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quarta-feira, 11 de abril de 2012

BARCAS DO RIO - Em viagens foram encontradas baratas, mobiliário quebrado, coletes jogados no chão e pessoas sentadas nas escadas


Desordem e sujeira já são rotina nas barcas
Em viagens nas embarcações do trajeto Rio-Niterói, Repórter X constatou sujeira, baratas, mobiliário quebrado, coletes salva-vidas jogados no chão e pessoas sentadas nas escadas

Jornal O Dia

Rio
- Não são poucos os problemas que a empresa CCR, futura administradora das barcas, vai enfrentar. O Repórter X fez ontem quatro viagens nas embarcações que fazem o trajeto entre Rio e Niterói e flagrou bancos quebrados, sujeira, coletes jogados no corredor e pessoas sentadas nas escadas. Usuários contam que a desordem já virou rotina e consideram a tarifa de R$ 4,50 cara para o serviço precário.

Às 15h10, ao entrar na embarcação Gávea I, um susto: há um buraco na parede. Andando mais dez passos, o Repórter X se depara com uma barata ao lado do cesto de lixo. Num rápido passeio pelo primeiro piso da barca, avista poltronas furadas e com apoios laterais quebrados. Coletes salva-vidas jogados no chão estão misturados com papéis, latas de cerveja e até cotonete sujo.

Na barca Gávea I, falta apoio pega-mão para passageiros em pé. Colete salva-vida é visto no chão | Foto: Agência O Dia

A sujeira foi uma constante nas outras viagens, feitas nas embarcações Urca III e Ingá II. Mesmo com cartaz sobre o corrimão alertando para o perigo de sentar na escada, passageiros ocupavam o local sem serem repreendidos por funcionário da Barcas S/A.

Segundo o bancário Thiago de Almeida, 27 anos, a situação precária do transporte não o choca mais. “É sempre assim. E à noite, quando as barcas antigas começam a operar, piora. Além de sujeira e bancos quebrados, quando chove, tem goteira”, contou o carioca, que usa a barca todo dia para estudar em Niterói.

As longas filas também são motivo de queixa. “Já fiquei 40 minutos, às 7h, na Estação Araribóia”, contou a assistente administrativa, Priscila Carvalho, 29 anos.

Concessionária minimiza queixa
Mesmo com os flagrantes, a empresa Barcas S/A afirma que as embarcações estão em perfeitas condições de funcionamento e higiene. Ressalta que os serviços de manutenção e limpeza são regularmente feitos e que a dedetização é mensal.

Segundo a empresa, os tripulantes são instruídos a pedir que usuários não sentem nas escadas e são feitas campanhas educativas contra maus hábitos. A CCR não quis se pronunciar já que a compra da Barcas S/A ainda não foi concluída.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

SEM NOVA LICITAÇÃO - Barcas devem R$ 87 milhões e MP investigará a venda para a CCR

MP vai investigar compra das barcas pela CCR


Promotora, que pede cancelamento da concessão, diz que outros grupos poderiam se interessar pela exploração do sistema

Duilo Victor
Emanuel Alencar


Catamarãs da Barcas S/A na Estação Praça Quinze: compra da concessionária pelo grupo CCR, que já administra a Ponte Rio-Niterói, monopolizando a travessia da Baía, será questionada na Assembleia Legislativa
Cezar Loureiro / O Globo

RIO
- O Grupo CCR — responsável pela operação da Ponte Rio-Niterói, da Rodovia Presidente Dutra e da Via Lagos — vai assumir o controle das barcas sob a mira do Ministério Público estadual. A promotora Gláucia Santana, da Promotoria de Tutela Coletiva, disse na quinta-feira que a compra de 80% das ações da Barcas S/A pela CCR será objeto de inquérito e ação civil pública. Além disso, a 4ª Vara de Fazenda Pública analisa outra ação, que pede a anulação do atual contrato de transporte hidroviário Rio-Niterói e a retomada do serviço pelo Estado. A ação deve ser julgada nos próximos meses.

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— A transferência do serviço deveria ser feita por licitação. Houve aumento recente de tarifa (R$ 2,80 para R$ 4,50), visando ao equilíbrio financeiro, e outros grupos empresariais poderiam se interessar em explorar o serviço. Vamos examinar a legalidade da operação — disse a promotora.

Anulação de contrato de concessão será julgada
No inquérito de 2003 que pede a anulação do contrato de concessão das barcas, o MP observou uma série de descumprimentos pela concessionária. A estação de Charitas, por exemplo, deveria ser construída dez meses depois da licitação (em fevereiro de 1998), mas só saiu do papel cinco anos depois. Muitas embarcações obsoletas foram retiradas de circulação sem substituição, acrescenta a promotora. O inquérito indica ainda que a concessionária conseguiu financiamentos do BNDES sem nunca investir em melhorias no sistema.

— Acredito que, dentro de um mês, esta ação esteja sendo julgada — diz Gláucia Santana.

Conforme O GLOBO anunciou na quinta-feira em primeira mão no site, o grupo CCR — holding controlada por Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido — acertou com a Barcas S/A a compra de 80% das ações da concessionária, por R$ 72 milhões. O contrato foi assinado anteontem. Mas a CCR só assume o serviço em dois meses. A Agência Reguladora de Transportes (Agetransp) e credores ainda precisam homologar o acerto. A Barcas S/A tem dívidas de R$ 89 milhões.

A transação também será questionada na Assembleia Legislativa (Alerj). O deputado estadual Gilberto Palmares (PT), da Mesa Diretora, disse na quinta-feira que vai cobrar do governo do estado que faça uma auditoria independente nas contas da Barcas S/A. Palmares defendeu nova licitação do sistema e acrescentou que a aquisição do serviço de transporte hidroviário pelo Grupo CCR não poderia ter sido feita sem um prévio "pente fino" nas contas da concessionária. O governo estadual voltou a afirmar que ainda não foi informado da negociação.

— Ao ignorar a auditoria nas receitas e despesas da Barcas S/A, o governo está descumprindo a lei 6.138, de dezembro. É fundamental que haja a auditagem para que saibamos se o serviço dá lucro ou prejuízo. Quanto a concessionária ganha na linha de Charitas, nos estacionamentos? A partir daí pode-se estabelecer a tarifa. Nada foi feito, e as empresas ainda negociam uma troca de comando — criticou o parlamentar, que presidiu a CPI que investigou as barcas.

Segundo Palmares, o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, lhe enviou ofício anteontem esclarecendo que o poder público contratou a Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos (Coppetec) da UFRJ, por cerca de R$ 500 mil, para auditar o Bilhete Único das barcas.

— Eu pedi uma coisa no ofício e ele me respondeu outra. A auditoria precisa ser feita nas contas da concessionária — disse Palmares.

Em nota, o governo do estado informou que o contrato engloba, além da auditoria anual do sistema de Bilhete Único, uma auditoria específica para o subsídio que a Barcas recebe em razão da nova política tarifária, bem como a análise técnica do processo de revisão quinquenal do contrato de concessão. "Portanto, toda a auditoria prevista na legislação está inserida na contratação", disse o governo.

Passageiros temem monopólio do sistema
Na quinta-feira, às 17h42m, um catamarã que saiu do Rio teve problemas ao chegar a Niterói. Segundo a concessionária, o excesso de lixo na área de manobra pode ter prejudicado o motor da embarcação, que parou por cinco minutos, atrapalhando o desembarque, mas sem causar tumulto.

Nas estações, passageiros que trabalham no Rio e moram em Niterói não economizam nas críticas ao serviço.

— Agora chegamos de fato à falta de opção, ao monopólio. Ir a Niterói pela Ponte é mais demorado. Pelas barcas, é mais rápido, mas tem muito empurrra-empurra — disse a funcionária de uma corretora de seguros no Centro do Rio Aline Pereira Viglio, que viajou em outra barca.

O estagiário de finanças Jonatas de Carvalho também critica:

— Pela Ponte, o trânsito é impraticável. Nas barcas, o que mais prejudica é a qualidade do serviço. Na estação, há aglomerado de gente e tumulto. Somos tratados como animais.

Já a assistente administrativa Ana Maria Mendes teme pela concentração de poder por uma só empresa:

— Quando não há concorrência, todos perdem. O governo do estado deveria ter agido para que esse tipo de negócio não ocorresse



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mp-vai-investigar-compra-das-barcas-pela-ccr-4510103#ixzz1rFhjMjKf

quinta-feira, 5 de abril de 2012

BARCAS DO RIO - CCR compra a Barcas S/A. Governo Cabral deveria fazer nova licitação. Isso fere a lei federal 8.987/95.


Grupo CCR é o novo dono da Barcas S/A

Grupo empresarial paga R$ 72 milhões pelo controle acionário da concessionária sem que haja nova licitação

Paulo Roberto Araújo


Grupo que administra a Ponte Rio-Niterói assume as barcas
Genilson Araújo
RIO - As barcas que ligam o Rio a Niterói têm novo dono. Depois de dois anos de negociações, sucessivamente negadas pelo governo do estado, o Grupo CCR, que já tem as concessões da Ponte Rio-Niterói, da Rodovia Presidente Dutra e da Via Lagos, adquiriu, por R$ 72 milhões, 80% das ações da concessionária Barcas S/A. Os demais 20% continuam com o Grupo JCA (Viação 1001). O contrato entre os dois grupos foi assinado na noite desta quarta-feira, mas a CCR só assume efetivamente a Barcas S/A daqui a dois meses, após a aprovação do contrato pela Agência Reguladora de Transportes (Agetransp) e pelos credores da empresa. A Barcas S/A tem dívidas de R$ 89 milhões. A mudança acontece sem que o Estado tenha feito nova licitação para o serviço.

Controle único da travessia da Baía gera incertezas
O fato de uma mesma empresa passar a controlar o transporte da travessia da Baía de Guanabara — terrestre e marítimo — foi visto com ressalva por especialistas ouvidos pelo GLOBO. Professor de análise de sistemas de transportes do Departamento de Engenharia Industrial da PUC do Rio, José Eugenio Leal afirma que haverá um conflito de interesses difícil de ser solucionado:


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— Será que a CCR terá o interesse de melhorar o serviço das barcas? Explorar todo o potencial das barcas significará perda de receita para a Ponte. Mediar este conflito de interesses será um desafio.

Advogado especializado em licitações internacionais, Jonas Lima ressalta que os contratos de cada serviço terão de ser avaliados com isenção:

— Tecnicamente, não há impedimento de uma mesma empresa controlar os dois serviços. Mas é preciso que os contratos sejam regulados pelas agências competentes (Agetransp, no transporte marítimo, e ANTT na Ponte S/A.) e de forma completamente independente — disse.

O presidente da CCR Ponte e CCR Via Lagos, Márcio Roberto de Moraes e Silva, será o novo presidente da Barcas S/A. Ele disse que emissários das Barcas já estão no exterior procurando embarcações para reforçar a frota da linha Rio-Niterói até a chegada de nove embarcações. As novas barcas serão compradas pelo governo do estado, que também assumiu o compromisso contratual de reformar as estações do Rio e de Niterói:

— Sabemos de todos os problemas enfrentados pelos usuários das barcas. Vamos atuar com duas prioridades a curto prazo: aumentar a oferta de transporte na hora do rush com o aluguel emergencial de novas lanchas e melhorar o conforto dos usuários nos terminais do Rio e de Niterói.

O prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, disse que o serviço prestado pela Barcas S/A é ruim e espera que o quadro melhore com a mudança no contrato de concessão:

— É preciso que a nova concessionária aumente de imediato o número de barcas e melhore os terminais para ganhar a confiança do usuário, que há pouco foi sacrificado com o reajuste da tarifa.

A Secretaria estadual de Transportes disse ontem não ter conhecimento da transação entre Barcas S/A e Grupo CCR. A assessoria do governador Sérgio Cabral também não confirmou as negociações.

O transporte marítimo do Rio passou para as mãos da Viação 1001 por meio de licitação pública realizada em fevereiro de 1998. Ao assumir o controle acionário da Conerj por 25 anos, o Grupo JCA — formado pela associação de mais de cem empresas de ônibus — não conseguiu pôr fim aos problemas. Apenas nos anos de 2010 e 2011, a Barcas S/A teve que responder a 30 processos regulatórios abertos pela Agetransp. Os principais motivos foram atrasos em viagens e problemas técnicos.

Já a CCR é uma holding controlada pelos grupos Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido, que detêm o controle de 51% das ações. As demais pertencem ao mercado de capitais. Além das rodovias do Rio (nove concessões), o grupo também administra a Linha 4 do metrô de São Paulo e tem participação em três aeroportos no exterior, numa empresa de inspeção ambiental na cidade de São Paulo e numa empresa de pedágio automático.

O novo grupo assume depois que a tarifa da linha Rio-Niterói — a mais rentável de todas — foi reajustada de R$ 2,80 para R$ 4,50. Quem tem bilhete único paga R$ 3,10, mas a diferença é bancada pelo estado.

CCR nega monopólio: "São regulações distintas"
A CCR alega que não há necessidade de licitação na transação das barcas porque a JCA continua com parte do controle acionário da empresa. O presidente do grupo, Márcio Roberto de Moraes e Silva, disse que o fato de a CCR assumir o controle acionário da Barcas S/A não significa necessariamente que terá o monopólio dos transportes entre Rio e Niterói:

— O monopólio só existe quando uma empresa detém todo o mercado e pode ditar preços. No caso da ponte e das barcas, isso não existe, porque são mercados regulados por agências distintas.

Mas o professor de direito administrativo e público da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap-SP), Marcio Pestana, afirma que a troca de controle das barcas pode ser alvo de questionamento jurídico.

— Se a concessionária não está cumprindo as obrigações de contrato, o governo deve fazer nova licitação. Não é papel do estado estimular troca de comando, soluções societárias para cumprimento de contrato. Isso fere a lei federal 8.987/95.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/grupo-ccr-o-novo-dono-da-barcas-sa-4496730#ixzz1rAJD4X7G

sexta-feira, 9 de março de 2012

AUMENTO NAS BARCAS NO RIO - Lista da votação na Alerj para aumento da tarifa #RIO

Divulgada lista de votação da Alerj para aumento da tarifa das Barcas

Dezesseis parlamentares foram contrários à proposta

Carla Rocha


RIO - Depois da polêmica sobre a autenticidade de listas na internet e das poucas informações dadas pela Assembleia Legislativa sobre a votação da lei de reestruturação tarifária das barcas, a lista completa com os votos dos deputados está abaixo, conforme a ata da sessão de 19 de dezembro de 2011:



VOTARAM A FAVOR
Alexandre Correa PRB

André Ceciliano PT

André Corrêa PSD

André Lazaroni PMDB

Aspásia Camargo PV

Átila Nunes PSL

Bebeto PDT

Bernardo Rossi PMDB

Bruno Correia PDT

Cidinha Campos PDT

Comte Bittencourt PPS

Coronel Jairo PSC

Dionísio Lins PP

Dr. José Luiz Nanci PPS

Edson Albertassi PMDB

Geraldo Moreira PTN

Gerson Bergher PSDB

Graça Matos PMDB

Gustavo Tutuca PSB

Inês Pandeló PT

Iranildo Campos PSD

Jânio Mendes PDT

João Peixoto PSDC

Luiz Martins PDT

Márcio Pacheco PSC

Marcus Vinícius PTB

Nilton Salomão PT

Paulo Melo PMDB

Pedro Fernandes PMDB

Rafael do Gordo PSB

Roberto Henriques PSD

Robson Leite PT

Rogério Cabral PSD

Rosângela Gomes PRB

Rosenverg Reis PMDB

Sabino PSC

Samuel Malafaia PSD

Thiago Pampolha PSD

Waguinho PRTB

Zaqueu Teixeira PT



 

VOTARAM CONTRA

Altineu Cortes PR

Andréia Busatto PDT

Clarissa Garotinho PR

Domingos Brazão PMDB

Edino Fonseca PR

Enfermeira Rejane PCdoB

Flávio Bolsonaro PP

Graça Pereira PSD

Janira Rocha PSOL

Luiz Paulo PSDB

Marcelo Freixo PSOL

Myrian Rios PDT

Paulo Ramos PDT

Samuquinha PR

Wagner Montes PDT

Xandrinho PV



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/divulgada-lista-de-votacao-da-alerj-para-aumento-da-tarifa-das-barcas-4264425#ixzz1ock6F3T2

segunda-feira, 5 de março de 2012

BARCAS NORIO - Outro desastre anunciado. Coletes sem data de fabricação e extintores em falta

Apesar da tarifa maior, barcas navegam em condições inseguras

POR Livia Aragão


Rio - Bancos rasgados, pedaços do teto despencando, banheiros sujos, insetos, ferrugem, coletes sem data de fabricação ou validade e extintores de incêndio em falta. Esse é o conjunto de ‘vantagens’ que a Barcas S.A. oferece em troca do aumento de 60,7% no valor do passagem, válido a partir de sábado. Equipes de reportagem de O DIA percorreram composições que fazem o trajeto da Praça 15 para Ilha do Governador e Niterói, e constataram a má conservação e o abandono da concessionária.


No corredor central de barca que ia do Cocotá para a Praça 15, faltavam extintores de incêndio | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

“Pego a barca todo dia e fico horrorizado. A manutenção é ruim, as roletas de acesso vivem quebradas. Estava na composição que ficou à deriva mês passado e na ocasião constatei que os coletes salva-vidas não tinham especificações de data”, comenta o contador Aloísio Santos, 68.

Segundo a tenente Cláudia Diniz, responsável pela Divisão de Homologação de Material de Salvatagem da Marinha do Brasil, coletes sem data de fabricação estão fora da norma: “Não dá para verificar se o certificado que demos está dentro do prazo”.

Devido à superlotação, passageiros sentam nas escadas em barca do Centro para Niterói | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

A Capitania dos Portos informou que já notificou várias vezes a empresa por falhas de segurança como a irregularidade no salva-vidas e assegurou que vai apurar o flagrante do jornal. Lembrou ainda que a população pode informar falhas na segurança da navegação pelo tel. 2233-8412.

Filas de meia hora e passageiros em pé nas composições

Além dos incômodos de infraestrutura, quem quer atravessar a baía de Guanabara e fugir do trânsito precisa enfrentar ainda longas filas sob o sol, superlotação e calor. “É um descaso, sempre tem fila e a gente chega atrasado no trabalho”, se indigna o office boy, Rodrigo do Nascimento, 24, que mora em Niterói e utiliza as barcas todos os dias.

Na estação Araribóia, a equipe do jornal constatou quatro enormes filas que viravam o quarteirão com demora de mais de 20 minutos, composições cheias com usuários em pé e sentados nas escadas.

Buracos no chão e ferrugens em barca do Cocotá para Niterói | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

“É incômodo e quente. Deveria ter mais barcas”, cobra o auxiliar de RH, Átila Queiroz, 23, morador de São Gonçalo. Os passageiros reclamam ainda da pouca flexibilidade de horários para Ilha e Paquetá. “O intervalo é grande e elas sempre atrasam. Além de terem virado ninho de baratas”, relata o corretor Fernando Seixas, 46.

Fonte O Dia
 

sábado, 3 de março de 2012

AUMENTO NAS BARCAS - #Cabral irá aumentar as barcas HOJE

Relatório aponta novo cálculo de tarifa da barca

Estudo encomendado pela agência reguladora de transportes do Rio afirma que concessionária faz dupla cobrança de itens como renovação e ampliação da frota

POR Christina Nascimento
Felipe Freire
O relatório encomendado pela Agência Reguladora de Transportes do Estado do Rio (Agetransp) à Universidade Federal de Santa Catarina sobre Revisão Tarifária da Barcas S.A. mostra que a concessionária faz dupla cobrança de alguns itens ao calcular o preço da passagem. Neste sábado entra em vigor o novo valor, de R$ 4,50, que representa um aumento de 60,7%.
O estudo técnico sugere que a empresa exclua da fórmula tarifária os custos da ‘renovação e ampliação da frota’, já que os gastos com estes quesitos já estão embutidos em outros, como ‘depreciação, aumento das receitas e ganhos de escala’. Na página 109 do documento, o tópico ‘Críticas e Sugestões’ diz, entre outras coisas, que “não cabe a inclusão de valor nas tarifas para expansão da frota porque (...) os mecanismos contábeis e financeiros existentes e em uso já seriam suficientes para assegurar o financiamento e remuneração da expansão”.
Pedro Pedroza fará o Bilhete Único para fugir do ‘assalto’: ‘Eles fazem o que querem´ | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Pedro Pedroza fará o Bilhete Único para fugir do ‘assalto’: ‘Eles fazem o que querem´ | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Se a Barcas retirar esses custos do cálculo, algumas passagens chegariam a redução de até 50%, como Mangaratiba-Abraão. No caso de Rio-Niterói, o impacto não seria sentido devido ao volume de passageiros. Mas a sugestão do estudo é que a tarifa ficasse em R$ 3,18, como mostrou nesta sexta-feira O DIA. Procuradas, a Agetransp e a Barcas S.A. não comentaram.
A Secretaria Estadual de Transportes informou que, pelos princípios da “modicidade tarifária e da solidariedade social”, acolheu recomendação de unificar as tarifas, o que acarretou o maior aumento da Rio-Niterói.
Na segunda, o Ministério Público de Niterói vai cobrar do governo explicação para o aumento. No mesmo dia, deputados do PSOL vão ao Tribunal de Justiça questionar liminar que prevê multa para o partido e militante contra o aumento da tarifa.
R$ 782 a mais em um ano
A diferença cobrada pela Barcas a partir de hoje vai pesar no bolso de quem usa o serviço. Em um ano com 230 dias úteis, o passageiro gastará R$ 782 a mais com transporte de ida e volta. Isso, se pagar os R$ 4,50 da tarifa cheia. Se tiver o Bilhete Único, o preço cai para R$ 3,10, mas ainda assim representa um gasto a mais: R$ 138 além da antiga conta de R$ 1.288.
Maria Eduarda e Raphael insinuam uma travessia a nado para escapar do alto preço da tarifa | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Maria Eduarda e Raphael insinuam uma travessia a nado para escapar do alto preço da tarifa | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

“Por não terem concorrência, fazem o que bem querem com a gente”, indignou-se o consultor de sistemas Pedro Pedroza, 30. “Vou acabar fazendo o Bilhete Único para fugir desse assalto”.
“Meu lazer acaba prejudicado. É o dinheiro do jantar, do cinema”, disse o estudante Pedro Ernesto, 22, que recebe no estágio R$ 105 de ajuda de custo e terá de inteirar R$ 25 a cada mês. Opinião semelhante tem a advogada Rosa Menezes, 34: “Faz diferença até na compra do mercado”.
Os usuários reclamam que os serviços não condizem com o reajuste. “Não tem ar, não tem organização. É só fila e confusão. Daqui a pouco teremos que vir trabalhar nadando”, ironizou o auxiliar de cartório Raphael Muniz, 29.

Integração trem-metrô mais cara
A partir desta segunda-feira, a integração entre metrô e trens da SuperVia será feita apenas com Bilhete Único. No novo sistema, o preço também foi reajustado, passando dos R$ 4,20 com o bilhete de papel para R$ 4,95.
Segundo o Metrô Rio, porém, o novo valor ainda é uma tarifa promocional, representando desconto de R$ 1,05. Isso porque, se somadas as tarifas dos dois modais — R$ 3,10 do metrô e R$ 2,90 da SuperVia — o valor final a ser desembolsado seria de R$ 6.

Fonte O Dia

 
   

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

AUMENTO NAS BARCAS - #Cabral autoriza o aumento da passagem de R$ 2,80 para R$ 4,50. Bilhete Unico vai aumentar tambem

Aumento da passagem de R$ 2,80 para R$ 4,50 será na quinta, mas passageiro que tiver Bilhete Único pagará R$ 3,10
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POR Diogo Dias
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Rio - A tarifa das barcas vai pular de R$ 2,80 para R$ 4,50 na quinta-feira. Passageiros que ainda ainda não têm Bilhete Único precisam correr contra o tempo para não sentir tanto no bolso. Com o benefício, os usuários pagarão apenas R$ 3,10. Também deve ficar atento quem utiliza trem e metrô: o valor da integração vai aumentar no próximo dia 5 — de R$ 4,20 para R$ 4,95 — e o cartão será útil.

A expectativa é que 30 mil usuários das barcas se inscrevam no sistema. Devem procurar os postos quem ainda não tem o cartão do Bilhete Único ou Riocard. Moradores de Paquetá e Ilha Grande, com ou sem cartão, precisam se cadastrar para ter acesso a outro desconto: eles terão direito a duas passagens gratuitas por dia.


Na estação das barcas da Praça 15 é possível se cadastrar no Bilhete Único | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia

Diante do aumento das tarifas, até mesmo turistas têm se interessado pelo Bilhete Único. É o caso do professor universitário Paulo César Rodrigues, 45 anos, que já garantiu seu cartão. Morador de São Paulo, ele ficou assustado ao saber da discrepância de preços das passagens.

“Não sou daqui, mas adquiri o cartão porque achei o aumento abusivo. Nem em São Paulo, onde o custo de vida é alto, os preços sobem dessa forma”, reclama Paulo.

Para o servidor público Ricardo Magalhães, 39 anos, a tarifa não poderia aumentar enquanto o serviço das barcas continua insatisfatório. Ele afirma que só aderiu ao Bilhete Único por causa do desconto.

“Esse valor é um absurdo. A concessionária presta um péssimo serviço para a população, e é premiada com aumento gigantesco da tarifa. Pela forma como somos tratados, a passagem deveria ficar mais barata”, critica Ricardo.

Interessados em obter o Bilhete Único devem procurar os postos de cadastramento. É preciso levar documento de identidade e CPF originais e pagar R$ 4,95 para fazer a primeira recarga. Moradores de Ilha Grande e Paquetá também precisam de comprovante de residência.

Integração metrô-trem sofrerá reajuste

A integração entre trens do Metrô e da SuperVia vai ficar mais cara a partir do dia 5 de março, quando o serviço começará a ser feito com Bilhete Único. A tarifa atual da integração é de R$ 4,20, com tíquete de papel. Com o Bilhete Único, os usuários terão que desembolsar R$ 4,95 para fazer as duas viagens.

Com o aumento, o desconto da integração fica menor. Somadas, as tarifas dos dois meios de transporte custam R$ 6. Com o Bilhete Único, os usuários ainda terão um desconto de R$ 1,05. Os cartões pré-pagos do Metrô Rio, hoje utilizados para a integração, serão aceitos somente até o dia 4 de março.

POSTOS

Interessados em adquirir o Bilhete Único devem procurar um dos postos de cadastramento do RioCard. O cartão fica pronto em minutos e pode ser usado na hora. Pela Internet, a espera pode chegar a 5 dias.

NITERÓI
Estação das barcas, na Praça Araribóia. Segunda a sexta, das 8h às 18h

PRAÇA 15
Estação das barcas. De segunda-feira a sábado, das 8h às 20h

ILHA DE PAQUETÁ
Estação das barcas, Praça Pedro Bruno. De segunda a sábado, das 8h30 às 17h30

ILHA GRANDE
Subprefeitura. Na Avenida Beira Mar, no Abraão. Atendimento de segunda-feira a sábado, das 9h às 18h

CENTRAL DO BRASIL
Quiosque no térreo. Atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h

TERMINAL ALVORADA
Avenida das Américas, Barra da Tijuca. De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h

BOTAFOGO
Secretaria de Transporte, na Rua Dona Mariana, 48. Atendimento de Segunda a sexta-feira, de 9h às 16h

CAMPO GRANDE
Região Administrativa de Campo Grande, na Rua Dom Pedrito, 1. Atendimento de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h

MADUREIRA
Terminal Rodoviário de Madureira, na Praça Armando Cruz. Atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h

SANTA CRUZ
Região Administrativa de Santa Cruz, Rua Fernanda, 155. Atendimento de segunda a sexta, das 8h às 17h

INTERNET
Interessados devem acessar o site www.riobilheteunico.com.br






quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

BARCAS - #Cabral vai subsidiar parte do valor da tarifa das @Barcas_SA

Estado pretende contribuir com até R$ 1,30 para que passagem custe R$ 3,10. Agência fixará valor

Waleska Borges



Uma barca faz a travessia Rio-Niterói, na Baía de Guanabara Domingos Peixoto / O Globo

RIO - Privatizaram os lucros e querem estatizar os prejuízos. Apesar de problemas como frota velha e críticas dos usuários, a Barcas S/A tem navegado em águas abrigadas em 13 anos de operação. Este ano, a companhia — que só comprou sete embarcações das 20 que opera — obteve isenção de ICMS, o que representa uma renúncia fiscal de R$ 3 milhões ao ano, cancelou as travessias de madrugada alegando prejuízios e conseguiu o compromisso de que o governo estadual vai pagar R$ 350 milhões por sete novos barcos, o que, por contrato, seria uma obrigação da concessionária. Nesta quarta-feira, a Barcas S/A teve outra boa notícia: para o reajuste da tarifa autorizado a partir de janeiro de 2012 não pesar tanto no bolso do usuário, o estado vai subsidiar parte da passagem, o que pode representar um gasto anual de mais R$ 30 milhões para os cofres públicos.

A decisão foi anunciada nesta quarta-feira pelo secretário da Casa Civil, Régis Fichtner. O estado deve desembolsar cerca de R$ 1,30 para complementar a tarifa. A previsão é que a passagem Rio-Niterói, que hoje custa R$ 2,80, seja reajustada para R$ 4,40, um aumento de 57,14%. Com o aporte de recursos públicos, os passageiros deverão pagar como valor final parte do reajuste: R$ 3,10 (ou 10,71%).


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O secretário disse ainda que a ajuda financeira vai ocorrer independentemente da venda da Barcas S/A para o grupo CCR, que administra a Ponte Rio-Niterói.

— O que adianta o estado ter um concessionário que está com prejuízo? Ele precisa estar bem para prestar serviço com qualidade ao passageiro — argumentou Fichtner.

O estado calcula que este subsídio provocará um impacto menor em seu orçamento anual: R$ 24 milhões. Mas, a se considerar apenas as cerca de 90 mil viagens diárias entre Rio e Niterói, o valor pode superar os R$ 30 milhões — isso, sem contabilizar as viagens feitas nos fins de semana. A ajuda financeira sairia de verba da Secretaria estadual de Transportes e, de acordo com Fichtner, seria temporária até que a Barcas S/A recuperasse seu equilíbrio financeiro.

De acordo com a assessoria de imprensa da Barcas S/A, a empresa deverá fechar este ano com R$ 27 milhões no vermelho, o mesmo déficit de 2010. Um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina, encomendado pela Agência Reguladora de Transportes (Agetransp), concluiu que há desequilíbrio econômico-financeiro no contrato de concessão. A concessionária queria um reajuste ainda maior, de 67,85%, elevando a tarifa Rio-Niterói para R$ 4,70.

Decisão causa polêmica na Alerj
A proposta do estado será encaminhada na quinta-feira para a Assembleia Legislativa (Alerj). A ideia não foi bem recebida nesta quarta-feira na Casa, onde aconteceu uma audiência pública sobre o acidente com um catamarã, há menos de duas semanas, em que 65 pessoas ficaram feridas. Presidente da CPI que investigou a concessionária entre 2008 e 2009, o deputado Gilberto Palmares (PT) disse que subsídios às vezes são necessários, mas ele acredita que não é o caso no momento.
— A linha Rio-Niterói tem tudo para ser lucrativa. Eu não acredito que eles tenham prejuízo. A planilha de custos da companhia não é transparente e, sendo assim, os dados do balanço não são confiáveis. A Agetransp aceitou o argumento de que a Barcas S/A é deficitária. Mas hoje (quarta-feira), os próprios representantes da empresa disseram, durante a audiência, que o número de passageiros aumentou cerca de 30% nos últimos anos, passando de 75 mil para 105 mil — rebate Palmares. — A Barcas S/A explora estacionamento, tem um restaurante em Charitas e um monte de loja. Tudo isso é receita.

Palmares também chama a atenção para os valores das passagens. Ele considera as tarifas da linha Praça Quinze-Charitas, que custa R$ 12,00, e da Praça Quinze-Ilha do Governador, R$ 3,90, absurdas:

— Embora cara, a linha Charitas ainda é seletiva, há mais conforto e é mais rápida. Mas como uma linha deteriorada como a do trajeto para a Ilha do Governador, em que circulam as embarcações mais velhas, com mais de 50 anos, pode custar mais do que uma passagem de ônibus?

Outro parlamentar que criticou a medida foi Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB). Para ele, não caberia mais qualquer negociação com a concessionária. A saída, na opinião de Luiz Paulo, seria cassar a concessão.

— A concessionária Barcas S/A já deu demonstrações cabais de sua incompetência gerencial. Os acidentes passaram a ser uma constante e o transporte não atende ao nível de satisfação que o usuário deseja. Não há outra alternativa a não ser cancelar o contrato e realizar uma outra licitação. E esta concorrência tem que deixar bem claro quais são as responsabilidades da concessionária e do poder público. Até mesmo se cabe ao estado comprar embarcações — afirma.

Uma das poucas vozes dissonantes era a do deputado Domingos Brazão (PMDB), da base governista. Para ele, o último acidente foi de "baixo impacto", uma vez que não houve sequer um passageiro com o braço quebrado. Para ele, o número de acidentes nem é alto pelo número de embarcações que circulam diariamente. Brazão defendeu o subsídio:

— O valor de R$ 4 é o que o governo do estado paga para custear o bilhete único (intermunicipal).

Em 1998, a Barcas S/A assumiu o controle da antiga Companhia de Navegação do Estado do Rio (Conerj). Na época, a tarifa era uma das mais baratas entre os meios de transporte: custava R$ 0,90. O negócio, que deu o monopólio da exploração do serviço à empresa, foi fechado por R$ 33 milhões. O prazo da concessão de 25 anos termina em 2023. No fim dos anos 90, já havia problemas e acreditava-se que a privatização poderia resolvê-los.

O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, que também esteve na Alerj nesta quarta-feira, defendeu que o subsídio seria temporário. Ele afirmou que as novas embarcações que serão adquiridas vão aumentar a capacidade de transporte de passageiros, contribuindo para resolver o problema de déficit financeiro. Segundo Lopes, o estado vai comprar sete embarcações, para dois mil passageiros, e uma para 500 pessoas. O prazo para a entrega seria de 24 meses após a conclusão do processo de licitação.

— Já estamos negociando um empréstimo de R$ 350 milhões com o Banco do Brasil. Para o próximo semestre, já estudamos a possibilidade de locação de barcas para ampliar o número de travessias — disse Lopes, sem revelar o número de barcas que serão alugadas.

Numa outra frente, o estado negocia duas embarcações da Transtur, que deixou de operar na Baía, como mais um reforço para as operações da Barcas S/A. Uma delas custaria cerca de R$ 8 milhões.

Perigoso balanço a caminho do mar
O último acidente com o catamarã Gávea 1, no dia 28 passado, trouxe à tona os problemas crônicos do sistema de transporte marítimo. Sessenta e cinco pessoas ficaram feridas. Sem conseguir reduzir a velocidade com que vinha de Niterói, a embarcação chocou-se com um píer da Praça Quinze. Houve pânico a bordo com passageiros caindo uns sobre os outros. Segundo testemunhas, a comandante, ainda em Niterói, teria comentado com a tripulação que a embarcação estava com problemas e seria necessário "fazer uma manobra arriscada". A Agetransp e a Capitania dos Portos ainda investigam o acidente.

Em agosto de 2010, um catamarã que seguia do Rio para Niterói se chocou contra pedras do Aterro do Gragoatá, ferindo 18 pessoas. Segundo a Barcas S/A, o acidente ocorreu durante uma manobra de emergência devido a uma pane eletrônica.

Em 2009, houve um quebra-quebra na Estação da Praça-Quinze por causa de atrasos nas barcas, em pleno horário do rush, na véspera de um feriadão. Irritados, os passageiros chegaram a arremessar cadeiras para o alto e quebraram uma vidraça que separava uma lanchonete da área de embarque. A PM precisou ser acionada. Com a estação lotada, algumas pessoas levaram até 1h30m para embarcar. Pelo contrato de concessão, a Barcas S/A deveria disponibilizar barcas a cada dez minutos no horário do rush

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/governo-vai-subsidiar-parte-do-valor-da-tarifa-das-barcas-3398092#ixzz1fvwm0rz0


    

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

AGETRANSP - Agência reguladora de barcas, trens e metrô é uma caixa-preta

Poder de decisão da Agetransp é o de um órgão colegiado onde a maioria dos integrantes foi escolhida por indicação política 
Luiz Ernesto Magalhães
Waleska Borges
Antero Gomes



O catamarã Gávea 1 danificado após o choque contra o cais na Praça Quinze, que deixou 65 pessoas feridas 28-11-2011 / Gilberto Palmares

RIO - O acidente com o catamarã social Gávea 1, que deixou 65 feridos na segunda-feira ao bater contra o píer da Praça Quinze, traz para os holofotes o papel da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transporte (Agetransp), que deveria fiscalizar, identificar problemas e punir as concessionárias quando falham na prestação de serviços à população. Mas a sucessão de acidentes e falhas operacionais que atingem também o Metrô e a SuperVia põe em jogo o papel da entidade reguladora, cujo poder de decisão é o de um órgão colegiado onde a maioria dos integrantes foi escolhida por indicação política.
Ao todo, são cinco conselheiros nomeados pelo governador. As indicações têm que ser confirmadas na Alerj, antes de os escolhidos iniciarem os mandatos de quatro anos. Dos conselheiros atuais (2009-20013), quatro são ligados a políticos ou partidos. Reconduzido pelo governador Sérgio Cabral para mais um mandato, João Carlos da Silveira Loureiro é marido da ex-deputada estadual Aparecida Gama. Ela, por sua vez, é irmã do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Aloísio Gama.


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Maurício Agnelli, que também foi reconduzido ao posto, ocupou na Alerj o cargo de secretário-geral do Fórum Permanente de Desenvolvimento do Estado. O conselheiro Francisco José Reis foi por muitos anos assessor do ex-presidente da Casa Jorge Picciani, atualmente sem mandato. Em seu primeiro período na Agetransp, o engenheiro Herval Barros de Souza já foi lotado, na Alerj, no gabinete do hoje deputado federal Edmilson Valentim (PCdoB). A exceção do grupo é Luiz Antonio Laranjeira Barbosa, economista com passagens por cargos estratégicos na Secretaria estadual de Fazenda.

Agência decidiu dar aviso sobre inspeções
Cada conselheiro ganha o mesmo que um secretário de estado (R$ 12,9 mil). A Agetransp foi criada em 2005, com o desdobramento da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Asep). Quando se trata de punir as concessionárias, parece faltar agilidade. Em 2010, a Barcas S/A foi multada em R$ 276,6 mi por causa de problemas técnicos ocorridos em 2007. Em julho deste ano, a Agetransp multou a concessionária Metrô Rio em R$ 374 mil, decisão tomada 11 meses após o fim do prazo original (agosto de 2010) dado pela empresa para colocar em circulação 19 novos trens adquiridos na China.

O GLOBO tentou, por intermédio da assessoria de Relações Institucionais da Agetransp, ouvir todos os conselheiros, além de esclarecer uma série de dúvidas sobre privilégios a que eles teriam direito e sobre os trabalhos da entidade. No início da noite, um e-mail informou que o Conselho Diretor da Agetransp vai se reunir nesta quinta-feira "para deliberar sobre as perguntas". Por meio de sua assessoria, Cabral, que está em Nova York, afirmou que os critérios para indicação foram técnicos. Ele disse que indicou Luiz Antonio e Herval. Os demais continuaram nos cargos, na renovação do mandato.

O professor de análise de sistemas de transportes do Departamento de Engenharia Industrial da PUC do Rio, Jose Eugenio Leal, critica o modelo adotado pela agência:

— Há dois problemas nesse caso. O critério de nomeações jamais deveria ser político. O papel de uma agência reguladora é garantir a qualidade dos serviços. Mas o estado, por ter deixado de investir em transportes (metrô e trens) no prazo prometido, no momento da concessão também tem suas responsabilidades.

A análise de algumas decisões revela situações curiosas. Em 31 de maio, os conselheiros da Agetransp decidiram, na deliberação 308, não punir a SuperVia por ter barrado o acesso de fiscais ao Centro de Controle Operacional, em outubro de 2010, em visita surpresa às instalações. No entendimento unânime dos conselheiros, a concessionária deve ser notificada previamente das visitas, para que os técnicos da agência reguladora "sejam recebidos pelo responsável do setor a ser fiscalizado para os acompanhar durante a fiscalização".

O professor José de Oliveira Guerra, do Departamento de Construção Civil e Transportes da Uerj, considera um absurdo a decisão de avisar previamente sobre uma inspeção:

— Fiscalização é uma prerrogativa do ente público. Não precisa de autorização prévia de ninguém.

Já ocorreram outras situações curiosas. Quando as decisões ainda eram concentradas na Asep, a entidade ficou sem poder deliberar de dezembro de 2002 a agosto de 2003. Só havia dois conselheiros nomeados, e o quórum é de três.

MP exige explicações sobre o acidente

Na quarta-feira, o Ministério Público estadual notificou a Agetransp, a Capitania dos Portos e a Barcas S/A para que deem informações sobre o acidente. Segundo o promotor Carlos Andrezano, em 2008, a concessionária assinou um termo de ajuste de conduta (TAC) para melhorar o serviço prestado aos passageiros. Ainda conforme o promotor, o TAC exige bom estado de conservação das embarcações, além da regularização dos horários e da capacidade de atender à demanda dos usuários.

O termo prevê uma multa diária de R$ 5 mil. Mas a empresa não foi punida porque, segundo o promotor, até o momento a falta de manutenção não ficou comprovada.

A comandante Núbia Gomes Batalha, que conduzia o catamarã acidentado, informou no boletim da concessionária que os dois motores da embarcação falharam. Ainda segundo ela, como alternativa, foi lançada a âncora o mais rapidamente possível, o que, se não evitou a primeira colisão com o cais, amenizou o impacto da segunda.

Para o deputado estadual Gilberto Palmares (PT-RJ), que presidiu a CPI das Barcas, o fato de as embarcações da concessionária serem em número insuficiente está na raiz dos acidentes que têm ocorrido. Já o governador em exercício Luiz Fernando Pezão disse que o estado ainda busca financiamentos para ampliar a frota.

Na quarta-feira, as barcas Praça Quinze-Niterói voltaram a fazer viagens extras. Mas, pela manhã, houve filas, e o tempo de espera para ter acesso à estação chegou a 20 minutos.

Também na quarta-feira, a Agetransp informou em nota que o reajuste de 67,87% na tarifa, indicado por um estudo da Universidade de Santa Catarina para reequilibrar o contrato, não será aplicado este ano. O valor só será analisado em fevereiro de 2012, aniversário da concessão. Se for integralmente repassado, a tarifa das barcas pode passar de R$ 2,80 para R$ 4,70

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/agencia-reguladora-de-barcas-trens-metro-uma-caixa-preta-3358061#ixzz1fHTCtK3v



    

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ImPERÍCIA NO RIO - Ninguém explica acidente com catamarã e tarifa pode aumentar

Ninguém explica acidente com catamarã e tarifa pode aumentar
Agetransp, responsável pela fiscalização, estuda um aumento de R$ 2,80 para R$ 4,70 na tarifa Rio-Niterói

Isabel de Araujo
Waleska Borges
Marcelo Dias


Passageiros formam longas filas no terminal da Praça Arariboia, em Niterói Márcia Foletto / O Globo

RIO - Um dia depois do acidente de segunda-feira, que deixou 65 feridos, as causas da colisão do catamarã social Gávea I contra um píer desativado na Praça Quinze ainda são um mistério. Nem a concessionária Barcas S/A — que arrematou o serviço por cerca de R$ 33 milhões em 1998 e tornou-se detentora do monopólio em 2009 — soube explicar o choque. Apesar dos problemas enfrentados pelos passageiros, a Agência Reguladora de Transportes (Agetransp), responsável pela fiscalização, estuda um aumento de R$ 2,80 para R$ 4,70 na tarifa Rio-Niterói. O estado informou, porém, que não permitirá reajuste neste percentual (67,8%). Ágil quando o assunto é aumento, a agência julgou apenas 11 dos 30 processos abertos contra a concessionária em 2010 e 2011, período em que foram aplicadas multas no valor de R$ 1.441.780,09. A agência não informou quanto desse montante foi pago.

As soluções para os problemas ainda demoram. O governo do estado informou, por meio de nota, que a aquisição de 11 novas embarcações, anunciadas ano passado, não tem data para acontecer. Segundo o estado, a aprovação do empréstimo de cerca de R$ 350 milhões deverá ser concluída até janeiro de 2012, quando então poderá ser aberta a licitação para compra das barcas.

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A concessionária que administra o serviço diz que está operando abaixo de sua capacidade para atender à demanda diária que quase 100 mil passageiros. A maré poderá melhorar com a aquisição das embarcações da Transtur, que depende ainda de um processo de desapropriação pelo estado. De acordo com o governo, já foram realizadas as avaliações periciais e judiciais. O estado desapropriará uma barca no próximo mês e a segunda, assim que for reformada pela Transtur.

Usuário deve evitar horário de pico
A colisão de segunda-feira tirou de circulação uma embarcação e provocou a interdição de duas pontes de embarque. O acidente reduziu para 80% a capacidade da concessionária. A Barcas S/A pede que, nos próximos dias, os usuários evitem utilizar o serviço nos horários de pico. A mesma solicitação já foi feita em abril de 2009, um dia depois de um quebra-quebra na Praça Quinze, motivado por atrasos nas embarcações e excesso de passageiros.

Na terça-feira, pelo menos, o pedido foi ignorado, e o cenário nos acessos à Estação Arariboia, em Niterói, ficou caótico. Longas filas se formaram entre 7h e 9h. Os usuários chegaram a aguardar até 30 minutos para conseguir embarcar. Para passar o tempo, o assunto não poderia ser outro: o que teria provocado a colisão foi a pergunta que mais ouvida no saguão.

Por meio de nota, a Capitania dos Portos informou que as causas serão conhecidas em até 90 dias, com a conclusão do inquérito sobre o caso. A capitania também esclareceu que a Gávea I, após reparo, necessitará ser submetida a nova inspeção pelo órgão.

O gerente de logística e relacionamento com o cliente das Barcas S/A, Mário Góis, disse que o acidente está sendo analisado pelos técnicos da empresa. Ele rebateu as acusações de que os tripulantes demoraram a atender as vítimas e informou ainda que o Gávea 1 deve ficar pelo menos dez dias fora de operação.

A concessionária afirma que, no último mês, houve um aumento de 20% na demanda por causa das obras do projeto Porto Maravilha, que têm acarretado longos engarrafamentos na Ponte Rio-Niterói e seus acessos. Somente com passagens, a concessionária arrecada R$ 320.400 por dia. No entanto, a empresa informa que a previsão é de fechar o ano no vermelho, com prejuízo de R$ 27 milhões.

Para o professor do Departamento de Engenharia da PUC-RJ José Eugênio Leal, a concessão não foi um bom negócio para a Barcas S/A:

— Do ponto de vista do operador, a concessão foi a pior possível. A Barcas tem que arcar com tudo, desde a manutenção até a aquisição de novas embarcações. Acredito que a empresa privada quis assumir a concessão para evitar concorrência e se atrapalhou.

Sindicato diz que falta treinamento

Leal acrescenta que o governo estadual e a concessionária devem priorizar o bom senso.

— Estamos falando de um transporte de massa. Nesse caso, o estado não tem a obrigação de intervir, mas pode colaborar. A Barcas também deve negociar.

O engenheiro Fernando Macdowell lembra ainda que, para o bom funcionamento do sistema de transporte marítimo, há necessidade de um plano integrado de transportes. Ele conta que, na década de 80, quando foi contratado pelo governo estadual para fazer um estudo sobre o assunto, sugeriu que os deslocamentos do Rio fossem semelhantes aos de Vancouver, no Canadá.

— Há necessidade de compatibilizar o transporte marítimo com o metrô. Atualmente, também falta flexibilidade operacional à Barcas.

Já o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar), Severino Almeida Filho, alertou para o risco da falta de treinamento da tripulação:

— É inexplicável que o catamarã tenha se aproximado do píer sem que fosse permitida nenhuma manobra. A embarcação deveria estar numa velocidade superior à recomendada. Esses profissionais devem passar por cursos que simulam acidentes e os procedimentos rápidos que devem adotar. Mas esse investimento no profissional não existe. Com isso, estamos abusando da sorte, com risco de vermos acidentes ainda muito maiores — comenta Severino Almeida, que acrescenta: — Não acredito que o acidente tenha sido por questão de máquinas ou equipamentos, mas sim de condições operacionais.

Apenas nos anos de 2010 e 2011, a Barcas S/A teve que responder a 30 processos regulatórios abertos pela Agetransp. De acordo com a agência reguladora, os principais motivos foram atrasos em viagens e problemas técnicos nas embarcações.

Ainda de acordo com a Agetransp, do total de processos aplicados, 11 foram julgados em sessão regulatória, mas dez são passíveis de recurso. Os outros processos estão em fase de instrução

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/ninguem-explica-acidente-com-catamara-tarifa-pode-aumentar-3350871#ixzz1fAh9VYBo


    

terça-feira, 29 de novembro de 2011

HORROR NAS BARCAS - Advogado de processo contra as @barcas_SA estava em acidente. 65 FERIDOS .

Ele relata os momentos de pânico na chegado ao Rio nesta segunda
Rafael Galdo


Uma mulher caiu após colisão e foi socorrida por outros passageiros Foto do Leitor Ralph Lichote
RIO - Um advogado que move uma ação para cassar a concessão da Barcas S/A estava entre os passageiros que viveram momentos de pânico no início da tarde desta segunda-feira, quando um catamarã social que fazia a travessia Niterói-Rio bateu contra o cais da Praça Quinze, com 907 pessoas a bordo. Ralph Anzolin Lichote é presidente da Associação Nacional de Defesa dos Usuários de Transporte. E um dos advogados de uma ação popular que tramita na 15ª Câmara Cível do Rio em que é pedida a caducidade da concessão das linhas das empresa, alegando que a concessionária não teria cumprido itens do contrato com o estado, como a construção de uma estação das barcas em São Gonçalo.

Ele conta que viajava próximo à popa da embarcação. Quando a barca se aproximou da Praça Quinze, diz ele, os passageiros perceberam que, em vez de diminuir a velocidade para atracar, como faz normalmente, o catamarã manteve a velocidade de quando está no meio da Baía de Guanabara.

— Só ouvimos uma pessoa gritando no sistema de som da embarcação: “abaixa o ferro, abaixa o ferro”. Um passageiro que estava do meu lado alertou que a barca bateria. As pessoas correram para o fundo da embarcação, que continuou com toda velocidade até a colisão. Muita gente bateu com o rosto nos bancos. A barca, então, voltou uns 150 metros para trás, e retornou sua trajetória em direção ao píer, até bater de novo. Foi um grande susto. Não tinha socorro. Umas 15 pessoas ficaram caídas no chão. E o socorro demorou a chegar. Eu, felizmente, só fiquei com dores na coluna — relatou o advogado.

Em primeira instância, ano passado, a ação em que Lichote é um dos advogados recebeu parecer favorável. Pela decisão da Justiça, seriam cassadas as concessões para todas as linhas operadas pela Barcas S/A, exceto a Niterói-Praça Quinze. Mas a concessionária recorreu da decisão. O caso seria julgado em segunda instância no último dia 22 de novembro. Mas o julgamento foi adiado, e deve ocorrer no início do ano que vem

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/advogado-de-processo-contra-as-barcas-estava-em-acidente-3342880#ixzz1f5Lel8Z6 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ImPERÍCIA NO RIO - Acidente com catamarã deixa 55 feridos no Rio; 11 ficam internados

DA AGÊNCIA BRASIL

O acidente com o catamarã (embarcação com dois cascos paralelos) Gávea I, que faz a ligação entre Niterói e Rio, deixou 55 pessoas feridas no início da tarde desta segunda-feira. A Secretaria Municipal de Saúde informou que 11 passageiros permanecem internados, todos fora de perigo.
Segundo o gerente da concessionária Barcas S.A., empresa que administra o transporte, Mário Liberalli de Góes, o barco, que transportava 907 passageiros, se chocou duas vezes com um píer desativado ao lado da estação Praça XV.
A cirurgiã-dentista Daniele Lima, 38, que ajudou socorrer alguns passageiros feridos na colisão, disse que não havia nenhum socorrista a bordo do Gávea I. Segundo ela, os funcionários da Barcas, após a primeira batida, pediram às pessoas que ficassem sentadas e vestissem os coletes salva-vidas.
"Eu me mantive bem tranquila, pois tinha 900 pessoas me pedindo ajuda. A pessoa que estava no comando da barca teve muito controle, pois poderia jogar a barca em direção ao aeroporto Santos Dumont (que fica ao lado da estação)".
A advogada Márcia Neves Santiago, 34, relatou que os passageiros ficaram sem saber o que estava acontecendo, já que, em nenhum momento, foram informados sobre a colisão.
"O pânico foi enorme com a primeira batida, porque voou gente pra tudo que é lado, há até cadeiras quebradas. Aí, veio a segunda batida e mais gente caiu, mais gente voou. Ficamos muito tempo ali, sem nenhum tipo de ajuda. Não tinha equipe de socorro a bordo", disse a advogada.
Em nota, a Barcas S.A informou que os feridos com escoriações leves e sintomas de ansiedade foram atendidos no local por homens do Corpo de Bombeiros e funcionários da própria concessionária. A nota diz ainda que algumas cadeiras do catamarã se soltaram por causa do impacto.

Fonte Folha http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1013417-acidente-com-catamara-deixa-55-feridos-no-rio-11-ficam-internados.shtml
   

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Capitania dos Portos - Notifica Barcas após pane em embarcação no RJ

Perda de potência dos motores impediu embarcação de atracar, diz Barcas.
Embarcação estava com 778 passageiros a bordo na tarde deste sábado.

Do RJTV
A Capitania dos Portos informou que a Barcas S.A foi notificada para prestar esclarecimentos sobre a embarcação que saiu do Rio de Janeiro e parou na Baía de Guanabara antes de completar o trajeto até Niterói no início da tarde deste sábado (19). Ainda de acordo com a Capitania, a embarcação só será liberada depois de passar por uma inspeção.
De acordo com a a assessoria da Barcas S.A, concessionária que administra o transporte, a embarcação “Martim Afonso” saiu da Praça XV, no Centro do Rio, às 12h58, e quando estava chegando à Praça do Araribóia, em Niterói, na Região Metropolitana, teve um problema de perda de potência dos motores que impossibilitou a barca atracar.
Ainda segundo a concessionária, os 778 passageiros que estavam na embarcação que apresentou problema e foram transferidos para a barca "Boa Viagem" desembarcaram em Niterói às 14h50, quase duas horas depois do início da viagem. Normalmente, a viagem tem duração de 20 minutos.

CONCESSIONÁRIAS NO RIO - FLAGRANTE DE INSEGURANÇA NO TRANSPORTE MARÍTIMO

Do G1 RJ
Os passageiros da barca que saiu do Rio de Janeiro parou na Baía de Guanabara antes de completar o trajeto até Niterói foram transferidos de embarcação na tarde deste sábado (19) para que a viagem fosse concluída.
De acordo com a a assessoria da Barcas S.A, concessionária que administra o transporte, a embarcação “Martim Afonso” saiu da Praça XV, no Centro do Rio, às 12h58, e quando estava chegando à Praça do Araribóia, em Niterói, na Região Metropolitana, teve um problema de perda de potência dos motores que impossibilitou a barca atracar.
Ainda segundo a concessionária, 778 passageiros estavam na embarcação que apresentou problema e foram transferidos com segurança para completar o trajeto na barca "Boa Viagem".
Nota Barcas S/A 

Barcas S/A informa:
Na tarde deste sábado, dia 19/2, a barca tradicional Martim Afonso apresentou perda de potência nos motores, durante a viagem no trajeto Praça XV-Niterói, iniciada às 13h. Por medida de segurança, o comandante parou a embarcação nas proximidades da estação Araribóia, para que a situação fosse normalizada pela equipe a bordo.
Após os mecânicos realizarem todos os procedimentos para tentar solucionar a situação, o Centro de Controle Operacional acionou a barca Boa Viagem, que estava nas proximidades da estação, para realizar o transbordo dos 778 passageiros com segurança, obedecendo as normas da navegação.
Os passageiros a bordo da barca Martim Afonso foram devidamente informados sobre o ocorrido pelo comandante, durante todo o percurso. Ao desembarcarem com segurança em Niterói, às 14h50, além do apoio prestado pela tripulação, os passageiros receberam todo o atendimento necessário das equipes da estação.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Barcas S/A espera ajuda do GOVERJ















Deu no Bairros.com de Gilson Monteiro:


A Barcas SA espera resposta do governo a um pedido de parceria para fazer a reforma das estações hidroviárias do Rio e de Niterói, que precisam ser ampliadas para atender ao maior número de passageiros. Segundo Amauri de Andrade, presidente da concessionária, pelo acordo o Estado doaria três novas embarcações, mas são necessárias quatro para se somar às 14 existentes e atender à demanda que passou de 68 mil para 80 mil passageiros/dia.

É muita cara-de-pau, não é?