Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CRISE MUNDIAL - Fundo de resgate da Europa pedirá recursos ao Japão(???)

Diretor da Linha Europeia de Estabilidade Financeira vai a Tóquio, após China se mostrar cautelosa   
        
Dow Jones / Agência Estado
 
PEQUIM - O diretor da Linha Europeia de Estabilidade Financeira (EFSF), Klaus Regling, irá ao Japão, após a China ter se mostrado cautelosa em comprar bônus europeus até que os líderes da Europa forneçam mais detalhes sobre seu plano para salvar a zona do euro. O Japão sempre se mostrou receptivo à compra dos bônus europeus e o ministro das Finanças japonês, Jun Azumi, disse na semana passada que seu país está pronto para comprar mais.

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Na quinta-feira, líderes europeus chegaram a um acordo para reduzir a dívida da Grécia em 50% e expandir o poder de fogo da EFSF em quatro ou cinco vezes, o que faria com que a EFSF provesse garantias para uma soma ao redor de 1 trilhão de euros (US$ 1,4 trilhão). Os líderes da União Europeia (UE) querem que essa soma, em parte, seja fornecida com dinheiro dos países que possuem muita reserva estrangeira em caixa, como a China e o Japão
"Uma Europa estável é algo do interesse do nosso país. A partir deste ponto de vista, tomaremos as medidas necessárias de um modo oportuno", disse Azumi, quando questionado em sessão parlamentar no Japão sobre uma possível contribuição japonesa ao resgate europeu. Mas ele não deu detalhes sobre o que e nem quanto essa contribuição japonesa envolveria, informou o Wall Street Journal.
O Japão já comprou 20% dos bônus emitidos pela EFSF nas linhas já existentes. Regling disse que a China é uma compradora regular dos bônus, mas não disse quanto. Outros países asiáticos, com exceção do Japão, compraram outros 20% dos bônus da ESFS, criada em maio do ano passado para combater a crise da dívida soberana europeia.
Regling não quis comentar neste domingo detalhes das suas reuniões em Pequim com funcionários do Ministério das Finanças da China ou do Banco do Povo da China, o banco central chinês. Ele disse apenas que as reuniões foram "produtivas" e "simpáticas".
Um comentário publicado neste domingo na agência estatal de notícias Xinhua alertou que embora a China tenha expressado boa vontade em cooperar em uma parceria "benéfica a todos", os europeus devem se preparar para fazer concessões. "E importante que no encontro europeu (do G-20, que começa em Cannes na quinta-feira), os líderes da Europa levem em conta as vozes das economias emergentes, cuja notável contribuição à recuperação da economia mundial merece melhor compreensão e tratamento recíproco". As informações são da Dow Jones.
 

quarta-feira, 16 de março de 2011

CLÓVIS ROSSI - 'O Japão sofre, mas ensina'

Não sei se você se lembra de um anúncio já meio antigo que dizia que "nossos japoneses são melhores do que os outros"? Era de uma multinacional japonesa e tinha uma dupla mensagem: exaltava o avanço tecnológico de que os japoneses tanto se orgulham e a criatividade tapuia, capaz de tornar ainda melhor o que os outros já fazem bem.

A tragédia em curso no Japão me fez pensar em uma inversão desse slogan: dá a sensação de que "os japoneses deles" [do próprio Japão] são melhores do que somos, pelo menos em matéria de prevenção e enfrentamento de catástrofes.
Sheila Smith, pesquisadora do Council on Foreign Relations (EUA) para o Japão, chamava a atenção, na segunda-feira, para a "calma e a dignidade" com que tanto a população como o governo reagiram a um desastre "cuja intensidade não pode ser subestimada", conforme ela própria ressaltava.
De fato, chamo a atenção do leitor para uma foto eloquente, publicada na segunda-feira, na página A12 da "Folha": uma fila de pessoas serpenteava em busca de água em uma escola de Sendai, a cidade mais atingida, seguindo marcas de giz traçadas no chão. O incrível é que ninguém furava a fila, por mais improvisados que tivessem sido os riscos.
No jornal "El País" desta terça-feira, também de Sendai, os enviados especiais Georgina Higueras e José Reinoso espantavam-se com o fato "de que mal houve saques, e nenhum comerciante ou transportador aumentou os preços".
Nesta mesma Folha.com, o brasileiro Ricardo Uehara, há 16 anos no Japão, confirmava que "as pessoas esperam em filas e não ocorrem saques. Nós latinos, sempre nos queixamos de que os japoneses são frios, mas hoje compreendo que esta tranquilidade é muito útil nestes momentos."
Mais: segundo a Tokyo Electric Power, responsável pelo abastecimento energético, disse que os "apagões" que chegaram a ser previstos estão por ora descartados porque o público espontaneamente passou a poupar energia o suficiente.
Preciso lembrar que, no Brasil, após tragédias, mesmo de proporções infinitamente menores, os saques são comuns (em outros países também, é bom que se diga)? Preciso lembrar que, no Brasil, há "apagões" mesmo sem terremotos ou tsunamis?
À reação pós-catástrofe some-se a prevenção. Sheila Smith, a especialista em Japão, do CFR, lembra que a população japonesa está entre as mais bem treinadas e mais bem informadas do mundo sobre a eventualidade de fenômenos naturais.
Depois do terremoto em Kobe, faz 16 anos, a prevenção avançou ainda mais, na medida em que os currículos escolares passaram a incluir informações e treinamento para lidar com situações como a que aconteceu a partir de sexta-feira.
Além disso, os japoneses desenvolveram os chamados "edifícios inteligentes", capazes de resistir a choques como os de um terremoto violento. É bom notar que os grandes estragos foram provocados muito mais pelo tsunami do que pelo terremoto em si.
Prevenção contra tsunamis da força do que atingiu o Japão é ainda uma arte em desenvolvimento. Não funcionou na sexta-feira e talvez seja de fato impossível erguer um muro preventivo capaz de barrar ondas tão altas. Só mesmo afastando a população das costas o máximo possível, o que não é trivial, se se considerar que as cidades vão crescendo sempre, por muito baixo que seja o índice de natalidade.
O curioso é que, em meio aos elogios que se leem em toda parte a respeito do Japão, surja um político relevante para criticar o espírito de seus concidadãos. É o governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, para quem o desastre foi "uma punição dos céus", porque os japoneses se tornaram "gananciosos".
Pode ser, mas o fato é que os danos do terremoto/tsunami, mesmo que as mortes passem de 10 mil, como se começa a supor, serão infinitamente inferiores às 230 mil do grande tsunami de 2004, nas costas da Ásia.
Parece, portanto, que os "japoneses deles" são realmente dignos de estudo, especialmente para um país como o Brasil que lida tão precariamente com catástrofes de dimensões comparativamente bem mais modestas.
Clóvis Rossi
Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial daFolha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às quintas e domingos na página 2 da Folha e, aos sábados, no caderno Mundo. É autor, entre outras obras, de "Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e "O Que é Jornalismo".

domingo, 13 de março de 2011

VOCE QUER OUTRA USINA NUCLEAR AQUI NO BRASIL ???

Blog de Paulo Moreira Lima

Num artigo enviado diretamente do Japão, onde reside há anos, o brasileiro Tomi Yokohama pergunta: quem é responsavel pelo desastre nuclear ocorrido após o tsunami? Leia sua resposta:

"Desde o terremoto de ontem, as autoridades governamentais tentavam minimizar a possibilidade de um desastre nuclear na provincia de Fukushima, uma das principais atingidas pelo terremoto.

Os fatos: houve uma explosão hoje. Em se tratando de uma usina nuclear, o nome óbvio que podemos dar a isso se chama “desastre”. Em uma usina nuclear, por consequência, “desastre nuclear”.

A crise: a operadora da planta onde ocorreu a explosao, a Tokyo Eletricidade, não tem uma explicação para a explosão e diz que ainda está analisando os motivos.

Convenhamos: uma explosão em uma usina nuclear não é uma coisa que possa ocorrer. E mais do que isso, após o desastre, os responsáveis dizerem que não sabem os motivos.

A Tokyo Eletricidade é uma empresa pela qual tenho grande respeito. Trabalhei em algumas ocasiões no seu interior e conheco o alto grau de profissionalismo e seguranca que faz parte de seu dia-a-dia, mas acho que no que diz respeito a usinas nucleares, ela tomou riscos de maneira irresponsável.

Você acha que as usinas nucleares japonesas são seguras? Eu penso que não. Já houve antecedentes e agora este caso é bastante grave.

O fato de não ter explicações para uma explosão ocorrida sobre sua responsabilidade demonstra que a empresa perdeu o controle da situação.

Não estou aqui para fazer alarmismo, mas para procurar encontrar lógica em uma situação caótica, que envolve a população que vive em volta do reator.

O governo havia ordenado a evacuação em um raio de 10 Km. Agora ordenou a evacuação para um raio de 20 Km. Então, pergunto: por que 10Km, 20 Km e por que não 50Km ou mesmo 500Km?

Com base em que se decidem essas distâncias?

Nem a Tokyo Eletricidade nem o governo sabem, literalmente, o que ocorre na usina…

O centro da discussão não é a ocorrência de um desastre nuclear. Ele já ocorreu. O que estamos discutindo agora são as proporções que este desastre irá tomar e [o número] de pessoas que poderão ser afetadas por essa irresponsabilidade.

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

SÉRIE SOBRE LIXO (1) - Japão ganha com reciclagem de celulares


   

Na primeira reportagem da série sobre lixo, o correspondente Roberto Kovalick mostra a reciclagem de celulares velhos e o aproveitamento dos metais que resultam desse processo.

Nesta semana, o Jornal Nacional vai tratar de uma ameaça ambiental que não depende de acidente nenhum. Ao contrário: ela cresce no mundo todo dentro da mais absoluta normalidade. A ameaça do lixo.
Numa série de reportagens especiais, a gente vai ver como esse problema tem provocado preocupação e tentativas de solução.
Nesta segunda, o correspondente Roberto Kovalick vai mostrar o destino dos celulares velhos num país que é sinônimo de tecnologia.
Um bairro em Tóquio é o paraíso dos apaixonados por eletrônica, dos maníacos por videogame, que jogam na calçada mesmo para aproveitar que a loja ao lado oferece conexão com internet de graça. O nome é Akihabara. O apelido: a cidade elétrica.
As últimas novidades tecnológicas costumam chegar ao bairro antes de desembarcarem no resto do planeta. E os japoneses gostam de ter o último modelo. Seria natural imaginar que produzam muito lixo eletrônico e que haja desperdício.
Não é o que acontece, como descobriu um brasileiro. O telefone da namorada do estudante Hendrik Lindelauf caiu no chão e quebrou. Como fazem os japoneses, ele devolveu o telefone para a loja da operadora. “A gente descobriu a loja é foi uma boa contribuição pra ecologia”.
O aparelho é perfurado para inutilizar a memória e assim impedir o roubo dos dados do usuário.
O que é impressionante é que, para devolver os telefones, os japoneses não recebem nem um centavo, nem desconto na compra de um modelo novo. Fazem isso porque aprendem desde pequenos a reciclar.
Os telefones são levados para empresas como uma, no oeste do Japão, que pertence a uma das maiores mineradoras do país. Duas vezes por semana, a companhia recebe um caminhão lotado de caixas, enviadas pelas lojas. Lá dentro, milhares de telefones. Tudo é reaproveitado: baterias, carregadores, CDs de instalação de programas e até o papelão das caixas usadas no transporte. Também são reciclados outros equipamentos, como copiadoras.
Num único celular há uma pequena quantidade de metais, que quase não tem valor. Mas num número tão grande de aparelhos, aí já é diferente. Num dia, chegaram 50 mil celulares à empresa, uma mina de ouro e de outros metais como prata, cobre e platina.
Esses metais servem para pagar o custo da reciclagem. É um processo demorado. Primeiro, os sacos cheios de celulares são colocados numa espécie de panela de pressão gigante. Eles vão, praticamente, cozinhar a uma temperatura de 500ºC.
Doze horas depois, o que resta é um entulho negro, que vagamente lembra que foi feito a partir de telefones. O plástico é transformado num óleo combustível, usado para fazer funcionar as máquinas da fábrica.

O engenheiro explica que os metais precisam ser reciclados porque o Japão é um país pobre em recursos naturais. Metais como ouro e cobre são importados. "Quanto mais reciclarmos, menos vamos comprar de outros países", diz ele.
Aí vem a fase final. Aquele entulho negro é levado para a separação, de onde saem os tão valiosos metais.
O resultado a gente encontra em lojas de Tóquio. Tudo que é vendido é feito, em parte, com metais retirados do lixo eletrônico, como um cordão de prata com pingente folhado a ouro. Mas a prova mais valiosa de que vale a pena reciclar está numa barra com 10 quilos de ouro.
A barra vale cerca de R$ 700 mil. O diretor da mineradora explica que uma parte é feita de material reciclado. O resto saiu de minas ao redor do mundo. No ano passado, 24% do ouro produzido pela empresa vieram de aparelhos eletrônicos ou objetos folhados com metal.

A gerente da loja conta que ninguém até agora apareceu para comprar essa barra. Mas muita gente leva as menores, que custam menos. É uma forma de poupança.
As empresas de produtos eletrônicos também são clientes importantes. Usam o metal para produzir equipamentos novinhos em folha, que - daqui a algum tempo - vão seguir o mesmo caminho da reciclagem.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

MEIO-AMBIENTE - Acordo propõe legalizar a caça às baleias


   
RAFAEL GARCIA
REINALDO JOSÉ LOPES
da Reportagem Local


A próxima reunião da Comissão Internacional da Baleia (CIB) vai discutir um acordo que pode legitimar a atividade de países que capturam esses mamíferos marinhos, após 25 anos de moratória à caça comercial. Articulada pelos EUA e pela presidência da entidade, a proposta tem como alvo o Japão, nação que mais mata esses cetáceos hoje, mas alega fazê-lo com fim científico. A intenção é dar uma cota oficial de caça aos japoneses, os quais, em troca, aceitariam reduzir o número de animais mortos e se abririam à fiscalização.
"Como resultado disso, vários milhares de baleias a menos seriam mortos no período do acordo", disse ontem em comunicado o presidente da CIB, o chileno Cristián Maquieira, que defende uma vigência inicial de dez anos para as regras.
A proposta lançada mantém só oficialmente a moratória, mas dá à CIB o poder limitar a cota de caça de todos os países. A fiscalização seria feita com amostras de DNA para rastrear o destino da carne dos animais, e aborígenes continuariam podendo caçar para subsistência.
O pré-acordo, por enquanto, foi discutido só a portas fechadas por um grupo de 12 países, que inclui o Brasil, sem consenso. O debate aberto só vai ocorrer no próximo encontro dos 88 países da CIB, que começa dia 30 de maio em Marrocos.
Apesar de, na prática, permitir uma redução real no número de baleias mortas, a mera sugestão abrir margem legal à caça comercial tem recebido críticas pesadas de ambientalistas. "A proposta de acordo é muito ruim", diz José Truda Jr., que participa de um grupo de ONGs latinoamericanas que critica Maquieira. "Não é hora de recompensar o Japão institucionalizando suas capturas."
O governo do Brasil ainda não tem uma posição sobre a proposta, e deve assumi-la só depois da discussão com outros países da América Latina, que votam em bloco para ganhar peso diplomático na CIB.
"Vamos ver o que é possível ter de entendimento, mas o Brasil é muito claramente a favor da moratória e contra a caça no santuário [do oceano Austral]", diz Fábio Pitaluga, representante do país na comissão.
Hoje, o Japão anuncia unilateralmente sua cota anual de caça "científica", que supera mil baleias, a maioria delas da espécie minke do oceano Austral. A carne desses animais, porém, é vendida sem restrição em território japonês. Os outros países que praticam caça industrial são Noruega e Islândia, mas nenhum dos dois assinou a moratória de 1986.
Não está claro, porém, qual preço os países conservacionistas estão dispostos a pagar para aceitar endossar a caça japonesa. A agência de notícias Kyodo noticia que o Japão proporá reduzir sua cota máxima de baleias-minkes do oceano Austral de 935 a 440. Neste ano, o país saiu com o objetivo de arpoar pelo menos 765 animais, mas só conseguiu atingir 507, por causa das ações da ONG ambientalista Sea Shepherd.
É difícil saber quantos animais precisariam ser salvos para manter a população num nível seguro. Segundo Alexandre Zerbini, biólogo do comitê científico da CIB, o número de baleias-minkes no oceano Austral foi estimado em 700 mil no início da década de 1990, mas caiu para 300 mil nos anos 2000. Não está claro se foi pela caça. "Qualquer coisa que você puder fazer para diminuir a captura é bom", diz Zerbini sobre a tentativa de acordo.

sábado, 17 de abril de 2010

TECNOLOGIA - Japoneses trocam carros por bicicletas elétricas movidas a energia solar


Tóquio inaugurou três estacionamentos públicos com painéis solares.
Bicicleta faz 30 quilômetros com 3 horas de carga; aluguel sai a R$ 6.

Do G1, com informações do Jornal Nacional
Tóquio acaba de inaugurar três estacionamentos públicos de bicicletas carregadas por painéis solares, que também abastecem a iluminação do local. São necessárias três horas para carregar a bateria, que, ao ser instalada na bicicleta, permite uma autonomia de até 30 quilômetros. O aluguel custa o equivalente a R$ 6 por dia.

Visite o site do Jornal Nacional

Mesmo vivendo num dos maiores produtores de automóveis do mundo, muitos japoneses preferem ir para o trabalho de bicicleta. É cada vez mais comum ver homens engravatados e mulheres de salto alto pedalando em Tóquio.

Ao contrário do Japão, os chineses – com a economia em rápido crescimento – estão trocando as tradicionais bicicletas por automóveis. Cidades como Pequim enfrentam gigantescos engarrafamentos e o governo quer incentivar as pessoas a usarem bicicletas elétricas em vez de carros.

 


 

quarta-feira, 7 de abril de 2010

CONSUMIDOR/RECALL - ATENÇÃO: Nissan anuncia recall de 25 mil veículos no Japão


da France Presse, em Tóquio

A montadora japonesa Nissan anunciou nesta quarta-feira um recall para 25.024 veículos no Japão por um problema no pedal do acelerador, que já causou ao menos um acidente.
O recall envolve os modelos Cefiro, Bluebird, Sunny, Primera e Tino fabricados entre agosto de 1998 e agosto de 2002 e vendidos no território japonês.
"Todos os veículos envolvidos estão equipados com um sistema que permite pará-los mesmo com o acelerador preso", destacou o porta-voz da Nissan Mitsuru Yonekawa.
Em março, a Nissan fez um recall de 539.864 veículos, em todo o mundo, por problemas nos freios e no indicador de combustível.

 


 

sábado, 13 de março de 2010

TERREMOTO NO JAPÃO - Terremoto sacode norte do Japão

da Efe, em Tóquio

Um terremoto de 5,7 graus na escala Richter sacudiu neste sábado a região de Tohoku, no norte do Japão, sem causar danos consideráveis até o momento, informou o serviço meteorológico do Japão.
O tremor ocorreu às 21h46 locais (9h46 de Brasília) no litoral da província de Fukushima, ao norte de Tóquio, e com epicentro a uma profundeza de 80 quilômetros.
As autoridades japonesas não relataram risco de tsunami, apenas uma mudança no nível do mar.
O tremor foi classificado com intensidade 4 na escala japonesa fechada de 7 graus, que se concentra mais nas áreas afetadas que na intensidade do abalo.
O Japão fica numa das zonas sísmicas mais ativas do mundo e sofre constantemente com terremotos, mas a maioria deles não tem graves consequências.
O mais grave dos últimos anos aconteceu dia 17 de janeiro de 1995 em Kobe, no oeste do Japão, de 7,3 graus na escala Richter, e deixou mais de 6 mil mortos.

 

 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Dia Nacional do Japão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

日本国
Nippon-koku / Nihon-koku

Japão
Flag of Japan.svg
Imperial Seal of Japan.svg
Bandeira Selo Imperial
Hino nacional: 君が代
(Kimi ga Yo, Reino Imperial)
Gentílico: Japonês (a), Japonense[1];
Japônico (a)[2], Japónico (a)[2], Nipônico (a) e Nipónico (a).

Localização do 
Japão
Capital Tóquio
35°41′N 139°46′E
Língua oficial Japonês
Governo Monarquia constitucional
 - Imperador Akihito
 - Primeiro-ministro Yukio Hatoyama
Fundação Nacional 11 de fevereiro, 660 a.C. 
 - Constituição Meiji 29 de novembro de 1890 
 - Constituição do Japão 3 de maio de 1947 
 - Tratado de S. Francisco 28 de abril de 1952 
Área  
 - Total 377 873 km² (62º)
 - Água (%) 0,8
População  
 - Estimativa de 2007 127 433 494 hab. (10º)
 - Censo 2004 127 033 002
 - Densidade 337 hab./km² (30º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$4,289 809 trilhões (3º)
 - Per capita US$34.099 (18º)
Indicadores sociais
 - Gini (2002) 38,1[3]  – médio
 - IDH (2007) 0,960[4] (10º) – muito elevado[5]
 - Esper. de vida 82,6 anos (1º)
 - Mort. infantil 3,2/mil nasc. (3º)
 - Alfabetização 99,0% (19º)
Moeda Iene (¥ / 円) (JPY)
Fuso horário +9 (UTC)
Cód. ISO JPN
Cód. Internet .jp
Cód. telef. +81
Website governamental www.kantei.go.jp

Mapa do Japão

O Japão (em japonês 日本国 - ou Nihon koku), é um país insular da Ásia Oriental. Localizado no Oceano Pacífico, a leste do Mar do Japão, da República Popular da China, da Coreia do Norte, da Coreia do Sul e da Rússia, se estendendo do Mar de Okhotsk, no norte, ao Mar da China Oriental e Taiwan, ao sul. Os caracteres que compõem o nome do Japão significam "origem do sol", razão pela qual o Japão é às vezes identificado como a "Terra do Sol Nascente".
O Japão é um arquipélago de 6.852 ilhas.[6] As quatro maiores ilhas são Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku, representando em conjunto 97% da área terrestre do Japão. A maior parte das ilhas é montanhosa, com muitos vulcões como, por exemplo, o pico mais alto do Japão, o Monte Fuji. O Japão possui a nona maior população do mundo, com cerca de 128 milhões de habitantes. A Região Metropolitana de Tóquio, que inclui a capital de facto de Tóquio e várias prefeituras adjacentes, é a maior área metropolitana do mundo, com mais de 30 milhões de habitantes.
Pesquisas arqueológicas indicam que pessoas já viviam nas ilhas do Japão no período Paleolítico Superior. A primeira menção escrita do Japão começa com uma breve aparição em textos históricos chineses do século I. A influência do resto do mundo seguida por longos períodos de isolamento tem caracterizado a história do país. Desde a sua constituição em 1947, o Japão se manteve como uma monarquia constitucional unitária com um imperador e um parlamento eleito, a Dieta.
Uma grande potência econômica,[7] o Japão possui a segunda maior economia do mundo em PIB nominal e a terceira maior em poder de compra. É também o quarto maior exportador e o sexto maior importador do mundo, além de ser o único país asiático membro do G8. O país mantém uma força de segurança moderna e ampla que é utilizada para auto-defesa e para funções de manutenção da paz. O Japão possui um padrão de vida muito alto (10º maior IDH), com a maior expectativa de vida do mundo (de acordo com estimativas da ONU e da OMS) e a terceira menor taxa de mortalidade infantil.[8][9]

Índice

História


Cerâmica do período Jōmon (10.000-8.000 AC), a vasilha mais antiga do mundo, Museu Nacional de Tóquio.
A ocupação do Japão por grupos humanos remonta ao Paleolítico, portanto, a data oficialmente mais aceita para a primeira presença humana no arquipélago é de 35.000 a.C.., quando povos caçadores-coletores chegaram às ilhas vindos do continente através de istmos. As primeiras ferramentas japonesas de pedra lascada datam de 35.000 a.C., as de pedra polida datam de 30.000 a.C., as mais antigas do mundo. Ainda não se sabe por que essas ferramentas surgiram tão cedo no Japão. E foi em 1985 que mergulhadores fizeram descobertas de estruturas submersas em Yonaguni-jima, em Okinawa. Muitos historiadores, arqueólogos e cientistas foram atraídos até o sítio arqueológico, onde realizaram estudos para o cálculo da idade destes monumentos. Chegaram a conclusão que os monumentos têm mais de 11.000 anos de idade, as mais antigas do mundo. Os cientistas confirmam que esses monumentos encontrada submersa na costa do Japão é a evidência de que pode ter existido uma civilização desconhecida, anterior a Idade da Pedra. A primeira cultura cerâmica e civilização a se desenvolver no Japão foi o povo nômade Jomon[10][11] que não desenvolveu a agricultura ou criação de animais. Entre 250 a.C.e 250, a cultura nômade Yayoi a substituiu vinda de Kyushu trazendo o cultivo do arroz,[12] as ferramentas de metal e a confecção de roupas.[13]
O Japão foi unificado pela primeira vez no século IV pelo Povo Yamato [11] e logo empreendeu a conquista da península da Coréia no final do século. Nos séculos seguintes a competição por cargos no governo enfraqueceu gradativamente o domínio japonês sobre a Coréia até o século VI. Em 552, o budismo foi introduzido no país trazido da Coréia servindo como arma política contra o crescente poder dos sacerdotes.[10] Após a morte do imperador Shotoku em 622 e um período de guerras civis, o imperador Kotoku deu início a reforma Taika que criaria um Estado com poderes concentrados nas mãos do Imperador rodeado por uma burocracia à semelhança da Dinastia Tang na China. Em 710, a capital japonesa foi transferida de Asuka para Nara, réplica da capital chinesa da época, dando início a um novo período da história japonesa no qual a cultura e a tecnologia chinesa tiveram maior influência e o budismo difundiu-se com a criação de templos por parte do imperador nas principais prefeituras.[14]
Invasão Mongol em 1274 e 1281 repelido com sucesso.
Samurai japonês abordando um barco mongol em 1281.
Mais tarde a capital seria novamente transferida para Heian-kio, a moderna Quioto, e se daria o rompimento entre o imperador Kammu e os monges budistas. A partir daí se estabeleceria a escrita japonesa e uma nova literatura. É nesse período de paz que surge a classe dos samurais como guarda da corte.[10][11] Contudo as disputas surgidas entre os clãs guerreiros Taira no Kiyomori e Minamoto no Yoritomo levaram à nova guerra civil que só teve fim em 1185 com a ascensão de Minamoto. Este estabeleceria o governo do xogunato em Kamakura enquanto em Quioto a corte era mantida de forma simbólica. Novo período de paz e enriquecimento cultural e material se estabeleceu até uma nova tentativa mal sucedida de restauração da autoridade imperial feita pelo Imperador Go-Daigo.
O surgimento dos daimyo de base local, enfraqueceu o xogunato e esse enfraquecimento levou a Guerra Onin entre 1467 e 1477 entre os Kosokawa e os Yamana que deu fim ao xogunato. Sem uma autoridade central, os daimyos, agora com autoridade absoluta em seus domínios, deram início a um período de guerras que só terminaria entre 1550 e 1560 com a conquista dos demais domínios por Oda Nobunaga.[10] Foi durante o século XVI que comerciantes e missionários portugueses chegaram ao Japão pela primeira vez, dando início a um intenso período de trocas culturais e comerciais.
No Japão, os portugueses praticaram o comércio e a evangelização. Os Missionários, principalmente os Padres da Companhia de Jesus, levaram a cabo um intenso trabalho de missionação e em cerca de 100 anos de presença Portuguesa no Japão a comunidade Cristã no país chegou a ascender a cerca de um milhão de Católicos.
Toyotomi Hideyoshi deu continuidade ao governo de Nobunaga e unificou o país em 1590. Depois da morte de Hideyoshi, Tokugawa Ieyasu como regente aproveitou-se de sua posição para ganhar apoio político e militar. Quando a oposição deu início a uma guerra, ele a venceu em 1603 na Batalha de Sekigahara. Tokugawa fundou um novo xogunato com capital em Edo e expulsou os portugueses e restantes estrangeiros, dando início à perseguição dos católicos no país, tidos como subversivos, com uma política conhecida como sakoku. A perseguição aos cristãos japoneses fez parte desta política, levando esta comunidade à conversão forçada ou mesmo à morte, como é o caso dos 26 Mártires do Japão.
Grupos de portugueses, incluindo o missionário Francisco Xavier, século XVII, Japão.
Esta política deixou o país isolado por 250 anos até a chegada de navios americanos com Matthew Calbraith Perry em 31 de Março de 1854 exigindo a abertura do país ao comércio revelar o atraso do xogunato. A Guerra Boshin reestabeleceu o poder centralizado do imperador com Meiji do Japão em 1868, quando teve início um período de desenvolvimento econômico e de expansionismo ao qual se seguiram as vitórias nas guerras sino-japonesa (1894-1895) e russo-japonesa (1904-1905) e a conquista da Coréia e das ilhas de Taiwan e de Sacalina, mantendo o interesse do país sobre a Manchúria.[15]
A dificuldade de ser reconhecido como equivalente na Sociedade das Nações, o racismo, a proibição de imigração para os Estados Unidos, Austrália, Canadá, e outros países em 1924[15] e a crise econômica na década de 1920[16] e o isolamento comercial imposto por Estados Unidos levaram o Japão ao afastamento do Ocidente e o surgimento de movimentos radicais ultranacionalistas de direita.[15] Os militares utilizaram-se do assassinato do primeiro-ministro em 1932 para conquistar o poder.[16] Em 1936 o Japão aliou-se à Alemanha e mais tarde à Itália na Segunda Guerra Mundial, invadiu a Manchúria, estabelecendo o governo de Manchukuo, e atacou a base dos Estados Unidos da América em Pearl Harbor. Somente reconheceu a sua derrota na guerra após os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki e foi ocupado pelos Estados Unidos até 1952, as ilhas de Okinawa até 1972.
Depois de Hiroshima ter sido destruída, os militares japoneses continuaram afirmando que o Exército e a Marinha de Guerra imperiais eram capazes de continuar combatendo e, ao infligirem um sério dano ao adversário, poderiam assegurar ao Japão condições decentes de capitulação. Segundo cálculos do Estado maior estadunidense, para garantir a cobertura dos desembarques nas ilhas nipônicas seria preciso lançar nove bombas atômicas, no mínimo. Mas segundo se soube mais tarde, depois de destruídas Hiroshima e Nagasaki, os Estados Unidos não tinha outras bombas atômicas disponíveis, e sua fabricação levaria muito tempo. "As bombas que lançamos eram as únicas de que dispúnhamos, e a velocidade de sua fabricação era muito lenta naquele tempo", escreveria o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Stimson. No entanto, para Mick Hume, colunista do Times de Londres, o governo dos Estados Unidos tinha plena consciência de que o Japão se renderia. Relatórios da inteligência estadunidense já davam notícia de que a liderança militar japonesa estava tentando negociar uma rendição três meses antes das bombas.
Ni hon go2.png Este artigo contém texto em japonês.
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Nas três décadas seguintes, o Japão experimentou um período intenso crescimento econômico movido pela exportação de produtos de alta tecnologia até uma forte recessão na década de 1990. Atualmente a economia japonesa se volta para mercado asiático pela queda da demanda global em mais de 50%, o país também se direciona para o fortalecimento militar e o desenvolvimento de fontes energéticas renováveis.

Geografia


Imagem de satélite do território japonês.
 
O Japão é um país insular que se estende ao longo da costa leste da Ásia. O litoral marítimo do Japão é aproximadamente quatro vezes maior que o brasileiro.[17] As ilhas principais, de norte para sul, são: Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu. Além destas ilhas maiores, o Japão inclui cerca de três mil outras ilhas, parte das quais constituem as ilhas Riukyu, inclusive Okinawa, que se estendem a sudoeste de Kyushu até perto de Taiwan.
Cerca de 75% do país é montanhoso [18] com uma cordilheira no centro das ilhas principais, de forma que as pequenas planícies costeiras se tornam as áreas mais povoadas do país.[19] A montanha mais alta do Japão é o monte Fuji com 3.776 metros de altitude e seu ponto mais baixo fica no lago Hachirogata, quatro metros abaixo do nível do mar.[17] Localizado no Círculo de fogo do Pacífico há 80 vulcões ativos no país e os sismos são muito comuns, ocorrendo mil deles sensíveis por ano.[18] Os rios japoneses são curtos e de águas ligeiras. Atingem o mar pouco depois de sua nascente nas montanhas acima e formam geralmente deltas em forma de leque.[18]

Árvores Sakura (Cerejeira) no rio Asuwa, em Fukui.
Monte Fuji ao fundo com o trem-bala Shinkansen e várias árvores Sakura.
O clima japonês apresenta uma clara diferenciação entre as estações e sofre a influência de massas de ar frias vindas da Sibéria no inverno, bem como de massas de ar quentes do Pacífico no verão. Os tufões são comuns entre o fim do verão e o início do outono. O país pode ser dividido em quatro regiões climáticas: a de Hokkaido, de clima subártico, a da costa do Pacífico, temperado, a da costa do Mar do Japão, mais chuvoso, e o da região sudoeste, subtropical.[18]
As diferenças entre as estações do ano mostram-se da seguinte maneira: [20]
  • O Inverno japonês, que vai de Dezembro a Fevereiro, é seco e tem regularmente Sol. Enquanto o Centro e principalmente o Norte do Japão são frios, o Sul tem o tempo mais agradável, e a temperatura vai raramente abaixo dos 0 °C.
  • A Primavera japonesa, que vai de Março a Maio, é quando deixa de nevar, sendo que todas as paisagens ficam floridas.
  • O Verão japonês começa com três a quatro semanas de chuva, sendo este período importante para os agricultores. Depois deste período, o tempo torna-se extremamente quente.
  • O Outono japonês é muito fresco, com uma ligeira brisa e uma temperatura mais fresca depois do Verão.
O Japão pode ser subdividido em nove ecoregiões florestais que refletem o clima e a geografia das ilhas. Elas vão de florestas subtropicais nas ilhas Ryukyu e Bonin, as florestas temperadas nas regiões de clima mais ameno das principais ilhas, e florestas de coníferas nas porções frias ao norte.[21]

Demografia

 
Tóquio, capital e maior cidade do Japão.
Mais de 95% da população japonesa tem origem no arquipélago. Os japoneses são descendentes de povos jomon, yayoi e ainus que se estabeleceram no arquipélago nipônico durante milhares de anos. Os Jomons foram os primeiros a desenvolver civilização no arquipélago, o povo nômade Yayoi se estabeleceu na região Central do Japão, e os Ainus ao Norte do país.
A população do Japão é estimada em 127,4 milhões de pessoas.[22] Em geral, ela é bastante homogênea, sendo quase toda composta por japoneses, as minorias são os ainus, um povo indígena nativo do país, e os estrangeiros que vão ao país em busca de emprego.
Yokohama, a segunda maior cidade do país.
 
A expectativa média de vida no país é uma das mais elevadas do mundo, 81,25 anos,[23] mas essa população está rapidamente envelhecendo como resultado do grande número de nascimentos posterior à Segunda Guerra Mundial seguido por uma queda na taxa de nascimentos no final do século XX. Assim, em 2004, cerca de 19,5% da população tinha mais de 65 anos.[24] Em 2008 o Japão foi tido como o país com maior índice longevidade em todo o mundo; possuindo mais de 36 mil pessoas com mais de 100 anos de idade[25].
As mudanças na demografia trouxeram uma série de questões sociais, em particular um provável declínio da força de trabalho e o aumento dos custos com a seguridade social. Nota-se também que uma parcela dos jovens prefere não formar famílias quando adultos.[26] Prevê-se um declínio da população japonesa para 100 milhões até 2050 e 64 milhões em 2100.[24] Demógrafos e planejadores governamentais, no momento, debatem como lidar com este problema.[26] A imigração e o incetivo à natalidade são por vezes sugeridos como uma solução para proporcionar trabalhadores jovens que possam sustentar o envelhecimento da população.[27] A imigração, contudo, não é uma medida popular.[28]

Cidades mais populosas do Japão
Posição Cidade Prefeitura População Posição Cidade Prefeitura População Tokyo odaiba.jpg
Tóquio
YokohamaNight.jpg
Yokohama
OsakaFromOsakaCastleM0742.jpg
Osaka
1 Tóquio Tóquio 8.483.050 11 Hiroshima Hiroshima 1.159.391
2 Yokohama Kanagawa 3.579.133 12 Sendai Miyagi 1.028.214
3 Osaka Osaka 2.628.776 13 Kitakyushu Fukuoka 993.483
4 Nagoya Aichi 2.215.031 14 Chiba Chiba 924.353
5 Sapporo Hokkaidō 1.880.875 15 Setagaya Tóquio 841.399
6 Kobe Hyōgo 1.525.389 16 Sakai Osaka 835.202
7 Quioto Quioto 1.474.764 17 Niigata Niigata 811.613
8 Fukuoka Fukuoka 1.474.764 18 Hamamatsu Shizuoka 811.553
9 Kawasaki Kanagawa 1.327.009 19 Shizuoka Shizuoka 709.888
10 Saitama Saitama 1.176.269 20 Sagamihara Kanagawa 707.976
Censo 2005

Imigração e Emigração

Estrangeiros no Japão por nacionalidade em 2000.
Em 2004 o Ministério da Justiça do Japão estimou o número de estrangeiros legais em quase dois milhões sendo estes principalmente coreanos, chineses, taiwaneses, brasileiros e filipinos. As outras minorias são, peruanos, norte-americanos, ingleses, tailandeses, australianos, canadenses, indianos, iranianos, russos, entre outros.[29]
Entretanto o número real de estrangeiros é incerto devido a existência de muitos imigrantes ilegais.[30] A maioria dos brasileiros residentes no Japão são nikkei (descendentes de japoneses ou cônjuges de nipo-brasileiros) que vivem e trabalham legalmente e são conhecidos pelos japoneses como dekasseguis. O Brasil passou a receber imigrantes japoneses em 1908. A maior parte dos imigrantes chegou na década de 1930 e se fixou sobretudo em São Paulo. Hoje, a população nipo-brasileira é de quase 1,5 milhão de pessoas, formando a maior colônia de descendentes de japoneses do mundo. Muitos desses brasileiros de origem japonesa ou cônjuges têm imigrado ao Japão em busca de melhores condições de vida, formando uma comunidade de cerca de 300 mil pessoas no Japão.[31]
O primeiro grande afluxo de estrangeiros ocidentais ocorreu na década de 1980, quando o governo japonês aprovou uma política de bolsas de estudo a estudantes estrangeiros em universidades japonesas. Além disso, a economia japonesa crescia rapidamente na década de 1980, e um número considerável de ocidentais começou a chegar ao Japão. Muitos encontraram empregos como professores de inglês, mas outros foram empregados em diferentes campos profissionais, tais como as finanças, negócios e no caso dos latino-americanos na indústria. Embora alguns estrangeiros se tornem residentes permanentes ou mesmo cidadãos naturalizados, são muitas vezes percebidos como visitantes temporários. As principais preocupações dos estrangeiros são muitas vezes relacionadas ao seu estatuto legal, e uma percepção pública generalizada da atividade criminosa.

Religião

Tōdai-ji, um templo localizado em Nara.
 
As principais religiões no Japão são o Xintoísmo e o Budismo. O Xintoísmo é a religião politeísta nativa do Japão. Passou por um processo sincrético com as religiões vindas do exterior: o Taoísmo, o Confucionismo e o Budismo. Este foi introduzido no país no século VI e logo se espalhou entre as classes guerreiras. Muitos japoneses consideram-se tanto xintoístas quanto budistas, o que explica o fato de as duas religiões terem em 2003, somadas, aproximadamente 201 milhões de membros, ou seja, mais do que a população total do Japão, de cerca de 127 milhões de pessoas.[32] O Cristianismo chegou em 1549 no Japão, com São Francisco Xavier e é hoje professado por uma minoria de 0,7% dos japoneses.[22]

Política


O Japão é uma monarquia constitucional onde o poder do imperador é muito limitado. A Constituição o define como "símbolo do Estado e da unidade do povo" e ele não possui poderes relacionados ao governo. O poder, concedido por soberania popular,[33] está concentrado principalmente na figura do primeiro-ministro do Japão e de outros membros eleitos da Dieta. O imperador age como chefe de Estado em ocasiões diplomáticas. Akihito é o presente imperador do Japão e Naruhito, o próximo na linha sucessória do trono.
O órgão legislativo do Japão é a Dieta Nacional, um parlamento bicameral. A Dieta é formado pela Câmara dos Representantes, com 480 representantes eleitos por voto popular a cada quatro anos ou quando dissolvida, e pela Câmara dos Conselheiros de 242 membros com mandatos de seis anos. Todos os cidadãos com mais de 20 anos têm direito ao voto[17] e a concorrer nas eleições nacionais e locais realizadas com voto secreto.[33] O Japão tem um sistema político democrático e pluripartidário com seis grandes partidos políticos. O liberal conservador Partido Liberal Democrata (PLD) está no poder desde 1955, a não ser por um curto período de coalizão da oposição em 1993.[34] O maior partido de oposição é o liberal social Partido Democrático do Japão.
Palácio da Dieta Nacional, em Tóquio.
O primeiro-ministro do Japão é o chefe de governo. O candidato é escolhido pela Dieta de entre um de seus membros e endossado pelo imperador. O primeiro-ministro é o chefe do Gabinete, órgão executivo, e nomeia e demite ministros de Estado, a maioria dos quais deve ser membro da Dieta. O primeiro-ministro do Japão é, no momento, Yukio Hatoyama.[35]
Historicamente influenciado pelo sistema chinês, o sistema legal do Japão desenvolveu-se independentemente durante o período Edo. Entretanto, desde o final do século XIX, o sistema legal japonês tem se baseado em grande parte nos direitos civis da Europa, principalmente da França e Alemanha. Em 1896, por exemplo, o governo japonês estabeleceu um código civil baseado no modelo alemão. Com modificações do pós-Guerra, o código permanece vigente no Japão. A lei estatutária origina-se na Dieta com a aprovação do imperador. A Constituição requer que o imperador promulgue as leis aprovadas pela Dieta, sem, no entanto, conferir-lhe o poder de opôr-se a aprovação de uma lei. O sistema de tribunais do Japão é dividido em quatro esferas básicas: a Suprema Corte e três níveis de cortes inferiores.[36] O corpo principal da lei estatutária japonesa é chamado de Seis Códigos.

Relações internacionais e forças armadas

O maior parceiro militar do Japão são os Estados Unidos, tendo como fundamento de sua política externa [37] a aliança defensiva Japão-Estados Unidos. O maior parceiro comercial do Japão é a China, destino da maior parte das exportações e importações. Como membro das Nações Unidas desde 1956, o Japão serviu como membro temporário do Conselho de Segurança por um total de 18 anos, mais recentemente entre 2005 e 2006. Ele é também membro das nações G4 buscando um assento permanente no Conselho de Segurança.[38] O Japão também se destaca na política internacional por ser membro do G8, da APEC, da ASEAN+3 e participante da Cúpula do Leste da Ásia. O país é também o segundo maior doador para Assistência Oficial para o Desenvolvimento, com 0,19% do seu PNB em 2004.[39] O Japão também contribuiu com contigentes não combatentes para a Invasão do Iraque, mas posteriormente retirou suas tropas do Iraque.[40]
As despesas militares do Japão são a quarta maior do mundo, com US$ 42 bilhões orçados em 2005, o que representa apenas 1% do PIB nacional por ano. O Japão tem disputas territoriais com Rússia, China, Taiwan e Coréia do Sul. A maior parte dessas disputas envolve a presença de recursos naturais como o petróleo e fatores históricos.[41] Reivindica a soberania sobre as ilhas Etorofu, Kunashiri e Shikotan, conhecidas no Japão como "Territórios do Norte" e na Rússia como "Ilhas Curilas do Sul" ocupadas pela União Soviética em 1945 e administradas atualmente pela Rússia. Disputa as Rochas Liancourt (chamadas Takeshima ou Dokdo) com a Coreia do Sul — ocupadas por esta desde 1954 — e as ilhas inabitadas de Senkaku-shoto (Diaoyu Tai) com China e Taiwan. O Japão também enfrenta graves problemas com a Coreia do Norte acerca de seu programa de armamento nuclear e de testes de mísseis. O fortalecimento militar da China também é uma fonte de preocupação. No entanto, o governo japonês considera o desenvolvimento de robótica militar mais viável para forças armadas do país.
Modulo experimental japonês Kibo JAXA
 
A militarização do Japão é restringida pelo Artigo 9 de sua Constituição pós-guerra o qual renuncia ao direito de declarar guerra ou ao uso de força militar como meios para a resolução de disputas internacionais, ainda que o governo esteja tentando fazer uma emenda à Constituição através de um referendo.[42] As forças armadas do Japão são controladas pelo Ministério da Defesa e consistem basicamente das Forças de Autodefesa Terrestre, Marítima e Aérea. As forças armadas foram usadas recentemente em missões de paz e o envio de tropas japonesas para o Iraque marcou o primeiro uso delas desde a Segunda Guerra Mundial.[40]
No setor aeroespacial, a JAXA (sigla em inglês de Japan Aerospace Exploration Agency) é a agência espacial do Japão. A JAXA atualmente mantém diversas missões em andamento, as mais importantes são: Selene, a sonda lunar mais sofisticado colocado em órbita da Lua faz um completo mapeamento geográfico e mineral, e o Laboratório Kibo, parte do complexo da Estação Espacial Internacional.

Divisões administrativas


Ainda que tradicionalmente o Japão seja dividido em oito regiões, administrativamente o país é formado por 47 prefeituras, cada uma com um governador, um legislativo e uma burocracia administrativa. A antiga cidade de Tóquio foi dividia em 23 bairros especiais, cada um com os mesmos poderes de uma cidade.

Mapa das prefeituras e das regiões do Japão.
 
No momento o país passa por uma reestruturação administrativa que unirá entre si a maioria das cidades e povoados. Este processo reduzirá o número de regiões administrativas e de subprefeituras e espera-se que corte gastos.[43]
O Japão tem mais de dez grandes cidades que cumprem um papel importante em sua cultura, patrimônio e economia. As dez mais populosas são também capitais de províncias e foram transformadas em cidades por mandato governamental devido à sua importância:


Cidade Prefeitura População[44]
1 Tóquioa Tóquio 8 535 792
2 Yokohama Kanagawa 3 602 758
3 Osaka Osaka 2 635 420
4 Nagoya Aichi 2 223 148
5 Sapporo Hokkaido 1 888 953
6 Kobe Hyogo 1 528 687
7 Quioto Quioto 1 472 511
8 Fukuoka Fukuoka 1 414 417
9 Kawasakib Kanagawa 1 342 262
10 Saitama Saitama 1 182 744
a Os 23 bairros. Também capital do Japão.
b Apenas a cidade criada por mandato governamental.

Economia


Levando-se em conta seu produto interno bruto de 4,8 trilhões de dólares,[45] o Japão é presentemente a segunda economia mundial[45] e a terceira em relação à paridade do poder de compra[46] o que ocorre, basicamente, em decorrência da cooperação entre o governo e a indústria, de uma profunda ética do trabalho, investimentos em alta tecnologia, redução de desperdicio e reciclagem de materiais e de um orçamento relativamente baixo para a defesa. Dentre as principais atividades industriais estão a engenharia automóvel, a eletrônica, a informática, a siderurgia, a metalurgia, a construção naval e a química, com destaque para as indústrias com tecnologia de ponta nestes setores.
As exportações japonesas incluem equipamento de transporte, veículos motorizados, produtos eletroeletrônicos, maquinário industrial e produtos químicos.[47] Os principais compradores do Japão são a China, os Estados Unidos, a Coreia do Sul, Taiwan e Hong Kong (em 2005).[47] Contudo, o Japão possui reduzidos recursos naturais para sustentar o crescimento econômico e por isso depende de outros países em relação a matérias-primas. Os países que mais vendem para o Japão são a China, os Estados Unidos, o Brasil, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, a Austrália, a Coreia do Sul e a Indonésia. As principais importações do país são máquinas e equipamentos, combustíveis fósseis, produtos alimentícios (carne em particular), químicos, têxteis e matéria-prima para suas indústrias. O principal parceiro comercial do Japão é a China.[48] O maior banco do mundo está no Japão,[49] o Mitsubishi UFJ Financial Group,[50] com aproximadamente 1,7 trilhões de dólares em fundos[49] assim como o maior sistema de caderneta de poupança postal do mundo e o maior titular de poupança mundial, o Serviço Postal Japonês, detentor de títulos privados da ordem de 3,300 bilhões de dólares. Também fica no país a segunda maior bolsa de valores do mundo, a Bolsa de Valores de Tóquio, com uma capitalização de mercado de mais de 549,7 trilhões de yens em Dezembro de 2006.[51] Também é lar de algumas das maiores empresas de serviços financeiros, grupos empresariais e bancos. Por exemplo, vários keiretsus (grupos empresariais) e multinacionais como a Sony, a Sumitomo, a Mitsubishi e a Toyota têm bancos, grupos de investimento e de serviços financeiros.
Distrito de Minato Mirai 21 em Yokohama. A maior parte da economia japonesa está baseado no setor de serviços.
 
As principais atividades econômicas do Japão circulam entre as ilhas de Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu. O Japão é cortado por uma eficiente malha rodoviária e ferroviária que liga o país de norte a sul. Em 2004, havia 1.177.278 km de rodovias pavimentadas, 173 aeroportos e 23.577 km de ferrovias.[47] O transporte aéreo é em grande parte operado pela All Nippon Airways (ANA) e pela Japan Airlines (JAL). Já as ferrovias são operadas pela Japan Railways entre outras. Os aeroportos mais movimentados ficam nas regiões mais populosas do país, Kanto e Kinki. O Aeroporto Internacional de Narita, por exemplo, é o mais movimentado do país e o oitavo mais movimentado do mundo.[52] Há muitos vôos internacionais de várias cidades e países do Japão e para o país. Já o transporte portuário, apesar de fundamental para um país insular, encontra-se em baixa, desde um pico na década de 1980.[52]
Porque apenas 15% das terras japonesas são apropriadas para o cultivo,[53] o sistema de terraceamento é usado em pequenas áreas. Isto resulta em um dos mais elevados níveis de produtividade por unidade no mundo. O pequeno setor agrário do Japão, contudo, é muito subsidiado e protegido. O Japão precisa importar cerca de 50%[54] dos grãos consumidos a não ser pelo arroz, e depende de importações para seu suprimento de carne. O Japão é o segundo maior produtor de pescado do mundo por tonelada depois da China e tem uma das maiores frotas de pesqueiros do mundo que responde por quase 15% da pesca mundial.[47] O Japão depende de países estrangeiros em 80% para o seu suprimento de petróleo e alimentos como a carne bovina.[55]
Toyota Prius, um veículo elétrico híbrido. Automóveis e eletrônicos representam uma grande parte das exportações japonesas.
É líder nos campos da pesquisa científica, tecnológica, maquinária e médica. Algumas das mais importantes contribuições tecnológicas do Japão são encontrados nos campos da eletrônica, maquinaria, robótica industrial, óptica, química, semicondutores e metalurgia. O Japão é líder no mundo dos robôs industriais, sendo que mais da metade dos robôs existentes no mundo, são usados nas suas indústrias.[56]
As grandes empresas japonesas são organizadas de dois modos principais:
  • As keiretsus (ou redes verticais) são um conjunto de empresas que vivem em função de uma grande empresa especializada. As pequenas empresas são fornecedoras e prestadoras de serviços da empresa central. As maiores keiretsus giram em torno da Toyota, Toshiba, Nissan, Hitachi e Matsushita.
  • Redes horizontais ou kigyo shudan são baseadas na conexão entre grandes empresas. São consideradas herdeiras da zaibatsu. Atualmente as principais redes horizontais são: Mitsui, Mitsubishi, Sumitomo, Fuyo, Dao-Ichi Kangin e Sanwa.

Infraestrutura

Educação

Auditório Yasuda, Universidade de Tóquio.
A alfabetização no Japão remonta anterior à introdução da escrita chinesa no século VI. Inicialmente restrita às classes aristocráticas, a educação atingiu a população em geral no Período Edo, em que havia escolas específicas para a classe dos samurais, mas também escolas mistas que ensinavam escrita, leitura e aritmética. Graças a esse sistema, calcula-se que em 1868, época da Restauração Meiji, 40% da população japonesa fosse alfabetizada.[57] A divisão em escolas primárias, secundárias e universidades foi introduzida no Japão em 1871 como parte da Restauração Meiji.[58]
Desde 1947, a educação obrigatória no Japão inclui a educação infantil e o ensino fundamental, shōgakkō, o qual dura nove anos (dos seis aos 15 anos). Quase todas as crianças continuam seus estudos em um ensino secundário, chūgakkō, de três anos e, de acordo com o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia, cerca de 75,9% dos formandos do ensino secundário cursaram a universidade, a educação profissional, ou outros cursos pós-secundários em 2005.[59] O ano letivo no Japão tem início em Abril e pode ser dividido em dois ou três períodos. O currículo de cada série é determinado pelo Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia, bem como há avaliações periódicas do material escolar utilizado.[57]
A educação no Japão é muito competitiva,[60] em especial, o ingresso em instituições de ensino superior. De acordo com o Suplemento de Educação Superior do The Times, as universidades mais importantes do Japão são a Universidade de Tóquio, a Universidade de Quioto e a Universidade de Osaka.[61] No momento, a educação japonesa passa por uma reestruturação que tenta adaptá-la ao século XXI, mudando sua ênfase da disciplina e do respeito a tradição para a liberdade e a criatividade.[57]

[editar] Cultura

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Cultura do Japão
Himeji-jo, o "Castelo da Garça Branca", na cidade de Himeji.
Nos últimos séculos ela foi influenciada pela Europa e pelos Estados Unidos. Apesar dessas influências, o Japão gerou um complexo próprio de artes, técnicas artesanais (bonecas, objectos lacados, cerâmica, bonsai, origamis e outras artes com papel, o além do ikebana), espetáculos (bunraku, dança, kabuki, noh, rakugo, shibu, Yosakoi Soran) e tradições (jogos, onsen, sento, cerimónia do chá), além de uma culinária única. A cultura popular japonesa tornou-se conhecida a partir dos mangás e dos animes. Os mangás surgiram com a união entre a pintura tradicional sobre madeira e a arte Ocidental.[62] A animação e os filmes influenciados pelo mangá são chamados anime. Os consoles feitos no Japão prosperaram desde os anos 80.[63]
A música do Japão também é eclética, emprestando instrumentos, escalas e estilos de culturas vizinhas. Muitos instrumentos como o koto, foram introduzidos nos séculos IX e X. O acompanhamento do noh data do século XIV e a popular música com o shamisen do XVI. A música ocidental, introduzida em fins do século XIX, agora é parte da cultura. O Japão do pós-guerra foi muito influenciada pela música contemporânea dos Estados Unidos e da Europa, o que levou ao desenvolvimento do estilo chamado J-pop.[64] O karaokê é a prática cultural mais comum.
Os primeiros trabalhos da literatura japonesa incluem dois livros, o Kojiki e o Nihonshoki e o livro de poesia do século XVIII, Manyoshu, todos escritos com ideogramas chineses.[65] No início do Período Heian, a escrita conhecida como kana (Hiragana e Katakana) foi criada como fonograma. Durante o Período Edo a literatura tornou-se arte não só da aristocracia, mas dos chonin, a população comum. A Era Meiji viu o declínio das formas tradicionais de literatura e a crescente adoção de influências ocidentais. Natsume Soseki e Mori Ogai foram os primeiros romancistas modernos do Japão, seguidos por Ryunosuke Akutagawa, Junichiro Tanizaki, Yasunari Kawabata, Yukio Mishima e, mais recentemente, Haruki Murakami. O Japão tem dois ganhadores do Nobel de Literatura, Yasunari Kawabata (em 1968) e Kenzaburo Oe (em 1994). No cinema destaca-se o cineasta Akira Kurosawa.[66]

Esportes


Praticantes de Kendo.
Os esportes praticados no Japão variam desde os tradicionais, chamados budô, em especial o judô, o karatê, o kendo e o sumô, considerado o esporte nacional,[67][68][69] até os esportes Ocidentais tais como o basebol e o futebol, introduzidos no país após a restauração Meiji e popularizados através do sistema educacional.[70] Outros esportes populares são os esportes de inverno, como snowboard, esqui e patinação no gelo, além do golfe,[71] e do automobilismo com o Super GT e a Formula Nippon.[72] Diversos atletas japoneses, em especial do basebol e esportes olímpicos têm notoriedade internacional.
O basebol é um dos esportes com espectadores mais populares do Japão.[70] A liga profissional japonesa de basebol surgiu em 1936 e foi reformulada para o formato atual em 1950. Ela é formada hoje por doze grupos de todo o país. As competições anuais são vistas por milhões de pessoas.
Partida de Basebol no Japão, em 2007.
O futebol começou a crescer com a criação da J-League em 1991[73] e a contribuição de "Zico" no Kashima Antlers entre outros técnicos.[70] Sendo já o segundo esporte mais praticado nas escolas procura-se gerar uma cultura do futebol que garanta sua prática pela população.[74] Desde então, os clubes da liga contam com muitos atletas estrangeiros.
O Japão já foi sede de várias competições internacionais, como os Jogos Olímpicos de Inverno de 1972, os de 1998 e as Olimpíadas de 1964 em que o judô foi incluído como modalidade olímpica.[75] O histórico de participações do Japão nos Jogos Olímpicos remonta a 1912 em Estocolmo e desde 1964 o país participou de todos os eventos olímpicos, a não ser por um breve momento em 1980.[75] Em 2002, o país sediou a Copa do Mundo de Futebol em conjunto com a Coreia do Sul, chegando à fase de oitavas-de-final. Na edição seguinte, a equipe nacional que era comandada por Zico não repetiu o sucesso e foi eliminada na primeira fase da competição.

Referências

  1. ↑ Ciberdúvidas da Língua Portuguesa - Ainda sobre o nome pátrio de Mianmar (mianmarês 'versus' "mianmarense")
  2. ↑ 2,0 2,1 Portal da Língua Portuguesa - Dicionário de Gentílicos e Topónimos
  3. ↑ CIA World Factbook[Gini rankings]
  4. ↑ PNUD, [1], 05 de Outubro de 2009
  5. ↑ Ranking do IDH (em Inglês). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (18/12/2008). Página visitada em 02/01/2009.
  6. ↑ Facts and Figures of Japan 2007 01: Land. Foreign Press Center Japan. Página visitada em 2009-07-04.
  7. ↑ World Factbook; Japan. CIA (2007-03-15). Página visitada em 2007-03-27.
  8. ↑ WHO: Life expectancy in Israel among highest in the worldHaaretz, May, 2009
  9. ↑ United Nations World Population Propsects: 2006 revision – Table A.17 for 2005–2010
  10. ↑ 10,0 10,1 10,2 10,3 Grande Enciclopédia Barsa, vol. VIII. São Paulo: Barsa Planeta Internacional, 2004. pp. 280-284. ISBN 85-7518-177-7
  11. ↑ 11,0 11,1 11,2 Nihonsite. Eras. Visitado em 20 de Julho de 2007.
  12. ↑ Nihonsite. Um pouco sobre a história do Japão. Visitado em 25 de Junho de 2007.
  13. ↑ Visiting Arts. (3 de Outubro de 2006). Japan Cultural Profile. History: Prehistory. Visitado em 20 de Julho de 2007.
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