Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 21 de abril de 2012

#RIOmais20 - MP cobra resultados de despoluição da Baía da Guanabara. Projeto se arrasta desde 1995



A Estação de Alegria, no Caju, a maior do programa de despoluição da Baía , tem apenas metade de seus tanques funcionando
Mário Moscatelli / Divulgação

RIO
— A promotoria de Meio Ambiente vai propor audiência especial à Justiça, com a presença de representantes do governo e da Cedae, para apresentar um relatório sobre a situação das obras de despoluição da Baía de Guanabara e a aplicação de R$ 1,5 bilhão de recursos investidos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pelo governo japonês e pelo estado para a conclusão do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), que se arrasta desde 1995. A obra faz parte dos compromissos do governo com o Comitê Olímpico Internacional (COI) para as Olimpíadas de 2016. A ação que tramita na 3ª Vara de Fazenda Pública da capital desde 2007 tem por objetivo obrigar a Cedae a apresentar um cronograma físico-financeiro completo, com prazos definidos para sua conclusão, e exigir do estado garantias dos repasses necessários.

Na quinta-feira, a promotora do Meio Ambiente, Rosani da Cunha Gomes, fez um sobrevoo na Baía de Guanabara, acompanhada de uma perita, de um documentarista e do presidente da ONG Olhar Verde, Mário Moscatelli, para produzir um vídeo que será parte integrante do relatório.

— Processos são frios e não expressam a situação. Várias obras estão sendo feitas, mas, efetivamente, a situação não mudou. Está piorando em relação a 2007. Fiquei triste e decepcionada com o que vi. Apresentando um vídeo para todos com a situação de degradação da baía, quem sabe, não consigamos sensibilizar a todos — afirmou Rosani.

Segundo ela, o processo começou na administração anterior, quando as obras estavam paralisadas e não havia transparência sobre a aplicação dos recursos, mas a ação ficou estagnada, depois que a juíza Luciana Losada Albuquerque Lopes determinou, em julho de 2009, a realização de uma perícia para avaliação da poluição na baía. A perícia custaria R$ 80 mil. Tanto o MP quanto a Cedae recorreram da decisão.

Minc concorda com audiência
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, é favorável à realização de uma audiência especial, mas ressaltou que a situação mudou muito de 2007 para cá. Segundo ele, em quatro anos, o tratamento de esgoto doméstico saiu de 2 mil litros por segundo para mais de 5 mil litros por segundo:

— Esse inquérito é do antigo programa, porque não tinha transparência nenhuma. Construíram as estações de tratamento com dinheiro do BID, mas o que era para ser feito com o dinheiro do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), que eram as elevatórias, redes e conexões, não foi feito. Ficamos 13 anos com as estações de tratamento de esgoto secas. Quando assumimos, a Estação de Alegria (Caju) tratava 300 litros por segundo , com tratamento primário, ou seja, nada. Hoje trata 2.500 litros.

O presidente da Cedae, Wagner Victer, argumentou que o inquérito sobre o programa de despoluição começou ainda na administração passada e garantiu que hoje todas as informações sobre obras e gastos estão na internet. Segundo ele, não é possível cravar prazos num programa tão complexo:

— Dependemos do Congresso para autorizar a captação de recursos estrangeiros e também dependemos de licitações, que por vezes atrasam, em razão de contestação de empresas participantes. Mas o fato é que hoje já tratamos 6 mil litros de esgoto por segundo e chegaremos a 2016 tratando 16 mil, ou seja, 80% de todo o esgoto produzido.

Presidente do Instituto Brasil Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), o engenheiro sanitarista Haroldo Mattos de Lemos acredita que o problema do esgotamento doméstico está equacionado, mas a questão do lixo ameaça a despoluição da baía:

— O maior problema hoje é o lixo. Os moradores, principalmente da Baixada, jogam o lixo nos rios que desembocam na baía.

‘Esgoto sobra no rio e falta na estação’
Entre os problemas apontados no sobrevoo de quinta-feira, o presidente da ONG Olhar Verde, Mário Moscatelli, cita o fato de a Estação de Alegria, no Caju, ainda funcionar com metade de sua capacidade:

— O esgoto que sobra no rio falta dentro da estação. Ainda tem muita coisa para ser feita, e é preciso transparência.

O pescador Jaime Cerrado, de 69 anos, nascido e criado na Praia do Porto Velho, em São Gonçalo, diz que a poluição está destruindo o meio ambiente e a atividade pesqueira na região. A pequena enseada, onde a água é malcheirosa e coberta por uma camada de lixo que inclui de garrafas plásticas a sapatos, em nada lembra a baía em que ele pescava quando jovem.

— Meu pai era pescador e eu segui o ofício. Mas a poluição está matando a baía e acabando com a pesca. Antes eu ia para o mar e voltava com 70 quilos de pescado. Hoje quando está muito bom, o que é raro, a gente volta com 20 quilos — diz Jaime, que é o último na família envolvido com a pesca. — Não compensa mais pescar. Dentro da baía, só tem sujeira.

O cenário é o mesmo na Praia das Pedrinhas, que fica a poucos metros da Estação de Tratamento de Esgoto de São Gonçalo, construída na década de 90 com recursos do programa e que nunca operou satisfatoriamente. No local, uma manilha lança esgoto in natura no mar de forma intermitente. O pescador Pedro Paulo Bolpato, de 50 anos, conta que algumas espécies desapareceram da Baía de Guanabara.

— De uns dez anos para cá, a gente só pega tainha e corvina, que resistem à sujeira. Outros peixes, como a sardinha, sumiram. Às vezes, vou para o mar e volto sem pegar nada. A rede só puxa lixo. Tem dias que a praia fica coberta por uma espuma fedorenta, esgoto puro.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio20/as-vesperas-da-rio20-mp-cobra-resultados-de-despoluicao-da-baia-da-guanabara-4694357#ixzz1sg7AH7S6

terça-feira, 3 de abril de 2012

VAZAMENTO NO RJ - MPF exige nova indenização da Chevron

Empresa poderá pagar mais R$ 20 bilhões por dano ambiental e social na Bacia de Campos

RIO
- A petroleira Chevron sofreu mais um revés na Justiça nesta terça-feira com a decisão do Ministério Público Federal (MPF) em Campos de ingressar com uma nova ação civil pública contra a multinacional e a empresa contratada Transocean. Na ação, o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira pede nova indenização de R$ 20 bilhões pelos danos ambientais e sociais causados pelo segundo derramamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, ocorrido no último dia 4 de março.

O MPF quer a paralisação imediata das atividades na região, a proibição de remessa de lucros ao exterior - inclusive por parte de diretores e agentes - e a reavaliação do Plano de Emergência Individual, já que o primeiro vazamento, em novembro de 2011, deveria ter provocado mudanças no procedimento. A medida também prevê proibição na contratação de empréstimos ou seguros de risco ambiental, além de impedir que o maquinário usado no Brasil seja enviado ao exterior.

"O vazamento de óleo das jazidas da União no Campo do Frade ainda não foi contido. Os prejuízos ambientais e ao patrimônio da União são, a esta altura, incalculáveis. Cada novo evento aumenta este prejuízo e expõe os erros nos procedimentos anteriores e posteriores dos réus. O MPF está atento e vai continuar adotando todas as providências para evitar novos desastres e punir os culpados." afirmou o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira


Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mpf-exige-nova-indenizacao-da-chevron-por-vazamento-de-oleo-4485802#ixzz1r0mtGWeX
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sexta-feira, 23 de março de 2012

VAZAMENTO NO RIO - Relatório da ANP indica erro humano na avaliação do revestimento interno do poço


ANP aponta falhas graves da Chevron
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Eduardo Rodrigues - O Estado de S.Paulo
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O relatório sobre o vazamento de petróleo ocorrido em novembro no Campo de Frade, na Bacia de Campos, concluído pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), aponta falhas graves na operação da empresa Chevron e pode até mesmo cassar a concessão da petrolífera. Ontem, o assessor da diretoria-geral da ANP, Sílvio Jablonski, disse que pode ter havido falha humana.

Veja também:
Chevron tentou indevidamente alcançar a camada pré-sal
Novo vazamento não tem potencial de tragédia, diz ANP




Ed Ferreira/AE
Audiência. O diretor da Chevron Rafael Jaen Williamson (ao fundo) observa o procurador do MPF .
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No entanto, nem a empresa nem o órgão regulador sabem as causas do novo vazamento identificado no início do mês.

Em audiência esvaziada na Comissão de Meio Ambiente do Senado, com a presença de pouquíssimos parlamentares, Jablonski afirmou ontem que o relatório da agência sobre o incidente de novembro indica que a companhia fez uma avaliação errada sobre a necessidade de revestimento interno do poço, o que trouxe risco operacional para a exploração.

"A situação poderia ser evitada se o revestimento fosse mais extenso, por mais 300 ou 400 metros. Mesmo se houvesse ruptura, esse óleo não teria condições de chegar ao oceano", detalhou o assessor da ANP.

Por isso, avaliou Jablonski, a hipótese de falha no equipamento da companhia estaria praticamente descartada. "Se foi um erro de avaliação, então não foi culpa de um robô, mas da equipe de engenheiros que tomou a decisão. Então acabaremos chegando à falha humana", completou.

Ele lembrou que a empresa ainda tem 15 dias para responder ao relatório, para que a ANP possa tomar uma decisão final, que pode chegar à quebra do contrato.

"Multa é uma das penalidades possíveis, mas isso não afasta a possibilidade de se exigir a mudança do operador da concessão ou até mesmo que se opte pela rescisão do contrato", concluiu o assessor da agência.

Sobre o novo vazamento de óleo detectado na área do Campo de Frade, Jablonski avaliou que o incidente não tem potencial para se tornar uma "tragédia". Segundo ele, as "gotículas" de petróleo que saem do solo estão sendo recolhidas por equipamentos instalados pela Chevron no local. "Sobrevoos diários não indicam nada de anormal. Além disso, robôs no fundo do mar estão observando os pontos e não percebemos nada de trágico."

Segundo o assessor da ANP, a agência ainda não tem uma resposta sobre as causas do incidente que envolve a petroleira americana. "Temos nove hipóteses, incluindo a possibilidade de ser óleo do vazamento anterior", afirmou. "Mesmo que não tenhamos causa estabelecida para o segundo incidente, não se trata de nada catastrófico, até porque o reservatório tem pouco óleo."

Oficial. O diretor de assuntos corporativos da Chevron, Rafael Jaen Williamson, também participou da audiência. Ele relatou que a companhia está conduzindo um estudo técnico suplementar para conhecer melhor estrutura geológica da área. Segundo ele, com a suspensão da exploração no Campo de Frade desde o dia 15, a empresa tem deixado de retirar 5 mil barris por dia.

O presidente da companhia no Brasil, George Buck, era originalmente o convidado pelos senadores a prestar esclarecimentos, mas não compareceu. A pedido do MPF, a Justiça proibiu Buck e outros membros da Chevron de deixarem o País.

Fonte Estadao

quinta-feira, 22 de março de 2012

RECICLAGEM NO RIO II - Algumas leis do Rio sobre reciclagem

Rio tem pelo menos 30 normas para regular reciclagem, mas a maioria ainda é ignorada
O Globo

4.801, de abril de 2008: Institui o tratamento e reciclagem de óleos e gorduras de origem vegetal ou animal e uso culinário no município do Rio de Janeiro (Dr. Jairinho)

4.633, de setembro de 2007: Determina ao Poder Executivo e ao Poder Legislativo que passem a exigir nas licitações que parte do material a ser adquirido tenha como origem a reciclagem. (Nelson Ferreira)

5.043, de junho de 2009: Dispõe sobre a obrigação dos fabricantes e fornecedores de computadores em receber em suas representações, filiais ou matrizes, para reciclagem, computadores obsoletos descartados pelo consumidor. (Aloisio Freitas)

1.930, de novembro de 1992: Institui o programa municipal de coleta seletiva do lixo, e dá outras providências. (Paulo Emílio e Alfredo Syrkis)

3.346, de janeiro de 2001: Dispõe acerca do descarte de lâmpadas fluorescentes, no âmbito do município do Rio, dá outras providências. (Liliam Sá)

5.065, de julho de 2007: Insititui o Programa Estadual de Tratamento e reciclagem de óleos e gorduras de origem vegetal ou animal e de uso culinário. (Jane Cozzolino).

4.195, de outubro de 2003: Obriga restaurantes e bares do Estado do Rio a instalarem amassadores de latas para reciclagem (Washington Reis)

2.110, de abril de 1993: Cria o sistema estadual de recolhimento de pilhas e baterias usadas. (Antônio Francisco Neto).

1.831, de julho de 1991: Obriga as escolas públicas estaduais a procederem à coleta seletiva. (Lúcia Souto)

5.918, de 16 de março de 2011: Todos os ferros-velhos e similares ou locais que compram ou vendam cabo de cobre para reciclagem deverão identificar seu vendedor/comprador. (Carlos Minc)

3.369, de janeiro de 2000: Obriga as empresas estaduais que utilizam garrafas e embalagens plásticas na comercialização de seus produtos que se responsabilizem pela destinação final ambientalmente adequada das mesmas. (Carlos Minc)



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/algumas-leis-do-rio-sobre-reciclagem-4370159#ixzz1pqaZbE9F

VAZAMENTO NO RIO - Presidente da Chevron e outros 16 são denunciados por vazamento

O Ministério Público Federal denunciou hoje à Justiça a Chevron, concessionária do campo de Frade, a Transocean, operadora da sonda que perfurava o poço onde ocorreu um vazamento em novembro do ano passado, onze funcionários da Chevron, cinco da Transocean e uma da Contecom, empresa contratada para armazenar o óleo recolhido.
Eles foram denunciados sob acusação de terem se omitido nos fatos que levaram ao vazamento de 2.400 barris de petróleo na bacia de Campos e sob suspeita de terem dificultado a apuração das causas do acidente.
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Entre os denunciados está o presidente da Chevron no Brasil, o americano George Raymond Buck III. De acordo com a denúncia, em seu depoimento ele afirmou que a empresa subestimou a pressão do reservatório e superestimou a resistência do poço, apesar de já ter feito 19 outras perfurações no local.
Ele e mais três funcionários da empresa responderão por dificultar a fiscalização do Poder Público, omissão em cumprir obrigação de interesse ambiental, apresentar um plano de emergência enganoso e por falsidade ideológica --a Procuradoria afirma que eles alteraram documentos apresentados a autoridades públicas.
Em sua denúncia, o procurador Eduardo Santos de Oliveira afirma que a ação da Chevron e da Transocean "protagonizou um dos maiores desastres ecológicos de que se tem notícia no país, sendo apenas mais um dos muitos que podem ser encontrados na história da operação da Chevron em vários países".
Segundo ele, o vazamento é tão grave que há fendas no solo que podem comprometer a utilização do Campo de Frade. "Não vejo condições da Chevron operar livremente no Brasil", disse.
"A Chevron não mostrou nenhuma capacidade técnica de encerrar com o vazamento apesar dos planos apresentado a ANP."
O Ministério Público também pediu o sequestro de todos os bens dos denunciados, bem como o pagamento de fiança de R$ 1 milhão para cada pessoa e R$ 10 milhões para cada empresa.
Se forem condenados, o valor da fiança servirá para pagar a indenização de danos, multa e custas do processo.

ECOSSISTEMA
A denúncia aponta que o derramamento de óleo afetou todo o ecossistema marítimo, podendo levar à extinção de espécies, e causou impactos às atividades econômicas da região, além de danos ao patrimônio da União, uma vez que o vazamento ainda está em curso.
O procurador Oliveira afirmou que os funcionários das empresas Chevron e Transocean causaram uma "bomba de contaminação de efeito prolongado" ao empregarem uma pressão acima da suportada, ocasionando fraturas nas paredes do poço que extravasaram o óleo no mar, mesmo após o seu fechamento.
A ANP (Agência Nacional de Petróleo) detectou falhas gravíssimas em equipamentos que estavam em uma plataforma de propriedade da Transocean, "demonstrando a precariedade das condições em que a Chevron promovia a perfuração dos poços de petróleo", informou o Ministério Público.
"Embora constasse em seu Plano de Emergência Individual (PEI), a Chevron não tentou recolher o óleo do mar, optando pelo uso da dispersão mecânica, que causou o espalhamento do petróleo e aumentou o desastre ambiental", informou a Procuradoria.
A auditoria da ANP evidenciou ainda a presença de apenas uma embarcação destinada a dispersão mecânica da mancha.
Uma analista ambiental da empresa Contecom, presa em flagrante pela Polícia Federal em novembro de 2011 pelo armazenamento e processamento inadequado de produtos tóxicos provenientes da perfuração da Chevron no Campo de Frade, também foi denunciada.
"Foi constatado que o material transbordava no tanque, misturando-se a outros produtos tóxicos e escorrendo até galerias de águas pluviais", afirmou o MPF.
Rogério Santana - 18.nov.11/Divulgação
Área atingida pelo vazamento da Chevron em novembro de 2011, na bacia de Campos (RJ)
Área atingida pelo vazamento da Chevron em novembro de 2011, na bacia de Campos (RJ)
ÓLEO DIFERENTE
A Chevron entregou ao Ibama relatório sobre o segundo afloramento de óleo, detectado no dia 14 a três quilômetros do primeiro vazamento.
O teor do documento não foi divulgado, mas fontes ligadas à Chevron informaram que o óleo recolhido agora não tem a mesma composição daquele analisado em novembro, o que indicaria não ser este vazamento uma consequência do primeiro.
Mesmo assim, a fissura de 800 metros de onde, segundo a Chevron, afloraram cinco litros de petróleo está dentro da área da empresa, o que mantém com a petroleira a responsabilidade de investigar os motivos do acidente.
Desde sábado a Chevron suspendeu a produção para fazer nova avaliação geológica da região. Diariamente, de lá saiam 61 mil barris.
O relatório da Chevron será analisado hoje em reunião entre Ibama, ANP e Marinha, que ontem fez dois sobrevoos na região atingida.
Os voos foram feitos em um avião e um helicóptero da Chevron, mas a Marinha não explicou por que não usou transporte próprio.
Em nota, a ANP informou que a mancha de óleo está diminuindo.
Editoria de Arte/Folhapress

Fonte Folha
   

domingo, 18 de março de 2012

VAZAMENTO DE ÓLEO - Executivos da Chevron estão impedidos de deixar o Brasil sem autorização judicial

Justiça levou em consideração a investigação de crime contra o meio ambiente pelos vazamentos de óleo
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Presidente da Chevron, George Raymond Buck III, está entre os 17 executivos que não poderão deixar o Brasil
Foto: Givaldo Barbosa/23-11-2011 / O Globo
Presidente da Chevron, George Raymond Buck III, está entre os 17 executivos que não poderão deixar o Brasil
Givaldo Barbosa/23-11-2011 / O Globo
RIO — Dezessete executivos da Chevron e da Transocean Brasil estão impedidos de deixar o Brasil sem autorização judicial. O pedido feito pelo procurador da República de Campos Eduardo Santos de Oliveira foi concedido, por liminar, pela 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro ontem, durante plantão judiciário, às 22h20m. A Polícia Federal já foi acionada e os envolvidos terão que entregar "oportunamente" os passaportes em Campos.

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Segundo a decisão, assinada pelo juiz Vlamir Costa Magalhães, a liminar foi concedida devido a investigação em curso para apuração do possível cometimento de crime contra o meio ambiente proveniente do vazamento de óleo na Bacia de Campos, em novembro de 2011, e também pelo o ocorrido na última semana.
Segundo a decisão, os executivos são ligados à direção das empresas responsáveis pelos vazamentos. Entre eles, há americanos, brasileiros, franceses, australianos, um inglês e um canadense. Procurada a Chevron informou, através da assessoria de imprensa, que ainda não havia sido notificada e que estava procurando o departamento jurídico para se manifestar.

Segue a lista das pessoas que estão impedidas de deixar o país:
1. George Raymond Buck III (americano), presidente da Chevron;
2. Erick Emerson (brasileiro), gerente de perfuração da Chevron;
3.Flávio monteriro (brasileiro), gerente de segurança, saúde e meio ambiente da Chevron;
4. João Francisco de Assis Neves Filho (brasileiro), engenheiro de plataforma
5.Mark Thomas Lynch (americano), geólogo
6. Alexandre Castellini (francês), engenheiro de reservatório
7. Jason Warren Clendenen (americano), engenherio de perfuração
8. Glen Gary Edwards (americano), engenheiro
9.James Kevin Swain (americano), engenheiro
10.Clifton Edward Menhennitt (australiano), geólogo
11. Johnny Ray Hall (australiano), gerente de perfuração de poço
12.Guilherme Dantas Rocha Coelho (brasileiro), diretor-geral da Transocean no Brasil
13. Michel Legrand (francês), gerente-geral da Transocean no Brasil
14. Gary Marcel Slaney (canadense), superintendente de offshore
15. Ian James Nacarrow (australiano), supervisor de plataforma
16. Biran Mara (inglês), sondador
17. Patrícia Maria Bacchin Pradal (brasileira), gerente de desenvolvimento de negócios e relações governamentais da Chevron
   

sexta-feira, 16 de março de 2012

PEDE PRA SAIR !!! - Campo da Chevron da Bacia de Campos tem novo vazamento

Empresa suspende produção no país.
Ramona Ordoñez
Liana Melo*
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Imagem de arquivo da plataforma da Chevron no Campo de Frade, na Bacia de Campos
Márcia Foletto / Agência O Globo

RIO — A gigante americana Chevron passou do paraíso, quando iniciou, em 2009, a produção de petróleo no Brasil, ao inferno, nesta quinta-feira, ao anunciar que vai suspender a produção de petróleo no país. Toda a produção da petrolífera em território brasileiro está hoje concentrada no campo de Frade, na Bacia de Campos, onde foi detectado um novo vazamento de óleo no último dia 4, provocado por uma fissura de 800 metros de extensão e afundamento do solo marítimo. Segundo a companhia, o vazamento foi de apenas cinco litros.


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A decisão de uma empresa suspender, ainda que temporariamente, toda sua produção de petróleo é inédita no país e foi anunciada nesta quinta-feira pelo novo diretor de Assuntos Corporativos da Chevron Brasil, Rafael Jaen. De acordo com o executivo, o objetivo é descobrir as causas do novo acidente, que ocorreu a cerca de três quilômetros a leste do poço onde houve o derramamento do dia 7 de novembro do ano passado, quando vazaram cerca de 3,4 mil barris de petróleo.

—A decisão de suspender temporariamente a produção foi tomada por precaução em virtude do novo afloramento de óleo e o rebaixamento do terreno — disse Jaen.

A companhia encaminhou na quinta-feira às 13h55m a solicitação para a suspensão da produção à Agência Nacional do Petróleo (ANP). A produção de Frade é de 61,5 mil barris por dia.

A ANP informou que a Chevron foi autuada na quarta-feira por não ter atendido notificação da agência para apresentar as salvaguardas solicitadas para evitar novos vazamentos na área. A empresa virou alvo de um novo processo administrativo no órgão. Desde quinta-feira, técnicos da agência estão no Centro de Comando de Crise da Chevron. Entre as medidas já tomadas, foi determinada a instalação de um coletor no novo ponto de vazamento identificado pela empresa.

Ibama: vazamento decorre do anterior
O secretário estadual do Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse que um novo vazamento no poço da Chevron mostra, mais uma vez, a importância de um estudo de análise de risco, bem como a adoção de rigorosas medidas ambientais preventivas para atividades de perfuração de óleo no fundo do mar. Minc enfatizou ter “faltado transparência” por parte da empresa quando do primeiro acidente, em novembro de 2011, em relação a sua real dimensão, e disse que as informações até agora disponíveis, neste segundo caso, são ainda insuficientes:

— Não está claro se é um novo vazamento ou um rescaldo daquele do ano passado. Já tínhamos advertido que o vazamento na Bacia de Campos não havia sido completamente resolvido. Além disso, a causa do acidente não foi completamente esclarecida. Naquela época, a Chevron foi informada que havia uma fissura no fundo do mar. A empresa fez o encapsulamento de apenas parte da fissura, quando o correto era ter feito em toda a área.

Para o Ibama, informações preliminares apontam que o vazamento é decorrente do vazamento registrado ano passado, não se tratando de um novo, uma vez que o poço não estava operando.

O diretor da Chevron explicou que no dia 4 a companhia identificou uma pequena mancha de óleo na superfície. A partir de então, a empresa trabalhou usando um robô submarino para encontrar a origem. A descoberta da fissura ocorreu no dia 13, quando o caso foi comunicado à ANP. A companhia coletou cerca de cinco litros de petróleo, com três equipamentos iguais aos utilizados no vazamento de novembro, que continua até hoje.

Jaen afirmou que a empresa não sabe ainda as causas do novo vazamento, mas que não teria qualquer ligação com o vazamento anterior. Com a suspensão da produção, a companhia pretende realizar um amplo estudo técnico para melhor entender a estrutura geológica da área. A suspensão da produção foi aprovada também pelos sócios da Chevron no Frade, a Petrobras e a japonesa Inpex.

O oceanógrafo David Zee, da Uerj, está convencido de que o acidente da Chevron não pode ser analisado de forma isolada. Nos últimos meses, desde novembro, a indústria de petróleo no país tem registrado um acidente por mês.

—Tem algo muito errado acontecendo, porque os acidentes estão se repetindo e nem a ANP nem o Ibama estão repensando a estratégia de prevenção de acidentes no país — alerta Zee, defendendo que a Marinha seja mais bem aparelhada para viabilizar acesso aos campos de exploração em alto mar mais rapidamente.

O diretor da Chevron garantiu que a companhia não pretende sair do Brasil, apesar dos problemas:

— A gente não vai alterar o plano de investimentos no Brasil agora, nem estamos pensando em alterar.

Na quarta-feira, o presidente da Chevron para África e América Latina, Ali Moshiri, e o presidente da Chevron para o Brasil, George Buck, estiveram com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para debater a atuação da empresa no país após o vazamento de novembro. Naquele dia, a Chevron já investigava o novo problema.

Ação do Ministério Público pede que Chevron seja proibida de extrair óleo no Brasil
Uma ação civil pública movida pelo procurador da república Eduardo Santos de Oliveira exige que a Justiça proíba a Chevron de extrair óleo no Brasil e que a empresa pague uma indenização de R$ 20 bilhões, junto com a Transocean, pelo vazamento de novembro do ano passado.

Essas punições ainda vão ser analisadas pela Justiça, mas em 24 de fevereiro o juiz Raffaele Felice Pirro, da 1ª Vara Federal do Rio, negou liminar requisitada pelo Ministério Público Federal para proibir imediatamente a Chevron de produzir no Brasil.

Na ocasião, o juiz argumentou que a proibição imediata da extração de óleo seria "antecipar a condenação final sem o crivo do contraditório", já que o processo ainda estava em trâmite inicial.

(*)(Colaboraram Danilo Fariello e Daniel Haidar)


Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/campo-da-chevron-da-bacia-de-campos-tem-novo-vazamento-4319130#ixzz1pHMUEBFG

domingo, 26 de fevereiro de 2012

OMISSÃO - Naufrágio, ocorrido a 900 metros da Estação Comandante Ferraz, foi omitido por 6 Ministérios; combustível está submerso

Outro acidente pode manchar imagem do Brasil na Antártica
BRASÍLIA. Além do incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz, um outro acidente pode manchar, segundo ambientalistas, a imagem do Brasil na região: o naufrágio de uma embarcação que transportava 10 mil litros de combustível para a base científica brasileira. A informação foi divulgada ontem pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.


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Segundo o jornal, o governo brasileiro teria omitido o naufrágio. O acidente ocorreu em dezembro do ano passado, a pouco menos de um quilômetro da base brasileira, e até hoje não foi resolvido. O óleo que serviria para abastecer a base continua no fundo do mar, a cerca de 40 metros de profundidade. O Ministério do Meio Ambiente, que integra o Programa Antártico Brasileiro (Proantar), informou ontem que a Marinha não relatou vazamentos.

Um navio equipado para resgate de embarcações naufragadas já teria se deslocado para o local para içar a embarcação naufragada por meio de boias e guindaste. Também participariam da operação mergulhadores brasileiros.

Segundo especialistas, é difícil prever o impacto ambiental que um vazamento causaria, por conta das condições climáticas na região, onde a temperatura mínima pode atingir 10 graus negativos no verão. Mas a quantidade de combustível é muito inferior ao limite mínimo usado pelo Ibama para considerar um vazamento de óleo como grave: 200 mil litros por dia.

— O óleo está virando uma pedra no sapato do governo. Vaza para todo lado. Só a Petrobras já registrou três vazamentos este ano. Não temos como medir as consequências de um vazamento, até porque o óleo não estaria em grande profundidade. Mas, caso vaze, vamos ter uma senhora mancha na Antártica e no histórico científico brasileiro na região — avalia Nilo D’Ávila, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace.

O diesel serviria para gerar energia para o programa Proantar e estava sendo transportado por uma chata — embarcação sem tripulação de fundo plano — rebocada pela Marinha.

O secretário de Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, lembrou o acidente da americana Chevron, que ocorreu no final do ano passado na Bahia de Campos (RJ), e lembrou que o impacto ambiental de um vazamento na Antártica seria muito menor. Na ocasião, a rachadura na base de um dos poços de perfuração fez com que escapassem 382 mil litros de óleo, segundo a empresa. Esse montante vazou aos poucos, ao longo de várias semanas, e resultou em multas milionárias aplicadas pelo Ibama à empresa.

— Óleo no mar sempre preocupa. Mas o impacto ambiental depende da quantidade de óleo e da fragilidade do ecossistema. Dizer que o potencial vazamento de dois carros-pipas vai desequilibrar o ecossistema do Polo Sul é demais, um exagero — afirmou o secretário de Ambiente.



Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/outro-acidente-pode-manchar-imagem-do-brasil-na-antartica-4068977#ixzz1nUTpXow8

domingo, 27 de novembro de 2011

MEIO-AMBIENTE - Carlos Minc ( @mincrj ): ‘Vou mandar óleo para eles’ (Entrevista)

POR PEDRO LANDIM

Rio - Investir em estudos ambientais para a prevenção de acidentes, em apoio ao Plano de Contingência Federal — força-tarefa prevista para março —, é o caminho apontado pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, para proteger o Rio de prováveis novos desastres. Classificando como “festival de erros” a atuação da empresa Chevron no episódio do vazamento de óleo na Bacia de Campos, Minc diz que análises ambientais feitas no governo Lula o levaram à negar licença recente à construção de porto em Arraial do Cabo. Ele afirma que o incidente no Norte Fluminense deixa claro que os royalties do petróleo devem priorizar os estados produtores. O secretário vai presentear governadores contrários aos direitos do Rio com amostras de óleo.

O DIA: O senhor disse que o risco zero de acidentes não existe no setor petrolífero. O que pode ser feito em relação a futuras tragédias ambientais?

MINC: — Esse é apenas um acidente de muitos que podem vir. Não podemos achar normal um conjunto de crimes ambientais como esse. No governo Lula, mapeamos a sensibilidade do litoral em trabalho de dois anos, envolvendo 14 universidades, formando diversos atlas das bacias em cada estado. Estudamos ventos, correntes, fauna marinha, vegetação, manguezais. É uma forma importante de pensar prevenção.

De que forma os estudos e conclusões podem ser utilizados no Rio?
Em cima do que foi mapeado, negamos recentemente a licença para a construção de um porto ‘offshore’ em Arraial do Cabo. E até o fim do ano, será lançada a Área de Proteção Ambiental (Apa) da Baía de Ilha Grande, onde muitas empresas querem construir portos e estaleiros ligados à exploração do pré-sal. Não se trata de impedir, mas de colocar ordem na bagunça, regularizar. Navios não poderão, por exemplo, navegar a menos de quatro quilômetros da costa.

Há um plano de contingência sendo articulado pelo governo federal. Há projetos estaduais de prevenção em andamento?
O plano de contingência federal vai ser arrematado em dezembro e está previsto para março de 2012. É uma ação coordenada que envolve diversos ministérios, áreas de Defesa, Portos, Minas e Energia. A criação de um plano estadual só pode vir depois, em colaboração. Quando o problema extrapola, a exemplo do acidente ocorrido no ano 2000, na Baía de Guanabara, entram em cena bombeiros, a Marinha, a Aeronáutica. Mas num caso como esse da Chevron, porém, com ou sem plano de contingência, a Lei do Óleo determina que a responsabilidade por tudo é individual e total da empresa.

Haverá também investimentos em veículos, aparelhagem e tecnologia com essa finalidade?
O acidente mostra que um bom estudo de prevenção significa uma economia gigantesca. Mas o monitoramento tem que ser rigoroso e permanente, contando com aviões, barcos e imagens de satélites. Notificamos a Chevron, e todo o equipamento que está sendo utilizado nas investigações vai ser pago por eles.

Em que medida os royalties do petróleo podem ser importantes para a segurança na exploração e a proteção ambiental?
Isso é algo evidente e que eu venho dizendo há muito tempo. Estamos expostos e vulneráveis, falando de um problema ocorrido a 800 metros abaixo da terra, num poço de 1.500 metros de profundidade. Imagine no Pré-Sal, a partir de 6 mil metros. Coletei varias amostras do óleo e vou mandar frascos de presente para os governadores de outros estados que querem os royalties do Rio. Vou perguntar se eles também querem ficar com um pouco do óleo vazado em Campos.

Quais foram os principais erros da Chevron durante o episódio do vazamento?
Foi um festival de erros. O estudo geológico apontou a vulnerabilidade do solo e a Chevron operou de forma apressada e afoita em relação ao que estava detectado. Em seguida, a empresa minimizou o acidente, editou fotografias para esconder os danos e afirmou, após a ocorrência, que não sabia o que fazer para conter o vazamento. O delegado Fábio Scliar (da Delegacia do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, da Polícia Federal) gravou essa afirmação, feita por um dos responsáveis pela empresa.

E quais foram os principais crimes ambientais cometidos no episódio?
No texto de cada licença de operação dada pelo Ibama, há 20 condicionantes ambientais, como não atuar em desacordo com o que aponta o estudo da geologia. O descumprimento de cada um dos itens configura um crime diferente, segundo a lei de 1998. Então, já falamos aqui de diversos crimes, da negligência à falta de informações. O estrago poderia ter sido pior se as correntes levassem o óleo às praias. Não podemos aceitar passivamente e depois chorar o óleo derramado



Fonte O Dia http://odia.ig.com.br/portal/economia/html/2011/11/carlos_minc_vou_mandar_oleo_para_eles_208798.html
    

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

CPI DA CHEVRON - CPI vai investigar vazamento e convoca autoridades

Companhia tem atividades suspensas e pede desculpas a brasileiros por vazar óleo no mar

POR AURÉLIO GIMENEZ
Rio - A presidente da Comissão de Saneamento da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputada Aspásia Camargo (PV), conseguiu 50 assinaturas para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de analisar as causas do vazamento de óleo na Bacia de Campos. Hoje, às 14h, também na Alerj, será realizada uma audiência pública para discutir a extensão dos danos territoriais do derramamento de óleo.

Além do presidente da Chevron, George Buck, foram convidados o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o secretário de estado de Ambiente, Carlos Minc, e o diretor geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, entre outras autoridades.

Mancha de petróleo se espalhou rapidamente e precisou de grande operação para ser contida | Foto: Divulgação

“Seremos um contra-ponto às investigações dos órgãos federais. Vamos analisar as causas, para saber o que fazer para evitar novos acidentes no nosso estado”, defendeu Aspásia.

TCU inspeciona Chevron, ANP e Petrobras
O Tribunal de Contas da União decidiu abrir inspeção nos contratos entre a Petrobras e a Chevron relativos à exploração de petróleo no Campo de Frade. O órgão quer saber se a Petrobras será ressarcida pela empresa americana por ter apoiado no controle do vazamento. O TCU também vai avaliar se a ANP fiscaliza os planos de emergência.

Chevron impedida de perfurar
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) suspendeu ontem as atividades de perfuração da Chevron no Campo de Frade, Bacia de Campos, onde, há 16 dias, ocorreu vazamento de óleo. A medida valerá até que sejam identificadas causas e responsáveis pelo acidente e restabelecida a segurança na área. A agência também rejeitou pedido da petroleira para perfurar novo poço em Frade com o fim de atingir o pré-sal.

A ANP entendeu que a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica à do poço que originou o vazamento, e ainda maiores e agravados pela grande profundidade. Em Frade, foram derramados cerca de 3 mil litros de óleo.

“A decisão se baseou nas análises e observações técnicas, que evidenciam negligência por parte da empresa na apuração de dado fundamental para a perfuração de poços e na elaboração e execução de cronograma de abandono, além de falta de maior atenção às melhores práticas da indústria”, informou o comunicado da ANP.

Ontem, em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, o presidente da Chevron, George Buck, pediu “desculpas” aos brasileiros e ao governo pelo vazamento no Campo de Frade. Ele afirmou que a companhia já atendeu a todas as solicitações do plano de emergência solicitado pelo Ibama. “Peço sinceras desculpas à população e ao governo brasileiro”, disse.

No fim da tarde, também por meio de nota, a Chevron informou também que “vai seguir todas as normas e regulamentos do governo brasileiro e suas agências”

 Fonte O Dia http://odia.ig.com.br/portal/economia/html/2011/11/cpi_vai_investigar_vazamento_e_convoca_autoridades_208174.html

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

EMPORCALHAMENTO da CHEVRON : Secretário @MincRJ vê risco de óleo do vazamento chegar a praia de Ubatuba

O governo do Rio considera haver, ainda, risco de o óleo que vaza na bacia de Campos chegar à costa. Técnicos do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) consideram haver quantidade relevante de óleo em partes mais fundas e que esse material pode se dirigir a praias próximas por meio de correntes marítimas.
A mudança do clima pode contribuir a isso. Segundo o o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a alteração na direção dos ventos de leste --contrária à costa-- para o sul pode favorecer a aproximação da mancha.
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse que, como o petróleo que vazou é pesado, pode não subir imediatamente, transformando-se em pelotas que podem ser carregadas para diferentes pontos.
"Em duas semanas a um mês, há o risco de essas bolas de piche aparecerem em praias de Arraial do Cabo, Macaé [ambas no Rio] e em Ubatuba [SP]."
Editoria de Arte/Folhapress
 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

EMPORCALHAMENTO da CHEVRON : Governo aplica multa milionária e ameaça tirar Chevron do pré-sal

Empresa norte-americana é multada em R$ 50 milhões pelo Ibama por danos ambientais causados pelo vazamento de petróleo na Bacia de Campos

LISANDRA PARAGUASSU / BRASÍLIA, FELIPE WERNECK/RIO - O Estado de S.Paulo
O governo federal anunciou ontem a aplicação de multas que podem chegar a R$ 150 milhões à companhia petrolífera Chevron - responsável pelo vazamento de milhares de litros de óleo de sua plataforma na Bacia de Campos - e ameaçou tirar da empresa norte-americana o direito de participar da exploração do petróleo do pré-sal. 

 Veja também:
Companhia deve rever seu plano de contingência
Multa da Chevron equivale a 0,014% da receita da empresa
Presidente da Chevron estima vazamento em 2.400 barris
GALERIA: Vazamentos históricos
Com três vazamentos todos os meses, Brasil se prepara para o pré-sal 

A ofensiva do governo se deu no Rio e em Brasília, num claro sinal de irritação pela forma pouco transparente pela qual a Chevron vem agindo desde o acidente no Campo de Frade, há duas semanas. No Rio, o presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Curt Trennepohl, multou a empresa em R$ 50 milhões por danos ambientais. Em Brasília, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) anunciou dois autos de infração que podem atingir o valor máximo de R$ 50 milhões cada, por ter omitido informações e induzido a ANP ao erro. 




A avaliação do governo é que a empresa foi irresponsável e negligente. Além de ter causado um enorme prejuízo ambiental, a empresa complicou ainda mais a situação ao distorcer e sonegar informações enviadas à ANP. Desde o dia 12 de novembro - cinco dias depois do vazamento ter sido detectado -, a empresa apresentou um plano emergencial de abandono do poço no Campo do Frade e pediu urgência na aprovação. No entanto, um equipamento essencial, usado para cortar a coluna central do poço e permitir a colocação de tampões de concreto, não estava no Brasil e chegou apenas ontem - isso não foi dito à Agência. "Trabalhamos com informações falsas quando aprovamos o plano. A empresa não tinha o equipamento necessário e por conta disso todo o plano está atrasado", informou o presidente da ANP, Haroldo Lima. "A ANP não foi tratada de forma correta." 

 A Chevron ainda editou um vídeo de 24 horas do fundo do mar que mostrava os resultados do vazamento. Em vez de entregar o DVD completo, entregou apenas imagens selecionadas, apesar de já ter sido notificada pela ANP. Equipes da agência tiveram de ir à plataforma e requisitar pessoalmente as 24 horas de gravação.

As multas, no entanto, podem aumentar. De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a Chevron ainda poderá ser multada pelo Ibama se não tiver cumprido todos os requisitos do licenciamento ambiental e do plano de emergência previstos nesses casos e se tiver fornecido informações erradas ou omitido dados. 

 O presidente do Ibama afirmou que o vazamento cessou. No entanto, ressalvou que o "óleo residual que se encontra infiltrado nas rochas poderá nos próximos três ou quatro dias ainda aflorar à superfície". Segundo Trennepohl, a Chevron foi notificada da multa de R$ 50 milhões aplicada ontem e tem prazo de quatro meses para recorrer.

Pré-sal. O presidente da ANP também admitiu que a Chevron poder perder o direito de participar da exploração do petróleo do pré-sal. A empresa, que apresentou à agência um projeto neste sentido, terá sua proposta analisada amanhã. E, nas palavras de Lima, "ficou em situação muito complicada".

A empresa poderá até mesmo perder a classificação de operadora A - que permite a exploração em águas ultraprofundas em geral. As operadoras B não podem explorar áreas ultraprofundas, como as do pré-sal, e as C só podem trabalhar em terra.

"Certas prerrogativas que a empresa tem como operadora A vão ser melhor examinadas", afirmou Lima. "Não podemos antecipar, mas os fatos recentes introduzem dados relevantes e o resultado pode não ser o esperado anteriormente pela empresa", acrescentou.

CRONOLOGIA: O que ocorreu, segundo a Chevron:

06/11: Perfuração começa

07/11: Foi detectado Kick (problema no poço quando há retorno de fluido pela tubulação até a plataforma)

08/11: Helicóptero da Petrobrás identifica mancha entre a plataforma da Chevron e a da Petrobrás

09/11: São achadas fissuras

10/11: Começa o processo de dispersão mecânica do óleo, com jateamento de água

11/11: Começa o processo de retirada do óleo do mar

12/11: Confirmada perda de óleo abaixo da sapata

13/11: Lama pesada chega à plataforma e é bombeada, parando o fluxo de óleo

15/11: Recolhimento de óleo é interrompido

16/11: Primeiro tampão de cimento é bombeado


Fonte Estadao http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,governo-aplica-multa-milionaria-e-ameaca-tirar-chevron-do-pre-sal-,801311,0.htm

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

EMPORCALHAMENTO da CHEVRON II : Empresa tentou esconder vazamento de petróleo em Campos

São Paulo – A direção da Chevron no Brasil, omitiu informações sobre o vazamento de petróleo em poço da Bacia de Campos e pode ser responsabilizada por tentar ocultar o acidente. Segundo reportagem da folha de S.Paulo deste domingo (20), a Chevron sabia do vazamento de petróleo no Campo do Frade desde o dia 9, mas só tornou a informação pública cinco dias depois, na segunda (14). Até então, a empresa tratava o incidente como “fissuras no fundo do mar”.

Foi preciso que técnicos da Petrobras avistassem sinais de vazamento na superfície do mar e avisassem a multinacional para que a empresa tomasse as primeiras providências para tentar conter o vazamento, que já dura 13 dias.

Reincidente
A empresa Transocean, que faz os trabalhos de perfuração para a Chevron no Campo de Frade, é a mesma que operava a plataforma da British Petroleum, que explodiu em abril de 2010, no Golfo do México, causando um dos maiores desastres ambientais da história recente.
Apesar do negativo retrospecto da Transocean, o presidente da concessionária brasileira da Chevron, George Buck, disse que a terceirizada “é de confiança” e que continuará a operar com ela no Brasil.

No acidente do Golfo do México, 11 pessoas morreram, cerca de 4,9 milhões de barris de óleo foram derramador no mar, em 87 dias de vazamento e até hoje a dimensão total dos prejuízos materiais e ambientais são desconhecidos.

Desinformação
No Rio, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, acusou a Chevron de ter subestimado a quantidade real de petróleo vazado do Campo de Frade, que está instalado na Bacia de Campos. Minc sobrevoou a área atingida pelo vazamento a bordo de um helicóptero da Marinha e constatou que a quantidade de óleo no mar é maior do que o anunciado pela empresa.

“A mancha é muito grande. Está borbulhando e continua saindo óleo da fissura. Nós vimos três baleias jubarte a 300 metros, o que significa que a biodiversidade já está afetada. Se a empresa sonegou informação, e tudo indica que sonegou, ela tem que ser ainda mais rigorosamente punida. Por ter poluído, por ter afetado a biodiversidade e por ter sonegado a informação.” As declarações foram feitas na sexta-feira (18).

Minc considerou que houve erro em um estudo geológico anterior, ao não prever a possibilidade de uma falha no subsolo. “Isso é muito grave. Pois significa que deveria ter sido previsto antes e poderia inclusive evitar esse tipo de acidente.”

O secretário também classificou o acidente como um alerta para toda a exploração do pré-sal que está começando no país. “Este não foi um acidente gravíssimo, mas foi um festival de erros. Serve para nós como um alerta vermelho. Este é um [poço], o pré-sal vai ter mil. Então temos que tirar lições disso.”

O presidente da subsidiária brasileira da Chevron, George Buck, negou que a empresa tenha subestimado o tamanho do vazamento e disse que era muito difícil definir a real dimensão do problema. O exectuvo afirmou ainda que a empresa não tem uma estimativa sobre a quantidade de óleo que escapou do Campo de Frade, na Bacia de Campos. Segundo ele, a apuração do volume efetivamente vazado depende de cálculos complexos e vai levar alguns dias.

Buck concordou que a causa provável do acidente foi um erro de cálculo dos técnicos da empresa. “A pressão em um dos reservatórios de óleo foi subestimada, mais alta do que nós esperávamos. Nossa previsão da pressão do reservatório é que pode não ter sido correta”.

Suspeitas
Um inquérito para apurar as causas e responsabilidades do acidente foi instaurada pela Polícia Federal, que afirmou que as investigações tentarão apurar se a Chevron estava fazendo perfurações abaixo do permitido pela concessão contratual firmada com o governo brasileiro e se a real intenção da companhia era chegar à camada pré-sal.

As diligências deverão checar também por que o executivo Buck omitiu informações sobre o início e as reais dimensões do vazamento

Fonte Correio do Brasil http://t.co/VrMPL9vA

EMPORCALHAMENTO da CHEVRON : Empresa pode ter de pagar R$ 100 mi entre multas e reparação ambiental [Multa tem de ser com base no Capital da Empresa, 10%,no mínimo]

A ANP, o Ibama e o governo do Rio começam a discutir os valores que serão aplicados à companhia americana responsável pela operação no Campo de Frade

Sergio Torres, de O Estado de S.Paulo

RIO - A Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o governo do Rio começam hoje a avaliar os valores das multas que serão aplicadas à companhia americana Chevron, responsável pelo vazamento de milhares de litros de petróleo na Bacia de Campos. Somados, os pedidos de reparação e as multas podem atingir R$ 100 milhões.

Executivos e engenheiros da companhia podem virar réus na Justiça com base no inquérito aberto na Polícia Federal do Rio.

Responsável pelo licenciamento ambiental do empreendimento - a exploração de petróleo no campo de Frade, a 120 km do litoral fluminense -, o Ibama estuda se o caso é de aplicação da multa máxima, de R$ 50 milhões. O vazamento começou no dia 8. Há divergências sobre a quantidade de óleo que escapou e poluiu o mar. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o derramamento não é de grande porte, mas a companhia teria tentado enganar as autoridades e a opinião pública ao divulgar versões que as vistorias indicam ser mentirosas.

Um exemplo é a primeira versão da Chevron, de que o petróleo vazou por falha geológica, sem influência da atuação da petroleira. Já está comprovado pelo Ibama e pela ANP que problemas no poço originaram o derramamento do óleo no oceano.

A multa do Ibama, se estipulada em seu patamar mais elevado, serviria de alerta às outras companhias que atuam no Brasil, analisa a cúpula da instituição.

Da mesma forma, a ANP, responsável pela apuração das causas do vazamento, prepara-se para aplicar "multas pesadas" na companhia dos Estados Unidos, conforme já disseram o presidente Haroldo Lima e a diretora Magda Chambriard. Eles não informaram o possível valor das punições, mas especialistas do mercado de óleo e gás têm especulado que as multas da ANP não ficarão em menos de R$ 30 milhões.

Ontem, a agência limitou-se a informar que a mancha de óleo diminuiu e continua se afastando da costa.

Embora as multas sejam de responsabilidade da União, o governo do Estado do Rio estuda se poderá aplicar punições suplementares na Chevron. O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse ontem que será exigido da companhia uma reparação financeira pelos danos causados ao meio ambiente e aos pescadores, entre outros afetados. Ele estimou a reparação, "como base inicial" em R$ 10 milhões, "podendo ser mais ou menos que isso". "Reparação não é multa. Qualquer vazamento causa danos à biodiversidade. Eu vi baleias perto da mancha de óleo durante sobrevoo na sexta-feira passada", disse Minc. 

O delegado Fábio Scliar, que abriu inquérito na PF sobre o vazamento, ouve na quarta-feira sete representantes da Chevron, entre eles dirigentes da companhia e engenheiros responsáveis pelo trabalho na Bacia de Campos. Ele não quis dizer quem são os interrogados. Hoje o delegado se reúne com o secretário.

O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, estará hoje no Rio, onde se encontrará com Carlos Minc

O OUTRO LADOProcurada, a Chevron afirmou em nota que respeita as leis dos países onde opera e está trabalhando com todas as agências do governo para "avaliar o problema, mitigar os impactos e identificar a causa raiz". 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

EMPORCALHAMENTO da CHEVRON : ANP, Ibama e PF cobram explicação sobre vazamento, que pode ser 23 vezes maior que o divulgado #ChevronOUT

Chevron sob pressão

ANP, Ibama e PF cobram explicação sobre vazamento, que pode ser 23 vezes maior que o divulgado


Catarina Alencastro
Danielle Nogueira
Ramona Ordoñez
Liana Melo




Reprodução de imagem captada pela NASA da área do vazamento de óleo do campo do Frade, na Bacia de Campos, destacando a macha no oceano Reprodução

Enquanto o vazamento de petróleo de um campo operado pela empresa americana Chevron polui o litoral norte fluminense há dez dias, em terra firme, órgãos governamentais — como ANP, Ibama, Polícia Federal e Marinha — e a sociedade civil apertam o cerco em torno de um acidente que pode ser até 23 vezes maior que o estimado pela petrolífera. Oficialmente, a Chevron calcula que a mancha de óleo localizada a 120 quilômetros da costa era ontem de 65 barris na superfície, e que o total vazado ao longo dos dias teria chegado a 650 barris. O geólogo americano John Amos, da ONG SkyTruth, estima, contudo, com base em imagens captadas pela Nasa, um vazamento de 3.738 barris por dia entre 9 e 12 de novembro. Isso daria um total de, pelo menos, 15 mil barris despejados no oceano. 

Devido a problemas meteorológicos, os sobrevoos de helicóptero à região do campo de Frade foram suspensos nos últimos dias. Nesta quinta-feira, a Marinha do Brasil uniu-se à ANP e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para formar um grupo de acompanhamento do vazamento. Os sobrevoos serão retomados hoje e só após a visita os três órgãos devem se pronunciar.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, acredita, no entanto, que em uma semana o derrame de óleo seja interrompido. Ao adotar um discurso para minimizar o acidente, Lobão disse que a empresa "está fazendo de tudo e que a Chevron não foi punida ainda porque há trâmites a seguir".



Para ANP, acidente é cinco vezes maior
Em conversas com parlamentares do Partido Verde, o presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, teria calculado que o derramamento de óleo atinge 3,3 mil barris desde o dia 7 de novembro — cinco vezes maior do que afirma a Chevron. Em conversas com o deputado Sarney Filho (PV-MA) e a diretora da ANP, Magda Chambriard, Lima teria dito que houve erro da Chevron na prestação de informações à ANP. Lima informou a Sarney Filho que a Chevron deverá ser punida também por isso, além de multas pelo crime ambiental.

O delegado Fábio Scliar, da Polícia Federal (PF) e autor do inquérito aberto contra a Chevron, afirmou que vai levantar dados e informações para apurar as responsabilidades. Ele pretende ouvir funcionários diretamente ligados à operação e, num segundo momento, convocará executivos da empresa:

— Se a trinca no fundo do mar não for fechada, vai continuar vazando. O responsável por fechar essa rachadura disse à minha equipe que não tinha previsão de quando ia conseguir parar o vazamento. O acidente é uma catástrofe.

O secretário estadual de Ambiente do Rio, Carlos Minc, também estuda cobrar reparação à Chevron:

— Não estamos querendo nos sobrepor ao Ibama. Mas como o acidente ocorreu no Rio, podemos cobrar reparação aos danos ambientais e, sobretudo, as perdas para os pescadores que atuam na região.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, ainda não se pronunciou sobre o acidente. A Petrobras, parceira da Chevron no campo, também não vai falar sobre o assunto. Assim como o Ministério do Meio Ambiente, que alega ter repassado a tarefa ao Ibama. O presidente do órgão, Curt Trennepohl, passou boa parte do dia de ontem no Rio, reunido com representantes da Chevron.

Executivos da Chevron devem ser convocados pelo presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, deputado Giovani Cherini (PDT-RS), para uma audiência pública na próxima semana. No Senado, o presidente da Comissão de Meio Ambiente, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), também disse que tomará providências. Na segunda-feira, pretende por em votação um requerimento para convidar a empresa, a ANP, o Ministério Público e o secretário Minc.

O geólogo John Amos, da ONG SkyTruth, um dos primeiros a dimensionar o acidente da BP no Golfo do México, acredita que o vazamento da Chevron na Bacia de Campos tenha começado antes mesmo da data divulgada pela empresa (dia 9).

— Estimamos o ritmo do vazamento entre 9 e 12 de novembro em 3.738 barris por dia. Após o dia 12, a vazão pode ter aumentado ou diminuído. Não há como sabermos, porque o tempo ficou nublado — disse Amos, em entrevista ao GLOBO, por telefone.

A Chevron, em nota oficial, informou que a operação de cimentação para vedar o poço continua em andamento. Não informou, no entanto, a previsão para término dos trabalhos.

O motivo do vazamento ainda está sendo investigado. Na avaliação da ANP, a causa "parece ter sido as operações realizadas pela Chevron". A empresa, por sua vez, alega a existência de uma falha geológica na região atingida.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/chevron-sob-pressao-3264221#ixzz1e36PhqGB 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

MEIO AMBIENTE - Menos da metade do lixo do Rio de Janeiro é tratado

Informações da secretaria estadual do Ambiente mostram que somente 38,5% dos resíduos são despejados em aterros sanitários


Cecília Ritto




Imagem do Lixão de Gramacho, na Baixada Fluminense: cinco toneladas de lixo da cidade do Rio vão para lá (Divulgação) 
  O governo do Rio de Janeiro terá que dobrar a quantidade de lixo destinada a aterros sanitários até o final de 2012, para viabilizar a meta de chegar a 2014 sem nenhum lixão funcionando no estado. A meta é ousada. Em números absolutos, isso significa passar a destinar aos aterros sanitários 13.891 toneladas de lixo, contra as 6.235 toneladas atuais. De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela secretaria estadual do Ambiente,apenas 38,5% dos resíduos fluminenses têm como destino os aterros sanitários. Todo o resto é despejado em lixões. A cidade do Rio, por exemplo, passou, somente este ano, a levar parte do seu lixo para o aterro de Seropédica, na Baixada Fluminense. Ainda assim, das oito toneladas produzidas pelos cariocas, cinco toneladas vão para o lixão de Gramacho, em Duque de Caxias.

Em 2011, 16 lixões foram fechados no estado. A proposta do governo é de que até o fim de 2012 mais 28 desses lugares de despejo de lixo sejam desativados. O objetivo não é simples. Entre os vazadouros a céu aberto ainda em funcionamento, o mais emblemático, o de Gramacho, só terá suas atividades encerradas em junho de 2012. Cenário do documentário Lixo Extraordinário, 1200 catadores vivem dos resíduos de Gramacho. Quanto a isso, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse já ter realizado reuniões para definir o destino dessas pessoas. Uma das propostas é oferecer cursos profissionalizantes gratuitos, para que eles aprendam outros ofícios.

Nesta segunda-feira, Minc e a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, apresentaram o Contador Regressivo dos Lixões do estado. O estudo mostra um mapeamento dos lixões e dos aterros sanitários em funcionamento. Segundo Minc, é a primeira vez que o estado se preocupou em fazer um levantamento detalhado do lixo do Rio de Janeiro. “Agora temos uma ideia clara da situação”, diz o secretário.

Segundo informações da secretaria do Ambiente, até 2007, ano inicial da gestão de Sérgio Cabral, mais de 90% do lixo fluminense iam direto para vazadouros a céu aberto. “O estado dizia que era questão dos municípios, nunca trouxe a questão para o seu colo”, afirma Minc, ex-ministro do Meio Ambiente. Era comum os municípios serem multados por manter os lixões, mas, sem alternativas, a prática continuava. Uma das medidas do estado para implantar aterros sanitários é a ajuda financeira às prefeituras. O governo paga 20 reais por tonelada de lixo despejada no aterro- que custa em média 45 reais-, e tem como contrapartida das cidades a coleta seletiva.

Atualmente, 43 das 92 cidades do Rio de Janeiro despejam o seu lixo em aterros sanitários. A meta é, em 2012, ter 71 municípios nessa situação. Para o ano que vem, a secretaria espera que 85,7% dos resíduos estadual sejam tratados. É um grande salto se comparado com 2010: apenas 11,9% do lixo iam para aterros sanitários.

Existem no Rio de Janeiro 19 aterros sanitários. Cerca de 15 deles foram instalados a partir de 2007. A vida útil deles é de 20 anos, que podem ser prorrogados conforme seja implementada a coleta seletiva. O Rio de Janeiro, no entanto, ainda engatinha quando o assunto é a seleção do lixo. Apenas 1,5% dos resíduos são separados.

Atlas de saneamento 2011- O estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o problema do lixo não é restrito ao Rio de Janeiro. A maioria das cidades brasileiras dispõe do serviço de coleta de lixo, mas 50,8% desses resíduos têm como fim os lixões.

O estudo traz a seguinte conclusão sobre o deposito de resíduos em vazadouros a céu aberto: “Trata-se de um grande desafio a ser enfrentado, pois a disposição inadequada do lixo pode causar poluição das águas e do solo, bem como problemas de saúde, sobretudo para catadores de lixo”, conta no Atlas de saneamento 2011. O IBGE aponta a coleta de lixo como uma das soluções para a redução do volume de lixo

Fonte Veja

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

LIXO IN RIO - Cerca de 80% do lixo produzido em todo o estado ainda têm destinação inadequada

Ratos e urubus rasgam a fantasia
Cerca de 80% do lixo produzido em todo o estado ainda têm destinação inadequada
Publicada em 09/10/2011 às 23h34mEmanuel Alencar (emanuel.alencar@oglobo.com.br)

 

RIO - A três anos da Copa do Mundo, no retrato do lixo urbano do Estado do Rio há urubus, crianças pisando em seringas e solo contaminado. Lixões a céu aberto, vazadouros clandestinos e aterros sem adequação ambiental ainda recebem 79,4% do total de resíduos domiciliares e daqueles recolhidos nas ruas do estado. Nada menos que 14 mil toneladas de lixo por dia são despejadas sem o controle necessário. Os dados foram levantados pelo GLOBO, com base em informações da Secretaria estadual do Ambiente e da Comlurb. Enquanto os aterros sanitários em operação - depósitos adequados que recebem apenas 20,6% do lixo diário - somam 14, há pelo menos 49 lixões. Sem contar os 189 vazadouros clandestinos.

VÍDEO: Coordenador de projetos da Comlurb dá detalhes sobre impasse em Gramacho

FOTOGALERIA: Confira mais imagens de Jardim Gramacho

INFOGRÁFICO: O raio x do lixo no Estado do Rio

O panorama põe em risco o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos - lei 12.305/2010 - que completou um ano em agosto. A legislação é clara: em 2014 os lixões a céu aberto e aterros controlados, como o de Jardim Gramacho, devem ser erradicados. E os estados e municípios que não apresentarem seus planos de resíduos em agosto do ano que vem perdem o direito de receber financiamento federal. Um desafio que a cada dia ganha contornos mais dramáticos. A reciclagem no Rio, por exemplo, não passa de 0,5% do total de resíduos gerados diariamente, segundo dados da Secretaria do Ambiente.

Professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista em resíduos domésticos, Emilio Eigenheer ainda vê uma solução distante. Para ele, o principal gargalo está nos municípios do interior.

- Temos uma economia que está gerando lixo a níveis de países desenvolvidos e uma estrutura que não chegou ao século XX. Em um ano de lei quase nada avançou. Na Região Metropolitana, teremos ganhos mais rápidos, com as grandes empresas construindo aterros privados. Mas no interior, onde a produção de lixo é pequena, as empresas não vão - diz Eigenheer. - Não há mágica. Quando as prefeituras têm dinheiro, acabam resolvendo. A grande dificuldade é ter verba para bancar este negócio permanentemente. Entraves políticos nos consórcios

Os tímidos avanços refletem uma questão aparentemente trivial: quem vai pagar esta conta? O caso do lixão de Babi, em Belford Roxo, Região Metropolitana, é emblemático. Construído com dinheiro da multa do vazamento de óleo da Petrobras, na Baía de Guanabara, em 2000, acabou virando lixão, lembra o secretário do Ambiente, Carlos Minc. Hoje o depósito, onde até crianças atuam como catadores, tem um rio de chorume - resultado líquido da decomposição do lixo orgânico - e porcos circulando

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- As obras jamais foram concluídas, mudou o prefeito e já era. É por isso que apostamos em consórcios intermunicipais. Um aterro pequeno vira lixão em três semanas - afirma Minc, que reconhece as dificuldades, mas garante que a lei será cumprida "com folga". - Posso garantir o fim dos lixões da Região Metropolitana em dois anos. Com Seropédica em operação total, avançaremos muito.

Na prática, os entraves políticos não sugerem tanto otimismo. Dos 15 consórcios previstos no estado, apenas dois já estão firmados. E o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Teresópolis, o primeiro aterro construído com dinheiro público, só está enterrando adequadamente lixo do próprio município. Muitos prefeitos relutam em jogar seus rejeitos em aterros sanitários por causa do preço, que chega a R$ 100 por tonelada. Transferir os custos para a população, via taxas de lixo, é assunto proibido num país que vive sob disputa eleitoral, observam especialistas. Minc afirma que o governo do estado investe anualmente R$ 30 milhões do Fecam no programa "Lixão Zero":

- Eu tenho que fazer o aterro, dar dinheiro para o remediar o lixão, e no caso do aterro sanitário privado, subsidiar as prefeituras. Os consórcios estão caminhando. O mais difícil foi a costura política - defende-se Minc.

- Só vamos conseguir reverter este quadro quando se pagar pelo serviço de coleta de lixo. É o princípio mundial do gerador-pagador, consagrado na Europa - opina o diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Silva Filho. - A coleta e destinação adequada é igual a outro serviço qualquer, como o fornecimento de gás e energia. E, como tal, precisa ser remunerado. Do contrário não há sustentabilidade. Em destinação de resíduos, o Rio está atrás de Rio Grande do Sul, onde 70% do lixo produzido por dia vão para aterros sanitários, e de São Paulo, com índice superior a 50%.

O aterro de Gramacho, em Duque de Caxias, ainda é o destino de 70% do lixo domiciliar e do recolhido nas ruas da capital, segundo a Comlurb. Em março, o secretário Carlos Minc anunciava o encerramento do lixão para dezembro, com a ativação total do aterro sanitário de Seropédica. A Comlurb agora estipula o fechamento para junho de 2012. Gramacho vive um impasse. Os cerca de 1.300 catadores ainda não sabem o que fazer a partir do fim da atividade. O fundo que deveria ter sido criado para ampará-los - abastecido com dinheiro da venda do biogás da Novo Gramacho à Petrobras - ainda não saiu do papel.

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/10/09/cerca-de-80-do-lixo-produzido-em-todo-estado-ainda-tem-destinacao-inadequada-925542533.asp#ixzz1aNYQA49d



domingo, 6 de março de 2011

DIREITO AUTORAL - Nova Lei já custou R$ 2 milhões

Foto:Marcello Casal Jr./ABr

RIO - A primeira discussão sugerida pelos dois meses de gestão de Ana de Hollanda no Ministério da Cultura (MinC) não envolve apenas o tema do direito autoral. Em pauta está o destino dos cerca de R$ 2 milhões investidos durante pelo menos três anos do governo Lula para a preparação de um projeto que deveria chegar ao Congresso este ano. O valor, levantado pelo GLOBO, diz respeito a viagens, seminários e reuniões realizados desde o Marcello Casal Jr./ABlançamento do Fórum Nacional de Direito Autoral, em dezembro de 2007, pelo então ministro Gilberto Gil. É uma quantia que, caso a reforma da Lei do Direito Autoral seja abandonada, será jogada no lixo.

O valor gasto na preparação do projeto da nova lei serviria, por exemplo, para financiar por três anos as atividades de 11 Pontos de Cultura, um dos pilares da gestão cultural do governo Lula, cuja expansão foi prometida pela campanha de Dilma Rousseff. Mas a verba foi utilizada para a realização de 80 reuniões e oito congressos em diferentes cidades do país.Consulta com oito mil sugestões

O evento mais significativo foi um seminário internacional ocorrido em novembro de 2008, em Fortaleza, com a presença de representantes da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Vieram ao Brasil especialistas de México, França, Índia, África do Sul, Espanha, Egito, Argentina e Alemanha, entre outros.

Todo o debate resultou num anteprojeto, que ficou disponível para consulta pública entre 14 de junho e 31 de agosto do ano passado, a fim de que recebesse contribuições. A gestão anterior do MinC contabilizou oito mil sugestões e diz ter estudado todas elas antes de enviar o texto para o Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual (Gipi) e para a Casa Civil.

Assim que assumiu o ministério, Ana de Hollanda pediu o projeto de volta da Casa Civil para uma revisão. Pouco depois, ela ordenou que se retirasse do site do MinC o selo do Creative Commons, um atestado de compartilhamento livre de conteúdo na internet. Em sua primeira entrevista coletiva no cargo, ela afirmou que não concordava com "mudanças radicais de uma hora para outra" na lei e que não via a "possibilidade de subordinar uma entidade como o Ecad ao governo". Um dos pontos mais sensíveis do projeto está exatamente na criação de um órgão fiscalizador do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, o Ecad, uma entidade que reúne associações de compositores e músicos e que hoje exerce com autonomia suas atividades de recolher e repassar os direitos aos autores.

As dúvidas foram alimentadas semana passada pela indicação para a Diretoria de Direitos Intelectuais (DDI) do MinC da advogada Marcia Regina Barbosa, servidora da Advocacia-Geral da União. Ela vai substituir Marcos Souza, o coordenador do projeto de revisão da lei. Marcia teria sido uma indicação de Hildebrando Pontes Neto, ex-presidente do antigo Conselho Nacional de Direito Autoral (CNDA) e hoje advogado do Ecad. O próprio Hildebrando foi cotado para o cargo e chegou a se reunir com Ana de Hollanda em Brasília.

- O fato de ter havido uma mudança na DDI não significa retrocesso. A Marcia é servidora da AGU e especialista em direito autoral. É injusto o que falaram dela, associando seu nome ao Ecad. Ela é isenta, não representa nenhum interesse - diz Vitor Ortiz, secretário-executivo do MinC. - Considero normal que exista uma ansiedade da sociedade. Mas eu garanto que vamos dar continuidade ao trabalho anterior. Os estudos, os congressos, as consultas públicas, tudo isso será levado em conta.

A preocupação em torno do futuro da Lei do Direito Autoral fez com que a associação Autores de Cinema, que reúne roteiristas como Adriana Falcão, Bráulio Mantovani, Jorge Durán, Marçal Aquino e Paulo Halm, divulgasse na quinta-feira à noite um carta em apoio à reforma da lei. "A ministra Ana de Hollanda afirma que é objetivo da sua administração defender o direito autoral. Apoiar esse projeto de lei, tão amplamente discutido pela sociedade e que visa exatamente garantir os direitos dos autores, é o que esperamos dela neste momento", diz a carta.

segunda-feira, 1 de março de 2010

ESTADO ENTREGA HELICÓPTERO QUE COMBATERÁ CRIMES AMBIENTAIS


26/ 02/ 2010
Fotografia de Ascom Palácio
A fim de detectar crimes ambientais, como desmatamentos e construções irregulares em áreas protegidas, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) acaba de adquirir um helicóptero, apresentado nesta sexta-feira (26/2) pela secretária do Ambiente, Marilene Ramos, pelo presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino, e pelo Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. A cerimônia aconteceu no Grupamento Aeromarítimo da PM (GAM), em Niterói.

- O helicóptero será utilizado pela fiscalização do Inea. A área ambiental do estado está muito fortalecida com esta parceria com a Polícia Militar. Estamos trabalhando para a possibilidade de adquirirmos uma aeronave de vigilância com tudo o que há de mais moderno. Estamos numa guerra para não perdermos o ambiente para a degradação e recuperar o que for possível. Estamos aqui para dar mais um passo positivo no Estado do Rio de Janeiro – disse a secretária Marilene Ramos.

A aeronave, que custou R$ 5 milhões, ficará onde aconteceu a entrega. O aparelho tem autonomia de voo de três horas e 20 minutos e poderá transportar dois pilotos e quatro passageiros. O helicóptero tem capacidade para transportar até 1,4 mil quilogramas de carga externa. A máquina também é equipada com um sistema chamado de bambi buckets, um bolsão de lona para captação de água. O dispositivo, que armazena 900 litros de água, é útil no combate a incêndios florestais em locais de difícil acesso.

- Esta é uma tarde histórica. Os nossos policiais procuraram conhecer um pouco da legislação ambiental e se apaixonaram por isto. A consciência da importância do meio ambiente acabou aumentando na Polícia Militar. A necessidade da preservação do meio ambiente se estendeu ao ponto de chegar à nossa unidade aeromarítima. Esta é uma questão mundial e de interesse de todos – defendeu o comandante Geral da PM, Mário Sérgio.

Para Luiz Firmino, esta parceria com a Polícia Militar estreita laços para a preservação da Mata Atlântica e é essencial para a resolução de grandes problemas de questões ambientais. Já o ministro Carlos Minc confessou estar orgulhoso pelo fato de o Governo do Estado do Rio de Janeiro estar combatendo crimes contra o ecossistema, a fauna, a flora e defendendo a biodiversidade e na questão da despoluição das águas.

Por Ascom Palácio


Fotografia de Ascom Palácio
Fotografia de Ascom Palácio