Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 24 de abril de 2012

DENGUE NO RIO - Rio anuncia EPIDEMIA de dengue 50.016 casos da doença em 2012

Desde o começo deste ano, cidade registrou 50.016 casos da doença
Capital fluminense teve 12 mortes por dengue só em 2012, diz secretaria.
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Do G1 RJ

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A Secretaria municipal de Saúde anunciou, na tarde desta terça-feira (24), que o Rio registra epidemia de dengue. Isso significa que a cidade entrou num estágio em que há mais de 300 casos da doença por cada grupo de 100 mil habitantes e esse número é crescente. Do dia 1º de janeiro até 21 de abril de 2012, foram registrados 50.016 casos e 12 mortes pela doença na cidade.
Em uma semana, o número de casos na cidade do Rio aumentou em quase 10 mil. O balanço anterior, com registros feitos até 14 de abril, contabilizava 40.252 casos.

De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, o surto da doença já era esperado, como anunciou o secretário Hans Dohmann, em entrevista ao Bom Dia Rio na semana passada. A secretaria ressaltou, entretanto, que mesmo vivendo uma epidemia o número de mortes é inferior ao do ano passado e também aos outros anos quando houve o surto da dengue.




Em 2011, quando não teve surto, de 1º de janeiro a 21 de abril, foram registrados 31 óbitos. No mesmo período, em 2002, quando houve a primeira epidemia de dengue na cidade, 62 pessoas morreram da doença. Em 2008, outro ano de epidemia, foram 136 mortes.

as dez principais missões de combate à dengue 1. Cobrir caixas d’água, cisternas, poços e evitar entupimentos de calhas.
2. Vedar com cimento os cacos de vidro nos muros que podem acumular água.
3. Colocar em sacos plásticos, fechar e colocar no lixo copos descartáveis, embalagens, tampas, cascas de ovo e tudo que possa acumular água.
4. Não deixar pneus expostos ao tempo, nunca permitindo acúmulo de água dentro deles.
5. Usar cloro em piscinas, limpá-las com frequência e cobri-las quando não estiverem em uso.
6. Limpar as bandejas externas das geladeiras e ar-condicionado.
7. Esvaziar garrafas, latas e baldes. Guardá-los em local coberto.
8. Guardar garrafas pet e de vidro sempre com a boca para baixo. Guardá-las em local coberto.
9. Lavar semanalmente, com bucha, sabão e água corrente, os vasilhames de alimentação de animais.
10. Lavar os pratinhos dos vasos de plantas e colocar areia até a borda. Evitar plantas como as bromélias, que acumulam água.


Segundo a secretaria, a baixa no número de óbitos se deve ao reforço que a prefeitura deu nos pólos de hidratação e ainda ao aumento da capacidade de atendimento na rede básica de saúde.

O município do Rio de Janeiro tem 75% dos casos de dengue em todo o estado neste ano de 2012.

Segundo o balanço da Secretaria estadual de Saúde, anunciado também nesta quarta, de 1º de janeiro a 21 de abril, foram notificados 64.423 casos suspeitos de dengue no estado do Rio de Janeiro. Foram registrados 13 óbitos por dengue no estado, sendo 12 pacientes do município do Rio de Janeiro e um em Niterói. De acordo com a secretaria, 96.253 casos de dengue foram contabilizados no estado.




segunda-feira, 23 de abril de 2012

DELTA NO RIO - Investigada pela PF, Delta tem mais de R$ 1 bilhão em contratos

Construção de trecho da Transcarioca é um de seus 4 grandes contratos.
Ao contrário do estado, prefeitura diz que não será feita nova inspeção.
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Do G1 RJ
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A construtora campeã de contratos com o governo do estado, investigada pela Polícia Federal por envolvimento com a contravenção, a Delta Construções trabalha também para a prefeitura do Rio de Janeiro. E tem mais de R$ 1 bilhão em contratos com o município, segundo levantamento feito pelo RJTV.

A empresa, que já abandonou a reforma do Maracanã, é responsável por um dos maiores investimentos da cidade para as Olimpíadas de 2016.

A Delta tem quatro grandes contratos com a prefeitura do Rio, incluindo estradas, viadutos, melhorias em favela, corredor de ônibus. O valor é de R$ 1.027.640.154. A construtora trabalha na urbanização da comunidade Chico Mendes, na Pavuna, no subúrbio do Rio. Na criação do Parque Madureira e em um conjunto de obras na Zona Oeste.

A Delta também faz parte do consórcio responsável por uma das obras mais importantes e caras da cidade: a Transcarioca, corredor expresso de ônibus que vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, passando pela Penha, na Zona Norte. São quase R$ 798,4 milhões.
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Em parceria com a construtora Andrade Gutierrez, a Delta constrói o trecho que vai da Penha até a Barra da Tijuca. São 26 km dos 39 km de extensão do corredor. As obras começaram em março do ano passado e devem terminar em dezembro de 2013.

A prefeitura informou que até agora a Delta não deu sinais de que vá deixar o consórcio. E garantiu: mesmo que isso ocorra, não haverá prejuízo para a cidade. Por contrato, a Andrade Gutierrez tem que assumir sozinha a construção.

A Delta já saiu do consórcio da reforma do Maracanã, obra de responsabilidade do governo do estado. A decisão foi tomada depois de uma sequência de denúncias sobre o suposto envolvimento da construtora com esquemas de contravenção e pagamento de propina a políticos.

Por causa disso, o estado começou uma auditoria em todos os contratos com a Delta.

A prefeitura, ao contrário do governo do estado, decidiu não fazer nenhuma inspeção nova. Em nota, informou que já existe uma fiscalização permanente dos órgãos municipais de controle e se for identificada qualquer irregularidade o contrato poderá ser rompido.   

CORRUPÇÃO - Mesmo acusada de corrupção, DELTA continua a frente de várias obras

Delta participa de quatro grandes obras para a Copa de 2014
Contratos de 5 obras do PAC somam R$ 1,3 bilhão; maior presença é na Ferrovia Oeste-Leste
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Mônica Tavares
Paulo Celso Pereira
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Obras da Ferrovia Oeste Leste, também são feitas pelas Delta
Agência O Globo
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Além da construção do Maracanã, a construtora Delta participa de três outras obras fundamentais dentro dos preparativos para a Copa do Mundo, com contratos que somam R$ 1,198 bilhão. São obras de mobilidade urbana no Rio, Belo Horizonte e Fortaleza.

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A construtora também está presente em cinco grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em contratos que somam R$ 1,363 bilhão.

No Rio, a empreiteira é responsável pela implantação da Transcarioca, que ligará o Aeroporto Internacional Tom Jobim à Barra da Tijuca passando pela Penha. Feito em consórcio com a Andrade Gutierrez, o contrato soma R$ 798 milhões. Apesar dos crescentes rumores de que abandonaria a obra, a Delta não confirma a informação. Em nota divulgada ontem, a prefeitura do Rio deixou claro que o contrato prevê uma alternativa:

“O contrato assinado com o município estabelece que, se uma das empresas decidir sair, a outra — neste caso, a Andrade Gutierrez — assume todas as responsabilidades pela obra, sem causar qualquer prejuízo à cidade.” A prefeitura ressalta, no entanto, não ter sido informada de qualquer decisão da Delta sobre abandonar a obra.

Em Belo Horizonte, uma das obras importantes para os jogos de 2014 está sendo executada pela Delta. Trata-se da ligação do aeroporto de Confins à região hoteleira e ao centro da capital, com a implantação do BRT (Trânsito Rápido de Ônibus). Em consórcio com a Construtora Cowan, a empreiteira foi contratada pela prefeitura do município para realizar a parte principal da obra. O contrato, no valor de R$ 170 milhões, começou a vigorar em março de 2011 e vai até abril do próximo ano.

Enquanto as obras no Rio e em Belo Horizonte já andam a pleno vapor, as de Fortaleza sequer começaram. Prevista para ter início em duas semanas, a construção da Via Expressa em Fortaleza, com túneis e viadutos, deve render R$ 145 milhões à Delta.

Além das obras da Copa, a Delta está presente em grandes obras do PAC. Entre essas, a maior participação é na Ferrovia Oeste-Leste dentro do Consórcio com a SPA Engenharia e Convap, com contrato de R$ 574 milhões. A ferrovia terá 1.527 km de extensão e fará uma conexão com a Ferrovia Norte-Sul.

A segunda maior participação é na obra de Transposição do Rio São Francisco — em consórcio com a EIT e Getec — valor de R$ 265 milhões. A transposição é uma obra bastante polêmica, que começou em 2007 e desvia as águas do rio São Francisco em Pernambuco para a Bahia, Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará.

Além disso, a Delta tem participação na duplicação da rodovia BR-060, em Goiás e em dois lotes da BR-101 em Sergipe, que tem 204 km de extensão. A BR-101 é a segunda maior rodovia do país, com quase 4.200 km cortando todo o litoral.

A empresa também tem contratos de manutenção e e conservação de rodovias em todo o país. Somente em janeiro e fevereiro deste ano foram assinados três novos contratos, sendo dois para trabalhos no Ceará, nas BR-116 e BR-437 e outro no Paraná na BR-158, no total de R$ 7,8 milhões.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que aguarda a decisão da CGU sobre a idoneidade da construtora para posicionar-se a respeito da participação da construtora nessas obras.

A Delta informou ontem que vai tentar manter-se nas obras do PAC. Em nota, afirma que “tem feito um enorme esforço para seguir com todos os projetos que toca, honrar todos os compromissos, manter todos os postos de trabalho de seus mais de 25.000 colaboradores, cumprir todos os prazos de entrega das obras contratadas, ao mesmo tempo em que se defende na Justiça, na mídia e no Parlamento”.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/delta-participa-de-quatro-grandes-obras-para-copa-de-2014-4712056#ixzz1srLQrbem

domingo, 22 de abril de 2012

DELTA NA TRANSCARIOCA - Prefeitura teme que Delta abandone a obra

Por Fernando Molica
Jornal O Dia

A Andrade Gutierrez se comprometeu com a Prefeitura do Rio: assumirá toda a construção da Transcarioca caso a Delta abandone a obra. A via expressa está sendo feita por um consórcio formado pelas duas empreiteiras.

As conversas entre a prefeitura e a Andrade Gutierrez sobre os problemas da Delta se intensificaram nos últimos dias. Os dois lados concordam que a decisão da construtora de deixar a reforma do Maracanã piora sua situação junto a bancos e fornecedores. A saída da Transcarioca seria, portanto, uma consequência natural.

Lote ameaçado
Envolvida no caso Carlinhos Cachoeira, a Delta também integra o consórcio que constrói trecho do Arco Metropolitano. O governo estadual teme que, com a provável saída da empreiteira, sua sócia, a Oriente, não consiga tocar a obra.

Segunda colocada

Gente graúda do governo fala em chamar a segunda colocada na licitação, caso a Oriente não assuma a tarefa. No último dia 17, o Informe adiantou que a Delta deveria abandonar as obras do Maracanã, Transcarioca e Arco Rodoviário.






sábado, 21 de abril de 2012

ALISTAMENTO MILITAR - Filas e humilhações nos Postos da Prefeitura em Campo Grande e Praça Seca


Alistamento: Juntas terão até o triplo de servidores
Após ‘O DIA’ mostrar filas humilhantes em Campo Grande e na Praça Seca, prefeitura se rende e anuncia que estuda pré-agendamento por telefone ou Internet


Rio
- A Prefeitura do Rio aumentou o número de servidores nas 14 juntas militares da cidade. Nas da Praça Seca e Campo Grande, onde O DIA mostrou filas humilhantes, com jovens dormindo até em árvores, foi triplicada a quantidade de funcionários no atendimento aos jovens que buscam o alistamento militar. Por lei, cabe ao Município administrar as juntas.

De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho Teixeira, nas juntas mais problemáticas, o número de servidores triplicou. O prazo para o alistamento termina dia 30. “De imediato, estamos concentrando esforços para evitar que jovens continuem passando por humilhações, conforme divulgado pela reportagem”, destacou Pedro Paulo.

Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Outras medidas, como a criação de um 0800 ou um site para agendamentos prévios e a ampliação dos horários de atendimento nas juntas de maior movimento também já estão sendo estudadas. A intenção é evitar que os jovens passem até 12h em filas.

O calvário enfrentado por rapazes para cumprir uma obrigação cívica nas juntas da Praça Seca e de Campo Grande inclui passar a noite na calçada e receber até ‘ovada’, como denunciou o Repórter X segunda-feira.

O alistamento militar é obrigatório. Quem o deixa de fazê-lo fica impedido de prestar concurso público, de se matricular em universidade e tirar passaporte.

Secretário cobrará cooperação dos militares
Em tom de desabafo, Pedro Paulo afirmou que na semana que vem vai se encontrar com representantes das Forças Armadas para começar a cobrar maior participação do Ministério da Defesa no atendimento aos jovens que precisam fazer o alistamento militar.

“Não dá para as Forças Armadas cruzarem os braços, baseadas numa lei jurássica, elaborada em 1964. Por que não utilizam soldados e os inúmeros quartéis ociosos existentes no Rio?”, questionou. A Lei 4.375 regulamenta o serviço militar e atribui às prefeituras a responsabilidade pelas juntas.

Em nota, o Ministério da Defesa informou que “orienta as prefeituras no sentido de preparar as estruturas para que possam atender adequadamente a demanda”.

O ex-sargento Fernando Alcântara, presidente do Instituto SER, que trata dos direitos humanos nas Forças Armadas, anunciou que, com base nas reportagens entrará com representação na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão: “Os jovens não podem continuar sofrendo maus tratos, submetidos a situações cruéis e degradantes, com a complacência das Forças Armadas e prefeituras”.



#RIOmais20 - Prefeito Eduardo Paes decretará hiperferiadão


Rio de Janeiro terá 3 dias de feriado durante realização da Rio+20
Prefeito Eduardo Paes decide enviar projeto de lei à Câmara, após pedido do Governo

Felipe Werneck - O Estado de S.Paulo

RIO DE JANEIRO
- O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), acatou pedido do governo federal e anunciou nesta sexta-feira que enviará na próxima semana à Camara Municipal um projeto de lei para decretar feriado nos três últimos dias da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada na cidade de 13 a 22 de junho. Segundo Paes, a medida será votada em regime de urgência.

Veja também:
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Após reunião de quase três horas entre representantes dos governos federal, estadual e municipal no Palácio da Cidade, também foi anunciada a decisão de preparar a Base Aérea de Santa Cruz, na zona oeste do Rio, para pousos e decolagens de aviões oficiais durante a Rio+20.

O objetivo das duas medidas é facilitar a locomoção das delegações e o esquema de segurança nos três dias reservados para a reunião de cúpula da conferência. A questão do transporte é apontada como uma das principais preocupações na logística da Rio+20. "Para nós seria importante (o feriado), porque isso facilitaria muito a realização do evento. A presidente Dilma (Rousseff) também pediu que a base aérea da Aeronáutica fosse preparada para receber chefes de Estado, como estrutura adicional", disse a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Apesar do temor de esvaziamento dos eventos programados pela sociedade civil com a decretação de feriado antes do fim de semana (de quarta a sexta-feira), Paes disse que a medida "vai permitir que a população participe ainda mais". Com o feriado, não será necessário criar corredores exclusivos para o trânsito de chefes de Estado e de governo, disse o prefeito. "O deslocamento ficará mais fácil. Não será um transtorno, mas uma honra para a cidade receber chefes de Estado 20 anos depois da Rio-92".

Além de Paes e Gleisi, participaram da reunião o governador Sérgio Cabral (PMDB), a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente), o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a secretária de Comunicação Social da Presidência, Helena Chagas, o secretário executivo da Comissão Nacional da Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, e o responsável pela logística do Comitê de Organização da Rio+20, ministro Laudemar Aguiar.
 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

DELTA NO RJ II - Prefeitura do Rio tem negócios com a empresa de Cavendish desde 2002

Agência Estado
Redação Folha Vitória

O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) afirmou nesta quinta que a Delta entrou nas licitações durante seu governo (oito anos anteriores à atual gestão, de Eduardo Paes, do PMDB) oferecendo preços que os concorrentes consideravam inviáveis, por serem muito abaixo do mercado. "Mas sempre entregou as obras a tempo e com o preço contratado", afirmou. Levantamento feito pela assessoria da vereadora Andreia Gouvêa Vieira (PSDB) apurou que, de 2002 a 2008, a prefeitura carioca contratou, em valores nominais, R$ 331.059.602,42 em obras e serviços da Delta. De 2009 a 2011, já na gestão Paes, a empreiteira ganhou contratos avaliados (cifras não atualizadas pela inflação) em R$ 325.534.422,51.

"Segundo o mercado (os preços oferecidos pela Delta) estavam abaixo (do que seria viável comercialmente)", afirmou Maia. "Mas quem ganhava com isso era a cidade que tinha mais dinheiro para investir."

O ex-prefeito afirmou que não conhece, nem nunca conversou, com Cavendish, e lembrou um problema em que a Delta se envolveu, durante seu governo. "Houve a um conflito com a empresa no Engenhão, onde teve que ceder uma parte da cobertura a OAS e Odebretch por questionamento técnico. Ela reagiu e saiu reclamando, mas a questão era de uma tecnologia que não dominava segundo os técnicos", afirmou.



quarta-feira, 18 de abril de 2012

BUEIROS NO RIO - Bueiro solta fumaça no Centro do Rio

POR Luarlindo Ernesto

Rio
- Um bueiro soltou fumaça por volta das 9h30 desta quarta-feira no Centro do Rio, na Rua Visconde de Inhauma, entre a Rua da Quintada e Avenida Rio Branco. De acordo com testemunhas, o bueiro teria pegado fogo, mas às 9h40, havia apenas fumaça no local. Bombeiros já foram chamados e enviaram uma equipe para a ocorrência.

Duas faixas da via chegaram a ser interditadas mas foram liberadas às 10h. Por conta disso, há retenção chegando na Rua Primeiro de Março, altura da Avenida Presidente Vargas.

Bueiro solta fumaça no Centro do Rio | Foto: Leitor @catunda





segunda-feira, 16 de abril de 2012

DENGUE NO RIO - Três regiões do Rio já registram surto de dengue.

Rafaella Barros - O Globo

RIO
- Três áreas do Rio de Janeiro já registram surto de dengue, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde: Grande Madureira (AP 3.3), Grande Bangu (AP 5.1) e Campo Grande (AP 5.2) têm o maior número de registros este ano. Esta semana mais três pessoas morreram de dengue na cidade, todas moradoras de bairros dessas áreas onde o surto foi confirmado. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, o ritmo crescente de registros de casos da doença deve levar ao anúncio de uma epidemia na cidade nas próximas semanas.

O número de casos este ano na cidade já chega a 40.252, com nove óbitos. A classificação de surto é dada para locais que possuem mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes. A área de Grande Madureira registrou a média de 516,9 casos para cada 100 mil habitantes em um mês, Grande Bangu (bairros de Bangu e Realengo), 334,3 e Campo Grande 657,5. Na semana passada, foram registrados 757 novas infecções da doença na cidade, principalmente do tipo 4 (82% dos casos). Desses, 65% foram registrados na Grande Bangu, e de todos os casos registrados no ano, 63,5% estão localizados nessas três regiões.

Segundo o secretário Hans Dohmann, não há um motivo específico para essas três áreas terem atingido o critério de surto da doença.

- A dengue é multifatorial. O número de casos está ligado a vários fatores, como o atendimento e a prevenção por parte da população. Nessas mesmas áreas em que há o surto, a prefeitura já aumentou em 30% o número de funcionários nos polos de assistência e vigilância da dengue.

O secretário acrescentou, ainda, que a prefeitura do Rio já trabalhava com a possibilidade de uma epidemia na cidade este ano, que, devido ao ritmo crescente de casos, deve ser anunciada nas próximas semanas.

Apesar da proximidade de uma epidemia na cidade, o número de mortes é três vezes menor este ano em relação ao mesmo período do ano passado, quando 27 pessoas morreram. Em 2008, foram registrados 129 óbitos.

Os bairros que integram as áras de planejamento (AP) que estão com surto são: AP 3.3 - Madureira, Irajá, Rocha Miranda, Guadalupe, Acari, Marechal Hermes, Vila Kosmos, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Vista Alegre, Colégio, Campinho, Quintino Bocaiuva, Cavalcanti, Engenheiro Leal, Cascadura, Vaz Lobo, Turiaçu, Honório Gurgel, Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro, Anchieta, Parque Anchieta, Ricardo de Albuquerque, Pavuna, Coelho Neto, Barros Filho, Costa Barros, Pavuna e Parque Columbia; AP 5.1 - Bangu, Realengo, Padre Miguel, Senador Camará, Deodoro, Vila Militar, Campo dos Afonsos, Jardim Sulacap, Pedra de Guaratiba; AP 5.2 - Campo Grande, Santíssimo, Senador Vasconcelos, Inhoaíba, Cosmos, Guaratiba, Barra de Guaratiba e Pedra de Guaratiba

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/tres-regioes-do-rio-ja-registram-surto-de-dengue-4661950.html#ixzz1sFFoR5Xa

domingo, 15 de abril de 2012

FREGUESIA RECLAMA - Cidadãos cobram Praia da Guanabara limpa

Moradores reclamam de sujeira, Cedae diz que não há esgoto e prefeitura promete fazer obras

Genilson Júnior 

Em situação oposta à da Praia da Bica, que, segundo a Cedae, ficará própria para banho daqui a três anos, está a Praia da Guanabara, na Freguesia. Essa é a opinião de moradores da região, que acusam o poder público de ter esquecido o bairro.

— As autoridades valorizam os bairros do início da Ilha e o nosso, por ser o último, ficou em segundo plano. Gostaríamos que também fosse feita a revitalização da orla da Freguesia. Ainda temos esgoto a céu aberto, o que impossibilita o lazer na praia — reclama Kelly Junior, fundador do Grupo de Amigos da Ilha, que, de posse de um abaixo-assinado com dois mil nomes, reivindica várias obras.

No entanto, o presidente da Cedae, Wagner Victer, diz que a crítica não tem fundamento.

— Aquilo não é esgoto. São galerias de águas pluviais, de responsabilidade da prefeitura. São iguais às saídas da Praia da Bica. O pessoal pode dizer que tem cheiro de esgoto, mas isso é um problema que deve ser provocado por ligações clandestinas. Para resolvermos, é preciso que a prefeitura trabalhe conosco.

O subprefeito da Ilha, Victor Accioly, afirma que está próximo de ser licitado um projeto de revitalização da Freguesia:

— A região não ficou em segundo plano. Infelizmente, durante o processo de desenvolvimento do projeto, tivemos de realizar alguns ajustes, fazendo com que o início das obras na Freguesia demore um pouco mais.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/zona-norte/freguesia-cobra-praia-da-guanabara-limpa-4641502#ixzz1s6kNKjf6

LIXO NO RIO - Pedestres lutam por espaço com lixo e automóveis em via do Centro

Comlurb faz pilhas de lixo na calçada da Rua André Cavalcanti em horário de saída de creches

Leonardo Gorges, com a leitora Denise Martins de Brito


Pedestres não têm espaço para se deslocar em calçada tomada por pilhas feitas pela Comlurb
Foto da leitora Denise Martins de Brito / Eu-Repórter


RIO
- A vida não está fácil para os pedestres na Rua André Cavalcanti, no Centro do Rio. Tendo de dividir espaço com lixo, cadeiras de vendedores ambulantes e carros estacionados em lugar proibido, mães de alunos de três creches e estudantes de uma faculdade localizada no endereço precisam caminhar no asfalto.

O problema, relatado pela leitora Denise Martins de Brito, parece não ter solução. Pelo menos é o que diz a Comlurb. Segundo o órgão, o empilhamento de lixo é comum e feito pelos próprios garis.

“O lixo encontrado na Rua André Cavalcanti é fruto da limpeza das ruas próximas feita pela equipe da Comlurb. É realizada uma puxada do material das ruas próximas onde o caminhão não sobe, ele é colocado ali e depois é totalmente recolhido”, afirma a assessoria da companhia de limpeza.

Denise lembra que os problemas da rua não estão restritos ao lixo na calçada:

“Esta rua é um mar de irregularidades. Há carros estacionados do dois lados da rua, carros abandonados e lixo espalhado pela calçada na hora de entrada e saída das crianças”, relata.

Uma das maiores reclamações é sobre o horário de recolhimento de lixo - às segundas, quartas e sextas, próximo ao meio-dia. Nesta hora, muitos alunos e mães estão no local e precisam disputar espaço com as pilhas de lixo na calçada. A Comlurb, por sua vez, informa que “a equipe pode tentar chegar mais cedo, mas depende do tempo gasto nas ruas anteriores.”

Flagrante de estacionamento irregular
Outra questão que incomoda os pedestres da Rua André Cavalcanti é o estacionamento irregular. Em foto enviada ao Eu-Repórter, a leitora Denise capta o momento em que os carros estacionam do lado proibido da via. Além disso, no lado onde seria permitido estacionar, um caminhão para em cima da calçada.

A Guarda Municipal disse que tem 121 multas registradas em seu sistema aplicadas entre janeiro e março na via. O número, no entanto, pode ser bem maior, já que os guardas utilizam, além dos palmtops que fazem o registro eletrônico, o talonário para aplicar multas. Estas últimas não aparecem na estatística.

As denúncias deste tipo de irregularidades são muito importantes, afirma a Guarda Municipal. As solicitações e denúncias devem ser encaminhadas pela central de Teleatendimento da Prefeitura do Rio, por meio do telefone 1746, que funciona 24h.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/eu-reporter/pedestres-lutam-por-espaco-com-lixo-automoveis-em-via-do-centro-4638123#ixzz1s6i7mKRS

sexta-feira, 13 de abril de 2012

MÁQUINA DE MULTAS NO RIO - Corredores BRS já têm 61.395 multas em 14 meses. Paes já arrecadou R$ 3,3 milhões

Infrações somam cerca de R$ 3,3 milhões

Isabela Bastos
Bernardo Barbosa
Patrícia Royo
Ronaldo Braga

BRS da pista lateral da Avenida Presidente Vargas deve entrar em funcionamento na próxima segunda-feira
Márcia Foletto / Agência O Globo


RIO
- Os nove corredores BRS implantados no Rio já registraram 61.935 multas por desrespeito às faixas de ônibus. Considerando os valores das multas, diferentes para carros e ônibus, as autuações somam cerca de R$ 3,3 milhões. Instalados gradativamente entre fevereiro de 2011 e março passado, os corredores vêm registrando queda mensal no número de infrações, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio). O fenômeno é atribuído à assimilação das novas regras pelos motoristas. Os números são relativos à operação de radares e não levam em conta multas aplicadas pela Guarda Municipal.


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— Os corredores estão priorizando o transporte público. O comportamento dos motoristas está mudando. Muitos já respeitam o BRS até mesmo fora do horário de operação — afirma o diretor de planejamento da CET-Rio, Ricardo Lemos.

Considerada infração leve, a invasão da faixa de BRS gera multa de R$ 53,20 para os motoristas e três pontos na carteira de habilitação. Já para os motoristas de ônibus que saem do corredor, avançando sobre as pistas reservadas aos carros, a multa é mais pesada. Considerada média, ela gera quatro pontos na habilitação e tem o valor de R$ 85,13. Mas, segundo a CET-Rio, elas são minoria, com apenas 2% dos casos.

BRS de Copacabana tem mais multas
Segundo dados da CET-Rio, o corredor da Avenida Nossa Senhora de Copacabana já registrou 21.432 infrações de fevereiro de 2011 a março passado. É o corredor com a maior média diária de multas desde sua implantação, com 68 infrações/dia. Há 14 meses, quando foi criado, a média era de 183 multas diárias, quase três vezes mais. Os radares do BRS da Rua Barata Ribeiro emitiram 12.292 multas desde abril de 2011. A rua aparece em segundo lugar no ranking de autuações diárias, com 49 infrações por dia, 34 a menos que a média inicial de 83 multas diárias.

Já o corredor da Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, soma 7.264 infrações desde agosto passado. No mesmo bairro, o BRS da Rua Prudente de Moraes registrou 5.215 infrações desde outubro de 2011. A Prudente de Moraes aparece em terceiro no ranking das multas, com 44 infrações/dia, contra 73 multas/dia no início da operação. A Visconde de Pirajá surge em quarto, empatada com a Avenida Rio Branco, com 40 autuações/dia. No caso da via de Ipanema, a média inicial era de 57 multas/dia, contra 43 da Rio Branco. A avenida do Centro registrou 1.968 multas de dezembro a março.

No Leblon, os motoristas receberam 6.176 autuações na Avenida Ataulfo de Paiva, desde agosto de 2011. Na Avenida General San Martin, foram 4.504 multas desde outubro. Esta via vem registrando 38 infrações diárias, o que a coloca em quinto lugar no ranking. Em outubro passado, quando começou a operar, o BRS da San Martin registrava 51 autuações/dia. Já na Ataulfo de Paiva, em sexto lugar no ranking, 34 motoristas são flagrados diariamente infringindo as regras do corredor, contra 40 multas diárias na época da implantação do BRS, em agosto.

Mais recente, o BRS da Rua Primeiro de Março e da Avenida Presidente Antônio Carlos teve 1.944 multas registradas de dezembro a março. Em sétimo lugar no ranking, esse corredor tem registrado 24 infrações por dia, dez a menos que no início do sistema. Último BRS a ser colocado em operação, o corredor das pistas centrais da Avenida Presidente Vargas gerou 1.140 autuações para motoristas, conforme as estatísticas da CET-Rio. Ainda sem série história, o corredor tem registrado 107 multas por dia.

— A maior média diária inicial é da Nossa Senhora de Copacabana, porque foi o primeiro BRS. Os demais corredores já se beneficiam desse aprendizado. Apesar de grandes, os números têm sido decrescentes em todos os corredores — ressalta Ricardo Lemos.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/transito/corredores-brs-ja-tem-61395-multas-em-14-meses-4633776#ixzz1rvBwNQNr

SAÚDE NO RIO - Sindicância vai apurar recusa de pacientes no CTI do Souza Aguiar

Reserva ilegal de leitos em hospital

Rio
- A Secretaria Municipal de Saúde vai abrir sindicância para apurar possíveis irregularidades no preenchimento de leitos no Hospital Souza Aguiar. E-mails trocados por médicos — que vazaram na Internet — indicam que haveria recomendação entre eles para que vagas de CTI fossem preenchidas rapidamente com os próprios pacientes, para evitar que recebessem doentes muito graves, transferidos de outras unidades, como as UPAs, que poderiam acabar morrendo no Souza Aguiar.

Segundo nota da secretaria, a determinação é para que “o preenchimento dos leitos seja feito por meio da Central de Regulação, que trabalha integrada com todas as unidades da rede e utiliza critérios exclusivamente técnicos”.

O Cremerj também informou que abrirá sindicância para apurar as situações relatadas nos e-mails, sobre reserva de leitos e recusa no atendimento de pacientes de UPAs, além de erros ocorridos em cirurgias. Uma das mensagens cita um objeto metálico esquecido dentro do corpo de um paciente.

MORTE NO RIO - FILHA DE VÍTIMA FAZ DOSSIÊ

Jornal O Dia

A filha do fotógrafo Andreas Palluch, que morreu mês passado após ficar 30 dias esperando por cirurgia no Souza Aguiar, está montando dossiê para encaminhar ao Ministério Público sobre irregularidades que testemunhou no período

Andreas Palluch, 65 anos, ficou internado durante 44 dias no hospital | Foto: Divulgação

Num dos e-mails, médico cita o caso: diz que a cirurgia foi remarcada devido a erro do fornecedor na entrega do material que seria usado para a sustentar a coluna do paciente. Palluch foi agredido com ‘gravata’ por um assaltante. A secretaria diz que ele chegou “muito grave” e, na ocasião, “não havia condições clínicas de ser submetido à cirurgia


quinta-feira, 12 de abril de 2012

CAOS NA SAÚDE DO RIO - Morreu húngaro no Hospital Municipal Souza Aguiar que aguardava 1 mes por cirurgia

Troca de e-mails entre médicos revela falhas em hospital do Rio
Caso foi descoberto após morte de fotógrafo ser discutida em mensagens.
Grupo também fazia reserva de leitos e fala sobre falta de profissionais.

Do G1 RJ



Uma troca de e-mails entre médicos do Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, revelou detalhes da rotina dos profissionais do Centro de Tratamento Intenso (CTI) da unidade. Nas mensagens, os médicos falam sobre erros e até certos critérios para a internação de pacientes no CTI do hospital, conforme mostrou o Jornal das Dez, da Globonews.

O caso foi revelado após a morte do fotógrafo húngaro Andreas Palluch, radicado no Brasil. Ele morreu na quarta-feira passada depois de ficar mais de um mês à espera de uma cirurgia. O caso do fotógrafo também está entre os assuntos discutidos nos e-mails.

A troca de mensagens começou em fevereiro de 2010 para tratar de assuntos do CTI. As conversas deveriam ficar restritas ao grupo, nomeado "CTI 3º andar", mas até a noite de segunda-feira (9) qualquer internauta tinha acesso.

Em uma das mensagens, o responsável pelo CTI pede aos médicos que tenham critério na escolha dos pacientes que serão internados no CTI adulto do hospital. No e-mail, o médico diz que a recomendação é para que as vagas sejam preenchidas rapidamente para evitar transferências externas, principalmente de pacientes em estado grave e "moribundos" originários das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Os médicos também falam sobre as falhas no setor. Um deles comenta a falta de enfermeiros durante o plantão. Ele informa que uma paciente tem uma doença infecciosa, mas o isolamento não é feito da forma adequada, com risco de contaminação. Outra mensagem chama atenção para um objeto metálico esquecido dentro do corpo de um paciente. Ele ressalta que, "felizmente", o descuido tinha sido descoberto antes de o corpo seguir para o IML.

Fotógrafo esperou um mês por cirurgia Andreas Palluch foi vítima de um assaltado no dia 17 de fevereiro, sexta-feira de carnaval. Ele teria sido levado por um policial para o Hospital Souza Aguiar, mas não há um boletim de ocorrência. A vítima ficou um mês internada à espera de uma cirurgia, e familiares pressionaram o hospital para que uma providência fosse tomada.

A situação foi comentada em outra troca de e-mails entre os médicos do hospital. Nas mensagens, o responsável pelo CTI diz que a família tem se mostrado "problemática" e confirma a remarcação da cirurgia por causa do erro de um fornecedor na entrega do material. O texto diz ainda que não uma definição sobre os responsáveis pelo paciente e pede para que nenhum privilégio seja concedido à família.

“A gente em nenhum momento pediu privilégio. O que nós pedimos foi informação. Eu quero ser informada quando ele vai ser operado. ‘Ah, aparece aí! ’ Isso não é forma de tratar uma família”, relatou a filha do fotógrafo, Andrea Palluch.

Ela conta ainda que o hospital publicou notas informando que o pai dela morreu por causa de ferimentos decorrentes da agressão que sofreu. “Ele não tinha ferimento externo corporal algum. Ele teve sim uma lesão na coluna”, explicou, ressaltando que o hospital disse que a família foi muito bem atendida. “Isso não posso confirmar”, finalizou.

Hospital diz que família teve toda a assistência Em nota, a Secretaria municipal de Saúde informou que o fotógrafo Andreas Palluch deu entrada no hospital com estado de saúde muito grave, não tendo condições clínicas para ser submetido à cirurgia. Apenas após a estabilização do quadro, o paciente pôde ser operado. Ainda segundo a secretaria, os familiares receberam toda a assistência necessária. Eles também tiveram acesso a uma cópia do prontuário com todas as informações sobre o paciente.

Sobre a ocupação das vagas no CTI do Souza Aguiar, a secretaria esclareceu que a regulação dos leitos é feita com uma central que trabalha diretamente com a unidade

Fonte G1

terça-feira, 10 de abril de 2012

DENGUE NO RIO - Rio de Janeiro atinge 31.176 casos de dengue. Predominância é o TIPO 4. Estado já tem 7 mortes

Rio de Janeiro – Um novo boletim divulgado hoje pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio informa que já foram registrados 31.176 casos de dengue este ano na capital fluminense. Das amostras coletadas pela secretaria, o tipo 4 é o predominante no total de casos identificados, com 81,1% das notificações.

De acordo com o boletim, o 17º divulgado pela secretaria, as localidades que registraram o maior número de casos de dengue foram Madureira e bairros no entorno, na zona norte; seguidas de Campo Grande, Bangu e Realengo, na zona oeste da cidade.

Sete pessoas morreram por dengue este ano no estado, sendo seis no município do Rio e uma em Niterói, Região Metropolitana do Rio. No mesmo período do ano passado foram contabilizados 23 óbitos em consequência da doença.

Segundo a secretaria, desde a inauguração dos polos de assistência, acolhimento e vigilância da dengue, já foram feitas mais de 14 mil hidratações venosas em todos os 31 postos de atendimento, sendo 21 com funcionamento de 12 horas e outros dez funcionando 24 horas. O número de atendimentos chega a quase 90 mil.

Na próxima sexta-feira (13/4), a prefeitura do Rio promove a 11ª Caminhada de Mobilização contra a Dengue. O evento será realizado em toda a cidade, das 8 às 10h. A atividade faz parte do Movimento Carioca por uma Cidade mais Saudável, que busca incentivar a população e instituições a combaterem possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Fonte Agencia Brasil

sexta-feira, 6 de abril de 2012

VANDALISMO NO RIO - Fachada da Biblioteca Nacional é alvo da ação de pichadores

Fachada da Biblioteca Nacional é alvo da ação de pichadores
No Aterro do Flamengo, sede da Rio +20, placa de sinalização também sofre com vandalismo
Leonardo Gorges e Marcello Corrêa, com os leitores Saulo Dutra de Andrade e Marcos Aurélio Bassolli Alves

Prédio histórico do Centro sofre com a ação de vândalos
Foto do leitor Saulo Dutra de Andrade

RIO
- Um dos patrimônios históricos mais importantes do Rio, o prédio da Biblioteca Nacional não escapou da ação de vândalos, que picharam parte da fachada do edifício inaugurado no início do século passado, no Centro. A ação, registrada pelo leitor Saulo Dutra de Andrade, mostra pichações, algumas delas com referências a torcidas organizadas.

Segundo a arquiteta do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan), Catherine Gallois, a limpeza só pode ser feita por mão de obra especializada para evitar danos ao edifício e deve ser executada o mais breve possível, a fim de evitar que as ações de vândalos continuem.

- O que mais inibe os vândalos é manter os locais limpos, já que muitas vezes a continuidade das pichações se dá por outros grupos para responder ao que já foi feito - diz a arquiteta.

Para o leitor, os responsáveis pelos atos de vandalismo precisam ser punidos.
“Quem vai pôr fim a esse tipo de agressão escancarada ao nosso patrimônio cultural e artístico? Prefeitura ou Estado? Quem vai identificar e levar à Justiça esses criminosos noturnos?”, indaga ele no relato que fez ao Eu-Repórter.

Segundo a Fundação Biblioteca Nacional, uma licitação está aberta para realizar os reparos na fachada e nova pintura. Por meio de nota, a fundação acrescenta que estão sendo mantidas negociações com outras instituições da região da Cinelândia para se criar um cinturão cultural. O objetivo é estimular um maior aproveitamento do local, o que coibiria a ação dos vândalos.

“Acreditamos que esta ocupação gerará um maior cuidado com o patrimônio, assim como uma maior conscientização da população”, diz o documento.

Aterro do Flamengo e igrejas históricas também sofrem com vandalismo
No Parque do Flamengo, uma das sedes da conferência Rio +20 em junho, uma placa de sinalização também foi alvo de vandalismo. O flagrante foi feito pelo leitor Marcos Aurélio Bassolli Alves, que reclamou da falta de conservação do local.

“Sou um frequentador do parque. Ando de um extremo ao outro, todo dia, e esse tipo de problema é recorrente. Aquela placa é belíssima, no formato do parque, mas, infelizmente, está malconservada”, relatou o leitor ao Eu-Repórter.

O local é administrado pela Fundação Parques e Jardins, que prometeu solicitar a limpeza da placa à Secretaria de Conservação e Serviços Públicos até a próxima segunda-feira (9).

Em março, leitores denunciaram que quatro igrejas cariocas, três delas tombadas pelo Iphan, também sofreram com a ação de pichadores. Naquele caso, a remoção seria ainda mais difícil pois as pichações foram feitas em pedras.

Segundo a arquiteta Catherine, neste caso, “pode parecer contraditório, mas quanto mais as pedras são limpas, mais elas se desgastam.” A limpeza pode ser agressiva devido aos produtos químicos que são utilizados.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/eu-reporter/fachada-da-biblioteca-nacional-alvo-da-acao-de-pichadores-4505184#ixzz1rFmMpXwO

quinta-feira, 5 de abril de 2012

BARCAS DO RIO - CCR compra a Barcas S/A. Governo Cabral deveria fazer nova licitação. Isso fere a lei federal 8.987/95.


Grupo CCR é o novo dono da Barcas S/A

Grupo empresarial paga R$ 72 milhões pelo controle acionário da concessionária sem que haja nova licitação

Paulo Roberto Araújo


Grupo que administra a Ponte Rio-Niterói assume as barcas
Genilson Araújo
RIO - As barcas que ligam o Rio a Niterói têm novo dono. Depois de dois anos de negociações, sucessivamente negadas pelo governo do estado, o Grupo CCR, que já tem as concessões da Ponte Rio-Niterói, da Rodovia Presidente Dutra e da Via Lagos, adquiriu, por R$ 72 milhões, 80% das ações da concessionária Barcas S/A. Os demais 20% continuam com o Grupo JCA (Viação 1001). O contrato entre os dois grupos foi assinado na noite desta quarta-feira, mas a CCR só assume efetivamente a Barcas S/A daqui a dois meses, após a aprovação do contrato pela Agência Reguladora de Transportes (Agetransp) e pelos credores da empresa. A Barcas S/A tem dívidas de R$ 89 milhões. A mudança acontece sem que o Estado tenha feito nova licitação para o serviço.

Controle único da travessia da Baía gera incertezas
O fato de uma mesma empresa passar a controlar o transporte da travessia da Baía de Guanabara — terrestre e marítimo — foi visto com ressalva por especialistas ouvidos pelo GLOBO. Professor de análise de sistemas de transportes do Departamento de Engenharia Industrial da PUC do Rio, José Eugenio Leal afirma que haverá um conflito de interesses difícil de ser solucionado:


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Travessia da Baía pode ser monopolizada
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— Será que a CCR terá o interesse de melhorar o serviço das barcas? Explorar todo o potencial das barcas significará perda de receita para a Ponte. Mediar este conflito de interesses será um desafio.

Advogado especializado em licitações internacionais, Jonas Lima ressalta que os contratos de cada serviço terão de ser avaliados com isenção:

— Tecnicamente, não há impedimento de uma mesma empresa controlar os dois serviços. Mas é preciso que os contratos sejam regulados pelas agências competentes (Agetransp, no transporte marítimo, e ANTT na Ponte S/A.) e de forma completamente independente — disse.

O presidente da CCR Ponte e CCR Via Lagos, Márcio Roberto de Moraes e Silva, será o novo presidente da Barcas S/A. Ele disse que emissários das Barcas já estão no exterior procurando embarcações para reforçar a frota da linha Rio-Niterói até a chegada de nove embarcações. As novas barcas serão compradas pelo governo do estado, que também assumiu o compromisso contratual de reformar as estações do Rio e de Niterói:

— Sabemos de todos os problemas enfrentados pelos usuários das barcas. Vamos atuar com duas prioridades a curto prazo: aumentar a oferta de transporte na hora do rush com o aluguel emergencial de novas lanchas e melhorar o conforto dos usuários nos terminais do Rio e de Niterói.

O prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, disse que o serviço prestado pela Barcas S/A é ruim e espera que o quadro melhore com a mudança no contrato de concessão:

— É preciso que a nova concessionária aumente de imediato o número de barcas e melhore os terminais para ganhar a confiança do usuário, que há pouco foi sacrificado com o reajuste da tarifa.

A Secretaria estadual de Transportes disse ontem não ter conhecimento da transação entre Barcas S/A e Grupo CCR. A assessoria do governador Sérgio Cabral também não confirmou as negociações.

O transporte marítimo do Rio passou para as mãos da Viação 1001 por meio de licitação pública realizada em fevereiro de 1998. Ao assumir o controle acionário da Conerj por 25 anos, o Grupo JCA — formado pela associação de mais de cem empresas de ônibus — não conseguiu pôr fim aos problemas. Apenas nos anos de 2010 e 2011, a Barcas S/A teve que responder a 30 processos regulatórios abertos pela Agetransp. Os principais motivos foram atrasos em viagens e problemas técnicos.

Já a CCR é uma holding controlada pelos grupos Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido, que detêm o controle de 51% das ações. As demais pertencem ao mercado de capitais. Além das rodovias do Rio (nove concessões), o grupo também administra a Linha 4 do metrô de São Paulo e tem participação em três aeroportos no exterior, numa empresa de inspeção ambiental na cidade de São Paulo e numa empresa de pedágio automático.

O novo grupo assume depois que a tarifa da linha Rio-Niterói — a mais rentável de todas — foi reajustada de R$ 2,80 para R$ 4,50. Quem tem bilhete único paga R$ 3,10, mas a diferença é bancada pelo estado.

CCR nega monopólio: "São regulações distintas"
A CCR alega que não há necessidade de licitação na transação das barcas porque a JCA continua com parte do controle acionário da empresa. O presidente do grupo, Márcio Roberto de Moraes e Silva, disse que o fato de a CCR assumir o controle acionário da Barcas S/A não significa necessariamente que terá o monopólio dos transportes entre Rio e Niterói:

— O monopólio só existe quando uma empresa detém todo o mercado e pode ditar preços. No caso da ponte e das barcas, isso não existe, porque são mercados regulados por agências distintas.

Mas o professor de direito administrativo e público da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap-SP), Marcio Pestana, afirma que a troca de controle das barcas pode ser alvo de questionamento jurídico.

— Se a concessionária não está cumprindo as obrigações de contrato, o governo deve fazer nova licitação. Não é papel do estado estimular troca de comando, soluções societárias para cumprimento de contrato. Isso fere a lei federal 8.987/95.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/grupo-ccr-o-novo-dono-da-barcas-sa-4496730#ixzz1rAJD4X7G

quarta-feira, 4 de abril de 2012

PANE NO RIO - Trem e metrô enfrentam pane, atraso e superlotação nesta terça

Trem e metrô enfrentam pane, atraso e superlotação nesta terça
Na SuperVia, passageiros tiveram que descer de vagões e caminhar pelos trilhos
Bernardo Moura, com os leitores Alexandre Reis e Rafael Denucci


Plataforma da estação Madureira fica lotada após problema em trem na manhã desta terça-feira
Foto do leitor Alexandre Reis / Eu-repórter

RIO -
Os cariocas precisaram redobrar a paciência na ida para o trabalho na manhã desta terça-feira. Problemas em composições de trem e metrô provocaram atrasos e obrigaram passageiros a andar pelos trilhos e a enfrentar plataformas lotadas, além de um longo tempo de espera, como relatam leitores ao Eu-repórter.

Em Madureira, o leitor Alexandre Reis resumiu sua situação enquanto esperava o trem na estação lotada: “SuperVia é sofrer na via”. Já em Inhaúma, o leitor Rafael Denucci aguardou por mais de dez minutos pela chegada do metrô. No período, apenas uma composição fora de serviço passou pela estação da Linha 2, segundo ele. O intervalo regular no metrô é de cerca de seis minutos entre um trem e outro.

O atraso nos horários da SuperVia ocorreu por conta de uma pane em um trem do ramal Japeri, na altura da estação Madureira. Passageiros foram obrigados a descer da composição e caminhar sobre os trilhos. De acordo com a concessionária, o problema foi resolvido e os trens circulam nos horários regulares.

Já no metrô, a falha na porta de um dos vagões impediu a saída de uma composição da estação Irajá, acarretando em atrasos por toda a Linha 2. Como os passageiros tiveram que descer da composição, a estação ficou superlotada. A concessionária Metrô Rio afirma que os horários foram normalizados.



Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/eu-reporter/trem-metro-enfrentam-pane-atraso-superlotacao-nesta-terca-4482030#ixzz1r4DdvS3d

DENGUE NO RIO - Sobe para sete o número de mortos pela dengue no estado do Rio este ano

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A dengue já matou sete pessoas no estado do Rio de Janeiro este ano. O maior número de mortes, seis, ocorreu na capital fluminense. Niterói, na região metropolitana, registrou um óbito. As informações constam do boletim semanal divulgado hoje (3) pela Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com secretário Hans Dohmann, as ações de combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, serão intensificadas para evitar novas mortes no município. Ele alertou para o fato dos meses de abril e maio, historicamente, serem os de maior incidência da doença.

Estamos ainda chamando a atenção da população. Abril e maio são os meses com maior número de casos. Então, para que a gente evite o maior número de mortes possível, é importante que cada um cuide de sua residência. Lembrando que o maior número de pacientes contaminados, contamina-se dentro de casa”, disse.

Dohmann destacou ainda que a possibilidade de uma nova epidemia na cidade preocupa a Secretaria de Saúde. Segundo ele, todos os profissionais estão em alerta máximo, devido ao alto grau de risco de contaminação que predomina durante os meses de abril e maio. “Esta possibilidade ainda está em curso, nós ainda estamos entrando na pior fase, que são estes próximos dois meses”, ressaltou.

As notificações de pessoas que contraíram dengue no município do Rio de Janeiro já registram 27.859 casos este ano, segundo a secretaria. Em uma semana, foram contabilizadas 434 notificações. Entre as amostras coletadas, o tipo 4 da doença é o predominante, com 79,5% dos casos.

O boletim aponta ainda que as regiões norte e oeste da cidade foram as que mais notificaram casos de dengue na capital fluminense até o momento, com mais de 25 mil registros confirmados desde o início do ano.

Fonte Agencia Brasil