Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

FARRA COM O DINHEIRO PUBLICO - Caixa cogita injetar mais R$ 340 mi no 'quebrado' Panamericano

Divulgação



Sem alarde, a Caixa Econômica Federal analisa a hipótese de injetar mais R$ 340 milhões no banco Panamericano.

Somados aos R$ 739,27 milhões gastos em 2009, quando a Caixa virou sócia do banco, o total de verbas públicas aplicadas no negócio roçaria R$ 1,8 bilhão.

O blog apurou que o pedido de novo aporte da Caixa representa apenas parte da necessidade financeira do PanAmericano, que soma cerca de R$ 600 milhões.

Confirmando-se a liberação dos R$ 340 milhões da Caixa, o restante viria do outro sócio da ex-casa bancária de Silvio Santos, o BTG Pactual.

Em plano de negócios submetido aos sócios, o Panamericano alega que opera com patrimônio abaixo do nível de referência exigido pelo Banco Central.

Daí o pedido de recapitalização. Acompanham o desenrolar da transação o próprio Banco Central e o Ministério da Fazenda.

O repórter enviou à Caixa, por escrito, um pedido de manifestação sobre a intenção de destinar ao Panamericano mais R$ 340 milhões.

A resposta veio pelo telefone. A Caixa não negou a cifra. Absteve-se, porém, de comentar a operação.

Alegou-se que o Panamericano prepara para o início de novembro a divulgação dos seus resultados. E daí?

Segundo a Caixa, uma regra da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) impõe aos sócios do banco um “período de silêncio”.

A novidade chega em momento politicamente inoportuno. Um instante em que a Polícia Federal ajusta o rumo de suas investigações sobre fraudes no Panamericano.

Apura-se um rombo contábil de R$ 4,3 bilhões. No curso do inquérito interceptaram-se e-mails que acrescentaram ao caso uma variável política.

Além das suspeitas antigas, investiga-se agora se o Panamericano, à época em que ainda pertencia a Silvio Santos, serviu-se da ajuda de políticos para obter socorro oficial.

Há dez dias, a Folha revelou que, entre os e-mails obtidos pela PF, estão mensagens de Luiz Gushiken, ex-ministro de Lula.

Revelam contatos com Rafael Palladino, ex-presidente do Panamericano. Coisa de 2009, ano em que a Caixa foi empurrada para dentro da sociedade tóxica.

A Caixa entrou no negócio sob a alegação de que o Panamericano, com forte penetração nas classes C e D, interessava à instituição estatal.

Um ano depois do investimento de R$ 739,27 milhões, descobriu-se que o Panamericano carregava em seu balanço rombo de R$ 2,5 bilhões.

Apuração do Banco Central verificou que o banco vendia carteiras de crédito a outras instituições e não lançava as operações em sua contabilidade.

Para evitar uma intervenção do BC, providenciou-se um aporte de R$ 2,5 bilhões do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Trata-se de um fundo de direito privado, criado em 2009 para proteger os depositantes do risco de quebra de bancos.

O FGC é formado com recursos recolhidos dos próprios bancos, que repassam os custos aos correntistas. Dinheiro privado, portanto.

Súbito, descobriu-se que o rombo do Panamericano era maior. O FGC teve de fazer novo aporte, dessa vez de R$ 1,5 bilhão.

O Banco Central, presidido à época por Henrique Meirelles, viu-se compelido a exigir a saída do Grupo Silvio Santos do negócio.

No final de janeiro de 2011, o BTG Pactual comprou por R$ 450 milhões a parte de Silvio Santos, que deixou de ser o controlador do Panamericano.

O BTG Pactual passou a controlar 37,64% do capital do banco. E Caixa se manteve no negócio com os 36,56% que adquirira em 2009.

Silvio Santos teve liberados os bens que dera em garantia pelos empréstimos recebidos do FGC. Não recebeu nenhum tostão.

Os R$ 450 milhões foram pagos pelo BTG Pactual ao Fundo Garantidor de Crédito, na forma de títulos com vencimento em até 20 anos.

Alegou-se que, nesse prazo, os papéis se valorizariam, alcançando a cifra de R$ 3,8 bilhões –próxima dos R$ 4 bilhões desembolsados pelo FGC.

De novo: até aí, lidava-se com verba privada. Agora, em pleno alvorecer da gestão Dilma Rousseff, surge o risco de novo aporte da Caixa. Verba pública.

Os primeiros R$ 739,27 milhões investidos pela Caixa no Panamericano não resultaram, por ora, num mísero centavo de lucro para a instituição estatal.

Uma pergunta emerge com naturalidade fulminante: por que diabos a Caixa deveria elevar para R$ 1,8 bilhão a participação do contribuinte na encrenca?


 Fonte Blog do Josias / Folha Uol http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2011-10-23_2011-10-29.html#2011_10-28_05_32_56-10045644-27

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

FARRA DOS BANCOS - Bradesco tem 3º maior lucro da história dos bancos no país



O Globo

O Bradesco fechou 2010 com o terceiro maior lucro da história dos bancos de capital aberto brasileiros, de acordo com a consultoria Economatica. No ano passado, o Bradesco teve um ganho de R$ 10,021 bilhões , 25% maior que o obtido em 2009, e prevê forte expansão do crédito para 2011.

Em uma análise aos dados apresentados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Economatica apontou que o maior lucro da história dos bancos brasileiros é o do Banco de Brasil no ano de 2009 - com R$ 10,148 bilhões; seguido pelo Itaú Unibanco, com R$ 10,067 bilhões no mesmo ano.

Até o momento, o Bradesco tem quatro dos dez maiores lucros da historia dos bancos. Itaú Unibanco e BB têm três, cada.


Veja o ranking: 


1 - Banco do Brasil - R$ 10,14 bi - 2009 


2 - Itaú Unibanco - R$ 10,06 bi - 2009 


3 - Bradesco - R$ 10,02 bi - 2010 


4 - Banco do Brasil - R$ 8,80 bi - 2008 


5 - Itaú - R$ 8,47 - 2007 


6 - Bradesco - R$ 8,01 bi - 2009 


7 - Bradesco - R$ 8,01 bi - 2007 


8 - Itaú - R$ 7,80 bi - 2008 


9 - Bradesco - R$ 7,62 bi - 2008 


10 - Banco do Brasil - R$ 6,04 bi - 2006



quarta-feira, 21 de abril de 2010

CASO BANCOOP - PF vê indício de fraude para desviar recursos da Bancoop

Portal Terra


SÃO PAULO - A Polícia Federal informou à Justiça que há indícios de que administradores de fundos de pensão de estatais tinham a intenção de desviar recursos aplicados no fundo de investimento criado pela Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), entidade investigada por supostos repasses ilegais ao PT.
  O delegado Pedro Henrique Maia afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que os créditos do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) Bancoop I, lançado pela cooperativa em 2004, "não possuíam lastro, sendo apenas hipotéticos". Segundo ele, isso indica fraude. Os fundos Funcef e Petros afirmaram que o investimento foi avalizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Bancoop afirmou que o FIDC passou por fiscalização da CVM e de outros órgãos.


 


 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Diretores da Petrobras pagam R$ 550 mil por antecipar informação

da Folha Online



A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) informou nesta quinta-feira que fechou acordos com executivos da Petrobras que infringiram as regras de comunicação ao mercado. Três deles terão de pagar, juntos, R$ 550 mil para encerrar os processos.


Almir Guilherme Barbassa, diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, pagará R$ 400 mil por três infrações. Em uma delas, Barbassa não divulgou simultaneamente ao mercado fato relevante com informações apresentadas à Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais). Fato relevante é o instrumento utilizado pelas empresas para comunicar suas operações ao mercado.

Na segunda, Barbassa não divulgou fato relevante sobre a possibilidade de aumento de capital na companhia, sobre valores dos investimentos nas refinarias premium que serão instaladas no Maranhão e no Ceará e sobre a construção de uma nova refinaria.


Na terceira, Barbassa foi acusado de não ter diligenciado junto às pessoas com acesso a fatos relevantes, com objetivo de averiguar se estas tinham conhecimento de outras informações relativas à possibilidade de aumento de capital na companhia que deveriam ser divulgadas ao mercado como fato relevante.

Outro executivo, Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento da Petrobras, pagará R$ 100 mil por ter antecipado informações sobre a construção de uma nova refinaria.

O terceiro processo é contra Sandra Lima de Oliveira, gerente de Desenvolvimento de Novos Projetos do Abastecimento Corporativo da Petrobras, que pagará R$ 50 mil. Ela foi acusada de ter contado informações sigilosa sobre valores a serem investidos na construção das refinarias premium nos Estados do Ceará e do Maranhão.