Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

LIBERDADE DE IMPRENSA - Unesco condena assassinato de jornalistas no Brasil

Órgão pediu proteção da liberdade de imprensa no País; segundo dados, desde 2002 foram mortos 11 jornalistas e funcionários da imprensa brasileira 

Efe 

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) condenou nesta segunda-feira o assassinato de dois jornalistas no Brasil e pediu que esses crimes sejam esclarecidos para proteger a liberdade de imprensa.

Veja também:
Jornalista é assassinado na divisa com o Paraguai
OEA repudia morte de jornalista no Rio de Janeiro
ANJ protesta contra mortes de jornalistas


Os jornalistas são Mario Randolfo, editor do site "Vassouras na NET", baleado junto com sua esposa em Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro, no último dia 8, e Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, redator-chefe do "Jornal da Praça" e diretor do site "Mercosul News", que recebeu um disparo mortal quatro dias mais tarde em Ponta Porã, perto da fronteira com o Paraguai.

"Esses crimes são inaceitáveis e constituem um ataque intolerável à profissão do jornalismo e ao direito humano fundamental da liberdade da palavra", afirmou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, em comunicado.

A responsável pela agência da ONU pediu "uma investigação exaustiva sobre os crimes", porque "é essencial que os jornalistas possam continuar informando sem temer por suas vidas e a segurança de seus familiares".

Segundo os cálculos da Unesco, desde 2002 foram assassinados 11 jornalistas e funcionários da imprensa no Brasil.
A organização apoiou no ano passado um projeto de pesquisa sobre as características e funções dos meios de informação da União Europeia que operam em áreas violentas ou difíceis do Rio de Janeiro, que devem "ajudar aos profissionais desses meios a desenvolver seu trabalho com mais segurança".

Um ano antes, a Unesco formou 80 profissionais de rádios comunitárias em três regiões do Brasil, incluindo a região do Amazonas.

Fonte Estadão

sábado, 11 de fevereiro de 2012

ASSASSINATO - ANJ repudia morte de blogueiro no interior.

ANJ repudia morte de jornalista no interior
Repórteres Sem Fronteiras noticia o crime em seu site e pede rapidez nas investigações
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Dicler de Mello e Souza
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RIO - A Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiou veementemente o assassinato do jornalista e blogueiro Mário Randolpho Marques Lopes, conhecido como Boca Maldita, de 50 anos, e de sua namorada, Maria Aparecida Guimarães, na última quinta-feira, em Barra do Piraí.

Diante das suspeitas de que o crime foi motivado pela atividade profissional de Randolpho, que já havia sido vítima de duas tentativas de assassinato, a ANJ insiste junto às autoridades para que apurem as circunstâncias do assassinato.

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou na página de abertura de seu site a notícia do assassinato, destacando no título o fato de o homicídio ter ocorrido sete meses depois de o jornalista ter sofrido uma tentativa de homicídio em Vassouras, onde produziu matérias polêmicas: "Sem tirar conclusões precipitadas, esperamos que a polícia investigue todas as possíveis ligações com o caso anterior", afirma a organização.

A RSF assinala ainda que vários jornalistas foram mortos no ano passado no Brasil. E que a cobertura de assuntos políticos sensíveis, especialmente em nível local, continua a expor jornalistas ao perigo: "Qualquer que tenha sido a motivação neste caso, esperamos que sua rápida solução marque uma virada na luta contra a impunidade", afirma a entidade.

De acordo com o texto publicado no site da organização, o alto nível de violência afetando jornalistas e blogueiros em 2011 é apontado como causa de o Brasil ter caído 41 posições no último ranking de liberdade de imprensa da RSF, publicado em 25 de janeiro.

A greve das polícias poderá atrasar as investigações do caso. Policiais da 88ª DP (Barra do Piraí) aderiram à paralisação.

Para a polícia, o crime é de difícil investigação, já que o jornalista tinha muitos inimigos, e todos os seus conflitos aconteceram em Vassouras, onde ele era dono do site "Vassouras na Net".



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/anj-repudia-morte-de-jornalista-no-interior-3945980#ixzz1m3Ortx6m

sábado, 21 de janeiro de 2012

CASO CELSO DANIEL - 10 ANOS Por Artur Virgílio

Faz 10 anos assassinaram o prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, de quem fui colega de Câmara.
Lembro-me dele como pessoa cordial, educada, disposta ao diálogo. Não cheguei a ser seu amigo, mas considerava-o um bom companheiro de trabalho, ele com suas próprias convicções e eu com as minhas.
Em janeiro de 2002 eu era ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República e estava no Canadá, em missão oficial, quando soube da tragédia. Liguei imediatamente para minha chefe de gabinete, inteirei-me dos fatos e, a seguir, falei com o presidente Fernando Henrique.
Disse-me ele que, no dia seguinte, receberia Lula e José Dirceu e que adotaria todas as medidas necessárias à plena elucidação do caso. Telefonei, então, para Dirceu, que me disse em tom que me soou comovido: “Arthur, estão matando nossos companheiros!”.
Pedi-lhe que não fizesse juízos precipitados e assegurei-lhe que o governo federal colocaria toda a sua logística atrás dos criminosos. E, na manhã seguinte, comecei a viagem de retorno ao Brasil.
O tom dos noticiários, no dia posterior ao atentado, era de pura indignação – e muita insinuação – petista. Quase que acusavam governistas de estarem por trás da barbárie.
Cheguei a Brasília, depois de trocar de avião algumas vezes e de esperar inquieto em aeroportos, e fui direto ao presidente. Conversamos um pouco, ele me relatou a audiência que concedeu a Lula e me disse: “vá conversar com o general Cardoso. Será bem esclarecedor”. Fiz isso e percebi que o caso era bem mais confuso e obscuro do que parecia.
Na imprensa, a “indignação” petista cessara. Os “revoltados” de dois dias atrás optavam por um silêncio constrangedor. “Calmos”, “confiantes” nas providências dos governos federal e paulista. Repito: estranhamente calmos, medrosamente calmos, inexplicavelmente calmos.
Os irmãos de Celso Daniel declararam, tempos depois, alto e bom som, que havia um esquema de corrupção na prefeitura de Santo André, que drenava recursos públicos para as andanças e campanhas do próprio Lula. E acusavam o atual ministro Gilberto Carvalho de ser o intermediário, o homem encarregado de recolher a mala recheada. Esta, segundo a versão dos irmãos Daniel, iria para as mãos de José Dirceu.
Oito pessoas, afora o indigitado Celso Daniel, foram executadas em série. Até o pobre garçom que, no restaurante Rubayat, serviu a mesa onde, no dia do crime, Celso jantava com seu suposto “amigo” e mais que suspeito Sergio “Sombra”. Bem sombrio o “Sombra”, um dos croupiês do jogo da corrupção em Santo André.
Na CPI dos Bingos, no Senado, o PT se portou o tempo inteiro na defensiva, buscando desqualificar os irmãos de Celso. Não defendia o morto. Não se chocava com a nuvem de suspeição que lhe cobria a imagem. Faltava-lhe, como dizia Freitas Nobre, a indignação dos justos.
Hoje, 10 anos após, nenhum discurso lembrando Celso Daniel. Nenhuma homenagem do partido que deveria estar chorando a perda de importante quadro seu. Esquecimento total.
Da quadrilha de criminosos, só um está preso, sem ter sido ainda julgado. Cada vez a sociedade é levada a acreditar que, neste país, o crime compensa mesmo.
E o prefeito Toninho do PT, que também foi assassinado? Sua viúva acusa frontalmente o partido e seus dirigentes. Também nesse caso, o silêncio é obsequioso.
Que o tempo cuide de apagar as memorias. “Importante” mesmo é blindar o “ministro-consultor” Fernando Pimentel e fazer o mesmo com o desastrado Fernando Bezerra. Quem sabe dê até para manter o Mario Negromonte!
Que tempos! Que costumes!

Arthur Virgílio, diplomata, foi líder do PSDB no Senado


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

PISTOLAGEM EM AL - Pena de condenado no assassinato de deputada chega a 105 anos (atualizando)


Os cinco acusados de envolvimento nas mortes da deputada Ceci Cunha, do marido e mais dois parentes dela foram considerados culpados nesta quinta-feira (19) pelos crimes. A decisão foi do júri popular formado para analisar o caso e as penas anunciadas até as 8h45 variam de 87 a 105 anos de detenção. A leitura da pena do mandante, o ex-deputado Talvane Albuquerque, ainda não foi anunciada.

Os outros quatro - José Alexandre dos Santos, Mendonça Medeiros da Silva, Jadielson da Silva e Alécio Vasco - foram considerados autores materiais.


VEJA TAMBEM
Ex-deputado nega a tribunal do júri ter mandado matar colega
Não há prova que ligue acusado à morte de Ceci Cunha, diz defesa
Após 13 anos, político acusado de mandar matar deputada vai a júri
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A leitura das sentenças pelo juiz da 1ª Vara Federal de Alagoas, André Granja, deve terminar na manhã de hoje. Os réus ainda podem recorrer da sentença no Tribunal Regional Federal da 5ª Região. O caso foi a julgamento 13 anos depois de os crimes terem sido cometidos.

Jadielson Barbosa recebeu pena de 105 anos de prisão em regime fechado. Alécio Alves Vasco foi condenado a 87 anos e três meses, também em regime fechado. José Alexandre dos Santos, o Piaba, recebeu pena de 105 anos. Mendonça Medeiros da Silva cumprirá pena de 75 anos e 7 meses.

Ceci Cunha foi morta em 16 dezembro de 1998, durante uma visita à casa de sua irmã, em Maceió, horas depois de ser diplomada deputada pela Justiça Eleitoral. Era o seu segundo mandato.

Ela, seu marido, Juvenal Cunha, o cunhado Iran Maranhão e a mãe dele, Ítala Maranhão, estavam sentados em frente à casa da família quando foram atingidos por pistoleiros. Todos morreram.

A deputada foi atingida por um tiro no pescoço. O episódio ficou conhecido em Maceió como a "chacina da gruta", em referência ao bairro onde ocorreu.

Primeiro suplente na coligação que elegeu Ceci Cunha na eleição de 1998, Talvane Albuquerque chegou a assumir a vaga, mas foi cassado pela Câmara dois meses depois por falta de decoro parlamentar.

Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal sob acusação de encomendar a morte da deputada. Ficou preso por um ano e, desde maio de 2000, aguarda julgamento em liberdade.

DEFESA

Desde o início do processo, Talvane negava ter ordenado o crime. O advogado Welton Roberto, que defende o ex-deputado, disse que não há provas contra ele e que nunca foram investigadas outras hipóteses para o crime.

"Dizem que são 13 anos de impunidade. Mas, na verdade, são 13 anos de injustiça, pois ele é acusado sem provas", afirmou.

Segundo o advogado, ainda não foram julgados dois recursos que questionam a transferência do processo da Justiça de Alagoas para a Justiça Federal. Esses recursos, diz o advogado, podem levar à anulação do julgamento. 
Com informações da Agência BrasiL
Fonte Folha http://www1.folha.uol.com.br/poder/1036490-pena-de-condenado-no-assassinato-de-deputada-chega-a-105-anos.shtml



PISTOLAGEM EM AL - JUSTIÇA condena os 5 acusados pela morte de Ceci Cunha

Justiça condena os 5 acusados pela morte de Ceci Cunha
Pena aos réus ainda não foi informada. Deputada foi assassinada há 13 anos


A deputada federal Ceci Cunha, assassinada em Maceió em 1998 (Marco Antonio/AE)

Treze anos depois do crime, a Justiça considerou culpados todos os réus no processo sobre a morte da ex-deputada alagoana Ceci Cunha. Os jurados condenaram por homicídios duplamente e triplamente qualificados o ex-deputado federal Talvane Albuquerque Neto - acusado de ser o mandante do crime - e quatro assessores dele, Alécio César Alves Vasco, Jadielson Barbosa da Silva, José Alexandre dos Santos e Mendonça Medeiros da Silva, pela morte de Ceci Cunha e de três familiares dela, em 16 de dezembro de 1998, no crime conhecido como Chacina da Gruta.

Em relação ao assassinato da deputada, a Justiça entendeu tratar-se de homicídio duplamente qualificado; já na morte dos três familiares de Ceci Cunha, o homicídio teve uma tripla qualificação. A pena para cada um dos cinco réus ainda não foi divulgada. No crime, foram assassinados, além da deputada, o marido dela, Juvenal Cunha, a sogra, Ítala Neyde Maranhão Pureza, e o cunhado, Iran Carlos Maranhão.
Silva foi apontado como um dos atiradores por Claudinete Santos Maranhão, irmã de Ceci, que estava no local da chacina e conseguiu escapar dos atiradores.

Para o Ministério Público Federal, o mandante do crime foi Talvane Albuquerque, então filiado ao PTN e suplente de Ceci na Câmara. Ele teria encomendado a morte da deputada para ocupar a cadeira dela na Câmara e usufruir da imunidade parlamentar do cargo. Ceci foi morta com um tiro na nuca horas depois de assumir o posto e no momento em que estava reunida com parentes para comemorar a conquista. O processo se arrasta na Justiça há treze anos. Houve dezenas de recursos e uma discussão sobre a competência para julgar o caso, se era da Justiça Estadual ou da Justiça Federal. A ação tem trinta volumes e treze apensos.

(Com Agência Estado)

Fonte VEJA http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/justica-condena-5-pela-morte-da-deputada-ceci-cunha

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

GUERRA DO IRAQUE - Guerra custou US$ 1 trilhão e deixou milhares de mortos. #EUA #IraqueWar #ShameofTheWorld

Soldados americanos se retiram do país na fase final de operação que durou quase nove anos.

 



O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira o encerramento formal da Guerra do Iraque, com a retirada dos últimos soldados do país e o final das operações que duraram quase nove anos, custaram bilhões de dólares e milhares de vidas. 

Agora, caberá aos líderes iraquianos garantir a segurança e a reconstrução em um país devastado. 

Quase todos os números relacionados com a guerra são questionados, sendo que o número de mortes entre os iraquianos é o mais questionado de todos. Abaixo, um resumo de algumas das cifras mais importantes e os argumentos que as cercam.


Número de soldados 

Os soldados americanos lideraram a invasão do Iraque em março de 2003, em uma coalizão com a Grã-Bretanha e outros países. 

Os números de soldados dos Estados Unidos no país variou entre 100 mil e 150 mil, exceto no período da elevação do contingente, em 2007. 

A elevação do contingente foi uma iniciativa do ex-presidente George W. Bush para melhorar a segurança no país, principalmente na capital, Bagdá, e envolveu o envio de mais 30 mil soldados. 

O presidente Barack Obama fez da retirada do Iraque uma das grandes promessas de sua campanha eleitoral de 2008 e o número de soldados vinha caindo desde que ele assumiu o cargo, em janeiro de 2009. 

No dia 19 de agosto de 2010, a última brigada de combate americana saiu do país, deixando para trás 50 mil funcionários militares envolvidos no processo de transição.


Vítimas 

Segundo os últimos dados do Departamento Defesa dos Estados Unidos, os americanos perderam 4.487 militares desde o início da operação no Iraque em 19 de março de 2003. 

No dia 31 de agosto de 2010, quando os últimos soldados de combate americanos saíram do Iraque, 4.421 tinham morrido, dos quais, 3.492 morreram em ação. Quase 32 mil tinham sido feridos em operações no país.

Desde então, no que foi chamado Operação Novo Amanhecer, 66 morreram, dos quais 38 em ação. Outros 305 foram feridos em ação desde 1º de setembro de 2010. 

A Grã-Bretanha perdeu 179 militares. Entre estes, 136 morreram durante operações. 

Outros países que fizeram parte da coalizão registraram 139 mortes, segundo o site iCasualties. 

Mas, enquanto os dados de vítimas entre os militares americanos e dos outros países da coalizão trazem números razoavelmente bem documentados, o número de vítimas entre os civis iraquianos é mais difícil de determinar devido à falta de estatísticas oficiais confiáveis.

Todos os números e estimativas de mortes entre iraquianos são muito questionados. 

A organização Iraq Body Count (IBC) vem tentando levantar estes números analisando relatos da imprensa e comparando com registros de necrotérios. 

Segundo o IBC ocorreram entre 97.461 e 106.348 mortes entre os iraquianos até julho de 2010. 

O período mais violento em termos de mortes de civis foi o mês da invasão, março de 2003, durante o qual o IBC afirma ter ocorrido a morte de 3.977 civis iraquianos. Outros 3.437 morreram em abril de 2003. 

Mas, estes não são os únicos números. 
Outros relatórios e pesquisas apresentaram uma variedade de estimativas de números de iraquianos mortos. A Pesquisa sobre a Saúde da Família Iraquiana, que contou com o apoio da ONU, estimou que ocorreram 151 mil mortes violentas no período entre março de 2003 e junho de 2006. 

Enquanto isto, a revista especializada The Lancet publicou em 2006 uma estimativa de 654.965 mortes entre iraquianos relacionadas à guerra, das quais 601.027 foram causadas por violência.
Esta pesquisa da revista The Lancet e a Pesquisa sobre a Saúde da Família Iraquiana incluem mortes de combatentes e civis iraquianos. 

Um número desconhecido de empreiteiros civis também foram mortos no Iraque. O site iCasualities publicou o que descreve como uma lista parcial que traz o número de 467 mortos.



Custo 

O custo da guerra é outra área na qual os números variam muito. 

O Serviço de Pesquisa do Congresso, um serviço respeitado e apartidário, estima que, no final do ano fiscal de 2011, os Estados Unidos terão gasto quase US$ 802 bilhões para financiar a guerra. 

No entanto, o economista vencedor do prêmio Nobel Joseph Stiglitz, e a professora de Harvard Linda Bilmes, afirmam que o custo real chega a US$ 3 trilhões se os impactos adicionais no orçamento e na economia dos Estados Unidos forem levados em conta. 

Deslocados pela guerra 

A violência sectária do conflito no Iraque começou a aumentar no começo de 2005. Mas a destruição de um importante templo xiita em fevereiro de 2006 levou a um aumento grande dos ataques ocorridos entre milícias sunitas e xiitas. 

Isto levou muitas famílias iraquianas a abandonar suas casas e se mudar para outras áreas do país ou ainda fugir do Iraque.

A Organização Internacional de Migração (IOM, na sigla em inglês), que monitora o número de famílias que abandonaram suas casas, estima que nos quatro anos entre 2006 e 2010, até 1,6 milhão de iraquianos tiveram que deixar seus domicílios, mas permaneceram no país, o que representa 5,5% da população
Deste total, cerca de 400 mil pessoas voltaram no meio de 2010, primeiramente para Bagdá, Diyala, Ninewa e Anbar, segundo a IOM. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC

sábado, 26 de novembro de 2011

FOTOS DO DIA - Verônica Verone chorando e cumprimentando o juri


Após 12 horas de julgamento, a estudante Verônica Verone de Paiva, 18, foi condenada a 15 anos de prisão pela morte do empresário Fábio Gabriel Rodrigues, 33, em um motel em Niterói (região metropolitana do Rio). O crime ocorreu dia 14 de maio deste ano.

domingo, 20 de novembro de 2011

MILÍCIAS NO RIO - Ex-PM que fugiu do BEP é morto a tiros em Campo Grande

Por Carolina Heringer 
O ex-PM Wellington Vaz de Oliveira, de 38 anos, foi morto a tiros, na noite desse sábado, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Os disparos foram, provavelmente, de fuzil, de acordo com informações da Polícia Militar.

Wellington estava foragido desde que deixou, pela porta da frente, o Batalhão Especial Prisional (BEP), em setembro do ano passado. Ele é acusado de envolvimento com a milícia da Zona Oeste comandada pelo ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, e o também ex-PM Ricardo Teixeira Cruz, o Batman.
Wellington foi encontrado morto dentro de seu carro, um Gol de cor preta, num posto de gasolina. Segundo testemunhas, homens que estavam numa kombi branca desceram do veículo e efetuaram diversos disparos contra o ex-PM.
De acordo com a PM, a Delegacia de Homicídios, responsável pelo caso, vai pedir imagens das câmeras de segurança do posto para ajudar na identificação dos responsáveis pelo crime.

Wellington fugiu no dia 8 de setembro de 2010, junto com outro ex-PM, José carlos da Silva, que também seria integrante da milícia de Jerominho e Batman. A fuga teria sido facilitada em troca do pagamento de R$ 200 mil. Uma sindicância foi aberta na época, mas ninguém acabou identificado ou punido

Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/ex-pm-que-fugiu-do-bep-morto-tiros-em-campo-grande-3279800.html#ixzz1eFoeZqhm



domingo, 30 de outubro de 2011

VIOLÊNCIA NO RIO - Universitário é morto com cinto na Gávea




Paulo Carvalho   
O caminho do universitário de Belas Artes e Cinema Arthur Efraim Fernandes de Moura, de 24 anos, foi cruzado por várias vezes de maneira turbulenta pelo artista plástico Marcos Fabiano da Silva Gonçalves, de 32 anos, seu desafeto nas noites cariocas. No último encontro, o fim acabou sendo trágico. Na saída de um evento num shopping na Gávea, em 28 de agosto desse ano, o estudante foi atacado por Marcos Fabiano de maneira inusitada. E acabou morto.

Com um cinto ornamental que disse ter confeccionado há alguns anos, o artista plástico atingiu Arthur com um golpe certeiro, que atingiu a parte de trás do pescoço da vítima.

Sem mexer nenhum membro, o estudante, já gritando no local em que havia ficado paralítico, foi socorrido e levado para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, onde lutou pela vida por dez dias. Mesmo que sobrevivesse, ficaria tetraplégico. Arthur teve como causa da morte "traumatismo raqui medular com pneumonia e edema pulmonar subsequentes com ação perfuro cortante de uma arma branca".

O caso, registrado inicialmente como lesão corporal seguida de morte, já está sendo investigado delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto, da 15ª DP ( Gávea) como homicídio. Marcos confessou ter atacado o estudante, mas alega legítima defesa.

No depoimento, Marcos explicou como confeccionou o cinto artesanal. Usando parte de um cinto de segurança de um carro, ele acrescentou um chip de computador, uma colher de sopa e uma fivela costurada com uma espécia de flor-de-lis. Testemunhas do ocorrido disseram que no cinto haviam objetos pontiagudos, o que pode ter provocado o ferimento que causou a morte de Arthur.

O advogado do artista plástico, William de Souza classificou o caso como uma fatalidade e diz que seu cliente agiu em legítima defesa, pelo fato de já ter sido agredido por Arthur em outras ocasiões, fato negado com veemência pela família do estudante.

No depoimento prestado na delegacia, Raisa Curty Carvalheira disse que ainda tentou pedir ao namorado, durante o evento no shopping, para que não prestasse atenção às provocações feitas por Marcos Fabiano. Ela chegou a pedir a Arthur para que fossem embora quando percebeu que algo de pior poderia acontecer ainda dentro do shopping.

Briga na saída
Segundo o relatos de uma testemunha, Fabiano saiu antes do shopping com uma mochila. Logo depois, vieram o universitário e a namorada. Os dois estavam bem próximos quando o artista retirou o cinto da mochila e aplicou o golpe.

— Esse cara sempre criou problemas para a vida do meu filho. Onde o Arthur estava ele também ia para fazer provocações. Era meu único filho e um exemplo dentro de casa. Fazia duas faculdades e estava agora tentando começar um estágio — disse Maria Rachel Fernandes, mãe da vítima.

Questionado sobre o cinto pelos policiais que o localizaram em sua residência, no bairro de Brás de Pina, Marcos Fabiano disse foi roubado. O artista contou que, ao saber da morte do estudante, começou a se cortar com lâmina para tentar se matar.

— Não acredito nessa versão dele. Acho que ele está criando álibis e versões para tentar desfazer o crime que cometeu — disse o delegado Carlos Augusto.

Marcos Fabiano responde pelo crime em liberdade. Mas o delegado pretende encaminhar à Justiça um pedido de prisão.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

PMs suspeitos do assassinato da juíza vão prestar depoimentos #Rio

Ao todo, 600 armas do BPM de São Gonçalo foram recolhidas e vão ser periciadas. A polícia quer saber se os tiros partiram de uma dessas armas.



Ao todo, 600 armas, entre revólveres e pistolas, do Batalhão da Polícia Militar de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, foram recolhidas e vão ser periciadas. A polícia do Rio quer saber se os tiros que mataram a juíza Patrícia Acioli partiram de algumas dessas armas.

Os três PMs suspeitos do crime passaram a noite na delegacia de homicídios. Eles devem prestar depoimento nesta terça (13).

Os investigadores suspeitam que o tenente Daniel Benitez e os cabos Sérgio Costa Junior e Jefferson de Araújo Miranda vigiaram a juíza por 30 dias, antes do assassinato. E decidiram matá-la para evitar que ela expedisse mandados de prisão contra eles, em um outro inquérito de assassinato.

A advogada dos três PMs suspeitos da morte da juíza disse que vai provar que seus clientes são inocentes.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Justiça decreta prisão de três PMs pelo assassinato de juíza #Rio [Agora falta quem mandou matar ]

Soldados já estavam presos pela morte de um jovem ocorrida em junho
iG Rio de Janeiro | 12/09/2011 08:21
Três policiais militares do 7º BPM (São Gonçalo) acusados de serem os responsáveis pelo assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli tiveram a prisão temporária decretada neste domingo (11) pelo plantão judiciário de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Foto: Reprodução Facebook
Patrícia Acioli tinha 47 anos e foi morta quando chegava em sua casa, em Niterói
O tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda já estavam presos na Unidade Prisional da Polícia Militar. Eles também são acusados pela morte de um jovem de 18 anos, ocorrida no mês de junho, no Complexo do Salgueiro, no município de São Gonçalo.
A prisão desses três PMs pelo assassinato do adolescente foi decretada por Patrícia, horas antes de sua morte. O crime tinha sido registrado na 72ª DP (São Gonçalo) como auto de resistência (morte em confronto com a polícia). No entanto, segundo testemunhas, tratou-se de um assassinato.
Dois integrantes do GAT que participaram de uma incursão no Complexo do Salgueiro que terminou com a morte de Diego já estavam presos. Até então, os demais membro do grupo estavam no dia do fato, mas não teriam participado diretamente da ação. A juíza Patrícia, no entanto, decidiu incluir no processo toda a guarnição do GAT que esteve no local.
Daniel, Sérgio e Jefferson teriam se encontrado no dia em que suas prisões foram decretadas por Patrícia. Seguiram para o Fórum de São Gonçalo, perseguiram a juíza e a assassinaram com 21 tiros em frente a sua casa, no bairro de Piratininga, no município de Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

domingo, 2 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Presença de Plínio de Arruda Sampaio no julgamento de Dorothy Stang


   
Sandra Rocha
Especial para o UOL Notícias
Em Belém
  • A missionária norte-americana Dorothy Stang, 
assassinada em 2005, em Anapu (PA) A missionária norte-americana Dorothy Stang, assassinada em 2005, em Anapu (PA)
Começou às 8h, como previsto, o julgamento do pecuarista Regivaldo Pereira Galvão, acusado de mandar matar a missionária norte-americana Dorothy Stang. No plenário, a sessão é acompanhada por representantes do Conselho Nacional de Direitos Humanos, da Embaixada americana, do pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, dentre outros.
Nesta primeira fase serão ouvidas as testemunhas de acusação e de defesa. O início da sessão foi marcado por um bate-boca entre defesa e acusação, gerado pela presença da presidente do Conselho Federal dos Direitos Humanos da OAB, Mary Cohen.
O advogado de defesa, Jânio Siqueira, pediu que a advogada saísse da mesa, alegando constrangimento ao réu. O mal estar fez com que outros convidados do juiz, Plínio de Arruda e o procurador da República Felício Pontes Junior também decidissem sair.
O pedido de Jânio foi feito logo após o juiz negar pedido de Regivaldo para que ficasse ao lado de seus advogados durante o julgamento, e não de costas para o júri. O juiz Raimundo Flexa justificou que se Regivaldo ficasse em posição que pudesse encarar os jurados, poderia constrangê-los.
Por decisão do juiz, o réu também não pôde receber papel e canetas, como queriam seus advogados, para fazer anotações durante a sessão. Ele entendeu que ele terá todo o tempo para fazer sua defesa quando chegar o momento de falar.
Fora do plenário, Plínio de Arruda Sampaio disse que, como ex-constituinte, sabe que o confronto visual entre o réu e os jurados poderia afetar o resultado do julgamento. Para ele, a condenação de Regivaldo funcionaria justamente para fortalecer denúncias de ameaças feitas por latifundiários.
A representante da Embaixada Americana, Chystinne Serrão, que também assistiu ao julgamento de Vitalmiro Bastos (condenado também como mandante do crime), disse que cumpre função de observadora e que relatará suas observações à Embaixada.
A mesma função cumpre o presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, Fernando Mattos. A entidade interinstitucional vê o assassinato como ameaça aos direitos humanos.
No plenário, mais da metade das cadeiras é ocupada por representantes de movimentos sociais que pedem a condenação de Regivaldo. A outra parte é ocupada por familiares e amigos de Regivaldo. Do lado de fora do plenário, microfones e carro som são usados pelos dois grupos para alardear a culpa e a inocência do réu.

sábado, 27 de março de 2010

CASO ISABELLA NARDONI - Defesa recorre após condenação do casal Nardoni e diz que brilho da noite é do promotor


da Folha Online
Logo após o juiz Maurício Fossen ler a sentença de condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá pela morte da menina Isabella, a defesa do casal recorreu.
Acompanhe minuto a minuto o julgamento o caso Isabella
Leia cobertura completa sobre o caso Isabella
Casal Nardoni é condenado pela morte de Isabella
Leia íntegra da sentença do casal Nardoni
O advogado Roberto Podval não falou com a imprensa, mas, por meio da assessoria do Tribunal de Justiça, a defesa do casal disse que "o brilho da noite é do doutor [Francisco] Cembranelli", que fez a acusação do casal.
O casal foi condenado por homicídio triplamente qualificado e fraude processual (por ter alterado a cena do crime). De acordo com a sentença, Alexandre foi condenado a 31 anos, um mês e dez dias de prisão por homicídio triplamente qualificado: por ter sido usado meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, e para garantir a ocultação de crime anterior.
Duas dessas características foram consideradas agravantes, e outras duas foram adicionadas: o fato do crime ter sido cometido contra menor de 14 anos e pela vítima ser sua fiha. Nardoni foi condenado ainda a oito meses pela fraude processual.
Já Anna Carolina Jatobá foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, também por homicídio triplamente qualificado, com as duas características agravantes e por ter sido praticado contra menor de 14 anos. Ela também foi condenada a oito meses pela fraude processual.
Eles devem aguardar o recurso presos, conforme a sentença.
Isabella, filha de Alexandre, morreu em março de 2008 ao cair do sexto andar da janela onde moravam o pai e a madrasta, na zona norte de São Paulo.

 


 

CASO ISABELLA NARDONI - Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são condenados pela morte da menina Isabella

27/03 às 02h20 Flávio Freire, Marcelle Ribeiro, Wagner Gomes, Tatiana Farah, O Globo, CBN, SPTV

SÃO PAULO - Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pela morte de Isabella Nardoni, 5 anos, e não poderão recorrer em liberdade à sentença. Alexandre cumprirá 31 anos, um mês e 10 dias de prisão em regime fechado. Por ser o pai de Isabella - praticou o crime contra descendente - teve pena maior do que a da mulher. Anna Carolina Jatobá foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão. Pela fraude processual, os dois cumprirão ainda 8 meses de prisão em regime semiaberto e pagarão 24 dias multa.
leia a íntegra a sentença que condenou o casal nardoni Os jurados concluíram que o casal praticou o crime (homicídio triplamente qualificado) usando meio cruel e que dificultou a defesa da vítima. O crime é agravado ainda por tratar-se de uma menor de 14 anos de idade. A sentença foi comemorada com fogos, palmas e gritos pela multidão que aguardava o anúncio do lado de fora do Fórum de Santana. A queima de fogos durou pelo menos três minutos. O pai de Alexandre, Antonio Nardoni, sentado ao lado da filha na primeira fila, chorou bastante.
- O brilho da noite é do promotor Francisco Cembranelli - reconheceu o advogado de defesa do casal, Roberto Podval, que disse já ter recorrido da sentença, mas não deu detalhes.
O promotor cembranelli saiu sorrindo e foi aplaudido .
- Sempre estive confiante. Sempre me senti pronto para participar do julgamento - disse o promotor, acrescentando que nada o abalou e que sempre teve certeza do resultado.
Alexandre Nardoni foi levado ao plenário algemado. Tanto ele quanto Anna Carolina Jatobá choraram, mas um choro sem desespero, de quem já esperava pela condenação. A família de Ana Carolina Oliveira se abraçou assim que a sentença foi anunciada, mas funcionários do fórum pediram para que eles não se manifestassem.
A mãe de Isabella foi avisada do resultado por uma mensagem por celular. segundo o site g1, por viva voz ela agradeceu aos jurados pela condenação. Pouco depois, saiu na sacada de sua casa para acenar para a multidão que comemorava a condenação do lado de fora.
Logo após o anúncio da sentença, o casal Nardoni foi levado de volta à prisão no carro oficial da Secretaria de Administração Penitenciária. A avenida diante do Fórum de Santana teve de ser interditada, pois foi ocupada pela multidão. a pm chegou a utilizar gás de pimenta para dispersar as pessoas que cercaram um carro na saída do fórum. Os carros fechados da SAP tiveram grande escolta policial. Na saída, ainda se ouviam fogos e a multidão eufórica gritava.
Discurso contundente e relógio como provaCom um discurso contundente e baseado em provas levantadas pela perícia, o promotor Francisco Cembranelli convenceu os sete jurados - quatro mulheres e três homens - de que Anna Carolina Jatobá agrediu e esganou a menina Isabella e o pai a jogou do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo.
A tentativa da defesa, de desqualificar as provas, não deu certo. O advogado Roberto Podval reconheceu diante do júri não conhecer o processo e disse que foi procurado "por um pai desesperado". disse ainda que se sentiu intimidado pela experiência do promotor , que tem 22 anos de Tribunal de Júri e mais de mil julgamentos no currículo.
Diante do júri, Cembranelli disse que a defesa fez um trabalho "pífio", acusou a perita Roselle Soglio de ser uma "perita trapalhona" e lembrou que a defesa dos Nardoni começou chamando 20 testemunhas e acabou só levando duas para falar a favor do casal diante dos jurados.
veja as perguntas que os jurados responderam - O promotor não está de todo errado. Ele dizia ' você não conhece o processo'. Ele estava desde o início, eu não. Me chega um pai desesperado e pede que eu abrace a causa. O que é que eu fiz? Arrolo todas as testemunhas e depois vejo o que eu faço - justificou-se Podval, que um dia antes havia afirmado que uma condenação não o surpreenderia e que não tinha "falsa expectativa de absolvição".
Cembranelli foi duro também com o casal.
Disse que a madrasta de Isabella 'era um barril de pólvora prestes a explodir'. para ele, jatobá tem rompantes. .
- Quando ela xinga, xinga mesmo. Quando agride, agride mesmo - resumiu o promotor.
O promotor disse que todas as brigas do casal tinham o mesmo motivo: o ciúme doentio que Anna Jatobá sentia da mãe da menina. Cembranelli disse que a madrasta só se referia a Ana Carolina Oliveira como 'aquela vagabunda'.
- Como uma criança de cinco anos pode conviver com uma mulher que se refere à mãe dela como aquela vagabunda? - questionou Cembranelli.
Cembranelli chamou Isabella de 'cópia em miniatura' de Ana Carolina Oliveira.
Cembranelli chegou a citar o caso do jornalista Antonio Pimenta Neves, que matou a tiros a ex-namorada. a também jornalista Sandra Gomide, para exemplificar pessoas que cometem crimes sem premeditação.
- Nunca disse que o crime é premeditado, 75% dos crimes levados a grande júri não são premeditados. São de criminosos ocasionais - disse o promotor.
- Ela (Anna Jatobá) nunca planejou esmurrar um vidro, jogar um bebê no chão. Achar que pais não cometem violência contra os filhos é desconhecer as estatísticas.
ana carolina oliveira e a menina isabella nardoni -
 reprodução arquivo pessoa
Para comprovar que o casal estava dentro do apartamento quando a menina foi jogada, o promotor explicou a crononologia dos fatos no dia da morte e a sequência dos telefonemas ocorridos para comunicar a Polícia e a família de Alexandre Nardoni no momento em que o corpo da criança caiu do sexto andar do prédio.
- As informações dos telefonemas, todas cruzadas, demonstram que o casal estava no apartamento no momento do crime - disse o promotor aos jurados, que não desgrudaram os olhos de Cembranelli durante toda a sua argumentação.
( veja a cronologia dos telefonemas apresentada pelo promotor ao júri )
Para o promotor, a tese de uma terceira pessoa na cena do crime nunca foi factível.
- a inocência do casal seria absurda - afirmou.
Segundo Cembranelli, o tempo que Alexandre levou para descer até o térreo foi o mesmo que o porteiro levou para avisar o vizinho Antônio Lúcio, morador do 1º andar do edifício London, e que o vizinho demorou para pedir socorro. Para ele, o casal estava estava no apartamento no momento em que a menina Isabella foi jogada do apartamento 62 do Edifício London.
A cronologia mostrou que a sequência de fatos apresentada pelo casal Nardoni não poderia ter verdadeira. Alexandre Nardoni diz que subiu com a filha no colo até o apartamento, a colocou na cama e voltou à garagem para pegar os outros dois filhos, que estavam com a mulher, no carro. Ao chegar, disse o casal, é que ele foi ao quarto e viu que a menina havia sido jogada.
O promotor questionou ainda o porquê de Alexandre Nardoni não ter ligado para o resgate. A primeira ligação de pedido de socorro foi feita pelo morador do 1º andar, que viu a menina caída.
- Ele fez o que qualquer um de nós faria, menos o pai: ligar para o resgate. É isso que se faz em uma situação de emergência. Eu pularia pela janela para defender meu filho, desceria as escadas, não ficaria apertando botão, esperando - disse.
avós maternos chegam para ultimo dia do 
julgamento/foto eliária andrade, o globo O promotor Cembranelli lembrou que Isabella tinha características de asfixia mecânica típicas de esganadura no pescoço e que a menina não poderia ter sozinha se esganado. Disse ainda que uma testemunhas ouviu uma discussão entre um casal momentos antes da queda de Isabella e reconheceu que a voz era de Anna Jatobá.
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promotor se irrita e diz que alexandre chora sem lágrimas advogado dos nardoni admite não ter falsas expectativas de absolvição defesa diz que não haverá acareação com mãe de isabella
alexandre nardoni tenta desmoralizar a polícia anna carolina jatobá nega ter esganado e depõe com voz de choro alexandre nardoni diz que delegada também referendou proposta de calil filho promotor e advogado trocam farpas durante depoimento e até juiz intervém perita diz que sangue era de isabella e camiseta incriina alexandre alexandre deixa de responder perguntas e dá respostas ríspidas à promotoria advogado dos nardoni é agredido por manifestante famílias nardoni e oliveira estão separadas por oito poltronas psiquiatra diz que isolamento trará danos a ana carolina oliveira perita diz que marca na camisa de alexandre é compatível com ato de jogar isabella pela janela legista diz que isabella foi impedida de gritar delegada diz ter 100% de certeza que os nardoni mataram a menina a avó materna reclama do isolamento da mãe de isabella .

 

 

sexta-feira, 26 de março de 2010

CASO ISABELLA NARDONI - Casal Nardoni chega a fórum para dia decisivo de julgamento

No que pode ser o dia decisivo do julgamento do caso Isabella, os acusados da morte da menina em 2008, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, chegaram um pouco mais cedo nesta sexta-feira ao Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo. O casal pode conhecer hoje o veredicto do júri popular, que começou na última segunda-feira.
Após passar mais uma noite na Penitenciária Feminina de Santana, no antigo complexo do Carandiru, o veículo da madrasta de Isabella entrou pela porta lateral do fórum por volta das 8h10. Já a caminhonete de Nardoni alcançou o local cerca de 20 minutos depois, depois de fazer um percurso mais longo do que nos outros dias. Nos quatro dias anteriores, os réus chegaram ao tribunal entre 8h30 e 9h.
O provável último dia do júri popular deve começar com a fase dos debates entre defesa e acusação. Ministério Público, representado pelo promotor Francisco Cembranelli, tem um prazo de até duas horas e meia. Defesa, comandada pelo advogado Roberto Podval, tem o mesmo espaço. Se houver necessidade, o promotor pode optar por uma réplica que pode resultar em tréplica da defesa - cada uma com duração de cerca de duas horas.
O tempo de debate pode ser prolongado ainda mais em função de acordo entre as partes e dependendo da anuência do juiz. Após ser encerrada a fase dos debates, o Conselho de Sentença (formado pelos sete jurados) se reunirá na Sala Secreta com o magistrado, promotor e advogados para a votação dos quesitos.
O veredicto - absolvição ou condenação - será proferido após a apuração da votação secreta do Conselho de Sentença. Em seguida, o juiz Maurício Fossen fará a leitura da decisão do júri no Plenário e, caso Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá sejam condenados, estabelecerá a pena ao casal.
Na quinta-feira, os réus prestaram seus depoimentos por cerca de dez horas, respondendo indagações do promotor Francisco Cembranelli e do advogado de defesa Roberto Podval. Ambos choraram, se disseram inocentes e acusaram a polícia de pressioná-los a confessar o crime após a morte da menina.
O caso
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.
O júri popular do casal começou em 22 de março e deve durar cinco dias. Pelo crime de homicídio, a pena é de no mínimo 12 anos de prisão, mas a sentença pode passar dos 20 anos com as qualificadoras de homicídio por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e tentativa de encobrir um crime com outro. Por ter cometido o homicídio contra a própria filha, Alexandre Nardoni pode ter pena superior à de Anna Carolina, caso os dois sejam condenados.

 

 

JUSTIÇA - Acusados de matar Celso Daniel serão levados a júri popular


da Folha de S.Paulo
Oito anos após o assassinato de Celso Daniel (PT), prefeito de Santo André (Grande SP), o juiz Antonio Hristov determinou ontem que os seis acusados de terem executado o crime sejam levados a júri popular.
A sentença de pronúncia (quando o juiz determina o julgamento pelo tribunal do júri) não afeta o ex-segurança Sérgio Gomes da Silva, que conduzia o carro em que o político estava no momento do sequestro. Apontado como o mandante, Gomes da Silva, que se defende em um processo paralelo, nega ter participado do assassinato.
Foram pronunciados: José Edson da Silva, Elcyd Brito, Marcos dos Santos, Ivan Rodrigues ("Monstro"), Itamar dos Santos e Rodolfo Rodrigo Oliveira. Eles serão julgados por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e sem chance de defesa da vítima). A pena máxima é de 30 anos. O primeiro julgamento será em agosto. José Erivan foi impronunciado por falta de provas.
Os réus estão detidos desde 2002. Na última semana, José Edison, Elcyd e Marcos ganharam liminar do Supremo Tribunal Federal por excesso de prisão sem julgamento. Marcos foi solto --os demais tinham outras ordens de detenção. A Promotoria pediu nova prisão.

 


 

terça-feira, 16 de março de 2010

CASO ISABELLA NARDONI - Acusados de matar Isabella Nardoni serão julgados na próxima semana


A partir de segunda-feira, o Tribunal do Júri vai analisar os argumentos da acusação e da defesa e ouvir as testemunhas. Pai e madrasta são acusados de matar a menina em março de 2008.



Começa na semana que vem o julgamento de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella Nardoni em março de 2008.

A partir de segunda-feira, o tribunal do júri vai analisar os argumentos da acusação e da defesa e ouvir as testemunhas.

Nem parece o mesmo lugar. já não há câmeras, nem curiosos - como há quase dois anos. A tranquilidade voltou à rua Santa Leocádia, na Vila Mazzei, zona norte da capital. Mas o que aconteceu neste prédio não sai da memória de quem vive no local.

Isabella Nardoni tinha cinco anos quando foi encontrada caída no jardim do edifício London. Era uma noite de sábado, a menina não resistiu.

“Ah jogaram uma criança, jogaram uma criança, vai ver que a criança caiu”, diz uma senhora.

Desde o momento em que Isabela foi encontrada no jardim, Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, únicos réus pela morte, afirmam que uma terceira pessoa pode ter entrado no apartamento quando o casal estaria na garagem com os outros filhos e Isabela, sozinha.

O que realmente aconteceu naquela noite é o que o tribunal do júri vai responder a partir de segunda-feira. Para o promotor não há dúvida sobre a autoria do crime. Mesmo sem uma prova inquestionável.

“Nós não temos a prova crucial, a perícia crucial. Eu não me refiro assim. O processo tem um acervo probatório muito grande. Nós temos várias testemunhas cujos depoimentos nos permitiram visualizar o histórico de vida daquele casal”, fala o promotor Francisco Cembranelli.

Um vídeo elaborado pelo Instituto de Criminalística a partir do trabalho dos peritos vai ser usado pela promotoria para sustentar a acusação.

Na versão da polícia, o casal para na garagem do prédio, local onde a madrasta teria agredido Isabella. Vestígios de sangue teriam ficado no carro.

Para a acusação Alexandre entrou em casa com a filha no colo e a jogou no chão da sala. Em seguida, Ana Jatobá teria se asfixiado a menina com as duas mãos.

Pela conclusão dos peritos, Alexandre pegou uma faca e uma tesoura, foi ao quarto e cortou a tela de proteção.

Depois, pegou a filha no colo, entrou no quarto e caminhou sobre a cama. a pegada de Alexandre ficou no lençol.

O pai teria jogado a menina desacordada pela janela. A tela de proteção ficou marcada na camiseta do pai.

O advogado de defesa do casal Nardoni questiona o trabalho da polícia científica e também vai usar isso no tribunal.

“A perícia não pode trabalhar para montar uma história que a polícia não conseguiu montar e neste caso eu não tenho dúvida que isso foi feito, a perícia trabalhou em função da polícia”, fala Roberto Podval, advogado de defesa.


 


 

domingo, 14 de março de 2010

SÃO PAULO/SEGURANÇA PÚBLICA/CASO GLAUCO - Criminoso telefonou para a mulher de Glauco; polícia rastreou a ligação

Ricardo Feltrin
secretário de Redação da Folha Online
A polícia rastreou uma ligação feita ontem à noite para o celular de Beatriz Galvão, a Bia, mulher do cartunista Glauco Vilas Boas, assassinado ao lado do filho na madrugada da última sexta-feira. A ligação foi feita de um telefone público na Grande São Paulo.
Leia a cobertura completa sobre a morte de Glauco
Veja linha do tempo da carreira de Glauco
Veja a repercussão da morte do cartunista
Glauco foi líder religioso amoroso, mas exigente com discípulos
Cartunistas se unem para prestar tributo a Glauco na internet
Madrinha Bia, como é conhecida, afirmou à polícia não ter dúvidas de que o autor da ligação era Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, apontado como assassino de pai e filho.
Reprodução
Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, apontado como autor dos tiros 
contra Glauco; testemunhas dizem que ele "delirava" quando 
atirou
Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, apontado como autor dos tiros contra Glauco; testemunhas dizem que ele "delirava" quando atirou
Ela contou que, após atender, ouviu a voz do criminoso, que disse algumas palavras desconexas, entre elas, "perdão". Madrinha da Igreja Céu de Maria, onde Glauco era líder, ela disse que não conseguiu manter a conversa, porque passou mal e desmaiou.
Página no orkut
Amigos e familiares do cartunista Glauco Vilas Boas informaram também à polícia neste domingo para que investigue a possibilidade de o assassino estar escondido em local com acesso a computador. A suspeita surgiu depois que dois usuários "fakes" passaram a defender o suposto assassino em sua página no orkut.
Segundo pessoas próximas a Nunes, a linguagem e a forma de escrever (e erros) são "compatíveis" com outras mensagens postadas por Nunes a colegas de rede social.
Disque Denúncia
Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro do estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, suspeito de matar o cartunista Glauco Vilas Boas, 53, e seu filho Raoni, 25, deve alertar as autoridades públicas. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), as informações podem ser fornecidas através do 181, o Disque Denúncia. O denunciante ainda pode comparecer à delegacia de polícia mais próxima.
O Disque Denúncia é uma central telefônica que recebe informações sobre crimes e problemas de segurança pública no Estado de São Paulo. Quem ligar para o 181 terá sigilo absoluto sobre sua identidade e anonimato. Quem estiver em outros Estados deve ligar para (11) 3188-4130.

 

 

SÃO PAULO/SEGURANÇA PÚBLICA/CASO GLAUCO - Polícia identifica suspeito e negocia rendição, diz jornal

Nesse sábado que identificou a pessoa que dirigiu o Gol cinza no qual estava Carlos Eduardo Sundeld Nunes, 24, principal suspeito de matar a tiros em Osasco o cartunista, compositor e líder religioso Glauco Vilas Boas, 53, e o filho Raoni, 25. A informação é da edição deste domingo do jornal Folha de S.Paulo. Segundo teria dito o delegado responsável pelo caso Archimedes Cassão Veras Junior à reportagem do jornal, ele é um jovem paulistano, que assim como o principal suspeito, continuava foragido até o sábado.
Segundo informações do jornal, a polícia teria dito que que chegou até ele após descobrir a placa do veículo utilizado no crime e rastrear os seus dados, pois o carro estaria no nome do jovem. A sua identidade não foi revelada. De acordo com informações do delegado ao jornal Folha de São Paulo, policiais foram até a casa do suspeito, mas ele não estava. Logo depois, um advogado se apresentou em nome da família do jovem para negociar as condições para que ele se entregasse. Segundo disse o delegado à reportagem do jornal, o suspeito deve se entregar no início desta semana.
Redação Terra