Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Justiça decreta prisão de três PMs pelo assassinato de juíza #Rio [Agora falta quem mandou matar ]

Soldados já estavam presos pela morte de um jovem ocorrida em junho
iG Rio de Janeiro | 12/09/2011 08:21
Três policiais militares do 7º BPM (São Gonçalo) acusados de serem os responsáveis pelo assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli tiveram a prisão temporária decretada neste domingo (11) pelo plantão judiciário de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Foto: Reprodução Facebook
Patrícia Acioli tinha 47 anos e foi morta quando chegava em sua casa, em Niterói
O tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda já estavam presos na Unidade Prisional da Polícia Militar. Eles também são acusados pela morte de um jovem de 18 anos, ocorrida no mês de junho, no Complexo do Salgueiro, no município de São Gonçalo.
A prisão desses três PMs pelo assassinato do adolescente foi decretada por Patrícia, horas antes de sua morte. O crime tinha sido registrado na 72ª DP (São Gonçalo) como auto de resistência (morte em confronto com a polícia). No entanto, segundo testemunhas, tratou-se de um assassinato.
Dois integrantes do GAT que participaram de uma incursão no Complexo do Salgueiro que terminou com a morte de Diego já estavam presos. Até então, os demais membro do grupo estavam no dia do fato, mas não teriam participado diretamente da ação. A juíza Patrícia, no entanto, decidiu incluir no processo toda a guarnição do GAT que esteve no local.
Daniel, Sérgio e Jefferson teriam se encontrado no dia em que suas prisões foram decretadas por Patrícia. Seguiram para o Fórum de São Gonçalo, perseguiram a juíza e a assassinaram com 21 tiros em frente a sua casa, no bairro de Piratininga, no município de Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

domingo, 6 de junho de 2010

RUAS, IGREJAS E MONUMENTOS DO RIO DE JANEIRO - Mosteiro de São Bento #inforio



Mosteiro
   História



Fundado em 1590 por monges vindos da Bahia, o Mosteiro beneditino do Rio de Janeiro foi construído a pedido dos próprios habitantes da recém fundada cidade de São Sebastião. Em pleno Centro da grande metrópole, conserva-se aqui um lugar de silêncio, paz, oração e trabalho, que se traduz em diversas atividades mantidas regularmente. 

As duas principais são as celebrações diárias do Ofício Divino e da Missa, com canto gregoriano. Além disso, funcionam dentro da Abadia: o Colégio de São Bento, as Edições Lumen Christi, a Faculdade de São Bento, a Casa de retiros de Emaús e a Obra Social São Bento. O Mosteiro mantém também duas casas de retiro e encontros: a Casa de São Bento, no Alto da Boa Vista, e o Sitio Seio de Abrahão, em Teresópolis.


Localização



Fotos do Mosteiro







PHOTO
Igreja Abacial
O projeto inicial da igreja do Mosteiro é atribuído ao arquiteto militar Francisco de Frias Mesquita, tendo sido provavelmente elaborado entre 1617 e 1618. A parte mais antiga do conjunto é o frontispício com suas três arcadas, que foram levantados entre 1666 e 1669, juntamente com o coro. O interior da igreja é revestido de talha de madeira dourada, em estilo barroco, datando de 1717 o início de sua colocação. A nave central é ladeada por 8 capelas laterais dedicadas ao Santíssimo Sacramento, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Pilar, Santo Amaro, Santa Gertrudes, São Lourenço, São Brás e São Caetano. Ao fundo, domina a capela-mor, com o coro onde os monges cantam diariamente o Ofício Divino e o grande altar da titular da igreja, Nossa Senhora do Monserrate. Na entrada da capela-mor vê-se o atual altar-mor, onde o celebrante principal oferece diariamente o santo sacrifício da Missa.

PHOTO
Nossa Senhora do Monserrate
A imagem da titular da igreja abacial está colocada sobre o grande altar situado no fundo da capela-mor. Foi esculpida pelo monge Frei Domingos da Conceição da Silva, sendo que já existia em 1676. Foi apenas na década de 1950 que um antigo nimbo dourado foi substituído pelas cortinas de veludo que estão ao fundo.
A imagem de Nossa Senhora do Monserrate está esculpida em alto relevo, e as imagens do corpo da igreja, de época posterior, vieram a combinar com ela. Os olhos do menino Jesus eram de ovos de passarinho pintados de esmalte, mas foram recentemente substituídos por outros de vidro.
PHOTO PHOTO
São Bento e Santa Escolástica
As imagens dos dois irmãos gêmeos, ele, patriarca dos monges e ela, matriarca das monjas do Ocidente, estão colocadas também no grande altar da capela-mor da igreja abacial, ladeando a imagem de Nossa Senhora do Monserrate. A duas imagens, de São Bento e de Santa Escolástica, foram esculpidas por Frei Domingos da Conceição, cerca do ano 1676.
A Santa Abadessa traz numa das mãos o báculo, símbolo de sua posição de mãe e guia espiritual, e na outra a Regra de São Bento, que até os dias de hoje é seguida por monges e monjas no mundo inteiro.
PHOTO
Capela da Conceição
Em 1700-1703 mandou-se vir de Lisboa um retábulo e uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Entretanto, o atual retábulo é do triênio de 1747-1748, quando também se mandou vir, novamente de Lisboa, a linda imagem que ora se vê no altar, feita no ano de 1748.
A talha do arco desta capela, construída entre 1677 e 1684, foi colocada entre 1720 e 1723. Seu autor é o mesmo que fez a talha dos demais arcos e do corpo central da igreja: Alexandre Machado Pereira.
PHOTO
Sacristia
É um lugar normalmente fechado à visitação pública. Na sacristia os monges se preparam para desempenhar suas funções litúrgicas, seja como sacerdotes celebrantes das Missas, seja como oficiantes nas celebrações solenes do Ofício Divino. Por seu especial amor à sagrada liturgia, os monges beneditinos dedicam um grande cuidado à manutenção da sacristia, onde fica guardado tudo o que é necessário para as diversas cerimônias.

PHOTO
Alpendre - Portaria
O alpendre que se vê na gravura, de colunas toscanas inteiriças e de teto à mourisca, fica à esquerda da igreja e foi levantado, concomitantemente à portaria correspondente, entre os anos de 1663 e 1666, quando ainda não havia o frontispício da igreja. Sua construção foi dirigida pelo monge mestre-de-obras Frei Leandro de São Bento. Suas paredes brancas, simples e despojadas, são um prenúncio da arquitetura interna do mosteiro, destinada à habitação quotidiana dos monges, em total contraste com o esplendor dourado da igreja. O raciocínio é simples: enquanto esse despojamento está de acordo com a vida pobre abraçada pelos monges, o máximo de beleza está reservado ao templo, que é a casa de Deus.
Por essa porta, ainda hoje entram vários jovens que, deixando a agitação do mundo, decidem abraçar a vida monástica, para seguir o Cristo pelo caminho estreito da obediência, do silêncio e da oração. Deixam o mundo para se fazerem presentes a ele de outro modo, mais profundo e comprometido, quando apresentam a Deus suas carências de justiça, paz e amor, pela adoração e o louvor contínuos.

PHOTO
Claustro
É no claustro que os monges se reúnem após as refeições para alegres momentos de convívio fraterno. Fora desses horários, é um local de silêncio, muito propício para a oração contemplativa. No seu centro encontra-se um belo chafariz, ladeado por quatro jambeiros que regularmente cobrem o chão de flores rosadas. Também no claustro são sepultados os monges que partem para o encontro definitivo com o Senhor.
Normalmente, o claustro é fechado à visitação, devido ao seu caráter de lugar de recolhimento, mas em certas datas específicas é aberto aos fiéis que nele entram em procissão. Esses dias são: Domingo de Ramos, Solenidade de Corpus Christi e nas exéquias dos monges


Quem foi São Bento



São Bento
 




São Bento de Núrsia, Patriarca do Monaquismo Ocidental






 
 

Por Dom Jerome Theisen, OSB, Abade Primaz da Confederação Beneditina (+1995).
 
Por ocasião da dedicação do Mosteiro de Monte Cassino em 1964, após sua reconstrução, o Papa Paulo VI proclamou São Bento (ca. 480 - ca. 547) patrono principal de toda a Europa. O título, apesar de um pouco exagerado, é verdadeiro sob vários aspectos. São Bento não construiu o Mosteiro de Monte Cassino com a intenção de salvar a cultura, mas, de fato, os mosteiros que depois seguiram a sua Regra foram lugares onde o conhecimento e os manuscritos foram preservados. Por mais de seis séculos, a cultura cristã da Europa medieval praticamente coincidiu com os centros monásticos de piedade e estudo.
São Bento não foi o fundador do monaquismo cristão, tendo vivido quase três séculos depois do seu surgimento no Egito, na Palestina e na Ásia Menor. Tornou-se monge ainda jovem e desde então aprendeu a tradição pelo contato com outros monges e lendo a literatura monástica. Foi atraído pelo movimento monástico, mas acabou dando-lhe novos e frutuosos rumos. Isto fica evidente na Regra que escreveu para os mosteiros, e que ainda hoje é usada em inúmeros mosteiros e conventos no mundo inteiro (Regra em Português).
A tradição diz que São Bento viveu entre 480 e 547, embora não se possa afirmar com certeza que essas datas sejam historicamente acuradas. Seu biógrafo, São Gregório Magno, papa de 590 a 604, não registra as datas de seu nascimento e morte, mas se refere a uma Regra escrita por Bento. Há discussões com relação à datação da Regra, mas parece existir um consenso de que tenha sido escrita na primeira metade do século VI.
São Gregório escreveu sobre São Bento no seu Segundo Livro dos Diálogos (versão inglesa disponível em Dialogues), mas seu relato da vida e dos milagres de Bento não pode ser encarado como uma biografia no sentido moderno do termo. A intenção de Gregório ao escrever a vida de Bento foi a de edificar e inspirar, não a de compilar os detalhes de sua vida quotidiana. Buscava mostrar que os santos de Deus, em particular São Bento, ainda operavam na Igreja Cristã, apesar de todo o caos político e religioso da época. Por outro lado, seria falso afirmar que Gregório nada apresenta em seu texto sobre a vida e a obra de Bento.
De acordo com os Diálogos de São Gregório, Bento (e sua irmã gêmea, Escolástica) nasceu em Núrsia, um vilarejo no alto das montanhas, a nordeste de Roma. Seus pais o mandaram para Roma a fim de estudar, mas ele achou a vida da cidade eterna degenerada demais para o seu gosto. Por conseguinte, fugiu para um lugar a sudeste de Roma, chamado Subiaco, onde morou como eremita por três anos, com o apoio do monge Romano.
Foi então descoberto por um grupo de monges que o incitaram a se tornar o seu líder espiritual. Mas o seu regime logo se tornou excessivo para os monges indolentes, que planejaram então envenená-lo. Gregório narra como Bento escapou ao abençoar o cálice contendo o vinho envenenado, que se quebrou em inúmeros pedaços. Depois disso, preferiu se afastar dos monges indisciplinados.
São Bento estabeleceu doze mosteiros com doze monges cada, na região ao sul de Roma. Mais tarde, talvez em 529, mudou-se para Monte Cassino, 130 km a sudeste de Roma; ali destruiu o templo pagão dedicado a Apolo e construiu seu primeiro mosteiro. Também ali escreveu sua Regra para o Mosteiro do Monte Cassino, já prevendo que ela poderia ser usada em outros lugares.
Os 38 pequenos capítulos do Segundo Livro dos Diálogos contêm vários episódios da vida e dos milagres de São Bento (versão em inglês disponível em Dialogues). Alguns capítulos falam da sua habilidade em ler o pensamento das pessoas, outros, dos seus feitos miraculosos, como, por exemplo, fazer brotar água da rocha, um discípulo andar sobre a água, e um jarro de óleo nunca se esgotar. As estórias de milagres fazem eco aos acontecimentos da vida de certos profetas de Israel, e também da vida de Jesus. A mensagem é clara: a santidade de Bento é como a dos santos e profetas de antigamente, e Deus não abandonou o seu povo, mas continua a abençoá-lo com homens santos.
Bento deve ser encarado como um líder monástico, não como um erudito. Provavelmente conhecia bem o latim, o que lhe dava acesso aos escritos de Cassiano e outros, incluindo regras e sentenças. Sua Regra é o único texto conhecido de Bento, mas é suficiente para manifestar a sua habilidade genial para cristalizar o melhor da tradição monástica e passá-la para o Ocidente.
Gregório apresenta Bento como modelo de santo que foge da tentação para levar uma vida de atenção à presença de Deus. Através de um esquema equilibrado de vida e oração, Bento chegou ao ponto de se aproximar da glória de Deus. Gregório narra a visão que Bento teve quando sua vida chegava ao fim: "De súbito, na calada da noite, olhou para cima e viu uma luz que se difundia do alto e dissipava as trevas da noite, brilhando com tal esplendor que, apesar de raiar nas trevas, superava o dia em claridade. Nesta visão, seguiu-se uma coisa admirável, pois, como depois ele mesmo contou, também o mundo inteiro lhe apareceu ante os olhos, como que concentrado num só raio de sol" (cap. 34). São Bento, o monge por excelência, levou um tipo de vida monástica que o conduziu à visão de Deus.
 

Bibliografia

sexta-feira, 28 de maio de 2010

RUAS, IGREJAS E MONUMENTOS DO RIO DE JANEIRO - IGREJA DOS CAPUCHINHOS #inforio

 Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos é um templo católico localizado na rua Haddock Lobo, no bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.


Exibir mapa ampliado

História

Originalmente, a Igreja de São Sebastião do Rio de Janeiro localizava-se no morro do Castelo, na área central da cidade. A histórica igreja, junto outras construções importantes, foi destruída quando o morro foi demolido, em 1922.

No morro também estavam instalados os frades capuchinhos, estabelecidos definitivamente no Rio de Janeiro em 1840. Com a demolição, os frades tiveram de mudar-se para dependências na Praça Sáenz Peña, no bairro da Tijuca.padroeira Nossa Senhora dos Anjos, vem da evoluçã
A nova igreja dos frades, dedicada a São Sebastião, foi construída entre 1928 e 1931. O projeto, em estilo neo-bizantino com reminiscências neorromânicas, é de autoria desconhecida. O interior da igreja é ricamente decorado com vitrais, mosaicos e mármores coloridos, inspirados no estilo revivalista do Mosteiro de Beuron, na Alemanha. Entre 1941 e 1942 a fachada foi alterada pelo arquiteto italiano Ricardo Buffa, também autor do altar-mor.

Frei Eugênio de Cômiso

A igreja dos capuchinhos abriga vários objetos históricos e artísticos importantes da igreja de São Sebastião original. Os mais importantes datam dos primórdios da cidade: o marco de pedra da fundação da cidade com o escudo português esculpido, a imagem original de São Sebastião da igreja antiga e a lápide tumular de Estácio de Sá, fundador da cidade. A lápide é dotada do brasão esculpido em alto-relevo do fundador e uma inscrição comemorativa. A inscrição indica que esta foi mandada fazer por Salvador Correia de Sá, primo de Estácio, em 1583. O translado dos restos do fundador para a igreja ocorreu em 1931 e foi um grande evento na cidade.
Um evento popular importante associado à igreja é a procissão de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, cada 20 de janeiro. A procissão sai da igreja na Tijuca e percorre o centro do Rio, passando pela Catedral Metropolitana, até chegar à Praça do Russel, no bairro da Glória, onde é representado um auto sobre a vida do santo.

Ligações externas

Bibliografia
Wikipedia 
SITE DA IGREJA DOS CAPUCHINHOS 


Outras RUAS, IGREJAS E MONUMENTOS DO RIO DE JANEIRO


Arsenal de Marinha 
    Até hoje foram párocos:
    Frei Jacinto de Palazzolo 1947 - 1954
    Frei Cassiano de Vilarosa 1954 - 1957
    Frei Vital André Ronconi 1957 - 1963
    Frei Jamaria La Pilla de Sortino 1963 - 1969
    Frei Elias Cuquetto 1969 - 1978
    Frei Antônio Elizeu Zuqueto 1978 - 1980
    Frei Sérgio Martins 1981 - 1984
    Frei Laudelino Geraldo de Oliveira 1984 - 1986
    Frei José Ubiratam Lopes 1987 - 1992
    Frei Júlio Cézar Borges do Amaral 1993 - 1995
    Frei Reimont Luiz Otoni S. Bárbara 1995 - 2002
    Frei Paulo Roberto de Morais 2002 - 2003
    Frei Luis Carlos Siqueira 2003 - 2004
    Frei Reinaldo Ávila de Moura 2004 - 2007

    Frei José William Correa de AraújO (Atual)
       

    quarta-feira, 7 de abril de 2010

    ECONOMIA/NEGÓCIOS - Aérea faz promoção com passagens a partir de R$ 69


    A Azul Linhas Aéreas começou na terça-feira uma promoção com passagens a partir de R$ 69 para viagens limitadas às terças, quartas e sábados. Os descontos chegam a até 90% com relação às tarifas cheias operadas pela companhia.
    As tarifas de R$ 69 são válidas para partidas de Curitiba, Maringá, Rio de Janeiro, Navegantes, Florianópolis ou Belo Horizonte, com destino a Campinas. O trecho entre Navegantes e Porto Alegre também tem o mesmo valor. A oferta se dá apenas nas compras de ida e volta.
    As viagens podem ser realizadas até o dia 10 de junho e a permanência mínima é de dois dias. Também há descontos para saídas de Porto Alegre, Goiânia, Salvador, Campo Grande e Vitória - com tarifas a partir de R$ 99 ou R$ 129.

     


     

    terça-feira, 6 de abril de 2010

    RIO DE JANEIRO/PREFEITURA - Quanto se investiu em manutenção da cidade




     
    Comunicado da deputada federal Solange Amaral (DEM-RJ)
    Prefeitura do Rio investiu um terço a menos na manutenção da cidade neste último ano, incluindo a limpeza de bueiros e galerias. Os dados são oficiais do site da prefeitura, Rio-Transparente, extraídos em 06/04/2010:

    2008: (1504) - COORDENADORIA GERAL DE CONSERVAÇÃO: R$ 88.618.626,32.
    2009: (1504) - COORDENADORIA GERAL DE CONSERVAÇÃO- R$ 61.885.902,68
    Diferença: R$ 26.732.723,64 ou menos 30%!

    Confira você mesmo!
    2008: http://riotransparente.rio.rj.gov.br/respostas_org/resposta_3.asp?ano=2008&ua=1500&uo=1504
    2009: http://riotransparente.rio.rj.gov.br/respostas_org/resposta_3.asp?ano=2009&ua=1500&uo=1504
    E esses dados foram recentemente alterados, pois em primeiro de janeiro de 2010 os números no site indicavam uma diferença entre 2009 e 2008 de 38%!


     

    sexta-feira, 5 de março de 2010

    POLÍTICA INTERNA - Garotinho vê 'grande armação' em ação de promotores

    Em blog, ex-governador apresenta documentos que comprovariam intenção de prejudicá-lo nas eleições
    Bruno Siffredi, do estadao.com.br

    SÃO PAULO - O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, afirmou nesta sexta-feira, 5, em seu blog, que a ação da Procuradoria de Tutela e Cidadania, que identificou o desvio de pelo menos R$ 63 milhões no governo de Rosinha Garotinho entre 2003 e 2006, é uma "grande armação". O ex-governador apresenta documentos que supostamente comprovariam a intenção dos promotores de prejudicá-lo nas eleições e também diz ter apresentado duas representações contra eles no Conselho Nacional do Ministério Público.

    Na primeira representação, que segundo Garotinho corre em segredo de Justiça, os promotores são acusados de omitirem um documento em processo contra ele. A segunda representação que Garotinho disse ter apresentado contra os promotores apontaria um "conluio" com as Organizações Globo, que teriam supostamente divulgado a notícia de denúncia contra Rosinha Garotinho antes do Ministério Público ter distribuído a petição para a vara competente. Em outro texto, publicado na quinta-feira, 4, à noite, Garotinho sugere que os promotores estariam favorecendo o atual governador do Rio, Sérgio Cabral.

    Investigação

    Nesta quinta-feira, 4, a juíza Mirella Letizia Guimarães Vizzini, da 3ª Vara Cível do Rio, decretou a quebra do sigilo bancário, o bloqueio dos valores e o arresto de todos os bens dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho, além de outros 86 (pessoas físicas e jurídicas). Na ação, os promotores identificaram o desvio de pelo menos R$ 63 milhões, entre 2003 e 2006, no governo de Rosinha Garotinho, pelo repasse de verbas dos órgãos de governo a ONGs que passavam para empresas de fachada. Três delas receberam R$ 30,5 milhões e jamais prestaram serviço ao governo. Elas doaram R$ 600 mil à pré-candidatura de Garotinho à Presidência da República, como o próprio ex-governador divulgou no seu blog.

    quarta-feira, 3 de março de 2010

    Goverj - Para governador, ação de traficantes na Cidade de Deus é para desestabilizar Unidade de Polícia Pacificadora

    Super Rádio Tupi - RJ
    Publicação: 03/03/2010 18:22
     
    Após a ação de traficantes na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, que deixou 13 pessoas que estavam num microônibus feridas, o governador Sérgio Cabral afirmou que o enfrentamento para acabar com a marginalidade no Rio vai continuar.

    Segundo ele, essa tentativa de reação dos traficantes da região já foi contida. Ele ressaltou ainda que o ataque é uma estratégia da facção que resiste na Cidade de Deus para desestabilizar a Unidade de Polícia Pacificadora, inaugurada em fevereiro do ano passado. As declarações foram dadas durante a inauguração do Centro de Educação Tecnológica e Profissionalizante de Irajá.

    quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

    Leitor flagra resgate de motorista que caiu em Rio Maracanã

     Do G1, no Rio


    Acidente foi nesta manhã. Vítima não se feriu.

    Um leitor flagrou o momento em que um motorista foi resgatado após o carro cair no Rio Maracanã, na Avenida Maracanã, na Zona Norte do Rio.

    O acidente aconteceu por volta das 10h desta quinta-feira (11) e foi próximo à Rua Dona Delfina, na Tijuca.

    Bombeiros do quartel da Tijuca foram chamados para ajudar no resgate.

    O motorista nada sofreu.

    sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

    Dúvidas e respostas sobre o Bilhete Único Intermunicipal do Rio de Janeiro

    O que é o Bilhete Único?
    O Bilhete único tem como objetivo facilitar o dia-a-dia do cidadão que vive na Região
    Metropolitana do Rio, garantindo economia na passagem e no tempo de deslocamento no trajeto
    casa-trabalho. Ele é, acima de tudo, um benefício que promove a inclusão social, uma vez que, com
    as viagens entre os municípios custando menos, a distância não será mais um complicador para a
    contratação de profissionais que moram longe do local de trabalho.

    Principais benefícios do Bilhete Único?
    Redução do custo das viagens intermunicipais, favorecendo ao aumento do índice de
    empregabilidade. Pagando menos pelo deslocamento dos seus funcionários, o empregador vai poder
    optar pelo profissional mais qualificado e não o que mora mais perto.

    Quantas pessoas serão beneficiadas com o BU?
    A Região Metropolitana do Rio tem mais de 12 milhões de habitantes; pessoas que poderão se
    beneficiar direta ou indiretamente com o Bilhete Único. Mas, efetivamente, serão beneficiados 1,5
    milhões de passageiros que usam os meios de transportes públicos pagando pelo serviço.

    Quantas viagens serão feitas inicialmente com BU?
    668 mil pessoas serão beneficiadas com a integração do BU
    260 mil serão beneficiadas com a redução de tarifa em viagens unitárias com o BU

    Quem será o principal beneficiado com o Bilhete Único?
    O Bilhete Único, da forma como foi desenvolvido pelo Governo do Estado do Rio, visa beneficiar a
    parcela mais humilde da população, que mora num município e trabalha em outro, sendo obrigado a
    percorrer, diariamente, longas distâncias entre a casa e o trabalho, usando de mais de um modal de
    transportes.
    Quais meios de transportes estão incluídos no sistema?
    Trem, metrô, barcas, vans legalizadas e ônibus sempre que for feita uma viagem intermunicipal. No
    caso dos ônibus, todos os ônibus intermunicipais urbanos sem e com ar condicionado aceitarão o
    Bilhete Único, apenas os classificados como tarifa especial, os frescões, não estarão incluídos.
    A partir de quando entra em operação?
    A partir do dia 01 de fevereiro de 2010.

    Qual é o valor da tarifa do Bilhete Único do Rio?
    Independente do valor real da tarifa do modal, com o BU a passagem custará R$ 4,40.

    Qual o tempo máximo de integração do Bilhete Único?
    02 horas para cada viagem; tempo suficiente para atender 98% das viagens realizadas na Região
    Metropolitana do Rio, como comprovaram os estudos de implantação do sistema.
    Quantas vezes por dia o usuário pode utilizar o Bilhete Único?
    Por dia, cada pessoa terá direito a usar o Bilhete Único duas vezes, num total de quatro viagens. O
    usuário poderá seguir e retornar do trabalho para casa, coberto pelos benefícios do Bilhete Único.
    Como funcionará o sistema?
    O sistema será válido para quem utilizar até dois meios de transporte público, sendo pelo menos um
    deles intermunicipal, dentro do período de duas horas. O tempo de viagem só começará a ser
    contado após o primeiro contato entre o cartão e o equipamento eletrônico de cobrança – o
    validador - no primeiro embarque.
     Após o segundo embarque, o passageiro também passará o cartão do Bilhete Único no validador,
    mas não será computado o preço inteiro da viagem. No segundo embarque, não haverá limite de
    tempo para a duração da viagem.

    Como se dará a integração através do BU?
    A integração poderá acontecer de 2 maneiras: sendo o primeiro embarque num transporte municipal
    e depois um intermunicipal ou o contrário, primeiro num transporte intermunicipal seguido de um
    municipal.
    Qual a área de cobertura do Bilhete Único?
    O BU será válido apenas para embarques em meios de transportes públicos na Região
    Metropolitana, nos seguintes municípios: Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí,
    Itaguaí, Japeri, Magé, Mangaratiba, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi,
    Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá. – Quaisquer
    outros municípios que não estejam nesta lista, não farão a integração do Bilhete Único.
    De quanto será a economia do passageiro que utilizar o Bilhete Único?
    A economia para o passageiro varia em função das diferentes tarifas praticadas na Região
    Metropolitana, como por exemplo:
    Em viagens diretas:
    Linha Itinerário Tarifa Economia
    118T Duque de Caxias-Mangaratiba R$ 12.35 R$ 7,95
    601I Niterói-Nova Iguaçu R$ 17.30 R$ 12,90
    425D Alcântara-Campo Grande R$ 10.85 R$ 6,45
    496B Miguel Couto-Praça Mauá R$ 10.65 R$ 6,25

    Em viagens com integração:
    Trem (R$ 2,50) + ônibus intermunicipal (R$ 2,25) = R$ 4,75 R$ 0,35
    Trem (R$ 2,50) + metrô (R$ 2,80) = R$ 5,30 R$ 0,90
    Ônibus/RJ (R$ 2,20) + ônibus Intermunicipal (R$ 3,40) = R$ 5,60 R$ 1,20
    Ônibus/RJ (R$ 2,20) + barcas Rio-Niterói (R$ 2,80) = R$ 5,00 R$ 0,60
    Sobre os valores do cartão

    Qual o valor do cartão?
    O usuário não terá custos com o cartão, que, após o cadastro, é fornecido gratuitamente.

    Qual o valor mínimo para a primeira carga no cartão do BU?
    A primeira carga terá o valor mínimo de R$ 4,40, que dá direito ao embarque em até dois modais.
    O valor de cada recarga será definido pelo usuário ou haverá uma tabela com preços mínimos e
    máximos de recarga?

    Existem dois casos. O usuário poderá comprar cartões pré-carregados nos valores de R$ 44,00 e R$
    88,00 ou poderá carregar seu cartão com qualquer valor entre R$ 4,40 e R$ 300,00 (pós-carregado).
    Quando o preço da primeira viagem for muito mais cara que a segunda, o valor maior será
    descontado do saldo do BU?

    O valor descontado no cartão do BU será sempre de R$ 4,40, não importando se o preço da primeira
    ou da segunda viagem for superior a R$ 4,40.
    Sobre o cartão do BU
    O que é preciso para se fazer o cadastramento?
    O usuário tem que fornecer nome completo e o número do CPF. O cadastramento é gratuito e o
    usuário receberá uma senha, que será utilizada em caso de perda do cartão ou de compra de crédito.
    O cartão não tem custo para o usuário, que deverá carregá-lo posteriormente.
    Como será feito o cadastramento dos beneficiários do Bilhete Único?
    O cadastro pode ser feito das seguintes maneiras:
    - através do site www.riobilheteunico.com.br
    Ou nos pontos de cadastramentos que serão instalados a partir do dia 18 de janeiro nos seguintes
    locais:
    - Metrô: estação Estácio e Presidente Vargas
    - SuperVia: estação Central do Brasil
    - Barcas: Praça XV e Niterói
    - Terminais de ônibus: Mariano Procópio – Praça Mauá; Campo Grande; Nova Iguaçu; Nilópolis;
    Menezes Cortes – Castelo; Alcântara – São Gonçalo; Venda das Pedras – Itaboraí; João Goulart -
    Niterói; Jacinto Caetano – Maricá.
    - 85 Centros de Internet Comunitária (CICs) do Proderj, em todo estado
    - Poupa Tempo: Carioca – Rua da Ajuda, no. 5 – subsolo e Baixada – Shopping Grande Rio
    Onde o bilhete poderá ser comprado?
    O cartão do Bilhete único poderá ser adquirido em postos de vendas nos seguintes locais:
    - Metrô: estação Estácio e Presidente Vargas
    - SuperVia: estação Central do Brasil
    - Barcas: Praça XV e Niterói
    - nas 13 lojas do RioCard e rede de recarga
    - nas Barcas: Estação Praça XV, Estação Araribóia
    - Agências do Unibanco, somente o pré-carregado
    - Terminais de ônibus: Américo Fontenelle – Central do Brasil; Mariano Procópio – Praça Mauá;
    Campo Grande; Nova Iguaçu; Nilópolis; Menezes Cortes – Castelo; Alcântara – São Gonçalo;
    Venda das Pedras – Itaboraí; João Goulart - Niterói; Jacinto Caetano – Maricá.
    E através do site www.riobilheteunico.com.br
    A partir de quando os cartões do Bilhete Único estarão disponíveis para compra?
    Os cartões estarão disponíveis a partir do dia 18 nos pontos de venda e recarga, e, para quem fez o
    pedido por internet, a partir do dia 25 eles começarão a ser entregues nas residências.
     O BU pode ser comprado por telefone?
    Não. Não se pode comprar nem cadastrar o BU por telefone.
    Quem faz o cadastramento recebe o dinheiro vivo do usuário?
    Não. Porque o cadastramento é gratuito.
    Como funciona o cadastramento pela internet?
    O usuário acessa o site, que conta com uma ferramenta que orientará o cadastramento passo a passo.
    O usuário fornecerá o nome completo e o número do seu CPF no momento do cadastramento. Ele
    digitará o valor dos créditos que deseja e se prefere retirar o cartão em casa ou numa agência do
    Unibanco. Após o cadastramento, o sistema disponibilizará para impressão um boleto bancário, no
    valor mínimo de R$4,40, que pode ser pago em qualquer agência. Assim que o pagamento for
    creditado na conta do Bilhete Único, o usuário receberá o cartão em casa, em uma das lojas
    RioCard, ou numa agência do Unibanco, num prazo de 3 a 5 dias, com 48h para o desbloqueio do
    cartão.
    A pessoa escolhe onde quer receber o cartão do BU?
    A escolha só é possível quando o pedido for feito pela internet. Apesar de o processo pela internet
    ser um pouco mais complexo e demorado, acaba sendo mais conveniente por se evitar filas. Mas
    envolve custos (R$ 7,00) quando se opta pela entrega em casa.

    Como será feita a logística de entrega dos cartões para quem se cadastrar on line?
    A empresa responsável pela emissão dos cartões ficará responsável pela entrega nas residências, no
    caso dos pedidos feitos pela internet.
    Haverá custos para a entrega dos cartões nas residências?
    Sim. O usuário que optar por receber o cartão em casa terá que pagar pelo serviço, que será feito
    pelo Correios. Entre uma e 30 unidades, o valor da taxa de entrega é R$ 7,00. Entre 31 e 100
    unidades, a taxa é de R$ 10,00.
    Há um prazo de entrega dos cartões após o cadastramento?
    Apenas quando a compra é feita pela internet. Os primeiros pedidos começarão a ser entregues a
    partir do dia 25. Depois dessa data, o prazo de entrega é de três a cinco dias depois que é feito o
    pedido. No caso das compras feitas nos pontos de cadastramento, o usuário leva o cartão na hora e
    coloca os créditos depois.
    No caso de empresas, o setor de RH é que ficará responsável pelos pedidos do BU?
    Sim. Os funcionários que já utilizam o Vale Transporte não precisam se preocupar em fazer o
    cadastramento, que ficara sob a responsabilidade do RH.
    Como será feito o carregamento dos créditos?
    Inicialmente, as recargas poderão ser feitas através do site, nas lojas do RioCard, na estação Central
    do Brasil, estação das barcas na Praça XV e Araribóia, nas estações do metrô Carioca, Saens Pena,
    Botafogo, Pavuna e Vicente de Carvalho e em mais de 800 pontos de recarga, casas lotéricas,
    farmácias e padarias que integram a rede de recarga do RioCard.
    Se o cadastro é por CPF, o sistema tem como identificar e bloquear caso de duplicidade?
    Sim. O sistema tem como identificar se o CPF já foi cadastrado antes, impedindo a duplicidade na
    confecção dos cartões e no uso do mesmo.
    Em caso de perda, roubo ou extravio do cartão, como proceder?
    Nestes casos, o usuário deve acionar imediatamente o Call Center, através do número 2127-4000.

    Em caso de cancelamento do cartão por motivo de perda, roubo ou avaria será cobrada uma taxa
    para a emissão de um outro cartão?

    Sim. No valor de R$ 15,00.

    É possível outra pessoa bloquear ou restituir os créditos?
    Não. O cartão é pessoal e intransferível. Somente o próprio poderá solicitar o cancelamento em caso
    de perda ou roubo e restituir os créditos. Para isso, ele faz uma senha na hora do cadastramento.
    O BU elimina o uso dos outros cartões?
    Não. Todos os cartões continuarão a ser válidos dentro de suas particularidades.
    Os portadores de RioCard poderão usar o Bilhete Único?
    Sim. Segundo a Lei 5628/09, o vale-transporte e o cartão expresso estão aptos a realizar o desconto
    da tarifa do Bilhete Único. Quem já possui este cartão, não precisará comprar um novo.
    Os cartões individuais do Metrô, Supervia e Barcas continuarão valendo?
    Sim; continuarão existindo dentro de suas particularidades.
     
    As pessoas que utilizam cartões de gratuidade (Estudantes, idosos, deficientes) precisarão retirar um novo cartão?
    Não. Os cartões de gratuidade continuam os mesmos, quem é beneficiado pela lei da gratuidade não
    precisa adquirir o Bilhete Único.

    Se alguém tentar usar mais de quatro vezes no mesmo dia o BU, o que acontece? O sistema rejeita?

    O sistema não processa o desconto do Bilhete Único, e a pessoa terá que pagar a tarifa inteira. O
    mesmo acontece se a pessoa utilizar num intervalo menor do que 1 hora entre a viagem de ida e de
    volta.
    Como funciona a tecnologia adotada no sistema do BU do Rio de Janeiro?
    Toda vez em que um cartão for utilizado será computado o tipo de meio de transporte no qual o
    passageiro embarcou, o número da linha, o horário do embarque e a tarifa praticada. A partir de
    maio de 2010, com a instalação de GPS nos ônibus, será possível identificar o local exato em que o
    passageiro embarcou, onde a primeira passagem foi computada. Entre outras facilidades, o GPS
    permitirá ainda o acompanhamento on-line de todas as operações realizadas diariamente.
    Os créditos do Bilhete único têm validade?
    Sim, os créditos têm validade de 1 ano a partir da data de aquisição.
    Tarifas e reajustes

    Haverá reajuste no primeiro ano?
    Não, o primeiro reajuste será somente em 2011.
    O que muda no sistema tarifário do transportes públicos com a entrada do Bilhete Único em vigor?
    A implantação do Bilhete Único permitiu que, pela primeira vez em 30 anos, o Governo do Estado
    fizesse uma grande revisão tarifária. Antes, havia 74 tarifas de ônibus sendo praticadas em toda
    Região Metropolitana. Com o BU, cai para 12 o número de tarifas. Agora, o passageiro tem como
    conhecer e acompanhar melhor os preços do transporte público e o valor das tarifas ficará restrito
    entre R$ 2,35 e R$ 7,10.
    Como será feito os reajustes tarifários a partir da entrada o BU em vigor?
    Anualmente, o BU será reajustado por ocasião dos reajustes dos ônibus, que representam mais de
    80% dos deslocamentos.
     
    Pode acontecer de haver reajuste diferenciado por modal mantendo-se o valor do desconto para o
    valor no BU?

    Sim. Porque o reajuste dos ônibus, que rege o valor do BU, não se dá no mesmo período e alíquota
    do reajuste dos outros modais.
    Atendimento ao usuário
    Como a população vai poder se informar e tirar dúvidas sobre o novo sistema?
    Para orientar o usuário sobre as mudanças, já está em funcionamento o site
    www.riobilheteunico.com.br, através do qual os passageiros poderão obter informações sobre o
    sistema.
    Neste site, também há um chat onde os usuários serão atendidos on line por uma equipe treinada
    para esclarecer todas as dúvidas e anotar reclamações.
    Os usuários também poderão recorrer a um Call Center para informações, através do número 0800
    7260802, que vai funcionar de segunda a sexta das 8h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 8h
    às 14h.

    Investimentos e subsídio

    Qual foi o investimento total do governo para a implantação do sistema?
    O Governo realizou estudos no âmbito do Programa Estadual de Transportes, o PET I, financiado
    pelo Banco Mundial, para verificar a viabilidade e a melhor forma de funcionamento do BU na
    Região Metropolitana.

    Como funcionará o subsídio do governo do estado?
    O governo irá subsidiar parte da viagem de cada cidadão que aderir ao Bilhete Único em viagens
    intermunicipais toda vez que o valor da viagem for maior do que R$ 4,40.
    Por exemplo, o subsídio do governo do estado servirá para completar o valor das passagens em
    ônibus convencionais que custem mais de R$ 4,40 no primeiro embarque e para complementar o
    pagamento do segundo embarque quando houver.
    O valor a do subsídio a ser pago pelo Estado refere-se à diferença entre o valor integral da tarifa ou
    da soma das tarifas integradas e o valor do Bilhete Único.

    Como será feito o acerto de contas junto às empresas de transportes?
    A Secretaria de Estado de Transportes receberá as informações da utilização do BU todos os dias e
    repassará o valor referente às complementações de cada viagem para uma conta exclusiva no Banco
    Itaú – a conta do Fundo Estadual de Transportes. Todo processo será auditado pela COPPE-UFRJ e
    por uma equipe da Secretaria. Mensalmente, serão encaminhados à Alerj, Ao Tribunal de Contas do
    Estado e Controladoria Geral do Estado um relatório sobre as movimentações financeiras do BU.
    Como será o acompanhamento diário das operações realizadas com o Bilhete Único?
    Os gestores da secretaria acessarão diretamente o Sistema da RioCard pela conexão direta (link) da
    Rede do Governo do Estado, através do PRODERJ. Além desse acesso, a RioCard enviará ao
    PRODERJ, diariamente, informações detalhadas para permitir uma análise mais aprofundada das
    operações.

    Como será feita a auditoria do sistema?
    A COPPE-UFRJ esta sendo contratada para fazer a auditoria do sistema e identificar a necessidade
    de eventuais aperfeiçoamentos. Atualmente, o sistema já permite um alto nível de rastreabilidade. O
    Tribunal de Contas do Estado também fará auditoria no sistema.

    Diferença entre Rio e São Paulo
    Qual a diferença entre o Bilhete Único do Rio e de São Paulo? Qual a diferença entre o Bilhete
    Único do Rio e de São Paulo?

    1. O BU do Estado do Rio de Janeiro está sendo implantado em toda a RMRJ para cobertura
    de viagens metropolitanas;
    2. O BU de São Paulo só foi implantado no município de São Paulo, para cobertura de viagens
    locais e onde já existia tarifa única.
    3. O BU da RMRJ está sendo implantado em situações de tarifas diferentes em todas as linhas
    e modo de transporte
    4. O BU de São Paulo quando integra com o Metrô e Trem, também, a exemplo da RMRJ dá
    um desconto na soma das duas tarifas.
    5. O BU de São Paulo tem o limite de integração de 3 horas e o da RMRJ de 2 horas, mas é
    bom lembrar que o de São Paulo começou com 2 horas;
    6. O BU da RMRJ além do benefício da integração está possibilitando um benefício em
    viagens unitárias com valores superiores a R$ 4,40, o que não é possível em São Paulo.
    Por que o BU do Rio só contempla quatro embarques por vez enquanto em São Paulo não há
    restrição?

    O Governo do Estado do Rio de Janeiro decidiu beneficiar as pessoas que realizam até 1
    integração em 2 viagens por dia por representar 81% da população usuária de Transporte Coletivo
    Intermunicipal. A utilização do BU será permanentemente monitorada e, dependendo da demanda,
    este parâmetro poderá ser modificado.
    Principais dúvidas

    Há garantias de que os usuários conseguirão fazer a transferência nesse espaço de tempo com
    segurança? Se um passageiro ficar preso em um engarrafamento e, por conta disso, extrapolar o
    prazo de duas horas, ele terá de pagar uma passagem inteira?

    Estudos mostram que a duração média das viagens, ou seja, ida e volta, é de 2 horas. As viagens na
    RMRJ só ultrapassam este período de tempo em situações excepcionais, uma eventualidade que
    gere um engarrafamento fora do comum. De qualquer forma o Governo do Estado entende o Bilhete
    Único como parte de uma política de transportes mais ampla que prevê a construção de BRT’s,
    terminais, investimentos contínuos no setor de trilhos. O Bilhete Único é um passo fundamental
    desta política de integração.

    O BU pode ser usado nos finais de semana ou apenas nos dias úteis?
    O Bilhete único poderá ser utilizado qualquer dia da semana.

    Se eu usar um ônibus municipal primeiro e só depois pegar um ônibus intermunicipal eu terei o
    benefício do BU?

    A integração será feita no momento em que o usuário utilizar um ônibus municipal e outro
    intermunicipal. O primeiro ônibus terá descontado o valor integral da tarifa. O desconto só vai
    ocorrer no segundo embarque, neste caso, obrigatoriamente, um ônibus intermunicipal.
    Os créditos do Bilhete Único Expiram?
    Os créditos do cartão Bilhete Único, tem o prazo de validade de 01 ano.
    O que acontece com o cartão de Bilhete Único caso fique sem utilização por mais de 120 dias?
    O cartão que ficar mais de 120 dias sem utilização será bloqueado, por questões de segurança para o
    usuário.
    Como desbloquear o cartão bloqueado por mais de 120 dias sem uso?
    O usuário deste cartão deverá ir a uma das Lojas RioCard para solicitar o desbloqueio e utilizar o
    cartão normalmente.

    Bloquear o cartão afeta o saldo do mesmo?
    Não, não afeta. A não ser no caso de expirar o prazo de validade de 01 ano.

    O casco do Bilhete Único vazio valerá como uma passagem nos ônibus de tarifa modal do meu
    município?

    Não. O cartão Bilhete Único não é retornável e sim recarregável.
    O cartão Vale-Transporte Rápido (Adquirido no Unibanco e nas lojas RioCard) também terá a tarifa do Bilhete Único?
    Não, somente os cartões recarregáveis. O VTR é descartável.

    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

    O RIO DE JANEIRO e CÉSAR MAIA - por Nicéas Romeo Zanchett


    Sáb, 03 de Janeiro de 2009 03:05
     




    Quando se ouve palavras como Cidade Maravilhosa, Garota de Ipanema, Ton Jobim, Copacabana, Pão de Açúcar e Corcovado, nos vem logo à memória a cidade do Rio de janeiro.
    Pois agora existe mais um nome que também tem esta força: César Maia.
    Este carioca chegou à prefeitura em 1992 e o Rio de janeiro nunca mais seria o mesmo. A cidade estava com os cofres vazios. Vinha de uma falência que fora decretada em 1988 por Saturnino Braga, antes de sua renúncia. Saturnino foi sucedido por Marcelo Alencar que deu início à recuperação financeira da cidade. A baixa estima era visível e ainda marcava profundamente o sentimento dos cariocas.
    César Maia reorganizou o cofre da prefeitura e tranformou a cidade num canteiro de obras. O Rio precisava de reformas para se preparar para o século XXI.
    Ele tinha razão. Imaginem a cidade sem a Linha Amarela, com a Av. das Américas em mão única, sem a Cidade do Samba, sem o Rio Cidade, sem a Feira Nordestina de São Cristóvão, sem o Favela Bairro e tantos outros empreendimentos que aparelharam a cidade tanto para a prática de esportes como para a cultura.
    Considero que César Maia está para o Rio de Janeiro como o prefeito Fiorello LaGuardia para Nova York -(LaGuardia foi o prefeito que assumiu Nova York em 1933 -em plena depressão- e por doze anos reformou a cidade. Foi muito polêmico e combatido pela oposição. Hoje é lembrado com carinho e amado por todos os novayorkinos.
    Fico imaginando como será o sentimento dos cariocas daqui a 60 anos.
    No final de 2008, César Maia se despede da prefeitura do Rio, mas não antes de inaugurar a sua mais polêmica obra : a Cidade de Música.
    O legado deixado por este guerreiro carioca marca e influencia o dia a dia de todos os moradores e visitantes da cidade.
    Mas, enganan-se aqueles que imaginam que 2008 foi o ano de despedida de César Maia. Se o conheço bem, podem ter certeza de que continuará influenciando e criando novas oportunidades para o Rio de Janeiro, principalmente na questão educativa, cultural,artística e desportiva. Mesmo fora da prefeitura ele vai encontrar alguma forma de melhorar ainda mais a cidade que é a paixão de sua vida.
    Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico

    Com atuação paroquial, bancada do Rio aprova apenas uma emenda e 27 projetos

    Publicada em 02/02/2010 às 00h00m
    Gerson Camarotti e Cristiane Jungblut

    BRASÍLIA - O volume de faltas da deputada federal Marina Magessi (PPS-RJ) é um dos traços do perfil de uma bancada paroquial e com atuação discreta no Congresso. Os deputados federais fluminenses ganharam destaque incomum no ano de 2009 ao se unirem pela primeira vez em torno de um tema: o debate sobre os royalties do pré-sal. Na defesa dos interesses do estado, a bancada atuou para manter os royalties fluminenses, durante as discussões do novo marco regulatório do setor. ( Leia mais: Número de faltas de deputados em votações no plenário aumenta em 2 mil de 2008 para 2009 )
    Mas apesar do barulho, levantamento feito pelo GLOBO com informações disponibilizadas pela Câmara dos Deputados mostra uma participação periférica dos 46 deputados federais e três senadores eleitos pelo Rio.
    " Vou ficar sentada no plenário fazendo o quê? Acho o plenário e nada a mesma coisa "

    Marina aparece junto com o deputado Arolde de Oliveira (DEM) com o maior número de ausências justificadas. Ao todo, 53 ausências cada um. Enquanto Arolde de Oliveira informou, por intermédio de sua assessoria, que as faltas foram motivadas por um tratamento de um câncer, Magessi explicou que sua atuação é feita prioritariamente nas comissões. Ela preside a Comissão de Segurança Pública.
    - É um equívoco achar que só trabalha quem está no plenário. As ausências são justificadas, pois sempre estou na Casa. Acho mais proveitoso trabalhar nas comissões do que ficar em plenário ouvindo discurso feito pelos deputados para a TV Câmara. Vou ficar sentada no plenário fazendo o quê? Acho o plenário e nada a mesma coisa - dispara Marina, ao explicar sua ausência.
    No ano passado, os deputados fluminenses conseguiram aprovar apenas 27 projetos e uma única emenda constitucional: a PEC que agiliza processos de divórcio, de autoria do deputado Antonio Carlos Biscaia (PT). Ao todo, foram apresentadas 188 proposições pelos deputados do Rio, em 2009, entre projetos de lei e PECs.
    Apesar de um balanço fraco, alguns deputados e senadores ganharam projeção nacional por atuações isoladas, como a de líderes partidários, presidentes de comissões e pelo uso da tribuna. Entre os que mais discursaram em 2009, ninguém chegou perto do deputado Chico Alencar (PSOL), que totalizou 357 pronunciamentos:
    " Infelizmente, a bancada do Rio não se preocupa com atuação parlamentar. É fisiológica e costuma trabalhar com tráfico de influência "

    - Quem não é o maior, tem que se mostrar mais ativo. Também apresento projetos, mesmo sabendo que muitos devem levar anos para que sejam aprovados. Infelizmente, a bancada do Rio não se preocupa com atuação parlamentar. É fisiológica e costuma trabalhar com tráfico de influência.
    Para Biscaia, terceiro que mais relatou proposições, a bancada precisa estar mais preocupados com a atividade fim do parlamento, e diz que há atuação paroquial.
    - O desempenho deveria estar relacionado com a atividade fim. Porém, a preocupação do deputado é uma atuação que possibilite que ele seja beneficiado e consiga a reeleição. Por isso não há preocupação com a presença em plenário e nas comissões.
    No Senado, ganhou visibilidade negativa a atuação do senador Paulo Duque (PMDB), como presidente do Conselho de Ética, no arquivamento dos processos contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Já a atuação do senador e ex-ministro Francisco Dornelles (PP) foi destacada pelas relatorias de matérias econômicas e no processo de indicação de José Antônio Dias Toffoli para o Supremo Tribunal Federal (STF).

    sábado, 30 de janeiro de 2010

    Vagão desacopla na estação de Triagem e paralisa parte da linha 2 do metrô

    Publicada em 29/01/2010 às 21h43m
    Claudio Motta e Gabriel Mascarenhas

    RIO - O último vagão de uma composição se desprendeu das demais no momento em que um trem do metrô partia da estação Triagem, na Linha 2, às 16h40 desta sexta-feira. Ninguém ficou ferido. No entanto, todos os trens da linha 2 ficaram inoperantes por mais de 20 minutos. A estação de Triagem chegou a fechar, e as composições circularam em apenas dois trechos da linha 2: entre as estações Botafogo e Maracanã e entre os pontos Maria de Graça e Pavuna. O problema também causou reflexos na Linha 1.
    O presidente do Sindicato dos Metroviários, Rubens Foligno, classificou como muito grave o incidente. Segundo ele, o problema é reflexo da falta de manutenção preventiva.
    - Desacoplar é muito raro e mostra como a segurança deixou de ser uma prioridade para a empresa Metrô Rio - diz Foligno.
    As estações Triagem e Thomaz Coelho, que também fechou por problema nas portas de uma outra composição, foram reabertas por volta das 19h. Os trens, porém, continuaram a registrar intervalos irregulares de em média 8 minutos. Em Thomaz Coelho, segundo passageiros, houve princípio de briga e uma lixeira foi quebrada por usuários insatisfeitos. Também houve registro de confusão na Central do Brasil e na Carioca, na Linha 1. Agentes do metrô precisaram controlar o acesso às plataformas, que ficaram superlotadas.
    Segundo o leitor Antonio Alexandre Marques de Sá, o trem que teve o vagão desacoplado começou a apresentar problema no Maracanã.
    "No Maracanã deu a primeira freada e fez um barulhão. Em triagem, o barulho e o solavanco foi pior. Arrebentou os fios e conexões. O vagão ficou preso apenas pelas finas molas", contou por e-mail.
    De acordo com o Metrô Rio, os passageiros do vagão desacoplado foram orientados a desembarcar e seguiram viagem em outro trem vazio enviado à estação.
    A concessionária informou ainda que a restrição do tráfego na Linha 2 durou até às 17h30, quando o trem com defeito foi retirado da plataforma e que o tráfego de trens na Linha 2 foi restabelecido completamente, com trens circulando em todos os trechos, apesar de testemunhas relatarem que a reabertura da estação Triagem aconteceu somente por volta das 19h.
    A Agetransp, agência reguladora dos transportes públicos, vai investigar o incidente desta sexta-feira. Segundo a agência, equipe técnica foi ao local averiguar o problema.
    Na bilheteria da estação Triagem, os funcionários não davam informações aos passageiros sobre o problema ocorrido. Sem saber de nada, as pessoas entraram nos vagões, mas, ao verem que as portas não fechavam, saem e aguardam sentadas na estação. Os usuários reclamaram do forte calor, de superlotação e da lentidão dos trens em outros trechos.
    Por e-mail, o leitor Elias Cohen conta que chegou na estação Central por volta das 16h45m para ir para Saens Peña. "O primeiro trem que passou demorou cerca de 6 minutos para chegar e iria para Pavuna. Depois de mais de 10 minutos parado na estação, resolveram mudar o itinerário. Ele iria para Saens Peña. Todos os passageiros desambarcaram e os que iriam para a Tijuca enbarcaram nele. O trem ficou mais uns 5 minutos parado quando seguiu viagem. Mas como se trata de um serviço de péssima qualidade, o trem foi para a linha 2 e a orientação era de pegar um trem retornando para a Central para embarcar em outro indo para Saens Peña. Houve confusão e xingamento com seguranças e o maquinista, porque foi ele que disse que o trem iria para a Tijuca",

    terça-feira, 26 de janeiro de 2010

    Semana Antonio Carlos Jobim - Anos Dourados e Samba do Avião











    domingo, 24 de janeiro de 2010

    Jogos para a Eternidade - Corinthians 1 x 1 Fluminense - Brasileiro - 1976

    Fazia 21 anos que o Corinthians não ganhava nada. Mas no dia 5 de dezembro de 1976, a sua fiel torcida daria a maior prova de amor a um time já vista no futebol. Valia a vaga na final do brasileirão. O jogo seria contra o Fluminense, a máquina tricolor, que tinha em seu grupo, nada menos que um dos maiores jogadores de todos os tempos, o ex-corinthiano Roberto Rivellino. Antes chamado de reizinho do Parque São Jorge, Rivellino foi execrado pela fiel como culpado pela perda do título paulista do ano anterior para o Palmeiras. Agora envergava as cores do tricolor das Laranjeiras. O jogo seria no Maracanã. E aconteceu o inesperado: mais de 70 mil torcedores corinthianos invadiram o Rio de Janeiro, no mais impressionante deslocamento motivado por uma partida de futebol de que se tem notícia. A fiel tomou metade do estádio e empurrou o time a frente. Ao final, debaixo de uma chuva torrencial, a partida terminou em 1x1. Nos pênaltis, o heróico goleiro Tobias defendeu duas cobranças e garantiu a vitória para o alvinegro e o delírio dos torcedores. Lamentavelmente, o Corinthians teria de enfrentar outra fabulosa máquina na final, o Internacional de Falcão e Figueroa. E não conseguiu resistir à força dos colorados.

    Data: 05/12/1976 - Campeonato Brasileiro de 1976 - Corinthians 1 x 1 Fluminense - Local: Maracanã(Rio de Janeiro; Árbitro: Saul ; Público: 146.043; Renda: Cr$ 4.027.250,00;-Gols: Carlos Alberto Pintinho 19 e Ruço 29 do 1o. e nos Pênaltis: Neca, Ruço, Moisés e Zé Maria para o Corinthians; Doval para o Fluminense


    Corinthians: Tobias, Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo e Wladimir; Givanildo (Basílio), Ruço e Neca; Vaguinho, Geraldão (Lance) e Romeu. Técnico: Duque

    Fluminense: Renato, Rubens Galaxe, Carlos Alberto Torres, Edinho e Rodrigues Neto, Cléber (Erivélto) e Rivellino; Gil, Doval e Dirceu. Técnico: Mário Travaglini

    Gols: Carlos Alberto Pintinho 18min e Ruço 29min 1º tempo
    Pênaltis: Neca, Ruço, Moisés e Zé Maria para o Corinthians; Doval para o Fluminense


    Narração: Osmar Santos (Na época ainda na Jovem Pan, em 1977 foi para a Globo)



    versão do Canal100




    E aqui segue um texto de Nélson Rodrigues, sobre a Invasão Corinthiana no Maracanã em 1976.


    "Uma coisa é certa: não se improvisa uma vitória. Vocês entendem? Uma vitória tem que ser o lento trabalho das gerações. Até que, lá um dia,acontece a grande vitória. Ainda digo mais: já estava escrito há seis mil anos, que em um certo domingo, de 1976, teríamos um empate. Sim,quarenta dias antes do Paraíso estava decidida a batalha entre o Fluminense e o Corinthians.
    Ninguém sabia, ninguém desconfiava. O jogo começou na véspera, quando a Fiel explodiu na cidade. Durante toda a madrugada, os fanáticos do timão faziam uma festa no Leme, em Copacabana, Leblon, Ipanema. E as bandeiras do Corinthians ventavam em procela. Ali, chegavam os corintianos, aos borbotões. Ônibus, aviação, carros particulares,táxis, a pé, a bicicleta.

    A coisa era terrível. Nunca uma torcida invadiu outro estado, com tamanha euforia. Um turista que, por aqui passasse, havia de anotar nos eu caderninho: "O Rio é uma cidade ocupada". Os corintianos passavam toda hora e em toda parte.

    Dizem os idiotas da objetividade que torcida não ganha jogo. Pois ganha. Na véspera da partida, a Fiel estava fazendo força em favor do seu time. Durmo tarde e tive ocasião de testemunhar a vigília da Fiel.Um amigo me perguntou: "E se o Corinthians perder?" O Fluminense era mais time. Portanto, estavam certos, e maravilhosamente certos os corintianos, quando faziam um prévio carnaval. Esse carnaval não parou. De manhã, acordei num clima paulista. Nas ruas, as pessoas não entendiam e até se assustavam. Expliquei tudo a uma senhora, gorda epatusca. Expliquei-lhe que o Tricolor era no final do Brasileiro, o único carioca.

    Não cabe aqui falar em técnico. O que influi e decidiu o jogo foi a torcida. A torcida empurrou o time para o empate. A torcida não parou de incitar. Vocês percebem? Houve um momento em que me senti estrangeiro na doce terra carioca."