Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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segunda-feira, 9 de abril de 2012

CACHOEIRODUTO - TODOS políticos importantes de Goiás tiveram relação com Cachoeira, diz Perillo

A operação Monte Carlo da Polícia Federal, que escancarou as atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, mostrou também suas ligações com políticos de Goiás. Reportagens de ÉPOCA, como O legislador e o fora da lei e O alvo deles era Dilma, revelaram que as negociatas de Cachoeira envolviam muito dinheiro e tinham grandes ambições, como influenciar decisões da Presidência da República. Aos poucos, novas informações devem surgir e os políticos goianos, em particular, devem se tornar alvo. É possível inferir isso a partir de entrevista do governador de Goiás, Marconi Perillo, ele próprio envolvido na polêmica por conta das ligações de sua chefe de gabinete com Cachoeira.

Em entrevista ao Estadão, Perillo admitiu que “todos políticos importantes do Estado tem ligações com Cachoeira“. Perillo fez a declaração ao responder ao jornal se não percebeu a proximidade de Cachoeira com o senador goiano Demóstenes Torres (ex-DEM, agora sem partido).
Uma campanha como a que disputamos é tão difícil e corrida que mal dá para conversar. O Demóstenes sempre andava com um carro atrás do meu e fizemos poucos comícios. Sinceramente, não conversávamos sobre esses assuntos. Mas é importante dizer que numa hora como essa não dá para haver hipocrisia. Todos os políticos importantes de Goiás tiveram algum tipo de relação ou de encontro com o Carlos Ramos, como empresário. Ele é dono de indústria de medicamentos em Anápolis, que se relacionou muito tempo com várias personalidades da sociedade goiana.

De acordo com Perillo, ele e Cachoeira se conheceram por intermédio de Fernando Cunha, seu ex-secretário de governo, cujo filho era casado com uma irmã do Cachoeira. Segundo Perillo, ele teve encontros “esporádicos” com Cachoeira, nos quais o empresário pediu apoio do governo para a obtenção de incentivos fiscais para a ampliação de empresas e de empregos, uma área “em que todos os empresários têm direito. O governador de Goiás disse ainda estar “muito tranquilo” pois “assegura” que “jamais houve qualquer omissão do governo goiano em relação a ilícitos.”

Fonte Revista Época

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

GANGUE FARDADA DE GOIÁS - Policiais teriam feito 40 vítimas

Agência Brasil

Uma comissão para investigar os crimes da organização criminosa composta por policiais militares do estado foi criada pelo governo de Goiás.

A organização foi desarticulada [ontem] pela Operação Sexto Mandamento da Polícia Federal (PF). Segundo a PF, o grupo tinha como principal atividade a prática habitual de homicídio. Entre as vítimas dos criminosos estão crianças, adolescentes e mulheres, que não tinham ligação com crimes.

Pelo menos 40 pessoas teriam sido vítimas dos policiais. Entre eles estariam Bruno Elvis, de 16 anos, e Adriano Souza, de 25, que desapareceram após uma abordagem policial no ano passado.

O governador Marconi Perillo afirmou que está "aliviado" pois agora tem certeza de que o Poder Público está agindo contra todo tipo de esquema criminoso.

A Polícia Federal cumpriu todos os 19 mandados de prisão expedidos pela Justiça. Entre os presos está o atual subcomandante-geral da Polícia Militar, o coronel Carlos Cézar Macário.

- Já assinei hoje de manhã a exoneração do subcomandante e já assinei também a comissão de alto nível sugerida pelo secretário de Segurança Pública para investigar e apurar os desaparecimentos - disse Perillo.

Além do subcomandante, a PF prendeu 12 militares em Goiânia. Mais seis foram presos pela própria Polícia Militar. O nome dos militares e dos civis presos não foram divulgados.

Entre os investigados, estão o ex-secretário de Segurança Pública Ernesto Roller e o ex-secretário da Fazenda de Goiás Jorcelino Braga, suspeitos pela prática de tráfico de influência que resultaram nas promoções de patentes de integrantes da organização criminosa.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Demóstenes recepciona José Serra em Goiânia


   
O senador Demóstenes Torres recepcionou na manhã de hoje o presidenciável José Serra (PSDB) durante visita a Goiânia. O parlamentar aguardou o ex-governador de São Paulo no aeroporto Santa Genoveva e depois participou com Serra de intensa agenda pela cidade, que incluiu, entre outros pontos, a visita ao CRER. Na saída do hangar, O senador Marconi Perillo cedeu seu lugar no carro em que estava com Serra para que Demóstenes ficasse junto com o candidato à presidência.

(Foto: Benedito Braga)

terça-feira, 13 de abril de 2010

INVESTIGAÇÃO - Planalto manda investigar dossiê contra Marcone Perillo


De Rodrigo Rangel
Deu em O Estado de S. Paulo

O governo brasileiro abriu investigação oficial para apurar supostas movimentações bancárias do senador tucano Marconi Perillo (GO) no exterior.
Formalmente, a investigação teve início no último dia 12 de março, quando começou a tramitar no Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI) do Ministério da Justiça um processo destinado a mapear a existência das contas, que de acordo com os papéis em poder do governo seriam mantidas em bancos da Suíça e Estados Unidos e em paraísos fiscais do Caribe.
Perillo é inimigo político declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Antes de chegar ao Ministério da Justiça, os documentos que dão base à investigação passaram pelo Palácio do Planalto - mais precisamente, pelas mãos de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula.
Perillo tornou-se desafeto preferencial do Planalto após o escândalo do mensalão, quando afirmou ter alertado pessoalmente o presidente sobre os pagamentos a parlamentares da base aliada no Congresso em troca de apoio ao governo.
Há dois meses o Estado acompanha o caso, que ganhou no governo prioridade absoluta. De um lado, a reportagem esmiuçou os bastidores da operação montada em Brasília para comprovar a existência das contas, o que poderia significar um tiro de morte nas pretensões políticas do tucano, pré-candidato a governador em Goiás.
De outro, apurou as medidas oficiais destinadas a comprovar as supostas transações de Perillo no exterior.
Vice-presidente do Senado, Perillo nega possuir contas no exterior.
Ontem, em meio a rumores sobre a existência de um dossiê com informações sobre contas bancárias abertas em seu nome em paraísos fiscais, o senador foi ao Ministério da Justiça pedir investigação sobre a origem dos papéis, que diz serem "falsos".
Não sabia ele que, um mês antes, os documentos já haviam chegado ao ministério e dado origem a um procedimento formal - não para investigar sua veracidade, mas o seu conteúdo.
O procedimento instaurado no DRCI sob o número 08099.001131/2010-54 teve origem num relatório apócrifo, produzido originalmente em inglês, com tarja de "top secret".
Junto dele, há extratos das supostas contas, registradas em nome da Aztec Group, offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. Os documentos apontam Perillo como um dos dirigentes da empresa. Um dos papéis anexados ao relatório, com timbre do banco suíço UBS e datado de 2003, diz que o Aztec Group tinha na instituição uma aplicação de 200 milhões de Euros - o equivalente, à época, a R$ 667,5 milhões.
O relatório "top secret" com o detalhamento das supostas transações inclui o contrato social do Aztec Group, cujo presidente, de acordo com o documento, seria Paulo S. Jusus - que os investigadores identificam no processo instaurado no DRCI como Paulo Silva de Jesus, primeiro suplente de Marconi Perillo no Senado.
Também foram anexadas ao relatório, obtido pelo Estado, o que seria a cópia do passaporte do senador e uma procuração registrada nas Ilhas Virgens Britânicas em que Jusus dá poderes a Marconi Perillo, apontado como diretor da Aztec Group para Projetos Especiais, para assinar contratos e fazer acordos em nome da empresa.
Há, ainda, cópias de faxes que Perillo teria usado para ordenar transferências da conta da Aztec. Um desses papéis, que leva uma assinatura semelhante à de Perillo, autoriza a transferência de US$ 3,5 milhões de uma agência do banco Wachovia para uma agência do Citibank no paraíso fiscal de Nassau, no Caribe.
Com aval do Planalto, o DRCI deu início aos procedimentos para tentar confirmar a existência das contas. O primeiro passo foi contatar as autoridades financeiras da Suíça, para onde teria sido remetida parte significativa dos valores.
Até ontem, o DRCI não havia recebido resposta às consultas sobre a existência das contas da Aztec em território suíço. A expectativa é de que a resposta chegue a Brasília nas próximas semanas.
Os documentos citam supostas movimentações do grupo em agências de cinco bancos - Wachovia, UBS, Citibank, Credit Suisse e Bank of America - situadas na Suíça, nas Ilhas Virgens Britânicas, em Nassau e nas Bahamas.
A investigação no Planalto
Antes de dar origem à investigação oficial, o dossiê com as supostas contas de Marconi Perillo no exterior já circulava por gabinetes de Brasília.
Foi o líder do PR na Câmara dos Deputados, Sandro Mabel (GO), adversário de Perillo na política goiana, quem levou os papéis a ante-sala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista ao Estado, ontem, Mabel admitiu ter tratado com Gilberto Carvalho, chefe do gabinete presidencial, da existência das supostas contas de Perillo no exterior.
"Como o presidente (Lula) tem um desgaste com o Marconi, eu falei com ele (Gilberto) sobre o assunto", disse Mabel, para depois minimizar a importância do contato com o chefe de gabinete de Lula.
"Já tinha comentários dentro e fora do palácio a esse respeito, e na época o Gilberto disse que tinha escutado também", disse. "Mas não foi uma conversa só sobre esse assunto, toquei nisso no meio de outras conversas", emendou.
Mabel, até hoje um integrante fiel da base aliada do governo, foi um dos acusados de se beneficiarem do mensalão, em 2005.
Apesar de terem em mãos os papéis, nem Mabel nem o chefe de gabinete de Lula tomaram providências imediatas. Era preciso descaracterizar qualquer indício de que havia interesse do governo no assunto.
A saída, então, foi provocar a abertura de uma investigação via Ministério Público de Goiás - que em seguida faria um pedido formal ao Ministério da Justiça para confirmar a existência das contas.
No início de 2010, o "Dossiê Perillo" foi encaminhado para o gabinete do promotor goiano Fernando Krebs, que instaurou o Procedimento Investigatório Criminal número 01/2010.
Com sinal verde do Planalto, as portas do Ministério da Justiça e do DRCI já estavam abertas para auxiliar o MP goiano no que fosse necessário. E assim foi feito.
Em 12 de março passado, de acordo com documentos obtidos pelo Estado, o promotor formalizou o chamado "pedido de assistência jurídica", para que o DRCI buscasse informações sobre as contas.
Na mesma data, foi preenchido o "formulário de auxílio jurídico em matéria penal", que o DRCI traduziria dias após para remeter à Autoridade Central da Suíça.
O procedimento do MP não relaciona o nome de Marconi Perillo, que tem foro privilegiado e só pode ser investigado criminalmente pelo Supremo Tribunal Federal.
Na justificativa encaminhada às autoridades suíças, os investigadores relacionam as supostas transações no exterior às denúncias de desvio de dinheiro na Celg, a estatal goiana de energia.
"Suspeita-se, fortemente, que Paulo S. de Jesus seja um 'laranja' da quadrilha que operou na CELG entre os anos de 2000 e 2008", diz o documento.
Por meio da assessoria de imprensa da Presidência da República, Gilberto Carvalho disse ao Estado que, de fato, conversou sobre o assunto com o deputado Sandro Mabel, mas que na ocasião "os elementos
trazidos pelo deputado não tinham a menor consistência".
Afirmou ainda que, dada a suposta inconsistência das informações, não faz o menos sentido dizer que ele, Gilberto Carvalho, deu qualquer encaminhamento ao tema dentro do governo.
Em nota enviada ao Estado, o Ministério da Justiça confirmou a existência do procedimento no DRCI, mas disse ter agido atendendo a uma demanda do Ministério Público de Goiás.
“O número citado pelo jornal identifica um ofício proveniente do Ministério Público de Goiás que foi protocolado no sistema de protocolo do Ministério da Justiça e que não tem por objeto qualquer investigação envolvendo o nome do senador”.

 


 

sábado, 10 de abril de 2010

PERSONAGEM DO DIA - Cora Coralina


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Cora Coralina
Cora Coralina
Nascimento 20 de Agosto de 1889
Cidade de Goiás
Morte 10 de Abril de 1985 (95 anos)
Goiânia
Nacionalidade Brasil Brasileira
Ocupação Poetisa, contista
Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira.
Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

Índice

Biografia

Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa de Goiás.
Começou a escrever os seus primeiros textos aos quatorze anos de idade, publicando-os nos jornais locais apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com Mestra Silvina. Publicou nessa fase o seu primeiro conto, Tragédia na Roça.
Casou-se em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte, para o interior de São Paulo. Viveria no estado de São Paulo por quarenta e cinco anos, inicialmente nos municípios de Avaré e Jaboticabal, e depois em São Paulo, para onde se mudaria em 1924. Ao chegar à capital, teve que permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade. Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932.
Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender linguiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.
Ao completar cinquenta anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás.
Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela gravadora Paulinas Comep, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD.
Cora Coralina morreu em Goiânia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.

Primeiros passos literários

Bandeira de Goiás.svg A Wikipédia possui o Portal de Goiás. Artigos sobre história, cultura, personalidades e geografia.
Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano de Ana serviram de inspiração para que aquela frágil mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançado até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro.
Senhora de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.

Livros e outras obras

Divulgação nacional

Foi ao ter sua poesia conhecida por Carlos Drummond de Andrade que Ana, já conhecida como Cora Coralina, passou a ser admirada por todo o Brasil.
Seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás, foi publicado pela Editora José Olympio em 1965, quando a poetisa já contabilizava 75 anos. Reúne os poemas que consagraram o estilo da autora e a transformaram em uma das maiores poetisas de Língua Portuguesa do século XX.
Onze anos mais tarde, em 1976, compôs Meu Livro de Cordel. Finalmente, em 1983 lançou Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha (Ed. Global).
Cora Coralina foi eleita intelectual do ano e contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores em 1983. Dois anos mais tarde, veio a falecer.
Observação:
Segundo informações após contato com Célia Bretas Tahan, jornalista, escritora e neta de Cora Coralina, esta confirmou que todos os poemas inéditos de Cora se encontram em poder de sua mãe, Vicência Bretas Tahan (única filha de Cora ainda viva e autora da biografia romanceada "Cora Coragem Cora Poesia") e o poema vinculado pela mídia "Não Sei" e/ou "Saber Viver" ( = contendo as letras de Não Sei não fazem parte do acervo da referida autora.). A divulgação do apócrifo surgiu, porque junto ao poema veio um acréscimo (de origem desconhecida) do verso sem estar entre as aspas: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina" do poema Exaltação de Aninha (O Professor) de Cora Coralina, in: Vintém de cobre: meias confissões de Aninha, 9. ed., São Paulo: Global, 2007. p. 163-4

Bibliografia

  • TAHAN, Vicência Bretas. Cora Coragem, Cora Poesia. Global Editora, 1989.
  • TAHAN, Vicência Bretas. Villa Boa de Goyaz. Global Editora, 2001.
  • DENÓFRIO, Darcy França. Cora Coralina - Coleção Melhores Poemas - Global Editora, 2004. Darcy Franca Denofrio
  • DENÓFRIO, Darcy França. Cora Coralina: Celebração da Volta. Cânone Editorial, 2006. Darcy Franca Denofrio

Ligações externas

Wikiquote
O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Cora Coralina.

 


 

CULTURA/LIVROS - Há 25 anos morria Cora Coralina, a doceira das palavras


da Livraria da Folha
Em 1965, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas publicou seu primeiro livro de versos --"Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais" pela José Olympio Editora. Conhecida como Cora Coralina (1889-1985), a poeta goiana começou a escrever em 1903 sobre seu cotidiano. Fundaria cinco anos depois com suas amigas "A Rosa", um jornal de poemas femininos.

Divulgação
Após
 elogio de Drummond, Cora Coralina começou a ser conhecida no país
Após elogio de Drummond, Cora começou a ser conhecida no país
Monte sua biblioteca com obras de Cora Coralina


"Tragédia na Roça", seu primeiro conto publicado em 1910 no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", foi assinado com o pseudônimo de Cora Coralina. A poeta teve seis filhos com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, que a proibiu de participar da Semana de Arte Moderna à convite de Monteiro Lobato, em 1922.
Cora chegou a ser vendedora de livros da José Olympio Editora, em 1934, e de linguiça caseira e banha de porco que ela própria preparava em Penápolis, interior de São Paulo, para sustentar seus filhos após a perda do marido.
O que a goiana mal podia esperar era uma carta de Carlos Drummond de Andrade endereçada a ela. No ano de 1980, após ler alguns escritos de Cora, Drummond elogiou seu trabalho. A partir do registro do poeta, o interesse do público aumentou, e a autora começou a ser admirada e conhecida no país. Três anos depois, recebeu o Juca Pato, na categoria "Intelectual do Ano". Cora foi a primeira mulher a ganhar esse prêmio.
Em seus poemas, o leitor entra em contato com um universo rústico e doce, semelhante a um café da manhã típico de fazenda. Os centros urbanos descritos assemelham-se ao leite de vaca coalhado pelo inútil passar do tempo. As pitadas de vida, que se desenvolvem nele, não passam de geléias que escorrem pelas beiradas de pães caseiros, esses sim, atrelados ao habitat de cada cenário construído. Servimo-nos de contradições durante a refeição poética e experimentamos as lutas e pedras como lições de vida da poeta.
"Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove" já diria Cora, doceira de versos e de profissão.

 


 

ESPORTE/FUTEBOL/CAMPEONATO GOIANO - Atlético segura empate em primeiro jogo da semifinal do Goiano



  Foto: Futura Press Fernandão e Rodrigo Tiuí disputam bola em jogo que acabou sem gols no Campeonato Goiano
Foto: Futura Press

O Atlético-Go segurou um empate no primeiro jogo da semifinal do Campeonato Goiano. O time que liderou toda a primeira fase não fez e não tomou gols do Goiás, no jogo disputado no Serra Dourada, neste sábado.
Havia expectativa de muitos gols, já que dois dos três melhores sistemas ofensivos da primeira fase estavam em campo. O Goiás entrou em campo com três responsáveis pelo ataque, Rafael Moura, Felipe e Fernandão, mas não foi suficiente para construir um resultado positivo a seu favor.
O segundo jogo será realizado no dia 18 de abril e também terá como palco o Serra Dourada. O Atlético-Go precisa apenas de um empate para passar de fase. O Goiás é obrigado a conquistar uma vitória para poder passar para a final do Goiano, contra Vila Nova ou Santa Helena.
O jogo, ao contrário do que o resultado faz pensar, foi movimentado. Ambos os times bastante inclinados para o ataque e construindo algumas chances. Por vezes, os atacantes tiveram oportunidade de abrir o placar, mas desperdiçaram.
Fernandão foi um dos jogadores que teve mais chances, apesar de ter a responsabilidade de voltar para o meio campo para fazer as vezes de meio campo, em um time que sofria com a falta de Dayvid Sacconi, que estava suspenso.
Com a chegada do fim e a perda de fôlego dos times, o jogo ficou mais travado e os sistemas defensivos começaram a ter menos trabalho.

 


 

sábado, 3 de abril de 2010

CONCURSOS E EMPREGOS - 809 vagas para servidores municipais em Valparaíso


Letícia Nobre


Publicação: 03/04/2010 07:00



A Prefeitura de Valparaíso de Goiás, a 45 km de Brasília, está selecionando 809 servidores para início imediato (428) e formação de cadastro de reserva. São oportunidades para todos os níveis de formação e salários de até R$ 1.345. Os interessados têm até 27 de abril para se inscreverem no processo organizado pelo Instituto Brasileiro de Educação e Gestão (Ibeg).

Os profissionais podem escolher entre 50 funções que exigem ensino fundamental incompleto, nível médio ou técnico e superior, a maioria com carga de trabalho de 40 horas semanais. Os salários são baixos, especialmente se comparados aos oferecidos em concursos de Brasília. Cargos de nível fundamental recebem R$ 510, os de nível médio têm remuneração que não passa de R$ 583 e os salários de postos ocupados por graduados variam entre R$ 830 e R$ 1.345.

O prazo para se candidatar segue até 27 de abril no www.ibge.org.br e a participação custa de R$ 35 a R$ 70. As provas foram divididas segundo o grau de escolaridade do cargo escolhido: em 27 de junho serão aplicadas as provas para ensino superior; em 11 de julho serão avaliados os concorrentes às vagas de nível médio; e, em 25 de julho, os candidatos aos postos de nível fundamental.

IBGE

Hoje é o último dia para se inscrever na disputa por uma das 191.972 vagas de recenseador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As adesões podem ser feitas pelo endereço eletrônico www.cesgranrio.org.br até à meia-noite. O interessado precisa ter nível fundamental e pagar a taxa de R$ 18. Os aprovados vão atuar na apuração dos dados do Censo 2010 e receberão de acordo com a produtividade, em média, entre R$ 800 e R$ 1,6 mil.

Íntegra dos editais

IBGE

Valparaíso

» Fique atento
Prefeitura de Valparaíso
Vagas: 809 para todos os níveis de escolaridade
Salários: R$ 510 a R$ 1.345
Inscrições: até 27 de abril
Taxa: R$ 35 a R$ 70
Provas: 27 de junho e 11
e 25 de julho
Informações

 


 

segunda-feira, 29 de março de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Nos jornais: Meirelles deixa BC para concorrer ao Senado

O Estado de S. Paulo
Meirelles deixa BC para concorrer ao Senado
Os nove pontos de vantagem que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), abriu sobre a ministra Dilma Rousseff (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada no sábado, redobraram no presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a expectativa de sair da instituição nesta semana e se tornar candidato a vice na chapa da pré-candidata do PT ao Planalto. O Estado apurou que Meirelles deixa o BC na condição de político filiado ao PMDB que, formalmente, vai disputar uma vaga ao Senado por Goiás. No fim de semana, às vésperas do prazo final para a desincompatibilização do cargo, Meirelles esteve em Goiânia e consultou a família sobre a decisão de deixar o BC e voltar à vida pública, enfrentando mais uma campanha. Em 2002, ele foi o deputado federal mais votado de Goiás, elegendo-se pelo PSDB. Logo depois, embora as urnas o tivessem transformado em um banqueiro tucano, o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, escolheria seu nome para assumir a presidência do BC do governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva.MP cobra governo sobre venda de terra a estrangeiros
 
A compra de terras por estrangeiros no Brasil está ocorrendo sem controle das autoridades. A constatação é do Ministério Público Federal, que decidiu cobrar de órgãos da administração do governo o cumprimento de normas legais que determinam a fiscalização dessas transações. No final do ano passado, ao tentar fazer um levantamento dos negócios de terras com estrangeiros, os procuradores ficaram surpresos com a falta de informações sobre o assunto. Os precários dados obtidos por eles, porém, já foram suficientes para mostrar que o capital estrangeiro está sendo despejado em regiões onde o agronegócio é mais vigoroso e dedicado à produção de grãos e cana-de-açúcar. O Estado que mais recebe compradores internacionais é Mato Grosso, seguido por São Paulo e Mato Grosso do Sul.


 


 

quinta-feira, 25 de março de 2010

CONCURSOS/EMPREGOS - Candidatos têm até 12 de abril para aderir ao concurso feito pela Aneel


Letícia Nobre
Publicação: 25/03/2010 07:00



A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) recebe até 12 de abril as inscrições dos interessados nas 186 vagas para especialistas, analistas e técnicos oferecidas em concurso. As chances são para trabalhar em Brasília, na sede do órgão, e repor as vagas deixadas por aposentadorias e demais vacâncias. Quem for bem sucedido na seleção vai garantir salários de R$ 4.548,47 a R$ 9.738,40.

O quadro de servidores da Aneel não é reposto desde 2007, quando foram convocados os aprovados do concurso lançado no ano anterior. A agência tem 477 funcionários públicos ativos — quase metade deles com até 30 anos de idade, segundo dados do Ministério do Planejamento. O reforço será feito com o preenchimento de 76 postos de especialistas em regulação, 63 analistas administrativos e 47 técnicos administrativos.

Para se candidatar, especialistas e analistas devem ter graduação em qualquer área e os técnicos precisam apresentar comprovante de conclusão de nível médio. O primeiro passo para concorrer é se inscrever no www.cespe.unb.br e pagar taxa entre R$ 50 e R$ 85, dependendo do cargo escolhido.

As provas estão marcadas para 16 de maio em todas as capitais e em Brasília. Os inscritos responderão questões objetivas de português, ética e conduta pública, noções de informática, noções de direito administrativo e constitucional, inglês (exclusivo para cargos de nível superior), de conhecimentos específicos e escreverão uma redação. Os aprovados e nomeados terão garantidos salários de R$ 9.378,40 (especialista), R$ 8.955,20 (analista) e R$ 4.548,47 (técnico).

Polícia Militar

Em Goiás, a Polícia Militar seleciona 1.045 graduados para os cursos de formação de oficiais (cadetes) e praças (soldados) após cinco anos de jejum. Como em todos os concursos ligados à segurança pública, a corporação limita a participação dos candidatos segundo uma altura mínima (1,60m para mulheres e 1,65m para homens) e idade (até 29 anos para os cadetes e até 30 anos para os soldados). Quem preencher esses e outros requisitos descritos no edital pode se inscrever até 4 de abril no www.funcab.org.br. Os aspirantes passarão por provas objetiva e discursiva, marcadas para o feriado de 21 de abril, testes físicos, avaliação médica e psicológica e investigação de vida pregressa. Durante o curso de formação, cadetes vão receber R$ 3 mil e soldados, R$ 1.680. Ao final, o salário será de R$ 5.160 e R$ 2.711, respectivamente.


DATA UNIFICADA
A Caixa Econômica Federal (CEF) antecipou a data das provas de seu concurso no Rio de Janeiro e em São Paulo, marcadas inicialmente para 16 de maio. Com a alteração, os exames em todos os estados serão aplicados, de forma unificada, no dia 9. A seleção, uma das mais esperadas do ano, formará cadastro de reserva para técnico bancário (nível médio) e analista (nível superior) com oportunidades em todas as unidades da federação, incluindo o DF. Quem se interessar ainda pode se inscrever no www.cespe.unb.br até 6 de abril pagando R$ 27 e R$ 60, dependendo do cargo pretendido. Os mais bem colocados serão contratados sob o regime celetista e terão salários de R$ 1.452 a R$ 6.571. No último concurso, que deixou Rio e São Paulo de fora, foram 767 mil candidatos. Desses, cerca de 12 mil tomaram posse.

Fique atento

Agência Nacional de Energia Elétrica

Vagas: 186 para níveis médio e superior
Salários: R$ 4,5 mil a R$ 9,3 mil
Inscrições: até 12 de abril
Taxa: R$ 50 a R$ 85
Prova: 16 de maio
Informações: www.cespe.unb.br

Polícia Militar de Goiás
Vagas: 1.045 para nível superior
Salário: R$ 1.680 a R$ 5.160
Inscrições: até 4 de abril
Taxa: R$ 75 e R$ 100
Prova: 21 de abril
Informações: www.funcab.org.br

Editais

Aneel

Polícia Militar de Goiás

 


 

segunda-feira, 15 de março de 2010

BRASIL/COMPORTAMENTO - GOIÂNIA(GO) - ABRAÇOS GRÁTIS





Inspirado no video de Juan Mann! Realizado em Goiânia, Brasil. - Inspired on Juan Mann`s video! Realized in Goiânia, Brazil.  

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Visite Quirinópolis - GO

Lago Sol Poente, Por Tulio
Lago Sol Poente
Lago Sol Poente, Por Tulio
Lago Sol Poente
Vista Aerea, Por Tulio
Vista Aerea
Loja Agropecuaria Agrovale, Por Tulio
Loja Agropecuaria Agrovale
Graneleiro, Por Tulio
Graneleiro
Fabrica
 de Sal, Por Tulio
Fabrica de Sal
Hospital Municipal, Por Tulio
Hospital Municipal
Vista Panoramica do Lago Sol Poente, Por Tulio
Vista Panoramica do Lago Sol Poente
Camelodromo Municipal, Por Tulio
Camelodromo Municipal
Teatro Municipal Teotonio Vilela, Por Tulio
Teatro Municipal Teotonio Vilela
Av 
Rui Barbosa, Por Tulio
Av Rui Barbosa
Terminal dos Trabalhadores, Por Tulio
Terminal dos Trabalhadores
Centro Comunitario D. Margarida, Por Tulio
Centro Comunitario D. Margarida
Brinquedoteca, Por Tulio
Brinquedoteca
Centro Sul, Por Tulio
Centro Sul
Praça Universal, Por Tulio
Praça Universal
Av:
 Brasil, Por Tulio
Av: Brasil
Mapa de localização
Mapa de localização

Fonte na Praça da Nova Matriz
Fonte na Praça da Nova Matriz

Igreja Nova Matriz
Igreja Nova Matriz

Teatro de Arena Teotonio Vilela
Teatro de Arena Teotonio Vilela

Igreja Velha Matriz
Igreja Velha Matriz

Lago Dourado às Margens do Rio Parnaíba
Lago Dourado às Margens do Rio Parnaíba

Cachoeira do Rio São Francisco - Usina
Cachoeira do Rio São Francisco - Usina

Estádio Bichinho Vieira
Estádio Bichinho Vieira

Club AFA
Club AFA

Vista Aérea de Quirinópolis
Vista Aérea de Quirinópolis

Aeroporto - Pista
Aeroporto - Pista

Centro de Quirinópolis
Centro de Quirinópolis

Centro da Cidade
Centro da Cidade

Av Brasil - Setor Comercial
Av Brasil - Setor Comercial

Setor Industrial
Setor Industrial

Entrada da Cidade
Entrada da Cidade

Entrada da Cidade
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ministério Público denuncia Íris Rezende por improbidade



Deu em O Estado de S. Paulo
Motivo é contrato sem licitação com empresa de amigo de Delúbio Soares

O Ministério Público de Goiás ingressou ontem na Justiça com uma ação de improbidade administrativa contra o prefeito de Goiânia, Íris Rezende (PMDB), por causa de um contrato de R$ 360 milhões firmado sem licitação. A principal beneficiária do contrato é uma empresa recém-criada cujo dono é amigo do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, personagem do mensalão petista.

A empresa Enatech foi contratada para gerenciar os estacionamentos públicos em Goiânia. Seu dono, Jaime de Oliveira, é do círculo de amizade de Delúbio. Desde que foi expulso do PT, Delúbio voltou a operar nos bastidores da política goiana.

Foi ele o responsável por costurar o apoio petista à chapa de Íris - o vice-prefeito, Paulo Garcia, e dois secretários municipais são do grupo político do ex-tesoureiro petista. Um dos irmãos de Delúbio, o ex-vereador Carlos Soares, é diretor da empresa municipal de processamento de dados.

O contrato que originou a ação do MP é cercado de suspeitas desde sua assinatura, em agosto do ano passado. Os detalhes da transação chamaram atenção da promotoria.

A começar pelo fato de que a contratada para executar o serviço, inicialmente, foi uma entidade de classe que nada tem a ver com o trânsito: a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Goiânia.

Logo depois da assinatura do contrato, a CDL terceirizou a tarefa. Com aval da prefeitura, entregou o serviço para a empresa do amigo de Delúbio.

Não houve licitação. De acordo com o Ministério Público, para justificar a contratação direta, a prefeitura limitou-se a fazer uma pesquisa de preços. Consultou uma associação de classe e um sindicato, que responderam não ter interesse no contrato.

Com as respostas das duas entidades, o governo municipal então fechou o contrato com a CDL, que depois delegou o serviço à Enatech. A empresa foi aberta 20 dias antes da assinatura do contrato.

O negócio é promissor. Pelos termos do acerto com a prefeitura de Goiânia, a empresa poderá explorar os estacionamentos públicos de Goiânia ao longo dos próximos cinco anos, por meio de parquímetros.

O valor global estimado é de R$ 360 milhões, dos quais 60%, ou R$ 216 milhões, ficariam para a Enatech, de acordo com o Ministério Público. Uma das cláusulas contratuais prevê a cobrança de R$ 1,25 por hora - a Enatech ficaria com R$ 0,74, a CDL com R$ 0,26 e a prefeitura, com R$ 0,25.