Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

TIMEMANIA - UM ENORME FRACASSO DA ERA LULA

Criada para isso, Timemania não abate dívidas dos clubes 
BERNARDO ITRI
DO PAINEL FC
DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

A Timemania, desde que foi criada, em 2007, só serviu para pagar 10% da dívida dos clubes com o fisco federal.

Na época de sua criação, a dívida dos clubes com a União chegava a R$ 968,2 milhões. E, até agora, a loteria abateu apenas R$ 97 milhões.

Os valores fazem parte de uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), encerrada no mês passado, sobre a loteria federal.

Curiosamente, baseados nos balanços individuais de cada clube, cartolas afirmam que o abatimento não é real. Alguns dizem que é impossível que 10% da dívida com o fisco tenha sido amortizada.

No Corinthians, clube com maior arrecadação da Timemania e que tem aproximadamente R$ 54 milhões de dívidas com o governo, o valor do abatimento é irrisório. Por ano, cerca de R$ 1 milhão é descontado pela loteria.

"A Timemania tem de ser revista. É fundamental que exista, mas precisa passar por uma reformulação", disse Raul Corrêa da Silva, diretor de finanças do Corinthians.

A loteria foi criada durante o governo Lula, e 22% do total arrecadado com ela é abatido das dívidas de times de futebol com o fisco.

"A Timemania precisa ter maior comprometimento dos clubes na questão da publicidade e regras claras. Tem que reunir governos e representantes financeiros dos clubes para termos um acordo", declarou o corintiano.

O abatimento ínfimo sugere, inclusive, que a dívida dos clubes com o fisco tenha crescido, e não sido amortizada.

"Esses 10% de abatimento indicam que a dívida não está sendo amortizada. Pelo contrário, pode estar aumentando", disse Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-presidente do Palmeiras e economista.

De dezembro de 2010 a julho deste ano, com a Timemania, a dívida do Corinthians, por exemplo, aumentou R$ 2 milhões apenas com juros.

"A Timemania não foi uma boa ideia. Precisa rediscutir [a loteria] e ver como pode se renegociar essa dívida", declarou Belluzzo.

Além do pequeno valor amortizado, outros R$ 13,3 milhões que seriam destinados para o abatimento da dívida não tiveram o fim esperado. A quantia foi bloqueada pela Justiça antes de ir para o governo federal. Foi usada para pagamentos de outras pendências dos clubes.

Desse valor, R$ 7,24 milhões foram bloqueados pela Justiça, R$ 3,53 milhões foram parados por mandados judiciais e R$ 2,54 milhões entraram nos cofres dos clubes

 Fonte Folha http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1004415-criada-para-isso-timemania-nao-abate-dividas-dos-clubes.shtml

ARTIGO - 'Brasileiro não é solidário nem no câncer' por Diogo Sales

        Por Diogo Sales
Desde que Lula foi diagnosticado com câncer, uma torrente de manifestações tomou a internet. Evitei o assunto, porque “charge” e “câncer” são duas palavras que não se misturam. Consegui fazer esta, mas remetendo ao infame pití que o Kassab deu aquela vez num ambulatório médico.
Quanto aos que pediram que Lula se tratasse no SUS, o problema foi ter exigido isso apenas ao Lula, quando deveriam ter estendido a exigência a todos (não me lembro de ter visto algo parecido quando Itamar, José Alencar e até a própria Dilma trataram do câncer). Então, fica a constatação de que os perdigotos que voaram em redes sociais eram mesmo ideológicos e vinham dos tucaneiros (aqueles, que são irmãos gêmeos dos petuscos).
Então, para acabar com essa palhaçada, vamos criar um projeto de lei que obriga todos os governantes a se tratarem no SUS, a colocar seus filhos em escolas públicas (esse projeto já existe), a enfrentar a nossa burocracia como cidadãos comuns e que não andem com seguranças e escolta armada. E, daqui para frente, vamos tratá-los como iguais, e não como seres especiais, cheios de privilégios. Quem sabe assim eles consigam se aproximar um pouco mais dos eleitores

FOnte Jornal da Tarde

domingo, 30 de outubro de 2011

GESTÃO CAMARADA - Comunistas se complicam ao gerir capital na ANP e na UNE

RIO - O estilo de gestão comunista rendeu embaraços judiciais à Associação Nacional do Petróleo (ANP) e à UNE, ambas controladas pelo PCdoB. Um suposto envolvimento de funcionários da ANP com a máfia dos combustíveis no Rio é um dos focos de um
 inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). Já a UNE, embora não seja instituição pública, teve de enfrentar uma ação movida pelo Ministério Público Federal, que tentou anular a doação de um terreno da União à entidade.

Ao justificar a ação civil pública, o MPF alegou que a UNE nada fizera no terreno da Praia do Flamengo 132, no Rio, doado no governo Itamar Franco. Porém, diante do compromisso da UNE de erguer a nova sede no local, a Justiça optou por arquivar o caso em 2006. Hoje, quase um ano depois de receber R$ 30 milhões do governo Lula, a título de indenização, para tocar o projeto, a entidade continua sem cumprir o compromisso. O terreno permanece vazio.

Também fica no Rio a sede da ANP, que entrou na mira da Polícia Civil fluminense durante a Operação Álquila, em 2009. Dois de seus funcionários, que caíram nos grampos autorizados, foram acusados de fornecer informações privilegiadas à Refinaria de Manguinhos, que seria a base da máfia da sonegação e de fraudes nos combustíveis.

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/29/comunistas-se-complicam-ao-gerir-capital-na-anp-na-une-925699898.asp#ixzz1cFzVkEdX 


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Alfredo Nascimento, Ex-ministro paga copeiro com verba do Senado



O senador Alfredo Nascimento (PR-AM), ex-ministro dos Transportes dos governos de Lula e de Dilma, paga com verba pública um funcionário que atua como copeiro de sua casa, em Manaus. Segundo matéria do jornal Folha de S. Paulo, Jackson Carlos Gomes Soares, conhecido como Aroeira, recebe R$ 2.042,14 do Senado como assistente parlamentar desde 2007. Empregados da casa e do condomínio de Nascimento confirmaram ao jornal, entretanto, que Aroeira trabalha na residência particular do ex-ministro. Em resposta, o assessor afirmou que servia ao gabinete do senador no Estado. O nome dele, no entanto, não consta entre os funcionários do escritório. Já o Senado informa que o servidor está lotado no gabinete de Brasília e que não está dispensado de atestar presença diária. Pelas regras internas do legislativo, no escritório dos Estados só podem ser mantidas "ações ligadas ao exercício do mandato". A Folha apurou que Nascimento tinha um acordo com o suplente, João Pedro (PT-AM), para manter uma cota sua na folha do Senado, o que é irregular. O senador Alfredo Nascimento justificou que o funcionário presta serviços de assessoria quando ele está no Estado.

sábado, 24 de setembro de 2011

PROPAGANDA PRÉ-ELEITORAL - Gaviões negocia patrocínio da Odebrecht para Carnaval com Lula

A Gaviões da Fiel tenta obter o patrocínio da Odebrecht para desfilar no próximo Carnaval embalada pelo samba-enredo em homenagem ao ex-presidente Lula.

Integrantes da torcida e escola de samba corintiana afirmam já terem procurado representantes da construtora e se dizem animados. Segundo torcedores-sambistas, o Carnaval exige pelo menos cerca de R$ 3 milhões em patrocínios.

A expectativa é a de que Lula sirva como isca não só para a Odebrecht, mas também para outros patrociandores. Há quem calcule arrecadar no total R$ 5 milhões, que serviriam ainda para pagar dívidas da escola de samba.

 Além de realizar uma série de obras do governo durante a era Lula, a Odebrecht se aproximou mais ainda dele por conta do Itaquerão. O então presidente convenceu a construtora de que seria um bom negócio erguer a arena do Corinthians, seu time de coração. Ele assinou como testemunha o contrato entre as partes.

 Fonte UOL Blog do Perrone http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/sem-categoria/gavioes-tenta-patrocinio-da-odebrecht-para-carnaval-com-lula/

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dilma viaja e Lula faz a festa com Temer (FOTO)


A presidente Dilma Rousseff fez nesta quarta -feira o discurso de abertura do Debate Geral da 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas enquanto isso Lula e Temer fizeram a festa.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Presidente chilena agradece apoio de Lula


Agência Brasil
Publicação: 01/03/2010 20:44 Atualização: 01/03/2010 21:21
Durante o encontro, Lula confirmou o envio de hospitais de 
campanha - (Ricardo Stuckert/PR)
Durante o encontro, Lula confirmou o envio de hospitais de campanha       
 
Brasília - Ao lado da presidente chilena, Michelle Bachelet, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu nesta segunda-feira (1º/3) aos brasileiros que estão no Chile que fiquem tranquilos e aguardem o restabelecimento dos voos comerciais para retornar ao Brasil. Caso necessário, Lula afirmou que a Força Aérea Brasileira (FAB) ajudará no transporte.

Depois de participar da cerimônia de posse do novo presidente do Uruguai, José Mujica, Lula seguiu para o Chile acompanhado da colega chilena a fim de prestar solidariedade ao povo daquele país, devastado, no último sábado (27/2), por um terremoto de 8,8 graus na escala Richter. O presidente brasileiro disse que o Chile já ajudou o Brasil e que as duas nações são amigas.

Durante o encontro, Michelle Bachelet agradeceu ao presidente Lula por ter preferido ir ao país para conversar sobre quais poderiam ser os apoios mais efetivos que o Chile realmente necessita. “É um gesto que o honra como presidente, como amigo do Chile, como amigo desta presidente. Creio que nós chilenos nos sentimos muito honrados, muito agradecidos por isto e damos graças ao presidente Lula, que demonstra ser mais uma vez uma grande líder mundial, latino-americano e grande amigo que é do Brasil e do Chile”, disse Bachelet.

Lula confirmou o envio de hospitais de campanha, que devem chegar ao Chile na próxima quarta-feira (3/3). O presidente brasileiro prometeu também enviar dois grupos de bombeiros para colaborar no resgate dos desaparecidos.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

TSE arquiva representação contra Lula e Dilma por propaganda antecipada

Ação do DEM, PPS e PSDB se referia a inaugurações em MG.
Desde 2009, quatro ações contra presidente e ministra foram rejeitadas.
Diego Abreu Do G1, em Brasília


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) arquivou nesta sexta-feira (5) mais uma representação protocolada por partidos de oposição contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na qual ambos eram acusados de propaganda eleitoral antecipada. Esta é quarta ação arquivada pela corte com pedido de punição a Lula e Dilma, cotada para ser a candidata petista à presidência da República.

Em 2009, a oposição entrou com ao menos seis representações contra o presidente e a ministra no TSE. Até o fim do ano, três haviam sido arquivadas e outras três estavam em andamento. Duas representações foram propostas em 2010, sendo que a arquivada nesta sexta-feira se refere a um evento ocorrido no último dia 19 de janeiro, em Minas Gerais.

De acordo com os partidos autores da ação, DEM, PPS e PSDB, a propaganda irregular teria ocorrido durante discursos feitos pelo presidente da República na inauguração da barragem Setúbal, em Jenipapo (MG), e do campus de Araçuaí (MG). Lula afirmou, na ocasião, que é importante que o governo inaugure o “máximo de obras possível” até o fim de março para “mostrar quem foram as pessoas que ajudaram a fazer as coisas nesse país”.

A decisão de julgar improcedente a representação foi do ministro auxiliar do TSE Joelson Dias. Para ele, em nenhum trecho dos discursos houve manifestação que tenha levado ao conhecimento geral “a candidatura, a ação política ou as razões pelas quais se possa presumir que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, seja a mais apta para a função pública.”

Em outra representação protocolada em 2010, o PSDB e o PPS citam trecho de um discurso do presidente durante a inauguração da sede dos Sindicatos dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo, em janeiro.
Ações
Todas as representações já analisadas pelo TSE nas quais o PT, o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff são alvo, sob a acusação de propaganda antecipada, acabaram rejeitadas até então.

No dia 8 de outubro último, o TSE negou uma ação protocolada pelo PSDB, que pedia a aplicação de multa contra o PT e Dilma, por propaganda eleitoral antecipada. Por unanimidade, os ministros consideraram que a veiculação do programa partidário do dia 23 de maio não ultrapassou os limites permitidos pela legislação eleitoral.

No mesmo dia, o TSE negou outra representação, na qual os tucanos acusavam os petistas de terem usado o horário destinado a propaganda partidária com o propósito de fazer propaganda eleitoral em favor de seus filiados.

Em maio, a Justiça Eleitoral já havia negado uma representação apresentada pelos tucanos. Na ocasião, o PSDB acusou o presidente e a ministra de terem feito campanha antecipada durante o Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas, realizado nos dias 10 e 11 de fevereiro, na capital brasileira.

Sucessão no Rio - Cabral pede reunião com Lula

De Gerson Camarotti e Luiza Damé, de O Globo:
O presidente Lula e dirigentes do PT entraram em campo nesta sexta-feira para evitar que o encontro da presidenciável Dilma Rousseff com o pré-candidato do PR ao governo do Rio, Anthony Garotinho , crie problemas para a aliança com o governador Sérgio Cabral, do PMDB.
Lula autorizou petistas a negociarem com o PR a retirada de Garotinho do páreo, mas, neste caso, o PMDB teria que ceder, por exemplo, na disputa pelo governo do Amazonas.
O presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, disse que a aliança do partido no Rio é com o PMDB. Cabral pediu audiência a Lula nesta sexta - adiada para este sábado por causa de atraso na chegada do presidente, que c umpria agenda em Porto Alegre .
Se Garotinho insistir na candidatura ao Palácio Guanabara, será avisado de que no Rio o palanque preferencial da ministra será o de Sérgio Cabral. O que significa que ela poderá ter eventos menores com Garotinho durante a campanha.
Em caso de prevalecer o palanque duplo para Dilma no Rio, os principais eventos de sua campanha, inclusive com o presidente Lula, serão feitos com Cabral. Garotinho seria contemplado com a presença de Dilma em eventos no interior, onde é forte politicamente.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Lula e os estragos do decreto

editorial de o estado de s.paulo



O presidente Lula voltou a Brasília, depois das férias, com o objetivo imediato de acabar com a briga entre ministros, pôr ordem na casa e cuidar dos estragos causados pelo infeliz decreto sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos, assinado por ele mesmo em 21 de dezembro.

Pelo menos um erro o presidente reconheceu: não se deveria ter incluído no texto a proposta de revogação da Lei da Anistia, de 1979. Melhor deixar o assunto para o Judiciário, porque a lei já foi contestada pela Ordem dos Advogados do Brasil e o Supremo Tribunal Federal deverá julgar a ação neste ano. Mas o erro foi cometido em várias etapas.

A primeira contribuição foi do secretário Nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, responsável pelo texto original do decreto. A segunda foi da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Era sua obrigação desarmar a bomba e prevenir o presidente. A terceira, e conclusiva, foi do próprio Lula, ao assinar o papel.

Atribuem-lhe a declaração de que assinou sem ler. Pode ser verdade. Mas pode ser também que o tenha lido sem pensar nas consequências. A segunda hipótese parece improvável, porque o decreto tem 92 páginas e o presidente, como se sabe, é avesso à leitura. Mas isso não o isentaria de responsabilidade.

O fato é que ele escorregou mais de uma vez. Um de seus enganos foi confiar na atenção e na qualidade do julgamento da ministra-chefe da Casa Civil, sua candidata à Presidência. Se eleita, ela talvez tenha mais sorte que Lula na escolha da figura mais importante do gabinete ? alguém capaz de ler e de avaliar os documentos entregues para o chefe assinar.

Mas o presidente ainda pode evitar maiores danos. Se eliminar o revanchismo embutido no decreto, poderá acomodar a situação com os comandantes militares e livrar o ministro da Defesa, Nelson Jobim, de uma situação muito desconfortável. Com isso, talvez tenha de aceitar a demissão de seu secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, mas isso será um bônus, não um custo.

Sobrariam, no entanto, outros problemas. O revanchismo e a tentativa de revogação da Lei da Anistia são apenas uma das várias fontes de conflito reunidas no decreto. Na sexta-feira, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, criticou o texto assinado por Lula. O documento, segundo ele, é preconceituoso em relação à agricultura de mercado, principal suporte do superávit comercial e da estabilidade de preços.

Na sua opinião, as mudanças legais propostas pelo decreto deverão aumentar "a insegurança jurídica no campo". Quanto a isso, não podem pairar dúvidas. O decreto defende, entre outras aberrações, um exercício de mediação entre invasores e vítimas de invasão de propriedades, antes da decretação, pelo juiz, da reintegração de posse. Invasão ainda é crime e invasores não podem ter o mesmo status legal de suas vítimas, mas o autor do texto parece desconhecer ou desprezar esse e outros detalhes. O mesmo decreto propõe subordinar ao assembleísmo de organizações "populares" as decisões de aumento de plantio de várias culturas de grande importância comercial para o País.

O secretário nacional de Direitos Humanos acusou seus críticos de desejarem transformar o plano em "monstrengo político único no planeta". Pura injustiça. O decreto já nasceu um monstrengo e seu autor é ele mesmo. Mas não é "único no planeta". Pertence a uma velha e grande família. Entre seus antepassados incluem-se as leis criadas pelos governos mais totalitários e mais brutais do século 20.

Entre os parentes contemporâneos é fácil apontar, por exemplo, as aberrações do regime instaurado pelo venezuelano Hugo Chávez e outras produzidas ou meramente ensaiadas por vários chefes populistas latino-americanos. As ameaças à liberdade de expressão e de informação, em nome de direitos humanos, são típicas dessa família de concepções políticas, assim como a intenção de converter o ensino da História em ferramenta de controle ideológico. Portanto, monstrengo, sim, mas não único em sua espécie.

Para cuidar dos danos causados pelo decreto, o presidente Lula terá de entender a extensão do problema. Não basta cuidar da polêmica entre os chefes militares e o secretário Paulo Vannuchi, nem atenuar aqui e ali as ameaças ao agronegócio. O decreto é totalmente ruim, porque é de natureza ditatorial. É esse o problema real, e o presidente sabe disso mesmo que não o tenha lido.





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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Jobim e chefes militares pedem demissão. Lula recusa

De Evandro Éboli, de O Globo:

O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada criando Programa Nacional de Direitos Humanos provocou uma crise no governo e levou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os três comandantes militares a entregar uma carta de demissão ao presidente.

Os militares ficaram irritados com o trecho do programa que prevê a investigação dos atos cometidos por agentes do Estado durante a ditadura e abre espaço para revisão da Lei de Anistia, que pode levar à condenação de oficiais daquela época.

Lula não aceitou o pedido de demissão, argumentou que não tinha conhecimento do completo teor do programa e prometeu rever a parte do decreto que gerou o descontentamento.

Lula ainda prometeu adiar o envio ao Congresso do projeto que cria a comissão encarregada de fazer as investigações sobre abusos durante a ditadura.

Leia mais em Decreto que cria Programa Nacional de Direitos Humanos abre crise entre ministros

De O Estado de S. Paulo: Em alguns setores do governo federal já é dada como mais que provável a saída de Nelson Jobim (PMDB) do cargo de titular do Ministério da Defesa. O motivo seria a forte amizade dele com o governador paulista e virtual candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra.

O que se comenta é que essa proximidade o deixaria pouco à vontade no governo quando a campanha eleitoral entrasse na esperada fase de fogo cerrado.


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Lula sancionará política climática com três vetos

da agencia Reuters:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá sancionar a lei que estabelece a política nacional de combate ao aquecimento global com três vetos, afirmou ontem o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

A Presidência informou que Lula sancionará a lei hoje e que será publicada em uma edição extraordinária do Diário Oficial no mesmo dia.

Minc disse que os ministérios sugeriram ao presidente dez vetos, mas Lula descartou sete dessas propostas. O presidente manteve a decisão de o Brasil ter metas quantificáveis e verificáveis de redução de gases de efeito estufa.

"Foram mantidas as metas, o que é o mais importante. O Brasil passa a ter uma política forte de mudanças climáticas", disse Minc a jornalistas depois de participar de reunião sobre o tema com o presidente Lula e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Leia mais em Lula sancionará política climática com três vetos, diz Minc.