Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 20 de abril de 2012

TCE - Diz que Cabral e Beltrame compram aeronaves do mesmo tipo a preços diferentes


Dois helicópteros do mesmo modelo, comprados pela Secretaria Estadual de Segurança do Rio de Janeiro por preços diferentes (o segundo custou quase US$ 2,7 milhões a mais que o primeiro), gerou um questionamento do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) à Pasta.

Nesta quinta-feira, a Secretaria afirmou que a primeira aeronave foi comprada para a Polícia Civil em dezembro de 2007 e custou US$ 4.281.300, enquanto a segunda, adquirido em julho de 2010 para a Polícia Militar, custou US$ 6.965.000. O modelo é o Huey II, da empresa norte-americana Bell.


BELTAME EXPLICOU QUE
Segundo a Pasta, a diferença se justifica por três motivos: o tempo decorrido entre as compras, o fato de a primeira aeronave ter sido vendida a preço promocional por se tratar da primeira daquele modelo vendida no Brasil e os 27 equipamentos instalados no segundo helicóptero. A aeronave da PM dispõe de reforço na blindagem, equipamentos de visão noturna, kit rappel, gancho de carga e sistema de combate a incêndios, entre outros itens. Após receber as alegações da Secretaria de Segurança, o TCE-RJ ainda não se manifestou sobre o caso.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

CACHOEIRODUTO - Grupo de Cachoeira agiu em esquemas ilegais que movimentaram R$ 400 mi

Investigações da PF e do MPF identificaram participação da organização do contraventor Carlos Augusto Ramos em intensa atividade no entorno de Brasília, nos últimos seis anos, explorando jogos de azar e lavagem de dinheiro
Alana Rizzo / BRASÍLIA - O Estado de S. Paulo
Investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) mostram que o grupo de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, participou de esquemas ilegais que, juntos, movimentaram pelo menos R$ 400 milhões nos últimos seis anos. Entre os supostos crimes praticados estão contrabando, exploração de jogos de azar, corrupção e lavagem de dinheiro.

Veja também:
Valores envolvidos em esquema de Carlinhos Cachoeira podem ser ainda maiores, avalia PF
ESPECIAL: CPI do Cachoeira
Agnelo descarta renúncia: 'não tenho culpa no cartório'
Esquema tinha rede de empresas de fachada


A organização criminosa atuava num raio de até 200 quilômetros do Palácio do Planalto, tendo como área de maior influência o chamado Entorno do DF. Era nesse território, com quase dois milhões de habitantes e baixo índice de desenvolvimento humano, que Cachoeira cooptava servidores públicos e policiais para atuarem como "soldados" da máfia dos caça-níqueis.

Planilhas de contabilidade apreendidas pela PF na operação Monte Carlo, a mais recente envolvendo a organização criminosa, apontam que as casas de bingo do Entorno rendiam ao grupo até R$ 346 mil por mês, chegando a R$ 2 milhões em oito meses. Os cassinos de Valparaíso (GO), segundo as investigações, eram os mais rentáveis. Na cidade, o grupo contava inclusive com o apoio de um funcionário no Fórum. Em Águas Lindas de Goiás, o sistema via web do bando registrou lucro bruto de R$ 86,6 mil no mês de fevereiro. A PF teve acesso aos dados depois de grampear integrantes do grupo e conseguir a senha do site.

Ao melhor estilo da máfia italiana, os integrantes do grupo destinavam parte de seus lucros para a "assistência social", como era chamado o pagamento da propina. Os valores eram lançados na contabilidade, juntamente com o serviço técnico de reparos das máquinas, aluguéis e telefones. Em Águas Lindas, por exemplo, foram reservados no mês de julho R$ 12,6 mil para a rubrica. Em Santo Antônio do Descoberto, os valores variavam entre R$ 1 mil e R$ 2 mil mensais, taxa semelhante à que era paga em Cristalina. Os pagamentos variavam segundo a hierarquia do "soldado" .

"Apenas a título de exemplo, policiais militares de baixa patente recebem em média R$ 200,00 por dia trabalhado na segurança/ronda de cassino, ou trabalham dentro das casas, à paisana ou realizando ronda velada ou usando a própria viatura da policial militar. Os oficiais PMs recebem propinas rotineiras, cujo valor varia de acordo com sua posição hierárquica dentro da instituição e a função desempenhada, seja política, junto ao comando geral em Goiânia, seja nos comandos regionais", destaca o inquérito.

O negócio de Cachoeira era mantido às custas do vício de jogadores e de adulterações nas máquinas para que elas gerassem mais lucro.

Concorrência. Todas essas operações eram controladas de perto por integrantes do grupo, que atuavam para acabar com qualquer concorrência no mercado ilegal.

No início deste ano, homens de Cachoeira tentaram subornar policiais em troca de informações sobre concorrentes e equipamentos apreendidos.

Otoni Olímpio Júnior e Raimundo Washington de Sousa queriam pagar R$ 25 mil aos agentes e ainda garantir um "mensalzinho" pelas facilidades. Os denunciados fazem parte da família Queiroga, parceira de Cachoeira nos negócios do Entorno.

‘Parceiro’. Empresário de Brasília, José Olímpio Queiroga Neto atua, segundo as investigações, no comércio ilegal de jogos de azar e na lavagem de dinheiro. Há 17 anos o Entorno pertenceria a Carlinhos Cachoeira e Olímpio atuaria em parceria com ele e Lenine Araújo de Souza, segundo homem na escala hierárquica do grupo criminoso.

Os grampos mostram que o empresário poderia operar com exclusividade na área e escolher demais parceiros.




quarta-feira, 28 de março de 2012

ASSALTO E MORTE NO RIO - Cabo da PM foi assassinado. Foi o Terceito assalto à hospitais da região

Agentes da Divisão de Homicídios em frente ao hospital
Foto: O Globo / Fernando Quevedo
Athos Moura - O Globo

Um cabo da Polícia Militar foi assassinado a tiros durante um assalto, no final da noite desta terça-feira, num hospital particular no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio. Por volta das 23h30m, Luiz Cláudio de Souza Menezes, de 42 anos, foi atingido por tiros de pistola - um deles acertou sua cabeça - após um bandido o ter rendido e pedido o seu cordão. O criminoso viu a arma do policial e, apesar de ele ter entregado a joia e não ter reagido, o bandido atirou contra o militar. Em seguida fugiu de moto com um cúmplice.

O PM, que há um mês estava lotado no 27º BPM (Santa Cruz), tinha ido ao Hospital Memorial, na Rua José dos Reis, buscar sua sócia. Ambos possuíam uma loja de doces no Centro. O hospital possui uma entrada gradeada e um jardim, só em seguida o paciente tem acesso ao saguão.

Luiz Cláudio estacionou seu carro um pouco distante da entrada do hospital e seguiu a pé. O bandido o rendeu bem na porta que dá acesso ao saguão. Segundo testemunhas, quando o criminoso fez o PM levantar os braços para entregar o cordão, a arma do policial fez volume sobre a camisa e parte dela apareceu. O ladrão disparou diversas vezes.

A vítima chegou a ser levada com vida para a emergência da própria unidade de saúde, mas não resistiu. Há 16 anos na Polícia Militar, o cabo Menezes, como era conhecido, seria promovido a sargento em abril.

A investigação será conduzida pela Divisão de Homicídios. Funcionários do Hospital Memorial contaram que a unidade possui câmeras de seguranças, e que as imagens serão entregues à polícia



Fonte Extra Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/cabo-da-pm-morto-em-hospital-no-engenho-de-dentro-4432228.html#ixzz1qPhkI8dU 

sábado, 17 de março de 2012

MILÍCIAS NO RIO - Fraude da integração na mão de PMs

Oficial da Baixada seria líder do bando que vende cartões no mercado negro e ameaça funcionários das concessionárias. Após denúncia de O DIA, Polícia Civil abre inquérito

POR Alessandra Horto


Rio
- Milícia formada por PMs de batalhão da Baixada Fluminense é suspeita de comandar uma das principais quadrilhas de venda de bilhetes da integração metrô-trem desviados. O grupo, que seria liderado por oficial da PM, controla a maioria dos pontos de comercialização do tíquete. A gangue também é apontada como responsável pelas ameaças feitas a funcionários e até executivos das concessionárias MetrôRio e SuperVia.

Vídeo flaga ação de cambistas em estações


Ontem, após O DIA denunciar a disputa por mercado negro que movimenta mais de R$ 1,44 milhão por mês e frauda 40 mil dos 70 mil bilhetes de integração vendidos por dia, a Polícia Civil abriu inquérito. Agentes da Delegacia de Defesa do Consumidor terão apoio de unidades distritais para prender o bando.

Assustado, funcionário do alto escalão de uma das concessionárias revela detalhes das ameaças feitas pela quadrilha. Algumas são direcionadas à família dos trabalhadores. “Eles mandam recados dizendo que se acabarmos com o esquema deles, que nossos filhos terão que mudar de escola, que nos caçarão por toda a parte”, conta.

Preocupada, a SuperVia reforçou a segurança nas estações. Policiais à paisana têm circulado em meio aos passageiros, atentos a qualquer movimentação suspeita que possa oferecer risco a funcionários, usuários ou empresa. Recentemente, acordo assinado entre a concessionária e a Secretaria de Segurança Pública permite esse serviço.



A SuperVia informou que encaminhou ofício à Secretaria Estadual de Transportes comunicando o fato e pedindo providências. O secretário Júlio Lopes, no entanto, não quis falar sobre o problema. Em nota, a Metrô Rio também disse que comenta o assunto.

Esquema rende lucro de R$ 1,44 milhão por mês
A rentabilidade do mercado negro de bilhetes da integração metrô-trem está alimentando uma guerra entre quadrilhas. Conforme O DIA mostrou ontem, a disputa pelo controle dos pontos de venda dos tíquetes nas estações já provocou até mortes.

Vendido por R$ 4,20 nas bilheterias da SuperVia e do metrô, o benefício que dá direito a embarque nos dois modais está sendo fraudado por cambistas que agem a serviço das quadrilhas.

De posse dos dois cartões — necessários para garantir embarque nos dois sistemas — eles os revendem separadamente por R$ 2,90 (trem) e R$ 3,10 (metrô), valor integral das passagens. O lucro obtido é de R$ 1,80 por venda, já que a soma dos dois valores dá R$ 6.

Estimativas das concessionárias mostram que o negócio rende R$ 1,44 milhão por mês. Tanto prejuízo levou ao fim do benefício que será substituído pelo Bilhete Único. Com isso, o preço da viagem completa passará de R$ 4,20 para R$ 4,95 a partir de segunda-feira.


Fonte O Dia     

sexta-feira, 16 de março de 2012

ASSALTO NO RIO - Dois médicos são assaltados dentro do Hospital do Andaraí. ( @minsaude )

É o segundo assalto em hospital na região da Grande Tijuca em dois dias
Athos Moura


RIO - Dois médicos residentes foram assaltados, na noite desta quinta-feira, dentro do Hospital Federal do Andaraí enquanto davam plantão. Segundo a Polícia Militar, as vítimas do roubo contaram que um homem foi até a sala dos médicos, por volta das 21h30m. Armado com um revólver, anunciou o assalto. O ladrão levou pertences pessoais como relógios, cartões e dinheiro. Em seguida, fugiu.

Os médicos optaram por não registrar o crime enquanto o seu expediente não terminasse. A dupla de residentes informou aos policiais que comparecerá à delegacia de Vila Isabel na manhã desta sexta-feira.

Esse é o segundo assalto em hospital na região da Grande Tijuca na mesma semana. Na última terça-feira, um homem armado invadiu o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, no Maracanã, rendeu quatro médicos e roubou notebooks, celulares e carteiras. A polícia foi acionada, mas não conseguiu encontrar o criminoso. Os médicos foram trancados no banheiro e só foram liberados 20 minutos depois, ao conseguirem contato com outros funcionários. Quando os quatro profissionais foram socorridos, o assaltante já tinha fugido.

— Para nos amedrontar, ele dizia que tinha dois comparsas nos corredores. Mas a gente não viu mais ninguém — contou uma das vítimas.



Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/dois-medicos-sao-assaltados-dentro-do-hospital-do-andarai-4325339#ixzz1pHJJeLVW

quinta-feira, 8 de março de 2012

PERSEGUIÇÃO E PUNIÇÃO NO RIO - Após greve da PM, 13% dos policiais do Bope foram transferidos para outros batalhões

Por Herculano Barreto Filho
Policial do Bope em treinamento no Cristo Redentor: parte da tropa, preparada para ações de alta complexidade, foi mandada para batalhões comunsFoto: Wania Corredo / Extra / 28.9.2006

Em apenas 22 dias, o efetivo do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tropa de elite da PM, emagreceu quase 13%. Na ressaca após a greve das polícias, pelo menos 51 caveiras — que passam por vários cursos de treinamento em ações de combate, tiro de precisão, escalada e resgate de reféns — foram transferidos. Vinte e dois deles, para batalhões comuns, no interior do estado. O Bope tem cerca de 400 homens, segundo o site da PM. As transferências de quatro subtenentes, 18 sargentos, 17 cabos e 12 soldados começaram a ser publicadas no Boletim Interno da corporação cinco dias após a manifestação feita por 5 mil PMs, policiais civis e bombeiros na Cinelândia,em 10 de fevereiro, iniciando a greve da polícia.

Na ocasião, o Bope foi chamado, pelo comando-geral da Polícia Militar, para reprimir a manifestação. Mas os policiais militares que estavam de plantão se negaram a cumprir a ordem.

— O Bope descumpriu a ordem porque não iria reprimir os colegas de farda. Agora, toda a equipe está sendo transferida, como forma de represália. Até o sargento mais antigo do Bope foi mandado embora — disse um PM, que preferiu não se identificar por medo de represálias.

A Polícia Militar nega que exista qualquer tipo de relação entre o episódio e a greve. Segundo a corporação, foram transferências de rotina.

As transferências foram publicadas em três boletins. Em 14 de fevereiro, 11 homens que estavam em serviço no dia da greve foram transferidos — nove deles para batalhões comuns e dois para UPPs. Dois dias depois, outros oito policiais militares deixaram a elite da corporação para trabalhar em batalhões comuns.

Transferência em massa

No boletim interno 43, de anteontem, o golpe foi ainda mais duro. Uma transferência em massa, com a publicação de 32 nomes, enviou parte da elite da corporação para unidades no interior do estado.

Ao todo, 11 policiais militares vão se deslocar 183 quilômetros para chegar ao 32 BPM (Macaé). Outros 11 homens farão um trajeto ainda maior: se afastarão 274 quilômetros da capital, para prestar serviço no 8 BPM (Campos dos Goytacazes).

Quatro caveiras foram transferidos para o BPTur, batalhão de atendimento a turistas. O Batalhão de Ação com Cães, a Diretoria Geral de Saúde e o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças também terão um caveira, cada, em seu efetivo.


Fonte Extra: http://extra.globo.com/casos-de-policia/apos-greve-da-pm-13-dos-policiais-do-bope-foram-transferidos-para-outros-batalhoes-4254424.html#ixzz1oWWP4tBR

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CORRUPÇÃO NA UPP DO RIO - Ex-Comandante enviava peixe para presentear traficante

Na bagagem, peixe para presentear traficante

Ex-comandante da UPP São Carlos diz por torpedos que trouxe pirarucu da Amazônia para chefe do tráfico de quem receberia propina e sugere morte de tenente. Está preso

POR Gabriela Moreira
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Rio - Preso há 13 dias pela Polícia Federal, o capitão PM Adjaldo Luiz Piedade Júnior, ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do São Carlos, tinha relação tão próxima com o tráfico local que, após viajar com a família para o Norte do País, em outubro, trouxe na bagagem peixe típico da Amazônia para o traficante Sandro Luis de Paula Amorim, curiosamente conhecido como Peixe. Piedade também é suspeito de tramar a morte de um tenente da Polícia Militar.
Essas informações constam em processo contra o capitão na Justiça Estadual. O presente ao traficante é mais um traço de como o comandante se misturou aos bandidos. Dias antes de o oficial ser exonerado do cargo, em outubro, Piedade trocou mensagens de texto através de telefone celular com um homem não identificado.
Foto: Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
O capitão Piedade também é acusado de planejar a morte de um tenente da PM, de acordo com investigações remetidas à Justiça | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

“Vamos ‘passar’ (matar) o tenente. Ele vai ficar igual a Eliza Samudio”, escreveu o homem ao então comandante da UPP, no dia 26 de outubro, fazendo alusão à modelo e ex-amante do goleiro Bruno de Souza, assassinada e cujo corpo jamais apareceu.
As investigações não chegaram a apontar se o tenente fora assassinado, nem qual seria o nome correto dele. Mas, de acordo com as informações remetidas à Justiça, pelo menos um policial militar teria irritado o comandante. Identificado pelas investigações como Pimentel, o PM teria provocado a ira de Piedade por ter contado ao traficante que o capitão havia perdido o cargo na UPP.
“Aquele bucha do Pimentel falou pro amigo que eu vou sair, aquele filho da (...)”, disse o comandante para um subordinado, sobre Pimentel, que também era da UPP.
Foto: Arte: O Dia
O termo ‘amigo’, segundo as investigações, era como Piedade se referia ao traficante.
Peixe e Piedade foram presos pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal. O capitão, dias antes do Carnaval, teve mandado de prisão expedido pela 11ª Vara Criminal, em decorrência da operação Boca Aberta. Um total de 19 mandados de prisão foi expedido, sendo 11 deles cumpridos até agora. Entre os presos, está outro policial militar que foi lotado no São Carlos, o soldado Alexandre Duarte César de Oliveira. Já Peixe foi preso em novembro, também pela DRE, quando tentava fugir da Rocinha, às vésperas da ocupação para instalar a UPP.

‘Bacalhau da Amazônia’ após viagem à terra natal
O pirarucu, também conhecido como bacalhau da Amazônia, que o capitão Piedade comprou para o traficante Peixe foi trazido como presente de aniversário, como mostra conversa do PM com o bandido.
“E aí, meu velho, parabéns por mais um ano de vida. O amigo tem um bom cozinheiro aí? Trouxe lá da Amazônia, Pirarucu, um peixe seco, se o amigo quiser, mando pra você experimentar”, disse o capitão ao traficante, através de mensagem de texto, após desembarcar no Rio, em 3 de novembro, dois dias após Peixe completar 36 anos.
Iguaria amazonense, o pirarucu é um dos maiores peixes da Bacia Amazônica, podendo atingir até 3 metros de comprimento. A viagem do comandante à sua terra natal ocorreu entre a última semana de outubro e a primeira de novembro. Foi neste período que o capitão perdeu o cargo, por suspeitas de corrupção.
Além de Peixe, o relacionamento do capitão Piedade e do soldado Duarte com o tráfico local se dava através do traficante Iranildo Domingos, o Nildo, foragido.
De acordo com a denúncia, Nildo monitorava as ações da PM no local e repassava informações para Peixe. Era Nildo que costumava verificar se o acordo com o capitão era cumprido.

Tentativa de ‘driblar’ bandido para ganhar última propina
O presente de Piedade para Peixe chegou numa hora em que o capitão tentava esconder do bandido que havia perdido o comando da UPP. De acordo com as investigações, o oficial temia não receber a propina daquela semana.
Sandro Luís, o Peixe; o PM Alexandre Duarte; e Iranildo Domingos | Foto: Divulgação
Sandro Luís, o Peixe; o PM Alexandre Duarte; e Iranildo Domingos | Foto: Divulgação
"Essa informação não pode vazar até segunda-feira, não antes da gente pegar a ‘prata’ (dinheiro), pelo menos de segunda quanto ao fim de semana”, ordenou o comandante a alguém de sua confiança.
Segundo as investigações, Piedade recebia R$ 15 mil por semana de traficantes para não reprimir a venda de drogas na comunidade do Estácio.
Em outra conversa sobre sua exoneração, o comandante chega a mentir para o traficante, negando que tivesse saído da UPP.
“Aquele cara disse que você pediu licença, porque está saindo de lá (da UPP)”, questionou Peixe ao comandante.
Na sequência, o oficial nega que tenha saído e diz que as informações sobre sua exoneração não passam de boatos. Procurado, o advogado do capitão não foi encontrado.

Unidades de elite reforçam o policiamento na região
Desde segunda-feira, a Polícia Militar vem reforçando o policiamento no São Carlos, que conta com UPP desde maio. Cerca de 200 homens do Bope e do Batalhão de Choque fazem incursões no complexo e em outras seis favelas vizinhas na busca de traficantes que ainda estejam escondidos no local.
Investigações mostram que traficantes originários da favela e fugiram para a Favela da Rocinha, em São Conrado, quando a UPP foi instalada no morro do Estácio, regressaram para o São Carlos, após a pacificação da favela na Zona Sul. Entre os procurados estão Thiago de Souza Cherú, o Dorei, e Edmilson Torres Martins, o Rei do Fumo.
No Carnaval, a favela voltou a sofrer com a violência, quando o traficante Marcílio Cherú de Oliveira, o Menor Cherú, foi preso. Na ação, adolescente foi morto.
Matéria exclusiva publicada por O DIA, em outubro, mostrou que outra UPP da região, a do Fallet e Fogueteiro, também sofria com maus policiais a serviço do tráfico. Segundo investigações, traficantes da favela pagavam até R$ 53 mil de propina para que policiais não reprimissem a venda de drogas no local. Na ocasião, o comandante da UPP também foi exonerado.

Fonte O Dia

MAL ATENDIMENTO NO RIO - 190 vira polêmica no Rio. Pedem informações demais

A enfermeira Sheila da Cruz acusou a atendente do serviço de perder tempo solicitando informações em excesso e dificultar atendimento
Luiz Ernesto Magalhães
RIO - Um mal-entendido no diálogo entre uma operadora do 190 (telefone de emergência da PM) e a testemunha de um assalto na manhã de terça-feira na Avenida Epitácio Pessoa, na Lagoa, virou motivo de polêmica. Em entrevista à BandNews FM, a enfermeira Sheila da Cruz acusou a atendente do serviço de perder tempo solicitando informações em excesso como precondição para enviar uma viatura ao local. A Secretaria de Segurança, que coordena o teleatendimento nos 19 municípios da Região Metropolitana, por sua vez, alega que a funcionária adotou o procedimento padrão e que a enfermeira estava nervosa ao ligar para o serviço.
Veja mais informações no infográfico

Esteja a razão com quem estiver, o fato é que o diálogo também chamou a atenção da secretaria. A gravação da conversa — que não foi divulgada para a imprensa — será usada no próximo curso de reciclagem este mês para os mais de 200 telefonistas que trabalham no serviço. Segundo o órgão, os cursos ocorrerão a cada seis meses. Os atendentes do 190 são monitorados por oficiais da PM, mas não pertencem aos quadros da corporação.

No relato de Sheila, a atendente não ficou satisfeita com a informação de que o assalto ocorrera na Avenida Epitácio Pessoa em frente à Pequena Cruzada. Também teria solicitado o endereço detalhado, bem como a placa e a cor da moto usada pelo assaltante, entre outras informações para enviar uma viatura.

— Tanta burocracia me irritou e acabei sendo ríspida. A atendente, alegando que eu estava muito nervosa, desligou na minha cara. Estava mesmo exaltada, mas esse não é o tratamento que se espera de um atendente de 190 — criticou Sheila.

A enfermeira contou que, por volta das 7h30m, ia de carro de casa para o trabalho pela Epitácio Pessoa quando parou num sinal próximo à Pequena Cruzada. À sua frente, viu que um motoqueiro se aproveitou para assaltar uma motorista.

— Ele quebrou o vidro do carona com algo que parecia uma arma e tirou alguma coisa. Quem vinha atrás buzinou para alertar. Assustada, a motorista retornou pelo canteiro. Foi quando tentei alertar o 190 — disse Sheila.

Coronel: problemas são exceções
A Secretaria de Segurança deu outra versão. Informou em nota que supervisores do 190 ouviram a gravação da conversa, junto com a operadora. A atendente foi orientada sobre cuidados para evitar confusões no entendimento da ocorrências. Mas, apesar da recomendação, o órgão alegou que, ao começar a relatar o caso no 190, a enfermeira deu a entender que se tratava apenas de um acidente de trânsito: uma ocorrência que a PM deixou de atender desde o ano passado, quando as colisões não registram vitimas.

Segundo a secretaria, ao perceber que se tratava na verdade de um assalto, a funcionária pediu informações mais detalhadas e enviou os dados para o 23 BPM (Leblon). No batalhão, a central de operação deslocou a viatura mais próxima.

— Os atendentes do 190 são orientados a solicitar o maior número possível de informações para agilizar o atendimento. É uma regra. É claro que, em alguns casos, o nervosismo dificulta a compreensão. Mas são exceções — argumentou a coronel Editi Bomfadine, coordenadora do 190.

Na versão da secretaria, Sheila informou inicialmente ao 190 que um motoqueiro tinha quebrado o vidro de um carro. A atendente pensou então que se tratava de um acidente sem vítimas e orientou a enfermeira a anotar a placa e procurar o batalhão da PM para registrar o Boletim de Acidentes (Brat) . "Porém, a solicitante achou que a atendente havia entendido o problema e estava pedindo informações descabidas para aquela situação e, que de nada adiantariam, pois o assaltante já estaria longe. A ligação foi interrompida porque a solicitante desligou o telefone, e não o contrário", informou em nota oficial.

Segundo o órgão, em quatro minutos o 23º BPM (Leblon) enviou uma viatura ao local. Logo após, o 190 recebeu mais duas ligações sobre o caso de testemunhas que deram mais detalhes mais precisos. Até o início da noite, ninguém foi preso.

A secretaria lembrou que, logo após assumir o cargo, o comandante-geral da PM, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, criou um plano de metas para reduzir o tempo de envio de viaturas pelos batalhões, a partir do momento em que os centros de operação recebem informações do 190. O tempo médio teria caído de 42 minutos em janeiro de 2011 para apenas sete minutos em janeiro deste ano. De acordo com o órgão, as informações de desempenho estão sob análise interna e no futuro divulgadas na internet.

Mas uma inspeção feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o serviço 190, cujo relatório foi votado no início do ano passado, concluiu que os tempos de espera podem ser maiores ou menores. Um levantamento feito por amostragem concluiu que o 19 BPM (Copacabana) levava em média em 11 minutos e 51 segundos para enviar uma viatura a partir da chegada dos dados pelo 190 ao comando de operações. Enquanto isso, o 21 BPM (São João de Meriti, na Baixada Fluminense) levava 3 horas, 12 minutos e 47 segundos. Segundo o relatório, as diferenças eram porque o batalhão da Baixada cobre uma área bem maior, mas com menos efetivo e recursos do que os disponíveis na Zona Sul.

O relatório também identificou outros obstáculos que afetam a qualidade do serviço e recomenda que sejam solucionados. Os mapas usados pelo sistema 190 contam, segundo o TCE, com poucos pontos de referência (como escolas, padarias e postos de gasolina por exemplo) para auxiliar na orientação dos PMs. Além disso, apesar das viaturas disporem de GPS, ainda existem "áreas de sombra" que impedem em alguns casos que o policial saiba com precisão se a viatura acionada de fato é a que está mais próxima da ocorrência. Nesse caso, a solução é acionar os PMs pelo rádio. O relatório também recomenda que as delegacias agilizem o atendimento das ocorrências para que os policiais possam retornar ao patrulhamento das ruas no menor tempo possível. Outra medida sugerida é que os efetivos sejam distribuídos proporcionalmente a população atendida.

Atendentes têm que saber lidar com situações de estresse
O sociólogo Ignácio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da Universidade do estado do Rio de Janeiro (Uerj), que assina dezenas de artigos acadêmicos e estuda a segurança pública no estado, lembrou que, em qualquer lugar do mundo, o atendente do serviço de emergência é treinado para jamais desligar o telefone quando recebe um telefonema. Sua obrigação é estar preparado para atender pessoas debilitadas e nervosas, muitas vezes em situações dramáticas.

— Ele deve ignorar qualquer provocação. Precisa estar preparado para isso, independentemente de qualquer coisa, de uma grosseria ou de uma gentileza. Ou seja: sendo a pessoa grosseira ou encantadora, o atendente precisa definir rapidamente o grau de urgência, identificar o local e enviar ajuda — afirmou Cano.

Para o sociólogo, por outro lado, o cidadão que procura o 190 também precisa ser objetivo: primeiro informar o grau de urgência, o local do fato e se há risco de morte ou qualquer outro perigo iminente. Se possível e por último, deve dar detalhes: placas de veículos e se há homens armados.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/atendimento-do-190-vira-polemica-no-rio-4095846#ixzz1nlFofCyo

sábado, 25 de fevereiro de 2012

SEGURANÇA NO RIO - Polícia tenta encontrar imagens de assalto sofrido pelo coordenador das UPPs


Coronel Rogério Seabra fala em palestra na PM
Foto: Guilherme Pinto
Por Herculano Barreto Filho
Policiais da 24ª DP (Piedade) tentam localizar câmeras nas proximidades das ruas José Domingues e Silvana, em Piedade, onde o coordenador de Polícia Pacificadora, coronel Rogério Seabra, foi assaltado, na tarde desta quinta-feira. Os agentes esperam que a ação tenha sido gravada e, assim, os bandidos possam ser reconhecidos.

Segundo o registro de ocorrência feito na delegacia, por volta das 17h30m, o coronel e seu motorista, o também PM Anderson Sancler de Figueiredo e Silva foram rendidos por quatro homens armados, que saltaram de um Astra branco. Cartões bancários e documentos dos dois policiais foram levados pelos bandidos, que não perceberam que as vítimas eram PMs.

Do coronel foram roubados também mil reais e dois telefones celulares. No carro havia também duas pistolas e carregadores das armas. Os criminosos fugiram no carro da PM, uma picape Nissan Sentra, placa LQC 7616, que circulava descaracterizada.

A PM divulgou nota sobre o assalto sofrido pelo coronel Seabra na tarde desta sexta-feira. Eis a íntegra do informe:

"O Coordenador de Polícia Pacificadora (CPP), coronel Rogério Seabra, foi assaltado no fim da tarde de ontem (dia 23) quando trafegava pela Rua José Domingues esquina com Rua Silvana, em Piedade, Zona Norte do Rio. Quatro bandidos armados com pistolas abordaram a viatura descaracterizada (Nissan Sentra - Placa LQC 7616) onde estava o coronel Seabra e seu motorista, que é cabo da Policia Militar. No veículo estavam duas pistolas e pertences pessoais do coronel e do motorista. A ocorrência foi registrada na 24ªDP (Piedade)."



Fonte Extra  http://extra.globo.com/casos-de-policia/policia-tenta-encontrar-imagens-de-assalto-sofrido-pelo-coordenador-das-upps-4056860.html#ixzz1nNjNpOJX


    

domingo, 19 de fevereiro de 2012

VAI VENDER - Cabral negocia venda de terreno que abriga PM no Rio #RIO

Rio - O governador do Rio, Sérgio Cabral, afirmou hoje que estão avançadas as negociações para a venda de um terreno no centro da cidade do Rio que abriga atualmente o quartel general da Polícia Militar. Um dos interessados no terreno é a Petrobras.

Segundo o governador, o prédio histórico será preservado e se transformará em um museu. No resto do terreno, a estatal, se confirmada a compra, deverá construir um novo prédio. A nova sede da PM será nas proximidades do Sambódromo. "O terreno da Evaristo da Veiga, onde fica o atual quartel, vai ser vendido, provavelmente para a Petrobras, que precisa de uma nova torre. Aqui perto do Sambódromo vamos construir uma sede da PM com um novo conceito, de centro administrativo e não de quartel", disse

Fonte Agencia Estado     

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

GREVE DAS POLÍCIAS NO RIO - Jornalistas da TV Globo e Globo News são hostilizados em assembleia de policiais

Jornal Nacional exibiu na noite de quarta conversas interceptadas de cabo bombeiro Daciolo com deputada. Militar está preso

Por Raphael Gomide,
iG Rio de Janeiro 


Duas equipes de jornalistas da TV Globo e da Globo News foram hostilizadas por manifestantes durante a assembleia que decidirá sobre a realização da greve de policiais militares, civis e bombeiros, na noite desta quinta-feira (9), no centro do Rio de Janeiro. Os repórteres e cinegrafistas deixaram o local.

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Desde o início da manifestação, os jornalistas identificados como sendo da TV Globo ouviram intimidações e recusas de integrantes do movimento, contrariados com reportagem do Jornal Nacional da útima quarta-feira (8), que mostrou gravações do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo conversando sobre a greve com a deputada estadual Janira Rocha (PSOL).

Leia também: Liberdade de bombeiro é condição de negociação para evitar greve no Rio

Daciolo foi preso às 22h30 de ontem, ao chegar de viagem da Bahia ao Rio. A liberdade do bombeiro se tornou um dos principais pontos dos manifestantes.

“Não vejam mais esse canal. É mentiroso!”, afirmou um policial, ao microfone.

Cartazes também criticavam o canal de TV. Durante a exibição do Jornal Nacional desta quinta, no Amarelinho, tradicional restaurante da Cinelândia, dezenas de manifestantes gritavam xingamentos e vaiavam quando apareceram no monitor os apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta, o governador Sérgio Cabral, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e a presidenta Dilma Rousseff. Era impossível ouvir o que diziam.

Leia também: Em caso de greve da polícia, Exército enviará 14 mil homens ao Rio

A única aplaudida ao aparecer foi a deputada Janira Rocha, que teve o nome gritado em coro.

Fonte Ultimo Segundo 

GREVE DAS POLÍCIAS NO RIO - Polícias Civil, Militar e bombeiros decretam greve no Rio de Janeiro

Decisão foi tomada por cerca de 2 mil pessoas em assembleia no Centro.
Policiais e bombeiros reivindicam piso salarial de R$ 3.500.
           
Carolina Lauriano e Marcelo Ahmed                                    
Do G1 RJ
 
Bombeiros e policiais  decretam greve no Rio após assembleia realizada no Centro do Rio (Foto: Carolina Lauriano/ G1)Bombeiros e policiais decretam greve no Rio após assembleia realizada no Centro do Rio (Foto: Carolina Lauriano/ G1)
 
Após a assembleia realizada na noite de quinta-feira (9), os bombeiros e as polícias civil e militar decretaram a greve das categorias no estado do Rio de Janeiro. Cerca de duas mil pessoas presentes na Cinelândia, no Centro, participaram da votação. Juntas, as três corporações somam 70 mil homens. Segundo os grevistas, 30% do efetivo do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil ficarão à disposição para casos de emergência.
Os policiais militares informaram que ficarão em seus respectivos batalhões e não atenderão a nenhuma ocorrência. "A partir de agora, a segurança é de responsabilidade da Guarda Nacional ou do Exército", disse o cabo da PM Wellington Machado, do 22º BPM (Maré) ao microfone, após perguntar quem estava a favor da paralisação e todos os presentes levantarem as mãos e gritarem "sim".
Já os bombeiros também ficarão aquartelados, mas afirmam que 30% do efetivo vão atender os casos de emergência, assim como os policiais civis. Eles frisaram que não vão deixar "a população à deriva".
Segundo os manifestantes, a greve é por tempo indeterminado. Eles disseram que só voltarão à ativa quando o cabo Benevenuto Daciolo, que está preso em Bangu, for liberado e as reivindicações de reajuste salarial forem atendidas.



Após a confirmação da greve, o cabo Machado deu instruções aos policiais presentes na Cinelândia. "Todos devem seguir direto e estar aquartelados em seus respectivos batalhões", disse. "Atenção, é importante, quem está de folga aquartela, de férias aquartela, quem está de licença aquartela. Todos juntos, não tem distinção, se puderem levar as esposas, levem junto. É importante", completou.
A greve foi decretada por volta das 23h30, meia hora antes do previsto. De acordo com os líderes do movimento, no entanto, a decisão já estava acertada. Eles explicam que a antecipação do anúncio da paralisação ocorreu porque os manifestantes estavam cansados. A assembleia teve início por volta das 18h.

Exército enviará 14 mil homens
Mais cedo, o secretário estadual de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Sérgio Simões, afirmou que o Exército disponibilizaria cerca de 14 mil homens e a Força Nacional atuaria com cerca de 300 homens para a segurança no estado, caso a greve fosse decretada.
Segundo ele, o plano prevê que os 14 mil homens do Exército façam o policiamento no estado, enquanto os 300 homens da Força Nacional auxiliem no trabalho dos bombeiros, em caso de paralisação dos servidores de segurança do estado.
Manifestantes se acorrentam a bonecos vestidos com fardas da polícia e dos bombeiros (Foto: Carolina Lauriano/ G1)Manifestantes se acorrentam a bonecos vestidos com fardas da polícia e dos bombeiros
(Foto: Carolina Lauriano/ G1)
 
A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros da Auditoria da Justiça Militar do Rio decretou, na noite desta quinta-feira (9), a prisão preventiva do cabo Benevenuto Daciolo, do Corpo de Bombeiros. Ele é acusado de praticar os crimes de incitamento e aliciamento a motim. As informações foram confirmadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
A liberdade do bombeiro era uma das reivindicações de policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários. Além disso, as categorias reivindicam piso salarial de R$ 3.500, com R$ 350 de vale tranporte e R$ 350 de tíquete-refeição.
O cabo Benevenuto Daciolo está preso administrativamente, em Bangu, devido aos crimes de incitamento à greve e aliciamento a motim, segundo o secretário de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões. Escutas mostram conversa de Daciolo com a deputada Janira Rocha (PSOL) sobre estratégias de greve.
Em relação à segurança da população, Nascimento garante que os serviços de segurança da sociedade que tenham "caso de morte" serão prestados. "Em casos como grandes incêndios, colisões, atropelamentos, acidentes graves, os serviços serão prestados", garantiu.

Cabral critica 'balbúrdia e agitação'
O governador do Rio, Sérgio Cabral, defendeu a atual política de segurança estadual. “O governo, nesses anos todos, fez um esforço priorizando a segurança pública. Hoje, a segurança pública tem um orçamento que chega a níveis de itens essenciais, como a saúde, apesar de não ser obrigatório. O orçamento da Polícia Militar subiu de R$ 900 milhões para R$ 2 bilhões”, afirmou durante o lançamento do Programa Renda Melhor e Renda Melhor Jovem, em Niterói, no fim desta manhã.
Cabral afirmou que existe uma “articulação nacional para tentar criar um clima de insegurança” e criticou aqueles a quem chamou de “ditos líderes” do movimento por melhores salários para bombeiros e policiais.

Fonte G1

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

GREVES NAS PM'S - Greves expõem falhas em política nacional de segurança, dizem analistas

João Fellet                           
Exército nas ruas de Salvador. Foto AP
Greve da PM na Bahia chegou ao décimo dia sem acordo

A possibilidade de que a greve de policiais militares da Bahia, que já dura dez dias, se alastre por outros Estados revela falhas graves na política nacional de segurança pública, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.
Nesta quinta-feira, policiais militares e bombeiros do Rio de Janeiro se reúnem para decidir se suspendem as atividades, ação que também será discutida nos próximos dias por policiais do Distrito Federal e do Espírito Santo. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o governo federal também teme greves de agentes de segurança nos Estados do Pará, Paraná, Alagoas e Rio Grande do Sul.
A greve na Bahia começou no último dia 31, quando cerca de 300 policiais invadiram a Assembleia Legislativa, em Salvador. Eles reivindicam aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários, além da anulação de mandados de prisão contra 12 grevistas.
Entre o início da greve e a tarde da última quarta-feira, foram registrados 135 homicídios na região metropolitana de Salvador.

'Ilegalidade'

Para o jurista Wálter Maierovitch, os policiais militares violaram a lei ao entrar em greve. "A Constituição é clara e proíbe greves para policiais militares e membros das Forças Armadas. Mas esses PMs não são educados para a legalidade democrática", diz.
Maierovitch afirma que os movimentos, deflagrados às vésperas do Carnaval, exercem uma "pressão oportunista". Segundo ele, caso de fato haja uma articulação para espalhar a greve por outros Estados, os policiais usarão método semelhante ao posto em prática em 2006 pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no país. À época, o grupo baseado em São Paulo promoveu uma onda de ataques contra forças de segurança e rebeliões em presídios em vários Estados brasileiros.
Policias em greve. Reuters
Há nove dias em greve, policiais deixaram as ruas e estão na Assembleia Legislativa da Bahia
                       
Maierovitch também considera ilegal o papel desempenhado nos movimentos grevistas pelas associações de policiais militares. Segundo ele, ainda que policiais sejam proibidos de se sindicalizar, esses grupos têm atuado como sindicatos.
"Ninguém toma providências (quanto à atuação dessas associações) porque evidentemente todos sabem que o salário dos policiais é ridículo, e no mundo inteiro a segurança pública é uma das maiores preocupações dos eleitores", diz.
Para Maierovitch, "falta vontade política" para solucionar os problemas de segurança pública no Brasil. Ele cita como exemplo da postura a longa tramitação da emenda constitucional que estabeleceria um piso salarial nacional para bombeiros e PMs, conhecida PEC 300. Apresentada ao Congresso em 2008, a proposta passou por uma primeira votação na Câmara, mas não tem prazo para ser votada em segundo turno na mesma Casa nem para ser enviada ao Senado.
A aprovação da medida, diz Maierovitch, poria fim a uma das principais queixas da classe, que ele considera justa – a disparidade entre os salários recebidos por policiais militares de diferentes Estados. Enquanto em Brasília a categoria tem como piso R$ 4.000, o valor mais alto do país, na Bahia, por exemplo, o piso é de R$ 2.173,87.
Para superar o impasse, o jurista defende que o Congresso dê prioridade à discussão da PEC 300, marcando uma data para a próxima votação da proposta.
No entanto, ele afirma que a medida não eliminaria a necessidade de ações emergenciais para estabilizar a situação da segurança no Estado, como a intervenção do governo federal nas forças baianas.

'Intervenção'

Para José Vicente da Silva, coronel da reserva da PM de São Paulo e consultor da área de segurança, a alta nos índices de criminalidade na Bahia nos últimos anos mostra que há necessidade de uma "intervenção em profundidade" nas forças baianas.
Ele afirma que, se a greve não for encerrada nos próximos dias, haverá um impacto institucional muito grande para o Estado, com prolongada paralisação do Legislativo estadual e disseminação da insegurança. O cenário, diz ele, justificaria que as Forças Armadas assumissem temporariamente a Secretaria de Segurança Pública baiana, reestruturando-a.
"Uma administração mais competente (da secretaria) teria detectado sinais do tsunami que estava se formando e teria dado uma resposta."
Grevista na Bahia. AFP
Coronel da PM de São Paulo diz que greve pode trazer prejuízos institucionais
Vicente não vê no movimento grevista, porém, uma grande capacidade de articulação.
Para ele, a insatisfação de policiais é maior em alguns Estados, como Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Nesses locais, afirma, três fatores tornam a situação especialmente crítica: os baixos salários comparados à média nacional, o tratamento diferenciado dado a oficiais de alto e baixo escalões e a aplicação de disciplina considerada excessiva pelos soldados.
"Houve uma ruptura entre oficiais e soldados, daí que surgem as lideranças espúrias desses movimentos", afirma.
O coronel afirma, porém, que o governo federal também é responsável pela crise, na medida em que no ano passado cortou grande parte dos investimentos em segurança pública para cumprir metas fiscais. Ele também critica a a presidente Dilma Rousseff por ter anistiado, em 2011, bombeiros e policiais punidos por participarem de greves por melhores salários no Rio.
"A anistia ficou como uma espécie de salvo-conduto para próximos movimentos. Criaram um ovo de serpente".
Ele defende que o governo endureça a negociação e mostre que, a partir de certo momento, sanções terão de ser aplicadas. “Se tiver de demitir 2 mil policiais, que sejam demitidos.”

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

GREVES DE PM'S - Após 4 greves na gestão Dilma, PMs discutem levantes em mais 8 Estados #PEC300

Militares e bombeiros pressionam governo e Congresso Nacional para acelerar aprovação da PEC 300

Bruno Paes Manso e Vannildo Mendes - O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO e BRASÍLIA - Desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu o cargo, polícias militares de quatro Estados já entraram em greve. Atualmente, outras associações de cabos e soldados de oito já discutem decretar paralisação. O motivo é o trancamento da tramitação da PEC 300 no Congresso Nacional, emenda constitucional que estabelece um piso nacional para os policiais militares, por meio da criação de um fundo para ajudar Estados que não conseguirem bancar o aumento.

Veja também:
Embaixada dos EUA alerta cidadãos por causa da greve
Bahia faz propaganda de R$ 28 mil com posição do governo
RADAR GLOBAL: A greve na imprensa internacional
TV Estadão: População na cidade de Ilhéus não apoia greve


O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), avisou na semana passada que não colocará a emenda constitucional em votação porque não há previsão orçamentária para arcar com os custos do aumento salarial para os policiais. "Esse tema será enfrentado de novo só com a discussão do Orçamento de 2013", emendou.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou, em entrevista ao Estado, que há no País ação articulada de policiais militares em várias partes do País orientada a promover ondas de violência e disseminar o pânico na população como forma de arrancar aumentos salariais dos governos estaduais, como ocorre atualmente na Bahia.

"Temos presenciado um crescimento da situações de vandalismo nessas greves", afirmou. "E visto o crescimento de situações em que se busca disseminar o pânico entre a população, em atitudes inaceitáveis quando vindas de policiais." Além da Bahia, nos últimos anos já entraram em greve no Nordeste as PMs de Ceará, Maranhão, Piauí, Alagoas e Paraíba. No Norte, entraram Amazonas, Pará e Rondônia. No Sudeste, apenas os bombeiros do Rio deflagraram movimento.

Os Estados com grupos de praças que reivindicam o apoio à PEC 300 são Roraima, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. As informações estão sendo divulgadas nos principais blogs que acompanham os movimentos grevistas dos policiais.

"Houve quebra de um compromisso que foi assumido durante as eleições para presidente. As discussões foram para os Estados e os movimentos acabaram sendo deflagrados nas associações de praças ", explica o soldado Fernando Almança, que trabalha em Cachoeira do Itapemirim, no Espírito Santo, e abastece o blog www.pec300.com.

O deputado estadual major Olímpio Gomes (PDT) participou das negociações em torno da PEC 300 durante a campanha presidencial. Segundo ele, o então candidato a vice-presidente, Michel Temer, reuniu policiais e deputados para assumir o compromisso de votar a emenda constitucional.

Reviravolta. Depois da vitória nas urnas, os cortes orçamentários levaram a presidente a barrar a tramitação do projeto no Congresso. Já Cardoso acha correta a posição do governador Jaques Wagner de não negociar anistia com os grevistas. "Você não pode permitir que pessoas que usam o distintivo ou a farda de policial ajam negando aquele que é o papel pelo qual o Estado as remunera."

Fonte Estadão
    

domingo, 5 de fevereiro de 2012

GREVE DA PM NA BAHIA - Líder da PM baiana diz que governador Jacques Wagner (PT-BA) já financiou greve

Marco Prisco acusa Jacques Wagner e outros petistas de participarem de esquema em 2001



Policiais militares continuam ocupando a Assembleia Legislativa da Bahia. Na foto, Marco Prisco, líder do movimento grevista
Foto: Agência A Tarde
Policiais militares continuam ocupando a Assembleia Legislativa da Bahia. Na foto, Marco Prisco, líder do movimento grevista
Agência A Tarde

SALVADOR - Apontado como líder da greve dos PMs baianos, o presidente da Associação de Policiais, Bombeiros e seus Familiares da Bahia (Aspra), soldado Marco Prisco, disse que o governador Jacques Wagner, quando ainda era deputado federal, participou com outros parlamentares do PT e de partidos da base do esquema de financiamento da paralisação dos policiais militares do estado em 2001. Ele acrescentou que o Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, que tinha na direção o atual presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, alugou e cedeu, na época, seis carros para garantir a greve na Bahia, onde diz que foi preseguido e ameaçado de prisão pelo então governador carlista Cesar Borges.
Veja também
- O motorista que me levou para Brasília era um funcionário do sindicato, Nelson Souto. Na capital, foi recebido pelo então senador petista Cristóvam Buarque - disse.
Prisco disse que, além de Jacques Wagnes, teriam apoiado e contribuído para a greve de 2001 os parlamentares Nelson Pellegrino (PT), Moema Gramacho (PT), Lídice da Mata (PSB), Alceu Portugal (PCdoB), Daniel Almeida (PCdoB) e Eliel Santana (PSC). Segundo ele, a ajuda garantiu a estrutura necessária ao movimento, incluindo o fornecimento de alimentação para os grevistas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

#CARIOCÃO2012 - Federação põe mais ingressos à venda do que capacidade de Moça Bonita e causa conflito entre PM e torcedores

Vasco supera calor, gás de pimenta e continua 100% no Carioca
Gigante da Colina bate o Bangu pela Taça Guanabara
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Rio - Sem fazer corpo mole mesmo com o atraso de salários e o forte calor, o Vasco não decepcionou sua torcida e venceu com facilidade o Bangu por 3 a 1, ontem, em Moça Bonita. Alecsandro, Thiago Feltri e Bernardo, marcaram para o Gigante da Colina. Tiano descontou para o time da casa.

Depois de se apresentarem de manhã — o grupo se recusou a se concentrar por causa do atraso de salários —, os jogadores garantiram o aproveitamento de 100% em três partidas no Grupo B da Taça Guanabara.

O calor e o sol forte fizeram o Vasco começar a partida de maneira tímida. Sem muita movimentação no início, o time esbarrava na forte marcação do meio-campo do Bangu.

Atacante marcou na vitória do Vasco sobre o Bangu |
Foto: André Luiz Mello / Agência O Dia
Logo aos 10 minutos, o Vasco testou a qualidade de seu goleiro reserva, Alessandro, que estreava pelo clube. Ele fez bela defesa após chute de Bruno.
Quando se soltou, a equipe vascaína sentia dificuldades com a marcação e com o péssimo gramado de Moça Bonita. O campo recebeu críticas do goleiro Fernando Prass, que desfalcou o Vasco pela primeira vez em quase dois anos. Ele assistiu ao jogo da tribuna do estádio, ao lado do filho, Caio.

“O Botafogo já havia reclamado, mas o calor e o campo não ajudam, é muito quente mesmo. A bola quica e não chega redonda, isso atrapalha o rendimento da nossa equipe”, constatou Prass, que voltará ao time quarta-feira, contra o Nacional, na estreia na Libertadores.

Ao assumir o domínio da posse de bola, os vascaínos contaram com a fragilidade do Bangu para abrir o placar. Aos 21 minutos, Diego Souza cruzou, e a bola bateu no braço de Abílio. Pênalti, que Alecsandro bateu e fez.

Pouco depois, Felipe deu lindo passe para Fagner, que cruzou rasteiro para Thiago Feltri ampliar. O árbitro ainda deu emoção ao jogo ao marcar pênalti inexistente de Thiago Feltri em Fabinho, que Tiano cobrou para descontar.

Ainda assim, o Vasco dominou completamente o segundo tempo e jamais teve a vitória ameaçada. O terceiro gol saiu em linda cobrança de falta de Bernardo, aos 13 minutos.

“O Bangu marcou no nosso campo e diminuiu os espaços, mas tivemos paciência e o time mereceu a vitória”, disse Prass.





    

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

PROTESTO EM RECIFE - Estudantes protestam contra reajuste de tarifa de ônibus

FÁBIO GUIBUDE RECIFE

Um protesto de estudantes contra o reajuste de 6,5% na tarifa de ônibus terminou em confusão nesta sexta-feira (20), em Recife.

Os manifestantes bloquearam avenidas no centro da cidade, e o batalhão de choque da Polícia Militar reagiu com bombas de gás e balas de borracha. Uma pessoa se feriu sem gravidade e outra foi detida.

Os problemas ocorreram durante uma passeata. Portando faixas contra o aumento das passagens, os estudantes pararam no cruzamento de um dos mais importantes corredores do transporte coletivo da capital, a avenida Conde da Boa Vista.

Em seguida, caminharam até o fórum Thomaz de Aquino, onde foram dispersados pela PM. Eles se reagruparam e caminharam em direção à faculdade de direito, mas no trajeto houve nova confusão e mais bombas de efeito moral foram lançadas.

A PM continua de prontidão no centro da cidade. Os manifestantes prometem manter os protestos.

Com o reajuste, a tarifa mais utilizada, do chamado "anel A", passa de R$ 2 para R$ 2,15 a partir de domingo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

QUE BELEZA !!! - DESEMBARGADOR PAULO RANGEL, do TJ-RJ concede liberdade para comandante do 7º BPM

Coronel Djalma Beltrami foi preso suspeito de receber propina.
Segundo a polícia, ele recebia dinheiro para não reprimir o tráfico de drogas.

Do G1 RJ





O plantão judiciário do Tribunal de Justiça (TJ-RJ) concedeu o habeas corpus do comandante do 7º BPM (São Gonçalo), coronel Djalma Beltrami, na madrugada desta quarta-feira (21). A decisão foi do desembargador Paulo Rangel. As informações são do plantão judiciário, que afirma ainda que o coronel já está em liberdade. Ele deixou o Quartel General da Polícia Militar, no Centro do Rio, durante a madrugada.

Beltrami foi preso na segunda-feira (19), sob suspeita de receber propina para não reprimir o tráfico de drogas em São Gonçalo, na Região Metropolitana.

Na terça-feira (20), dois ex-comandantes-gerais da Polícia Militar saíram em defesa do coronel. Os oficiais dizem que acreditam na inocência de Beltrami e alegam que a prisão foi arbitrária e sem provas.

Os ex-comandantes gerais da Polícia Militar Ubiratan Ângelo e Mário Sérgio Duarte, além do coronel Fernando Belo da Associação de Oficiais visitaram Beltrami, acusado de corrupção e tráfico de drogas.

Os ex-oficiais protestaram e alegaram que as gravações apresentadas pela Polícia Civil não são suficientes para incriminar Beltrami, que era comandante do 7º BPM (São Gonçalo).

"Nunca foi uma pessoa de ostentar luxo. Nunca foi uma pessoa que nós tivéssemos qualquer ruído ou suspeita sobre a sua conduta", argumentou o coronel Ubiratan Ângelo.

"Nós ficamos bastante indignados com essa prisão. Não havia motivo algum para que o coronel fosse preso. Minha vinda aqui é para prestar solidariedade e dizer que acredito na inocência do coronel Beltrami", comentou o ex-comandante-geral Mário Sérgio Duarte.

"Se tem prova, que apresente. Se não tem, que venha com toda dignidade dizer - errei. O erro é crasso. O erro é doloso sobretudo", falou o coronel Belo, da Associação de Oficiais da PM.

Escutas telefônicas
O ex-comandante Beltrami, preso na segunda-feira (19) dentro do batalhão, foi levado para o Quartel General da Polícia Militar, no Centro do Rio, por decisão da Justiça. Ele não está em uma cela, mas em uma sala do quartel. Em princípio, a prisão do coronel é temporária pelo prazo de 30 dias.

As gravações foram divulgadas pela Polícia Civil e mostrariam conversas entre traficantes e PMs do quartel de São Gonçalo. Nas conversas há referências ao pagamento de propina ao 01, que segundo o delegado Alan Luxardo, que comandou as investigações, seria o coronel Djalma Beltrami.

"Nós temos provas de que esse esquema funcionaria após a gestão dele, então isso está comprovado tanto por interceptações telefônicas e outros meios de prova, e em relação a isso, não há o que se discutir", falou o delegado Alan Luxardo.

O atual comandante-geral da Polícia MIlitar, Erir da Costa Filho, ainda não se pronunciou sobre a prisão de Djalma Beltrami. A defesa do coronel informou que vai pedir a revogação da prisão, por considerar que não há indícios de envolvimento de seu cliente. Segundo o advogado, o pedido só não foi feito porque ele ainda não teve acesso às investigações da polícia

Onze PMs presos
Na segunda-feira (19), onze policiais militares foram presos durante a operação "Dezembro Negro", comandanda pela Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Eles são acusados de corrupção e associação para o tráfico de drogas. Outros dois PMs ainda são procurados pela polícia.

No mesmo dia, outras sete pessoas foram presas suspeitas de participarem do tráfico de drogas do Morro da Coruja, em São Gonçalo. Neste grupo, segundo o delegado Alan Luxardo, há três menores. O delegado afirmou, ainda, que alguns traficantes que atuam na comunidade fugiram do Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, após ocupação em 2010.

Na operação também foram apreendidos cinco quilos de maconha, sacolés de cocaína, um radiotransmissor e um revóler calibre 38.

Escuta
Os dois interlocutores da escuta telefônica fazem referência a uma pessoa conhecida como "zero um" que, segundo a investigação, seria o comandante Djalma Beltrami. As patrulhas da PM são tratadas de "gêmeas”. No entanto, o comandante Beltrami não aparece em nenhuma conversa gravada pela polícia. Veja o diálogo:

Policial: “Só que também vai ter que levantar, aumentar aquele negócio, porque tem gente, rapaziada mais alta chegando, vai ser tudo, tudo com a gente, entendeu? Vai ser tudo com este telefone que você tá falando aí, tudo com o 'zero um', entendeu?”

Traficante: “Olha só, eu quero perder pra vocês, entendeu. E perder pro cara que assumiu agora, eu tenho condições de dar 10 pra ele por semana, entendeu?”

Policial: “10 pra, pra... Tem que ser pra cada "gêmea", por final de semana”

Traficante: “Como é que vou dar 10 pra 'tú'? E depois tem que dar tanto pras outras "gêmeas"?
Tá louco, aí eu morro, fico na 'bola', a boca não é minha, não, cara”.

Além das escutas, a investigação também teve por base imagens de circuito interno de um posto de gasolina, e do GPS de duas viaturas do GAT. “Cruzando-se a informação dos investigadores, que deslocados visualizaram a negociação, com as imagens do posto de gasolina e com os dados dos GPS, chegou-se à conclusão de que os militares que integravam aquelas guarnições negociaram e receberam o dinheiro sujo”, disse o promotor Tulio Caiban.

Comandante é ex-juiz de futebol
Beltrami comandou equipes em momentos de grande repercussão, como o massacre da escola de Realengo, na Zona Oeste, em abril, quando 12 crianças foram mortas. Mas o comandante ganhou fama numa carreira paralela a de policial, nos gramados: durante 22 anos ele foi juiz de futebol.

De acordo com o Globoesporte.com, Beltrami, paulista de 45 anos, fez parte do quadro de árbitros da Ferj de 1989 a 2011, quando se aposentou por idade em maio. Também era dos quadros da CBF (1995 a 2010) e da Fifa (2006 a 2008).

Durante investigações de assassinatos relacionados ao tráfico de drogas, agentes descobriram a corrupção policial. Os PMs receberiam propina de R$ 160 mil por mês.

Investigações começaram há 7 meses
As investigações, que começaram há sete meses, apuravam o tráfico de drogas na Região dos Lagos. Segundo a Polícia Civil, as drogas saíam de favelas como Parque União, Manguinhos e Nova Holanda, no subúrbio, e seguiam para o Morro da Coruja, em São Gonçalo. PMs recebiam propina para não reprimir a chegada dos entorpecentes à comunidade. De lá, as drogas eram levadas para São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos.

De acordo com a Polícia Civil, agentes visavam cumprir também 11 mandados de prisão contra suspeitos de tráfico no Morro da Coruja, em Neves, além de outros nove de busca e apreensão, expedidos pela Justiça. Na chegada à comunidade, houve troca de tiros e um suspeito morreu.

Djalma Beltrami assumiu o 7º BPM após a prisão do tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, acusado de envolvimento na morte da juíza Patrícia Acioli. Patrícia foi executada com 21 tiros ao chegar em casa, em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, em agosto. Ao todo, 11 PMs foram denunciados pelo Ministério Público como participantes da morte da magistrada. O tenente-coronel e um tenente foram transferidos na semana passada para a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS)


fonte g1 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/12/tj-rj-concede-liberdade-para-comandante-do-7-bpm.html

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

APAGÃO PAULISTA - Parte do litoral de São Paulo fica 20 minutos sem energia elétrica

Atualizado às 03h17.
Parte do litoral de São Paulo ficou aproximadamente 20 minutos sem energia, na madrugada desta terça-feira.
Segundo a Polícia Militar, a falta de energia ocorreu da 1h40 às 2h e atingiu as cidades de Santos, Guarujá, Cubatão, São Vicente e Praia Grande.
A CPFL Energia, concessionária de serviço de fornecimento de energia elétrica, não foi encontrada para comentar sobre o ocorrido.

          

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

PM's DO RIO FURTANDO - Corregedoria apura envolvimento de oficiais na retirada de kit de acessórios de veículos roubados

PMs suspeitos de furto de peças de carro
Após denúncia, Corregedoria da Polícia apura envolvimento de oficiais na retirada de kit de acessórios de veículos roubados

POR CHRISTINA NASCIMENTO
Rio - O 20º Batalhão de Polícia Militar (Mesquita), o 7º BPM (Alcântara) e o 9º BPM (Rocha Miranda) são os recordistas em recuperar carros roubados e apresentá-los sem o conjunto de equipamentos obrigatórios — estepe, macaco, triângulo e chave de roda. A descoberta tem base num relatório feito pela empresa Cevera, responsável pelos serviço de remoção e guarda do depósito Pátio Legal, em Deodoro, entre janeiro de 2009 e junho deste ano.

No período do levantamento, a PM recuperou 39.225 veículos. Quase 40% dos carros chegaram ao depósito sem o kit básico. A empresa constatou que ‘sumiram’ dos carros levados para o Pátio Legal nada menos que 13.383 chaves de rodas, 13.333 estepes, 13.138 macacos e cerca de 12 mil triângulos.

Quase 40% dos carros roubados que são encontrados pela PM chegam ao Pátio Legal sem as peças básicas | Foto: Severino Silva / Agência O Dia

O documento, que já foi encaminhado à corregedoria da instituição, lista os policiais que mais fazem apreensões de veículos e quais são os acessórios que sempre faltam nos carros quando eles apresentam. São, no total, segundo reportagem da revista ‘Veja’deste fim de semana, 4.560 PMs suspeitos de participar do esquema de desvio de peça.

Somente do 20º BPM, o relatório identifica 323 policiais que recuperaram carros e os entregaram sem algum (ou nenhum) item do kit de acessórios obrigatórios.

Em Alcântara, batalhão que foi comandado pelo tenente-coronel Claudio Luiz Oliveira, preso suspeito de participação na morte da juíza Patrícia Acioli, 308 militares são citados na mesma condição.

Em terceiro lugar, está o 9º BPM, onde 306 policiais fizeram apreensões de veículos, mas o entregaram sem o kit básico.

A corregedoria da Polícia Militar informou que abriu Inquérito Policial, que corre sob sigilo, para investigar as denúncias. A instituição adiantou, no entanto, que só haverá afastamento quando os indícios “forem mais evidentes”. Em nota, eles afirmaram ainda que “carros roubados costumam ser depenados assim que abandonados”.

Alcântara: mais reincidentes
O sumiço das mesmas peças sempre nos veículos roubados fez com que algumas seguradoras de automóveis apelidassem o conjunto de triângulo, macaco, chave de roda e estepe de ‘Kit PM’, ainda de acordo com a ‘Veja’. A principal suspeita é de que os itens furtados são vendidos no mercado negro de lojas de peças de carros.

Segundo lugar entre os batalhões com PMs suspeitos de participar do esquema, o 9º BPM é a unidade que tem o maior número de policiais, segundo o relatório, que são reincidentes em apresentar carros sem o kit básico. Em seguida, estão Alcântara, Méier, Mesquita, Caxias e Olaria

 FONTE O DIA http://odia.ig.com.br/portal/rio/html/2011/12/pms_suspeitos_de_furto_de_pecas_de_carro_213235.html