Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 15 de março de 2012

CORRUPÇÃO - Propina do bicho a policiais chegou a R$ 1,1 milhão

Eles tinham funções definidas, como distribuição de dinheiro e articulação de contatos entre as cúpulas do jogo e da polícia
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 POR Adriana Cruz
Gabriela Moreira
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Rio - O jogo do bicho teria dado R$ 1,1 milhão em propina a agentes da lei. Na sentença da juíza da 6ª vara criminal federal, Ana Paula Vieira de Carvalho — que condenou 23 acusados por envolvimento com a contravenção e também a máfia dos caça-níqueis e bingo — tabelas mostram os pagamentos destinados a policiais civis, militares e federais.

O grosso do pagamento ia para policiais civis que teriam recebido R$ 848 mil. Entre os condenados estão três delegados e um agente da Polícia Federal, além de um policial civil. Eles eram ligados aos chefões do jogo Aniz Abraão David, o Anísio; Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães; e Antônio Petrus Kalil, o Turcão, condenados e presos.

Dos 23 condenados, a Justiça mandou prender 10. Desses, dois estão foragidos: José Renato Granado Ferreira e Marcelo Calil, filho de Turcão.

Na operação Furacão, em 2007, 51 veículos foram recolhidos em imóveis dos investigados | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia

Segundo a sentença, Júlio Guimarães, sobrinho de Capitão Guimarães, era o responsável pelos principais contatos, inclusive, com a cúpula da Chefia da Polícia Civil. Chegava a dar ordens para a confecção de relatórios sobre a ação das delegacias contra o jogo do bicho. A relação foi comprovada durante a Operação Furacão, da PF, em 2007, com a apreensão da cópia da ata de reunião, em 16 de março de 2007, entre a cúpula da Chefia da Polícia Civil e diretores de departamento do órgão. No escritório de Júlio, foram apreendidos mais de R$ 4 milhões.

No esquema de corrupção, o policial civil Marcos Bretas, ligado a Júlio Guimarães, era a peça-chave. Gravações telefônicas entre Bretas e outro investigado mostra possível negociação de aumento da propina para agentes. A dupla fala de valores entre R$ 25 mil e R$ 30 mil para uma delegacia de polícia, como se fosse bônus.

Bretas foi condenado. A decisão condenou ainda os delegados federais Carlos Pereira da Silva, Susie e Luiz Paulo Dias de Mattos e o agente federal Francisco Martins da Silva. Eles serão punidos por crimes como corrupção, violação de sigilo profissional e quadrilha.

As penas variam de cinco a 18 anos de prisão. Na sentença há menção a financiamento de campanhas de políticos no valor de R$ 23 mil e repasse de R$ R$ 61 mil a prefeituras.

Processo pode levar Anísio, Capitão Guimarães e Turcão de novo à prisão
O revés dos bicheiros pode se agravar nas próximas semanas. Isso porque Anísio, Capitão Guimarães e Turcão podem ser condenados e ter suas prisões decretadas em um outro processo, que corre na Justiça Federal. A ação, que está em fase de alegações finais, trata do crime de lavagem de dinheiro, consequência de investigações também a partir da Operação Furacão.

Outras 12 pessoas são réus neste processo de lavagem. Além da cúpula, o filho de Turcão, Marcelo Calil, e o sobrinho de Capitão Guimarães, Júlio, podem ser condenados novamente, assim como o empresário José Renato Granado Ferreira. Outros seis acusados, entre eles o ex-ministro Paulo Medina, ainda vão ser julgados pela Justiça Federal do Rio. Eles começaram a responder ao processo em 2007, em função do foro privilegiado, no Supremo Tribunal Federal. Mas já que perderam o privilégio, como é o caso de Medina, que foi aposentado, o ministro Gilmar Mendes determinou a transferência da ação para o Rio. Essa mudança não ocorreu ainda por que há dois recursos a serem julgados pela Corte.

Tudo acaba em samba
Presos terça-feira, Aílton Guimarães e outros quatro condenados estão em celas individuais no presídio de segurança máxima Alfredo Tranjan, conhecido como Bangu II, no complexo de Gericinó. O grupo ocupa a mesma galeria onde também cumpre pena de 23 anos o contraventor Wilson Vieira Alves, o Moisés.

Ex-presidente da escola de samba Vila Isabel, ele foi condenado em outro processo, também na Justiça Federal, por envolvimento com o jogo do bicho. Em Bangu II, há 1.100 presos.

Também condenados, Anísio está em prisão hospitalar e Turcão cumpre a pena em casa, em Niterói. Ontem ainda continuavam foragidos da Justiça dois condenados da Operação Furacão. São eles o empresário José Renato Granado Ferreira, braço internacional da quadrilha, e Marcelo Calil, filho de Turcão, que assumiu os ‘negócios’ do pai.

Sentença apesar de ameaças

Zelosa, dedicada e meticulosa são alguns dos adjetivos usados por ministros do STJ e STF para referendar decisões da juíza Ana Paula Vieira de Carvalho.

A sentença que atribuiu à quadrilha — as penas somadas passam de 400 anos de prisão — mostrou mais do que zelo. Foi corajosa ao sentenciar um grupo que, durante os cinco anos de processo, chegou a ameaçá-la de morte. Até hoje, os bicheiros só foram condenados por juízas mulheres — Denise Frossard foi a primeira, há 19 anos.

“Intimidações aos juízes viraram praxe”, disse ela a O DIA, há um ano. Em 2007, a PF descobriu que a máfia dos caça-níqueis desarticulada pela Operação Furacão teria plano para executá-la. Em 2009, recebeu DVD com imagens de homens com malas de dinheiro. Seriam policiais recebendo propina para matá-la. Ninguém foi identificado.


Fonte O Dia

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

AGONIA DE UM ADEUS - Sandro Rossel depositou na conta da filha de Ricardo Teixeira

Por Juca Kfouri

Sandro Rossel depositou R$ 3.800.000 na conta de Antônia Wigand Teixeira, numa agência do Bradesco, a de número 6592-7, na avenida América, Barra da Tijuca, no dia 22 de junho do ano passado.
Rossel é sócio da Alianto, a empresa que recebeu R$ 9 milhões do governo de Brasília, sem licitação, pelo amistoso da Seleção Brasileira contra Portugal, em 2008.
A Alianto foi também dona da VSV Agropecuária, que tinha sede na fazenda de Teixeira em Piraí, interior do Rio, e cuja sócia, a secretária de Rossel, Vanessa Precht, emitiu cheques em nome do cartola da CBF segundo apurou a Polícia Civil em Brasília.
Rossel, atual presidente do Barcelona e ex-presidente da Nike no país quando a empresa passou a ser a fornecedora da CBF, é também sócio da mulher de Ricardo Teixeira, Ana Carolina na WTrade, cuja sede fica num shopping center, o Città America, na Barra da Tijuca, no Rio.
Uma razões para anunciada saída de Teixeira da CBF e ida para Miami é examente a filha Antônia que, aos 11 anos, tem ouvido comentários desagradáveis sobre o pai na escola, no Rio.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

MÁFIA DOS TÁXIS PIRATAS II - Taxistas têm ficha extensa na delegacia

Dupla que atacou gays no Galeão integra esquema ilegal e tem sete passagens pela polícia
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POR Gabriela Moreira
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Rio - Os dois presos no Aeroporto Internacional do Galeão após agredirem casal homossexual que recusou entrar em táxi pirata oferecido pela dupla fazem parte de esquema muito maior de ‘jóqueis’ — como são chamados quem busca passageiros para taxistas ilegais. Investigação da Polícia Civil identificou que pelo menos 10 pessoas participam do grupo. Juntos, os presos têm sete passagens pela polícia, a maioria por ameaça.
Responsável pelas investigações, o delegado Ricardo Codeceira, da Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, afirmou que Marcos Ribeiro da Silva, o Cocoroca, 41, e Rodrigo Alves da Silva, o Socinho, 30, entre outros, servem a motoristas de carros particulares que atuam ilegalmente como taxistas nos dois terminais do aeroporto Tom Jobim.

Assédio dos taxistas assusta quem desembarca no Aeroporto Internacional do Rio | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
Assédio dos taxistas assusta quem desembarca no Aeroporto Internacional do Rio | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

“Os motoristas ficam no estacionamento enquanto aguardam o trabalho dos ‘jóqueis’. Eles agem contra as relações de consumo, lesando o consumidor. Estamos analisando a prática de quadrilha”.
Uma das vítimas dos ‘jóqueis’ na segunda-feira teve alta nesta terça-feira. Cristiano Damasceno, 40, sofreu ferimentos no rosto e estava em observação. Seu companheiro, Dario Amorim, 48, e um sobrinho também foram vítimas.
Nesta terça-feira, ao desembarcar no Galeão, a brasiliense Natália Cabral, 30, se disse assustada com o assédio dos taxistas no Rio de Janeiro.
“Dessa forma, não vi em nenhum aeroporto do Brasil”. Geralmente, não chego a perder a paciência, mas é inconveniente”, desabafou Natália.
O paulista Alexandre Lopes, 38, tem a mesma opinião: “Venho ao Rio com frequência e não caio nessa, mas me sinto bastante incomodado”.

Casos de ameaça e injúria no histórico
A agressão ao casal homossexual não é a única mancha no histórico de Cocoroca e Docinho. Eles têm ficha extensa de problemas nos desembarques do Aeroporto Internacional. Só lá, os dois somam sete passagens pela polícia.
Há sete anos, Cocoroca teve o seu primeiro entrevero no desembarque. Segundo registro, vigilante que fazia a segurança privada do aeroporto pediu para que ele saísse da área e foi ameaçado. Ano passado, numa outra discussão com vigilante que o repreendeu por assediar passageiros que embarcariam num ônibus, chegou a dizer: “Tem de queimar os carros, com passageiro e tudo”.
A maioria dos registros são por ameaça, mas há também casos de injúria, difamação e lesão. Numa delas, o Ministério Público irá pedir a condenação dos dois, com o pagamento de cestas básicas ou serviços à comunidade.

Prefeitura pode abrir processos e cassar permissões
Há menos de um mês, a Infraero e a CET-Rio iniciaram a fiscalização eletrônica do serviço de táxi no desembarque do Terminal 1 para impedir o acesso de taxistas não credenciados. A Secretaria Municipal de Transportes informou que ‘caso seja constatada a participação de taxistas legalizados nesse triste episódio, serão abertos processos administrativos que podem resultar na cassação das permissões’.
Em 2010, nove taxistas tiveram suas licenças cassadas após serem acusados de agressão ao também taxista Kleber Luis da Rosa, 31 anos, ocorrida na porta do Aeroporto. Kleber deixou um passageiro no aeroporto e, ao tentar embarcar outro cliente, foi brutalmente agredido com socos e pontapés por outros taxistas.

        Fonte O Dia

domingo, 12 de fevereiro de 2012

CASO WENDEL - Polícia apura possível NEGLIGÊNCIA do Vasco

No caso Wendel, polícia constata que não havia médico no local e apura negligência. MP enquadra Vasco
Polícia está apurando se houve negligência no caso WendelFoto: Reprodução
Marjoriê Cristine e Rodrigo Stafford


A Polícia Civil já sabe que não havia médico no Centro de Treinamento em Itaguaí, onde o sonho do garoto Wendel Venâncio, de 14 anos, acabou de forma trágica. O delegado Julio César Vasconcelos, da 50 DP (Itaguaí), apura a hipótese de negligência, já constatada pelo Ministério Público há mais de um ano em vistoria.

- Estamos apurando tudo. Se era necessário ter um médico lá, uma ambulância, tudo isso. Se teve omissão ou não ainda não posso falar - disse o delegado, que, na segunda-feira, interrogará Cássio, técnico do sub-15 do Vasco, e Antônio José Teixeira, coordenador da base.

Após realizar a perícia no CT de Itaguaí, que pertence a Pedrinho Vicençote, o delegado informou que, no momento em que o jovem sentiu-se mal, não havia médico no CT.

- Não havia médicos lá - afirmou, dizendo que o laudo da causa da morte deve sair em 15 dias.

Paralelamente, o Ministério Público do Rio está investigando as condições da base do clube desde 2010. A promotora Clisanger Ferreira Gonçalves Luzes, da 12 comarca da Vara da Infância e Juventude, já esteve duas vezes em São Januário. Na primeira constatou problemas na moradia e exigiu mudanças. Na segunda, em 2011, viu que o clube havia cumprido e mudado os atletas de moradia.

- Vamos ver o que podemos fazer para melhorar - disse Humberto Costa, diretor da divisão de base


Fonte Extra http://extra.globo.com/esporte/vasco/no-caso-wendel-policia-constata-que-nao-havia-medico-no-local-apura-negligencia-mp-enquadra-vasco-3945676.html#ixzz1mA1hsXSC 

SUSPEITA - Carros alegóricos estariam sendo movidos por baterias roubadas

O furto dos componentes de antenas de celular cresce 40% nos meses próximos da folia. Crime pode levar a caladão de telefones

POR Mahomed Saigg


Rio - Investigado pela polícia, o uso de baterias roubadas de antenas de telefonia celular para alimentar geradores de carros alegóricos pode atravessar o samba das agremiações. Além de causar prejuízos milionários às operadoras, o roubo desses equipamentos afeta a vida de milhares de cariocas. Sem eles, uma simples queda de luz é suficiente para calar celulares e tirar a Internet do ar.

Os furtos aumentam até 40% nos meses anteriores ao Carnaval, segundo fontes ligadas às operadoras. Cada alegoria precisa de pelo menos 15 baterias. “A investigação indica que grande parte dos furtos, que ocorrem principalmente nos meses que antecedem o Carnaval, está relacionada ao fato de que muitas dessas baterias são repassadas às escolas de samba, que as utilizam nos carros alegóricos”, conta o delegado Mário Andrade, da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD).

Foto: Arte O Dia

Ele explica que muitas escolas alugam as baterias de empresas que adquirem o equipamento junto às quadrilhas: “Podemos chamar até diretores da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) e de algumas escolas de samba para depor”.

Desde janeiro, agentes da delegacia investigam quadrilhas especializadas em roubar e vender baterias e outras peças das antenas. Dois homens já foram detidos. Segundo Andrade, a maioria dos bandidos trabalha em prestadoras de serviços para as operadoras de telefonia: “Eles sabem a localização dos alvos mais vulneráveis e a maneira de desativá-los sem danificar os equipamentos”. As áreas mais atacadas ficam nas zonas Norte e Oeste e Baixada. Terça-feira, 16 baterias foram roubadas de duas antenas em Campo Grande e Santa Cruz.

As baterias das antenas de telefonia são até três vezes mais potentes que as automotivas. “Elas ainda oferecerem a vantagem de ocupar menos espaço e serem mais leves”, explicou a engenheira eletricista, Hélvia Carvalho.

Procuradas por O DIA, a Liesa e as operadoras de telefonia não se pronunciaram.

Internautas prejudicados
Preocupadas com o aumento de ataques às antenas de telefonia, algumas das principais operadoras investem na contratação de especialistas em segurança. Com a missão de coibir os furtos, profissionais como o advogado Luiz Eduardo Guimarães revelam que as baterias são apenas um dos alvos dos bandidos.

“As antenas também são compostas por outros equipamentos. Alguns muito mais caros, como placas de distribuição de sinal de celular e os roteadores de Internet, em caso de antenas compartilhadas. Mas eles só são identificados por pessoas que trabalham no ramo”, contou Luiz Eduardo.

A retirada desses dois equipamentos interrompe imediatamente as transmissões de sinais de celular e Internet, independentemente de o abastecimento de energia na região estar normalizado ou não. “Toda a população da região atendida pela antena fica fora do ar até a reposição das peças. Esse é o maior prejuízo”.


 Fonte Jornal O Dia 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

GREVE DAS POLÍCIAS NO RIO - Jornalistas da TV Globo e Globo News são hostilizados em assembleia de policiais

Jornal Nacional exibiu na noite de quarta conversas interceptadas de cabo bombeiro Daciolo com deputada. Militar está preso

Por Raphael Gomide,
iG Rio de Janeiro 


Duas equipes de jornalistas da TV Globo e da Globo News foram hostilizadas por manifestantes durante a assembleia que decidirá sobre a realização da greve de policiais militares, civis e bombeiros, na noite desta quinta-feira (9), no centro do Rio de Janeiro. Os repórteres e cinegrafistas deixaram o local.

Leia também: Bope e Choque entrarão em prontidão caso greve se confirme no Rio

Desde o início da manifestação, os jornalistas identificados como sendo da TV Globo ouviram intimidações e recusas de integrantes do movimento, contrariados com reportagem do Jornal Nacional da útima quarta-feira (8), que mostrou gravações do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo conversando sobre a greve com a deputada estadual Janira Rocha (PSOL).

Leia também: Liberdade de bombeiro é condição de negociação para evitar greve no Rio

Daciolo foi preso às 22h30 de ontem, ao chegar de viagem da Bahia ao Rio. A liberdade do bombeiro se tornou um dos principais pontos dos manifestantes.

“Não vejam mais esse canal. É mentiroso!”, afirmou um policial, ao microfone.

Cartazes também criticavam o canal de TV. Durante a exibição do Jornal Nacional desta quinta, no Amarelinho, tradicional restaurante da Cinelândia, dezenas de manifestantes gritavam xingamentos e vaiavam quando apareceram no monitor os apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta, o governador Sérgio Cabral, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e a presidenta Dilma Rousseff. Era impossível ouvir o que diziam.

Leia também: Em caso de greve da polícia, Exército enviará 14 mil homens ao Rio

A única aplaudida ao aparecer foi a deputada Janira Rocha, que teve o nome gritado em coro.

Fonte Ultimo Segundo 

GREVE DAS POLÍCIAS NO RIO - Polícias Civil, Militar e bombeiros decretam greve no Rio de Janeiro

Decisão foi tomada por cerca de 2 mil pessoas em assembleia no Centro.
Policiais e bombeiros reivindicam piso salarial de R$ 3.500.
           
Carolina Lauriano e Marcelo Ahmed                                    
Do G1 RJ
 
Bombeiros e policiais  decretam greve no Rio após assembleia realizada no Centro do Rio (Foto: Carolina Lauriano/ G1)Bombeiros e policiais decretam greve no Rio após assembleia realizada no Centro do Rio (Foto: Carolina Lauriano/ G1)
 
Após a assembleia realizada na noite de quinta-feira (9), os bombeiros e as polícias civil e militar decretaram a greve das categorias no estado do Rio de Janeiro. Cerca de duas mil pessoas presentes na Cinelândia, no Centro, participaram da votação. Juntas, as três corporações somam 70 mil homens. Segundo os grevistas, 30% do efetivo do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil ficarão à disposição para casos de emergência.
Os policiais militares informaram que ficarão em seus respectivos batalhões e não atenderão a nenhuma ocorrência. "A partir de agora, a segurança é de responsabilidade da Guarda Nacional ou do Exército", disse o cabo da PM Wellington Machado, do 22º BPM (Maré) ao microfone, após perguntar quem estava a favor da paralisação e todos os presentes levantarem as mãos e gritarem "sim".
Já os bombeiros também ficarão aquartelados, mas afirmam que 30% do efetivo vão atender os casos de emergência, assim como os policiais civis. Eles frisaram que não vão deixar "a população à deriva".
Segundo os manifestantes, a greve é por tempo indeterminado. Eles disseram que só voltarão à ativa quando o cabo Benevenuto Daciolo, que está preso em Bangu, for liberado e as reivindicações de reajuste salarial forem atendidas.



Após a confirmação da greve, o cabo Machado deu instruções aos policiais presentes na Cinelândia. "Todos devem seguir direto e estar aquartelados em seus respectivos batalhões", disse. "Atenção, é importante, quem está de folga aquartela, de férias aquartela, quem está de licença aquartela. Todos juntos, não tem distinção, se puderem levar as esposas, levem junto. É importante", completou.
A greve foi decretada por volta das 23h30, meia hora antes do previsto. De acordo com os líderes do movimento, no entanto, a decisão já estava acertada. Eles explicam que a antecipação do anúncio da paralisação ocorreu porque os manifestantes estavam cansados. A assembleia teve início por volta das 18h.

Exército enviará 14 mil homens
Mais cedo, o secretário estadual de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Sérgio Simões, afirmou que o Exército disponibilizaria cerca de 14 mil homens e a Força Nacional atuaria com cerca de 300 homens para a segurança no estado, caso a greve fosse decretada.
Segundo ele, o plano prevê que os 14 mil homens do Exército façam o policiamento no estado, enquanto os 300 homens da Força Nacional auxiliem no trabalho dos bombeiros, em caso de paralisação dos servidores de segurança do estado.
Manifestantes se acorrentam a bonecos vestidos com fardas da polícia e dos bombeiros (Foto: Carolina Lauriano/ G1)Manifestantes se acorrentam a bonecos vestidos com fardas da polícia e dos bombeiros
(Foto: Carolina Lauriano/ G1)
 
A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros da Auditoria da Justiça Militar do Rio decretou, na noite desta quinta-feira (9), a prisão preventiva do cabo Benevenuto Daciolo, do Corpo de Bombeiros. Ele é acusado de praticar os crimes de incitamento e aliciamento a motim. As informações foram confirmadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
A liberdade do bombeiro era uma das reivindicações de policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários. Além disso, as categorias reivindicam piso salarial de R$ 3.500, com R$ 350 de vale tranporte e R$ 350 de tíquete-refeição.
O cabo Benevenuto Daciolo está preso administrativamente, em Bangu, devido aos crimes de incitamento à greve e aliciamento a motim, segundo o secretário de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões. Escutas mostram conversa de Daciolo com a deputada Janira Rocha (PSOL) sobre estratégias de greve.
Em relação à segurança da população, Nascimento garante que os serviços de segurança da sociedade que tenham "caso de morte" serão prestados. "Em casos como grandes incêndios, colisões, atropelamentos, acidentes graves, os serviços serão prestados", garantiu.

Cabral critica 'balbúrdia e agitação'
O governador do Rio, Sérgio Cabral, defendeu a atual política de segurança estadual. “O governo, nesses anos todos, fez um esforço priorizando a segurança pública. Hoje, a segurança pública tem um orçamento que chega a níveis de itens essenciais, como a saúde, apesar de não ser obrigatório. O orçamento da Polícia Militar subiu de R$ 900 milhões para R$ 2 bilhões”, afirmou durante o lançamento do Programa Renda Melhor e Renda Melhor Jovem, em Niterói, no fim desta manhã.
Cabral afirmou que existe uma “articulação nacional para tentar criar um clima de insegurança” e criticou aqueles a quem chamou de “ditos líderes” do movimento por melhores salários para bombeiros e policiais.

Fonte G1

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

MAIS GREVES - Greve geral das polícias civis pode começar em março

Por Felipe Patury
A greve geral das polícias civis pode começar em março. Até lá, é necessário que alguns ritos formais sejam preenchidos. O primeiro deles é a aprovação de um indicativo de greve pelos sindicatos estaduais, que se reunirão nesta sexta e neste sábado na Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), em Brasília. “A chance de o indicativo ser aprovado é de 90%”, diz o presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra. Depois disso, é necessário que cada um dos sindicatos estaduais de policiais civis se reúnam para deliberar sobre o indicativo de greve. Os que aprovarem decidirão, então, a data da greve. “É a única forma que temos de chamar a atenção dos governos para a necessidade de política nacional de segurança pública com plano de cargos e salários para os policiais”, afirma Jânio Bosco Gandra.

Não são apenas os policiais civis que pretendem parar em todo o país. A greve de policiais militares da Bahia, que entra em seu nono dia nesta quarta-feira (8), pode chegar em breve a outros Estados. Nesta quinta-feira (9), associações de classe de policiais militares e bombeiros do Rio de Janeiro se reúnem para decidir se param suas atividades. No Distrito Federal, duas das associações de classe realizam assembleias no sábado (11) para decidir se vão aderir a um movimento mais amplo em todo o DF, que ameaça paralisação para o dia 15. No Espírito Santo, a situação é semelhante e, também no dia 15, os PMs decidem se param. 

sábado, 21 de janeiro de 2012

TRÁFICO NO PAC - Líder comunitário colocava nomes em lista de sorteio de apartamentos

Polícia diz que acusado se uniu ao tráfico para tomar apartamentos e repassá-los por até R$ 20 mil

POR FRANCISCO EDSON ALVES


Rio - Das grades que criavam área privê para apartamentos de traficantes em condomínio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para as grades da cadeia. A polícia prendeu na noite de quinta-feira, Leonardo Januário da Silva, 34 anos, presidente da Associação de Moradores da Favela Mandela de Pedra, no Complexo de Manguinhos. Ele é acusado de se associar com traficantes em um esquema lucrativo de invasão e venda dos imóveis por até R$ 20 mil. O problema foi revelado por O DIA no domingo passado.

Leonardo, ou ‘Léo da Embratel’ — em referência ao nome do condomínio onde atuava — cobrava a partir de R$ 15 mil por um apartamento do PAC. Os imóveis eram distribuídos de acordo com censo realizado por moradores da favela. Ele lucrava também com aluguel social: inventava cadastro de beneficiados e embolsava o valor.

Leonardo Januário da Silva foi preso na noite desta quinta-feira | Foto: Severino Silva / Agência O Dia
O líder comunitário começou a ser investigado há quatro meses, quando um de seus telefonemas foi ouvido, por acaso, por policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. Eles investigavam o tráfico de drogas em São Gonçalo, que culminou na Operação Dezembro Negro. A prisão contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

“Constatamos que Leonardo comandava duas fraudes: o recebimento indevido de aluguel social e a inserção de nomes em listas para sorteio de apartamentos, que eram entregues mediante pagamentos de R$ 15 mil a R$ 20 mil”, afirmou o delegado Alan Luxardo. Os lucros eram divididos com os bandidos.

Grades nos corredores do PAC de Manguinhos: instaladas por moradores com medo e por traficante para isolar seus apartamentos | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

Segundo ele, Leonardo enriqueceu: “Ele tem um caminhão e quatro carros de luxo (um Audi, uma Zafira, uma Ranger e uma Blazer) e negociava a compra de uma mansão em Arraial do Cabo por R$ 350 mil”. Os veículos ainda não foram apreendidos.

Fraude incluía marcar barracos com letra L

Para receber o aluguel social de forma fraudulenta, Leonardo chegou a construir barracos para obter o benefício. Eles eram marcados com a letra L — inicial de seu nome. Leonardo então inventava moradores para esses locais e os cadastrava. Para retirá-los das moradias precárias, o estado pagava até R$ 500 de aluguel social por família. O valor pago ia para o bolso de Léo.

“As escutas mostraram o estreito ligamento desse líder comunitário com o traficante Marcelo Piloto (Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, do Comando Vermelho, chefe do tráfico no Complexo de Manguinhos). Tanto que parentes de Piloto já tinham ocupado no mínimo 12 unidades no condomínio”, contou Luxardo.

O acusado confirmou que conhece o traficante, mas negou os crimes. “Nascemos e nos criamos na mesma comunidade. Se dissesse que não o conheço, estaria mentindo, mas ele nunca se intrometeu no meu trabalho e nem eu em suas atividades”.

Leonardo admitiu que parentes também foram sorteados com imóveis do PAC: “Porque parente meu não pode morar lá? Tenho 11 irmãos, entre eles uma deficiente mental, e nunca tivemos oportunidade de nada”. Ele vai responder por associação para o tráfico, falsificação de documentos e crimes contra a administração pública.

Bandidos cobram R$ 150 de taxa
Reportagens de O DIA mostraram que Leonardo encabeçava o esquema de venda de imóveis do PAC desde 2009, quando as obras do Governo Federal foram inauguradas.

Influente entre políticos, Leonardo chegou a ser fotografado com o ex-presidente Lula, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes em pelo menos duas ocasiões, no início das obras e na entrega dos apartamentos, em 2010.
No período em que O DIA frequentou o condomínio, foi possível constatar que imóveis foram transformados em lojas, igrejas e até em bares com máquinas caça-níqueis. Alguns servem de esconderijo para armas e drogas.
Para manter as irregularidades, os traficantes cobram R$ 150 de taxa. Bailes funk são promovidos na área comum do conjunto para reforçar a receita com a venda de drogas.

Com medo, moradores também estão alugando ou vendendo os imóveis, o que é proibido. Alguns instalaram grades nos corredores dos prédios para se protegerem. Em alguns casos, o isolamento foi erguido pelos traficantes, para criar área exclusiva de seus imóveis

Fonte O Dia http://odia.ig.com.br/portal/rio/html/2012/1/lider_comunitario_colocava_nomes_em_lista_de_sorteio_de_apartamentos_219858.html

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

QUE BELEZA !!! - DESEMBARGADOR PAULO RANGEL, do TJ-RJ concede liberdade para comandante do 7º BPM

Coronel Djalma Beltrami foi preso suspeito de receber propina.
Segundo a polícia, ele recebia dinheiro para não reprimir o tráfico de drogas.

Do G1 RJ





O plantão judiciário do Tribunal de Justiça (TJ-RJ) concedeu o habeas corpus do comandante do 7º BPM (São Gonçalo), coronel Djalma Beltrami, na madrugada desta quarta-feira (21). A decisão foi do desembargador Paulo Rangel. As informações são do plantão judiciário, que afirma ainda que o coronel já está em liberdade. Ele deixou o Quartel General da Polícia Militar, no Centro do Rio, durante a madrugada.

Beltrami foi preso na segunda-feira (19), sob suspeita de receber propina para não reprimir o tráfico de drogas em São Gonçalo, na Região Metropolitana.

Na terça-feira (20), dois ex-comandantes-gerais da Polícia Militar saíram em defesa do coronel. Os oficiais dizem que acreditam na inocência de Beltrami e alegam que a prisão foi arbitrária e sem provas.

Os ex-comandantes gerais da Polícia Militar Ubiratan Ângelo e Mário Sérgio Duarte, além do coronel Fernando Belo da Associação de Oficiais visitaram Beltrami, acusado de corrupção e tráfico de drogas.

Os ex-oficiais protestaram e alegaram que as gravações apresentadas pela Polícia Civil não são suficientes para incriminar Beltrami, que era comandante do 7º BPM (São Gonçalo).

"Nunca foi uma pessoa de ostentar luxo. Nunca foi uma pessoa que nós tivéssemos qualquer ruído ou suspeita sobre a sua conduta", argumentou o coronel Ubiratan Ângelo.

"Nós ficamos bastante indignados com essa prisão. Não havia motivo algum para que o coronel fosse preso. Minha vinda aqui é para prestar solidariedade e dizer que acredito na inocência do coronel Beltrami", comentou o ex-comandante-geral Mário Sérgio Duarte.

"Se tem prova, que apresente. Se não tem, que venha com toda dignidade dizer - errei. O erro é crasso. O erro é doloso sobretudo", falou o coronel Belo, da Associação de Oficiais da PM.

Escutas telefônicas
O ex-comandante Beltrami, preso na segunda-feira (19) dentro do batalhão, foi levado para o Quartel General da Polícia Militar, no Centro do Rio, por decisão da Justiça. Ele não está em uma cela, mas em uma sala do quartel. Em princípio, a prisão do coronel é temporária pelo prazo de 30 dias.

As gravações foram divulgadas pela Polícia Civil e mostrariam conversas entre traficantes e PMs do quartel de São Gonçalo. Nas conversas há referências ao pagamento de propina ao 01, que segundo o delegado Alan Luxardo, que comandou as investigações, seria o coronel Djalma Beltrami.

"Nós temos provas de que esse esquema funcionaria após a gestão dele, então isso está comprovado tanto por interceptações telefônicas e outros meios de prova, e em relação a isso, não há o que se discutir", falou o delegado Alan Luxardo.

O atual comandante-geral da Polícia MIlitar, Erir da Costa Filho, ainda não se pronunciou sobre a prisão de Djalma Beltrami. A defesa do coronel informou que vai pedir a revogação da prisão, por considerar que não há indícios de envolvimento de seu cliente. Segundo o advogado, o pedido só não foi feito porque ele ainda não teve acesso às investigações da polícia

Onze PMs presos
Na segunda-feira (19), onze policiais militares foram presos durante a operação "Dezembro Negro", comandanda pela Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Eles são acusados de corrupção e associação para o tráfico de drogas. Outros dois PMs ainda são procurados pela polícia.

No mesmo dia, outras sete pessoas foram presas suspeitas de participarem do tráfico de drogas do Morro da Coruja, em São Gonçalo. Neste grupo, segundo o delegado Alan Luxardo, há três menores. O delegado afirmou, ainda, que alguns traficantes que atuam na comunidade fugiram do Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, após ocupação em 2010.

Na operação também foram apreendidos cinco quilos de maconha, sacolés de cocaína, um radiotransmissor e um revóler calibre 38.

Escuta
Os dois interlocutores da escuta telefônica fazem referência a uma pessoa conhecida como "zero um" que, segundo a investigação, seria o comandante Djalma Beltrami. As patrulhas da PM são tratadas de "gêmeas”. No entanto, o comandante Beltrami não aparece em nenhuma conversa gravada pela polícia. Veja o diálogo:

Policial: “Só que também vai ter que levantar, aumentar aquele negócio, porque tem gente, rapaziada mais alta chegando, vai ser tudo, tudo com a gente, entendeu? Vai ser tudo com este telefone que você tá falando aí, tudo com o 'zero um', entendeu?”

Traficante: “Olha só, eu quero perder pra vocês, entendeu. E perder pro cara que assumiu agora, eu tenho condições de dar 10 pra ele por semana, entendeu?”

Policial: “10 pra, pra... Tem que ser pra cada "gêmea", por final de semana”

Traficante: “Como é que vou dar 10 pra 'tú'? E depois tem que dar tanto pras outras "gêmeas"?
Tá louco, aí eu morro, fico na 'bola', a boca não é minha, não, cara”.

Além das escutas, a investigação também teve por base imagens de circuito interno de um posto de gasolina, e do GPS de duas viaturas do GAT. “Cruzando-se a informação dos investigadores, que deslocados visualizaram a negociação, com as imagens do posto de gasolina e com os dados dos GPS, chegou-se à conclusão de que os militares que integravam aquelas guarnições negociaram e receberam o dinheiro sujo”, disse o promotor Tulio Caiban.

Comandante é ex-juiz de futebol
Beltrami comandou equipes em momentos de grande repercussão, como o massacre da escola de Realengo, na Zona Oeste, em abril, quando 12 crianças foram mortas. Mas o comandante ganhou fama numa carreira paralela a de policial, nos gramados: durante 22 anos ele foi juiz de futebol.

De acordo com o Globoesporte.com, Beltrami, paulista de 45 anos, fez parte do quadro de árbitros da Ferj de 1989 a 2011, quando se aposentou por idade em maio. Também era dos quadros da CBF (1995 a 2010) e da Fifa (2006 a 2008).

Durante investigações de assassinatos relacionados ao tráfico de drogas, agentes descobriram a corrupção policial. Os PMs receberiam propina de R$ 160 mil por mês.

Investigações começaram há 7 meses
As investigações, que começaram há sete meses, apuravam o tráfico de drogas na Região dos Lagos. Segundo a Polícia Civil, as drogas saíam de favelas como Parque União, Manguinhos e Nova Holanda, no subúrbio, e seguiam para o Morro da Coruja, em São Gonçalo. PMs recebiam propina para não reprimir a chegada dos entorpecentes à comunidade. De lá, as drogas eram levadas para São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos.

De acordo com a Polícia Civil, agentes visavam cumprir também 11 mandados de prisão contra suspeitos de tráfico no Morro da Coruja, em Neves, além de outros nove de busca e apreensão, expedidos pela Justiça. Na chegada à comunidade, houve troca de tiros e um suspeito morreu.

Djalma Beltrami assumiu o 7º BPM após a prisão do tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, acusado de envolvimento na morte da juíza Patrícia Acioli. Patrícia foi executada com 21 tiros ao chegar em casa, em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, em agosto. Ao todo, 11 PMs foram denunciados pelo Ministério Público como participantes da morte da magistrada. O tenente-coronel e um tenente foram transferidos na semana passada para a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS)


fonte g1 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/12/tj-rj-concede-liberdade-para-comandante-do-7-bpm.html

sábado, 26 de novembro de 2011

TRÁFICO NO RIO - Danúbia, a Xerifa da Rocinha vai parar no Xilindró

Namorada de Nem é presa sob suspeita de associação ao tráfico
MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO
Danúbia de Souza Rangel, 28, mulher do ex-chefe do tráfico de drogas na Rocinha, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, teve a prisão decretada sob suspeita de associação ao tráfico, na noite desta sexta-feira. De acordo com o delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto, da 15ª DP (Gávea), a prisão é em flagrante.
"Ela se beneficiava do tráfico de drogas. Tenho provas. Sei disso com base em relatórios que possuímos, depoimentos informais de moradores e reportagens de jornal", afirma Pinto.
Danúbia, que gostava de ser chamada de "xerifa da Rocinha", vai passar a noite na delegacia. Amanhã o delegado pretende pedir reforços e encaminhá-la para a Polinter, onde será definida para qual carceragem ela será levada.
A namorada de Nem respondeu a um inquérito da Polinter por lavagem de dinheiro. Em março, a 29ª Vara Criminal pediu a sua prisão, revogada em julho. Atualmente não havia nada contra ela.
Ontem o advogado de Danúbia esteve na Polinter para checar se havia algo contra a sua cliente. O delegado confirmou que a ficha dela estava limpa e hoje Danúbia resolveu visitar a filha na Rocinha.
Os policiais a encontraram às 16h40 em um salão de beleza com a irmã e a filha. A irmã, que acompanhou Danúbia à delegacia, deve ser ouvida pela polícia ainda hoje.
Antes da decisão do delegado, o advogado de Danúbia, que preferiu não se identificar, disse que não acreditava na prisão da cliente. "Se ela sair presa daqui vai ser uma arbitrariedade".
Segundo Pinto, a namorada de Nem era investigada em três inquéritos. Ele mesmo afirma ter uma investigação contra ela.
Há informações de que a chefe da Polícia Civil, Marta Rocha, pediu a prisão de Danúbia assim que soube que ela foi encontrada na favela, posição negada pela própria delegada.
O mandado de prisão contra ela foi expedido em 22 de março e revogado em 29 de julho.
Danúbia namorava Nem desde 2006

         

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

GANGUE DO DETRAN-RJ : Quadrilha lucrava até R$ 4 milhões com esquema de fraudes no Detran

Quadrilha lucrava até R$ 4 milhões com esquema de fraudes no Detran
Até o momento, 36 pessoas foram presas em nove municípios do Estado. Entre os detidos estão um policial militar e um ex-PM


POR DIOGO DIAS 
Rio - Os integrantes da quadrilha especializada em fraudes no Detran chegavam a lucrar de 3,5 a 4 milhões por ano com o golpe. A informação foi revelada nesta quarta-feira pelo sub-chefe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio (Gaeco), Marcelo Barbosa Arsênio. Batizada de "Direção Oposta", a ação visa cumprir 45 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão.


Policiais prendem Jorge Fernando Barbosa Duarte (esq.), fiscal dos boxes do posto, e Marco Antonio Baptista, subchefe da unidade do Detran em Paracambi | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Ao todo, o Ministério Público do Rio denunciou 66 pessoas pelos crimes de corrupção passiva, inserção de dados falsos no sistema de informações do Detran, falsidade ideológica, peculato e formação de quadrilha. Até o momento, 36 pessoas foram presas em nove municípios do Estado. Entre os detidos estão um policial militar e um ex-PM.
De acordo com Marcelo Arsênio, três grupos participavam do esquema de maneira separada. Os principais "núcleos" ficavam em Araruama e São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, e Paracambi, na Região Metropolitana. "São três núcleos diferentes que não tinham relação entre eles, mas as atividades eram as mesmas", explicou.

Na casa de um dos presos, em Campo Grande, foi apreendida farta documentação de veículos, R$ 12 mil e celulares. Na Região dos Lagos, uma pistola, um revólver e uma carabina foram apreendidos, além de munições de pistola e fuzil.

A ação foi desencadeada a partir de investigações da Corregedoria do Detran e conta com a participação de seis delegados, cinco promotores de Justiça e mais de 200 agentes da Polícia Civil, do Grupo de Apoio aos Promotores de Justiça (GAP) do MP-RJ.

'Vistoria fantasma'
No posto de vistoria de Paracambi, na Região Metropolitana, foram 20 denunciados, entre eles, o chefe da unidade Ricardo Loroza de Rezende, apontado como líder da quadrilha que atuava naquele órgão. Em Araruama, foram denunciadas 46 pessoas, todos funcionários e prestadores de serviço de dois postos de vistoria, chefiados por Nildo Sá Ferreira, que seria líder da quadrilha deste local.

De acordo com a denúncia, Ricardo e Nildo organizavam a atividade dos demais funcionários, cada qual em seu posto, e arrecadavam o dinheiro recebido por eles de motoristas que não desejavam submeter seus veículos aos procedimentos das vistorias regulares. João Carlos Lanhas La Cava de Abreu, ex-subchefe do posto de Araruama também é apontado como um dos líderes por manter as atividades ilícitas no posto de vistoria de São Pedro da Aldeia, onde era o atual chefe.

Também foram identificadas irregularidades como fraudes no documento de transferência de propriedade dos veículos, retirada de multas e IPVA´s atrasados do sistema do Detran, além de emissão fraudulenta de Carteiras de Habilitação.

As taxas cobradas pelos denunciados ficavam entre R$ 50 e R$ 300 por operação fraudulenta, variando de acordo com o cliente, com o grau de dificuldade da operação ou com o total de serviços solicitados. As quadrilhas faturavam de R$ 200 mil a R$ 250 mil mensais apenas com a chamada “vistoria fantasma”, quando o motorista não levava o veículo para inspeção e ainda assim recebia a documentação necessária para circular.

Vários usuários que aguardavam para realizar serviços como vistoria e emplacamento ficaram revoltados com a demora na reabertura dos serviços em Paracambi. De acordo com o funcionário da Cedae e estudante de engenharia João Cury, morador do município, faltou organização para que os motoristas não fossem prejudicados em função da operação. "Estou aqui para emplacar meu veículo, mas não há previsão para abertura do posto", reclamou

 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

GANGUE DOS BILHETES NO RIO - Polícia do Rio desarticula quadrilha que desviava bilhetes do metrô

Policiais da Delegacia de Defraudações do Rio desencadearam, na manhã desta segunda-feira, a Operação Nos Trilhos da Lei, que visa desarticular uma quadrilha especializada em desvio de bilhetes de integração Metrô-Ônibus.


"Operação Nos Trilhos da Lei" descobre ilegalidades nas vendas de bilhetes de metrô e ônibus
Cinco pessoas que vendiam bilhetes já foram detidas e encaminhadas para a especializada e mais de 200 bilhetes desviados apreendidos até o momento.

De acordo com o delegado Gabriel Ferrando, os agentes investigam a informação de que funcionários de empresas de ônibus estariam envolvidos no desvio dos bilhetes e passando para pessoas, que venderiam por um valor menor ao usuário.

Mais de 230 bilhetes desviados e R$ 1.200 em dinheiro já foram apreendidos.
Vendido por R$ 4 nas roleta dos ônibus municipais do Rio, o bilhete ‘MetrÔnibus Expresso’, que garante integração entre coletivos e metrô, estava alimentando esquema milionário de fraude.

Um milhão de tíquetes são emitidos por mês e todos estão vulneráveis. Agentes continuam nas ruas em busca de mais suspeitos de participar do esquema, informou a polícia.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

GOLPE - Polícia encontra mais dispositivos para furtar envelopes em bancos

Armadilhas estavam em 24 caixas eletrônicos de Uberlândia, diz PM.
Orientação é para que clientes lesados procurem agências bancárias.
           
Do G1 Triângulo Mineiro
Armadilha instalada nos caixas eletrônicos (Foto: Reprodução/ TV Integração)
Armadilha instalada nos caixas eletrônicos
(Foto: Reprodução/ TV Integração)

A operação de captura dos criminosos que espalharam armadilhas para furtar envelopes de depósitos em várias agências bancárias de Uberlândia continua. De acordo com o tenente Maury, da Polícia Militar, até este domingo (20) foram encontrados dispositivos em 24 caixas eletrônicos, em cinco agências diferentes. Até este sábado haviam sido localizados 17. Também foi recolhido neste domingo, R$1.700 em dinheiro e um cheque no valor de R$600. Os envelopes e o dinheiro serão encaminhados para a Polícia Civil.
saiba mais

De acordo com o cabo da PM, Vanderlei Pereira Junior, a ação foi descoberta depois que o cliente de um banco percebeu algo errado no caixa. Os bandidos usavam um dispositivo para furtar os envelopes com dinheiro depositado por clientes em caixas eletrônicos.
Na primeira agência na qual foi identificado o dispositivo, ele foi encontrado em todas as máquinas. “Quando ele tentou efetuar um depósito não recebeu o comprovante e chamou a polícia”, acrescentou o PM.
A Polícia Militar informou que este tipo de crime tem se tornado comum na cidade e orientou para que os clientes que se sentirem lesados procurem suas agências

Fonte G1  http://t.co/Fbuqp6JM

sábado, 19 de novembro de 2011

GANGUE DOS EMPRÉSTIMOS NO RIO - Quadrilha do golpe do falso empréstimo tinha movimentação financeira intensa

POR MARIA INEZ MAGALHÃES
Rio - A movimentação financeira de integrantes da quadrilha do golpe do falso empréstimo, presa quinta-feira pela Delegacia de Defraudações, era tão intensa que um deles chegou a depositar em uma semana mais de R$ 12 mil. Outro teve a conta bloqueada por movimentação atípica. Nesta sexta-feira, pelo menos, 10 vítimas procuraram a Defraudações.

Eles são do bando de João Carlos Moura Filho líder do grupo e fundador da empresa falsa Alfa Rio Créditos. Ele e 16 pessoas foram presas na operação. Três estão foragidas. O grupo exigia pagamento de taxas para empréstimo, mas não davam o crédito e nem devolviam o dinheiro depositado. A negociação era feita pelo celular. Segundo a polícia, em cinco anos, o bando teria movimentado R$ 2 milhões.

Fotos: Reproduções e Alexandre Vieira / Agência O Dia

De acordo com as investigações, Keila Cristina de Oliveira Mota, que disse ser manicure com renda mensal de R$ 100, teria movimentado de 7 a 14 de fevereiro desse ano R$ 12.220 mil. Ela emprestava a conta bancária para o bando. Outro membro do grupo Sérgio Pimentel da Silva teve a conta bloqueada devido aos constantes depósitos das vítimas. Para liberar a conta, ele, que também foi preso, teve de comprovar a movimentação. Para isso, João teria viabilizado comprovantes de renda e notas fiscais.

Melhor amiga de Keila, Andréa Maria de Fátima Ferreira da Silva, uma das que negociavam as taxas com as vítimas pelo celular, atendia os telefonemas como Andréa Oliveira dos Santos. Segundo a polícia, com este nome abriu conta que utilizava para os depósitos realizados pelas vítimas, conseguiu ainda talões de cheque, cartão de crédito, telefone e fez várias compras. Ela se apresentava tembém pelo telefone como Ana Carolina, Fernanda e Rafaela.

A quadrilha contava ainda com os fornecedores de cheques conseguidos de forma ilícita. O principal dele era Robson da Silva, conhecido também como Binha e apontado pela polícia como repceptador de cheques. De acordo com as investigações, apenas em julho ele recebeu cerca de 20 telefonemas de pessoas querendo comprar talões ou folhas de cheques. Numa das escutas autorizadas pela Justiça Binha oferece seis talões por R$ 450. O esquema montado por Binha é chamado de ‘disque-venda de cheques’

 Fonte O Dia http://odia.ig.com.br/portal/rio/html/2011/11/quadrilha_do_golpe_do_falso_emprestimo_tinha_movimentacao_financeira_intensa_207204.html

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

BANDA PODRE : Prisão de Nem: Polícia Federal vai investigar policiais civis

 OAB suspende por 90 dias advogados que estavam com bandido

Gustavo Goulart
Elenilce Bottari
Marcelo Gomes


RIO - A Polícia Federal vai instaurar inquéritos para investigar a suposta prática de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro por parte dos policiais civis e advogados envolvidos na tumultuada prisão do traficante Nem, na semana passada. Serão investigados o delegado da 82ª DP (Maricá), Roberto Gomes Nunes, o inspetor Mussi, da mesma delegacia, e o inspetor Figueiredo, da Subchefia Operacional da Polícia Civil. Eles tentaram levar o bandido para a 15ª DP (Gávea), e não para a sede da PF, como queriam os PMs do Batalhão de Choque que prenderam o traficante.

O inquérito da PF vai correr paralelamente ao aberto pela Corregedoria da Polícia Civil para apurar o caso. Semana passada, o delegado Fernando Veloso, subchefe operacional da Polícia, afirmou que havia uma negociação com os advogados de Nem para que ele se entregasse.

Punição vai de advertência a expulsão
O Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio (OAB-RJ) suspendeu preventivamente na quinta-feira os três advogados flagrados levando o traficante. Os 60 integrantes do tribunal foram unânimes na decisão, que impede o exercício da profissão pelo prazo de 90 dias. Segundo o vice-presidente da OAB-RJ, Sérgio Fisher, os três estão sendo submetidos a um processo disciplinar pelo conselho pleno da entidade, que decidirá a punição a ser aplicada a eles. Ela vai de uma advertência até a expulsão dos quadros da entidade.

O conselho é formado por 80 pessoas que estão analisando cada caso. Fisher informou que se o processo administrativo não tiver sido concluído em 90 dias a suspensão é encerrada.

— Nenhum deles mandou representantes para o tribunal. Agora, eles têm direito a ampla defesa, que poderá ser feita durante o processo administrativo — explicou o vice-presidente da OAB-RJ.

Dos três, o único que está em liberdade é André Luís Soares Cruz, que se apresentou como cônsul honorário da República Democrática do Congo e foi autuado na Polícia Federal por favorecimento pessoal. Seu pai, Demóstenes Cruz e Luiz Carlos Cavalcante Azenha (advogado de Nem) estão presos em Bangu 8 por corrupção ativa.

O presidente do Conselho Nacional dos Peritos Judiciais, José Ricardo Rocha Bandeira, decidiu suspender André Cruz e Demóstenes Cruz dos cargos de diretor jurídico e auxiliar jurídico, respectivamente.

Traficante no Fórum atrai oficiais de Justiça
A passagem do traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, pela 38 Vara Criminal na última quarta-feira, para ser citado num processo em que é acusado de associação para o crime e o tráfico, provocou uma correria entre oficiais de Justiça. Eles aproveitaram para intimar o bandido em outros seis processos.

Alguns dos dez processos que tramitam na Justiça contra o traficante estavam suspensos, como prevê a lei quando o réu está foragido. Em dois casos, os juízes marcaram audiência de instrução e julgamento ainda este mês.

Para juiz, conduta de Nem é "inaceitável e repugnante"
Em todos os processos, o traficante é apontado como o chefe do tráfico na Rocinha.

Na sentença em que condenou o bandido a oito anos e quatro meses de prisão por associação para o crime, o juiz Luiz Márcio Victor Alves Pereira, da 33ª Vara Criminal, afirmou que a conduta social de Nem é "inaceitável e repugnante, com ampla repercussão negativa nas imprensas nacional e internacional, comprometendo a imagem da cidade e gerando a subversão do estado democrático de direito".

Nem também foi condenado em outro processo, que tramitou na 9ª Vara Criminal, pelo juiz Luciano Silva Barreto, a sete anos de reclusão, em julho de 2010. A sentença foi confirmada pelo Tribunal de Justiça

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prisao-de-nem-pf-vai-investigar-policiais-civis-3265135#ixzz1e3Dej6U9 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

FRAUDE NA COHAB - Polícia apura envolvimento de prefeita de Ribeirão Preto em fraude

Por ARARIPE CASTILHO

A Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP) investiga se a prefeita Dárcy Vera (PSD) está envolvida num suposto esquema de fraude na distribuição de casas populares por meio da Cohap-RP (Companhia Habitacional Regional da cidade).

A acusação contra Dárcy foi feita pela suspeita de estelionato por "vender" essas casas a Marta Aparecida Mobiglia, 45.

De olho em 2012, prefeita de Ribeirão Preto retoma ações populares

Ela afirmou nesta quarta-feira à polícia que entregava dinheiro referente à comercialização das residências para um mensageiro da prefeita.

Silva Junior/Folhapress

Dárcy Vera, prefeita de Ribeirão Preto, nega envolvimento em suposta fraude

Dárcy negou as acusações e convocou uma entrevista coletiva para se defender no final da tarde desta quarta-feira. 

 Marta é uma das investigadas por prometer, mediante pagamento de até R$ 3.000, que era capaz de "furar" o sorteio das casas do conjunto Paulo Gomes Romeu, construído pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de SP).

A Cohab-RP era responsável por fazer o cadastro das pessoas interessadas e organizar os sorteios.

Segundo a advogada de Marta, Máira Ferreira Teles, sua cliente disse à polícia que documentos e todo o dinheiro arrecadado com a fraude eram entregues a um motoqueiro, que seria um mensageiro de Dárcy.

"Ela afirmou que o contato [com a Dárcy] foi por meio da irmã da prefeita [Marli Vera, conhecida como Chaveirinho]", disse Teles.

DENÚNCIA 
 O caso começou a ser investigado há uma semana, quando Marta e uma segunda suspeita, Maria Rosa Lopes Ferreira, 57, foram parar na delegacia após denúncia de membros do Conselho Municipal da Habitação e do jornal "A Cidade".

Após a denúncia, a polícia começou a apurar se havia participação de funcionários da Cohab --comandada pelo PMDB em Ribeirão desde que Dárcy assumiu a prefeitura, em 2009.

Além de Marta, o delegado responsável pelo caso, Marcelo Velludo, deve ouvir nesta quinta-feira a segunda suspeita.

Procurado pela Folha, Velludo confirmou ter ouvido o depoimento de Marta, mas não quis comentar o conteúdo das declarações da investigada. 

 "Eu sou o presidente do inquérito e, se esse conteúdo vazou, não foi pelas minhas mãos. O que eu posso dizer é que o depoimento da Marta realmente foi colhido", afirmou sobre o fato de Dárcy já ter recebido as declarações.

OUTRO LADO
No final da tarde, Dárcy chamou os jornalistas para desmentir as afirmações da mulher que a acusou.

A prefeita afirmou nunca ter falado com a investigada e que não é a primeira vez que "usam" seu nome para cometer irregularidades.

Ela disse ainda que está à disposição da polícia para a investigação.

"Sou a maior interessada em que tudo isso seja muito bem investigado e que se descubra a verdade. Estou muito tranquila quanto a isso", afirmou Darcy. 

 Ela concedeu a entrevista diante de uma mesa cheia de fitas de vídeo que ela disse serem as filmagens de todos os sorteios de casas em seu governo.

O presidente da Cohab-RP, Sílvio Martins --ex-vereador do PMDB indicado ao cargo pelo deputado Baleia Rossi--, acompanhou a prefeita durante a coletiva. 

 Ele afirmou que até agora não há indício de prova sobre o envolvimento do poder público no caso.

A assessoria de Dárcy disse que ela soube do depoimento da mulher à polícia por meio de "fontes"

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

BANDA PODRE - Beltrame diz que Nem pode ajudar a elucidar casos de corrupção policial #Rocinha

Traficante foi preso no dia 1º, às vésperas da Operação Choque de Paz.
Secretário não descarta oferecer medida judicial para obter informações.
 Do G1 RJ, com informações do Bom Dia Brasil

                    



O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse, na manhã desta segunda-feira (14), que o depoimento do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, pode ser uma "oportunidade importantíssima" para elucidar casos de corrupção envolvendo policiais civis e militares. Beltrame falou nesta manhã em entrevista ao Bom Dia Brasil e não descarta o oferecimento de alguma medida judicial para que Nem contribua com a Justiça e a polícia. O traficante é apontado como o chefe do tráfico na Rocinha e está preso desde o dia 1º de novembro em Bangu 1.
Para o secretário a Operação de Choque foi "um trabalho de inteligência e não de guerra".

Movimentação na Rocinha
Nesta manhã, a movimentação na Rocinha é normal. No Largo do Boiadeiro, é grande o número de pessoas que saem de casa para trabalhar. Policiais permanecem no local, distribuídos pelos principais acessos à comunidade. As escolas seguem fechadas e só devem reabrir na quarta-feira (16).
O trabalho de revista dos moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, que foi interrompido durante a noite, foi retomado nesta manhã. A polícia também faz a varredura nessas comunidades, à procura de traficantes, drogas e armas. Segundo Beltrame, por se tratar de uma área muito grande, ainda há muitos pontos a serem vasculhados. Mesmo após a prisão de Nem, a polícia acredita que cerca de 200 criminosos ainda podem estar escondidos na Rocinha.
"É no mínimo temerário dizer que não tem mais ninguém naquele lugar. E o objetivo da polícia estar num lugar desse de uma forma maciça é exatamente no sentido de identificar estas pessoas ou qualquer outro equipamento criminoso que eles, por ventura, eles possam ter”, disse Beltrame.
Durante o primeiro dia de ocupação nas três comunidades, a polícia prendeu quatro pessoas, apreendeu 20 pistolas, 15 fuzis, duas espingardas e uma submetralhadora, além de 20 rojões e três granadas, segundo balanço da operação Choque de Paz, que visa instalar a 19ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na região.
Um homem foi preso na noite deste domingo (13) suspeito de tentar subornar policiais civis durante uma revista em uma residência na Rocinha, na Zona Sul do Rio. Ainda de acordo com a polícia, ao ser perguntado sobre celulares encontrados com mensagens de pedidos de entrega de drogas, o suspeito ofereceu R$ 3 mil para tentar subornar os policiais.
Armas e ossadas


Foram localizados também 112 kg de maconha, 80 tabletes de maconha, 60 quilos de pasta base de cocaína, 145 trouxinhas de maconha e 14 tabletes de cocaína, além de máquinas caça-níqueis, bombas artesanais, uma farda do Exército e uma camisa da Polícia Civil.
Parte do armamento encontrado estava enterrada em uma viela da Rocinha. Em dois dos fuzis, o desenho de um coelho, apelido do traficante preso dias antes tentando fugir da favela. Anderson Mendonça foi preso com outros quatro comparsas. Eles estavam sendo escoltados por policiais civis, um ex-policial militar e um PM reformado, que também foram capturados.
PMs e policiais federais acharam com a ajuda de cães farejadores ossadas enterradas no alto da favela do Vidigal. Eles receberam informações de moradores.

Favelas tomadas após 2 horas e sem disparos
A retomada das favelas pelas forças de segurança começou por volta de 4h. A ação durou 2 horas e não houve troca de tiros. A megaoperação reúniu 3 mil homens das polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal, além de 194 fuzileiros navais, 18 veículos blindados, 4 helicópteros da PM e 3 da Polícia Civil. Os helicópteros jogaram panfletos com números de telefones para denúncias.



O Batalhão de Operações Especiais (Bope) estudou durante vários dias os detalhes do terreno a ser reconquistado, numa estratégia para evitar vítimas e para agir a qualquer ação dos traficantes. O apareato reúnia três tipos de blindados da Marinha: o Clamf, o maior e mais pesado, com 23 toneladas; o M113, menor e mais ágil; e o Piranha, que anda sobre rodas. (Veja vídeo ao lado)
Cerca de 300 homens do Bope entraram na Rocinha por seis acessos importantes da comunidade: Via Ápia, Terreirão, Roupa Suja, Estrada da Gávea, Laboriaux e Um Nove Nove, além de dezenas de pontos na mata. As favelas do Vidigal e Chácara do Céu foram retomadas por 800 policiais do Batalhão de Choque. Depois, foi a vez das outras forças de segurança entrarem em ação.


Outros 1,3 mil homens se espalharam por toda a cidade. Foram montados bloqueios nas principais saídas do Rio. O comando da operação não permitiu que os policiais usassem mochilas no interior das favelas, em uma tentativa de impedir saques aos moradores como houve no Complexo do Alemão.
Na Rocinha, homens do Bope usaram um trator para recolher motos roubadas que tinham sido abandonadas na rua. No Vidigal, colchões queimados e óleo jogado na pista, além de lixo e uma televisão, foram alguns dos obstáculos usados por criminosos para tentar impedir a retomada do território (Veja vídeo acima).
Às 6h08, pouco mais de duas horas depois do início da operação, segundo a Secretaria de Segurança, o território de 840 mil m2 da Rocinha e os 70 mil moradores estavam livres do domínio dos traficantes.


No início da tarde, as bandeiras do Brasil e do estado do Rio de Janeiro eram hasteadas nas favelas do Vidigal e da Rocinha para oficializar a retomada do território. No Vidigal, a informação é de que 160 homens do Batalhão de Choque vão permanecer na comunidade até que a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) seja implantada.
O secretário de Segurança disse que a partir de agora é o estado que controla uma área dominada ha décadas pelo crime organizado." O dia de hoje iniciamos a segunda fase de um trabalho que começou no inicio deste mês", disse. "Esse trabalho começou e não tem data para encerrar. É a libertação do jugo do fuzil", completou.
O governador Sérgio Cabral comemorou o resultado da operação. “Hoje é um dia histórico de mais um capítulo na paz do Rio de Janeiro”, disse. “Graças a unidade, a união das forças públicas que trabalharam por um bem comum", completou.
A polícia pede ainda que a população continue colaborando, dando informações sobre criminosos, armas e drogas escondidos nas favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu. "Denunciem e ajudem. A população pode ligar para o Disque-Denúncia (2253-1177) ou para o 190 para nos ajudar a localizar criminosos, armas e drogas. Permaneceremos nas comunidades por tempo indeterminado", frisou o chefe de Estado Maior Operacional da Polícia Militar.
Rocinha - dados - raio x - 13/11 (Foto: Editoria de arte/G1)

 
Fonte G1 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/11/beltrame-diz-que-nem-pode-ajudar-elucidar-casos-de-corrupcao-policial.html

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CASO DO ROTWEILLER DE PIRACICABA - Cão arrastado por quarteirões em SP, Lobo teve a pata amputada

MARÍLIA ROCHA
DE CAMPINAS
 
O rottweiler Lobo, arrastado pelo carro do dono por vários quarteirões na última quarta-feira (2), teve uma das patas dianteiras amputadas nesta segunda-feira. Ele perdeu muito sangue e teve rompimento no tendão depois do acidente, em Piracicaba (160 km de São Paulo). 
Dono diz que rottweiler foi arrastado por acidente

O cão permanece em observação na clínica e sob os cuidados da ONG Vira-Lata Vira-Vida. A presidente da ONG, Miriam Miranda, contou que aplicaram células tronco no cão para acelerar a recuperação do membro, mas o sangue já não estava circulando no local.

Segundo ela, Lobo está calmo e, assim que se recuperar dos ferimentos, passará por um programa de inclusão que a ONG oferece a animais amputados.

"A prioridade é a recuperação dele. Queremos que o caso seja esclarecido, mas sem linchamento de ninguém", disse Miranda. 

 Segundo o depoimento de dois jovens à Polícia Civil, depois que avisaram o motorista do carro que o animal estava no chão, ele afirmou ser o dono do animal, mas disse que não o queria mais. Após desamarrar a corda que prendia Lobo ao carro, o proprietário foi embora.

O mecânico Claudio César Messias, dono do rottweiler, disse à polícia que o cão pulou do carro sem que ele notasse. Messias afirmou ainda que, quando parou o carro, achou que o animal estava morto e ficou nervoso, por isso saiu do local.

Miriam Miranda-03nov2011/Divulgação

Cachorro ferido após ser arrastado por carro em Piracicaba


ACIDENTE  Um dia depois de o rottweiler ser socorrido, o dono dele, Cláudio César Messias, disse à polícia que tudo foi um acidente.

Segundo Messias, o cão caiu do carro e, quando os dois jovens avisaram sobre o que estava acontecendo, ele achou que o animal havia morrido, por isso ficou nervoso e deixou o local.

A delegacia ainda apura as circunstâncias do acidente.

O presidente da Sociedade Piracicabana de Proteção aos Animais, Luis Américo Chittolina, afirmou que o proprietário do animal pode ser responsabilizado pelos danos e lembrou que a legislação prevê multa e até prisão de agressores. 

sábado, 5 de novembro de 2011

GOLPE DO CHEQUE ALTERADO - Engenheira dá queixa em delegacia sobre fraude em loja de sucos no Leblon

RIO - Um golpe de R$ 6 mil virou caso de polícia na 14ª DP (Leblon). Uma engenheira moradora do bairro, que preferiu não se identificar, prestou queixa depois de constatar que um cheque no valor de R$ 14 foi descontado no último dia 31 como se valesse R$ 6 mil. Ao conferir o número do documento, percebeu que o cheque tinha sido usado no pagamento de uma entrega feita pela lanchonete Bibi Sucos, que fica na Avenida Ataulfo de Paiva.
Ao reclamar sobre a fraude com o banco de que é cliente, a engenheira foi informada de que o mesmo cheque havia sido clonado e identificado pela agência numa nova tentativa de troca, dessa vez, no valor de R$ 14 mil. De acordo com a vítima, ela já conseguiu recuperar o valor descontado.
- No mesmo dia em que fui ao banco para tentar estornar o cheque, um senhor fazia a mesma queixa, contra o mesmo estabelecimento, sobre um cheque de R$ 40 que foi descontado com um valor muito maior - relembrou a engenheira.
A delegada Alessandra Leal, da 14ª DP, confirmou o caso, mas não quis adiantar detalhes da investigação. Procurado na sexta-feira pelo GLOBO, o Bibi Sucos alegou não ter localizado um responsável para comentar a acusação.