Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

DELTA NO RJ ii - Delta concentrou 17% de 28 contratos sem licitação na Região Serrana

TCU e MPF investigam se houve irregularidades nos repasses de verbas

Em Teresópolis, a situação continuava a mesma em dezembro de 2011, quase um ano depois das chuvas que devastaram a Região Serrana em janeiro do mesmo ano
Guilherme Leporace / O Globo

RIO
- O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal no Rio investigam se houve irregularidades do governo estadual ao destinar R$ 27,4 milhões a um grupo de empresas que atuaram na recuperação da Região Serrana, após as chuvas de 2011. Desse total, cerca de 17% foram repassados para a Delta Construções. Em 28 contratos analisados, a Delta foi a maior beneficiada. Os contratos foram celebrados em caráter de emergência, sem licitação, logo nos primeiros dias da tragédia. Os recursos enviados ao Rio saíram da conta do Ministério da Integração Nacional.

A Delta ficou com a maior parcela do pacote: R$ 4,7 milhões, seguida da Carioca Christian com repasses de R$ 3,8 milhões. As tempestades castigaram a região em janeiro de 2011, matando 918 pessoas e deixando desaparecidos e um rastro de destruição em sete municípios.

Valores foram repassados sem assinatura de contratos

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Como revelou O GLOBO numa série de reportagens no ano passado, o governador Sérgio Cabral mantinha relações pessoais com Fernando Cavendish, controlador da Delta Construções. A empreiteira recebeu R$ 1,49 bilhão do governo Cabral. A empresa também foi citada nos grampos da Operação Monte Carlo, que revelou os métodos de ação do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ela também é a empreiteira número um do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No no ano passado, a Delta recebeu R$ 884,4 milhões da União.

Os contratos firmados pelo governo estadual estão passando por fiscalização do TCU desde de maio do ano passado e também são investigados em inquérito civil pelo Ministério Público Federal. O TCU confirmou ontem que seus técnicos encontraram irregularidades e investigam o caso. Segundo o tribunal, os recursos teriam sido repassados para as empresas antes de os contratos serem formalizados. O estado nega qualquer irregularidade e já encaminhou documentos aos órgãos.

O TCU sustenta, em documentos obtidos pelo GLOBO, que o procedimento do estado foi ilegal e feriu a Lei de Licitações. Segundo técnicos, mesmo em situações de emergência, quando há dispensa de licitação, contratos precisam ser formalizados. Além da Delta, foram beneficiadas grandes empresas como a Carioca Christian-Nielsen, a Andrade Gutierrez, Camargo Correa e a Construtora Queiroz Galvão. Outras 19 receberam recursos do estado.

O primeiro lote de recursos foi repassado pelo Ministério da Integração Nacional para contas do governo estadual e de sete municípios da Região Serrana atingidos. Foram R$ 70 milhões para o estado e R$ 30 milhões diretamente para os municípios: Friburgo (R$10 milhões); Teresópolis e Petrópolis (R$ 7 milhões cada); e Sumidouro, Areal, Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto (R$1,5 milhão cada). Investigações do MP e da Controladoria Geral da União (CGU) identificaram desvios dos recursos por parte das prefeituras. Em Teresópolis e Nova Friburgo, os prefeitos foram afastados e o assunto virou tema de duas CPIs municipais e uma estadual.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/delta-concentrou-17-de-28-contratos-sem-licitacao-na-serra-4674888#ixzz1sOUlC3oM

sábado, 7 de abril de 2012

REGIÃO SERRANA - População continua sofrendo. Chuvas deixaram 5 mortos e mais 800 desabrigados

Bombeiros confirmam 5ª morte após chuva forte em Teresópolis, RJ
Número de desabrigados pode chegar a 800, segundo Corpo de Bombeiros.
Em 4h choveu mais do que o esperado no município para o mês inteiro.

Do G1, em São Paulo



Subiu para cinco o número de mortos após a chuva forte que caiu em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, informou na madrugada deste sábado (7) o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Sérgio Simões.

A vítima localizada é uma mulher, que estava sob os escombros de uma casa no bairro de Santa Cecília. O filho dela, de cinco anos, foi resgatado com vida, de acordo com o coronel Simões.

Segundo as primeiras informações, uma vítima teria 14 anos, moradora do bairro Quinta Lebrão. Um casal teria sido retirado sem vida em um desabamento em Bom Retiro e ainda uma outra vítima morreu em um deslizamento na comunidade Pimentel.

Anteriormente, os bombeiros informaram que a vítima de 14 anos era do sexo masculino, porém às 23h41 a corporação afirmou que era uma menina. Segundo Simões, o número de desabrigados em Teresópolis pode chegar a 800.

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A chuva deu trégua no município por volta das 23h. Bombeiros do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) e cães da corporação estão a caminho.

Segundo a Secretaria de Estado da Defesa Civil, o sistema de alerta sonoro da cidade foi acionado nos bairros de Perpétuo e Rosário, e moradores estão sendo orientados a seguir para os pontos de apoio.



chega a oito o número de deslizamentos de terra em Teresópolis. A informação foi confirmada pela Secretaria de estado de Defesa Civil.

A serra Rio-Teresópolis chegou a ficar cerca de 3 horas totalmente interditada.

De acordo com a Concer, concessionária responsável pela via, a interdição ocorreu por medida preventiva, já que chovia muito forte na cidade.


Friburgo Em Nova Friburgo, também na Região Serrana, a chuva forte do fim desta tarde provocou um deslizamento de terra na RJ-142, estrada que liga os distritos de Mury a Lumiar. Segundo a Defesa Civil do município, motoristas que trafegam pelo local devem dirigir com atenção, pois a rodovia opera em meia pista.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, em quatro horas choveu mais do que o esperado no município para o mês inteiro. Mais cedo, o Rio Bengalas, no Centro da cidade, chegou a transbordar, mas as águas já retornaram ao nível normal.

Todos os rios da Região Serrana estão em estágio de atenção, ainda de acordo com o Inea. A Defesa Civil do estado informou que as equipes estão mobilizadas nos dois municípios.

Em janeiro de 2011, a chuva que devastou municípios da Região Serrana deixou mais de 900 mortos.


    

Fonte G1

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

DESCASO E IRRESPONSABILIDADE - Estado do Rio teve de devolver R$ 20 milhões, de vítimas das chuvas, à União

Recursos eram destinados à construção de casas para desabrigados de enchente de 2009 na Baixada
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Roberto Maltchik

Chuvas na Baixada: imóveis para vítimas não saíram do papel
Marco Antonio Cavalcanti/13-11-2009 / O Globo

BRASÍLIA - Mais de dois anos após a forte enchente que castigou a Baixada Fluminense, em novembro de 2009, o governo do Rio foi obrigado a devolver à União R$ 20 milhões que deveriam servir para a construção de 800 moradias para famílias atingidas pelo desastre. Uma vistoria do Ministério da Integração Nacional, feita em agosto de 2011, nas cidades de Belford Roxo e Duque de Caxias, detectou que nenhum dos 50 blocos, cada um com 16 apartamentos, saiu do papel. Ao todo, o estado deixou de receber R$ 50 milhões que poderiam tirar pessoas de áreas de risco.

A primeira e única liberação, de R$ 20 milhões, ocorreu em 26 de março de 2010. O objetivo seria construir 800 apartamentos. De acordo com o termo de compromisso 0142/2010, o dinheiro beneficiaria famílias do Lote Quinze, em Belford Roxo, e de três bairros de Duque de Caxias castigados pela chuva.

De lá para cá, no entanto, o que se viu foi uma série de desacertos. De acordo com o secretário de Habitação de Duque de Caxias, Ronaldo Valentim, o estado cogitou duas áreas para a construção dos prédios. Mas, segundo ele, na primeira área havia dificuldades para assegurar o abastecimento de água. E na segunda, próxima à Rodovia Presidente Kennedy, o problema teria sido burocrático.

Em Belford Roxo, o coordenador do comitê local de acompanhamento das obras do Lote Quinze, Rogério Gomes, informou que parte dos moradores prejudicados pela enchente de 2009 foi transferida para outras áreas de risco.

Rogério Gomes afirmou ainda que o projeto em Belford Roxo foi abandonado, pois houve problemas de execução logo no início das obras.

— Para mim, isso é falta de compromisso, de vergonha na cara e de profissionalismo. Isso é covardia — disse Gomes.

Segundo governo, áreas não eram adequadas
A prefeitura de Belford Roxo afirmou que nunca recebeu os recursos da União porque ocorreram "divergências técnicas". Disse ainda que as famílias já estão cadastradas e que, parte delas, já recebeu casas do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.

A Secretaria estadual de Obras afirmou que as áreas indicadas pelas prefeituras não eram adequadas tecnicamente para a construção de moradias, uma vez que o alto custo da preparação dos terrenos também inviabilizariam os projetos. Além disso, segundo o governo, os terrenos apresentavam problemas de titularidade. Por conta disso, devolveu à União o montante corrigido de R$ 23,7 milhões, em 27 de dezembro de 2011.

A respeito das famílias de Belford Roxo, o governo afirmou que cerca de 400 receberam indenização ou foram incluídas no programa de compra assistida. E que outras 30 estão recebendo aluguel social enquanto aguardam a conclusão de moradias em construção na localidade de Barro Vermelho. Quanto às vítimas de Caxias, disse que apenas 40 famílias foram indenizadas e que as demais receberão imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo o estado, elas atualmente moram em áreas que passaram por obras de controle de enchentes



Fonte O Globo  http://oglobo.globo.com/rio/rio-teve-que-devolver-20-milhoes-uniao-3814449#ixzz1l7N4zp3g
    

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

#CHUVAS #RJ Buscas terminam com 22 mortos em Sapucaia, diz Defesa Civil do RJ

As vítimas são 18 adultos, sendo 12 homens e 6 mulheres, e 4 crianças.
De acordo com a Defesa Civil, buscas foram encerradas em Jamapará.
Do G1 RJ
As buscas por vítimas do deslizamento em Jamapará, em Sapucaia, no Centro Sul Fluminense, terminaram na noite desta quinta-feira (12) com um total de 22 mortos, segundo informou a assessoria da Defesa Civil do estado do Rio de Janeiro. Vinte e uma pessoas morreram em decorrência do deslizamento de terra que atingiu oito casas no distrito de Jamapará e uma decorrente de uma casa que desabou no município.

Ainda segundo a Defesa Civil estadual, as vítimas são 18 adultos – 12 homens e 6 mulheres – e 4 crianças – um menino e três meninas.

Corpos achados em Fusca
Na quarta-feira (11), foram encontrados cinco corpos dentro de um Fusca. As duas mulheres, dois homens e uma criança de aproximadamente 10 anos da mesma família tinham se escondido no veículo com medo da chuva, e acabaram soterrados. A casa da família, no entanto, não foi atingida. Parentes da família disseram que uma das vítimas estava grávida de três meses.

Arte Sapucaia Grande (Foto: Arte G1)

Cortejo
As buscas só foram interrompidas para a passagem de mais um cortejo. Era o enterro de Francisco Martins, de 82 anos. As filhas contaram que ele não quis sair de casa durante a chuva forte de segunda-feira (9).
“Meu pai só deu um grito. Ai me acode". Aí quando eu gritei ele, ele não respondeu mais. Se ele saísse junto com a gente, ele estaria aqui agora não é?”, falou Maria Aparecida Martins, uma das filhas da vítima.

Enterro
Na terça-feira (10), três vitimas do deslizamento que soterrou oito casas em Jamapará tiveram que ser enterradas à noite. Não havia condições de esperar o amanhecer.
Pela manhã, as famílias que saíram das casas interditadas pela Defesa Civil puderam voltar para pegar móveis, eletrodomésticos e objetos pessoais.
“Estamos na luta aí correndo atrás para tirar o que puder”, comentou o segurança Sebastião dos Santos.

Mapeamento no estado
Na quarta, o vice-governador Luiz Fernando Pezão fez uma visita à Jamapará. Na ocasião, ele prometeu que em no máximo dois anos todo o estado do Rio será mapeado para a identificação das áreas de risco.
O município de Sapucaia não entrou na lista dos 31 municípios prioritários para serem mapeados pelo governo. Segundo Pezão, os 60 restantes - a cidade do Rio já realizou o estudo - serão analisados até o fim de 2013.
"Estamos fazendo aos poucos mesmo, vamos apresentar aos prefeitos, fizemos (o mapeamento) de 31, já tínhamos feito dos municípios da Região Serrana e agora vamos complementar com todos os municípios, porque não dá para fazer os 91, já que o Eduardo Paes (prefeito) já tinha feito dentro da cidade do Rio de Janeiro, então até o final de 2013 nós vamos entregar os outros 60 que faltam", afirmou ele, que presenciou o cortejo de mais uma vítima que foi enterrada.

Jamapará foi mapeada, diz Defesa Civil
Vice-governador Pezão visita distrito de Jamapará, em Sapucaia (Foto: Carolina Lauriano/ G1)
Vice-governador Pezão visitou distrito de Jamapará,
na quarta-feira (Foto: Carolina Lauriano/ G1)

O secretário estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões, informou que uma equipe do Departamento de Recursos Minerais do estado (DRM) fez um mapeamento da área de Jamapará que foi atingida pelo temporal, para saber de fato quantas casas correm risco de desabamento e precisam ser interditadas. Esse estudo, segundo ele, já está com a Defesa Civil de Sapucaia.
"Nós vamos apoiar o prefeito no que ele precisar para ajudar, para reconstruir essas casas. Apoiá-lo com infraestrutura, se precisar desapropriar terreno, nós vamos apoiá-lo no que ele precisar através do programa Somando Forças. E pleitear à presidente Dilma que se estenda ao interior o Minha Casa Minha Vida", disse o vice-governador do Rio.
Pezão falou que o governo vai fazer intervenções também em outras áreas atingidas pelas cheias do Rio Muriaé.
"Ali é uma obra que vai demandar estudos e trabalhos da Agência Nacional de Águas. O governo federal está capitaneando esse trabalho. O governador determinou que a gente faça intervenções na área que nos cabe, que é em Laje do Muriaé. Vamos fazer o canal extravasor e o desvio do rio, para tentar minorar esse sofrimento. As outras intervenções, a barragem de Cantagalo, o canal extravasor de Italva, de Cardoso Moreira, depende de estudos federais porque ali são cinco rios que vêm de outros estados, quatro de Minas e um do Espírito Santo", explicou o vice-governador.
 
Saiba mais
Posto médico montado em igreja
A Secretaria estadual de Saúde montou um miniposto de atendimento médico na igreja de Jamapará, perto do local onde ocorreu o mais grave deslizamento de Sapucaia. Além do posto, um Ciep da localidade também está dando suporte aos moradores da região, recebendo os desabrigados.
A lista de cadastrados no Programa Saúde da Família vai complementar as informações de moradores para que seja criada uma lista unificada de desaparecidos
   

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

#CHUVAS #MG - Deslizamentos e afundamento de pista complicam trânsito na MG-30

Uma das faixas foi totalmente interditada, em Nova Lima.
Tráfego foi desviado e exige atenção dos motoristas.

Do G1 MG
 

 Deslizamentos de terra e um afundamento de pista complicam o trânsito na MG-30, em Nova Lima, em Região Metropolitana de Belo Horizonte. Uma das pistas foi totalmente interditada. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), havia um pequeno afundamento no ponto, que se agravou com a chuva dos últimos dias.

O tráfego foi desviado e exige atenção dos motoristas. À frente, mais perto do centro da cidade, dois deslizamentos, um de cada lado da rodovia, também atrapalham o trânsito. Só há uma faixa liberada em cada sentido. Uma casa, no alto do morro, quase foi afetada pela queda da encosta


Fonte G1 http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2012/01/deslizamentos-e-afundamento-de-pista-complicam-transito-na-mg-30.html

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

#CHUVAS - Número de mortos vítimas da chuva já chega a 29 no sudeste

Balanço do Ministério da Integração Nacional abrange Minas, Rio e Espírito Santo

Evandro Éboli

Thiago Herdy


BRASÍLIA e BELO HORIZONTE - Balanço do Ministério da Integração Nacional sobre os estragos da chuva no Sudeste mostra que 29 pessoas morreram nos estados de Minas Gerais, Rio e Espírito Santo. Já são 129 municípios afetados e 66 estão em situação de emergência. O número de pessoas afetadas é alto e chega a 316.504. Os desalojados são 22.011 e os desabrigados atingem 5.821.

Somente no Rio, morreram 14 pessoas, seguido de Minas Gerais, com 13, e Espírito Santo, com dois óbitos. Quase metade das pessoas afetadas pelas chuvas está no Espírito Santo: são 156.725 atingidas, que representam 49,5% do total.

O maior número de desalojados (11.119) e desabrigados (2.636) está nos municípios do Rio. Já a maior quantidade de cidades em situação de emergência está em Minas Gerais: 53, que representam 80,3% do total.

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Na tarde desta terça-feira, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB) encaminhou ao governo federal um pedido de R$ 248,3 milhões para custear obras de recuperação em cidades afetadas pelas chuvas no estado desde o fim do ano passado. De acordo com a Defesa Civil do estado, 167 municípios mineiros foram afetados pelas tempestades, dos quais 116 decretaram situação de emergência, afetando uma população de 2,2 milhões de pessoas.

Os valores seriam aplicados em cerca de 100 cidades em obras de drenagem pluvial, construção de pontes, calçamento de ruas, desassoreamento de rios, implantação de barragens, adutoras, e canais que são responsáveis pela captação da água das ruas, sarjetas e galerias. O montante é semelhante ao solicitado pelo governador no início de 2011, quando as chuvas também causaram prejuízos em 110 cidades. Na época, o governo federal liberou um terço do valor, R$ 50 milhões, para obras em 80 cidades. Menos de um quinto delas as obras foram concluídas até a última semana, de acordo com o próprio governo mineiro.

Além de obras de reconstrução, Anastasia também encaminhou 26 projetos de prevenção a desastres naturais sugeridos pelo governo estadual que totalizam R$ 1,3 bilhão. No documento, o governador mineiro pleiteia, ainda, mais R$ 2,3 bilhões para 180 projetos de prevenção desenvolvidos por equipes técnicas de prefeituras mineiras nos últimos meses. Quase um terço é referente a obras de drenagem, saneamento e dragagem na Região Metropolitana de Belo Horizonte (54), e o restante (126), voltado para investimentos de prevenção em cidades do interior.

- Os projetos foram entregues hoje, vão ser discutidos. Naturalmente não se pretende que haja liberação nesses dias, até porque ali temos projetos estruturantes, processos longos, que montam recursos expressivos. Estamos apresentando medidas para colaborar com a redução de enchentes futuras - disse o governador nesta terça-feira em Belo Horizonte, durante o anúncio de criação de uma força-tarefa de voluntários na área de saúde para atuar em cidades afetadas pelas chuvas.

Na manhã desta terça, um prédio condenado pela Defesa Civil desabou no Bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, por causa do solo encharcado pelas chuvas. O prédio estava interditado desde outubro do ano passado, por isso ninguém ficou ferido. Bairro de classe média da capital mineira, o Buritis tem dezenas de edifícios construídos em ruas íngremes. A Defesa Civil avalia o risco de pelo menos outros três edifícios desabarem na mesma rua e por isso já retirou os moradores dos locais.

Verba para o Espírito Santo
O Ministério da Integração Nacional informou que o Espírito Santo deverá contar com recursos do governo para ações de ajuda às vítimas das chuvas, recuperação de pontes e reforço de encostas nos municípios afetados. Em nota, a pasta diz que o governo do estado vai formalizar o pedido, que deve girar em torno de R$ 20 milhões, para assistência às vítimas e reconstrução.

Os ministros Fernando Bezerra (Integração Nacional) e Paulo Sérgio Passos (Transportes) deixaram Vitória, no Espírito Santo, na manhã desta terça-feira e seguiram para a cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, onde fazem um sobrevoo nas regiões alagadas do município.

Na segunda-feira, eles se reuniram com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, para discutir ações de ajuda ao estado e fizeram também um sobrevoo nas regiões atingidas pela chuva.

O governador Renato Casagrande pediu aos ministros apoio a um pacote de projetos. As demandas são por obras de desassoreamento, macrodrenagem, limpeza de rios, reconstrução de pontes, proteção de morros e reforço de encostas

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/numero-de-mortos-vitimas-da-chuva-ja-chega-29-3632039#ixzz1j958kD70

Catástrofes vergonhosas e gastanças obscenas por Roberto da Mata

Por Roberto DaMatta - O Estado de S.Paulo
O início de cada ano-novo nos apresenta as mesmas imagens das catástrofes causados pelas secas e chuvas. Acidentes ocorrem em todos os lugares e são hoje agravados pela incômoda presença de uma não prevista "razão planetária" dentro do nosso mundinho individualista, construído debaixo do pressuposto de que somos motivados por uma racionalidade de interesses e desejos ilimitados. Alguém já disse que o individualismo só existe para ser perseguido pelo seu contrário. E o oposto de um individualismo consumista que beira a irresponsabilidade e o crime contra plantas, animais e clima é essa Terra que nos pariu, como diziam nossos esquecidos ancestrais, e que reage como uma totalidade na forma daquilo que chamamos de catástrofes porque a nossa cosmologia (fundada numa paradoxal fé científica) nos impede de concebê-la como uma pessoa.
Mas se todos os lugares estão sujeitos a acidentes nem todos respondem aos imprevistos de modo tão catastrófico como ocorre no Brasil. Para tanto, basta olhar o Japão ou qualquer país consciente de sua honra nacional. Pois se há acaso, deve haver prevenção, exceto no caso paradoxal desse nosso país abençoado por Deus, cuidado pelo lulo-petismo, e bonito por natureza. Somente aqui as chuvas nos mesmos lugares e períodos resultam no vergonhoso desamparo de suas vítimas. Esses dependentes de larápios que não têm o menor pudor em embolsar os recursos destinados a reparar o seu sofrimento. O que os acidentes revelam no Brasil é uma gastança obscena e clientelisticamente direcionada. Elas expõem a gulodice eleitoral cujo alvo é enriquecer e permanecer no poder. Seu traço típico é distribuir pelo parentesco e pelos elos partidários. E assim jamais conseguimos sair do reagir para o proagir. As catástrofes desmascaram uma obscena gastança.
* * *
Elas também exibem a nossa profunda alergia ao republicanismo, pois os atingidos são sempre os "pobres": os que vivem na passividade cívica e que, graças a autoridades irresponsáveis, vivem em locais arriscados. Eles são o espelho de nossa alergia a igualdade que - levada a sério - nos obrigaria a optar por planejamentos urbanos destinados a todos. É ofensivo descobrir que "conjuntos populares" são construídos sem infraestrutura! Insulta testemunhar a ladainha dos aflitos conformados com a "vontade de Deus", sem a revolta contra os que foram eleitos para administrar a sua cidade e o seu Estado. Esse conformismo de raiz, mostra quanto somos penetrados por valores hierárquicos que constroem o mundo como sendo feito por superiores e inferiores - aqueles mandando em tudo; estes, destinados ao sofrimento e à dor.
* * *
No Brasil, até a ideologia política moderna que, a partir da Revolução Francesa dividiu o mundo, como mostra o desconhecido estudo de J. A. Laponce entre "direita e esquerda", dentro de um projeto igualitário, foi desmantelada pelas hierarquias que desintegram ministérios inventados para integrar a nação. Tudo em nome do povo, mas, de fato, operando vertical e pessoalmente: em favor do partido X ou de Sicrano ou Beltrano. Mas, eis que surgem as catástrofes naturais para mostrar como as antigas verticalizações, que Laponce situa como típicas dos sistemas tradicionais (divididos entre os que lutam e governam, os que rezam e salvam e os que trabalham; entre irmão, parente, compadre, amigo e o resto), retornam e canibalizam as orientações de índole mais igualitária que estão nas leis e organogramas republicanos, mas que jamais foram inscritas no coração dos que mandam. Daí o absurdo quando se descobre que o ministério destinado a socorrer o País, apenas ajuda a região à qual pertence o seu ministro. E a vergonhosa revelação de que tudo o que foi construído - barragens, estradas, diques, etc... - se desmantelam nas primeiras chuvas porque foram malfeitas e sem dúvida (com as notáveis exceções de praxe) hiperfaturadas e construídas por empresários amigos de infância.
* * *
A despeito de toda enxurrada modernizadora que tem corrido debaixo da ponte brasileira, continuamos a viver o dilema de construir uma sociedade coerente com uma nação republicana (como está no papel) ou de deformar a igualdade numa perversa hierarquia, na qual - como naquele famoso livro de Orwell, certos cargos são mais iguais do que outros. E, mais que isso, certos papéis sociais se confundem com seus ocupantes de modo que qualquer planejamento a longo prazo é impossível. O critério de nomeação é a família e a confiança; jamais a competência. Essa é a chave mestra - em que pese as ideologias - da administração pública à brasileira. O chamado nepotismo é o maior inimigo das rotinas administrativas responsáveis pelos ideais de justiça social. E sem rotinas, não há como ter instituições. Pois as instituições são animadas e dirigidas por meros mortais que passam, mas elas, como o Brasil, não devem morrer.

           

#CHUVAS #RJ - Tragédia na Região Serrana do RJ no qual morreram mais de 900 pessoas faz um ano ainda com cicatrizes

Infraestruturas ainda não estão totalmente recuperadas.
Segundo o governador, a reconstrução é 'tarefa gigantesca'.

Lilian Quaino
Do G1 RJ
Capela atingida pela chuva há 1 ano e em 2012 (Foto: (Foto: Montagem de fotos de Celso Pupo e Thamine Leta))A capela atingida pela chuva há um ano e em 2012 (Foto: Montagem de fotos de Celso Pupo e Thamine Leta)
Nas mais tradicionais e turísticas cidades da Região Serrana do estado do Rio, a noite de 11 de janeiro do ano passado começou com chuva forte. O temporal aumentou na madrugada do dia 12, fazendo morros deslizarem, e provocando enxurradas que chegaram a uma velocidade de até 180 quilômetros por hora, segundo especialistas. Um mês depois, a região ainda contava seus mortos: 911. Mais de 400 mil moradores da região ficaram desabrigados.

A destruição ainda é visível em Nova Friburgo, um ano depois da tragédia. Um dos pontos turísticos da cidade, a Praça do Suspiro, ainda tem muita lama e pontos destruídos, como é o caso da Capela de São Antônio. O governador Sérgio Cabral disse no início do ano que a recuperação da Região Serrana ainda é uma “tarefa gigantesca” para o estado.
Cabral esteve em Friburgo para entregar viaturas para a Defesa Civil atuar no município e nas cidades de Teresópolis e Petrópolis, também na Região Serrana. O governador afirmou que uma nova catástrofe foi evitada graças ao alerta de sirene instalados em áreas de risco da cidade de Friburgo.
Em setembro, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que fosse implementado um plano de alerta de chuvas na serra. A Secretaria de Estado de Defesa Civil do Rio confirmou que que vai instalar 73 sirenes de alerta de chuvas em pontos críticos nos municípios de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, mas a instalação dos equipamentos deve ser concluída apenas em março.

Cassa soterrada em Teresópolis (Foto: Tássia Thum/G1)
Casa soterrada em Teresópolis
(Foto: Arquivo/Tássia Thum/G1)
Soterrados em casa

 Em janeiro de 2011, a avalanche de lama provocada pelas chuvas foi destruindo casas em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, sem distinguir áreas rurais e urbanas, ricos e pobres, crianças, adultos, velhos e animais. Muita gente dormia quando, entre 3h e 4h de 12 de janeiro, suas casas desabaram sob a força das águas carregadas de terra e entulho, sem dar, para muitos, qualquer chance de fuga. Famílias inteiras morreram soterradas em suas próprias casas.
Com o deslizamentos de barreiras e morros, as galerias de águas pluviais foram totalmente obstruídas por terra trazida das encostas, entulho e lixo, o que piorou as inundações. Estradas e pontes foram destruídas e bairros inteiros ficaram isolados.
Somente na noite da quarta-feira (12) equipes de resgate começaram a chegar a algumas das áreas mais atingidas, já sem luz e sem sinal de telefonia, e encontraram destruição, morte, e moradores perambulando pelas ruas cheia de lama sem saber o que fazer - cenário de uma praça de guerra. Além de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, os municípios de Areal, Bom Jardim, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto também sofreram com as chuvas de janeiro.
Em Nova Friburgo, a maior parte das vítimas morava no bairro de Conselheiro Paulino. A Clínica São Lucas (particular) foi bastante atingida pelas águas e o Hospital Municipal Raul Sertã foi totalmente inundado. O ginásio de uma escola estadual foi usado como necrotério. Mais de 800 toneladas de lixo, lama e entulho eram retiradas por dia das ruas da cidade.
Já os bairros mais afetados de Teresópolis foram Bonsucesso, Caleme e Biquinha. Também registraram vítimas Poço dos Peixes, Vale Feliz, Fazenda da Paz, Posse, Paineiras, Jardim Serrano, Parque do Imbuí, Granja Florestal e Barra do Imbuí, Pessegueiros e Salaquinho.
Bebê salvo de escombros em Nova Friburgo (Foto: Carolina Lauriano/G1)
Bebê salvo de escombros em Nova Friburgo
(Foto: Arquivo/Carolina Lauriano/G1)
Vidas em jogo

A tragédia expôs dramas como os da estilista e designer Daniela Conolly, que morreu soterrada na casa onde estava hospedada em Itaipava. Morreram ainda seu pai, sua mãe, seu marido e o filho, de 2 anos; a babá; e três sobrinhos, filhos do economista Erick Conolly, seu irmão, diretor da holding do Icatu, que estava no Rio trabalhando.
Também mostrou o milagre da vida: um bebê de seis meses foi salvo dos escombros no centro de Nova Friburgo sem arranhões. O pequeno Nicolas estava vestido com apenas uma blusa e não chorou em nenhum momento.
Ou a luta de Ilair Pereira de Souza que, agarrada numa corda enquanto sua casa ruía, conseguiu sobreviver às águas que destruíam São José do Vale do Rio Preto, mas não conseguiu salvar seu cachorrinho, que tentou segurar com ela enquanto pôde.

Calamidade pública
O governador do Rio, Sérgio Cabral, declarou estado de calamidade pública nos sete municípios atingidos. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e a presidente Dilma Roussef visitaram a região. O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, coordenou em campo as operações dos bombeiros e Defesa Civil.
O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, sobrevoou as áreas mais atingidas em Teresópolis e disse que o quadro era de uma “tragédia impressionante”. “Muitas pessoas morreram dormindo. As encostas estão vindo abaixo. As áreas são muito instáveis”, disse ele na época. Segundo a Empresa de Obras Públicas do estado (Emop), ocorreram mais de 770 deslizamentos de encostas.

Prejuízos na economiaA Região Serrana é o mais importante polo de produção agrícola do estado do Rio. Com a destruição, estima-se que 17 mil famílias que se sustentavam da atividade agropecuária tenham sido afetadas.
No comércio, 84% dos empresários da região foram afetados pelas chuvas de janeiro e os prejuízos estimados pela Fecomércio são de R$ 469 milhões. Na indústria, do total de 278 empresas do Sistema Firjan, 68% foram afetadas, a maioria em Nova Friburgo. Os prejuízos estimados pela Firjan foram de R$ 153 milhões.
O turismo da região foi abalado pelas chuvas de janeiro. Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis teveram baixa procura para o réveillon de 2011, segundo informação da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ) divulgada em fins de dezembro.

CPI da Alerj
Pouco mais de um mês da tragédia, em fevereiro de 2011, a Assembleia Legislativa do Rio instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as responsabilidades dos órgãos públicos sobre a tragédia na Região Serrana.
Após seis meses de trabalho, o presidente da CPI, deputado Luiz Paulo (PSDB), a partir do relatório do deputado Nilton Salomão citou as principais causas da tragédia: “A falta de um plano de contenção de encostas instáveis, o abandono total da política de uso do solo, onde diplomas fajutos de posse de terra eram dados em regiões de risco, a política errada de as concessionárias ligarem água e luz em imóveis que estão em área de risco e a falta de um sistema estruturado nacional de Defesa Civil profilática, preventiva, não apenas para atender mortos e feridos. Não há definições de abrigos previamente planejados, não existiam redes de radares para dar alertas às comunidades em áreas de risco", disse ele na época da aprovação do relatório.
A essas causas ele acrescentou a “corrupção endêmica”, que, segundo disse, teria entre outras situações permitido a ocupação irregular de áreas de risco.
O deputado destacou ainda na ocasião a solidariedade e a mobilização da população e das organizações da sociedade civil nacional e internacional, ONGs, igrejas e associações, arrecadando roupas, alimentos, medicamentos e providenciando abrigos para os desalojados. “Nos primeiros momentos da tragédia a comunidade local se mobilizou com meios próprios”, ressaltou ele.
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Explicações meteorológicas
Um ano após a morte de mais de 900 pessoas vítimas das chuvas na Região Serrana, o professor Paulo Canedo, coordenador do Laboratório de Hidrologia da Cappe/UFRJ, explicou a conjunção de eventos que causou a tragédia.
Segundo lembrou, a região já registrava chuva de baixa intensidade desde o início de 2011. Com dez dias seguidos de chuva, o solo ficou encharcado. Foi quando no dia 10 de janeiro uma frente fria vinda do Sul passou por São Paulo, que ficou debaixo d'água, e chegou ao Rio e à Região Serrana, em forma de chuva forte que pegou toda a serra fluminense. A essa chuva, disse o professor, juntaram-se chuvas típicas de verão, que normalmente são como pancadas, fortes mas de curta duração.
"Essas chuvas verticais, que chamamos de chuvas de verão, têm curta duração porque se alimentam de umidade lateral. Quando a umidade é baixa, elas morrem de inanição. Mas, naquele dia, na Região Serrana, um evento aconteceu: uma ligação atmosférica entre a Região Amazônica e o Centro do Brasil levou umidade de Manaus até a Região Serrana, alimentado as chuvas que lá caíam. Isso foi um fato singular: chuva de frente fria conjugada com chuvas de verão não chega a ser raro, mas foi absolutamente incomum isso ocorrer na hora em que há uma ligação de umidade entre Sudesde e Amazônia", contou.
O professor explicou que a chuva forte, em vez de demorar 15 minutos, demorou quatro horas e meia. "O Córrego Dantas e o Rio Santo Antonio de Pádua encheram. Nova Friburgo e Teresópolis são municípios vizinhos separados por uma cadeia de montanhas. Essa chuva forte caiu nessa cadeia de montanhas e se dividiu entre as duas cidades", disse ele.

Chuvas em Minas
O professor Paulo Canedo explica que o que acontece no início deste ano nas regiões Norte e Noroeste do estado é consequência das chuvas no interior de Minas Gerais, que provocam as cheias na nascente do Rio Muriaé.
Trecho da BR-356, em Campos, que desmoronou com a força das águas do Rio Muriaé (Foto: Lilian Quaino/G1)Trecho da BR-356, em Campos, que desmoronou com a força das águas do Rio Muriaé
(Foto: Arquivo/Lilian Quaino/G1)
Com a cheia, um trecho da BR-356, em Campos, desmoronou e as águas do rio invadiram a comunidade de Três Rios, onde a água chegou a dois metros de altura. Dos quatro mil moradores, dois mil se negaram a deixar as casas e abrigaram-se nas lajes ou no segundo andar. Próximo a Três Vendas, um dique se rompeu na localidade de Outeiro, no município de Cardoso Moreira, e 900 pessoas ficaram desalojadas.
"As águas que inundaram os rios Pomba e Muriaé caem lá no interior de Minas e vêm descendo para transbordar na área plana do Norte fluminense", explicou.

Para ele falta, planejamento nas áreas próximas às nascentes dos rios para que não transbordem e para que as águas não cheguem às áreas mais planas. Barragens são uma das soluções, diz ele.
Segundo Canedo, é costume ouvir que as chuvas a cada ano estão piores. "Não é verdade, as consequências das chuvas é que estão piores porque o uso do solo é que a cada ano está pior. Isso por causa do crescimento urbano, do crescimento populacional e da falta de planejamento das cidades. A cada ano aumentam o número de barracos e de construções em áreas de risco. Quem está pior são as pessoas e não as chuvas", disse ele.
Apesar dessa constatação ele diz que está otimista: "Tenho a sensação que estamos virando o fio da navalha. Acho que os governantes começaram a se ligar nesse assunto. Doravante começará a ter leves melhoras no planejamento uso solo. Na Baixada Fluminense houve um avanço grande no uso do solo. Estamos apenas começando, mas, por exemplo, neste verão não tivemos qualquer acidente na Baixada e choveu forte lá", disse ele

Fonte G1 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/01/tragedia-na-regiao-serrana-do-rj-faz-um-ano-ainda-com-cicatrizes.html

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ENCHENTES 2008 - Desabrigados desde 2008 em Santa Catarina ainda aguardam moradia. Alagoas e Pernambuco também têm rastros de destruição

Reconstrução de áreas afetadas pelas chuvas no país é lenta

Letícia Lins
Odilon Rios, especial para O Globo
Juraci Perboni, especial para O Globo


Um ano depois, no bairro de Duas Pedras, em Friburgo, região Serrana do Rio de Janeiro, uma casa virou um monumento das chuvasMarcos Tristão / O Globo
PALMARES e ÁGUA PRETA (PE), UNIÃO DOS PALMARES (AL) e FLORIANÓPOLIS (SC) - É lento o ritmo da reconstrução em áreas afetadas pelas chuvas nos últimos anos no país. Nas regiões Sul e Nordeste, por exemplo, é possível encontrar antigos desabrigados que ainda aguardam moradias do governo, embora os estragos tenham sido causados em temporais ocorridos entre 2008 e o ano passado.

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Em Santa Catarina, a diarista Raquel Cunha, de 38 anos, vive, desde o fim de 2008, em Itajaí, com os três filhos, em uma casa paga pela prefeitura com o aluguel social. Assim como eles, que perderam tudo nas enchentes e deslizamentos provocados pelas chuvas daquele ano, outras 54 famílias ainda não têm uma nova residência.

O diretor de Obras da Secretaria de Habitação de Itajaí, Leonardo Caetano, informou que a prefeitura paga o auxílio moradia às 55 famílias, das quais 45 são da enchente de 2008.

- Temos um gasto mensal de R$ 30 mil - detalhou ele, que ainda não tem previsão de quando essas famílias poderão receber um imóvel.

Os projetos existem, mas a lista de espera é extensa: mais de seis mil famílias que ganham até três salários mínimos aguardam sorteio para ganhar uma casa.

A Defesa Civil de Blumenau, um dos municípios de Santa Catarina mais afetados pela catástrofe de novembro de 2008, interditou, na época, 2,6 mil moradias, das quais 1,6 mil já foram demolidas. Nos últimos anos, 320 famílias viveram em abrigos ou com aluguel social. As últimas 15 famílias deixaram os abrigos em novembro passado.

O vice-prefeito e secretário de Habitação de Blumenau, Rufinus Seibt, afirmou que, após 2008, foi elaborado um Plano Municipal de Habitação de Interesse Social, que identificou 55 áreas de risco e a necessidade de se construir de cinco a seis mil moradias.

Um grupo de 35 famílias de Ilhota, que teve 35 vítimas fatais e um desaparecido, em 2008, ainda esperam por uma casa. A construtora responsável deveria entregar 207 unidades, mas só deixou prontas 172, pois faliu.

Em Alagoas, um ano e meio após uma enxurrada que atingiu 11 cidades, finalmente, 1.479 moradores de áreas de risco ganharam casas novas em conjuntos habitacionais erguidos com verba da União e contrapartida do governo do estado. Mas os imóveis deixam a desejar: foram entregues sem torneiras, pias e chuveiros. Algumas, sequer tinham encanamento de água, portas ou janelas.

- Água, aqui, é uma dificuldade danada - disse o mestre de obras Cláudio dos Santos, que ajudou a construir as casas do conjunto Wilton Gonçalves, em União dos Palmares, na Zona da Mata alagoana.

Há duas semanas, diante dos problemas encontrados logo após a entrega dos imóveis, às vésperas do Natal, moradores fecharam as estradas de acesso à União dos Palmares e outras cidades atingidas pelas chuvas de 2010 para cobrar melhorias.

- Depois disso, o governo veio aqui e colocou o kit completo. Mas a casa é frágil. Não vai aguentar muito tempo isso aqui - avaliou Santos.

Quem recebeu a chave do imóvel assinou um contrato com a Caixa Econômica Federal, por meio do qual se responsabiliza pelo pagamento de uma mensalidade pelos próximos 25 anos. Mas o governo afirmou que vai assumir as prestações. Aguarda, apenas, uma Medida Provisória da presidente Dilma Rousseff para oficializar a transação. O governo do estado ainda precisa entregar mais 17 mil casas.

Em Água Preta, 150 famílias moram em abrigos

Em Pernambuco, os rastros da destruição ainda persistem em três dos mais prejudicados municípios pela enchente de 2010, que atingiu 68 cidades, danificou ou destruiu 16.862 casas e causou estragos em 4. 476 quilômetros de estradas. Além de 20 mortos, a enchente deixou um saldo de quase 90 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas. Hoje, restam poucas pessoas em abrigos, e o cenário daquilo que parecia o efeito de um bombardeio começou a mudar na região, onde R$ 2,2 bilhões vêm sendo aplicados, entre recursos da União e do estado.

Em Água Preta, a 130 quilômetros da capital, cerca de 600 operários trabalhavam na última quinta-feira na construção de 2.459 casas. Na cidade, 150 pessoas ainda moram em um abrigo, improvisado no hospital municipal parcialmente destruído pelas chuvas. Maria de Oliveira, de 59, é uma delas. A enchente de 2010 destruiu por completo sua casa na beira do Rio Una. Segundo a prefeitura, não há casas disponíveis para alugar.

Em Palmares, a 125 quilômetros da capital, onde mais de 3 mil imóveis foram destruídos ou danificados, há ruas onde restam apenas paredes e casas destelhadas. Muitos desses imóveis não serão reconstruídas, pois estão em áreas de risco. Já em Barreiros, onde quase toda a população foi afetada pela enchente, três mil famílias ainda recebem auxílio-moradia


Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/reconstrucao-de-areas-afetadas-pelas-chuvas-no-pais-lenta-3620058#ixzz1j3TQoDSK

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

#CHUVAS #RegiaoSerrana #RJ - Moradores desenvolvem síndrome traumática devido à tragédia das chuvas em Nova Friburgo

 
Edmilson Silva com três do seus quatro filhos em frente à casa onde vive com a família em Nova Friburgo: "É só falar em chuva que minha mulher chora" Foto: Bruno Gonzalez / Extra  
 
Por Clarissa Monteagudo e Talita Corrêa

Quando as chuvas se abateram sobre a Região Serrana, não foram só barrancos, pontes e prédios que despencaram. A sensação de segurança e paz, o passado e o futuro de milhares de moradores ruíram sob a fúria da natureza. Órfãos em sua terra natal, deserdados do paraíso, as vítimas agora convivem com outra face da tragédia: o medo. A cada chuva forte em Friburgo surge o pânico em uma cidade que convive com seus fantasmas: escombros das casas destruídas e denúncias de corrupção. É a síndrome do trovão.

— Agora, há uma aflição real. Quantas e quantas pessoas perderam tudo: casa, família, futuro e passado? Ficaram sem documento, sem escola, a receita do remédio, todas as referências. É um sofrimento muito grande. Elas estão muito assustadas diante da possibilidade de um novo acontecimento. Nada foi feito para evitar. É uma ameaça real — explica Fátima Vasconcelos, presidente da Associação Psiquiátrica do Rio de Janeiro, que coordena uma equipe de psiquiatras voluntários na Região Serrana.

Segundo a prefeitura, Nova Friburgo apresentou em 2011 o número de 1.400 atendimentos mensais de moradores com transtornos mentais. Uma quantidade 30% maior que a dos anos anteriores. De acordo o psicólogo José Maria Gomes, que presta assessoria técnica à Clínica de Psiquiatria Santa Lúcia, a volta das chuvas causa um transtorno pré-traumático, que atinge quem passou ileso pela catástrofe no ano passado, mas teme ser vítima de nova tragédia.

As marcas do heroísmo estão gravadas em dez pontos na mão do vendedor Edmilson Silva, de 41 anos, que se agarrou a uma cerca de arame para salvar um dos quatro filhos. A família inteira guarda no peito a angústia.

— Não dormimos há seis dias. Cai um pingo do céu e os meninos correm para minha cama, apertados, tremendo. É só falar algo sobre chuva que minha mulher chora. Meu irmão lembra da sobrinha da mulher dele, de 13 anos, que encontrou morta debaixo da terra. Fica calado. Meus filhos se recordam de amiguinhos que morreram e dizem que foram encontrados irreconhecíveis "sem um monte de parte do corpo". Como pode crianças conviverem com lembranças assim? — questiona ele.

Depoimento

O trauma vivido no ano passado não sai da cabeça de Edmilson:

Era o dia 12 de janeiro de 2011 quando o mundo pareceu que ia acabar. Vi uma casa mais alta despencar, depois outra e outra. Peguei meus quatro filhos. Demos as mãos, rezamos e corremos até a porta. Em três segundos, perdi todos. A violência da água me arrastou e arrancou minha roupa. Quando vi meu menino mais novo preso a um bambuzinho, segurei-me em uma cerca de arame com toda força do mundo e puxei ele pelo cabelo. Depois um relâmpago alumiou tudo, e achei o menino do meio. Só ouvia a chuva, parecia o som do fim do mundo. Cheguei à casa do meu primo, sem conseguir nem chorar. Disse: 'Perdi meus meninos'. Ele falou: 'Calma. Estão comigo'. E desabei no choro mais longo da minha vida.

#CHUVAS #RJ - Apenas uma das 75 obras destruídas pelas chuvas é reconstruída na #RegiaoSerrana. Cifras desviadas chegam a R$ 10 milhões

Desentendimento entre os governos pode ser a causa do atraso na recuperação das pontes
A nova ponte de Bom Jardim, aberta ao trânsito em apenas uma pista, na última sexta-feira Foto: Marcos Tristão / O Globo
A nova ponte de Bom Jardim, aberta ao trânsito em apenas uma pista, na última sexta-feira Marcos Tristão / O Globo
RIO - Uma queda de braço travada ao longo do ano passado entre o Ministério da Integração Nacional e a Secretaria estadual de Obras do Rio pode estar entre as causas do atraso na reconstrução das pontes arrastadas pelas enxurradas que atingiram os municípios da Região Serrana em janeiro do ano passado. Depois de técnicos do ministério apontarem indícios de irregularidades em parte dos projetos apresentados pelo Rio, o governo de estado decidiu voltar atrás, suspendendo todos os contratos. Um ano depois, nenhuma ponte foi concluída. O mais próximo disso ocorreu na cidade de Bom Jardim, onde, na última sexta-feira, foi inaugurada uma ponte em meia pista, ligando o Centro do município ao restante da Região Serrana.
Semanas após a tragédia das chuvas, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, na época secretário estadual de Obras, informou que usaria R$ 80 milhões repassados pelo governo federal para reconstruir um total de 69 pontes. Em fevereiro, de acordo com o Ministério da Integração Nacional, o estado apresentou um projeto para recuperar 200 pontes em sete municípios serranos, entre eles Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Em julho, em nova documentação encaminhada ao ministério, o número de pontes que o estado prometia reconstruir caía para 75 em dez cidades da região.
A falta de uma justificativa plausível para a redução levou o Ministério da Integração Nacional a pedir explicações. No relatório de análise técnica enviado ao governo do Rio (número RJP078/2011), um técnico escreveu: "Constata-se que tal redução estabelece a necessidade de justificativas ou da indicação dos motivos que ocasionaram a alteração dos critérios de escolha dos locais em que estava prevista a execução das obras de acesso viário, que culminaram na significativa diminuição das quantidades de pontes indicadas pelo governo".
Em outro trecho, o mesmo técnico estranha o uso, em todas as estruturas de fundação das pontes a serem reconstruídas, de um determinado material por um custo bem "superior ao de fato necessário para construção da referida estrutura."
Em Bom Jardim, ponte de 66 metros
O vice-governador Luiz Fernando Pezão, que hoje responde como coordenador de Infraestrutura do governo, afirmou que o estado recebeu R$ 79,5 milhões do governo federal para a reconstrução de 73 pontes. O número, segundo ele, seria suficiente para resolver os problemas de acesso a todos os municípios afetados.
— O número de pontes destruídas, divulgado no início do ano, incluía muitos pontilhões. Quanto às obras, elas atrasaram um pouco porque as enxurradas mudaram as margens dos rios e a quantidade de água que passa debaixo das pontes. Nós até tínhamos feito uma série de contratos de emergência, mas o Inea (Instituto Estadual do Ambiente) pediu que paralisássemos tudo. Eles disseram que tinham que opinar — argumentou ele.
O argumento foi o mesmo usado pelo atual secretário de Obras, Hudson Braga, na resposta encaminhada ao Ministério Público Federal. No documento, Hudson afirma que a execução dos projetos foi atrapalhada por dois motivos: "demora na emissão da licença ambiental pelo Inea, que só ocorreu em 11 de novembro de 2011"; e um projeto inconsistente, baseado apenas em vistorias de campo e estudos antigos. No mesmo documento, datado do início de dezembro do ano passado, Braga revela que só conseguiria construir duas das 41 pontes inicialmente previstas: nos municípios de Areal e Bom Jardim. As outras só poderiam ser reconstruídas este ano, após procedimentos licitatórios.
Apenas na semana em que a tragédia na Região Serrana completa um ano moradores do município de Bom Jardim, de 25 mil habitantes, começaram a retomar a rotina de antes da enchente. Desde sexta-feira, foi reaberta no sistema "pare e siga" uma das duas pistas da ponte que teve de ser reconstruída depois da cheia do Rio Grande. A estrutura, com vão central de 66 metros, liga o Centro da cidade ao principal acesso à capital, a Rodovia Presidente João Goulart, a RJ-116.
Foi em Bom Jardim que o Exército precisou instalar uma ponte metálica provisória, de pista única, para tirar o Centro do município do isolamento dias depois da tragédia. Agora, com o antigo acesso recuperado, mesmo que no esquema "pare e siga", o tráfego de caminhões pesados das fábricas de cimento de Cantagalo, Cordeiro e Macuco — responsáveis por 8% da produção nacional — não precisará fazer desvios por estradas vicinais, que atrasavam a viagem em 40 minutos.
— Voltei a ter noites de sono. Os caminhões de cimento tinham que desviar pela rua da minha casa, e o barulho do tráfego ocorria de dia e de madrugada. Sem contar que a rua ficou tão esburacada a ponto de vizinhos com carros de mil cilindradas desistirem de tirar os veículos da garagem — conta o engenheiro hidráulico Sansão Aparecido Pereira, morador do bairro de Campo Belo, que teve o imóvel condenado pela Defesa Civil.
A recuperação gradual da ponte — a segunda pista ainda está em processo de pavimentação — resolve apenas parte dos problemas causados pela tragédia. Ao longo do Rio Grande, é possível ver muitas casas que, embora não tenham sido levadas pelas águas de janeiro do ano passado, estão em área de risco.
— Se forem derrubar tudo que está em área de risco, vai ter que levar a cidade quase toda — exagera o servente de pedreiro José Antônio Braz, que, na época da tragédia, precisou da ajuda de um helicóptero para receber doações de comida. — Moro em Bom Jardim há 40 anos e nunca imaginei que a ponte pudesse ser levada pelo rio. Era um caminho tão comum que a gente nem percebia que passava sobre ela todos os dias. Até a ponte ir embora.
Um ano de tristes lembranças
Um ano após ter sido devastada por uma tempestade, que se tornou o maior desastre climático registrado no país, a Região Serrana ainda luta para apagar as marcas deixadas pela enxurrada, na qual 918 pessoas morreram e 215 desapareceram.
Passados 12 meses da tragédia, O GLOBO mostrou num caderno especial, publicado na edição deste domingo, que muito precisa ser feito para recuperar as cidades da Serra. Contudo, iniciativas de pessoas comuns têm permitido a reconstrução da vida de famílias como a do menino Brayan, que nasceu em meio ao temporal no qual os pais perderam a casa. Hoje, eles vivem num novo imóvel.
Não bastassem as mortes e o gigantesco cenário de destruição na região, moradores ainda foram obrigados a enfrentar problemas relacionados ao desvio de recursos que deveriam ter financiado a recuperação da região. As cifras desviadas chegam a R$ 10 milhões, quantia que deverá ser devolvida aos cofres públicos.
Durante todo o decorrer do ano passado, equipes de reportagem voltaram a Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e outras cidades da Região Serrana e constataram que, dos escombros, surgiram iniciativas de gente simples, empresários e pequenos agricultores que estão recuperando a região

#CHUVAS #RJ - Dique se rompe em Cardoso Moreira, no RJ, e afeta 900 moradores

O dique fica na localidade de Outeiro, onde há uma usina de açúcar.
Defesa Civil diz que água deve atingir pasto antes de chegar às casas.

Lilian Quaino 
 
Do G1 RJ



Um dique se rompeu no fim da tarde deste domingo (8), na localidade de Outeiro, no município de Cardoso Moreira, no Norte Fluminense. Cerca de 900 pessoas que vivem lá deverão ficar desalojadas pela invasão das águas do Córrego da Onça, segundo informou Henrique Oliveira, secretário de Defesa Civil de Campos, cidade vizinha onde também houve o rompimento de um dique na quinta-feira (5).

Segundo Oliveira, agentes da Defesa Civil de Campos já estão em Outeiro para retirar ainda na noite deste domingo cerca de 15 famílias que vivem mais próximo da área onde o dique se rompeu. O secretário de Campos explicou que antes de chegar às casas, as águas do Córrego da Onça deverão invadir uma grande área de pastagem e demorarão a atingir as moradias, o que poderá acontecer na manhã da segunda-feira (9).

Henrique Oliveira disse que a Defesa Civil de Campos, a pedido da prefeitura de Cardoso Moreira, estava ajudando a reforçar o dique, que é de pequenas proporções, feito de terra e pedras pela Usina do Outeiro, de cana-de-açúcar, que fica no local.

"Na segunda-feira vamos mandar mais caminhões e agentes da Defesa Civil para ajudar a reforçar o dique", explicou.

Segundo disse, a localidade de Outeiro, embora seja no município de Cardoso Moreira, fica vizinha à localidade de Três Vendas, em Campos, alagada pelo rompimento de um trecho da BR-356, que funciona como um dique para as águas do Rio Muriaé. A inundação em Três Vendas acabou atingindo o Córrego da Onça e o dique não suportou a pressão da água, explicou o secretário.

O coronel Laércio Cunha Filho, comandante dos Bombeiros da Área Norte e Noroeste do Estado, disse na noite deste domingo que já enviou para o local barracas de acampamento para fazer abrigos de emergência num morro próximo.

Segundo dique rompido

Este é o segundo dique que se rompe esta semana no Estado do Rio, por causa das chuvas que vêm procovando a cheia do Rio Muriaé e prejudicando municípios das regiões norte e noroeste.

Na quinta-feira (5), um trecho da BR-356, que serve como um dique para as águas do Rio Muriaé, desmoronou, provocando a inundação da localidade de Três Vendas, em Campos, onde a água chgou a dois metros de altura. Dos quatro mil moradores, dois mil se recusaram a deixar suas casas, alegando medo de saques

Fonte G1 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/01/dique-rompe-em-cardoso-moreira-e-afeta-900-pessoas-diz-bombeiros.html

#CHUVAS #RJ - Excesso de chuva causa prejuízo na produção de leite do Rio de Janeiro

Com o pasto inundado, o gado não se alimenta e há queda na produção.
Secretaria Estadual de Agricultura calcula perda de 80 mil litros leite por dia.


Do Globo Rural


A chuva do final de semana causou mais prejuízos para agricultores e produtores do Rio de Janeiro. O rio Muriaé voltou a subir, o que preocupou os municípios que já sofreram com as cheias da última semana. A produção de leite de Laje do Muriaé ficou bastante afetada e os agricultores ainda calculam os prejuízos.

Em uma das propriedades de Laje do Muriaé a água praticamente invadiu o curral. “Deu um prejuízo de cerca de R$ 2 mil a R$ 3 mil”, calcula Evaldo Vilela, gerente da fazenda.

Houve queda de barreiras em muitas estradas. Quem consegue sair com o leite da fazenda encontra outro problema na cidade. A cooperativa ainda está desativada. A água chegou a quase três metros de altura e causou danos ao maquinário e o tanque foi amarrado a uma árvore para não ser levado pela enxurrada.

“Se você não consegue entregar o produto, você não tem como receber remuneração. Não tem seguro da produção. Não tem nada que cubra o prejuízo do produtor”, diz Romeu Nogueira, presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento.

Um dique se rompeu na zona rural de Cardoso Moreira. As equipes do Exército e do Corpo de Bombeiros retiram as famílias às pressas. A previsão é de que a comunidade rural esteja debaixo da água dentro de 24 horas. A Defesa Civil estadual informou que no final de semana choveu 60 milímetros nas regiões norte e noroeste do estado. O volume de chuva foi de cem milímetros em Itaperuna, Italva e Laje do Muriaé. O esperado para todo o mês de janeiro são 300 milímetros. Onze municípios estão em alerta máximo. Dez mil pessoas estão desalojadas e duas mil desabrigadas nas regiões norte e noroeste do Rio de Janeiro.

Fonte http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2012/01/excesso-de-chuva-causa-prejuizo-na-producao-de-leite-do-rio-de-janeiro.html

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

CHUVAS - Mercadante diz que chuvas ainda vão matar no Brasil. 251 municípios com risco elevado de desastres #SOCORRO

Chuvas: Brasil tem 251 municípios com risco elevado de desastres
Mas só 56 estarão mapeados já neste verão, informou o Ministério da Integração Nacional
Demétrio Weber
Catarina Alencastro

BRASÍLIA - O Ministério da Integração Nacional divulgou nesta quinta-feira que 251 municípios brasileiros têm áreas de risco elevado e são considerados prioritários na prevenção a desastres decorrentes de enchentes. Desse total, 26 foram mapeados este ano com o objetivo de identificar precisamente os bairros e as localidades mais vulneráveis para fins de remoção da população.Outras 30 cidades que já haviam sido mapeadas entre 2005 e 2006 estão em processo de atualização, o que deverá ser concluído no início de 2012, segundo anunciou o ministro Fernando Bezerra. Isso significa que, dos 251 municípios com áreas de risco elevado, apenas 56 estarão mapeados já neste verão, tradicionalmente uma época de fortes chuvas no país.

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Bezerra disse que a meta é mapear as 251 cidades até 2014. Ele reclamou da falta de técnicos disponíveis no mercado para realizar o serviço. O ministro disse ainda que sua pasta investiu R$ 271 milhões em obras de prevenção, entre elas a contenção de encostas.

Ele também afirmou que serão liberados R$ 48 milhões nos próximos dias para equipar as Forças Armadas que atuam nas situações de calamidade. Segundo o ministro, essas verbas serão destinadas às regiões Sul e Sudeste. Mais R$ 48 milhões deverão ser liberados até maio de 2012, com o mesmo propósito, para as regiões Norte e Nordeste.

Fernando Bezerra disse que o ministério deu ênfase este ano às ações preventivas, o que segundo ele muda a lógica de atuação do governo.

- Havia sempre uma visão de responder à ocorrência do desastre e muito pouco trabalho dedicado à preparação e, sobretudo, à prevenção. A presidente Dilma quer mudar essa cultura.

Em 2011, o ministério realizou simulações de remoção de moradores em dez municípios e treinou 6 mil agentes de defesa civil. O cadastro nacional de defesa civil, que tinha menos de 400 municípios com sistemas de defesa civil registrados, conta hoje com mais de 2 mil. O ministro afirmou que a prevenção e o atendimento de desastres devem ser feitos em conjunto pelas três esferas de governo: municípios, estados e União.

Em relação às obras de recuperação da infraestrutura destruídas nas enchentes do último ano, o ministro disse que, no caso da região serrana do Rio, o governo federal já disponibilizou cerca de R$ 75 milhões para a reconstrução de pontes. Mas, segundo ele, o governo estadual do Rio estaria com dificuldade para executar as obras.

- Os recursos estão à disposição do governo do estado, e ele está encontrando dificuldades para poder contratar os serviços de recuperação dessas obras de arte (obras viárias).

O ministro também apresentou o sistema de monitoramento e alerta, que começa com os institutos de previsão meteorológica. Eles informam um centro do Ministério de Ciência e Tecnologia, que, por sua vez, aciona um centro de alerta do Ministério da Integração Nacional, encarregado de entrar em contato com as prefeituras e governos estaduais.

A partir deste verão, o ministério pretende universalizar a distribuição de cartões de defesa civil para municípios atingidos por enchentes. O dispositivo funciona como um cartão de crédito e serve para cobrir despesas emergenciais. Os gastos do cartão, que é utilizado em Santa Catarina desde setembro deste ano, são divulgados no Portal da Transparência, da Controladoria Geral da União (CGU), para coibir fraudes.

Mercadante diz que chuvas ainda vão matar no Brasil
Já o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, ao apresentar a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação nesta quinta-feira, afirmou que o governo não será capaz de impedir mortes por causa das chuvas neste e nos próximos verões. À Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, o ministro disse que estão sendo tomadas medidas para reduzir os impactos dos eventos climáticos severos e citou a criação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e a aquisição de novos radares e pluviômetros. Mas disse que novos equipamentos são necessários e não dá para ter ilusões de que não haverá vítimas fatais por conta de inundações e deslizamentos.

- Morrerão pessoas neste verão e nos próximos. O que estamos fazendo é diminuindo o impacto dos extremos climáticos, que estão se agravando. O Brasil precisa entender que o clima mudou, que vamos ter inundações, vamos ter alagamentos, deslizamento e mortes. Nós teremos vítimas esse ano, não queremos criar qualquer tipo de ilusão. Estamos procurando buscar essa consciência - disse.

FONTE O GLOBO Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/chuvas-brasil-tem-251-municipios-com-risco-elevado-de-desastres-3453233#ixzz1ggl7dgDt
 

sábado, 26 de novembro de 2011

VEM CHEGADO O VERAO - Rio só reassentou 15% de famílias

Rio só reassentou 15% de famílias que moram em áreas de risco
Registro é feito quase um ano depois de mapeamento

POR
Emanuel Alencar
 

O gari Gustavo dos Santos no segundo andar de sua casa: construções continuam subindo apesar de estarem em área de risco Domingos Peixoto / O Globo
RIO - A dona de casa Maria das Graças Ferreira, de 49 anos, e o vigia Joseval Martins Ferreira, de 54, vivem numa casa de dois quartos, a poucos metros de onde, há um ano e oito meses, quatro pessoas morreram soterradas. Dizem ter a exata noção do perigo de morar num local de altíssimo risco de deslizamento. Mas argumentam que, sem alternativa, não pretendem deixar o Morro da Chacrinha, na Tijuca, que integra o Complexo do Turano, área pacificada desde setembro de 2010. A situação do casal é a mesma de 1.345 famílias de nove favelas que têm 100% de seus domicílios em área de alta probabilidade de desmoronamento. Quase um ano depois do diagnóstico feito pela GEO-RIO, a prefeitura informa que apenas 200 famílias — todas na Chacrinha — foram reassentadas, o que representa 14,8% do total.
A prefeitura diz que ainda não concluiu os estudos que apontarão se reassentará todas essas pessoas ou se vai optar por obras de contenção de encostas. Além da Chacrinha, que ainda teria 110 casas em situação de perigo, outras comunidades, como a Favela da Matinha, vizinha à Rocinha, vivem drama semelhante.

No levantamento, feito em dezembro de 2010 pela GEO-RIO, completam a lista o Sítio do Pai João, no Itanhangá (340 casas em situação de extremo perigo); o Morro da Cotia, no Lins (210); a Travessa Antonina, na Praça Seca (175); o Morro da Bacia, no Engenho Novo (120); o Morro do Rato, no Estácio (65); a Rua Mira, em Olaria (75) e o Morro do Bananal, na Tijuca (30).

Só cinco das nove favelas têm sirenes
Às vésperas do período das fortes chuvas, obras de contenção de encostas nessas comunidades não estão descartadas. Mas, até o momento, cinco dessas favelas — Pai João, Chacrinha, Cotia, Travessa Antonina e Bacia — só estão dotadas de sistemas de alerta de chuvas. Sirenes soam quando há possibilidade de temporais. As outras quatro devem receber o sistema em 2012, de acordo com a Secretaria de Saúde e Defesa Civil do município.

Morador da Chacrinha, o gari Gustavo dos Santos, de 38 anos, diz que ainda não foi notificado pela prefeitura sobre a necessidade deixar sua casa, erguida em área de risco.

— Até hoje não me procuraram. Até fizeram algumas obras de contenção de encostas, mas muito pouco em relação ao tamanho do problema. Eles demoliram umas dez casas — conta o pernambucano, que mora com os dois filhos e a mulher numa casa que está sendo ampliada. — O tempo vira e eu já fico apreensivo. Sei dos riscos e toparia sair. Mas querer nos mandar para Campo Grande é brincadeira.

Morando na mesma casa há 27 anos, Maria das Graças não enxerga vantagens em sair da Chacrinha e ir para um apartamento em Senador Camará, na Zona Oeste. Ela alega que o bairro, onde a prefeitura propõe que seja feito o reassentamento, é cenário de guerra entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas. Mesmo com infraestrutura precária — o esgoto corre pelo quintal — ela reluta em sair da Tijuca.

— Vamos sair daqui e ir para uma área controlada por milicianos? Não vale a pena. Aqui muita gente ficou sem aluguel social e voltou a ocupar áreas de risco. Minha cunhada mesmo saiu quando houve a tragédia e acabou voltando — conta Maria das Graças.

A tragédia a que a dona de casa se refere foi a morte de quatro pessoas, na localidade conhecida como Pedacinho do Céu, parte mais alta da favela, em abril de 2010. Numa madrugada de temporal, um barranco soterrou a casa em que moravam. Foram as mesmas chuvas que, à época, causaram a morte de mais de 250 pessoas em todo o estado — sendo 47 apenas no desabamento do Morro do Bumba, em Niterói.
Hoje, famílias continuam morando no Pedacinho do Céu. E mais: muitos imóveis condenados estão sendo negociados. Ao percorrer vielas da Chacrinha, na quinta-feira, o GLOBO observou pelo menos quatro anúncios de venda de casas nas áreas de risco. Um mercado informal inflacionado com a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, há 14 meses. O aluguel de uma casa simples de um quarto, contam moradores, não sai por menos de R$ 200. Moradores contestam os números da prefeitura e dizem que apenas dez casas foram demolidas nos últimos meses.

— Perdi tudo no deslizamento e reconstruí minha vida aqui na comunidade — comenta a desempregada Inês de Brito, de 40 anos, que recebe aluguel social, mas continua morando na favela.

Casas são vendidas nas áreas de risco
Nascido e criado no Pedacinho do Céu, o aposentado de obras Sebastião Francisco de Paula, de 60 anos, ainda mora em área condenada. O aviso de que ele deve sair se resume a uma inscrição na parede ao lado do tanque. Em tinta azul, as iniciais "SMH", de Secretaria municipal de Habitação, lembram sobre o perigo.

— O apartamento do Minha Casa Minha Vida está para sair há um tempão e nada. Para a prefeitura, o Pedacinho do Céu não existe mais. Mas para quem mora, ele existe sim — diz Sebastião, mostrando a casa de dois quartos amplos, com vista da Grande Tijuca. — Tenho uma família numerosa. Não cabe todo mundo num apartamento.

A prefeitura argumenta que a sua prioridade é trabalhar com contenção de encostas e que, nos últimos três anos, investiu R$ 230 milhões nessas intervenções. Nos oito anos anteriores, de 2001 a 2008, foram investidos R$ 83 milhões, acrescentou a assessoria do município. Na Chacrinha, a estimativa do governo é de que, em três meses, as demais famílias já tenham sido reassentadas.

A prefeitura acrescenta que, desde 2009, já reassentou 14 mil pessoas que estavam em áreas de risco. Elas foram beneficiadas pelo Minha Casa Minha Vida, do governo federal, ou pelo programa de compra assistida (que é mantido até que a família adquira um imóvel pelo programa federal). Outras opções são o pagamento de aluguel social — no qual a prefeitura custeia R$ 400 por mês aos desabrigados, que escolhem um lugar seguro para morar — ou indenização, mediante análise do valor do imóvel condenado.

A promessa da prefeitura de reassentar famílias da Chacrinha é antiga. Em maio de 2010, a secretaria municipal de Habitação anunciou que haveria a retirada de casas das localidades Pedacinho do Céu e Pantanal.

Fonte O GLobo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/rio-so-reassentou-15-de-familias-que-moram-em-areas-de-risco-3328012#ixzz1eo6MTnZq 

domingo, 13 de fevereiro de 2011

TRAGÉDIA NA REGIÃO SERRANA - Número de mortes causadas pela chuva chega a 894



O número de mortos identificados na região serrana do Rio de Janeiro em consequência da catástrofe provocada pela chuva no mês passado é de 894 pessoas, de acordo com o último balanço da Polícia Civil do Rio, divulgado hoje (12), quando a tragédia completa um mês. Nova Friburgo tem o maior número, com 424 óbitos, seguida de Teresópolis (373), Petrópolis (71), Sumidouro (21), São José do Vale do Rio Preto (quatro) e Bom Jardim, onde uma pessoa morreu.

O número de desaparecidos na região chega a 408, segundo balanço divulgado ontem (11), pelo Programa de Identificação de Vítimas (PIV) do Ministério Público do Rio de Janeiro. O município de Teresópolis lidera a lista de desaparecidos, com 223 nomes, seguido de Nova Friburgo (85), Petrópolis (56) e Sumidouro (dois). Em São José do Vale do Rio Preto e em Bom Jardim não há desaparecidos.

Na próxima segunda-feira (14), o Ministério Público deverá divulgar uma nova atualização da lista de desaparecidos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Caramelo, o cão fujão, é encontrado


   


Cachorro que velava túmulo é encontrado

Caramelo ainda no abrigo, na Região Serrana / Crédito: Reprodução da Internet

João Paulo Arruda
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Foi encontrado, no fim da tarde desta segunda-feira, o cachorro Caramelo, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. O vira-lata velava o túmulo o túmulo de sua dona, vítima das intensas chuvas, na Região Serrana. No domingo Caramelo foi adotado por Marcia Xerez, mas acabou fungindo do condomínio onde mora a família, na Barra. Agora há pouco, Wagner Fialho achou o cachorro no estacionamento do Barra Shopping e devolveu o cão a dona:
- Agora vou trancar o Caramelo dentro de um cofre - brincou Marcia..