Rio - A composição da Supervia precisa urgente seguir para reparo.
Foto: Leitora Cintia Guimarães Ferreira
Na segunda-feira, não resistiu a um temporal e os passageiros tiveram que abrir os guarda-chuvas dentro do trem para evitar um banho, como mostra a foto de Cintia Guimarães Ferreira.
Plataforma da estação Madureira fica lotada após problema em trem na manhã desta terça-feira
Foto do leitor Alexandre Reis / Eu-repórter
RIO - Os cariocas precisaram redobrar a paciência na ida para o trabalho na manhã desta terça-feira. Problemas em composições de trem e metrô provocaram atrasos e obrigaram passageiros a andar pelos trilhos e a enfrentar plataformas lotadas, além de um longo tempo de espera, como relatam leitores ao Eu-repórter.
Em Madureira, o leitor Alexandre Reis resumiu sua situação enquanto esperava o trem na estação lotada: “SuperVia é sofrer na via”. Já em Inhaúma, o leitor Rafael Denucci aguardou por mais de dez minutos pela chegada do metrô. No período, apenas uma composição fora de serviço passou pela estação da Linha 2, segundo ele. O intervalo regular no metrô é de cerca de seis minutos entre um trem e outro.
O atraso nos horários da SuperVia ocorreu por conta de uma pane em um trem do ramal Japeri, na altura da estação Madureira. Passageiros foram obrigados a descer da composição e caminhar sobre os trilhos. De acordo com a concessionária, o problema foi resolvido e os trens circulam nos horários regulares.
Já no metrô, a falha na porta de um dos vagões impediu a saída de uma composição da estação Irajá, acarretando em atrasos por toda a Linha 2. Como os passageiros tiveram que descer da composição, a estação ficou superlotada. A concessionária Metrô Rio afirma que os horários foram normalizados.
SuperVia investiga denúncia de agressão em vagão para mulheres
Homens teriam socado e ameaçado passageiras com arma após serem impedidos de embarcar
. Bernardo Moura, com a leitora Michelly D’Ávila
Homens são flagrados dentro de vagão exclusivo para mulheres na estação de Madureira
Foto da leitora Michelly D’Ávila
RIO - Sete anos após entrar em vigor, a lei que destina vagões exclusivos às mulheres em trens e metrôs do Rio é cada vez mais desrespeitada. A SuperVia investiga um incidente ocorrido na manhã desta sexta-feira em que uma mulher teria sido agredida e outra ameaçada com uma arma após tentarem impedir que homens invadissem o vagão feminino na estação Madureira. De acordo com a leitora Michelli D’Ávila, o incidente teria ocorrido por volta das 7h da manhã em um trem que saiu de Bangu com destino à Central do Brasil.
“O vagão feminino, que, especificamente nesse horário tem mulheres lutando por direito e respeito, sofreu um ataque. Uma senhora levou um soco no rosto e uma outra, que tentava argumentar seus direitos, foi ameaçada com uma arma por um menor”, afirma a leitora.
A leitora relata ainda que pediu ajuda a um segurança da SuperVia, mas que teria sido orientada a procurar a Polícia Militar. Michelli afirma que o destrato com as mulheres que esperam pelo vagão exclusivo é diário: “As mulheres precisam de mais segurança e precisam de alguém que se responsabilize de impedir os homens dentro do vagão. É uma lei”.
A SuperVia afirma que busca cumprir a lei estadual 4.733/06, mas que a medida não garante a retirada de homens de dentro do vagão. Equipes de orientadores e uma nova sinalização nas composições auxiliam na conscientização dos usuários de trens, de acordo com a concessionária. A empresa ressaltou ainda que os seguranças das estações são treinados para auxiliar os passageiros e conter confusões.
O desrespeito à lei, sancionada em 2006, se estende também ao metrô. Na última semana, duas leitoras enviaram fotos ao Eu-repórter de homens acomodados nos vagões femininos em composições das linhas 1 e 2. A lei prevê a destinação de um vagão somente para mulheres entre as 6h e 9h da manhã e das 17h às 20h, de segunda a sexta-feira.
Oficial da Baixada seria líder do bando que vende cartões no mercado negro e ameaça funcionários das concessionárias. Após denúncia de O DIA, Polícia Civil abre inquérito
POR Alessandra Horto
Rio - Milícia formada por PMs de batalhão da Baixada Fluminense é suspeita de comandar uma das principais quadrilhas de venda de bilhetes da integração metrô-trem desviados. O grupo, que seria liderado por oficial da PM, controla a maioria dos pontos de comercialização do tíquete. A gangue também é apontada como responsável pelas ameaças feitas a funcionários e até executivos das concessionárias MetrôRio e SuperVia.
Vídeo flaga ação de cambistas em estações
Ontem, após O DIA denunciar a disputa por mercado negro que movimenta mais de R$ 1,44 milhão por mês e frauda 40 mil dos 70 mil bilhetes de integração vendidos por dia, a Polícia Civil abriu inquérito. Agentes da Delegacia de Defesa do Consumidor terão apoio de unidades distritais para prender o bando.
Assustado, funcionário do alto escalão de uma das concessionárias revela detalhes das ameaças feitas pela quadrilha. Algumas são direcionadas à família dos trabalhadores. “Eles mandam recados dizendo que se acabarmos com o esquema deles, que nossos filhos terão que mudar de escola, que nos caçarão por toda a parte”, conta.
Preocupada, a SuperVia reforçou a segurança nas estações. Policiais à paisana têm circulado em meio aos passageiros, atentos a qualquer movimentação suspeita que possa oferecer risco a funcionários, usuários ou empresa. Recentemente, acordo assinado entre a concessionária e a Secretaria de Segurança Pública permite esse serviço.
A SuperVia informou que encaminhou ofício à Secretaria Estadual de Transportes comunicando o fato e pedindo providências. O secretário Júlio Lopes, no entanto, não quis falar sobre o problema. Em nota, a Metrô Rio também disse que comenta o assunto.
Esquema rende lucro de R$ 1,44 milhão por mês
A rentabilidade do mercado negro de bilhetes da integração metrô-trem está alimentando uma guerra entre quadrilhas. Conforme O DIA mostrou ontem, a disputa pelo controle dos pontos de venda dos tíquetes nas estações já provocou até mortes.
Vendido por R$ 4,20 nas bilheterias da SuperVia e do metrô, o benefício que dá direito a embarque nos dois modais está sendo fraudado por cambistas que agem a serviço das quadrilhas.
De posse dos dois cartões — necessários para garantir embarque nos dois sistemas — eles os revendem separadamente por R$ 2,90 (trem) e R$ 3,10 (metrô), valor integral das passagens. O lucro obtido é de R$ 1,80 por venda, já que a soma dos dois valores dá R$ 6.
Estimativas das concessionárias mostram que o negócio rende R$ 1,44 milhão por mês. Tanto prejuízo levou ao fim do benefício que será substituído pelo Bilhete Único. Com isso, o preço da viagem completa passará de R$ 4,20 para R$ 4,95 a partir de segunda-feira.
Manhã de tumulto em estações da SuperVia: passageiros ocupam trilhos, andam pendurados nos trens e promovem quebra-quebra
Tumulto na Central do Brasil Foto: Gabriel de Paiva
Por Ana Carolina Torres
A manhã desta quinta-feira está sendo de muito tumulto para usuários da SuperVia. Por volta das 7h10m, um trem parou na Estação de Sampaio e passageiros ocuparam a linha férrea. Com isso, foi impedida a circulação dos ramais Deodoro, Japeri e Santa Cruz. A concessionária decidiu, também, fechar as estações do Méier, do Engenho Novo, de Sampaio e do Riachuelo, por medida de segurança. Na Central do Brasil, passageiros revoltados promovem um quebra-quebra. Uma banca de jornal e guichês teriam sido destruídos. Equipes do Batalhão de Choque estão no local, segundo passageiros.
- Está um tumulto generalizado aqui - disse o supervisor Douglas de Assis, de 24 anos.
Confusão na estação de Sampaio
Foto: Márcia Foletto
Teria havido depredação também no Engenho Novo: quatro composições teriam sido atingidas por pedradas. Na Estação de Deodoro, segundo passageiros, os trens estão parados. A circulação só ocorre na via auxiliar e, de acordo com os usuários, as composições circulam com as portas abertas. Algumas pessoas subiram nos trens e andaram pendurados.
- É um desrespeito o que acontece com os passageiros. Fiquei mais de uma hora trancado num trem parado em Sampaio sem que a SuperVia desse qualquer explicação. Por isso o povo se revoltou - disse Alan Magalhães, de 34 anos.
Por causa do fechamento da Estação de Deodoro, os pontos de ônibus ficaram lotados e os coletivos circulam muito cheios.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Agetransp informou que soube do problema em Sampaio, enviou fiscais ao local e e instaurou processo para apurar os motivos do incidente.
Leia também a íntegra da nota da SuperVia:
“A SuperVia informa que, por volta das 7h10 de hoje (09/02), identificou problema operacional em trem que seguia de Queimados para a Central do Brasil e não pode continuar sua viagem. O trem parou próximo à estação Sampaio (ramal Deodoro) e os clientes precisaram desembarcar na linha, com auxílio dos agentes da concessionária. Equipe técnica está no local para reparar a composição e proceder com a liberação da via, porém, um grupo de passageiros ocupa a linha férrea, impedindo o trabalho dos funcionários e a circulação dos trens dos ramais Deodoro, Japeri e Santa Cruz. Por medida de segurança, as estações Méier, Engenho Novo, Sampaio e Riachuelo foram fechadas. Imediatamente, a SuperVia acionou o Núcleo de Polícia Ferroviária e o batalhão de polícia da área para tomar as devidas providências.”
Prevista inicialmente para agosto do ano passado, circulação das composições só vai ocorrer em março de 2013. Empresa atribui demora a tsunami no Japão
POR MARIA LUISA BARROS
Rio - A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp) deverá multar pela segunda vez a concessionária Metrô Rio, em pelo menos R$ 374 mil, por novo atraso na entrega dos trens importados da China. A demora descumpre o 6º termo aditivo do contrato de concessão, assinado em dezembro de 2007 entre a empresa e o governo do estado, que previa a circulação das composições em agosto do ano passado.
De acordo com o Metrô Rio, as 19 composições estarão circulando até março de 2013. O primeiro trem, que chegaria em dezembro, será entregue em fevereiro do ano que vem, como noticiou ontem a coluna ‘Informe do DIA’, mas terá de passar por testes antes de entrar em operação em julho. A previsão é de que pelo menos seis trens circulem até setembro.
Em maio, a Agetransp aplicou multa de R$ 374 mil ao Metrô por atraso dos trens. A empresa entrou com recurso. Agora, o órgão aguarda comunicado oficial do governo para tomar providências. A Secretaria Estadual de Transportes cobrou explicações sobre o novo atraso e informou que exigirá nova multa. A concessionária disse que o Tsunami no Japão, em março, retardou a entrega de peças eletrônicas à fábrica na China. Os trens vão circular na Linha 2
O quebra-quebra aconteceu às 7h de ontem (25), depois que dois trens enguiçaram e a plataforma ficou lotada. Segundo a SuperVia, cerca de duas mil pessoas estavam na estação.
Todos os ramais de trens funcionam normalmente na manhã desta sexta-feira (26). No de Saracuruna, onde houve confusão ontem, o intervalo é de 30 minutos e, no ramal de Gramacho, o intervalo é de dez minutos, por volta das 6h30.
A SuperVia informou que vai registrar queixa na delegacia, hoje, contra os passageiros que participaram de atos de vandalismo ontem na estação de Saracuruna. Veja em vídeo os depoimentos de passageiros.
Passageiros chegaram a colocar fogo em um dos vagões, como mostram imagens feitas pela câmera de um telefone celular. A estação ficou com muita fumaça. A bilheteria foi invadida e teve o teto destruído. No meio da confusão, um homem levou um ventilador. O cenário era de destruição. Placas de sinalização derrubadas, janelas e lâmpadas arrancadas, cadeiras nos trilhos, documentos da SuperVia espalhados por toda parte.
À tarde, representantes do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) fizeram uma vistoria na estação. “Nós entendemos que, se a manutenção fosse bem feita, não poderia ter acontecido o que aconteceu hoje na estação”, disse o vice-presidente do Crea, Luiz Antônio Cosenza.
“Nós temos uma pontualidade de 90%, transportando 500 mil passageiros por dia. Então, existem sim atrasos, a gente pede desculpas aos passageiros, um pouco mais de passageiros. A frota está em processo de renovação. Já foram adquiridos 30 novos trens que vão começar a chegar a partir 2011. A gente está melhorando gradativamente. Esses 90% ainda não é o edial que a gente gostaria, mas é o malhor índice que a ferrovia já atingiu”, disse o diretor de marketing da SuperVia, José Carlos Leitão.
Segundo a Polícia Militar, um homem foi preso durante o tumulto, quando tentava roubar dinheiro da bilheteria. A SuperVia informou que ainda está avaliando o tamanho do prejuízo.
O deputado estadual Alessandro Molon, autor do relatório da CPI da SuperVia, participou da vistoria e disse que uma das composições estava fora do nível da plataforma. Segundo Molon, as pessoas reclamaram de superlotação, intervalos irregulares e atrasos. Ele deve entregar um relatório, hoje de manhã, ao Ministério Público estadual e quer a cobrança imediata de uma multa de R$ 100 mil por dia, pela má qualidade do serviço da SuperVia.
O Bom Dia ouviu um dos diretores da SuperVia na reportagem. Mas as críticas do deputado Alessandro Molon à SuperVia foram feitas depois. Mesmo assim, o jornal tentou falar novamente com um representante da empresa para falar sobre o assunto, mas ele não foi encontrado.
A audiência da Agetransp, que acontece hoje (23), vai julgar esse caso ocorrido em Madureira e decidir sobre um aumento na tarifa dos trens. Conselheiro pediu vistas de processo contra o metrô.
No início da tarde de hoje, acontece uma audiência da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Rio de Janeiro (Agetransp) - a agência que fiscaliza o metrô e a SuperVia. Era esperado que a Agetransp iria tomar uma medida para forçar soluções para o metrô. O relator do processo já tinha pedido 0,5% de multa sobre o faturamento do metrô e tinha dado dez dias para a solução dos problemas, mas o último conselheiro e pediu vistas do processo.
O processo do “trem da chibata” também foi analisado. Na estação de Madureira, um dos seguranças da estação chegou a agredir os passageiros. E saiu a punição para a Supervia: multa de 0,05% do faturamento anual da empresa de 2008.
A audiência vai decidir também sobre um aumento na tarifa dos trens.