Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

MEIO-AMBIENTE - Dados sobre o lixo produzido no Brasil


Lixo brasileiro: baixo tratamento e reaproveitamento

Dados sobre o lixo produzido no Brasil 

No Brasil são produzidas, diariamente, cerca de 250 mil toneladas de lixo. Sendo que a cidade de São Paulo é a que mais produz lixo no país, com cerca de 19 mil toneladas por dia.


 Composição do lixo brasileiro: 
- lixo orgânico (52%)
- papel e papelão (26%)
- plástico (3%)
- metais como, por exemplo, ferro, alumínio, aço, etc. (2%)
- vidro (2%)
- outros (15%) 

 Destino do lixo brasileiro: 
- aterros sanitários (53%)
- aterros controlados (23%)
- lixões (20%)
- compostagem e reciclagem (2%)
- outros destinos (2%)

Alguns dados importantes sobre a reciclagem do lixo brasileiro:

- O Brasil recicla cerca de 97% das latinhas de alumínio que são descartadas;
- Apenas 55% das garrafas PET são recicladas. 


terça-feira, 3 de abril de 2012

MEIO-AMBIENTE - O QUE É COMPOSTAGEM??

O que é compostagem, reciclagem do lixo orgânico, adubo orgânico, meio ambiente e saúde humana, usinas de compostagem

Adubo orgânico: resultado do processo de compostagem do lixo



O que é compostagem 

Compostagem é um processo de transformação de matéria orgânica, encontrada no lixo, em adubo orgânico (composto orgânico). É considerada uma espécie de reciclagem do lixo orgânico, pois o adubo gerado pode ser usado na agricultura ou em jardins e plantas.

A compostagem é realizada com o uso dos próprios microorganismos presentes nos resíduos, em condições ideais de temperatura, aeração e umidade.

Importância para o meio ambiente e saúde das pessoas 

A compostagem, usada principalmente na zona rural, é de extrema importância para o meio ambiente e para a saúde dos seres humanos. O lixo orgânico, muitas vezes, é descartado em lixões, ruas, rios e matas, poluindo o meio ambiente. Além disso, o acúmulo de resíduos orgânicos a céu aberto favorece o desenvolvimento de bactérias, vermes e fungos que causam doenças nos seres humanos. Além disso, favorece o desenvolvimento de insetos, ratos e outros animais que podem transmitir doenças aos homens.

Com a compostagem, além de se evitar a poluição e gerar renda, faz com que a matéria orgânica volte a ser usada de forma útil.

A coleta seletiva do lixo orgânico 
Para que ocorra a compostagem de forma adequada, é necessário que as pessoas realizem a coleta seletiva do lixo, encaminhando o lixo orgânico para usinas de compostagem e os resíduos sólidos para recicladores. A compostagem também pode ser realizada em casa, seguindo algumas orientações técnicas básicas 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

MEIO-AMBIENTE - SUSTENTABILIDADE




Sustentabilidade: desenvolvimento presente garantindo o futuro das próximas gerações


Conceito de sustentabilidade
Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. Ou seja, assustentabilidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro. Seguindo estes parâmetros, a humanidade pode garantir o desenvolvimento sustentável.

Ações relacionadas a sustentabilidade
- Exploração dos recursos vegetais de florestas e matas de forma controlada, garantindo o replantio sempre que necessário.

- Preservação total de áreas verdes não destinadas a exploração econômica.

- Ações que visem o incentivo a produção e consumo de alimentos orgânicos, pois estes não agridem a natureza além de serem benéficos à saúde dos seres humanos;

- Exploração dos recursos minerais (petróleo, carvão, minérios) de forma controlada, racionalizada e com planejamento.

- Uso de fontes de energia limpas e renováveis (eólica, geotérmica e hidráulica) para diminuir o consumo de combustíveis fósseis. Esta ação, além de preservar as reservas de recursos minerais, visa diminuir a poluição do ar.

- Criação de atitudes pessoais e empresarias voltadas para a reciclagem de resíduos sólidos. Esta ação além de gerar renda e diminuir a quantidade de lixo no solo, possibilita a diminuição da retirada de recursos minerais do solo.

- Desenvolvimento da gestão sustentável nas empresas para diminuir o desperdício de matéria-prima e desenvolvimento de produtos com baixo consumo de energia.

 - Atitudes voltadas para o consumo controlado de água, evitando ao máximo o desperdício. Adoção de medidas que visem a não poluição dos recursos hídricos, assim como a despoluição daqueles que se encontram poluídos ou contaminados.


Benefícios
A adoção de ações de sustentabilidade garantem a médio e longo prazo um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana. Garante os recursos naturais necessários para as próximas gerações, possibilitando a manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos) e garantindo uma boa qualidade de vida para as futuras gerações.

        

domingo, 1 de abril de 2012

MEIO-AMBIENTE - RESÍDUOS SÓLIDOS



Resíduos sólidos: originários de indústrias, residências, construção civil, escolas, etc

 

Definição

Os resíduos sólidos são partes de resíduos que são gerados após a produção, utilização ou transformação de bens de consumos (exemplos: computadores, automóveis, televisores, aparelhos celulares, eletrodomésticos, etc).

Grande parte destes resíduos é produzida nos grandes centros urbanos. São originários, principalmente, de residências, escolas, indústrias e construção civil.

Muitos destes resíduos sólidos são compostos de materiais recicláveis e podem retornar a cadeia de produção, gerando renda para trabalhadores e lucro para empresas. Para que isto ocorra, é necessário que haja nas cidades um bom sistema de coleta seletiva e reciclagem de lixo. Cidades que não praticam este tipo de processo, jogando todo tipo de resíduo sólido em aterros sanitários, acabam poluindo o meio ambiente. Isto ocorre, pois muitos resíduos sólidos levam décadas ou até séculos para serem decompostos.

Alguns tipos de resíduos sólidos são altamente perigosos para o meio ambiente e merecem um sistema de coleta e reciclagem rigorosos. Podemos citar como exemplos, as pilhas e baterias de celulares que são formadas por compostos químicos com alta capacidade de poluição e toxidades para o solo e água.

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sábado, 31 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - COLETA SELETIVA DE LIXO

Coleta seletiva: bom para a economia e meio ambiente

Definição


Coleta seletiva de lixo é um processo que consiste na separação e recolhimento dos resíduos descartados por empresas e pessoas. Desta forma, os materiais que podem ser reciclados são separados do lixo orgânico (restos de carne, frutas, verduras e outros alimentos). Este último tipo de lixo é descartado em aterros sanitários ou usado para a fabricação de adubos orgânicos.

No sistema de coleta seletiva, os materiais recicláveis são separados em: papéis, plásticos, metais e vidros. Existem indústrias que reutilizam estes materiais para a fabricação de matéria-prima ou até mesmo de outros produtos.

Pilhas e baterias também são separadas, pois quando descartadas no meio ambiente provocam contaminação do solo. Embora não possam ser reutilizados, estes materiais ganham um destino apropriado para não gerarem a poluição do meio ambiente.

Os lixos hospitalares também merecem um tratamento especial, pois costumam estar infectados com grande quantidade de vírus e bactérias. Desta forma, são retirados dos hospitais de forma específica (com procedimentos seguros) e levados para a incineração em locais especiais.

A coleta seletiva de lixo é de extrema importância para a sociedade. Além de gerar renda para milhões de pessoas e economia para as empresa, também significa uma grande vantagem para o meio ambiente uma vez que diminui a poluição dos solos e rios. Este tipo de coleta é de extrema importância para o desenvolvimento sustentável do planeta.
 

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sexta-feira, 30 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - MATERIAIS NÃO RECICLÁVEIS


Relação dos produtos e materiais que não são recicláveis, meio ambiente

Nem todos os materiais podem ser reciclados



Introdução
A reciclagem é um ato de extrema importância nos dias atuais. Além de ajudar na preservação do meio ambiente, gera renda para milhares de pessoas. Porém, por questões técnicas, nem todos os materiais descartados por pessoas ou indústrias podem passar pelo processo de reciclagem. estes, após passarem por processos industriais, não podem ser reutilizados. Grande parte destes materiais não recicláveis, tem como destino o lixo comum.

Relação de Materiais Não Recicláveis
VIDROS
- Vidro de automóveis
- Vidro de janela
- Espelhos
- Cristais
- Lâmpadas (de todos os tipos)
- Vidro de boxe de banheiro
- Vidro temperado
- Ampolas de remédios

PAPÉIS

- Papel celofane
- Papel carbono
- Papel Higiênico
- Guardanapos e papel toalha com restos de alimentos
- Papel laminado
- Papel plastificado
- Fraldas descartáveis
- Espuma
- Etiquetas e adesivos
- Fotografias
- Fita Crepe

VIDROS

- Cerâmicas, porcelanas e louças
- Acrílicos
- Boxes temperados
- Lentes de óculos
- Tubo de TV

METAIS

- Latas enferrujadas
- Clipes e grampos
- Esponjas de aço
- Latas de tinta, verniz, inseticida e solvente
- Aerossóis

Isopor: este material (espécie de plástico) pode ser reciclado. Porém, muitas empresas que trabalham com reciclagem rejeitam o isopor em função do baixo retorno financeiro que representa.

* Pilhas, lâmpadas fluorescentes e baterias, embora não recicláveis, devem ser coletados separadamente e não descartados com o lixo comum, pois em contato com o meio ambiente podem gerar contaminação do solo e água.

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quinta-feira, 29 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - RECICLAGEM DE VIDRO

Reciclagem de vidro, vidro reciclável, importância, tipos de vidros recicláveis, coleta seletiva, separação


Reciclagem de vidro: geração de renda e preservação do meio ambiente



Introdução
O vidro é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do dia-a-dia. Ao ser descartado por pessoas e empresas, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do vidro reciclado.O vidro reciclado tem praticamente todas as características do vidro comum. Ele pode ser reciclado muitas vezes sem perder sua características e qualidade.

Importância

A reciclagem do vidro é de extrema importância para o meio ambiente. Como sabemos, o vidro é produzido através da celulose de determinados tipos de árvores. Quando reciclamos o vidro ou compramos vidro reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois este material deixa de ir para os aterros sanitários ou para a natureza (rios, lagos, solo, matas). Não podemos esquecer também, que a reciclagem de vidro gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de vidro e outros materiais reciclados.

Coleta seletiva
Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de vidro é a separação e coleta seletiva do vidro. Nas empresas, condomínios e outros locais existem espaços destinados ao descarte de vidro.

Separação no processo de reciclagem

Uma das primeiras etapas no processo de reciclagem do vidro é sua separação por cores (âmbar, verde, translúcido e azul) e tipos (lisos, ondulados, vidros de janelas, de copos, etc). Esta separação é de extrema importância para a fabricação de novos objetos de vidro, pois garante suas características e qualidades.

Tipos de vidros recicláveis

- Garrafas de sucos, refrigerantes, cervejas e outros tipos de bebidas;
- Potes de alimentos
- Cacos de vidros
- Frascos de remédios
- Frascos de perfumes
- Vidros planos e lisos
- Pára-brisas
- Vidros de janelas
- Pratos, tigelas e copos (desde que não sejam de acrílico, cerâmica ou porcelana)

quarta-feira, 28 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - RECICLAGEM DE METAL

Reciclagem de metal, metal reciclável, importância, tipos de metais recicláveis, coleta seletiva, aço, ferro, alumínio



Reciclagem de metal: bom retorno financeiro e uma atitude em prol do meio ambiente 


Introdução 
O metal é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do dia-a-dia. Encontramos embalagens de metais, fios e outros produtos metálicos em diversos produtos. Ao ser descartado por pessoas e empresas, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do metal reciclado.O metal reciclado tem praticamente todas as características do metal comum. Ele pode ser reciclado muitas vezes sem perder suas características e qualidade. O alumínio, por exemplo, pode ser usado sem limites. O aço após ser reciclado volta para a cadeia produtiva para ser transformado em latas e peças automotivas, por exemplo.


Importância
A reciclagem do metal é de extrema importância para o meio ambiente. Quando reciclamos o metal ou compramos metal reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois este material deixa de ir para os aterros sanitários ou para a natureza (rios, lagos, solo, matas). Não podemos esquecer também, que a reciclagem de metal gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de metal e outros materiais reciclados. O metal tem um alto valor para a reciclagem.

Coleta seletiva
Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de metal é a separação e coleta seletiva do metal. Nas empresas, residências e outros locais existem espaços destinados ao descarte de metal.



Separação no processo de reciclagem
Na primeira fase do processo de reciclagem de metal, os mesmos são separados por tipos e características. Desta forma, alumínio, cobre, aço e ferro passam por processos de reciclagem diferentes.

Tipos de metais recicláveis

- Latas de alumínio (refrigerante, cerveja, etc) e aço (latas de sardinha, molhos, óleo, etc)
- Arames, pregos, parafusos
- Fios de metal
- Tampas de metal
- Tubos de pasta
- Panelas sem cabo
- Arames
- Chapas de metal
- Objetos de alumínio (janelas, portas, portões, etc)
- Fios e objetos de cobre;
- Ferragens
- Canos de metal
- Molduras de quadros
- Tampinhas de garrafa
- Tampas metálicas de potes de iogurtes, margarinas, queijos, etc
- Papel alumínio
  
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RECICLAGEM - DE PLÁSTICO

terça-feira, 27 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - RECICLAGEM DE PLÁSTICO

Reciclagem de Plástico, plástico reciclável, importância, tipos de plásticos recicláveis, coleta seletiva, separação, PET



Reciclagem de Plástico: economia e respeito ao meio ambiente


Introdução 
O plástico é um dos produtos mais utilizados na sociedade atual. Ao ser descartado por pessoas e empresas, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do plástico reciclado.O plástico reciclado tem praticamente todas as características do plástico comum.


Importância
A reciclagem do plástico é de extrema importância para o meio ambiente. Quando reciclamos o plástico ou compramos plástico reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois este material deixa de ir para os aterros sanitários ou para a natureza, poluindo rios, lagos, solo e matas. Não podemos esquecer também, que a reciclagem de plástico gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em empresas e cooperativas de catadores e recicladores de materiais reciclados.
Coleta seletiva

Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de plástico é a separação e coleta seletiva do Plástico. Nas empresas, condomínios e outros locais existem espaços destinados ao descarte de plástico. Esta é uma atitude extremamente positiva e ecologicamente correta.


Reciclagem de embalagens PET (politereftalato de etileno)
Nas últimas décadas as indústrias, principalmente de bebidas e alimentos, estão substituindo as embalagens de vidro e latas pelas de plástico PET. Por serem mais resistentes e econômicas, o PET já está presente nas embalagens de sucos, águas, óleos e refrigerantes. Quando começou a ser usado, o PET não era reciclado e seu descarte na natureza provocava muita sujeira e poluição ambiental. Atualmente, a reciclagem de PET é praticada em larga escala por cooperativas e empresas de reciclagem. O processo de reciclagem do PET passa pelas seguintes etapas: 1º) As embalagens PET são lavadas e passam por um processo de prensagem; 2º) Os fardos de PET são triturados, gerando os flocos; 3º) Os flocos passam por um processo de extrusão, gerando os grãos; 4º) Os grãos são transformados em fios de poliéster ou outros produtos plásticos.


Tipos de plásticos recicláveis
- Garrafas PET
- Potes Plásticos diversos
- Tampas de embalagens
- Sacos plásticos diversos
- Canos de pvc
- Para-choques de carros
- Copos descartáveis
- Plásticos de brinquedos
- Embalagens de produtos de limpeza

   

RECICLAGEM - DE PAPEL

segunda-feira, 26 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - RECICLAGEM DE PAPEL

Reciclagem de papel, papel reciclável, importância, tipos de papéis recicláveis, reciclagem caseira, papelão


Reciclagem de papel: uma atitude que ajuda na preservação do meio ambiente 

Introdução 

O papel é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do cotidiano. Quando não está sendo mais utilizado, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do papel reciclado.O papel reciclado tem praticamente todas as características do papel comum, porém sua cor pode variar de acordo com o papel utilizado no processo de reciclagem.

Importância

A reciclagem do papel é de extrema importância para o meio ambiente. Como sabemos, o papel é produzido através da celulose de determinados tipos de árvores. Quando reciclamos o papel ou compramos papel reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois árvores deixaram de ser cortadas. Não podemos esquecer também, que a reciclagem de papel gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de papel.

Coleta

Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de papel é a separação e coleta seletiva do papel. Nas empresas, condomínios e outros locais existem espaços destinados ao descarte de papel.

Tipos de papéis recicláveis

Tipos de papel que podem ser reciclados: papel sulfite, papelão, caixas de embalagens de produtos, papel de presente, folhas de caderno, entre outros.

Como fazer papel reciclado em casa (reciclagem caseira)
1º - Separe o papel que não está mais sendo utilizado, recorte em pequenos pedaços e coloque num recipiente com água. Deixe assim durante um dia completo.
2º - Pegue este papel molhado e bata num liquidificador ou mexa bastante até dissolver e virar uma espécie de massa.
3º - Coloque esse massa espalhada (no formato fino) numa espécie de rede fina e cubra com um peso que terá a função de prensar.
4º - Depois de 24 horas, retire o peso e deixe o papel secar, de preferência em ambiente seco ou ao sol.


VEJA TAMBEM
RECICLAGEM - O que é ???

domingo, 25 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - RECICLAGEM, O QUE É

Introdução
Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificou os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra.

Importância e vantangens da reciclagem
A partir da década de 1980, a produção de embalagens e produtos descartáveis aumentou significativamente, assim como a produção de lixo, principalmente nos países desenvolvidos. Muitos governos e ONGs estão cobrando de empresas posturas responsáveis: o crescimento econômico deve estar aliado à preservação do meio ambiente. Atividades como campanhas de coleta seletiva de lixo e reciclagem de alumínio e papel, já são comuns em várias partes do mundo.

O processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera riquezas, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem contribui para a diminuição significativa da poluição do solo, da água e do ar. Muitas indústrias estão reciclando materiais como uma forma de reduzir os custos de produção.

Um outro benefício da reciclagem é a quantidade de empregos que ela tem gerado nas grandes cidades. Muitos desempregados estão buscando trabalho neste setor e conseguindo renda para manterem suas famílias. Cooperativas de catadores de papel e alumínio já são uma boa realidade nos centros urbanos do Brasil.

Sacolas feitas com papel reciclável


Muitos materiais como, por exemplo, o alumínio pode ser reciclado com um nível de reaproveitamento de quase 100%. Derretido, ele retorna para as linhas de produção das indústrias de embalagens, reduzindo os custos para as empresas.

Muitas campanhas educativas têm despertado a atenção para o problema do lixo nas grandes cidades. Cada vez mais, os centros urbanos, com grande crescimento populacional, tem encontrado dificuldades em conseguir locais para instalarem depósitos de lixo. Portanto, a reciclagem apresenta-se como uma solução viável economicamente, além de ser ambientalmente correta. Nas escolas, muitos alunos são orientados pelos professores a separarem o lixo em suas residências. Outro dado interessante é que já é comum nos grandes condomínios a reciclagem do lixo.


SÍMBOLOS DA RECICLAGEM




Assim como nas cidades, na zona rural a reciclagem também acontece. O lixo orgânico é utilizado na fabricação de adubo orgânico para ser utilizado na agricultura.

Como podemos observar, se o homem souber utilizar os recursos da natureza, poderemos ter , muito em breve, um mundo mais limpo e mais desenvolvido. Desta forma, poderemos conquistar o tão sonhado desenvolvimento sustentável do planeta.
Exemplos de Produtos RecicláveisVidro: potes de alimentos (azeitonas, milho, requeijão, etc), garrafas, frascos de medicamentos, cacos de vidro.
- Papel: jornais, revistas, folhetos, caixas de papelão, embalagens de papel. 
- Metal: latas de alumínio, latas de aço, pregos, tampas, tubos de pasta, cobre, alumínio.
- Plástico: potes de plástico, garrafas PET, sacos pláticos, embalagens e sacolas de supermercado.


sábado, 24 de março de 2012

RECICLAGEM NO RIO - A difícil tarefa de reciclar velhos hábitos

Um dos pioneiros da coleta seletiva no Brasil, professor afirma que setor só se sustenta com pesados subsídios
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Filósofo e especialista em resíduos sólidos, o professor Emílio Eigenheer em seu galpão de reciclagem, um dos pioneiros do setor do Brasil
Foto: Pedro Kirilos / O Globo
Filósofo e especialista em resíduos sólidos, o professor Emílio Eigenheer em seu galpão de reciclagem, um dos pioneiros do setor do Brasil
Pedro Kirilos / O Globo
RIO - Por que o Rio de Janeiro está tão atrasado quando o assunto é reciclagem? Doutora em antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Letícia de Luna Freire afirma ter uma pista: é preciso olhar para práticas do passado para entender nossos baixos índices de coleta seletiva. O lento processo que levou a Região Metropolitana a números tão vexatórios de recuperação de resíduos sólidos, em pleno século XXI, é o tema da sétima e última reportagem da série "Desleixo insustentável".

A educação forjada sobre pilhas de lixo
Letícia começa sua viagem no tempo nos anos 1920, quando o aterro de Sapucaia, na Ilha do Governador, passou a receber todo o lixo da então capital federal. O vazadouro, nos anos 40, já era responsável pelo aumento da Ilha de Sapucaia, uma das oito de um arquipélago que hoje abriga a Cidade Universitária da UFRJ.
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— Este histórico ilustra bem a dificuldade de o Rio lidar com o seu lixo — diz a pesquisadora, dando o exemplo claro de como os rejeitos podem afetar o futuro: — Por causa do depósito de resíduos, durante a construção da Cidade Universitária, já nos anos de 1950, não se pôde erguer nenhum prédio naquela área contaminada. Mas o lugar do antigo vazadouro acabou sendo reservado à Vila Residencial da UFRJ, que passou a abrigar antigos moradores da ilha.
Vinte anos mais tarde, a precariedade do Rio no recolhimento de seu lixo urbano ganharia contornos dramáticos. Numa época em que o governo militar desenhava o planejamento urbano da cidade, a Fundação para o Desenvolvimento da Região Metropolitana (Fundrem) foi voto vencido na escolha de novo terreno, às margens da Baía de Guanabara, para receber um megavazadouro de resíduos. Os manguezais do bairro de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, eram a bola da vez.
— Foi o maior crime ambiental que poderia ser feito na Região Metropolitana — diz o engenheiro ambiental Axel Grael. — De 1976, data da inauguração do aterro, até os anos 1990, quando Gramacho passou a ser administrado pela iniciativa privada, ali se despejou uma enorme quantidade de chorume.
Axel sustenta que, se a cultura da reciclagem tivesse sido incorporada à sociedade durante a plena atividade do lixão — com encerramento marcado para julho deste ano —, a Baía de Guanabara teria se livrado de receber toneladas de contaminantes.
Se o ambientalista Axel Grael lamenta o tempo perdido, o professor de educação da Uerj e especialista em resíduos sólidos, Emílio Eigenheer, dá um norte à linha do tempo da reciclagem. Ele foi um dos pioneiros a implementar um sistema de coleta seletiva no Brasil, em 1985, numa parceria da UFF com o Centro Comunitário de São Francisco, bairro da Zona Sul de Niterói. Emílio também sonhou com avanços mais significativos. E não esconde uma ponta de frustração:
— Emprego em meu galpão cinco funcionários com carteira assinada. Mando para a reciclagem uma tonelada (das 7 produzidas pelo bairro) todos os dias. Não adianta ampliar e na primeira crise do setor ter de demitir todo mundo — diz o professor, 27 anos depois. — Mas a ideia da coleta seletiva, que eu semeei lá atrás, tem de continuar. A coleta seletiva é tema central para implementarmos uma moderna solução de tratamento de resíduos urbanos. Entretanto, não adianta ficar dizendo que reciclar é barato, sem travar uma discussão mais profunda. Concordo com a Comlurb que sem pesados investimentos, a reciclagem não se sustenta. Eu me mantenho com ajuda de custo da Ambev.

‘Poder público deve induzir o mercado reciclador’
Diante dos tímidos avanços, a capital fluminense discute os desafios da reciclagem na Conferência da ONU que começa em 20 de junho. A subsecretária estadual de Economia Verde, Suzana Kahn, conta que o papel do poder público no fomento do mercado reciclador será tema de relevância nos debates dos chefes de estado, no Riocentro.
— A Rio+20 discutirá a necessidade de o poder público criar uma demanda institucional de materiais recicláveis, exigindo percentuais de cimento reaproveitado em suas obras, por exemplo. O Estado do Rio discute neste momento as bases de um decreto para nortear compras públicas verdes. O alumínio, que tem enorme valor de mercado, caminha bem. Temos de criar valor para outros produtos, como o entulho — diz Suzana.
A prefeitura informa que já há ações no que diz respeito a entulhos. De acorco com o secretário municipal de Conservação, Carlos Roberto Osório, todas as obras públicas que o município executa neste momento têm usinas recicladores instaladas

quinta-feira, 22 de março de 2012

RECICLAGEM NO RIO II - Algumas leis do Rio sobre reciclagem

Rio tem pelo menos 30 normas para regular reciclagem, mas a maioria ainda é ignorada
O Globo

4.801, de abril de 2008: Institui o tratamento e reciclagem de óleos e gorduras de origem vegetal ou animal e uso culinário no município do Rio de Janeiro (Dr. Jairinho)

4.633, de setembro de 2007: Determina ao Poder Executivo e ao Poder Legislativo que passem a exigir nas licitações que parte do material a ser adquirido tenha como origem a reciclagem. (Nelson Ferreira)

5.043, de junho de 2009: Dispõe sobre a obrigação dos fabricantes e fornecedores de computadores em receber em suas representações, filiais ou matrizes, para reciclagem, computadores obsoletos descartados pelo consumidor. (Aloisio Freitas)

1.930, de novembro de 1992: Institui o programa municipal de coleta seletiva do lixo, e dá outras providências. (Paulo Emílio e Alfredo Syrkis)

3.346, de janeiro de 2001: Dispõe acerca do descarte de lâmpadas fluorescentes, no âmbito do município do Rio, dá outras providências. (Liliam Sá)

5.065, de julho de 2007: Insititui o Programa Estadual de Tratamento e reciclagem de óleos e gorduras de origem vegetal ou animal e de uso culinário. (Jane Cozzolino).

4.195, de outubro de 2003: Obriga restaurantes e bares do Estado do Rio a instalarem amassadores de latas para reciclagem (Washington Reis)

2.110, de abril de 1993: Cria o sistema estadual de recolhimento de pilhas e baterias usadas. (Antônio Francisco Neto).

1.831, de julho de 1991: Obriga as escolas públicas estaduais a procederem à coleta seletiva. (Lúcia Souto)

5.918, de 16 de março de 2011: Todos os ferros-velhos e similares ou locais que compram ou vendam cabo de cobre para reciclagem deverão identificar seu vendedor/comprador. (Carlos Minc)

3.369, de janeiro de 2000: Obriga as empresas estaduais que utilizam garrafas e embalagens plásticas na comercialização de seus produtos que se responsabilizem pela destinação final ambientalmente adequada das mesmas. (Carlos Minc)



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/algumas-leis-do-rio-sobre-reciclagem-4370159#ixzz1pqaZbE9F

RECICLAGEM NO RIO I - Rio tem pelo menos 30 normas para regular reciclagem, mas a maioria ainda é ignorada

Especialista diz que poder público deveria dar maior visibilidade a essas leis
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Emanuel Alencar
Rogério Daflon
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Catador separa recicláveis na usina do Caju: lei da coleta seletiva no Rio foi sancionada há 20 anos, mas sistema só foi implementado há uma década
Paulo Nicolella / O Globo.

RIO - Na sala de aula, os alunos anotam no caderno as noções de reciclagem. No comércio de rua ou dos shoppings, o dever de casa também é feito com esmero: fábricas e lojas de computadores aceitam equipamentos usados e os enviam para empresas credenciadas. Com a consciência tranquila, todos vão almoçar. À mesa, o barulho da cidade se confunde com o de amassadores de latinhas, obrigatórios em todos os restaurantes. Tais cenas soam familiar? Pois deveriam, caso a legislação fosse seguida à risca. A quarta reportagem da série "Desleixo insustentável" mostra que o Rio tem em vigor pelo menos 30 leis relacionadas ao reaproveitamento dos resíduos. Ou seja, não é por falta de leis que a reciclagem não deslancha na cidade.
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VEJA TAMBEMEspecial traz reportagens e fotos sobre o destino do lixo no Rio
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Vídeo Conheça Cícero, um homem que deve sua vida ao lixo
Algumas leis do Rio sobre reciclagem
Em Londres, sacolinhas em baixa
A dura rotina de quem vive do lixo no Centro
Catadores: fenômeno social em Buenos Aires após a crise econômica
Rejeitado aqui, cobiçado lá fora
Rio só reaproveita 3% das 8,4 mil toneladas de lixo geradas por dia
O passo a passo da coleta de lixo que ainda engatinha
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Para a desembargadora Maria Collares da Conceição, especialista em direito ambiental, o poder público deveria dar maior visibilidade a essas leis:

— Os governos deveriam se esforçar nesse sentido, como fazem na campanha contra a dengue.

Não foi o que ocorreu com a lei do ex-vereador Alfredo Sirkis (hoje deputado federal pelo PV) que, em 1992, instituiu a coleta seletiva na capital. Ao surfar na onda da Rio-92, previa campanhas educativas e a implantação de um projeto piloto destinado a incentivar a reciclagem do lixo.

— A Comlurb é uma empresa eficiente quanto à limpeza e ao transporte de lixo, mas tem um discurso incompatível com uma gestão moderna quando o assunto é reciclagem. Não por acaso, nunca foi subordinada à Secretaria de Meio Ambiente (ela é vinculada à Secretaria de Conservação). Não poderia imaginar que, 20 anos depois, o Rio ainda fosse conviver com índices tão baixos de reciclagem.

Coleta seletiva em 26% das escolas
O Rio vem perdendo oportunidades no setor. Em 1991, como deputada estadual, a médica Lúcia Souto criou a lei 1.831, pela qual todas as escolas da rede pública estadual seriam obrigadas a praticar a coleta seletiva. Decorridos 21 anos, a Secretaria estadual de Educação admite que, das 1.357 unidades de ensino espalhadas pelo estado, 361 praticam a reciclagem em seu dia a dia — apenas 26%. Numa delas, a Escola estadual Guadalajara, em Duque de Caxias, os alunos demonstram que a medida poderia dar bons frutos. Eles não só fazem a coleta seletiva no colégio como convencem os vizinhos a separarem o lixo.

— Os alunos foram de porta em porta convencendo as pessoas — conta a professora Elenita Bezerra. — Eles também persuadiram outras escolas e postos de saúde a fazer a reciclagem.

Secretário estadual de Educação, Wilson Risolia diz que, desde 2009, há um projeto para implementar a reciclagem em todas as escolas:

— Em quatro anos, todas terão esta prática em seu cotidiano.

O GLOBO foi conferir se, no dia a dia, a população cumpre algumas dessas leis. No Edifício Avenida Central, no Centro, a lei municipal 5.043, de 2007 — que ordena que fabricantes e lojas de computadores recebam equipamentos obsoletos — está longe de ser armazenada na memória.

— Nunca um cliente chegou aqui com um computador usado — diz Bernardo Santos, gerente de uma loja de informática. — Uma vez por ano juntamos as peças obsoletas e vendemos a um galpão na Lapa.

Formulador da lei, o vereador Aloisio Freitas (PSD) reconhece que ela "não pegou":

— Seria tão importante na cidade... Vejo sempre computadores velhos abandonados nas ruas do Centro.

A lei das sacolinhas — de autoria do atual secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc — também não foi tão assimilada pela população. Seu texto estipula desconto de R$ 0,03 a cada cinco mercadorias embaladas, por exemplo, em bolsas de pano ou em caixas de papelão. A vilã é a sacola plástica. Num supermercado de Botafogo, o analista de sistemas José Cláudio Pereira colocava as compras nas sacolinhas e ficou surpreso com a informação:

— Existe uma lei que dá desconto para quem abre mão das sacolas?!

Na casa da psicóloga Alice Tigre, em Botafogo, as sacolinhas dos supermercados servem para pôr o lixo.

— Se as sacolinhas fossem proibida, eu teria de comprar sacos de lixo — diz ela. — Esta lei não colou.

Minc contesta. O secretário alega que a lei tirou 2 bilhões de sacolas do meio ambiente, a partir do segundo semestre de 2010.

— Há diferentes tipos de leis. Algumas pegam, outras, não. Não dá para colocar todas no mesmo saco — argumenta Minc.

Para o promotor Carlos Frederico Saturnino, do Ministério Público estadual, há omissão do poder público em relação à fiscalização das leis:

— Quando há uma lei, o poder público é encarregado de fiscalizar seu cumprimento. Mas o que se vê é que ele é o primeiro a descumpri-la. Há uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente que exige a instalação de lixeiras de diferentes cores para diferentes resíduos sólidos em ruas mais movimentadas, praças e parques. Temos uma ação contra a Comlurb pelo descumprimento dessa norma.

Já o secretário de Conservação, Carlos Roberto Osório, diz que o projeto de coleta seletiva da prefeitura em parceria com o BNDES, a ser implementado, prevê pontos de descarte em algumas ruas de grande movimento.

— Mas o esforço maior será para qualificar a coleta seletiva dos domicílios, em que o volume de resíduos sólidos é muito maior.

Multas previstas chegam a R$ 22.752
Quem insiste em não se reciclar dificilmente sofre um desfalque no bolso. As leis estaduais e municipais que remetem à necessidade de poupar o meio ambiente determinam multas que vão de R$ 50 a R$ 22.752 a quem não se enquadrar. Mas o valor máximo — estabelecido pela lei das sacolinhas, de Minc — jamais foi aplicado. Todos os 80 estabelecimentos multados desde a execução, em julho de 2010, receberam penalidades bem menores (cerca de R$ 3 mil, cada).

— Multamos oito estabelecimentos só na semana passada. Mas a penalidade máxima é aplicada apenas para casos de reincidência — diz Minc, admitindo que a fiscalização é um gargalo do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). — O quadro de fiscalização é enxuto. Porém, já este ano, estamos incorporando 40 concursados ao setor.

Já os bares e restaurantes que ignorarem a determinação de instalar amassadores de latinhas podem ser punidos em R$ 2.275. Autor da lei, o hoje deputado federal Washington Reis (PMDB) admite a ausência de multas:

— Fiz a lei para evitar acúmulo de água dentro das latas e a proliferação da dengue.

Superintendente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio, Darcílio Junqueira diz que a lei não trouxe qualquer incentivo extra.

—Já reciclamos há muito tempo — diz

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/rio-tem-pelo-menos-30-normas-para-regular-reciclagem-mas-maioria-ainda-ignorada-4370130#ixzz1pqSuXkdR

terça-feira, 20 de março de 2012

RECICLAGEM NO RIO - O passo a passo da coleta de lixo que ainda engatinha

De Santa Teresa a Benfica, caminhão percorre 27km e chega ao destino final com apenas 25% de sua capacidade
Emanuel Alencar
Rogério Daflon
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O gari Luiz Carlos dos Santos, de 55 anos, recolhe embalagens de plástico e vidro numa rua de Santa Teresa e as deposita no caminhão da coleta seletiva
Pedro Kirilos / O Globo
RIO - O carioca que quiser participar da coleta seletiva de lixo precisa de zelo e disciplina. Em primeiro lugar, o caminhão só passa uma vez por semana em cada rua. E só recolhe os recicláveis — plásticos, papéis/papelão, alumínio e vidro — depositados em sacos transparentes, medida que visa a garantir que restos de comida não estão misturados ao material que vai virar insumo para indústrias.
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Ao acompanharem a coleta seletiva no dia 2 de março, repórteres do GLOBO observaram apenas alguns poucos desses sacos dispostos nas ruas de Santa Teresa. Às 8h30m, o caminhão saiu da gerência da Comlurb em Botafogo. Já na Rua Progresso, o gari Luiz Carlos dos Santos, de 55 anos, recebeu um caloroso abraço da aposentada Miriam Fontenele, de 74.

— Faço a separação do material com muito cuidado. Desde cedo espero a turma da Comlurb — conta a moradora.

Depois de oferecer água gelada aos garis, Miriam se despede. A viagem segue pelas ruas Monte Alegre, Riachuelo, Almirante Alexandrino e Dr. Júlio Otoni. Às 11h, o caminhão, com cerca de 2 toneladas de recicláveis (um quarto da capacidade) entra na Usina do Caju, para pesar.

— O caminhão está vazio. Na Tijuca, por exemplo, a quantidade de material que a gente pega é bem maior — diz o motorista do caminhão, Marcelo Bonomeddi, de 39 anos.

Depois de 150 minutos e 27 quilômetros, a máquina despeja o material num galpão da Associação Beneficente Padre Navarro, em Benfica. Lá funciona uma cooperativa, com 25 pessoas. Célia Ferreira Godinho, de 54 anos, é uma delas. Ela conta que construiu a casa dos filhos, na Penha, com o dinheiro do trabalho. Todos os dias, chega ao galpão às 7h e só vai embora às 17h. Ela recebe de R$ 400 a R$ 600 por mês.

— Agora estou fazendo um quarto para mim na Mangueira. Só saio daqui no dia que isso acabar — afirma.

Se do lado de fora os termômetros marcavam quase 40 graus, dentro do galpão o calor parecia ainda maior. Alheia ao desconforto causado pelo telhado de amianto, Deise Silva, de 45 anos, moradora do Caju, comentou, um tanto sem jeito, que prefere ser catadora a ficar em casa.

— Tenho dois filhos e um neto para criar. Aqui a gente ganha por produção: quem separa mais, ganha mais — explica. — Não vou ficar em casa recebendo ordem de marido.

Do galpão da Associação Padre Navarro, imóvel que pertence à Marinha, os recicláveis são vendidos a empresas. O quilo de papel vale 70 centavos; o de garrafas PET, R$ 1,60 e o de alumínio, R$ 2,20. O destino final é bem longe dali, em usinas de Minais Gerais, São Paulo e Paraná.

— Já houve fila aqui na porta em busca de emprego. Hoje há mais dificuldade de se conseguir mão de obra. As pessoas estão atrás de melhores oportunidades — afirma o encarregado da cooperativa, José Divaldo de Metos.

Apesar dos poucos avanços, a legislação é severa com os moradores e comerciantes que ignoram a separação do lixo: A lei 3.273/2001 diz que depositar resíduos diferentes daqueles a que se destinam os recipientes de coleta seletiva constitui infração punida com multa inicial de R$ 50. Mas, até hoje, a penalidade nunca foi aplicada a pessoas físicas ou jurídicas.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/o-passo-passo-da-coleta-de-lixo-que-ainda-engatinha-4340746#ixzz1pejhlFEU

segunda-feira, 19 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - Enquanto reciclagem de lixo patina no Rio, países da Europa reaproveitam até 79% das embalagens


Rejeitado aqui, cobiçado lá fora.
Emanuel Alencar
Rogério Daflon
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Dados do Eurostat mostram que a média de reciclagem de embalagens de papel, plástico, alumínio, vidro, madeira e metal chegou a 60% na Europa
Paco Colomer

RIO - Se a reciclagem não deslancha no Rio, o panorama é bem diferente na Europa, onde há sistemas que funcionam com eficiência há mais de 20 anos. Dados do Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) mostram que a média de reciclagem de embalagens de papel, plástico, alumínio, vidro, madeira e metal nos 12 países mais populosos do bloco chegou a 60% em 2009 — última parcial divulgada.

A Bélgica lidera o ranking, gerando 1,64 milhão de toneladas dessas embalagens e reciclando 1,29 milhão, um aproveitamento de 79,07%. Holanda (74,86%), Alemanha (73,43%), República Tcheca (68,83%) e Itália (63,97%) completam a lista dos mais eficientes. Na outra ponta, Grécia (43,82%) e Romênia (40,47%) apresentam percentuais mais baixos.

A maior economia do mundo também atinge bons percentuais. Os Estados Unidos recuperaram 46,3% de suas embalagens em 2010, segundo dados da Agência de Proteção Ambiental. O país produz, anualmente, 200 milhões de toneladas de lixo (três vezes mais que o Brasil). As embalagens representam cerca de metade do volume total de resíduos. No Canadá, o retorno das embalagens é semelhante: 47%.

Portugal conseguiu erradicar lixões
Na Europa, a Alemanha foi a pioneira na implantação de um modelo de reaproveitamento de resíduos. Em 1972, foi editada a primeira lei, estabelecendo o monitoramento do lixo. Vinte anos depois, saía a ordenação sobre embalagens, as bases de um sistema chamado "Ponto Verde". O comércio foi obrigado a estimular os consumidores a utilizarem sistemas de recolhimento de embalagens. Os custos são pagos através da indústria e do comércio e transferidos para os preços.

Já Portugal vivia, em 1996, uma situação semelhante à do Estado do Rio: cada município contava com lixões a céu aberto (eram 341 ao todo) e não havia um sistema de coleta seletiva estruturado. Investimentos maciços da União Europeia e do governo português — de 1997 a 2006 foi aplicado 1,6 bilhão de euros — foram decisivos para mudar o panorama. O país erradicou os lixões e cumpre as metas estabelecidas pelo Parlamento Europeu.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/rejeitado-aqui-cobicado-la-fora-4347184#ixzz1pYZW9AEp

    

domingo, 9 de maio de 2010

MEIO-AMBIENTE - São Paulo só recicla 1% de lixo por mês, diz jornal


   

Em 20 anos o sistema de coleta seletiva de lixo da cidade de São Paulo recicla apenas 280 g por mês por habitante. Reportagem publicada pelo Estadão mostra que o paulistano envia a cada seis dias para a reciclagem o peso equivalente a uma garrafa Pet. O que representaria 1% do total de lixo produzido na cidade.
A cidade de Porto Alegre, segundo o Estadão, recicla quase cinco vezes o índice de São Paulo. Em Estocolmo, na Suécia, 25% do lixo é reciclado, 44 vezes mais em relação à capital paulista. O problema já começa, segundo a reportagem, na coleta seletiva nas ruas. Dos 292 caminhões contratados para recolher o lixo na capital, só 20 são destinados aos reciclados (7%). A cidade de São Paulo produz mensalmente 293,9 mil toneladas de lixo, coletadas pelos consórcios Ecourbis e Loga Ambiental. Só 3.135 toneladas são recicladas - menos de 1% do lixo da capital. Um dos grandes problemas do setor, segundo a reportagem do jornal, seria a falta de incentivos. Nos últimos três anos, os investimentos em coleta seletiva se mantiveram proporcionalmente estagnados. Em seu primeiro ano como prefeito, em 2006, Gilberto Kassab (DEM) aplicou 1,21% da verba empenhada para a coleta do lixo em reciclagem; em 2009 esse índice foi de 1,14%.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

SÉRIE SOBRE LIXO (1) - Japão ganha com reciclagem de celulares


   

Na primeira reportagem da série sobre lixo, o correspondente Roberto Kovalick mostra a reciclagem de celulares velhos e o aproveitamento dos metais que resultam desse processo.

Nesta semana, o Jornal Nacional vai tratar de uma ameaça ambiental que não depende de acidente nenhum. Ao contrário: ela cresce no mundo todo dentro da mais absoluta normalidade. A ameaça do lixo.
Numa série de reportagens especiais, a gente vai ver como esse problema tem provocado preocupação e tentativas de solução.
Nesta segunda, o correspondente Roberto Kovalick vai mostrar o destino dos celulares velhos num país que é sinônimo de tecnologia.
Um bairro em Tóquio é o paraíso dos apaixonados por eletrônica, dos maníacos por videogame, que jogam na calçada mesmo para aproveitar que a loja ao lado oferece conexão com internet de graça. O nome é Akihabara. O apelido: a cidade elétrica.
As últimas novidades tecnológicas costumam chegar ao bairro antes de desembarcarem no resto do planeta. E os japoneses gostam de ter o último modelo. Seria natural imaginar que produzam muito lixo eletrônico e que haja desperdício.
Não é o que acontece, como descobriu um brasileiro. O telefone da namorada do estudante Hendrik Lindelauf caiu no chão e quebrou. Como fazem os japoneses, ele devolveu o telefone para a loja da operadora. “A gente descobriu a loja é foi uma boa contribuição pra ecologia”.
O aparelho é perfurado para inutilizar a memória e assim impedir o roubo dos dados do usuário.
O que é impressionante é que, para devolver os telefones, os japoneses não recebem nem um centavo, nem desconto na compra de um modelo novo. Fazem isso porque aprendem desde pequenos a reciclar.
Os telefones são levados para empresas como uma, no oeste do Japão, que pertence a uma das maiores mineradoras do país. Duas vezes por semana, a companhia recebe um caminhão lotado de caixas, enviadas pelas lojas. Lá dentro, milhares de telefones. Tudo é reaproveitado: baterias, carregadores, CDs de instalação de programas e até o papelão das caixas usadas no transporte. Também são reciclados outros equipamentos, como copiadoras.
Num único celular há uma pequena quantidade de metais, que quase não tem valor. Mas num número tão grande de aparelhos, aí já é diferente. Num dia, chegaram 50 mil celulares à empresa, uma mina de ouro e de outros metais como prata, cobre e platina.
Esses metais servem para pagar o custo da reciclagem. É um processo demorado. Primeiro, os sacos cheios de celulares são colocados numa espécie de panela de pressão gigante. Eles vão, praticamente, cozinhar a uma temperatura de 500ºC.
Doze horas depois, o que resta é um entulho negro, que vagamente lembra que foi feito a partir de telefones. O plástico é transformado num óleo combustível, usado para fazer funcionar as máquinas da fábrica.

O engenheiro explica que os metais precisam ser reciclados porque o Japão é um país pobre em recursos naturais. Metais como ouro e cobre são importados. "Quanto mais reciclarmos, menos vamos comprar de outros países", diz ele.
Aí vem a fase final. Aquele entulho negro é levado para a separação, de onde saem os tão valiosos metais.
O resultado a gente encontra em lojas de Tóquio. Tudo que é vendido é feito, em parte, com metais retirados do lixo eletrônico, como um cordão de prata com pingente folhado a ouro. Mas a prova mais valiosa de que vale a pena reciclar está numa barra com 10 quilos de ouro.
A barra vale cerca de R$ 700 mil. O diretor da mineradora explica que uma parte é feita de material reciclado. O resto saiu de minas ao redor do mundo. No ano passado, 24% do ouro produzido pela empresa vieram de aparelhos eletrônicos ou objetos folhados com metal.

A gerente da loja conta que ninguém até agora apareceu para comprar essa barra. Mas muita gente leva as menores, que custam menos. É uma forma de poupança.
As empresas de produtos eletrônicos também são clientes importantes. Usam o metal para produzir equipamentos novinhos em folha, que - daqui a algum tempo - vão seguir o mesmo caminho da reciclagem.