Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 13 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/COTIDIANO - Presidente da escola de samba Vila Isabel é preso em operação da PF no Rio

DIANA BRITO
da Sucursal do Rio
 
O presidente da escola de samba Vila Isabel, Wilson Vieira Alves, conhecido como Moisés, foi preso no início da manhã desta terça-feira em sua casa, em Copacabana, zona sul do Rio, durante a operação da Polícia Federal batizada de Alvará. Segundo a PF, Alves é acusado de comandar a máfia dos caça-níqueis na região.
Alves foi levado para a sede da PF na zona portuária do Rio. A assessoria da corporação informou que 29 mandados de prisão estão sendo cumpridos em vários bairros do Rio, Niterói e São Gonçalo, na região metropolitana. Outros 42 mandados de busca e apreensão também estão sendo cumpridos.
A operação foi deflagrada com o objetivo de reprimir as atividades da máfia dos caça-níqueis. Oito policiais militares e um inspetor da Polícia Civil tinham sido presos até as 10h30 de hoje. Ainda não há informações sobre a identidade deles.
A ação é uma resposta à guerra dos caça-níqueis, que teve seu ápice semana passada com o atentado contra Rogério de Andrade, acusado de ser um dos chefes da máfia dos caça-níqueis no Rio. Os policiais iniciaram a ação por volta das 5h desta terça, com a colaboração de agentes da CGU (Corregedoria Geral Unificada), da Secretaria de Segurança, divididos em 40 equipes num total de cerca de 230 policiais.

Atentado
Rogério Andrade (sobrinho de Castor) sofreu um atentado na última quinta-feira (8), junto com seu filho Diogo Andrade, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. Ambos estavam em um carro que trafegava pela avenida das Américas quando ocorreu a explosão.
Diogo morreu na hora e Rogério foi levado para o hospital particular Barra Barra D'Or, na Barra da Tijuca (zona oeste), onde permaneceu internado até sábado (10).
A assessoria do Barra D'Or afirmou que estilhaços da bomba provocaram fraturas na mandíbula e no nariz de Rogério Andrade. Ele teve que passar por uma cirurgia realizada por um ortopedista e um cirurgião plástico.
A Polícia Civil informou que o atentado, que provocou a morte de Diogo, reacende a guerra pelo controle da máfia dos caça-níqueis na zona oeste do Rio. A estilo das execuções feitas pela máfia italiana, o crime teria como autor um especialista em confecção de artefatos, que pode ter usado explosivo plástico C4.
A perícia preliminar feita no Toyota Corolla blindado constatou que o centro da detonação foi no lado do motorista, causando a morte de Diogo, que dirigia o veículo, apesar de não ter carteira de motorista.
A Polícia Civil afirmou ainda que especialistas do Esquadrão Antibombas devem concluir em 15 dias um laudo, que vai apontar o tipo de explosivo usado. Inicialmente, a polícia chegou a cogitar o uso de um lança-granadas, mas a hipótese está praticamente descartada após a constatação de que o centro da explosão foi no interior do veículo.


 


 

sábado, 10 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/GUERRA DO BICHO - Atentado a bomba contra bicheiro Rogério Andrade na Barra provoca devassa na PM do Rio


Sérgio Ramalho - O Globo

A participação de cinco policiais militares na escolta do contraventor Rogério Andrade, de 47 anos, vai levar a Corregedoria Interna da corporação a deflagrar nos próximos dias uma ação para prender outros PMs envolvidos na segurança do bicheiro e de seu esquema de exploração de bingos e caça-níqueis, na Zona Oeste do Rio. Para o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, "quem trabalha para criminoso, criminoso é". Alvo de um atentado a bomba que resultou na morte do filho, Diogo, de 17 anos, quinta-feira, na Barra da Tijuca, Rogério quer proteção do estado.
Nesta sexta-feira, a Polícia Civil solicitou por meio do Consulado dos EUA ajuda da Agência Americana para Álcool, Tabaco, Armas e Explosivos (ATF, na sigla em inglês) para tentar identificar o tipo e a origem da substância usada no artefato detonado no Corolla blindado usado pelo contraventor.
(Vídeo mostra os momentos seguintes ao atentado) (Veículos ficaram totalmente destruído. Veja as imagens) A perícia preliminar já descartou a hipótese de a explosão ter sido causada pela deflagração de uma granada. Policiais envolvidos na investigação acreditam que a bomba tenha sido feita com explosivo plástico, supostamente C4, ou mesmo TNT, instalada sob o assoalho do lado do motorista e detonada por um timer ou por meio de um telefone celular:
- Certo, por enquanto, é que a bomba foi feita por um especialista, provavelmente com experiência militar - disse um dos policiais da Divisão de Homicídios (DH).
Policiais da unidade confirmaram que o Corolla de Rogério havia sido levado para revisão na semana passada, ficou três dias numa oficina até ser devolvido, dois dias antes da explosão. A versão foi confirmada ao GLOBO pelo advogado Luiz Carlos Silva Neto. Segundo ele, Rogério sempre dirigia o veículo. O que não aconteceu anteontem, quando o filho, que não possuía habilitação, estava ao volante e teve o corpo dilacerado na explosão.
A investigação confirmou que um dos PMs ligados à segurança do contraventor teria saído do serviço no momento em que Rogério estava na academia de ginástica. O sargento, que serve no 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), foi substituído por um cabo. Momentos depois, aconteceu a explosão. Ouvido como testemunha, o sargento deve ter a prisão disciplinar determinada nas próximas horas.
Até a noite desta sexta-feira, cinco PMs - dois cabos e três soldados lotados nos batalhões BP-Choque, 3 (Méier), 17 (Ilha do Governador), 23 (Leblon) e Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV) - envolvidos na segurança do bicheiros permaneciam presos.
Envolvido numa disputa pelo controle da máfia de bingos e caça-níqueis na Zona Oeste, Rogério Andrade mantinha como única rotina diária as idas à academia de ginástica localizada próxima de casa, no Recreio dos Bandeirantes. De acordo com investigadores, ele costumava andar sozinho no Corolla, que tinha blindagem nível 4, capaz de conter tiros de fuzis. Os seguranças, todos PMs, seguiam o contraventor em dois veículos Vectra. Submetido a uma cirurgia no Hospital Barra D'Or, ele recebeu alta ontem à tarde, retornando à casa, escoltado por policiais civis.



 


 

sexta-feira, 9 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/GUERRA DO BICHO - Cada máquina de aposta rende pelo menos R$ 15 mil #rio #guerradobicho


Os números do caça-níquel revelam o valor exato da guerra entre Rogério Andrade e Fernando Iggnácio. Cada máquina de apostas rende pelo menos R$ 15 mil por mês, e perto de 30% param nos bolsos dos capos da contravenção, como levantou a Polícia Federal durante a Operação Furacão, em 2007.

Não há quantidade exata, mas a estimativa é de que Fernando tenha perto de duas mil caça-níqueis espalhadas por Bangu e Padre Miguel. Já Rogério administra em torno de 1.500. Um negócio tão rentável, que os dois bicheiros abriram empresas de fachadas para lavar o dinheiro ilegal. Rogério seria o dono da West Rio e Fernando, da Adult Games.

Nem tudo no empreendimento é lucro. Uma parte acaba no bolso dos maus policiais. Contabilidade de Rogério Andrade apreendida pela PF mostra que ele pagava a agentes de oito batalhões e 13 delegacias quantias que iam de R$ 450 a R$ 12 mil.


 


 

RIO DE JANEIRO/GUERRA DO BICHO - Família disputa negócios de Castor de Andrade há 13 anos #rio #guerradobicho


João Antonio Barros

Desde a morte de Castor de Andrade, de infarto, em março de 1997, a família Andrade vive numa batalha sem fim e com incontável número de mortos pelo espólio do antigo chefe da contravenção. A partilha dos negócios do jogo e das máquinas de caça-níqueis contemplava o filho Paulo Roberto Gonçalves de Andrade, o Paulinho, e o genro Fernando Iggnácio de Miranda. Os sobrinhos Rogério, Renato e Rivaldo, filhos do irmão João Carlos Andrade, mantinham seu quinhão de 30% no império.
A divisão durou pouco mais de um ano. Em outubro de 1998, Paulinho foi assassinado na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca. Rogério Andrade assumiu o poder sobre todas as bancas de Castor de Andrade e iniciou a briga com Fernando Iggnácio pelo lucrativo negócio de caça-níqueis. Foram dezenas de assassinatos praticados durante os últimos 10 anos e que deixaram um rastro de sangue pelas ruas da Zona Oeste do Rio.
A disputa entre Rogério e Fernando envolveu pelo menos 80 policiais civis e militares e chegou a agentes com acesso à cúpula da Polícia Civil, conforme apuraram policiais federais na Operação Gladiador, que levou à condenação os dois contraventores e 11 policiais, em janeiro de 2009, pelos crimes de formação de quadrilha, contrabando e contravenção. Entre os agentes, três eram ligados a Álvaro Lins, ex-chefe da Polícia Civil e ex-deputado estadual.
A condenação não foi a única na carreira de Rogério Andrade. Em 2002, ele recebeu pena de 19 anos e 10 meses de reclusão pelo assassinato do primo Paulinho. Mas os advogados conseguiram anular o júri no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e o bicheiro aguarda a data do novo julgamento. Ele ficou preso entre setembro de 2007 e junho do ano passado, e dividiu a mesma ala com o rival Fernando Iggnácio no Presídio Bangu 1 e na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).
No período em que passaram na cadeia em Bangu, os bicheiros deram uma trégua na briga para convencer o Superior Tribunal de Justiça a conceder o habeas corpus à dupla. Fora da carceragem, no segundo semestre do ano passado, Rogério e Fernando voltaram à velha rivalidade.
O Dia

 


 

quinta-feira, 8 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/GUERRA DO BICHO - Rogério Andrade será operado e não corre risco de morrer, diz advogado (entenda o caso)


Rogério Andrade será operado e não corre risco de morrer, diz advogado


Filho de Rogério, Diogo, de 17 anos, morreu.
Mulher, que estava com eles, e segurança do contraventor estão feridos.

Patrícia Kappen Do G1, no Rio
O contraventor Rogério Andrade, alvo de um atentado na tarde desta quinta-feira (8), está ferido, mas não corre risco de morrer, segundo informou o advogado dele. Acusado de mandar matar o primo Paulinho Andrade, herdeiro e filho do bicheiro Castor de Andrade, Rogério está internado num hospital da Zona Oeste do Rio e sofrerá uma cirurgia no nariz.

Internautas filmaram e  fotografaram local do crime

O filho dele Diogo, de 17 anos, morreu no ataque. O carro em que o pai e o filho estavam trafegava na Avenida das Américas quando, segundo testemunhas, foi atacado por um motoqueiro, que teria atirado três granadas, atingindo ainda outro veículo.

O advogado Luiz Carlos da Silva Neto informou ainda que uma mulher que acompanhava Diogo e Rogério, que não é a esposa do contraventor, também foi internada com ferimentos, mas não corre risco de morrer.

O terceiro ferido no atentado é um segurança do contraventor, mas o advogado não soube informar onde ele está internado e nem qual é o seu estado de saúde.


Foto: 
Mauro Santos Ilva Araujo/VC no G1

Destroços dos carros tomam Avenida das Américas (Foto: Mauro Santos Ilva Araujo/VC no G1)


Saiba quem é Rogério Andrade
Rogério Andrade foi acusado e julgado pela morte do seu primo Paulinho Andrade, herdeiro e filho do bicheiro Castor Andrade. O crime ocorreu em 1998, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.



Para a polícia, Rogério é o chefe da máfia dos caça-níqueis. Em 2002, ele foi condenado a 19 anos de prisão, mas, na época, a sua defesa conseguir anular o julgamento. Rogério negou as acusações.

Depois de passar três anos e três meses foragido da Justiça, período em que as polícias estaduais não conseguiram capturá-lo e em que foi acusado num inquérito de pagar para ter a proteção de policiais, o bicheiro Rogério Andrade foi preso pela Polícia Federal, no ano de 2006, na Rodovia BR-040, na altura de Petrópolis, Região Serrana do Rio.

Herança de Castor
Foto: Reprodução/TV Globo

Rogério Andrade na época do julgamento (Foto: Reprodução/TV Globo)

Antes de morrer, Castor de Andrade dividiu o espólio entre dois parentes: o sobrinho Rogério Andrade, que cuidaria do jogo do bicho, e Fernando Ignácio, o genro, que ficaria com as máquinas caça-níqueis. Com a queda do movimento no jogo de bicho, Rogério decidiu avançar sobre a área de Fernando, dando início a à guerra que teria matado dezenas de pessoas.

Um mês depois da prisão de Rogério Andrade, em outubro de 2006, a Polícia Civil prendeu Fernando Iggnácio em um apartamento de luxo, em São Conrado, na Zona Sul do Rio. Ele é acusado de tentar matar algumas pessoas, entre elas, dois policiais militares e um bombeiro.

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RIO DE JANEIRO/GUERRA DO BICHO - Atentado mata mulher e filho do bicheiro Rogério Andrade na Barra da Tijuca (VEJA O INCÊNDIO)


Um troca de tiros entre dois grupos armas deixou, pelo menos, três pessoas mortos, na tarde desta quinta-feira, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Entre os mortos, estaria a mulher e o filho do contraventor do jogo do bicho, Rogério Andrade. Dois carros, um Vectra e um Corolla foram incendiados.

Incêndio causou um grande congestionamento | Foto:  Beto Duarte
O tiroteio aconteceu na Avenida das Américas, na altura do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros (GMar). De acordo com a Polícia Militar, os dois grupos estavam fortemente armados. Houve muitos disparos de fuzis e lançamento e explosão de granadas.

No Twitter, o leitor Inácio Martins, filmou o incêndio no carro que transportava a mulher e o filho do contraventor.

Contraventor deixou Bangu 1 em 2009

No dia 23 de junho de 2009, os cinco ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram, por unanimidade, soltar Rogério Andrade, um dos chefes da máfia dos caça-níqueis da Zona Oeste do Rio de Janeiro. O contraventor estava preso em Bangu 1, no Complexo de Gericinó.

Rogério — que protagonizou uma guerra contra o rival, Fernando Iggnácio, deixando dezenas de mortos — havia sido condenado a 19 anos de prisão pela morte do primo, Paulinho de Andrade, filho de Castor de Andrade, em 1998, na Barra da Tijuca.

Rogério de Andrade preso pela Polícia Federal no ano passado | Foto Fábio Gonçalves / Agência O Dia
Em novembro, o advogado Luiz Carlos da Silva Neto, que defende o bicheiro, já havia conseguido, no mesmo STJ, a anulação da sentença. Um novo julgamento estava previsto para ocorrer amanhã, mas a sessão foi cancelada.

Em janeiro, Rogério e Iggnácio foram condenados pela 4ª Vara Federal Criminal a 18 anos de reclusão por formação de quadrilha armada, corrupção ativa e contrabando após a Operação Gladiador. Mas em março Iggnácio já havia conseguido um habeas corpus.