Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

BUEIROS NO RIO - Bueiro solta fumaça no Centro do Rio

POR Luarlindo Ernesto

Rio
- Um bueiro soltou fumaça por volta das 9h30 desta quarta-feira no Centro do Rio, na Rua Visconde de Inhauma, entre a Rua da Quintada e Avenida Rio Branco. De acordo com testemunhas, o bueiro teria pegado fogo, mas às 9h40, havia apenas fumaça no local. Bombeiros já foram chamados e enviaram uma equipe para a ocorrência.

Duas faixas da via chegaram a ser interditadas mas foram liberadas às 10h. Por conta disso, há retenção chegando na Rua Primeiro de Março, altura da Avenida Presidente Vargas.

Bueiro solta fumaça no Centro do Rio | Foto: Leitor @catunda





sábado, 14 de abril de 2012

REGIÃO SERRANA - Prefeito de Teresópolis, ARLEI ROSA, contrata bufê por R$ 1 milhão, mesmo com várias família desabrigadas na cidade

Com desabrigados, Teresópolis contrata bufê por R$ 1 milhão
Denúncia surge a menos de uma semana da chuva que matou 5 pessoas.
Moradores que tiveram casas destruídas pela chuva estão indignados.

Do G1 RJ



A notícia de que a Prefeitura de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, fez uma licitação para gastar R$ 1 milhão com serviço de bufê revoltou os moradores da cidade, que há menos de uma semana foi atingida por um temporal que matou cinco pessoas e deixou quase mil desabrigados. O dinheiro para lanches e refeições não chegou a sair dos cofres públicos, mas a previsão dos gastos provocou reação, como mostrou reportagem do RJTV desta sexta-feira (13).

O resultado da licitação foi divulgado nesta semana. A prefeitura convocou a concorrência e deu detalhes do que queria. Cada um dos 800 almoços com bebidas, sobremesa, dois tipos de carne, saladas, arroz, feijão, farofa e massas, por exemplo, sai por R$ 30. O valor total é de R$ 24 mil.

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Os dez coquetéis para mil pessoas, com salgados, canapés, fruta e bebidas, custam R$ 214.500. A prefeitura ainda faz uma exigência: o refrigerante oferecido deveria ser de primeira linha. Somados, os 17 itens pedidos no edital saem por mais de R$ 1 milhão.

Enquanto Teresópolis prevê gastar R$ 1 milhão com o serviço, moradores seguem desabrigados em escolas públicas. Segundo associação de moradores, a prefeitura diz que não há dinheiro. Num abrigo estão 40 famílias e muitas queixas. “A Defesa Civil interditou tudo, interditou minha igreja, interditou as casas todinhas e a gente está aqui sem saber o que fazer”, disse o pastor Fabiano Ribeiro.

O bairro Vale da Revolta foi um dos mais atingidos no temporal da semana passada: 92 casas estão interditadas, mas ainda há pessoas vivendo nelas. “A gente não tem aluguel social”, explica a moradora Luciana Carreira.

O que diz o prefeito
O prefeito atual é Arlei Rosa, ex-presidente da Câmara de Vereadores, que assumiu o cargo em agosto do ano passado, depois que o então prefeito, Jorge Mário, foi afastado por suspeita de desviar as verbas de recuperação da cidade, destruída pela chuva de janeiro de 2011.

Nesta sexta-feira (13), o prefeito Arlei Rosa disse que na verdade a empresa que ganhou a licitação ofereceu o serviço por R$ 785 mil. E que só não cancelou o contrato por falta de tempo.

“Devido a tudo o que aconteceu, eu estava na rua, ajudando a tragédia, eu nem tive cabeça e nem soube para pedir pra cancelar. Esse dinheiro não foi gasto e eu pretendo não gastar devido ao que a nossa cidade está passando”, disse o prefeito.

Nota da prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Teresópolis informa que, "apesar de se tratar de um procedimento de rotina, para atender aos eventos realizados durante todo o ano pelas secretarias municipais, bem como garantir a alimentação dos funcionários municipais que trabalham de plantão em eventos, como carnaval, Festa do Produtor Rural e ChocoSerra, entre outros, está cancelando o registro de preços para coquetel e coffe break realizado no dia 12 de abril, uma vez que o procedimento ainda não foi homologado".

A nota diz ainda que pelo registro de preços, a prefeitura retira e paga somente pelo serviço que utilizar, independentemente do valor total do pregão. Esse registro de preço é feito para que, caso haja algum evento, o serviço possa ser retirado do pregão e efetuado pela empresa vencedora, que apresentou o menor preço, conforme estabelece o Art. 2º do Decreto Municipal 2.970/2002, que diz que "a administração não estará obrigada a adquirir/contratar os materiais/serviços da detentora da ata de registro de preços".

A prefeitura informa que a administração municipal tem pleno respeito e consciência dos últimos acontecimentos no município e sabe como deve ser empregado o dinheiro público



sábado, 17 de março de 2012

SAÚDE NO RIO - Hospital Lourenço Jorge acaba de perder cirurgiões vasculares

Unidade já não tinha especialistas em tórax e cérebro
Superlotação na emergência do Hospital Lourenço Jorge
Superlotação na emergência do Hospital Lourenço Jorge
Foto: Emanuel Alencar / Agência O Globo/10.10.2011
Por Flávia Junqueira
 
A emergência do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, recebe, em média, sete baleados e 350 acidentados ao mês. A unidade, que fica nas proximidades de uma via expressa, atende vítimas de trauma 24 horas por dia. A despeito disso, os cinco cirurgiões vasculares da unidade foram demitidos — eles eram funcionários da Fiotec, organização social que gerencia projetos com a Secretaria municipal de Saúde. Há cerca de um ano, os cirurgiões torácicos também foram retirados do hospital, que nunca teve serviço de neurocirurgia.
— A emergência do Lourenço Jorge recebe vítimas de acidentes de vias de alta velocidade. Seria obrigatório ter cirurgia vascular, torácica e neurocirurgia. Estamos falando de emergências. São eventos que não podem esperar a chegada de uma ambulância, as intercorrências do trânsito e a disponibilidade de equipe em outro hospital. O fato é que todos os hospitais estão sobrecarregados. É uma irresponsabilidade do secretário de Saúde — diz o médico Pablo Vazquez, coordenador da Comissão de Saúde Pública do Cremerj.
O médico, que trabalha no Hospital Souza Aguiar, alerta que a maior parte das equipes de plantão na unidade do Centro não tem cirurgião vascular.
Hoje, os casos de neurocirurgia precisam ser encaminhados ao Miguel Couto, arriscando-se a agravar as sequelas e a vida do paciente. Em 29 de novembro do ano passado, um senhor de 72 anos deu entrada na emergência do Lourenço Jorge com traumatismo crânio-encefálico e no tórax. A equipe acionou a central de regulação para tentar a transferência para um hospital com neurocirurgião. Tarde demais. O paciente morreu às 23h41 daquela terça-feira.
— Estou cansado de ver pessoas morrendo e ficando sequeladas por motivos totalmente evitáveis — desabafa um médico do Lourenço Jorge, que prefere não se identificar.
O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, afirma que os plantões na unidade ficaram restritos a cirurgia geral e ortopedia para casos cirúrgicos.
A Secretaria municipal de Saúde alega que se baseou num estudo de demanda feito em parceria com a Fiotec para fazer o "remanejamento dos profissionais de cirurgia torácica e vascular para unidades com maior demanda".
Em nota, a secretaria informou que, em 2011, o Lourenço Jorge realizou nove cirurgias de emergência do aparelho circulatório, o que inclui as cirurgias vasculares. O livro de ocorrências dos plantões do serviço — agora extinto — mostra que 41 cirurgias foram feitas no ano passado, entre contenção de sangramentos em artérias de grande porte e amputações de pacientes com membros gangrenados, a maioria diabéticos descompensados.
— Não são traumas, mas são emergências. Sem a cirurgia, a pessoa morre — alerta o médico do Lourenço Jorge.
A nota da secretaria informa que, segundo o diretor do hospital, “o atendimento a diabéticos representa a maior parte da demanda clínica, porém, a quantidade de casos com necessidade de procedimentos cirúrgicos é pequena”. Os casos de trauma, que incluem acidentes, quedas e agressões, representaram cerca de 21% da demanda do hospital, e não são necessariamente cirúrgicos, completa a secretaria, acrescentando que os cirurgiões vasculares e torácicos foram remanejados para unidades com maior demanda.
A secretaria afirma que o Lourenço Jorge conta com suporte do Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, e está ampliando o atendimento na região da Barra, por meio de convênio com o hospital da Universidade Gama Filho — antiga Clínica São Bernardo, na Avenida das Américas. “A unidade conveniada atende pacientes eletivos transferidos do Lourenço Jorge, em especialidades como cirurgia geral, vascular, neurocirurgia e urologia”, diz a secretaria.
Em seu site na internet, a Gama Filho informa, no entanto, que “para maio, estarão abertos ao público os centros nefrológico, cardiológico, cirúrgico e de terapia intensiva”.
Leia a nota da Secretaria municipal de Saúde na íntegra:
“A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil informa que está ampliando o serviço de atendimento de diversas especialidades na região da Barra da Tijuca, por meio de convênio com o hospital da Universidade Gama Filho. A unidade conveniada atende pacientes eletivos transferidos do Hospital Municipal Lourenço Jorge, via SUS, em especialidades como cirurgia geral, vascular, neurocirurgia e urologia, entre outros, enquanto a unidade da Prefeitura continua atendendo a todas especialidades de emergência, conforme seu perfil. Além disso, a SMSDC ampliará a capacidade da emergência do hospital Lourenço Jorge com a contratação de profissionais, por concurso público em fase de conclusão. Serão convocados 1.700 médicos para toda a rede.
A rede municipal de saúde e as unidades conveniadas trabalham de forma integrada, visando otimizar os recursos existentes nos hospitais. Desta forma, e de acordo com estudo de demanda feito em parceria com a Fiocruz, por meio da Fiotec, houve remanejamento dos profissionais de cirurgia torácica e vascular para unidades com maior demanda. Em 2011, o Hospital Lourenço Jorge realizou nove cirurgias de emergência do aparelho circulatório, o que inclui as cirurgias vasculares.
A região conta, ainda, com uma unidade de pronto atendimento (UPA) na Cidade de Deus, que recebe casos de menor gravidade, e com suporte do Hospital Municipal Miguel Couto, que fica a cerca de 16 quilômetros, e oferece serviços de referência em diversas especialidades, dando apoio ao Hospital Lourenço.
O Hospital Municipal Lourenço Jorge recebeu no ano passado, mensalmente, 7 baleados e 350 acidentados de todas as naturezas (colisão, queda de moto, atropelamento etc). Os atendimentos clínicos/ambulatoriais responderam por 79% dos registros da unidade em 2011. Os casos de trauma, que incluem acidentes, quedas, agressões etc, representaram cerca de 21% da demanda do hospital, e não são necessariamente cirúrgicos. Há pouca variação do atendimento em função do dia da semana.
De acordo com o diretor do hospital, o atendimento a diabéticos representa a maior parte da demanda clínica, porém, a quantidade de casos com necessidade de procedimentos cirúrgicos é pequena. Conforme informado, houve remanejamento dos profissionais de cirurgia torácica e vascular para unidades com maior demanda, de acordo com estudo de demanda feito em parceria com a Fiocruz, por meio da Fiotec.
O Hospital Municipal Lourenço Jorge nunca ofereceu serviço de neurocirurgia desde sua abertura. A unidade trabalha de forma integrada a hospitais de referência da rede, como o Hospital Miguel Couto. A unidade Core (Centro de Operações Regional de Emergência) que será aberta funcionará de forma independente ao hospital, como uma unidade avançada, dando apoio às emergências clínicas.”
Fonte Extra Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/hospital-lourenco-jorge-acaba-de-perder-cirurgioes-vasculares-unidade-ja-nao-tinha-especialistas-em-torax-cerebro-4337351.html#ixzz1pMfjuEsp
   

domingo, 26 de fevereiro de 2012

COBERTOR CURTO NO RIO - Prefeitura está tirando de algumas obras para garantir a continuidade de outras.


POR Fernando Molica

Rio - O cobertor anda curto na prefeitura. A vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) descobriu que o governo municipal está tirando dinheiro de algumas obras para garantir a continuidade de outras.

A passarela entre o Maracanã e a Quinta da Boa Vista, que receberia R$ 111 milhões, perdeu R$ 106 milhões; a TransOlímpica ficará com apenas R$ 30 milhões — sua verba para este ano seria de R$ 100 milhões. Os beneficiados foram, entre outros, o Parque de Madureira, o Programa Asfalto Liso e até as obras do Porto

Fonte O Dia
   

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

MASSACRE NO REALENGO - escola de Realengo 7 meses após o atirador matar 12 alunos

Salas, corredores e até a fachada da unidade ganharam cores e formas diferente

No R7

Francine Dallolio / R7

As lembranças visuais são quase inexistentes eo antigo prédio foi todo modificado
Superação tem sido a palavra mais pronunciada entre professores e funcionários na Escola Municipal Tasso da Silveira em Realengo, zona oste do Rio de Janeiro, após sete meses da tragédia que abalou o Rio de Janeiro.

Veja a galeria de fotos

O sentido de mudança ganhou força durante as obras de reestruturação da unidade escolar. Nada se parece com o cenário de medo do dia 7 de abril deste ano, quando o ex-aluno da instituição, Wellington Menezes de Oliveira, entrou no colégio armado com dois revólveres e atirou contra estudantes em uma sala de aula, matando 12 jovens e ferindo outros 12.

Salas, corredores, refeitório e até a fachada da escola ganharam cores e formas diferentes. Segundo Luis Marduk, diretor da unidade, o principal objetivo das obras foi resgatar o ambiente de estudo para auxiliar o processo de superação do trauma.
- Pensaram no primeiro momento em derrubar a escola e até fecha-la, mas a união da comunidade escolar, de ex-professores, e a adesão da maioria de pais, fizeram com que a escola se mantivesse em pé, compreendendo que o grande desafio era vencer a dor onde ela se instalou.

A instituição hoje conta com o apoio de psicólogos e pedagogos que acompanham diariamente alunos e professores. Seis crianças continuam afastadas da escola e recebem em casa atendimento psicológico e reforço escolar, para que não não haja defasagem de idade e série até que elas sejam naturalmente reintegradas ao ambiente escolar.

O processo de retomada da normalidade veio através das aulas de arte ministradas pela professora Laura Taves, que se surpreendeu com o amadurecimento precoce das crianças.

- Fiquei muito surpresa com o poder de superação dessas crianças. As manifestações de solidariedade com os colegas é imensa, vejo isso na produção dos trabalhos. Sempre escrevem o nome da escola acompanhados de mensagens de carinho.

As oficinas foram tão produtivas que um painel com azulejos pintados pelos alunos será colocado na fachada da instituição. Serão 5.560 azulejos com desenhos e mensagens de esperança colorindo o cenário escolar.

Sala onde atirador matou 12 alunos deixa de existir
A primeira reforma aconteceu depois de quinze dias da tragédia. Das salas em que o atirador esteve, uma foi incorporada à biblioteca e a outra foi transformada em laboratório multifuncional, que serve para atender as crianças com necessidades especiais.

Depois de sete meses, as lembranças visuais são quase inexistentes. O antigo prédio foi todo modificado. Na sala em que a tragédia aconteceu, colunas e paredes foram derrubadas, abrindo espaço para dois banheiros e um longo corredor que leva ao novo prédio anexo.

- O local não poderia ser mantido como sala de aula, em função das lembranças. Então, optamos por descaracterizá-lo. Além disso, a prefeitura ter doado o terreno atrás da escola para construirmos um prédio anexo.

As obras de construção do novo edifício começaram no mês de setembro e devem ficar prontas até o fim de dezembro. O novo edifício, com três andares, vai abrigar um laboratório de informática e ciências, sala de dança e artes marciais, além de um auditório para 120 alunos.






Pintura em azulejo faz parte das atividades desenvolvidas na escola e que auxiliam no processo de superação. Foto: Francine Dallolio

domingo, 23 de outubro de 2011

BARRACO - NITERÓI X SÃO GONÇALO

Prefeito de Niterói pede desculpa aos moradores de São Gonçalo
Wolney Trindade disse que a culpa do engarrafamento, em Niterói, é dos gonçalenses que aproveitam as promoções do supermercado Guanabara Foto: Thiago Lontra / Extra

Andréa Machado, Danielle Moitas, Fabiana Paiva e Rafaella Barros
O secretário de Segurança e Controle Urbano de Niterói, Wolney Trindade, reafirmou, ontem, as ofensas aos moradores de São Gonçalo feitas em entrevista ao programa Roberto Canázio, da Rádio Globo. "Se dependesse de mim eles (gonçalenses) ficavam por lá. Tem que manter esse pessoal de São Gonçalo lá", declarou na ocasião, após a reabertura do supermercado Guanabara, embargado por ele na noite de terça-feira, por alegação de caos no trânsito. A declaração do secretário levou o prefeito Jorge Roberto Silveira a pedir desculpas aos gonçalenses ontem. Ele porém, manteve Wolney no cargo. O secretário, no passado, foi seu vice-prefeito.

— Foi uma declaração extremamente infeliz. Eu quero me desculpar pessoalmente com o povo de São Gonçalo. As duas cidades são praticamente a mesma coisa. Já foram uma cidade só, são dois territórios que se confundem. O próprio Wolney nasceu na fronteira, em Engenhoca — disse o prefeito de Niterói.

Indiferente ao pedido de desculpas de Jorge Roberto, Wolney manteve as ofensas:

— Nem Deus faria (eu) me retratar. Disse e vou continuar dizendo. Vários donos de birosquinhas vieram comprar em Niterói para, depois, explorar o próprio gonçalense. Não ofendi a mãe de ninguém, o marido de ninguém, a pessoa de ninguém. Não devo desculpas. Eles que me devem. Tenho muitas realizações lá. E não é preconceito, porque tenho família e amigos que moram lá. Tenho direito de crítica — rebateu o secretário, ontem.

Segundo Wolney, o nó nas ruas do Centro de Niterói foi provocado porque moradores da cidade vizinha foram fazer compras no supermercado em promoção.

A prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, pediu mais respeito aos gonçalenses.

— Acho lamentável este tipo de declaração. São Gonçalo é um município com grande representatividade no estado — defendeu Panisset.

Críticas ao secretário
Acostumado a fazer diversas entrevistas em seu programa, o radialista Roberto Canázio ficou estarrecido com as declarações do secretário, a quem não poupou críticas:

— É um nazista, um cretino, preconceituoso e xenófobo. Deve ter horror a tudo que seja diferente. É isso mesmo o que ele pensa. Em nenhum momento se retratou ou tentou amenizar suas declarações.

Moradora e candidata à Prefeitura de São Gonçalo por duas vezes, a deputada estadual Graça Matos disse que a declaração de Wolney era absurda:

— Wolney já foi candidato a deputado comigo e ia pedir votos em redutos gonçalenses. Se não fosse o povo de São Gonçalo, o centro de Niterói estaria morto. Ele deveria se retratar.

Para o presidente da escola de samba Porto da Pedra, Francisco Marins, a declaração do secretário não reflete a opinião da população de Niterói sobre a cidade vizinha:

— Foi uma declaração isolada e infeliz. A população de Niterói e a de São Gonçalo são extremamente unidas. Tenho certeza de que os niteroienses não acham isso.

OAB da cidade pode ir à Justiça
Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Gonçalo, José Luiz Muniz afirmou que a declaração de Wolney Trindade foi ofensiva e preconceituosa:

— Vamos nos reunir na segunda-feira para decidir qual será a providência. Possivelmente, vamos fazer uma interpelação judicial ao secretário.

Jorge Mariola, vereador de São Gonçalo, enviou à Câmara dos Vereadores uma moção de repúdio a Wolney:

— Custa-me crer que um funcionário público alçado ao cargo de secretário de Segurança e Controle Urbano tenha faltado com respeito à população, agredindo-a com palavras desrespeitosas.

Diretor do supermercado Guanabara, Albino Pinho disse que a loja está aberta a todos:

— Atendemos São Gonçalo com o maior prazer. Temos interesse em abrir uma loja na cidade, mas não há nada de concreto por enquanto

Fonte Extra  http://extra.globo.com/noticias/economia/prefeito-de-niteroi-pede-desculpa-aos-moradores-de-sao-goncalo-2858202.html#ixzz1bb6Pt7A3



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CORRUPÇÃO - Desde 2008, 274 prefeitos foram cassados no país

Publicada em 09/10/2011 às 23h01m
Marcelo Remígio (marcelo.remigio@oglobo.com.br)
 
O governo terminou mais cedo para 274 dos 5.563 prefeitos eleitos ou reeleitos nas últimas eleições municipais, o que representa 4,9% do total. Entre 2005 e 2008 - período do mandato anterior -, o total de gestores cassados tinha chegado a 296. A expectativa é que a marca seja ultrapassada nesta legislatura, até dezembro do ano que vem, quando terminarão os governos. Levantamento promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que 38,1% dos casos foram motivados por ações de improbidade administrativa e, em 36,9% deles, por infrações à legislação eleitoral. Os estados de Piauí - o campeão, com 50 cassados -, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso lideram o ranking da troca de cadeiras.

INFOGRÁFICO: As perdas de mandato pelo país

LEIA MAIS: Ex-prefeito de cidade no Piauí teria construído poço com dinheiro público

Parte dos políticos que perderam o mandato e ficaram inelegíveis se mantém na corda bamba, com uma sucessão de decisões judiciais que garantem a permanência nas prefeituras. A maioria das ações que levaram às cassações foi motivada por desvios de verbas e falta de comprovação do uso do dinheiro público. Há ainda prefeitos reeleitos que tiveram contas do mandato anterior reprovadas. Em processos envolvendo campanhas eleitorais, as principais razões para a perda de mandato são a compra de votos, irregularidades na prestação de contas e uso indevido de meios de comunicação.

Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), João Paulo Peixoto aponta duas razões para o número alto de cassações no país:

- Há uma combinação de despreparo com mau uso do dinheiro público. Profissionais com o perfil de gestores fogem da política porque a população tem uma imagem ruim dos políticos. Pessoas despreparadas que se elegem acabam formando equipes de trabalho fracas, com indicações políticas e pessoais, sem critério técnico - afirma o professor.

Ao analisar os números, o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, chega a uma previsão pessimista.

- A tendência é aumentar o número de cassações até 2012. Nem sempre um bom profissional de mercado consegue ser um bom prefeito. O despreparo para a função é grande. A fiscalização também aumentou, e a imprensa tem colaborado com o monitoramento - diz Ziulkoski.

Entre os estados que mais cassaram prefeitos, a Bahia aumentou, recentemente, a lista de afastados. Ioná Queiroz (PT), de Camamu; Sílvio Ataliba (PT), de Maragojipe; e Eranita Brito (PMDB), de Madre Deus, foram afastados. O número de cassados chega a 32, dos quais 26 conseguiram recursos judiciais mantendo os mandatos. Ioná foi acusada de compra de votos; Ataliba - reconduzido ao cargo por uma liminar -, de admitir funcionários sem concurso; e Eranita, de abuso de poder econômico e político.

Já em Tocantins, nos últimos dois anos foram propostas 108 ações pelo Ministério Público Federal e pelo MP estadual contra prefeitos e ex-prefeitos. Eles foram acusados de improbidade administrativa e mau uso de dinheiro público. Só o MPE denunciou 48 dos 139 prefeitos do estado por acusações que incluem desvio de verbas, funcionários fantasmas e empréstimos consignados fraudulentos. Enquanto o MPE tenta afastar os gestores, o MPF procura recuperar os danos aos cofres públicos, que já chegam a R$ 7 milhões.

- A maioria dos prefeitos pratica crimes contra o patrimônio público de maneira dolosa, consciente - disse Clenan Renaut de Melo Pereira, procurador-geral de Justiça de Tocantins.

Vinte e três dos 141 prefeitos eleitos em Mato Grosso em 2008 foram afastados ou cassados por corrupção ou fraudes eleitorais. Vinte deles tiveram problemas com o Tribunal Regional Eleitoral. Em dois dos maiores municípios do estado, prefeitos estão fora do cargo por conta de fraudes. Murilo Domingos (PR), de Várzea Grande, segunda maior cidade, foi afastado por ordem da Justiça. Ele é alvo de dez ações por improbidade administrativa. Domingos é acusado de contratar a ONG Abrassa (Associação Brasileira Profissionalizante, Cultural e de Preservação de Meio Ambiente) e repassar a ela servidores contratados e remunerados pela própria prefeitura. Assim, a ONG prestava serviço com funcionários que eram pagos pelos cofres públicos.

No vizinho Mato Grosso do Sul, dos 78 prefeitos, três perderam os cargos. De acordo com o MPE, foram instauradas 67 ações civis públicas contra gestores e que podem resultar em novas cassações.

O Rio de Janeiro soma nove casos de cassação, sendo que, em seis processos - Guapimirim, Itaguaí, Campos, Cabo Frio, Valença e Seropédica -, os prefeitos conseguiram na Justiça a permanência nos cargos. Foram cassados os prefeitos de Mangaratiba, Carapebus e Magé. Em São Paulo, dez prefeitos foram cassados. Oito prefeitos são investigados por uso indevido de verba pública. O Paraná registra 13 cassações, sendo quatro por improbidade. Santa Catarina também teve 13 gestores afastados - dois permanecem por causa de liminares -, e o Rio Grande do Sul, seis.

COLABORARAM Marcelle Ribeiro (SP), Agência A Tarde (BA), Graziela Guardiola (TO), Paulo Yafusso (MS), Anselmo Carvalho Pinto (MT), Juraci Perboni (SC) e Marcus Vinicius Gomes (PR)

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/09/desde-2008-274-prefeitos-foram-cassados-no-pais-925542328.asp#ixzz1aNSN6YFB 


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Com 131 mortes por dengue este ano, Rio propõe nova Campanha

O inseto alterado em laboratório compete com o macho selvagem para procriar mosquitos incapazes de transmitir a dengue (James Gathany/PHILL, CDC)


A caminho daquela que pode ser “a maior epidemia de dengue da história da cidade”, como alertou o prefeito Eduardo Paes, da capital, o estado do Rio de Janeiro registra, desde janeiro 131 mortes causadas pela doença. Os casos confirmados chegam a 160 mil.
Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde, no anúncio da ação que pretende envolver toda a população no combate ao mosquito Aedes aegypti. A proposta é simples: “10 Minutos Contra a Dengue”. Esse é o tempo que cada morador precisa dedicar por semana para combater o mosquito no seu raio de alcance, seja no trabalho, em casa ou na vizinhança.

A campanha “10 Minutos Contra a Dengue” foi inspirada em uma experiência bem-sucedida do governo de Cingapura com base na experiência bem sucedida do governo de Cingapura.

Mais que as grandes ações de combate ao mosquito em áreas públicas, o ‘dever de casa’ dos moradores pode fazer a diferença na hora de reduzir a infestação pelo mosquito. A estimativa da secretaria é de que 80% dos focos de dengue estejam no ambiente doméstico.

Os agentes de saúde dos municípios ficarão responsáveis por levar o guia "10 Minutos Contra a Dengue" à população durante visitas às casas. O material traz orientações sobre como é preciso ficar atento a situações como calhas entupidas, caixas d´água destampadas, ralos no quintal acumulando água da chuva, o pratinho embaixo do vaso, além de deixar baldes e garrafas viradas com a boca para baixo.


sexta-feira, 18 de março de 2011

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - Prefeito de Tanguá é denunciado pelo MP

 O prefeito de Tanguá, Carlos Pereira, está na ‘mira’ do Ministério Público Estadual (MP-RJ). Ontem, o órgão ajuizou uma ação civil pública contra o chefe do Executivo municipal, acusando-o de improbidade administrativa. Além de Carlos Pereira(foto), o MP também denunciou os dois ex-secretários de Fazenda, José Souza de Oliveira e Fernando José Gac da Fonseca.

De acordo com o Ministério Público, os três são acusados de enriquecimento ilícito através do desvio de verbas públicas em 2005. Na ação, o MP afirma que Carlos Pereira e os dois ex-secretários teriam participado de um esquema que simulava licitações que, segundo o órgão, jamais ocorreram.No inquérito, os acusados são acusados de fraudarem a contratação das empresas Vhang e Mascarenhas, no ano de 2005, para fornecimento de bens e prestação de serviços. 

O Procurador Geral de Tanguá, Carlos Dimitrius Margeon Rampasso, alegou que as acusações do Ministério Público contra Carlos Pereira não são convincentes. De acordo com ele, o prefeito de Tanguá está esperando a conclusão do inquérito para poder acionar os verdadeiros culpados pela fraude.
“Os argumentos do MP são frágeis e os processos licitatórios em questão sumiram da Secretaria de Fazenda naquela ocasião. Por causa disso, o prefeito devolveu R$ 127 mil aos cofres estaduais, conforme exigido pelo Ministério Público, na época. Sobre qual medida vai tomar, Carlos Pereira vai esperar ser comunicado oficialmente pelo MP para anunciar como será a sua defesa”, declarou Dimitrius.

terça-feira, 1 de março de 2011

CIDADE DA MÚSICA - EMPREITEIRAS COBRAM R$ 238 MILHÕES DA PREFEITURA DO RIO

RIO - A prefeitura do Rio e o Consórcio Cidade da Música - formado por empreiteiras responsáveis pela construção do empreendimento na Barra - travam uma batalha de números com relação aos valores para a conclusão do projeto. As construtoras cobram R$ 238 milhões relativos a atrasos, custos de paralisações, trabalhos realizados e não pagos, além dos recursos necessários para terminar a obra. Embora ainda não tenha havido um acordo, parte da dívida já foi reconhecida pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), que fez uma inspeção nos contratos e recomendou o pagamento de R$ 23,5 milhões às empresas no mês passado.
Segundo o tribunal, o valor inicial do contrato assinado com o consórcio - sem levar em conta os outros custos com aquisição de mobiliário - foi de R$ 390 milhões. Do total, as empresas já executaram cerca de R$ 318 milhões, mas receberam aproximadamente R$ 294 milhões (ficando uma diferença de R$ 23,5 milhões). Mas, no requerimento que apresentaram ao TCM, as construtoras afirmam que o município deve muito mais. Do valor de R$ 238 milhões, cerca de R$ 95 milhões seriam relativos a obras realizadas e não pagas; R$ 49 milhões de custos com paralisações; além de R$ 93 milhões que faltam para conclusão do projeto original. As obras da Cidade da Música foram paralisadas quando o prefeito Eduardo Paes assumiu em 2009. O objetivo era realizar uma auditoria nos contratos.
Leia também:
No relatório de inspeção, que foi votado em janeiro, o TCM informou que será preciso mais estudos para avaliar os valores devidos, e solicitou que a prefeitura e as empreiteiras cheguem a um acordo. Os técnicos afirmam ainda que há divergências entre a prefeitura e as empreiteiras com relação à medição da obra, ou seja, sobre aquilo que de fato já foi realizado. O custo total dos contratos para erguer e equipar a Cidade da Música era estimado em cerca de R$ 518 milhões (sem considerar a atualização dos valores). No fim de 2009, a prefeitura já tinha desembolsado mais de R$ 430 milhões com o projeto.
Procurada, a Secretaria municipal de Obras informou apenas que os valores cobrados pelas empreiteiras são de responsabilidade da gestão anterior. O órgão acrescentou que, desde a retomada dos trabalhos, em 2010, já foram gastos mais R$ 42 milhões e ainda faltam executar R$ 42 milhões para que o equipamento seja finalizado (total de 84 milhões). A secretaria disse que a Cidade da Música será inaugurada no segundo semestre de 2011.
Ex-prefeito diz que paralisação aumentou custo
Relatora da CPI da Cidade da Música, a vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB) acredita que o custo com a construção da empreendimento (sem contar a compra de mobiliário) deverá chegar a mais de R$ 600 milhões. Para ela, nem mesmo os recursos que o ex-prefeito Cesar Maia afirmou ter deixado em caixa (cerca de R$ 80 milhões) para concluir o projeto seriam suficientes:
- Os valores apontados são muito parecidos com aqueles que a CPI apurou. O fato é que a prefeitura não tinha em caixa os recursos para finalizar o projeto como o ex-prefeito afirmara. Isso porque havia uma série de trabalhos já realizados pelo consórcio, que a gestão anterior não levou em conta.
O ex-prefeito Cesar Maia, por sua vez, atribuiu à atual gestão a responsabilidade pelo aumento dos custos. 
Na avaliação dele, o TCM já concluiu que não houve irregularidades na execução da obra, e que os R$ 80 milhões que deixou em caixa eram suficientes para terminar o projeto:
- A paralisação por dois anos deve ser a responsável pelo incremento (do valor final). O custo da paralisação nestes dois anos, de R$ 50 milhões, é de responsabilidade da atual administração. É cristalina a análise.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

AÉCIO 2014 - Entre o DEM e Aécio


Aecio Neves

Candidato à liderança do DEM na Câmara, o mineiro Marcos Montes calibra o discurso. Ressalta ser do grupo da família Bornhausen e Gilberto Kassab no DEM. Pondera, por outro lado, que não representará um obstáculo à caminhada de Aécio Neves rumo à Presidência da República em 2014. Diz Montes:

- Se eu sentir que isso (candidatura à liderança) pode atrapalhar o projeto nacional do Aécio, eu vou rever e conversar com ele. O Aécio é a prioridade. Sou do projeto do Aécio.
Por Lauro Jardim

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

PIAUÍ - Sete prefeitos são presos acusados de desviar R$ 20 bi


Recursos eram para compra de remédios e merenda escolar no Piauí
Efrém Ribeiro, O Globo
A Polícia Federal do Piauí prendeu ontem sete prefeitos e dois ex-prefeitos do interior do Piauí e o presidente do Instituto de Assistência e Extensão Rural (Emater) do governo do estado, Francisco Donato de Araújo, o Chico Filho. Todos são acusados de desvio de cerca de R$ 20 milhões de recursos para a compra de medicamentos, além de merenda e material escolar.
O dinheiro era do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental (Fundeb). Os prefeitos teriam usado notas frias para simular compras de produtos.
A operação foi realizada em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal. Ao todo, 325 agentes da Polícia Federal prenderam 30 pessoas, entre eles um advogado, servidores públicos, assessores, empresários, lobistas, secretários de Saúde e Educação. Foram cumpridos 84 mandados de busca e apreensão em 12 municípios.
Leia mais em O Globo

terça-feira, 25 de maio de 2010

DESVIO - Prefeito de Belém é um dos acusados de desviar R$ 65,5 milhões do SUS


Duciomar Gomes 
da Costa

    Brasília - O prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), foi acusado pelo Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA) de improbidade administrativa de recursos federais do Fundo Nacional de Saúde (FNS). O ex-prefeito Edmilson Rodrigues, que administrou a cidade entre 1996 e 2004, e cinco ex-secretários de saúde também foram denunciados.

Caso condenados, eles serão obrigados a devolver R$ 65,5 milhões aos cofres públicos, além de sofrer as penalidades previstas na Lei de Improbidade, como perda de função pública, perda de bens e valores conquistados ilegalmente e suspensão de direitos políticos por até dez anos.

Segundo o procurador Bruno Soares Valente, autor da denúncia, houve desvio de recursos federais destinados à saúde entre 2004 e 2006. O atraso do repasse de verba a instituições de saúde, a prestação de informações falsas sobre o pagamento da dívida e o descumprimento de decisões judiciais seriam alguns dos crimes cometidos pela prefeitura de Belém.

Duciomar Costa já teve seu mandato cassado em primeira instância em dezembro de 2009. Desde então, o Tribunal de Justiça do Pará ainda não julgou o caso, e o prefeito se mantém no cargo por meio de liminar. O motivo de sua cassação seria o uso de dinheiro público para promoção pessoal e a criação de um programa assistencialista em ano eleitoral.

sábado, 17 de abril de 2010

PERNAMBUCO/RECIFE - Recife testa gel antideslizamento usado na guerra do Iraque



Produto foi aplicado de forma experimental no bairro Vasco da 
Gama, em Recife. Foto: Celso Calheiros/Especial para Terra Produto foi aplicado de forma experimental no bairro Vasco da Gama, em Recife
Foto: Celso Calheiros/Especial para Terra


Celso Calheiros
Direto de Recife
Às vésperas do período de chuvas na região Nordeste do País, a cidade de Recife aposta em um gel antideslizamento utilizado pelas forças armadas nas guerras do Iraque e do Afeganistão para evitar um desfecho semelhante ao testemunhado nos desbarrancamentos do Rio de Janeiro e de Niterói no início do mês. Com um custo de R$ 19 por m², o produto impermeabilizante será aplicado a partir da próxima semana em 1,5 mil m² de áreas de encosta com risco de deslizamento.
Apresentado pela prefeitura da capital pernambucana à imprensa na última semana como novidade no Brasil, o produto biodegradável e atóxico é produzido pela empresa americana Etack Environmental Solutions a partir de elementos presentes na natureza e capazes de recompor o solo. Ao ser aplicado em um terreno sem vegetação, o gel composto de cálcio, enxofre e sódio forma uma resina na superfície do solo que dificulta a absorção da água. Sem ficar molhado, o risco de deslizamento é reduzido.
Apesar da badalação em cima do produto, o prefeito Jair da Costa e o secretário de Desenvolvimento Urbano e Obras, Amir Schvartz, advertem que ele não é milagroso. Sua aplicação afasta o risco de deslizamentos, porém não o elimina. "O gel vai minimizar (o risco). Servirá para substituir a lona plástica com vantagens econômicas. No entanto, no primeiro momento, não haverá economia, porque a lona é mais barata. Mas, como a lona se desgasta rapidamente e exige pessoal para colocação e recolocação, o gel terá um custo benefício maior a longo prazo", diz Schvartz.
Antes de eleger o gel como substituto das lonas, a prefeitura do Recife o testou gel no bairro Vasco da Gama, na zona norte da cidade. Em 2007, o produto foi utilizado experimentalmente em uma barreira de 135 m² logo abaixo da casa de número 107 da rua Curitiba. Desde então, nenhum deslizamento foi registrado no local - e o mato não cresceu.
A dona de casa Nesi Maria Ferreira da Silva, 48 anos, mora na rua Curitiba há 17 anos e aprova os efeitos do gel. "Não caiu terra nenhuma, o produto cola o solo". Para ela, além de minimizar o risco de quedas de barreiras, o produto tem outra vantagem: impede o crescimento de qualquer tipo de vegetação. "É uma beleza! Sem mato, não vem os bichos que se escondem no capim alto", afirma.
De acordo com a prefeitura, os efeitos observados na primeira aplicação no Vasco da Gama ocorreram mesmo sem a repetição do produto, em menor escala, doze meses depois da primeira utilização. Pela recomendação do fabricante, o gel deve ser colocado de forma mais concentrada na primeira vez e, a cada 12 meses no prazo de 5 anos, ter uma reaplicação com 20% da carga inicial.
Além da utilização nas guerras do Afeganistão e Iraque, o site do revendedor do produto destaca a sua eficácia ao ser aplicado no deserto para construção de pistas de pouso de helicópteros e estradas para carros militares. No entanto, o fabricante não informa se o gel já havia sido usado outras vezes em encostas.

Aprovado por moradores
O vigia José Rufino, 54 anos, que mora há 31 anos no morro do Ibura - onde o produto também foi testado -, elogia a aplicação na encosta que fica acima de sua casa. Segundo ele, a terra ficou mais resistente, e a retirada da lona evita o aparecimento de pragas. "A lona facilitava a criação de baratas, escorpiões, ratos e cobras", disse. A vizinha Iraci Maria da Silva, 56 anos, vê no novo produto o fim da preocupação nos dias de chuva e afirma que a rotina de colocar colchões na sala - mais próxima da saída de casa - e ficar de sobreaviso acabou. "Vivíamos com esse medo, porque alguns moradores perderam suas casas".
O funcionário da prefeitura César Seixas é o responsável pela aplicação do gel, que ainda é manuseado de forma improvisada. Ele utiliza o tambor do produto com uma bomba d'água e uma mangueira. O único equipamento de proteção individual que usa é um par de luvas. "O produto não é tóxico", defende-se. "Viu? A água desce a encosta e não se mistura com a terra", afirma ele, para mostrar a eficácia do experimento.

Aspecto ambiental
Apesar de ser classificado como um avanço na prevenção de deslizamentos de terra, o gel pode enfrentar resistências no aspecto ambiental. Novo no mercado brasileiro, o produto não foi licenciado pelo Ibama e nem pela agência pernambucana de meio ambiente. Apenas o Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep) comprovou que seus componentes são naturais, biodegradáveis e atóxicos, de acordo com o secretário Amir Schvartz.
De acordo com o gerente de fiscalização da prefeitura de Recife, Iakamura Borba, o município pediu ao fornecedor que procure o Ibama e a agência de meio ambiente estadual para obter o licenciamento do produto. Até a sexta-feira, o instituto não havia recebido amostras do gel para licenciamento.


 

DENUNCIE - Disque Denúncia oferece R$ 5.000 por informações de pichadores do Cristo Redentor. Ligue número 0/xx/21/2253-1177

da Reportagem Local
 
O Disque Denuncias do Rio confirmou na manhã deste sábado que está sendo oferecida recompensa de R$ 5.000 por informações que levem a identificação dos responsáveis pela pichação encontrada em parte dos braços do Cristo Redentor. A limpeza da estátua deve durar todo o fim de semana.


Estátua do Cristo Redentor é pichada no Rio
Rio avalia condições de via para liberar acesso ao Cristo
Chuva interdita Cristo e gera prejuízos
Leia a cobertura completa sobre as chuvas
 
Segundo informações do Disque Denúncias, as pessoas que têm informações sobre os criminosos devem ligar para o número 0/xx/21/2253-1177. Até a manhã deste sábado, nenhum suspeito tinha sido identificado.
Ontem, a PF (Polícia Federal) informou que a Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico abriu procedimento para investigar o ataque. De acordo com a PF, a lei prevê detenção de três meses a um ano, além de multa, para condenados por "pichar, grafitar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano".
Na quinta (15), o prefeito Eduardo Paes (PMDB) afirmou que o caso já era investigado pela polícia. "É crime de lesa-pátria. Trata-se de um ícone não só do Rio, mas do Brasil todo. São delinquentes, marginais, que serão presos assim que identificados", afirmou.
Não há previsão de reabertura dos acessos à estátua, interrompidos desde a semana passada em decorrência de deslizamentos de terra e barreiras nas pistas, tanto via Cosme Velho quanto Laranjeiras. A prefeitura deve liberar trechos apenas para a realização de serviços, mas tanto o Parque Nacional quanto o Cristo permanecem fechados ao público.


 


 

terça-feira, 13 de abril de 2010

DENÚNCIA - Empresa ligada a Afif ganha R$ 10 mi na gestão Kassab


Da Agência Estado:

Empresa que tem como sócio-diretor o ex-secretário estadual do Emprego e das Relações de Trabalho, Guilherme Afif Domingos (DEM), a Indiana Seguros S/A já recebeu mais de R$ 10 milhões da gestão do prefeito Gilberto Kassab, seu colega de partido.
O valor equivale a dois anos e meio de contrato da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) para cobertura dos riscos de morte e invalidez de mutuários e de danos físicos das unidades habitacionais.
Ex-presidente da Indiana, Afif deixou a secretaria na gestão José Serra/Alberto Goldman (PSDB) há 15 dias para disputar a eleição; deve ser vice na chapa do tucano Geraldo Alckmin.
Em nota, o ex-secretário afirmou que se afastou da presidência da seguradora em 2006 para concorrer ao Senado, “respondendo só como membro do conselho” da firma.
O contrato da Cohab com a Indiana, cujo valor inicial era de R$ 329 mil por mês, foi assinado em outubro de 2007, quando o irmão de Afif, Cláudio Afif Domingos, respondia pela presidência da empresa.
À época, o presidente da Cohab era Marcelo Rehder, atual secretário-adjunto de Comunicação de Kassab. Em janeiro deste ano, a Cohab prorrogou o contrato até outubro pelo valor mensal de R$ 422 mil, ou seja, 28% a mais.
O primeiro pregão eletrônico para contratar o seguro das unidades da Cohab foi considerado fracassado por Rehder em julho de 2007 sob a alegação de que a proposta vencedora, da AGF Brasil Seguros, estava acima do valor referência da companhia.
Na ocasião, a Indiana havia sido desclassificada. Na sequência, a Cohab iniciou outro pregão eletrônico vencido em outubro pela Indiana.
Em nota, a Cohab informou que “não há irregularidade no contrato” com a Indiana e destacou que três concorrentes participaram do pregão vencido pela empresa de Afif.
A companhia afirmou ainda que “não houve alteração no valor do prêmio/alíquota de cobertura nas renovações”, mas aumento do número de mutuários assegurados pela Indiana.
Afif afirma que a Indiana foi criada em 1943 e ficou com os Afif Domingos até 1997, quando seu controle foi adquirido pela Bradesco Seguros, mas membros da família permaneceram na administração.
Balanço da empresa, porém, indica que, até o início de 2008, os Afif tinham 60% das ações e o Bradesco, 40%. À época, ela foi vendida ao grupo Liberty Seguros e passou a ser presidida pelo argentino Luís Maurette, mas Afif e o irmão ainda são sócios-diretores e membros do conselho de administração, com participação nos lucros.
Em nota, o ex-secretário de Trabalho do governo Serra, Guilherme Afif Domingos, afirmou que não ocupa a presidência da Indiana desde 2006, quando se afastou para concorrer ao Senado e, em seguida, assumir a secretaria.
Afif diz que “já estava afastado da administração e do dia a dia da empresa” em outubro de 2007, quando o contrato com a Cohab foi assinado.
Segundo ele, a Indiana foi vendida à Liberty Seguros naquele mês e ele e o irmão permaneceram como membros do conselho, “não tendo nenhum tipo de gestão, nem de participação na mesma”. Ele ainda afirma “desconhecer totalmente” o contrato. As informações são do Jornal da Tarde.

 


 

quinta-feira, 8 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/PREFEITURA/CHUVAS - Paes afirma que irá remover 'todos' os moradores de morro


De Felipe Werneck, de O Estado de S. Paulo:

No dia seguinte da enxurrada que matou 133 pessoas no Estado, o prefeito da capital, Eduardo Paes (PMDB), anunciou a decisão de remover e reassentar "todos" os moradores do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no centro, onde morreram 18 pessoas em deslizamentos, e no trecho da Rocinha conhecido como Laboriaux, na zona sul.
"É uma decisão tomada a partir de estudos de geotecnia. Não vamos mais brincar com essa história", disse ele, que criticou "demagogos de plantão" contrários à medida. Sem informar prazos, o prefeito afirmou nesta quarta, 7, que vai "avançar" na questão dos reassentamentos na cidade.
No caso das duas favelas, ele calculou que 2 mil famílias serão transferidas para local ainda não definido. "Não me peçam data ou projeto. Vamos discutir isso na fase seguinte da contingência."
Paes disse esperar que os "demagogos de plantão não esqueçam" a tragédia provocada pela chuva. "Não vou ser responsável por pessoas morrerem ou passar todo o verão sem dormir." Ele afirmou que impedir novas ocupações é uma "linha" de seu governo.
"Não vou ficar com esses urubus da política esperando essas pessoas morrerem para que eles possam de alguma maneira se divertir."
O prefeito fez o anúncio ao comentar declaração do secretário de Defesa Civil do Estado, Sérgio Côrtes, que defendera "remoção compulsória" de moradores de áreas de risco.
Em janeiro, a prefeitura havia apresentado um mapeamento de áreas de risco que indicava a necessidade de remoção de 12.196 domicílios em 119 comunidades. Apenas um dos locais onde morreram as 43 vítimas da tragédia na capital estava na lista: a Rocinha (com uma vítima).

 


 

terça-feira, 6 de abril de 2010

DIGITAL/TWITTER - Chuvas no Rio dominam temas mais comentados


da Folha Online
O serviço de microblogs Twitter, que funciona como um termômetro da opinião pública na internet, trazia as chuvas no Rio de Janeiro --que já vitimaram quase 80 pessoas nesta terça-feira (6)-- entre os assuntos mais comentados por internautas brasileiros, no serviço conhecido como Trending Topics.
De dez temas na medição brasileira no serviço, ao menos seis eram relativos à tragédia no Rio. O mais comentado no Brasil se referia à Fundação Cobra Coral, devido a um suposto contrato com o governo do Estado para previsões meteorológicas.
Celso Pupo/Fotoarena/Folhapress
De
 dez temas na medição brasileira no serviço, ao menos seis eram 
relativos à tragédia
De dez temas na medição brasileira no serviço, ao menos seis eram sobre tragédia
"Ainda bem que a prefeitura do Rio renovou o contrato com a Fundação Cacique Cobra Coral.... né [Eduardo] Paes?!", ironizou um internauta. Outra usuária do Twitter dizia ainda que "quase caí para trás quando li o descritivo da bagaça: 'A Fundação Cacique Cobra Coral foi criada para intervir nos desequilíbrios...'"
Outros tópicos mais comentados eram "#chuvanorio", "#Grota Funda" (região que está alagada no Rio) e "#caosnorio".
A tragédia também fez com que o apresentador da Rede Globo, Renato Machado, figurasse entre os temas mais comentados --um boato difundido no serviço de microblogs indicava que ele teria supostamente morrido em decorrência das chuvas.
Nos tópicos mais comentados em São Paulo, as chuvas no Rio também predominavam: ao menos quatro dos temas mais comentados se referiam à tragédia.

 


 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

DENÚNCIA - Garcia & Rodrigues foi beneficiado em licitação da Prefeitura do Rio


POR FERNANDO MOLICA

Rio - Antecipada pelo 'Informe do Dia', a aplicação irregular de R$ 70 milhões de recursos do PrevRio - que administra a previdência dos funcionários municipais - beneficiou o grupo Casual Dining Participações, dono do restaurante Garcia & Rodrigues.

No ano passado, o grupo venceu a licitação feita pela prefeitura para administrar o local onde funciona a churrascaria Porcão Rio´s, no Aterro do Flamengo.

A maior parte da aplicação foi feita em títulos emitidos pela Causal Dining. No último dia 29, a prefeitura conseguiu, na Justiça, uma liminar - decisão provisória -  para bloquear o valor aplicado e assim garantir a devolução do dinheiro.

Como o 'Informe' também anunciou na edição desta quinta-feira de O DIA, o prefeito Eduardo Paes exonerou o presidente da PrevRio, Marcelo Cordeiro.


 


 

sexta-feira, 26 de março de 2010

ALAGÃO DO KASSAB - São Paulo terá pancadas de chuva com potencial para alagamentos nesta sexta


colaboração para a Folha Online
O céu amanheceu nublado na manhã desta sexta-feira, mas a nebulosidade diminuiu e o sol aparece entre nuvens. Durante a tarde estão previstas pancadas de chuva, com volumes significativos e potencial para alagamentos, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da prefeitura. A temperatura máxima será de 29ºC.
No sábado (27), o dia será mais chuvoso no período da tarde e noite. A chuva deve ser de forte intensidade.
Ontem (25), a chuva que atingiu São Paulo provocou mais de 50 pontos de alagamento e o segundo maior índice de congestionamento do ano, foi mais intensa na região central da cidade. A chuva também provocou interdições em túneis. O túnel Anhangabaú permaneceu bloqueado no sentido aeroporto das 14h30 às 15h45, já o túnel Tom Jobim foi interditado das 15h10 às 15h50. A cidade ficou em estado de atenção por quase quatro horas.

Apu Gomes/Folha Imagem
Veículos passam por alagamento na avenida das Nações Unidas, perto 
da ponte Transamérica, em São Paulo
Veículos passam por alagamento na avenida das Nações Unidas, perto da ponte Transamérica, em São Paulo
Uma massa de ar quente e úmida provoca pancadas de chuva em grande parte do país nesta quinta, de acordo com o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), ligado ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Deve chover forte no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do país.
No Sul do país haverá pancadas de chuva provocadas por áreas de instabilidade. O tempo também fica instável entre o leste e nordeste da região Nordeste, com possibilidade de chuva.