Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 28 de março de 2012

ASSALTO E MORTE NO RIO - Cabo da PM foi assassinado. Foi o Terceito assalto à hospitais da região

Agentes da Divisão de Homicídios em frente ao hospital
Foto: O Globo / Fernando Quevedo
Athos Moura - O Globo

Um cabo da Polícia Militar foi assassinado a tiros durante um assalto, no final da noite desta terça-feira, num hospital particular no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio. Por volta das 23h30m, Luiz Cláudio de Souza Menezes, de 42 anos, foi atingido por tiros de pistola - um deles acertou sua cabeça - após um bandido o ter rendido e pedido o seu cordão. O criminoso viu a arma do policial e, apesar de ele ter entregado a joia e não ter reagido, o bandido atirou contra o militar. Em seguida fugiu de moto com um cúmplice.

O PM, que há um mês estava lotado no 27º BPM (Santa Cruz), tinha ido ao Hospital Memorial, na Rua José dos Reis, buscar sua sócia. Ambos possuíam uma loja de doces no Centro. O hospital possui uma entrada gradeada e um jardim, só em seguida o paciente tem acesso ao saguão.

Luiz Cláudio estacionou seu carro um pouco distante da entrada do hospital e seguiu a pé. O bandido o rendeu bem na porta que dá acesso ao saguão. Segundo testemunhas, quando o criminoso fez o PM levantar os braços para entregar o cordão, a arma do policial fez volume sobre a camisa e parte dela apareceu. O ladrão disparou diversas vezes.

A vítima chegou a ser levada com vida para a emergência da própria unidade de saúde, mas não resistiu. Há 16 anos na Polícia Militar, o cabo Menezes, como era conhecido, seria promovido a sargento em abril.

A investigação será conduzida pela Divisão de Homicídios. Funcionários do Hospital Memorial contaram que a unidade possui câmeras de seguranças, e que as imagens serão entregues à polícia



Fonte Extra Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/cabo-da-pm-morto-em-hospital-no-engenho-de-dentro-4432228.html#ixzz1qPhkI8dU 

sábado, 21 de janeiro de 2012

CASO CELSO DANIEL - 10 ANOS Por Artur Virgílio

Faz 10 anos assassinaram o prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, de quem fui colega de Câmara.
Lembro-me dele como pessoa cordial, educada, disposta ao diálogo. Não cheguei a ser seu amigo, mas considerava-o um bom companheiro de trabalho, ele com suas próprias convicções e eu com as minhas.
Em janeiro de 2002 eu era ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República e estava no Canadá, em missão oficial, quando soube da tragédia. Liguei imediatamente para minha chefe de gabinete, inteirei-me dos fatos e, a seguir, falei com o presidente Fernando Henrique.
Disse-me ele que, no dia seguinte, receberia Lula e José Dirceu e que adotaria todas as medidas necessárias à plena elucidação do caso. Telefonei, então, para Dirceu, que me disse em tom que me soou comovido: “Arthur, estão matando nossos companheiros!”.
Pedi-lhe que não fizesse juízos precipitados e assegurei-lhe que o governo federal colocaria toda a sua logística atrás dos criminosos. E, na manhã seguinte, comecei a viagem de retorno ao Brasil.
O tom dos noticiários, no dia posterior ao atentado, era de pura indignação – e muita insinuação – petista. Quase que acusavam governistas de estarem por trás da barbárie.
Cheguei a Brasília, depois de trocar de avião algumas vezes e de esperar inquieto em aeroportos, e fui direto ao presidente. Conversamos um pouco, ele me relatou a audiência que concedeu a Lula e me disse: “vá conversar com o general Cardoso. Será bem esclarecedor”. Fiz isso e percebi que o caso era bem mais confuso e obscuro do que parecia.
Na imprensa, a “indignação” petista cessara. Os “revoltados” de dois dias atrás optavam por um silêncio constrangedor. “Calmos”, “confiantes” nas providências dos governos federal e paulista. Repito: estranhamente calmos, medrosamente calmos, inexplicavelmente calmos.
Os irmãos de Celso Daniel declararam, tempos depois, alto e bom som, que havia um esquema de corrupção na prefeitura de Santo André, que drenava recursos públicos para as andanças e campanhas do próprio Lula. E acusavam o atual ministro Gilberto Carvalho de ser o intermediário, o homem encarregado de recolher a mala recheada. Esta, segundo a versão dos irmãos Daniel, iria para as mãos de José Dirceu.
Oito pessoas, afora o indigitado Celso Daniel, foram executadas em série. Até o pobre garçom que, no restaurante Rubayat, serviu a mesa onde, no dia do crime, Celso jantava com seu suposto “amigo” e mais que suspeito Sergio “Sombra”. Bem sombrio o “Sombra”, um dos croupiês do jogo da corrupção em Santo André.
Na CPI dos Bingos, no Senado, o PT se portou o tempo inteiro na defensiva, buscando desqualificar os irmãos de Celso. Não defendia o morto. Não se chocava com a nuvem de suspeição que lhe cobria a imagem. Faltava-lhe, como dizia Freitas Nobre, a indignação dos justos.
Hoje, 10 anos após, nenhum discurso lembrando Celso Daniel. Nenhuma homenagem do partido que deveria estar chorando a perda de importante quadro seu. Esquecimento total.
Da quadrilha de criminosos, só um está preso, sem ter sido ainda julgado. Cada vez a sociedade é levada a acreditar que, neste país, o crime compensa mesmo.
E o prefeito Toninho do PT, que também foi assassinado? Sua viúva acusa frontalmente o partido e seus dirigentes. Também nesse caso, o silêncio é obsequioso.
Que o tempo cuide de apagar as memorias. “Importante” mesmo é blindar o “ministro-consultor” Fernando Pimentel e fazer o mesmo com o desastrado Fernando Bezerra. Quem sabe dê até para manter o Mario Negromonte!
Que tempos! Que costumes!

Arthur Virgílio, diplomata, foi líder do PSDB no Senado


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

InSEGURANÇA NO RIO - Ex-PM acusado de matar João Roberto será julgado nesta quinta (Relembre o caso)

Carro onde menino estava foi alvejado por policiais militares em 2008.
Acusados alegaram que confundiram o veículo com o de suspeitos.

Do G1 RJ  

Menino João Roberto foi morto em julho de 2008
(Foto: Reprodução/TV Globo)

Começa nesta quinta-feira (24) o julgamento de um dos ex-PMs acusados de matar o menino João Roberto Soares, morto a tiros por policiais dentro do carro onde estava com a mãe, na Tijuca, Zona Norte do Rio, em 2008.

O julgamento está marcado para 13h no 2º Tribunal do Júri, no Centro.

Relembre o caso João Roberto, na época com 3 anos, foi baleado dentro do carro da mãe, na noite do dia 6 de julho de 2008, na Rua General Espírito Santo Cardoso. A advogada Alessandra Amorim Soares voltava para casa com João e o irmão dele Vinícius, então com 9 meses, quando parou seu carro para dar passagem a uma patrulha da PM.

Os policiais disseram, na época, que teriam confundido o carro de Alessandra com o carro de criminosos que estavam perseguindo e atiraram.

Indenização Em agosto, o Tribunal de Justiça condenou o estado do Rio de Janeiro a pagar indenização de R$ 900 mil por danos morais à família do menino João Roberto. Na época, apesar de caber recurso, o governo anunciou que não ía recorrer da decisão.
A ação tem como autores os pai do menino, o irmão e as avós. De acordo com a sentença, os pais de João Roberto receberão R$ 400 mil cada, o irmão R$ 25 mil, a avó paterna R$ 50 mil e a avó materna R$ 25 mil. A família também será ressarcida das despesas com o funeral e os pais do menino receberão pensão do Estado.

Ação dos policiais causou a morte do menino, diz juíza De acordo com a juíza, Maria Paula Gouvêa Galhardo, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, "inegável, na hipótese, que o filho, neto e irmão dos autores faleceu em razão da ação direta dos agentes públicos, policiais militares”, afirmou a juíza na sentença. Para ela, ficou comprovado que a ação dos policiais causou a morte de João Roberto.

A juíza lembrou ainda que as próprias autoridades do Estado, o governador e o secretário de Segurança Pública do Rio, admitiram a culpa dos PMs, chegando a pedir desculpas publicamente. “Evidente o dano moral suportado pelos autores diante da perda brusca e violenta do filho, irmão e neto”, destacou.

De acordo com a Polícia Militar, os policiais estavam numa ocorrência, participando de um cerco na Rua Uruguai. Houve uma sequência de roubos praticados por três ou quatro indivíduos que ocupavam um Fiat Stilo preto. Na fuga, os suspeitos se defrontaram com os PMs na Rua Uruguai.

Três dias após a morte do menino, o governador Sérgio Cabral declarou que os dois policiais militares envolvidos na morte da criança tinham sido expulsos da corporação.

Primeira sentença anulada Segundo o TJ-RJ, os dois policiais militares acusados da morte de João Roberto respondem à ação penal no 2º Tribunal do Júri da Capital. Em 11 de dezembro de 2008, o primeiro a ser julgado, foi condenado a sete meses de detenção, em regime inicial aberto, pelo crime de lesão corporal leve praticado contra a mãe do menino, ferida por estilhaços do vidro do carro, e de seu outro filho Vinícius, que sofreu lesão no ouvido em decorrência do tiroteio.

Os jurados entenderam que o réu, que é primário e tem bons antecedentes, estava estritamente no cumprimento do seu dever legal. Ainda foi concedido ao PM a suspensão da pena pelo prazo de dois anos e durante um ano ele prestaria serviços à comunidade, sete horas por semana. O Ministério Público recorreu e, em 28 de julho de 2009, a 7ª Câmara Criminal, por maioria dos votos, anulou a sentença e determinou que o acusado fosse levado a novo julgamento pelo Tribunal do Júri, informou o TJ.

O outro denunciado recorreu da sentença de pronúncia. Com isso, o seu processo foi desmembrado

 Fonte G1 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/11/ex-pm-acusado-de-matar-joao-roberto-sera-julgado-nesta-quinta.html?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Caso Celso Daniel: acusados continuam soltos

Celso Daniel foi assassinado com sete tiros, depois de ser sequestrado quando saía de um jantar
  
Os ministros da 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) confirmaram nesta terça-feira, por unanimidade, decisão que deu liberdade aos acusados de matar o prefeito de Santo André Celso Daniel em 2002. Ele foi assassinado com sete tiros, depois de ser sequestrado quando saía de um jantar.

A liminar que deu liberdade a José Edison da Silva, Marcos Roberto Bispo dos Santos e Elcyd Oliveira Brito foi concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello em março do ano passado. Ele entendeu que houve excesso de prazo de prisão preventiva, uma vez que os suspeitos estavam detidos há sete anos.

Hoje, Marco Aurélio Mello voltou a dizer que a demora do Judiciário em definir se houve culpa dos acusados é “emblemática”. A decisão de hoje não se aplicará a Bispo dos Santos, que foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado em novembro do ano passado. Bispo ficou foragido por poucas semanas até ser preso em sua casa em Diadema. Os outros dois réus ainda aguardam decisão de recursos na Justiça.

sábado, 17 de abril de 2010

CASO CELSO DANIEL - Carta-aberta sobre a morte de Celso Daniel


Se vivo fosse, o ex-prefeito Celso Daniel (PT), de Sandré, assassinado em 2002, teria completado, ontem,  59 anos de idade.
Bruno Daniel, irmão dele, e sua mulher, Marilena Nakano, refugiados na França, escreveram a carta-aberta abaixo.
Depois de denunciar que ele e sua família eram seguidos e ameaçados, Bruno, a mulher e os três filhos saíram do Brasil para a França em 2006.
No final de março deste ano, o governo francês concedeu oficialmente a condição de asilados políticos a todos eles.
Bruno e Marilena publicaram no Diário de São Paulo a carta-aberta que segue aqui:
"Neste dia em que Celso Daniel completaria 59 anos, nossa maneira de homenageá-lo é seguir no nosso combate na busca da elucidação de seu assassinato e punição de culpados, porque mesmo que novos acontecimentos nos animem, sabemos que eles ainda não são suficientes e que há um longo caminho a percorrer.
O desvendamento das razões do assassinato de Celso poderá nos levar ao questionamento dos fundamentos a partir dos quais é feita a política em nosso país. E quem sabe poderemos caminhar para um outro jeito de fazê-la pautada pela utopia de uma sociedade mais justa e solidária, cujo alicerce é o respeito aos direitos humanos, dentre eles o direito à vida, coisa que Celso não teve.
Neste momento podemos dizer que vemos uma luz no fim do túnel. No dia 25 de março o juiz de Itapecerica da Serra mandou a júri popular 6 dos acusados do assassinato de Celso. Essa decisão reforça a nossa crença nas possibilidades de avanços de nossas instituições.
Há no entanto que manter a vigilância e continuar a agir, e é a isto que conclamamos a todos os que consideram que na base de sua morte encontram-se elementos emblemáticos de um jeito de fazer política que achamos que pode e deve ser mudado para que episódios como esse não se repitam mais.
Entre esses elementos estão a independência entre os poderes e sua eficácia, os mecanismos de financiamento de campanhas eleitorais, a manutenção das atuais prerrogativas do Ministério Publico (MP), a redução das desigualdades, a independência dos meios de comunicação de massa etc.
1. Por que tanta demora no caso de Celso?
Ora, como aceitar que inúmeros outros assassinatos já tenham ido a júri popular e resultado em condenações, enquanto que o de Celso tenha ocorrido em janeiro de 2002 e até hoje não está solucionado? O que explica essa lentidão? Como ela favorece a impunidade de sequestradores, executores de assassinatos e mandantes?
O processo de Sérgio Gomes da Silva foi separado daquele dos demais indiciados, hoje caminha de forma ainda mais lenta e ainda não há decisão se vai a júri popular. Por que há uma lentidão ainda maior para julgar este que é considerado mandante do assassinato de Celso?
2. Qual é o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) em crimes como o de Celso?
O STF concedeu habeas corpus a três dos acusados de assassinato de Celso Daniel, réus confessos, quando o encaminhamento deles a júri popular inviabilizaria sua soltura. É bom lembrar que os três já tentaram fuga de sua reclusão.
Se é injusto ficar detido sem julgamento, a argumentação do STF está longe da unanimidade: como discute o Ministério Público (MP), a partir de Lei de 2007, réus confessos desse tipo de crime só poderiam sair do regime fechado de reclusão se não houvesse julgamento, após cumprimento de 3/5 da pena, isto é, 18 anos! Mas por que o STF tomou essa decisão a apenas uma semana antes da data que o Juiz de Itapecerica comunicou sua decisão de encaminhá-los a júri popular?
Dos três réus confessos que receberam habeas corpus do STF, um está solto, enquanto os outros dois continuam presos por responderem a outros processos. Sobre este que foi solto, a vigilância se refere a adotar todos os meios para preservar sua vida até que ocorra o júri popular, marcado para 3 de agosto deste ano e para que ele esteja lá presente.
Esperamos que assim seu julgamento ocorra e se reavivem, junto à sociedade, as circunstâncias e as causas mais remotas e mais imediatas do assassinato de Celso, de tal modo que mudanças essenciais de nossas instituições sejam de fato colocadas na agenda nacional, sem o que tememos que nossa frágil democracia pouco avance. Teria o STF levado isso em conta?
Outro elemento que requer ação e vigilância refere-se ao questionamento do Dr. Podval, advogado de Sérgio Gomes da Silva, da inconstitucionalidade das atuais prerrogativas do MP. Se o mesmo STF aceitar tal questionamento, todas as provas por ele colhidas (materiais, testemunhais etc) e que provam que o crime foi planejado, que Celso foi torturado antes de ser assassinado e que há mandantes, serão consideradas ilegais e não poderão ser utilizadas no julgamento dos indiciados.
Reafirmamos o teor de nossa Carta, que foi enviada em 2007 ao STF por Hélio Bicudo, lutador incansável pelos Direitos Humanos : não é apenas a punição dos culpados da morte de Celso que estará em jogo. Se tais prerrogativas forem reduzidas, haverá enorme retrocesso institucional, uma vez que o mesmo ocorrerá com todas as provas de inúmeros outros indiciamentos e no futuro haverá menos independência para se realizarem investigações, principalmente daqueles que detêm poder político e/ou econômico.
O STF já se posicionou , por unanimidade, sobre habeas corpus impetrado por policial condenado por crime de tortura, que pediu a anulação do processo desde seu início sob a alegação de que ele foi baseado exclusivamente em investigação criminal do MP, reconhecendo, no dia 20 de outubro de 2009, o poder de investigação do MP nesse caso.
Quando o STF decidirá sobre o questionamento do Dr. Podval em nome de Sergio Gomes da Silva? Às vésperas do pronunciamento de sentença do juiz se vai encaminhar ou não este acusado a juri popular, como o fez ao conceder habeas corpus a 3 dos acusados de assassinato?
Que razões movem o STF para a tomada de suas decisões no caso do assassinato de Celso? Que forças atuam sobre ele? Haveria alguma relação com certos políticos e empresários que defendem a tese de que Celso foi vitima de crime comum? Como esperar que com essas decisões e essa lentidão da Justiça se reduza o sentimento de impunidade que impera no Brasil?
3. Qual é o papel da Polícia no caso da investigação do assassinato de Celso?
Conforme denunciamos já em 2002, a investigação realizada pelo Departamento de Homicídios e Proteçao à Pessoa (DHPP), que afirma que Celso foi vítima de crime comum, estava repleta de lacunas, contradições e falta de documentos, o que conduziu o MP a pedir a reabertura das investigações.
Que relação há entre tal tipo prática e o interesse de certos grupos do crime organizado que têm estreita relação com certos políticos e empresários, chegando inclusive a se instalar no aparelho do estado? Ou ainda, que relação tudo isso tem com os financiamentos irregulares de campanhas eleitorais, que ao fugirem da legalidade proporcionam a alguns enriquecimento ilícito?
4. Qual o papel da imprensa e do executivo com relaçao ao assassinato do Celso?
Está longe de haver um posicionamento único sobre o caso de Celso da parte da imprensa. Isso faz parte do jogo democrático.
No entanto, em livro lançado em 2008 no Brasil por Larry Rohter, do jornal New York Times, o jornalista escreve que viveu tentativa tumultuada de expulsão do nosso país, acionada pelo governo federal em 2004, em função de investigações que fazia sobre o assassinato de Celso e artigo publicado em seu jornal sobre tal fato. Em sendo isso verdade, pode-se perguntar: o executivo federal exerce alguma pressão sobre o trabalho de cobertura da imprensa quanto ao assassinato do Celso?
5. Qual o papel do legislativo no caso de Celso?
Também temos que ficar vigilantes com relação à Câmara Federal e ao Senado. Está em curso no Senado, já aprovada pelos deputados, uma lei que vem sendo chamada de « lei da mordaça » pela imprensa, para criar empecilhos à manifestaçao de promotores e juízes. No caso do Ministério Publico, reconhecido como « advogado do povo », não seria o mesmo que impedir que nós brasileiros pudéssemos nos manifestar.
Por que e em nome de quem agem os legisladores favoráveis à « lei da mordaça »?
Diante de tantas questões a enfrentar e ações a serem reforçadas e/ou desencadeadas, nos resta a luta para vermos esclarecidas as razões do assassinato do Celso e quem sabe com isso trabalhar para enriquecer a agenda Política brasileira de forma a contribuir para que assassinatos desta natureza não ocorram mais em nosso país."