Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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domingo, 22 de janeiro de 2012

CRISE NO PMDB - Partido cobrou explicações de Bezerra por decisão de exonerar diretor

Demissão no Dnocs provoca crise no PMDB
Partido cobrou explicações do ministro da Integração por decisão de exonerar diretor

 
BRASÍLIA - O PMDB do Ceará reagiu à decisão do governo de demitir o diretor de Administração do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o cearense Albert Gradvohl, e agora vai pressionar o Palácio do Planalto para tentar reverter a situação. A demissão do diretor, revelada ontem pelo GLOBO, abriu uma crise no partido, que passou a culpar o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, do PSB. O deputado federal Danilo Forte (PMDB-CE) cobrou explicações do ministro, afirmando que Gradvohl não pode ser transformado em bode expiatório de todas as irregularidades que envolveram a pasta nas últimas semanas.
— Se o Planalto quer apurar com profundidade todas as irregularidades na Integração, lá tem denúncias de nepotismo, tráfico de influência e questionamento de aditivos das obras de transposição do Rio São Francisco. Me surpreende a virulência com que foi tratado o diretor de um órgão periférico, como resposta a todos os problemas da Integração Nacional — reagiu Danilo Fortes.
Para o deputado cearense, é preciso abrir investigação no governo das graves irregularidades envolvendo toda a cúpula do Ministério da Integração:
— É como se um paciente tivesse um câncer na cabeça, mas estão tirando o bicho de pé. Não podemos aceitar essa movimentação violenta em cima do diretor Gradvohl em detrimento de conchavos políticos para tirar o foco de servidores mais graduados. Se é para investigar, tem que investigar tudo na Integração Nacional.
A bancada federal do PMDB do Ceará — formada por cinco deputados federais e pelo senador Eunício Oliveira — vai cobrar da cúpula do partido uma posição em defesa de Gradvohl junto à Casa Civil.
Denúncias e demissão
O Palácio do Planalto avalizou na sexta-feira a demissão de Gradvohl, baseado em irregularidades apontadas na auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) nas obras do projeto de irrigação em Tabuleiro de Russas, no Ceará. A decisão será efetivada na próxima segunda-feira, em ato publicado no Diário Oficial da União. O alvo inicial da reestruturação no órgão era o diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes Neto, afilhado político do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN).
Um relatório sobre irregularidades na gestão de Fernandes Neto, divulgado pela CGU no fim de 2010, aponta todo tipo de desvios de recursos públicos em obras de combate às secas no Nordeste, principalmente dispensa de licitação e superfaturamento na compra de tubulações para a barragem de Tabuleiro de Russas, no Ceará. As suspeitas são de superfaturamento de R$ 5,9 milhões para a obra.


Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/demissao-no-dnocs-provoca-crise-no-pmdb-3730800#ixzz1kB4jP3xS
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sábado, 14 de janeiro de 2012

CRISE NA EUROPA - Com rebaixamento de europeus, otimismo do mercado deve ser reduzido

Efeito não será duradouro, porque rebaixamento já estava previsto

Por
Paulo Justus
SÃO PAULO - O rebaixamento do rating soberano da França e de outros oito países europeus pela Standard & Poor’s (S&P) deve arrefecer o otimismo moderado que predominava desde o início do ano nos mercados financeiros, sustentado pelas boas notícias sobre o desempenho da economia americana e pelas rolagens bem-sucedidas das dívidas de Espanha e Itália. Para economistas, as revisões para baixo das notas de economias centrais da Europa devem trazer de volta volatilidade aos mercados de capitais a curto prazo. Num primeiro momento, porém, terão pouco efeito sobre o desempenho da economia real. Para o Brasil, assim como as demais economias emergentes, essa volatilidade pode se traduzir em variações fortes nas bolsas e na taxa de câmbio.

— O efeito deve ser temporário, como ocorreu no rebaixamento dos Estados Unidos: houve turbulência de curto prazo, na bolsa e no dólar, mas depois reverteu. O contágio disso no investimento estrangeiro e na captação das empresas no exterior vai depender de uma ruptura — disse Silvio Campos Neto, da Tendências.  

Sinais positivos podem prevalecer, diz analista
Para Jayme Carvalho, economista e estrategista do Santander Private Banking, boa parte dos rebaixamentos anunciados ontem já estava embutida nas avaliações do mercado. Segundo ele, decisões como as da S&P reduzem o otimismo, mas não devem mudar o rumo dos mercados, que apontavam para uma recuperação desde o início do ano:

— O rebaixamento joga um pouco de água fria, mas não é suficiente para esfriar o otimismo a curto prazo.

O economista cita a divulgação dos dados do Livro Bege do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que na quinta-feira mostrou um aumento da confiança do consumidor americano. Na economia brasileira, continuou, os sinais recentes também são positivos. Segundo ele, tudo indica que o ponto mais baixo do crescimento já passou e que a criação de emprego continuará em alta.

Por esses motivos, Carvalho disse não acreditar sequer que se chegue a ter um período de volatilidade, como o que ocorreu depois do rebaixamento da dívida dos EUA. Naquela ocasião, lembrou, o mercado foi pego de surpresa pela notícia, o que não ocorreu agora, já que os investidores já estavam exigindo um prêmio maior do que o condizente com o rating pelos títulos de países como Itália e França.

— Só algo mais grave afetaria a nossa economia. Num primeiro momento, o rebaixamento mexe com o câmbio, com alguma depreciação e fuga de recursos para os EUA, mas nada muito mais grave do que isso, por enquanto — concordou Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados



Fonte Jornal O Globo http://oglobo.globo.com/economia/com-rebaixamento-de-europeus-otimismo-do-mercado-deve-ser-reduzido-3666193#ixzz1jQNTg9oq

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

CRISE - Vulcabras fecha seis fábricas na Bahia

MPT abriu investigação sobre demissões nas unidades da empresa
Bruno Villas Bôas

Maior fabricante de calçados do Brasil, a Vulcabras, donas das marcas Azaleia, Olympikus e Reebok, anunciou nesta sexta-feira que vai fechar seis fabricas na Bahia, nos municípios de Itarantim, Ibicui, Iguai, Itati, Maiquinique e Potiragua. Essas unidades contam com 1.800 funcionários.

Em abril deste ano, a empresa adquiriu uma fábrica de calçados sediada em Chennai, uma das cinco maiores cidades da Índia. Na unidade, a Vulcabras passaria a concentrar a mais intensiva parte da mão de obra de produção de tênis. Mas a empresa garante que isso não tem relação com as unidades fechadas.

Em comunicado ao mercado, a companhia afirma que a decisão foi tomada após "detalhado estudo econômico, financeiro e administrativo" e teria como objetivo reduzir custos para competir no mercado interno, especialmente com produtos importados.

Segundo a empresa, as seis unidades fechadas seriam de pequeno porte. Na nota, informa que os empregados dessas seis fábricas terão a opção de serem transferidos de forma definitva para outras 12 filiais da companhia na Bahia. E acrescenta que os funcionários que não queriam ser transferidos para outras filiais receberão “uma gratificação financeira de dois salários mínimos, além do pagamento de todas as verbas rescisórias”.

Ontem, no entanto, o Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou um inquérito para investigar demissões nas unidades da empresa em 11 municípios no interior da Bahia. A Vulcabras foi convocada a prestar esclarecimentos sobre o caso hoje na Procuradoria do Trabalho de Vitória da Conquista.

Segundo o sindicato da categoria, de novembro deste ano até ontem, a Vulcabras já teria demitido cerca de 1.500 trabalhadores. Isso representa quase 10% da força de trabalho da empresa, de 16 mil empregados, segundo o sindicato.

Sobre as demissões, a Vulcabras reconheceu que “foram desligados cerca de 1.500 colaboradores”. E justificou que as demissões teriam ocorrido em toda a indústria calçadista brasileira ao longo de 2011.

De acordo com a empresa, a produção total do estado da Bahia não será reduzida. E o complexo de Itapetinga continuará sendo a principal unidade da Vulcabras

Fonte o globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/vulcabras-fecha-seis-fabricas-na-bahia-3461488#ixzz1giwO2cHY 

CRISE - Europa já tem 23 milhões de desempregados

Taxa de desocupação nos 27 países da União Europeia atingiu 9,8% em outubro, maior patamar em 16 anos 
Fernando Duarte
Graça Magalhães-Ruether
 

Uma mulher passa por anúncio de recrutamento em Londres: número de britânciso desempregados é o mais alto desde 1994 Luke Macgregor / Reuters

LONDRES e BERLIM
— Em meio a uma de suas mais graves crises políticas, a União Europeia (UE) está em sintonia num aspecto indesejado: o desemprego. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela agência de estatísticas Eurostat, o índice de desemprego dos 27 países da UE atingiu 9,8% em outubro, o maior patamar da série histórica, iniciada em 1995. São 23 milhões sem emprego, e 2011 foi um dos piores anos na História recente para procurar emprego no continente.

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A maioria (16 milhões) está nos 17 países que compõem a zona do euro, cujo índice atingiu 10,3%, o maior desde a criação do euro, em 1999. Mas há diferenças. Enquanto Áustria, Luxemburgo e Holanda estão abaixo de 5%, a Espanha tem o impressionante índice de 22,8%. Superou até a Grécia, que registrou desemprego de 17,7% no terceiro trimestre.

Já na Alemanha o número de desempregados recuou a 2,7 milhões, com a menor taxa desde 1991: 6,4%. Mas o de subempregados cresceu, para 3,9 milhões. E os analistas mostram pessimismo para 2012, por causa da crise da dívida no bloco. Mesmo assim, o "milagrinho econômico alemão", como é chamado, é motivo de admiração. No fim dos anos 90, eram cinco milhões de desempregados.

A principal causa da queda do desemprego alemão foi a chamada "agenda 2010", criada pelo ex-chanceler Gerhard Schröder (1998-2005), e a política de arrocho salarial. Até os sindicatos ajudaram, com renúncia a aumentos salariais, o que reduziu os custos de produção e elevou o superávit comercial.

Para Heiner Flassbeck, ex-vice-ministro da Fazenda, o arrocho salarial criou um amplo subemprego e pesou na crise do euro. Isso porque a competitividade alemã deixou para trás as dos países do Sul da Europa.

— Os salários não aumentaram por cerca de dez anos, o que reduziu o consumo interno e produziu enormes superávits — disse Flassbeck, acrescentando que a Alemanha contribuiria para solucionar a crise se começasse a ter déficits.

A Alemanha ainda planeja um programa no estilo do green card americano para atrair mão de obra especializada. Segundo a ministra do Trabalho, Ursula von der Leyen, especialistas dos setores de matemática, informática, ciências naturais e técnicas de fora da UE podem ser contratados por empresas alemãs a partir de um salário de 33 mil anuais. Antes, o limite era de 66 mil anuais.

E o cenário à frente é pessimista. Relatório da consultoria Ernst & Young divulgado nesta quinta-feira prevê retração da economia no trimestre corrente e no próximo, e crescimento de apenas 0,1% em 2012, o que deve manter o desemprego no patamar atual. Não ajuda o fato de que diversos países da UE adotaram pacotes de austeridade, que incluem demissões no serviço público.

— A Europa precisa de crescimento. A atual estratégia corre mais o risco de erodir a confiança do mercado do que de reforçá-la — afirmou Simon Tilford, economista do Centro para a Reforma Europeia

Fonte O globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/europa-ja-tem-23-milhoes-de-desempregados-3457943#ixzz1ggmSrb4W





    

domingo, 4 de dezembro de 2011

OBRAS PARALIZADAS - Governo abandona transposição do São Francisco após eleição de Dilma

Reportagem do 'Estado' percorreu trechos do empreendimento que impulsionou vitória no Nordeste e constatou deterioração de obras, concreto rachado e vergalhões abandonados

Eduardo Bresciani, Estadão.com.br e Wilson Pedrosa, Enviados especiais, FLORESTA (PE)

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Wilson Pedrosa/AE
Entre Betânia e Custódia, obras estão paralisadas e placas de concreto começam a se soltar

Cenário de propaganda eleitoral da presidente Dilma Rousseff e responsável por parte de sua expressiva votação recebida no Nordeste, a transposição do Rio São Francisco foi abandonada por construtoras e o trabalho feito começa a se perder. O Estado percorreu alguns trechos da obra em Pernambuco na semana passada e encontrou estruturas de concreto estouradas e com rachaduras, vergalhões de aço abandonados e diversos trechos em que o concreto fica lado a lado com a terra seca do sertão nordestino.

O Ministério da Integração Nacional afirma que é de responsabilidade das empresas contratadas a conservação do que já foi feito e que caberá a elas refazer o que está se deteriorando. Informa ainda que vai promover novas licitações em 2012 para as chamadas obras complementares, trechos em que a pasta e as empreiteiras não conseguiram chegar a um acordo sobre preço. Segundo o ministério, as obras estão paralisadas em 6 dos 14 lotes e em um deles o serviço ainda será licitado.

Marcada por controvérsias, a obra da transposição começou a sair do papel em 2007 e, no ano seguinte, com os canteiros em pleno funcionamento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua então ministra-chefe da Casa Civil e mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) fizeram uma vistoria pela região para fazer propaganda da ação. Os dividendos eleitorais foram colhidos no ano passado por Dilma. Em Pernambuco, Estado onde começa o desvio das águas, ela obteve mais de 75% dos votos válidos no segundo turno da eleição. Nas cidades visitadas pelo Estado, onde as obras estão agora abandonadas, o desempenho foi ainda melhor. Em Floresta, a presidente obteve 86,3%; em Cabrobó e Custódia, 90,7%; e em Betânia, 95,4%.

Prometida para o final do governo Lula, a obra tem seu prazo de entrega sucessivamente adiado. A nova previsão é concluir os 220 quilômetros do eixo leste, de Floresta a Monteiro (PB), até o fim de 2014 e terminar no ano seguinte os 402 quilômetros do eixo norte, que sai de Cabrobó para levar água ao Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A obra está atualmente orçada em R$ 6,8 bilhões, 36% a mais do que a projeção inicial. Segundo o ministério, foram empenhados R$ 3,8 bilhões para a obra e pagos R$ 2,7 bilhões às construtoras.



Abandono. Durante três dias, a reportagem percorreu cerca de 100 quilômetros da extensão dos canais da obra. O abandono foi a tônica da viagem, com canteiros completamente parados. As únicas exceções foram as partes da transposição sob responsabilidade do Exército.

Em um dos trechos visitados, na divisa das cidades pernambucanas de Betânia e Custódia, cerca de 500 metros de concreto estão totalmente quebrados, com pedaços se soltando do solo. Esse trecho terá de ser refeito para a água do São Francisco passar. O padre Sebastião Gonçalves, da diocese de Floresta, foi quem encontrou o trecho destruído durante vistoria frequente que faz pelas obras. “As empresas abandonaram as obras e já começou a se perder o trabalho feito. É um desperdício inexplicável.”

A parte que aparece com as maiores avarias está no lote 10 da obra, que teve as obras iniciadas pelas construtoras Emsa e Mendes Júnior.

Segundo moradores da região, as máquinas começaram a ser retiradas desde o início do ano passado. Há cerca de dois meses, os funcionários foram demitidos, deixando os alojamentos como aspecto de cidade fantasma, onde só restam vigias e alguns funcionários administrativos.

“É uma situação caótica, está tudo parado”, reclama Manoel Joaquim da Silva, coordenador do sindicato dos agricultores familiares de Floresta e companhia constante do padre Sebastião Gonçalves no acompanhamento das obras.

A Mendes Júnior informou não participar mais do consórcio, enquanto a Emsa não enviou respostas aos questionamentos. O Ministério da Integração disse já ter sido informado das rachaduras e notificado a Emsa por meio de ofício no dia 26 de outubro. Segundo a pasta, as obras da empresa serão retomadas em janeiro de 2012.

A reportagem encontrou início de deterioração em outro lote da obra, o de número 9, também no eixo leste. Paredes de concreto começam a rachar próximo ao local onde será construído o aqueduto sobre a BR-316, também em Floresta. Em outra área, vergalhões de aço para a construção de uma ponte para o canal passar foram abandonados e parte do material já foi até roubado. O lote é de responsabilidade das construtoras Camter e Egesa. O Estado não recebeu resposta da Egesa e não conseguiu contato com a Camter.

Contraste. No eixo norte, o contraste entre as obras do Exército e o abandono por parte das empreiteiras está bem próximo. Dez quilômetros à frente de onde homens fardados seguem seu trabalho, há um canteiro abandonado do Consórcio Águas do São Francisco ainda com máquinas para a fabricação de concreto que sequer foram retiradas. Percorrendo mais dez quilômetros, encontra-se um grande vão onde as explosões foram feitas, mas o canal ainda não recebeu concreto.




    

'No Brasil nao tem crise' - Investimentos das estatais diminuem R$ 2,5 bilhões

Investimentos das estatais diminuem R$ 2,5 bilhões
Dyelle Menezes
Do Contas Abertas

Apesar de terem aumentado ritmo de investimento nos últimos meses, as empresas estatais continuam com aplicações inferiores aos dez primeiros meses de 2010. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, ontem (1), a queda foi de R$ 2,5 bilhões. Lideradas pelo Grupo Petrobrás, as estatais investiram R$ 62,3 bilhões entre janeiro e outubro de 2011, enquanto para o mesmo período do ano passado foram desembolsados R$ 64,8 bilhões, em valores correntes. Se considerados os valores constantes (atualizados pelo IGP-DI, da FGV), a queda passa para o montante de R$ 8,5 bilhões. Em relação aos recursos previstos pela Lei Orçamentária Anual (LOA), as empresas investiram 57,6% do total de R$ 108 bilhões previstos. 

O orçamento de investimentos das empresas estatais de 2011 teve a dotação aumentada em 0,6% do que havia sido estipulado pela LOA, no começo de fevereiro. Como consequência, a execução de obras e serviços passou de 369 para 389 projetos, sendo mantidas as 286 atividades. A dotação inicial teve aumento de 1,8% sobre o valor final da dotação aprovada para os investimentos das empresas estatais em 2010 e de 23,7% sobre o total realizado no mesmo ano. 

Confira aqui a tabela de investimentos das estatais




Do total desembolsado, 94% foram financiados com recursos próprios das estatais. O Grupo Petrobrás, com 28 empresas vinculadas, foi responsável por 89,6% dos investimentos realizados nos primeiros dez meses de 2011, com o montante de R$ 55,8 bilhões. Em segundo lugar ficou o Grupo Eletrobrás, com investimentos de R$ 3,1 bilhões. 

Com a criação da Secretaria de Aviação Civil, as dotações do orçamento de investimentos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), deixaram de estar vinculadas ao Ministério da Defesa, passando para a Presidência da República. Até o final de outubro, foram investidos R$ 623,8 milhões na Infraero, o maior valor desde 2006, embora correspondam a apenas 28,1% dos previstos no orçamento do exercício.

A lista das estatais engloba 73 empresas, sendo que 66 são do setor produtivo e sete do setor financeiro. Não estão computadas as entidades cujas programações constam integralmente dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, nem aquelas que não programaram investimentos.

Das empresas incluídas na programação de dispêndios, 23 apresentaram desempenho acima da média de 57,6%. Entre elas estão a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica – CGTEE (231,5%) e a Transportadora Associada de Gás S.A. – TAG (136,4%), que já ultrapassaram a dotação do ano.

Entre os órgãos, o Ministério da Defesa é o que obteve o melhor desempenho, com 69,5% da programação do ano já realizada. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento obteve o segundo melhor desempenho, aos realizar 69,5%, dos R$ 17,5 milhões previstos. O Ministério de Minas e Energia, ao qual estão vinculados 92,1% do total de investimentos de estatais, equivalente a R$ R$ 99,5 bilhões, obteve a terceira melhor execução, ao realizar 59,8% da programação atual. Os demais ministérios apresentaram atuação abaixo de 43,2% das respectivas dotações.

Dentre os 36 programas contemplados pelas empresas estatais federais, destaca-se a execução do setor petrolífero em relação aos demais. Segundo o Ministério do Planejamento, tanto pelo vulto de recursos que são destinados, quanto pelo empenho na execução por parte das empresas responsáveis. Não é a toa que o programa “Oferta de Petróleo e Gás Natural” recebeu o maior investimento, R$ 26, bilhões, cerca de 41,8% no total realizado pelas empresas estatais em todas as rubricas. 


Estatais

As empresas estatais são entidades criadas pelo poder público que integram a administração pública indireta. Sua instituição é orientada por diversos fatores, o principal é a crescente intervenção do Estado na ordem econômica mediante o emprego de meios privados para o alcance de fins públicos.

O órgão responsável pelo acompanhamento e a fiscalização das estatais é o Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (DEST). A cada três meses, é publicado o balanço orçamentário dos investimentos das estatais, com a execução bimestral. Mas não é possível acompanhar quanto as estatais movimentam em sua totalidade. Nem mesmo o Congresso Nacional acompanha a execução das estatais. Vale lembrar que apenas o orçamento de investimento das estatais passa pelo Congresso. Entretanto, todos os meses, as empresa devem preencher o PDG e enviar ao DEST, que analisa e fiscaliza os resultados

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

CRISE - American Airlines pede concordata, mas garante voos


A AMR, controladora da gigante aérea, tem patrimônio de US$ 24 bilhões e dívida de US$ 29 bilhões

REDAÇÃO ÉPOCA COM AGÊNCIA EFE

Avião da American Airlines é fotografado no aeroporto Dallas-Fort Worth, em Grapevine, no Texas (Foto: Tony Gutierrez / AP)

A AMR, empresa controladora da American Airlines, anunciou nesta terça-feira (29) seu pedido de concordata, em uma tentativa de reduzir a enorme dívida da empresa e também os custos trabalhistas que ela possui atualmente. Ao mesmo tempo, a AMR afirmou que tem dinheiro em caixa para manter as operações da gigante aérea e da American Eagle, subsidiária pertencente ao mesmo grupo.

A AMR afirmou em comunicado que declarou uma moratória no tribunal de Manhattan para reestruturar sua dívida e ganhar em competitividade. A American Airlines, com presença em mais de 50 países, faz uso do capítulo 11 da legislação americana que regula os processos de falência e permite manter as operações normais do negócio.

O aumento dos custos trabalhistas e do preço do combustível elevou a dívida da companhia aérea, que teve perdas de US$ 162 milhões no terceiro trimestre deste ano. Os ativos da companhia estão avaliados em US$ 24,7 bilhões, frente ao passivo de US$ 29,5 bilhões.

A reestruturação da American Airlines, que tem 78 mil empregados, inclui a nomeação de um novo executivo-chefe, Thomas Horton, presidente desde julho e antigo diretor financeiro. "Tenho certeza que a American emergirá mais forte como um líder mundial conhecido por sua excelência e inovação", ressaltou Horton no comunicado.

As ações da companhia aérea caíam nesta terça-feira mais de 60% nas negociações eletrônicas prévias à abertura de Wall Street



Fonte Epoca http://revistaepoca.globo.com/Negocios-e-carreira/noticia/2011/11/american-airlines-pede-concordata-mas-garante-voos.html

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

MAROLINHA II - Quase US$ 4 bilhões saíram do Brasil na semana passada, diz BC #ALERTA

Com isso, movimento parcial do mês, que estava positivo, se inverte.
Caso resultado negativo se confirme, será o primeiro desde junho.
           
Alexandro Martello Do G1, em Brasília
                    
Outubro pode ser primeiro mês com fluxo cambial negativo desde junho
Saíram do Brasil na semana passada US$ 3,96 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (3) pelo Banco Central. Com isso, o movimento parcial de outubro, que estava positivo na parcial até o dia 21 do mês passado, inverte-se e passou a ficar negativo, ou seja, com mais saída do que ingresso de recursos no país.
No acumulado de outubro, até a última sexta-feira (28), os números mostram que houve uma retirada de US$ 105 milhões da economia brasileira. Se confirmado o fluxo negativo para o mês de outubro fechado, restando a contabilização apenas do último dia útil do período (31 de outubro), será o primeiro mês com resultado negativo desde junho (saída de US$ 2,55 bilhões do Brasil).
A retirada de recursos da economia brasileira acontece em um momento de aumento das tensões nos mercados internacionais. Geralmente, quando há turbulências externas, os investidores costumam retirar recursos do Brasil, e de outros mercados emergentes, para cobrir a necessidade por fluxo de caixa, ou em busca por aplicações consideradas menos arriscadas, como os títulos dos Estados Unidos.
Contas financeira e comercial
De acordo com a autoridade monetária, cerca de US$ 1,6 bilhão saiu do Brasil na semana passada pela conta financeira – que inclui os investimentos estrangeiros diretos e os recursos para aplicações financeiras, além das remessas de lucros e dividendos e empréstimos tomados no exterior, entre outros.
Ao mesmo tempo, porém, houve a retirada de US$ 2,34 bilhões no país, na última semana, pela chamada conta comercial - na qual são fechados os contratos de câmbio para operações de exportação e importação.
Parcial do ano
Já na parcial deste ano, até 28 de outubro, de US$ 68,19 bilhões entraram no Brasil, o representa um crescimento de cerca de 180% acima do ingresso registrado em todo o ano de 2010, no valor de US$ 24,35 bilhões.
A entrada de dólares, na parcial de 2011, já é a segunda maior da história, mesmo sem o ano ter acabado, ficando abaixo apenas de 2007. Em todo aquele ano, US$ 87,45 bilhões ingressaram na economia brasileira.
Impacto na cotação do dólar
A retirada de recursos no país que foi registrada na parcial de outubro, segundo analistas, teoricamente favorece a subida do dólar. Isso porque, com menos dólares no mercado, seu preço tenderia a ficar maior.
Após registrar forte alta em setembro, os dados mostram que está havendo um recuo da cotação do dólar em outubro. No final do mês passado, a moeda norte-americana estava cotado a R$ 1,85. Na segunda-feira passada, fim de setembro, fechou cotada a R$ 1,70.
Para o economista da NGO Corretora, Sidnei Moura Nehme, especialista no mercado de câmbio, porém, o dólar não tem fundamentos para que sofra "exacerbação" (alta) decorrente da crise europeia.
"No nosso entender, o entorno de R$ 1,70 é o ponto de equilíbrio do preço no cenário atual, com flutuação até R$ 1,75 quando ocorrem pressão mais acentuada de demanda", avaliou ele.
Entretanto, acrescentou que o preço da moeda norte-americana tende, em seu ponto de vista, a ser mais "pressionada do final do ano em diante, quando vislumbramos performance menos benigna do fluxo cambial para o Brasil"

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Jogos Olímpicos de Atenas/2004 e a atual crise na Grécia


Gasto olímpico grego ilustra a perda de controle das finançasPor VITOR PAOLOZZI*
Valor Econômico 29/06/2011

A realização das Olimpíadas de 2004 foi determinante para a crise da Grécia? Quando se imagina que hoje cada cidadão grego tem uma parcela de aproximadamente US$ 45 mil na dívida do país, é quase inevitável especular o quanto que os gastos desenfreados para viabilizar os Jogos de Atenas ajudaram para cavar o buraco atual. E, apesar de a resposta para a pergunta inicial ser não, um exame da aventura olímpica dos gregos serve para ilustrar por que hoje o país está à porta da União Europeia e do FMI com o pires na mão.

O roteiro percorrido de 1997, quando a cidade foi escolhida como sede, até 2004 traz pelo menos duas semelhanças com a organização dos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro e, ao que tudo indica, com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016: explosão no orçamento inicial e atrasos nas obras. Até hoje, sete anos após o término dos Jogos de Atenas, não existe um consenso sobre qual foi o valor total gasto.

Em 1997, autoridades gregas e o Comitê Olímpico Internacional estimaram um custo de aproximadamente US$ 1,5 bilhão. No final de 2004, o então ministro das Finanças da Grécia, George Alogoskoufis, disse que a conta bateu em US$ 11,9 bilhões. Em entrevista ao “The Times” londrino em 2009, um ex-integrante do governo, falando anonimamente, disse que o custo foi superior a US$ 17 bilhões. Mas, com a falta de transparência sobre os gastos, há quem estime que o país torrou 20, 25 ou até 30 bilhões de euros.
“No fim, os Jogos não são uma causa fundamental para a dívida grega. Mas talvez o país não devesse ter aceitado fazê-los, porque houve um gasto significativo de dinheiro”, diz ao Valor Spyros Economides, professor da London School of Economics.
Victor Matheson, professor de economia na College of the Holy Cross, em Worcester (EUA), e autor de vários estudos sobre o impacto econômico de grandes eventos esportivos, julga que “as Olimpíadas certamente são um reflexo dos problemas que o país como um todo enfrenta”.
“Neste momento, a dívida da Grécia em proporção ao PIB é de aproximadamente 110%. As Olimpíadas acrescentaram cerca de cinco pontos percentuais nisso. Assim, em termos de tamanho total, os Jogos são uma pequena parte do problema. Contudo, eles levaram a gastos perdulários que não foram pagos e que talvez tenham reiniciado o hábito da Grécia de gastar em excesso”, diz.

Para Jason Manolopoulos, autor do livro “Greece’s Odious Debt”, recém-publicado nos Estados Unidos e no Reino Unido, as Olimpíadas são “apenas mais um exemplo de má administração, corrupção, clientelismo e pensamento de curto prazo.”
No ano passado, o ex-ministro dos Transportes Tassos Mantelis admitiu em depoimento ao Parlamento grego ter recebido propina de US$ 120 mil em 1998 da Siemens. A empresa alemã é suspeita de subornar autoridades gregas para vencer concorrências para equipamentos de segurança empregados na vigilância dos Jogos.
Segundo a revista alemã “Der Spiegel”, também a operadora de ferrovias Deutsche Bahn possivelmente recorreu a subornos para ganhar a concorrência de um contrato do metrô de Atenas.

Além da corrupção, os Jogos também forneceram exemplos de ineficiência, má administração e planejamento falho. Houve atrasos nas obras, o que obrigou gastos extras para terminá-las em tempo. E, hoje, várias das instalações construídas para abrigar as competições estão abandonadas. O pior, no entanto, é que as despesas continuam correndo. No ano passado, a imprensa grega revelou que a agência criada para administrar a Vila Olímpica vem aumentando desde 2006 o seu número de funcionários, contratando profissionais como designers gráficos, especialistas em comunicação e psicólogos.

Após a amarga experiência olímpica grega, Manolopoulos e Economides apontam algumas lições para o Brasil. “Um projeto de infraestrutura, como o do metrô, vale mais do que uma cobertura luxuosa para um estádio”, diz Manolopoulos. “O principal é manter os custos tão baixos quanto possível, e não ser extravagante, fazendo construções que serão inúteis. Creio que está ficando cada vez mais difícil justificar para um contribuinte porque se deve promover esses Jogos se eles vão custar uma soma fenomenal de dinheiro”, completa Economides.
*Vitor Paolozzi é jornalista

    Fonte Valor Economico Valor Econômico, publicado em 29/06/2011 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CRISE MUNDIAL - Fundo de resgate da Europa pedirá recursos ao Japão(???)

Diretor da Linha Europeia de Estabilidade Financeira vai a Tóquio, após China se mostrar cautelosa   
        
Dow Jones / Agência Estado
 
PEQUIM - O diretor da Linha Europeia de Estabilidade Financeira (EFSF), Klaus Regling, irá ao Japão, após a China ter se mostrado cautelosa em comprar bônus europeus até que os líderes da Europa forneçam mais detalhes sobre seu plano para salvar a zona do euro. O Japão sempre se mostrou receptivo à compra dos bônus europeus e o ministro das Finanças japonês, Jun Azumi, disse na semana passada que seu país está pronto para comprar mais.

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Na quinta-feira, líderes europeus chegaram a um acordo para reduzir a dívida da Grécia em 50% e expandir o poder de fogo da EFSF em quatro ou cinco vezes, o que faria com que a EFSF provesse garantias para uma soma ao redor de 1 trilhão de euros (US$ 1,4 trilhão). Os líderes da União Europeia (UE) querem que essa soma, em parte, seja fornecida com dinheiro dos países que possuem muita reserva estrangeira em caixa, como a China e o Japão
"Uma Europa estável é algo do interesse do nosso país. A partir deste ponto de vista, tomaremos as medidas necessárias de um modo oportuno", disse Azumi, quando questionado em sessão parlamentar no Japão sobre uma possível contribuição japonesa ao resgate europeu. Mas ele não deu detalhes sobre o que e nem quanto essa contribuição japonesa envolveria, informou o Wall Street Journal.
O Japão já comprou 20% dos bônus emitidos pela EFSF nas linhas já existentes. Regling disse que a China é uma compradora regular dos bônus, mas não disse quanto. Outros países asiáticos, com exceção do Japão, compraram outros 20% dos bônus da ESFS, criada em maio do ano passado para combater a crise da dívida soberana europeia.
Regling não quis comentar neste domingo detalhes das suas reuniões em Pequim com funcionários do Ministério das Finanças da China ou do Banco do Povo da China, o banco central chinês. Ele disse apenas que as reuniões foram "produtivas" e "simpáticas".
Um comentário publicado neste domingo na agência estatal de notícias Xinhua alertou que embora a China tenha expressado boa vontade em cooperar em uma parceria "benéfica a todos", os europeus devem se preparar para fazer concessões. "E importante que no encontro europeu (do G-20, que começa em Cannes na quinta-feira), os líderes da Europa levem em conta as vozes das economias emergentes, cuja notável contribuição à recuperação da economia mundial merece melhor compreensão e tratamento recíproco". As informações são da Dow Jones.
 

CRISE CHEGOU - Varejo reduz encomendas para o Natal

Corte nos pedidos de eletrodomésticos e eletroeletrônicos varia entre 5% e 10%
Márcia De Chiara, de O Estado de S. Paulo
          
SÃO PAULO - Depois de adiar os pedidos em setembro, o varejo agora reduz as encomendas para o Natal. O corte nos volumes de televisores, aparelhos de áudio e vídeo, máquinas de lavar, geladeiras e eletroportáteis varia entre 5% e 10%. A mudança nas expectativas de vendas para o fim de ano ocorreu após a forte desaceleração do comércio varejista depois do Dia da Criança.
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 O tom do fim do ano mudou e já se cogita até a possibilidade de que as vendas de dezembro empatem com as de 2010. A queda no rendimento médio real do trabalhador de 1,8% em setembro ante agosto, a primeira desde abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), explica parte da revisão das expectativas dos lojistas.
Mas o resultado de outubro do indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF)da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio - SP), que será divulgado hoje, traduz em números o mau humor do consumidor já captado pelos varejistas. Em outubro, o ICF caiu 3,5% na comparação com setembro.

Foi a primeira retração em quatro meses de um indicador que varia de zero a 200 pontos. Nessa escala, abaixo de 100 o indicador é considerado negativo e acima de 100, positivo.
Em outubro, o ICF ficou em 135 pontos e foi influenciado pela perspectiva do emprego e da renda atual. Os dois quesitos tiveram desempenho negativo entre os cerca de 2.200 consumidores da cidade de São Paulo ouvidos pela pesquisa.
A perspectiva para o emprego caiu 9,9% em outubro na comparação com setembro, puxada para baixo especialmente pelas famílias que ganham menos de dez salários mínimos (-11,2%). O quesito renda atual também caiu 6% em outubro na comparação com setembro.
"Essa é a fotografia de um momento desagradável, que reuniu alta da inflação, do câmbio e do IPI para veículos importados", observa o assessor econômico da Fecomércio-SP, Fábio Pina. Ele acredita que os resultados estão na direção correta, isto é, apontam para a desaceleração do varejo, mas pondera que a magnitude pode ser exagerada.
Dia da Criança. De toda forma, os números da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) confirmam a forte perda de fôlego do comércio após o Dia da Criança. Na primeira quinzena de outubro, as consultas para vendas à vista e a prazo cresciam 3,5% em relação a igual período de 2010.
Já a taxa de aumento anual de outubro até o dia 26 é bem menor, de 0,8%. A perspectiva é que o mês feche com variação próxima de zero, prevê o economista da Associação Comercial, Emílio Alfieri.
Como as vendas enfraqueceram muito na segunda quinzena de outubro, a perspectiva para o Natal é incerta, diz Alfieri, que não descarta o empate. A última estimativa era de crescimento de até 5% sobre o ano passado. Se a previsão de empate se confirmar, ele ressalta que o resultado não será ruim porque o Natal de 2010 foi o melhor dos últimos dez anos.

domingo, 2 de outubro de 2011

EUA - Americanos cansaram de pagar as estripulias financeiras. 700 em cana

Manifestantes bloquearam a tradicional Ponte do Brooklyn, em Manhattan.
Também houve protestos em Boston contra a 'cobiça' de Wall Street.
Do G1, com agências internacionais

Mais de 700 manifestantes foram detidos no sábado em Nova York e Boston em protestos contra o sistema financeiro dos EUA, segundo balanços divulgados neste domingo (2).

Em Nova York, 700 pessoas foram detidas depois que bloquearam durante duas horas a Ponte do Brooklyn, no sul de Manhattan, em meio aos protestos iniciados há duas semanas contra o sistema financeiro e as práticas de Wall Street.

Algumas pessoas já foram liberadas, mas os ativistas mais radicais podem ser indiciados, informou a polícia.

Manifestantes algemados após invasão da Ponte do Brooklyn neste sábado (1º) (Foto: Reuters)

Os manifestantes, que desde 7 de setembro tentam "ocupar" Wall Street em protesto contra a corrupção, a cobiça e os cortes no orçamento do governo federal, cortaram uma via da tradicional Ponte do Brooklyn, perto da Bolsa de Nova York.

A mobilização começou à na Liberty Plaza, perto de Wall Street e onde os manifestantes estão reunidos há 15 dias.
A convocação para "ocupar Wall Street" foi feita pelo movimento anarquista Adbusters e por vários grupos de esquerda pela internet.

 Em Boston, 24 pessoas foram detidas durante um protesto pacífico diante de um prédio do Bank of America.


Nove homens e 15 mulheres foram formalmente acusados de invasão.
Policiais impedem passagem de protesto na ponte Brooklyn, em Nova York (Foto: Jessica Rinaldi/Reuters)

 Fonte G1 http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/10/mais-de-700-sao-detidos-em-atos-contra-sistema-financeiro-nos-eua.html

quarta-feira, 14 de abril de 2010

CRISE EMOCIONAL - Adriano termina noivado com Joana Machado, que se diz surpresa


Imperador não diz o motivo, mas confirma a separação. 'Imperatriz' tem convite para posar nua, hipótese que teria irritado o jogador

Rodrigo Benchimol Rio de Janeiro
Editoria de Arte/GLOBOESPORTE.COM

Imperador e Joana: novo fim em um relacionamento repleto de idas e vindas

As dores lombares passaram a ser um mero detalhe para Adriano. Na saída do treino desta terça-feira, na Gávea, o atacante disse que terminou o noivado com Joana Machado, sua grande paixão. Pivô da confusão na Favela da Chatuba, no mês passado, a 'Imperatriz' tem convite para posar nua para uma revista masculina. Segundo a coluna Gente Boa, do jornal 'O Globo', Adriano teria dito a Joana que iria se separar caso ela aceitasse o convite para as fotos sensuais. O Imperador não quis dizer se foi este o motivo da separação.

- Realmente não estamos mais juntos, mas foi tudo tranquilo, numa boa - limitou-se a dizer o jogador.

Joana não esperava a reação de Adriano.

- Não estou sabendo de nada. Para mim está sendo uma supresa. Nem sabia que eu tinha terminado - disse a personal trainer ao Ego.

Apesar do fim do relacionamento, o jogador chegou ao Flamengo sorridente, meia hora antes do horário marcado para o início do trabalho (15h30m). Um cenário até certo ponto surpreendente, dado o drama em que se transformou a última briga do casal. Na madrugada do dia 5 de março, Joana flagrou Adriano e outros jogadores rubro-negros em uma noitada na Favela da Chatuba. Enfurecida, a personal trainer discutiu com o jogador, quebrou carros, e deixou o atacante fora dos jogos contra Resende e Caracas.


Rodrigo Benchimol/GLOBOESPORTE.COM

Apesar da crise no amor, Adriano mostrou desenvoltura no treino físico desta terça-feira, na Gávea

Desta vez, no entanto, não há expectativa de nova viagem de Adriano para a Região dos Lagos, local em que o atacante esfriou a cabeça naquela ocasião. Antes do treino desta terça,acompanhado do primo Rafael, o jogador fez um rápido lanche em um dos bares do clube e caminhou tranquilamente por uma deserta Gávea, sem aparentar depressão. Adriano foi um dos primeiros a trocar de roupa e logo depois deu início a um trabalho físico. Após 20 minutos, o grupo de jogadores iniciou um trabalho técnico em campo reduzido. O Imperador mostrou boa movimentação e ensaiou alguns toques de efeito.

No total, o atacante treinou por aproximadamente uma hora e meia, entre atividades físicas e técnicas. A expectativa é que o jogador volte ao time na final da Taça Rio, domingo, às 16h, contra o Botafogo.

 


 

terça-feira, 16 de março de 2010

CRISE/DESEMPREGO - Shell vai demitir mais mil funcionários até o fim de 2011


A gigante do petróleo anglo-holandesa Royal Dutch Shell anunciou nesta terça-feira que suprimirá outros mil postos de trabalho até o fim de 2011, o que equivale a 1% dos empregos da empresa, além dos mil cortes que já havia anunciado para 2010.
O grupo explicou durante a apresentação anual de sua estratégia que pretende demitir 2 mil pessoas até o fim do próximo ano.
AFP

 


 

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Lula recua e tenta conter crise

deu no O Globo

Para atender a militares, presidente manda alterar expressão no decreto da Comissão da Verdade

De Gerson Camarotti:

Para tentar encerrar a crise deflagrada no governo com o lançamento do novo Programa Nacional dos Direitos Humanos, que trata dos mais variados temas e defende aprovação de 27 novas leis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve determinar uma alteração no texto do decreto que previa a criação da Comissão Nacional da Verdade para investigar atos cometidos durante a ditadura militar.

Atendendo a pedido do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e dos comandantes militares, a frase que justificava a criação da comissão deve ser mudada. A versão original diz que a comissão vai apurar violações de direitos humanos "praticadas no contexto da repressão política". Na nova versão, entrará a expressão "praticadas no contexto de conflitos políticos".

No jargão das Forças Armadas, a mudança de expressão significa que a Comissão da Verdade investigará não só militares, mas também militantes da esquerda armada durante a ditadura. Antes de anunciar a decisão, Lula informou a auxiliares, na primeira reunião de coordenação política do ano, que conversará com os ministros Paulo Vannuchi (Secretaria de Direitos Humanos) e Jobim. A conversa deve ocorrer até amanhã. Lula deseja uma solução negociada, sem traumas. Segundo integrantes do governo, ele determinara a Vannuchi a substituição da expressão antes de ir a Copenhague, em dezembro.

Lula também ordenará mudanças no trecho sobre aborto. Não se falou na reunião, porém, em alteração de outros pontos polêmicos: a criação de um grupo para discutir com o Congresso iniciativas propondo a revogação de leis remanescentes da ditadura e que tenham sustentado violações — ponto interpretado pelos militares como brecha para rever a Lei da Anistia — e a mudança nos critérios de concessão de rádios e TVs.

Lula teria pedido a mudança do texto sobre a Comissão da Verdade durante uma escala de voo que fez em Natal, no dia 15 de dezembro, depois de ter sido alertado por Jobim. Lula acionou seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, para falar com Vannuchi, mas este alegou que o texto já estava na gráfica e não dava mais para fazer a alteração.

O episódio foi confirmado ao GLOBO pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que conversou com Vannuchi semana passada. Mas, apesar da alegação de Vannuchi, o governo ainda poderia ter mudado o decreto, que só foi editado em 21 de dezembro. O texto acabou sendo publicado sem alteração, e os comandantes das Forças Armadas reagiram com um pedido de demissão coletiva.





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