Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador CBF. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CBF. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de março de 2012

APOSENTADORIA - Ricardo Teixeira terá pensão por tempo de serviço até 2030

Por Rodrigo Mattos

 O ex-presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local), Ricardo Teixeira, terá direito a uma aposentadoria anual da Fifa até os 82 anos. O cartola renunciou ao cargo no Comitê-Executivo da entidade na semana passada, após desistir de seus cargos de dirigente no Brasil.
.
A saída foi para se afastar da suspeita de receber propina no caso ISL, maior escândalo de corrupção do futebol.

Mas isso não o impedirá de receber a aposentadoria, assim como ocorreu com Jack Warner, que também renunciou após caso de corrupção.
Relatório financeiro da Fifa de 2010 diz: "Um pagamento anual será feito para todos os membros do Comitê-Executivo de longo tempo de serviço que se aposentarem a partir de 2005". É preciso ficar oito anos no comitê para ter direito à pensão. O benefício é válido pelo período máximo de anos que o cartola serviu a entidade --e começa no ano seguinte à saída.

Eraldo Peres - 31.nov.2011/Associated Press
Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF, entidade que dirigia desde 1989
Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF

Fonte Folha

quarta-feira, 14 de março de 2012

CORRUPÇÃO - No caso ISL Ricardo Teixeira era 'laranja' de João Havelange

Ex-presidente da CBF alegaria, se o escândalo viesse à tona, que recebeu propina para repassar ao ex-sogro

Jamil Chade - O Estado de S.Paulo

GENEBRA
- O esquema de pagamentos de propinas na Suíça pela empresa ISL e que, segundo a rede britânica BBC, envolve diretamente Ricardo Teixeira foi criado como forma de garantir um salário paralelo para o então presidente da Fifa, João Havelange.

Veja também:
Fifa confirma encontro de Joseph Blatter com Dilma Rousseff nesta sexta-feira
Ronaldo deve dirigir COL e Dilma se reunirá com Blatter




Tasso Marcelo/AE
Ricardo Teixeira renuciou da CBF após 23 anos no poder 

Essa é a versão que o ex-presidente da CBF - renunciou anteontem e deixou José Maria Marin no cargo - usaria caso o escândalo viesse a público. Pessoas próximas a Teixeira na Europa dizem que ele alega que nem sequer era membro da Fifa na época e que, apesar de ter recebido o dinheiro, os fundos, na realidade, eram dirigidos para Havelange.


Sua defesa, porém, contrasta com as suspeitas de que os dólares eram um suborno para a cúpula do esporte brasileiro, com a finalidade de garantir contratos para empresas. Para a Justiça suíça, o propinoduto foi criado pela ISL e pela Fifa ainda nos anos 80 e movimentou, até 2001, cerca de US$ 140 milhões (R$ 252 milhões).

Os investigadores consideram que a empresa fazia bem mais do que vender direitos da Copa. Era o próprio banco privado da Fifa, com a diferença de que não precisava passar por nenhum controle.

A polêmica envolvendo a ISL se transformou na principal ameaça para Ricardo Teixeira no exterior e também dentro da Fifa. O atual presidente da entidade, Joseph Blatter, depois de anos pagando advogados para conseguir manter os documentos em sigilo absoluto, passou a usar o escândalo para fragilizar e pressionar o dirigente brasileiro, que se tornou seu desafeto ao apoiar a candidatura de Mohammed Bin Hammam, do Catar, à presidência na eleição do ano passado.

Agora, com sua saída, a Fifa poderá até mesmo publicar os documentos. Mas não abrirá investigações, já que se trata de um caso envolvendo um ex-membro.

No COI, que também havia aberto uma investigação contra Havelange, o comitê de ética também chegaria à conclusão de que o brasileiro teria de ser expulso. Dias antes da decisão, Havelange alegou problemas de saúde e renunciou ao cargo que exercia na entidade. 

Um tribunal do Cantão de Zug, na Suíça, abriu o caso e concluiu, em 2010, que “dois membros estrangeiros’’ da Fifa haviam de fato recebido subornos da ISL nos anos 90. Documentos obtidos pelo Estado mostram, ainda, que esses dois estrangeiros admitiram diante do tribunal o recebimento do dinheiro. Mas ambos optaram por pagar as multas estipuladas e devolver parte do que haviam ganhado em troca do arquivamento do processo e a manutenção dos detalhes em total sigilo. Segundo a BBC, essas pessoas são Teixeira e Havelange. 

O Estado apurou que Teixeira já se preparava para a divulgação dos documentos e montava sua defesa, baseada justamente na alegação de que o dinheiro não era para ele, mas sim para seu ex-sogro. Segundo sua própria tese, ele seria apenas um “laranja’’ de Havelange.

A justificativa do ex-presidente da CBF era de que Havelange, nos anos 80 e início dos 90, decidiu receber de forma extraoficial os recursos, já que, como presidente da Fifa, não ganhava um salário propriamente dito. A forma de garantir uma renda maior, segundo essas pessoas com bom trânsito com Teixeira, foi criar um canal de propinas entre a empresa que comercializava os direitos de tevê da entidade e a cúpula da organização. 

Fraude descoberta. O sistema, porém, acabou perpetuado e foi descoberto, dentro da entidade, por causa de um erro daqueles que pagavam o suborno. No dia 3 de março de 1997, funcionários do setor de contabilidade da Fifa, em Zurique, foram surpreendidos com o depósito de US$ 1,5 milhão (R$ 2,7 milhões) na conta da entidade. O dinheiro vinha da ISL. Não entenderam a transação e chamaram o chefe da divisão de finanças. Ele também não sabia do que se tratava. 

Naquele mesmo dia, uma reunião foi convocada com a presença do então secretário-geral da entidade, Joseph Blatter, hoje presidente. O cartola suíço não hesitou e ordenou aos funcionários da Fifa que transferissem o dinheiro imediatamente para a conta pessoal de seu chefe, o brasileiro João Havelange, sob o nome de Renford Investments. O caso, aparentemente, estava resolvido. O problema é que a informação sobre a propina já havia sido vazada. 

Fontes em Zurique confirmam que foi esse erro no depósito da ISL que abriu a primeira brecha para o vazamento. 

Transparência. Hoje, na Suíça, o acesso aos documentos de Teixeira se transformou em uma batalha pela transparência do Poder Judiciário no país. Quatro jornais abriram processos para ter acesso oficial ao material. Além dos meios suíços, a BBC é o outro veículo de comunicação que iniciou o processo e também obteve o direito de ter acesso aos arquivos. 

A promotoria do Cantão de Zug sugeriu que poderia abrir o processo, com a condição de que apenas dois nomes fossem revelados - o de Teixeira e o de Havelange. Todos os demais ficariam ainda mantidos em sigilo.

Os cinco meios de comunicação aceitaram o acordo. A Corte de Zug então deu seu sinal verde para a revelação do teor das investigações. Mas as partes envolvidas apelaram e, agora, o caso aguarda uma decisão do Tribunal Superior, em Lausanne.

Fonte Estadão

terça-feira, 13 de março de 2012

RENUNCIOU - Ricardo Teixeira renuncia à presidência da CBF e do COL

José Maria Marin leu a carta de renúncia do dirigente, que ficou no cargo por 23 anos

Por Maurício Fonseca


Ricardo Teixeira deixa o comando da CBF após 23 anos e dois mesesArquivo


Veja também
Ricardo Teixeira na CBF: 23 anos de títulos e polêmicas
Os altos e baixos da Era Ricardo Teixeira na CBF
Ex-vice de Maluf, Marin ficou conhecido no episódio da medalha embolsada
Aldo diz que governo continuará colaborando para a realização da Copa
Romário diz que saída de Teixeira extirpa ‘câncer do futebol’
Imprensa internacional destaca renúncia de Teixeira da CBF

 RIO - Ricardo Teixeira não é mais presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nem do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014. A carta de renúncia dos dois cargos foi lida nesta segunda-feira pelo presidente em exercício da CBF, José Maria Marin, que vai assumir as duas funções. A notícia surpreendeu porque quatro dias atrás Teixeira tinha pedido licença da CBF por 60 dias, alegando problemas de saúde. Teixeira ocupou a presidência da CBF por 23 anos e dois meses, desde janeiro de 1989. Nesses anos a seleção brasileira conquistou as Copas do Mundo de 1994 e 2002 e o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa de 2014, mas o presidente foi alvo de suspeitas de corrupção e de contrabando (no episódio conhecido como “voo da muamba”, quando a seleção regressou dos Estados Unidos, em 1994, com o tetracampeonato mundial). Durante os seus anos de mandato, o Brasil ainda conquistou as Copas das Confederações de 1997, 2005 e 2009 e as Copas Américas de 1989, 1997, 1999, 2004 e 2007.

Durante o anúncio da renúncia, na sede da CBF, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, estavam presentes quase todos os presidentes das federações. "Deixo definitivamente a presidência da CBF com a sensação de dever cumprido", diz um trecho da carta de despedida de Teixeira. "Presidir paixões não é uma tarefa fácil. Futebol em nosso país é associado a duas imagens: talento e desorganização. Quando ganhamos, exaltam o talento. Quando perdemos, a desorganização. Fiz o que estava ao meu alcance. Renunciei à saúde. Fui criticado nas derrotas e subvalorizado nas vitórias", prossegue o texto.

Os únicos dirigentes que não estiveram presentes na CBF foram os presidentes das federações gaúcha, Francisco Noveleto, baiana, Edinaldo Rodrigues, e fluminense, Rubens Lopes, que, no entanto, enviou um representante. Os três lideravam um movimento contrário a entrada de Marin no lugar de Teixeira, mas o diretor jurídico da entidade, Carlos Eugênio Lopes, disse que foi cumprido o estatuto, que determina que o vice-presidente da CBF mais velho assuma no lugar do presidente.

Após a renúncia de Teixeira, todos os diretores da CBF, entre eles o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, colocaram seus cargos à disposição e foram imediatamente reconduzidos por Marin. O mandato do dirigente vai até o fim da Copa de 2014 e, conforme Marin disse na coletiva, será de continuidade.

- É uma continuidade ao estupendo trabalho que Ricardo Teixeira realizou na CBF - afirmou.

Durante a coletiva, Marin foi questionado sobre o episódio em que pegou uma medalha durante a premiação do Corinthians campeão da Copa São Paulo de Juniores em janeiro e se irritou.

- Acho ridícula essa história. Sou um homem público há anos. Fui vereador, senador, governador, presidente da Federação Paulista, vasculharam a minha vida e nunca encontraram nada de erraado na minha vida - disse Marin, que confundiu o nome dos craques ao falar sobre o trabalho no COL.

- Vou continuar trabalhando com o nosso Fenômeno Romário, Ronaldo Nazário, aliás.

Na quinta-feira passada Teixeira tinha pedido licença da presidência da CBF e deixado Marín, o mais velho (79 anos) de seus cinco vice-presidentes, interinamente no cargo. Pouco antes do carnaval, período em que a CBF esteve de recesso, ele viajou para Miami, no Sul dos Estados Unidos, onde tem casa. Enquanto esteve fora cresciam rumores de que ele se afastaria da presidência da CBF. Os boatos foram motivados por novas denúncias de corrupção contra o dirigente, por conta de investigações sobre superfaturamento no amistoso entre as seleções de Brasil e Portugal em Brasília, em 2008. Teriam surgido indícios de que a empresa envolvida na promoção do amistoso, a Ailanto, da qual o presidente do Barcelona, Sandro Rossel, é sócio, passara cheques para Ricardo Teixeira, assinados por Vanessa Precht, uma das sócias da companhia. Em março de 2009, segundo denúncia do jornal "Folha de São Paulo", Vanessa firmou contrato para arrendar a fazenda de Teixeira em Piraí, município do interior fluminense, em nome de uma empresa subsidiária da Ailanto. A descoberta dos cheques nominais levou a polícia a concluir que existe um vínculo entre Teixeira e a Ailanto, acrescentou o jornal. O amistoso em Brasília custou R$ 8,5 milhões aos cofres públicos.

Em resposta a essas e outras denúncias de corrupção, a CBF, em comunicado oficial, afirmou: "O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, bem como todos os membros de sua família, tem sua situação tributário-fiscal devidamente regularizada, nada devendo ao fisco federal, estadual e municipal, sendo certo que todos os seus bens e propriedades estão devidamente declarados perante as repartições competentes". Na mesma ocasião, também por nota, a entidade rebatia as suspeitas de que Teixeira não voltaria de Miami. "O presidente Ricardo Teixeira retomará as atividades que constam da sua agenda de trabalho na CBF após o carnaval", garantia a CBF.

Boatos e costuras políticas

No final de fevereiro, de volta às suas atividades no comando do futebol brasileiro, Teixeira convocou os presidentes de federações por email para uma assembleia geral extraordinária na mesma data e hora de uma reunião previamente marcada por opositores para discutir a sucessão na presidência da CBF. Teixeira agiu rapidamente para abafar um movimento que era capitaneado pelos presidentes das federações do Rio, Rubens Lopes, Bahia, Ednaldo Rodrigues, e Rio Grande do Sul, Francisco Novelletto, que contavam com a renúncia dele e já articulavam para indicar seu sucessor. Os três tentavam evitar que, com a possível renúncia, José Maria Marín, ligado à Federação Paulista, assumisse.

A pauta do encontro marcado por Teixeira não foi divulgada. Apenas foi informado que trataria de "assuntos de interesse da entidade e suas filiadas". Durante quase cinco horas, no centro empresarial Rio Office Park, na Barra da Tijuca, onde fica a sede da CBF, 27 presidentes de federação ficaram reunidos. E quem apostava que o dirigente se afastaria naquele dia acabou se decepcionando.

— O presidente Ricardo Teixeira recebeu apoio total e irrestrito das 27 federações para continuar seu mandato. Em nenhum momento a saída dele da presidência da CBF foi sequer cogitada — disse Rubens Lopes, o Rubinho, presidente da Federação do Rio, espantosamente “situacionista” após o encontro.

Rubinho, que era um dos que contestavam o estatuto no ítem que diz respeito à sucessão em caso de renúncia do presidente, presidiu a assembléia e foi escolhido como porta-voz das federações. Na reunião, ficou decido que o estatuto seria cumprido e que, em caso de ausência do presidente, assumiria o vice indicado por Teixeira. No caso, Marin, exatamente o que o grupo que contestava o estatuto queria impedir.

— O estatuto será cumprido. Havia algumas dúvidas que foram esclarecidas — disse o dirigente carioca na ocasião, em 1º de março.

Sobrevida política

A reunião começou às 15 horas e terminou depois das 18h. Por volta das 16h, quatro garotos, integrantes da Frente Nacional dos Torcedores, fizeram um protesto contra Ricardo Teixeira em frente à sede da CBF. Eles chegaram a abrir um faixa verde e amarela com os dizeres "Fora Ricardo Teixeira". Também entoaram palavras de ordem. O protesto durou poucos minutos, pois a segurança do centro empresarial chegou rapidamente e levou o quarteto para fora do espaço. Não houve tumulto.

O que Ricardo Teixeira quis mostrar com aquele espisódio é que continuava como o cacique do futebol brasileiro. Como conseguiu o que queria, decidiu então tirar licença para tratar da saúde. Na terça-feira, dois dias antes da reunião, ele teria sentido dores na perna direita — onde teve implantada uma placa, após cair do cavalo, em 1998. E se submeteria a exames nesta semana.

— Todos sabem que Ricardo Teixeira tem um problema de diverticulite. Ele fará novos exames. Pode ser que ele nem precise se afastar, que o tratamento seja apenas com remédios. Ele pode se afastar por até 180 dias. Está no estatuto — disse Mauro Carmélio, presidente da Federação do Ceará e ricardista juramentado, que acabou dando com a lingua nos dentes. — Talvez ele tenha que fazer exames complementares no exterior.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/ricardo-teixeira-renuncia-presidencia-da-cbf-do-col-4287813#ixzz1ozjAkDub

sexta-feira, 9 de março de 2012

LICENÇA MÉDICA - Ricardo Teixeira pede licença da CBF


Ricardo Teixeira pede licença da CBF, diz presidente da Federação Paulista
Marco Polo Del Nero confirma afastamento do dirigente do comando da entidade. José Marin foi indicado para assumir o cargo interinamente

 Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro

Ricardo Teixeira pede licença (Foto: Getty Images)

Por conta de problemas de saúde, Ricardo Teixeira pediu licença da presidência da CBF na tarde desta quinta-feira. O dirigente, que chegou a comparecer à sede do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, na Barra da Tijuca, na parte da manhã, preferiu se desligar do cargo na confederação para se dedicar aos cuidados médicos de que necessita.

A informação foi confirmada pelo presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero. O dirigente informou ainda que José Maria Marin foi indicado por Teixeira para assumir o cargo de forma interina.

- Quando se está com a saúde ruim é preciso cuidar dela. Ele pediu licença e indicou o José Maria Marin para ficar em seu lugar - disse Del Nero por telefone.

O pedido de licença, de acordo com o presidente da Federação Gaúcha, Francisco Noveletto, foi enviado às federações através de um comunicado interno da CBF. Os presidentes dos 27 estados receberam via fax a informação do afastamento de Teixeira do comando da entidade. A indicação de Marin à presidência é por tempo indeterminado. Quem também confirmou ter recebido o mail foi Paulo Schettino, presidente da Federação Mineira de Futebol.

Teixeira pode tirar no máximo três licenças da CBF por ano, totalizando 180 dias - cada licença pode ter no máximo 60 dias. No ano passado, o dirigente se ausentou do cargo ao ser internado para tratar de uma diverticulite (processo inflamatório e infeccioso do divertículo - bolsas circulares da parede do colón que têm ligação com o intestino grosso).

VEJA TAMBEMTeixeira é internado no RJ com diverticuliteCBF estuda rodízio entre vice-presidentes
 Na semana passada, na Assembleia Geral Extraordinária, que aconteceu na sede da CBF, na Barra da Tijuca, alguns dirigentes pediram a Teixeira que fizesse um revezamento entre os vice-presidentes da entidade enquanto estivesse fora do cargo para cuidar da saúde.

Atualmente, a CBF conta com cinco vice-presidentes, cada um representando uma região do país: Fábio Marcel Nogueira (Sul), Fernando José Macieira Sarney (Norte), Marco Antonio de M. Ferreira (Nordeste), Weber Magalhães (Centro-Oeste) e José Maria Marín (Sudoeste).

Antes da Assembleia Geral na semana passada, Teixeira passou mal durante uma reunião na sede da CBF e, com dificuldades para se locomover, teve que deixar o prédio, com dores na perna. Após a reunião, o presidente da federação cearense, Mauro Carmélio, confirmou que o presidente passaria por uma bateria de exames e poderia se licenciar do cargo, o que se confirmou nesta quinta-feira.

Fonte G1    

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

EM BOCA RATTON - Conheça o refúgio milionário de Ricardo Teixeira nos Estados Unidos

Presidente da CBF escolhe mansão de R$ 2 milhões para se refugiar em meio a denúncias e possibilidade de renúncia
A entrada do condomínio de luxo no qual Teixeira tem uma mansão avaliada em R$ 2 milhões
(Foto: Fernando Santos)
Fernando Santos
Em Boca Raton (EUA)

A escolha parece ter sido feita a dedo. Entre as cidades de Boca Raton e Palm Beach, próxima a Miami, Ricardo Teixeira se refugia num condomínio de alto luxo com acesso pela sugestiva Champion Boulevard.

É uma mansão cercada por um exclusivo campo de golfe o abrigo americano do presidente da CBF. Na última sexta-feira, ele voou para lá, quando deixou o Brasil em meio a denúncia de um depósito milionário na conta de sua filha de 11 anos e notícias cada vez mais intensas de que, acuado e perdendo poder político, deixaria o seu cargo no comando do futebol brasileiro.

E MAIS:
- Teixeira tem sala em seu nome no aeroporto de Boca Raton
- CBF: rebeldes ameaçam barrar mudança estaturária
- Em contra-ataque, Teixeira marca Assembleia na CBF
- Permanência de Teixeira surpreende federações rebeldes
- Aliados de Teixeira não veem problema em depósito de Rosell
- Por CBF, Lopes pode até peitar Teixeira

O cartola estava, pelo menos até segunda-feira, numa casa luxuosa no número 5896 da Vintage Oaks Circle, que fica dentro do condomínio The Polo Club. Este é um de dois endereços registrados na Florida em nome de Ricardo Terra Teixeira, 64 anos, nascido em 20 de junho de 1947, exatamente como consta nos documentos pessoais do dirigente.

O outro endereço é uma sala no aeroporto para jatinhos particulares de Boca Raton, segundo documento público obtido pelo LANCENET! através da empresa de rastreamento de dados Intelius, sediada em Washington, a capital americana (leia na página ao lado). De acordo com esse documento, a mansão de Teixeira está avaliada em US$ 1.177.542 (R$ 2,017 milhões) Ela não está registrada em nome do dirigente. O proprietário é a empresa Joio Properties Lic. No registro público, porém, consta se tratar do “endereço” de Teixeira.

Refúgio fica em área que até praias são privativas (Foto: Fernando Santos)
A mansão tem 1.324,36 metros quadrados. Só a garagem tem 227,38 metros quadrados. São três quartos e quatro banheiros. A casa foi construída em 1997, quando foi comprada pela Globul Anstalt por US$ 924.400 (R$ 1,8 milhão em valores da época). Em 1 de março de 2001, a Joio Properties Lic. comprou a mansão por US$ 800 mil (R$ 1,6 milhão em calores da poca), o que corresponde a uma desvalorização em uma área onde a tendência é sempre de alta.

O condomínio The Polo Club é um entre pelo menos dez na região de Boca Raton que mantém o mesmo estilo: casas luxuosíssimas em volta de um exclusivo campo de golfe.

No caso do The Polo Club, o campo para os golfistas fica logo à direita da portaria de entrada. Bem ao lado fica o Palm City Polo, um centro de equitação, que é uma das paixões do dirigente e de sua filha.

Segundo anunciou a CBF na semana passada, Teixeira negou a renúncia imediata e prometeu retornar a suas atividades na entidade “após o Carnaval”. Certamente, com saudades de um local exclusivo e para poucos endinheirados.

RESIDÊNCIA É SEDE DE EMPRESA
A casa onde Teixeira está também é sede de uma empresa que o dirigente abriu em 20 de janeiro em sociedade com sua mulher, Ana Carolina Wigand Pessanha Rodrigues. De acordo com reportagem da “Folha de S.Paulo” publicada sábado, o número 5896 da Vintage Oaks Circle está registrado como sede da Kronos Capital Investiments. A empresa de Teixeira, segundo registro público, tem como objetivo “fazer todo e qualquer negócio dentro da lei”. O registro da casa, porém, é residencial, e não comercial.

DIRIGENTE ATENDE O INTERFONE DA MANSÃO
Ricardo Teixeira atendeu o interfone na manhã de segunda no condomínio The Polo Club, na ligação feita pelo segurança para o número 5896 da Vintage Oaks Circle.

A reportagem do LANCENET! chegou ao local por volta de 10h. O segurança confirmou o endereço e pediu a identificação do visitante para liberar a entrada.

Em seguida, o segurança ligou para o endereço de Teixeira, que disse não estar esperando ninguém naquele momento.

Como Teixeira se recusa a falar com o LANCENET! há vários anos, sem explicar denúncias feitas pelo Diário e outros órgãos de imprensa, a reportagem não insistiu em falar com o dirigente. Apenas questionou o segurança:

– Neste endereço mora uma pessoa chamada Ricardo Teixeira?

– Sim, foi ele quem atendeu a ligação – respondeu o segurança.

Em seguida, a reportagem pediu para fotografar a entrada do condomínio e o campo de golfe que fica logo à direita da portaria. O segurança não se opôs:

– Por mim, não há problema.

Porém, após alguns cliques já dentro do condomínio, dois seguranças num veículo da frota interna determinaram à reportagem do LANCENET! que deixasse o local.

Fonte LANCENET http://www.lancenet.com.br/minuto/Exclusivo-refugio-milionario-Ricardo-Teixeira_0_650934909.html#ixzz1n6qevKkN

domingo, 19 de fevereiro de 2012

DISPUTADA - CBF tem caixa de R$ 230 mi para gastar

Faturamento anual da entidade que rege o futebol brasileiro chega a R$ 173 milhões
.
O Estado de S.Paulo.
RIO - A boa saúde financeira da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pode ser um dos motivos que levaram dirigentes de federações a brigar pela sucessão de Ricardo Teixeira, nessa semana de turbulência no futebol.
O balanço da CBF, a ser publicado nos próximos dias, indica que a entidade tem em caixa R$ 230 milhões para livre uso. O faturamento anual chega a R$ 173 milhões. Entre os bens, constam um avião, um helicóptero e um terreno na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, avaliado em R$ 44 milhões.
Toda essa fartura, segundo alta fonte do futebol, teria provocado a cobiça de alguns dirigentes de federações estaduais que não estão alinhados com Teixeira.
O presidente da CBF, antes de anunciar a sua permanência no comando da entidade, teria detectado um movimento dos cartolas para a sua queda. E até por isso resolveu fazer mistério sobre o seu futuro. Quis ter a certeza de quem estava do seu lado e quem remava contra.
Quando se sentiu fortalecido, com apoio explícito de alguns governadores, deputados, dirigentes de algumas federações e de empresários ligados ao futebol, Teixeira voou para Miami para passar alguns dias com a família.
Diante das denúncias publicadas na imprensa nos últimos dias, que apontam problemas com suas empresas, Teixeira se defendeu com um lacônico comunicado no site oficial da entidade que diz: "O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, bem como todos os membros de sua família, tem sua situação tributário fiscal devidamente regularizada, nada devendo ao fisco federal, estadual e municipal, sendo certo que todos os seus bens e propriedades estão devidamente declarados perante as repartições competentes."
Apesar do comunicado, segundo fontes do futebol, a Polícia Federal estaria acompanhando os passos do presidente da CBF. Nos próximos dias, os que apoiam Teixeira deverão se manifestar publicamente. Na avaliação de seus aliados, o cartola ganhou força.

Fonte Estadao

sábado, 18 de fevereiro de 2012

MANSÃO NOS EUA - Ricardo Teixeira tem empresa com sede em Miami

Por Filipe Coutinho

Há um mês, o presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014), Ricardo Teixeira, montou na Flórida, nos Estados Unidos, uma empresa, sediada numa mansão, para investir dinheiro fora do Brasil.

VEJA TAMBEM
O dirigente viajou na sexta-feira para a Flórida. A abertura da empresa, a Kronos Capital Investiments, indica que, enquanto ele discutia uma saída do Brasil, já preparava a estrutura burocrática para viver fora do país.

OUTRO LADO
A assessoria de imprensa de Ricardo Teixeira disse ontem que o cartola não deu informações sobre a abertura de empresa e tampouco se irá morar fora do Brasil.
Segundo a assessoria, ele visita a Flórida com frequência há mais de 20 anos, mas vai a um local diferente de onde fica sediada a empresa. Além disso, reafirma que os negócios do dirigente são declarados à Receita Federal.

Reprodução Google
Imagem do Google com a casa (em destaque) em que funciona a empresa do cartola em Delray Beach
Imagem do Google com a casa (em destaque) em que funciona a empresa do cartola em Delray Beach

Fonte Folha
   

QUEBRA DE CONTRATO - CBF perde batalha judicial e terá de pagar R$ 8,2 mi à Coca-Cola


 Do UOL, em São Paulo


O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, está sob pressão e terá de quitar dívida com a Coca-Cola

VEJA TAMBEM
NA FLÓRIDA, TEIXEIRA TEM EMPRESA EM MANSÃO
BRIGA PELA SUCESSÃO TEM AMEAÇA DE MESADA MENOR

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) perdeu uma batalha judicial importante no início deste mês, segundo o diário Lance!. Em uma decisão judicial publicada no início do mês, o juiz da 41ª Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro ordenou que a entidade quitasse um débito de R$ 8,2 milhões com a Coca-Cola por quebra de contrato.

A gigante do ramo de bebidas era patrocinadora da seleção brasileira até 2001, com contrato válido até o ano seguinte. Antes do fim do compromisso, a CBF recebeu uma proposta milionária da Ambev, rival da Coca, e decidiu romper o contrato unilateralmente.

A antiga patrocinadora não se conformou e levou a briga para a Justiça, pedindo R$ 12,7 milhões pela rescisão. Em 2008, a Coca-Cola ganhou em primeira instância e conseguiu o bloqueio de cerca de R$ 15 milhões das contas da CBF.

O dinheiro, no entanto, nunca foi repassado à empresa, já que a entidade sempre combateu a decisão judicial com liminares. Em 1º de fevereiro, segundo documento publicado pelo Lance!, o juiz Wilson do Nascimento Reis determinou que R$ 8,2 milhões da CBF fossem transferidos à Coca-Cola.

Ainda de acordo com o jornal, a empresa ainda quer mais da CBF. Por entender que perdeu a chance de exibir sua marca na conquista da Copa do Mundo de 2002, a Coca-Cola exige uma indenização a título de perdas e danos que pode chegar a R$ 50 milhões, segundo a empresa.

A notícia só aumenta a lista de problemas de Ricardo Teixeira, presidente da CBF. As informações que dão conta da sua possível renúncia são cada vez mais fortes e há um movimento de disputa nos bastidores para saber quem assumirá o comando da entidade.

Paralelamente, a lista de denúncias contra o dirigente vai crescendo. Na última quarta, a Folha de S. Paulo mostrou que a agência que organizou o amistoso entre Portugal e Brasil em Brasília, em 2008, tinha sede na fazenda de Teixeira. O dirigente sempre negou qualquer relação com a empresa em questão, investigada pelo Ministério Público por um suposto superfaturamento do amistoso à época.

Na última sexta, o jornalista Juca Kfouri, blogueiro do UOL, revelou que Sandro Rossel, presidente do Barcelona e ex-representante da Nike nas Américas, depositou R$ 3,8 milhões na conta da filha de Teixeira, Antônia, de 11 anos. 

Fonte Uol

DESISTIU DE PEDIR PRA SAIR - Ricardo Teixeira diz que fica na CBF

Apesar de rumores, Ricardo Teixeira diz que fica na CBF

Cartola viajou para Miami em semana com notícias de que ia se desligar da entidade

Rio - Após uma semana de rumores, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, divulgou uma nota nesta sexta-feira informando que “retomará as atividades que constam da sua agenda de trabalho na CBF após o Carnaval”. Nesta sexta-feira, o cartola viajou para Miami.
Foto: 03_RicardoTeixeira_575.jpg
Segunda a nota da CBF , Ricardo Teixeira no cargo | Foto: Divulgação
Ainda no site da oficial da CBF, a instituição defendeu o cartola de acusações.

“O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, bem como todos os membros de sua família, tem sua situação tributário-fiscal devidamente regularizada, nada devendo ao fisco federal, estadual e municipal, sendo certo que todos os seus bens e propriedades estão devidamente declarados perante as repartições competentes”, diz a nota.

Fonte O Dia
   

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

CORRUPÇÃO - Ricardo Teixeira manobra para apagar vínculos com caso ISL



Ricardo Teixeira é suspeito de receber propinas da empresa de marketing ISL nos anos 1990
Foto: Getty Images
 
Sob pressão para deixar o cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira já age nos bastidores para apagar seus vínculos com o caso ISL, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo. A publicação afirma que o dirigente fez alterações em sua principal empresa, a RLJ Participações: excluiu a ex-mulher Lúcia Havelange da sociedade por meio de medida judicial. Com isso, extinguiu sua ligação indireta com João Havelange, ex-presidente da Fifa e que, junto a Teixeira, é um dos suspeitos de receber propina da empresa de marketing ISL, parceira da Fifa nos anos 1990.

» Veja fotos das obras e o que falta para os estádios da Copa de 2014

Outra manobra de Teixeira, segundo a Folha, foi alterar a divisão acionária da RLJ: passou a ter 75% e deixou a empresa Sanud Establissement com apenas 25%, além de transformar a companhia em uma sociedade por ações fechadas. Com a composição societária da empresa em sigilo, o nome de Teixeira não aparecerá mais associado à Sanud - que, segundo a emissora britânica BBC, foi a intermediária das propinas de R$ 9,5 milhões ao dirigente. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, ameaça desde o ano passado divulgar os documentos do caso ISL, o que incriminaria Teixeira e Havelange, de acordo com a BBC.
Fonte Terra

AGONIA DE UM ADEUS - Sandro Rossel depositou na conta da filha de Ricardo Teixeira

Por Juca Kfouri

Sandro Rossel depositou R$ 3.800.000 na conta de Antônia Wigand Teixeira, numa agência do Bradesco, a de número 6592-7, na avenida América, Barra da Tijuca, no dia 22 de junho do ano passado.
Rossel é sócio da Alianto, a empresa que recebeu R$ 9 milhões do governo de Brasília, sem licitação, pelo amistoso da Seleção Brasileira contra Portugal, em 2008.
A Alianto foi também dona da VSV Agropecuária, que tinha sede na fazenda de Teixeira em Piraí, interior do Rio, e cuja sócia, a secretária de Rossel, Vanessa Precht, emitiu cheques em nome do cartola da CBF segundo apurou a Polícia Civil em Brasília.
Rossel, atual presidente do Barcelona e ex-presidente da Nike no país quando a empresa passou a ser a fornecedora da CBF, é também sócio da mulher de Ricardo Teixeira, Ana Carolina na WTrade, cuja sede fica num shopping center, o Città America, na Barra da Tijuca, no Rio.
Uma razões para anunciada saída de Teixeira da CBF e ida para Miami é examente a filha Antônia que, aos 11 anos, tem ouvido comentários desagradáveis sobre o pai na escola, no Rio.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

TUDO EM FAMÍLIA - Encostado na CBF, tio de Teixeira recebia quase R$ 1 milhão por ano

Por Sérgio Rangel

Sem poder na CBF há mais de cinco anos, Marco Antonio Teixeira --tio de Ricardo Teixeira-- ganhava cerca de R$ 1 milhão por ano da entidade, que é privada. Ele recebia R$ 88.070,04 mensais.


Eduardo Knapp- 07.mar.2002/Folhapress

Marco Antonio Teixeira, em hotel em Cuiabá

O salário de Marco Antonio, que era secretário-geral da confederação, consta na rescisão de contratado, feita no início do mês e à qual a reportagem teve acesso.

Ele passou a ser figura decorativa na CBF depois da Copa-2006.Teixeira descobriu que Marco Antonio estava articulando nos bastidores para tentar ficar em seu lugar. O presidente da CBF não aprovou também a escolha de Weggis, na Suíça, para a seleção se preparar para o Mundial da Alemanha. O time fez seus treinos lá por opção do ex-secretário-geral.

Fonte Folha

SUPERFATURAMENTO - Ricardo Teixeira recebeu de suspeita, diz polícia

Por Filipe Coutinho, Julio Wiziack e Rodrigo Mattos

Cheques de R$ 10 mil ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, emitidos por Vanessa Precht, uma das sócias da Ailanto, empresa suspeita de ter superfaturado um amistoso da seleção, foram encontrados pela Polícia Civil em Brasília.

Um contrato entre Vanessa e Teixeira, de março de 2009, estabelece um arrendamento da fazenda dele, em Piraí, a cerca de 80 km do Rio, para a sócia da Ailanto.

Com a descoberta dos cheques nominais emitidos por Vanessa, a polícia concluiu que há um vínculo entre Teixeira e a Ailanto, que organizou o amistoso da seleção contra Portugal, em 2008. O jogo foi bancado por R$ 8,5 milhões em dinheiro público.
OUTRO LADO
Por meio de sua assessoria de imprensa, Ricardo Teixeira afirmou que o contrato de arrendamento de suas terras para Vanessa não tem vínculo com o amistoso entre a seleção brasileira e Portugal. Questionada sobre os cheques dela para o dirigente, a assessoria afirmou que todo negócio da cessão de terras foi "legal e declarado no Imposto de Renda".

Segundo a assessoria, a CBF não tem relação com o amistoso de Portugal porque este havia sido cedido à Ambev, patrocinadora da entidade que tem direito a uma partida anual. A Ambev recebeu R$ 1,5 milhão dos organizadores da partida, segundo a CBF, em janeiro de 2009."A confederação não recebeu um centavo pela partida", afirmou a assessoria.

Por meio de sua secretária, o advogado de Vanessa Precht, Demian Guedes, voltou a dizer que sua cliente não se pronunciaria sobre questões sobre o amistoso.Mais uma vez, ninguém atendeu os telefones da Ailanto, com sede na Barra da Tijuca, no Rio.
Fonte FOlha

VAI SAIR, FINALMENTE - Federações já costuram sucessor de Ricardo Teixeira

Nome mais indicado é o do vice-presidente da Região Centro-Oeste, Weber Magalhães
 .
Sílvio Barsetti - estadão.com.br
.
RIO - Os indícios de que Ricardo Teixeira deve deixar a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até o carnaval – pediria licença ou renunciaria – deflagrou um movimento de federações estaduais em busca de um nome que pudesse substitui-lo.

Veja também:
Fifa faz silêncio oficial, mas Blatter ri da crise
Teixeira não desmente boatos de sua saída 




 Fábio Motta/AE
Weber Magalhães, à esquerda, e Teixeira

Há em curso uma articulação de algumas dessas entidades para que o atual vice-presidente da CBF da Região Centro-Oeste, Weber Magalhães, ocupe o cargo se Teixeira realmente deixar a confederação.

Não tolerariam o nome de José Maria Marin, vice da Região Sudeste e, pelo estatuto da CBF, o indicado à vaga por ser o mais velho entre todos os cinco vices. Weber Magalhães presidiu a Federação Brasiliense de Futebol de 1996 a 2004 e chefiou a delegação brasileira na Copa do Mundo de 2002, na Coreia do Sul e Japão. É homem de confiança de Teixeira, para quem trabalhou como assessor parlamentar entre 1989 e 1992 em Brasília.

Ouvido nesta quarta-feira à noite pelo estadão.com.br, durante a festa de aniversário de seu pai, que completou 91 anos, Magalhães se disse triste com a possibilidade de Teixeira deixar a presidência da CBF. “Ele é um dirigente vitorioso, conseguiu dois Mundiais para o Brasil, e sempre sonhou com uma nova Copa no País.”

Cauteloso, contou que as federações receberam com surpresa a demissão de Marco Antonio Teixeira da secretaria-geral da CBF, na semana passada. Marco Antonio é tio de Ricardo Teixeira e nas últimas duas décadas era o elo da entidade com as federações estaduais.

Técnico legislativo do Senado Federal e formado em educação física, Weber Magalhães, de 53 anos, seria o terceiro vice, por idade, em condições de assumir a CBF em caso de desligamento de Teixeira. Depois de Marin, o mais velho é Fernando Sarney, de 57 anos. O filho do presidente do Senado, José Sarney, é vice-presidente da Região Norte.

Para chegar ao cargo, Weber Magalhães dependeria da convocação de uma assembleia-geral, o que pode ser feito pela maioria das 27 federações a qualquer momento. “Tenho uma grande amizade com os presidentes de federação. Sempre os recebi muito bem aqui em Brasília”, disse. “O futebol está na minha veia há mais de três décadas”, acrescentou Weber, que foi preparador físico de seleções do Distrito Federal, técnico de futebol do Brasília e atuou como atleta amador pelo Gama e Guará.

CONTRA PAULISTASEle já está há oito anos na vice-presidência da CBF. Tem bom trânsito também com Luiz Felipe Scolari, técnico campeão do mundo em 2002. “Quando estamos juntos, sempre lembramos daquela campanha na Coreia e Japão.”

Embora Weber Magalhães não confirme contato com federações, pelo menos três presidentes dessas entidades já iniciaram um movimento de apoio ao brasiliense. A resistência ao nome de José Marin teria conotação política movida por uma disposição de não deixar a Confederação Brasileira de Futebol sob comando de dirigentes paulistas.

“O Andres Sanchez (diretor de seleções) é voz forte na CBF, o Marco Polo del Nero (presidente da Federação Paulista) está associado ao Marin na possível nova empreitada. E eles já têm o Reinaldo Carneiro Bastos (vice da Federação Paulista) como a pessoa que toca a Série B do Brasileiro. É preciso brecar isso”, disse ao estadão.com.br o presidente de uma dessas federações, que esteve no Rio. Ele pediu anonimato.
Fonte Estadão

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

SUPERFATURAMENTO - Fazenda de Ricardo Teixeira abrigou empresa de acusados de superfaturar jogo

Por Sérgio Rangel

Um documento revela que uma fazenda do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, é o elo entre o dirigente e a Ailanto Marketing. Essa empresa é investigada por superfaturar o amistoso da seleção brasileira contra Portugal em 2008.
Segundo o documento obtido pela reportagem, por 26 meses, a Ailanto foi dona de uma outra empresa (a VSV Agropecuária Empreendimentos Ltda) que tinha como endereço uma fazenda de Ricardo Teixeira, na estrada Hugo Portugal, 13.330, em Piraí, a 80 km do Rio.
Teixeira sempre negou relacionamento com a Ailanto, que recebeu R$ 9 milhões do governo do Distrito Federal para organizar o jogo contra Portugal. O presidente da CBF alegava que o amistoso era responsabilidade da Ailanto. Por isso, dizia que não poderia responder sobre as suspeitas.

OUTRO LADO
Agora, por meio de sua assessoria de imprensa, Ricardo Teixeira informou que a ligação da VSV Agropecuária Empreendimentos Ltda com a sua fazenda "é legal". De acordo com o dirigente, a relação dele com a empresa, que tem a Ailanto como sócia, foi declarada em seu Imposto de Renda.
Uma das sócias da Ailanto Marketing Ltda e da VSV, Vanessa Precht não foi localizada. O advogado Demian Guedes, que representa Vanessa, disse, por meio de sua secretária, que não estava autorizado a fazer comentários sobre a empresa. A Folha ligou para três telefones da empresária e não conseguiu contato. Foi deixado recado para Vanessa na sua casa, mas ela não respondeu.
Nos telefones registrados em nome da Ailanto, ninguém foi localizado.

Cecília Acioli/Folhapress
A fazenda do presidente da CBF em Piraí, interior do Rio
A fazenda do presidente da CBF em Piraí, interior do Rio
Fonte Folha 
   

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

CORRUPÇÃO - Fifa vai investigar denúncia de corrupção feita por ex-árbitro brasileiro

Entidade que rege o futebol no mundo vai apurar acusações de Gutemberg de Paula Fonseca
Jamil Chade - O Estado de S.Paulo
 
ZURIQUE - A Fifa investiga a manipulação de resultados no futebol e admite que vai apurar as denúncias feitas pelo ex-árbitro Gutemberg de Paula Fonseca, que acusa o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, de corrupção.
Gutemberg Fonseca denunciou Sérgio Corrêa, da CBF - Sérgio Neves/AE - 04/09/2011
Sérgio Neves/AE - 04/09/2011
Gutemberg Fonseca denunciou Sérgio Corrêa, da CBF
O esforço faz parte de uma operação mundial que tem o objetivo de lutar contra o crime organizado e apostas ilegais que, segundo os especialistas da entidade, movimentam US$ 500 bilhões (R$ 925 bilhões) por ano, valor superior ao PIB de muitos países. Há poucos dias, em entrevista à Rádio Jovem Pan, além de acusar o chefe dos árbitros da CBF, Fonseca insinuou que teria recebido ordens para beneficiar o Corinthians no Campeonato Brasileiro de 2010. "Estamos interessados em saber mais sobre essa denúncia", indicou o chefe de segurança da Fifa, Chris Eaton.
Segundo ele, juízes têm sido alvo de organizações criminosas em todo o mundo. A Fifa mandou nesta semana um de seus agentes ao Brasil. Confirma também que investigações conduzidas na Itália e na Argentina apontam para o envolvimento de apostas ilegais no Brasil, além de outros crimes que envolvem jogadores e árbitros. As informações se referem a jogos da Segunda Divisão dos campeonatos nacionais e locais. Mas a entidade admite que conta com suspeitas sobre jogos na Série A.
Para os especialistas em segurança da Fifa, não há dúvidas de que grupos criminosos estariam operando na rica do Sul, entre eles asiáticos envolvidos em apostas ilegais. Uma das provas seria o documento escrito a mão por um dos criminosos, já preso, o qual mostra que, em outubro de 2010, um amistoso entre Bolívia e Venezuela foi manipulado. Mas as investigações no Brasil também estariam ganhando proporções importantes, principalmente diante da Copa do Mundo. "Há muito dinheiro no futebol e os criminosos querem esse dinheiro", disse Eaton, que montou escritórios na Colômbia, Jordânia e Indonésia.
CRIME
Documentos revelados ontem pela Fifa escancaram o tamanho da infiltração do crime organizado no futebol mundial. Os contratos publicados incluem entendimentos entre criminosos e federações nacionais que estabelecem jogos com resultados acertados para manipular apostas mundiais. "O crime organizado desembarcou com força no futebol", disse Eaton.
Em contrato revelado pela Fifa, a empresa Footy Media, com sede em Londres, fechou acordo com uma federação nacional para a organização de amistosos com resultados já combinados. No contrato era estabelecido que "não haveria cobertura de televisão" justamente para que se evitasse polêmicas.
Pelos acordos, os criminosos estabelecem até número de gols numa partida e deixam claro aos presidentes de federações que receberiam parte dos lucros. Em uma das mensagens interceptadas, a empresa do criminoso Perumal Wilson garantia que pagaria US$ 10 mil (R$ 18,5 mil) aos cartolas locais para facilitar a realização de um jogo. Em outro e-mail, de 2008, US$ 100 mil (R$ 185 mil) seriam dados para um clube em troca de acordo sobre o placar de uma partida da Liga dos Campeões da África. "Queremos dois gols em cada metade do jogo e vocês podem fazer mais um depois do quarto gol", dizia o texto com as instruções.
Na mesma mensagem, o criminoso afirma que poderia influenciar outras partidas da Liga dos Campeões, garantindo a classificação do time em negociação para a próxima fase, prometendo mais US$ 500 mil (R$ 925 mil). O mesmo Wilson chegou a fechar acordos com federações, fornecendo árbitros para garantir resultados em amistosos. Já na prisão, onde cumpre pena de dois anos, Perumal escreveu a punho seu testemunho e admite que chegou a controlar uma liga nacional mais que a federação local.
Mas insiste que foi sua atuação que fez melhorar a situação dos jogadores que viviam na pobreza. Ele compara abertamente jogadores e cartolas corruptos a "prostitutas que vão com quem paga mais". Em outro documento obtido pela Justiça da Finlândia, o criminoso alerta que federações nacionais estão "quebradas" e ávidas por receber dinheiro, mesmo que seja sujo.
PROTEÇÃO
Mas o próprio criminoso alerta: "Eu sou peixe pequeno. Existem peixes muito maiores no mercado". Enquanto a Fifa insiste que o problema no futebol está nas casas de apostas ilegais espalhadas pelo mundo, críticos apontam que o maior problema está dentro da própria casa do futebol. A entidade não divulga o nome das associações nacionais envolvidas nos acordos com os grupos criminosos e nem cogita punições aos cartolas. As cartas e e-mails revelam que tais criminosos atuaram com o apoio dos dirigentes de federações. Jogadores e árbitros que teriam sido alvo de subornos admitem não ter a quem recorrer, uma vez que os próprios dirigentes estariam envolvidos.

SEM MORAL
Wilson chega a alertar que, se a própria Fifa está atolada em escândalos de corrupção nas mais altas esferas, o problema não está apenas na base do esporte. Para 2012, a Fifa promete criar um disque-denúncia e um serviço de proteção a quem denunciar a corrupção ou apostas ilegais pelo mundo. "Será por meio de jogadores que vamos desmascarar criminosos", completou Eaton

   

domingo, 18 de dezembro de 2011

#COPA2014 - Blatter esquece ISL e detona preparação do Brasil para a Copa

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, bateram pesado, neste sábado, na preparação do Brasil para a Copa do Mundo de 2014.

Veja mais sobre a Copa-2014

"A Fifa está preocupada", afirmou Blatter em Tóquio, após reunião do Comitê-Executivo da entidade. O cartola disse ter recebido boas informações sobre o ritmo de construção dos estádios, mas não de obras de infraestrutura e transporte.  
Valcke, que já fez outras vezes esse tipo de crítica, declarou no Japão: "Claramente o Brasil não está num estágio muito avançado". O secretário-geral da entidade já havia afirmado que "o trânsito de São Paulo é um pesadelo", que "viajar no Brasil não é fácil" e que "sair do aeroporto leva meio dia".


Kim Kyung-Hoon/Reuters

Joseph Blatter (dir.), presidente da Fifa, e Jérôme Valcke, secretário geral da Fifa, durante entrevista em Tóquio 

Na reunião do Comitê-Executivo realizada no Japão por causa do Mundial de Clubes, os dirigentes da Fifa deixaram de lado os recentes casos de corrupção da entidade.

Havia a expectativa, criada pelo próprio Blatter, de que os "papéis da ISL" fossem revelados no Japão, o que acabou não ocorrendo. Os documentos tratam da falência da ISL, ex-parceira de marketing da Fifa, e mostram que cartolas receberam US$ 100 milhões em subornos.

Blatter voltou a dizer no sábado que "medidas judiciais tomadas por uma das partes" impediram que os papéis fossem tornados públicos. A abertura dos documentos poderia implicar Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do COL, e João Havelange, ex-presidente da Fifa.

Os dirigentes brasileiros acreditam que Blatter recuou por medo de represálias. Sábado, no Japão, o presidente da Fifa pediu que os outros casos de corrupção que atingiram a entidade neste ano "sejam esquecidos".

"Temos que enfrentar as coisas com otimismo", declarou Blatter. "Não podemos ficar olhando para o passado e nos lamentando". O cartola admitiu que o maior erro cometido neste ano foi decidir, de forma conjunta, onde seriam os Mundiais de 2018 e 2022 --pleitos vencidos por Rússia e Qatar. "Mas isso ficou no passado"

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

CORRUPÇÃO - Após adiamento, Fifa diz ainda querer divulgar dossiê contra Teixeira e Havelange

RODRIGO MATTOS
DE SÃO PAULO
SÉRGIO RANGEL
DO RIO 

A Fifa recuou da decisão de divulgar os documentos do escândalo de corrupção da ISL em dezembro.

A medida dá sobrevida aos presidentes da CBF, Ricardo Teixeira, e de honra da entidade máxima do futebol, João Havelange, supostamente envolvidos no caso. Ambos estão ameaçados de expulsão da Fifa se for comprovado que receberam subornos.



A disputa faz parte de guerra aberta no organismo máximo do futebol mundial, em racha entre o presidente Joseph Blatter e os brasileiros.


De bengala, Havelange se cala, mas é reverenciado no Rio
Fora do COI, Havelange recebe elogios de Nuzman



Em comunicado, o dirigente suíço afirmou que "medidas legais foram tomadas por uma das partes envolvidas" no caso e impediram a revelação dos documentos.

Mas a Fifa não explicou qual foi a ação que barrou a divulgação. A Folha apurou que, para o presidente da CBF, não houve nenhuma medida legal: Blatter recuou com medo de represália.

Explica-se: os papéis tratam da falência da ISL, ex-parceira de marketing da Fifa nos anos 90. Eles mostram que cartolas receberam US$ 100 milhões em propinas.
De acordo com a BBC, Havelange é apontado como receptor de US$ 1 milhão. Teixeira, de US$ 9,5 milhões.

O processo que reúne os documentos da ISL tornou-se sigiloso em acordo da Fifa e de dois de seus dirigentes que admitiram à Justiça suíça terem recebido suborno. Jornalistas pediram em ações, ainda em julgamento, a abertura do caso. Nesses processos, os dois cartolas são chamados de Z e B2 para se manterem o anônimos. Para a BBC, são Havelange e Teixeira.

Ou seja, só poderia partir deles a ação para impedir a divulgação dos documentos. Nos processos movidos por jornalistas, não houve nova medida judicial. Mas pode ter sido obtida uma nova liminar pelos cartolas anônimos.

"Blatter era o secretário-geral da Fifa na época da ISL. Era o gerente. Pode ter vários motivos para não publicar [os documentos]", lembrou o jornalista e advogado Jean Fraçois Tanda, um dos que pede à Justiça acesso ao processo.

Além disso, Havelange e Teixeira têm ameaçado, veladamente, Blatter de revidar com denúncias contra ele.

O presidente da Fifa, porém, afirma querer revelar os documentos. "Eu continuo plenamente comprometido em publicar os arquivos assim que possível, como parte das muitas reformas da Fifa, que incluem lidar com o passado e preparar a estruturação futura da entidade", explicou o dirigente, em nota.

Ele informou que os advogados da Fifa estão estudando formas de superar essas barreiras jurídicas.

É verdade que Blatter também tem motivos para divulgar os documentos. Com eles públicos, poderia expulsar do Comitê-Executivo Ricardo Teixeira, seu maior inimigo.
Ainda daria seriedade ao seu plano de livrar a imagem da Fifa da mancha da corrupção.

Mas não foi ele quem forneceu os documentos ao COI (Comitê Olímpico Internacional) na investigação que levaria à expulsão de Havelange, segundo apurou a reportagem. O documento foi obtido com fonte sigilosa.

O brasileiro renunciou à sua cadeira no comitê.

Segredo é a marca da guerra da Fifa. Ontem, o que se soube é que cada lado moveu sua peça no xadrez, e Teixeira e Havelange mantiveram, por enquanto, os dedos.


Rafael Andrade - 22.nov.2010/Folhapress

O presidente de honra da Fifa, João Havelange, em evento no Rio no ano passado


Fonte Folha http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1017664-apos-adiamento-fifa-diz-ainda-querer-divulgar-dossie.shtml

domingo, 4 de dezembro de 2011

CORRUPÇAO - João Havelange pede renúncia do COI em meio a denúncias de corrupção

Alvo de investigação do Comitê de Ética, dirigente alega 'problemas de saúde' para sua saída

Jamil Chade - O Estado de S. Paulo - estadao.com.br

GENEBRA
- Suspeitas de corrupção obrigam um dos cartolas mais poderosos do mundo, João Havelange, a deixar o Comitê Olímpico Internacional e terminam com quase meio século de influência do brasileiro na cúpula do esporte. Nesta semana, a entidade tomaria uma decisão sobre o brasileiro, diante da investigação conduzida por seu comitê de ética.

Veja também:
Tensão total entre Joseph Blatter e Ricardo Teixeira
BBC acusa Ricardo Teixeira de receber US$ 9,5 mi de propina da ISL


Marcelo Sayão/Efe
João Havelange: fim de uma era do esportes

Para evitar ser condenado e expulso da organização, João Havelange optou por enviar uma carta anunciando que estava se retirando de suas funções por 'problemas de saúde'.

O caso terá uma repercussão direta sobre o futuro de Ricardo Teixeira na Fifa, já que a suspeita investigada se refere não apenas a Havelange, mas também ao presidente da CBF
Ao pedir sua demissão por motivos de saúde, Havelange consegue assim evitar o pior: ficar manchado com a constatação pública de corrupção nos anos em que ele comandou a Fifa com braço de ferro.
Pelas regras do COI, a renúncia encerra o caso e a investigação é obrigada a ser abandonada. Não haverá como o comitê de ética anunciar seus resultados e se de fato concluiu que Havelange era culpado por corrupção.
Há seis meses, o estadão.com.br revelou com exclusividade que o COI havia aberto investigações em torno de ex-homem forte do futebol mundial por conta de alegações de corrupção. O que pesa sobre Havelange é justamente o caso envolvendo a ISL, empresa que vendia direitos de TV da Fifa. Um tribunal suíço concluiu, segundo a rede 'BBC', que Havelange seria um dos que se beneficiavam do pacote. A propina chegaria a 6 milhões de libras esterlinas, segundo os britânicos.
A revelação das informações obrigou o COI a abrir um processo, que inclui também o africano Issa Hayatou, vice-presidente da Fifa e também membro do COI.
Havelange era o mais antigo membro do COI. Depois de ser nadador olímpico em 1936, o brasileiro passou a fazer parte da entidade em 1963. Nos anos 70, foi eleito presidente da Fifa e ainda ocupa cargo de presidente de honra. Em 2009, tomou a palavra no Congresso do COI para pedir que os membros da entidade o dessem um presente para seu centésimo aniversário, em 2016: os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro no estádio com seu próprio nome.
O apelo funcionou. Mas, diante da suspeita de corrupção, o comitê de ética não teve o mesmo comportamento.




    

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

COPA 2014 - Com ironia e provocações, Romário (@romarioonze) constrange RIcardo Teixeira e Valcke

  
Com a ressalva de não ter "intenção pessoal de travar batalha contra a Fifa", o deputado Romário (PSB-RJ), com ironia e provocações, constrangeu Ricardo Teixeira e Jérôme Valcke nesta terça-feira na audiência na Câmara, em Brasília.
Rubens Cavallari-07.nov.2011/Folhapress
O deputado Romário em visita a São Paulo
O deputado Romário em visita a São Paulo
Romário perguntou a Valcke se ele já havia "recebido propina", indagou por que Joseph Blatter (presidente da Fifa) o chamou de "chantagista" e sugeriu que o secretário-geral teria feito pressões para ficar no cargo.
"Blatter teme o senhor", disse Romário. E insistiu: qual seria a razão de a Fifa continuar a manter relações com Teixeira, uma pessoa "com tantas suspeitas".
Ao desafeto Teixeira, Romário perguntou por que, quando o Brasil foi anunciado como sede da Copa, o presidente da CBF garantia que não haveria dinheiro público no evento.
O presidente da CBF não respondeu. Já o secretário-geral da Fifa disse mais tarde que as pessoas são inocentes até serem condenadas pela Justiça.