Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 22 de maio de 2010

GOVERNO LULA - Segundo Datafolha, aprovação registra 76%



   
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Rio - A última pesquisa Datafolha, divulgada na edição deste sábado do jornal Folha de São Paulo, mostra que a aprovação do governo Lula voltou ao nível recorde de 76%. O presidente havia obtido tal percentual em março deste ano, mas havia recuado para 73% em abril.

Dentre os 2.660 entrevistados entre quinta e sexta-feira, 76% avaliaram o governo Lula como "bom" e "ótimo", enquanto 19% o classificaram como "regular". Outros 5% classificaram a gestão como "ruim" ou "péssima", e 1% não soube responder. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O recorde foi registrado durante a viagem de Lula para o Irã, quando anunciou um acordo com o país sobre a troca de combustível nuclear.

domingo, 11 de abril de 2010

ESPORTE/FUTEBOL PAULISTA - Em jogaço, Santos vence São Paulo e amplia vantagem na 'decisão' rumo à final

Tricolor consegue reagir no segundo tempo, busca empate, mas leva gol no fim. Agora, Santos pode até perder por um gol, no próximo domingo, na Vila

Adilson Barros e Carolina Elustondo São Paulo, SP
Um bom jogo decisivo deve ser assim: corrido, nervoso, cheio de alternativas, emocionante e, claro, com muitos gols. O clássico entre São Paulo e Santos, neste domingo à tarde, no Morumbi, pelas semifinais do Campeonato Paulista, teve tudo isso. Os Meninos da Vila foram para cima, abriram 2 a 0, o time tricolor, com um a menos (Marlos foi expulso ainda no primeiro tempo), empatou, e, no fim, com a cabeça de Durval, o Peixe venceu por 3 a 2 (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado). Agora, o Alvinegro Praiano passa à final até perdendo por um gol de diferença no próximo domingo, na Vila Belmiro.

O jogo começou estudado, um pouco truncado. O técnico Dorival Júnior, do Santos, mandou a campo um time com características ofensivas, com três atacantes, mas posicionados num 4-4-2 clássico: o meia Marquinhos atuou como volante ao lado de Arouca, e Robinho jogou mais recuado, como um meia, armando o jogo ao lado de Ganso, deixando Neymar e André mais à frente.

O São Paulo tomou a iniciativa e, marcando muito bem no meio-campo, conseguiu brecar as investidas dos santistas, que erravam muitos passes. O objetivo tricolor era ficar com a bola, para não dar chance ao melhor ataque do campeonato. A estratégia deu certo até os 26 minutos, quando Neymar, até então apagado, recebeu na meia esquerda e acertou um lindo passe para Léo, que entrou pela esquerda e bateu cruzado. Júnior César apareceu pelo meio e acabou marcando contra. Os são-paulinos reclamaram que, na hora do chute de Léo, havia dois jogadores santistas impedidos.

Marcos Renato/GLOBOESPORTE.COM

Os santistas, como já virou rotina, comemoram mais um gol com coreografia

Após marcar, o Santos se tranquilizou e passou a comandar as ações. Jogando pelos lados do campo, abria a defesa são-paulina. Aos 33, Marlos, que já tinha amarelo, chutou Robinho e acabou expulso. As coisas se complicavam para o time da casa. Com um a mais, o Peixe encurralou o adversário e marcou o segundo aos 40, quando Neymar avançou pela esquerda e cruzou para André, que entrou por trás da zaga e emendou de primeira.

Tricolor reage, mas Durval garante para o Santos

Pelo primeiro tempo, o jogo se encaminhava para uma vitória sossegada do Santos. Mas, então, o técnico Ricardo Gomes teve uma boa sacada no intervalo: tirou o atacante Washington e colocou o lateral-direito Cicinho. Com isso, o São Paulo ganhou saída rápida pelo meio, controlou a posse de bola e a marcação. Encurralou o adversário e deu a impressão de que jogava com um a mais e não o contrário.

Marcos Renato/GLOBOESPORTE.COM

Dagoberto comemora após empatar o jogo em 2 a 2. Mas logo logo o Peixe ficaria na frente...

Perdidos na marcação, correndo atrás dos são-paulinos, os jogadores do Peixe foram apelando e cometendo faltas duras uma atrás da outra. Logo aos sete minutos, Hernanes avançou pelo meio, fez fila e mandou o chute de fora. Não foi exatamente uma bomba, mas o goleiro Felipe não conseguiu alcançar,  e o tricolor diminuiu aos sete minutos. O Santos tentou reagir aos oito, quando Robinho, após receber de Neymar, acertou o travessão. Mas o Peixe parou por aí.

O gol tricolor pôs fogo no jogo. A maneira como Hernanes comemorou, com raiva, mostrou que o time do Morumbi estava vivo. E muito vivo. O Santos já não passava mais do meio-campo. O São Paulo atacava por todos os lados e o empate, inevitável, saiu aos 21, quando Cicinho acertou um cruzamento na cabeça de Dagoberto.

O Peixe estava apavorado. Errava passes previsíveis. Robinho, Neymar, Ganso insistiam em jogar pelo meio, sem sucesso. Dorival, então, tirou André para colocar Pará na lateral direita, passando Wesley para o meio. Neymar, que sumiu no segundo tempo, foi substituído por Madson. Com essas mudanças, o Santos conseguiu segurar mais a bola para controlar o ímpeto tricolor.

Quando o jogo se encaminhava para um empate, veio o terceiro gol santista. Aos 44, Madson cobrou falta da esquerda, com perfeição, na cabeça de Durval, que entrava livre no segundo pau. O zagueiro só escorou de cabeça.

Enfim, um jogaço.

Marcos Renato/GLOBOESPORTE.COM

A torcida do Santos começou a festa no Morumbi e promete fazer bonito domingo que vem na Vila


FICHA TÉCNICA


SÃO PAULO 2 x 3 SANTOS
Rogério Ceni, Jean, Alex Silva, Miranda e Júnior César; Rodrigo Souto, Hernanes, Jorge Wagner (Fernandinho) e Marlos; Dagoberto (Marcelinho) e Washington (Cicinho). Felipe, Wesley, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Marquinhos (Zé Eduardo) e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Madson), André (Pará) e Robinho.
Técnico: Ricardo Gomes. Técnico: Dorival Júnior.
Gols:  Júnior César (contra), aos 26, André, 40 minutos do primeiro tempo; Hernanes, 7, Dagoberto, 21, Durval, aos 44 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Neymar, Léo, Paulo Henrique Ganso, Robinho, Wesley, Edu Dracena (Santos). Cartão vermelho: Marlos (São Paulo).
Público e renda: 35.695 pagantes / R$ 1.578.325,25
Estádio: Morumbi, em São Paulo. Data: 11/04/2010. Árbitro: Marcelo Rogério. Auxiliares: Vicente Romano Neto e David Botelho Barbosa.

 

 

sábado, 10 de abril de 2010

ESPORTE/FUTEBOL PAULISTA - Nova camisa do São Paulo (veja a foto)


da Reportagem Local

O São Paulo oficializou neste sábado o acordo com o seu novo patrocinador, a empresa Hypermarcas, e mostrou a camisa com as marcas Bozzano no peito e Zero Cal nas mangas.

Divulgação
Camisa do São Paulo com novo patrocínio é mostrada neste sábado; 
acordo foi oficializado
Camisa do São Paulo com novo patrocínio é mostrada neste sábado; acordo foi oficializado
O contrato vale somente para os próximos cinco jogos do clube na atual temporada, mas a direção do São Paulo já fala em ampliar o período do acordo.
O time tricolor utilizará essa camisa na partida contra o Santos neste domingo no estádio do Morumbi pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Paulista-2010.
"São cinco partidas, mas pode progredir. A Hypermarcas tem vários produtos de qualidade e não poderia estar de fora de uma exposição tão grande como uma semifinal", falou o vice-presidente de marketing do São Paulo, Julio César Casares.

 


 

domingo, 4 de abril de 2010

ESPORTE/FUTEBOL PAULISTA - No G-4, São Paulo aplica 'chocolate' de Páscoa e afasta Botafogo de luta por vaga

Marlos é boa surpresa, e Hernanes brilha. Ceni perde um pênalti
Carolina Elustondo São Paulo

Miranda, Marlos e Dagoberto celebram vitória

Sem vencer há três jogos (dois pelo Paulista e um pela Libertadores), o São Paulo reencontrou a vitória e o bom futebol neste domingo, ao aplicar um chocolate de páscoa no Botafogo: 5 a 0 no Morumbi. Com o resultado, o dono da casa retomou o lugar no G-4, perdido provisoriamente no último sábado para a Portuguesa. O visitante se afastou da briga por uma vaga na fase final na competição. Com Marlos como surpresa e Hernanes em dia inspirado, o Tricolor ainda perdeu um pênalti com Rogério Ceni logo no começo da partida, mas com velocidade e três homens de frente, fez a alegria de pouco mais de oito mil torcedores no estádio.

O resultado deixou o anfitrião com 33 pontos e a terceira colocação, mas o time ainda pode ser ultrapassado pelo Grêmio Barueri, que joga neste domingo contra o Bragantino. De qualquer forma, o Tricolor não deixa a zona de classificação. O visitante permaneceu com 28 pontos e longe da vaga. Na rodada final da primeira fase, o São Paulo enfrenta o já classificado Santo André em Piracicaba. E o Botafogo recebe o Monte Azul. Todos os jogos serão às 21h50 na quarta-feira.

Surpresa na escalação, Marlos decide. Ceni perde pênalti


A surpresa no Tricolor foi a escalação de Marlos, ajudando o ataque formado por Dagoberto e Fernandinho. O Botafogo escalou André Neles, artilheiro do time no Paulista, com cinco gols. A garoa começou a cair no início da partida. E a pouca quantidade de torcedores que foi ao Morumbi neste domingo de Páscoa esperava uma chuva de gols. Mas não foi o que aconteceu.

O Tricolor criou muitas chances, é verdade. Com mais velocidade na frente e boas tentativas de longa distância de Hernanes, o time chegava ao gol de Weverton o tempo todo. Aos quatro minutos, Jorge Wagner cruzou e Alex Silva quase chegou na bola, mas o camisa 1 foi mais rápido. Aos nove, Fernandinho caiu na área pela primeira vez e o árbitro não entendeu que houve pênalti.

Aos 12, Paulo César de Oliveira viu pênalti a favor do São Paulo sim, desta vez de Walter em Dagoberto. Rogério Ceni foi para a cobrança em busca do 90º gol na carreira. Mas, na hora da cobrança, deu uma paradinha longa demais e bateu fraco, no meio do gol. Weverton, que já estava caído, teve tempo de fazer a defesa (assista ao vídeo).

Sem o gol que parecia certo, o São Paulo seguiu pressionando e criando inúmeras chances, mas irritando a torcida com tantas oportunidades desperdiçadas. Aos 22, Hernanes cobrou falta de fora da área e tirou tinta da trave de Weverton. Jorge Wagner também tentou duas vezes de longe, sem sucesso. E Marlos isolou uma bola por cima do gol.

Se os criadores não estavam conseguindo transformar as ideias em gols, um zagueiro resolveu o problema do Tricolor: aos 45, Miranda arrancou com a bola pelo meio e encontrou Marlos livre pela direita. O meia desta vez foi perfeito na conclusão, encobrindo o goleiro em uma linda jogada: 1 a 0. Marlos foi abraçar o técnico Ricardo Gomes, e Miranda foi ovacionado pela torcida, que gritou seu nome.

Hernanes brilha e Tricolor goleia



Hernanes faz dois e volta a jogar bem

A chuva apertou, e o São Paulo também voltou ainda mais firme na pressão sobre o Botafogo. O visitante teve um lance isolado com Adriano, que se atrapalhou na área e não conseguiu o empate. Depois, só deu Tricolor. Aos 14, Marlos novamente apareceu bem. Ele tabelou com Dagoberto e chegou livre na área. Solidário, tocou para Hernanes, que só empurrou para a rede: 2 a 0.

Alex Silva, cansado, deu lugar a Renato Silva e saiu muito aplaudido. Enquanto isso, Dagoberto quase fez o terceiro aos 21. Pela esquerda, o atacante bateu forte, em cima do goleiro Weverton, que salvou a jogada. Não demorou para sair o terceiro que Dagoberto havia perdido. Aos 22, Jorge Wagner cobrou escanteio pela esquerda e Rodrigo Souto, de primeira, ampliou. A torcida também gritou seu nome.

O placar de 3 a 0 já é considerado goleada. Mas para garantir o termo e afastar o rótulo de futebol ruim que vem acompanhando o time nesta temporada, o Tricolor fez o quarto. Em uma bela jogada pela esquerda, aos 24, Junior Cesar recebeu de Dagoberto, calibrou o pé e acertou a rede de Weverton, sem chances para o goleiro. O São Paulo era solto e veloz, como Gomes queria.

Hernanes, em dia inspirado, anotou o quinto gol da equipe na partida, em um chute preciso de fora da área: 5 a 0. A torcida ficou satisfeita não só pelo placar convincente, mas pelo futebol de bom gosto apresentado pela equipe, que vinha sendo constantemente criticada pelas últimas atuações.


Ficha técnica: 

SÃO PAULO 5 x 0 BOTAFOGO-SP
Rogério Ceni, Jean, Alex Silva (Renato Silva), Miranda e Junior Cesar; Hernanes, Rodrigo Souto, Marlos e Jorge Wagner (Carlinhos Paraíba); Dagoberto (Marcelinho) e Fernandinho. Weverton; Jonas, Leandro Amaro, Walter e Andrezinho; Rodrigo Pontes, Augusto Recife, Vinícius (Xuxa) e João Henrique (Washington); André Neles (Bruno) e Adriano.
Técnico: Ricardo Gomes. Técnico: José Gali Neto.
Gols: Marlos, aos 45 minutos do primeiro tempo; Hernanes, aos 14 minutos, Rodrigo Souto, aos 22, Junior Cesar, aos 24, e Hernanes, aos 36 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Junior Cesar, Alex Silva (São Paulo); Jonas, Augusto Recife (Botafogo).
Estádio: Morumbi. Data: 04/04/2010. Árbitro: Paulo César de Oliveira. Auxiliares: Ednilson Corona e Alberto Poleto Masseira.
Público e renda:  8.774 pagantes/R$ 211.359,75

 

 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

ESPORTE/FUTEBOL/COPA DE 2014 - Presidente do São Paulo evita polêmica com RT


'Temos certeza de que o Morumbi atenderá a todas as exigências da Fifa para ser a abertura da Copa 2014', disse Juvenal


Arquivo/AE
Arquivo/AE
Juvenal está confiante com abertura no Morumbi
 
O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, preferiu não polemizar com o presidente da CBF, RT, e se limitou a garantir, na noite desta quarta-feira, que o clube atenderá a todas as exigências da Fifa para sediar o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014 e vai entregar o projeto final do Morumbi até o dia 3 de maio, prazo estipulado pela entidade. 
Teixeira criticou duramente o último projeto do estádio no início desta noite, apesar dos elogios do secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, no último dia 19. O presidente da CBF disse que a "proposta novamente não se enquadra no projeto que a Fifa exige", declarou em entrevista à TV Globo.
Juvenal Juvêncio, que acompanha o time do São Paulo em Monterrey, no México, divulgou nota em que lembrou o apoio demonstrado por Jérome Valcke. "Temos certeza de que o Morumbi atenderá a todas as exigências da Fifa para ser a abertura do Mundial de 2014", assegurou o dirigente.
"Estamos confiantes de que seguimos no caminho certo pelo que nos foi relatado na última reunião em Zurique, no dia 9 de fevereiro, na visita dos inspetores da Fifa ao Morumbi, em 15 de março, e na entrevista coletiva concedida em 19 de março pelo secretário-geral Jeróme Valcke, que disse claramente que o projeto do Morumbi preenchia todos os requisitos pedidos pela entidade", enumerou Juvenal.


 


 

segunda-feira, 29 de março de 2010

ESPORTE/FUTEBOL PAULISTA - Timão bate Tricolor por 4 a 3 com gol no fim e joga crise para o Morumbi

Em partida com erro dos goleiros, Alex Silva faz gol contra aos 46 minutos e dá vitória ao Corinthians
Carlos Augusto Ferrari e Marcelo Prado São Paulo
Nada como um clássico para acabar com qualquer indício de crise. No Corinthians, melhor ainda se a partida for contra o São Paulo, seu maior rival nos últimos anos. Em um grande duelo neste domingo, no Pacaembu, o Timão superou o momento instável depois de duas derrotas, fez 4 a 3 sobre o Tricolor pelo Campeonato Paulista e mandou toda a pressão para o outro lado. O Alvinegro vencia por 3 a 1, com erro de Rogério Ceni, mas em duas falhas do goleiro Rafael Santos permitiu que o rival empatasse no segundo tempo, com Rodrigo Souto. Aos 46 , porém, Alex Silva fez contra ao tentar cortar chute de Iarley, deixando a Fiel em festa.

O resultado embola o Estadual para as duas últimas rodadas da primeira fase. O São Paulo, agora com dois resultados negativos consecutivos, caiu para quarto, com 30 pontos. O time é seguido de perto pelo próprio Corinthians, em quinto, com 29. O Prudente, que venceu a Portuguesa, assumiu o terceiro lugar, com 31 pontos - a Lusa continua com 28.

A partida deste domingo também aumentou o tabu a favor do Timão sobre o Tricolor. Agora, são cinco vitórias e quatro empates. O último triunfo são-paulino aconteceu em 11 de fevereiro de 2007, por 3 a 1, também pelo Estadual. Outro dado desfavorável ao time do Morumbi é ter sido derrotado nos três clássicos disputados este ano, o que aumenta a pressão sobre Ricardo Gomes.

Os clubes agora voltam a pensar na Taça Libertadores, competição que possuem ótimas chances de avançarem às oitavas de final. O Corinthians enfrenta o Cerro Porteño-PAR, quinta-feira, às 19h15m, no Pacaembu. Pelo Paulistão, ainda tem pela frente Ituano (fora) e Rio Claro (casa). O São Paulo viaja ao México para pegar o Monterrey, quarta-feira, às 21h50m. No Estadual, joga contra Botafogo (casa) e Santo André (fora).

Timão abre vantagem. Dentinho e Washington são expulsos
Com o apoio da torcida, o Corinthians impôs uma pressão logo no início da partida, mas teve problemas na armação das jogadas. Danilo foi bem marcado por Rodrigo Souto, enquanto Elias, mesmo com mais liberdade para chegar ao ataque pela escalação de Ralf e Jucilei, não apareceu tanto.

Apostando no toque de bola, o São Paulo não demorou a criar uma boa oportunidade, aos cinco minutos. Dagoberto tocou para Hernanes pelo lado esquerdo da intermediária. O meia passou por um marcador, invadiu a área sem marcação e chutou mascado. Rafael Santos fez tranquila defesa.

O Corinthians só melhorou quando deu mais velocidade ao setor ofensivo. Dentinho abriu pelo lado esquerdo campo e fez a defesa tricolor dar espaços pelo meio. Aos 15, só um milagre evitou o gol alvinegro. Após cobrança de escanteio, Paulo André cabeceou e acertou a trave. No rebote, Dentinho soltou uma bomba e carimbou o outro poste. Na volta da bola, dentro da área, William chutou rasteiro e Rogério Ceni defendeu espetacularmente no canto direito.

A jogada contagiou a Fiel e mandou o Timão definitivamente para cima. Três minutos mais tarde, na primeira vez que se aproximou da área, Elias fez 1 a 0. A zaga do São Paulo saiu jogando errado, Dentinho ficou com a bola e tocou para Ronaldo deixar o volante livre na entrada da área, Com categoria, ele bateu no canto esquerdo e promoveu a primeira explosão de alegria da Fiel.

O São Paulo tentou responder em seguida, mas abusou das jogadas pelo meio, local bastante congestionado pelo recuo do Corinthians. Quando voltou a atacar, o Timão fez o segundo, aos 33. Dentinho ganhou de Jean pela esquerda e cruzou. Alex Silva afastou, Elias pegou o rebote e tocou para Danilo chutar com efeito, no canto esquerdo, sem chances para Rogério Ceni.

Na saída de bola, o clima esquentou. Washington dividiu com Dentinho no meio-de-campo, tentou segurá-lo e o atacante alvinegro o acertou. Ambos caíram no gramado e o árbitro Wilson Luiz Seneme expulsou os dois. Aos 42, o São Paulo descontou. Dagoberto fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Jean desviar .


Goleiros erram na etapa final
No segundo tempo, Ricardo Gomes quis dar mais força ao ataque com a entrada de Fernandinho no lugar de Léo Lima. Mano Menezes optou pela cautela. O treinador manteve apenas Ronaldo na frente. E não precisou de mais para ampliar. Aos sete, Roberto Carlos cobrou falta de longa distância com muita violência, Rogério Ceni não conseguiu segurar a bola molhada e aceitou.

A desvantagem ainda maior foi como um balde de água fria sobre o São Paulo. Apenas Fernandinho arriscou alguma jogada, como aos 17, quando entrou driblando pela área, mas chutou para fora. O Corinthians poderia ter feito o quarto, aos 22. Danilo aproveitou bobeada de Jean e chutou colocado para Ceni se esticar todo e espalmar pela linha de fundo.

Mas se não vinha bem, o São Paulo contou com uma importante ajuda para chegar ao empate: Rafael Santos. O goleiro falhou duas vezes, a primeira aos 29. Hernanes cobrou com força falta próxima da área, o goleiro não segurou e Rodrigo Souto empurrou para as redes. Aos 37, Cicinho cobrou falta para a área, Rafael Santos saiu mal do gol e Rodrigo Souto cabeceou.

Foi hora de a torcida tricolor comemorar, diante da incredulidade da Fiel. Mas a torcida corintiana ainda iria festejar. Aos 46 minutos, Iarley, que entrara no lugar de Ronaldo, fez jogada pela esquerda e chutou. Alex Silva tentou cortar de cabeça e errou feio, acertando o canto direito de Ceni. Aí era oficial: a festa era mesmo corintiana.

Ficha técnica: 

CORINTHIANS 4x 3 SÃO PAULO
Rafael Santos, Moacir, Paulo André, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias (Tcheco) e Danilo (Jorge Henrique); Dentinho e Ronaldo (Iarley). Rogério Ceni, Jean, Alex Silva, Miranda e Junior Cesar; Rodrigo Souto, Hernanes (Cicinho), Léo Lima (Fernandinho) e Cléber Santana; Dagoberto (Marlos) e Washington.
Técnico: Mano Menezes. Técnico: Ricardo Gomes.
Gols: Elias, aos 18, Danilo, aos 33, e Jean, aos 42 minutos do primeiro tempo. Roberto Carlos, aos sete, e Rodrigo Souto, aos 29 e aos 37, e Iarley, aos 48 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Ralf (Corinthians); Léo Lima, Rodrigo Souto (São Paulo). Cartões vermelhos: Dentinho (Corinthians) e Washington (São Paulo).
Estádio: Pacaembu. Data: 28/03/2010. Árbitro: Wilson Luiz Seneme. Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Herman Brumel Vani.  Público: 23.372 pagantes. Renda: R$ 738.733,00.

 

 

sexta-feira, 26 de março de 2010

ESPORTE/FUTEBOL PAULISTA - Washington admite: Corinthians e São Paulo estão pressionados


  Foto: Cláudio Dias/Futura Press Washington vê São Paulo pressionado no clássico contra o Corinthians
Foto: Cláudio Dias/Futura Press

Brigando por classificação no Campeonato Paulista e na Libertadores, São Paulo e Corinthians vivem uma semana de pressão. Esta é a visão de Washington. De volta ao time após ser poupado na derrota por 1 a 0 para o Bragantino, na quarta-feira, o artilheiro disse à TV Bandeirantes que os clubes precisam da vitória para resolverem suas situações nos dois torneios.

"Sem dúvida, os dois times estão pressionados. Temos que dar a vida para vencer esse jogo", afirmou o atacante, principal goleador do São Paulo na temporada, com dez gols. A chance de ficar fora do G-4 também preocupa. "Se perdemos, podemos sair do G-4. Vamos tentar definir o jogo, então temos que vencer", disse Washington.

 


 

terça-feira, 23 de março de 2010

ESPORTE/FUTEBOL PAULISTA - Alex Silva na janela e debandada na coletiva de Rodrigo Souto


Zagueiro tenta atrapalhar entrevista de Junior Cesar, que prevê 'festa' na hora certa. Camisa 18 não se arrependeu de trocar Santos por São Paulo
Carolina Elustondo São Paulo
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Da janela, Alex Silva tenta 'atrapalhar' coletiva

Os jogadores do São Paulo trabalharam com o astral lá em cima na última segunda-feira, um dia depois da vitória por 3 a 0 sobre o Mogi Mirim, no Morumbi, pelo Paulistão. Alex Silva e Cleber Santana decidiram atormentar Junior Cesar durante a entrevista coletiva. O lateral tentava falar com a imprensa, e a dupla ficava chamando a atenção do companheiro da janela da sala de entrevistas, no CT da Barra Funda.

- Eles ficam brincando da janela esperando que eu me desconcentre na entrevista, mas não vão conseguir - sorriu o camisa 6, já habituado com as tentativas dos companheiros.

Ovos em Dagoberto esvaziam entrevista de Souto

Por essa Rodrigo Souto não esperava. O volante começou a entrevista na sala de imprensa com todas as câmeras em sua direção. Mas quando souberam que Dagoberto levaria um banho de ovo por causa do aniversário de 27 anos, cinegrafistas e fotógrafos correram para o campo e deixaram Souto apenas com os repórteres. Pouco antes do camisa 18 terminar de falar, todos voltaram.

Comemoração na hora certa

As comemorações de gols do Santos têm feito sucesso. Os meninos da Vila celebram as bolas na rede com dancinhas, coreografias e gestos curiosos, como a imitação da Estátua da Liberdade, feita no último domingo, na goleada de 9 a 1 sobre o Ituano. Perguntado sobre o motivo de o São Paulo não aderir à moda das celebrações criativas, Junior Cesar disse que tudo tem seu tempo.

- Todos os jogadores têm sua maneira de comemorar. Cada um faz o que acha melhor. Importante é fazer festa no momento certo - profetizou o lateral.

Sem arrependimentos

Rodrigo Souto voltou a ressaltar que, apesar de o Santos ser hoje o time com o futebol mais vistoso do Brasil, não se arrepende de ter trocado a Vila Belmiro pelo Morumbi no início do ano.

- Se eu me arrependo? De maneira alguma, muito pelo contrário. Estou muito feliz de estar aqui e poder disputar a Libertadores com a liderança do Grupo 2 e ajudar o time a se classificar para as semifinais do Paulistão - garantiu o volante.

 


 

domingo, 21 de março de 2010

ESPORTE/BASQUETE/NBB - Embalado pela boa fase de Marcelinho, Flamengo encara o Araraquara em casa

Franca e Brasília encaram São José e Saldanha da Gama, respectivamente

GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Marcelinho tem a missão de levar o Fla a mais uma vitória na décima rodada do NBB

Na noite de sexta, uma vitória com a marca de atual campeão. Dois dias depois de passar pelo Franca, líder no critério de desempate, o Flamengo volta à Arena da Barra para enfrentar o Palmeiras/Araraquara em sua luta pela ponta da tabela do Novo Basquete Brasil. A equipe rubro-negra entra em quadra neste domingo, às 11h.

Liderado por um Marcelinho em excelente fase, o Flamengo soma dez vitórias seguidas na competição. Contra o time paulista, o ala, que fez 26 pontos contra o Franca, tem novamente a missão de levar a equipe à vitória.

Nas arquibancadas, a torcida rubro-negra vai novamente apoiar o time. Nos últimos jogos em casa, os torcedores compareceram em bom número e incentivaram a equipe em todos os instantes.

Brasília encara o Saldanha

Em outro jogo envolvendo uma equipe da parte de cima da tabela, o Brasília vai a Vitória encarar o Saldanha da Gama, também às 11h. Em um perfeito duelo de opostos, a equipe do Distrito Federal, que divide a ponta da tabela com Flamengo e Franca, encara o lanterna capixaba.

- Temos o objetivo de permanecer na primeira colocação e o resultado positivo contra o Saldanha da Gama é fundamental, pois o Flamengo está próximo na classificação e não podemos dar chances a eles. Esperamos por uma partida difícil, já que o nosso adversário sempre realiza bons jogos em casa, sem falar no apoio grande dos torcedores, que costumam comparecer em bom número para incentivar o time da casa - disse o ala/armador Alex, um dos destaques do time.

Enquanto isso, o Franca tem pela frente o São José, no mesmo horário, em São José dos Campos. A equipe tenta se recuperar da derrota para o Flamengo, na sexta-feira.

- O time tem feito bons jogos e, mesmo na derrota para o Flamengo, não fomos mal. Por isso, a nossa expectativa é de recuperação para o duelo contra São José. Vamos entrar em quadra com tranquilidade, procurando fazer o nosso jogo, já corrigindo aquilo que não funcionou na rodada anterior - afirmou Vitor Benite.

 

 

sábado, 13 de março de 2010

ESPORTE/FÓRMULA INDY - Máquina já trabalha no Anhembi para arrumar a reta do Sambódromo


Trabalho deverá levar toda a noite. Projetista da pista está otimista e acredita que a corrida será um grande sucesso neste domingo
Marcelo Prado São Paulo
A corrida contra o tempo já começou no Sambódromo do Anhembi. Os organizadores da SPIndy 300, prova que acontecerá neste domingo, já estão trabalhando na problemática reta do Sambódromo, feita de concreto, que neste sábado não ofereceu a menor aderência aos pilotos. Uma máquina que vai lixar e colocar ranhuras nos 700m de extensão do local começou a trabalhar às 18h e ficará em ação durante toda a noite e madrugada. O local sediará a largada e a chegada da prova.

Agência/Futura Press

Máquina tentará deixar a reta do Sambódromo em melhores condições para o treino de classificação e para a corrida deste domingo, que está marcada para às 13h (horário de Brasília)


Tony Cotman, que foi quem desenhou a pista do Anhembi, diz que a reta será lixada e que isso vai resolver os problemas dos pilotos neste domingo.

- A máquina vai lixar de dois a três milímetros da reta e também colocará ranhuras na pista para facilitar a aderência. Para que isso aconteça, será um processo lento, repetitivo, que vai demorar a noite inteira. Já começamos e estou muito feliz com os resultados iniciais. Temos todas as ferramentas para conseguir o que precisamos e tenho certeza de que teremos uma grande corrida amanhã (domingo) – afirmou Cotman.


Tony Cotman disse que não esperava problemas na pista do Anhembi

O projetista da pista lembrou que ninguém esperava os problemas que ocorreram na reta do Sambódromo.

- Cada corrida de rua é particular, tem o seu desafio, seja o seu pavimento, interdição de ruas, entre outras coisas. Aqui, o problema é o concreto. Quando desenhamos a pista, não esperávamos que isso fosse tão problemático. Nunca havia visto um concreto tão brilhante. A borracha do pneu simplesmente não cola no asfalto. Vamos tentar deixar tudo o mais plano possível – explicou Cotman.

Cotman reconheceu que deveria ter sido feito algum teste na pista antes da realização dos treinos deste sábado. Mas que, por ser um circuito de rua, isso não foi possível.

- Como em qualquer circuito temporário, não podemos fechá-lo até a véspera da prova. Essa pista foi fechada à meia-noite deste sábado e por isso, não foi testada antes por um carro. Agora temos de trabalhar duro para deixar tudo em condições - concluiu o americano.



 


 

SÃO PAULO/ANIVERSÁRIO - Jockey Club de São Paulo completa 135 anos e faz festa neste sábado


As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações

da Folha Online
Divulgação
Vaca "Cow-bustível", de Daniel Chuery
Vaca "Cow-bustível", de Daniel Chuery, está exposta somente neste sábado no Jockey Club
A partir das 14h deste sábado (13), o Jockey Club de São Paulo (região sul) comemora seu aniversário de 135 anos com uma série de atividades recreativas para os paulistanos. A entrada é grátis.
O público não verá apenas cavalos de corridas, mas também oito vaquinhas artísticas que fazem parte da CowParade. Elas ficam expostas somente no dia da festa e depois voltam para seus endereços de origem.
Veja as vacas que estarão no Jockey Club
A programação inclui entretenimento para toda a família. As crianças podem montar em pôneis e ver banda de música, entre outras atrações.
Originalmente, o Jockey surgiu no bairro paulistano da Mooca, em 14 de março de 1875. Na época, era chamado de "Club Paulistano de Corridas". Somente em 1941 é que se mudou para o lugar atual e hoje possui dois bares e um restaurante para receber o público que acompanha as corridas.
Leia mais sobre o evento aqui.
Informações sobre eventos gratuitos e populares podem ser consultadas no site Catraca Livre.
Jockey Club de São Paulo - av. Lineu de Paula Machado, 1.075, Cidade Jardim, região sul, São Paulo. Tel.: 0/xx/11/3819-7955. Sáb. (13): a partir das 14h. Grátis. Classificação etária: livre.

 


 

ESPORTE - FÓRMULA INDY - Nas ruas de São Paulo, brasileiros correm atrás da vitória na etapa da Fórmula Indy (VEJA A PROGRAMAÇÃO)

Estrelas internacionais como Dario Franchitti, Scott Dixon e a musa Danica Patrick também disputam a prova de domingo. Treinos começam no sábado

GLOBOESPORTE.COM São Paulo
Nada de engarrafamentos e trânsito lento. Neste fim de semana, São Paulo terá carros rasgando suas ruas a 300km/h. Carros especiais, claro: os 25 que vão para a pista na etapa brasileira da Fórmula Indy. Com sete brasileiros, a disputa começa neste sábado, com os treinos livres e classificatórios, e termina no domingo, às 13h, com a corrida que promete movimentar a maior cidade do país.
 
Marcelo Prado/GLOBOESPORTE.COM

Brasileiros estão ansiosos para disputar a abertura da temporada 2010 da Fórmula Indy em São Paulo

O automobilismo verde-amarelo terá uma boa comitiva para representá-lo na prova: Helio Castroneves, Tony Kanaan, Bia Figueiredo, Raphael Matos, Mario Romancini, Vitor Meira e Mario Moraes. Mas a tarefa de cruzar a linha de chegada na frente não será fácil, diante de estrelas internacionais como Dario Franchitti, Scott Dixon, Ryan Briscoe e Danica Patrick.


Programação
Dia Horário Evento
Sábado 9h 1º treino livre
Sábado 12h30m 2º treino livre
Sábado 15h30m Treino classificatório
Domingo 9h Treino de aquecimento
Domingo 13h Corrida
  De volta ao Brasil, Helio Castroneves comemora a chance de correr em casa. O piloto da Penske acredita que a torcida será fundamental para incentivar os brasileiros a conquistarem melhores resultados.

- Vai ser uma emoção para todos, por ser aqui e por ser a abertura do campeonato. Todos os brasileiros que estão aqui começaram a correr em São Paulo. É muito legal voltar com uma categoria como a Indy. Só tenho a agradecer por construírem uma pista em tempo recorde – disse Castroneves.

Os números da prova paulista, que terá 75 voltas, realmente impressionam. A pista de 4.180m e 11 curvas possui uma reta de 1,5km, a maior de todos os circuitos da Indy, e o longo traçado possibilitará que os pilotos cheguem a uma velocidade de até 310 km/h. Responsável pelo projeto, o engenheiro Tony Cotman lembrou do aumento de chances para ultrapassagens com essas condições.

Divulgação/Divulgação

Conheça a pista que passa pela Marginal Tietê e o Sambódromo do Anhembi, no circuito de 75 voltas

- Muitas retas não são longas o suficiente para uma ultrapassagem, mas nesta o carro à frente vai fazer um grande buraco no ar atrás de si, enquanto os que vierem em seguida terão a vantagem do vácuo para tentar ganhar a posição – explicou Cotman.

Prova paulista faz renascer interesse do público brasileiro

Ansioso para a corrida em São Paulo, Tony Kanaan garante que não vê a hora de entrar no carro no domingo e ouvir os gritos da torcida. O piloto da Andretti Autosport relembra que a prova celebra o renascimento da categoria para o público nacional.

- Senti a pressão de estar no Brasil já na hora que desembarquei aqui. Havia mais pessoas pedindo para tirar foto, todos perguntando bastante. A Indy está voltando a ser o que era na época do Gil de Ferran e do André Ribeiro. Você começa a sentir aquele frio na barriga, o que eu gosto – afirmou Kanaan.

 

 

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O prefeito está nu - por Luciano Martins Costa

A fotografia na primeira página do Estado de S.Paulo (quinta, 4), mostrando a multidão que ficou presa em uma armadilha na plataforma da estação Sé do metrô de São Paulo, a imagem de um carro destruído pela queda de uma árvore, onde um homem morreu esmagado, e algumas notas na seção de política dos jornais dão a pista: a chamada grande imprensa desistiu de blindar o prefeito paulistano Gilberto Kassab.

Mesmo sendo o metrô administrado por uma empresa do estado, na imagem da população tudo que acontece na cidade é de responsabilidade do prefeito.

O leitor atento deve observar, nos próximos dias, um aumento da exposição de Kassab, até recentemente poupado da enxurrada de más notícias que afetam o ânimo da população da maior cidade do país.

Os jornais já não aceitam a tese de que tudo é culpa de São Pedro e começam a admitir aquilo que muitos técnicos vinham dizendo meses atrás: a prefeitura economizou na limpeza pública, atrasou obras de infraestrutura contra enchentes, abandonou o tratamento de córregos na periferia e realizou obras apontadas como prejudiciais ao fluxo dos principais rios que cortam a capital.

Até O Globo, normalmente comedido em suas críticas a autoridades de São Paulo, traz um comentário em tom editorial no qual observa que, dos 22 mil desalojados pelas chuvas, 5.339 estão desabrigados, ou seja, dependem de abrigos públicos.

Segundo os jornais, o prefeito paulistano demonstra ter pouca sensibilidade social. O Estado de S.Paulo destaca, em sua edição de quinta-feira, que Gilberto Kassab vem reduzindo a oferta de leitos em albergues públicos, o que provoca o evidente aumento do número de moradores dormindo nas ruas. Mais de mil vagas em abrigos foram extintas recentemente.

*Luciano Martins Costa é jornalista
Leia na íntegra em www.observatoriodaimprensa.com.br

Cruz Vermelha recolhe 40 toneladas de donativos para vítimas das chuvas

32 toneladas foram levadas para o Vale do Ribeira. Entidade pede que pessoas doem mais alimentos.

A Cruz Vermelha enviou 40 toneladas de donativos para as vítimas das enchentes em todo o estado de São Paulo só nesta semana.
 
Há muitas doações de roupas e sapatos, e, segundo a Cruz Vermelha, a prioridade agora são doações de alimentos como arroz, feijão e leite, além de produtos de limpeza e higiene pessoal, como escovas de dentes.

Das 40 toneladas, 32 vão para municípios do Vale do Ribeira e oito serão destinadas aos atingidos pela chuva na capital. A região da Brasilândia, na Zona Norte, recebeu quatro toneladas. 



Outras quatro toneladas foram encaminhadas aos bairros alagados na Zona Leste. Dois caminhões da Defesa Civil Municipal transportaram os donativos.

A Cruz Vermelha vai capacitar voluntários da Defesa Civil para que as doações cheguem mais rápido até quem precisa. “Neste final de semana vai um grupo de voluntários da Defesa Civil ajudar na triagem, na organização das doações. Os voluntários vão ensinar a organizar as roupas”, explica Aline Rosa, assistente de comunicação da Cruz Vermelha. Na capital, dez mil pessoas estão desalojadas. Cerca de 70% delas moram na Zona Leste.

Quem quiser fazer doações pode levar os produtos na sede da Cruz Vermelha, que fica na Avenida Moreira Guimarães, 699, em Indianópolis, na Zona Sul, ou na sede da Defesa Civil, na Rua Afonso Pena, 130, no Centro.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Líder do MST incitou destruição de laranjal - Veja a destruição e comentários

deu no O Globo:

‘Viemos aqui para, no mínimo, dar prejuízo’, diz invasor de laranjal em SP
De Flávio Freire e Soraya Aggege:
A Polícia Civil de São Paulo divulgou ontem trecho de um vídeo no qual Miguel Serpa, líder do Movimento dos Sem Terra (MST) na região de Bauru (SP), convoca outros militantes a ocupar e causar "pelo menos prejuízo" na fazenda da empresa Cutrale, em Iaras, interior de São Paulo.
Serpa e outros seis sem-terra, que, em setembro do ano passado, comandaram a invasão à área e teriam destruído um laranjal e maquinários da empresa, foram presos anteontem, como parte da Operação Laranja.
No vídeo, de 16 segundos, Miguel Serpa é aplaudido por sem-terra quando lembra que o grupo deveria partir para uma nova ocupação. Os sem-terra permaneceram na fazenda de 25 de setembro a 7 de outubro de 2009.
Ao cumprir determinação de reintegração de posse, a polícia verificou tratores quebrados e paredes pichadas. Um vídeo feito na época mostrou sem-terra usando tratores para derrubar pés de laranja.
"Essa é a quarta ocupação, e nós viemos aqui para, no mínimo, dar prejuízo para eles", disse Serpa, durante reunião que precedeu a invasão, ainda no assentamento.
Leia mais em O Globo
















Espaço Oscar Niemeyer - Edifício Copan

O Copan é um dos mais importantes e emblemáticos edifícios da cidade de São Paulo, Brasil. Projetado por Oscar Niemeyer, localiza-se num dos pontos mais movimentados do centro da capital paulista. É bastante conhecido por sua geometria sinuosa, que lembra uma onda, e pelos números superlativos de suas estatísticas. Tem 115 metros de altura, 35 andares (incluindo três comerciais),[1] além de dois subsolos, e cerca de dois mil residentes.[2] É considerada a maior estrutura de concreto armado do Brasil.[3] Possui 1 160 apartamentos distribuídos em seis blocos, sendo considerado o maior edifício residencial da América Latina.[4] A área comercial no térreo possui 72 lojas e um cinema, o antigo Cine Copan, posteriormente ocupado pela igreja Renascer em Cristo, que desde março de 2008 se encontra interditada.[5]

Índice

História

Fachada norte.
Edifício Copan, visto do Elevado Presidente Costa e Silva.
O Copan foi um dos grandes projetos para São Paulo apresentados por Oscar Niemeyer em 1951, encomendado para o IV Centenário da cidade (a ser comemorado em 1954). O arquiteto relaciona a obra na autobiografia, apesar da insatisfação quanto ao Copan, cuja execução entregou a Carlos Lemos[6] ao ver o edifício residencial apenas no terceiro piso durante as festas dos quatrocentos anos, e também porque estava a caminho de Brasília.
Foi centro de interesse de um enorme complexo arquitetônico imaginado pela Companhia Pan-Americana de Hotéis e Turismo (criada por ocasião dos festejos do IV Centenário), que previa nas suas instalações um hotel de luxo, apartamentos, teatro, cinemas, restaurantes, jardins suspensos, centenas de lojas e garagens subterrâneas.
O edifício Copan foi durante os anos 1950, 1960 e 1970 a imagem da "São Paulo moderna". Porém o arquiteto desinteressou-se pelo trabalho quando suas ideias iniciais não foram totalmente atendidas e acabou delegando a terceiros o desenvolvimento do projeto de execução.
O Copan que vingou é fruto isolado do projeto que previa um hotel vizinho e ainda mais grandioso, uma laje ligando os dois prédios e sustentando um restaurante, além de piscina e galeria de lojas. A obra foi truncada pela quebra do Banco Nacional Imobiliário (BNI), e a conclusão do edifício residencial levou quinze anos.[6] No prédio bem menor do que seria o hotel funciona hoje uma agência do Bradesco, que absorveu o BNI.
Quase tudo foi executado, com exceção do hotel e do teatro. Apesar de o edifício estar totalmente fora da sua concepção original, podendo ser atribuída a Niemeyer somente a forma exterior, continua sendo um marco referencial da maior importância para a leitura da cidade, persistindo como um dos símbolos da modernidade urbana do Centro Velho.
O edifício Copan tem inspirado escritores, cineastas, fotógrafos e outros artistas do mundo todo. Em 1994 a escritora brasileira Regina Rheda lançou o livro de contos Arca sem Noé - Histórias do Edifício Copan, que ganhou o prêmio Jabuti no ano seguinte. O conto "O mau vizinho", presente no livro, recebeu o prêmio Maison de l'Amérique Latine em 1994. Arca sem Noé - Histórias do Edifício Copan está publicado também em inglês com o título de Stories From the Copan Building, dentro do volume First World Third Class and Other Tales of the Global Mix (University of Texas Press).[7]

Infraestrutura

Devido à crescente mudança na região central onde está localizado, o edifício passou a abrigar em sua redondeza muitos indigentes e usuários de drogas onde anteriormente ficavam em uma área conhecida como "Cracolândia". Além disso, pelo número alto de moradores que residem no edifício, este passou a ser conhecido como um cortiço vertical.[carece de fontes?]
Em um local com um número tão grande de pessoas morando, e por se encontrar no centro de São Paulo, a qualidade de vida não é das melhores no edifício. Um grande número de pessoas procura moradia pela região, também sendo comum muitas pessoas se juntarem, ou mesmo famílias inteiras, para morar num apartamento pequeno ou numa quitinete, tornando o convívio com vizinhos perturbador, devido ao grande barulho e movimentação dos moradores. Outro fator que diminui a qualidade de vida no edifício é o estado de conservação de seu ambiente interno. Apesar de vistoso externamente, internamente é difícil ter-se realmente uma visão limpa, sem obstáculos ou intromissões. Seja por causa das escadas, que tiram a privacidade dos moradores no interior de seus apartamentos, ou por detalhes da arquitetura que limitam a visão do ambiente externo. Outro problema estrutural do edifício é não haver um meio de comunicação interna entre os apartamentos e a portaria, uma vez que não há interfones nos blocos do edifício. Para permitir a entrada de visitantes e prestadores de serviços, por exemplo, os moradores recorrem a um caderno de anotações, método extremamente obsoleto e pouco prático, para o registro de entradas no edifício.
Apesar de tudo isso, o prédio conta com um gerador com capacidade para operar por seis horas, que permitiu, por exemplo, que o prédio tivesse luz durante apagão que deixou às escuras boa parte da região Sudeste em novembro de 2009.[8]

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

São Paulo - Tri-Campeão da Taça São Paulo de Futebol Junior

Data: 25/01/10









São Paulo

São Paulo é um município brasileiro, capital do estado de São Paulo e principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América Latina.[5] Maior cidade do Brasil, das Américas e de todo o hemisfério Sul,[6] São Paulo é a cidade brasileira mais influente no cenário global, sendo considerada a 14ª cidade mais globalizada do planeta,[5] recebendo o status de cidade global alfa -, por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC).[7]
A cidade é mundialmente conhecida e exerce significativa influência nacional e internacional, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político. Conta com importantes monumentos, parques e museus, como o Memorial da América Latina, o Museu da Língua Portuguesa, o MASP, o Parque Ibirapuera, o Jardim Botânico de São Paulo e a avenida Paulista, e eventos de grande repercussão, como a Bienal Internacional de Arte, o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 e o São Paulo Fashion Week.
Décima cidade mais rica do mundo,[8] o município representa, isoladamente, 12,26% de todo o PIB brasileiro[9] e 36% de toda a produção de bens e serviços do estado de São Paulo, sendo sede de 63% das multinacionais estabelecidas no Brasil,[10] além de ser responsável por 28% de toda a produção científica nacional – segundo dados de 2009.[11].
O lema da cidade, presente em seu brasão oficial, é constituído pela frase em latim "Non ducor, duco", cujo significado em português é "Não sou conduzido, conduzo".[12][13]
São Paulo é a sexta maior cidade do planeta e sua região metropolitana, com 19.223.897 habitantes,[14] é a sexta maior aglomeração urbana do mundo.[15] Regiões muito próximas a São Paulo são também regiões metropolitanas do estado, como Campinas e Baixada Santista; outras cidades próximas compreendem aglomerações urbanas em processo de conurbação, como São José dos Campos, Sorocaba e Jundiaí. A população total dessas áreas somada à da capital – o chamado Complexo Metropolitano Estendido – ultrapassa 29 milhões de habitantes, aproximadamente 75% da população do estado inteiro. As regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo já formam a primeira macrometrópole do hemisfério sul, unindo 65 municípios que juntos abrigam 12% da população brasileira.[16]

Índice



Visão geral

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Edifício Altino Arantes, por Silvio Tanaka.
Série temática sobre a
Cidade de São Paulo
História
Política
Educação
Economia
Educação
Cultura
Mobilidade
Turismo
Subdivisões
Região metropolitana

São Paulo é um grande centro cultural e de entretenimento e a cidade mais rica da América do Sul.[8] A cidade enfrenta problemas comuns a outras metrópoles: um exemplo é o excesso de automóveis que circulam em suas avenidas (média de um veículo para cada dois habitantes, sendo 6 milhões de unidades somente na capital),[17] a terceira maior frota de táxis da América Latina[18] e a maior frota de helicópteros do mundo.[19] A variedade oferecida em seus restaurantes e lanchonetes é resultado, em parte, da contribuição de imigrantes de diversas partes do mundo.
Geograficamente, as regiões mais próximas do centro em São Paulo são em geral mais ricas e desenvolvidas, enquanto as regiões mais afastadas tendem a ser mais pobres e mais carentes de infraestrutura urbana e habitacional.
Devido a sua extensa área urbana, a cidade possui um caráter bastante heterogêneo, variando de regiões altamente adensadas e verticais a bairros residenciais horizontais e de baixíssima densidade. Isto faz com que muitos habitantes da cidade praticamente desconheçam regiões do município além dos seus locais de residência ou de trabalho. A cidade também apresenta uma cultura bastante heterogênea, resultado da diversidade de extratos sociais (econômicos e culturais) nela presente.
Os três principais rios que cruzam a cidade de São Paulo são o Tietê, o Pinheiros e o Tamanduateí. Tais rios foram protagonistas em momentos diversos do processo de desenvolvimento da cidade: seja em sua formação, seja no período de industrialização.
Além de ser o maior centro de produção e o maior mercado consumidor do país, São Paulo também é um grande entroncamento rodoviário, e faz a ligação Norte-Sul do Brasil. É atendida por diversas rodovias, como a Rodovia Presidente Dutra, para o Rio de Janeiro, Rodovia Ayrton Senna, para o Vale do Paraíba; Rodovia Fernão Dias, para Belo Horizonte; Rodovia dos Bandeirantes, para Campinas; Rodovia Anhangüera, para Uberaba (Minas Gerais); Rodovia Castelo Branco, para Sorocaba; Rodovia Raposo Tavares, para a divisa do Mato Grosso do Sul; Rodovia Régis Bittencourt, para Curitiba; Rodovia dos Imigrantes e Rodovia Anchieta para a Baixada Santista. É servida pelos aeroportos Campo de Marte, Congonhas, Cumbica e Viracopos em Campinas, sendo que estes dois últimos também são aeroportos internacionais e de carga.
Contemplada por grande número de universidades e institutos, é também o maior pólo de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, responsável por 28% da produção científica nacional – segundo dados de 2005.[11]

História

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: História da cidade de São Paulo

Período colonial



"Fundação de São Paulo" (1913) por Antônio Parreiras.
A povoação de São Paulo de Piratininga surgiu, em 25 de janeiro de 1554, com a construção de um colégio jesuíta, por 12 padres, entre eles Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, no alto de uma colina escarpada, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí.[20] Tal colégio, que funcionava num barracão feito de taipa de pilão, tinha por finalidade a catequese dos índios que viviam na região do Planalto de Piratininga, separados do litoral pela Serra do Mar, chamada pelos índios de "Serra de Paranapiacaba".
O nome "São Paulo" foi escolhido porque o dia da fundação do colégio foi 25 de janeiro, dia no qual a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso, conforme informa o padre José de Anchieta em carta aos seus superiores da Companhia de Jesus:
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A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo, e, por isso, a ele dedicamos nossa casa!
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O povoamento da região do Pátio do Colégio teve início, em 1560, quando, na visita de Mem de Sá, governador-geral do Brasil, à Capitania de São Vicente, este ordenou a transferância da população da Vila de Santo André da Borda do Campo, que fora criada por Tomé de Sousa em 1553, para os arredores do colégio, denominado "Colégio de São Paulo de Piratininga", local alto e mais adequado (uma colina escarpada vizinha a uma grande várzea, a Várzea do Carmo) para se protejer dos ataques dos índios.[20]
Desta forma, em 1560, a Vila de Santo André da Borda do Campo foi transferida para a região do Pátio do Colégio de São Paulo e passou a se denominar Vila de São Paulo, pertencente à Capitania de São Vicente.


Pátio do Colégio, no Centro Histórico de São Paulo, construção implantada em sítio considerado a primeira ocupação da cidade.
São Paulo permaneceu, durante os dois séculos seguintes, como uma vila pobre e isolada do centro de gravidade da colônia, o litoral, e se mantinha por meio de lavouras de subsistência. São Paulo foi por muito tempo a única vila no interior do Brasil.
Esse isolamento de São Paulo se dava principalmente porque era dificílimo subir a Serra do Mar, a pé, da Vila de Santos ou da Vila de São Vicente para o Planalto de Piratininga. Subida esta que era feita pelo Caminho do padre José de Anchieta.[21] Mem de Sá proibira o uso do Caminho do Piraiquê (hoje Piaçagüera), por ser, nele, freqüentes os ataques dos índios.[20]
Em 22 de março de 1681, O Marquês de Cascais, donatário da Capitania de São Vicente, transfere a capital da Capitania de São Vicente para a Vila de São Paulo, que passa a ser a "Cabeça da Capitania". A nova capital é instalada, em 23 de abril de 1683, com grandes festejos públicos.
Por ser a região mais pobre da colônia portuguesa na América, em São Paulo teve início a atividade dos bandeirantes, que se dispersaram pelo interior do país à caça de índios porque, sendo extremamente pobres, os paulistas não podiam comprar escravos africanos. Saíam, também, em busca de ouro e de diamantes.
A descoberta do ouro na região de Minas Gerais, na década de 1690, fez com que as atenções do reino se voltassem para São Paulo. Foi criada, então, em 3 de novembro de 1709, a nova "Capitania Real de São Paulo e Minas do Ouro". E, em 11 de julho de 1711, a Vila de São Paulo é elevada à categoria de cidade.
Logo em seguida, por volta de 1720, é encontrado ouro, pelos bandeirantes, nas regiões onde se encontram hoje a cidade de Cuiabá e a Cidade de Goiás, fato que levou à expansão do território brasileiro para além da Linha de Tordesilhas.
Quando o ouro esgotou, no final do século XVIII, teve início o ciclo econômico paulista da cana de açúcar, que se espalhou pelo interior da Capitania de São Paulo. Pela cidade de São Paulo era escoada a produção açucareira para o Porto de Santos. Nesta época, foi construída a primeira estrada moderna entre São Paulo e o litoral: A Calçada do Lorena.

Período imperial

Após a Independência do Brasil, ocorrida onde hoje fica o Monumento do Ipiranga, São Paulo recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por Dom Pedro I do Brasil em 1823.
Em 1827, houve a criação de cursos jurídicos no Convento de São Francisco (que daria origem à futura Faculdade de Direito do Largo de São Francisco), e isso deu um novo impulso de crescimento à cidade, com o fluxo de estudantes e professores, graças a qual, a cidade passa a ser denominada Imperial Cidade e Burgo dos Estudantes de São Paulo de Piratininga.
Outro fator do crescimento de São Paulo foi a expansão da produção do café, inicialmente na região do Vale do Paraíba paulista, e depois nas regiões de Campinas, Rio Claro, São Carlos e Ribeirão Preto. De 1869 em diante, São Paulo passa a beneficiar-se de uma ferrovia que liga o interior da província de São Paulo ao porto de Santos, a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, chamada de A Inglesa.


São Paulo em 1821. Aquarela de Arnaud Julien Pallière, representando a Várzea do Carmo.
Surgem, no final do século XIX, várias outras ferrovias que ligam o interior do estado à capital São Paulo. São Paulo tornou-se, então, o ponto de convergência de todas as ferrovias vindas do interior do estado. A produção e exportação de café permite à cidade e à província de São Paulo, depois chamada de Estado de São Paulo, um grande crescimento econômico e populacional.
De meados desse século até o seu final, foi o período que a província começou a receber uma grande quantidade de imigrantes, em boa parte italianos, dos quais muitos se fixaram na capital, e as primeiras indústrias começaram a se instalar.

República Velha

Com o fim do Segundo Reinado e início da República a cidade de São Paulo, assim como o estado de São Paulo, tem grande crescimento econômico e populacional, também auxiliado pela política do café-com-leite e pela grande imigração européia para São Paulo.
Durante a República Velha (1889-1930), São Paulo passou de centro regional a metrópele nacional, se industrializando e chegando a seu primeiro milhão de habitantes em 1928. Seu maior crescimento relativo se deu na década de 1890 quando dobrou sua população. O auge do período do café é representado pela construção da segunda Estação da Luz (o atual edifício) no fim do século XIX e pela avenida Paulista em 1900, onde se construíram muitas mansões.
O vale do rio Anhangabaú é ajardinado e a região situada à sua margem esquerda passa a ser conhecida como Centro Novo. A séde do governo paulista é transferido, no inicío do século XX, do Pátio do Colégio para os Campos Elísios (bairro de São Paulo).
Os melhoramentos realizados na cidade pelos administradores Conselheiro Antônio da Silva Prado, o Barão de Duprat e o Dr. Washington Luís contribuem para o clima de desenvolvimento da cidade: alguns estudiosos consideram que a cidade inteira foi demolida e reconstruída naquele período.[22]
Com o crescimento industrial da cidade, no século XX, a área urbanizada da cidade passou a aumentar, sendo que alguns bairros residenciais foram construídos em lugares de chácaras.
A partir da década de 1920 com a retificação e reversão das águas do rio Pinheiros para alimentar a Usina Hidrelétrica Henry Borden, terminaram os alagamentos nas proximidades daquele rio, permitindo que surgisse na zonal sul de São Paulo, loteamentos de alto padrão conhecido hoje como a "Região dos Jardins".

São Paulo de 1930 até hoje

Em 1932 São Paulo se mobiliza no seu maior movimento cívico: a revolução constitucionalista, quando toda a população se engaja na guerra contra o "Governo Provisório" de Getúlio Vargas.
O grande surto industrial deu-se, durante a Segunda Guerra Mundial, devido à crise na cafeicultura e às restrições ao comércio internacional, o que fez a cidade ter uma taxa de crescimento muito elevada até os dias atuais.
Em 1947, São Paulo ganha sua primeira rodovia asfaltada: A Via Anchieta, (construída sobre o antigo traçado do Caminho do Padre José de Anchieta), liga a capital ao litoral paulista.
Na década de 1950, São Paulo era conhecida como A cidade que não pode parar e como A cidade que mais cresce no mundo.
São Paulo realizou uma grande comemoração, em 1954, do "Quarto Centenário" de fundação da cidade. É inaugurado o Parque do Ibirapuera, lançados muitos livros históricos e descoberta a nascente do rio Tietê em Salesópolis.
Com a transferência, a partir da década de 1950, de parte do centro financeiro da cidade que fica no centro histórico região chamada de "Triângulo Histórico") para a Avenida Paulista, as suas mansões foram, na maioria subistituída por grandes edifícios.
No período da década de 1930 até a década de 1960, os grandes empreendedores do desenvolvimento de São Paulo foram o prefeito Francisco Prestes Maia e o governador Ademar de Barros. Prestes Maia projetou e implantou, na década de 1930, o "Plano de Avenidas de São Paulo", que revolucionou o trânsito de São Paulo.[23]


Vila Olímpia, na região da avenida Faria Lima, um dos símbolos da mudança do perfil econômico da cidade.
Estes dois governantes são os responsáveis também pelas duas maiores intervenções urbanas, depois do Plano de Avenidas, e que mudaram São Paulo:
  • A retificação do rio Tietê com a construção de suas marginais;
  • O Metrô de São Paulo: Em 13 de fevereiro de 1963, O governador Ademar de Barros e e o prefeito Prestes Maia criaram as comissões (estadual e municipal) de estudos para a elaboração do projeto básico do Metrô de São Paulo, e destinaram ao Metrô suas primeiras verbas..[24] Naquele ano, São Paulo somava quatro milhões de habitantes.
Iniciado a sua construção em 1968, na gestão do prefeito José Vicente de Faria Lima, o metrô paulistano começou a operar comercialmente em 14 de setembro de 1974.
Atualmente, o crescimento tem-se desacelerado, devido ao crescimento industrial de outras regiões do Brasil. As últimas décadas atestaram uma nítida transformação em seu perfil econômico, que vem adquirindo, cada vez mais, matizes de um grande pólo nacional de serviços e negócios, sendo considerada, hoje, um dos mais importantes centros de comércio global da América Latina.[25]

Geografia



Pico do Jaraguá, o ponto mais alto da capital paulista.
São Paulo está localizada junto à bacia do rio Tietê, tendo as sub-bacias do rio Pinheiros e do rio Tamanduateí papéis importantes em sua configuração. São Paulo tem a altitude média de 760 metros. O ponto culminante do município é o Pico do Jaraguá, com 1.135 metros, localizado Parque Estadual do Jaraguá, na serra da Cantareira, onde se encontra também a segunda maior floresta urbana do mundo, no Parque da Cantareira[26][27]

Municípios limítrofes e região metropolitana

O intenso processo de conurbação atualmente em curso na Grande São Paulo tem tornado inefetivas as fronteiras políticas entre os municípios da região, criando uma metrópole cujo centro está em São Paulo e atinge municípios, como por exemplo, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul (a chamada Região do Grande ABC), Diadema, Osasco e Guarulhos, entre várias outras.
Os limites do município são com os municípios de Caieiras e Mairiporã a norte, Guarulhos a nordeste, Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos a leste, Mauá, Santo André, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Diadema e novamente São Bernardo a sudeste, São Vicente, Mongaguá e Itanhaém a sul, Juquitiba, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Embu, Taboão da Serra, Cotia e Osasco a oeste e Santana de Parnaíba e Cajamar a noroeste.
A Região Metropolitana de São Paulo é constituída por 39 municípios, sendo a terceira maior aglomeração urbana das Américas.[15]

Clima

O clima de São Paulo é considerado subtropical (tipo Cwa segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 20,7 °C, tendo invernos brandos e verões com temperaturas moderadamente altas, aumentadas pelo efeito da poluição e da altíssima concentração de edifícios. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 24°C e o mês mais frio, julho, de 17°C.[28]
A capital paulista tem também um dos menores índices de insolação do Brasil, com médias de seis horas de insolação diária/mensal em janeiro e sete horas em julho.
Gráfico climático para São Paulo
J
F
M
A
M
J
J
A
S
O
N
D


240

27
19


200

28
19


140

27
18


50

25
17


40

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15


30

21
13


20

21
12


30

22
13


50

22
13


140

25
15


120

25
17


190

26
18
Temperaturas em °C • Precipitações em mm
Fonte: Weatherbase [5]
Devido a proximidade do mar, a maritimidade é uma constante do clima local, sendo responsável por evitar dias de calor intenso no verão ou de frio intenso no inverno e tornar a cidade úmida. A umidade tem índices considerados aceitáveis durante todo o ano, embora a poluição atinja níveis críticos no inverno, devido ao fenômeno de inversão térmica e pela menor ocorrência de chuvas de maio a setembro.


Raios durante uma tempestade na Lapa.
A precipitação anual média é de 1.376,2 mm, concentrados principalmente no verão. As estações do ano são relativamente bem definidas: o inverno é ameno e estio, e o verão, moderadamente quente e chuvoso. Outono e primavera são estações de transição. Geadas ocorrem esporadicamente em regiões mais afastadas do centro, e em invernos rigorosos, em boa parte do município. Também ocorrem freqüentemente em alguns municípios vizinhos.
A menor temperatura já registrada oficialmente em São Paulo foi de -2,1 °C, em 2 de agosto de 1955 no Mirante de Santana. Já houve ocorrências pontuais de neve na cidade, a única oficialmente registrada foi a 25 de junho de 1918, quando a temperatura atingiu -2 °C. Há registros esporádicos não-oficiais que indicam precipitação de neve (na verdade aguaneve) em anos anteriores. A máxima registrada foi de 35,3 °C, no dia 15 de novembro de 1985 também no Mirante de Santana. Existem registros não oficiais de mínima de -3,9 °C, também em 2 de agosto de 1955 no Horto Florestal, e de máxima de 36,9 °C, no dia 19 de janeiro de 1966 na Barra Funda.
Apesar da maritimidade que evita maiores variações de temperatura, a altitude de São Paulo faz com que nos meses mais quentes, sejam poucas as noites e madrugadas quentes na cidade, sendo que as temperaturas mínimas na cidade raramente são superiores a 23 °C em um período de 24 horas. No inverno, porém, o ingresso de fortes massas de ar polar acompanhadas de excessiva nebulosidade às vezes fazem com que as temperaturas permaneçam muito baixas mesmo durante a tarde. Tardes com temperaturas máximas variando entre 14 °C e 16 °C são comuns até mesmo durante o outono e no início da primavera. Durante o inverno, já houve vários registros de tardes em que a temperatura sequer ultrapassou a marca dos 10 °C, como em 15 de agosto de 1999.[29] O dia 8 de agosto de 2004 apresentou temperaturas em torno dos 9 °C durante o período considerado como o mais quente do dia, entre 15h e 17h.[30] Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais freqüentes, não raro ultrapassando a marca dos 28 °C nos meses de julho e agosto. Em julho de 2008, a precipitação de chuva chegou a 0 mm.

Parques e espaços públicos

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Parques da cidade de São Paulo
São Paulo possui importantes parques e reservas ecológicas como o Parque Estadual Turístico da Cantareira, que abriga a maior floresta urbana do planeta,[31] o Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, o Parque Ibirapuera, o Parque Ecológico do Tietê, o Parque Estadual do Jaraguá, tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1994, a Área de Proteção Ambiental Capivari-Monos, o Parque Estadual da Serra do Mar, o Parque Anhanguera, o Parque Villa-Lobos, entre outros. Apesar de possuir mais de 40 parques municipais e estaduais,[32] a cidade de São Paulo possui entre 5 e 6 m² de área verde por habitante, abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de 12 m² de área verde por habitante.[33]

Poluição ambiental



Camada de poluição atmosférica visível na linha do horizonte da cidade. Em destaque os edifícios Altino Arantes e Banco do Brasil.
A poluição do ar na cidade é intensa,[34] devido principalmente à enorme quantidade de automóveis que circulam diariamente na cidade.
Além da poluição atmosférica a cidade sofre também com a poluição hídrica, concentrada em seus dois principais rios, o rio Tietê e o rio Pinheiros, que estão altamente poluídos. Atualmente o rio Tietê passa por um programa de despoluição que dura alguns anos. Como já ressaltado nos itens anteriores, o processo de expansão urbana nas últimas décadas aliou especulação imobiliária, esvaziamento das áreas centrais e precariedade nos novos loteamentos: desta forma, devido à dificuldade de aceder à terra urbana qualificada em áreas centrais, milhares de famílias viram-se obrigadas a ocuparem regiões ambientalmente frágeis - como as de mananciais. Com isto, também ocorre uma sobrevalorização do transporte individual sobre o transporte coletivo - levando à atual taxa de mais de um veículo para cada dois habitantes e agravando o problema da poluição ambiental.[35]
O problema do abastecimento equilibrado de água para a cidade - e para a metrópole, de uma forma geral - também se configura como questão preocupante: São Paulo possui poucas fontes de água em seu próprio perímetro, tendo de buscá-la em bacias hidrográficas distantes. O problema da poluição da água também é agravado pela ocupação irregular das áreas de mananciais, ocasionada pela supracitada expansão urbana impulsionada pela dificuldade de acesso à terra e à moradia em áreas centrais por parte da população de baixa renda.[36]

Demografia

Postscript-viewer-blue.svgVer página anexa: Bairros imigrantes

Etnias

Segundo o censo de 2000 do IBGE, a população de São Paulo está composta por: brancos (68,0%), pardos (25,0%), pretos (5,1%), amarelos (2,0%) e indígenas (0,2%).
São Paulo é a cidade mais multicultural do Brasil e uma das mais diversas do mundo. Desde 1870, aproximadamente 2,3 milhões de imigrantes chegaram ao estado, vindos de todas as partes do mundo. Atualmente, é a cidade com as maiores populações de origens étnicas italiana, japonesa, espanhola e libanesa fora de seus países respectivos,[37] e com o maior contigente de nordestinos fora do Nordeste.[38]
Europeus


Imigrantes italianos posando para fotografia no pátio central da Hospedaria dos Imigrantes, ca. 1890.
A comunidade italiana é uma das mais fortes, marcando presença em toda a cidade. Dos dez milhões de habitantes de São Paulo, 60% (seis milhões de pessoas) possuem alguma ascendência italiana. São Paulo tem mais descendentes de italianos que qualquer outra cidade italiana (a maior cidade da Itália é Roma, com 2,5 milhões de habitantes). Ainda hoje, os italianos agrupam-se em bairros como o Bixiga, Brás e Mooca para promover comemorações e festas.[39] No início do século XX, o italiano e seus dialetos eram tão falados quanto o português na cidade, o que gerou na formação do dialeto paulistano da atualidade.[40] São Paulo é a segunda maior cidade consumidora de pizza do mundo. São seis mil pizzarias produzindo cerca de um milhão de pizzas por dia.[41][42]


Imigrantes europeus posando para fotografia no pátio central da Hospedaria dos Imigrantes.
A comunidade portuguesa também é bastante numerosa, e estima-se que três milhões de paulistanos possuem alguma origem em Portugal.[43] A colônia judaica representa mais de 60 mil pessoas em São Paulo e concentra-se principalmente em Higienópolis (presença maior) e no Bom Retiro (presença menor, atualmente). A partir do século XIX, e especialmente durante a primeira metade do século XX, São Paulo recebeu também imigrantes alemães (no atual bairro de Santo Amaro), espanhóis e lituanos (no bairro Vila Zelina). Podemos destacar também a importante comunidade armênia, com suas diversas instituições instaladas nas proximidades dos bairros Bom Retiro, próximo a Estação Armênia do Metrô, Imirim e Brás. Os armênios fizeram do comércio e da fabricação de calçados, suas principais atividades.
Árabes


Bazar sírio em São Paulo em 1950.
Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Imigração árabe no Brasil
Uma das colônias mais marcantes da cidade é a de origem árabe. Os libaneses e sírios chegaram em grande número entre os anos de 1900 à 1930. Hoje seus descendentes estão totalmente integrados à população brasileira, embora aspectos culturais de origem árabe marcam até hoje a cultura da capital paulistana. Restaurantes de comida árabe abundam por toda a cidade, vendendo pratos que já entraram definitivamente na culinária brasileira: quibe, esfiha, charutinho de repolho etc.[44] A rua 25 de Março foi criada pelos árabes, que eram em sua maioria comerciantes.[45]
Asiáticos
Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Imigração japonesa no Brasil
A cidade de São Paulo possui o maior número de pessoas que se declaram de origem asiática (amarelos) do Brasil. Cerca de 456 mil pessoas são de origem oriental,[46] dos quais 326 mil são japoneses. A comunidade japonesa da cidade é a maior fora do Japão. Imigrantes vindos do Japão começaram a chegar em 1908, e imigraram em grande número até a década de 1950. A maior concentração de orientais da cidade está no Bairro da Liberdade. Este distrito de São Paulo possui inúmeros restaurantes japoneses, lojas com peças típicas do Japão, e nele vêem-se letreiros escritos em japonês e ouve-se muito o idioma. A colônia coreana da cidade também é notável. São mais de 60 mil pessoas de origem sul-coreana, particulamente concentrados no Bom Retiro, Aclimação e Liberdade. No bairro da Aclimação é possível encontrar diversos restaurantes coreanos, além de locadoras de vídeo e mercearias coreanas. Os chineses são bastante numerosos nos distritos da zona central da cidade, como o Brás e a Liberdade.
Africanos
A cidade já contava com população afrodescendente no século XIX, mas foi a partir da segunda metade do século XX que a população de origem africana cresceu rapidamente, através da chegada de pessoas de outros estados brasileiros, principalmente da zona litorânea da Bahia.[47] De acordo com o IBGE, em 2005, pelo menos cerca de 30% da população paulistana tinha alguma ascendência africana; isto é, declaravam-se como "pretos" e "pardos'.
Outros brasileiros
Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Migração nordestina
Com a decadência da imigração européia e asiática após a década de 1930, passou a predominar a vinda de migrantes, em sua maioria oriundos da região Nordeste do Brasil. A maior parte desse enorme fluxo migratório veio de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia.





Evolução demográfica da cidade de São Paulo.[48]




Religião

Tal qual a variedade cultural verificável em São Paulo, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos paulistanos declara-se católica —, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras. Nas últimas décadas, o budismo e as religiões orientais têm crescido bastante na cidade. Estima-se que existem mais de cem mil seguidores budistas, seichonoitas e hinduístas pela cidade. Também são consideráveis as comunidades judaica, e das religiões afro-brasileiras. De acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de São Paulo está composta por: católicos (68,11%), evangélicos (15,94%), pessoas sem religião (8,97%), espíritas (2,75%), budistas (0,65%) e Judeus (0,36%).[49]

Igreja Católica Romana

A Igreja Católica divide o território do município de São Paulo em quatro circunscrições eclesiásticas: a Arquidiocese de São Paulo, a Diocese de Santo Amaro, a Diocese de São Miguel Paulista e a Diocese de Campo Limpo, sendo estas três últimas sufragâneas da primeira. O arquivo da arquidiocese, denominado Arquivo Metropolitano Dom Duarte Leopoldo e Silva, localizado no bairro do Ipiranga, guarda uma dos mais importantes patrimônios documentais do Brasil.
A Catedral Metropolitana de São Paulo (conhecida como Catedral da Sé), localizada na Praça da Sé, é considerada um dos cinco maiores templos góticos do mundo.[50] A Igreja Católica reconhece como padroeiros da cidade: São Paulo de Tarso e Nossa Senhora da Penha de França.

Igrejas Protestantes

A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, a Igreja Cristã Maranata, Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Episcopal Anglicana, as igrejas batistas, a Igreja Assembléia de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Universal do Reino de Deus, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, as Testemunhas de Jeová, entre outras. Há um considerável avanço dessas Igrejas, principalmente na periferia da cidade.

Indicadores socioeconômicos

São Paulo possui um IDH elevado (0,841), o décimo oitavo maior do estado. Porém a distribuição do desenvolvimento humano na cidade não é homogênea. Os distritos mais centrais em geral apresentam IDH superior a 0,900, gradualmente diminuindo à medida em que se afasta do centro, até chegar a valores inferiores a 0,800 nos limites do município. Isto se deve a questões históricas, uma vez que a área central, sobretudo a localizada entre os rios Pinheiros, Tietê e Tamanduateí, foi o local onde mais se concentraram os investimentos e o planejamento urbano por parte do poder público. [51]As populações de mais baixa renda, por não terem como arcar com o custo de vida dessas áreas, acabam assim ocupando as áreas nas bordas do município, mais desprovidas de infraestrutura.


Mapa dos distritos de São Paulo por índice de desenvolvimento humano, de acordo com o Atlas de Trabalho e Desenvolvimento da Cidade de São Paulo - Atlas Municipal, em 2007.
O IDH estabelece três critérios para avaliação: o índice de educação, longevidade e renda. O fator "educação" do IDH no município atingiu em 2000 a marca de 0,919 – patamar consideravelmente elevado, em conformidade aos padrões do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) [52] – ao passo que a taxa de analfabetismo indicada pelo último censo demográfico do IBGE foi de 4,9%, superior apenas à porcentagem verificada nas cidades de Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Rio de Janeiro, Vitória e Belo Horizonte.[53][54] Os melhores distritos classificados pelo IDH em educação são Moema, Jardim Paulista e Pinheiros, os piores são Marsilac, Jardim Ângela e Grajaú.
Tomando-se por base o relatório do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2007, São Paulo obteve a nona colocação entre as capitais brasileiras.[55] Na classificação geral do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2007, três escolas da cidade figuraram entre as 20 melhores do ranking, sendo os colégios Vértice, Bandeirantes e Móbile os respectivos terceiro, décimo quarto e vigésimo colocados.[56] Contudo – e em consonância aos grandes contrastes verificados na metrópole –, em algumas regiões periféricas e empobrecidas, o aparato educacional público de nível médio e fundamental é ainda deficitário, dada a escassez relativa de escolas ou recursos. Nesses locais, a violência costuma impor certas barreiras ao aproveitamento escolar, constituindo-se em uma das causas preponderantes à evasão ou ao aprendizado carencial.[57]
No fator renda estabelecido pelo IDH, 11 dos 96 distritos apresentam a maior classificação (1,000), enquanto 14 estão no grupo dos níveis médios, abaixo de 0,700. Em longevidade os distritos de Pinheiros, Moema e Perdizes lideram a lista e os piores colocados foram Marsilac, Parelheiros e Lajeado.
O Índice de Gini que mede a desigualdade social, os distritos de Vila Andrade, Vila Sônia e Tremembé possuem a maior disparidade econômica. Todos os índices são publicados no Atlas do Trabalho e Desenvolvimento de São Paulo, uma ferramenta eletrônica que abriga mais de 200 indicadores socioeconômicos da capital.

Habitação e uso do espaço urbano



A desigualdade social é um dos maiores e mais evidentes problemas da cidade. Na fotografia, a favela de Paraisópolis em Vila Andrade e um dos edifícios de alto padrão da região nobre do Morumbi convivem lado a lado.
Segundo dados do Censo de 2000 do IBGE, da fundação SEADE e de pesquisas feitas pela prefeitura de São Paulo no período 2000-2004,[58] o município apresentava até aquele momento um déficit de aproximadamente 800 mil unidades habitacionais. Isto equivaleria, segundo tais pesquisas, a aproximadamente três milhões de cidadãos sem acesso à habitação formal ou em habitações precárias: nestes números constam, a população de loteamentos clandestinos e irregulares e a população moradora de favelas e população moradora de cortiços.[59] Tal déficit equivaleria, segundo alguns autores, a aproximadamente um décimo de todo o déficit habitacional nacional (estimado em aproximadamente oito milhões de unidades[60]). Em 2006, dos 1.522,986 km² do município de São Paulo, 31 km² eram ocupados por mais de duas mil favelas.[61]
Aliado ao problema do déficit habitacional está o fato de que, ainda segundo dados das pesquisas em distritos censitários do IBGE e da fundação SEADE, a cada ano as áreas centrais da cidade - correspondentes às regiões centrais tradicionais e aquelas ligadas ao já citado vetor sudoeste - apresentam uma taxa negativa de crescimento demográfico (de -5% entre 2000 e 2008).[62][63]


9º DP do Carandiru, uma das cinco melhores delegacias do mundo e melhor da América Latina.[64]

Criminalidade

A cidade de São Paulo ocupa a 493ª posição na lista das cidades mais violentas do Brasil. Entre as capitais, é a quarta menos violenta, registrando, em 2006, índices de homicídios superiores apenas aos de Boa Vista, Palmas e Natal.[65][66] A taxa de homicídios na capital paulista (23,7)[65] também é substancialmente menor que a de outras metrópoles como Recife (90,9), Curitiba (49,3) e Belo Horizonte (49,2),[65] e inferior à do Rio de Janeiro (37,7).[65] Índices de criminalidade, como o homicídio, têm diminuído continuamente por 8 anos.[67] O número de assassinatos em 2007 foi 63% mais baixo do que em 1999.[68] Em uma pesquisa sobre o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), divulgada em 2009, São Paulo ficou no 151º lugar entre 267 cidades com mais de cem mil habitantes.[69] Em novembro de 2009, o Ministério da Justiça e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgaram uma pesquisa que apontou a São Paulo como a capital brasileira mais segura para jovens.[70]





Ocorrências de Homicídios Dolosos por Ano.[67]




Comércio de contrabando e produtos piratas

A cidade de São Paulo tem se consolidado em um polo de comércio de produtos contrabandeados, pirateados e falsificados,[71][72] em geral localizados em alguns pontos do centro da cidade como a Rua 25 de Março, a rua Santa Ifigênia e áreas próximas a estações de metrô. Os artigos em geral são CDs com versões piratas de softwares, filmes ou álbuns em CD e DVD,[73] ou então acessórios e itens de vestuário, principalmente mochilas e tênis de marcas internacionais, entre outros artigos. Nos últimos anos, porém, tem crescido a apreensão desses artigos pirateados.[74]

Política municipal

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Política na cidade de São Paulo


O Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo, no centro da cidade.
O Poder Executivo da cidade de São Paulo é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. A Lei Orgânica do Município e o atual Plano Diretor da cidade, porém, determinam que a administração pública deva garantir à população ferramentas efetivas de manifestação da democracia participativa, o que faz com que a cidade seja dividida em subprefeituras, cada uma delas liderada por um subprefeito nomeado pelo prefeito.
O Poder Legislativo é representado pela câmara municipal, composta por 55 vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição, que disciplina um número mínimo de 42 e máximo de 55 para municípios com mais de cinco milhões de habitantes).[75] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o Orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o Executivo e o Legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica.
Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também uma série de conselhos municipais, cada um deles versando sobre temas diferentes, compostos obrigatoriamente por representantes dos vários setores da sociedade civil organizada. A atuação e representatividade efetivas de tais conselhos, porém, são por vezes questionadas. Os seguintes conselhos municipais estão atualmente em atividade: Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA); da Informática (CMI); dos Deficientes Físicos (CMDP); da Educação (CME); da Habitação (CMH); do Meio Ambiente (CADES); da Saúde (CMS); do Turismo (COMTUR); dos Direitos Humanos (CMDH); da Cultura (CMC); da Assistência Social (COMAS) e das Drogas e Álcool (COMUDA).
Pertence também à prefeitura (ou é esta sócia majoritária em seus capitais sociais) uma série de empresas responsáveis por aspectos diversos dos serviços públicos e da economia de São Paulo:
Por ser a capital do estado de São Paulo, a cidade também é sede do Palácio dos Bandeirantes (Governo Estadual) e da Assembléia Legislativa.

Relações internacionais

Algumas cidades-irmãs de São Paulo:[76]

Subdivisões

Localização
População
Área
Zona
est. de 2008
em km²
Central'
328.597
31
Noroeste'
1.007.691
144
Norte ou Nordeste
1.181.582
152
Leste 1
1.212.099
140
Leste 2
1.342.924
68,8
Sudeste
1.494.770
128
Sul
2.346.913
286
Centro-Sul
715.910
74
Oeste
872.817
128
Cidade de São Paulo
10.940.311
1509
Fonte:http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/


Cidade de São Paulo à noite.
O município de São Paulo está, administrativamente, dividido em trinta e uma subprefeituras, cada uma delas, por sua vez, divididas em distritos, sendo estes últimos, eventualmente, subdivididos em subdistritos (a designação "bairro", porém, não existe oficialmente, embora seja usualmente aplicada pela população). As subprefeituras estão oficialmente agrupadas em nove regiões (ou "zonas"), levando em conta a posição geográfica e história de ocupação. Entretanto, há certos órgãos e instituições (companhias telefônicas, zonas eleitorais, etc.) que adotam uma divisão diferente da oficial.
Cabe às subprefeituras os serviços ordinários à população, dessa forma, descentralizando alguns serviços rotineiros.
A divisão política oficial da cidade leva em conta tanto características histórico-culturais dos diferentes bairros de São Paulo como fatores de ordem prática (como a divisão de duas subprefeituras em uma avenida importante). Porém, muitas vezes tal divisão não reflete a percepção socioespacial que a população local tem dos lugares: há regiões da cidade que não são oficialmente reconhecidas pela prefeitura, de forma que sua delimitação seja informal e abranja diferentes distritos e subprefeituras, mantendo o nome por tradição, contigüidade física ou facilidade de localização. O fenômeno tende a se repetir na cidade inteira e considerado de forma ampla, pode levar a uma não identificação dos moradores com as instâncias políticas locais.
Além da divisão política, há também uma divisão em nove zonas geográficas, cada uma delas representada por cores diferentes nas placas de ruas e na cor dos ônibus que circulam na região. Essas regiões são estabelecidas radialmente, usando apenas critérios topográficos, e, salvo algumas exceções, não têm uma homogeneidade urbana, nem qualquer distinção administrativa, com exceção do centro histórico e do centro expandido, onde vigora o rodízio municipal.
Subprefeituras


Subprefeitura
Área
População


Subprefeitura
Área
População
1
Aricanduva
21,5 km²
266.838
Mapa sp.svg
17
Mooca
35,2 km²
305.436
2
Butantã
56,1 km²
345.943
18
Parelheiros
353,5 km²
110.909
3
Campo Limpo
36,7 km²
508.607
19
Penha
42,8 km²
472.247
4
Capela do Socorro
134,2 km²
561.071
20
Perus
57,2 km²
109.218
5
Casa Verde
26,7 km²
313.176
21
Pinheiros
31,7 km²
270.798
6
Cidade Ademar
30,7 km²
370.759
22
Pirituba
54,7 km²
390.083
7
Cidade Tiradentes
15 km²
248.762
23
Sé
26,2 km²
373.160
8
Ermelino Matarazzo
15,1 km²
204.315
24
Santana
34,7 km²
327.279
9
Freguesia do Ó
31,5 km²
391.403
25
Tremembé
64,1 km²
255.435
10
Guaianases
17,8 km²
283.162
26
Santo Amaro
37,5 km²
217.280
11
Ipiranga
37,5 km²
427.585
27
São Mateus
45,8 km²
422.199
12
Itaim Paulista/Vila Curuçá
21,7 km²
358.888
28
São Miguel Paulista
24,3 km²
377.540
13
Itaquera
54,3 km²
488.327
29
Vila Maria
26,4 km²
302.899
14
Jabaquara
14,1 km²
214.200
30
Vila Mariana
26,5 km²
311.019
15
Lapa
40,1 km²
270.102
31
Vila Prudente
33,3 km²
523.138
16
M'Boi Mirim
62,1 km²
480.823

Economia

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Economia da cidade de São Paulo


BM&FBovespa, a segunda maior bolsa de valores das Américas e a terceira maior do mundo[78]
São Paulo é a cidade mais rica do Brasil, a 10ª cidade mais rica do mundo e, segundo projeções, será a 6ª mais rica em 2025.[8] Segundo dados do IBGE, em 2005 seu Produto Interno Bruto (PIB) foi de R$ 263.177.148.000,00, o que equivale a aproximadamente 12,26% do PIB brasileiro[79] e 36% de toda produção de bens e serviços do estado de São Paulo. Sua região metropolitana possui um PIB de aproximadamente R$ 416,5 bilhões, o que corresponde a 57,3% de todo o PIB paulista.[80] Segundo dados do IBGE, a rede urbana de influência exercida pela cidade no resto do país abrange 28% da população e 40,5% do PIB brasileiro.[81]


Rua Oscar Freire na região dos Jardins, eleita uma das 8 ruas mais luxuosas do planeta.[82]
Um dos maiores centros financeiros do Brasil e do mundo, São Paulo passa hoje por uma transformação em sua economia. Durante muito tempo a indústria constituiu uma atividade econômica bastante presente na cidade, porém São Paulo tem atravessado nas últimas três décadas uma clara mudança em seu perfil econômico: de uma cidade com forte caráter industrial, o município tem cada vez mais assumido um papel de cidade terciária, pólo de serviços e negócios para o país. Em São Paulo, por exemplo, está sediada a BM&FBovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo), a bolsa oficial do Brasil. A BMF&Bovespa é a maior Bolsa de Valores da América Latina, a 2ª maior do continente americano e a 3ª maior do mundo em valor de mercado.[83]


Edifícios comerciais na Marginal Pinheiros, na região da avenida Luís Carlos Berrini. Em destaque, o Centro Empresarial Nações Unidas, um dos maiores complexos empresariais da cidade.
Muitos analistas também têm apontado São Paulo como uma importante "cidade global" (ou "metrópole global", classificação dividida apenas com o Rio de Janeiro entre as cidades brasileiras[84]). Como cidade global, São Paulo tem acesso às principais rotas aeroviárias mundiais, às principais redes de informação, assim como sedia filiais de empresas transnacionais de importância global, além de importantes instituições financeiras, mesmo estando conectada marginalmente aos fluxos transnacionais de pessoas, investimentos e empregos.[85] O urbanista João Sette Whitaker Ferreira, entretanto, considera que a desigualdade social e a segregação espacial descaracterizam São Paulo como uma cidade global.[86] Apesar de ser o centro financeiro do país, São Paulo apresenta também alto índice de negócios ligados à economia informal.[87] Neste mesmo cenário, segundo dados de 2001 da prefeitura do município,[88] cerca de um milhão de paulistanos vivia abaixo da linha de pobreza.

Turismo

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Turismo na cidade de São Paulo
São Paulo destaca-se mais como uma cidade marcada pelo turismo de negócios que pelo turismo recreativo. Grandes redes de hotéis cujo público-alvo é o corporativo estão instaladas na cidade e possuem filiais espalhadas em várias das suas centralidades. Toda a infraestrutura para eventos da cidade faz com que ela seja sede de 120 das 160 principais feiras do país (SP Turis). Dentre as principais, estão o Salão do Automóvel de São Paulo, a Couromoda e a Francal, entre outras.
A cidade ainda promove uma das mais importantes semanas de moda do mundo, a São Paulo Fashion Week, sendo um dos principais centros geradores de tendências em moda.[89]
O turismo cultural também possui relevância para a cidade, especialmente quando se têm em vista os vários eventos internacionais que ocorrem na metrópole, como a Bienal de Artes de São Paulo e os vários shows de celebridades estrangeiras que, quando se apresentam no Brasil, escolhem poucas metrópoles.


Parque Ibirapuera decorado para o Natal.
A cidade possui diversas atividades culturais e uma vida noturna que é considerada umas das melhores do país. São 280 cinemas, 120 teatros, 71 museus, como o MASP, e 39 centros culturais, alguns atendendo a parcela de maior poder aquisitivo, outros contemplando mais o público popular, o que leva muitos a dizerem que "sempre há um programa para se fazer em São Paulo". A rua Oscar Freire, de acordo com a Mystery Shopping International, foi eleita uma das oito ruas mais luxuosas do mundo,[82] e São Paulo, a 25ª "cidade mais cara" do planeta.[90]
De acordo com a International Congress & Convention Association (ICCA), São Paulo ocupa o primeiro lugar entre as cidades que mais recebem eventos internacionais no Continente Americano e a 12ª posição no mundo, depois de Viena, Paris, Barcelona, Singapura, Berlim, Budapeste, Amsterdã, Estocolmo, Seul, Lisboa e Copenhage.[91]
A diversidade de povos e culturas que construiram a cidade, faz também com que a rica gastronomia da região seja por si só um grande atrativo turístico. Essa afirmação pode ser comprovada através da ampla variedade gastronômica da cidade, que abrange mais de 50 tipos de culinária. Durante o 10º Congresso Internacional de Gastronomia, Hospitalidade e Turismo (CIHAT) realizado em 1997, a cidade recebeu o título de "Capital Mundial da Gastronomia" de uma comissão formada por representantes de 43 nações.[92]

Estrutura urbana

Tecidos urbanos



Variação de tecidos urbanos na região dos Jardins, distrito de Pinheiros: lado a lado, áreas verticalizadas e de casario baixo.
São Paulo possui uma miríade de tecidos urbanos. Os núcleos originais da cidade apresentam-se verticalizados, caracterizados pela presença de edifícios comerciais e de serviços; e as periferias desenvolvem-se, de forma geral, com edificações de dois a quatro andares - embora tal generalização certamente encontre exceções no tecido da metrópole. Comparada a outras cidades globais (como as cidades-ilha de Nova Iorque e Hong Kong), porém, São Paulo é considerada uma cidade de "edifícios baixos". Seus maiores edifícios raramente atingem quarenta andares, e a média entre os edifícios residenciais é de vinte. Todavia, é a terceira cidade no mundo em quantidade de prédios, de acordo com a página especializada em pesquisa de dados sobre edificações Emporis Buildings,[93] além de possuir o maior arranha-céu do país, o Mirante do Vale, também conhecido como Palácio Zarzur Kogan, com 170 metros de altura.[94]
São comuns as seguintes regiões, caracterizadas de acordo com seu tecido urbano:
  • Casario composto por sobrados de classe média, recuados em relação ao lote, em bairros predominantemente residenciais ou comerciais.
  • Periferias nas quais a legislação de ocupação do solo é menos respeitada, composta por sobrados ou residências térreas mas com densidade maior que o casario supracitado
  • Bairros de classe média, normalmente localizados em um anel periférico imediatamente seguinte ao Centro da cidade, mas não tão distantes quanto as periferias extremas, ocupados por condomínios verticais (edifícios de apartamentos isolados em meio ao lote, contendo quase 50% de espaço livre e normalmente de acesso privativo).
  • Regiões verticalizadas do Centro da cidade, variando bastante a relação entre a largura da rua e a altura dos edifícios.
  • Novas regiões verticalizadas e com edifícios mais recuados e com maior presença do automóvel (como a Nova Faria Lima e a região da avenida Luís Carlos Berrini).
  • Regiões de condomínios fechados horizontais, de acesso restrito.
  • Regiões tradicionalmente caracterizadas como favelas.


Cidade Tiradentes, distrito do extremo leste de São Paulo. Possui o maior complexo de conjuntos habitacionais da América Latina, com cerca de 40 mil unidades habitacionais.
Tal heterogeneidade de tecidos, porém, não é tão previsível quanto o modelo genérico pode fazer imaginar. Algumas regiões centrais da cidade passaram a concentrar indigentes, tráfico de drogas, comércio ambulante e prostituição, o que incentivou a criação de novas centralidades do ponto de vista socioeconômico. A caracterização de cada região da cidade também passou por várias mudanças ao longo do século XX. Com o deslocamento de indústrias para outras cidades ou estados, várias áreas que antes abrigavam galpões de fábricas transformaram-se em áreas comerciais ou mesmo residenciais.
A mais caracterizada mudança no perfil econômico da cidade, porém, é o chamado vetor sudoeste, área da cidade que engloba as regiões oeste e centro-sul. A expressão refere-se à tendência do mercado imobiliário (e das empresas em geral) em "levar" o centro da cidade para regiões antes consideradas periféricas, seguindo em geral a direção nordeste-sudoeste, com algumas poucas exceções. Esta tendência pode ser acompanhada desde as primeiras décadas do século XX: partindo da região do Triângulo histórico (núcleo original da cidade), a centralidade socioeconômica da cidade (que difere da centralidade geográfica) passou para a região do Centro Novo (do outro lado do Vale do Anhangabaú), e mais tarde para a região da avenida Paulista. Nas últimas duas décadas, este processo tem levado tal centralidade principalmente para a região das avenidas Faria Lima e Berrini. Fora dessa região, existem também outras áreas como os distritos Tatuapé e Santana, que também se desenvolveram e tornaram-se centralidades socioeconômicas regionais, funcionando ainda como pólo de comércio, serviços e lazer para outras localidades fora do eixo de desenvolvimento principal do município.
As regiões que permanecem afastadas destas centralidades acabam, na maioria dos casos, servindo como bairros-dormitórios. Isto se deve ao processo de planejamento urbano da cidade ao longo do século XX, que manteve as áreas de habitação popular isoladas das centralidades principais do município.[95] Ao crescimento demográfico estiveram associados processos de especulação imobiliária que aceleraram a ocupação de áreas periféricas com pouca infraestrutura, em alguns casos fomentados pelos próprios programas urbanísticos estatais de habitação popular.[96] Nas últimas décadas, algumas famílias de baixa renda passaram a ocupar irregularmente regiões de mananciais.[97]
A constante mudança da paisagem paulistana devido às alterações tecnológicas de seus edifícios tem sido uma característica marcante da cidade, apontada por estudiosos como Benedito Lima de Toledo. Segundo Toledo, em um período de um século, entre meados de 1870 e 1970 a cidade de São Paulo foi praticamente demolida e reconstruída no mínimo três vezes. Estes três períodos são caracterizados pelos processos construtivos típicos de suas épocas: em um primeiro momento a cidade apresentava-se como um emaranhado de construções em taipa de pilão, situação que perdurou desde o período colonial até as últimas décadas do século XIX. No início do século XX, a cidade foi rapidamente transformada e passou a apresentar-se como uma cidade de alvenaria, importando métodos de construção e arquiteturas européias. Enfim, com a necessidade de verticalização e expansão e a popularização de avanços tecnológicos, a cidade foi novamente demolida e reconstruída em concreto armado e metal, constituindo parte da paisagem atual. De cada um dos períodos anteriores restam poucos exemplares: algumas poucas residências bandeiristas preservadas e o Museu de Arte Sacra de São Paulo são os únicos resquícios da "cidade de taipa". Da mesma maneira, da "cidade de alvenaria", são preservados ainda edifícios como o da Pinacoteca do Estado.

Mobilidade urbana e acessibilidade

A cidade de São Paulo sofre um problema comum a outras grandes metrópoles mundiais: o grande congestionamento de carros em suas principais vias. O transporte coletivo, no entanto, representa um papel fundamental no dia-a-dia da metrópole. São Paulo conta com uma imensa estrutura de linhas de ônibus, com uma frota de cerca de quinze mil unidades[98] entre ônibus comuns e articulados (cerca de 10 mil), trólebus (215 veículos) e microônibus (cerca de 5 mil). Em 2003, iniciou-se uma grande reformulação no sistema de transporte público na cidade que reduziu significativamente o grande número de lotações clandestinas, que em sua maioria foram recadastradas e organizadas em cooperativas.[99]
Evolução da frota de veículos[100][101]
Ano
Frota
1980
1.604.135
1991
3.614.769
2000
5.128.234
2002
5.491.811
2004
5.807.160
2008
6.000.000
Os trens da CPTM, o Metrô e o sistema de interligação entre eles completam o sistema municipal e estadual de transporte na cidade.
O sistema viário do município é notadamente heterogêneo, especialmente do ponto de vista rodoviário. A cidade é cortada por duas grandes vias que têm papel estruturador, tanto na escala infra-urbana quanto na metropolitana: a Marginal Tietê e a Marginal Pinheiros. Estas duas "artérias" são consideradas as principais vias estruturais (ou vias expressas) do município, sendo que, a elas, conectam-se diversas rodovias estaduais e federais.
Com uma frota de 5.037.418 veículos em 2006,[102] estima-se que São Paulo alcançou uma taxa de motorização de 0,454 veículos por habitante, o que corresponde aproximadamente a um veículo para cada dois habitantes. A taxa média no Brasil é de 0,24, o que coloca São Paulo entre os municípios com maior nível de motorização do país, superado só por alguns como São Caetano do Sul (0,739), Curitiba (0,545) e Goiânia (0,512).[103]
A cidade de São Paulo possui uma frota de aproximadamente 6 milhões de veículos. O congestionamento de veículos na cidade é recorrente, principalmente, mas não restrito, aos horários de pico. Desde 1996, a Prefeitura adota medidas paleativas para amenizar os problemas causados pelo trânsito, como a adoção do Rodízio Municipal, a restrição de estacionamentos (Zona Azul) e de circulação de caminhões e veículos de carga. O recorde de congestiomaneto da cidade foi o de 266 km, em março de 2008.
Hoje, como medidas para solucionar o problema do trânsito, estuda-se a ampliação do metrô, a construção de mais corredores de ônibus, o alargamento da Marginal Tietê e da Marginal Pinheiros, a construção do Rodoanel Metropolitano e a implementação de pedágio urbano.

Transporte público

Crystal Clear app xmag.pngVer artigos principais: Metrô de São Paulo, CPTM e EMTU.
Os sistemas de transporte público também apresentam certa heterogeneidade e, eventualmente, alguma contraditoriedade. São comuns críticas ao sistema no sentido de que os vários sistemas que o compõem não respondem a uma mesma autoridade de planejamento, o que resultaria em situações paradoxais e duplicação de esforços. Tal fato se deve, primariamente, pelo fato dos dois principais meios de transporte público (o metrô e os ônibus) serem administrados por esferas diferentes: o Metrô de São Paulo, a CPTM e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo, são empresas cujo sócio principal é o Estado de São Paulo, enquanto o sistema de ônibus municipais (composto por diversas empresas particulares) responde à SPTrans, entidade municipal.
A malha metroferroviária da cidade tem 314 quilômetros de extensão, sendo 61 quilômetros de linhas administradas de metrô (34.6 quilômetros inteiramente subterrâneo), com 4 linhas em operação e 55 estações de embarque,[104] e 253 quilômetros de linhas administradas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A CPTM e o Metrô transportam em média 3.5 milhões de pessoas por dia,[105] e algumas linhas subterrâneas que estão sendo construídas vão adicionar ainda mais passageiros ao sistema dentro dos próximos cinco anos. Segundo dados da administração atual espera-se expandir o sistema de trens urbanos de São Paulo dos atuais 330 quilômetros para mais de 500 quilômetros nos próximos 10 anos.[106]

Planejamento urbano

São Paulo possui um histórico de ações, projetos e planos ligados ao Urbanismo e ao planejamento urbano que podem ser traçados até as administrações de Antônio da Silva Prado, Barão de Duprat, Washington Luís e completado por Francisco Prestes Maia. Porém, de uma forma geral, a cidade constituiu-se ao longo do século XX, saltando de vila a metrópole, por meio de uma série de processos informais ou irregulares de expansão urbana. Desta forma, São Paulo difere consideravelmente de cidades brasileiras como Belo Horizonte e Goiânia, cuja expansão inicial seguiu determinações de um plano e de um projeto urbano original, ou de uma cidade como Brasília, cujo plano piloto fora inteiramente desenhado previamente à construção da cidade. Por outro lado, a sucessão de loteamentos periféricos e dos processos de requalificação e reconstrução de tecidos já consagrados, comuns na cidade ao longo de sua evolução, foi eventualmente acompanhada de planos urbanísticos que tentavam ordenar segundo diretrizes de planejamento a lógica informal própria da constituição da cidade. Se as primeiras intervenções de Prado e Teodoro possuíam caráter pontual, tais planos procuraram, ora setorialmente integrados e ora isolados, a definição de padrões a serem seguidos na produção de novos espaços urbanos e na regulação dos anteriores.


Avenida Vinte e Três de Maio, ampliada durante o Plano de Avenidas realizado na gestão de Prestes Maia. Foto de Silvio Tanaka.
A eficácia histórica de tais planos em cumprir aquilo a que, aparentemente, se propunham, porém, tem sido apontada por alguns planejadores e historiadores diversos como questionável. Por outro lado, outros destes mesmos estudiosos alegam que tais planos foram produzidos visando o benefício exclusivo das camadas mais abastadas da população, enquanto as camadas populares ficariam relegadas aos processos informais tradicionais.[107] Em São Paulo, até meados da década de 1950, os planos apresentados para a cidade ainda possuíam um caráter haussmanniano, ou seja, eram baseados na idéia de "demolir e reconstruir". Podem-se citar planos como os apresentados pelo então prefeito Prestes Maia para o sistema viário paulistano (conhecido como Plano de Avenidas) ou o de Saturnino de Brito para as marginais do rio Tietê.
Em 1968 é proposto o Plano Urbanístico Básico que se desdobraria no Plano Diretor Integrado de Desenvolvimento de São Paulo, desenvolvido durante a gestão de Figueiredo Ferraz. O principal resultado deste plano foi aquilo que ficou conhecido como lei de zoneamento e que vigorou até 2004, quando foi substituída pelo atual Plano Diretor. Naquele zoneamento, aprovado em 1972, notava-se uma clara proteção às chamadas Z1 (zonas cuja definição de uso era exclusivamente residencial e era destinada às elites da cidade) e uma certa indefinição da maior parte da cidade, classificada como Z3 (vagamente regulamentada como "zona mista" mas sem definições mais claras a respeito de suas características). Desta forma, tal zoneamento incentivou o crescimento de bairros periféricos dotados de edifícios de baixo gabarito aliados a processos de especulação imobiliária ao mesmo tempo que valorizava regiões nas quais se permitia construir edifícios altos.[108]

Infraestrutura urbana


Cobertura da rede de coleta de Esgoto da cidade de São Paulo[109]
1980


44%
1991


75%
2000


89%
2002


92%
2004


94%
2006


96%
Infraestrutura é um conjunto de elementos essenciais para o desenvolvimento de qualquer cidade. Redes bem estruturadas de água, esgoto, eletricidade, drenagem, comunicação e transporte são imprescindíveis para a melhora na qualidade de vida da população de um município. Em cidades de grande porte, distribuir esses recursos a toda população é um enorme desafio. A cidade de São Paulo vem conseguindo grandes avanços, aumentando a área de cobertura de suas redes de esgoto e água, mas uma parte da população, especificamente a de baixa renda, ainda não conta com recursos básicos de infraestrutura.
Desde o começo do século XX, São Paulo é o principal centro econômico da América Latina. Com a primeira e a segunda guerras mundiais e a Grande Depressão, as exportações do café aos Estados Unidos e Europa foram fortemente afetadas, forçando os ricos cafeicultores a investir nas atividades industriais que transformariam São Paulo no maior centro industrial do Brasil. As novas vagas de trabalho contribuíram para atrair um número significativo de imigrantes (sobretudo da Itália) e de migrantes, especialmente dos estados do Nordeste.
De uma população de apenas 32 mil pessoas em 1880, São Paulo passa a ter 8,5 milhões de habitantes em 1980. O rápido crescimento demográfico trouxe como consequência inúmeros problemas para a cidade.


Distrito de Perus.
São Paulo é praticamente toda servida pela rede de abastecimento de água potável.[110] A cidade consome uma média de 221 litros de água/habitante/dia enquanto a ONU recomenda o consumo de 110 litros/dia. A perda de água é de 30,8%.[111] No entanto entre 11 a 12,8% das residências não possui rede de esgoto, depositando dejetos em fossas e valas.[110] Sessenta por cento do esgoto coletado é tratado.[111] Segundo dados do IBGE e da Eletropaulo a rede elétrica atende quase 100% das residências. A rede de telefonia fixa ainda é precária, com cobertura de 67,2%.[110] A coleta de lixo domiciliar cobre todas as regiões do município mas ainda é insuficiente, atingindo cerca de 94% da demanda, em distritos como Parelheiros e Perus.[110]

Educação e ciência

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Educação na cidade de São Paulo


Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira (USP), com os edifícios da FAUUSP e da FEAUSP em destaque.
A cidade de São Paulo tem um sistema bem desenvolvido de ensino primário e secundário, público e privado, e uma variedade de profissionais de escolas técnicas. Com 2.725 estabelecimentos de ensino fundamental, 2.998 unidades pré-escolares, 1.199 escolas de nível médio e 146 instituições de nível superior, a rede de ensino da cidade é a mais extensa do país.[112] Ao total, são 2.850.133 matrículas e 153.284 docentes registrados.[112].
Contemplado por expressivo número de renomadas instituições de ensino e centros de excelência, São Paulo é o maior pólo de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, responsável por 28% da produção científica nacional – segundo dados de 2005.[11] No cenário atual, destacam-se importantes universidades públicas e privadas, muitas delas consideradas centros de referência em determinadas áreas.


Laborátorio de influenza do Instituto Butantan
Entre as muitas instituições de ensino superior, podem-se destacar a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a Universidade Estadual Paulista (UNESP), a Universidade São Judas Tadeu e a Universidade de São Paulo (USP), criada em 1934, quando incorporou a histórica Faculdade de Direito de São Paulo, no Largo de São Francisco. Entre as universidades públicas, a USP é aquela com o maior número de vagas de graduação e de pós-graduação no Brasil, sendo responsável também pela formação do maior número de mestres e doutores do mundo,[113] bem como responsável por metade de toda a produção científica do estado de São Paulo e mais de 25% da brasileira.[114] Como o Brasil é responsável por cerca de 2% da produção mundial, pode-se dizer que a USP é responsável por 0,5% das pesquisas do mundo.[113] Instituições filiadas à universidade incluem o Instituto Butantan, pólo de pesquisa biomédica fundado em 1901, e atualmente vinculado à Secretaria de Saúde de São Paulo, fabrica antígenos e vacinas diversos, e é o maior produtor nacional de soros antiofídicos.[115] Centro de renome internacional em pesquisa científica de animais peçonhentos, conta com 14 laboratórios e um núcleo de biotecnologia.[116]
O município também possui universidades particulares de grande reputação nacional e internacional, como a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e a Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de diversos institutos de ensino superior e pesquisa em áreas específicas, entre os quais podem ser destacados a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) (engenharia, artes e ciências humanas), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) (administração e direito) e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Cultura

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Cultura da cidade de São Paulo
São Paulo é considerada pólo cultural no Brasil, tendo-se consolidado como local de origem de toda uma série de movimentos artísticos e estéticos ao longo da história do século XX. Apesar de tradicionalmente rivalizar com o Rio de Janeiro o status de sede das principais instituições culturais do país, é em São Paulo que existe o maior mercado para a cultura, tendo hoje se consolidado como uma das principais capitais culturais do Brasil e da América Latina.[117]
A cultura da cidade de São Paulo foi largamente influencidada pelos diversos grupos de imigrantes que ali se estabeleceram, principalmente italianos. São Paulo possui uma ampla rede de teatros, casas de show e espetáculo, bares e grandes eventos culturais como a Bienal de São Paulo e a Virada Cultural. Instituições de ensino, museus e galerias de arte não raro empregam superlativos em suas descrições (sedia, por exemplo, a maior universidade pública do país - a Universidade de São Paulo a maior universidade privada - a Universidade Paulista - e a maior casa de espetáculos do país, o Credicard Hall).

Música

A cidade tem uma cena musical fervilhante, com diversas vertentes musicais sendo representadas. No samba, a cidade possui nomes de renome como Adoniran Barbosa, cujos sucessos mais lembrados são "Saudosa Maloca" e "Trem das Onze", e os Demônios da Garoa, grupo de samba da década de 1940 ainda em atividade considerado o "Conjunto Vocal Mais Antigo do Brasil em Atividade".[118]
O município foi o Berço de várias bandas de rock nas décadas de 1960, 1970 e 1980, como os Os Mutantes, uma banda de rock psicodélico que liderou o caminho no cenário musical da música experimental, cujo sucesso é por vezes relacionado com o de outros músicos da Tropicália, mas com um estilo musical e ideias próprias. No final do governo militar no início dos anos 1980 a banda Ultraje a Rigor surgiu na cidade. Eles jogaram um estilo simples e irreverente do rock.
As letras representavam as mudanças na sociedade e na cultura que não apenas São Paulo, mas em toda a sociedade brasileira. A scenas pós-punk e garagem tornaram-se fortes na década de 1980, talvez associada com o cenário sombrio de desemprego e de poucas perspectivas reais do ponto de vista da juventude da época. Exemplos de bandas provenientes deste movimento incluem Ira!, Titãs, Ratos de Porão e Innocentes. Na década de 1990, drum & bass tornou-se um outro movimento musical em São Paulo, com artistas como DJ Marky, DJ Patife, XRS, Drumagick e Fernanda Porto.[119] Muitas bandas de heavy metal também se originaram na cidade, como Angra, Torture Squad, Korzus e Dr. Sin. Muitas culturas "alternativas" de São Paulo se misturam em um pequeno shopping apelidado de Galeria do Rock, que inclui lojas que atendem a uma ampla gama de nichos alternativos.
Por seu aspecto urbano, a cidade cada vez mais se renova musicalmente, aceitando os diversos ritmos musicais oriundos de todas as partes do país. São Paulo também é um dos principais centros de música erudita do Brasil, sendo local de nascimento de compositores internacionalmente reconhecidos como Osvaldo Lacerda e Amaral Vieira, e palco durante o ano todo de apresentações de concertos e óperas em suas diversas salas, como a Sala São Paulo, o Teatro Municipal de São Paulo (palco da Semana de Arte Moderna de 1922, considerada marco de início da arte moderna no Brasil), o Teatro São Pedro e o Teatro Alfa. A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) é considerada o melhor conjunto sinfônico da América Latina.[120]
A cidade também é muito influente no movimento hip-hop (break, grafite e rap), sendo que, no Brasil, os maiores expoentes dessa vertente cultural estão em São Paulo e seu entorno. Também é forte a presença da música eletrônica, com diversas raves e festas, como o Skol Beats, Nokia Trends, Spirit of London, entre outras.

Literatura

A literatura na cidade de São Paulo começa com a chegada dos missionários da Companhia de Jesus, cujos membros são conhecidos como jesuítas, no início do século XVI. Eles escreveram relatórios a coroa portuguesa sobre as terras recém-encontradas e sobre os povos nativos, compondo poesias e músicas para o catecismo. Os padres jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta são considerados os fundadores da capital paulista.
Durante o século XIX a cidade teve grandes nomes da literatura como o escritor Álvares de Azevedo, representante da fase ultra-romântica do Romantismo. Porém, os escritores paulistanos só atingem independência cultural e projeção nacional no início do século XX, com o movimento modernista brasileiro, principalmente após a realização da Semana de Arte Moderna em 1922.[121]
Durante o período modernista surgiram importantes escritores da literatura brasileira como Mário de Andrade e Oswald de Andrade, responsáveis pela introdução do modernismo no Brasil e produtores de uma extensa e importante obra literária, dramatúrgica e crítica para a cultura brasileira. Com o poema urbano "Paulicéia desvairada", Mário de Andrade estabeleceu o movimento modernista no Brasil. O romance Macunaíma, com a sua abundância de folclore brasileiro, representa o ápice da prosa nacionalista no modernismo através da criação de um anti-herói nacional. A poesia experimental de Oswald de Andrade, a prosa de vanguarda, em especial o romance "Serafim Ponte Grande" (1933), e manifestos provocativos que exemplificavam a quebrar do movimento com a tradição. Artistas e escritores modernistas escolheram o Teatro Municipal de São Paulo para lançar seu manifesto modernista. O local passou a ser um bastião da cultura europeia com a Ópera e apresentações de música clássica trazidas da Alemanha, França, Áustria e Itália. Foi importante para eles escolher o Teatro Municipal como ponto de partida, porque a alta sociedade que frequentava o local negavam suas raízes brasileiras por falar línguas como o francês apenas na casa de ópera. Além disso, os frequentadores se comportavam como se o resto do Brasil, e a própria cultura brasileira, não importasse ou não existisse. Ambos os autores foram influentes escritores da escola modernista: Mário de Andrade e Oswald de Andrade.

Artes cênicas

Episódios relevantes na história das artes cênicas no Brasil aconteceram na cidade de São Paulo. Verifica-se na cidade tanto um cenário de teatro de vanguarda como de um teatro tradicional. Três instituições revelaram-se importantes na cidade, ao longo do século XX: primeiramente o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), depois o Teatro de Arena e finalmente o Teatro Oficina.

Museus

Por ter feito parte da história política e econômica do Brasil, São Paulo é praticamente um museu a céu aberto, com bairros e edifícios de incalculável valor histórico. A cidade possui uma enorme variedade de museus e galerias de arte, que possuem acervos dos mais variados estilos, da arte sacra a moderna, além de curiosidades sobre ciência, política, religião, entre outros temas. Entre os museus mais famosos da cidade estão Museu de Arte de São Paulo (MASP), o Museu do Ipiranga, o Museu de Arte Sacra, o Museu da Língua Portuguesa, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras instituições de renome. Também abriga um dos cinco maiores parques zoológicos do mundo, o Parque Zoológico de São Paulo.[122]

Esportes



Interior do estádio do Morumbi.
A cidade de São Paulo é sede de três grandes clubes brasileiros de futebol: Corinthians , São Paulo FC e Palmeiras (fundado por italianos). Além do "Trio de Ferro", ainda conta com outras agremiações futebolísticas, como a Portuguesa de Desportos, o Juventus e o Nacional. A cidade conta com quatro grandes estádios:
Além destes, conta com estádio menores como o Estádio Conde Rodolfo Crespi - popularmente conhecido como Estádio da Rua Javari - (do Clube Atlético Juventus), o Estádio Nicolau Alayon (do Nacional) e o Parque São Jorge (do Corinthians). Há também o Estádio do Ibirapuera, destinado ao atletismo.
Em relação a outros esportes, conta ainda com um circuito de automobilismo que recebe as principais categorias do esporte, dentre as quais a Fórmula 1, localizado no bairro de Interlagos, o Autódromo José Carlos Pace. Conta também com diversos ginásios de Vôlei e Basquete (Ibirapuera, Clube Hebraica e Paulistano), quadras de tênis, e muitas outras arenas esportivas.
Também realiza-se na cidade a tradicional Corrida de São Silvestre, prova pedestre disputada desde 1925, pelas ruas do centro, todo dia 31 de dezembro. Entre as corridas de rua tradicionais, destacam-se, também, as provas São Paulo Classic, com cerca de 12 mil participantes[124] e Run Américas com 25 mil participantes[125] em São Paulo num evento que acontece simultaneamente em diversas cidades da América Latina: São Paulo, Lima, Caracas, Bogotá, Cidade do México, Santiago e Buenos Aires num evento que no total reúne 120 mil pessoas nessas 9 cidades.
A cidade conta com um Jockey Club, onde a primeira corrida aconteceu em 29 de outubro de 1876, no Hipódromo da Mooca, na rua Bresser. Com dois cavalos inscritos na primeira corrida, Macaco e Republicano, inauguraram as raias instaladas nas colinas da Mooca. Republicano era o favorito, mas Macaco levou o Primeiro Prêmio da Província.
Foi sede de Jogos Pan-americanos de 1963, uma das sedes do Mundial Interclubes de 2000 e recebeu jogos da Copa do Mundo FIFA de 1950. Também foi sede do Campeonato Mundial de Basquetebol Feminino da FIBA em 1983 e 2006, de Vôlei Feminino em 1994 e será sede de uma das etapas do Concurso Mundial de Saltos da FEI (Federação Eqüestre Internacional) em 2007. A cidade concorre atualmente para ser sede do jogo de abertura da Copa do Mundo FIFA de 2014.