Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 3 de abril de 2012

CRIME AMBIENTAL - MPF denuncia ex-prefeito de Belford Roxo por peculato e crime ambiental em obra de aterro sanitário

Waldir Zito já foi condenado pelo TCU a ressarcir R$ 1,8 milhão aos cofres públicos

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou por crime ambiental e peculato o ex-prefeito de Belford Roxo, Waldir Camilo Zito dos Santos, e o ex-secretário geral do município, Jorge da Silva Amorelli. Os dois responderão pela poluição e degradação ambiental causadas pela não conclusão do aterro sanitário da cidade e pela omissão que levou à depredação dos equipamentos e materiais destinados à obra (processo nº 2006.5110.002740-4). 

O MPF denunciou também pelos mesmos crimes o ex-secretário e o ex-subsecretário de Obras do município, Djalma Henrique da Silva Aguiar e Marco Antonio Novello Marques. Ambos teriam sido responsáveis pelo despejo de lixo no local antes da conclusão do aterro sanitário, paralisando as obras por seis meses e causando grave dano ambiental.

Em janeiro desse ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) julgou irregulares as prestações de contas referentes às verbas liberadas para a obra do aterro, condenando Waldir Zito a ressarcir R$ 1,8 milhão aos cofres públicos. Na denúncia apresentada à 4ª Vara Federal de São João de Meriti, o procurador da República Renato Machado pede o afastamento cautelar dos denunciados dos cargos públicos que hoje ocupem e de todo e qualquer cargo público até o desfecho da ação. Atualmente, Waldir Zito é secretário de Obras e Urbanismo de Duque de Caxias e Jorge Amorelli é vice-prefeito de Duque de Caxias. 

O MPF denunciou ainda por apropriação indébita os representantes da Mastercon 1337 Engenharia e Projetos, contratada para implantação do aterro. A empresa recebeu pagamento integral pela obra, mas não a concluiu, retendo quantias e equipamentos. 

Entenda o caso - Em junho de 2000, o município de Belford Roxo celebrou convênio com o Ibama para construir um novo aterro sanitário e recuperar duas áreas degradadas nas quais o lixo do município era despejado. Os recursos do convênio eram oriundos de multas aplicadas pelo Ibama a Petrobras e faziam parte do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara. 

Em 2003, o município assinou um contrato com a empresa Mastercon, que ficou incumbida de realizar a implantação do novo aterro sanitário. Porém, em 2004, o Ibama constatou em vistoria que o aterro não só não tinha sido concluído, como se encontrava totalmente depredado e que a degradação ambiental tinha se agravado para além das áreas já afetadas.

No local onde seria instalado o aterro, começou-se a depositar resíduos, a céu aberto, sem qualquer preparo, com potencialidade de causar sérios danos à saúde de pessoas e animais que circulam no local. Houve contaminação de rios e lençóis freáticos da região, bem como degradação de remanescentes da Mata Atlântica que circundam o lixão. 

O parecer técnico da vistoria apontou também que pessoas não identificadas invadiram a área, saqueando e depredando os equipamentos instalados, adquiridos com o dinheiro público do convênio. Mesmo sabendo que o local de construção do aterro era perigoso e ermo, os agentes públicos denunciados não providenciaram qualquer tipo de vigilância na área. 

Fonte MPF    

sábado, 24 de março de 2012

PROPINA NO RIO IV - Histórico de corrupção no Estado do Rio

A corrupção ao longo dos anos
Reportagens mostram suspeitas envolvendo empresas denunciadas por fraudes em contratos



Créditos: Arte O Globo


Fonte O Globo

quinta-feira, 22 de março de 2012

MÁFIA DA PROPINA NO RIO II - Dono da Locanty é figura fácil no camarote da Grande Rio

Dono da Locanty: com os pés na empresa e no samba
Empresário mora na Barra, mas mantém ligações com Caxias
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Diego Barreto
Rafael Galdo
Selma Schmidt
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Barreto e a bandeira da Grande Rio no quiosque
Felipe Hanower/13-2-2011 / O Globo.
RIO - Nascido e criado em Duque de Caxias, o empresário João Alberto Felippo Barreto, de 54 anos, sócio majoritário da Locanty Comércio e Serviços, mudou radicalmente de vida. Parceiro de políticos e com forte ligações com o samba, hoje ele mora num condomínio de classe média alta na orla da Barra da Tijuca e tem um apartamento na Avenida Vieira Souto, em Ipanema. Sem falar que a Locanty é dona de um jatinho, avaliado em R$ 30 milhões, como informou Ancelmo Gois na quarta-feira em sua coluna no GLOBO.


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Após denúncia, órgão público centralizará pregões de hospitais universitários
TCU aprova devassa em contratos de hospitais universitários
Estado e prefeitura cancelam contratos com empresas denunciadas por corrupção
Estado já pagou R$ 283 milhões às empresas denunciadas por corrupção

Mas João Barreto continua tendo relações estreitas com a cidade da Baixada. É lá que funciona a sede da sua principal empresa. Em Caxias, o empresário mantém ainda antigos contratos com a prefeitura. Também no município fica uma de suas paixões: a escola de samba Acadêmicos do Grande Rio.

De tão apaixonado pela Grande Rio, João Barreto costuma exibir a bandeira da verde, vermelho e branco em seu quiosque na orla da Barra — o Escritório da Praia, na altura do número 5.000 da Avenida Lúcio Costa. Num outro mastro, tremula a bandeira do Flamengo, time de coração do empresário.

João Barreto é figura fácil no camarote da Grande Rio durante os desfiles do carnaval. A Locanty já foi uma das patrocinadoras da escola — um apoio que, segundo a assessoria da agremiação, terminou no ano passado. No entanto, a logomarca da Locanty aparece no site da Grande Rio, como colaboradora. A marca foi ainda estampada em camisas da escola e está numa placa na quadra da Grande Rio.

Na lista de patrocínios estão também equipes de futebol soçaite ligadas a José Moraes, vice-presidente do Tribunal de Contas de Município. Em nota, o órgão alega que é natural empresas privadas patrocinarem times.

Além da Locanty Comércio e Serviços, o empresário é sócio de três empresas menores: a Locanty Service, a Spasso Além Paraíba e a Bioab Biotécnica Ambiental do Brasil. Procurado, João Barreto não quis se pronunciar.

Na lista de serviços prestados pela principal empresa do grupo a órgãos públicos e firmas privadas, há de tudo. Na Receita Federal, por exemplo, a atividade principal em que a Locanty está inscrita é a de aluguel de máquinas e equipamentos para escritórios. Aparecem, porém, como atividades secundárias, locação de mão de obra temporária, limpeza em prédios e domicílios, serviços de engenharia, coleta de resíduos não perigosos e perigosos, transporte rodoviário de carga, entre outras. A Locanty contrata até radialistas. No ano passado, fez um contrato emergencial com a TV Câmara, de R$ 1,3 milhão, para pagar 22 radialistas, segundo a vereadora Teresa Bergher (PSDB).

A lista de órgãos públicos que fizeram pagamentos à Locanty em 2011 também é extensa. Do estado, a empresa recebeu R$ 62,5 milhões por serviços prestados à Defensoria Pública, à Faetec, ao Inea, ao Tribunal de Contas, à Polícia Militar e às secretarias de Saúde, Cultura, Segurança e Administração Penitenciária, entre outros. Já os clientes da União — Polícia Rodoviária Federal, Ancine, UFF, UFRJ, Agência Nacional do Petróleo e os comandos do Exército e da Marinha, entre outros — desembolsaram R$ 39,4 milhões no ano passado

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/dono-da-locanty-com-os-pes-na-empresa-no-samba-4379859#ixzz1pq5byt2M

MÁFIA DA PROPINA NO RIO I - Empresas mostradas pelo ‘Fantástico’ são denunciadas há pelo menos 15 anos

TCU anunciou que fará pente-fino em todos os contratos de 44 unidades de saúde do país
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Rafael Galdo
Roberto Maltchik
Ruben Berta
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David Gomes da Silva, da Toesa, explica que ensina aos filhos o código de conduta da propina
Reprodução TV Globo.

RIO e BRASÍLIA - Parece que foi ontem: o Tribunal de Contas da União (TCU) aponta suspeitas de corrupção em contratos para serviços de limpeza e conservação em hospitais federais, que envolvem o grupo Rufolo e outras oito empresas. E poderia ter sido esta semana: a Locanty figura como investigada em processos que apuram irregularidades em licitações. O detalhe é que os casos acima tiveram origem em 1996, nada menos do que 15 anos atrás. E, na prática, de lá para cá, quase nada mudou: Locanty e Rufolo são duas das quatro empresas cujos representantes foram flagrados pelo "Fantástico" nos últimos dois meses negociando propina para conseguir vantagens num suposto certame de um hospital universitário federal. Como consequência da reportagem, o TCU anunciou na quarta-feira que fará um pente-fino em todos os contratos de 44 unidades de saúde de todo o país.

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As suspeitas envolvendo o grupo Rufolo aparecem numa reportagem publicada pelo GLOBO em 3 de junho de 1998. Na época, foi noticiado que a Secretaria de Controle Externo do TCU constatou suspeitas de um prejuízo de R$ 3 milhões em contratos de empresas de terceirização de serviços. Um dos hospitais federais lesados teria sido o Cardoso Fontes, em Jacarepaguá. De acordo com o Portal da Transparência do governo federal, no ano passado a mesma Rufolo recebeu cerca de R$ 500 mil em pagamentos da União para serviços prestados no mesmo Cardoso Fontes.

Em 1998, o então ministro da Saúde, José Serra, enviou ao procurador-geral da República na época, Geraldo Brindeiro, um ofício solicitando que o Ministério Público Federal designasse promotores para verificar as denúncias. O ministro também requisitou a criação de uma comissão especial para gerenciar os contratos. Procurada na quarta-feira pelo GLOBO, a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal não se manifestou sobre o caso.

Em 2007, quase dez anos depois das denúncias, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu arquivar uma apuração preliminar sobre a conduta das empresas, apesar de apontar que "um relatório de auditoria do Ministério da Fazenda dizia que a dispensa de licitações era usada com elevada frequência e, muitas vezes, sem respaldo legal".

Locanty: ações por fraudes em Caxias
Assim como no caso da Rufolo, a Locanty também figura em suspeita que teve origem há 15 anos. Na 4 Vara Cível de Duque de Caxias, por exemplo, corre desde 2003 um processo que acusa o prefeito da cidade, José Camilo Zito, o irmão dele, Waldir Camilo Zito (ex-prefeito de Belford Roxo), a Locanty e o sócio majoritário dela, João Alberto Felippo Barreto, entre outros, numa ação movida pelo Ministério Público estadual de improbidade administrativa. O processo traz suspeitas de irregularidades nas licitações para a coleta de lixo em Duque de Caxias desde 1996, em supostas fraudes em licitações que permitiriam que empresas de um mesmo grupo de pessoas — entre elas João Barreto — se revezassem na vitória das concorrências, em supostas simulações de licitações.

O esquema de monopólio, segundo a denúncia, teria transferido milhões de reais do erário para o grupo. Já em 2007, mais um processo de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa contra os irmãos Zito, a Locanty e João Barreto foi aberto na 4ª Vara Cível de Duque de Caxias. Até hoje, no entanto, nem o processo de 2003 — que ficou parado por cinco anos por força de habeas corpus —, nem o de 2007, foram julgados. E, atualmente, a Locanty segue sendo a responsável pela coleta em Caxias, sob reclamações de moradores da cidade de ineficiência dos serviços prestados.

Anos depois, e após a reportagem do "Fantástico", a prefeitura de Duque de Caxias afirma agora que, por determinação do prefeito Zito, todos os contratos da Locanty serão auditados pela Secretaria municipal de Controle Interno. E em caso de irregularidades, devem ser encaminhados à Procuradoria Geral do Município — a prefeitura do Rio e o governo do Estado cancelaram os contratos com as quatro empresas envolvidas. "Já as acusações contra o prefeito, elas são infundadas e sem consistência", diz nota da prefeitura.

A Locanty disse que os serviços foram contratados a partir de concorrências públicas "que observaram todos os procedimentos legais".

Se as mazelas do passado parecem ter mudado pouco, o TCU espera resolver o futuro. No pente-fino dos contratos e licitações dos 44 hospitais universitários, parte deles será submetida à auditoria sobre o controle das contratações. Os que ficarem de fora serão avaliados em levantamento e, caso seja encontrado indício de irregularidade, novas auditorias serão executadas.

A fiscalização deve ocorrer em pelo menos uma instituição federal de cada estado. No Hospital da UFRJ, onde a tentativa de fraude foi flagrada, a auditoria será concentrada sobre os contratos e licitações do ramo das empresas citadas na reportagem. Em todos os casos, os técnicos vão analisar, entre outros aspectos, se há pregão eletrônico nas compras e a presença e atuação do controle interno. Em seu voto, o ministro José Jorge ressaltou que a fraude em licitações é recorrente e lembrou que, geralmente, prospera com a participação de agentes públicos.

"Infelizmente, fraude a licitações não é prática inédita para esta Casa, que tem com ela se deparado nos vários processos que aqui tramitam", salientou José Jorge, no voto.

De antemão, o relator protestou contra a precariedade ou mesmo ausência de medidas para aumentar o controle dos órgãos públicos, "nas mais diversas áreas". Segundo ele, a falta de controle "oportuniza a ocorrência de práticas inescrupulosas".

— Diversos fornecedores fizeram uma espécie de treinamento sobre como vai se pagar propina em órgãos públicos — disse o relator, durante a audiência.

A CNS Nacional de Serviços informou que, diferentemente do que a funcionária da Rufolo Renata Cavas deu a entender na reportagem do "Fantástico", a CNS acabou não participando da licitação de prestação de serviços para o Instituto de Pediatria Martagão Gesteira

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/empresas-mostradas-pelo-fantastico-sao-denunciadas-ha-pelo-menos-15-anos-4379830#ixzz1pq0a1jOW

domingo, 18 de março de 2012

ATROPELAMENTO E MORTE NO RIO - Carro enovlvido em acidente com Thor Batista tem multas. Todas por alta velocidade (Dica @informeRJO )

Por Marcelo BMaia
Dica do @InformeRJO

Consultando o Sistema de Controle de Infrações de Trânsito http://www2.rio.rj.gov.br/multas/A516C.asp achamos multas do veiculo EIK0063 dirigido por Thor Batista no acidente. Todas as infrações são por alta velocidade

Resultado da Consulta - PENALIDADES


Placa EIK0063-SP Marca I/M.BENZ SLR MCLAREN
Aviso Receb.(A.R.) NAO EXISTE NUMERO Tipo PENALIDADE
AR Autuação ENVIADO AOS CORREIOS Data de Postagem 06/11/2007
Auto de Infração F5/00878357 Detran: B35565901 Notificação 11598715
Data da Infração 12/10/2007 Hora da Infração 00:12
Infração 745-5-9-MEDIA-TRANSITAR EM VELOCIDADE SUPERIOR A MAXIMA PERMITIDA PARA O LOCAL, MEDIDA PO Pontos 04
Local de Infração Av. das Americas-Prox. n.2.901-Fx1-S.Recr Velocidade
Permit./Aferida
080/092
Situação 14-PAGTO EFETIVADO E VEICULO DESBLOQUEADO NO DETRAN Processo 0000/000000/0000
Data
Processamento
Data
Vencimento
15/02/2008
Data Expedição 31/12/2007 Valor até o vencimento R$ 68,10


Placa EIK0063-SP Marca I/M.BENZ SLR MCLAREN
Aviso Receb.(A.R.) ENTREGUE 03/01/2008 Tipo PENALIDADE
AR Autuação AUSENTE Data de Postagem 06/11/2007
Auto de Infração F5/00878344 Detran: B35565888 Notificação 11579438
Data da Infração 11/10/2007 Hora da Infração 23:57
Infração 746-3-9-GRAVE-TRANSITAR EM VELOCIDADE SUPERIOR A MAXIMA PERMITIDA PARA O LOCAL, MEDIDA PO Pontos 05
Local de Infração Av.Borges de Medeiros-Prox.n2225 Fx1-S.Le Velocidade
Permit./Aferida
070/109
Situação 12-PAGAMENTO EFETIVADO Processo 0000/000000/0000
Data
Processamento
Data
Vencimento
15/02/2008
Data Expedição 27/12/2007 Valor até o vencimento R$ 102,15


Placa EIK0063-SP Marca I/M.BENZ SLR MCLAREN
Aviso Receb.(A.R.) INF.FORNEC.PORTEIRO Tipo PENALIDADE
AR Autuação NAO EXISTE NUMERO Data de Postagem 18/09/2007
Auto de Infração F5/00836005 Detran: B35318456 Notificação 11350900
Data da Infração 02/09/2007 Hora da Infração 22:05
Infração 746-3-9-GRAVE-TRANSITAR EM VELOCIDADE SUPERIOR A MAXIMA PERMITIDA PARA O LOCAL, MEDIDA PO Pontos 05
Local de Infração Av. Epitacio Pessoa-Prox.3.666 -Fx2-S.Leb Velocidade
Permit./Aferida
070/099
Situação 14-PAGTO EFETIVADO E VEICULO DESBLOQUEADO NO DETRAN Processo 0000/000000/0000
Data
Processamento
Data
Vencimento
31/12/2007
Data Expedição 12/11/2007 Valor até o vencimento R$ 102,15

NÃO HÁ MAIS MULTAS PARA A PLACA (EIK0063)

   
Fonte Governo do Rio

ATROPELAMENTO E MORTE NO RIO - Fotos do carro do filho de Eike Batista após o acidente

O filho mais velho do empresário Eike Batista e da ex-modelo Luma de Oliveira, Thor de Oliveira Fuhrken Batista, 20 anos, é suspeito de atropelar e matar Wanderson Pereira dos Santos, de 30 anos, por volta das 19h20 de sábado (17), na pista sentido Rio da rodovia Washington Luís, na Baixada Fluminense.

Policiais rodoviários federais informaram que Thor dirigia um Mercedes Benz Mc Laren SLR Roadster  prata placa EIK0063.  O carro faz de 0-100 km/h em 3.8 seconds e custava em 2.007   US$534 485 ou  £350,000

O acidente teria acontecido logo após um retorno. A vítima estava em uma bicicleta e morreu na hora. O corpo foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) de Caxias e deve ser liberado neste domingo (18) após reconhecimento da família.

O caso foi registrado na Delegacia de Xerém (61ª DP) como homicídio culposo, ou seja, sem a intenção de matar.

Um inspetor de plantão neste domingo informou que Thor deve comparecer à unidade na segunda-feira (19) para prestar esclarecimentos ao delegado Mario Roberto Arruda

Parte frontal do veículo ficou completamente destruída após o atropelamento.















Fonte PortalR7

ATROPELAMENTO E MORTE NO RIO - Filho de Eike Batista atropela homem na Rio-Petrópolis


Thor Batista (direita) atropelou um homem, na Rio-Petrópolis, segundo a polícia
Thor Batista (direita) atropelou um homem, na Rio-Petrópolis, segundo a polícia
Foto: Arquivo/Cristina Granato - Agência O Globo

Por Paolla Serra
Um dos filhos do empresário Eike Batista com a modelo Luma de Oliveira, Thor Batista, de 20 anos, se envolveu em um acidente que deixou um homem morto, na noite deste sábado, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. De acordo com agentes da 61ª DP (Xerém), onde o caso foi registrado, Thor dirigia uma Mercedes Benz no km 102 da rodovia Rio-Petrópolis, no sentido Rio, quando atropelou um ciclista que passava pela via, por volta de 19h. A vítima, identificada como Wanderson Pereira dos Santos, de 30 anos, morreu na hora. O corpo foi levado para o IML do município.
Ainda segundo os policiais, Thor foi submetido ao teste do bafômetro, que constatou que o jovem não havia consumido bebida alcoólica. Ele estava com um amigo e, depois do acidente, passou mal e precisou de atendimento médico. O caso foi registrado como homicídio culposo - sem a intenção de matar. O carro de Thor foi retirado do local pelo advogado da família, que garantiu mantê-lo como estava para o caso de haver novas perícias no veículo
   

ASSALTOS A CARTEIROS NO RIO - Quadrilhas dão prejuízo de R$ 7 milhões aos Correios. Dez veículos são assaltos por dia

Dez veículos de entrega são assaltados por dia no Rio. Violência tirou 600 carteiros das ruas


POR Francisco Edson Alves

Rio - Quinta-feira, 11h50. A Kombi dos Correios em que o carteiro X., 49 anos, trabalha é interceptada por dois bandidos na Rodovia Washington Luiz, em Caxias. Irritado porque as encomendas já tinham sido entregues, um dos ladrões atira duas vezes, ferindo o profissional no braço direito. A ação violenta de quadrilhas já tirou das ruas 600 carteiros no Rio e fez os Correios contratarem escolta armada para as entregas. Só ano passado, a estatal gastou R$ 7 milhões em indenizações por conta de roubos de encomendas.

A violência enfrentada por boa parte dos 11,2 mil carteiros da Baixada Fluminense, Rio, Niterói e São Gonçalo chegou a níveis alarmantes. De acordo com o Sindicato dos Carteiros, pelo menos 10 profissionais são assaltados diariamente (300 por mês, em média) nessas regiões, onde 62 mil mercadorias são entregues a cada 24h.

Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
VÍTIMA 27 VEZES
Abalados psicologicamente, 500 carteiros estão afastados. A situação vem piorando desde o ano passado, quando compras pela Internet viraram uma febre. TVs de plasma, laptops, jogos eletrônicos, celulares e até fogões passaram a ter endereço certo: as mãos dos ladrões, que veem os carteiros como alvos fáceis. “Deus me salvou”, conta X.,assaltado nove vezes em 26 anos de carreira. Profissional de São Gonçalo acumula recorde: foi roubado 27 vezes. Hoje, está afastado.

PARALISAÇÃO
Quarta-feira, os 80 carteiros do Centro de Entregas de Encomendas de Niterói e São Gonçalo paralisaram a entrega de 2 mil produtos. “Eles só retornaram depois que a empresa providenciou mais quatro escoltas armadas, além das duas que existiam. Queremos mais quatro”, ressaltou o sindicalista Marcos Sant’águida.

Sequestros-relâmpago e ameaças de morte

Além dos assaltos, os carteiros que também são obrigados a dirigir veículos de entregas sofrem sequestros-relâmpago, agressões, ameaças de morte e humilhações.

“Em dois anos, fui alvo de ladrões 14 vezes. Em setembro, um bando me levou para dentro da favela Chumbada, em São Gonçalo. Enquanto descarregavam a van, me davam socos e pontapés, porque implorava para não ser morto”, lembra A., 31.

O Sindicato dos Carteiros informou que ao menos 500 profissionais alvo de violência estariam afastados do trabalho com problemas psicológicos. “Os bandidos dizem que sabem nossos nomes e de nossos parentes e os endereços. Isso nos enlouquece”, diz um dos que estão de licença médica.

Empresa usa escolta armada

Os Correios garantiram, em nota, que a empresa “vem alocando escoltas armadas e rastreamento para veículos em áreas de risco, além do monitoramento com imagens, cofre com retardo eletrônico, alarme e vigilância nas agências”. Na quinta-feira, a agência de Miguel Couto, em Nova Iguaçu, foi fechada, depois de 15 assaltos em seis meses.

A Polícia Federal informou que está investigando o aumento de assaltos. Relatório que aponta locais com mais incidência do crime será enviado à Secretaria de Segurança e ao Comando da PM. Em 12 meses, pelo menos seis suspeitos de pertencerem a quadrilhas especializadas em assaltar carteiros foram presos.

Fonte O Dia

 
   

sexta-feira, 16 de março de 2012

MILÍCIAS NO RIO - Guerra de gangues por fraude com bilhetes de trem e metrô

Quadrilhas faturam R$ 1,44 milhão por mês com venda irregular tíquete de integração

POR Mahomed Saigg

Rio
- Quadrilhas especializadas em desviar bilhetes de integração metrô-trem estão em guerra pelo controle de pontos de vendas dos tíquetes no Rio e na Baixada Fluminense. Comandadas por milicianos, as gangues estão de olho na rentabilidade do negócio que chega a movimentar R$ 1,44 milhão por mês.

No meio desta disputa estão funcionários das duas concessionárias, ameaçados de morte, e os passageiros. Há suspeita de que a ‘concorrência’ já levou a um assassinato. Imagens obtidas com exclusividade por O DIA mostram a atuação de cambistas nas estações Coelho da Rocha, Duque de Caxias e Gramacho. As outras paradas de trem em que eles agem, principalmente no início da manhã, são: Pavuna, Belford Roxo, Comendador Soares, Queimados, Oswaldo Cruz e Marechal Hermes. O mesmo se repete nas estações do metrô.



Como se estivessem numa feira, integrantes do bando oferecem os bilhetes aos gritos de ‘passagem, passagem’. Despreocupados, se posicionam junto às bilheterias e roletas. Uma das imagens mostra um cambista assediando uma passageira da passarela até o guichê da bilheteria.

Na maioria dos casos, as longas filas terminam encorajam os usuários a comprar as passagens nas mãos desses atravessadores. A integração metrô-trem é vendida por R$ 4,20 sob forma de dois cartões, um para cada meio de transporte. Os cambistas compram nos guichês e revendem os tíquetes separadamente por R$ 3,10 (metrô) e R$ 2,90 (SuperVia), valores integrais das passagens. Desta forma a quadrilha consegue obter lucro de R$ 1,80 a cada dupla de bilhetes vendidos.

A estimativa é que das 70 mil integrações metrô-trem vendidas por dia, 40 mil sejam desviadas. A fraude chega a render até R$ 1,44 milhão mensal aos criminosos. “Todos querem controlar este negócio milionário. Custe o que custar”, destaca um funcionário do alto escalão de uma das concessionárias. Ele recebe ameaças de morte desde que tentou varrer os cambistas das estações.

Ameaça de morte chega a executivos
A ira das quadrilhas não se limita a funcionários que circulam pelas estações. Até executivos da SuperVia e da Metrô Rio estão recebendo ameaçadas de morte. “Está todo mundo com medo. Já tem gente que está até pensando em pedir demissão porque está se sentindo inseguro para trabalhar”, revelou um funcionário de uma das concessionárias de transporte, que preferiu não se identificar.

O medo de ser alvo dessas quadrilhas já chegou até a direção das duas empresas. Fontes ligadas à cúpula do MetrôRio e da SuperVia confirmam que as ameaças atingem seus executivos.



No início, quando detectamos que o problema estava crescendo rápido demais houve gente que tentou enfrentar esses caras. Mas em pouco tempo fomos obrigados a recuar porque começaram as ameaças de morte. E nós sabemos que essas quadrilhas não estão de brincadeira”, desabafou o funcionário.

Integração metrô-trem
O derrame de tíquetes da integração metrô-trem vendidos no mercado paralelo foi apontado como uma das justificativas para o fim do benefício. A partir de segunda-feira, a viagem integrada nos dois modais só poderá ser feita com o Bilhete Único Intermunicipal. E com novo preço: R$ 4,95.

O valor é R$ 0,75 mais caro que o cobrado atualmente com o cartão integração usado na fraude, que custa R$ 4,20. O reajuste é defendido pela direção das duas empresas que acumulam prejuízos com o esquema. A alegação é de que o novo , sem o desconto, os passageiros gastariam R$ 6 para percorrer o mesmo ptrajeto (R$ 2,90 - SuperVia; R$ 3,10 - metrô).

Fonte O Dia 
    

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

DESCASO E IRRESPONSABILIDADE - Estado do Rio teve de devolver R$ 20 milhões, de vítimas das chuvas, à União

Recursos eram destinados à construção de casas para desabrigados de enchente de 2009 na Baixada
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Roberto Maltchik

Chuvas na Baixada: imóveis para vítimas não saíram do papel
Marco Antonio Cavalcanti/13-11-2009 / O Globo

BRASÍLIA - Mais de dois anos após a forte enchente que castigou a Baixada Fluminense, em novembro de 2009, o governo do Rio foi obrigado a devolver à União R$ 20 milhões que deveriam servir para a construção de 800 moradias para famílias atingidas pelo desastre. Uma vistoria do Ministério da Integração Nacional, feita em agosto de 2011, nas cidades de Belford Roxo e Duque de Caxias, detectou que nenhum dos 50 blocos, cada um com 16 apartamentos, saiu do papel. Ao todo, o estado deixou de receber R$ 50 milhões que poderiam tirar pessoas de áreas de risco.

A primeira e única liberação, de R$ 20 milhões, ocorreu em 26 de março de 2010. O objetivo seria construir 800 apartamentos. De acordo com o termo de compromisso 0142/2010, o dinheiro beneficiaria famílias do Lote Quinze, em Belford Roxo, e de três bairros de Duque de Caxias castigados pela chuva.

De lá para cá, no entanto, o que se viu foi uma série de desacertos. De acordo com o secretário de Habitação de Duque de Caxias, Ronaldo Valentim, o estado cogitou duas áreas para a construção dos prédios. Mas, segundo ele, na primeira área havia dificuldades para assegurar o abastecimento de água. E na segunda, próxima à Rodovia Presidente Kennedy, o problema teria sido burocrático.

Em Belford Roxo, o coordenador do comitê local de acompanhamento das obras do Lote Quinze, Rogério Gomes, informou que parte dos moradores prejudicados pela enchente de 2009 foi transferida para outras áreas de risco.

Rogério Gomes afirmou ainda que o projeto em Belford Roxo foi abandonado, pois houve problemas de execução logo no início das obras.

— Para mim, isso é falta de compromisso, de vergonha na cara e de profissionalismo. Isso é covardia — disse Gomes.

Segundo governo, áreas não eram adequadas
A prefeitura de Belford Roxo afirmou que nunca recebeu os recursos da União porque ocorreram "divergências técnicas". Disse ainda que as famílias já estão cadastradas e que, parte delas, já recebeu casas do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.

A Secretaria estadual de Obras afirmou que as áreas indicadas pelas prefeituras não eram adequadas tecnicamente para a construção de moradias, uma vez que o alto custo da preparação dos terrenos também inviabilizariam os projetos. Além disso, segundo o governo, os terrenos apresentavam problemas de titularidade. Por conta disso, devolveu à União o montante corrigido de R$ 23,7 milhões, em 27 de dezembro de 2011.

A respeito das famílias de Belford Roxo, o governo afirmou que cerca de 400 receberam indenização ou foram incluídas no programa de compra assistida. E que outras 30 estão recebendo aluguel social enquanto aguardam a conclusão de moradias em construção na localidade de Barro Vermelho. Quanto às vítimas de Caxias, disse que apenas 40 famílias foram indenizadas e que as demais receberão imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo o estado, elas atualmente moram em áreas que passaram por obras de controle de enchentes



Fonte O Globo  http://oglobo.globo.com/rio/rio-teve-que-devolver-20-milhoes-uniao-3814449#ixzz1l7N4zp3g
    

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

MILÍCIAS NO RIO - Testemunha de processo contra milícia é a 4a assassinada no RJ


Uma das testemunhas da Operação Capa Preta, que investiga a ação de milícias na Baixada Fluminense, foi assassinada na noite desta quinta-feira, com pelo menos dez tiros, em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio. Considerado peça fundamental na investigação do caso, Alex José do Carmo foi a 4ª testemunha assassinada desde o início das investigações. As informações são da rádio CBN.
O processo investiga a ação de 13 policiais militares, quatro ex-policiais, um policial civil, um sargento do exército, um sargento da marina e um fuzileiro naval. Segundo a polícia, eles agiam cobrando taxas de moradores para segurança, instalação de serviços de TV a cabo e gás.


   

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

CRIME AMBIENTAL - PF vai indiciar administradores de refinaria da Petrobrás por crime ambiental

Laudos periciais comprovaram que material despejado no Rio Iguaçu pela Reduc é poluente

Solange Spigliatti - estadão.com.br

SÃO PAULO - Administradores da refinaria Duque de Caxias (Reduc) da Petrobrás serão indiciados pela Polícia Federal (PF) por crime ambiental, pelo lançamento de efluentes no Rio Iguaçu, na Baixada Fluminense. A decisão é do delegado Fábio Scliar, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF, que já remeteu o inquérito ao Ministério Público Federal (MPF).

"Que eu vou indiciar pessoas da Reduc, isso aí é fora de dúvida, uma vez que o crime ambiental aconteceu. Tem gente lá que tem de ser responsável por isso", disse Scliar. Ele pediu mais prazo à Justiça para ouvir outras pessoas, a fim de individualizar as responsabilidades e apurar todos os fatos.

O delegado explicou que as análises da água foram feitas por técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). A poluição teria acontecido em dezembro do ano passado e agosto deste ano.

"Nós fizemos a coleta nos efluentes da Reduc e fizemos exames laboratoriais. Laudos periciais comprovaram que o material despejado no Rio Iguaçu é poluente, que descumpre os parâmetros exigidos por leis ambientais. Os efluentes lançavam níveis de óleo e graxa muito acima do que é permitido pelos regulamentos. Níveis de fenóis, sólidos e sedimentados acima do permitido. Estava tudo errado".

Segundo Scliar, o lançamento contraria a Resolução 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que entre outras coisas estabelece padrões de classificação para qualidade nos corpos hídricos. Além disso, a pena está prevista no artigo 54 da Lei 9.605/98 e estabelece prisão de um a cinco anos.

Em nota, a Petrobrás considerou que as amostras coletadas pela PF e analisadas pelo Inea "apresentaram resultados que não podem ser considerados válidos, sob o ponto de vista técnico de metodologia de coleta". A estatal esclareceu que possui estação de tratamento de efluentes industriais responsáveis por processar as descargas no Rio Iguaçu. "Os efluentes são monitorados segundo frequência e parâmetros exigidos pelo Inea, que recebe mensalmente os relatórios com resultados das análises".

O texto da nota informa ainda que "não ocorreu nenhum vazamento de óleo por ocasião de vistoria do Inea em 23/12/2010, ou posterior a esta data". A companhia sustenta que o suposto vazamento seria na verdade lançamento de efluente tratado, conforme legislação em vigor. Segundo a Petrobrás, a Reduc mantém monitoramento do Rio Iguaçu e os resultados das análises indicam que o local é fortemente impactado por esgoto sanitário, "sendo sua qualidade pior à do ponto de lançamento dos efluentes, indicando pouca ou nenhuma contribuição da refinaria".

As informações são da Agência Brasil.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

VAZAMENTO DA CHEVRON - Óleo da Chevron vazou para galerias pluviais de Caxias, dizem deputados, UM PRESO

Eles estiveram reunidos com o delegado responsável pelas investigações.
Chevron diz que empresa é subcontratada e tem licença do Inea.
Bernardo Tabak Do G1, no Rio 



Parlamentares que integram uma comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha as investigações sobre o vazamento da petroleira americana Chevron, afirmaram, na noite desta segunda-feira (28), que a água do mar misturada ao óleo vazou para o sistema de águas pluviais do município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo os deputados, o problema ocorreu dentro da empresa de manejo de resíduos industriais Contecom, que fica em Caxias.

“Os policiais federais verificaram que havia um reservatório na empresa, transbordando água com resíduo de óleo. Ao transbordar, vazou para os ralos das águas pluviais de Duque de Caxias”, afirmou o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB/SP), relator da comissão. “Há materialidade para se afirmar isso”, complementou.

Por meio de nota, a Chevron informou que "a Contecom é uma empresa independente subcontratada pela Brasco, com aprovação da Chevron, para disposição final de resíduos, a qual possui licença de operação pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea)".

Funcionária presa Mais cedo, uma funcionária da Contecom foi presa em flagrante dentro da empresa, em Caxias. “Ela disse ser a responsável técnica da empresa”, afirmou o deputado federal Dr. Aluízio (PV-RJ), presidente da comissão. “Esse é um fato novo e extremamente grave. O óleo já chegou na Baixada Fluminense, em Caxias. O contrato da Chevron com a Contecom para recolher o óleo está sendo praticado sem o menor cuidado ambiental em terra firme”, criticou Chico Alencar (PSOL-RJ), que integra a comissão.

“Essas irregularidades foram flagradas pela polícia. Não há falha geológica ou problema natural que justifique”, afirmou Alencar. “E já existia uma grande quantidade de caminhões-tanque que estavam se dirigindo para a empresa, com mais água contaminada com óleo para ser beneficiada. Só que a empresa não tinha mais onde colocar”, complementou Protógenes. Os três deputados obtiveram as informações após uma reunião com o delegado Fabio Scliar, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal (Delemaph-PF), na noite desta segunda.

A Contecom seria a responsável por realizar o correto manejo e o beneficiamento da água contaminada com óleo.

O G1 tentou entrar em contato com a Contecom, mas ninguém foi encontrado.

Já a assessoria de comunicação da prefeitura de Duque de Caxias disse que não existe a possibilidade de contaminação de mananciais de água do município e que, se houver alguma contaminação, será em rios que deságuam na Baía de Guanabara.

Inea afirma que Contecom está regular Mais cedo, um carro do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), deixou o local, mas os técnicos não falaram com a imprensa. De acordo com a assessoia de imprensa do secretário de Meio Ambiente, Carlos Minc, no entanto, o Inea constatou que a Contecom está regular. Em nota, a Secretaria de Estado do Ambiente informou que os técnicos não encontraram irregularidades e que apoia "integralmente" a ação da PF.

"A Secretaria do Ambiente e o Inea afirmam que se o delegado da Polícia Federal Fábio Scliar encontrou outros tipos de irregularidades, em outros pontos, não há o que contestar", destacou a nota. "Não há em absoluto qualquer contradição entre a SEA/Inea e a Polícia Federal", acrescentou.

Segundo a nota, foram analisadas as licenças da empresa que transportou o óleo, que foi recolhido pela Chevron na região do vazamento, a quantidade de resíduos transportados, a operação de separação do óleo e o armazenamento do óleo recolhido.

 saiba mais
Mancha de óleo vazado voltou a diminuir e se afasta do litoral, diz ANP
Suspensão de perfuração não terá impacto em produção, diz Chevron
MPF abre mais três investigações sobre vazamento de óleo no Rio

Inquéritos
O Ministério Público Federal (MPF) em Macaé (RJ) abriu nesta segunda-feira mais três inquéritos para investigar as condições e consequências do vazamento de petróleo no Campo do Frade.

Dois dos inquéritos buscam avaliar se houve omissão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na elaboração dos planos regionais e nacional de contingência e na fiscalização. A investigação quer apurar ainda se Agência Nacional de Petróleo (ANP) também falhou no controle da atividade das empresas petroleiras.

A empresa norte-americana Chevron informou, por meio de sua assessoria, que ainda não foi notificada da abertura do inquérito, mas ressaltou que "respeita as leis e cumpre as normas do país onde opera".

O G1 procurou também Ibama e ANP, que não responderam até a última atualização desta reportagem.


Atividade de pesca Outra frente de investigações quer apurar quais serão os impactos do vazamento de óleo para a atividade de pesca e para a economia dos municípios de Macaé, Casimiro de Abreu, Carapebus e Rio das Ostras.

"Incidentes como esse dão impulso a discussões sobre os riscos da atividade de exploração de petróleo. É importante que os órgãos competentes efetivamente fiscalizem se as empresas operam dentro dos níveis de risco tolerados pelas licenças e normas ambientais," disse o procurador da República responsável pelos inquéritos, Flávio de Carvalho Reis.

A Chevron já é investigada em um inquérito aberto pelo MPF em Campos (RJ) que pretende apurar a responsabilidade pelo vazamento. O depoimento do presidente da empresa no Brasil, George Buck, está marcado para o dia 7 de dezembro.

Para começar as investigações, o MPF pediu à Marinha, à ANP e ao Ibama o envio de cópias de todos os relatórios técnicos relacionados ao acidente ambiental e esclarecimentos quanto aos impactos do vazamento na pesca da região.

Suspensão da perfuração Na quarta-feira passada (23) a diretoria da ANP decidiu suspender as atividades de perfuração no Campo de Frade "até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e restabelecidas as condições de segurança na área".

Apenas a Chevron opera no Campo de Frade, onde no último dia 8 foi identificado vazamento em um poço de extração de petróleo. A empresa não tem atividade em outros campos.
Em audiência pública na Câmara dos Deputados na semana passada, o presidente da Chevron no Brasil, George Buck, pediu "desculpas" aos brasileiros e ao governo pelo vazamento no Campo de Frade. Ele disse que a empresa norte-americana foi eficiente em conter o vazamento de petróleo.

Também na quarta, a diretoria da ANP rejeitou pedido da Chevron para perfurar novo poço no campo para atingir a camada pré-sal. De acordo com a agência, “a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade."




terça-feira, 25 de outubro de 2011

MEIO AMBIENTE - Menos da metade do lixo do Rio de Janeiro é tratado

Informações da secretaria estadual do Ambiente mostram que somente 38,5% dos resíduos são despejados em aterros sanitários


Cecília Ritto




Imagem do Lixão de Gramacho, na Baixada Fluminense: cinco toneladas de lixo da cidade do Rio vão para lá (Divulgação) 
  O governo do Rio de Janeiro terá que dobrar a quantidade de lixo destinada a aterros sanitários até o final de 2012, para viabilizar a meta de chegar a 2014 sem nenhum lixão funcionando no estado. A meta é ousada. Em números absolutos, isso significa passar a destinar aos aterros sanitários 13.891 toneladas de lixo, contra as 6.235 toneladas atuais. De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela secretaria estadual do Ambiente,apenas 38,5% dos resíduos fluminenses têm como destino os aterros sanitários. Todo o resto é despejado em lixões. A cidade do Rio, por exemplo, passou, somente este ano, a levar parte do seu lixo para o aterro de Seropédica, na Baixada Fluminense. Ainda assim, das oito toneladas produzidas pelos cariocas, cinco toneladas vão para o lixão de Gramacho, em Duque de Caxias.

Em 2011, 16 lixões foram fechados no estado. A proposta do governo é de que até o fim de 2012 mais 28 desses lugares de despejo de lixo sejam desativados. O objetivo não é simples. Entre os vazadouros a céu aberto ainda em funcionamento, o mais emblemático, o de Gramacho, só terá suas atividades encerradas em junho de 2012. Cenário do documentário Lixo Extraordinário, 1200 catadores vivem dos resíduos de Gramacho. Quanto a isso, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse já ter realizado reuniões para definir o destino dessas pessoas. Uma das propostas é oferecer cursos profissionalizantes gratuitos, para que eles aprendam outros ofícios.

Nesta segunda-feira, Minc e a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, apresentaram o Contador Regressivo dos Lixões do estado. O estudo mostra um mapeamento dos lixões e dos aterros sanitários em funcionamento. Segundo Minc, é a primeira vez que o estado se preocupou em fazer um levantamento detalhado do lixo do Rio de Janeiro. “Agora temos uma ideia clara da situação”, diz o secretário.

Segundo informações da secretaria do Ambiente, até 2007, ano inicial da gestão de Sérgio Cabral, mais de 90% do lixo fluminense iam direto para vazadouros a céu aberto. “O estado dizia que era questão dos municípios, nunca trouxe a questão para o seu colo”, afirma Minc, ex-ministro do Meio Ambiente. Era comum os municípios serem multados por manter os lixões, mas, sem alternativas, a prática continuava. Uma das medidas do estado para implantar aterros sanitários é a ajuda financeira às prefeituras. O governo paga 20 reais por tonelada de lixo despejada no aterro- que custa em média 45 reais-, e tem como contrapartida das cidades a coleta seletiva.

Atualmente, 43 das 92 cidades do Rio de Janeiro despejam o seu lixo em aterros sanitários. A meta é, em 2012, ter 71 municípios nessa situação. Para o ano que vem, a secretaria espera que 85,7% dos resíduos estadual sejam tratados. É um grande salto se comparado com 2010: apenas 11,9% do lixo iam para aterros sanitários.

Existem no Rio de Janeiro 19 aterros sanitários. Cerca de 15 deles foram instalados a partir de 2007. A vida útil deles é de 20 anos, que podem ser prorrogados conforme seja implementada a coleta seletiva. O Rio de Janeiro, no entanto, ainda engatinha quando o assunto é a seleção do lixo. Apenas 1,5% dos resíduos são separados.

Atlas de saneamento 2011- O estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o problema do lixo não é restrito ao Rio de Janeiro. A maioria das cidades brasileiras dispõe do serviço de coleta de lixo, mas 50,8% desses resíduos têm como fim os lixões.

O estudo traz a seguinte conclusão sobre o deposito de resíduos em vazadouros a céu aberto: “Trata-se de um grande desafio a ser enfrentado, pois a disposição inadequada do lixo pode causar poluição das águas e do solo, bem como problemas de saúde, sobretudo para catadores de lixo”, conta no Atlas de saneamento 2011. O IBGE aponta a coleta de lixo como uma das soluções para a redução do volume de lixo

Fonte Veja

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

SAÚDE NO RIO - Morre idosa levada viva para o necrotério do Hospital de Saracuruna

 Priscilla Souza 

 
Idosa levada viva para necrotério de hospital morreu na quarta-feira
Foto: Reprodução

A idosa Rosa Maria Celestrino de Assis, de 60 anos, que foi dada como morta no Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, morreu na quarta feira, às 21h.

Ela estava internada na UTI desde o dia 23 de setembro, e respirava com ajuda de aparelhos. O diagnóstico era de AVC isquêmico, pneumonia e choque séptico.

De acordo com a Secretaria estadual de Saúde, a paciente — que era diabética — sofreu uma parada cardíaca e não resistiu, apesar das tentativas de ressuscitação.

Erro médico
No dia 23 de setembro, após a equipe médica do Hospital de Saracuruna constatar, erroneamente, a morte de Rosa, a paciente foi parar no necrotério. Apenas depois de duas horas, quando foi reconhecer o corpo, a filha, Rosângela Celestrino, percebeu que a mãe estava viva.

— A gente estava com esperança porque ela parecia estar melhorando, mas aconteceu isso. Vou processar o Estado — afirmou a filha, Rosângela.

Policiais da 60ª DP (Campos Elíseos) já ouviram a técnica de enfermagem Rosângela Silva Cortes; o médico Nilton Resende Filho, que constatou a morte; e o médico João Luis Nadal Barroso, que assinou a declaração de óbito.

O responsável pode ser indiciado por homicídio, se for comprovado que o quadro clínico da paciente foi agravado pelo erro médico.

Fonte Jornal Extra  http://extra.globo.com/noticias/rio/morre-idosa-levada-viva-para-necroterio-do-hospital-de-saracuruna-2776668.html#ixzz1akTSwAuI

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

LIXO IN RIO - Cerca de 80% do lixo produzido em todo o estado ainda têm destinação inadequada

Ratos e urubus rasgam a fantasia
Cerca de 80% do lixo produzido em todo o estado ainda têm destinação inadequada
Publicada em 09/10/2011 às 23h34mEmanuel Alencar (emanuel.alencar@oglobo.com.br)

 

RIO - A três anos da Copa do Mundo, no retrato do lixo urbano do Estado do Rio há urubus, crianças pisando em seringas e solo contaminado. Lixões a céu aberto, vazadouros clandestinos e aterros sem adequação ambiental ainda recebem 79,4% do total de resíduos domiciliares e daqueles recolhidos nas ruas do estado. Nada menos que 14 mil toneladas de lixo por dia são despejadas sem o controle necessário. Os dados foram levantados pelo GLOBO, com base em informações da Secretaria estadual do Ambiente e da Comlurb. Enquanto os aterros sanitários em operação - depósitos adequados que recebem apenas 20,6% do lixo diário - somam 14, há pelo menos 49 lixões. Sem contar os 189 vazadouros clandestinos.

VÍDEO: Coordenador de projetos da Comlurb dá detalhes sobre impasse em Gramacho

FOTOGALERIA: Confira mais imagens de Jardim Gramacho

INFOGRÁFICO: O raio x do lixo no Estado do Rio

O panorama põe em risco o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos - lei 12.305/2010 - que completou um ano em agosto. A legislação é clara: em 2014 os lixões a céu aberto e aterros controlados, como o de Jardim Gramacho, devem ser erradicados. E os estados e municípios que não apresentarem seus planos de resíduos em agosto do ano que vem perdem o direito de receber financiamento federal. Um desafio que a cada dia ganha contornos mais dramáticos. A reciclagem no Rio, por exemplo, não passa de 0,5% do total de resíduos gerados diariamente, segundo dados da Secretaria do Ambiente.

Professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista em resíduos domésticos, Emilio Eigenheer ainda vê uma solução distante. Para ele, o principal gargalo está nos municípios do interior.

- Temos uma economia que está gerando lixo a níveis de países desenvolvidos e uma estrutura que não chegou ao século XX. Em um ano de lei quase nada avançou. Na Região Metropolitana, teremos ganhos mais rápidos, com as grandes empresas construindo aterros privados. Mas no interior, onde a produção de lixo é pequena, as empresas não vão - diz Eigenheer. - Não há mágica. Quando as prefeituras têm dinheiro, acabam resolvendo. A grande dificuldade é ter verba para bancar este negócio permanentemente. Entraves políticos nos consórcios

Os tímidos avanços refletem uma questão aparentemente trivial: quem vai pagar esta conta? O caso do lixão de Babi, em Belford Roxo, Região Metropolitana, é emblemático. Construído com dinheiro da multa do vazamento de óleo da Petrobras, na Baía de Guanabara, em 2000, acabou virando lixão, lembra o secretário do Ambiente, Carlos Minc. Hoje o depósito, onde até crianças atuam como catadores, tem um rio de chorume - resultado líquido da decomposição do lixo orgânico - e porcos circulando

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- As obras jamais foram concluídas, mudou o prefeito e já era. É por isso que apostamos em consórcios intermunicipais. Um aterro pequeno vira lixão em três semanas - afirma Minc, que reconhece as dificuldades, mas garante que a lei será cumprida "com folga". - Posso garantir o fim dos lixões da Região Metropolitana em dois anos. Com Seropédica em operação total, avançaremos muito.

Na prática, os entraves políticos não sugerem tanto otimismo. Dos 15 consórcios previstos no estado, apenas dois já estão firmados. E o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Teresópolis, o primeiro aterro construído com dinheiro público, só está enterrando adequadamente lixo do próprio município. Muitos prefeitos relutam em jogar seus rejeitos em aterros sanitários por causa do preço, que chega a R$ 100 por tonelada. Transferir os custos para a população, via taxas de lixo, é assunto proibido num país que vive sob disputa eleitoral, observam especialistas. Minc afirma que o governo do estado investe anualmente R$ 30 milhões do Fecam no programa "Lixão Zero":

- Eu tenho que fazer o aterro, dar dinheiro para o remediar o lixão, e no caso do aterro sanitário privado, subsidiar as prefeituras. Os consórcios estão caminhando. O mais difícil foi a costura política - defende-se Minc.

- Só vamos conseguir reverter este quadro quando se pagar pelo serviço de coleta de lixo. É o princípio mundial do gerador-pagador, consagrado na Europa - opina o diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Silva Filho. - A coleta e destinação adequada é igual a outro serviço qualquer, como o fornecimento de gás e energia. E, como tal, precisa ser remunerado. Do contrário não há sustentabilidade. Em destinação de resíduos, o Rio está atrás de Rio Grande do Sul, onde 70% do lixo produzido por dia vão para aterros sanitários, e de São Paulo, com índice superior a 50%.

O aterro de Gramacho, em Duque de Caxias, ainda é o destino de 70% do lixo domiciliar e do recolhido nas ruas da capital, segundo a Comlurb. Em março, o secretário Carlos Minc anunciava o encerramento do lixão para dezembro, com a ativação total do aterro sanitário de Seropédica. A Comlurb agora estipula o fechamento para junho de 2012. Gramacho vive um impasse. Os cerca de 1.300 catadores ainda não sabem o que fazer a partir do fim da atividade. O fundo que deveria ter sido criado para ampará-los - abastecido com dinheiro da venda do biogás da Novo Gramacho à Petrobras - ainda não saiu do papel.

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/10/09/cerca-de-80-do-lixo-produzido-em-todo-estado-ainda-tem-destinacao-inadequada-925542533.asp#ixzz1aNYQA49d



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

SAÚDE IN RIO - Mulher morre 12 horas depois de ser liberada no Hospital dos Horrores

Mulher morre 12 horas depois de ser liberada do Hospital de Saracuruna Ontem, aposentado morreu à espera de maca. No dia anterior, senhora viva foi dada como morta

POR CLARISSA MELLO
Rio - Menos de 12 horas depois de ter sido atendida no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, a auxiliar de serviços gerais Claudia Cristina Valentim Souza, 41 anos, morreu na UPA de Sarapuí, em Duque de Caxias. A família ainda não sabe a causa da morte. A filha de Claudia, Kelly Souza, 22, culpa a unidade estadual pela morte da mãe.

“Ela começou a passar mal quinta-feira. Teve febre e dores, mas os médicos diziam que ela estava bem. No sábado ela piorou e a levei para o hospital de Saracuruna. Os médicos chegaram a dizer que

 A família insistiu em vão para que a paciente fosse internada, já que ela sentia fortes dores no corpo. Mas os médicos recusaram o pedido, prescreveram um antibiótico e a mandaram para casa.

“Ela voltou sentindo muitas dores e não dormiu. De manhã, quando fui vê-la, estava pior, já não bebia nem água. Levamos para a UPA, mas era tarde. Dói muito saber que ela poderia estar viva”, lamentou.

Morte à espera de maca no Hospital de Saracuruna
Um dia depois de um médico do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, de Saracuruna, Duque de Caxias, ter declarado morta uma senhora que, no necrotério, ainda respirava, o aposentado Calistrato Martins, 87 anos, morreu em frente à unidade, depois de esperar atendimento médico por cerca de 20 minutos.

Segundo a família, não havia maca nem maqueiro para levá-lo à emergência, e ele acabou morrendo dentro do carro, no estacionamento. Na 60ª DP (Campos Elíseos), o caso foi registrado como omissão de socorro seguida de morte. O chefe de plantão da emergência prestou depoimento. Maqueiros e enfermeiros também foram à delegacia.

 “O sentimento é de muita revolta, porque a gente vê acontecer com os outros mas nunca imagina que vai acontecer com a gente”, disse Maria Rita, filha de Calistrato. Ela é funcionária terceirizada do hospital, por isso decidiu levar o pai para lá.

 A filha chegou ao hospital com o pai inconsciente, por volta das 12h30. Maria Rita chegou a preencher formulário para que o pai desse entrada na unidade, mas ninguém apareceu para retirá-lo do carro, até que ela avisou que ele havia morrido, 20 minutos depois.

Segundo ela, o pai sofreu a queda no banheiro de casa. “Hoje faríamos almoço de família na casa dele, mas o encontrei caído quando cheguei”, disse, ressaltando que o pai chegou à unidade com vida. Chamada pela família, a polícia chegou ao local por volta de 13h40.

 “Vamos processar o hospital. Isso não podia ter acontecido. Nunca mais voltaremos aqui”, disse, abalada. O corpo de Calistrato foi levado para o IML de Duque de Caxias, onde será determinada a causa e hora da morte.

Também ontem, morreu Claudia Cristina Valentim de Souza, 41, menos de 12 horas após ser medicada no mesmo hospital e liberada para voltar para casa. A Secretaria Estadual de Saúde não quis comentar os casos e se limitou a informar que a equipe de maqueiros estava completa.

 Idosa dada como morta está na UTI A Secretaria Estadual de Saúde informou em nota que, a partir de hoje, a superintendente de Unidades Próprias, coordenadores e a Ouvidoria-Geral do órgão irão despachar direto do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes. A medida, segundo o órgão, visa garantir que denúncias sobre o atendimento de pacientes sejam esclarecidas.
Conforme a direção do hospital, até a noite de ontem, a idosa encontrada viva pelos familiares no necrotério do Saracuruna, Rosa Maria Celestino de Assis, 60 anos, seguia internada na UTI. A direção abriu sindicância para apurar o atendimento à paciente. Os profissionais envolvidos foram afastados.

 “O médico disse que a friagem (a idosa ficou duas horas dentro de saco plástico em frigorífico) não piora a pneumonia de ninguém”, disse a filha, Rosângela Celestino.

Pacientes se amontoam no corredorOntem, equipe de O DIA flagrou um cenário de caos na Emergência do Hospital Adão Pereira Nunes. Pacientes em macas aglomeravam-se ao longo do corredor da unidade. Fora da Emergência, familiares reclamavam de atrasos no horário da visita e de falta de informação sobre o estado de saúde de seus parentes internados.

Na última quarta-feira, o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, exonerou o então chefe de equipe de plantão do Hospital de Saracuruna, o médico Jocelyn Santos de Oliveira.

 A medida ocorreu após peregrinação de Gabriel de Sales, 21, por 6 hospitais, entre eles o de Saracuruna, que recusaram atendimento depois de ele cair de laje. Só foi atendido no Hospital Municipal Salgado Filho.

SAÚDE IN RIO AGORA é CASO DE POLÍCIA - Família de aposentado registrou queixa na Delegacia

Família de aposentado que morreu em frente ao Hospital de Saracuruna registra caso na delegacia

Karina Fernandes


A família do aposentado Calistrado Martins do Vale, de 87 anos, que morreu em frente à entrada da emergência do Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, enquanto esperava atendimento, só deixou agora, às 16h, a unidade de saúde para registrar o caso na 62ª DP (Imbariê).

O aposentado chegou ao hospital por volta das 12h30 deste domingo e esperou por cerca de 15 minutos uma maca para ser removido do veículo da família. Com a demora, Calistrado não resistiu e morreu. A filha do aposentado, Maria Rita do Vale, de 53 anos, que é funcionária terceirizada do hospital contou que o pai estava desmaiado no banheiro de casa, mas ainda respirava. A família decidiu então levá-lo para o hospital.

- Ao chegar, como funcionária, fui tentar uma maca. Vi que não tinha e os próprios funcionários falavam que não havia - lamentou Maria Rita.

Calistrado morreu dentro do carro da família. Só depois disso o hospital colocou uma maca à disposição para retirá-lo, mas a família exigiu a presença da polícia e disse que não queria mais que o corpo fosse removido pela unidade de saúde. O delegado adjunto da 62ª DP, Marcos Martins, esteve no local e pediu a perícia, que já foi feita. A família agora registra o caso na delegacia

 Fonte : Jornal Extra http://extra.globo.com/noticias/rio/familia-de-aposentado-que-morreu-em-frente-ao-hospital-de-saracuruna-registra-caso-na-delegacia-2661916.html

SAÚDE IN RIO - Aposentado morre na porta do Hospital de Saracuruna

POR PEDRO DE FIGUEIREDO
Rio - O aposentado Calistrato Martins, de 87 anos, morreu na tarde deste domingo na porta do Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, enquanto aguardava atendimento médico. O idoso acabou morrendo dentro do carro, e a família soube que não havia maca, nem maqueiro para levá-lo a emergência.

Na manhã deste domingo, Calistrato caiu no banheiro de casa. Por volta de 12h30, a filha dele, Maria Rita do Vale, que é auxiliar dentista de uma firma tercerizada que atua no próprio hospital, chegou ao local com o pai. Foi quando recebeu a informação da falta de equipamentos para encaminhá-lo ao setor de atendimento.

Cerca de 20 minutos após chegar ao local, o aposentado acabou falecendo. Segundo a família, funcionários do hospital tentaram retirar o corpo do carro onde chegou para tentar atendimento mas os familiares impediram. Policiais civis estão no local e já colhem as primeiras informações com os parentes, que estão inconsoláveis na porta do hospital, aguardando a remoção do corpo do idoso. "O sentimento é de muita revolta, porque a gente vê acontecer com os outros, mas, nunca imagina que vai acontecer com a gente", disse Maria Rita.

Idosa segue na UTI de hospital A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro informou neste domingo que a idosa encontrada viva pelos familiares no necrotério do Hospital Estadual de Saracuruna (Adão Pereira Nunes), em Duque de Caxias, segue internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da instituição. Rosa Maria Celestrino de Assis, 60 anos, apresentava quadro de saúde inalterado nesta manhã.

A direção do hospital abriu sindicância para apurar as circunstâncias do atendimento à paciente. O médico que emitiu a declaração de óbito pediu demissão, e os demais profissionais envolvidos no caso foram afastados.

Segundo a Secretaria de Saúde, às 10h de sexta-feira Rosa Maria deu entrada na unidade com atrofia cerebral com múltiplas áreas de sequela de infarto. Avaliada pelo clínico geral e pelo neurocirurgião, foi constatado um acidente vascular cerebral (AVC) e uma pneumonia que seria a causa do quadro de infecção generalizada.

Às 19h20, ainda segundo a secretaria, houve piora do quadro e constatação de morte pelo médico plantonista. No entanto, por volta das 22h os familiares foram fazer o reconhecimento do corpo no necrotério e perceberam que a paciente apresentava movimentos musculares involuntários. Ela foi levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permanece internad

domingo, 25 de setembro de 2011

SAÚDE NO RIO - Médico atesta óbito de paciente viva no Rio de Janeiro #negligencia

 Um médico do Hospital de Saracuruna, na Baixada Fluminense, atestou o óbito de uma paciente que estava viva. Rosa Assis, de 60 anos, já tinha sido levada para o necrotério do hospital quando parentes descobriram que ela não havia morrido. Isso ocorreu quando eles faziam o reconhecimento do corpo. A secretaria estadual da Saúde informou que abriu uma sindicância para apurar o caso.

Rosa tinha sido levada para a emergência do hospital na manhã de sexta-feira com diagnóstico de pneumonia. Ela já teria sofrido derrames e respirava com a ajuda de aparelhos. Após alguns testes, o médico de plantão teria assinado no prontuário da unidade a morte da paciente. Com base nesse documento, o chefe do plantão emitiu uma declaração de óbito e Rosa foi levada para o necrotério. A família descobriu que ela estava viva às 22 horas. Rosa teria ficado cerca de duas horas dentro de um saco plástico. Em seguida, ela foi levada para o Centro de Tratamento Intensivo.

O médico que atestou o óbito pediu demissão e a enfermeira foi demitida, informou a direção do hospital. Segundo a polícia, os responsáveis podem ser autuados por lesão corporal, se comprovada a negligência
Fonte Estadão http://www.estadao.com.br/noticias/geral,medico-atesta-obito-de-paciente-viva-no-rio-de-janeiro,777077,0.htm