Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 26 de novembro de 2011

FUTEBOL CARIOCA - Com 73,2% dos votos, Maurício Assumpção é reeleito no Botafogo

Atual mandatário vai seguir no cargo por mais três anos. Oposição consegue mínimo para garantir 14 membros no conselho deliberativo

Por Thiago Fernandes Rio de Janeiro
 
 
Mauricio Assumpção faz o V da vitória ao votar
(Foto: Fernando Soutello / Divulgação AGIF)
Eleições realizadas nesta sexta-feira, em General Severiano, garantiram a Maurício Assumpção mais três anos como presidente do Botafogo. O atual mandatário alvinegro foi reeleito com 73,2% dos votos válidos (719). Carlos Eduardo Pereira, que encabeçava a chapa de oposição, ficou com 26,8% (263 votos - houve 21 nulos e quatro brancos, totalizando 1.007).

- Sabemos que o fato de o futebol estar mal pode fazer o presidente perder uma eleição. Mas os sócios deram uma grande demonstração de que queriam a continuidade do trabalho. Essa aprovação é muita coisa. No primeiro mandato eu era um ilustre desconhecido. Não tinha nada a perder. Agora não. Agora, era o meu trabalho e de toda minha equipe que estavam em jogo. Tenho uma responsabilidade muito maior agora. Mas confio em todos que trabalham comigo. Falta um título de expressão, e é o que vamos buscar.

Apesar da derrota, a oposição pôde comemorar o fato de ter garantido mais de 20% dos votos, o que dá direito a colocar 14 membros no conselho deliberativo. Os demais 106 serão indicados pela chapa vencedora.

Dentro da sede, Carlos Eduardo Pereira recebeu o resultado com tranquilidade e felicidade. Para o candidato da oposição, ter conseguido atingir mais de 25% do eleitorado foi um feito.

- Estou feliz pelo resultado porque foi um voto de confiança. Mais de um quarto do eleitorado confiou na gente. A situação sempre usa a máquina, e eles fizeram isso intensamente. Estou contente porque garantimos os 14 membros no conselho deliberativo e poderemos fiscalizar intensamente tudo que acontece no clube.
Junto com Assumpção, integrantes da situação comemoram a vitória (Foto: Fernando Soutello/AGIF)

A eleição começou às 9h e não teve nenhum grande incidente, apesar de uma pequena briga, logo contornada. Ex-presidentes estiveram na sede para votar, como Carlos Augusto Montenegro e Mauro Ney Palmeiro. Os dois fizeram campanha por Maurício Assumpção. Fundador de uma das mais antigas torcidas organizadas do Botafogo, Russão apareceu para votar em cadeiras de rodas e com uma perna amputada causada por complicações de diabetes. Muito aplaudido, gerou comoção nos presentes.

Carlos Eduardo Pereira foi o primeiro candidato a votar. Logo na primeira hora de votação, o administrador depositou seu voto nas urnas e fez o tradicional “v” de vitória com os dedos. Maurício votou por volta de meio-dia. O presidente esperou na fila e, depois de registrar seu voto, fez o mesmo gesto do adversário.

Figuras conhecidas estiveram em General Severiano. Túlio Maravilha, Jairzinho e Maurício estiveram no local para fazer campanha por Maurício Assumpção. O humorista Helio de la Peña, além de ironizar o suposto vídeo intimo de Ronaldinho, também declarou apoio ao atual mandatário. O vice-governador Luiz Fernando Pezão também esteve no local, mas não declarou apoio a nenhum candidato.

Eleição segue na polícia
Apesar do fim do pleito, as eleições “seguem” na polícia. A denúncia de falsificação de assinaturas na inscrição de duas pessoas na chapa de oposição ainda está sendo investigada. O inquérito irá nos próximos dias para o Ministério Público. Segundo a subdelegada da 10ª DP, Daniela Terra, que toma conta do caso, há certeza de que houve o crime, faltando apenas um depoimento oficial das duas pessoas que teriam sido inscritas sem saberem. Entretanto, há dificuldade de se descobrir a autoria da fraude e as chances do caso ser arquivado são grandes

terça-feira, 20 de abril de 2010

REFORMA AGRÁRIA - MST ocupa sede nacional do Incra em Brasília


O Movimento dos Sem Terra (MST) ocupou ontem a sede nacional do Incra em Brasília e nove superintendências estaduais, dentro do Abril Vermelho.
As ocupações foram consideradas inaceitáveis pelo presidente do Incra, Rolf Hackbart, que ontem mesmo entrou com pedido de reintegração de posse na 15 Vara da Justiça Federal em Brasília.
— As ocupações são inaceitáveis. O governo sempre negociou com todas as partes. Tanto que amanhã (hoje) tínhamos uma reunião agendada com o MST — disse Rolf.
O presidente do Incra suspendeu as negociações enquanto durarem as ocupações:
— Com as ocupações, o trabalho para. O principal prejuízo, que é sentido nos assentamentos, são os atrasos no processo de descentralização de recursos para obras de infraestrutura nos estados, principalmente para estradas, energia e água.
À noite, o MST informou que se reunirá hoje com o governo federal para discutir a pauta de reivindicações, e que já havia desocupado os prédios do Incra.
Segundo balanço do MST, 68 fazendas foram invadidas.
No Rio, a ocupação da sede do Incra, na Avenida Presidente Vargas com Rua da Conceição, aconteceu sem incidentes. Hoje, ao meio-dia, haverá no local ato de apoio à reforma agrária.

 


 

terça-feira, 13 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/COTIDIANO - Presidente da escola de samba Vila Isabel é preso em operação da PF no Rio

DIANA BRITO
da Sucursal do Rio
 
O presidente da escola de samba Vila Isabel, Wilson Vieira Alves, conhecido como Moisés, foi preso no início da manhã desta terça-feira em sua casa, em Copacabana, zona sul do Rio, durante a operação da Polícia Federal batizada de Alvará. Segundo a PF, Alves é acusado de comandar a máfia dos caça-níqueis na região.
Alves foi levado para a sede da PF na zona portuária do Rio. A assessoria da corporação informou que 29 mandados de prisão estão sendo cumpridos em vários bairros do Rio, Niterói e São Gonçalo, na região metropolitana. Outros 42 mandados de busca e apreensão também estão sendo cumpridos.
A operação foi deflagrada com o objetivo de reprimir as atividades da máfia dos caça-níqueis. Oito policiais militares e um inspetor da Polícia Civil tinham sido presos até as 10h30 de hoje. Ainda não há informações sobre a identidade deles.
A ação é uma resposta à guerra dos caça-níqueis, que teve seu ápice semana passada com o atentado contra Rogério de Andrade, acusado de ser um dos chefes da máfia dos caça-níqueis no Rio. Os policiais iniciaram a ação por volta das 5h desta terça, com a colaboração de agentes da CGU (Corregedoria Geral Unificada), da Secretaria de Segurança, divididos em 40 equipes num total de cerca de 230 policiais.

Atentado
Rogério Andrade (sobrinho de Castor) sofreu um atentado na última quinta-feira (8), junto com seu filho Diogo Andrade, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. Ambos estavam em um carro que trafegava pela avenida das Américas quando ocorreu a explosão.
Diogo morreu na hora e Rogério foi levado para o hospital particular Barra Barra D'Or, na Barra da Tijuca (zona oeste), onde permaneceu internado até sábado (10).
A assessoria do Barra D'Or afirmou que estilhaços da bomba provocaram fraturas na mandíbula e no nariz de Rogério Andrade. Ele teve que passar por uma cirurgia realizada por um ortopedista e um cirurgião plástico.
A Polícia Civil informou que o atentado, que provocou a morte de Diogo, reacende a guerra pelo controle da máfia dos caça-níqueis na zona oeste do Rio. A estilo das execuções feitas pela máfia italiana, o crime teria como autor um especialista em confecção de artefatos, que pode ter usado explosivo plástico C4.
A perícia preliminar feita no Toyota Corolla blindado constatou que o centro da detonação foi no lado do motorista, causando a morte de Diogo, que dirigia o veículo, apesar de não ter carteira de motorista.
A Polícia Civil afirmou ainda que especialistas do Esquadrão Antibombas devem concluir em 15 dias um laudo, que vai apontar o tipo de explosivo usado. Inicialmente, a polícia chegou a cogitar o uso de um lança-granadas, mas a hipótese está praticamente descartada após a constatação de que o centro da explosão foi no interior do veículo.


 


 

sábado, 10 de abril de 2010

POLÍTICA INTERNA - Presidente do DEM, Rodrigo Maia vai discursar contra imposto



Marcela Rocha
Direto de Brasília
Às vésperas do evento em que o ex-governador José Serra (PSDB) irá lançar sua candidatura, a cúpula tucana e do DEM visitou o local do anúncio. Enquanto Sergio Guerra, presidente do partido e coordenador da campanha, dava seus últimos palpites estéticos na distribuição dos banners, Terra Magazine abordou Rodrigo Maia, que adiantou o fio condutor de seu discurso no evento:

"Ele já está pronto. No geral, abordo questões programáticas do DEM, um partido de centro-direita", afirma o presidente da legenda.
Segundo Maia, seu discurso pontuará "a questão tributária e direitos individuais". "E mais do que isso, só amanhã", diz.
O partido de Rodrigo Mais defende a chapa com Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, na vice-presidência. Caso contrário, o DEM pretende reivindicar a vaga. Contudo, como salientou Sergio Guerra, presidente da legenda tucana e coordenador da campanha, este não será o ambiente para tratar da vice, a ser definida entre maio e junho.
A festa acontece no espaço Brasil XXI, no setor hoteleiro Sul de Brasília. Apreensivos com a superlotação do local, os tucanos esperam cerca de 3.500 pessoas. Banners, bandeiras de todos os estados da Federação, telões e computadores para os presentes interagirem no Twitter, ferramenta familiar ao presidenciável.

 


 

sexta-feira, 2 de abril de 2010

GOVERNO LULA - Meirelles permanece no Banco Central

Deco Bancillon


Publicação: 01/04/2010 18:35 Atualização: 01/04/2010 19:05



O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, anunciou no final da tarde desta quinta-feira (1º/4) que permanece no governo. Ele decidiu não se desincompatibilizar do cargo público para disputar as próximas eleições, em outubro.

Meirelles não revelou qual cargo pretendia concorrer, mas especulava-se que ele pudesse ser candidato a vice na chapa da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A saída de Meirelles do governo era dada como certa há meses, mas acabou sendo posta em xeque nos últimos dias devido à revelação, pelo próprio presidente do BC, de que Lula gostaria que ele permanecesse no cargo até o fim do governo. Foi por causa do pedido do presidente que Meirelles decidiu permanecer no governo.
"Ficarei no Banco central visando garantir a tranquilidade, a estabilidade da economia brasileira. Decidi atender ao pedido do presidente Lula. No sentido de consolidar um trabalho de mais de sete anos de estabilidade da economia brasileira, da inflação".

Na ocasião, Meirelles havia dito que decidiria seu futuro em 24 horas.O prazo para a resposta, no entanto, venceu ontem, às 23h59min. Mas foi apenas há alguns minutos que o presidente decidiu comunicar sua decisão de permanecer no governo. Meirelles decidiu falar após o fechamento do mercado de câmbio, às 18h, para que suas palavras não tivessem reações apressadas no mercado.

Meirelles está no comando do Banco Central desde janeiro de 2003. Ele foi escolhido pelo presidente Lula para ocupar a cadeira no BC por causa de incertezas do mercado acerca da política que seria adotada pelo governo Lula. À época, a equipe que viria a conduzir a política econômica teve de divulgar uma carta aos brasileiros se comprometendo a manter o controle fiscal, o câmbio flutuante e o cumprimento das metas de inflação.

Analistas de mercado dizem que foi devido a esses fatores que o Brasil conseguiu obter a chancela de grau de investimento, o que quer dizer que o país passou a condição de bom pagador para o mercado externo.

"Eu nunca tive ambições políticas, já disse isso reiteradas vezes. Eu considerei a ambição política para consolidação da estabilidade da economia brasileira. Esta conquista, hoje, é visível, para a sociedade. Eu considerei a hipótese da ambição política, mas considerei que eu poderia contribuir mais para o país mantendo-me no BC", disse Meirelles.

Ele explicou que a decisão não foi tomada facilmente. "Conversei com muitas pessoas antes de tomar essa decisão", disse o presidente do BC, que emendou:"Atendi ao convite do presidente Lula naquela época, e sequer assumi ao mandato legislativo que eu tinha acabado de ganhar da população. Lá, como agora, eu mostro claramente que meu objetivo não é nenhum cargo político", finalizou.

 

 

ESPORTE/NATAÇÃO - COB cederá o Maria Lenk para o Flamengo durante obras nas piscinas do clube


Patrícia Amorim confirma notícia ao jornal 'O Globo': 'Será ótimo ter o respaldo do COB para executar a reforma'

GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Divulgação/Site Oficial do Flamengo

Ex-nadadora, Patricia Amorim promove a restruturação do esporte no Flamengo

Depois da contratação do campeão olímpico e mundial Cesar Cielo, a natação do Flamengo obteve nova vitória. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) cederá o Parque Aquático Maria Lenk para o clube rubro-negro durante a reforma das piscinas do clube. A informação foi confirmada pela presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, em entrevista ao jornal "O Globo".

- Eu estava no carro, indo para casa, quando o telefone ligou. Era o Nuzman (Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB) para dizer que o Maria Lenk estará à minha disposição quando eu quiser. Isso é muito bom, porque assim, enquanto o nosso parque aquático estiver em obras, o clube não vai parar, teremos para onde ir - disse a presidente e ex-nadadora.

Patricia Amorim quer começar as obras na Gávea no segundo semestre, quando Cielo voltará ao Brasil para ficar até janeiro do próximo ano. A reforma no parque aquático rubro-negro deve demorar cerca de quatro meses.

- Será ótimo ter o respaldo do COB para executar a reforma. Já na semana que vem, Marcus Vinícius Freire (superintendente executivo de esporte do COB) e Bernard Rajzman (presidente da Comissão de Atletas) virão ao clube. Nós vamos sentar, conversar e ver como isso será feito - revelou Patrícia.
A dirigente rubro-negra acrescentou que há muito para ser feito no clube:

- Está tudo abandonado há muito tempo. É só olhar em volta. Mas já começamos a fazer algumas melhorias... Nós temos um engenheiro que está fazendo o levantamento de quanto a reforma deve custar. Só a arquibancada, acho que fica em torno de 200 mil reais. A piscina eu consigo melhorar um pouco, modernizar. Dá para chegar a 1,80m de profundidade (atualmente ela tem 1,30m. Cesar Cielo tem 1,95m de altura). Ela não será uma piscina de competição, mas será boa para treinamento.

Mas não são só as contratações de Cielo, Henrique Barbosa e Nicholas Santos e as obras no seu parque aquático que o Flamengo precisa para ter uma natação forte. É o que diz o técnico Marcos Veiga, primeiro contratado para fazer a reestruturação do esporte no clube.

- Ainda faltam fisioterapeuta, preparador físico, médico esportivo, fisiologista, nutricionista... É mais que reforma da piscina - disse o técnico, que na quinta-feira viajou para os Estados Unidos para se encontrar com o trio de reforços para a natação rubro-negro.


 


 

sábado, 16 de janeiro de 2010

15o.Escândalo Brasileiro - Caso Renan Calheiros

Origem Estadão

SÃO PAULO - A situação de Renan Calheiros (PMDB-AL) se complica ainda mais. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu abrir inquérito para investigar denúncias contra o presidente do Senado e a revista Veja desta semana traz nova denúncia contra o senador: uso de 'laranjas' na compra de duas emissoras de rádio em Alagoas. As irregularidades vêm a se somar a dois outros caos: o do lobista e o da Schincariol.


O primeiro foi o detonador do caso. Renan é acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista da Mendes Júnior e tenta, sem sucesso, provar que tinha rendimentos suficientes para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento. Rendimentos com a venda de gado são o principal argumento de Renan para comprovar que não precisava de recursos do lobista, mas os documentos apresentam irregularidades. Segundo o senador, foram R$ 1,9 milhão em quatro anos.


Já a denúncia que envolve a Schincariol consiste na venda superfaturada de uma fábrica da família Calheiros por R$ 27 milhões, quando não valia mais de R$ 10 milhões. Em troca, Renan, conforme a denúncia, teria favorecido a empresa junto ao INSS, impedindo a execução de uma dúvida de R$ 100 milhões.


Cronologia do Caso

26 de maio de 2007 - A Denúncia
Segundo a revista Veja, Renan teve despesas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior. O dinheiro bancaria pensão e aluguel de Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha. No Congresso, Renan diz que lobista é seu amigo, mas nega que tenha recebido recursos.

31 de maio de 2007 - Provas sob Sigilo
Renan entrega documentos para comprovar inocência no caso. O corregedor do Senado, Romeu Tuma, analisa os papéis e diz que há emissões de cheques e retiradas de dinheiro em valores que correspondem às alegações do senador

05 de Junho de 2007 - Lobista depõe
Tuma ouve o depoimento do lobista Gontijo, que confirma as declarações de Renan. Ele disse que era apenas o intermediário no caso: o dinheiro era do senador, como ele próprio alega. No dia seguinte, pressionado, o Conselho de Ética acata representação do PSOL e abre processo por quebra de decoro contra Renan.

09 de junho de 2007 - Mônica dá a sua versão
À Veja, ela confirma que a quantia que recebia até 2005 era entregue, sempre, pelo lobista. O pagamento era feito no escritório da empreiteira e em dinheiro vivo. O senador recebe notificação do Conselho de Ética para apresentar sua defesa. Senadores defendem que Renan, Mônica e Gontijo sejam chamados a prestar depoimento.

13 de junho de 2007 - Tentativa de engavetamento
Relator do caso no conselho, Epitácio Cafeteira manda arquivar a ação sem ouvir envolvidos. Presidente do conselho, Sibá Machado não permite o engavetamento. Cafeteira renuncia ao cargo e votação do relatório é adiada até a escolha do novo relator. No dia seguinte, Wellington Salgado (PMDB-MG), aliado de Renan, assume a relatoria e também renuncia.

14 de junho de 2007 - Notas Frias
Jornal Nacional revela problema nos documentos de Renan. Recibos de venda de gado seriam irregulares e há empresas de fachada.

26 de junho de 2007 - DEM pede renúncia
Oposição eleva o tom e DEM pede, em nota, que Renan renuncie à presidência da Casa. O presidente do Conselho de Ética também resolve renunciar. Leomar Quintanilha (PMDB-TO) é eleito novo presidente do conselho.

02 de julho de 2007 - Nova Manobra
uintanilha manda o processo de volta à Mesa do Senado, o que daria a Renan tempo até de renunciar ao mandato sem perder os direitos políticos. Manobra é derrotada: os membros da Mesa devolvem novamente o processo para o conselho

04 de julho de 2007 - Novos relatores
São escolhidos os novos relatores do caso: Marisa Serrano (PSDB-MS), Renato Casagrande (PSB-ES) e Almeida Lima (PMDB-SE). Este último aliado de Renan.

09 de julho de 2007 - Relatório Anulado
Quintanilha anula relatório que pedia o arquivamento do processo contra Renan. Não há data para ser divulgado um novo documento. No dia seguinte, Senado protagoniza o primeiro bate-boca de Renan com a oposição. Ele diz que será preciso “sujar as mãos” para tirá-lo da presidência da Casa.

11 de julho de 2007 - Sem saída
Abalado pelas acusações, e após pedidos do próprio presidente Lula, Renan desiste de presidir a sessão do Congresso que aprovou a LDO.

01 de Agosto de 2007 - Nova denúncia
Na volta do recesso parlamentar, PSOL protocola mais uma representação contra o presidente do Senado. Partido quer investigação de nova denúncia de que Renan beneficiou a Schincariol em troca de favores e se envolveu com grilagem de terra em Alagoas.

04 de Agosto de 2007 - Terceira denúncia
Reportagem de Veja diz que Renan teria usado 'laranjas' para comprar duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas, que valem R$ 2,5 milhões.

06 de Agosto de 2007 - Investigação no STF
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, decide abrir inquérito para apurar o uso de 'notas frias' para comprovar venda de gado. E, no dia seguinte, o STF autoriza a quebra de sigilos bancário e fiscal do senador. Também chega ao conselho a representação do caso Schin e a oposição promete obstruir votações.

09 de Agosto de 2007 - Cerco Fechado
corregedor do Senado, Romeu Tuma, disse que vai investigar o suposto envolvimento de Renan no uso de 'laranjas' para comprar rádios em Alagoas. O usineiro João Lyra quebra o silêncio e admite que teve sociedade com senador.

15 de Agosto de 2007 - novo Processo
A jornalista Monica Veloso envia cópias de extratos de depósitos bancários ao Senado. Presidente do Conselho escolhe o petista João Pedro para a relatoria do caso Schincariol. Um dia antes, o STF requisita cópia de perícia que a PF faz nos documentos de Renan. No dia 16, o Senado encaminha terceiro processo contra seu presidente.

21 de Agosto de 2007 - Perícia Desfaforável
A PF entrega resultado da perícia na documentação de Renan. Conclusão é de que há documentos inconsistentes.

28 de Agosto de 2007 - Parecer Opostos
que a equipe jurídica da Casa foi pressionada a favorecer Renan. No caso do lobista, dois pareceres são divulgados pelo trio de relatores: Almeida Lima (PMDB-SE) apresenta texto favorável a Renan, enquanto o de Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES) é contrário. Impasse sobre voto aberto ou secreto tumultua a sessão.

31 de Agosto de 2007 - Quarta Denúncia
de um esquema de recebimento de propina, com a participação de integrantes do PMDB. Bruno de Miranda Lins, advogado e afilhado de casamento de Renan, disse que seu ex-sogro, Luiz Carlos Garcia Coelho, operava um esquema de arrecadação de dinheiro para o presidente do Senado em ministérios chefiados pelo PMDB.

05 de Setembro de 2007 - Derrota do CCJ
Por 11 votos a 4, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) decide que processo contra Renan sobre caso com lobista deve seguir para votação em plenário, onde pode ter seu mandato cassado. No dia seguinte, o PSOL protocola 4º representação contra Renan pela denúncia sobre desvio de dinheiro público junto a ministérios administrados pelo PMDB.

12 de Setembro de 2007 - A abolvição
Em votação secreta no Senado, Renan é absolvido com 40 votos a seu favor, 6 abtenções e 35 pela condenação. O presidente do Senado, no entanto, tem mais dois processos no Conselho de Ética.

09 de outubro de 2007 - Espionagem
PSDB e DEM dão entrada à quinta representação contra Renan. A acusação é de espionagem contra os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO) para montagem de um dossiê. Renan ainda perde apoio no Senado por ter articulado a destituição dos senadores peemedebistas Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon da CCJ.

11 de Outubro de 2007 - A saída
Após cinco meses de crise, o presidente do Senado, Renan Calheiros anuncia, em pronunciamente pela TV Senado, seu licenciamento do cargo por 45 dias. Seu substituto é o primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC). No dia 15, a Mesa do Senado encaminha ao Conselho de Ética o 5º processo contra Renan, sobre a denúncia de espionagem.

18 de Outubro de 2007 - Sexta Denúncia
O PSOL entra com a sexta representação contra Renan. Segundo reportagem do Estado de S. Paulo, que originou a nova denúncia, Renan teria feito uma emenda orçamentária, em 2004, no valor de R$ 280 mil para a execução de obras feitas por uma empresa fantasma.

05 de Novembro de 2007 - A volta
pós dez dias de licença médica, volta à presidência do Senado. Renan decidiu reassumir o mandato 'com discrição', para se dedicar integralmente à sua defesa no Conselho de Ética.

28 de Novembro de 2007 - Cassação Aceita
Após ser aprovado no Conselho de Ética do Senado, o pedido de cassação de Renan no processo em que é acusado de ter utilizado 'laranjas' a compra de um jornal e duas emissoras de rádio também foi aceito pela CCJ. A votação agora segue para o plenário. Já o caso Schincariol foi arquivado ainda no Conselho de Ética no mesmo dia da aprovação do outro pedido.

04 de Dezembro de 2007 - Após renúncia, nova absolvição
Horas antes de ser julgado pela acusação de comprar em nome de 'laranjas' duas rádios e um jornal em Alagoas, o senador Renan Calheiros renuncia ao cargo de presidente da Casa. Em plenário, é absolvido, novamente - e por um placar ainda mais favorável que o da primeira vez em que se livrou da cassação: 48 votos a 29, e 3 abstenções

05 de Dezembro de 2007 - Processos Arquivados
O Conselho de Ética decide arquivar dois processos, o de ter usado o ex-senador Francisco Escórcio para espionar senadores e a de ter participado de um esquema de arrecadação de recursos em ministérios dirigidos pelo PMDB. Apenas um processo não foi ainda analisado.








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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Personagem Brasileiro - José Sarney








Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Índice
1 Biografia
1.1 Pessoal
2 Carreira política
2.1 Presidência da República
2.1.1 O Plano Cruzado
2.1.2 Moratória e novos planos econômicos
2.1.3 Eleições e Constituinte
2.2 Após a Presidência
2.3 Eleição em 2009
2.3.1 Polêmicas em 2009
3 Carreira literária
3.1 Obras
3.2 Academia Brasileira de Letras
3.3 Critica
4 Condecorações
5 Referências
6 Bibliografia
7 Ver também
8 Ligações externas


José Ribamar Ferreira de Araújo Costa,[1] mais conhecido como José Sarney (Pinheiro, 24 de abril de 1930) é um político e escritor brasileiro. Foi o trigésimo primeiro presidente do Brasil, de 1985 a 1990. Vice-presidente eleito pelo Colégio Eleitoral, na época, assumiu o cargo devido ao falecimento do titular, Tancredo Neves.

É o atual presidente do Senado Federal do Brasil, desde o dia 2 de fevereiro de 2009.

Biografia
Pessoal
Nascido José Ribamar Ferreira de Araújo Costa no estado do Maranhão, filho de Sarney de Araújo Costa e de Kiola Ferreira de Araújo Costa.

Em 1965, adotou legalmente o nome de José Sarney de Araújo Costa, o qual já utilizava para fins eleitorais desde 1958, por ser conhecido como "Zé do Sarney", isto é, José filho de Sarney.[2]

Fez os estudos secundários no Colégio Marista e no Liceu Maranhense, cursando em seguida a Faculdade de Direito da atual Universidade Federal do Maranhão, pela qual se bacharelou em 1953. Por essa época ingressou na Academia Maranhense de Letras. Ambos os cursos foram realizados em São Luís.

Segundo Mauricio Vaitsman, ao lado de Bandeira Tribuzzi, Luci Teixeira, Lago Burnet, José Bento, Ferreira Gullar e outros escritores, fez parte de um movimento literário difundido através da revista que lançou o pós-modernismo no Maranhão, A Ilha, da qual foi um dos fundadores.

Carreira política
Ingressou na vida pública na década de 1950. Foi deputado federal em 1955. É portanto o parlamentar mais antigo ainda em atividade no Congresso Nacional.

Ao longo de sua carreira política, foi diversas vezes deputado, foi governador do Maranhão entre 1966 e 1971, senador pelo Maranhão entre 1971 e 1985 e Presidente da República de 1985 a 1990. Já integrou a UDN, foi líder do governo Jânio Quadros na Câmara dos Deputados, foi presidente da ARENA e do PDS, e posteriormente filiou-se ao PMDB.

Na sua posse como governador do estado do Maranhão, em 30 de janeiro de 1966, o cineasta Gláuber Rocha produziu o documentário Maranhão 66, que mesclava cenas da posse com cenas do povo maranhense. Posteriormente, José Sarney rejeitou o trabalho de Gláuber, que era seu amigo pessoal. Ficou no cargo por quatro anos.

Para a eleição presidencial de 1985, a Frente Liberal (dissidência do PDS) indicou-o para compor, como candidato a vice-presidente, a chapa da Aliança Democrática, encabeçada por Tancredo Neves[3].

Após deixar a presidência, em 1990, Sarney continuou sua trajetória política como senador, agora pelo estado do Amapá. Foi presidente do Senado Federal de 1995 a 1997 e de 2003 a 2005, cargo que ocupa novamente desde 2 de fevereiro de 2009. Cumpre ressaltar que o presidente do Senado é concomitantemente o presidente do Congresso Nacional.

José Sarney é pai de Roseana Sarney, atual governadora do Maranhão, do deputado federal Sarney Filho e do empresário Fernando José Sarney. A família controla o conglomerado Sistema Mirante de Comunicação, dono de três emissoras e dezenas de retransmissoras de televisão Rede Mirante (afiliadas à Rede Globo), seis emissoras de rádio (Rádio Mirante AMs e FMs e o jornal O Estado do Maranhão.[4]

José Sarney, presidente do Brasil, recebe Mário Soares, presidente de Portugal.Sarney foi eleito vice-presidente da República na chapa de Tancredo Neves, por eleição indireta, superando a chapa do candidato Paulo Maluf. Assumiu a presidência, como vice-presidente, em 15 de março de 1985, diante do adoecimento de Tancredo Neves. Com o falecimento de Tancredo em 21 de abril, tornou-se o titular do cargo de presidente da República.

Sua posse foi tensa pois havia dúvidas constitucionais sobre se era Sarney ou o presidente da Câmara dos Deputados, Ulisses Guimarães, quem deveria assumir a presidência da República. Foi decisivo para sua posse o apoio do general Leônidas Pires Gonçalves indicado por Tancredo Neves para Ministro do exército que apoiou a posse de Sarney.

Seu mandato caracterizou-se pela consolidação da democracia brasileira, mas também por uma grave crise econômica, que evoluiu para um quadro de hiperinflação histórica e moratória.

Também se notabilizaram as acusações de corrupção endêmica em todas as esferas do governo, sendo o próprio Presidente José Sarney denunciado, embora as acusações não tenham sido levadas à frente pelo Congresso Nacional. Foi período entre 1987 a 1989, que eclodia a crise política, aliada à crise econômica. Foram citadas suspeitas de superfaturamento e irregularidades em concorrências públicas, como a da licitação da Ferrovia Norte-Sul,[5] que voltou ser construída a partir de 2004, no Governo Lula.

O Plano Cruzado
Na área econômica, o governo Sarney adotou uma política considerada heterodoxa. Entre as medidas de maior destaque estão o Plano Cruzado, em 1986: congelamento geral de preços por doze meses, e a adoção do "gatilho salarial" (reajuste automático de salários sempre que a inflação atingia ou ultrapassava os 20%).

O Plano Cruzado a princípio teve efeito na contenção dos preços e no aumento do poder aquisitivo da população. Milhares de consumidores passaram a fiscalizar os preços no comércio e a denunciar as remarcações, ficando conhecidos como "fiscais do Sarney".

No decorrer do ano o Cruzado foi perdendo sua eficiência, com uma grave crise de abastecimento, a cobrança de ágio disseminada entre fornecedores e a volta da inflação. O governo manteve o congelamento até as eleições estaduais de 1986, tentando obter os maiores dividendos políticos possíveis do plano.

Moratória e novos planos econômicos
A estratégia eleitoral rendeu ao PMDB sucesso nas eleições de governador em 22 dos 23 estados brasileiros. A economia, no entanto, não resistiu ao controle estatal sobre a inflação, ao mesmo tempo em que o governo não era capaz de conter gastos. Foi lançado o Plano Cruzado II, sem que a situação melhorasse. Esse processo culminou com a decretação da moratória, em 20 de janeiro de 1987, decisão considerada altamente controversa.

Sucederam-se os Planos Bresser e Verão, sem sucesso no combate à escalada inflacionária. No fim do governo Sarney, o Brasil mergulha numa crise: entre fevereiro de 1989 e março de 1990, a inflação chega a 2.751%.

Eleições e Constituinte
Sarney notabilizou-se pela sua condução do processo de redemocratização do país.[6][7][8] Em 1985 realizaram-se eleições diretas para prefeito das capitais, as primeiras em vinte anos.

Em 1986 ocorreram as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, a qual promulgou uma nova constituição em 5 de outubro de 1988. Foram legalizados todos os partidos políticos até então clandestinos e extinta a censura prévia.

Foram realizadas eleições diretas para Presidente da República em 1989, as primeiras em 29 anos. José Sarney foi sucedido na Presidência por Fernando Collor de Mello.

Após a Presidência

José Sarney.Após a transmissão do cargo de Presidente a Fernando Collor de Melo, em 1990, Sarney transferiu seu domicílio eleitoral para o recém-criado estado do Amapá, antigo território, candidatou-se e venceu no Senado Federal no mesmo ano.

Segundo denúncias de imprensa da época, a transferência de domicílio eleitoral e ao ser eleito, seria para impedir que Collor entrasse processo para vasculhar irregularidades durante a presidência, que dois anos mais tarde era afastado pelo mesmo motivo. Sarney reelegeu no Senado em 1998 e 2006 e desde então, é representante do Amapá no Senado há quase vinte anos.

Nas eleições de 2006, embora com o mais alto índice de rejeição dentre os candidatos ao Senado pelo Amapá nas pesquisas pré-eleitorais,[9] Sarney venceu o pleito e manteve-se no Senado Federal com 53,8% dos votos válidos, contra 43,5% da segunda colocada, Maria Cristina Almeida (PSB), e 1,2% da terceira colocada, Celisa Capelari (PSOL).[10]

Em sua atividade legislativa, Sarney tradicionalmente apoiou o governo, como fez na época do presidente João Goulart antes do golpe militar. Posteriormente, integrou-se à Aliança Renovadora Nacional após o golpe de 1964. Na década de 1980, Sarney, juntamente com políticos do PDS, como Antônio Carlos Magalhães e Marco Maciel, deixou o governo para fundar a Frente Liberal (atual DEM) e foi candidato a vice-presidente na chapa de Tancredo Neves. Anos depois, após o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, Sarney aliou-se ao sucessor, Itamar Franco.

Posteriormente, foi aliado do presidente Fernando Henrique Cardoso, elegendo-se Presidente do Senado com seu apoio e hoje é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Eleição em 2009
Em 2 de fevereiro de 2009, foi eleito e tomou posse como Presidente do Senado Federal do Brasil, pela terceira vez. Sarney foi eleito com 49 dos 81 votos dos senadores, derrotando o adversário do PT, Tião Viana.

Polêmicas em 2009

Usando camisetas que formam a frase "Fora Sarney", estudantes protestam contra permanência de José Sarney, na presidência do Senado.Adversários, jornalistas e cientistas já se referiram ao período de preponderância da família Sarney na política maranhense como uma época de "dominação" da "mais antiga oligarquia política vigente no país".[11][12][13] Segundo a revista Veja, "o resultado desse domínio é visível a olho nu: a família Sarney está milionária, mas o Maranhão lidera o ranking brasileiro de subdesenvolvimento." Também já foram criticados o controle das concessões públicas de comunicação por Sarney e o uso do convento das Mercês como sede da Fundação José Sarney.[13]

A eleição de Sarney para a Presidência do Senado pela terceira vez provocou controvérsias no meio político e críticas da imprensa, já que contou apoio de governistas e até oposicionistas que mudaram de voto em última hora. A revista inglesa The Economist publicou reportagem crítica a esse respeito. Críticas durante o mandato envolvendo nomeação de parentes em cargos públicos fizeram com que surgisse na Internet (especialmente em blogs e no Twitter) a campanha #forasarney[14]. Sarney já havia em 2006, motivado a campanha hostil Xô Sarney no Amapá.

Sarney, quando ocupava a Presidência da República, foi bastante criticado pelo então candidato Lula. Porém, Lula, em 2009, quase 20 anos depois, como presidente, opôs-se abertamente ao movimento pela cassação ou afastamento do seu cargo.[15] A declaração provocou polêmica, pois na prática o presidente brasileiro permitiu mais desgaste no aliado, que recuou no fim do mês.

Em agosto, contrariando a opinião pública e senadores da oposição, os senadores barraram investigações das irregularidades de Sarney sobre os atos secretos e a Fundação José Sarney, o que provocou duras críticas em todos os setores da sociedade brasileira, principalmente os votos que resolveram eram do PT.

Em outubro, Sarney anunciou o fim da Fundação José Sarney. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009[16].

Portal de Literatura

A par de sua carreira política, José Sarney é autor de contos, crônicas, ensaios e de três romances: O dono do mar, Saraminda e A Duquesa vale uma missa. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1980, ocupando a cadeira de número 38, cujo patrono é Tobias Barreto.

Obras

Encontro dos escritores brasileiros Glauco Ortolano e José Sarney na sede da União Brasileira de Escritores de Nova York (UBENY).Incluem-se entre as principais obras do autor José Sarney:

A pesca do curral (ensaio), 1953
A canção inicial (poesia), 1954
Norte das águas (contos), 1969
Marimbondos de fogo (poesia), 1978
O parlamento necessário, 1982 (discursos, 2 volumes)
Falas de bem-querer, 1983 (discursos)
Dez contos escolhidos, 1985
Brejal dos Guajas e outras histórias, 1985
A palavra do presidente, 1985-1990 (discursos, 6 volumes)
Sexta-feira, Folha, 1994 (crônica)
O dono do mar (romance), 1995
Amapá, a Terra onde o Brasil começa, 1998 (história)
A onda liberal na hora da verdade, 1999 (crônica)
Saraminda (romance), 2000
Saudades mortas (poesia), 2002
Canto de página, 2002 (crônica)
Crônicas do Brasil contemporâneo, 2004, 2 volumes
Tempo de pacotilha, 2004
20 anos de democracia, 2005 (discursos, 2 volumes)
20 anos do Plano Cruzado, 2006 (discursos)
Semana sim, outra também, 2006 (crônica)
A duquesa vale uma missa (romance), 2007
[editar] Academia Brasileira de Letras
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Eleito em 17 de julho de 1980, na sucessão de José Américo de Almeida na cadeira de número 38, é recebido em 6 de novembro de 1980 pelo acadêmico Josué Montello. Recebeu os acadêmicos Marcos Vinicios Vilaça e Affonso Arinos de Mello Franco. Dos atuais integrantes da Academia Brasileira de Letras, José Sarney é o membro mais antigo.

José Sarney é também, desde 1985, acadêmico correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.

Critica
José Sarney já foi alvo de críticas afiadas de alguns intelectuais, entre os quais se destacam Paulo Francis e Millôr Fernandes. A respeito de Brejal dos Guajas, Millôr disse que se tratava de "uma obra-prima sem similar na literatura de todos os tempos, pois só um gênio poderia fazer um livro errado da primeira à última frase"[17]. Afirmou ainda que "em qualquer país civilizado Brejal dos Guajas seria motivo para impeachment". Além disso, quando foi publicado o livro de poesias "Marimbondos de Fogo", o grupo Casseta & Planeta disse que a obra era parte da trilogia completada por "Marimbondos de Porre" e "Marimbondos de Ressaca".[18]

Condecorações
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José Sarney foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Legião de Honra, Grã-Cruz ou Grão-Colar das Ordem Nacional do Mérito, Ordem do Rio Branco, Ordem do Cruzeiro do Sul, Ordem do Mérito Judiciário, e Ordem de Sant'Iago da Espada[19].






terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Lula sancionará política climática com três vetos

da agencia Reuters:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá sancionar a lei que estabelece a política nacional de combate ao aquecimento global com três vetos, afirmou ontem o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

A Presidência informou que Lula sancionará a lei hoje e que será publicada em uma edição extraordinária do Diário Oficial no mesmo dia.

Minc disse que os ministérios sugeriram ao presidente dez vetos, mas Lula descartou sete dessas propostas. O presidente manteve a decisão de o Brasil ter metas quantificáveis e verificáveis de redução de gases de efeito estufa.

"Foram mantidas as metas, o que é o mais importante. O Brasil passa a ter uma política forte de mudanças climáticas", disse Minc a jornalistas depois de participar de reunião sobre o tema com o presidente Lula e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Leia mais em Lula sancionará política climática com três vetos, diz Minc.