Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador Ricardo Teixeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ricardo Teixeira. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de abril de 2012

CORRUPÇÃO NA FIFA - Cartolas da Fifa deram calote na própria entidade presidida por Blatter no caso ISL

Ricardo Teixeira e João Havelange, segundo a BBC, estariam envolvidos no esquema 
.
Jamil Chade - Estadão.com.br
.
GENEBRA
– Os cartolas que receberam propinas da ISL deram um calote na propria Fifa e geraram prejuizos milionários à entidade, usando contas em Andorra e também na Suíça. Essa é a conclusão que a Justiça suíça apresentou a politicos europeus, em audiência ocorrida no dia 4 de março e que nesta segunda-feira teve seu conteúdo revelado. O caso, segundo a rede britânica BBC e o jornal Tages Anzeiger, envolve o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o ex-presidente da Fifa, João Havelange. 

Segundo os investigadores suíços, que se recusam a dar os nomes dos envolvidos abertamente, os cartolas que receberam a propina obtiveram os recursos como forma de influenciar decisões sobre contratos de TV. O dinheiro depois deveria voltar aos cofres da Fifa, no valor dos contratos. Mas a entidade jamais viu esses recursos.

A conclusão faz parte de um relatório publicado nesta segunda-feira pelo Conselho da Europa, órgão político que reúne os países do Velho Continente e que decidiu se debruçar sobre a corrupção na Fifa. O Conselho não poupa críticas ao presidente da entidade, Joseph Blatter, alertando que seria impossível que ele não soubesse do pagamento de propinas.

Thomas Hildbrand, procurador suiço que investigou o caso, aceitou testemunhar diante dos políticos. Mas evitou dar a nacionalidade dos envolvidos nem os nomes dos implicados, algo que permanece sob sigilo da Justiça. Segundo ele, um deles recebeu pelo menos 12,7 milhões de francos suíços. Esse cartola seria um "membro sul-americano da Fifa" e na época presidente de uma federação de um país sul-americano. Entre 1992 e 1997, ele recebeu US$ 12,7 milhões. Ele ainda recebeu valores entre 1998 e 2000.

Outro cartola ainda recebeu pagamentos no valor de 1,5 milhão de francos suíços, sempre dos cofres da ISL. No caso, esse seria um membro "senior" da Fifa.

O documento traz pela primeira vez a lista dos depósitos e valores, inclusive com suas datas. Segundo o relatório, comissões foram pagas a alguns cartolas para que eles influenciassem para quem os contratos de TV seriam dados, principalmente para a Copa de 2002.

Ainda segundo Hildbrand, um dos cartolas, identificado por ele apenas como "pessoa H" recebeu mais de 12,5 milhões de francos suíços para fazer esse trabalho. "Os pagamentos feitos ao longo dos anos eram destinados a usar sua influência dentro da Fifa para que relações contratuais ocorressem entre Fifa e a Sports Holding AG, para que então ele subsequentemente influenciasse a conclusão de contratos, como presidente de uma Associação de Futebol de um país sul-americano", declarou.

"A pessoa acusada, o senhor H, se enriqueceu pelo montante de pagamentos de comissões aceitas e que não foram repassadas, como era seu dever em faze-lo, enquanto a Fifa foi prejudicada pelo mesmo montante", explicou o procurador.

Os pagamentos seguiram caminhos nada evidentes. Passaram por Liechteinstein e Ilhas Virgens Britânicas. Só entre 1999 2001, mais de 36 milhões de francos foram transferidos.

ANDORRA
O procurador ainda relata como parte do dinheiro chegava ao cartola condenado. A ISL depositava seu dinheiro em Andorra e uma pessoa no principado retirava o volume em dinheiro também e redepositava em nome do senhor H e de seu filho, inclusive em contas na Suíça. Três da quatro contas para qual esse dinheiro chegou estão em nom6e de seus filhos.

Antes da Copa de 2002, o Brasil jogou um amistoso justamente contra Andorra, em pleno principado onde o futebol é ignorado. "Ele manteve (o dinheiro) para si mesmo e omitiu informações à Fifa e não os repassou à entidade", alertou o procurador sobre o cartola envolvido. A mesma conclusão é feita sobre o outro cartola, denominado apenas como "pessoa E."

Para o Conselho, não há como Blatter não saber do que ocorria. "O sr. Blatter foi diretor técnico da Fifa entre 1975 e 1981, secretário-geral entre 1981 e 1988 e presidente desde então. Já que a Fifa sabia do volume significativo pago a seus membros, é dificil imaginar que o Sr. Blatter não soubesse disso", alertou, indicando que é "extraordinario" o fato de Blatter não ter tornado público essas informações, ou levado essas pessoas aos tribunais para garantir que a Fifa fosse reparada em seus prejuízos.

terça-feira, 27 de março de 2012

APOSENTADORIA - Ricardo Teixeira terá pensão por tempo de serviço até 2030

Por Rodrigo Mattos

 O ex-presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local), Ricardo Teixeira, terá direito a uma aposentadoria anual da Fifa até os 82 anos. O cartola renunciou ao cargo no Comitê-Executivo da entidade na semana passada, após desistir de seus cargos de dirigente no Brasil.
.
A saída foi para se afastar da suspeita de receber propina no caso ISL, maior escândalo de corrupção do futebol.

Mas isso não o impedirá de receber a aposentadoria, assim como ocorreu com Jack Warner, que também renunciou após caso de corrupção.
Relatório financeiro da Fifa de 2010 diz: "Um pagamento anual será feito para todos os membros do Comitê-Executivo de longo tempo de serviço que se aposentarem a partir de 2005". É preciso ficar oito anos no comitê para ter direito à pensão. O benefício é válido pelo período máximo de anos que o cartola serviu a entidade --e começa no ano seguinte à saída.

Eraldo Peres - 31.nov.2011/Associated Press
Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF, entidade que dirigia desde 1989
Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF

Fonte Folha

sábado, 24 de março de 2012

TRANSFERÊNCIA ELEITORAL FRAUDULENTA - Luxemburgo é condenado a um ano e meio de prisão

NELSON BARROS NETO
DE SÃO PAULO
.
A Justiça Eleitoral do Tocantins publicou nesta sexta-feira sentença que condena o técnico do Grêmio, Vanderlei Luxemburgo, a um ano e seis meses de reclusão. Mas a pena foi substituída pela prestação de serviços à comunidade no mesmo período, além do pagamento de cem salários mínimos.

A decisão do juiz Gilson Coelho Valadares, da 29ª Zona Eleitoral, da capital Palmas, ainda torna o ex-treinador da seleção brasileira inelegível por oito anos.

O crime de Luxemburgo foi o previsto no artigo 289 do Código Eleitoral, que fala sobre transferência eleitoral fraudulenta, e poderia chegar a cinco anos de reclusão.

Para transferir o seu domicílio eleitoral para a cidade, onde pretendia concorrer nas eleições seguintes, o técnico apresentou em 12 de dezembro de 2008 ao Cartório Eleitoral de Palmas uma declaração de que residia há três meses na capital tocantinense. Porém, não conseguiu provar isso e o documento --público-- foi considerado falso.

A ação havia sido proposta pelo promotor Cesar Roberto Simoni de Freitas, do Ministério Público Eleitoral do Tocantins, no dia 31 de maio de 2010.

Procurado pela Folha, o Grêmio informou, via assessoria de imprensa, que se trata de assunto de cunho pessoal do seu treinador. Luxemburgo não foi encontrado.

Cabe recurso ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Lucas Uebel-23.fev.2012/Divulgação/Grêmio

Luxemburgo (dir.) é apresentado no Grêmio ao lado do presidente Paulo Odone


NO PASSADO

No início dos anos 2000, o relatório final da CPI do Futebol apontou que o técnico Vanderlei Luxemburgo tinha rendimentos maiores do que seus salários em clubes e na seleção. A Comissão fez devassa no futebol brasileiro em 2000, sendo o treinador e o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, dois de seus principais alvos.

Sobre o técnico, ficou comprovada a diferença entre o dinheiro que ele movimentou e o que declarou à Receita Federal.

Em uma das investigações, o treinador afirmou ter dado cheque de R$ 200 mil para Edmundo. Na ocasião, afirmou que fez empréstimo ao jogador. Não era, porém, um dos cheques cobrados pelo atacante, pois foi usado em 1998.

Na Comissão, Renata Moura Alves, que se dizia ex-funcionária do treinador, afirmou que ele recebia comissões por indicar atletas em clubes. Negadas por Luxemburgo, as acusações nunca foram comprovadas.

Mas a CPI constatou que o treinador recebeu R$ 18,9 milhões em suas contas, de 1995 a 1999. Nesses anos, foram declarados só R$ 8,5 milhões.

Depois, o Ministério Público Federal moveu ação criminal por sonegação fiscal contra o treinador. Ele admitiu a dívida, evitando uma punição. Agora está pagando o débito.

Outro processo movido por procuradores contra o treinador foi por falsidade ideológica, já que tinha duas certidões de nascimento. A ação também foi extinta. Luxemburgo mudou seu nome de Wanderley para Vanderlei e alterou sua data de nascimento.

Fonte Folha    

quarta-feira, 14 de março de 2012

CORRUPÇÃO - No caso ISL Ricardo Teixeira era 'laranja' de João Havelange

Ex-presidente da CBF alegaria, se o escândalo viesse à tona, que recebeu propina para repassar ao ex-sogro

Jamil Chade - O Estado de S.Paulo

GENEBRA
- O esquema de pagamentos de propinas na Suíça pela empresa ISL e que, segundo a rede britânica BBC, envolve diretamente Ricardo Teixeira foi criado como forma de garantir um salário paralelo para o então presidente da Fifa, João Havelange.

Veja também:
Fifa confirma encontro de Joseph Blatter com Dilma Rousseff nesta sexta-feira
Ronaldo deve dirigir COL e Dilma se reunirá com Blatter




Tasso Marcelo/AE
Ricardo Teixeira renuciou da CBF após 23 anos no poder 

Essa é a versão que o ex-presidente da CBF - renunciou anteontem e deixou José Maria Marin no cargo - usaria caso o escândalo viesse a público. Pessoas próximas a Teixeira na Europa dizem que ele alega que nem sequer era membro da Fifa na época e que, apesar de ter recebido o dinheiro, os fundos, na realidade, eram dirigidos para Havelange.


Sua defesa, porém, contrasta com as suspeitas de que os dólares eram um suborno para a cúpula do esporte brasileiro, com a finalidade de garantir contratos para empresas. Para a Justiça suíça, o propinoduto foi criado pela ISL e pela Fifa ainda nos anos 80 e movimentou, até 2001, cerca de US$ 140 milhões (R$ 252 milhões).

Os investigadores consideram que a empresa fazia bem mais do que vender direitos da Copa. Era o próprio banco privado da Fifa, com a diferença de que não precisava passar por nenhum controle.

A polêmica envolvendo a ISL se transformou na principal ameaça para Ricardo Teixeira no exterior e também dentro da Fifa. O atual presidente da entidade, Joseph Blatter, depois de anos pagando advogados para conseguir manter os documentos em sigilo absoluto, passou a usar o escândalo para fragilizar e pressionar o dirigente brasileiro, que se tornou seu desafeto ao apoiar a candidatura de Mohammed Bin Hammam, do Catar, à presidência na eleição do ano passado.

Agora, com sua saída, a Fifa poderá até mesmo publicar os documentos. Mas não abrirá investigações, já que se trata de um caso envolvendo um ex-membro.

No COI, que também havia aberto uma investigação contra Havelange, o comitê de ética também chegaria à conclusão de que o brasileiro teria de ser expulso. Dias antes da decisão, Havelange alegou problemas de saúde e renunciou ao cargo que exercia na entidade. 

Um tribunal do Cantão de Zug, na Suíça, abriu o caso e concluiu, em 2010, que “dois membros estrangeiros’’ da Fifa haviam de fato recebido subornos da ISL nos anos 90. Documentos obtidos pelo Estado mostram, ainda, que esses dois estrangeiros admitiram diante do tribunal o recebimento do dinheiro. Mas ambos optaram por pagar as multas estipuladas e devolver parte do que haviam ganhado em troca do arquivamento do processo e a manutenção dos detalhes em total sigilo. Segundo a BBC, essas pessoas são Teixeira e Havelange. 

O Estado apurou que Teixeira já se preparava para a divulgação dos documentos e montava sua defesa, baseada justamente na alegação de que o dinheiro não era para ele, mas sim para seu ex-sogro. Segundo sua própria tese, ele seria apenas um “laranja’’ de Havelange.

A justificativa do ex-presidente da CBF era de que Havelange, nos anos 80 e início dos 90, decidiu receber de forma extraoficial os recursos, já que, como presidente da Fifa, não ganhava um salário propriamente dito. A forma de garantir uma renda maior, segundo essas pessoas com bom trânsito com Teixeira, foi criar um canal de propinas entre a empresa que comercializava os direitos de tevê da entidade e a cúpula da organização. 

Fraude descoberta. O sistema, porém, acabou perpetuado e foi descoberto, dentro da entidade, por causa de um erro daqueles que pagavam o suborno. No dia 3 de março de 1997, funcionários do setor de contabilidade da Fifa, em Zurique, foram surpreendidos com o depósito de US$ 1,5 milhão (R$ 2,7 milhões) na conta da entidade. O dinheiro vinha da ISL. Não entenderam a transação e chamaram o chefe da divisão de finanças. Ele também não sabia do que se tratava. 

Naquele mesmo dia, uma reunião foi convocada com a presença do então secretário-geral da entidade, Joseph Blatter, hoje presidente. O cartola suíço não hesitou e ordenou aos funcionários da Fifa que transferissem o dinheiro imediatamente para a conta pessoal de seu chefe, o brasileiro João Havelange, sob o nome de Renford Investments. O caso, aparentemente, estava resolvido. O problema é que a informação sobre a propina já havia sido vazada. 

Fontes em Zurique confirmam que foi esse erro no depósito da ISL que abriu a primeira brecha para o vazamento. 

Transparência. Hoje, na Suíça, o acesso aos documentos de Teixeira se transformou em uma batalha pela transparência do Poder Judiciário no país. Quatro jornais abriram processos para ter acesso oficial ao material. Além dos meios suíços, a BBC é o outro veículo de comunicação que iniciou o processo e também obteve o direito de ter acesso aos arquivos. 

A promotoria do Cantão de Zug sugeriu que poderia abrir o processo, com a condição de que apenas dois nomes fossem revelados - o de Teixeira e o de Havelange. Todos os demais ficariam ainda mantidos em sigilo.

Os cinco meios de comunicação aceitaram o acordo. A Corte de Zug então deu seu sinal verde para a revelação do teor das investigações. Mas as partes envolvidas apelaram e, agora, o caso aguarda uma decisão do Tribunal Superior, em Lausanne.

Fonte Estadão

terça-feira, 13 de março de 2012

RENUNCIOU - Ricardo Teixeira renuncia à presidência da CBF e do COL

José Maria Marin leu a carta de renúncia do dirigente, que ficou no cargo por 23 anos

Por Maurício Fonseca


Ricardo Teixeira deixa o comando da CBF após 23 anos e dois mesesArquivo


Veja também
Ricardo Teixeira na CBF: 23 anos de títulos e polêmicas
Os altos e baixos da Era Ricardo Teixeira na CBF
Ex-vice de Maluf, Marin ficou conhecido no episódio da medalha embolsada
Aldo diz que governo continuará colaborando para a realização da Copa
Romário diz que saída de Teixeira extirpa ‘câncer do futebol’
Imprensa internacional destaca renúncia de Teixeira da CBF

 RIO - Ricardo Teixeira não é mais presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nem do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014. A carta de renúncia dos dois cargos foi lida nesta segunda-feira pelo presidente em exercício da CBF, José Maria Marin, que vai assumir as duas funções. A notícia surpreendeu porque quatro dias atrás Teixeira tinha pedido licença da CBF por 60 dias, alegando problemas de saúde. Teixeira ocupou a presidência da CBF por 23 anos e dois meses, desde janeiro de 1989. Nesses anos a seleção brasileira conquistou as Copas do Mundo de 1994 e 2002 e o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa de 2014, mas o presidente foi alvo de suspeitas de corrupção e de contrabando (no episódio conhecido como “voo da muamba”, quando a seleção regressou dos Estados Unidos, em 1994, com o tetracampeonato mundial). Durante os seus anos de mandato, o Brasil ainda conquistou as Copas das Confederações de 1997, 2005 e 2009 e as Copas Américas de 1989, 1997, 1999, 2004 e 2007.

Durante o anúncio da renúncia, na sede da CBF, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, estavam presentes quase todos os presidentes das federações. "Deixo definitivamente a presidência da CBF com a sensação de dever cumprido", diz um trecho da carta de despedida de Teixeira. "Presidir paixões não é uma tarefa fácil. Futebol em nosso país é associado a duas imagens: talento e desorganização. Quando ganhamos, exaltam o talento. Quando perdemos, a desorganização. Fiz o que estava ao meu alcance. Renunciei à saúde. Fui criticado nas derrotas e subvalorizado nas vitórias", prossegue o texto.

Os únicos dirigentes que não estiveram presentes na CBF foram os presidentes das federações gaúcha, Francisco Noveleto, baiana, Edinaldo Rodrigues, e fluminense, Rubens Lopes, que, no entanto, enviou um representante. Os três lideravam um movimento contrário a entrada de Marin no lugar de Teixeira, mas o diretor jurídico da entidade, Carlos Eugênio Lopes, disse que foi cumprido o estatuto, que determina que o vice-presidente da CBF mais velho assuma no lugar do presidente.

Após a renúncia de Teixeira, todos os diretores da CBF, entre eles o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, colocaram seus cargos à disposição e foram imediatamente reconduzidos por Marin. O mandato do dirigente vai até o fim da Copa de 2014 e, conforme Marin disse na coletiva, será de continuidade.

- É uma continuidade ao estupendo trabalho que Ricardo Teixeira realizou na CBF - afirmou.

Durante a coletiva, Marin foi questionado sobre o episódio em que pegou uma medalha durante a premiação do Corinthians campeão da Copa São Paulo de Juniores em janeiro e se irritou.

- Acho ridícula essa história. Sou um homem público há anos. Fui vereador, senador, governador, presidente da Federação Paulista, vasculharam a minha vida e nunca encontraram nada de erraado na minha vida - disse Marin, que confundiu o nome dos craques ao falar sobre o trabalho no COL.

- Vou continuar trabalhando com o nosso Fenômeno Romário, Ronaldo Nazário, aliás.

Na quinta-feira passada Teixeira tinha pedido licença da presidência da CBF e deixado Marín, o mais velho (79 anos) de seus cinco vice-presidentes, interinamente no cargo. Pouco antes do carnaval, período em que a CBF esteve de recesso, ele viajou para Miami, no Sul dos Estados Unidos, onde tem casa. Enquanto esteve fora cresciam rumores de que ele se afastaria da presidência da CBF. Os boatos foram motivados por novas denúncias de corrupção contra o dirigente, por conta de investigações sobre superfaturamento no amistoso entre as seleções de Brasil e Portugal em Brasília, em 2008. Teriam surgido indícios de que a empresa envolvida na promoção do amistoso, a Ailanto, da qual o presidente do Barcelona, Sandro Rossel, é sócio, passara cheques para Ricardo Teixeira, assinados por Vanessa Precht, uma das sócias da companhia. Em março de 2009, segundo denúncia do jornal "Folha de São Paulo", Vanessa firmou contrato para arrendar a fazenda de Teixeira em Piraí, município do interior fluminense, em nome de uma empresa subsidiária da Ailanto. A descoberta dos cheques nominais levou a polícia a concluir que existe um vínculo entre Teixeira e a Ailanto, acrescentou o jornal. O amistoso em Brasília custou R$ 8,5 milhões aos cofres públicos.

Em resposta a essas e outras denúncias de corrupção, a CBF, em comunicado oficial, afirmou: "O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, bem como todos os membros de sua família, tem sua situação tributário-fiscal devidamente regularizada, nada devendo ao fisco federal, estadual e municipal, sendo certo que todos os seus bens e propriedades estão devidamente declarados perante as repartições competentes". Na mesma ocasião, também por nota, a entidade rebatia as suspeitas de que Teixeira não voltaria de Miami. "O presidente Ricardo Teixeira retomará as atividades que constam da sua agenda de trabalho na CBF após o carnaval", garantia a CBF.

Boatos e costuras políticas

No final de fevereiro, de volta às suas atividades no comando do futebol brasileiro, Teixeira convocou os presidentes de federações por email para uma assembleia geral extraordinária na mesma data e hora de uma reunião previamente marcada por opositores para discutir a sucessão na presidência da CBF. Teixeira agiu rapidamente para abafar um movimento que era capitaneado pelos presidentes das federações do Rio, Rubens Lopes, Bahia, Ednaldo Rodrigues, e Rio Grande do Sul, Francisco Novelletto, que contavam com a renúncia dele e já articulavam para indicar seu sucessor. Os três tentavam evitar que, com a possível renúncia, José Maria Marín, ligado à Federação Paulista, assumisse.

A pauta do encontro marcado por Teixeira não foi divulgada. Apenas foi informado que trataria de "assuntos de interesse da entidade e suas filiadas". Durante quase cinco horas, no centro empresarial Rio Office Park, na Barra da Tijuca, onde fica a sede da CBF, 27 presidentes de federação ficaram reunidos. E quem apostava que o dirigente se afastaria naquele dia acabou se decepcionando.

— O presidente Ricardo Teixeira recebeu apoio total e irrestrito das 27 federações para continuar seu mandato. Em nenhum momento a saída dele da presidência da CBF foi sequer cogitada — disse Rubens Lopes, o Rubinho, presidente da Federação do Rio, espantosamente “situacionista” após o encontro.

Rubinho, que era um dos que contestavam o estatuto no ítem que diz respeito à sucessão em caso de renúncia do presidente, presidiu a assembléia e foi escolhido como porta-voz das federações. Na reunião, ficou decido que o estatuto seria cumprido e que, em caso de ausência do presidente, assumiria o vice indicado por Teixeira. No caso, Marin, exatamente o que o grupo que contestava o estatuto queria impedir.

— O estatuto será cumprido. Havia algumas dúvidas que foram esclarecidas — disse o dirigente carioca na ocasião, em 1º de março.

Sobrevida política

A reunião começou às 15 horas e terminou depois das 18h. Por volta das 16h, quatro garotos, integrantes da Frente Nacional dos Torcedores, fizeram um protesto contra Ricardo Teixeira em frente à sede da CBF. Eles chegaram a abrir um faixa verde e amarela com os dizeres "Fora Ricardo Teixeira". Também entoaram palavras de ordem. O protesto durou poucos minutos, pois a segurança do centro empresarial chegou rapidamente e levou o quarteto para fora do espaço. Não houve tumulto.

O que Ricardo Teixeira quis mostrar com aquele espisódio é que continuava como o cacique do futebol brasileiro. Como conseguiu o que queria, decidiu então tirar licença para tratar da saúde. Na terça-feira, dois dias antes da reunião, ele teria sentido dores na perna direita — onde teve implantada uma placa, após cair do cavalo, em 1998. E se submeteria a exames nesta semana.

— Todos sabem que Ricardo Teixeira tem um problema de diverticulite. Ele fará novos exames. Pode ser que ele nem precise se afastar, que o tratamento seja apenas com remédios. Ele pode se afastar por até 180 dias. Está no estatuto — disse Mauro Carmélio, presidente da Federação do Ceará e ricardista juramentado, que acabou dando com a lingua nos dentes. — Talvez ele tenha que fazer exames complementares no exterior.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/ricardo-teixeira-renuncia-presidencia-da-cbf-do-col-4287813#ixzz1ozjAkDub

sexta-feira, 9 de março de 2012

LICENÇA MÉDICA - Ricardo Teixeira pede licença da CBF


Ricardo Teixeira pede licença da CBF, diz presidente da Federação Paulista
Marco Polo Del Nero confirma afastamento do dirigente do comando da entidade. José Marin foi indicado para assumir o cargo interinamente

 Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro

Ricardo Teixeira pede licença (Foto: Getty Images)

Por conta de problemas de saúde, Ricardo Teixeira pediu licença da presidência da CBF na tarde desta quinta-feira. O dirigente, que chegou a comparecer à sede do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, na Barra da Tijuca, na parte da manhã, preferiu se desligar do cargo na confederação para se dedicar aos cuidados médicos de que necessita.

A informação foi confirmada pelo presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero. O dirigente informou ainda que José Maria Marin foi indicado por Teixeira para assumir o cargo de forma interina.

- Quando se está com a saúde ruim é preciso cuidar dela. Ele pediu licença e indicou o José Maria Marin para ficar em seu lugar - disse Del Nero por telefone.

O pedido de licença, de acordo com o presidente da Federação Gaúcha, Francisco Noveletto, foi enviado às federações através de um comunicado interno da CBF. Os presidentes dos 27 estados receberam via fax a informação do afastamento de Teixeira do comando da entidade. A indicação de Marin à presidência é por tempo indeterminado. Quem também confirmou ter recebido o mail foi Paulo Schettino, presidente da Federação Mineira de Futebol.

Teixeira pode tirar no máximo três licenças da CBF por ano, totalizando 180 dias - cada licença pode ter no máximo 60 dias. No ano passado, o dirigente se ausentou do cargo ao ser internado para tratar de uma diverticulite (processo inflamatório e infeccioso do divertículo - bolsas circulares da parede do colón que têm ligação com o intestino grosso).

VEJA TAMBEMTeixeira é internado no RJ com diverticuliteCBF estuda rodízio entre vice-presidentes
 Na semana passada, na Assembleia Geral Extraordinária, que aconteceu na sede da CBF, na Barra da Tijuca, alguns dirigentes pediram a Teixeira que fizesse um revezamento entre os vice-presidentes da entidade enquanto estivesse fora do cargo para cuidar da saúde.

Atualmente, a CBF conta com cinco vice-presidentes, cada um representando uma região do país: Fábio Marcel Nogueira (Sul), Fernando José Macieira Sarney (Norte), Marco Antonio de M. Ferreira (Nordeste), Weber Magalhães (Centro-Oeste) e José Maria Marín (Sudoeste).

Antes da Assembleia Geral na semana passada, Teixeira passou mal durante uma reunião na sede da CBF e, com dificuldades para se locomover, teve que deixar o prédio, com dores na perna. Após a reunião, o presidente da federação cearense, Mauro Carmélio, confirmou que o presidente passaria por uma bateria de exames e poderia se licenciar do cargo, o que se confirmou nesta quinta-feira.

Fonte G1    

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

EM BOCA RATTON - Conheça o refúgio milionário de Ricardo Teixeira nos Estados Unidos

Presidente da CBF escolhe mansão de R$ 2 milhões para se refugiar em meio a denúncias e possibilidade de renúncia
A entrada do condomínio de luxo no qual Teixeira tem uma mansão avaliada em R$ 2 milhões
(Foto: Fernando Santos)
Fernando Santos
Em Boca Raton (EUA)

A escolha parece ter sido feita a dedo. Entre as cidades de Boca Raton e Palm Beach, próxima a Miami, Ricardo Teixeira se refugia num condomínio de alto luxo com acesso pela sugestiva Champion Boulevard.

É uma mansão cercada por um exclusivo campo de golfe o abrigo americano do presidente da CBF. Na última sexta-feira, ele voou para lá, quando deixou o Brasil em meio a denúncia de um depósito milionário na conta de sua filha de 11 anos e notícias cada vez mais intensas de que, acuado e perdendo poder político, deixaria o seu cargo no comando do futebol brasileiro.

E MAIS:
- Teixeira tem sala em seu nome no aeroporto de Boca Raton
- CBF: rebeldes ameaçam barrar mudança estaturária
- Em contra-ataque, Teixeira marca Assembleia na CBF
- Permanência de Teixeira surpreende federações rebeldes
- Aliados de Teixeira não veem problema em depósito de Rosell
- Por CBF, Lopes pode até peitar Teixeira

O cartola estava, pelo menos até segunda-feira, numa casa luxuosa no número 5896 da Vintage Oaks Circle, que fica dentro do condomínio The Polo Club. Este é um de dois endereços registrados na Florida em nome de Ricardo Terra Teixeira, 64 anos, nascido em 20 de junho de 1947, exatamente como consta nos documentos pessoais do dirigente.

O outro endereço é uma sala no aeroporto para jatinhos particulares de Boca Raton, segundo documento público obtido pelo LANCENET! através da empresa de rastreamento de dados Intelius, sediada em Washington, a capital americana (leia na página ao lado). De acordo com esse documento, a mansão de Teixeira está avaliada em US$ 1.177.542 (R$ 2,017 milhões) Ela não está registrada em nome do dirigente. O proprietário é a empresa Joio Properties Lic. No registro público, porém, consta se tratar do “endereço” de Teixeira.

Refúgio fica em área que até praias são privativas (Foto: Fernando Santos)
A mansão tem 1.324,36 metros quadrados. Só a garagem tem 227,38 metros quadrados. São três quartos e quatro banheiros. A casa foi construída em 1997, quando foi comprada pela Globul Anstalt por US$ 924.400 (R$ 1,8 milhão em valores da época). Em 1 de março de 2001, a Joio Properties Lic. comprou a mansão por US$ 800 mil (R$ 1,6 milhão em calores da poca), o que corresponde a uma desvalorização em uma área onde a tendência é sempre de alta.

O condomínio The Polo Club é um entre pelo menos dez na região de Boca Raton que mantém o mesmo estilo: casas luxuosíssimas em volta de um exclusivo campo de golfe.

No caso do The Polo Club, o campo para os golfistas fica logo à direita da portaria de entrada. Bem ao lado fica o Palm City Polo, um centro de equitação, que é uma das paixões do dirigente e de sua filha.

Segundo anunciou a CBF na semana passada, Teixeira negou a renúncia imediata e prometeu retornar a suas atividades na entidade “após o Carnaval”. Certamente, com saudades de um local exclusivo e para poucos endinheirados.

RESIDÊNCIA É SEDE DE EMPRESA
A casa onde Teixeira está também é sede de uma empresa que o dirigente abriu em 20 de janeiro em sociedade com sua mulher, Ana Carolina Wigand Pessanha Rodrigues. De acordo com reportagem da “Folha de S.Paulo” publicada sábado, o número 5896 da Vintage Oaks Circle está registrado como sede da Kronos Capital Investiments. A empresa de Teixeira, segundo registro público, tem como objetivo “fazer todo e qualquer negócio dentro da lei”. O registro da casa, porém, é residencial, e não comercial.

DIRIGENTE ATENDE O INTERFONE DA MANSÃO
Ricardo Teixeira atendeu o interfone na manhã de segunda no condomínio The Polo Club, na ligação feita pelo segurança para o número 5896 da Vintage Oaks Circle.

A reportagem do LANCENET! chegou ao local por volta de 10h. O segurança confirmou o endereço e pediu a identificação do visitante para liberar a entrada.

Em seguida, o segurança ligou para o endereço de Teixeira, que disse não estar esperando ninguém naquele momento.

Como Teixeira se recusa a falar com o LANCENET! há vários anos, sem explicar denúncias feitas pelo Diário e outros órgãos de imprensa, a reportagem não insistiu em falar com o dirigente. Apenas questionou o segurança:

– Neste endereço mora uma pessoa chamada Ricardo Teixeira?

– Sim, foi ele quem atendeu a ligação – respondeu o segurança.

Em seguida, a reportagem pediu para fotografar a entrada do condomínio e o campo de golfe que fica logo à direita da portaria. O segurança não se opôs:

– Por mim, não há problema.

Porém, após alguns cliques já dentro do condomínio, dois seguranças num veículo da frota interna determinaram à reportagem do LANCENET! que deixasse o local.

Fonte LANCENET http://www.lancenet.com.br/minuto/Exclusivo-refugio-milionario-Ricardo-Teixeira_0_650934909.html#ixzz1n6qevKkN

domingo, 19 de fevereiro de 2012

DISPUTADA - CBF tem caixa de R$ 230 mi para gastar

Faturamento anual da entidade que rege o futebol brasileiro chega a R$ 173 milhões
.
O Estado de S.Paulo.
RIO - A boa saúde financeira da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pode ser um dos motivos que levaram dirigentes de federações a brigar pela sucessão de Ricardo Teixeira, nessa semana de turbulência no futebol.
O balanço da CBF, a ser publicado nos próximos dias, indica que a entidade tem em caixa R$ 230 milhões para livre uso. O faturamento anual chega a R$ 173 milhões. Entre os bens, constam um avião, um helicóptero e um terreno na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, avaliado em R$ 44 milhões.
Toda essa fartura, segundo alta fonte do futebol, teria provocado a cobiça de alguns dirigentes de federações estaduais que não estão alinhados com Teixeira.
O presidente da CBF, antes de anunciar a sua permanência no comando da entidade, teria detectado um movimento dos cartolas para a sua queda. E até por isso resolveu fazer mistério sobre o seu futuro. Quis ter a certeza de quem estava do seu lado e quem remava contra.
Quando se sentiu fortalecido, com apoio explícito de alguns governadores, deputados, dirigentes de algumas federações e de empresários ligados ao futebol, Teixeira voou para Miami para passar alguns dias com a família.
Diante das denúncias publicadas na imprensa nos últimos dias, que apontam problemas com suas empresas, Teixeira se defendeu com um lacônico comunicado no site oficial da entidade que diz: "O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, bem como todos os membros de sua família, tem sua situação tributário fiscal devidamente regularizada, nada devendo ao fisco federal, estadual e municipal, sendo certo que todos os seus bens e propriedades estão devidamente declarados perante as repartições competentes."
Apesar do comunicado, segundo fontes do futebol, a Polícia Federal estaria acompanhando os passos do presidente da CBF. Nos próximos dias, os que apoiam Teixeira deverão se manifestar publicamente. Na avaliação de seus aliados, o cartola ganhou força.

Fonte Estadao

sábado, 18 de fevereiro de 2012

MANSÃO NOS EUA - Ricardo Teixeira tem empresa com sede em Miami

Por Filipe Coutinho

Há um mês, o presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014), Ricardo Teixeira, montou na Flórida, nos Estados Unidos, uma empresa, sediada numa mansão, para investir dinheiro fora do Brasil.

VEJA TAMBEM
O dirigente viajou na sexta-feira para a Flórida. A abertura da empresa, a Kronos Capital Investiments, indica que, enquanto ele discutia uma saída do Brasil, já preparava a estrutura burocrática para viver fora do país.

OUTRO LADO
A assessoria de imprensa de Ricardo Teixeira disse ontem que o cartola não deu informações sobre a abertura de empresa e tampouco se irá morar fora do Brasil.
Segundo a assessoria, ele visita a Flórida com frequência há mais de 20 anos, mas vai a um local diferente de onde fica sediada a empresa. Além disso, reafirma que os negócios do dirigente são declarados à Receita Federal.

Reprodução Google
Imagem do Google com a casa (em destaque) em que funciona a empresa do cartola em Delray Beach
Imagem do Google com a casa (em destaque) em que funciona a empresa do cartola em Delray Beach

Fonte Folha
   

DESISTIU DE PEDIR PRA SAIR - Ricardo Teixeira diz que fica na CBF

Apesar de rumores, Ricardo Teixeira diz que fica na CBF

Cartola viajou para Miami em semana com notícias de que ia se desligar da entidade

Rio - Após uma semana de rumores, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, divulgou uma nota nesta sexta-feira informando que “retomará as atividades que constam da sua agenda de trabalho na CBF após o Carnaval”. Nesta sexta-feira, o cartola viajou para Miami.
Foto: 03_RicardoTeixeira_575.jpg
Segunda a nota da CBF , Ricardo Teixeira no cargo | Foto: Divulgação
Ainda no site da oficial da CBF, a instituição defendeu o cartola de acusações.

“O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, bem como todos os membros de sua família, tem sua situação tributário-fiscal devidamente regularizada, nada devendo ao fisco federal, estadual e municipal, sendo certo que todos os seus bens e propriedades estão devidamente declarados perante as repartições competentes”, diz a nota.

Fonte O Dia
   

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

CORRUPÇÃO - Ricardo Teixeira manobra para apagar vínculos com caso ISL



Ricardo Teixeira é suspeito de receber propinas da empresa de marketing ISL nos anos 1990
Foto: Getty Images
 
Sob pressão para deixar o cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira já age nos bastidores para apagar seus vínculos com o caso ISL, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo. A publicação afirma que o dirigente fez alterações em sua principal empresa, a RLJ Participações: excluiu a ex-mulher Lúcia Havelange da sociedade por meio de medida judicial. Com isso, extinguiu sua ligação indireta com João Havelange, ex-presidente da Fifa e que, junto a Teixeira, é um dos suspeitos de receber propina da empresa de marketing ISL, parceira da Fifa nos anos 1990.

» Veja fotos das obras e o que falta para os estádios da Copa de 2014

Outra manobra de Teixeira, segundo a Folha, foi alterar a divisão acionária da RLJ: passou a ter 75% e deixou a empresa Sanud Establissement com apenas 25%, além de transformar a companhia em uma sociedade por ações fechadas. Com a composição societária da empresa em sigilo, o nome de Teixeira não aparecerá mais associado à Sanud - que, segundo a emissora britânica BBC, foi a intermediária das propinas de R$ 9,5 milhões ao dirigente. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, ameaça desde o ano passado divulgar os documentos do caso ISL, o que incriminaria Teixeira e Havelange, de acordo com a BBC.
Fonte Terra

AGONIA DE UM ADEUS - Sandro Rossel depositou na conta da filha de Ricardo Teixeira

Por Juca Kfouri

Sandro Rossel depositou R$ 3.800.000 na conta de Antônia Wigand Teixeira, numa agência do Bradesco, a de número 6592-7, na avenida América, Barra da Tijuca, no dia 22 de junho do ano passado.
Rossel é sócio da Alianto, a empresa que recebeu R$ 9 milhões do governo de Brasília, sem licitação, pelo amistoso da Seleção Brasileira contra Portugal, em 2008.
A Alianto foi também dona da VSV Agropecuária, que tinha sede na fazenda de Teixeira em Piraí, interior do Rio, e cuja sócia, a secretária de Rossel, Vanessa Precht, emitiu cheques em nome do cartola da CBF segundo apurou a Polícia Civil em Brasília.
Rossel, atual presidente do Barcelona e ex-presidente da Nike no país quando a empresa passou a ser a fornecedora da CBF, é também sócio da mulher de Ricardo Teixeira, Ana Carolina na WTrade, cuja sede fica num shopping center, o Città America, na Barra da Tijuca, no Rio.
Uma razões para anunciada saída de Teixeira da CBF e ida para Miami é examente a filha Antônia que, aos 11 anos, tem ouvido comentários desagradáveis sobre o pai na escola, no Rio.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

TUDO EM FAMÍLIA - Encostado na CBF, tio de Teixeira recebia quase R$ 1 milhão por ano

Por Sérgio Rangel

Sem poder na CBF há mais de cinco anos, Marco Antonio Teixeira --tio de Ricardo Teixeira-- ganhava cerca de R$ 1 milhão por ano da entidade, que é privada. Ele recebia R$ 88.070,04 mensais.


Eduardo Knapp- 07.mar.2002/Folhapress

Marco Antonio Teixeira, em hotel em Cuiabá

O salário de Marco Antonio, que era secretário-geral da confederação, consta na rescisão de contratado, feita no início do mês e à qual a reportagem teve acesso.

Ele passou a ser figura decorativa na CBF depois da Copa-2006.Teixeira descobriu que Marco Antonio estava articulando nos bastidores para tentar ficar em seu lugar. O presidente da CBF não aprovou também a escolha de Weggis, na Suíça, para a seleção se preparar para o Mundial da Alemanha. O time fez seus treinos lá por opção do ex-secretário-geral.

Fonte Folha

SUPERFATURAMENTO - Ricardo Teixeira recebeu de suspeita, diz polícia

Por Filipe Coutinho, Julio Wiziack e Rodrigo Mattos

Cheques de R$ 10 mil ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, emitidos por Vanessa Precht, uma das sócias da Ailanto, empresa suspeita de ter superfaturado um amistoso da seleção, foram encontrados pela Polícia Civil em Brasília.

Um contrato entre Vanessa e Teixeira, de março de 2009, estabelece um arrendamento da fazenda dele, em Piraí, a cerca de 80 km do Rio, para a sócia da Ailanto.

Com a descoberta dos cheques nominais emitidos por Vanessa, a polícia concluiu que há um vínculo entre Teixeira e a Ailanto, que organizou o amistoso da seleção contra Portugal, em 2008. O jogo foi bancado por R$ 8,5 milhões em dinheiro público.
OUTRO LADO
Por meio de sua assessoria de imprensa, Ricardo Teixeira afirmou que o contrato de arrendamento de suas terras para Vanessa não tem vínculo com o amistoso entre a seleção brasileira e Portugal. Questionada sobre os cheques dela para o dirigente, a assessoria afirmou que todo negócio da cessão de terras foi "legal e declarado no Imposto de Renda".

Segundo a assessoria, a CBF não tem relação com o amistoso de Portugal porque este havia sido cedido à Ambev, patrocinadora da entidade que tem direito a uma partida anual. A Ambev recebeu R$ 1,5 milhão dos organizadores da partida, segundo a CBF, em janeiro de 2009."A confederação não recebeu um centavo pela partida", afirmou a assessoria.

Por meio de sua secretária, o advogado de Vanessa Precht, Demian Guedes, voltou a dizer que sua cliente não se pronunciaria sobre questões sobre o amistoso.Mais uma vez, ninguém atendeu os telefones da Ailanto, com sede na Barra da Tijuca, no Rio.
Fonte FOlha

VAI SAIR, FINALMENTE - Federações já costuram sucessor de Ricardo Teixeira

Nome mais indicado é o do vice-presidente da Região Centro-Oeste, Weber Magalhães
 .
Sílvio Barsetti - estadão.com.br
.
RIO - Os indícios de que Ricardo Teixeira deve deixar a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até o carnaval – pediria licença ou renunciaria – deflagrou um movimento de federações estaduais em busca de um nome que pudesse substitui-lo.

Veja também:
Fifa faz silêncio oficial, mas Blatter ri da crise
Teixeira não desmente boatos de sua saída 




 Fábio Motta/AE
Weber Magalhães, à esquerda, e Teixeira

Há em curso uma articulação de algumas dessas entidades para que o atual vice-presidente da CBF da Região Centro-Oeste, Weber Magalhães, ocupe o cargo se Teixeira realmente deixar a confederação.

Não tolerariam o nome de José Maria Marin, vice da Região Sudeste e, pelo estatuto da CBF, o indicado à vaga por ser o mais velho entre todos os cinco vices. Weber Magalhães presidiu a Federação Brasiliense de Futebol de 1996 a 2004 e chefiou a delegação brasileira na Copa do Mundo de 2002, na Coreia do Sul e Japão. É homem de confiança de Teixeira, para quem trabalhou como assessor parlamentar entre 1989 e 1992 em Brasília.

Ouvido nesta quarta-feira à noite pelo estadão.com.br, durante a festa de aniversário de seu pai, que completou 91 anos, Magalhães se disse triste com a possibilidade de Teixeira deixar a presidência da CBF. “Ele é um dirigente vitorioso, conseguiu dois Mundiais para o Brasil, e sempre sonhou com uma nova Copa no País.”

Cauteloso, contou que as federações receberam com surpresa a demissão de Marco Antonio Teixeira da secretaria-geral da CBF, na semana passada. Marco Antonio é tio de Ricardo Teixeira e nas últimas duas décadas era o elo da entidade com as federações estaduais.

Técnico legislativo do Senado Federal e formado em educação física, Weber Magalhães, de 53 anos, seria o terceiro vice, por idade, em condições de assumir a CBF em caso de desligamento de Teixeira. Depois de Marin, o mais velho é Fernando Sarney, de 57 anos. O filho do presidente do Senado, José Sarney, é vice-presidente da Região Norte.

Para chegar ao cargo, Weber Magalhães dependeria da convocação de uma assembleia-geral, o que pode ser feito pela maioria das 27 federações a qualquer momento. “Tenho uma grande amizade com os presidentes de federação. Sempre os recebi muito bem aqui em Brasília”, disse. “O futebol está na minha veia há mais de três décadas”, acrescentou Weber, que foi preparador físico de seleções do Distrito Federal, técnico de futebol do Brasília e atuou como atleta amador pelo Gama e Guará.

CONTRA PAULISTASEle já está há oito anos na vice-presidência da CBF. Tem bom trânsito também com Luiz Felipe Scolari, técnico campeão do mundo em 2002. “Quando estamos juntos, sempre lembramos daquela campanha na Coreia e Japão.”

Embora Weber Magalhães não confirme contato com federações, pelo menos três presidentes dessas entidades já iniciaram um movimento de apoio ao brasiliense. A resistência ao nome de José Marin teria conotação política movida por uma disposição de não deixar a Confederação Brasileira de Futebol sob comando de dirigentes paulistas.

“O Andres Sanchez (diretor de seleções) é voz forte na CBF, o Marco Polo del Nero (presidente da Federação Paulista) está associado ao Marin na possível nova empreitada. E eles já têm o Reinaldo Carneiro Bastos (vice da Federação Paulista) como a pessoa que toca a Série B do Brasileiro. É preciso brecar isso”, disse ao estadão.com.br o presidente de uma dessas federações, que esteve no Rio. Ele pediu anonimato.
Fonte Estadão

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

SUPERFATURAMENTO - Fazenda de Ricardo Teixeira abrigou empresa de acusados de superfaturar jogo

Por Sérgio Rangel

Um documento revela que uma fazenda do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, é o elo entre o dirigente e a Ailanto Marketing. Essa empresa é investigada por superfaturar o amistoso da seleção brasileira contra Portugal em 2008.
Segundo o documento obtido pela reportagem, por 26 meses, a Ailanto foi dona de uma outra empresa (a VSV Agropecuária Empreendimentos Ltda) que tinha como endereço uma fazenda de Ricardo Teixeira, na estrada Hugo Portugal, 13.330, em Piraí, a 80 km do Rio.
Teixeira sempre negou relacionamento com a Ailanto, que recebeu R$ 9 milhões do governo do Distrito Federal para organizar o jogo contra Portugal. O presidente da CBF alegava que o amistoso era responsabilidade da Ailanto. Por isso, dizia que não poderia responder sobre as suspeitas.

OUTRO LADO
Agora, por meio de sua assessoria de imprensa, Ricardo Teixeira informou que a ligação da VSV Agropecuária Empreendimentos Ltda com a sua fazenda "é legal". De acordo com o dirigente, a relação dele com a empresa, que tem a Ailanto como sócia, foi declarada em seu Imposto de Renda.
Uma das sócias da Ailanto Marketing Ltda e da VSV, Vanessa Precht não foi localizada. O advogado Demian Guedes, que representa Vanessa, disse, por meio de sua secretária, que não estava autorizado a fazer comentários sobre a empresa. A Folha ligou para três telefones da empresária e não conseguiu contato. Foi deixado recado para Vanessa na sua casa, mas ela não respondeu.
Nos telefones registrados em nome da Ailanto, ninguém foi localizado.

Cecília Acioli/Folhapress
A fazenda do presidente da CBF em Piraí, interior do Rio
A fazenda do presidente da CBF em Piraí, interior do Rio
Fonte Folha 
   

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

SELEÇÃO ESTRANGEIRA - Brasil, desde 2002, apenas 8 de 62 amistosos foram no País

CBF desbota a seleção: desde 2002, apenas oito de 62 amistosos foram no Brasil

esFoto: Arte.
Lucas Calil
A CBF divulgou ontem o calendário de amistosos da seleção para o primeiro semestre de 2012. E pelo menos até junho, como já acontece há anos, a equipe canarinho ficará afastada do público brasileiro. Nenhuma das cinco partidas anunciadas será no país. E o time de Mano Menezes só fará um clássico contra um adversário do primeiro escalão: a Argentina, em 9 de junho, nos Estados Unidos. O primeiro adversário é a Bósnia e Herzegovina, em 28 de fevereiro, na Suíça.

É comum, nos últimos anos, que a seleção brasileira faça a grande maioria de seus jogos amistosos longe do Brasil. Desde 2002, por exemplo, das 62 partidas amistosas da equipe, em apenas oito (13%) os pentacampeões mundiais atuaram em casa. Nesse período, a CBF não economizou nas visitas à Inglaterra — 13 amistosos — e à Ásia, sobretudo ao lucrativo Oriente Médio — sete confrontos. Desde 2007, até a cidade de Doha, no Qatar, assistiu ao vivo a mais exibições do Brasil que os torcedores brasileiros, no estádio.

Acordo complica jogos
De acordo com a assessoria de imprensa da CBF, o que dificulta a realização de amistosos da seleção no Brasil — a Kentaro, empresa suíça, é a responsável pela organização dos jogos — é um estatuto acordado entre a Fifa e a Uefa que só autoriza, anualmente, um amistoso fora da Europa e de localidades a até cinco horas de voo do continente. Os clubes europeus estão autorizados a vetar a apresentação de jogadores convocados a um amistoso que não obedeça a essa regra.

Só que esse acerto permite ajustes. Não vale para as férias do calendário europeu e, dependendo do jogo, a CBF consegue convencer as equipes a liberar as estrelas — antecipando a reapresentação dos atletas. Assim, o Brasil conseguiu jogar no México, no Gabão e no Qatar — em três continentes diferentes — nos últimos amistosos de 2011.

Sem vida fácil nos confrontos
Fora a Argentina, o Brasil só enfrentará equipes abaixo do décimo lugar no ranking da Fifa. Mas também não vai encarar adversários sem expressão alguma. A começar pela Bósnia, que perdeu a vaga na Copa do Mundo de 2010 em uma repescagem duríssima com Portugal e conta com jogadores como o atacante Dzeko, do Manchester City, e o jovem Pjanic, do Roma.

Depois, em 26 de maio, em Hamburgo, na Alemanha, a seleção pegará a Dinamarca — de quem ganhou por 3 a 2 nas quartas de final da Copa do Mundo de 1998, na França. Na sequência, os demais jogos serão nos Estados Unidos: contra os donos da casa, em 30 ou 31 de maio, em cidade ainda não definida; contra o México, em Dallas, em 3 de junho; e, finalmente, contra os argentinos no estado de Nova Jersey.

Questionada sobre a ausência de potências do futebol como adversários, como a Itália e a campeã mundial Espanha, a assessoria da CBF afirmou que a entidade encontrou dificuldades para encaixar jogos contra esses países por causa da preparação para a Eurocopa, que acontece entre junho e julho na Ucrânia e na Polônia. Para o segundo semestre, aumentam as chances de encontrar rivais mais consagrados.

A entidade adiantou, ainda, que é muito provável que haja amistosos no Brasil no segundo semestre. A Fifa reservou mais seis datas para jogos entre países de agosto a dezembro


Fonte Extra http://extra.globo.com/esporte/cbf-desbota-selecao-desde-2002-apenas-oito-de-62-amistosos-foram-no-brasil-3655832.html#ixzz1jKkNtZTd 

domingo, 18 de dezembro de 2011

#COPA2014 - Blatter esquece ISL e detona preparação do Brasil para a Copa

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, bateram pesado, neste sábado, na preparação do Brasil para a Copa do Mundo de 2014.

Veja mais sobre a Copa-2014

"A Fifa está preocupada", afirmou Blatter em Tóquio, após reunião do Comitê-Executivo da entidade. O cartola disse ter recebido boas informações sobre o ritmo de construção dos estádios, mas não de obras de infraestrutura e transporte.  
Valcke, que já fez outras vezes esse tipo de crítica, declarou no Japão: "Claramente o Brasil não está num estágio muito avançado". O secretário-geral da entidade já havia afirmado que "o trânsito de São Paulo é um pesadelo", que "viajar no Brasil não é fácil" e que "sair do aeroporto leva meio dia".


Kim Kyung-Hoon/Reuters

Joseph Blatter (dir.), presidente da Fifa, e Jérôme Valcke, secretário geral da Fifa, durante entrevista em Tóquio 

Na reunião do Comitê-Executivo realizada no Japão por causa do Mundial de Clubes, os dirigentes da Fifa deixaram de lado os recentes casos de corrupção da entidade.

Havia a expectativa, criada pelo próprio Blatter, de que os "papéis da ISL" fossem revelados no Japão, o que acabou não ocorrendo. Os documentos tratam da falência da ISL, ex-parceira de marketing da Fifa, e mostram que cartolas receberam US$ 100 milhões em subornos.

Blatter voltou a dizer no sábado que "medidas judiciais tomadas por uma das partes" impediram que os papéis fossem tornados públicos. A abertura dos documentos poderia implicar Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do COL, e João Havelange, ex-presidente da Fifa.

Os dirigentes brasileiros acreditam que Blatter recuou por medo de represálias. Sábado, no Japão, o presidente da Fifa pediu que os outros casos de corrupção que atingiram a entidade neste ano "sejam esquecidos".

"Temos que enfrentar as coisas com otimismo", declarou Blatter. "Não podemos ficar olhando para o passado e nos lamentando". O cartola admitiu que o maior erro cometido neste ano foi decidir, de forma conjunta, onde seriam os Mundiais de 2018 e 2022 --pleitos vencidos por Rússia e Qatar. "Mas isso ficou no passado"

sábado, 17 de dezembro de 2011

COPA 2014 - @Fifa critica Dilma por falta de garantias para a Copa

LEONARDO LOURENÇO
RODRIGO BUENO
ENVIADOS ESPECIAIS A YOKOHAMA


O Comitê Executivo da Fifa se reuniu pela última vez no ano neste sábado, em Tóquio, e, apesar de um informe positivo sobre o andamento dos estádios no Brasil, houve críticas na máxima entidade do futebol ao governo brasileiro por não dar ainda as garantias necessárias para a Copa do Mundo de 2014. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi incumbido pessoalmente de tratar do tema. 
veja tambem Globo da Bahia vira parceira de arena da Copa
Veja o especial da Copa-2014


Kim Kyung-Hoon/Reuters

Joseph Blatter (dir.), presidente da Fifa, e Jérôme Valcke, secretário geral da Fifa, durante entrevista em Tóquio

Como já havia sido anunciado, não foram revelados na reunião deste sábado os nomes dos dirigentes suspeitos de terem recebido propina da falida agência de marleting ISL.

Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014, e João Havelange, ex-presidente da Fifa, estão entre os suspeitos. Até para atender promessa de Blatter, o Executivo se comprometeu a divulgar os nomes dos envolvidos assim que forem superadas questões legais.

No encontro a Fifa ratificou que os Mundiais de Clubes de 2013 e 2014 acontecerão no Marrocos. A edição de 2012 será disputada no Japão, assim como ocorre neste ano


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

CORRUPÇÃO - Após adiamento, Fifa diz ainda querer divulgar dossiê contra Teixeira e Havelange

RODRIGO MATTOS
DE SÃO PAULO
SÉRGIO RANGEL
DO RIO 

A Fifa recuou da decisão de divulgar os documentos do escândalo de corrupção da ISL em dezembro.

A medida dá sobrevida aos presidentes da CBF, Ricardo Teixeira, e de honra da entidade máxima do futebol, João Havelange, supostamente envolvidos no caso. Ambos estão ameaçados de expulsão da Fifa se for comprovado que receberam subornos.



A disputa faz parte de guerra aberta no organismo máximo do futebol mundial, em racha entre o presidente Joseph Blatter e os brasileiros.


De bengala, Havelange se cala, mas é reverenciado no Rio
Fora do COI, Havelange recebe elogios de Nuzman



Em comunicado, o dirigente suíço afirmou que "medidas legais foram tomadas por uma das partes envolvidas" no caso e impediram a revelação dos documentos.

Mas a Fifa não explicou qual foi a ação que barrou a divulgação. A Folha apurou que, para o presidente da CBF, não houve nenhuma medida legal: Blatter recuou com medo de represália.

Explica-se: os papéis tratam da falência da ISL, ex-parceira de marketing da Fifa nos anos 90. Eles mostram que cartolas receberam US$ 100 milhões em propinas.
De acordo com a BBC, Havelange é apontado como receptor de US$ 1 milhão. Teixeira, de US$ 9,5 milhões.

O processo que reúne os documentos da ISL tornou-se sigiloso em acordo da Fifa e de dois de seus dirigentes que admitiram à Justiça suíça terem recebido suborno. Jornalistas pediram em ações, ainda em julgamento, a abertura do caso. Nesses processos, os dois cartolas são chamados de Z e B2 para se manterem o anônimos. Para a BBC, são Havelange e Teixeira.

Ou seja, só poderia partir deles a ação para impedir a divulgação dos documentos. Nos processos movidos por jornalistas, não houve nova medida judicial. Mas pode ter sido obtida uma nova liminar pelos cartolas anônimos.

"Blatter era o secretário-geral da Fifa na época da ISL. Era o gerente. Pode ter vários motivos para não publicar [os documentos]", lembrou o jornalista e advogado Jean Fraçois Tanda, um dos que pede à Justiça acesso ao processo.

Além disso, Havelange e Teixeira têm ameaçado, veladamente, Blatter de revidar com denúncias contra ele.

O presidente da Fifa, porém, afirma querer revelar os documentos. "Eu continuo plenamente comprometido em publicar os arquivos assim que possível, como parte das muitas reformas da Fifa, que incluem lidar com o passado e preparar a estruturação futura da entidade", explicou o dirigente, em nota.

Ele informou que os advogados da Fifa estão estudando formas de superar essas barreiras jurídicas.

É verdade que Blatter também tem motivos para divulgar os documentos. Com eles públicos, poderia expulsar do Comitê-Executivo Ricardo Teixeira, seu maior inimigo.
Ainda daria seriedade ao seu plano de livrar a imagem da Fifa da mancha da corrupção.

Mas não foi ele quem forneceu os documentos ao COI (Comitê Olímpico Internacional) na investigação que levaria à expulsão de Havelange, segundo apurou a reportagem. O documento foi obtido com fonte sigilosa.

O brasileiro renunciou à sua cadeira no comitê.

Segredo é a marca da guerra da Fifa. Ontem, o que se soube é que cada lado moveu sua peça no xadrez, e Teixeira e Havelange mantiveram, por enquanto, os dedos.


Rafael Andrade - 22.nov.2010/Folhapress

O presidente de honra da Fifa, João Havelange, em evento no Rio no ano passado


Fonte Folha http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1017664-apos-adiamento-fifa-diz-ainda-querer-divulgar-dossie.shtml