Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 1 de março de 2012

RIO VAI TREMER - Ex-chefe de polícia do Rio diz que vai lançar livro sobre os bastidores das operações

Álvaro Lins: ‘Fui injusto e arrogante’s
Ex-chefe de polícia do Rio diz que vai lançar livro sobre os bastidore das operações
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POR Christina Nascimento

Rio - Mais recente ovelha do rebanho da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, o ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins contou nesta quarta-feira que se tornou um religioso no período em que ficou preso em Bangu 8, Complexo de Gericinó. E admitiu que na cadeia encontrou pessoas que ele mandou prender injustamente.
“Fiquei preso com pessoas que não precisavam estar ali. Garotos de 18 anos que mandei prender porque tinham trouxinha de maconha na caixinha de fósforo. Fui injusto e arrogante”, afirmou o ex-deputado estadual, condenado a 28 anos por lavagem de bens, quadrilha armada e corrupção passiva.
No dia 13, Lins esteve em São João de Meriti, na igreja do pastor Marcos Pereira, conhecido por converter traficantes, como convidado da noite de louvor. O encontro com a vida espiritual, segundo o ex-deputado, estará no livro que será lançado este ano. O nome será “280 dias”, referência ao período em que esteve preso.
Ele promete contar bastidores das operações policiais e situações vidas durante seu tempo em Bangu 8, como no dia em que sua mulher foi expulsa do ônibus que levava companheiras de detentos até a portaria da prisão no dia de visita. “Descobriram que ela era mulher de policial e a colocaram para caminhar dois quilômetros com minha filha no colo”, relembrou Lins.
Ex-desafeto, o pastor Marcos, que chegou a ser investigado pela equipe de Álvaro Lins, disse que ele fez até hino para evangelizar. Acusado pelo coordenador executivo do AfroReggae, José Júnior, no jornal Extra, de tramar contra a vida dele e de integrantes do grupo e de envolvimento com traficantes, o pastor Marcos será investigado pela Delegacia de Combate às Drogas (Dcod).
Colaborou Maria Inez Magalhães
        
Fonte O Dia

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ALVINHO DE DEUS - Ex-chefe de Polícia no rebanho do pastor Marcos

Em vídeo postado na Internet, Álvaro Lins, condenado pela Justiça Federal, assiste a sermão em igreja conhecida por converter bandidos e pede perdão a ex-traficante

Rio - Conhecida por converter traficantes e ladrões, e por sessões de exorcismo, a igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias conta agora com um ex-chefe de Polícia Civil no seu rebanho. “Glória de Deus”, repete, em louvor, Álvaro Lins, que, concentrado e com um dos braços levantando para receber bênção, se mistura a dezenas de outros fiéis que estão na sede da igreja, em São João de Meriti, Baixada Fluminense. É dia 13 de fevereiro. Ciceroneando o culto está o pastor Marcos Pereira, famoso por resgatar bandidos condenados pelo tribunal do tráfico.
“Soldado à disposição da igreja”, afirma o ex-deputado estadual, um dos convidados da noite de adoração. “Essa igreja intercedeu muito pela sua vida. Eu vejo hoje que sua presença neste lugar é resposta das nossas orações”, diz a cantora Nívea Silva, sem mencionar a condenação de Álvaro Lins, pela Justiça Federal, a 28 anos por lavagem de bens, quadrilha armada e corrupção passiva. Atualmente, ele está em liberdade provisória. Após ser apresentado, o ex-delegado canta, fecha os olhos e dá a mão a uma irmã que entoa: “Receba vida em nome de Jesus”.

O culto é o momento de reconciliação para o recém-convertido ex-delegado. O testemunho é de um jovem que foi preso pela equipe de Lins. “Sábado fiz aniversário, doutor. Pedi uma bênção espiritual. E ainda hoje, que é segunda, estou sendo presenteado com a sua presença, porque você está podendo ver a glória de Deus através da minha vida”, contou Álvaro da Silva, o Alvinho, acusado de ser um dos ex-seguranças do ex-traficante Bem-Te-Vi, na Favela da Rocinha.
Após aplaudir o novo Alvinho, confidenciou: “Eu me lembro do episódio envolvendo ele. Era uma operação no Morro do Vidigal.(...) O testemunho dele é verdadeiro. Fiz questão de dar um abraço apertado nele. De dar meus parabéns, de pedir desculpa também se alguma coisa foi feita nele de mal”, contou Álvaro Lins.

Alegria em reconhecer que errou
O poder de conversão dos irmãos da igreja do pastor Marcos surpreendeu Álvaro Lins. Numa entrevista a um programa de TV da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, o ex-deputado diz que a ‘cegueira’ o impedia de enxergar o trabalho de religiosos na recuperação de pessoas envolvidas com o crime.
“Na minha cegueira de homem, que achava que conhecia as letras, imaginava que era impossível fazer o trabalho junto com traficantes e pessoas envolvidas em crimes, pelo interesse da mão de Deus. (...) . Então, é uma alegria poder reconhecer, dizer que eu estava errado, que eu errei e pedir desculpa ao pastor Marcos por ter duvidado do trabalho. Eu vi, com meus olhos, ele retirar pessoas envolvidas com o tráfico, pessoas preste a morrer, e trazer de volta à vida”.
O advogado de Álvaro Lins, Carlos Azevedo, confirma que seu cliente é evangélico e faz elogios a conduta do ex-chefe de Polícia Civil. “Ele é uma pessoa extremamente correta e que leva a vida no sacrifício. Sobrevive dando aulas de Direito numa faculdade”, argumenta o defensor.

Lins foi preso duas vezes
Em 1994, então major da PM, Álvaro Lins foi citado em operação que investigava o jogo do bicho. Dois anos depois, passou em concurso para delegado. Em 2008, foi preso em outra ação da PF. Em votação na Alerj, recebeu benefício do foro privilegiado e acabou solto. Em agosto, teve mandato cassado, foi preso e denunciado por formação de quadrilha armada, lavagem de bens e corrupção passiva. Em 2009, conseguiu habeas-corpus no STF. Foi condenado em 2010

Fonte O Dia
   

sexta-feira, 9 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/GUERRA DO BICHO - Família disputa negócios de Castor de Andrade há 13 anos #rio #guerradobicho


João Antonio Barros

Desde a morte de Castor de Andrade, de infarto, em março de 1997, a família Andrade vive numa batalha sem fim e com incontável número de mortos pelo espólio do antigo chefe da contravenção. A partilha dos negócios do jogo e das máquinas de caça-níqueis contemplava o filho Paulo Roberto Gonçalves de Andrade, o Paulinho, e o genro Fernando Iggnácio de Miranda. Os sobrinhos Rogério, Renato e Rivaldo, filhos do irmão João Carlos Andrade, mantinham seu quinhão de 30% no império.
A divisão durou pouco mais de um ano. Em outubro de 1998, Paulinho foi assassinado na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca. Rogério Andrade assumiu o poder sobre todas as bancas de Castor de Andrade e iniciou a briga com Fernando Iggnácio pelo lucrativo negócio de caça-níqueis. Foram dezenas de assassinatos praticados durante os últimos 10 anos e que deixaram um rastro de sangue pelas ruas da Zona Oeste do Rio.
A disputa entre Rogério e Fernando envolveu pelo menos 80 policiais civis e militares e chegou a agentes com acesso à cúpula da Polícia Civil, conforme apuraram policiais federais na Operação Gladiador, que levou à condenação os dois contraventores e 11 policiais, em janeiro de 2009, pelos crimes de formação de quadrilha, contrabando e contravenção. Entre os agentes, três eram ligados a Álvaro Lins, ex-chefe da Polícia Civil e ex-deputado estadual.
A condenação não foi a única na carreira de Rogério Andrade. Em 2002, ele recebeu pena de 19 anos e 10 meses de reclusão pelo assassinato do primo Paulinho. Mas os advogados conseguiram anular o júri no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e o bicheiro aguarda a data do novo julgamento. Ele ficou preso entre setembro de 2007 e junho do ano passado, e dividiu a mesma ala com o rival Fernando Iggnácio no Presídio Bangu 1 e na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).
No período em que passaram na cadeia em Bangu, os bicheiros deram uma trégua na briga para convencer o Superior Tribunal de Justiça a conceder o habeas corpus à dupla. Fora da carceragem, no segundo semestre do ano passado, Rogério e Fernando voltaram à velha rivalidade.
O Dia