaram a paralisação no Maracanã no dia 1.º de setembro.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

COPA 2014 - TRT julga abusiva greve de operários de obra do Maracanã

Trabalhadores vão decidir rumo do movimento, que já chega a 16 dias, na segunda-feira (19), às 7h


São Paulo – A greve dos operários da obra de reforma do Maracanã, que já dura 16 dias, foi julgada abusiva pelo Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (16). A justiça determinou a volta ao trabalho até segunda-feira (19).

Os trabalhadores cobram plano de saúde, aumento do valor da cesta básica e reclamam das condições de trabalho. O Consórcio Maracanã Rio 2014, administrador das obras, pediu o julgamento da paralisação alegando estar cumprindo os acordos firmados.

Para a desembargadora Ângela Soares da Cunha, relatora do processo, as irregularidades apontadas pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Sitraicp) não procedem. Entre as denúncias, ausência de médicos nos alojamentos, higiene precária e má qualidade dos alimentos fornecidos para as refeições.

Segundo o presidente do Sitraicp, Nilson Duarte da Costa, o rumo do movimento será decidido na segunda-feira, às 7h. Para o dirigente, a relatora foi “omissa” na decisão. A entidade vai aguardar a publicação do acórdão da audiência para pedir anulação do julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Em nota, o consórcio, formado pela Odebrecht, Andrade Gutierrez e Delta, afirma ter se colocado inteiramente à disposição dos trabalhadores para negociações, com instalação de um grupo representado por trabalhadores e empresas, para discutir a viabilidade do atendimento às reivindicações.

A paralisação atinge a totalidade dos 2.300 operários, de acordo com o sindicato.Já para as empresas, menos de 10% dos operários aderiram à greve

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O avanço do império Odebrecht

deu no Estadão

Grupo deve investir R$ 25 bilhões até 2012 para criar gigantes em infraestrutura, petróleo, etanol e habitação
De Cátia Luz e Patrícia Cançado:
A aquisição da petroquímica americana Sunoco pela Braskem e a associação da ETH Bioenergia com a Brenco, que devem ser anunciadas nesta semana, vão colocar as duas empresas da Odebrecht em outro patamar. A Braskem se tornará a sétima maior do mundo no setor e a ETH, criada há menos de três anos, pode ser a número um no ranking global de produção de etanol e energia produzida com bagaço de cana.
Os dois negócios são importantes por si só. Mas simbolizam um movimento mais amplo da Odebrecht. O grupo procura deixar para trás um passado de empreiteira, com grandes obras públicas, escândalos e embaraços políticos, para investir alto em alguns dos setores mais promissores.
O plano é ambicioso. A Odebrecht pretende investir R$ 25 bilhões em três anos para criar campeões em áreas como petroquímica, petróleo, etanol, infraestrutura e habitação popular. "Nossa força está, principalmente, em tudo que se refere à infraestrutura", afirma Marcelo Odebrecht, neto do fundador do grupo. "Só aí tem um potencial gigantesco, uma demanda de capital absurda." O grupo é provavelmente um dos mais preparados para crescer com a exigência por infraestrutura que virá da Olimpíada e da Copa do Mundo.
Embalada pelos investimentos em torno do pré-sal, a Odebrecht quer transformar também a sua empresa de óleo e gás na maior companhia privada do setor no País. Na área de energia, é acionista relevante da hidrelétrica de Santo Antonio - que, ao lado da de Jirau, são as maiores em construção - e disputa as concessões de Belo Monte, Tapajós e Teles Pires. Isso, sem falar na Braskem, que, além da Sunoco, negocia a compra de outras duas petroquímicas nos Estados Unidos. Leia mais em: O avanço do império Odebrecht

sábado, 23 de janeiro de 2010

Petrobrás cria superpetroquímica

Origem : Estadão (176 dias sob censura)


Petrobrás e Odebrecht anunciaram ontem a compra da petroquímica Quattor, da família Geyer, pela Braskem. O negócio, que cria a oitava maior petroquímica do mundo, será finalizado em 120 dias. Após a incorporação, a receita bruta da Braskem chegará a R$ 25,8 bilhões, com 26 fábricas e produção de 5,5 milhões de toneladas de resinas por ano.

O negócio marca o retorno do poder da Petrobrás na petroquímica, quase duas décadas após abandonar o setor. A estatal dividirá com a Odebrecht o controle da nova empresa, que deterá o monopólio na produção de resinas termoplásticas. A nova Braskem representa o passo definitivo na estratégia do governo de fomentar uma indústria com capacidade para disputar o mercado global - iniciada em 2003 por determinação da então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff.

As novas participações de Odebrecht e Petrobrás na Braskem vão depender da aceitação dos minoritários ao aumento de capital que será realizado e que pode chegar a R$ 5 bilhões. Se não aderirem, a fatia da Odebrecht no capital total se mantém em 38,3% e a da Petrobrás sobe de 25,3% para 36%. Se a adesão for de 100%, a participação da Odebrecht cai para 34,5% e a da Petrobrás sobe para 32%.

As duas empresas se comprometeram a entrar com R$ 3,5 bilhões do aporte - R$ 1 bilhão da Odebrecht e R$ 2,5 bilhão da Petrobrás. Para realizar o negócio, criaram uma holding, a BRK Investimentos Petroquímicos, com 93,3% do capital com direito a voto da Braskem. Na holding, a Odebrecht detém 50,1% e a Petrobrás, 49,9%. Até agora, a Odebrecht tinha 62,3% do capital votante da Braskem e a Petrobrás, 31%.

Para o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, é uma chance de "compartilhar as decisões", e não atuar apenas como acionista minoritário. O acordo prevê que as decisões serão tomadas por consenso, o que garante à estatal poder de veto.

A operação inclui a compra da participação da Unipar na Quattor e mais dois ativos por R$ 700 milhões, que serão incorporados à Braskem. O anúncio era esperado desde o fim de 2009, mas esbarrava em questões como a indicação de executivos e a participação da Braskem nos empreendimentos da Petrobrás.

Nesse caso, a estatal obteve importante vitória ao garantir a participação da Braskem no Comperj e na Petroquímica Suape - projetos em que vinha encontrando dificuldades com parcerias. O risco de obstrução pelos órgãos de defesa da concorrência é pequeno.

Mesmo assim, há grande preocupação de clientes do setor petroquímico. O setor quer redução das taxas de importação de resinas, hoje em 14%, para que produtores estrangeiros possam competir com a nova companhia.

A Quattor surgiu em 2007, para ser rival da Braskem. Mas não resistiu à crise e sucumbiu, pondo fim a uma história de 64 anos dos Geyer na petroquímica.