Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador henrique meirelles. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador henrique meirelles. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

FARRA COM O DINHEIRO PUBLICO - Caixa cogita injetar mais R$ 340 mi no 'quebrado' Panamericano

Divulgação



Sem alarde, a Caixa Econômica Federal analisa a hipótese de injetar mais R$ 340 milhões no banco Panamericano.

Somados aos R$ 739,27 milhões gastos em 2009, quando a Caixa virou sócia do banco, o total de verbas públicas aplicadas no negócio roçaria R$ 1,8 bilhão.

O blog apurou que o pedido de novo aporte da Caixa representa apenas parte da necessidade financeira do PanAmericano, que soma cerca de R$ 600 milhões.

Confirmando-se a liberação dos R$ 340 milhões da Caixa, o restante viria do outro sócio da ex-casa bancária de Silvio Santos, o BTG Pactual.

Em plano de negócios submetido aos sócios, o Panamericano alega que opera com patrimônio abaixo do nível de referência exigido pelo Banco Central.

Daí o pedido de recapitalização. Acompanham o desenrolar da transação o próprio Banco Central e o Ministério da Fazenda.

O repórter enviou à Caixa, por escrito, um pedido de manifestação sobre a intenção de destinar ao Panamericano mais R$ 340 milhões.

A resposta veio pelo telefone. A Caixa não negou a cifra. Absteve-se, porém, de comentar a operação.

Alegou-se que o Panamericano prepara para o início de novembro a divulgação dos seus resultados. E daí?

Segundo a Caixa, uma regra da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) impõe aos sócios do banco um “período de silêncio”.

A novidade chega em momento politicamente inoportuno. Um instante em que a Polícia Federal ajusta o rumo de suas investigações sobre fraudes no Panamericano.

Apura-se um rombo contábil de R$ 4,3 bilhões. No curso do inquérito interceptaram-se e-mails que acrescentaram ao caso uma variável política.

Além das suspeitas antigas, investiga-se agora se o Panamericano, à época em que ainda pertencia a Silvio Santos, serviu-se da ajuda de políticos para obter socorro oficial.

Há dez dias, a Folha revelou que, entre os e-mails obtidos pela PF, estão mensagens de Luiz Gushiken, ex-ministro de Lula.

Revelam contatos com Rafael Palladino, ex-presidente do Panamericano. Coisa de 2009, ano em que a Caixa foi empurrada para dentro da sociedade tóxica.

A Caixa entrou no negócio sob a alegação de que o Panamericano, com forte penetração nas classes C e D, interessava à instituição estatal.

Um ano depois do investimento de R$ 739,27 milhões, descobriu-se que o Panamericano carregava em seu balanço rombo de R$ 2,5 bilhões.

Apuração do Banco Central verificou que o banco vendia carteiras de crédito a outras instituições e não lançava as operações em sua contabilidade.

Para evitar uma intervenção do BC, providenciou-se um aporte de R$ 2,5 bilhões do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Trata-se de um fundo de direito privado, criado em 2009 para proteger os depositantes do risco de quebra de bancos.

O FGC é formado com recursos recolhidos dos próprios bancos, que repassam os custos aos correntistas. Dinheiro privado, portanto.

Súbito, descobriu-se que o rombo do Panamericano era maior. O FGC teve de fazer novo aporte, dessa vez de R$ 1,5 bilhão.

O Banco Central, presidido à época por Henrique Meirelles, viu-se compelido a exigir a saída do Grupo Silvio Santos do negócio.

No final de janeiro de 2011, o BTG Pactual comprou por R$ 450 milhões a parte de Silvio Santos, que deixou de ser o controlador do Panamericano.

O BTG Pactual passou a controlar 37,64% do capital do banco. E Caixa se manteve no negócio com os 36,56% que adquirira em 2009.

Silvio Santos teve liberados os bens que dera em garantia pelos empréstimos recebidos do FGC. Não recebeu nenhum tostão.

Os R$ 450 milhões foram pagos pelo BTG Pactual ao Fundo Garantidor de Crédito, na forma de títulos com vencimento em até 20 anos.

Alegou-se que, nesse prazo, os papéis se valorizariam, alcançando a cifra de R$ 3,8 bilhões –próxima dos R$ 4 bilhões desembolsados pelo FGC.

De novo: até aí, lidava-se com verba privada. Agora, em pleno alvorecer da gestão Dilma Rousseff, surge o risco de novo aporte da Caixa. Verba pública.

Os primeiros R$ 739,27 milhões investidos pela Caixa no Panamericano não resultaram, por ora, num mísero centavo de lucro para a instituição estatal.

Uma pergunta emerge com naturalidade fulminante: por que diabos a Caixa deveria elevar para R$ 1,8 bilhão a participação do contribuinte na encrenca?


 Fonte Blog do Josias / Folha Uol http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2011-10-23_2011-10-29.html#2011_10-28_05_32_56-10045644-27

sexta-feira, 2 de abril de 2010

GOVERNO LULA - Meirelles permanece no Banco Central

Deco Bancillon


Publicação: 01/04/2010 18:35 Atualização: 01/04/2010 19:05



O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, anunciou no final da tarde desta quinta-feira (1º/4) que permanece no governo. Ele decidiu não se desincompatibilizar do cargo público para disputar as próximas eleições, em outubro.

Meirelles não revelou qual cargo pretendia concorrer, mas especulava-se que ele pudesse ser candidato a vice na chapa da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A saída de Meirelles do governo era dada como certa há meses, mas acabou sendo posta em xeque nos últimos dias devido à revelação, pelo próprio presidente do BC, de que Lula gostaria que ele permanecesse no cargo até o fim do governo. Foi por causa do pedido do presidente que Meirelles decidiu permanecer no governo.
"Ficarei no Banco central visando garantir a tranquilidade, a estabilidade da economia brasileira. Decidi atender ao pedido do presidente Lula. No sentido de consolidar um trabalho de mais de sete anos de estabilidade da economia brasileira, da inflação".

Na ocasião, Meirelles havia dito que decidiria seu futuro em 24 horas.O prazo para a resposta, no entanto, venceu ontem, às 23h59min. Mas foi apenas há alguns minutos que o presidente decidiu comunicar sua decisão de permanecer no governo. Meirelles decidiu falar após o fechamento do mercado de câmbio, às 18h, para que suas palavras não tivessem reações apressadas no mercado.

Meirelles está no comando do Banco Central desde janeiro de 2003. Ele foi escolhido pelo presidente Lula para ocupar a cadeira no BC por causa de incertezas do mercado acerca da política que seria adotada pelo governo Lula. À época, a equipe que viria a conduzir a política econômica teve de divulgar uma carta aos brasileiros se comprometendo a manter o controle fiscal, o câmbio flutuante e o cumprimento das metas de inflação.

Analistas de mercado dizem que foi devido a esses fatores que o Brasil conseguiu obter a chancela de grau de investimento, o que quer dizer que o país passou a condição de bom pagador para o mercado externo.

"Eu nunca tive ambições políticas, já disse isso reiteradas vezes. Eu considerei a ambição política para consolidação da estabilidade da economia brasileira. Esta conquista, hoje, é visível, para a sociedade. Eu considerei a hipótese da ambição política, mas considerei que eu poderia contribuir mais para o país mantendo-me no BC", disse Meirelles.

Ele explicou que a decisão não foi tomada facilmente. "Conversei com muitas pessoas antes de tomar essa decisão", disse o presidente do BC, que emendou:"Atendi ao convite do presidente Lula naquela época, e sequer assumi ao mandato legislativo que eu tinha acabado de ganhar da população. Lá, como agora, eu mostro claramente que meu objetivo não é nenhum cargo político", finalizou.

 

 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

GOVERNO LULA - Meirelles desiste de eleição e fica no comando do BC


Ele era cotado para disputar vaga no Senado ou ser vice de Dilma. Nesta terça-feira, Meirelles ouviu pedido de Lula para ficar no BC.

De Alexandro Martello, do G1:

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, informou nesta quinta-feira (1) que desistiu de concorrer nas eleições de outubro e que permanecerá no comando da instituição até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou seja, até o fechamento deste ano.
Especulações davam conta de que ele poderia se desvincular do BC para concorrer a uma vaga no Senado Federal por Goiás ou ser vice-presidente na chapa do Partido dos Trabalhadores (PT), que será encabeçada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Meirelles é filiado ao PMDB.
Essa é a segunda vez que Meirelles abandona suas aspirações políticas. Em 2002, foi eleito deputado federal pelo PSDB, cargo do qual abdicou para comandar o Banco Central na gestão do petista Luiz Inácio Lula da Silva.

 


 

segunda-feira, 29 de março de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Nos jornais: Meirelles deixa BC para concorrer ao Senado

O Estado de S. Paulo
Meirelles deixa BC para concorrer ao Senado
Os nove pontos de vantagem que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), abriu sobre a ministra Dilma Rousseff (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada no sábado, redobraram no presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a expectativa de sair da instituição nesta semana e se tornar candidato a vice na chapa da pré-candidata do PT ao Planalto. O Estado apurou que Meirelles deixa o BC na condição de político filiado ao PMDB que, formalmente, vai disputar uma vaga ao Senado por Goiás. No fim de semana, às vésperas do prazo final para a desincompatibilização do cargo, Meirelles esteve em Goiânia e consultou a família sobre a decisão de deixar o BC e voltar à vida pública, enfrentando mais uma campanha. Em 2002, ele foi o deputado federal mais votado de Goiás, elegendo-se pelo PSDB. Logo depois, embora as urnas o tivessem transformado em um banqueiro tucano, o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, escolheria seu nome para assumir a presidência do BC do governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva.MP cobra governo sobre venda de terra a estrangeiros
 
A compra de terras por estrangeiros no Brasil está ocorrendo sem controle das autoridades. A constatação é do Ministério Público Federal, que decidiu cobrar de órgãos da administração do governo o cumprimento de normas legais que determinam a fiscalização dessas transações. No final do ano passado, ao tentar fazer um levantamento dos negócios de terras com estrangeiros, os procuradores ficaram surpresos com a falta de informações sobre o assunto. Os precários dados obtidos por eles, porém, já foram suficientes para mostrar que o capital estrangeiro está sendo despejado em regiões onde o agronegócio é mais vigoroso e dedicado à produção de grãos e cana-de-açúcar. O Estado que mais recebe compradores internacionais é Mato Grosso, seguido por São Paulo e Mato Grosso do Sul.


 


 

quarta-feira, 17 de março de 2010

GOVERNO LULA/MINISTÉRIO DA FAZENDA - Mantega e Meirelles vão à Câmara explicar endividamento público

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A CPI da Dívida Pública da Câmara aprovou nesta quarta-feira a convocação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e do ministro Guido Mantega (Fazenda) para explicar aos parlamentares o endividamento do setor público brasileiro. Os ministros serão ouvidos em audiências separadas, embora o requerimento do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), com as convocações, sugerisse uma audiência conjunta.
Como os ministros foram convocados, eles não podem recusar o chamado da Câmara para explicar o endividamento do setor público. A comissão ainda não marcou a data dos depoimentos, mas os ministros devem realizar a audiência até o final de março porque temem que Meirelles deixe o cargo para disputar as eleições de outubro.
Valente disse que a CPI partiu para a convocação depois de tentar, inúmeras vezes, convidar o presidente do Banco Central para prestar depoimento. "Estava havendo um desrespeito de Henrique Meirelles em relação aos convites da presidência da CPI, porque havia um acordo tanto para ele quanto para o ministro da Fazenda compareceram. Mas o próprio presidente da comissão não conseguia contatá-los", disse o deputado.
Instalada em agosto de 2009, a CPI foi criada para investigar a dívida pública da União, Estados e municípios --assim como temas como o pagamento de juros e os seus impactos nas políticas governamentais do país. Como a comissão decidiu prorrogar os trabalhos por mais 60 dias, terá tempo hábil para ouvir os ministros.