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sábado, 21 de abril de 2012

#RIOmais20 - Mais de cem aviões devem chegar ao Rio e não há estacionamento para todos

O Itamaraty informou que, entre os dias 20 e 23, são esperados cerca de 120 chefes de estado ou de governo e 193 delegações estrangeiras; e eles devem chegar quase ao mesmo tempo

Antônio Werneck


O Aeroporto Internacional do Rio: por falta de estacionamento, Infraero planeja deslocar aviões para terminais de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador
Genílson Araújo/10-02-2012 / O Globo

RIO -
Se existissem flanelinhas na aviação brasileira, eles estariam em festa: com os aeroportos sobrecarregados, virou uma grande dor de cabeça encontrar vaga para estacionar os 110 aviões previstos para aterrissar na cidade durante a realização da Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável. O Itamaraty informou que, entre os dias 20 e 23, são esperados cerca de 120 chefes de estado ou de governo e 193 delegações estrangeiras. E eles devem chegar quase ao mesmo tempo.

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Segundo informou Abide Ferreira Junior, superintendente regional da Infraero no Rio, com tanta gente chegando à cidade, a empresa planeja usar aeroportos no Rio e em outros cinco estados: Guarulhos (São Paulo), Confins (Belo Horizonte), Brasília, Campinas e Salvador. A manobra está sendo coordenada pela Aeronáutica, que também pretende arranjar vagas nas bases aéreas do Galeão e de Santa Cruz. Mas não tem jeito: quem vier com seu avião, vai ficar a pé momentaneamente. Terá de descer aqui, e o avião vem buscar depois.

Oficialmente, a Infraero não vê problemas, mas quem está debruçado sobre os planos de segurança tem essa preocupação. Para cada deslocamento, haverá militares, batedores e até helicópteros. Mas, como a cidade não vai parar, a equação é complexa .

— A Infraero, em conjunto com os órgãos públicos envolvidos no evento, já desenvolveu um planejamento para receber com tranquilidade todos os chefes de estado, delegações e participantes da Rio+20. Os aeroportos do Rio estão prontos para receber o evento — garantiu Abide Ferreira.

Santos Dumont será usado como apoio
No Rio, os aeroportos Santos Dumont e de Jacarepaguá serão usados apenas como apoio. Quem vier em avião de carreira, por exemplo, deverá descer no Aeroporto Internacional de Guarulhos e depois voar para o Rio. Aqui, terá duas opções: de carro até o hotel, com batedores e segurança máxima; ou de helicóptero até o Riocentro, onde serão instalados três helipontos. Há ainda, nesses casos, a possibilidade de usar o Aeroporto de Jacarepaguá.

Os terminais do Rio recebem diariamente uma média de 800 voos (chegadas e partidas). Na sexta-feira foram 814. Apenas no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, o movimento diário é de 48 mil passageiros em média. No Santos Dumont, são 25 mil. Ao número, somam-se 50 mil credenciados e cinco mil jornalistas estrangeiros que chegarão à cidade para acompanhar o evento. O Galeão tem capacidade para acomodar em seu pátio, por hora, 54 aeronaves.

Ainda segundo a Infraero, autoridades e delegações que vierem em aviões de carreira terão a opção de pousar em Guarulhos, de onde seguirão para o Rio pela ponte aérea, desembarcando no Santos Dumont. De lá, poderão embarcar em helicóptero até o Aeroporto de Jacarepaguá, ou voar diretamente para o Riocentro.
No Rio, serão usados ainda a Base Aérea do Galeão, a Base Aérea de Santa Cruz e o Aeroporto de Jacarepaguá como apoio.

— Para os chefes de estado e de governo, teremos um canal diferenciado: vamos montar corredores exclusivos nos aeroportos. As delegações estrangeiras não, elas passam por outro canal — afirmou o superintendente da Infraero no Rio.

A Base Aérea de Santa Cruz passará por reformas de emergência para contornar a falta de estacionamentos para os aviões, confirmou ontem a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, durante reunião para discutir a organização do evento. O encontro, no Palácio da Cidade, em Botafogo, durou quase duas horas e reuniu ainda a ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, entre outras autoridades.

— Já recebemos a confirmação do governo federal de que a Base Aérea de Santa Cruz será reformada para dar um apoio ao evento — antecipou a ministra Gleisi.

Desde a semana passada, a Força Aérea e a Infraero estão realizando reuniões técnicas para definir a forma como a base será utilizada. Segundo o chefe de Estado-Maior do Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, o espaço, contudo, será um plano B.

— Já temos os aeroportos do Galeão e Santos Dumont para receber os aviões das delegações. A ideia é transferir os aviões militares do Galeão para Santa Cruz — explicou o general.

O prefeito, por sua vez, garantiu entregar o Transoeste (corredor expresso para ônibus que vai ligar a Barra a Santa Cruz) a tempo da conferência. A inauguração estava prevista para acontecer em julho.

— As delegações vão poder contar com o Aeroporto de Jacarepaguá, o Santos Dumont e o Galeão. A Base Aérea de Santa Cruz será uma garantia a mais. Este espaço, aliado à inauguração do Transoeste, vai aproximar as delegações do Riocentro — afirmou o prefeito

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio20/rio20-mais-de-cem-avioes-devem-chegar-ao-rio-nao-ha-estacionamento-para-todos-4702406#ixzz1sfoOPJM3

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

MÁFIA DOS TÁXIS PIRATAS II - Taxistas têm ficha extensa na delegacia

Dupla que atacou gays no Galeão integra esquema ilegal e tem sete passagens pela polícia
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POR Gabriela Moreira
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Rio - Os dois presos no Aeroporto Internacional do Galeão após agredirem casal homossexual que recusou entrar em táxi pirata oferecido pela dupla fazem parte de esquema muito maior de ‘jóqueis’ — como são chamados quem busca passageiros para taxistas ilegais. Investigação da Polícia Civil identificou que pelo menos 10 pessoas participam do grupo. Juntos, os presos têm sete passagens pela polícia, a maioria por ameaça.
Responsável pelas investigações, o delegado Ricardo Codeceira, da Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, afirmou que Marcos Ribeiro da Silva, o Cocoroca, 41, e Rodrigo Alves da Silva, o Socinho, 30, entre outros, servem a motoristas de carros particulares que atuam ilegalmente como taxistas nos dois terminais do aeroporto Tom Jobim.

Assédio dos taxistas assusta quem desembarca no Aeroporto Internacional do Rio | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
Assédio dos taxistas assusta quem desembarca no Aeroporto Internacional do Rio | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

“Os motoristas ficam no estacionamento enquanto aguardam o trabalho dos ‘jóqueis’. Eles agem contra as relações de consumo, lesando o consumidor. Estamos analisando a prática de quadrilha”.
Uma das vítimas dos ‘jóqueis’ na segunda-feira teve alta nesta terça-feira. Cristiano Damasceno, 40, sofreu ferimentos no rosto e estava em observação. Seu companheiro, Dario Amorim, 48, e um sobrinho também foram vítimas.
Nesta terça-feira, ao desembarcar no Galeão, a brasiliense Natália Cabral, 30, se disse assustada com o assédio dos taxistas no Rio de Janeiro.
“Dessa forma, não vi em nenhum aeroporto do Brasil”. Geralmente, não chego a perder a paciência, mas é inconveniente”, desabafou Natália.
O paulista Alexandre Lopes, 38, tem a mesma opinião: “Venho ao Rio com frequência e não caio nessa, mas me sinto bastante incomodado”.

Casos de ameaça e injúria no histórico
A agressão ao casal homossexual não é a única mancha no histórico de Cocoroca e Docinho. Eles têm ficha extensa de problemas nos desembarques do Aeroporto Internacional. Só lá, os dois somam sete passagens pela polícia.
Há sete anos, Cocoroca teve o seu primeiro entrevero no desembarque. Segundo registro, vigilante que fazia a segurança privada do aeroporto pediu para que ele saísse da área e foi ameaçado. Ano passado, numa outra discussão com vigilante que o repreendeu por assediar passageiros que embarcariam num ônibus, chegou a dizer: “Tem de queimar os carros, com passageiro e tudo”.
A maioria dos registros são por ameaça, mas há também casos de injúria, difamação e lesão. Numa delas, o Ministério Público irá pedir a condenação dos dois, com o pagamento de cestas básicas ou serviços à comunidade.

Prefeitura pode abrir processos e cassar permissões
Há menos de um mês, a Infraero e a CET-Rio iniciaram a fiscalização eletrônica do serviço de táxi no desembarque do Terminal 1 para impedir o acesso de taxistas não credenciados. A Secretaria Municipal de Transportes informou que ‘caso seja constatada a participação de taxistas legalizados nesse triste episódio, serão abertos processos administrativos que podem resultar na cassação das permissões’.
Em 2010, nove taxistas tiveram suas licenças cassadas após serem acusados de agressão ao também taxista Kleber Luis da Rosa, 31 anos, ocorrida na porta do Aeroporto. Kleber deixou um passageiro no aeroporto e, ao tentar embarcar outro cliente, foi brutalmente agredido com socos e pontapés por outros taxistas.

        Fonte O Dia

MÁFIA DOS TAXIS PIRATAS - ‘Jóqueis’ assediam passageiros nos aeroportos

Ao desembarcarem no Tom Jobim e no Santos Dumont, usuários são surpreendidos por agenciadores de taxistas.
Taís Mendes
Ediane Merola


A barreira formada por taxistas e agenciadores na área de desembarque do Aeroporto Internacional Tom Jobim: assédio à vista de todos
Márcia Foletto / O Globo
RIO - Menos de 24 horas após a prisão em flagrante de dois homens que agrediram um casal gay no setor de desembarque do Terminal 2 do Aeroporto Internacional Tom Jobim, um homem abordava turistas que passavam pelo saguão, na manhã de terça-feira, oferecendo transporte clandestino. Após negociarem o preço da viagem, dois visitantes foram levados pelo homem até o estacionamento e embarcaram num carro de passeio. A prática é comum, segundo motoristas de táxis de duas cooperativas credenciadas que trabalham na área. A própria superintendência do aeroporto admite estar ciente da irregularidade e espera reduzir esse tipo de problema com o início da fiscalização eletrônica no desembarque do Terminal 2, que deve começar em até 15 dias.

No carnaval, reforço de 20% na fiscalização do Galeão
A Polícia Civil também sabia da atuação dos "jóqueis" (apelido dado às pessoas que oferecem serviço de transporte não autorizado) no Tom Jobim. Na segunda-feira, após a agressão aos visitantes, o titular da Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio (Dairj), Ricardo Codeceira, disse que os presos fazem parte de um grupo investigado há dois meses.


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— A fiscalização eletrônica reduzirá ao máximo a irregularidade. Quando foi implantada no Terminal 1, os problemas migraram para o 2. Fizemos reuniões com a CET-Rio e vamos ter duas faixas no desembarque, sendo a primeira para os táxis especiais e amarelinhos cadastrados. Na segunda, qualquer veículo poderá circular e o táxi amarelo poderá pegar passageiro, se ele fizer sinal. Mas será proibido fazer ponto nesta faixa, sujeito a multa — disse o superintendente do aeroporto internacional, Emmanoeth Vieira de Sá.

Durante o carnaval, o Tom Jobim terá reforço de 20% na equipe de fiscalização, para evitar a ação de "jóqueis" que, segundo motoristas, recebem em média R$ 10 para embarcar passageiros nos táxis. Quem desembarca no aeroporto internacional também está sujeito ao assédio de taxistas não credenciados, que costumam cobrar "no tiro" (fora do taxímetro). Ontem, um casal não aceitou pagar R$ 60 pela corrida até o Centro, alegando que ela custa, em média, R$ 40.

Carro particular fazendo transporte ilegal é outro problema recorrente no Tom Jobim. Ontem, segundo um guarda municipal, o motorista de uma Zafira foi multado. Taxistas credenciados, no entanto, também tumultuam o desembarque dos turistas. Embora não seja ilegal, motoristas das diferentes cooperativas do aeroporto, incluindo as de táxis especiais, formam uma barreira humana na saída do saguão, assustando quem chega à cidade. São tantos que o visitante tem até dificuldade para sair com o carrinho de bagagem. A prática também é comum no Aeroporto Santos Dumont e na Rodoviária Novo Rio.

A atriz Carla Soares, que passa semanalmente pelo Tom Jobim, considera a abordagem vergonhosa.

— É muito feio! O visitante tem que ter liberdade para escolher o transporte. Essa barreira de homens na porta de saída do aeroporto dá uma péssima impressão para os turistas — avaliou.

No saguão do Tom Jobim e da rodoviária, por exemplo, os passageiros podem usar o serviço de cooperativas de táxis especiais e amarelinhos, que cobram de acordo com tabela fornecida pela prefeitura. Quem opta por este serviço nem sempre sabe que pode pegar os táxis convencionais, fora dos terminais, pagando apenas o valor do taxímetro. Mas tem gente que prefere recorrer às cooperativas, para sentir-se mais seguro:

— Estou indo para o Centro, numa região que não conheço. Fico com medo de o taxista ficar dando voltas comigo — disse Tatiane Peyroteo, que mora em Arraial do Cabo e pagou R$ 26 por uma corrida até a sede da prefeitura.

No Santos Dumont, Paola Russo evita o serviço da AerosDumont, cooperativa de táxis amarelos que atua praticamente sozinha no terminal. Ontem ela saiu do aeroporto e fez sinal para um taxista que garantiu cobrar pelo taxímetro:

— A cooperativa diz que é pelo taxímetro, mas, quando entro no carro, o motorista diz que é tabelado.

Santos Dumont também terá o programa Boa Praça
Segundo a Secretaria municipal de Transportes, a AerosDumont atua historicamente no local, mas este cenário vai mudar após a implantação, no Santos Dumont, do programa Boa Praça (que já funciona no Terminal 1 do Tom Jobim e inclui a fiscalização eletrônica). A rodoviária também receberá o programa.

Envolvidos na agressão ocorrida no Tom Jobim, Marcos Ribeiro da Silva, de 40 anos, e Rodrigo Alves da Silva, de 31, já foram transferidos para a Polinter e indiciados por lesão corporal e tentativa de homicídio. Eles foram presos em flagrante, segunda-feira à tarde, após agredirem o vendedor Cristiano Damasceno, de 40 anos, e o jornalista Dario Amorim, de 48, depois de uma discussão. Cristiano chegou a ser internado no Hospital Santa Maria Madalena, na Ilha do Governador, e teve alta médica na noite do mesmo dia. Ele sofreu ferimentos no maxilar e está com um corte na cabeça


Fonte O GLobo http://oglobo.globo.com/rio/joqueis-assediam-passageiros-nos-aeroportos-3974431#ixzz1mR6STQQr

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

MÁFIA DOS TAXIS PIRATAS - Dois homens são presos por agressão no Galeão

Passageiro, espancado ao recusar serviço pirata de táxi, tem suspeita de fraturas no rosto e está internado
Emanuel Alencar 

RIO - Dois homens foram presos em flagrante na tarde desta segunda-feira depois de um tumulto no setor de desembarque do Terminal 2 do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Marcos Ribeiro da Silva, de 40 anos, e Rodrigo Alves da Silva, de 31, que trabalham pra taxistas, foram autuados por lesão corporal e tentativa de homicídio. Eles são acusados de terem agredido o vendedor Cristiano Damasceno, de 40 anos, e o jornalista Dario Amorim, de 48, após discussão. Internado no Hospital Santa Maria Madalena, na Ilha do Governador, Cristiano tem suspeita de fraturas na face e está sob observação.

Delegacia investiga grupo que atua ilegalmente

A confusão começou às 14h10m, quando Cristiano e Dario haviam desembarcado, vindos de Natal. Segundo depoimentos das vítimas, que moram no Rio, eles foram abordados por homens que trabalham oferecendo serviço de táxis no terminal. Diante da recusa, Rodrigo Silva teria provocado e xingado a dupla. Foi o estopim para uma grande confusão. Dario sofreu leves escoriações no rosto.

De acordo com o delegado Ricardo Codeceira, titular da Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio (Dairj), os acusados de agressão atuam como "jóquei", apelido dado às pessoas que oferecem aos passageiros os serviços de táxis piratas. Codeceira informou que a delegacia investiga, há dois meses, esta prática ilegal no aeroporto.

— Estas pessoas que ficam chamando passageiros, conhecidas como "jóqueis", atuam há bastante tempo e já são alvo de uma investigação. — afirmou o delegado, que acredita que as agressões tenham conotação homofóbica. — As vítimas disseram que foram xingadas por causa da opção sexual. A partir daí começou a toda confusão. Os agressores (Marcos e Rodrigo) alegam legítima defesa. Mas Cristiano chegou a desmaiar depois de receber um pontapé no queixo.

Bastante nervosa, a mãe de Rodrigo, Marli Alves da Silva, criticou a prisão de seu filho. Ela chegou a passar mal na delegacia, com pressão alta.

— Por que os outros que se envolveram na briga não foram presos? Meu filho também foi agredido. Apenas se defendeu, como todo homem faria. Os dois levantaram o tom de voz e foram grosseiros.

A versão de Dario, um dos agredidos, é diferente. Ele diz que Rodrigo começou a confusão.

— Ele ofereceu o serviço e dissemos que não estávamos interessados. Mas insistiu e começou a fazer gracinha. Até que ele disse: "vai tomar no c..., seu v...". Aí o Cristiano perdeu a cabeça e começou toda a confusão. O Marcos foi quem agrediu o Cristiano quando ele já estava caído, sem qualquer chance de defesa.

Dario criticou a Infraero. Segundo ele à princípio a estatal não quis levá-lo ao hospital onde seu companheiro está internado.

— Só depois de muita insistência eles ofereceram condução — disse.

O delegado Ricardo Codeceira disse que o episódio reforça a importância de os passageiros optarem sempre por táxis legalizados e padronizados.

— As vítimas agiram de forma correta ao recusarem um serviço ilegal.

Na última sexta-feira Dairj informou que identificou e indiciou outros três suspeitos de integrar a quadrilha que roubou o estacionamento do Galeão. O roubo aconteceu no dia 30 de janeiro. Segundo a polícia, os assaltantes roubaram R$ 86 mil.

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/dois-homens-sao-presos-por-agressao-no-galeao-3965359#ixzz1mLZb8p5g




    

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

INFRAESTRUTURA - Falhas no aeroporto Tom Jobim ocorrem desde a inauguração, em 1977

Profissionais que participaram da obra, trabalharam ali ou estudaram o assunto não têm dúvida: a má gestão é responsável por um terminal vergonhoso
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Flávio Tabak
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No primeiro dia de funcionamento do terminal, o saguão ficou cheio, mas os computadores pararam: controle foi manual
Antonio Nery/17-1-1977 / O Globo

RIO - Oito jornalistas estão presos no elevador do Aeroporto Internacional do Rio. Eles têm pressa, mas a cabine permanece imóvel. Celular para pedir socorro? Não havia sinal, pois inexistia o mercado de telefonia móvel naquele 20 de janeiro de 1977. Recorrente nos dias de hoje, a cena, acredite, deu-se no momento em que o Terminal 1 do Galeão era inaugurado. Os repórteres saíram ilesos e conseguiram cobrir a cerimônia. Já os elevadores vivem enguiçados até hoje.

O 35º aniversário do terminal passou em branco no último dia 20
. Notícias recentes, para variar, são ruins: aparição de um urubu que despencou da estrutura do teto e invadiu o saguão, assalto aos cofres do estacionamento e falta de serviços de madrugada são alguns exemplos.

O aeroporto está envelhecido precocemente. Profissionais que participaram da obra, trabalharam ali ou estudaram o assunto não têm dúvida: a má gestão é responsável por um terminal vergonhoso. Registros de jornais da época revelam que as falhas atuais têm origem nesse passado turbulento.

Em 1977, o terminal era considerado um dos mais modernos do mundo. Passou por períodos de bom funcionamento e representou avanços para o país. A pista era capaz de receber Jumbos e Concordes. Seus restaurantes, lojas e estrutura se destacavam. Custou pelo menos US$ 450 milhões, por volta de R$ 3 bilhões em valores atualizados, três vezes o previsto.
As falhas de administração, no entanto, logo deram as caras. Tornaram-se, no fim das contas, o verdadeiro "padrão" do aeroporto. Jornais publicaram, em junho de 1977, que o alarme contra incêndio estava enguiçado desde janeiro daquele ano. Durante uma semana, o circuito interno de televisão e os painéis de horários de voos ficaram parados. Como tudo era novo, até para os técnicos, a manutenção só ocorria com tudo desligado.

O novo terminal substituiria o antigo, aberto em 1952. A operação do velho aeroporto era improvisada e repleta de ampliações malfeitas. Para melhorar, era preciso um novo. O projeto, grandioso, demorou a sair do papel. O terminal foi inaugurado na sétima data marcada, dois anos e nove meses depois da primeira. O Galeão só decolou sete anos após o início da construção feita pela Odebrecht.

Um dos personagens centrais dessa história é o brigadeiro José Vicente Cabral Checchia, de 84 anos. Ele foi presidente, de 1969 a 1979, da Aeroportos do Rio de Janeiro S.A. (Arsa), antiga subsidiária da Infraero e responsável pelo terminal.

— O terminal envelheceu porque deixaram envelhecer. Devia haver uma carreira para quem trabalha em aeroporto. Não se pode escolher um diretor porque é de algum partido. Tudo foi feito para durar, mas modificaram a filosofia do projeto. Talvez seja uma herança da nossa cultura. Não se faz manutenção de nada no Brasil. De aeroporto a hospital — reclama Checchia, hoje presidente da Fundação Santos Dumont, que cuida de acervos sobre a aviação brasileira.

Ao longo do tempo, foram registrados problemas de todos os tipos. Em maio de 1994, O GLOBO noticiou que chovia dentro do aeroporto. Durante três dias, goteiras davam boas-vindas ou boa viagem nos saguões. Para resolver, informou a reportagem, "a velha fórmula tupiniquim: com panos de chão, baldes e rodos". Não é raro o problema se repetir ainda hoje.

— O Galeão tem área, é bem localizado e cercado por mar. A melhor situação para um aeroporto. Os problemas são de gestão e acessibilidade. Tenho dificuldade de aceitar que eles não saibam gerir. Só pode ser uma mão invisível — afirma Elton Fernandes, professor da Coppe/UFRJ e pesquisador de transporte aéreo.

Em nota, a Infraero informa que vem fazendo "uma série de melhorias no Galeão". "Após o fim das obras, o aeroporto passará a ter capacidade para 44 milhões de passageiros por ano, o que significará uma melhoria na operacionalidade e, também, um maior índice de conforto para os usuários".



Fonte O GLobo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/falhas-no-aeroporto-tom-jobim-ocorrem-desde-inauguracao-em-1977-3845520#

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

TCU : Infraero deverá apresentar novo preço contratual para obra no aeroporto do Galeão (RJ)

      Auditoria do TCU realizada em 2010 nas obras de revitalização e modernização do terminal de passageiros 2 do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, representou uma redução de mais de R$ 15 mi no contrato da obra. No entanto, as irregularidades no serviço referente à revisão das claraboias permaneceram pendentes, o que representa possível prejuízo de R$ 1,8 mi.        
      Por esse motivo, o tribunal fixou prazo de 45 dias para que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) apresente termo aditivo com novos preços e quantitativos pactuados para o serviço de revisão de claraboias.     
      Cópia da decisão foi encaminha ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. O ministro Valmir Campelo foi o relator do processo.
Serviço:
Acórdão: 2509/2011-Plenário (Acesse aqui o arquivo em pdf)
Processo: TC 011.742/2010-0
Sessão: 21/9/2011
Secom – LA
Tel.: (61) 3316-5060
E-mail: imprensa@tcu.gov.br
Para reclamações sobre uso irregular de recursos públicos federais, entre em contato com a Ouvidoria do TCU, clique aqui ou ligue para 0800-6441500.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Semana Antonio Carlos Jobim - Anos Dourados e Samba do Avião