Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 19 de abril de 2012

VANDALISMO NO RIO - Esteira da General Osório quebrada por vândalos no carnaval. Metrô diz que só deve voltar em abril

Equipamento foi danificado no carnaval e novas peças já foram encomendadas, diz metrô


Bernardo Moura, com o leitor Roberto Pereira Franco


Quebrada desde o carnaval, esteira da General Osório só deve voltar à ativa no mês que vem
Foto do leitor Roberto Pereira Franco


RIO
- Quebrada desde o carnaval, a esteira rolante da estação de metrô General Osório, em Ipanema, só deve voltar a funcionar em abril. Essa é a previsão da concessionária Metrô Rio, em resposta à reclamação do leitor Roberto Pereira Franco. Ele questionou a demora no conserto do equipamento, que foi alvo de vândalos durante os festejos de Momo. Um vidro da lateral foi quebrado e os estilhaços danificaram peças de rolagem internas.

“Convenhamos, duas semanas para consertar uma simples esteira? Difícil crer em tanto descaso”, afirma o leitor em relato ao Eu-repórter.

A demora ocorre porque as peças de rolagem da esteira são feitas sob medida, segundo o MetrôRio. A encomenda foi feita logo após o carnaval, afirma a concessionária. O prazo para a reativação da esteira é de 25 dias. A esteira mencionada pelo leitor fica próxima ao acesso da Rua Jangadeiros.

A conservação nas estações de metrô do Rio tem sido alvo frequente de reclamações dos leitores. Nesta semana, uma internauta mandou fotos de parte do revestimento da fachada da estação Irajá, na Linha 2, que caiu sobre a calçada. O local foi isolado pelos funcionários do metrô. No mês passado, parte do teto da plataforma da estação Carioca, na Linha 1, caiu e, por sorte, não atingiu passageiros



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/eu-reporter/esteira-da-estacao-general-osorio-so-volta-funcionar-em-abril-4247488#ixzz1sUDWa9Ij

quarta-feira, 28 de março de 2012

FRAUDE NO METRÔ PAULISTA - MP denunciou 14 executivos de 12 construtoras por combinar resultado de licitação


Justiça de SP aceita denúncia do MP sobre fraude em licitação do Metrô
Promotoria denunciou 14 executivos de 12 construtoras.
Acusados de combinar resultado terão dez dias para se manifestar.

Do G1 SP

Promotor Marcelo Mendroni diz que empresas
fraudaram licitação
(Foto: Rafael Sampaio/G1 )

O juiz Marcos Fleury Silveira de Alvarenga, da 12ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou nesta segunda-feira (26) a denúncia oferecida na semana passada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo contra 14 executivos de ao menos 12 construtoras acusados de fraude na licitação para a ampliação da linha 5-Lilás do Metrô. Com isso, eles são agora réus no processo e terão dez dias para apresentar a defesa.

As empresas, algumas delas formando consórcios, são acusadas de acertar os resultados da licitação mediante combinação de preços, o que configura formação de cartel, segundo o promotor Marcelo Batlouni Mendroni. O Metrô diz que não foi citado na denúncia.

VEJA TAMBEMJustiça autoriza continuação das obras da Linha 5 do Metrô de SP

"Presentes indícios suficientes de autoria e prova da materialidade delitiva, recebo a denúncia", informou o magistrado, na decisão.

A expansão foi dividida em oito lotes, cada um com concorrência diferente. "Chegamos à conclusão de que essas pessoas, representando suas empresas, fraudaram a licitação de forma a combinar quem seriam os vencedores de cada um dos trechos que compõem a expansão", afirmou o promotor Marcelo Mendroni, em entrevista no Fórum Criminal da Barra Funda na sexta-feira (23).

Segundo o promotor, havia combinação para que a empresa vencedora oferecesse preço abaixo das demais no lote em que saísse vitoriosa. As outras construtoras ofereciam preços acima do limite estabelecido para o Metrô na licitação, de acordo com o promotor. Cada uma das empresas ou consórcios saíam, então, vencedores de um lote da expansão, pelo acordo denunciado pelo Ministério Público.



O valor total da expansão, que vai da estação Largo Treze da Linha 5-Lilás até as estações Santa Cruz (Linha 1-Azul) e Chácara Klabin (Linha 2-Verde), é estimado em R$ 8 bilhões. Devem ser criadas mais 11 estações, com 11,4 km de via a serem implementados. A Promotoria não pediu a paralisação das obras.

Os crimes de que são acusadas as empresas são de ordem econômica e administração estatal. O caso foi divulgado inicialmente pelo jornal "Folha de S.Paulo", que denunciou a combinação do resultado.

Os 14 funcionários denunciados são diretores, executivos e representantes comerciais das empresas, segundo Mendroni. "São representantes de alto nível [das construtoras], porque alguém de baixo nível não teria condições de fazer este tipo de acordo."

Não há gravações, escutas ou documentos que provem o acerto porque os dirigentes das empresas não deixaram rastros, de acordo com o promotor. "Não tenho dúvida, eu tenho certeza de que houve cartel e fraude na licitação. Com certeza a falta de provas diretas vai ser usada pela defesa para desqualificar o processo. Mas na maioria dos casos as provas diretas não ocorrem porque é muito difícil os diretores deixarem documentos. Mas as provas indiretas são bem robustas", afirmou Mendroni.

Em 2011, após uma ação anterior do Ministério Público, no âmbito cível, a Justiça suspendeu as obras de expansão da Linha 5-Lilás entre os dias 18 e 22 de novembro. O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) na época, José Roberto Bedran, liberou a continuidade da obra. O presidente do Metrô, Sergio Avelleda, também foi afastado do cargo, mas voltou ao cargo após uma nova decisão judicial.

Prejuízo de R$ 232,8 milhões Com a fraude na licitação, o prejuízo para os cofres públicos foi de ao menos R$ 232,8 milhões, segundo a denúncia do Ministério Público. Havia propostas inferiores às vencedoras que haviam sido feitas antes da concorrências e foram excluídas devido a uma norma da licitação, que impedia que empresas ganhadoras de outros lotes participassem. "Esse [valor] seria o mínimo de prejuízo causado por essas empresas, ao fazerem o acordo para decidir quem seriam os vencedores. Se não houvesse a cláusula de exclusão dos participantes, essas propostas menores do que aquelas que ganharam seriam consideradas", disse Mendroni.

O promotor afirmou que há indícios da participação de funcionários do Metrô na fraude, mas que são muito frágeis para serem incluídos no processo. "Há referências, insinuações, mas eu tenho que ter um mínimo de dedução e presunção da prática criminosa para fazer a denúncia", disse.

Todos os executivos negaram a participação em qualquer tipo de cartel durante os depoimentos à Polícia Civil, segundo o promotor.


Fonte G1
    

quinta-feira, 8 de março de 2012

METRÔ NO RIO - MP-RJ recorre à Justiça para pedir paralisação das obras

Por Luiz Gustavo Schmitt - O Globo
Representantes do movimento Metrô que o Rio Precisa, que congrega diversas associações de moradores da Zona Sul, ironizam a previsão de seis passageiros por metro quadrado nos horários de pico e trechos mais carregados
Foto: Felipe Hanower

A construção da Linha 4 do metrô, que ligará Ipanema à Barra, está em xeque. O Ministério Público (MP) estadual informa que vai recorrer à Justiça, nesta quinta-feira, para pedir novamente a paralisação das obras. Em dezembro, a 15ª Vara de Fazenda Pública negou o pedido da 1ª Promotoria de Tutela Coletiva do Meio Ambiente. A ação civil movida pelo promotor Carlos Frederico Saturnino tem o apoio de 16 associações de moradores. Boa parte torce para que as três estações previstas — Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah e Antero de Quental — saiam do papel, desde que seja respeitado o traçado original, entre outras reivindicações. Porém, o governo estadual afirma que não mudará seu projeto.

O promotor aponta supostas irregularidades no licenciamento ambiental da Linha 4. Ele apresenta um parecer — elaborado por peritos ambientais do Grupo de Atuação Técnica Especializada (Gate) do MP — que indica risco de superlotação no projeto de expansão da rede metroviária defendido pelo governo. A proposta do estado é ligar a estação General Osório a uma no Jardim Oceânico e a uma outra, na Gávea.
O argumento da promotoria reacendeu a discussão sobre a escolha do melhor traçado. Isso foi discutido numa audiência pública realizada no último dia 27, no Leblon. O percurso original da linha 4, que prevê a ligação da Barra com Botafogo e que foi licitado em 1998, passaria por São Conrado e Gávea e iria até uma nova estação em Botafogo, a Morro de São João. Outra alternativa seria acrescentar a esse trajeto uma ligação da Gávea com a futura estação Uruguai, na Tijuca.

— O governo apresentou um estudo de impacto ambiental (EIA/Rima) de interligação das linhas 1 (General Osório) e 4 (Barra/Gávea) inconsistente. O relatório não consegue mostrar uma maior eficiência desse trajeto — afirma Saturnino, que é o autor da ação.

O relatório do Gate indica que o estudo de impacto ambiental viola diversos requisitos normativos do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Além disso, destaca que as operações previstas para os horários de pico — com intervalos de três minutos entre os trens e lotação de até seis pessoas por metro quadrado no trecho General Osório-Central — não serão realizadas por causa do trecho em “Y” na ligação com a estação da Gávea. Nela, haveria compartilhamento de trilhos com os trens da linha 4 que seguissem em direção tanto da Barra como da Zona Sul. O trecho exigiria intervalo de segurança (tempo de espera para uma composição acessar uma linha) de dois minutos em cada sentido. Assim, o Gate do MP sustenta que o cruzamento em “Y” exigiria uma operação conjunta de quatro minutos (dois em cada sentido) e uma lotação de dez pessoas por metro quadrado num vagão, o que o próprio estudo de impacto ambiental considera inaceitável.

Na semana passada, o engenheiro Licínio Rogério reuniu integrantes do movimento O Metrô Que O Rio Precisa para mostrar ao GLOBO-ZonaSul que a ocupação de seis pessoas por metro quadrado é alta.

— Está claro que a escolha do traçado original aliviaria a pressão sobre a Linha 1. No novo traçado, ficaremos mais imprensados — diz Rogério.

Além de apontar supostas irregularidades no estudo de impacto ambiental, o MP diz que a licença utilizada para a construção do traçado atual da Linha 4, obtida pela Secretaria estadual de Transportes em 2004, era para um projeto que acabou sendo alterado diversas vezes. Para piorar, está vencida desde 2006.

— A licença foi dada ao traçado original. Mas o governo decidiu usar uma autorização vencida para um percurso diferente, que passa por Leblon e Ipanema — diz Saturnino.

O promotor ainda frisa que a construção de uma nova estação na Praça General Osório, que começou em julho, está sendo feita com o mesmo licenciamento da que foi inaugurada em 2009. Ele diz que o projeto precisa de licença própria, além da realização de audiências públicas.

Além dos questionamentos do MP, o estudo de impacto ambiental da ligação das linhas 1 (General Osório) e 4 (Barra-Gávea) também se tornou alvo de crítica do Clube de Engenharia do Rio.

Ex-presidente do metrô e ex-secretário municipal de Transportes, Miguel Bahury, integrante do conselho diretor da instituição, levanta dúvidas sobre a segurança do traçado defendido pelo governo.

— O estudo prevê uma ligação em “Y”, com o compartilhamento de trilhos por trens de duas linhas na Gávea. Discordamos veementemente da ideia. Isso é fazer puxadinho e impõe risco de acidentes ao sistema. Se houver um pequeno descuido, as composições podem bater — afirma Bahury.

Também ex-presidente do metrô, Fernando Mac Dowell faz coro:

— O estudo é incompleto e tem várias lacunas. Não fornece informações básicas de como esse “Y” será operado nem especifica os intervalos entre os trens numa mesma via da Linha 4 — alerta o engenheiro de transportes.

Governo contesta acusações
Em nota, o governo estadual informa que, ao contrário do que diz a ação civil proposta pelo Ministério Público, as obras se encontram devidamente licenciadas e não violaram normas do Conama. “As críticas do MP se baseiam em interpretações da norma e em premissas por ele assumidas”, diz o governo.

Quanto à escolha do traçado da ligação Jardim Oceânico- General Osório, o governo alega que foram desenvolvidas várias simulações operacionais que buscam associar segurança, economia e comodidade à população. Afirma ainda que a operação ocorrerá com total segurança, mesmo no trecho mais carregado da Linha 1 (Central-Presidente Vargas), onde ocorrerá o incremento dos passageiros que embarcarão na Linha 4 (aproximadamente 10% do total) e chegará ao limite o nível de conforto, isso é, seis passageiros por metro quadrado, em 2030.

O governo defende ainda que as simulações operacionais consideram o horário de pico e, neste caso, trens da Linha 4 poderão ter intervalos de até dois minutos. Além disso, reitera que o sistema funcionará até 2030.

“Antes deste período deverão estar completados e implantados os estudos de troca do sistema de sinalização que permitem menor intervalo entre os trens, ou a construção de outras ligações metroviárias que possam aliviar as linhas 1 e 2, a exemplo do trecho Estácio- Carioca, ou da implantação da ligação Gávea-Centro”.

No que diz respeito à preservação da Praça Nossa Senhora da Paz, o governo informa que não será preciso destombá-la e que “as alterações necessárias serão repostas nos seus padrões originais”.

Em relação às denúncias de uma suposta falta de dados do estudo de impacto ambiental, o governo do estado informa que o mesmo está disponível no site < metrolinha4.com.br>. O licenciamento da interligação das linhas 1 (General Osório) e 4 (Barra-Gávea) ainda está em fase de análise pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Fonte Extra Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/metro-mpe-recorre-justica-para-pedir-paralisacao-das-obras-4252124.html#ixzz1oX6vdKB0

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

SABOTAGEM - Polícia investiga suposta sabotagem ao metrô do DF

 Em Brasília



A Polícia Civil do Distrito Federal está investigando eventual sabotagem ao metrô, que teria provocado as paralisações dos trens na última sexta-feira. De acordo com investigadores, as paradas foram causadas por um cabo de internet que foi conectado propositalmente em duas tomadas da sala de descanso dos servidores.

Segundo o delegado Yury Fernandes, os cabos foram colocadas atrás de um armário durante o horário de pico. A suposta sabotagem teria provocado pane no sistema de sinalização dos trens, deixando passageiros trancados em vagões. Os metroviários do DF iniciaram campanha de aumento salarial e estão em rota de colisão com o governador Agnelo Queiroz.

O delegado informou que os responsáveis serão identificados e indiciados por atentado à segurança de meio de transporte, com pena entre um e dois anos de prisão. No decorrer das investigações, eles também podem responder por crimes como formação de quadrilha e dano ao patrimônio público.

O Metrô disponibiliza 24 trens nos horários de pico, que vai das 6h às 8h30 e das 16h30 às 20h, e 12 nos demais horários. Cerca de 150 mil pessoas utilizam o transporte diariamente.

  
Fonte UOL
 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CONSUMDOR - Preço do metrô pode variar até 287% nas capitais; Rio tem maior tarifa

G1 pesquisou valor da passagem em sete cidades brasileiras.
Teresina tem a tarifa mais barata, R$ 0,80, e Rio, a mais cara, de R$ 3,10.
Do G1, em São Paulo
Andar de metrô em sete cidades brasileiras pode custar entre R$ 0,80 e R$ 3,10, uma variação de 287,5%, segundo levantamento feito pelo G1. Teresina é a capital com a tarifa mais barata entre as cidades pesquisadas e o Rio de Janeiro segue tendo o custo mais elevado para o usuário – mesmo com as passagens de São Paulo tendo sofrido um reajuste de 3,45% a partir deste domingo (12).
Na capital paulista, a tarifa subiu de R$ 2,90 para R$ 3,00. Entre as seis cidades, São Paulo é a que tem a maior malha metroviária: são 5 linhas, com 64 estações e 74,3 quilômetros de extensão.
Confira abaixo as características do metrô nas cidades pesquisadas:

Cidade Preço da passagem Linhas Estações Extensão
Rio de Janeiro R$ 3,10 2 35 46,2 km
São Paulo R$ 3,00 5 64 74,3 km
Brasília R$ 3,00 (dias úteis)
R$ 2 (fins de semana e feriados)
1 24 42,4 km
Belo Horizonte R$ 1,80 1 19 28,1 km
Porto Alegre R$ 1,70 1 17 33,6 km
Recife R$ 1,60 2 28 39,5 km
Teresina R$ 0,80 1 9 15,1 km

Embora seja uma das tarifa de menor valor entre as cidades pesquisadas, a passagem no Recife já sofreu reajuste em 2012. No dia 29 de janeiro, o valor passou de R$ 1,50 para R$ 1,60, nas linhas centro e sul.
O sistema Metrorec conta com 25 trens e atende, diariamente, 260 mil usuários, em média.
No Rio, segundo o MetrôRio, não há informação de aumento de passagem para este ano.
 Em Brasília também não há previsão de aumento da tarifa do metrô até o momento.
Em Belo Horizonte, a CBTU-Metrô BH trabalha para expandir o sistema, através da construção de duas novas linhas: Barreiro/Santa Tereza e Savassi/Pampulha. Segundo a companhia, ainda não há previsão de aumento para 2012.
Em Porto Alegre também não está previsto reajuste de tarifa. A malha liga parte da capital do Rio Grande do Sul à região metropolitana. A companhia conta com 25 trens e estima que 170 mil pessoas usem o modal a cada dia.

Metrô versus trem
O especialista em trânsito Paulo César Marques, professor da Universidade de Brasília (UnB), explica que o metrô é uma rede de transporte sobre trilhos em regiões metropolitanas, diferentemente do trem, que costuma ligar periferias ao centro, em linhas radiais.
“A diferença não é necessariamente que o metrô anda embaixo da terra. O metrô é um trem, o chamado trem metropolitano (...). É diferente do trem suburbano, que são corredores radiais que fazem ligações das áreas suburbanas para as áreas centrais”, explica.
Marques cita exemplos de metrôs em cidades como Paris, Londres e Nova York, onde as linhas formam verdadeiras redes interligadas, muitas vezes com percursos circulares.
De acordo com o professor, as linhas de trem costumam ter corredores mais longos, com composições maiores e mais pesadas, com oito vagões ou até mais. “Os trens, como estão em regiões suburbanas, não precisam ser subterrâneos, porque geralmente são implantados em áreas pouco ocupadas ou mais baratas”, diz.
Como o metrô trabalha em áreas mais adensadas que muitas vezes já estão ocupadas, surge a necessidade de fazer linhas subterrâneas, mesmo porque o custo da desapropriação seria muito alto, explica. Além disso, o especialista lembra que as linhas de trem costumam separar bairros, fazendo segregações. “O metrô não precisa. Ele aparece para atender uma área de ocupação maior e às vezes tem a necessidade de ser subterrâneo”. Marques lembra, contudo, que o metrô muitas vezes tem longos trechos na superfície, sendo subterrâneo apenas quando há necessidade.
Como o metrô costuma trabalhar em malhas, redes, a característica é que tenha menos vagões e seja mais leve. “Em Brasília, trabalha-se com quatro vagões. Por isso ele acaba sendo mais ágil, mais leve. Um trem, para entrar em movimento e parar, não é igual a um carrinho. O trem mais leve, como é o caso do metrô, supera esse problema”, esclarece

Fonte g1
           

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

ROTINA NO RIO - Metrô apresenta problema e estações são fechadas

Rio - Um problema técnico fechou diversas estações do metrô na noite desta terça-feira. De acordo com o MetrôRio, através do Twitter, o problema já foi solucionado. Os passageiros tiveram bilhetes devolvidos. Os intervalos estão em processo de normalização.

A assessoria de imprensa do MetrôRio informou que quatro trens foram retirados para manutenção emergencial de ar condicionado por causa do calor. O serviço causou um intervalo de 30 minutos entre as composições, às 21h05. A situação começou a se normalizar apenas às 21h35. Nesta quarta-feira, sem previsão de hora, a manutenção vai acontecer novamente.
Diversas estações entre Saens Peña até General Arcoverde teriam sido fechadas de acordo com informações postadas por usuários do sistema no Twitter. A informção não foi confirmada pelo MetrôRio.

Confira na íntegra, a nota da concessionária:
O MetrôRio informa que, na noite desta terça-feira, depois de encerrado horário de alta demanda, às 21h20min, interrompeu o tráfego regular para a retirada de quatro trens que foram levados para manutenção preventiva do sistema de ar condicionado. A medida, que será repetida amanhã, tem por objetivo amenizar o desconforto que tem sido causado ao passageiro nos horários de grande demanda, devido às elevadas temperaturas. Durante toda esta madrugada os demais trens da frota (total de 32) também serão submetidos às manobras de manutenção preventiva.

Toda operação de troca dos trens esta noite, durou 20 minutos e foi informada aos usuários através do sistema de som das estações. Nenhuma estação foi fechada e não foi necessário transbordo. Ocorreu alteração nos intervalos de até 15 minutos. Às 21h30min os intervalos foram regularizados.

Mais de 10 estações fechadas na segunda-feira
Na manhã desta segunda-feira, 11 estações da Linha 2 do metrô tiveram que ser fechadas por volta das 6h20, por conta de uma falha no sistema de sinalização por falta de energia. Todos os terminais de embarque, entre a Pavuna e Del Castilho, do Metrô, foram fechados. Os passageiros que chegaram a pagar os bilhetes foram reembolsados. Milhares de passageiros sofreram com o transtorno.
De acordo com a concessionária a causa do problema foi furto de cabos.

 Fonte O Dia
           

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

CAOS NO METRÔ DO RIO - Composição do metrô ficou parada por cerca de 40 minutos entre as estações do Catete e do Largo do Machado

‘Parecia um filme de terror’, diz passageiro de trem do metrô que ficou parado
A Estação da Glória, onde mais cedo um trem parou
A Estação da Glória, onde mais cedo um trem parouFoto: Foto do Leitor
Por Ana Carolina Torres
 
Uma composição do metrô ficou parada por cerca de 40 minutos entre as estações do Catete e do Largo do Machado, na manhã desta segunda-feira, informou o passageiro Rodrigo de Andrade Henriques, de 31 anos. Segundo ele, o trem - da Linha 2, que saíra da Pavuna - estava lotado e algumas pessoas passaram mal:
- Não houve qualquer informação por parte dos funcionários. Algumas pessoas batiam nos vidros, desesperadas. A gente não tinha a menor ideia do que estava acontecendo. Parecia um filme de terror.
Ainda de acordo com o comerciante, as saídas de emergência estavam trancadas e somente 40 minutos depois a composição andou alguns metros e chegou à Estação do Largo do Machado.
- Os funcionários continuaram calados. Ninguém explicou nada aos usuários, mostrando um total desrespeito com as pessoas - disse ele.
Mais cedo, uma composição teve problemas na Estação da Glória. As portas não fecharam e o trem foi tirado de circulação, provocando atrasos na Linha 1.
Em seu perfil no Twitter, a MetrôRio informou que as Estaçōes Ipanema/General Osório, Cantagalo, Siqueira Campos e Cardeal Arcoverde foram fechadas durante 30 minutos. Segundo a assessoria de imprensa, houve um problema na sinalização automática que provocou o fechamento

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

AGETRANSP - Agência reguladora de barcas, trens e metrô é uma caixa-preta

Poder de decisão da Agetransp é o de um órgão colegiado onde a maioria dos integrantes foi escolhida por indicação política 
Luiz Ernesto Magalhães
Waleska Borges
Antero Gomes



O catamarã Gávea 1 danificado após o choque contra o cais na Praça Quinze, que deixou 65 pessoas feridas 28-11-2011 / Gilberto Palmares

RIO - O acidente com o catamarã social Gávea 1, que deixou 65 feridos na segunda-feira ao bater contra o píer da Praça Quinze, traz para os holofotes o papel da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transporte (Agetransp), que deveria fiscalizar, identificar problemas e punir as concessionárias quando falham na prestação de serviços à população. Mas a sucessão de acidentes e falhas operacionais que atingem também o Metrô e a SuperVia põe em jogo o papel da entidade reguladora, cujo poder de decisão é o de um órgão colegiado onde a maioria dos integrantes foi escolhida por indicação política.
Ao todo, são cinco conselheiros nomeados pelo governador. As indicações têm que ser confirmadas na Alerj, antes de os escolhidos iniciarem os mandatos de quatro anos. Dos conselheiros atuais (2009-20013), quatro são ligados a políticos ou partidos. Reconduzido pelo governador Sérgio Cabral para mais um mandato, João Carlos da Silveira Loureiro é marido da ex-deputada estadual Aparecida Gama. Ela, por sua vez, é irmã do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Aloísio Gama.


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Maurício Agnelli, que também foi reconduzido ao posto, ocupou na Alerj o cargo de secretário-geral do Fórum Permanente de Desenvolvimento do Estado. O conselheiro Francisco José Reis foi por muitos anos assessor do ex-presidente da Casa Jorge Picciani, atualmente sem mandato. Em seu primeiro período na Agetransp, o engenheiro Herval Barros de Souza já foi lotado, na Alerj, no gabinete do hoje deputado federal Edmilson Valentim (PCdoB). A exceção do grupo é Luiz Antonio Laranjeira Barbosa, economista com passagens por cargos estratégicos na Secretaria estadual de Fazenda.

Agência decidiu dar aviso sobre inspeções
Cada conselheiro ganha o mesmo que um secretário de estado (R$ 12,9 mil). A Agetransp foi criada em 2005, com o desdobramento da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Asep). Quando se trata de punir as concessionárias, parece faltar agilidade. Em 2010, a Barcas S/A foi multada em R$ 276,6 mi por causa de problemas técnicos ocorridos em 2007. Em julho deste ano, a Agetransp multou a concessionária Metrô Rio em R$ 374 mil, decisão tomada 11 meses após o fim do prazo original (agosto de 2010) dado pela empresa para colocar em circulação 19 novos trens adquiridos na China.

O GLOBO tentou, por intermédio da assessoria de Relações Institucionais da Agetransp, ouvir todos os conselheiros, além de esclarecer uma série de dúvidas sobre privilégios a que eles teriam direito e sobre os trabalhos da entidade. No início da noite, um e-mail informou que o Conselho Diretor da Agetransp vai se reunir nesta quinta-feira "para deliberar sobre as perguntas". Por meio de sua assessoria, Cabral, que está em Nova York, afirmou que os critérios para indicação foram técnicos. Ele disse que indicou Luiz Antonio e Herval. Os demais continuaram nos cargos, na renovação do mandato.

O professor de análise de sistemas de transportes do Departamento de Engenharia Industrial da PUC do Rio, Jose Eugenio Leal, critica o modelo adotado pela agência:

— Há dois problemas nesse caso. O critério de nomeações jamais deveria ser político. O papel de uma agência reguladora é garantir a qualidade dos serviços. Mas o estado, por ter deixado de investir em transportes (metrô e trens) no prazo prometido, no momento da concessão também tem suas responsabilidades.

A análise de algumas decisões revela situações curiosas. Em 31 de maio, os conselheiros da Agetransp decidiram, na deliberação 308, não punir a SuperVia por ter barrado o acesso de fiscais ao Centro de Controle Operacional, em outubro de 2010, em visita surpresa às instalações. No entendimento unânime dos conselheiros, a concessionária deve ser notificada previamente das visitas, para que os técnicos da agência reguladora "sejam recebidos pelo responsável do setor a ser fiscalizado para os acompanhar durante a fiscalização".

O professor José de Oliveira Guerra, do Departamento de Construção Civil e Transportes da Uerj, considera um absurdo a decisão de avisar previamente sobre uma inspeção:

— Fiscalização é uma prerrogativa do ente público. Não precisa de autorização prévia de ninguém.

Já ocorreram outras situações curiosas. Quando as decisões ainda eram concentradas na Asep, a entidade ficou sem poder deliberar de dezembro de 2002 a agosto de 2003. Só havia dois conselheiros nomeados, e o quórum é de três.

MP exige explicações sobre o acidente

Na quarta-feira, o Ministério Público estadual notificou a Agetransp, a Capitania dos Portos e a Barcas S/A para que deem informações sobre o acidente. Segundo o promotor Carlos Andrezano, em 2008, a concessionária assinou um termo de ajuste de conduta (TAC) para melhorar o serviço prestado aos passageiros. Ainda conforme o promotor, o TAC exige bom estado de conservação das embarcações, além da regularização dos horários e da capacidade de atender à demanda dos usuários.

O termo prevê uma multa diária de R$ 5 mil. Mas a empresa não foi punida porque, segundo o promotor, até o momento a falta de manutenção não ficou comprovada.

A comandante Núbia Gomes Batalha, que conduzia o catamarã acidentado, informou no boletim da concessionária que os dois motores da embarcação falharam. Ainda segundo ela, como alternativa, foi lançada a âncora o mais rapidamente possível, o que, se não evitou a primeira colisão com o cais, amenizou o impacto da segunda.

Para o deputado estadual Gilberto Palmares (PT-RJ), que presidiu a CPI das Barcas, o fato de as embarcações da concessionária serem em número insuficiente está na raiz dos acidentes que têm ocorrido. Já o governador em exercício Luiz Fernando Pezão disse que o estado ainda busca financiamentos para ampliar a frota.

Na quarta-feira, as barcas Praça Quinze-Niterói voltaram a fazer viagens extras. Mas, pela manhã, houve filas, e o tempo de espera para ter acesso à estação chegou a 20 minutos.

Também na quarta-feira, a Agetransp informou em nota que o reajuste de 67,87% na tarifa, indicado por um estudo da Universidade de Santa Catarina para reequilibrar o contrato, não será aplicado este ano. O valor só será analisado em fevereiro de 2012, aniversário da concessão. Se for integralmente repassado, a tarifa das barcas pode passar de R$ 2,80 para R$ 4,70

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/agencia-reguladora-de-barcas-trens-metro-uma-caixa-preta-3358061#ixzz1fHTCtK3v



    

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

GANGUE DO BILHETE NO RIO - Integração metrô-ônibus alimenta fraude milionária (Entenda o Golpe)

Rodoviários atravessam os bilhetes a vendedores que revendem as passagens a usuários do metrô por até R$ 2,80
POR MAHOMED SAIGG
Rio - Vendido por R$ 4 nas roleta dos ônibus municipais do Rio, o bilhete ‘MetrÔnibus Expresso’, que garante integração entre coletivos e metrô, alimenta esquema milionário de fraude. Um milhão de tíquetes são emitidos por mês, e todos estão vulneráveis. Milhares são negociados no mercado paralelo, provocando prejuízos ao metrô e às empresas de ônibus.



Nas entradas das principais estações de metrô, membros de quadrilha especializada em vender os bilhetes oferecem tíquetes, que custam R$ 4, por preço menor. Com uma câmera escondida, O DIA acompanhou, por duas semanas, o trabalho da gangue nas estações Saens Peña, São Francisco Xavier, Largo do Machado, Botafogo, Del Castilho e Estácio.
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
No Largo do Machado, vendedor repassa bilhetes a R$ 3 a usuários que gastariam R$ 3,10 no metrô | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Guardas municipais e seguranças do metrô não intimidam. “Pegamos tíquetes que dão direito a viagem de metrô com o pessoal dos ônibus. Eles conseguem nos passar por R$ 2, porque, quando um passageiro paga passagem comum, de R$ 2,50, colocam mais R$ 1,50 do bolso para completar os R$ 4 do bilhete Expresso. Assim, ganham R$ 0,50 por passagem”, contou um vendedor.

Movimento dita o preço

Nas bilheterias do metrô, a viagem custa R$ 3,10. Na entrada das estações, as passagens com bilhetes desviados são oferecidas a valores de R$ 2,80 a R$ 3. “O preço depende do movimento. Na Saens Peña, onde o movimento é grande, cobramos R$ 3. Na São Francisco Xavier, passamos por R$ 2,80”, explicou outro membro da quadrilha.
Arte: O Dia
Arte: O Dia
Grupo oferece até garantia
Sua satisfação ou o dinheiro de volta. O grupo tem até estratégia de ‘marketing’ para convencer os passageiros mais desconfiados com a facilidade da passagem mais barata. Há os que ofereçam ‘garantia’.

“Garantimos a troca do tíquete ou a devolução do dinheiro se ele não passar na roleta. Quando percebemos que um passageiro está desconfiado, com medo de estarmos vendendo tíquetes falsos, acompanhamos ele até a roleta para mostrar que nosso negócio é 100% seguro”, contou uma vendedora que atua em um dos acessos da Estação Saens Peña.

Outra particularidade da quadrilha é a promoção de uma espécie de rodízio de vendedores nas estações. “É para despistar os policiais militares”, explicou um deles.

Funcionários fazem renda extra vendendo tíquetes à quadrilha
A rentabilidade deste comércio ilegal de bilhetes de integração Expresso atrai cada vez mais rodoviários. “Todo mundo quer ganhar um dinheirinho a mais. E, neste caso, ninguém acha que está cometendo um crime, pois completamos os R$ 4 que são o valor da integração”, argumentou um rodoviário que preferiu não se identificar.

“Os empresários ficam furiosos porque, às vezes, acontece de um ônibus voltar para a garagem no fim do dia como se só tivesse levado passageiro de integração. Isso é um prejuízo enorme pra eles”, ressaltou.

A Fetranspor informa que faz verificações rotineiras sobre possíveis fraudes para coibir más práticas e confia na ação das autoridades policiais. Caso se confirme o envolvimento de funcionários, haverá punições, de acordo com a lei.

Bilhete de papel dificulta rastrear e calcular perdas

O bilhete da integração é feito de papel, dificultando o rastreamento pelas empresas de ônibus e pelo Metrô Rio. “Todo mês recebemos cerca de um milhão de bilhetes de integração Expresso. Vamos iniciar uma investigação para tentar frear esse derrame de tíquetes negociados de maneira irregular”, anunciou o diretor de Relações Institucionais do Metrô, Joubert Flores.

Preocupados, os empresários desconhecem a dimensão do impacto financeiro que a fraude representa. Pelas viagens feitas com o bilhete Integração Expresso, cujo valor é R$ 4, tanto ônibus quanto o metrô recebem R$ 2 cada.

PREJUÍZO
Com a fraude, as empresas de ônibus perdem R$0,50 por passagem. Já o MetrôRio deixa de receber R$ 1,10 a cada integração, já que a tarifa comum do metrô custa R$ 3,10

   

sábado, 19 de novembro de 2011

SUSPEITA DE FRAUDE NO METRÔ/SP - Justiça determina afastamento do presidente do Metrô de SP

ALENCAR IZIDORO
JOSÉ BENEDITO DA SILVA
DE SÃO PAULO
 
A Justiça de São Paulo determinou nesta sexta-feira o afastamento do cargo do presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, e a suspensão dos contratos de prolongamento da linha 5-lilás --de Adolfo Pinheiro até a Chácara Klabin-- por suspeita de fraude na concorrência da obra, de R$ 4 bilhões.
A decisão, da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública, de caráter provisório, vale até o final da ação, movida por quatro promotores do Ministério Público paulista.
A investigação é decorrente de reportagem publicada pela Folha em outubro de 2010 revelando que os vencedores dos oito lotes estavam definidos havia seis meses.
Segundo os promotores, Avelleda deve ser responsabilizado por ter levado adiante a concorrência apesar das evidências de que havia ilegalidades no processo.
Para o Ministério Público, além de não suspender os contratos e não investigar a suspeita de fraude, Avelleda usou o "artifício insidioso" de tentar desqualificar documento com firma reconhecida, do jornalista Ricardo Feltrin, da Folha, em cartório antecipando os vencedores.
Laudo pedido pela Promotoria, além de depoimento do funcionário do cartório onde o documento foi registrado, atestaram a sua integridade.
O governo utilizou um laudo do Instituto de Criminalística, órgão ligado à Polícia Civil paulista, para afirmar que o documento não era prova irrefutável de que era possível antecipar os vencedores.
O governo paulista chegou a suspender a licitação após a veiculação da reportagem, mas retomou o processo. Em agosto, a Promotoria pediu que o Metrô suspendesse os contratos, assinados há cerca de quatro meses, o que não foi feito pela companhia.
Na decisão, a juíza diz que "a suspensão de todos os contratos e aditamentos oriundos da concorrência é medida que se impõe, como forma de resguardar o patrimônio público e fazer valer os princípios da legalidade, moralidade e isonomia".
Segundo ela, o afastamento de Avelleda do cargo é necessário "em face de suas omissões dolosas" e sua "permanência no cargo (...) apenas iria demonstrar a conivência do Poder Judiciário com as ilegalidades".
Diz, ainda, que sua manutenção à frente do Metrô abriria a possibilidade de ele "destruir provas, ou mesmo continuar beneficiando as empresas fraudadoras".
OUTRO LADO
Em nota divulgada nesta sexta-feira, a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos e o Metrô afirmaram que ainda não foram intimados da decisão, da qual recorrerão "por uma questão de justiça".
"O pedido de afastamento de Sérgio Avelleda se mostra totalmente descabido, uma vez que a licitação não foi feita em sua gestão e que a decisão de prosseguir os contratos foi tomada por toda a diretoria do Metrô com base no processo administrativo", diz.
A nota ainda afirma que o resultado da licitação não deu prejuízo de R$ 327 milhões, como afirma o Ministério Público Estadual. "Este cálculo, equivocado e rudimentar, parte de pressupostos errados que nunca fizeram parte deste edital. A empresa que ofereceu menor preço em diversos lotes já havia vencido a primeira licitação, realizada um ano antes, e, portanto, sabia que, pelas regras deste edital, estava impedida de ganhar novos lotes."

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

TRANSPORTES NO RIO - @metro_rio Passageiros passam sufoco em metrô lotado

Passageiros passam sufoco em metrô lotado
 
Foto: Leitor Damião Augusto Campos
Foto: Leitor Damião Augusto Campos
Rio  - A superlotação do metrô “está se tornando inviável”, reclama Damião Augusto Campos, que registrou o sufoco que passa no meio de transporte. “É uma loucura ver vigilantes empurrando o povo para dentro como se estivessem enlatando sardinha. Precisamos acabar com essa vergonha”.



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Metrô do Rio levará nova multa por atraso de trens chineses

16.09.11 às 01h27

Prevista inicialmente para agosto do ano passado, circulação das composições só vai ocorrer em março de 2013. Empresa atribui demora a tsunami no Japão

POR MARIA LUISA BARROS

Rio - A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp) deverá multar pela segunda vez a concessionária Metrô Rio, em pelo menos R$ 374 mil, por novo atraso na entrega dos trens importados da China. A demora descumpre o 6º termo aditivo do contrato de concessão, assinado em dezembro de 2007 entre a empresa e o governo do estado, que previa a circulação das composições em agosto do ano passado.

De acordo com o Metrô Rio, as 19 composições estarão circulando até março de 2013. O primeiro trem, que chegaria em dezembro, será entregue em fevereiro do ano que vem, como noticiou ontem a coluna ‘Informe do DIA’, mas terá de passar por testes antes de entrar em operação em julho. A previsão é de que pelo menos seis trens circulem até setembro.

 
Em maio, a Agetransp aplicou multa de R$ 374 mil ao Metrô por atraso dos trens. A empresa entrou com recurso. Agora, o órgão aguarda comunicado oficial do governo para tomar providências. A Secretaria Estadual de Transportes cobrou explicações sobre o novo atraso e informou que exigirá nova multa. A concessionária disse que o Tsunami no Japão, em março, retardou a entrega de peças eletrônicas à fábrica na China. Os trens vão circular na Linha 2

sábado, 8 de maio de 2010

CASO ALSTON - Procurador suíço acusa banqueiro


   
AE - Agência Estado

Pela primeira vez em sete anos de investigação, o Ministério Público da Suíça acusa formalmente um suspeito de ter mediado o pagamento de supostas propinas da empresa Alstom para garantir contratos públicos no Brasil, além de licitações em outros países emergentes.
O suspeito é o banqueiro suíço Oskar Holenweger, acusado formalmente por lavagem de dinheiro e por administrar recursos provenientes de corrupção de um "grupo industrial francês". O tribunal de Bellinzona, na Suíça, confirmou ontem que a acusação anunciada se refere a pagamentos da Alstom. O banqueiro agora terá de responder às acusações perante a Justiça.
O Ministério Público confirmou que as investigações mostraram relações do caso com o Brasil. Os suíços já haviam bloqueado contas em nome de 19 brasileiros por serem suspeitos de envolvimento com propinas da Alstom. Em São Paulo, a suspeita está relacionada com os contratos do Metrô.
A Alston nega qualquer envolvimento em atos ilegais e diz estar colaborado com todas as investigações. As suspeitas são de que a gigante do setor de energia pagou propina a funcionários públicos do Brasil, da Venezuela, da Ásia e da África entre 1995 e 2003 para garantir contratos.
Na acusação apresentada ontem, o banqueiro seria responsável por desviar 6,4 milhões de euros, segundo o procurador federal Lienhard Ochsner. O banqueiro nega as acusações. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

CASO ALSTOM - Brasil pedirá quebra de sigilos do caso Alstom no exterior




 
Deu na Folha de S. Paulo

Brasil pedirá quebra de sigilos do caso Alstom no exterior

Solicitação para França e Suíça inclui 19 pessoas e empresas suspeitas de receber propina
Conselheiro do TCE e irmão do presidente do Metrô de SP, que negam ter conta fora do país, estão em lista do Ministério da Justiça

De Mario Cesar Carvalho:

O Ministério da Justiça vai encaminhar nos próximos dias à Suíça e à França pedidos de quebra do sigilo bancário de 19 pessoas e empresas suspeitas de ter recebido propina da Alstom para que a multinacional francesa vencesse concorrências do governo de São Paulo.
Entre os nomes que constam do pedido estão os de Robson Marinho, conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), e o do engenheiro Jorge Fagali Neto, irmão do presidente do Metrô.
Marinho foi chefe da Casa Civil no início do governo de Mário Covas (PSDB), entre 1995 e 1997, quando o então governador, que morreu em 2001, o indicou para o TCE.
A Suíça bloqueou contas atribuídas a Marinho e a Fagali Neto, como a Folha revelou em junho e agosto do ano passado.
Ambos negam ter contas bancárias fora do país. Marinho disse ontem à Folha em entrevista por telefone: "Pode quebrar o sigilo que quiser. Não há contas na Suíça nem na França em meu nome".
O empresário Sabino Indelicato, que foi secretário de Obras quando Robson Marinho foi prefeito de São José dos Campos, também aparece na lista de pedido de quebra de sigilo.
Os investigadores suíços suspeitam que uma empresa de Indelicato, a Acqua Lux, recebeu recursos da Alstom sem prestar os serviços citados no contrato.
Também está na lista o executivo francês Jean-Pierre Courtadon, que ajudou a Alstom a ativar um contrato de R$ 98 milhões com a Eletropaulo em 1998.
Assinante do jornal leia mais em Brasil pedirá quebra de sigilos do caso Alstom no exterior


 

sexta-feira, 9 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/GOVERJ/METRÔ - Metrô e MP: acordo garante melhorias


Bilheterias ficarão fechadas quando a estação estiver superlotada

POR CRISTINE GERK

Rio - A Metrô Rio se comprometeu com o Ministério Público a adotar uma série de medidas para melhorar os serviços prestados aos seus usuários. O acordo foi resultado da Ação Civil Pública ajuizada em fevereiro por causa de problemas como superlotação de composições, atrasos, panes técnicas e calor dentro dos trens. Para o descumprimento de cada item do acordo, foi estipulada uma multa diária de R$ 10 mil, que já está valendo desde terça-feira.
Pelo Termo de Ajustamento de Conduta assinado pelo promotor de justiça do MP Carlos Andresano Moreira, pelo presidente da empresa Concessão Metroviária do Rio de Janeiro S.A. (Opportrans), José Gustavo de Souza Costa, e pelo diretor de relações institucionais, Joubert Fortes Flores Filho, a empresa se compromete a informar quando a lotação estiver esgotada por avisos sonoros e/ou visuais próximos à bilheteria e a interromper a venda de passagens até que se dê vazão ao número de usuários nas estações.

REVISÃO
Caberá à empresa, ainda, executar programa de revisão do sistema de ar condicionado de toda a frota, garantir a manutenção de suas composições, que devem estar em quantidade suficiente à prestação das atividades. Qualquer trem que precise de reparos deve ser retirado de circulação imediatamente.

A Metrô Rio deverá informar quaisquer atrasos ocorridos, bem como seus motivos, nas composições e estações, fornecendo uma previsão mínima para o restabelecimento do serviço. A estação Cidade Nova deve estar finalizada em até 12 meses. A concessionária vai depositar ainda R$ 1 milhão por um período de dois anos, para a reparação de danos materiais e morais causados aos usuários. Em nota, a Metrô Rio informou que está cumprindo todos os itens do termo, mas não respondeu sobre composições passíveis de sair de circulação.
Conforme O DIA noticiou em 23 de fevereiro, o promotor Andresano pedia a suspensão da circulação da Linha 1A, pois há risco de colisão na ligação em “Y”, encontro das linhas que vêm da Pavuna e da Tijuca no sentido Zona Sul. A suspensão da conexão direta Pavuna-Botafogo foi descartada, pois a volta da baldeação causaria mais prejuízo a clientes.


 


 

terça-feira, 6 de abril de 2010

INTERNACIONAL/BRUXELAS - Vídeo mostra jovem sendo jogado em trilho de metrô (veja)


da BBC Brasil
Um vídeo que foi colocado no site YouTube mostra um jovem sendo violentamente agredido na estação de metrô de Porte de Namur, na capital belga, Bruxelas.
O vídeo mostra um grupo de três jovens dando socos e chutando um outro jovem, que depois é atirado do segundo andar da estação, caindo no trilho do metrô. Passageiros que estavam no local retiraram o jovem do trilho.
O ataque aconteceu no dia 1º de janeiro, e foi filmado por câmeras do circuito interno do metrô.
Mais de três meses depois, a vítima permanece em estado grave.
A polícia belga está pedindo para que testemunhas do ataque entrem em contato

 




 

segunda-feira, 5 de abril de 2010

DENÚNCIA - Contratos de publicidade do Metrô são alvo do TCE


Parecer da área técnica recomenda anulação de parceria com agências de Duda e Nizan
Técnicos afirmam que não houve detalhamento para justificar os gastos; Metrô, que já pagou R$ 63 mi, diz que não há irregularidades

A área técnica do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo concluiu que dois contratos assinados pelo Metrô em 2008 com agências de publicidade de Duda Mendonça e Nizan Guanaes, dois dos principais marqueteiros do país, são irregulares e devem ser anulados.
O Metrô já pagou R$ 63 milhões às agências e nega que tenha havido ilegalidades.
A recomendação consta de processos administrativos em tramitação no TCE, aos quais a Folha teve acesso. Eles estão sob a relatoria do conselheiro Renato Martins Costa, ainda sem previsão de julgamento.
Neles, a 2ª Diretoria de Fiscalização e a Assessoria Técnica Jurídica do TCE concluíram "pela nulidade da licitação e do contrato" após constatarem irregularidades na concorrência.
Baianos, Duda e Nizan já chefiaram o marketing das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e José Serra, respectivamente, em 2002. Duda Mendonça é réu no processo do mensalão, acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Os contratos foram assinados em outubro de 2008 com a Duda Mendonça & Associados Propaganda Ltda (R$ 14 milhões) e com a 3P Comunicações Ltda (hoje MPM Propaganda Ltda, por R$ 11 milhões), mas foram renovados duas vezes desde então. Expiram no fim do mês, mas podem ser prorrogados novamente.
 


 

segunda-feira, 29 de março de 2010

INTERNACIONAL/RÚSSIA - Duas mulheres suicidas causaram as explosões no metrô de Moscou


da Efe
da Folha Online
Mulheres terroristas suicidas realizaram hoje os atentados com bomba em duas estações centrais do metrô de Moscou, informou o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia.
"Ambas as explosões, segundo dados preliminares, foram obra de mulheres suicidas", informou o FSB em comunicado citado pela agência Interfax.
Segundo outras fontes, as equipes de resgate encontraram os restos das duas terroristas que causaram as explosões que deixaram mais de 30 mortos nas estações de Lubyanka e Park Kultury.
Pelo menos 34 pessoas morreram e 26 ficaram feridas hoje em dois atentados com bomba perpetrados contra o metrô de Moscou, segundo os dados preliminares divulgados pelos ministérios do Interior e de Emergências da Rússia.
A primeira explosão, que aconteceu pouco antes das 8h da manhã (horário local) no horário do rush da estação Lubyanka, causou a morte de, pelo menos, 22 pessoas e 11 feridos.
"As explosões ocorreram quando os vagões se encontravam nas estações do metrô. Morreram alguns passageiros no vagão e outros na plataforma", assinalou uma porta-voz do Ministério de Emergência à televisão russa.
Na praça Lubyanka fica a sede do Serviço Federal de Segurança (antiga KGB).
A segunda explosão, que aconteceu por volta das 8h40 na estação Park Kultury deixou 12 mortos e 15 feridos.
Segundo a Promotoria russa, os atentados podem ter sido causados por terroristas suicidas.
O diretor do FSB, Aleksander Bortnikov, informou ao presidente russo, Dmitri Medvedev, sobre as explosões e as medidas que se adotaram para ajudar os feridos.
As linhas do metrô onde aconteceram as explosões foram fechadas, o que provocou caos e pânico entre os passageiros.
O tráfico foi interrompido em várias regiões do centro da capital russa e as linhas telefônicas também foram colapsadas.
Segundo o "The New York Times", o país foi alvo de ataques de grupos separatistas da Chechênia no início da década e as autoridades temem que a explosão de hoje seja um retorno desses ataques.

 


 

quarta-feira, 24 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/GOVERJ/TRANSPORTES - Metrô Rio ainda não tem previsão para implantação do Rio Card

Empresa aguarda aprovação da Fetranspor para que sistema seja colocado em prática

Rio - O Metrô Rio informou, nesta quarta-feira, que ainda não definiu se os usuários do Rio Card poderão ser beneficiados pela promoção nas viagens iniciadas entre 5h e 6h nas nas linhas 1 e 2 e nos ônibus do metrô na Superfície.
A empresa já fez o pedido à Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), mas ainda aguarda a aprovação do órgão para decidir quando a mudança e implantação do serviço poderá ser feito - os cartões ainda precisam ser validados.
"O Metrô Rio já solicitou à Fetranspor a inclusão do Vale Transporte Eletrônico na promoção das 5h às 6h da manhã para embarque nas linhas 1 e 2 do metrô e nos ônibus Metrô Na Superfície, uma vez que esta medida depende de providências da federação para ajustes no sistema de validação dos cartões eletrônicos", informou o Metrô Rio em nota.


 

 

terça-feira, 23 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/GOVERJ/METRÔ - Cerca de 2 mil pessoas aproveitam desconto do metrô pela manhã



Começou a valer, nesta segunda-feira, o desconto nas passagens do metrô, entre 5h e 6h da manhã. O objetivo é reduzir a lotação no horário de rush.
Quem acordou de madrugada e pegou metrô, pagou quase a metade no valor da passagem. Em vez de R$ 2,80, pagou R$ 1,50. “Vale a pena acordar mais cedo. Vou economizar muito em uma semana”, ressaltou a secretária Adriana Ribeiro. A economia pode chegar a R$ 6,50 em cinco dias.

Além disso, entre 5h e 6h, os trens do metrô circulam com menos gente. Desde a inauguração da ligação Pavuna-Botafogo, em dezembro de 2009, os usuários têm enfrentado trens mais cheios. O desconto é justamente para diminuir o problema da superlotação no horário de pico entre 6h30 e 8h30.


Só nesta segunda-feira, pelo menos 2 mil pessoas mudaram a rotina e pagaram menos. “Para pegar o vagão menos cheio vale a pena, porque está terrível andar no metrô”, observou a comerciante Daniele Lima.

A Secretaria Estadual de Transportes espera que o número de usuários no horário do desconto dobre, chegando a 10 mil passageiros. “A gente sabe que a solução mesmo só virá quando chegarem os novos 114 carros do metrô, que começarão a chegar a partir de 2010, até meados do ano”, afirmou o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes.

“Eu vou acordar mais cedo. Vamos fazer uma pesquisa para avaliar”, finalizou a operadora de telemarketing, Tânia Cristina dos Santos.

A concessionária que opera o metrô não confirmou os prazos dados pelo secretário estadual de Transporte para a entrega dos novos trens.