Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 20 de abril de 2012

MENSALÃO DO PT - Ato anticorrupção vai cobrar julgamento do mensalão no STF

RODRIGO MESQUITA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Grupos organizados pela internet prometem realizar uma nova série de protestos pelo país no próximo sábado (21), Dia de Tiradentes, contra escândalos de corrupção no Brasil, como o mensalão e o caso Carlinhos Cachoeira.

Os atos repetem manifestações realizadas no ano passado, quando protestos anticorrupção reuniram pessoas nas ruas de algumas cidades.

De acordo com Carla Zambello, do movimento NasRuas, um dos grupos organizadores dos atos deste sábado, os movimentos pretendem coletar assinaturas para um abaixo-assinado que cobra mais agilidade no julgamento do escândalo do mensalão, no STF (Supremo Tribunal Federal).

Em entrevista à Folha, o novo presidente do STF, Carlos Ayres Britto, disse que o julgamento poderia ser adiado para 2013 caso não entrasse na pauta do tribunal até junho --a partir daí, o período eleitoral poderia atrapalhar o julgamento, já que 6 dos 11 ministros do Supremo também estarão ocupados com o processo eleitoral, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O documento, que já conta com 11,2 mil assinaturas, será entregue no dia 25 de abril ao ministro Ricardo Lewandowski, revisor da ação. Os manifestantes também pretendem entregar ao ministro uma ampulheta.

Em São Paulo, o protesto terá início às 14h30, no vão livre do Masp, na avenida Paulista, enquanto no Rio de Janeiro, a ação será a partir das 11h, no Posto 9, em Ipanema. Também haverá protestos em cidades como Brasília, Curitiba, Manaus, Recife e Campinas.

De acordo com Zambello, os protestos terão duas bandeiras principais: a agilidade no julgamento do mensalão, que recebeu o apelido de "SOS STF", e o fim do voto secreto parlamentar.

Segundo ela, a estimativa é reunir até 10 mil pessoas na avenida Paulista. Nas últimas manifestações realizadas na cidade, porém, a adesão foi bem abaixo da expectativa. No feriado de 12 de Outubro, por exemplo, 700 pessoas participaram do ato, segundo estimativa da Polícia Militar.

"Se as 80 cidades confirmadas realizarem seus protestos, acredito que haverá o julgamento, assim como foi no caso da Lei da Ficha Limpa". Em fevereiro, o STF decidiu pela validade da lei, que vale para as eleições municipais, em outubro.

"Se, em maio, não houver novidades [sobre o julgamento do mensalão], pretendemos realizar ações mais fortes, como passeatas em Brasília", disse Zambello.

Entre as organizações que farão parte dos protestos, estão o movimento 31 de julho (criador do SOS STF), o MuCo (Museu da Corrupção) e o "Queremos Ética na Política", que sugeriu a ideia da ampulheta.

 Eduardo Anizelli - 07.set.2011/Folhapress

Em 2011, vários protestos contra a corrupção foram realizados simultaneamente no dia da Independência

terça-feira, 17 de abril de 2012

LANCHAS DO PT - Explicações de Ideli Salvatti sobre compra no Ministério da Pesca serão analisadas pela Comissão de Ética da Presidência

Foto Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil


Brasília –
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República abriu procedimento preliminar para analisar as explicações apresentadas pela ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, sobre irregularidades apontadas no pagamento de 28 lanchas-patrulha, entre entre dezembro de 2008 e março de 2011, pelo Ministério da Pesca. A informação foi dada nesta segunda-feira (16) pelo presidente da comissão, Sepúlveda Pertence.

No último dia 2, o PSDB entrou com uma representação na comissão para que fosse apurada possível conduta antiética na gestão de Ideli na Pesca, quando foi finalizado o pagamento das lanchas e foram levantadas suspeitas de que a empresa Intech Boating, que vendeu os equipamentos, seria doadora de campanha de Ideli ao governo de Santa Catarina, em 2010.

Em nota, a ministra se defendeu das acusações, disse que não tem ligações com a empresa Intech Boating e afirmou que a doação, no valor de R$ 150 mil, foi registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e feita pela empresa ao comitê financeiro do PT de Santa Catarina – e não nominalmente à candidata Ideli Salvatti.

De acordo com Sepúlveda Pertence, Ideli se antecipou e enviou esclarecimentos à comissão antes que fosse feito um pedido formal. Na próxima reunião da comissão, em 14 de maio, o relator do caso, Américo Lacombe, votará pela abertura ou não de procedimento ético.

A pasta da Pesca foi comandada por Ideli no início do governo da presidenta Dilma Rousseff. A compra das lanchas foi feita na gestão de seu antecessor, o ex-ministro Altemir Gregolin. O contrato está sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU).
FERNANDO PIMENTELNa reunião de hoje, a Comissão pediu ainda explicações complementares ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, sobre consultorias prestadas por ele em 2009 e 2010. Na última reunião, os conselheiros já haviam pedido esclarecimentos a Pimentel sobre a atividade e o material foi entregue pelo ministro dentro do prazo determinado, segundo Sepúlveda Pertence.
ANA DE HOLANDAA Comissão ainda decidiu arquivar o procedimento aberto contra a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que ganhou de uma escola de samba oito camisetas que davam acesso a áreas privilegiadas da Marquês de Sapucaí e direito a desfilar em uma das alas da agremiação. A comissão havia pedido explicações à ministra.
PAGOTFoi ainda aprovada a aplicação de censura ética ao ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antonio Pagot, por ter declarado em entrevista à imprensa que não cumpriria o período de quarentena após deixar o cargo.



quinta-feira, 12 de abril de 2012

REJEITADA - TSE rejeita contas do PT de 2005

Punição prevê suspensão de repasse de Fundo Partidário por um mês
Catarina Alencastro
Carolina Brígido

BRASÍLIA -
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reprovou na noite da última terça-feira, dia 10, por unanimidade, as contas do PT referentes ao ano financeiro de 2005. De acordo com o relator do caso, ministro Gilson Dipp, o partido não apresentou informações complementares de pagamento de passagens e diárias no valor de R$ 166 mil, usou indevidamente recursos do Fundo Partidário para o pagamento de contas de telefones particulares, multas de trânsito e bebidas alcoólicas, no total de R$ 11 mil, e deixou de registrar o valor de R$ 1 milhão pago à Companhia de Tecidos Norte de Minas, o que representa quase cinco por cento do total do valor recebido pelo partido do Fundo Partidário em 2005, no valor de R$ 24 milhões.

Dipp afirmou que o PT foi notificado várias vezes para resolver os problemas apontados pelo TSE, mas não o fez. Como punição, o TSE determinou a suspensão, por um mês, do repasse da cota do Fundo Partidário. O valor mensal repassado a legenda é de R$ 3,8 milhões.

- É um conjunto de irregularidades que se projeta nos valores e no descumprimento das normas de prestação de contas. O partido não sanou as irregularidades, mesmo com muitas oportunidades - disse o relator.

O ministro considerou também que, ao aplicar a sanção de suspensão do repasse da cota do Fundo Partidário, não houve desrespeito ao prazo de cinco anos para a imposição da pena de suspensão das cotas previsto na Lei dos Partidos Políticos (Lei 9096/95). Dipp sustentou que, em julgamentos recentes, o TSE interpretou que o prazo de cinco anos para a aplicação da pena de suspensão do Fundo Partidário deve ser aplicado aos processos de prestação de contas pendentes de julgamento, mas contados a partir da vigência da nova lei.
LULA MULTADO
Nesta quarta-feira, também por unanimidade, o TSE decidiu multar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em R$ 5 mil por fazer, em setembro de 2009, propaganda eleitoral antecipada em favor da então candidata petista à sua sucessão, Dilma Rousseff. A infração à legislação eleitoral foi cometida durante entrevista a uma rádio do Ceará.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/tse-rejeita-contas-do-pt-de-2005-4621653#ixzz1rp01QvYX

sábado, 24 de março de 2012

TRANSFERÊNCIA ELEITORAL FRAUDULENTA - Luxemburgo é condenado a um ano e meio de prisão

NELSON BARROS NETO
DE SÃO PAULO
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A Justiça Eleitoral do Tocantins publicou nesta sexta-feira sentença que condena o técnico do Grêmio, Vanderlei Luxemburgo, a um ano e seis meses de reclusão. Mas a pena foi substituída pela prestação de serviços à comunidade no mesmo período, além do pagamento de cem salários mínimos.

A decisão do juiz Gilson Coelho Valadares, da 29ª Zona Eleitoral, da capital Palmas, ainda torna o ex-treinador da seleção brasileira inelegível por oito anos.

O crime de Luxemburgo foi o previsto no artigo 289 do Código Eleitoral, que fala sobre transferência eleitoral fraudulenta, e poderia chegar a cinco anos de reclusão.

Para transferir o seu domicílio eleitoral para a cidade, onde pretendia concorrer nas eleições seguintes, o técnico apresentou em 12 de dezembro de 2008 ao Cartório Eleitoral de Palmas uma declaração de que residia há três meses na capital tocantinense. Porém, não conseguiu provar isso e o documento --público-- foi considerado falso.

A ação havia sido proposta pelo promotor Cesar Roberto Simoni de Freitas, do Ministério Público Eleitoral do Tocantins, no dia 31 de maio de 2010.

Procurado pela Folha, o Grêmio informou, via assessoria de imprensa, que se trata de assunto de cunho pessoal do seu treinador. Luxemburgo não foi encontrado.

Cabe recurso ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Lucas Uebel-23.fev.2012/Divulgação/Grêmio

Luxemburgo (dir.) é apresentado no Grêmio ao lado do presidente Paulo Odone


NO PASSADO

No início dos anos 2000, o relatório final da CPI do Futebol apontou que o técnico Vanderlei Luxemburgo tinha rendimentos maiores do que seus salários em clubes e na seleção. A Comissão fez devassa no futebol brasileiro em 2000, sendo o treinador e o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, dois de seus principais alvos.

Sobre o técnico, ficou comprovada a diferença entre o dinheiro que ele movimentou e o que declarou à Receita Federal.

Em uma das investigações, o treinador afirmou ter dado cheque de R$ 200 mil para Edmundo. Na ocasião, afirmou que fez empréstimo ao jogador. Não era, porém, um dos cheques cobrados pelo atacante, pois foi usado em 1998.

Na Comissão, Renata Moura Alves, que se dizia ex-funcionária do treinador, afirmou que ele recebia comissões por indicar atletas em clubes. Negadas por Luxemburgo, as acusações nunca foram comprovadas.

Mas a CPI constatou que o treinador recebeu R$ 18,9 milhões em suas contas, de 1995 a 1999. Nesses anos, foram declarados só R$ 8,5 milhões.

Depois, o Ministério Público Federal moveu ação criminal por sonegação fiscal contra o treinador. Ele admitiu a dívida, evitando uma punição. Agora está pagando o débito.

Outro processo movido por procuradores contra o treinador foi por falsidade ideológica, já que tinha duas certidões de nascimento. A ação também foi extinta. Luxemburgo mudou seu nome de Wanderley para Vanderlei e alterou sua data de nascimento.

Fonte Folha    

sexta-feira, 23 de março de 2012

URNAS ELETRÔNICAS - Pesquisadores da UnB comprovam fragilidade no sistema do TSE

Pesquisadores da UnB apontam fragilidade na urna eletrônica
TSE vai reforçar sistema após teste. Grupo desvenda ordem dos votos
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Roberto Maltchik
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Estudantes de Computação da UNB durante testes públicos de Segurança do Sistema Eletronico de Votação do Tribunal Superior Eleitoral
O Globo / Givaldo Barbosa
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BRASÍLIA
- Um grupo de quatro especialistas da Universidade de Brasília (UnB) encontrou uma lacuna na segurança das urnas eletrônicas, em teste promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os pesquisadores do Centro de Informática e do Departamento de Computação da UnB conseguiram decifrar códigos da urna e identificaram a ordem dos votos registrados no equipamento. Se o mesmo grupo tivesse em mãos os nomes dos eleitores que votaram na urna, em ordem cronológica, poderia indicar quem votou em que candidato.

Com a descoberta, o TSE foi obrigado a criar novos obstáculos para impedir que os dados da urna possam ser descriptografados. O mesmo grupo da UnB terá uma nova chance para desvendar o mistério. Para alcançar seu objetivo, os profissionais puderam visualizar por um curto período de tempo o código-fonte - a tradução do algoritmo -, que fica guardado no cofre do tribunal. O chefe do grupo, Diego de Freitas Aranha, professor do Departamento de Computação da UnB, disse que é impossível saber se conseguiriam quebrar o segredo caso não tivessem acesso à informação privilegiada.

- Isso facilitou a execução do teste. Nós conseguimos recuperar os votos em ordem, numa totalidade de 99,99%. O que isso significa? De posse dos votos, em ordem, e de uma lista de eleitores que precisa ser obtida de uma outra forma, em ordem, é possível você fazer a correspondência. Esse é o resultado do nosso teste - explicou Aranha.

A urna investigada estava carregada com a média de votos digitados, por equipamento, nas eleições gerais de 2010. O mesmo grupo demonstrou ao TSE como desembaralhou os votos e foi obrigado a apontar sugestões para fechar a porta do sistema.

- Faz parte do protocolo do teste os investigadores sugerirem alterações, correções, reparos. Se nossas sugestões forem adotadas, não deveria haver risco - completou o especialista.

O perito da Polícia Federal (PF) Thiago Cavalcante, que também participou do teste, reforçou que a ação dos colegas apontou uma vulnerabilidade no sistema. Mas pondera que o processo eleitoral tem uma série de etapas não relacionadas entre si, o que dificultaria, em tese, a quebra do sigilo.

- Por isso, o teste é bem-vindo. Justamente para corrigir problemas antes da eleição - afirmou o perito da PF.

Além da quebra do sigilo dos votos, outros grupos de hackers trabalharam, no mesmo teste, para fraudar as eleições, mas nenhum obteve êxito. Este foi o segundo “ataque” com especialistas em computação, que transformaram a urna em alvo eletrônico. Em 2009, outro pesquisador, com um rádio de pilha a cinco centímetros de distância do equipamento, venceu a disputa promovida pelo TSE. Ele distinguiu as ondas eletromagnéticas dos números 1 e 2. Um dos técnicos que supervisionaram o teste admitiu que os vencedores deste ano foram muito além.

O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, informou que a descoberta, por si, garantiu o sucesso do teste, que durou seis dias. Ele informou que já providenciou o “reforço da rotina do algoritmo”, aumentando a complexidade da operação.

- A urna continua segura. Esta é uma iniciativa inédita no mundo, e o teste demonstra a competência da equipe. Assim que os ajustes estiverem concluídos, esse mesmo grupo será chamado para repetir o teste - assegurou Janino.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/pesquisadores-da-unb-apontam-fragilidade-na-urna-eletronica-4388063#ixzz1pwL1V1OJ

quarta-feira, 7 de março de 2012

#ELEIÇÕES2012 - Cármen Lúcia é eleita primeira presidente do TSE

A ministra agradeceu a confiança dos colegas e se comprometeu a cumprir o cargo com “honestidade e absoluta dedicação”

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Da Agência Brasilnoticias@band.com.br

A ministra Cármen Lúcia Rocha foi eleita nesta terça-feira presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para o biênio 2012/2014. Ela será a primeira mulher a liderar a corte eleitoral e será responsável pelas eleições municipais de 2012. Cármen Lúcia integra o TSE como uma das representantes do STF (Supremo Tribunal Federal).

A ministra agradeceu a confiança dos colegas e se comprometeu a cumprir o cargo com “honestidade e absoluta dedicação”. A posse deve ocorrer apenas na última semana de abril. Cármen Lúcia assumirá o lugar de Ricardo Lewandowski, também do STF, e seu vice será outro integrante da Suprema Corte, o ministro Marco Aurélio Mello.

O presidente do TSE tem a função de organizar as eleições que ocorrem a cada dois anos no país, zelando pela segurança dos votos e do processo de votação em mais de 5,5 mil municípios. O presidente também é responsável por pautar os processos que são julgados pelo plenário. Segundo lembra o próprio TSE, o trabalho de Cármen Lúcia será ainda maior neste ano devido à aplicação da Lei da Ficha Limpa.

Defensora declarada do direito das mulheres nas sessões do STF, Cármen Lúcia também fez referência ao universo feminino após ser eleita no TSE, lembrando que há 80 anos o Brasil passou a permitir o voto das mulheres. “Nós tínhamos uma população de 40 milhões de habitantes e tivemos, em 1934, quando a mulher votou pela primeira vez, 1,5 milhão de votos. Oitenta anos depois, somos quase 52% dos eleitores brasileiros, a despeito de os cargos de representação serem muito poucos exercidos por mulheres”.
Fonte Band

sexta-feira, 2 de março de 2012

ELEIÇÕES - Político deverá ter contas aprovadas para se candidatar, decide TSE

Segundo corregedora, 21 mil políticos têm contas reprovadas na Justiça.
Nas eleições passadas, candidato precisava apenas apresentar contas.
Débora Santos
Do G1, em Brasília
Plenário do TSE nesta quinta, quando ministros decidiram barrar candidatos com contas reprovadas em 2010 (Foto: Carlos Humberto./ASICS/TSE)
Plenário do TSE nesta quinta, quando ministros
decidiram barrar candidatos com contas reprovadas
em 2010

(Foto: Carlos Humberto./ASICS/TSE)

Por 4 votos a 3, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta quinta-feira (1º) que não poderão concorrer às eleições municipais deste ano os políticos que tiveram a prestação de contas de campanha de 2010 rejeitada pela Justiça Eleitoral. Reprovações anteriores às eleições passadas serão analisadas caso a caso.
O TSE mudou a interpretação da lei eleitoral feita para as eleições de 2010, quando era exigido apenas que o político apresentasse as contas para ter liberado o registro de candidato.

Ao final de cada eleição, os políticos que participaram da disputa são obrigados a entregar à Justiça Eleitoral um relatório do que foi gasto e arrecadado pelo candidato, pelo partido e pelo comitê financeiro. A reprovaçao acontece quando são identificadas irregularidades nessa prestação de contas.
De acordo com a corregedora eleitoral, ministra Nancy Andrighi, 21 mil políticos fazem parte do cadastro de contas reprovadas da Justiça Eleitoral. Nem todos, porém, estarão automaticamente impedidos de concorrer, já que o cadastro inclui reprovações anteriores a 2010.

Com a decisão, o político que estiver em débito com a Justiça no momento do registro não poderá concorrer. Caso as contas sejam apresentadas e a Justiça Eleitoral demore para julgá-las, o candidato poderá concorrer.
Os ministros aprovaram nesta quinta a última resolução do conjunto de regras para a disputa eleitoral deste ano em relação à prestação de contas, arrecadação, gastos de campanha feitos por partidos, candidatos e comitês financeiros. Pela lei, o prazo para aprovar essas normas terminaria em 5 de março.
Esta não é a primeira vez que uma regra semelhante é aprovada pela Justiça Eleitoral. Em 2008, o TSE também considerava inelegíveis os políticos que tiveram contas de campanha reprovadas.
Votaram contra a modificação da regra os ministros Arnaldo Versiani, Marcelo Ribeiro e Gilson Dipp. Eles argumentaram que a Lei das Eleições só se refere à apresentação de contas de campanha e não fala em reprovação. "A lei me parece clara e onde não há espaço para interpretação extensiva o tribunal não pode fazê-lo", afirmou o ministro Marcelo Ribeiro.

Dúvidas
A validade da mudança provocou polêmica no plenário e os ministros chegaram a se reunir em volta do presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, para discutir, fora dos microfones, uma solução diante do impasse. A Justiça terá de analisar caso a caso se a nova regra vale para contas rejeitadas referentes à eleições anteriores a 2010. A maioria dos ministros entendeu que a intenção da Lei das Eleições foi também verificar o conteúdo das contas.
"Aquele que apresente contas, mas foram rejeitas não pode obter a certidão de quitação eleitoral. Devemos avançar, visando a correção de rumos, dando ao preceito uma interpretação integrativa e de concretude maior", afirmou o ministro Marco Aurélio.
"O candidato que foi negligente não pode ter o mesmo tratamento daquele zeloso, que cumpriu, com seus deveres. Assim, a provação das contas não pode ter a mesma consequência da desaprovação", afirmou a ministra Nancy Andrighi.
"Tratar igualmente os que têm contas aprovadas e desaprovadas feriria, a mais não mais poder, o princípio da isonomia", disse o presidente do TSE.

Fonte G1
   

domingo, 29 de janeiro de 2012

OLHA A CAIXINHA : PTdoB recolhe 5% do salário dos servidores

Presidente nacional da legenda afirma que funcionários pagam por serem filiados. Informação contradiz documentos e levantamento na base de dados do TSE

Por Eduardo Militão



Inicialmente, Luís Tibé disse que todos contribuem e são filiados. Confrontado pelo site, deputado recuou

A maioria dos funcionários comissionados da Câmara que trabalham para deputados do PTdoB paga 5% do que ganham para sustentar o partido. A informação é confirmada pelo próprio presidente nacional da legenda, deputado Luís Tibé (MG). Entretanto, levantamento feito pelo Congresso em Foco revela que minoria é filiada à legenda. Dos 76 servidores, só 22% são militantes do partido.

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Muitos contribuintes para poucos filiados
Como “a maioria” dos funcionários paga a contribuição, o PTdoB arrecada pelo menos R$ 5.300 por mês com o sistema. A cifra equivale à metade e mais um pouco dos R$ 10.500 que seriam obtidos se todos os 76 servidores (que juntos ganham R$ 211 mil por mês) eventualmente contribuíssem com a ‘caixinha’. Em um ano, a arrecadação do PTdoB chega a pelo menos R$ 68 mil.
Documento obtido pelo site mostra que um desses funcionários não-filiados pagou R$ 180,32 como “contribuição referente a maio e junho” do ano passado. O servidor nunca militou no partido, cujo estatuto não o obriga a pagar nada. Mesmo assim, recebeu um boleto com data de vencimento e seu nome como “sacado”. O servidor bancou a despesa com um cartão de crédito, que lhe estimava cobrar mais R$ 6 de juros pela operação.
Veja o documento
Como vem mostrando o Congresso em Foco, documentos e denúncias indicam que diversos partidos obrigam seus funcionários comissionados a pagarem “caixinhas”. O PSC exige 5% e quem não paga é demitido. Se for político não forçar o funcionário a pagar, o parlamentar é expulso da legenda. No PT também houve cobrança forçada, segundo denunciou a ex-vereadora Soninha Francine, embora os dirigentes petistas neguem.

A agência onde os valores são recolhidos fica em Belo Horizonte, cidade da sede da legenda e base eleitoral de Tibé
No PTdoB, a cobrança é feita por boleto bancário da Caixa Econômica. A agência 1533-4, que recolhe os valores na conta 29283-4, fica no Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, cidade da sede da legenda e base eleitoral de Tibé.
Contradição
Em entrevista ao Congresso em Foco, o deputado primeiro afirmou que todos os 76 funcionários do partido na Câmara são filiados e contribuem para manter o PTdoB. Os servidores referidos por ele estão no gabinete de Tibé, no da liderança da sigla e nos gabinetes de Rosinha da Adefal (AL) e Lourival Mendes (MA).
Mas isso não é verdade. Levantamento do site nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que apenas 17 (22%) são filiados ao PTdoB. Outros 57 (75%) não são. No caso de dois funcionários (3%), não se pode afirmar se estão registrados na legenda ou não porque existem homônimos no rol de mais de 163 mil filiados do partido.
Veja o levantamento, feito com base em dados colhidos no dia da entrevista com Tibé
No fim do ano passado, confrontado com informações obtidas pelo Congresso em Foco, o presidente do PTdoB recuou. Disse que “a maioria” dos funcionários contribuem. Afirmou ainda que só servidores filiados poderiam ser contratados para trabalharem como comissionados nos gabinetes de parlamentares do partido. E por quê pessoas não militantes no gabinete do presidente do PTdoB pagam caxinha? “Eu não sei te falar dessa informação”, disse Tibé, em entrevista no final do ano passado.
Ouça aqui a entrevista com o deputado
Ele afirmou que iria levantar mais informações sobre a filiação dos servidores semanas depois. Por isso, o site procurou o presidente do PTdoB novamente na semana passada e ontem, a fim de esclarecer as diferenças entre o que dissera e os dados do TSE. Entretanto, Tibé não foi localizado em seu telefone. Sua assessoria não retornou os recados deixados.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

ABUSO DE PODER ECONÔMICO - Lessa acusa Vilela de distribuição de CABRAS em troca de votos

TSE julga governador de AL por distribuição de cabras 


Julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) marcado para acontecer nesta terça-feira pode levar à cassação do governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB).

Ele é acusado de usar um programa para distribuir cabras e ovelhas a famílias carentes do sertão do Estado em troca de votos na eleição do ano passado, quando foi reeleito.

A ação foi proposta por seu adversário Ronaldo Lessa (PDT), derrotado em segundo turno pelo tucano.

Gilberto Farias - 31.out.2010/Divulgação

Governador de Alagos, Teotonio Vilela

No TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Alagoas o atual governador foi absolvido, mas Lessa recorreu ao TSE e conta com um parecer favorável do Ministério Público Eleitoral --documento que serve para ajudar o magistrado a decidir.

A vice-procuradora-geral Eleitoral, Sandra Cureau, diz que a distribuição dos animais foi irregular e configura prática de abuso de poder político e econômico por Vilela.

De acordo com o parecer, apesar de a entrega das cabras e ovelhas ter sido iniciada no final de dezembro de 2009, quando 29 animais foram distribuídos, a grande maioria (cerca de 1.600) foi entregue entre agosto e setembro de 2010, no auge da campanha eleitoral.

No "Alagoas mais Ovinos", cada família recebe sete fêmeas. Um animal macho é cedido para procriar com as fêmeas de quatro beneficiários.
Depois de cinco anos, as fêmeas e os machos têm de ser devolvidos ao governo. Os filhotes ficam com a família.

Os advogados do governador negam que a campanha do tucano tenha se beneficiado irregularmente do programa de entrega de animais.

Eles alegam que o "Alagoas mais Ovinos" é antigo, criado inclusive quando Ronaldo Lessa era o governador, mas que teve seu nome mudado em 2009

Fonte Folha http://www1.folha.uol.com.br/poder/1020420-tse-julga-governador-de-al-por-distribuicao-de-cabras.shtml

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

VOTAÇÃO NO PARÁ - Custos até agora somam R$ 19 milhões [NÃO PRECISAMOS DE CPMF]

Votação é histórica, diz presidente do TSE; custos até agora somam R$ 19 milhões
     
Sandra Rocha e Carlos Madeiro*      
Do UOL Notícias, em Belém    
      
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, que está acompanhando neste domingo (11) o plebiscito sobre a divisão do Pará, afirmou em entrevista coletiva em Belém que a votação é histórica e que o resultado deve ser conhecido ainda hoje, poucas horas depois do fechamento da última urna no Estado.
A votação custou até agora R$ 19 milhões, segundo Lewandowski, o que está abaixo da previsão inicial do TSE, de R$ 25 milhões. O presidente do TSE disse ainda que não há registro de ocorrências no Estado e que houve apenas a apreensão de material ilegal em Belém.
VEJA COMO SERIA A DIVISÃO
  • Arte UOL
"O plebiscito é um momento histórico, e prova que a democracia brasileira está amadurecida e consolidada", disse o ministro. Ele acrescentou que, a exemplo de 2010, quando os brasileiros foram às urnas de forma tranquila, o povo paraense voltou às urnas de maneira ordeira e pacífica, para responder à consulta plebiscitária.
O ministro chegou em Belém de manhã, participou de uma sessão simbólica do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), visitou uma escola e a central de informações do Exército, onde são monitoradas as tropas que foram para o interior do Estado fazer a segurança do pleito.
Por conta das dificuldades geografias, o Pará chega a ter seções eleitorais a 1.000 km de distância do centro do município ao qual está vinculada. Além disso, há dezenas de locais que só se chega de barco.
Segundo o juiz eleitoral Rubens Leão, o sistema de apuração vai contar com 257 pontos de transmissão móveis, instalados em todo o Estado. Logo após o encerramento da votação, os dados serão transmitidos simultaneamente para a central de apuração. Além disso, muitas urnas estão equipadas com sistema de transmissão via satélite, facilitando e agilizando a apuração. A previsão é que o resultado saia até às 22h.

A votação

O primeiro plebiscito na história do país que pode definir a divisão de um Estado começou às 9h (horário de Brasília). Os 4,8 milhões de eleitores vão decidir se aceitam que o Pará seja dividido em três partes, dando origem a Carajás e Tapajós. As seções eleitorais estarão abertas até as 18h (horário de Brasília). O voto é obrigatório para todos os eleitores com título registrado no Estado. Segundo o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), a eleição do Pará conta com 17.917 urnas.
De acordo com pesquisa do Datafolha, divulgada na sexta-feira (9), 65% dos eleitores não querem a criação do Carajás, e 64% são contra a separação do Tapajós.
Para o eleitor, a votação deste domingo é idêntica à de uma eleição normal: é preciso o título de eleitor e/ou um documento com foto. Quem não votar, terá que justificar o voto a partir da segunda-feira (12).
A única diferença pra quem vai às urnas é que, em vez de candidatos, o eleitor vai votar duas vezes para decidir sobre o desmembramento do Pará. Primeiro, ele dirá se é favor, ou não, da criação do Estado de Carajás. Em seguida, votará novamente se concorda com o Estado de Tapajós. Nos dois casos, para responder sim, o eleitor deverá digitar o número 77. Para responder não, o número é o 55.
Foto 117 de 150 - 11.dez.2011 - Paraenses fazem fila em Belém para votar no plebiscito que pode decidir sobre a divisão do Estado do Pará Mais Tarso Sarraf /AE
Em tese, é possível que a população aprove apenas a criação de um dos Estados. Mas a hipótese é pouco provável, já que as duas frentes –a favor de Carajás e a favor de Tapajós– fizeram campanhas unificadas, defendendo sempre a criação dos dois Estados.
Se o resultado do plebiscito for “não”, a questão está encerrada. Se for “sim”, a proposta de divisão deverá ser transformada em projeto de lei e precisará ser aprovada no Congresso Nacional e depois sancionada pela Presidência. Só depois disso, o país poderá de fato ganhar dois novos Estados.
Você é a favor da divisão do Pará?
  • Sim, sou a favor da criação dos dois Estados
  • Sou a favor da criação apenas de Carajás
  • Sou a favor da criação apenas de Tapajós
  • Não, sou contra qualquer divisão
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Os novos Estados

Se for dividido, o “novo Pará” ficará com 17% do território atual, mas concentrará 4,8 milhões dos 7,5 milhões de habitantes em seus 78 municípios remanescentes. A capital continuaria sendo Belém. Maior território e mais pobre em caso de divisão, o Tapajós –na região oeste do Pará– vai ficar com 59% das terras paraenses e 1,2 milhão de moradores em 27 municípios. A capital do Estado seria Santarém. Parte com maior PIB per capita, o Carajás teria 24% do território, correspondente à região sudeste paraense. Com 39 municípios, entre eles a possível capital, Marabá, o Estado teria 1,6 milhão de moradores.

Dados gerais

Tapajós seria o mais “verde” dos Estados resultantes da divisão do Pará, com grande parte do território protegido em unidades de conservação e terras indígenas. No entanto, herdaria a polêmica obra da usina hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo construída nos limites do novo Estado. O novo Estado nasceria com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 6,4 bilhões.
Já Carajás, pólo de exploração mineral de ferro e cobre, teria PIB de R$ 19,6 bilhões. Mas já nasceria com alguns dos piores indicadores sociais do país: a região de Carajás concentra os maiores índices de violência no campo e registros de trabalho escravo do Estado. Provável futura capital do novo Estado, Marabá está entre as cinco cidades mais violentas do país e é a campeã de homicídios em municípios com mais de 100 mil habitantes, de acordo com o Mapa da Violência, do Ministério da Justiça.
O Pará remanescente teria o maior PIB entre os três Estados atingindo: R$ 32,5 bilhões.
Além de mudar a configuração do mapa do Brasil, caso seja aprovada nas urnas, a divisão do Pará também vai alterar a composição do Congresso. Para que os parlamentares dos novos Estados tenham assentos na Câmara e no Senado, outros Estados perderiam vagas. No Senado, por exemplo, a bancada da região Norte ganharia seis senadores e passaria a ser o triplo da bancada da região Sul.

Confira a cobertura em vídeo sobre o plebiscíto do Pará - 9 vídeos

Nas ruas, separatistas do Pará criticam "egoísmo" de Belém
Vídeo mostra como foi a campanha de rua em Tapajós, Carajás e na região de Belém
      
Abstenção
Uma das apostas das frentes pró-divisão é a abstenção em Belém. Como a última quinta-feira (8) foi feriado na capital paraense, os separatistas acreditam que boa parte do eleitorado viajou e não irá comparecer às seções eleitorais por conta do feriadão. Para evitar a falta do eleitor, o TRE montou um plano de divulgação sobre a importância do voto e pedindo que os moradores não deixem de votar.
"Se falou muito em abstenção, em razão do feriado da quinta-feira, mas fizemos uma conclamação para que todos votem, saibam a importância nesse processo e que voltem em tempo de votar. Não acredito em grande abstenção. O eleitor sabe da importância. Essa é uma eleição singular na história do Estado. O eleitor precisa conhecer as propostas, com as vantagens e desvantagens de cada frente, e comparecer para decidir o futuro do Estado", afirmou o juiz do TRE, José Rubens Barreiros de Leão.
Foto 25 de 68 - SIM - O decorador Junio Souza (esq.), ativista gay e praticante de gaymada (queimada entre homossexuais) em Santarém, apoia a emancipação de Tapajós: "É bom para a gente se tornar um Estado, não temos nada a ver com Belém. Somos mais próximos de Manaus" Mais Rodrigo Bertolotto/UOL

Tropas federais

A preocupação com os ânimos acirrados da população e possíveis crimes eleitorais levou as autoridades do Pará a pedirem apoio de tropas federais para 16 municípios durante o plebiscito. O Ministério Público Eleitoral (MPE) afirma que a maior preocupação é com o acirramento dos ânimos no dia da votação.
“Nossa preocupação é justamente com essa etapa final, pois esperamos um acirramento maior dos ânimos. Na eleição de 2010, por exemplo, a compra de voto ocorreu basicamente no dia ou na véspera da cotação, e vamos estar de olho. E essa eleição envolve um aspecto bem mais perigoso. Enquanto a outra votação ocorre de dois em dois anos, essa é definitiva. Esse caráter irreversível pode trazer um acirramento”, afirmou.
O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Luiz Fernandes, disse que o plano de segurança para a votação conta com o uso de todo efetivo das polícias Civil e Militar, com o deslocamento de policiais de Belém para o interior. Para ele, a preocupação com o plebiscito “é grande”.

Campanha acirrada e "emocionada"

A divisão do Pará é um pleito antigo de regiões distantes da capital Belém, áreas com vocação econômica, composição populacional e cultural muito distintas. Para os defensores da criação dos novos Estados, a divisão só confirmaria diferenças que já existem. Segundo os separatistas, o atual tamanho do Pará, 1,24 milhão de quilômetros quadrados, dificulta a gestão e limita o desenvolvimento de regiões que estão longe da capital. Os críticos da separação, concentrados na região metropolitana de Belém, argumentam que a divisão criaria Estados deficitários.
Durante a campanha eleitoral, a emoção em busca do voto do cidadão de Belém deu a tônica da disputa. De choro de artistas a tapas na cara, a criatividade dominou o horário eleitoral de rádio e TV das frentes a favor e contra a criação de Tapajós e Carajás.

Campanhas publicitárias do "sim" e "não" sobre divisão do Pará - 16 vídeos

Ganso grava depoimento de TV contra divisão do Pará
O meia santista participa também da campanha contrária a emancipação dos Estados de Carajás e Tapajós a partir do território paraense.

Com maioria em suas regiões e de olho nos votos da região metropolitana da capital, os principais jingles e propagandas eleitorais das frentes pró-Carajás e pró-Tapajós esqueceram os argumentos favoráveis à divisão e apelaram à sensibilidade do eleitor. “Belém, Belém, Belém, não feche os olhos para esse povo não. Nossa esperança de mudar de vida, nossa terra prometida está em suas mãos”, dizia o refrão da principal música da campanha.
Em outro programa, os eleitores apareciam levando tapas na cara. A ideia dos separatistas era que a população do Pará remanescente estaria desprezando a vontade popular de Carajás e Tapajós, que buscam sua "libertação."
Já o uso da imagem de famosos paraenses também foi constante na campanha. Em uma das peças publicitárias, a atriz Dira Paes dizia que, com a divisão, o Pará “só perde, perde e perde”, citando as reservas minerais e o potencial hidrelétrico, que ficarão com os Estados de Carajás e Tapajós. Outra artista que também se posicionou foi a cantora Fafá de Belém. Emocionada, a cantora chora ao mostrar o documento de identidade com o sobrenome “Belém” e pede que a população vote “não e não”.
Os números conflitantes foram outra marca da campanha no Pará. “Hoje, o governo federal repassa, com o FPE [Fundo de Participação dos Estados] R$ 2,9 bilhões para o Pará. Com a divisão, esse valor passará para R$ 5,9 bilhões. O Pará remanescente receberá, nessa nova divisão, R$ 2,6 bilhões, mas teria uma redução drástica de despesas – já que o número de municípios e território administrado diminuiria. O Pará investiu R$ 1,5 bilhão com Carajás e Tapajós no ano passado. Ou seja, ele perderia R$ 300 mil, mas deixaria de gastar cinco vezes mais que a perda”, afirmou o presidente da Frente Pró-Criação de Carajás, deputado João Salame Neto (PPS).
A frente em Defesa do Pará retruca o argumento. “Esse cálculo é uma invenção. Não existe nada na lei que defina que um novo Estado vai ganhar mais recursos. Não há também qualquer critério que afirme que os novos Estados e o Pará remanescente vão ganhar mais. Os estudos apontam que, com a divisão, nascerão três Estados deficitários”, afirmou o presidente da frente “Em Defesa do Pará”, deputado estadual Celso Sabino (PR).
Sabia que em 1709 o Brasil era dividido em apenas sete Estados?
*Com informações de Guilherme Balza e Rodrigo Bertolotto, e da Agência BrasiL


FONTE uOL http://noticias.uol.com.br/politica/2011/12/11/votacao-e-historica-diz-presidente-do-tse-custos-ate-agora-somam-r-19-milhoes.jhtm

sábado, 3 de dezembro de 2011

#ForaLupi burlou Justiça Eleitoral ao se candidatar ao Senado em 2002

Ministro não pediu afastamento da assessoria do PDT ao concorrer; Câmara abre investigação

Jailton de Carvalho
 



O ministro do Trabalho, Carlos Lupi Aílton de Freitas / O Globo

BRASÍLIA - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, não pediu afastamento do cargo de assessor da liderança do PDT para se candidatar ao Senado pelo Rio em 2002. Levantamento preliminar da assessoria da Mesa da Câmara informa que não consta licença de Lupi entre janeiro de 2001 e maio de 2006. Nesse período, o ministro estava na lista de auxiliares do líder do PDT em Brasília. Pela lei complementar 64, de 1990, funcionário público, sem cargo de chefia, é obrigado a se licenciar com, pelo menos, três meses de antecedência da eleição, caso queira se candidatar.

Pela lei 8.112, que rege o funcionalismo público, Lupi poderia pedir licença remunerada para concorrer ao Senado. Mas teria que abrir mão da gratificação legislativa e, com isso, perder 50% do salário. Lupi foi contratado para um cargo de natureza especial 07. Hoje, o salário de um servidor classificado nessa categoria gira em torno de R$ 12 mil. A não desincompatibilização do cargo é considerada uma falta grave e poderia implicar na perda do mandato, caso o ministro tivesse sido eleito.

O caso será investigado pela Comissão de Sindicância da Câmara, que inicia as atividades na segunda-feira. Se as informações preliminares se confirmarem ao fim da investigação, a comissão deverá pedir que o ministro devolva aos cofres públicos os valores que teria recebido indevidamente ao longo da campanha eleitoral de 2002.

Para o ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Carlos Velloso, a não desincompatibilização de servidor de cargo público representa uma burla à Justiça Eleitoral.

- Se não se licenciou, ele cometeu uma ilegalidade. Ele tinha que se desincompatibilizar. É o que manda a Lei das Inelegibilidades - disse Velloso.

Lupi foi contratado para trabalhar como assessor da liderança do PDT na Câmara em janeiro de 2001. Ele ficou no cargo até maio de 2006, quando concorreu ao governo do Rio. Nesse período, não há registro no Boletim Administrativo da Câmara de licença do ministro. Pela leis eleitorais, ele teria que se licenciar do cargo e comunicar a decisão ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio até 5 de julho do ano da eleição em que concorreria a um cargo eletivo.

A Comissão de Sindicância vai investigar também se o ministro, de fato, acumulou função de assessor do PDT em Brasília com a de servidor da Câmara de Vereadores do Rio, conforme mostrou o jornal "Folha de S. Paulo". Contratado para trabalhar em Brasília, Lupi também teria que dar expediente na Câmara, no Rio. Na condição de servidor de cargo de natureza especial, Lupi poderia trabalhar no Rio, desde que fizesse uma comunicação formal à Câmara dos Deputados. Nesse caso, ele perderia 50% do valor do salário.

Lupi não tem mais vínculo com a Câmara, mas ainda pode sofrer punição. Ao fim das investigações, o ministro poderá ser obrigado a devolver também os valores recebidos indevidamente entre 2001 e 2006. O total corresponde à soma da metade dos rendimentos dele nesse período, com a correção. Procurado pelo GLOBO, por intermédio da assessoria de imprensa, Lupi não respondeu às perguntas

Fonte Jornal O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/lupi-burlou-justica-eleitoral-ao-se-candidatar-ao-senado-em-2002-3375353#ixzz1fTCuL4Yc




    

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ABSOLVIDO - TSE livra governador de Roraima da perda de mandato

Anchieta Jr. (PSDB) era acusado por atacar adversário na rádio oficial.
Governador ainda responde a outro processo de cassação no TSE.

Débora Santos Do G1, em Brasília

 
O governador José de Anchieta Júnior
(Foto: Presidência da República)


Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) arquivou nesta terça-feira (29) o processo de cassação do governador de Roraima, José Anchieta Júnior (PSDB), e de seu vice Francisco de Assis Rodrigues. Reeleito para o cargo em 2010, Anchieta Júnior foi acusado de usar a Rádio Roraima, veículo do governo local, para fazer propaganda negativa contra o segundo colocado na disputa, Neudo Campos (PP).

As declarações que chamavam o adversário de "ficha suja" foram feitas por um jornalista em um dos programas da rádio controlada pelo governo. As denúncias, feitas por Neudo Campos, levaram o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) a cassar o mandato do governador, em fevereiro deste ano. Anchieta Júnior nega as acusações (leia abaixo) e recorreu ao TSE. Até agora ele permaneceu no cargo por decisão liminar do ministro Arnaldo Versiani, relator do caso.

 saiba mais
Ministério Público defende cassação de governador de Roraima
TRE de Roraima cassa diploma do governador José de Anchieta Júnior

Versiani votou pelo arquivamento do processo contra o governador de Roraima, por uma questão processual. Para o ministro, o jornalista que fez as referências a Neudo Campos na rádio ligada ao governo deveria ter sido incluído como parte do processo, por ser autor da suposta irregularidade.

"Não se consegue imaginar hipótese em que o agente público, por ela citado, não seja chamado para integrar a lide. Não se pode julgar se houve conduta vedada ou não pela falta de defesa do acusado", disse o relator.

O voto do relator foi acompanhado pela maioria dos ministros que entenderam como "fundamental" a participação no processo do jornalista que fez as declarações contra o adversário do governador.

"Se o autor da conduta não está nos autos estamos falando de um beneficiário, sendo que a descrição é da conduta e o autor dessa conduta não aparece. Teria sido imprescindível o comparecimento [do jornalista no processo]", afirmou a ministra Cármen Lúcia.

Somente o ministro Marco Aurélio Mello votou pela manutenção do processo. "Não vejo, de início, com se apenar um servidor que atue sob orientação do que detém nas mãos a administração, beneficiando esta ou aquela candidatura", disse.

O governador de Roraima ainda não está totalmente livre da cassação, por que responde ainda a outro processo no TSE. Neste caso, ele responde por abuso de poder econômico e político, abuso de autoridade e uso indevido meio de comunicação. A acusação também foi apresentada por Neudo Campos e terá de ser examinada pelo plenário do TSE

 fonte g1 http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/11/tse-livra-governador-de-roraima-da-perda-de-mandato.html

terça-feira, 29 de novembro de 2011

FICHAS SUJAS - Processos na Justiça ameaçam 11 governadores. @sergiocabralRj é um deles !!1

Processos na Justiça ameaçam 11 governadores 
Anchieta Jr. (RR) pode perder mandato nesta semana, por ordem do TSE; maioria é acusada de abuso de poder e uso ilegal de meios de comunicação

Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode definir nesta semana o futuro político do governador de Roraima, Anchieta Júnior (PSDB), acusado pelo adversário Neudo Campos de abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação na eleição do ano passado. O tucano é um dos 11 governadores eleitos ou reeleitos em 2010 que já enfrentam o risco de perder o mandato na Justiça.

Veja também:
Sarney nega rebelião no PMDB contra o Supremo
TSE divulga prestação de contas de campanha do Pará
Marco Maia diz que Câmara não é delegacia de polícia


Nessa lista do TSE - corte que cassou três governadores nos últimos tempos -, estão: Tião Viana (PT, governador do Acre); Teotonio Vilela (PSDB, Alagoas); Omar Aziz (PSD, Amazonas); Cid Gomes (PSB, Ceará); Siqueira Campos (PSDB, Tocantins); Wilson Martins (PSB, Piauí); Antonio Anastasia (PSDB, Minas Gerais); Roseana Sarney (PMDB, Maranhão); André Puccinelli (PMDB, Mato Grosso do Sul); e Sérgio Cabral (PMDB, Rio de Janeiro).

Na maioria dos processos, as acusações são de abuso de poder político e econômico e uso indevido de meios de comunicação. As defesas negam as supostas irregularidades. Se forem cassados, os políticos poderão se tornar inelegíveis e eventualmente poderão ser barrados em outras eleições com base na Lei da Ficha Limpa.

Abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação também foram as imputações feitas à governadora do Rio Grande do Norte, Rosalva Ciarlini (DEM), absolvida em outubro pelo TSE por falta de provas. O processo contra Rosalva foi o primeiro julgado pelo tribunal relacionado à eleição de 2010.


Ficha Limpa. Recentemente, o TSE cassou os mandatos dos então governadores Cássio Cunha Lima (do PSDB da Paraíba), Marcelo Miranda (PMDB, Tocantins) e Jackson Lago (PDT, Maranhão), que morreu em abril. Apesar da Lei da Ficha Limpa, que veda a candidatura de políticos cassados, Cunha Lima e Miranda disputaram em 2010 uma cadeira no Senado e Lago concorreu ao governo maranhense.

O tucano obteve votos suficientes, mas somente conseguiu tomar posse no início deste mês, depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) concluir que a lei não poderia ter impedido candidaturas no ano passado. Miranda tenta até hoje no STF garantir a posse como senador.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

ARRECAÇÃO ILÍCITA - Ministério Público pede cassação de @Vaccarezza

Por Silvia Amorim (silvia.amorim@sp.oglobo.com.br ) e Isabel Braga (isabraga@bsb.oglobo.com.br )
 
SÃO PAULO - O Ministério Público Eleitoral em São Paulo pediu a cassação do mandato do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por arrecadação ilícita de recursos na campanha eleitoral de 2010.

O parlamentar é líder do governo na Câmara e informou nesta terça-feira, por meio de sua assessoria, que espera que o TSE confirme a decisão que ele já obteve no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Para a Promotoria, R$ 350 mil foram doados ao deputado por uma concessionária de serviço público e uma entidade de classe, o que é vedado pela Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), e cuja penalidade máxima é a cassação. Vaccarezza recebeu R$ 150 mil da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisas (Interfarma) e R$ 200 mil da UTC engenharia S/A.
O TRE paulista decidiu em favor do deputado por considerar que a Interfarma tem patrimônio particular e não recebe recursos públicos. No caso da UTC, a corte eleitoral considerou que a empresa não é concessionária ou permissionária de serviço público.

O recurso do Ministério Público foi protocolado na sexta-feira passada. Nele, os promotores defendem que a Interfarma reúne as características de entidade de classe, ao representar 41 entidades associadas e atuar junto às autoridades competentes no sentido de certificar a exclusividade de produtos farmacêuticos a favor dos seus associados. A promotoria afirma ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou no sentido de que entidade de classe é aquela na qual se congregam associações regionais.

Para o MP, a UTC Engenharia S/A é uma concessionária de serviço público porque atua na exploração de petróleo e gás natural, "atividade de titularidade exclusiva da União, a qual somente pode ser delegada mediante concessão ou permissão".
Segundo o recurso, os valores tiveram repercussão no contexto da campanha e o poder de desequilibrar a eleição, vez que Vaccarezza "foi eleito com expressiva quantidade de votos, o que contribuiu para o aumento do quociente do partido e da coligação pelo qual disputava a eleição".

Vaccarezza não comentou o assunto, mas, por meio de sua assessoria, informou estar confiante em um indeferimento do pedido da promotoria pelo TSE.
Vaccarezza diz estar tranquilo em relação à decisão do MPE
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) disse estar tranquilo em relação à decisão do Ministério Público Eleitoral de São Paulo (MPE-SP) de pedir a cassação de seu mandato como deputado federal ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Vaccarezza, as doações feitas à sua campanha respeitaram a legislação eleitoral e ele já foi vitorioso, por unanimidade, no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

- O TRE já descartou isso por unamidade. Não (estou preocupado), nem um pingo. Todas as duas empresas são privadas. Não doaram só para minha campanha, mas de outros candidatos. Se não me engano, doaram para o (Geraldo) Alckmin) - disse Vaccarezza.

Em nota enviada à imprensa na noite desta terça-feira, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) diz estranhar o Ministério Publico Eleitoral de São Paulo ter interposto recurso ao TSE, pois sua vitória no TRE foi unânime.

Os magistrados reconheceram que a primeira doadora de campanha citada não é entidade de classe; que a segunda doadora citada não é concessionária de serviços públicos e que não caberia ação para perda de mandato.

A nota diz que "há de ser lembrado que não é um processo exclusivo contra o deputado. Na verdade, são vários processos acusando os políticos que receberam doações das empresas. O MPE - SP não venceu nenhuma ação"

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/11/08/ministerio-publico-pede-cassacao-de-vaccarezza-925766117.asp#ixzz1dCnsvfhp 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CASSAÇÃO - Deputado cassado no PR se livra de punição por erro(???) do TRE

O deputado estadual do Paraná Bernardo Ribas Carli (PSDB), 25, livrou-se, nesta segunda-feira (24), de ser cassado pela Assembleia Legislativa do Estado por causa de um erro de redação.

Na semana passada, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná cassou o mandato do deputado por captação ilícita de recursos e prestação irregular de contas na campanha de 2010.


Divulgação

Deputado Bernardo Ribas Carli

O ofício enviado à Assembleia pela Justiça, porém, pedia a perda da vaga de "deputado federal" --Carli é deputado estadual.

Por "questão de ordem", a presidência da Assembleia decidiu encaminhar o caso à procuradoria da Casa e adiou a cassação do político.

A defesa de Carli pede que a cassação seja suspensa até o julgamento de todos os recursos interpostos pela defesa --pedido que já foi negado pelo TRE. Os advogados do deputado já entraram com recurso no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Segundo o TRE, um novo ofício, corrigido, deve ser enviado à Assembleia ainda hoje para permitir a cassação de Carli.

No lugar dele, que é suplente de Osmar Bertoldi (DEM), atual secretário municipal de Curitiba, deve assumir o segundo suplente da coligação, Antonio Carlos Belinati (PP).

Belinati é filho do ex-prefeito de Londrina, Antonio Belinati --que, em 2000, foi cassado do cargo por denúncias de corrupção.
Fonte Folha

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

GOLPE NO FICHA LIMPA - Após invalidar Ficha Limpa, @STFOficial garante posse de Cunha Lima no Senado

Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo
O ex-governador da Paraíba Cássio Cunha Lima deverá tomar posse em breve no Senado. Impedido de assumir uma cadeira no Congresso por causa da Lei da Ficha Limpa, Cunha Lima conseguiu nesta quarta-feira, 19, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhece a validade dos votos recebidos por ele há um ano.
O STF havia resolvido em março que a Ficha Limpa não poderia ter barrado candidatos em 2010 porque não foi aprovada com pelo menos um ano de antecedência à eleição.
A decisão será comunicada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que sejam tomadas as providências necessárias para a posse de Cunha Lima. O julgamento marcou a volta do ministro Joaquim Barbosa ao plenário do Supremo. Barbosa estava afastado do tribunal desde junho, quando foi submetido a uma cirurgia no quadril.


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

POLÍTICA - Rosinha consegue liminar para reassumir prefeitura de Campos

Rio - A prefeita de Campos, Rosinha Garotinho obteve, nesta sexta-feira, liminar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) que a reconduz ao cargo, após seu afastamento decidido pelo próprio orgão. Ela e o vice-prefeito, Francisco Arthur de Souza Oliveira, o Dr. Chicão (PP), foram cassados nesta quarta-feira pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico na campanha de 2008.

Na tarde desta sexta-feira, o presidente da Câmara Municipal, Nélson Nahim, chegou a tomar posse do cargo de prefeito, na Câmara Municipal, em solenidade tumultuada. A Polícia Militar chegou a enviar 15 viaturas para a casa legislativa, já que houve tentativas de agressão a Nahim e a outros vereadores, segundo o site da Intertv.

Foto: Mariana Ricci / Folha da Manhã

Desde o anúncio do afastamento de Rosinha, várias manifestações foram realizadas na cidade do Norte Fluminense | Foto: Mariana Ricci / Folha da Manhã

A liminar concedida pelo desembargador federal Sérgio Schwaitzer é válida por 30 dias e acolhe o pedido feito dentro de uma Ação Cautelar, ajuizada pelo casal Garotinho. O desembargador Schwaitzer concedeu a liminar com base em dois argumentos jurídicos. Primeiro, ele entendeu que seria plausível a alegação de Rosinha e Anthony Garotinho de que o casal teria direitos ameaçados pela decisão que cassou a prefeita e tornou o deputado federal inelegível. Além disso, o desembargador federal lembrou que a decisão do Juízo da 100ª Zona Eleitoral era passível de ser revisada, após o exame do recurso pelo Colegiado do TRE-RJ.

Anteriormente, na quinta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou pedido de liminar feito pela defesa de Rosinha. Desde a decisão que a tirou do cargo, a prefeita permaneceu acampada na sede da Prefeitura, acompanhada de filhos e cerca de 300 pessoas. Na madrugada de quinta, partidários de Rosinha chegaram a fazer uma manifestação, bloqueando a BR-101.

Além de Rosinha e Francisco Arthur de Souza Oliveira, o Dr. Chicão (PP), o ex-governador Anthony Garotinho e os radialistas Fábio Paes, Linda Mara Silva e Patrícia Cordeiro também haviam sido condenados, ficando inelegíveis por três anos, em decisão que é retroativa ao ano de 2008.

Fonte O dia http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2011/9/rosinha_consegue_liminar_para_reassumir_prefeitura_de_campos_196164.html

quarta-feira, 27 de abril de 2011

ELEIÇÕES 2010 - Malha fina eleitoral por Dora Kramer

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, recebeu ontem e encaminha hoje à Procuradoria-Geral da República e aos tribunais regionais eleitorais informações da Receita Federal sobre as doações de pessoas jurídicas e físicas às campanhas eleitorais de 2010.
Os dados mais relevantes dizem respeito às doações de pessoas jurídicas: de um universo de 20 mil doadores, quatro mil ultrapassaram o limite permitido por lei que é o de 2% do faturamento bruto da empresa no ano anterior à doação. No caso de pessoas físicas, o limite é de 10% do rendimento bruto do contribuinte.
O TSE não revela ainda quais os candidatos beneficiados, mas sabe-se que na malha fina estão campanhas federais e estaduais - de presidente a governadores, senadores e deputados.
Tanto doadores quanto receptores ficam, a partir do momento em que as informações chegarem ao Ministério Público, passíveis de processos. As empresas podem ser multadas no valor equivalente ao mínimo de cinco e ao máximo de 10 vezes a quantia excedente ao permitido por lei.
Além disso, podem perder o direito de participar de licitações e de fazer contratos com o poder público pelo prazo de cinco anos.
Os candidatos beneficiados pelas doações ilegais podem responder a processos por abuso de poder econômico, cuja pena máxima é a cassação do registro da candidatura e consequente perda de mandato com suspensão do direito de se candidatar por três anos.
Nos próximos dias, quando as informações já estiverem em poder da Procuradoria-Geral e dos TREs, será possível conhecer os detalhes do material encaminhado pela Receita ao TSE.
Os processos judiciais demoram, mas não custa lembrar que recentemente houve punições por abuso de poder econômico com a cassação do mandato de prefeitos, vereadores e governadores.
O trabalho conjunto da Receita Federal com a Justiça Eleitoral pode não solucionar definitivamente o problema de ilegalidades nas doações de campanha, mas de todo modo ao menos cria um espaço crítico para a dissolução do nefasto dogma segundo o qual nesse setor a infração é a mãe da necessidade, todos fazem e, por isso, a prática deve ser aceita.
Fogo fátuo. Assunto encerrado: a ideia de se promover uma fusão entre PSDB e DEM está fora de cogitação pelo menos até a eleição de 2012.
Depois que o senador Aécio Neves, inicialmente um defensor da fusão, declarou nesta semana que o melhor é preservar a aliança, mas conservar a independência das legendas, o plano foi abandonado e as especulações devidamente desautorizadas.
A fusão vinha encontrando pesadas resistências no PSDB, notadamente entre os políticos ligados ao ex-governador José Serra devido à rejeição a uma convivência sob o mesmo teto com o ex-presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, visto como um fator permanente de desestabilização da candidatura Serra durante a campanha presidencial.
Havia também problemas regionais que impossibilitariam a parceria de grupos antagônicos, como os dos deputados ACM Neto (DEM) e Jutahy Magalhães (PSDB) na Bahia, do governador Marconi Perillo (PSDB) e do deputado Ronaldo Caiado (DEM) em Goiás e de Onyx Lorenzoni (DEM) e Yeda Crusius (PSDB) no Rio Grande do Sul. Nenhum deles entregaria nem se submeteria ao comando do adversário.
Isso, para citar só alguns casos, já levaria a nova formação a iniciar os trabalhos em ambiente de pesados atritos.
Nenhuma vantagem, portanto, principalmente para os tucanos cuja crise interna é grave, mas não tão periclitante quanto a situação do DEM.
Os democratas, por sua vez, perderiam o tempo de televisão a ser negociado das eleições e, mais importante, estariam abrindo mão do fundo partidário de R$ 12 milhões até 2010 e de R$ 20 milhões para este ano. Soma considerável para ser desprezada assim de uma hora para outra.
A desistência do projeto de fusão produz um momento de rara unidade no PSDB que enfrenta uma péssima fase em São Paulo fonte de sua principal força política há 16 anos. 



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CONGRESSO NACIONAL - Deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) quase QUINTUPLICOU seu patrimônio

Fábio Fabrini, O Globo

Os integrantes da nova Mesa Diretora da Câmara assumem suas funções não apenas mais poderosos, mas também mais ricos. Em quatro anos de vida pública, nove dos 11 componentes, eleitos anteontem em plenário, tiveram significativa evolução patrimonial. Em alguns casos, o valor total dos bens chegou a triplicar, caso da vice-presidente Rose de Freitas (PMDB-ES).

Só dois dos parlamentares empobreceram.

Em 2006, os membros da Mesa declararam à Justiça eleitoral posses de R$ 11,9 milhões, valor que saltou para R$ 17,3 milhões no ano passado. Na média, o aumento foi de 45%. Nem todos vivem só do subsídio de parlamentar, que era de R$ 16,5 mil antes do reajuste de 62%, aprovado para a nova Legislatura.

Primeira vice-presidente da Casa, Rose de Freitas foi quem teve a maior variação patrimonial. Seus bens somavam R$ 972 mil no ano passado, mais que três vezes o declarado em 2006 (R$ 303 mil). Desde então, a deputada agregou ao patrimônio, entre outros bens, um apartamento de R$ 116 mil e uma casa de R$ 160 mil, segundo as declarações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de automóveis, um sítio e R$ 125 mil em espécie. Comparando com o da declaração de 2002 (R$ 213 mil), o patrimônio quase quintuplicou.

Questionada, ela explica que suas riquezas não cresceram tanto. Segundo a parlamentar, a cada declaração anual de Imposto de Renda, o valor de mercado de seus imóveis foi atualizado. A manobra, no entanto, é proibida pela Receita Federal, pois implica sonegação fiscal no momento da venda do bem.

domingo, 18 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - TSE e Polícia Federal no rastro do caixa dois


Na tentativa de combater o caixa dois e outros tipos de financiamentos ilegais de campanhas eleitorais, a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal vão fazer monitoramento sobre a movimentação financeira de segmentos suspeitos de despejar ou lavar dinheiro no patrocínio de candidatos nas eleições deste ano, conta a reportagem de Jailton de Carvalho, na edição deste domigo do GLOBO .
A polícia planeja investigar especialmente as articulações da máfia dos caça-níqueis e dos bingos, nas eleições no Rio de Janeiro e em São Paulo. Autoridades federais estão preocupadas também com a crescente desenvoltura no processo eleitoral de grupos supostamente ligados ao narcotráfico.
As investigações deverão começar formalmente nas próximas semanas. Mas os fiscais já estão sendo abastecidos com dados sobre a movimentação de alguns setores.
O que mais chamou a atenção dos investigadores foi a discreta, porém efetiva, articulação da máfia de caça-níqueis em busca de aliados políticos. O movimento em favor dos jogos de azar ressurgiu com força nos últimos meses. Em geral, candidatos não declaram recebimento de grupos de jogos.
- Ficamos sabendo que (as máfias de caça-níqueis) estariam oferecendo dinheiro para quem se dispuser a ajudar na legalização do jogo. A movimentação que ocorreu recentemente no Congresso para legalizar os caça-níqueis não foi uma coisa à toa - disse uma autoridade encarregada de acompanhar o processo eleitoral.
Leia mais em No rastro do caixa dois: TSE e PF mapeiam atuação do tráfico de drogas e da máfia de caça-níqueis na política