Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 17 de abril de 2012

FRAUDE NO RJ - Candidatos são flagrados ao tentar fraudar concurso da Prefeitura de Campos dos Goytacazes

Por MP_RJ

O Ministério Público do Estado Rio de Janeiro, por intermédio dos policiais que integram o Grupo de Apoio aos Promotores (GAP), cumpriu sete mandados judiciais de busca pessoal e apreensão junto a candidatos que realizaram, no último domingo (15/04), prova de concurso público para o cargo de agente de operação e fiscalização de transporte coletivo da Prefeitura de Campos dos Goytacazes. A investigação começou há cerca de 20 dias, após denúncia de cidadão que não se identificou à Ouvidoria do MPRJ (e não da Prefeitura de Campos), que informava que alguns candidatos fariam a prova munidos de aparelhos eletrônicos de comunicação.

A ação do GAP decorreu de pedido de expedição de mandados formulado pela 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, subscrito pelos Promotores Alessandra Honorato Neves Batista e Victor Santos Queiroz, ao Juízo no sábado anterior (14/04), após a apuração preliminar da denúncia. Os mandados foram cumpridos na Universidade Estácio de Sá, no Colégio Thieres Cardoso, no Centro Educacional Feliciano Azevedo e no Colégio Estadual Silvio Bastos Tavares, onde os candidatos suspeitos faziam suas provas. "A atuação dos agentes do GAP foi discreta e eficiente para não prejudicar o normal andamento do concurso e se destinou a debelar esse foco isolado de fraude eletrônica, de acordo com as notícias que chegaram ao Ministério Público ", informou o Promotor de Justiça.

Com os suspeitos, foram apreendidos aparelhos de telefonia celular, por meio dos quais outro candidato repassaria as respostas. Os sete candidatos com os quais foram encontrados os aparelhos eletrônicos foram conduzidos à 134ª Delegacia de Polícia para a lavratura da prisão em flagrante pela prática do crime de fraude em certame de interesse público, sem prejuízo do prosseguimento das investigações com relação às práticas dos crimes de formação de quadrilha e de falsidade ideológica.
O MPRJ informa que, no momento do flagrante, o concurso era plenamente válido, portanto, a eventual anulação do certame não se deveu à atuação da Promotoria de Investigação Penal, que naquele momento visava apenas aos suspeitos. 

terça-feira, 3 de abril de 2012

VAZAMENTO NO RJ - MPF exige nova indenização da Chevron

Empresa poderá pagar mais R$ 20 bilhões por dano ambiental e social na Bacia de Campos

RIO
- A petroleira Chevron sofreu mais um revés na Justiça nesta terça-feira com a decisão do Ministério Público Federal (MPF) em Campos de ingressar com uma nova ação civil pública contra a multinacional e a empresa contratada Transocean. Na ação, o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira pede nova indenização de R$ 20 bilhões pelos danos ambientais e sociais causados pelo segundo derramamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, ocorrido no último dia 4 de março.

O MPF quer a paralisação imediata das atividades na região, a proibição de remessa de lucros ao exterior - inclusive por parte de diretores e agentes - e a reavaliação do Plano de Emergência Individual, já que o primeiro vazamento, em novembro de 2011, deveria ter provocado mudanças no procedimento. A medida também prevê proibição na contratação de empréstimos ou seguros de risco ambiental, além de impedir que o maquinário usado no Brasil seja enviado ao exterior.

"O vazamento de óleo das jazidas da União no Campo do Frade ainda não foi contido. Os prejuízos ambientais e ao patrimônio da União são, a esta altura, incalculáveis. Cada novo evento aumenta este prejuízo e expõe os erros nos procedimentos anteriores e posteriores dos réus. O MPF está atento e vai continuar adotando todas as providências para evitar novos desastres e punir os culpados." afirmou o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira


Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mpf-exige-nova-indenizacao-da-chevron-por-vazamento-de-oleo-4485802#ixzz1r0mtGWeX
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OPERAÇÃO TELHADO DE VIDRO - MPF consegue liminar que suspende liberação de bens suspeitos em Campos

MPF consegue liminar que suspende liberação dos bens de acusados da operação Telhado de Vidro . TRF entendeu que desbloqueio de bens prejudicaria o ressarcimento dos cofres públicos

Após recurso do Ministério Público Federal (MPF) em Campos (RJ), o Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª região concedeu liminar suspendendo a decisão da 1ª Vara Federal de liberar os bens de alguns dos réus envolvidos na operação Telhado de Vidro, realizada em 2008. A desembargadora Nizete Antônia Lobato Rodrigues Carmo acolheu os argumentos do MPF de que a liberação de diversos bens de alto valor e fácil disposição – como veículos, joias e dinheiro – tornaria remota a possibilidade de sua recuperação e do ressarcimento dos cofres públicos. 

A operação Telhado de Vidro desmantelou um esquema criminoso no primeiro escalão da prefeitura de Campos, no qual cerca de R$ 240 milhões em verbas públicas foram desviados por meio de contratos superfaturados. O bloqueio dos bens de 21 pessoas envolvidas no esquema foi deferido pela justiça em medida cautelar preparatória da ação de improbidade administrativa. 

Em sua decisão de manter o bloqueio dos bens, o TRF 2ª região entendeu que o juiz da 1ª Vara Federal de Campos - ao declinar competência para processar e julgar o caso em favor da Justiça Estadual - não poderia ter deliberado sobre a restituição dos bens apreendidos, devendo ainda ter ouvido o MPF. Para o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, constam nos autos elementos suficientes para afirmar a legitimidade do MPF na ação. 

"A decisão do TRF salvaguarda uma operação que, além de bem sucedida, significou um marco na luta contra a corrupção" - disse o procurador. 

Entenda o caso: Em 2008, o MPF pediu a prisão temporária de 21 pessoas investigadas por operarem um esquema de desvio de verbas do Ministério da Saúde repassadas ao município de Campos de Goytacazes. Empresários ligados à administração pública do município utilizavam “laranjas” para disputar licitações viciadas e assim firmarem contratos milionários.

O MPF conseguira à época o afastamento do prefeito Alexandre Marcos Mocaiber Cardoso, do secretário geral de obras, José Luis Maciel Púglia, do secretário de desenvolvimento Edilson de Oliveira Quintanilha, do secretário de fazenda Carlos Edmundo Ribeiro Oliveira, e do procurador-geral do município, Alex Pereira Campos. O afastamento dos agentes públicos, bem como o bloqueio dos bens das 21 pessoas envolvidas e a busca e apreensão na prefeitura e na residência do prefeito foram deferidas pela 1ª Vara Federal de Campos. 

Fonte MPF

sexta-feira, 23 de março de 2012

VAZAMENTO NO RIO - Relatório da ANP indica erro humano na avaliação do revestimento interno do poço


ANP aponta falhas graves da Chevron
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Eduardo Rodrigues - O Estado de S.Paulo
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O relatório sobre o vazamento de petróleo ocorrido em novembro no Campo de Frade, na Bacia de Campos, concluído pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), aponta falhas graves na operação da empresa Chevron e pode até mesmo cassar a concessão da petrolífera. Ontem, o assessor da diretoria-geral da ANP, Sílvio Jablonski, disse que pode ter havido falha humana.

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Chevron tentou indevidamente alcançar a camada pré-sal
Novo vazamento não tem potencial de tragédia, diz ANP




Ed Ferreira/AE
Audiência. O diretor da Chevron Rafael Jaen Williamson (ao fundo) observa o procurador do MPF .
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No entanto, nem a empresa nem o órgão regulador sabem as causas do novo vazamento identificado no início do mês.

Em audiência esvaziada na Comissão de Meio Ambiente do Senado, com a presença de pouquíssimos parlamentares, Jablonski afirmou ontem que o relatório da agência sobre o incidente de novembro indica que a companhia fez uma avaliação errada sobre a necessidade de revestimento interno do poço, o que trouxe risco operacional para a exploração.

"A situação poderia ser evitada se o revestimento fosse mais extenso, por mais 300 ou 400 metros. Mesmo se houvesse ruptura, esse óleo não teria condições de chegar ao oceano", detalhou o assessor da ANP.

Por isso, avaliou Jablonski, a hipótese de falha no equipamento da companhia estaria praticamente descartada. "Se foi um erro de avaliação, então não foi culpa de um robô, mas da equipe de engenheiros que tomou a decisão. Então acabaremos chegando à falha humana", completou.

Ele lembrou que a empresa ainda tem 15 dias para responder ao relatório, para que a ANP possa tomar uma decisão final, que pode chegar à quebra do contrato.

"Multa é uma das penalidades possíveis, mas isso não afasta a possibilidade de se exigir a mudança do operador da concessão ou até mesmo que se opte pela rescisão do contrato", concluiu o assessor da agência.

Sobre o novo vazamento de óleo detectado na área do Campo de Frade, Jablonski avaliou que o incidente não tem potencial para se tornar uma "tragédia". Segundo ele, as "gotículas" de petróleo que saem do solo estão sendo recolhidas por equipamentos instalados pela Chevron no local. "Sobrevoos diários não indicam nada de anormal. Além disso, robôs no fundo do mar estão observando os pontos e não percebemos nada de trágico."

Segundo o assessor da ANP, a agência ainda não tem uma resposta sobre as causas do incidente que envolve a petroleira americana. "Temos nove hipóteses, incluindo a possibilidade de ser óleo do vazamento anterior", afirmou. "Mesmo que não tenhamos causa estabelecida para o segundo incidente, não se trata de nada catastrófico, até porque o reservatório tem pouco óleo."

Oficial. O diretor de assuntos corporativos da Chevron, Rafael Jaen Williamson, também participou da audiência. Ele relatou que a companhia está conduzindo um estudo técnico suplementar para conhecer melhor estrutura geológica da área. Segundo ele, com a suspensão da exploração no Campo de Frade desde o dia 15, a empresa tem deixado de retirar 5 mil barris por dia.

O presidente da companhia no Brasil, George Buck, era originalmente o convidado pelos senadores a prestar esclarecimentos, mas não compareceu. A pedido do MPF, a Justiça proibiu Buck e outros membros da Chevron de deixarem o País.

Fonte Estadao

quinta-feira, 22 de março de 2012

VAZAMENTO NO RIO - Presidente da Chevron e outros 16 são denunciados por vazamento

O Ministério Público Federal denunciou hoje à Justiça a Chevron, concessionária do campo de Frade, a Transocean, operadora da sonda que perfurava o poço onde ocorreu um vazamento em novembro do ano passado, onze funcionários da Chevron, cinco da Transocean e uma da Contecom, empresa contratada para armazenar o óleo recolhido.
Eles foram denunciados sob acusação de terem se omitido nos fatos que levaram ao vazamento de 2.400 barris de petróleo na bacia de Campos e sob suspeita de terem dificultado a apuração das causas do acidente.
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Entre os denunciados está o presidente da Chevron no Brasil, o americano George Raymond Buck III. De acordo com a denúncia, em seu depoimento ele afirmou que a empresa subestimou a pressão do reservatório e superestimou a resistência do poço, apesar de já ter feito 19 outras perfurações no local.
Ele e mais três funcionários da empresa responderão por dificultar a fiscalização do Poder Público, omissão em cumprir obrigação de interesse ambiental, apresentar um plano de emergência enganoso e por falsidade ideológica --a Procuradoria afirma que eles alteraram documentos apresentados a autoridades públicas.
Em sua denúncia, o procurador Eduardo Santos de Oliveira afirma que a ação da Chevron e da Transocean "protagonizou um dos maiores desastres ecológicos de que se tem notícia no país, sendo apenas mais um dos muitos que podem ser encontrados na história da operação da Chevron em vários países".
Segundo ele, o vazamento é tão grave que há fendas no solo que podem comprometer a utilização do Campo de Frade. "Não vejo condições da Chevron operar livremente no Brasil", disse.
"A Chevron não mostrou nenhuma capacidade técnica de encerrar com o vazamento apesar dos planos apresentado a ANP."
O Ministério Público também pediu o sequestro de todos os bens dos denunciados, bem como o pagamento de fiança de R$ 1 milhão para cada pessoa e R$ 10 milhões para cada empresa.
Se forem condenados, o valor da fiança servirá para pagar a indenização de danos, multa e custas do processo.

ECOSSISTEMA
A denúncia aponta que o derramamento de óleo afetou todo o ecossistema marítimo, podendo levar à extinção de espécies, e causou impactos às atividades econômicas da região, além de danos ao patrimônio da União, uma vez que o vazamento ainda está em curso.
O procurador Oliveira afirmou que os funcionários das empresas Chevron e Transocean causaram uma "bomba de contaminação de efeito prolongado" ao empregarem uma pressão acima da suportada, ocasionando fraturas nas paredes do poço que extravasaram o óleo no mar, mesmo após o seu fechamento.
A ANP (Agência Nacional de Petróleo) detectou falhas gravíssimas em equipamentos que estavam em uma plataforma de propriedade da Transocean, "demonstrando a precariedade das condições em que a Chevron promovia a perfuração dos poços de petróleo", informou o Ministério Público.
"Embora constasse em seu Plano de Emergência Individual (PEI), a Chevron não tentou recolher o óleo do mar, optando pelo uso da dispersão mecânica, que causou o espalhamento do petróleo e aumentou o desastre ambiental", informou a Procuradoria.
A auditoria da ANP evidenciou ainda a presença de apenas uma embarcação destinada a dispersão mecânica da mancha.
Uma analista ambiental da empresa Contecom, presa em flagrante pela Polícia Federal em novembro de 2011 pelo armazenamento e processamento inadequado de produtos tóxicos provenientes da perfuração da Chevron no Campo de Frade, também foi denunciada.
"Foi constatado que o material transbordava no tanque, misturando-se a outros produtos tóxicos e escorrendo até galerias de águas pluviais", afirmou o MPF.
Rogério Santana - 18.nov.11/Divulgação
Área atingida pelo vazamento da Chevron em novembro de 2011, na bacia de Campos (RJ)
Área atingida pelo vazamento da Chevron em novembro de 2011, na bacia de Campos (RJ)
ÓLEO DIFERENTE
A Chevron entregou ao Ibama relatório sobre o segundo afloramento de óleo, detectado no dia 14 a três quilômetros do primeiro vazamento.
O teor do documento não foi divulgado, mas fontes ligadas à Chevron informaram que o óleo recolhido agora não tem a mesma composição daquele analisado em novembro, o que indicaria não ser este vazamento uma consequência do primeiro.
Mesmo assim, a fissura de 800 metros de onde, segundo a Chevron, afloraram cinco litros de petróleo está dentro da área da empresa, o que mantém com a petroleira a responsabilidade de investigar os motivos do acidente.
Desde sábado a Chevron suspendeu a produção para fazer nova avaliação geológica da região. Diariamente, de lá saiam 61 mil barris.
O relatório da Chevron será analisado hoje em reunião entre Ibama, ANP e Marinha, que ontem fez dois sobrevoos na região atingida.
Os voos foram feitos em um avião e um helicóptero da Chevron, mas a Marinha não explicou por que não usou transporte próprio.
Em nota, a ANP informou que a mancha de óleo está diminuindo.
Editoria de Arte/Folhapress

Fonte Folha
   

domingo, 18 de março de 2012

VAZAMENTO DE ÓLEO - Executivos da Chevron estão impedidos de deixar o Brasil sem autorização judicial

Justiça levou em consideração a investigação de crime contra o meio ambiente pelos vazamentos de óleo
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Presidente da Chevron, George Raymond Buck III, está entre os 17 executivos que não poderão deixar o Brasil
Foto: Givaldo Barbosa/23-11-2011 / O Globo
Presidente da Chevron, George Raymond Buck III, está entre os 17 executivos que não poderão deixar o Brasil
Givaldo Barbosa/23-11-2011 / O Globo
RIO — Dezessete executivos da Chevron e da Transocean Brasil estão impedidos de deixar o Brasil sem autorização judicial. O pedido feito pelo procurador da República de Campos Eduardo Santos de Oliveira foi concedido, por liminar, pela 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro ontem, durante plantão judiciário, às 22h20m. A Polícia Federal já foi acionada e os envolvidos terão que entregar "oportunamente" os passaportes em Campos.

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Segundo a decisão, assinada pelo juiz Vlamir Costa Magalhães, a liminar foi concedida devido a investigação em curso para apuração do possível cometimento de crime contra o meio ambiente proveniente do vazamento de óleo na Bacia de Campos, em novembro de 2011, e também pelo o ocorrido na última semana.
Segundo a decisão, os executivos são ligados à direção das empresas responsáveis pelos vazamentos. Entre eles, há americanos, brasileiros, franceses, australianos, um inglês e um canadense. Procurada a Chevron informou, através da assessoria de imprensa, que ainda não havia sido notificada e que estava procurando o departamento jurídico para se manifestar.

Segue a lista das pessoas que estão impedidas de deixar o país:
1. George Raymond Buck III (americano), presidente da Chevron;
2. Erick Emerson (brasileiro), gerente de perfuração da Chevron;
3.Flávio monteriro (brasileiro), gerente de segurança, saúde e meio ambiente da Chevron;
4. João Francisco de Assis Neves Filho (brasileiro), engenheiro de plataforma
5.Mark Thomas Lynch (americano), geólogo
6. Alexandre Castellini (francês), engenheiro de reservatório
7. Jason Warren Clendenen (americano), engenherio de perfuração
8. Glen Gary Edwards (americano), engenheiro
9.James Kevin Swain (americano), engenheiro
10.Clifton Edward Menhennitt (australiano), geólogo
11. Johnny Ray Hall (australiano), gerente de perfuração de poço
12.Guilherme Dantas Rocha Coelho (brasileiro), diretor-geral da Transocean no Brasil
13. Michel Legrand (francês), gerente-geral da Transocean no Brasil
14. Gary Marcel Slaney (canadense), superintendente de offshore
15. Ian James Nacarrow (australiano), supervisor de plataforma
16. Biran Mara (inglês), sondador
17. Patrícia Maria Bacchin Pradal (brasileira), gerente de desenvolvimento de negócios e relações governamentais da Chevron
   

quinta-feira, 1 de março de 2012

RIO VAI TREMER - Ex-chefe de polícia do Rio diz que vai lançar livro sobre os bastidores das operações

Álvaro Lins: ‘Fui injusto e arrogante’s
Ex-chefe de polícia do Rio diz que vai lançar livro sobre os bastidore das operações
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POR Christina Nascimento

Rio - Mais recente ovelha do rebanho da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, o ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins contou nesta quarta-feira que se tornou um religioso no período em que ficou preso em Bangu 8, Complexo de Gericinó. E admitiu que na cadeia encontrou pessoas que ele mandou prender injustamente.
“Fiquei preso com pessoas que não precisavam estar ali. Garotos de 18 anos que mandei prender porque tinham trouxinha de maconha na caixinha de fósforo. Fui injusto e arrogante”, afirmou o ex-deputado estadual, condenado a 28 anos por lavagem de bens, quadrilha armada e corrupção passiva.
No dia 13, Lins esteve em São João de Meriti, na igreja do pastor Marcos Pereira, conhecido por converter traficantes, como convidado da noite de louvor. O encontro com a vida espiritual, segundo o ex-deputado, estará no livro que será lançado este ano. O nome será “280 dias”, referência ao período em que esteve preso.
Ele promete contar bastidores das operações policiais e situações vidas durante seu tempo em Bangu 8, como no dia em que sua mulher foi expulsa do ônibus que levava companheiras de detentos até a portaria da prisão no dia de visita. “Descobriram que ela era mulher de policial e a colocaram para caminhar dois quilômetros com minha filha no colo”, relembrou Lins.
Ex-desafeto, o pastor Marcos, que chegou a ser investigado pela equipe de Álvaro Lins, disse que ele fez até hino para evangelizar. Acusado pelo coordenador executivo do AfroReggae, José Júnior, no jornal Extra, de tramar contra a vida dele e de integrantes do grupo e de envolvimento com traficantes, o pastor Marcos será investigado pela Delegacia de Combate às Drogas (Dcod).
Colaborou Maria Inez Magalhães
        
Fonte O Dia

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

DESVIO DE VERBAS - Ministério Público federal processa casal Garotinho Garotinho poderá perder os direitos políticos

Por Antero Gomes
O Ministério Público Federal propôs, no último dia 13, uma ação civil pública por improbidade administrativa contra os ex-governadores do Rio Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, além de outras 17 pessoas. Os acusados são, segundo o MP, envolvidos num esquema que desviou verba pública federal em favor de campanhas eleitorais do casal Garotinho. Se condenados na Justiça Federal, entre outras penas, o casal Garotinho poderá perder os direitos políticos por até dez anos.

O procurador da República Edson Abdon sustenta que o “Esquema das ONG's”, supostamente montado na gestão da governadora Rosinha, envolvendo a contratação irregular de organizações não governamentais pela Fundação Escola do Serviço Público (Fesp) — órgão estadual — também desviou recursos de uma empresa pública federal: a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). O Ministério Público estadual já apontara o desvio de recursos públicos estaduais no “esquema”.

O MPF constatou que a CPRM contratou, em 2 de janeiro de 2004, a Fesp, num contrato emergencial e sem licitação, para prestar serviços técnicos de informática. O valor do contrato foi de R$ 780 mil. Um mês antes, no entanto, a Fesp, incapaz de prestar ela mesma o serviço, já tinha recebido três orçamentos de organizações para a subcontratação. O escolhido foi o Instituto Nacional de Aperfeiçoamento da Administração Pública (INAAP), que cobrou R$ 757 mil. O MPF constatou que o serviço nunca foi realizado.

“(...) a inevitável conclusão que se chega é a de que os recursos empregados pela empresa pública federal possuíam um único destino: o financiamento das campanhas eleitorais dos réus Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho”, diz o procurador na ação.

O procurador lembra que, num processo anterior, o Ministério Público estadual constatou também a remessa de dinheiro repassado a essas ONGs pelo governo Rosinha para as campanhas do casal Garotinho.

Procurado, o ex-governador Anthony Garotinho disse que não tinha conhecimento da ação movida pelo MPF. Disse ainda: “Não dá para acreditar que seja sério (a ação). Todo ano de eleição é assim. Ficam esquentando coisas antigas”.A ex-governadora Rosinha não foi encontrada.



Fonte Extra  http://extra.globo.com/noticias/rio/ministerio-publico-federal-processa-casal-garotinho-3984984.html#ixzz1mY3q2UEk



quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

VAZAMENTO DA CHEVRON - PF indicia 17 por vazamento de petróleo, inclusive o Presidente da famigerada CHEVRON

Todos vão responder por crime ambiental, incluindo o presidente da Chevron do Brasil

Sílvio Barsetti / RIO



A Polícia Federal indiciou 17 pessoas e as empresas Chevron e Transocean por causa de um vazamento de 2,5 mil a 3 mil barris de óleo ocorrido no início de novembro no Campo de Frade, na Bacia de Campos, no norte do Rio. Todos vão responder por crime ambiental, incluindo o presidente da Chevron no Brasil, George Buck.

Divulgação
Mar sujo pelo óleo que vazou:delegado da PF criticou ‘atitude leviana’ da Chevron e da Transocean


"As empresas atuaram no caso de maneira leviana, irresponsável", disse o delegado Fábio Scliar, chefe das investigações, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, que teve acesso ao inquérito. Do total dos indiciados, 16 são acusados também de falsidade ideológica, pois, de acordo com a PF, teriam sonegado informações em depoimentos.
O relatório da Polícia Federal está em poder da Justiça e ainda será estudado pelo Ministério Público. Scliar atribuiu o desastre ambiental "à ganância e à conduta leviana" dos executivos e funcionários das duas empresas, que, segundo ele, recorrem a perfurações temerárias, com riscos de acidentes.

No documento, ele reitera que o vazamento foi provocado por excesso de pressão no poço e sustenta que a Chevron, até então operadora do Campo de Frade, sabia que a zona perfurada era de alta pressão. "As duas empresas estavam trabalhando no limite do limite, como foi admitido por várias das pessoas que vieram depôr", contou o delegado.

Se as empresas forem condenadas, podem ser proibidas de manter atividades no País. Já as pessoas indiciadas pelos dois crimes podem ser condenadas a até 14 anos de prisão.

Segundo o JN, a Chevron questionou o relatório final da Polícia Federal. A empresa se defendeu ao informar que colaborou com as investigações. Já a Transocean, responsável pela plataforma, criticou os indiciamentos e afirmou que seus funcionários terão todo apoio jurídico até o encerramento do caso Ilha Grande - a empresa Modec Serviços de Petróleo do Brasil foi multada ontem em R$ 16,66 milhões pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por ter atingido "com substâncias oleosas" uma área em torno da Baía da Ilha Grande, paraíso turístico de Angra dos Reis, litoral sul fluminense.

O vazamento de 10 mil litros de óleo ocorreu na sexta-feira. De acordo com o secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Minc, o Inea se cercou de diversos cuidados antes de aplicar o auto de infração: "Temos respaldo legal para tanto". Minc também disse que a empresa será obrigada a financiar a recuperação da área degradada.

 Fonte estadao http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,pf-indicia-17-por-vazamento-de-petroleo,814019,0.htm


    

sábado, 10 de dezembro de 2011

VAZAMENTO DA CHEVRON - ANP diz que Chevron ainda não provou que poço de petróleo está lacrado

Diretora da agência não está segura sobre a eficácia do tampão de cimento do poço no Campo de Frade, e diz que há risco do vazamento voltar

AGÊNCIA BRASIL 

Imagens aéreas da mancha de petróleo do vazamento da Chevron
(Foto: Rogério Santana/Governo do RJ)

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) informou nesta sexta-feira (9) que a empresa petrolífera Chevron ainda não conseguiu provar que teve êxito na cimentação do poço que vazou petróleo na Bacia de Campos. Segundo a diretora da ANP Magda Chambriard, a agência ainda não está segura sobre a eficácia do tampão de cimento do poço no Campo de Frade e, por isso, ainda não é possível abandoná-lo. Segundo ela, há ainda risco de que o óleo possa voltar a vazar.

“Estamos checando a integridade do segundo tampão de cimento. A gente checa isso através de perfis de cimentação. Esses perfis de cimentação não estão nos mostrando a perfeita integridade desses tampões de cimento. Eles ainda não mostram a perfeita aderência do cimento ao poço. Essa 'bola' está com a Chevron. Ela tem que nos provar que o que fez está certo. Mas ainda não conseguiu nos provar isso”, disse Chambriard.

De acordo com a ANP, apesar do vazamento principal ter sido contido, há ainda vazamentos residuais, de gotas de óleo que atravessam rachaduras no leito submarino. Segundo a diretora, há um equipamento recolhendo essas gotas. A mancha do vazamento principal ainda se espalha por uma área de 240 mil metros quadrados.
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Ibama multa Chevron em R$ 50 mi

Chambriard disse que a ANP já constatou dez “não conformidades” (irregularidades) na plataforma da Chevron no Campo de Frade, que são alvo de três autos de infração da agência reguladora.

De acordo com a diretora, mesmo antes do vazamento da Chevron, a ANP vinha mantendo uma fiscalização rigorosa sobre as plataformas de perfuração e produção de petróleo que atuam no mar brasileiro. Desde agosto do ano passado, mais de 680 irregularidades foram encontradas em várias dessas plataformas, levando a interdição de 11 e a emissão de R$ 52 milhões em multas.

Na cerimônia de despedida do diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, Chambriard cobrou do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a promoção de um novo concurso público para contratar 150 funcionários, que reforçariam a estrutura de fiscalização da agência reguladora.

BC


fonte revista época
http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/12/anp-chevron-ainda-nao-provou-que-poco-de-petroleo-esta-lacrado.html

domingo, 4 de dezembro de 2011

EXPULSAO - "CHEVRON pode ser expulsa do Brasil", diz Lobão

Ministro afirma que expulsão acontecerá se petrolífera americana não cumprir acordos para reparar o vazamento na Bacia de Campos
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  Notícia anterior Chevron admite suspensão de poço por produção de gás 
 
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou neste sábado que a petrolífera americana Chevron pode ser "expulsa" do País caso não cumpra os acordos para reparar os danos causados pelo vazamento de petróleo na Bacia de Campos.

"A empresa já foi fortemente penalizada pelo que fez e foi suspensa de fazer novas perfurações no Brasil, embora seja a segunda maior empresa do mundo", afirmou Lobão aos jornalistas em Teresina, capital do Piauí.

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O ministro lembrou que a Chevron deve pagar a multa de R$ 50 milhões que foi imposta pelas autoridades e também se responsabilizar pelos danos causados ao meio ambiente, que ainda não foram totalmente quantificados.

"Estamos atentíssimos no sentido de que cumpra o seu papel ou então (a Chevron) será expulsa do Brasil", completou Lobão.
A Chevron calcula que o vazamento na Bacia de Campos seja de 2,4 mil barris de petróleo, embora as autoridades do Rio de Janeiro apresentem outro número: 15 mil barris. A própria companhia foi encarregada de recolher o petróleo que subiu até a superfície.
A mancha de petróleo, que praticamente já desapareceu, está localizada a cerca de 120 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro.



Foto: AE
Moradores de Duque de Caxias fazem protesto contra a Chevron em frente ao Consulado dos Estados Unidos, no centro do Rio, nesta sexta (2) 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

VAZAMENTO DA CHEVRON - Óleo que vazou no Rio pode contaminar Baía de Guanabara

Parte da substância recolhida do mar foi para um galpão em Duque de Caxias, escoou por ralos e atingiu o esgoto que chega na baía, diz a PF 

Sérgio Torres

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O petróleo que há 23 dias vaza na Bacia de Campos pode atingir o litoral do Rio de forma jamais imaginada pelos especialistas. Trazido do oceano em barcos, o óleo recolhido no mar foi depositado no galpão de uma empresa na Baixada Fluminense. Parte dele escoou por ralos para valas de esgoto que acabam desaguando na já poluída Baía de Guanabara, na altura do município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

“Com certeza os responsáveis pela Contecom (empresa subcontratada para armazenar a água oleosa - mistura de água salgada e petróleo) serão autuados. Pode ser mais de um crime ambiental”, afirmou o delegado da Polícia Federal (PF) Fábio Scliar.
O delegado citou três artigos da Lei do Meio Ambiente em que a empresa pode ser enquadrada: causar poluição que possa resultar em danos à saúde ou provoque mortandade de animais ou destruição da flora; ter em depósito substância tóxica, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis; fazer funcionar estabelecimentos ou serviços potencialmente poluidores, sem licença ou autorização dos órgãos ambientais.

Segundo ele, a americana Chevron, que havia contratado a empresa Brasco Logística Offshore, responsável pela subcontratação da Contecom, “não necessariamente será imputada”.

As dependências da empresa Contecom foram vistoriadas na noite de anteontem por agentes federais. Uma funcionária já prestou depoimento e, segundo o delegado, foi liberada após pagar fiança. Ainda não se sabe quanto petróleo escapou para os cursos d’água que seguem rumo aos Rios Sarapuí, Iguaçu e Estrela, já totalmente poluídos.

Até a Baía de Guanabara, o percurso médio entre a sede da empresa e o ponto em que os rios se encontram com os manguezais da baía é de 5 km.

Os registros da empresa indicam que nos dias 21 e 22 o galpão recebeu dois carregamentos, que somavam 80 mil litros de água oleosa, enviados em caminhões pela Brasco. A Contecom faria o tratamento da mistura.

O advogado da Contecom, Bruno Rodrigues, disse ontem que não houve vazamento do óleo armazenado na “piscina” do galpão. Ele negou que a água oleosa tenha escorrido pelos ralos. Segundo ele, a empresa não separaria água e petróleo. Seria tarefa de outra empresa “parceira”.

“A PF está investigando e quer saber o destino do óleo. Só que se complicou nesta história porque a Contecom não trata o óleo, só armazena e repassa. Então, não houve vazamento, isso não existe. Estão falando muitas coisas com base em achismo. Não há prova pericial”, disse o advogado.

De acordo com os peritos da PF, o óleo vazou por pelo menos um buraco na barreira de contenção da “piscina”, que estava visualmente lotada, apesar de a capacidade anunciada ser de 90 mil litros. Ao ultrapassar a barreira, a mistura escorreu pelo pátio, em direção aos ralos. Dali atingiu as galerias pluviais e as redes clandestinas de esgotos.

 / COLABOROU FELIPE WERNECK

terça-feira, 29 de novembro de 2011

VAZAMENTO DA CHEVRON - Óleo da Chevron vazou para galerias pluviais de Caxias, dizem deputados, UM PRESO

Eles estiveram reunidos com o delegado responsável pelas investigações.
Chevron diz que empresa é subcontratada e tem licença do Inea.
Bernardo Tabak Do G1, no Rio 



Parlamentares que integram uma comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha as investigações sobre o vazamento da petroleira americana Chevron, afirmaram, na noite desta segunda-feira (28), que a água do mar misturada ao óleo vazou para o sistema de águas pluviais do município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo os deputados, o problema ocorreu dentro da empresa de manejo de resíduos industriais Contecom, que fica em Caxias.

“Os policiais federais verificaram que havia um reservatório na empresa, transbordando água com resíduo de óleo. Ao transbordar, vazou para os ralos das águas pluviais de Duque de Caxias”, afirmou o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB/SP), relator da comissão. “Há materialidade para se afirmar isso”, complementou.

Por meio de nota, a Chevron informou que "a Contecom é uma empresa independente subcontratada pela Brasco, com aprovação da Chevron, para disposição final de resíduos, a qual possui licença de operação pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea)".

Funcionária presa Mais cedo, uma funcionária da Contecom foi presa em flagrante dentro da empresa, em Caxias. “Ela disse ser a responsável técnica da empresa”, afirmou o deputado federal Dr. Aluízio (PV-RJ), presidente da comissão. “Esse é um fato novo e extremamente grave. O óleo já chegou na Baixada Fluminense, em Caxias. O contrato da Chevron com a Contecom para recolher o óleo está sendo praticado sem o menor cuidado ambiental em terra firme”, criticou Chico Alencar (PSOL-RJ), que integra a comissão.

“Essas irregularidades foram flagradas pela polícia. Não há falha geológica ou problema natural que justifique”, afirmou Alencar. “E já existia uma grande quantidade de caminhões-tanque que estavam se dirigindo para a empresa, com mais água contaminada com óleo para ser beneficiada. Só que a empresa não tinha mais onde colocar”, complementou Protógenes. Os três deputados obtiveram as informações após uma reunião com o delegado Fabio Scliar, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal (Delemaph-PF), na noite desta segunda.

A Contecom seria a responsável por realizar o correto manejo e o beneficiamento da água contaminada com óleo.

O G1 tentou entrar em contato com a Contecom, mas ninguém foi encontrado.

Já a assessoria de comunicação da prefeitura de Duque de Caxias disse que não existe a possibilidade de contaminação de mananciais de água do município e que, se houver alguma contaminação, será em rios que deságuam na Baía de Guanabara.

Inea afirma que Contecom está regular Mais cedo, um carro do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), deixou o local, mas os técnicos não falaram com a imprensa. De acordo com a assessoia de imprensa do secretário de Meio Ambiente, Carlos Minc, no entanto, o Inea constatou que a Contecom está regular. Em nota, a Secretaria de Estado do Ambiente informou que os técnicos não encontraram irregularidades e que apoia "integralmente" a ação da PF.

"A Secretaria do Ambiente e o Inea afirmam que se o delegado da Polícia Federal Fábio Scliar encontrou outros tipos de irregularidades, em outros pontos, não há o que contestar", destacou a nota. "Não há em absoluto qualquer contradição entre a SEA/Inea e a Polícia Federal", acrescentou.

Segundo a nota, foram analisadas as licenças da empresa que transportou o óleo, que foi recolhido pela Chevron na região do vazamento, a quantidade de resíduos transportados, a operação de separação do óleo e o armazenamento do óleo recolhido.

 saiba mais
Mancha de óleo vazado voltou a diminuir e se afasta do litoral, diz ANP
Suspensão de perfuração não terá impacto em produção, diz Chevron
MPF abre mais três investigações sobre vazamento de óleo no Rio

Inquéritos
O Ministério Público Federal (MPF) em Macaé (RJ) abriu nesta segunda-feira mais três inquéritos para investigar as condições e consequências do vazamento de petróleo no Campo do Frade.

Dois dos inquéritos buscam avaliar se houve omissão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na elaboração dos planos regionais e nacional de contingência e na fiscalização. A investigação quer apurar ainda se Agência Nacional de Petróleo (ANP) também falhou no controle da atividade das empresas petroleiras.

A empresa norte-americana Chevron informou, por meio de sua assessoria, que ainda não foi notificada da abertura do inquérito, mas ressaltou que "respeita as leis e cumpre as normas do país onde opera".

O G1 procurou também Ibama e ANP, que não responderam até a última atualização desta reportagem.


Atividade de pesca Outra frente de investigações quer apurar quais serão os impactos do vazamento de óleo para a atividade de pesca e para a economia dos municípios de Macaé, Casimiro de Abreu, Carapebus e Rio das Ostras.

"Incidentes como esse dão impulso a discussões sobre os riscos da atividade de exploração de petróleo. É importante que os órgãos competentes efetivamente fiscalizem se as empresas operam dentro dos níveis de risco tolerados pelas licenças e normas ambientais," disse o procurador da República responsável pelos inquéritos, Flávio de Carvalho Reis.

A Chevron já é investigada em um inquérito aberto pelo MPF em Campos (RJ) que pretende apurar a responsabilidade pelo vazamento. O depoimento do presidente da empresa no Brasil, George Buck, está marcado para o dia 7 de dezembro.

Para começar as investigações, o MPF pediu à Marinha, à ANP e ao Ibama o envio de cópias de todos os relatórios técnicos relacionados ao acidente ambiental e esclarecimentos quanto aos impactos do vazamento na pesca da região.

Suspensão da perfuração Na quarta-feira passada (23) a diretoria da ANP decidiu suspender as atividades de perfuração no Campo de Frade "até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e restabelecidas as condições de segurança na área".

Apenas a Chevron opera no Campo de Frade, onde no último dia 8 foi identificado vazamento em um poço de extração de petróleo. A empresa não tem atividade em outros campos.
Em audiência pública na Câmara dos Deputados na semana passada, o presidente da Chevron no Brasil, George Buck, pediu "desculpas" aos brasileiros e ao governo pelo vazamento no Campo de Frade. Ele disse que a empresa norte-americana foi eficiente em conter o vazamento de petróleo.

Também na quarta, a diretoria da ANP rejeitou pedido da Chevron para perfurar novo poço no campo para atingir a camada pré-sal. De acordo com a agência, “a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade."




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

VAZAMENTO DA CHEVRON - Procuradoria instaura inquéritos para apurar vazamento de óleo

O MPF (Ministério Público Federal) em Macaé (RJ) informou que instaurou três inquéritos civis públicos para apurar fatos relacionados ao vazamento de petróleo de um campo operado pela Chevron, na Bacia de Campos.
De acordo com a Procuradoria, o primeiro inquérito deverá investigar os impactos que o acidente podem causar à pesca e à economia de quatro cidades do Rio: Macaé, Casimiro de Abreu, Carapebus e Rio das Ostras.
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Cópias de relatórios técnicos sobre o acidente produzidos por ANP (Agência Nacional do Petróleo), Marinha e Ibama foram requisitadas pelo procurador da República Flávio de Carvalho Reis. Ele também solicitou esclarecimentos quanto aos impactos do vazamento na pesca da região.
"Incidentes como esse dão impulso a discussões sobre os riscos da atividade de exploração de petróleo. É importante que os órgãos competentes efetivamente fiscalizem se as empresas operam dentro dos níveis de risco tolerados pelas licenças e normas ambientais," disse o procurador.
No segundo inquérito, o procurador quer apurar "a omissão do Ibama em elaborar os planos regionais e nacional de contingência, previstos há mais de dez anos", informou o MPF. "O MPF quer acompanhar e promover as medidas necessárias para que o Ibama siga a legislação e elabore os planos de contingência", diz a nota da Procuradoria.
O último inquérito, segundo o MPF, irá apurar"a precariedade dos procedimentos de fiscalização da ANP e do Ibama, uma vez que os dois órgãos se baseiam principalmente em dados fornecidos pelas próprias petroleiras em suas fiscalizações".
O MPF quer a adequação dos procedimentos de fiscalização.
O MPF já investiga as causas e a eventual responsabilidade pelo vazamento. O presidente da Chevron no Brasil, George Buck, foi intimado para prestar esclarecimentos sobre o acidente no dia 7 de dezembro.
Editoria de Arte/Folhapress

domingo, 27 de novembro de 2011

MEIO-AMBIENTE - Carlos Minc ( @mincrj ): ‘Vou mandar óleo para eles’ (Entrevista)

POR PEDRO LANDIM

Rio - Investir em estudos ambientais para a prevenção de acidentes, em apoio ao Plano de Contingência Federal — força-tarefa prevista para março —, é o caminho apontado pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, para proteger o Rio de prováveis novos desastres. Classificando como “festival de erros” a atuação da empresa Chevron no episódio do vazamento de óleo na Bacia de Campos, Minc diz que análises ambientais feitas no governo Lula o levaram à negar licença recente à construção de porto em Arraial do Cabo. Ele afirma que o incidente no Norte Fluminense deixa claro que os royalties do petróleo devem priorizar os estados produtores. O secretário vai presentear governadores contrários aos direitos do Rio com amostras de óleo.

O DIA: O senhor disse que o risco zero de acidentes não existe no setor petrolífero. O que pode ser feito em relação a futuras tragédias ambientais?

MINC: — Esse é apenas um acidente de muitos que podem vir. Não podemos achar normal um conjunto de crimes ambientais como esse. No governo Lula, mapeamos a sensibilidade do litoral em trabalho de dois anos, envolvendo 14 universidades, formando diversos atlas das bacias em cada estado. Estudamos ventos, correntes, fauna marinha, vegetação, manguezais. É uma forma importante de pensar prevenção.

De que forma os estudos e conclusões podem ser utilizados no Rio?
Em cima do que foi mapeado, negamos recentemente a licença para a construção de um porto ‘offshore’ em Arraial do Cabo. E até o fim do ano, será lançada a Área de Proteção Ambiental (Apa) da Baía de Ilha Grande, onde muitas empresas querem construir portos e estaleiros ligados à exploração do pré-sal. Não se trata de impedir, mas de colocar ordem na bagunça, regularizar. Navios não poderão, por exemplo, navegar a menos de quatro quilômetros da costa.

Há um plano de contingência sendo articulado pelo governo federal. Há projetos estaduais de prevenção em andamento?
O plano de contingência federal vai ser arrematado em dezembro e está previsto para março de 2012. É uma ação coordenada que envolve diversos ministérios, áreas de Defesa, Portos, Minas e Energia. A criação de um plano estadual só pode vir depois, em colaboração. Quando o problema extrapola, a exemplo do acidente ocorrido no ano 2000, na Baía de Guanabara, entram em cena bombeiros, a Marinha, a Aeronáutica. Mas num caso como esse da Chevron, porém, com ou sem plano de contingência, a Lei do Óleo determina que a responsabilidade por tudo é individual e total da empresa.

Haverá também investimentos em veículos, aparelhagem e tecnologia com essa finalidade?
O acidente mostra que um bom estudo de prevenção significa uma economia gigantesca. Mas o monitoramento tem que ser rigoroso e permanente, contando com aviões, barcos e imagens de satélites. Notificamos a Chevron, e todo o equipamento que está sendo utilizado nas investigações vai ser pago por eles.

Em que medida os royalties do petróleo podem ser importantes para a segurança na exploração e a proteção ambiental?
Isso é algo evidente e que eu venho dizendo há muito tempo. Estamos expostos e vulneráveis, falando de um problema ocorrido a 800 metros abaixo da terra, num poço de 1.500 metros de profundidade. Imagine no Pré-Sal, a partir de 6 mil metros. Coletei varias amostras do óleo e vou mandar frascos de presente para os governadores de outros estados que querem os royalties do Rio. Vou perguntar se eles também querem ficar com um pouco do óleo vazado em Campos.

Quais foram os principais erros da Chevron durante o episódio do vazamento?
Foi um festival de erros. O estudo geológico apontou a vulnerabilidade do solo e a Chevron operou de forma apressada e afoita em relação ao que estava detectado. Em seguida, a empresa minimizou o acidente, editou fotografias para esconder os danos e afirmou, após a ocorrência, que não sabia o que fazer para conter o vazamento. O delegado Fábio Scliar (da Delegacia do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, da Polícia Federal) gravou essa afirmação, feita por um dos responsáveis pela empresa.

E quais foram os principais crimes ambientais cometidos no episódio?
No texto de cada licença de operação dada pelo Ibama, há 20 condicionantes ambientais, como não atuar em desacordo com o que aponta o estudo da geologia. O descumprimento de cada um dos itens configura um crime diferente, segundo a lei de 1998. Então, já falamos aqui de diversos crimes, da negligência à falta de informações. O estrago poderia ter sido pior se as correntes levassem o óleo às praias. Não podemos aceitar passivamente e depois chorar o óleo derramado



Fonte O Dia http://odia.ig.com.br/portal/economia/html/2011/11/carlos_minc_vou_mandar_oleo_para_eles_208798.html
    

VAZAMENTO DE GAS - Petrobrás detecta vazamento de gás em plataforma P-40

RIO - A Petrobrás informou hoje que durante a madrugada de ontem foi constatado um vazamento de gás na plataforma P-40, situada na Bacia de Campos, próximo a Macaé (região norte do Estado do Rio).

Segundo a empresa, o reparo necessário para impedir o vazamento está sendo realizado, mas ainda não há prazo para terminar. Em nota, a estatal classificou o vazamento como "mínimo", mas não estimou em números a quantidade. A empresa informou ainda que o local onde o vazamento ocorreu foi isolado e está sendo monitorado por sensores. Nessa área o trabalho regular foi interrompido. Não há risco de incêndio, explosão ou qualquer ameaça às pessoas que trabalham na plataforma, afirma a Petrobrás. A empresa considerou desnecessário interromper totalmente as atividades na plataforma.

Em nota, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense afirmou que a linha onde ocorre o vazamento "está com um reparo provisório" desde 2010. "Os trabalhadores defendem a parada da produção da plataforma. Para o sindicato, esta providência deveria ter sido tomada imediatamente após a identificação do vazamento, seguindo o preceito da segurança segundo o qual na dúvida, pare", afirma texto divulgado pela entidade.

Na mesma Bacia de Campos começou, há mais de 15 dias, um vazamento de óleo em uma plataforma da empresa norte-americana Chevron. Uma mancha foi formada no mar. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o óleo está se dispersando.


Fonte Estadao http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,petrobras-detecta-vazamento-de-gas-em-plataforma,93725,0.htm

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

EMPORCALHAMENTO da CHEVRON III : O caso Chevron e os leilões do pré-sal

Da Carta Maior
"Após caso Chevron, é preciso rever lei que reparte o pré-sal através de leilões"
Fernando Siqueira, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), diz que tragédia ambiental na bacia de Campos é oportunidade para rever lei do pré-sal. Para ele, Petrobras, escolhida como operadora da área, poderia administrar sozinha todo o processo exploratório sem depender de estrangeiras selecionadas através de leilões.
Marcel Gomes

São Paulo – O presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras, Fernando Siqueira, espera que o vazamento de petróleo em um poço explorado pela companhia Chevron, na bacia de Campos, sirva de impulso para a revisão da lei do pré-sal, com o objetivo de garantir exclusividade à Petrobras na exploração da área.
A lei, sancionada em 2010 pelo presidente Lula, determina a realização de leilões para definir qual empresa explorará cada poço, mas caberá à Petrobras o papel de operadora, com 30% da futura sociedade exploratória. Para Siqueira, o know-how da Petrobras em águas profundas diminui os riscos do processo e garante que o produto será utilizado em benefício dos brasileiros.
“Na época dos debates sobre a nova lei, eu perguntei a assessores do governo Lula por que manter os leilões, e me responderam que não havia respaldo político na sociedade para acabar com eles. Para isso, seriam necessários pressão popular e povo nas ruas. Eu tenho feito 80 palestras por ano justamente para defender essa causa”, disse ele à Carta Maior.

Nesta entrevista, Siqueira também analisa o acidente da Chevron, diz que o problema teve natureza técnica (“sucessão de erros e mentiras”) e que não acredita que a empresa estivesse tentando atingir o pré-sal (“a sonda que eles estavam usando tem mais de 35 anos e, portanto, é obsoleta para o pré-sal”). Leia os principais trechos a seguir.
Carta Maior – O que causou o acidente?
Fernando Siqueira – O presidente da Chevron disse na TV Globo no dia 18 que “nossos engenheiros subestimaram a pressão do reservatório”. É uma declaração evasiva para fugir da realidade. A Chevron já possui poços em produção no mesmo reservatório que vazou, portanto conhece a pressão. O que eles erraram foi o dimensionamento da lama de perfuração [mistura de argila, aditivos químicos, água, entre outros produtos, que é injetada no poço por meio de bombas]. A lama tem a função de refrigerar a broca, expelir o material retirado e equilibrar a pressão do poço, para impedir que as paredes desmoronem. Quando eles finalizaram a perfuração, o pico de pressão já era um indício de que o controle do poço estava perdido.
CM – Não havia como retomar o controle?
FS – Havia, mas eles cometeram um outro erro. Ao perceber o problema, aplicaram uma pressão forte demais para retomar o controle do poço e fraturaram o reservatório. Isso é muito preocupante, porque é difícil mapear a localização de fraturas. A Chevron já "matou" o poço com a aplicação de cimento, e agora precisa correr atrás das fraturas.
CM – Foi uma sucessão de erros.
FS – De erros e de mentiras. Primeiro a Chevron não percebeu o vazamento, que foi detectado pela Petrobras. Depois a empresa insinuou que o óleo era do campo de Roncador, da própria Petrobras, o que foi descartado pelo nosso centro de pesquisa [da estatal] após análise do DNA do petróleo. Confirmado a origem, a Chevron ainda subdimensionou o vazamento.
CM – Então o senhor acredita em erro técnico? Descarta a hipótese que surgiu de que a Chevron tentava atingir a camada pré-sal?
FS – Não acredito nessa hipótese. A sonda que eles estavam usando tem mais de 35 anos e, portanto, é obsoleta para o pré-sal. O aluguel dela custava à empresa 315 mil dólares por dia à empresa, enquanto uma plataforma adequada para aquela profundidade custaria 700 mil dólares.
CM – Diante de tantos erros, faltou fiscalização dos órgãos de controle?
FS – Constatados os erros sucessivos, teria de suspender a Chevron. Há a possibilidade de aplicação de multa, mas os valores que praticamos no Brasil são irrisórios perto do montante envolvido com um negócio desse tipo.
CM – A maior ação judicial contra uma companhia norte-americana fora dos Estados Unidos tem como ré justamente a Chevron, no Equador, em um montante estimado em US$ 27 bilhões, por degradação ambiental e contaminação de comunidades inteiras. Houve o recente problema com a BP no Golfo do México. Como melhorar o controle sobre essas companhias?
FS – Todas essas empresas têm histórico de poluição e depredação ambiental no mundo todo. A Shell destruiu a biodiversidade do delta do rio Níger de tal maneira que a Nigéria hoje importa peixe. Por isso eu defendo mudanças na política do país para o setor, com o fim dos leilões, simplesmente porque quem detém hoje a tecnologia de exploração em águas profundas é a Petrobras. Já que a lei do presidente Lula, corretamente, definiu que a Petrobras será a operadora de todos os campos, para que precisamos de um parceiro internacional que pode desrespeitar nossas leis e ainda levar metade do petróleo?
CM – A Petrobras tem condições executar toda a exploração sozinha?
FS – Na verdade ela é uma intermediária, mesmo papel que as empresas do exterior irão fazer. Nesse caso, deveríamos optar pela melhor intermediária, que é a Petrobras. Os três gargalos da exploração em água profundas são perfuração, operação no fundo do mar e linha flexível entre fundo do mar e navio. A perfuração é feita por um conjunto de empresas internacionais que oferecem o serviço, não são as petroleiras, e a Petrobras participou do desenvolvimento de todo esse know-how. O sistema de operação no fundo do mar, através de válvulas remotamente controladas, também foi 60% desenvolvido pelo Centro de Pesquisa da Petrobras. Por fim, a linha flexível é um serviço oferecido por uma série de empresas. Enfim, a Petrobras pode intermediar toda essa tecnologia melhor do que qualquer um.
CM – O debate sobre a lei que rege a exploração do pré-sal se concentrou no debate entre concessão e partilha e no volume dos royalties para Estados produtores. O fim dos leilões e a elevação da Petrobras a um papel mais central foram questões secundárias. Por quê?
FS – Na época dos debates sobre a nova lei, eu perguntei a assessores do governo Lula por que manter os leilões, e me responderam que não havia respaldo político na sociedade para acabar com eles. Para isso, seriam necessários pressão popular e povo nas ruas. Eu tenho feito 80 palestras por ano justamente para defender essa causa. Na década de cinqüenta, quando o petróleo era apenas um sonho, houve um grande movimento cívico por essa causa. Agora que o sonho se tornou realidade e o Brasil virou o Iraque da América do Sul, temos obrigação de manter esse bem para o povo brasileiro.

Fonte CartaMaior http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19018
Luiz Nassif Online http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-caso-chevron-e-os-leiloes-do-pre-sal
        

QUE VÁ PRO INFERNO !!! - Chevron perdeu US$ 14,6 bi de valor de mercado por vazamento (TOMARA QUE QUEBRE)


Segundo “WSJ”, receio do mercado aumentou após acidente no Golfo do México


Consumidora em posto de gasolina da Chevron, em Berkeley, EUA: companhia perdeu R$ 14,6 bilhões em valor de mercado desde anúncio do vazamento no Campo de Frade David Paul Morris/24-10-2011 / Bloomberg
NOVA YORK e RIO - A petroleira americana Chevron perdeu US$ 14,6 bilhões em valor de mercado na comparação à média de seus pares da indústria desde 10 de novembro, quando surgiram as primeiras informações sobre o vazamento de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, informou ontem o "Wall Street Journal". O valor representa uma queda de 7% nas ações da empresa, que teve ontem suas atividades de perfuração suspensas no Brasil.
Segundo o jornal, o desastre da petroleira BP em Macondo no ano passado, que custou 11 vidas e derramou quase 5 milhões de barris de petróleo no Golfo do México, mudou a relação dos mercados com crimes de vazamento de óleo. No pior momento após a catástrofe, o valor da BP chegou a ser US$ 80 bilhões menor, uma queda de 42% em relação aos seus pares do mercado.

— Depois disso, com qualquer derrame, há um temor fundamental sobre o desconhecido — afirmou Robin West, fundador da consultoria PFC Energy, ao jornal.



Chevron produz no Brasil 1% de seu óleo no mundo
Na reportagem, o "Journal" lembra que um mês após o vazamento da Exxon Valdez em 1989, no Alasca, o valor de mercado da empresa era exatamente o mesmo de antes do desastre. E que nas primeiras semanas após o derramamento as ações da companhia caíram no máximo em US$ 3,5 bilhões, uma perda de somente 6%. "Os tempos mudaram" diz.

Outras empresas como ConocoPhillips e Royal Dutch Shell também provocaram derrames de óleo em alto-mar recentemente, na China e no Mar do Norte, respectivamente. O valor de mercado da Shell caiu US$ 3 bilhões, ou cerca de 3%, em relação a seus pares no período do derrame de Gannet Alpha, em agosto, quando vazaram cerca de 1,3 mil barris, segundo as estimativas.

"Os derrames sempre foram um risco no setor e a redução no valor da Chevron parece ser exagerada. Mas o desastre da BP e a necessidade de exploração em ambientes mais difíceis para encontrar petróleo aumentaram os riscos para todos envolvidos", afirma o jornal.

Uma das razões para a reação ser considerada exagerada é que a Chevron produziu apenas 24 mil barris diários de óleo equivalente de petróleo (boe) no Brasil no ano passado, o que representou 1% da produção mundial da empresa, de 2,397 milhões de barris de óleo equivalente. Além disso, as multas que podem chegar a US$ 139 milhões (R$ 260 milhões) representam apenas 0,7% do lucro líquido da companhia no ano passado.

Por outro lado, as operações brasileiras da Chevron foram destacadas nos três balanços trimestrais do grupo neste ano. Foi atribuído ao Brasil, ao lado de Canadá e EUA, um papel de destaque nas novas produções de petróleo pelo mundo.

Segundo a companhia, a produção de petróleo no Campo de Frade, que segue em curso, apesar do acidente no poço exploratório, teria chegado a 79 mil barris de óleo equivalente por dia. A companhia tinha uma expectativa de produzir 90 mil barris de óleo equivalente no campo.

O volume no Brasil segue menor, contudo, na comparação à produção da companhia em outros países, como Nigéria (253 mil barris diários), Angola (161 mil), Indonésia (226 mil) e Tailândia (216 mil). Os EUA concentram a produção da Chevron no mundo, com 708 mil barris por dia em 2010.

Fonte O GLobo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/chevron-perdeu-us-146-bi-de-valor-de-mercado-por-vazamento-3308662#ixzz1ecVMrsWy 

EMPORCALHAMENTO da CHEVRON II : Após vazamento, ANP SUSPENDE perfurações da Chevron no Brasil

Decisão suspende todas as atividades da empresa na Bacia de Campos (RJ) até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo derramamento de petróleo

Alessandra Saraiva, da Agência Estado
 
RIO - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou em comunicado que a Chevron do Brasil Ltda. está, neste momento, impedida de perfurar em território nacional. Isso, na prática, suspende todas as atividades de perfuração no Campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ), até que sejam identificadas causas e responsáveis pelo vazamento de petróleo, detectado em 9 de novembro, e restabelecidas as condições de segurança na área.

VEJA TAMBÉM Plano de emergência será mantido até fim da mancha, diz Chevron
Vazamento de óleo vem sendo tratado de forma emocional, diz IBP
Chevron recebe multa de R$ 50 milhões do Ibama por vazamento
Situação da Chevron ficou complicada, diz ANP  

No comunicado, a agência informou que a decisão foi oficializada em reunião de diretoria hoje. Na mesma decisão, a ANP rejeitou pedido da concessionária para perfurar novo poço no Campo de Frade com o objetivo de atingir o pré-sal. No entendimento da agência, a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade. 
A agência informou ainda que "a medida não alcança as atividades necessárias ao abandono definitivo do poço 9-FR-50DP-RJS e a restauração das suas condições de segurança", ou seja, a Chevron ainda deve assumir responsabilidade pela recuperação do local.

A ANP termina o informe declarando que a decisão se baseou em análises e observações técnicas da Agência, que "evidenciam negligência, por parte da concessionária na apuração de dado fundamental para a perfuração de poços e na elaboração e execução de cronograma de abandono, além de falta de maior atenção às melhores práticas da indústria".

A Chevron ainda não foi comunicada da decisão da ANP. A assessoria de imprensa da companhia informou, há pouco, que aguarda a notificação da agência. O presidente da empresa no Brasil, George Buck, garantiu que a companhia já atendeu todas as solicitações do plano de emergência solicitado pelo Ibama.
A seguir, a íntegra da nota:


"Chevron é impedida de perfurar no Brasil
 A Diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), reunida hoje, determinou a suspensão das atividades de perfuração no Campo de Frade até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e restabelecidas as condições de segurança na área. Essa deliberação suspende toda atividade de perfuração da Chevron do Brasil Ltda. no território nacional.
A ANP rejeitou, na mesma decisão, pedido da concessionária para perfurar novo poço no Campo de Frade com o objetivo de atingir o pré-sal. A Diretoria entende que a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade.

A medida não alcança as atividades necessárias ao abandono definitivo do poço 9-FR-50DP-RJS e a restauração das suas condições de segurança.
 
A decisão se baseou nas análises e observações técnicas da Agência, que evidenciam negligência, por parte da concessionária (Chevron no caso) na apuração de dado fundamental para a perfuração de poços e na elaboração e execução de cronograma de abandono, além de falta de maior atenção às melhores práticas da indústria." 
Fonte Karla Mendes, da Agência Estado

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

EMPORCALHAMENTO da CHEVRON : Presidente da Chevron pede desculpas ao povo brasileiro [Não é FOFO?]

Camila Campanerut*
Do UOL Notícias, em Brasília 

Em audiência pública na comissão de Meio Ambiente na Câmara dos Deputados, o presidente da subsidiária brasileira da Chevron, o norte-americano George Buck, pediu desculpas pelo atraso de cerca de 2 horas e pelo acidente, reiterando o respeito pelo Brasil e o desejo de manter a parceria comercial com o país.

“Peço sinceras desculpas à população e ao governo brasileiro”, disse Buck em português. “Eu gostaria de reiterar que temos um profundo respeito pelo Brasil, pelo povo brasileiro, pelo meio ambiente, pelas leis e instituições deste país”, completou.

Com dificuldade de se expressar em português, o presidente da petrolífera teve o apoio de uma tradutora durante a apresentação do detalhamento do histórico do acidente.

Segundo Buck, o incidente ocorreu durante a perfuração do campo na bacia de Campos. “O que levou o início deste incidente foi que perfuramos em uma zona que a pressão era mais alta do que esperávamos. Nesta altura, o fluído do reservatório entrou no buraco da perfuração. É o que chamamos de um ‘quick,’ que levou ao início deste incidente”, disse. 

Ainda de acordo com ele, com a fragmentação da rocha, o petróleo subiu 566 pés (cerca 170 metros) até o fundo do mar e demorou quatro dias para ser fechada. A estimativa da empresa é de que 2.400 barris foram derramados no mar.

 “Nós vamos investigar o incidente detalhadamente e apresentar os resultados ao povo brasileiro, permitindo que isso não se repita nem aqui nem em outro lugar do mundo”, disse Buck.


Entenda o vazamento O acidente na bacia de Campos ocorre pelo menos desde o dia 8 deste mês. O auge do vazamento se deu no dia 11 de novembro, quando até 600 barris de petróleo vazavam diariamente na região, depois esse percentual foi diminuindo, segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo).

Os danos causados pelo vazamento só serão mensurados depois de uma análise de dano ambiental a ser concluída apenas com o fim do derrame, segundo informações do presidente do Ibama.

Na última segunda-feira (21), a ANP emitiu dois autos de infração contra a Chevron: um pelo não cumprimento do “Plano de Abandono do Poço” apresentado pela própria empresa à ANP e outro pela adulteração de informações sobre o monitoramento do fundo do mar. Os valores das multas serão definidos apenas ao final do processo administrativo.

No mesmo dia, o Ibama multou a empresa em R$ 50 milhões – valor máximo estipulado com base na Lei do Óleo (nº 9.966/2000). Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, novas multas poderão ser aplicadas depois de análises de relatórios.
Após o vazamento, a petroleira poderá ser retaliada pela ANP e ter negado o projeto de extração de petróleo na camada pré-sal.

 O delegado da Polícia Federal, Fábio Scliar, que investiga o caso, disse que a Chevron pode ser indiciada duas vezes por crime ambiental, caso fiquem comprovada a responsabilidade no vazamento do óleo e no uso de técnicas, para a contenção do petróleo, que agridem o meio ambiente.
 A Polícia Federal também investiga indícios de que funcionários estrangeiros da empresa Chevron, que trabalhavam na área da perfuração onde ocorreu o vazamento, não tinham permissão para trabalhar no Brasil.