Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

VAZAMENTO DA CHEVRON - Óleo da Chevron vazou para galerias pluviais de Caxias, dizem deputados, UM PRESO

Eles estiveram reunidos com o delegado responsável pelas investigações.
Chevron diz que empresa é subcontratada e tem licença do Inea.
Bernardo Tabak Do G1, no Rio 



Parlamentares que integram uma comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha as investigações sobre o vazamento da petroleira americana Chevron, afirmaram, na noite desta segunda-feira (28), que a água do mar misturada ao óleo vazou para o sistema de águas pluviais do município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo os deputados, o problema ocorreu dentro da empresa de manejo de resíduos industriais Contecom, que fica em Caxias.

“Os policiais federais verificaram que havia um reservatório na empresa, transbordando água com resíduo de óleo. Ao transbordar, vazou para os ralos das águas pluviais de Duque de Caxias”, afirmou o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB/SP), relator da comissão. “Há materialidade para se afirmar isso”, complementou.

Por meio de nota, a Chevron informou que "a Contecom é uma empresa independente subcontratada pela Brasco, com aprovação da Chevron, para disposição final de resíduos, a qual possui licença de operação pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea)".

Funcionária presa Mais cedo, uma funcionária da Contecom foi presa em flagrante dentro da empresa, em Caxias. “Ela disse ser a responsável técnica da empresa”, afirmou o deputado federal Dr. Aluízio (PV-RJ), presidente da comissão. “Esse é um fato novo e extremamente grave. O óleo já chegou na Baixada Fluminense, em Caxias. O contrato da Chevron com a Contecom para recolher o óleo está sendo praticado sem o menor cuidado ambiental em terra firme”, criticou Chico Alencar (PSOL-RJ), que integra a comissão.

“Essas irregularidades foram flagradas pela polícia. Não há falha geológica ou problema natural que justifique”, afirmou Alencar. “E já existia uma grande quantidade de caminhões-tanque que estavam se dirigindo para a empresa, com mais água contaminada com óleo para ser beneficiada. Só que a empresa não tinha mais onde colocar”, complementou Protógenes. Os três deputados obtiveram as informações após uma reunião com o delegado Fabio Scliar, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal (Delemaph-PF), na noite desta segunda.

A Contecom seria a responsável por realizar o correto manejo e o beneficiamento da água contaminada com óleo.

O G1 tentou entrar em contato com a Contecom, mas ninguém foi encontrado.

Já a assessoria de comunicação da prefeitura de Duque de Caxias disse que não existe a possibilidade de contaminação de mananciais de água do município e que, se houver alguma contaminação, será em rios que deságuam na Baía de Guanabara.

Inea afirma que Contecom está regular Mais cedo, um carro do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), deixou o local, mas os técnicos não falaram com a imprensa. De acordo com a assessoia de imprensa do secretário de Meio Ambiente, Carlos Minc, no entanto, o Inea constatou que a Contecom está regular. Em nota, a Secretaria de Estado do Ambiente informou que os técnicos não encontraram irregularidades e que apoia "integralmente" a ação da PF.

"A Secretaria do Ambiente e o Inea afirmam que se o delegado da Polícia Federal Fábio Scliar encontrou outros tipos de irregularidades, em outros pontos, não há o que contestar", destacou a nota. "Não há em absoluto qualquer contradição entre a SEA/Inea e a Polícia Federal", acrescentou.

Segundo a nota, foram analisadas as licenças da empresa que transportou o óleo, que foi recolhido pela Chevron na região do vazamento, a quantidade de resíduos transportados, a operação de separação do óleo e o armazenamento do óleo recolhido.

 saiba mais
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MPF abre mais três investigações sobre vazamento de óleo no Rio

Inquéritos
O Ministério Público Federal (MPF) em Macaé (RJ) abriu nesta segunda-feira mais três inquéritos para investigar as condições e consequências do vazamento de petróleo no Campo do Frade.

Dois dos inquéritos buscam avaliar se houve omissão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na elaboração dos planos regionais e nacional de contingência e na fiscalização. A investigação quer apurar ainda se Agência Nacional de Petróleo (ANP) também falhou no controle da atividade das empresas petroleiras.

A empresa norte-americana Chevron informou, por meio de sua assessoria, que ainda não foi notificada da abertura do inquérito, mas ressaltou que "respeita as leis e cumpre as normas do país onde opera".

O G1 procurou também Ibama e ANP, que não responderam até a última atualização desta reportagem.


Atividade de pesca Outra frente de investigações quer apurar quais serão os impactos do vazamento de óleo para a atividade de pesca e para a economia dos municípios de Macaé, Casimiro de Abreu, Carapebus e Rio das Ostras.

"Incidentes como esse dão impulso a discussões sobre os riscos da atividade de exploração de petróleo. É importante que os órgãos competentes efetivamente fiscalizem se as empresas operam dentro dos níveis de risco tolerados pelas licenças e normas ambientais," disse o procurador da República responsável pelos inquéritos, Flávio de Carvalho Reis.

A Chevron já é investigada em um inquérito aberto pelo MPF em Campos (RJ) que pretende apurar a responsabilidade pelo vazamento. O depoimento do presidente da empresa no Brasil, George Buck, está marcado para o dia 7 de dezembro.

Para começar as investigações, o MPF pediu à Marinha, à ANP e ao Ibama o envio de cópias de todos os relatórios técnicos relacionados ao acidente ambiental e esclarecimentos quanto aos impactos do vazamento na pesca da região.

Suspensão da perfuração Na quarta-feira passada (23) a diretoria da ANP decidiu suspender as atividades de perfuração no Campo de Frade "até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e restabelecidas as condições de segurança na área".

Apenas a Chevron opera no Campo de Frade, onde no último dia 8 foi identificado vazamento em um poço de extração de petróleo. A empresa não tem atividade em outros campos.
Em audiência pública na Câmara dos Deputados na semana passada, o presidente da Chevron no Brasil, George Buck, pediu "desculpas" aos brasileiros e ao governo pelo vazamento no Campo de Frade. Ele disse que a empresa norte-americana foi eficiente em conter o vazamento de petróleo.

Também na quarta, a diretoria da ANP rejeitou pedido da Chevron para perfurar novo poço no campo para atingir a camada pré-sal. De acordo com a agência, “a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade."




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

EMPORCALHAMENTO da CHEVRON : Secretário @MincRJ vê risco de óleo do vazamento chegar a praia de Ubatuba

O governo do Rio considera haver, ainda, risco de o óleo que vaza na bacia de Campos chegar à costa. Técnicos do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) consideram haver quantidade relevante de óleo em partes mais fundas e que esse material pode se dirigir a praias próximas por meio de correntes marítimas.
A mudança do clima pode contribuir a isso. Segundo o o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a alteração na direção dos ventos de leste --contrária à costa-- para o sul pode favorecer a aproximação da mancha.
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse que, como o petróleo que vazou é pesado, pode não subir imediatamente, transformando-se em pelotas que podem ser carregadas para diferentes pontos.
"Em duas semanas a um mês, há o risco de essas bolas de piche aparecerem em praias de Arraial do Cabo, Macaé [ambas no Rio] e em Ubatuba [SP]."
Editoria de Arte/Folhapress
 

terça-feira, 6 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/MARICÁ/CHUVAS - Prefeitura decreta 'estado de emergência' em Maricá


O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT)  decreta nesta terça-feira "estado de emergência" no município. Devido as fortes chuvas que caem na cidade, desde o início da noite de segunda-feira, as lagoas transbordaram e há bairros com água acima de 1,5 metros de altura. Bairros como Recanto de Itaipuaçu, Inoã, São José de Imbaçaí, Mumbuca, Itapeba e Pedreiras foram os mais atingidos.

>> FOTOGALERIA: Veja as imagens do temporal que alagou a cidade

Quaquá recebe agora a tarde equipe engenheiros do INEA (Instituto Estadual do Ambiente) para avaliar a possibilidade de abrir um canal da lagoa da Barra de Maricá para o mar, já que a proximidade facilitaria  o trabalho com máquinas e poderia escoar a água para o mar. Levantamentos da Defesa Civil municipal dão conta de aproximadamente 100 desabrigados até o momento. Até um vereador da cidade perdeu tudo dentro de casa. O vereador Alberto da Maricaense (PSDB) morador das Pedreiras teve sua casa invadida pelas águas.

 


 

segunda-feira, 1 de março de 2010

ESTADO ENTREGA HELICÓPTERO QUE COMBATERÁ CRIMES AMBIENTAIS


26/ 02/ 2010
Fotografia de Ascom Palácio
A fim de detectar crimes ambientais, como desmatamentos e construções irregulares em áreas protegidas, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) acaba de adquirir um helicóptero, apresentado nesta sexta-feira (26/2) pela secretária do Ambiente, Marilene Ramos, pelo presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino, e pelo Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. A cerimônia aconteceu no Grupamento Aeromarítimo da PM (GAM), em Niterói.

- O helicóptero será utilizado pela fiscalização do Inea. A área ambiental do estado está muito fortalecida com esta parceria com a Polícia Militar. Estamos trabalhando para a possibilidade de adquirirmos uma aeronave de vigilância com tudo o que há de mais moderno. Estamos numa guerra para não perdermos o ambiente para a degradação e recuperar o que for possível. Estamos aqui para dar mais um passo positivo no Estado do Rio de Janeiro – disse a secretária Marilene Ramos.

A aeronave, que custou R$ 5 milhões, ficará onde aconteceu a entrega. O aparelho tem autonomia de voo de três horas e 20 minutos e poderá transportar dois pilotos e quatro passageiros. O helicóptero tem capacidade para transportar até 1,4 mil quilogramas de carga externa. A máquina também é equipada com um sistema chamado de bambi buckets, um bolsão de lona para captação de água. O dispositivo, que armazena 900 litros de água, é útil no combate a incêndios florestais em locais de difícil acesso.

- Esta é uma tarde histórica. Os nossos policiais procuraram conhecer um pouco da legislação ambiental e se apaixonaram por isto. A consciência da importância do meio ambiente acabou aumentando na Polícia Militar. A necessidade da preservação do meio ambiente se estendeu ao ponto de chegar à nossa unidade aeromarítima. Esta é uma questão mundial e de interesse de todos – defendeu o comandante Geral da PM, Mário Sérgio.

Para Luiz Firmino, esta parceria com a Polícia Militar estreita laços para a preservação da Mata Atlântica e é essencial para a resolução de grandes problemas de questões ambientais. Já o ministro Carlos Minc confessou estar orgulhoso pelo fato de o Governo do Estado do Rio de Janeiro estar combatendo crimes contra o ecossistema, a fauna, a flora e defendendo a biodiversidade e na questão da despoluição das águas.

Por Ascom Palácio


Fotografia de Ascom Palácio
Fotografia de Ascom Palácio