Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

MÁFIA DOS TÁXIS PIRATAS II - Taxistas têm ficha extensa na delegacia

Dupla que atacou gays no Galeão integra esquema ilegal e tem sete passagens pela polícia
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POR Gabriela Moreira
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Rio - Os dois presos no Aeroporto Internacional do Galeão após agredirem casal homossexual que recusou entrar em táxi pirata oferecido pela dupla fazem parte de esquema muito maior de ‘jóqueis’ — como são chamados quem busca passageiros para taxistas ilegais. Investigação da Polícia Civil identificou que pelo menos 10 pessoas participam do grupo. Juntos, os presos têm sete passagens pela polícia, a maioria por ameaça.
Responsável pelas investigações, o delegado Ricardo Codeceira, da Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, afirmou que Marcos Ribeiro da Silva, o Cocoroca, 41, e Rodrigo Alves da Silva, o Socinho, 30, entre outros, servem a motoristas de carros particulares que atuam ilegalmente como taxistas nos dois terminais do aeroporto Tom Jobim.

Assédio dos taxistas assusta quem desembarca no Aeroporto Internacional do Rio | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
Assédio dos taxistas assusta quem desembarca no Aeroporto Internacional do Rio | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

“Os motoristas ficam no estacionamento enquanto aguardam o trabalho dos ‘jóqueis’. Eles agem contra as relações de consumo, lesando o consumidor. Estamos analisando a prática de quadrilha”.
Uma das vítimas dos ‘jóqueis’ na segunda-feira teve alta nesta terça-feira. Cristiano Damasceno, 40, sofreu ferimentos no rosto e estava em observação. Seu companheiro, Dario Amorim, 48, e um sobrinho também foram vítimas.
Nesta terça-feira, ao desembarcar no Galeão, a brasiliense Natália Cabral, 30, se disse assustada com o assédio dos taxistas no Rio de Janeiro.
“Dessa forma, não vi em nenhum aeroporto do Brasil”. Geralmente, não chego a perder a paciência, mas é inconveniente”, desabafou Natália.
O paulista Alexandre Lopes, 38, tem a mesma opinião: “Venho ao Rio com frequência e não caio nessa, mas me sinto bastante incomodado”.

Casos de ameaça e injúria no histórico
A agressão ao casal homossexual não é a única mancha no histórico de Cocoroca e Docinho. Eles têm ficha extensa de problemas nos desembarques do Aeroporto Internacional. Só lá, os dois somam sete passagens pela polícia.
Há sete anos, Cocoroca teve o seu primeiro entrevero no desembarque. Segundo registro, vigilante que fazia a segurança privada do aeroporto pediu para que ele saísse da área e foi ameaçado. Ano passado, numa outra discussão com vigilante que o repreendeu por assediar passageiros que embarcariam num ônibus, chegou a dizer: “Tem de queimar os carros, com passageiro e tudo”.
A maioria dos registros são por ameaça, mas há também casos de injúria, difamação e lesão. Numa delas, o Ministério Público irá pedir a condenação dos dois, com o pagamento de cestas básicas ou serviços à comunidade.

Prefeitura pode abrir processos e cassar permissões
Há menos de um mês, a Infraero e a CET-Rio iniciaram a fiscalização eletrônica do serviço de táxi no desembarque do Terminal 1 para impedir o acesso de taxistas não credenciados. A Secretaria Municipal de Transportes informou que ‘caso seja constatada a participação de taxistas legalizados nesse triste episódio, serão abertos processos administrativos que podem resultar na cassação das permissões’.
Em 2010, nove taxistas tiveram suas licenças cassadas após serem acusados de agressão ao também taxista Kleber Luis da Rosa, 31 anos, ocorrida na porta do Aeroporto. Kleber deixou um passageiro no aeroporto e, ao tentar embarcar outro cliente, foi brutalmente agredido com socos e pontapés por outros taxistas.

        Fonte O Dia

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

CAOS NO RIO - Interdição da 1o.de Março fez com que Trânsito, Trens e metrô, ontem, entrassem em pane. Prefeito

Paes admite caos e promete rever esquema de trânsito
Prefeito fez uma avaliação negativa do primeiro dia útil da interdição na Primeiro de Março
Isabela Bastos
Ludmilla de Lima
Rafaela Santos
Fernanda Baldioti

Extra


Trânsito caótico: motoqueiros preferem caminhar, no Elevado da Perimetral, tentando escapar do engarrafamento no Centro
Marcos Tristão / O Globo
RIO - Depois de três dias de feriadão, a segunda-feira foi um triste choque de realidade para o carioca, que enfrentou o caos na chegada ao trabalho. A interdição pela prefeitura de parte da Rua Primeiro de Março, para as obras do Porto Maravilha, deu um nó no trânsito, com reflexos no Aterro do Flamengo, na Ponte Rio-Niterói e no Elevado da Perimetral. O prefeito Eduardo Paes fez uma avaliação negativa do primeiro dia útil da interdição — que começou no sábado — e prometeu reforço no esquema especial para orientar motoristas. Segundo ele, a prefeitura esperava transtornos, mas não com essa magnitude.

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— Essa interdição não era mais complicada do que as outras que já fizemos. Nesse caso não se aplica a história de quebrar os ovos para fazer um omelete. O problema foi de operação mesmo — disse Paes.

Com a pista do viaduto (sentido Zona Sul) praticamente parada durante toda a manhã, a impaciência tomou conta de passageiros de ônibus, que abandonaram os coletivos e seguiram a pé sob sol forte. Ruas da Lapa e arredores ficaram lotadas de carros, e motoristas tentaram fugir dos congestionamentos por Santa Teresa. Como se não bastasse, quem tentou chegar ao Centro de metrô ou de trem enfrentou interrupções e panes nesses serviços.

Operação começará de madrugada
Para tentar amenizar os congestionamentos, a CET-Rio aumentou, ainda na tarde de segunda-feira, de 30 para 40 o número de operadores de trânsito no local da interdição. Além disso, agentes farão plantão, a partir da madrugada desta terça, para evitar que carros e caminhões estacionem em áreas proibidas. Na segunda-feira, segundo a presidente da CET-Rio, Claudia Secin, uma carreta e duas caçambas deixadas na rua atrapalharam a fluidez do tráfego. Ela atribuiu o caos ainda à falta de informação dos motoristas e à volta do feriadão:

— Muita gente voltou do feriado hoje (segunda-feira) e vimos motoristas confusos, parando para pedir informações. Isso ajudou a formar uma onda de choque que, ao chegar ao Trevo dos Estudantes (na Avenida Beira-Mar), travou o trânsito de quem vinha da Perimetral para o Centro e a Zona Sul. Acreditamos que, com os ajustes na operação e os motoristas se habituando às mudanças, a situação vá melhorar ao longo da semana.

Por volta das 9h, o engarrafamento na Ponte (sentido Rio) começava antes da grande curva e prosseguia pelos elevados do Gasômetro e da Perimetral e pela rampa de descida para a Zona Portuária. Os engarrafamentos mobilizaram internautas nas redes sociais, e a Perimetral acabou figurando em quarto lugar entre os dez assuntos mais citados no Twitter no Rio. Na Perimetral, passageiros desceram do elevado pelo acesso próximo à Candelária, numa romaria sob sol escaldante. O vendedor Celso Freitas suava a camisa para chegar ao trabalho, na Avenida Rio Branco. Morador de São Gonçalo, de onde saiu às 8h30m, ele lamentou não ter usado as barcas para chegar ao Rio, apesar dos recorrentes problemas no sistema aquaviário. Às 11h, ele ainda estava na Perimetral.

— Essas obras estão dando um nó na cidade. E ainda vou chegar suado ao trabalho — disse o vendedor, na Candelária, depois de meia hora de caminhada.

Até quem estava na contramão do rush matinal, precisando sair do Centro em direção à Zona Norte ou a Niterói precisou ter paciência. Como 27 linhas de ônibus municipais e intermunicipais tiveram sua rota modificada pelas interdições, e os ônibus ficaram presos no engarrafamento, a viagem se tornou mais longa. Muitos motoristas reclamaram ainda terem sido surpreendidos.

— O trânsito está todo parado desde o Aterro. Eu tinha que passar pela Rua Dom Gerardo. Mas o caminho foi fechado. Vou ter que perguntar o que fazer a algum guarda — comentou a motorista Carla Dondeo.

Os transtornos foram sentidos também no Aeroporto Santos Dumont, onde passageiros enfrentaram uma longa fila para pegar táxis. Com os veículos presos nos engarrafamentos, a oferta era escassa.

A interdição na Primeiro de Março é a terceira grande modificação no trânsito do Centro e da Zona Portuária desde outubro. Ela chegou a ser anunciada para novembro pela prefeitura, mas foi adiada para janeiro para coincidir com as férias escolares. O fechamento de parte da rua visa a permitir a perfuração de um túnel sob o Morro de São Bento, que fará parte da Avenida Binário. Quando for reaberta em dezembro, a Primeiro de Março passará a funcionar como rampa de acesso ao novo túnel e à nova avenida.

No metrô, passageiros também enfrentaram transtornos ontem de manhã, devido a duas panes no sistema. As estações General Osório, Cantagalo, Siqueira Campos e Cardeal Arcoverde ficaram fechadas por meia hora. Segundo a concessionária Metrô Rio, a paralisação foi necessária por questões de segurança, após uma falha na sinalização automática. A interrupção causou reflexos nos demais trechos, e os trens ficaram parados na linha por 20 minutos. Mais cedo, por volta de 8h40m, os usuários já tinham enfrentado problemas no metrô. Uma falha no fechamento de uma das portas de uma composição que ia para a Pavuna fez com que passageiros tivessem que desembarcar na estação Glória.

O advogado Luís Pacheco, que trabalha na Cinelândia, chegou mais de trinta minutos atrasado ao escritório. O trem ficou parado cerca de trinta minutos entre as estações Carioca e Uruguaiana, no Centro.

— A única coisa que informaram aos passageiros foi que o metrô estava parado, aguardando liberação — contou Pacheco.


No metrô, suplício até a Cinelândia

Já o analista de sistemas Daniel Serrano pegou o metrô às 8h, na Pavuna, e só conseguiu chegar à Cinelândia às 11h30, ou seja, três horas e meia depois. Segundo ele, a viagem, em condições normais, levaria cerca de 40 minutos. Serrano conta que o metrô parou várias vezes no trajeto, sem que os passageiros soubessem o que estava ocorrendo.

— Peguei um metrô sem ar-condicionado e tive que descer duas vezes, no Maracanã e em Del Castilho, para tomar ar e, assim, tentar continuar a viagem — disse o analista.

A concessionária Metrô Rio disse que às 11h50m todos os problemas tinham sido resolvidos e os intervalos, normalizados. A Agência Reguladora de Transportes (Agetransp), que fiscaliza o metrô, informou que instaurou processos e enviou fiscais para apurar os motivos dos incidentes.

Na SuperVia, a manhã também foi marcada por transtornos. Durante uma vistoria numa composição do ramal de Santa Cruz, os passageiros tiveram que trocar de trem por duas vezes. Segundo a concessionária, a fiscalização é rotineira, para que sejam feitos ajustes técnicos e mecânicos. A empresa informou ainda que o trem não precisou ser retirado de circulação e logo voltou a operar.

Ainda de acordo com a concessionária, os passageiros foram retirados para que não ficassem esperando o fim da manutenção. A SuperVia informou também que os usuários, quando são obrigados a trocar de trem, aguardam na mesma plataforma a composição substituta. A vistoria não teria provocado atrasos significativos no ramal.



Fonte O GLobo http://oglobo.globo.com/transito/paes-admite-caos-promete-rever-esquema-de-transito-3747030#ixzz1kMbTXGcB

domingo, 18 de dezembro de 2011

#COPA2014 - Cariocas convivem cada vez mais com engarrafamentos no trânsito. Velocidade média é como se o carioca andasse à cavalo

Motoristas levam o triplo do tempo para percorrer os principais corredores viários
Laura Antunes
Selma Schmidt

RIO - O Rio está cada vez mais perto de São Paulo. Ultimamente, não há mais dia, hora ou local certos. E, muitas vezes, nem um motivo óbvio, como um acidente, um temporal ou uma obra emergencial. Sem mais nem menos, o motorista carioca se vê retido num grande congestionamento. E números confirmam a marcha lenta no dia a dia: a velocidade média hoje no trânsito do Rio, levando-se em conta todos os horários, caiu para 20km/h no caso de carros particulares e 17km/h para ônibus, segundo a Secretaria estadual de Transportes. Isso quer dizer que hoje, para percorrer de carro, por exemplo, os 187km dos nove principais corredores viários da cidade, os motoristas demoram nove horas e 37 minutos — o triplo do tempo que poderiam gastar se dirigissem à velocidade de 53km/h, indicada pelo Google Maps (sem engarrafamentos). Há cinco anos, essas velocidades médias eram de 22km (carros) e 19km/h (ônibus), segundo dados oficiais.
E a previsão é de mais engarrafamentos se projetos viários anunciados pelo poder público não encontrarem sinal verde: em dez anos, a velocidade média dos carros pode cair para 16km/h e a dos ônibus, para 15km/h — praticamente o equivalente a um homem andando a cavalo. Os dados preocupantes saem das anotações do secretário estadual de Transportes, J.L., que, inclusive, acabou "vítima" do tema da reportagem, na última quinta-feira: ele chegou 45 minutos atrasado para a entrevista porque ficou preso num congestionamento no trajeto entre Botafogo e o Centro.

A bem da verdade, o Rio ainda não tem, como São Paulo, mecanismos para medir a extensão diária de seus congestionamentos. A grande fonte de dados das autoridades ainda é o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) da Região Metropolitana, elaborado em 2003, que projeta engarrafamentos de 130km de extensão em 2013. Mas, para muitos motoristas, esse dia já chegou. O ator Marcelo Brou, no ar com a novela "Fina estampa", da TV Globo, sofre sempre que se desloca de casa, em Copacabana, para gravar no Projac, em Jacarepaguá. Se num passado recente demorava 45 minutos, hoje ele leva até duas horas e meia.

— Quando gravo às 9h, saio de casa antes das 7h. Como não dá para tomar café, levo um "kit engarrafamento" no carro, com frutas, barra de cereais, água e iogurte — conta Brou, que ainda carrega livro, tablet e TV portátil para se distrair quando o trânsito para totalmente.

Mas o que está acontecendo agora, perguntam-se os cariocas, já que há Natal todo ano e, com isso, grande movimento de consumidores motorizados nas ruas? Para o diretor de Operações da CET-Rio, Joaquim Dinis, parte da resposta está no aumento do número de obras — como na Zona Portuária, no Recreio e no Largo do Campinho. Sem falar nos tapumes da CEG que "enfeitam" as pistas bairros afora. Outro complicador é o crescimento da frota carioca, que passou de 1,68 milhão (2001) para 2,47 milhões este ano — 49% a mais. Dentro desse total, vale ressaltar que o número de carros particulares subiu 35% (de 1,4 milhão para 1,9 milhão) e o de motos, 171% (de 83 mil para 226 mil):

— Uma hipótese é que o aumento da frota de motos implica também maior risco de acidentes com esses veículos, que sempre têm vítimas, aumentando o tempo de liberação das vias — analisa Dinis.

O aumento da frota se reflete, claro, no aumento do volume de tráfego em trechos de oito das dez vias de maior movimento. Apenas na Avenida Brasil, na altura da Fiocruz, 190 mil veículos circulavam, em média, por dia em 2010. Agora, o fluxo chega a 214 mil, um aumento de 13%, segundo a CET-Rio. A Avenida Presidente Vargas, na altura do prédio dos Correios, é a segunda com maior número de veículos: passou de 189 mil para 197 mil por dia (4,8%). Na Avenida Ayrton Senna, na altura do Shopping Via Parque, terceira colocada, o fluxo de veículos cresceu 3,9%. Ainda segundo a CET-Rio, na contramão estão o Túnel Zuzu Angel e a Linha Amarela, na altura do Túnel da Covanca, onde o volume de tráfego estranhamente diminuiu — nem a CET-Rio sabe por quê. Nas dez vias pesquisadas, o crescimento da frota em circulação foi de 1,73% em um ano.

Os nove principais corredores de tráfego são a Ponte Rio-Niterói até Laranjeiras (via Santa Bárbara); Avenida Ataulfo de Paiva (Leblon) até a Rua Lauro Sodré (Botafogo); Avenida Ayrton Senna (Barra) até o fim da Linha Amarela; Avenida Radial Oeste até a Candelária (via Avenida Presidente Vargas); Aterro do Flamengo até a Avenida Prefeito Mendes de Morais (São Conrado, via orla); Autoestrada Lagoa-Barra até o Recreio dos Bandeirantes (via Avenida das Américas); Elevado Paulo de Frontin (Rio Comprido) até Avenida Borges de Medeiros (via Túnel Rebouças); Avenida Brasil (do Caju a Santa Cruz); e Linha Vermelha (até o entroncamento com a BR-040). Para percorrer todos esses trajetos, o carioca levaria três horas e 48 minutos, se não precisasse pisar tanto no freio e trafegar à velocidade média de 20km/h

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/cariocas-convivem-cada-vez-mais-com-engarrafamentos-no-transito-3471657#ixzz1gsef7C87




    

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

MÁFIA DAS MULTAS - Arrecadação com multas de trânsito em SP mais que duplica nos últimos 4 anos

Entre as explicações para o aumento de 115% esperado até o fim da gestão Kassab estão aperto na fiscalização e aumento das restrições
12 de outubro de 2011 | 23h 50

Bruno Ribeiro e Rodrigo Burgarelli de O Estado de SP

Se as previsões da Prefeitura de São Paulo se concretizarem, a cidade vai quebrar uma marca simbólica no fim da atual gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD). No intervalo de quatro anos de seu mandato, a quantia arrecadada em multas de trânsito deverá mais do que dobrar, passando de R$ 386,1 milhões em 2008 para R$ 832,4 milhões em 2012. É como se cada dono de veículo registrado na capital fosse pagar R$ 117 em multas no ano que vem.

Números provam que as ruas e avenidas da capital nunca estiveram sob vigilância tão rígida quanto agora. Desde 2008, quando a Prefeitura voltou a investir em fiscalização, a capital ganhou 354 novos radares eletrônicos, 250 novos marronzinhos, 800 novos policiais de trânsito depois da reativação do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) e 112 câmeras que multam quem não respeita faixas de pedestres.

Por isso, o contraste com o período anterior é gritante. Na gestão 2005-2008, de José Serra (PSDB) e Kassab, a arrecadação com multas cresceu em um ritmo 38 vezes menor que na atual administração.

Outro fator que explica o grande aumento de multas de trânsito nesse período é o crescimento sem precedentes da frota de veículos. A capital ganhou cerca de 1,2 milhão de veículos desde janeiro de 2008, entre motos, carros, ônibus e caminhões. Ao mesmo tempo, Kassab apertou o cerco contra os maus pagadores - desde abril deste ano, a Prefeitura vem colocando cerca de 697 mil devedores de multas na lista de “nomes sujos” do Cadastro Informativo Municipal (Cadin), medida que diminuiu o número de inadimplentes.

Debate. A discussão sobre os efeitos dessa fiscalização na cidade divide especialistas e motoristas. Quem dirige reclama da existência de uma “indústria da multa” - isto é, um sistema punitivo que serviria mais para encher os cofres municipais do que para melhorar a educação de trânsito. A maioria dos estudiosos do tema, porém, defende o aumento da fiscalização como ferramenta de redução de acidentes, mas critica certos aspectos da atuação municipal no combate às infrações.

“O motorista que corre e reclama de ser multado é como o aluno que tira nota baixa na escola”, diz o engenheiro de trânsito Luiz Célio Bottura, que atualmente é ombudsman da Campanha de Proteção ao Pedestre da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Ele diz que, dada a quantidade de infrações cometidas em São Paulo, o número de multas deveria ser até maior.

O também engenheiro Flamínio Fichmann afirma que a CET erra o foco da fiscalização. “Não há um empenho para aplicação de multas de outros delitos, como dirigir sob efeito de álcool e drogas, avançar o semáforo vermelho e o excesso de velocidade. São essas as infrações que, se fossem mais bem fiscalizadas, resultariam em redução dos acidentes”, afirma o especialista.

Fonte Estadão http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,arrecadacao-com-multas-de-transito-mais-que-duplica-nos-ultimos-4-anos,784595,0.htm

sábado, 10 de abril de 2010

SÃO PAULO/TRÂNSITO - Acidente na entrada do túnel da Rebouças congestiona trânsito em SP

colaboração para a Folha
 
Um acidente com um caminhão, que derrubou uma carga de cimento na entrada do túnel da Rebouças, no sentido centro, bloqueou completamente a via e causou um congestionamento na região.
Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o acidente aconteceu por volta das 6h30 deste sábado. Por volta das 10h50 um carro dos bombeiros e da subprefeitura estavam executando a lavagem da área, com interdição parcial do túnel. O congestionamento na região era de 1,5 km.
O trânsito também apresenta lentidão de 1,5 km no corredor norte-sul, começando na rua São Caetano seguindo até a região da rua 25 de Março.
Na avenida 23 de Maio, no sentido Santana, o trânsito tem lentdão de 1,2 km da rua Borges Lagoa até o viaduto Republica Árabe Siria.


 


 

quinta-feira, 25 de março de 2010

ALAGÃO DO KASSAB - Chuva alaga regiões das avenidas Paulista e Faria Lima; assista e veja a lista de pontos alagados


da Folha Online
A forte chuva que atinge São Paulo na tarde desta quinta-feira causava ao menos 43 pontos de alagamentos até as 16h e deixou toda a cidade em estado de atenção. Segundo informações da CET (Companhia de Engenharia de Trânsito), 18 pontos estavam intransitáveis (veja lista de pontos alagados).
O vídeo a seguir exibe imagens gravadas na avenida Paulista.
Já este outro vídeo mostra o cruzamento das avenidas Faria Lima e Rebouças (zona oeste) alagado.
De acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência), da prefeitura, as pancadas são resultado do calor. As primeiras regiões a entrar em atenção foram as zonas leste e sudeste, às 13h55. Às 14h15 entraram o centro e a marginal Tietê e às 14h30 as outras áreas da cidade. O estado de atenção é o segundo na escala do CGE, que passa por observação, atenção, alerta e alerta máximo.

 


 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Motorista leva até 4 horas na descida ao litoral de SP para curtir Ano Novo



deu no G1:

Antes, rota de São Paulo a Santos levava 1 hora, em média.
Congestionamento começou na tarde de quarta (30) e prossegue hoje.


Os motoristas que pretendem curtir o réveillon no litoral de São Paulo estão levando, em média, até 4 horas para descer à Baixada Santista. O excesso de veículos nas estradas que levam à praia provoca congestionamentos que começaram na tarde de quarta-feira (30) e prosseguem na manhã desta quinta (31). A madrugada também foi complicada para quem pegou o carro achando que não encontraria lentidão. Antes, a rota de São Paulo a Santos, por exemplo, levava, geralmente, cerca de 1 hora para percorrer 85 km.

Cerca de 300 mil veículos já desceram ao litoral paulista e mais 325 mil são esperados. A previsão da Ecovias é que até 635 mil veículos desçam a serra até as 24h de domingo (3). Entre as principais rotas utilizadas pelo motorista para chegar a praia estão as rodovias dos Imigrantes e Tamoios.

Deixar a capital paulista também não está fácil. Por volta de 6h desta quinta, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 13 km de congestionamento na cidade.

Esse quadro levou a CET a recomendar aos motoristas que ainda pretendem descer a serra que adiem suas saídas, pois o trânsito tende a ficar ainda mais pesado nessas primeiras horas da manhã. Portanto, neste momento o sinal está vermelho para quem tem planos de passar o Ano Novo nas praias da Baixada Santista e do Litoral Sul

Bandeirantes

O corredor mais complicado é o da Avenida dos Bandeirantes (Zona Sul), que dá acesso à Rodovia dos Imigrantes e também à Via Anchieta. A CET registrou 7 km de congestionamento ao amanhecer, ou seja, em toda a extensão da avenida, um quadro que se repetiu durante toda a madrugada.

A CET informou ainda que o congestionamento se estendeu também até a Marginal Pinheiros, um dos principais acessos para a Avenida dos Bandeirantes. São mais 2,5 km de lentidão, estima a companhia, neste momento.

Outro corredor com trânsito lento é o da Avenida Professor Abraão de Moraes, também na Zona Sul da capital, que leva à Imigrantes. De acordo com a CET, a fila de veículos tem 3,5 km de extensão.

Anchieta-Imigrantes

O motorista que desce em direção à Baixada Santista e às praias do Litoral Sul ainda enfrenta uma maratona nesta quinta. O tráfego é intenso e lento em vários pontos do sistema Anchieta-Imigrantes, de acordo com a Ecovias, concessionária que administra estas estradas.

A lentidão na Via Anchieta começa no km 16, na entrada de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e vai ao menos até o km 40, no trecho da Serra do Mar.
A Ecovias informou ainda que a Imigrantes tem lentidão em toda a sua extensão.

Já na baixada, a Rodovia Cônego Domênico Rangoni, que registrou tráfego intenso e pontos de lentidão durante toda a madrugada, está, desde 6h, com sinal verde. Mas a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, que serve de acesso às praias do Litoral Sul, tem trânsito lento do km 276 ao km 292.

As rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) operam no esquema 7x3. A descida da serra é feita pela pista sul da Imigrantes e sul e norte da Anchieta. Para a subida, o motorista deve utilizar a pista norte da Imigrantes.


Outras estradas

As principais estradas que cruzam o estado e levam às cidades do interior têm tráfego um pouco acima do normal, mas sem pontos de lentidão, casos das rodovias Raposo Tavares, Castello Branco, Fernão Dias, Anhanguera e Bandeirantes.

Na Rodovia Presidente Dutra, principal ligação com o Rio de Janeiro, o tráfego é considerado normal. Mas a concessionária Nova Dutra alerta o motorista que é preciso ter atenção entre Taubaté e Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, pois chove na região