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sábado, 21 de abril de 2012

#RIOmais20 - Mais de cem aviões devem chegar ao Rio e não há estacionamento para todos

O Itamaraty informou que, entre os dias 20 e 23, são esperados cerca de 120 chefes de estado ou de governo e 193 delegações estrangeiras; e eles devem chegar quase ao mesmo tempo

Antônio Werneck


O Aeroporto Internacional do Rio: por falta de estacionamento, Infraero planeja deslocar aviões para terminais de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador
Genílson Araújo/10-02-2012 / O Globo

RIO -
Se existissem flanelinhas na aviação brasileira, eles estariam em festa: com os aeroportos sobrecarregados, virou uma grande dor de cabeça encontrar vaga para estacionar os 110 aviões previstos para aterrissar na cidade durante a realização da Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável. O Itamaraty informou que, entre os dias 20 e 23, são esperados cerca de 120 chefes de estado ou de governo e 193 delegações estrangeiras. E eles devem chegar quase ao mesmo tempo.

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Segundo informou Abide Ferreira Junior, superintendente regional da Infraero no Rio, com tanta gente chegando à cidade, a empresa planeja usar aeroportos no Rio e em outros cinco estados: Guarulhos (São Paulo), Confins (Belo Horizonte), Brasília, Campinas e Salvador. A manobra está sendo coordenada pela Aeronáutica, que também pretende arranjar vagas nas bases aéreas do Galeão e de Santa Cruz. Mas não tem jeito: quem vier com seu avião, vai ficar a pé momentaneamente. Terá de descer aqui, e o avião vem buscar depois.

Oficialmente, a Infraero não vê problemas, mas quem está debruçado sobre os planos de segurança tem essa preocupação. Para cada deslocamento, haverá militares, batedores e até helicópteros. Mas, como a cidade não vai parar, a equação é complexa .

— A Infraero, em conjunto com os órgãos públicos envolvidos no evento, já desenvolveu um planejamento para receber com tranquilidade todos os chefes de estado, delegações e participantes da Rio+20. Os aeroportos do Rio estão prontos para receber o evento — garantiu Abide Ferreira.

Santos Dumont será usado como apoio
No Rio, os aeroportos Santos Dumont e de Jacarepaguá serão usados apenas como apoio. Quem vier em avião de carreira, por exemplo, deverá descer no Aeroporto Internacional de Guarulhos e depois voar para o Rio. Aqui, terá duas opções: de carro até o hotel, com batedores e segurança máxima; ou de helicóptero até o Riocentro, onde serão instalados três helipontos. Há ainda, nesses casos, a possibilidade de usar o Aeroporto de Jacarepaguá.

Os terminais do Rio recebem diariamente uma média de 800 voos (chegadas e partidas). Na sexta-feira foram 814. Apenas no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, o movimento diário é de 48 mil passageiros em média. No Santos Dumont, são 25 mil. Ao número, somam-se 50 mil credenciados e cinco mil jornalistas estrangeiros que chegarão à cidade para acompanhar o evento. O Galeão tem capacidade para acomodar em seu pátio, por hora, 54 aeronaves.

Ainda segundo a Infraero, autoridades e delegações que vierem em aviões de carreira terão a opção de pousar em Guarulhos, de onde seguirão para o Rio pela ponte aérea, desembarcando no Santos Dumont. De lá, poderão embarcar em helicóptero até o Aeroporto de Jacarepaguá, ou voar diretamente para o Riocentro.
No Rio, serão usados ainda a Base Aérea do Galeão, a Base Aérea de Santa Cruz e o Aeroporto de Jacarepaguá como apoio.

— Para os chefes de estado e de governo, teremos um canal diferenciado: vamos montar corredores exclusivos nos aeroportos. As delegações estrangeiras não, elas passam por outro canal — afirmou o superintendente da Infraero no Rio.

A Base Aérea de Santa Cruz passará por reformas de emergência para contornar a falta de estacionamentos para os aviões, confirmou ontem a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, durante reunião para discutir a organização do evento. O encontro, no Palácio da Cidade, em Botafogo, durou quase duas horas e reuniu ainda a ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, entre outras autoridades.

— Já recebemos a confirmação do governo federal de que a Base Aérea de Santa Cruz será reformada para dar um apoio ao evento — antecipou a ministra Gleisi.

Desde a semana passada, a Força Aérea e a Infraero estão realizando reuniões técnicas para definir a forma como a base será utilizada. Segundo o chefe de Estado-Maior do Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, o espaço, contudo, será um plano B.

— Já temos os aeroportos do Galeão e Santos Dumont para receber os aviões das delegações. A ideia é transferir os aviões militares do Galeão para Santa Cruz — explicou o general.

O prefeito, por sua vez, garantiu entregar o Transoeste (corredor expresso para ônibus que vai ligar a Barra a Santa Cruz) a tempo da conferência. A inauguração estava prevista para acontecer em julho.

— As delegações vão poder contar com o Aeroporto de Jacarepaguá, o Santos Dumont e o Galeão. A Base Aérea de Santa Cruz será uma garantia a mais. Este espaço, aliado à inauguração do Transoeste, vai aproximar as delegações do Riocentro — afirmou o prefeito

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio20/rio20-mais-de-cem-avioes-devem-chegar-ao-rio-nao-ha-estacionamento-para-todos-4702406#ixzz1sfoOPJM3

sábado, 17 de dezembro de 2011

TREM DA ALEGRIA NO ITAMARATY - Projeto aprovado na Câmara eleva o número de diplomatas e oficiais de chancelaria em 65%

O trem da alegria do Itamaraty
Projeto aprovado na Câmara eleva o número de diplomatas e oficiais de chancelaria em 65%. Gastos com os servidores da corte serão aumentados em mais de R$ 600 milhões

Adriana Nicacio  




HERANÇA CARA
Proposta para aumentar o número de servidores do
Itamaraty foi uma iniciativa do ex-chanceler Celso Amorim

Cauteloso e tradicionalmente avesso à exposição, o Ministério de Relações Exteriores deixou a moderação de lado para engordar, e muito, seus quadros. Graças a um projeto de lei articulado no apagar das luzes do governo Lula, o número de funcionários do Itamaraty deve aumentar em 65%. Serão contratados 400 novos diplomatas, para reforçar o trabalho dos 1.397 existentes, e outros 1.065 oficiais de chancelaria vão se somar aos 849 atuais. E as novas contratações não ocorrerão para substituir servidores aposentados. A ideia é criar novas missões diplomáticas no Exterior e preenchê-las com funcionários pagos pelo Erário brasileiro. O projeto de lei já foi aprovado pela Câmara e acaba de ser encaminhado ao Senado, onde seguirá seu trâmite sem maiores tropeços. “O provimento dos cargos ocorrerá de forma gradual, mediante autorização do Ministério do Planejamento. O Brasil necessita de um corpo diplomático à altura dos interesses brasileiros no mundo”, diz o deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que ratificou o texto em caráter terminativo.

O projeto nasceu pelas mãos dos ex- ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e do Planejamento Paulo Bernardo. O ex-chanceler Amorim nunca escondeu que queria deixar como seu legado à frente da política externa brasileira a expansão das relações diplomáticas pela cooperação Sul-Sul e novas missões no continente africano para substituir o máximo possível a influência dos Estados Unidos. Na exposição de motivos para turbinar o Itamaraty, Amorim alega: “Acentuou-se nos últimos anos a participação do Brasil nos principais temas da agenda internacional. E o MRE tem se empenhado na articulação de alianças estratégicas com os grandes Estados de periferia.” Essas metas, segundo ele, acabaram exigindo a abertura de 64 novas embaixadas entre 2003 e 2010, totalizando 223 representações brasileiras no Exterior. O atual chanceler Antônio Patriota não pretende romper com os passos traçados pelo antecessor, embora a política externa atual seja mais pragmática e menos ideológica.

É bem possível entender o rol de motivos elencados pela dupla Amorim e Bernardo. Mas pairam dúvidas sobre a prioridade ao aumento dos quadros do Itamaraty. É verdade que o Brasil intensificou sua participação nos foros regionais e internacionais e passou a ser protagonista da agenda global. Mas, desde o início do ano, quando o governo Dilma anunciou um corte de R$ 50 bilhões no orçamento para enfrentar a crise econômica, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, avisou que não haveria nenhum concurso público em 2011. E apenas a revisão de novas admissões. Garantiu, ainda, que os reajustes salariais estavam descartados. “Não temos como negociar reajuste que não foram acordados anteriormente”, advertiu. Essa declaração criou centenas de reações contra o governo. Em julho, funcionários do próprio Itamaraty deram início a uma “Operação Tartaruga” por maiores salários. O corte de recursos atingiu até aprovados em primeiro lugar em concursos públicos em 2010, que tiveram o edital prorrogado em 2011. Correm o risco de não ser convocados sequer em 2012. Todos os atos do governo dão a entender que o momento é de apertar o cinto. Portanto, o projeto do Itamaraty vai na contramão do que pensa a presidenta Dilma Rousseff em meio à necessidade de ajustes de contas públicas para fazer face à crise internacional.

Economista e diretor da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco lembra que a contratação de pessoal gera gastos que vão muito além do salário. Há um efeito cascata nas despesas com mobiliário, telefone, limpeza e vigilância, entre outros. No caso específico do Itamaraty, quando todos os 1.465 servidores estiverem na ativa, os gastos devem passar de R$ 600 milhões por ano. “Indiscutivelmente, toda nova receita nos preocupa. Mas com o Itamaraty é ainda pior, por se tratar de um órgão com pouquíssima transparência, opaco”, diz Castello Branco. Ele explica ainda que as despesas com embaixadas são centralizadas em Nova York e pouco se sabe sobre a destinação posterior desses recursos, o que contraria a disposição do TCU. A grande maioria das ordens bancárias e das notas de empenho passa longe do Siafi, Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal. O TCU tem dificuldades para detectar excesso de gastos ou supostas irregularidades. O dinheiro é fiscalizado pelo próprio Itamaraty e não passa pelo crivo de órgãos externos de controle, como a Controladoria-Geral da União (CGU). Técnicos da CGU apenas integram a Secretaria de Controle Interno (Ciset) do Itamaraty. Especialista em contas públicas, o respeitado economista Raul Veloso diz que o argumento político é pequeno para justificar o expressivo aumento de despesa. “Normalmente, nunca há um bom momento para elevar o gasto público, principalmente numa crise cuja extensão ninguém conhece”, diz Veloso. Quem faz uso da máquina pública, pelo visto, pensa exatamente o oposto e considera o Erário uma fonte inesgotável de recursos.




fonte isto é http://www.istoe.com.br/reportagens/183331_O+TREM+DA+ALEGRIA+DO+ITAMARATY?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

terça-feira, 22 de novembro de 2011

PASSAPORTES 2, A MISSÃO - Senado promove ‘farra’ dos passaportes diplomáticos

Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA – O Senado autoriza os 81 senadores a requerer pessoalmente passaportes diplomáticos ao Itamaraty, inclusive para terceiros. A assessoria da Casa alega que, como não existe norma proibindo, o documento pode ser solicitado por cada um de seus parlamentares. É o que explica o fato de o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) ter obtido passaportes especiais para o chefe da Igreja Internacional do Reino de Deus, pastor Romildo Ribeiro Soares, conhecido por R.R. Soares, e para sua mulher, Maria Madalena Bezerra Soares. Eles são tios do senador.

A portaria do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, concedendo esses passaportes diplomáticos foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira.
A polêmica é que a concessão se dá em nome da instituição Senado e não do parlamentar. Nem o pastor nem sua mulher têm ligações com o parlamento brasileiro.

Na Câmara dos Deputados, os deputados têm de recorrer à segunda secretaria para obter o documento. Marcello Crivella defende que cabe ao Itamaraty analisar o “mérito” do pedido. Nesse caso específico, ele acredita que o ministro Patriota se convenceu pelos “carimbos do passaporte do pastor com centenas de viagens. “Todas elas para atender milhares de brasileiros que vivem lá fora”. Ou seja, o pastor evangélico estaria executando uma das atribuições do próprio Itamaraty. “O parlamentar tem todo o direito de pedir o passaporte”, insiste.

Crivella afirma não ser esta a primeira vez que ele pede e obtém passaporte para R.R. Soares. “Ele viaja tanto, tanto, tanto, que na hora de fazer fila, ele pega a de prioridade diplomática”, justifica, referindo-se a um dos motivos para ter o passaporte.

A assessoria do Itamaraty limita-se a informar que “os passaportes diplomáticos são concedidos de acordo com a legislação”. A maioria dos senadores recorre à Coordenação de Atividades Externas (Coatex) para obter passaportes e outros serviços do Itamaraty. O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), disse desconhecer a brecha para os colegas pedirem o passaporte sem a intermediação do órgão da Casa. “Isso é um absurdo, é uma exceção que não se admite”, protesta. “Isso para mim é o início da farra do passaporte”. O líder diz não entender a importância dada ao passaporte diplomático que, na sua opinião, “não tem

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Não há informes sobre brasileiros mortos no Chile, diz ministério

Ministério informou que foram restabelecidas as comunicações com a embaixada brasileira em Santiago
Agencia Estado

SÃO PAULO - O Ministério das Relações Exteriores informou, por meio de nota, que foram restabelecidas as comunicações com a embaixada brasileira em Santiago, capital do Chile, país que sábado foi atingido por um terremoto de grandes proporções. O atendimento aos brasileiros no país está sendo feito na embaixada. Até o momento, o ministério não foi informado sobre a existência de brasileiros entre os mortos do terremoto, que já ultrapassam 700.
As instalações do consulado geral foram afetadas e o prédio está interditado pela Defesa Civil do Chile. Na nota, o ministério afirma que "o governo brasileiro segue, com preocupação, o desenvolvimento dos acontecimentos".

Para reforçar o apoio que já vinha sendo prestado aos brasileiros residentes ou de passagem pelo país, no sábado, 27, um diplomata brasileiro com experiência em assistência consular desembarcou em Santiago.

"O Embaixador e a Cônsul-Geral em Santiago estão em contato permanente com as autoridades chilenas em busca de informações de interesse e tomando as providências cabíveis no sentido de melhor assistir aos brasileiros", acrescentou o ministério, em nota.

O endereço da embaixada brasileira em Santiago é Calle Padre Alonso de Ovalle, 1665. No Brasil, o Núcleo de Assistência a Brasileiros pode fornecer informações sobre a situação no Chile por meio dos telefones (61) 3411-8804 e (61) 3411-8805. O atendimento é feito entre 10h e 18 horas. Entre 18h e 10 horas, o atendimento é feito no (61) 8197-2284.