Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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domingo, 1 de abril de 2012

TENTATIVA DE FRAUDE - Rufolo e Bello Rio tentaram fraudar concorrência do BC


Empresas do Rio tentaram fraudar concorrência do BC
Rufolo e Bello Rio, flagradas oferecendo propina, apresentaram propostas quase idênticas e documentos assinados pela mesma pessoa

Gabriel Castro

As empresas Rufolo e Bello Rio se tornaram nacionalmente famosas por causa da didática reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, mostrando o pagamento de propina em contratos da área da saúde no Rio de Janeiro. Representantes das companhias foram filmados negociando taxas de corrupção e tentando fraudar licitações. Uma das manobras incluía acertos entre empresas concorrentes, que dividiam os ganhos com os contratos obtidos. Pois as digitais do bando ultrapassaram os limites do Rio de Janeiro. É o que mostrar

Em outubro, o Banco Central abriu concorrência para escolher uma empresa responsável pelo serviço de limpeza do órgão. A escolhida exerceria a função por pelo menos doze meses. A Rufolo e a Bello Rio entraram na disputa. E as propostas das duas companhias fluminenses têm curiosas semelhanças. Ambas foram apresentadas no mesmo dia, com apenas dez minutos de diferença. Os documentos contêm planilhas praticamente iguais. E os valores iniciais são estranhamente próximos: a Rufolo ofereceu o serviço pelo preço mensal de 348.637 reais. A Bello Rio, por 348.649 reais. Depois, durante o pregão, as empresas entregaram outras propostas, também com valores semelhantes: o menor valor pelos doze meses ficou em 3.728.066 reais na oferta da Rufolo e em 3.729.000 na da Bello Rio.

Mas não é isso o que mais chama a atenção: os documentos apresentados pela Rufolo e pela Bello Rio simplesmente foram assinados pela mesma pessoa: Eduardo da Silva Azevedo. Ele é identificado como representante comercial tanto de uma quanto de outra empresa, o que descumpe as regras do pregão. Também foi Eduardo quem elaborou as propostas das empresas que, em tese, eram concorrentes.

Veja abaixo os documentos apresentados pelas empresas para participar da licitação:






Resposta - O Banco Central afirma que, nos pregões eletrônicos, apenas a documentação da proposta de menor valor é analisada. Dessa forma, a ilegalidade cometida pela Rufolo e pela Bello Rio não chegou a ser detectada. Faria sentido se não fosse por um detalhe: graças à desclassificação de concorrentes, tanto a Rufolo quanto a Bello Rio tiveram os documentos checados.

O pregoeiro Gilberto Cassar da Silva chegou a constatar a intrigante semelhança entre as propostas: "Em análise constante às fls. 573/574 do processo nº 1101517156, a assessoria técnica concluiu que as planilhas da Bello Rio têm uma abertura semelhante às da Rufolo, sendo utilizados semelhantes modelos de planilhas", alegou. Isso, entretanto, não foi considerado motivo suficiente para a eliminação das concorrentes. Ambas foram retiradas porque o pregoeiro Gilberto Cassar da Silva considerou inviáveis os valores propostos pelas companhias para realizar o serviço.

As empresas fluminenses não responderam às tentativas de contato do site de VEJA. O processo de seleção feito pelo Banco Central se encerrou no mês passado. No fim das contas, uma terceira companhia, a Lincons, acabou vencendo a licitação, e não há indícios de que a empresa tenha sido beneficiada por um acerto de preços com outros concorrentes. Mas a grosseira fraude promovida pelas empresas do Rio de Janeiro prova a ousadia do bando.

Fonte Veja

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

SUSPEITA DE SOBREPREÇO - Banco Central na mira

Deu no Ancelmo.com 

'Causa desconforto o gasto do Banco Central com a ampliação de seu novo prédio, em construção na Região do Porto do Rio. O projeto inicial, para três andares, foi licitado em R$ 72 milhões. Para erguer mais quatro, o governo deverá gastar mais R$ 40 milhões, valor superior aos 25% do limite legal para aditivos em licitações '

 Segue...Além disso, o BC prevê gastar na reforma de seu prédio na Avenida Presidente Vargas outros R$ 45 milhões.

Fonte Anselmo.com http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2012/02/24/bc-na-mira-433272.asp

sábado, 17 de dezembro de 2011

ROMBO NO PANAMERICANO - Personagens de uma História muito mal contada


 
História mal contada

Quanto mais se mexe no caso do Banco PanAmericano, mais sinistro ele fica


por Consuelo Dieguez

 
Durante quarenta anos, Luiz Sebastião Sandoval trabalhou para o Grupo Silvio Santos, 28 dos quais na presidência da holding que controlava as empresas do apresentador e dono do SBT. Entre os negócios que comandava, estava o Banco PanAmericano, responsável pelo melancólico fim de sua carreira de executivo. Com um modesto patrimônio de 1,6 bilhão de reais, o banco de Silvio Santos protagonizou, no ano passado, o maior escândalo financeiro da década.

Em setembro de 2010, o Banco Central descobriu uma fraude de 2,5 bilhões de reais engendrada por seus executivos – a conta subiu para 4,3 bilhões após novos cálculos feitos pelo Fundo Garantidor de Créditos dos bancos. Criado para socorrer instituições em dificuldades, o fundo colocou dinheiro no PanAmericano para evitar sua quebra. O caso foi parar na Polícia Federal, que indiciou Sandoval e todos os executivos do banco. O inquérito beira as 2 mil páginas e será encaminhado à Justiça, que decidirá se condena ou não os envolvidos.

Sandoval é um homem franzino de calva acentuada e 67 anos. Numa tarde nublada, sentou-se num sofá na sala de sua cobertura, em São Paulo, com vista para o vale do Anhangabaú. Munido de caneta e papel, desenhou o organograma do grupo para tentar demonstrar que sua responsabilidade na fraude, ao contrário da avaliação feita pelo Banco Central e pela Polícia Federal, é nenhuma.

“Eu ficava no controle da holding. Recebia os relatórios das auditorias feitas no PanAmericano que indicavam que o banco estava em perfeita saúde financeira. Como eu poderia imaginar que os executivos tinham montado uma fraude sem tamanho?”, defendeu-se. Deu um gole no café, outro na água e continuou. “É inadmissível que a Deloitte, que era paga para averiguar as contas da instituição, não tenha visto esse rombo gigantesco.”

Para complicar ainda mais a história, o governo está metido até a alma na confusão. Em janeiro de 2009, os executivos do PanAmericano, além de Luiz Sandoval e do próprio Silvio Santos, convenceram o governo de que seria um ótimo negócio para a Caixa Econômica Federal ficar dona de 49% do capital montante pela bagatela de 739,2 milhões de reais. Na negociação, ficou estabelecido que, mesmo despejando essa dinheirama na instituição, a Caixa não participaria da sua operação, o que é totalmente fora dos padrões. Teria direito apenas a participar do conselho de administração, cuja função é dizer sim ou não para as decisões dos executivos. Ainda assim, a operação contou com o aval entusiasmado do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que considerou a compra uma ótima oportunidade para o governo ampliar sua participação no mercado financeiro. Foi o ministro, garantiu Sandoval, quem bateu o martelo para que a Caixa fechasse o negócio. 
oncretizada a venda, Sandoval levou Silvio Santos no dia 13 de setembro de 2010 até o prédio da diretoria da Caixa, em São Paulo, para que ele conhecesse a presidente e o vice da instituição, seus futuros parceiros. Junto com eles deveria estar Rafael Palladino, presidente do PanAmericano. Como o executivo não apareceu, Sandoval lhe telefonou. Ouviu uma voz tensa do outro lado da linha. “Não posso ir. Estamos com um problema. Venha para cá assim que puder.” Silvio Santos amenizou a ausência de Palladino, fazendo-lhe elogios rasgados. “Eu não conseguia entender essa admiração do Silvio por ele. O Palladino sempre foi um patife”, disse Sandoval. Quer dizer: Silvio Santos botou um patife à frente do seu banco.

Sandoval rumou ao PanAmericano após a reunião e encontrou Palladino com os cabelos despenteados. “Ele tem mania de desarrumar os cabelos quando fica nervoso”, contou. Ao vê-lo, Palladino disse que estavam com um problema com o Banco Central. “Descobriram um erro contábil de 2,5 bilhões de reais”, revelou. Sandoval arregalou os olhos ao relembrar a história. “Erro? Isso não é erro. Isso quer dizer que temos um rombo maior que o patrimônio do banco.” Mandou então que viessem os outros executivos.

O primeiro a chegar foi o diretor-financeiro, Wilson de Aro. Sandoval pediu explicações e ouviu do executivo que a responsabilidade era dele, De Aro. Ele montara a fraude ao não registrar no balanço do banco as vendas das carteiras de crédito para outras instituições financeiras. Assim, o PanAmericano demonstrava ter muito mais créditos a receber do que na realidade teria. Com isso, registrava lucros fictícios, mas que resultavam em pagamento de bônus generosos para seus executivos, dos quais também se beneficiavam Sandoval e Silvio Santos.

Sandoval disse que reagiu afirmando não acreditar na versão de Wilson de Aro. “Nada no banco era feito sem o conhecimento do Rafael”, assegurou. Ainda que De Aro tenha assumido a culpa, é contra Palladino que Sandoval despejou sua ira. “Ele é tão cafajeste que colocou para trabalhar com ele a maluca da filha do Silvio Santos – aquela que foi sequestrada e saiu elogiando o sequestrador.” E retificou: “Trabalhar, não, porque ela só ia às reuniões. Ele a colocou lá para fazer média com o Silvio.”

Depois, o apresentador decidiu empregar em suas empresas as quatro filhas que teve no segundo casamento. “O Silvio me pediu para colocar as filhas no grupo e prepará-las para substituí-lo. Mas como? Ele mesmo admite que elas são muito despreparadas e inexperientes.” Segundo Sandoval, a falta de tino das herdeiras para os negócios, aliada ao escândalo do PanAmericano, levou Silvio Santos a tomar a decisão de se desfazer de várias de suas empresas – inclusive o Baú da Felicidade, a mais identificada com ele.



história do PanAmericano ficou ainda mais esquisita depois que a Polícia Federal, ao analisar os computadores dos executivos do banco, descobriu que eles tinham uma relação íntima com integrantes do PT. Trocaram e-mails com Luiz Gushiken, ex-ministro da Comunicação Social no governo Lula, nos quais discutiram estratégias para a instituição. Gushiken exigiu, por exemplo, que não se fechasse qualquer negócio para a compra de horários no SBTsem sua participação. Descobriram também que o banco foi grande doador de dinheiro para campanhas políticas do PT. Só para a campanha de Lula em 2006, foram 500 mil reais. E, durante a campanha eleitoral, o SBT de Silvio Santos fez uma cobertura pró-Dilma no seu noticiário.
A entrada do banco BTGPactual no negócio tornou o caso mais nebuloso. Após assumir a dívida de 2,5 bilhões de reais, Silvio Santos foi surpreendido com a nova conta apresentada pelo Fundo Garantidor, afirmando que o rombo real era quase duas vezes maior. O apresentador disse que não tinha condições de arcar com aquele rombo. O governo mandou-o entregar o banco em troca das dívidas – e içou o BTGPactual como sócio. O que surpreende foram as facilidades concedidas ao comprador. O BTGPactual, de André Esteves – também com histórico de doações para campanhas do PT –, ficou com 51% das ações do banco por módicos 450 milhões de reais, a serem pagos até 2028.
Os ex-executivos do PanAmericano tampouco se saíram mal. Com a distribuição dos lucros e dividendos fictícios, Wilson de Aro, Rafael Palladino e o diretor jurídico compraram imóveis luxuosos. O de Palladino é uma cobertura de 6 milhões de reais. Para não ficar tão ostensivo, vendeu a Ferrari vermelha na qual circulava até bem pouco tempo atrás. Quando soube do rombo, Silvio Santos fez uma única pergunta a Sandoval: “Eu fui roubado?” A resposta foi sim. Depois, na Polícia Federal, Silvio culpou seu ex-pupilo, Palladino, de tudo: “Ele era o cabeça do negócio.”

Sandoval também garante ter sido enganado pelos ex-executivos do banco. E diz que a Caixa não ficou atrás. Advogado por formação, ele só não entendeu por que, ao tomar conhecimento do rombo, a Caixa não desfez o negócio. “A instituição podia alegar que fora enganada. Qualquer juiz lhe daria ganho de causa.”
O que ninguém acredita é que Silvio Santos não sabia de nada.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ROMBO NO PANAMERICANO - BC viu sinal de fraude, mas aprovou venda do Panamericano para a Caixa

Com autorização, Caixa teria depositado a última parcela do pagamento do negócio, no valor de R$ 232 milhões
David Friedlander, Fausto Macedo e Leandro Modé, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO -


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O Banco Central (BC) já tinha indícios de irregularidades no Panamericano quando aprovou a venda de parte do banco para a Caixa Econômica Federal, em julho de 2010. Com a autorização, a Caixa pôde depositar a segunda e última parcela do pagamento do negócio, no valor de R$ 232 milhões, segundo depoimento do vice-presidente de Finanças do banco, Márcio Percival, à Polícia Federal. O BC diz que a autorização final só foi dada em novembro daquele ano.

Documentos internos do BC anexados aos processos que apuram as fraudes de R$ 4,3 bilhões no então banco de Silvio Santos mostram que os técnicos da instituição começaram a desconfiar do Panamericano em maio. Em julho, os inspetores investigavam uma diferença de R$ 3,9 bilhões na contabilização de carteiras de crédito cedidas para outras instituições financeiras. Foi justamente nesse tipo de operação que se concentraram as fraudes que quebraram o banco.

Para aprofundar as investigações, ainda em julho, o BC enviou pedidos de informações para os nove bancos com os quais o Panamericano tinha mais operações de venda de carteiras de crédito. O objetivo era checar os números fornecidos pelo Panamericano. Mesmo assim, no dia 19 daquele mês, o BC aprovou, por ofício, a venda de 49% do capital social do banco para a Caixa. A publicação no Diário Oficial da União, no entanto, só veio em novembro.

Seis dias depois, em 26 de julho, a Caixa depositou o último pagamento pelo negócio, na conta da Silvio Santos Participações Ltda., no banco Bradesco. A operação, no valor total de R$ 739 milhões, tinha sido fechada em dezembro do ano anterior.

Em depoimento à Polícia Federal, o vice da Caixa, Márcio Percival, que esteve à frente das negociações pelo banco do governo, disse que a "segunda parcela foi paga por cheque à Silvio Santos Participações, após a aprovação da venda pelo Banco Central, em julho de 2010, por meio de ofício". Ainda segundo ele, "a aprovação foi publicada no Diário Oficial só em novembro de 2010".
Procurada, a Caixa informou que só " recebeu a informação da existência de problemas na contabilidade do Panamericano somente em setembro de 2010".

Escândalo. Em setembro de 2010, o BC concluiu as investigações e confirmou que havia um rombo, então estimado em R$ 2,5 bilhões. No início daquele mês, comunicou os problemas a Silvio Santos. O empresário tomou um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Em novembro, o escândalo veio a público, quando o Panamericano destituiu toda a antiga diretoria, substituindo os executivos por profissionais indicados pela Caixa. Em janeiro, descobriu-se que o rombo era ainda maior. Feitas todas as contas, chegou-se a R$ 4,3 bilhões.


Fonte Estadao http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,bc-viu-sinal-de-fraude-mas-aprovou-venda-do-panamericano-para-a-caixa,93250,0.htm

terça-feira, 22 de novembro de 2011

ROMBO NO PANAMERICANO - À PF, Caixa diz que rombo do Panamericano foi 'surpresa'

Segundo depoimento de diretor da Caixa à PF, não houve pressão política do governo federal para a compra da instituição


Banco PanAmericano: Caixa alegou desconhecer situação do banco (Claudio Gatti)
À imprensa, a Caixa Econômica Federal tem evitado comentários sobre a compra de metade do Panamericano 10 meses antes de o Banco Central (BC) descobrir um buraco de 4,3 bilhões de reais na instituição que pertencia a Silvio Santos. Mas, à Polícia Federal, a Caixa falou. O vice-presidente de Finanças do banco, Márcio Percival, disse à PF que o rombo foi uma "grande surpresa" e garantiu que não houve pressão política do governo federal para a compra do Panamericano.
As informações estão em depoimento concedido pelo executivo na sede da PF em São Paulo no dia 16 de setembro. Em resposta a um pedido de entrevista da reportagem, a Caixa informou, por meio de uma nota, que "reitera sua convicção na capacidade de o Banco Panamericano obter retornos financeiros e competitivos por meio da geração de sinergia entre as duas instituições".
Além de ocupar a vice-presidência de Finanças da Caixa, Percival é presidente da CaixaPar, braço do banco público que comandou o processo que resultou na compra de 49% do capital social do Panamericano por R$ 739,3 milhões.
No depoimento aos policiais, Percival também negou ser amigo de Rafael Palladino, que dirigia o Panamericano antes de as fraudes serem descobertas pelo BC. No mercado financeiro, a impressão era diferente. Chamava a atenção de muitos especialistas a proximidade do relacionamento entre os dois.

Segundo Percival, a Caixa e as empresas contratadas para avaliar o Panamericano não detectaram que o banco tinha o rombo contábil superior a 4 bilhões de reais. O executivo disse ainda que a Caixa contratou o Banco Fator para fazer essa análise. Segundo Percival, o Fator recontratou outras duas empresas (não especificadas) para ajudar na tarefa.

Percival afirmou aos policiais que a revelação das fraudes contábeis "foi uma grande surpresa, pois o banco tinha todos os balanços semestrais aprovados pelo Banco Central". Ele disse também que a decisão de compra do Panamericano foi "estritamente empresarial, baseada em avaliação técnica e que deveria sustentar o crescimento da Caixa para os próximos anos".
O executivo garantiu que não houve nenhuma pressão política do governo federal para a compra do Panamericano e disse desconhecer se algum agente público recebeu vantagem indevida para influir na decisão.
"Não" do Banco do Brasil. A aquisição da Caixa foi anunciada ao mercado no dia 1.º de dezembro de 2009. Pouco mais de um ano antes, o Panamericano teve a maioria de suas carteiras de crédito rechaçadas pelo Banco do Brasil, que também é controlado pelo governo federal.
Na ocasião, o Panamericano sofria com os efeitos da crise internacional e tentava obter dinheiro no mercado por meio da venda dessas carteiras de empréstimos. O Estado apurou que executivos do BB consideraram sofrível a qualidade das carteiras oferecidas.

Documentos do processo obtidos pela reportagem revelam ainda que ex-executivos do Panamericano cogitavam, em trocas de e-mails, oferecer a instituição ao BB caso a negociação com a Caixa fracassasse.
No depoimento à Polícia Federal, Percival contou que foi procurado por Rafael Palladino e Luiz Sebastião Sandoval (que presidia o Grupo Silvio Santos) em setembro de 2008. Na época, segundo Percival, os dois disseram que tinham interesse em vender parte do Panamericano.
Em 15 de setembro de 2008, a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers fez explodir a crise internacional, cujos efeitos são sentidos até hoje.

 (Com Agência Estado)


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

MAROLINHA II - Quase US$ 4 bilhões saíram do Brasil na semana passada, diz BC #ALERTA

Com isso, movimento parcial do mês, que estava positivo, se inverte.
Caso resultado negativo se confirme, será o primeiro desde junho.
           
Alexandro Martello Do G1, em Brasília
                    
Outubro pode ser primeiro mês com fluxo cambial negativo desde junho
Saíram do Brasil na semana passada US$ 3,96 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (3) pelo Banco Central. Com isso, o movimento parcial de outubro, que estava positivo na parcial até o dia 21 do mês passado, inverte-se e passou a ficar negativo, ou seja, com mais saída do que ingresso de recursos no país.
No acumulado de outubro, até a última sexta-feira (28), os números mostram que houve uma retirada de US$ 105 milhões da economia brasileira. Se confirmado o fluxo negativo para o mês de outubro fechado, restando a contabilização apenas do último dia útil do período (31 de outubro), será o primeiro mês com resultado negativo desde junho (saída de US$ 2,55 bilhões do Brasil).
A retirada de recursos da economia brasileira acontece em um momento de aumento das tensões nos mercados internacionais. Geralmente, quando há turbulências externas, os investidores costumam retirar recursos do Brasil, e de outros mercados emergentes, para cobrir a necessidade por fluxo de caixa, ou em busca por aplicações consideradas menos arriscadas, como os títulos dos Estados Unidos.
Contas financeira e comercial
De acordo com a autoridade monetária, cerca de US$ 1,6 bilhão saiu do Brasil na semana passada pela conta financeira – que inclui os investimentos estrangeiros diretos e os recursos para aplicações financeiras, além das remessas de lucros e dividendos e empréstimos tomados no exterior, entre outros.
Ao mesmo tempo, porém, houve a retirada de US$ 2,34 bilhões no país, na última semana, pela chamada conta comercial - na qual são fechados os contratos de câmbio para operações de exportação e importação.
Parcial do ano
Já na parcial deste ano, até 28 de outubro, de US$ 68,19 bilhões entraram no Brasil, o representa um crescimento de cerca de 180% acima do ingresso registrado em todo o ano de 2010, no valor de US$ 24,35 bilhões.
A entrada de dólares, na parcial de 2011, já é a segunda maior da história, mesmo sem o ano ter acabado, ficando abaixo apenas de 2007. Em todo aquele ano, US$ 87,45 bilhões ingressaram na economia brasileira.
Impacto na cotação do dólar
A retirada de recursos no país que foi registrada na parcial de outubro, segundo analistas, teoricamente favorece a subida do dólar. Isso porque, com menos dólares no mercado, seu preço tenderia a ficar maior.
Após registrar forte alta em setembro, os dados mostram que está havendo um recuo da cotação do dólar em outubro. No final do mês passado, a moeda norte-americana estava cotado a R$ 1,85. Na segunda-feira passada, fim de setembro, fechou cotada a R$ 1,70.
Para o economista da NGO Corretora, Sidnei Moura Nehme, especialista no mercado de câmbio, porém, o dólar não tem fundamentos para que sofra "exacerbação" (alta) decorrente da crise europeia.
"No nosso entender, o entorno de R$ 1,70 é o ponto de equilíbrio do preço no cenário atual, com flutuação até R$ 1,75 quando ocorrem pressão mais acentuada de demanda", avaliou ele.
Entretanto, acrescentou que o preço da moeda norte-americana tende, em seu ponto de vista, a ser mais "pressionada do final do ano em diante, quando vislumbramos performance menos benigna do fluxo cambial para o Brasil"

FARRA DOS BANCOS - Margem de lucro dos bancos representa maior parte do spread bancário

Agência Brasil

A margem de lucro dos bancos continuou a representar a maior parte do spread bancário, diferença entre o custo de captação de recursos e a taxa cobrada dos clientes nos empréstimos. Segundo o Relatório de Economia Bancária, divulgado nesta quinta-feira (3/11) pelo Banco Central (BC), a chamada Margem Bruta, Erros e Omissões correspondeu a 54,62% do spread prefixado em 2010.

Os dados do BC mostram que houve crescimento da participação do lucro no spread. Em 2009, esse percentual chegou a 49,91%. Ao serem descontados os impostos diretos, a margem líquida ficou em 32,73%, no ano passado, contra 29,94% em 2009.

A participação da inadimplência na composição do spread caiu de 2009 (30,59%) para 2010 (28,74%). O custo administrativo passou de 14,25%, em 2009, para 12,56% no ano passado.

Os depósitos compulsórios (recursos que os bancos são obrigados a depositar no BC) mais os subsídios cruzados (gerados pelo direcionamento obrigatório de parte dos depósitos à vista e de poupança para crédito rural e crédito habitacional), os custos com o Fundo Garantidor de Crédito e encargos fiscais chegaram a 4,08%, no ano passado, contra 5,26% em 2009.

De acordo com os dados do BC, o spread passou de 29,81 pontos percentuais, em 2009, para 27,87 pontos percentuais em 2010. O BC também informou que os bancos públicos registraram spread de 21,11 pontos percentuais, no ano passado, contra 34,22 pontos percentuais em 2009. Nos bancos privados, houve alta de 27,97, em 2009, para 30,51 pontos percentuais em 2010

Fonte Correio Brasiliense http://t.co/sdCofaHD

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

FARRA COM O DINHEIRO PUBLICO - Caixa cogita injetar mais R$ 340 mi no 'quebrado' Panamericano

Divulgação



Sem alarde, a Caixa Econômica Federal analisa a hipótese de injetar mais R$ 340 milhões no banco Panamericano.

Somados aos R$ 739,27 milhões gastos em 2009, quando a Caixa virou sócia do banco, o total de verbas públicas aplicadas no negócio roçaria R$ 1,8 bilhão.

O blog apurou que o pedido de novo aporte da Caixa representa apenas parte da necessidade financeira do PanAmericano, que soma cerca de R$ 600 milhões.

Confirmando-se a liberação dos R$ 340 milhões da Caixa, o restante viria do outro sócio da ex-casa bancária de Silvio Santos, o BTG Pactual.

Em plano de negócios submetido aos sócios, o Panamericano alega que opera com patrimônio abaixo do nível de referência exigido pelo Banco Central.

Daí o pedido de recapitalização. Acompanham o desenrolar da transação o próprio Banco Central e o Ministério da Fazenda.

O repórter enviou à Caixa, por escrito, um pedido de manifestação sobre a intenção de destinar ao Panamericano mais R$ 340 milhões.

A resposta veio pelo telefone. A Caixa não negou a cifra. Absteve-se, porém, de comentar a operação.

Alegou-se que o Panamericano prepara para o início de novembro a divulgação dos seus resultados. E daí?

Segundo a Caixa, uma regra da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) impõe aos sócios do banco um “período de silêncio”.

A novidade chega em momento politicamente inoportuno. Um instante em que a Polícia Federal ajusta o rumo de suas investigações sobre fraudes no Panamericano.

Apura-se um rombo contábil de R$ 4,3 bilhões. No curso do inquérito interceptaram-se e-mails que acrescentaram ao caso uma variável política.

Além das suspeitas antigas, investiga-se agora se o Panamericano, à época em que ainda pertencia a Silvio Santos, serviu-se da ajuda de políticos para obter socorro oficial.

Há dez dias, a Folha revelou que, entre os e-mails obtidos pela PF, estão mensagens de Luiz Gushiken, ex-ministro de Lula.

Revelam contatos com Rafael Palladino, ex-presidente do Panamericano. Coisa de 2009, ano em que a Caixa foi empurrada para dentro da sociedade tóxica.

A Caixa entrou no negócio sob a alegação de que o Panamericano, com forte penetração nas classes C e D, interessava à instituição estatal.

Um ano depois do investimento de R$ 739,27 milhões, descobriu-se que o Panamericano carregava em seu balanço rombo de R$ 2,5 bilhões.

Apuração do Banco Central verificou que o banco vendia carteiras de crédito a outras instituições e não lançava as operações em sua contabilidade.

Para evitar uma intervenção do BC, providenciou-se um aporte de R$ 2,5 bilhões do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Trata-se de um fundo de direito privado, criado em 2009 para proteger os depositantes do risco de quebra de bancos.

O FGC é formado com recursos recolhidos dos próprios bancos, que repassam os custos aos correntistas. Dinheiro privado, portanto.

Súbito, descobriu-se que o rombo do Panamericano era maior. O FGC teve de fazer novo aporte, dessa vez de R$ 1,5 bilhão.

O Banco Central, presidido à época por Henrique Meirelles, viu-se compelido a exigir a saída do Grupo Silvio Santos do negócio.

No final de janeiro de 2011, o BTG Pactual comprou por R$ 450 milhões a parte de Silvio Santos, que deixou de ser o controlador do Panamericano.

O BTG Pactual passou a controlar 37,64% do capital do banco. E Caixa se manteve no negócio com os 36,56% que adquirira em 2009.

Silvio Santos teve liberados os bens que dera em garantia pelos empréstimos recebidos do FGC. Não recebeu nenhum tostão.

Os R$ 450 milhões foram pagos pelo BTG Pactual ao Fundo Garantidor de Crédito, na forma de títulos com vencimento em até 20 anos.

Alegou-se que, nesse prazo, os papéis se valorizariam, alcançando a cifra de R$ 3,8 bilhões –próxima dos R$ 4 bilhões desembolsados pelo FGC.

De novo: até aí, lidava-se com verba privada. Agora, em pleno alvorecer da gestão Dilma Rousseff, surge o risco de novo aporte da Caixa. Verba pública.

Os primeiros R$ 739,27 milhões investidos pela Caixa no Panamericano não resultaram, por ora, num mísero centavo de lucro para a instituição estatal.

Uma pergunta emerge com naturalidade fulminante: por que diabos a Caixa deveria elevar para R$ 1,8 bilhão a participação do contribuinte na encrenca?


 Fonte Blog do Josias / Folha Uol http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2011-10-23_2011-10-29.html#2011_10-28_05_32_56-10045644-27

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Marcos Valério é condenado por enganar Banco Central

Justiça Federal decidiu que empresário, acusado de viabilizar o mensalão, prestou informações falsas sobre a SMPB

Denise Motta, iG Minas Gerais | 14/09/2011 15:35


Foto: OBrito News Ampliar


Marcos Valério
Acusado de ser o operador do mensalão, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza foi condenado a seis anos de prisão por prestar informações falsas e sonegar informações, induzindo o Banco Central a erro em análise do capital de sua empresa, a empresa de publicidade SMPB.

Seu sócio na empresa, o empresário Cristiano Paz, também foi condenado pela 4ª Vara da Justiça Federal de Minas Gerais, com uma pena mais branda, de quatro anos e oito meses. Os dois podem recorrer da sentença em liberdade.

Para justificar empréstimos financeiros do Banco Rural à empresa SMPB, de acordo com informações da justiça, Valério apresentou documentos de que o capital social de sua empresa passou de R$ 150 mil para R$ 4 milhões no final da década de 1990.

As informações foram analisadas pelo Banco Central e, conforme a justiça sentenciou, foram consideradas falsas. Valério e seu sócio, além de dirigentes do Banco Rural, também foram denunciados por envolvimento no mensalão. De acordo com denúncia da Procuradoria Geral da República, o mensalão teria sido um esquema irregular de pagamento a parlamentares no Congresso, ocorrido durante a primeira gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O advogado de Valério, Marcelo Leonardo, disse ao iG que já recorreu da decisão. Ele afirma ver um equívoco na sentença, pois o magistrado da 4ª Vara Federal de Minas Gerais, Leonardo Augusto de Almeida Aguiar, cita a lei 7.942 para justificar a condenação. Segundo o advogado, esta lei só pode ser aplicada a administradores de instituições financeiras, o que não se enquadra no perfil de seu cliente. “Tanto para Valério e para o Cristiano a fixação da pena foi alta para evitar prescrição. Ele (Marcos Valério) não prestou informações diretamente ao Banco Central, quem prestou foi o banco. A informação era verdadeira na data em que foi prestada. O capital social de uma empresa pode mudar e entendemos que não houve informação falsa”.

 Fonte IG http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/marcos-valerio-e-condenado-por-enganar-banco-central/n1597210295670.html

segunda-feira, 25 de abril de 2011

FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO - A farra da iluminação dos prédios públicos



A reportagem da Agência Radioweb fez uma ronda durante quatro sábados entre os dias 19 de fevereiro ate 12 de Março de 2011, sempre após as 21:00 horas e constatou andares inteiros acesos em 06 prédios públicos federais em São Paulo.

Os prédios analisados foram os da Justiça Federal, Fórum Trabalhista, Caixa Econômica Federal, Tribunal Regional Federal, Tribunal Regional do Trabalho e Banco Central.

Fizemos contato com todos os prédios envolvidos nesta pesquisa para saber a razão das luzes estarem acesas nas noites de sábado. As assessorias de impressa responderam através de notas oficiais: a Caixa Econômica Federal esclareceu que o plano de segurança da unidade conta com o monitoramento e vigilância 24 horas, sendo assim é necessário o ambiente estar iluminado.

A assessoria de impressa do TRT, que também cuida do Fórum Trabalhista Rui Barbosa, nos informou que é possível que houvessem servidores trabalhando no horário da pesquisa, sempre após as 21 horas de sábado.

A assessoria ainda informou que os seguranças desligam as luzes quando elas estão acesas desnecessariamente e que ainda possuem uma campanha para economia de energia.

A Justiça Federal e o TRF afirmaram que é freqüente a permanência de juízes neste período e o Banco Central declarou que está fazendo uma revitalização do prédio e que ela é feita no período da noite.

Maria Inês Dulce coordenadora Institucional da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) afirmou que prédios públicos e privados têm que dar exemplo à população.

terça-feira, 12 de abril de 2011

FARRA DOS BANCOS - Bancos lucraram R$ 30 bilhões no segundo semestre de 2010, diz BC



BRASÍLIA - Os bancos brasileiros são capazes de resistir a choques econômicos sem comprometer seu capital, concluiu o Banco Central (BC), conforme o Relatório de Estabilidade Financeira, publicação semestral divulgada nesta segunda-feira.

De acordo com o documento, o lucro semestral do setor alcançou R$ 30 bilhões de junho a dezembro do ano passado, com crescimento de R$ 4,7 bilhões sobre os seis primeiros meses de 2010 (R$ 25,2 bilhões). A queda no desemprego e o aumento da renda teriam proporcionado aos bancos condições para ampliar o lucro, que superou, pela primeira vez, o patamar registrado antes da crise financeira internacional, que se tornou mais grave em setembro de 2008.

No documento, que se refere ao segundo semestre do ano passado, o BC afirma que, mesmo em cenários extremos de deterioração econômica, o sistema financeiro nacional não sofreria com a explosão da inadimplência, nem com a queda na qualidade do capital. De acordo com o documento, o Índice de Basileia, indicador usado para medir a segurança dos bancos, se manteria acima do valor mínimo aceitável.



O Índice de Basileia mede o capital que os bancos mantêm retidos em relação ao valor emprestado. Pelos padrões internacionais, para cada R$ 100 emprestados, o banco precisa manter pelo menos R$ 11 imobilizados. Os testes de estresse mostraram que, mesmo no pior cenário pesquisado pelo BC, o índice ficaria superior a 11%.

O relatório também concluiu que os bancos brasileiros conseguirão enfrentar as medidas de contenção do crédito sem necessidade de mudança na estratégia de negócios. Embora anunciadas em dezembro do ano passado, essas medidas só entraram em vigor neste mês.

Para segurar a expansão do crédito, o BC elevou o capital mínimo que os bancos precisam ter em caixa para operar determinadas modalidades de operações de crédito. A autoridade monetária também reduziu o limite para captação de depósitos com garantias especiais.

Em relação à expansão do crédito no ano passado, a autoridade monetária avaliou que o sistema apresentou rentabilidade satisfatória e a solvência permaneceu robusta. Segundo o BC, isso ocorreu porque o aumento do risco de inadimplência, proporcionado pelo maior volume de crédito, foi compensado pela incorporação de lucros, o que manteve a suficiência e a qualidade da base de capital.

Segundo o BC, o cenário para a economia brasileira continuou positivo no ano passado, apesar das dificuldades nos países desenvolvidos. Nesse período, afirma o relatório, os bancos captaram recursos suficientes para continuar a financiar a expansão das carteiras e, ao mesmo tempo, manter estoques elevados de ativos líquidos.

quinta-feira, 31 de março de 2011

CPI DAS ARMAS - aprova quebra de sigilo de 23 policiais



A CPI das Armas, instaurada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, aprovou nesta quinta-feira a quebra de sigilo fiscal de 23 policiais acusados de formação de quadrilha armada e tráfico de armas pela Operação Guilhotina. Todos tiveram a prisão preventiva decretada. Entre eles está o ex-subchefe da Polícia Civil Carlos Oliveira.

O grupo foi indiciado pela Polícia Federal com base em denúncia do Ministério Público Estadual, com as prisões preventivas decretadas pela 32ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado. As informações sobre as movimentações bancárias dos acusados serão solicitadas à Receita Federal e ao Banco Central. A CPI vai analisar ainda a possibilidade de quebra de sigilo de mais nomes envolvidos na operação, assim como de seus parentes e amigos.

Na segunda-feira, um dos denunciados na Operação Guilhotina, o delegado Carlos Oliveira, prestou depoimento à Comissão. Ele acusou a PF de ter agido em represália por ser testemunha em inquérito do Ministério Público Federal que apura acusação justamente contra a PF do Rio de inoperância no enfrentamento do tráfico de armas. O delegado cumpre prisão em Bangu 8.

Segundo a assessoria do deputado e relator do caso, Marcelo Freixo (PSol), Oliveira admitiu relação de amizade, além de vínculo profissional, com um dos acusados na Operação Guilhotina e ligado, inclusive por laços de família, com a milícia no controle da favela de Ramos, no complexo da Maré.

Para Freixo, não cabe à CPI opinar sobre a culpa ou inocência de Oliveira, mas colher informações que possam contribuir para o avanço da investigação parlamentar de como funciona o tráfico de armas no Rio.

CPI das armas
A CPI das armas foi instaurada no dia 14 de março para investigar suspeitos tráfico de armas no Estado. Marcelo Freixo (PSol) foi aprovado como presidente, Wagner Montes (PDT) para a relatoria e Zaqueu Teixeira (PT) para a vice-presidência. Os demais integrantes da comissão são os deputados Flávio Bolsonaro (PP) e Luiz Paulo (PSDB). À época, Freixo disse esperar que a CPI das armas alcance a mesma repercussão da CPI das milícias, instaurada em 2008, que indiciou mais de 200 pessoas por envolvimento com grupos criminosos.

Operação Guilhotina
Os trabalhos da PF começaram após vazamento de informação na operação Paralelo 22, cujo principal objetivo era prender o traficante conhecido como Rupinol, que atuava na favela da Rocinha ao lado do traficante Nem. A partir daí, duas investigações paralelas foram iniciadas, uma da Corregedoria Geral Unificada da Secretaria de Segurança do Rio e outra da Superintendência da PF no Estado. A troca de informações entre os serviços de inteligência das duas instituições, segundo a PF, culminou na operação.

Ela foi deflagrada pela PF na manhã do dia 11, com o apoio de 200 agentes da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) e do Ministério Público Estadual (MP-RJ). Os agentes prenderam mais de 30 suspeitos.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ROMBO NO PANAMERICANO - Auditoria diz que Auditoria, falhou


Relatório afirma que procedimentos adotados pela Deloitte não eram adequados nem suficientes para detectar a fraude   
David Friedlander e Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - As investigações do Banco Central (BC) sobre o rombo bilionário do Panamericano apontaram falhas no trabalho da Deloitte, a empresa que auditava o banco. Documentos do BC, aos quais o ‘Estado’ teve acesso, afirmam que a Deloitte não teria adotado "procedimentos adequados e suficientes de auditoria que permitissem detectar grave irregularidade contábil praticada de forma sistemática e contínua" pelo Panamericano.
Em razão dessas supostas falhas, segundo os técnicos do BC, a Deloitte "emitiu parecer sem ressalvas referente às demonstrações financeiras de 30/06/2010". Com isso, chancelou como real e confiável uma peça que depois se revelou fraudulenta - o BC descobriu que a contabilidade do Panamericano era maquiada e escondia perdas que chegaram a R$ 4,3 bilhões.
É preciso lembrar, porém, que o próprio BC não conseguiu detectar a fraude inteira. Os técnicos que descobriram o rombo inicial de R$ 2,5 bilhões no ano passado não perceberam que havia mais um buraco de R$ 1,3 bilhão - encontrado este ano pela nova administração do Panamericano, com ajuda da própria Deloitte. A empresa de auditoria nega todas as acusações do BC.
As suspeitas do BC provocaram a abertura de um processo administrativo interno para apurar a responsabilidade da Deloitte e do auditor responsável pelo Panamericano no episódio. Além disso, a instituição encaminhou seus relatórios ao Ministério Público Federal, à Polícia Federal e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Procurado, o BC não quis se manifestar.
Farsa. A principal farsa no Panamericano consistia em inflar o balanço com ativos que não existiam. O Panamericano emprestava muito a pessoas das classes C e D. Com esses empréstimos, montava grandes carteiras que depois eram vendidas a outros bancos, com desconto. Só que, mesmo vendidas, essas carteiras continuavam no balanço. O objetivo era fazer o público acreditar que o banco tinha créditos bons e em grande volume para receber.
Esse tipo de operação, tecnicamente chamada "cessão de crédito", representava a segunda maior fonte de captação de recursos do banco e era a mais rentável das operações de crédito. Pela sua relevância, diz o BC, essas operações deveriam ter sido avaliadas com mais atenção.
Nos relatórios, o BC afirma que o auditor independente deve fazer a confirmação dos "valores das contas a receber e a pagar, por meio da comunicação direta com os terceiros envolvidos, quando o valor envolvido for expressivo em relação à posição patrimonial e financeira e ao resultado das operações".
Mas, segundo o BC, "a Deloitte não executou o referido procedimento, uma vez que não enviou correspondências solicitando a confirmação detalhada de saldo aos cessionários (bancos) com os quais o Panamericano detinha responsabilidade significativa em relação ao total das coobrigações por cessão (operações)".
De acordo com os relatórios do BC, em vez de procurar diretamente os bancos que compraram as carteiras do Panamericano, a empresa de auditoria pediu ao próprio Panamericano que mandasse cartas ao Bradesco e ao Itaú Unibanco pedindo informações. As respostas foram entregues diretamente à Deloitte, mas "não consta item específico acerca das coobrigações por cessão de crédito (as vendas de carteira)".
Teste. A Deloitte ainda aplicou um teste alternativo, mas ele também "não contemplou o saldo das coobrigações por cessão de créditos", afirma o relatório do BC. "Caso colocada em prática, essa técnica (a abordagem direta de quem fez negócio com o Panamericano) revelaria que a responsabilidade do Panamericano com o Sistema Financeiro Nacional seria significativamente superior àquela registrada pela instituição", conclui o relatório do BC.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Rombo no Panamericano - O rombo maior que R$ 2,5 bi e vai precisar de mais dinheiro

Fraude contábil descoberta em setembro provocou prejuízo maior do que se esperava; valor deve ser anunciado na segunda-feira


david Friedlander e Leandro Modé, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A nova administração do Panamericano descobriu que o rombo na instituição controlada pelo Grupo Silvio Santos é maior do que os R$ 2,5 bilhões estimados inicialmente pelo Banco Central (BC) no ano passado. Por isso, o banco precisará de uma nova injeção de dinheiro.
Uma das alternativas em estudo é um novo empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que já cobriu o buraco inicial. Ainda que não entre com todos os recursos necessários, o FGC deve oferecer ao menos um pedaço do novo aporte.
O FGC é uma entidade privada, mantida pelos bancos desde 1995, que tem como principal função proteger parte dos depósitos dos clientes dos bancos.
Procurado, o Panamericano preferiu não se pronunciar. O diretor executivo do FGC, Antonio Carlos Bueno, disse que desconhecia as informações.
Em setembro, o BC descobriu uma fraude contábil no Panamericano, então estimada em R$ 2,5 bilhões. O escândalo veio a público no início de novembro, quando toda a antiga diretoria foi demitida. Para receber o dinheiro do FGC, o empresário Silvio Santos entregou como garantia seu patrimônio pessoal.
A maior parte dos executivos que compõem a nova direção foi indicada pela Caixa Econômica Federal, que comprou 49% do capital votante do Panamericano no fim de 2009. Até ontem à noite, estava definido que o banco estatal não vai colocar dinheiro novo na instituição.
A solução para cobrir o novo rombo está sendo negociada pela nova direção do Panamericano, pelo FGC, pelo empresário Silvio Santos, pela Caixa Econômica Federal, e é acompanhada de perto pelo BC.
O tamanho exato do rombo e a saída para cobri-lo devem ser oficialmente apresentados na próxima segunda-feira, dia previsto para a divulgação do balanço do terceiro trimestre e dos meses de outubro e novembro de 2010. A divulgação desses resultados foi adiada duas vezes.
Nas últimas semanas, as ações do Panamericano valorizaram-se fortemente na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), em meio a especulações de que grandes instituições estariam travando uma disputa para comprá-lo. Do início do ano até ontem, o ganho acumulado das ações preferenciais (PN) beirava os 20%.
Estado apurou que cinco bancos demonstraram interesse na participação que Silvio Santos possui no Panamericano desde que a fraude contábil veio a público. Nenhum deles, no entanto, fez proposta firme, justamente porque o balanço com o rombo definitivo ainda não foi divulgado.
Atraso
O objetivo inicial da nova administração era apresentar o balanço até meados de dezembro. Mas a complexidade do trabalho de reconstrução dos números, somada à demissão dos principais responsáveis pela contabilidade do banco, atrasou sucessivamente a divulgação.
Cerca de cem pessoas trabalham incessantemente nos números. Todas deram expediente até mesmo durante as festas de fim de ano. Folgaram apenas nos dias 31 de dezembro e 1.º de janeiro. Uma das principais dificuldades foi lidar com os sistemas de informática, que foram burlados para permitir a fraude.
Além da Deloitte, que audita as contas do Panamericano, o balanço está sendo checado pela PricewaterhouseCoopers (contratada pela Caixa) e por técnicos do Banco Central.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

FALECIMENTO - Morre o Francisco Gros ex-BC e ex-Petrobrás (Via @leandromazzini)


   
Oscar Cabral

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Francisco Roberto André Gros (Rio de Janeiro, 21 de abril 1943Rio de Janeiro, 20 de maio de 2010) era um economista brasileiro.
Francisco Gros formou-se em economia em 1964 pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.
Sua carreira como banqueiro de investimentos começou em 1972, no Kidder, Peabody and Co., um banco de investimentos em Wall Street.
Em 1975 voltou ao Brasil para assumir a direção da Multiplic Corretora.
De 1977 a 1981 foi Diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
No período de julho de 1985 a fevereiro de 1987, ocupou cargos de diretor do BNDES e vice-presidente do BNDESPAR. Deixou o BNDES para assumir a presidência do Banco Central, cargo que exerceu em 1987 e novamente de 1991 até 1992.
No seu segundo período à frente do Banco Central, Francisco Gros foi um dos principais integrantes da equipe econômica que elaborou e conduziu o programa de recuperação e abertura da economia brasileira iniciado em 1991. Conduziu também as negociações que levaram a acordos com o Clube de Paris em fevereiro de 1992 e com o FMI em junho do mesmo ano.
Francisco Gros foi nomeado Presidente do BNDES no dia 24 de fevereiro de 2000, cargo que ocupou até 2002.
Substituiu Henri Philippe Reichstul na presidência da Petrobrás em 2 de janeiro de 2002. Ocupou o cargo até 2 de janeiro de 2003.

VEJA TAMBEM

Entrevista de Francisco Gros no Roda Viva http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/programa/pgm0737

sexta-feira, 2 de abril de 2010

GOVERNO LULA - Meirelles permanece no Banco Central

Deco Bancillon


Publicação: 01/04/2010 18:35 Atualização: 01/04/2010 19:05



O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, anunciou no final da tarde desta quinta-feira (1º/4) que permanece no governo. Ele decidiu não se desincompatibilizar do cargo público para disputar as próximas eleições, em outubro.

Meirelles não revelou qual cargo pretendia concorrer, mas especulava-se que ele pudesse ser candidato a vice na chapa da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A saída de Meirelles do governo era dada como certa há meses, mas acabou sendo posta em xeque nos últimos dias devido à revelação, pelo próprio presidente do BC, de que Lula gostaria que ele permanecesse no cargo até o fim do governo. Foi por causa do pedido do presidente que Meirelles decidiu permanecer no governo.
"Ficarei no Banco central visando garantir a tranquilidade, a estabilidade da economia brasileira. Decidi atender ao pedido do presidente Lula. No sentido de consolidar um trabalho de mais de sete anos de estabilidade da economia brasileira, da inflação".

Na ocasião, Meirelles havia dito que decidiria seu futuro em 24 horas.O prazo para a resposta, no entanto, venceu ontem, às 23h59min. Mas foi apenas há alguns minutos que o presidente decidiu comunicar sua decisão de permanecer no governo. Meirelles decidiu falar após o fechamento do mercado de câmbio, às 18h, para que suas palavras não tivessem reações apressadas no mercado.

Meirelles está no comando do Banco Central desde janeiro de 2003. Ele foi escolhido pelo presidente Lula para ocupar a cadeira no BC por causa de incertezas do mercado acerca da política que seria adotada pelo governo Lula. À época, a equipe que viria a conduzir a política econômica teve de divulgar uma carta aos brasileiros se comprometendo a manter o controle fiscal, o câmbio flutuante e o cumprimento das metas de inflação.

Analistas de mercado dizem que foi devido a esses fatores que o Brasil conseguiu obter a chancela de grau de investimento, o que quer dizer que o país passou a condição de bom pagador para o mercado externo.

"Eu nunca tive ambições políticas, já disse isso reiteradas vezes. Eu considerei a ambição política para consolidação da estabilidade da economia brasileira. Esta conquista, hoje, é visível, para a sociedade. Eu considerei a hipótese da ambição política, mas considerei que eu poderia contribuir mais para o país mantendo-me no BC", disse Meirelles.

Ele explicou que a decisão não foi tomada facilmente. "Conversei com muitas pessoas antes de tomar essa decisão", disse o presidente do BC, que emendou:"Atendi ao convite do presidente Lula naquela época, e sequer assumi ao mandato legislativo que eu tinha acabado de ganhar da população. Lá, como agora, eu mostro claramente que meu objetivo não é nenhum cargo político", finalizou.

 

 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

GOVERNO LULA - Meirelles desiste de eleição e fica no comando do BC


Ele era cotado para disputar vaga no Senado ou ser vice de Dilma. Nesta terça-feira, Meirelles ouviu pedido de Lula para ficar no BC.

De Alexandro Martello, do G1:

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, informou nesta quinta-feira (1) que desistiu de concorrer nas eleições de outubro e que permanecerá no comando da instituição até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou seja, até o fechamento deste ano.
Especulações davam conta de que ele poderia se desvincular do BC para concorrer a uma vaga no Senado Federal por Goiás ou ser vice-presidente na chapa do Partido dos Trabalhadores (PT), que será encabeçada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Meirelles é filiado ao PMDB.
Essa é a segunda vez que Meirelles abandona suas aspirações políticas. Em 2002, foi eleito deputado federal pelo PSDB, cargo do qual abdicou para comandar o Banco Central na gestão do petista Luiz Inácio Lula da Silva.

 


 

terça-feira, 23 de março de 2010

GOVERNO LULA - Rombo nas contas externas vai a US$ 49 bilhões


Vânia Cristino
Publicação: 23/03/2010 07:00 Atualização: 23/03/2010 08:23

As contas externas do Brasil estão em franco processo de deterioração. Pela primeira vez, em nove anos, o total de investimentos estrangeiros diretos previstos para entrar no país não será suficiente para cobrir o rombo nas transações correntes com o exterior — parte significativa do balanço de pagamentos brasileiro que inclui a conta comercial, os gastos com juros e as remessas de lucros. Pelos novos cálculos do Banco Central (BC), o buraco nas transações correntes fechará 2010 em US$ 49 bilhões (três meses atrás, a estimativa era de US$ 40 bilhões), para investimentos de US$ 45 bilhões. A última vez que se registrou tal descompasso, em 2001, criou-se um clima de instabilidade que ajudou a empurrar a economia para uma grave crise cambial.

Boa parte do aumento do deficit — US$ 5 bilhões — virá da balança comercial, pois, com a retomada da atividade, o vigoroso consumo das famílias e o dólar girando entre R$ 1,75 e R$ 1,80, as importações estão bombando. Segundo o BC, enquanto as previsões para as exportações foram revisadas de US$ 170 bilhões para US$ 173 bilhões, as estimativas para as compras no exterior saltaram de US$ 155 bilhões para US$ 163 bilhões. Resultado: o saldo comercial será de apenas US$ 10 bilhões ante os US$ 15 bilhões projetados em dezembro do ano passado. “Fizemos uma revisão para mais tanto nas exportações quanto nas importações”, tentou minimizar o chefe do Departamento Econômico do BC (Depec), Altamir Lopes.

Ele admitiu, porém, que esse é o preço a ser pago pelo fato de o Brasil ter se recuperado mais rápido da crise mundial do que as economias mais ricas do mundo, que consomem os nossos produtos. Assim, é questão de fazer as contas. Ao se aumentarem as importações, elevam-se os gastos com transporte, com fretes e aluguel de equipamentos. Além disso, o emprego e a renda em alta levam as pessoas a gastar mais, inclusive com cartões de crédito e em viagens internacionais.

Fevereiro terrível
Mesmo com a expressiva piora das contas externas, o chefe do Depec não demonstrou preocupação. “Seria bom se o deficit em conta corrente fosse coberto pelos investimentos diretos, mas temos que considerar as demais fontes” alegou. Ele citou como complemento de renda o investimento estrangeiro em títulos públicos e em ações — as estimativas passaram de US$ 25 bilhões para US$ 35 bilhões. Para Lopes esse “complemento” no financiamento não é de qualidade ruim, mesmo não sendo de longo prazo, como desejado.

O economista do BC observou que há um olhar positivo do investidor estrangeiro para o Brasil, graças à boa perspectiva para a economia, com crescimento sustentado. Também é preciso considerar que as empresas brasileiras voltaram a obter crédito fora do país. No mês passado, a piora dos números foi generalizada. O deficit em transações correntes, de US$ 3,251 bilhões, foi o mais alto da série do BC, iniciada em 1947, para meses de fevereiro.

BALANÇA EM BAIXA
A balança comercial brasileira registrou deficit de US$ 48 milhões na terceira semana de março. Com esse resultado, o saldo acumulado no mês caiu de US$ 582 milhões para US$ 534 milhões. No ano, o saldo ficou em US$ 761 milhões. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, entre os dias 15 e 21, as vendas do país ao exterior somaram US$ 3,416 bilhões e as importações, US$ 3,464 bilhões. Na média, o superávit caiu US$ 9,6 milhões por dia útil ante a semana anterior. Na comparação com a terceira semana de 2009, o recuo médio diário foi de 65,9%.

Leia íntegra: nota do Banco Central sobre o setor externo

 


 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Entrada de dólares no em 2009 foi a 3º maior da história

Segundo o Banco Central, US$ 28,7 bilhões ingressaram na economia

De Fernando Nakagawa:

O fluxo de dólares para o Brasil voltou ao terreno positivo em 2009 e, no primeiro ano após o estouro da crise, o País atraiu o terceiro maior volume de recursos da história. Dados do Banco Central (BC) mostram que US$ 28,7 bilhões ingressaram na economia no ano passado.

Dois terços desse volume foram atraídos pelas aplicações em ações, títulos de renda fixa e investimentos produtivos, que receberam US$ 18,8 bilhões, novo recorde histórico. O restante ingressou graças às exportações que, apesar de terem caído na comparação com 2008, ainda superaram as importações em US$ 9,9 bilhões.

O crescimento do chamado fluxo cambial também permitiu que o BC reforçasse ainda mais as reservas internacionais do País.

Desde maio, quando retomou os leilões diários de compra de moeda estrangeira, o BC adquiriu no mercado US$ 27,4 bilhões - o equivalente a 95,6% do volume de recursos externos que ingressou na economia em todo o ano.