Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

SELEÇÃO ESTRANGEIRA - Brasil, desde 2002, apenas 8 de 62 amistosos foram no País

CBF desbota a seleção: desde 2002, apenas oito de 62 amistosos foram no Brasil

esFoto: Arte.
Lucas Calil
A CBF divulgou ontem o calendário de amistosos da seleção para o primeiro semestre de 2012. E pelo menos até junho, como já acontece há anos, a equipe canarinho ficará afastada do público brasileiro. Nenhuma das cinco partidas anunciadas será no país. E o time de Mano Menezes só fará um clássico contra um adversário do primeiro escalão: a Argentina, em 9 de junho, nos Estados Unidos. O primeiro adversário é a Bósnia e Herzegovina, em 28 de fevereiro, na Suíça.

É comum, nos últimos anos, que a seleção brasileira faça a grande maioria de seus jogos amistosos longe do Brasil. Desde 2002, por exemplo, das 62 partidas amistosas da equipe, em apenas oito (13%) os pentacampeões mundiais atuaram em casa. Nesse período, a CBF não economizou nas visitas à Inglaterra — 13 amistosos — e à Ásia, sobretudo ao lucrativo Oriente Médio — sete confrontos. Desde 2007, até a cidade de Doha, no Qatar, assistiu ao vivo a mais exibições do Brasil que os torcedores brasileiros, no estádio.

Acordo complica jogos
De acordo com a assessoria de imprensa da CBF, o que dificulta a realização de amistosos da seleção no Brasil — a Kentaro, empresa suíça, é a responsável pela organização dos jogos — é um estatuto acordado entre a Fifa e a Uefa que só autoriza, anualmente, um amistoso fora da Europa e de localidades a até cinco horas de voo do continente. Os clubes europeus estão autorizados a vetar a apresentação de jogadores convocados a um amistoso que não obedeça a essa regra.

Só que esse acerto permite ajustes. Não vale para as férias do calendário europeu e, dependendo do jogo, a CBF consegue convencer as equipes a liberar as estrelas — antecipando a reapresentação dos atletas. Assim, o Brasil conseguiu jogar no México, no Gabão e no Qatar — em três continentes diferentes — nos últimos amistosos de 2011.

Sem vida fácil nos confrontos
Fora a Argentina, o Brasil só enfrentará equipes abaixo do décimo lugar no ranking da Fifa. Mas também não vai encarar adversários sem expressão alguma. A começar pela Bósnia, que perdeu a vaga na Copa do Mundo de 2010 em uma repescagem duríssima com Portugal e conta com jogadores como o atacante Dzeko, do Manchester City, e o jovem Pjanic, do Roma.

Depois, em 26 de maio, em Hamburgo, na Alemanha, a seleção pegará a Dinamarca — de quem ganhou por 3 a 2 nas quartas de final da Copa do Mundo de 1998, na França. Na sequência, os demais jogos serão nos Estados Unidos: contra os donos da casa, em 30 ou 31 de maio, em cidade ainda não definida; contra o México, em Dallas, em 3 de junho; e, finalmente, contra os argentinos no estado de Nova Jersey.

Questionada sobre a ausência de potências do futebol como adversários, como a Itália e a campeã mundial Espanha, a assessoria da CBF afirmou que a entidade encontrou dificuldades para encaixar jogos contra esses países por causa da preparação para a Eurocopa, que acontece entre junho e julho na Ucrânia e na Polônia. Para o segundo semestre, aumentam as chances de encontrar rivais mais consagrados.

A entidade adiantou, ainda, que é muito provável que haja amistosos no Brasil no segundo semestre. A Fifa reservou mais seis datas para jogos entre países de agosto a dezembro


Fonte Extra http://extra.globo.com/esporte/cbf-desbota-selecao-desde-2002-apenas-oito-de-62-amistosos-foram-no-brasil-3655832.html#ixzz1jKkNtZTd 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

LAVAGEM DE DINHEIRO - Polícia Federal abre outra investigação contra Ricardo Teixeira por compra de avião e ações

Compra de avião, ações e sociedades sugerem lavagem de dinheiro, diz MPF
 
25/10/2011 - 06h22

Roberto Pereira de Souza
Em São Paulo    

O Ministério Público Federal em São Paulo pediu a abertura de mais uma investigação contra Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol e do Comitê de Organização da Copa 2014.
  O pedido foi enviado à Polícia Federal em setembro e o inquérito que apura crime financeiro e lavagem de dinheiro já está em andamento.

Agora, são dois inquéritos abertos pela PF para esclarecer se o chefe da CBF cometeu crime de lavagem de dinheiro. No Rio de Janeiro, por exemplo, o tema central envolve a empresa Sanud, dirigida pelos irmão Teixeira, Ricardo e Guilherme.
Esta empresa aparece na lista de suborno de dirigentes da Fifa, em tramitação na Justiça suíça. O procurador da República, Marcelo Freire, pediu aos policiais federais fluminenses que confrontem a declaração de bens da família de Ricardo Teixeira com o volume de riqueza e movimentação financeira registrados. 

O MPF exige o interrogatório do irmão de Ricardo, Guilherme Teixeira, que responde há dez anos como procurador da Sanud (com sede em paraísos fiscais), no Brasil.

Em São Paulo o caso parece ser mais complicado, como sugere a reportagem publicada pela Folha, em 24 de setembro deste ano: Ricardo Teixeira teria comprado um avião que valeria alguns milhões, diretamente da empresa Cessna. Para fechar o negócio, apareceu a empresa Owen Enterprises LLC. A nota de venda assustou os investigadores de São Paulo: traz o valor da aeronave fixado em US$ 1 ou menos de R$ 2.

Suborno da Fifa envolve Teixeira
MPF quer interrogatório de irmão de Teixeira
MPF vai confrontar riqueza da família Teixeira
PF abre investigação por lavagem de dinheiro
Sanud, de Teixeira, citada em suborno da Fifa
The Economist fala de gols contra de Teixeira

Para ajudar o processo de desconfiança dos investigadores, outra informação: a TAM aceitaria o tal avião usado como parte de pagamento de um jato novo.

 O caso chama a atenção porque o tal avião de prefixo PT-XIB teria sido transferido por R$ 17 milhões à empresa de marketing esportivo, a Brasil 100% Marketing. Antes de assinar contrato de patrocínio com a CBF, a TAM entrou no esquema e legitimou o pacote suspeito. Faltam pedaços racionais na história.
A Polícia Federal terá trabalho duro pela frente devido à ramificação internacional dos negócios.
O resumo das operações sugere crime financeiro, segundo o procurador da República, Sérgio Suiama, que assina o pedido de investigação. De um lado, Ricardo Teixeira que queria trocar um avião Cessna por um jato novo.

A TAM representa a Cessna no Brasil. Não seria necessária a entrada da empresa Owen Enterprises no negócio. Nem seria necessária a entrada da Brasil 100% Marketing disposta a pagar R$ 17 milhões por um aparelho avaliado no máximo em R$ 7 milhões. Luz na trama: Ricardo Teixeira amigos íntimos o comando da Brasil 100% Marketing.

A reportagem da Folha descobre os outros sócios da empresa de marketing:

 “A Brasil 100% Marketing pertence a amigos de Teixeira. Um é o executivo financeiro Cláudio Honigman. O outro, Sandro Rosell, sócio da mulher de Teixeira na Habitat Brasil Empreendimentos Imobiliários e também sócio de Honigman na mesma Brasil 100% Marketing”.

Riqueza da família sob investigação federal


Sanud operou na Fifa, dirigida por Havelange (dir.) 
Os policiais federais de São Paulo ainda terão de avaliar as operações financeiras feitas por Ricardo Teixeira e a corretora de ações, Alpes, dirigida por Honigman. A operação de recompra de ações da corretoara envolve Cláudio Honigman , Ricardo Teixeira e um suposto pagamento de R$ 22,5 milhões.

Como ingrediente extra, ainda existe a investigação em Brasília sobre o gasto do então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (preso e deposto por outros escândalos). Ricardo Teixeira promoveu o jogo entre Brasil e Portugal no DF, em novembro de 2008. O governo Arruda pagaria tudo. Mas apareceu uma empresa de marketing a Alianto que emitiu uma fatura de R$ 9 milhões.

O MPF investiga por que um sócio de Teixeira seria também o dono da Alianto. Trata-se de Sandro Rosell, atual presidente do Barcelona e um dos donos da empresa do avião, a Brasil 100% Marketing.

 O negócio para o jogo do Brasil e Portugal foi fechado pela brasileira Vanessa Precht, ex-funcionária de Rosell. A parceria de Rosell, Ricardo Teixeira, Claudio Honigman, Alianto e Vanessa Precht (tendo o avião da TAM como pano de fundo) montam o quebra-cabeças da investigação paulista.
Sandro Rosell, atual presidente do Barcelona, é descrito pela revista The Economist como um ex-diretor da Nike, que mantém relações comerciais com a CBF e Ricardo Teixeira, há mais de uma década

quinta-feira, 6 de maio de 2010

CONTRABANDO - Receita Federal apreende R$ 21 milhões em produtos piratas


   
A Alfândega do Porto do Rio de Janeiro, órgão vinculado à Receita Federal, apreendeu, por falsa declaração de conteúdo, 270.446 mercadorias, avaliadas em mais de R$ 21 milhões.
Segundo os documentos de importação, a carga seria composta de objetos de plástico para ornamentação e de bijuterias. No entanto, a equipe de fiscalização encontrou 179 mil pares de óculos, 76.130 relógios, 2.016 pares de tênis e 13.300 peças de roupa, das mais variadas marcas como Puma, Nike, Adidas, Cartier, Oakley, Prada, Ray Ban, Bulgari, Ferrari, Calvin Klein e Montblanc.
Em uma primeira análise, os fiscais afirmaram que as mercadorias seriam falsificadas. De acordo com a Receita Federal, o crime de contrabando, tipificado no artigo 334 do Código Penal, é punido com prisão de um a quatro anos.