Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 20 de abril de 2012

TCE - Diz que Cabral e Beltrame compram aeronaves do mesmo tipo a preços diferentes


Dois helicópteros do mesmo modelo, comprados pela Secretaria Estadual de Segurança do Rio de Janeiro por preços diferentes (o segundo custou quase US$ 2,7 milhões a mais que o primeiro), gerou um questionamento do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) à Pasta.

Nesta quinta-feira, a Secretaria afirmou que a primeira aeronave foi comprada para a Polícia Civil em dezembro de 2007 e custou US$ 4.281.300, enquanto a segunda, adquirido em julho de 2010 para a Polícia Militar, custou US$ 6.965.000. O modelo é o Huey II, da empresa norte-americana Bell.


BELTAME EXPLICOU QUE
Segundo a Pasta, a diferença se justifica por três motivos: o tempo decorrido entre as compras, o fato de a primeira aeronave ter sido vendida a preço promocional por se tratar da primeira daquele modelo vendida no Brasil e os 27 equipamentos instalados no segundo helicóptero. A aeronave da PM dispõe de reforço na blindagem, equipamentos de visão noturna, kit rappel, gancho de carga e sistema de combate a incêndios, entre outros itens. Após receber as alegações da Secretaria de Segurança, o TCE-RJ ainda não se manifestou sobre o caso.

terça-feira, 17 de abril de 2012

RECEPTAÇÃO NO RIO - Ferros-velhos ilegais reabrem e já chegam a 70 na Região Metropolitana

Estabelecimentos voltam à ativa enquanto crescem os índices de roubos de veículos no estado
Rafael Galdo


Homens examinam um carro em Nova Iguaçu, do lado de fora de um ferro-velho na beira da Rodovia Presidente Dutra: o portão costuma ser mantido fechado
Marcelo Piu / O Globo


RIO
- Enquanto crescem os índices de roubos de veículos no estado, ferros-velhos irregulares voltaram a funcionar a pleno vapor na Região Metropolitana. De acordo com dados da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), órgão que concede a permissão para esses estabelecimentos operarem, são apenas 59 autorizados no estado. Mas, numa briga de gato e rato, muitos deles fechados em operações nos últimos anos reabriram clandestinamente em áreas como Jacarepaguá, Nova Iguaçu, São Gonçalo e Itaboraí. Hoje, a estimativa é que haja 70 funcionamento ilegalmente. Segundo especialistas e a polícia, os ferros-velhos são um dos principais destinos de carros e peças de veículos roubados ou furtados.

No início deste mês uma equipe do GLOBO percorreu três conhecidos polos de ferros-velhos. E constatou que neles há muito mais estabelecimentos abertos do que os que constam da lista de regularizados, obtida pelo jornal. Ao todo, em um dia, os repórteres encontraram 40 ferros-velhos somente em Nova Iguaçu, São Gonçalo e Itaboraí. Às margens da Via Dutra, na altura do Km 13, em Nova Iguaçu, havia 16 operando, embora apenas três ferros-velhos tenham autorização para tal.

Já à beira da BR-101, entre Manilha e Itaboraí, eram 18 estabelecimentos, enquanto a lista tem 13 autorizados para a região. Em São Gonçalo, na RJ-104, entre Alcântara e Manilha, eram outros seis, embora só um esteja autorizado nesse trecho.

Em Nova Iguaçu, 54 ferros-velhos foram fechados próximo à Dutra em julho de 2008. Hoje, só no quilômetro 13,5, sentido São Paulo, peças são vendidas por pelo menos dez estabelecimentos, um ao lado do outro. Compradores não conseguem distinguir qual ferro-velho está em situação regular e qual não está.

Portão fechado para driblar fiscalização
Repórteres do GLOBO passaram-se por interessados na compra de peças e encontraram alguns estabelecimentos com os portões fechados, sem que fosse possível ver o material no lado de dentro. Do lado de fora, no entanto, funcionários ofereciam as mercadorias.

— Peças de nacionais e importados? — perguntavam.

Num outro ferro-velho, perguntado sobre peças para uma Toyota Hilux, um funcionário afirmou que já tinha vendido todas as partes do último que havia chegado ao local:

— Compramos o carro depenado. E já vendemos tudo que tínhamos.

De acordo com o delegado Ronaldo Oliveira, ex-titular da DRFA e representante no Rio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, a prática de manter os ferros-velhos com portões fechados e vendedores na rua era comum no período em que esteve à frente da divisão, entre 2007 e 2009. Se o estabelecimento está trancado, fica difícil comprovar que ele estava funcionando ilegalmente. Na época, segundo o delegado, um levantamento da DRFA mostrou que 20% dos roubos de veículos estavam ligados aos ferros-velhos. Os outros 80% eram cometidos normalmente por jovens de 17 a 25 anos ligados ao tráfico. Para intensificar o combate aos ferros-velhos, Oliveira disse ter contado com a regulamentação da lei estadual 5.042, de abril de 2008:

— A lei passou a fiscalização dos ferros-velhos do Detran para a DRFA. Inicialmente, com base nela, apenas seis conseguiram a autorização.

Por essa lei, os ferros-velhos, para funcionar, precisam de cadastro na DRFA. E, para obter o Registro de Autorização de Funcionamento (RAF) na delegacia, precisam cumprir requisitos como etiquetar todas as peças à venda, informando sua origem, além de manter um cadastro com nomes, endereços, identidades e CPFs, tanto dos compradores como dos fornecedores. Desde a aprovação da lei, 385 ferros-velhos foram lacrados e 14 toneladas de peças foram apreendidas, entre 2008 e 2011.

Antes das operações, a estimativa era que houvesse cerca 400 estabelecimentos do tipo na Região Metropolitana. Embora o número de ferros-velhos irregulares tenha caído (para cerca de 70), cresceu para até 30% o percentual estimado de roubos que têm como destino os ferros-velhos. Segundo a DRFA, na última sexta-feira, uma operação fechou oito estabelecimentos na Estrada do Cafundá, em Jacarepaguá. E a ideia, segundo os investigadores, é aumentar a fiscalização para, com o tempo, reduzir esse comércio, até a sua extinção por completo.

De acordo com investigadores, atacar o ferro-velho agora é a forma mais rápida de tentar conter o crescimento dos índices de roubos de veículos. Mas, em paralelo, devem ser mantidas investigações sobre outros destinos dados aos veículos roubados, como a clonagem e o transporte clandestino.

Coronel da reserva da PM, Milton Corrêa da Costa também afirma que o crescimento dos roubos e furtos de veículos tem ligação com os ferros-velhos. Mas aponta outra hipótese: a repressão atual ao tráfico de drogas faz com que criminosos busquem outras fontes de lucro, acontecendo assim, segundo ele, um "maior intercâmbio entre traficantes e quadrilhas especializadas em desmanche, revenda de peças e receptação de veículos".

— O tráfico se aperfeiçoa em furto e roubo de veículos, e revende o produto do crime para quadrilhas especializadas. Uma das formas de combater esse crime é intensificar a fiscalização de ferros-velhos, principalmente no Grande Rio e em terrenos não legalizados — diz o coronel, lembrando ainda a necessidade de identificar oficinas de desmanche de veículos que se passam por mecânicas.

O aumento dos roubos
Os números mais recentes do Instituto de Segurança Pública mostram que, no Estado do Rio, houve um aumento de 31,1% nos roubos de veículos em fevereiro deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2011. Foram 1.953 casos este ano contra 1.490 em 2011. Na cidade do Rio, no mesmo período, o crescimento foi de 23,1% (940 ocorrências este ano e 763 em 2011). Na Grande Niterói (Niterói, São Gonçalo e Maricá), o aumento foi ainda maior, com 352 casos, 97% a mais na comparação com fevereiro de 2011. No mesmo período, o número subiu de 466 para 556 (19%) na Baixada e de 83 para 105 (26,5%) no interior.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/ferros-velhos-ilegais-reabrem-ja-chegam-70-na-regiao-metropolitana-4664612#ixzz1sIDfJlwu
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segunda-feira, 2 de abril de 2012

PROPINA NA UPP - Propina a policiais na Rocinha é investigada por inteligência. Valor seria de até R$ 200 mil mais Mensalinho de R$ 80 mil

Propina a policiais na Rocinha é investigada por inteligência
Segundo relatório de inteligência, pagamento seria de até R$ 200 mil

RIO
- A Secretaria estadual de Segurança confirmou, no domingo, que está investigando informações de que policiais militares responsáveis pelo patrulhamento na favela da Rocinha estariam recebendo dinheiro de traficantes para deixar de reprimir a venda de drogas em alguns becos e vielas da comunidade. De acordo com uma reportagem publicada pela revista "Veja" este fim de semana, um documento da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Civil, de 15 de fevereiro, dá conta de que a propina seria de R$ 200 mil de "entrada", além de um "mensalinho" de R$ 80 mil.  

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança informou que, a partir das conclusões do relatório de inteligência, "as denúncias poderão ser confirmadas e as punições, implementadas, ou pode ser comprovado que eram infundadas". Segundo a "Veja", o documento indica que o comércio de drogas pode ter sido transferido para pontos discretos dentro da Rocinha, enquanto os PMs limitariam o patrulhamento às vias principais da favela.

A Rocinha foi ocupada em novembro do ano passado, numa operação que mobilizou três mil homens, blindados da Marinha e do Bope, além de helicópteros. Na mesma época, as comunidades vizinhas do Vidigal e da Chácara do Céu também passaram pelo processo de ocupação. No dia 10 de novembro, três dias antes da operação, o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, que comandava o tráfico na Rocinha, foi preso por policiais militares do Batalhão do Choque quando tentava fugir dentro da mala de um carro. Ele tentou subornar os dois PMs que o detiveram, mas não teve sucesso.

Levado para a Polícia Federal, o traficante contou em depoimento informal que arrecadava cerca de R$ 1 milhão por mês com venda de drogas na Rocinha, mas que metade era usada para pagar policiais.
No dia da prisão de Nem, policiais federais prenderam três agentes da Polícia Civil e dois ex-PMs na Gávea auxiliando na fuga de cinco bandidos, entre eles Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, ex-chefe do tráfico no complexo de favelas de São Carlos, no Estácio.

Após a retomada, a Rocinha foi ocupada pelo Bope. Há dois meses, o Batalhão de Choque assumiu o patrulhamento. Semana passada, a favela ganhou um xerife, o major Edson Raimundo dos Santos, de 38 anos, ex-integrante do Bope, que comandará o policiamento.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/propina-policiais-na-rocinha-investigada-por-inteligencia-4471272#ixzz1qsKDVFQe

domingo, 18 de março de 2012

ASSALTOS A CARTEIROS NO RIO - Quadrilhas dão prejuízo de R$ 7 milhões aos Correios. Dez veículos são assaltos por dia

Dez veículos de entrega são assaltados por dia no Rio. Violência tirou 600 carteiros das ruas


POR Francisco Edson Alves

Rio - Quinta-feira, 11h50. A Kombi dos Correios em que o carteiro X., 49 anos, trabalha é interceptada por dois bandidos na Rodovia Washington Luiz, em Caxias. Irritado porque as encomendas já tinham sido entregues, um dos ladrões atira duas vezes, ferindo o profissional no braço direito. A ação violenta de quadrilhas já tirou das ruas 600 carteiros no Rio e fez os Correios contratarem escolta armada para as entregas. Só ano passado, a estatal gastou R$ 7 milhões em indenizações por conta de roubos de encomendas.

A violência enfrentada por boa parte dos 11,2 mil carteiros da Baixada Fluminense, Rio, Niterói e São Gonçalo chegou a níveis alarmantes. De acordo com o Sindicato dos Carteiros, pelo menos 10 profissionais são assaltados diariamente (300 por mês, em média) nessas regiões, onde 62 mil mercadorias são entregues a cada 24h.

Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
VÍTIMA 27 VEZES
Abalados psicologicamente, 500 carteiros estão afastados. A situação vem piorando desde o ano passado, quando compras pela Internet viraram uma febre. TVs de plasma, laptops, jogos eletrônicos, celulares e até fogões passaram a ter endereço certo: as mãos dos ladrões, que veem os carteiros como alvos fáceis. “Deus me salvou”, conta X.,assaltado nove vezes em 26 anos de carreira. Profissional de São Gonçalo acumula recorde: foi roubado 27 vezes. Hoje, está afastado.

PARALISAÇÃO
Quarta-feira, os 80 carteiros do Centro de Entregas de Encomendas de Niterói e São Gonçalo paralisaram a entrega de 2 mil produtos. “Eles só retornaram depois que a empresa providenciou mais quatro escoltas armadas, além das duas que existiam. Queremos mais quatro”, ressaltou o sindicalista Marcos Sant’águida.

Sequestros-relâmpago e ameaças de morte

Além dos assaltos, os carteiros que também são obrigados a dirigir veículos de entregas sofrem sequestros-relâmpago, agressões, ameaças de morte e humilhações.

“Em dois anos, fui alvo de ladrões 14 vezes. Em setembro, um bando me levou para dentro da favela Chumbada, em São Gonçalo. Enquanto descarregavam a van, me davam socos e pontapés, porque implorava para não ser morto”, lembra A., 31.

O Sindicato dos Carteiros informou que ao menos 500 profissionais alvo de violência estariam afastados do trabalho com problemas psicológicos. “Os bandidos dizem que sabem nossos nomes e de nossos parentes e os endereços. Isso nos enlouquece”, diz um dos que estão de licença médica.

Empresa usa escolta armada

Os Correios garantiram, em nota, que a empresa “vem alocando escoltas armadas e rastreamento para veículos em áreas de risco, além do monitoramento com imagens, cofre com retardo eletrônico, alarme e vigilância nas agências”. Na quinta-feira, a agência de Miguel Couto, em Nova Iguaçu, foi fechada, depois de 15 assaltos em seis meses.

A Polícia Federal informou que está investigando o aumento de assaltos. Relatório que aponta locais com mais incidência do crime será enviado à Secretaria de Segurança e ao Comando da PM. Em 12 meses, pelo menos seis suspeitos de pertencerem a quadrilhas especializadas em assaltar carteiros foram presos.

Fonte O Dia

 
   

sábado, 17 de março de 2012

MILÍCIAS NO RIO - Fraude da integração na mão de PMs

Oficial da Baixada seria líder do bando que vende cartões no mercado negro e ameaça funcionários das concessionárias. Após denúncia de O DIA, Polícia Civil abre inquérito

POR Alessandra Horto


Rio
- Milícia formada por PMs de batalhão da Baixada Fluminense é suspeita de comandar uma das principais quadrilhas de venda de bilhetes da integração metrô-trem desviados. O grupo, que seria liderado por oficial da PM, controla a maioria dos pontos de comercialização do tíquete. A gangue também é apontada como responsável pelas ameaças feitas a funcionários e até executivos das concessionárias MetrôRio e SuperVia.

Vídeo flaga ação de cambistas em estações


Ontem, após O DIA denunciar a disputa por mercado negro que movimenta mais de R$ 1,44 milhão por mês e frauda 40 mil dos 70 mil bilhetes de integração vendidos por dia, a Polícia Civil abriu inquérito. Agentes da Delegacia de Defesa do Consumidor terão apoio de unidades distritais para prender o bando.

Assustado, funcionário do alto escalão de uma das concessionárias revela detalhes das ameaças feitas pela quadrilha. Algumas são direcionadas à família dos trabalhadores. “Eles mandam recados dizendo que se acabarmos com o esquema deles, que nossos filhos terão que mudar de escola, que nos caçarão por toda a parte”, conta.

Preocupada, a SuperVia reforçou a segurança nas estações. Policiais à paisana têm circulado em meio aos passageiros, atentos a qualquer movimentação suspeita que possa oferecer risco a funcionários, usuários ou empresa. Recentemente, acordo assinado entre a concessionária e a Secretaria de Segurança Pública permite esse serviço.



A SuperVia informou que encaminhou ofício à Secretaria Estadual de Transportes comunicando o fato e pedindo providências. O secretário Júlio Lopes, no entanto, não quis falar sobre o problema. Em nota, a Metrô Rio também disse que comenta o assunto.

Esquema rende lucro de R$ 1,44 milhão por mês
A rentabilidade do mercado negro de bilhetes da integração metrô-trem está alimentando uma guerra entre quadrilhas. Conforme O DIA mostrou ontem, a disputa pelo controle dos pontos de venda dos tíquetes nas estações já provocou até mortes.

Vendido por R$ 4,20 nas bilheterias da SuperVia e do metrô, o benefício que dá direito a embarque nos dois modais está sendo fraudado por cambistas que agem a serviço das quadrilhas.

De posse dos dois cartões — necessários para garantir embarque nos dois sistemas — eles os revendem separadamente por R$ 2,90 (trem) e R$ 3,10 (metrô), valor integral das passagens. O lucro obtido é de R$ 1,80 por venda, já que a soma dos dois valores dá R$ 6.

Estimativas das concessionárias mostram que o negócio rende R$ 1,44 milhão por mês. Tanto prejuízo levou ao fim do benefício que será substituído pelo Bilhete Único. Com isso, o preço da viagem completa passará de R$ 4,20 para R$ 4,95 a partir de segunda-feira.


Fonte O Dia     

sexta-feira, 16 de março de 2012

ASSALTO NO RIO - Dois médicos são assaltados dentro do Hospital do Andaraí. ( @minsaude )

É o segundo assalto em hospital na região da Grande Tijuca em dois dias
Athos Moura


RIO - Dois médicos residentes foram assaltados, na noite desta quinta-feira, dentro do Hospital Federal do Andaraí enquanto davam plantão. Segundo a Polícia Militar, as vítimas do roubo contaram que um homem foi até a sala dos médicos, por volta das 21h30m. Armado com um revólver, anunciou o assalto. O ladrão levou pertences pessoais como relógios, cartões e dinheiro. Em seguida, fugiu.

Os médicos optaram por não registrar o crime enquanto o seu expediente não terminasse. A dupla de residentes informou aos policiais que comparecerá à delegacia de Vila Isabel na manhã desta sexta-feira.

Esse é o segundo assalto em hospital na região da Grande Tijuca na mesma semana. Na última terça-feira, um homem armado invadiu o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, no Maracanã, rendeu quatro médicos e roubou notebooks, celulares e carteiras. A polícia foi acionada, mas não conseguiu encontrar o criminoso. Os médicos foram trancados no banheiro e só foram liberados 20 minutos depois, ao conseguirem contato com outros funcionários. Quando os quatro profissionais foram socorridos, o assaltante já tinha fugido.

— Para nos amedrontar, ele dizia que tinha dois comparsas nos corredores. Mas a gente não viu mais ninguém — contou uma das vítimas.



Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/dois-medicos-sao-assaltados-dentro-do-hospital-do-andarai-4325339#ixzz1pHJJeLVW

quinta-feira, 8 de março de 2012

PERSEGUIÇÃO E PUNIÇÃO NO RIO - Após greve da PM, 13% dos policiais do Bope foram transferidos para outros batalhões

Por Herculano Barreto Filho
Policial do Bope em treinamento no Cristo Redentor: parte da tropa, preparada para ações de alta complexidade, foi mandada para batalhões comunsFoto: Wania Corredo / Extra / 28.9.2006

Em apenas 22 dias, o efetivo do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tropa de elite da PM, emagreceu quase 13%. Na ressaca após a greve das polícias, pelo menos 51 caveiras — que passam por vários cursos de treinamento em ações de combate, tiro de precisão, escalada e resgate de reféns — foram transferidos. Vinte e dois deles, para batalhões comuns, no interior do estado. O Bope tem cerca de 400 homens, segundo o site da PM. As transferências de quatro subtenentes, 18 sargentos, 17 cabos e 12 soldados começaram a ser publicadas no Boletim Interno da corporação cinco dias após a manifestação feita por 5 mil PMs, policiais civis e bombeiros na Cinelândia,em 10 de fevereiro, iniciando a greve da polícia.

Na ocasião, o Bope foi chamado, pelo comando-geral da Polícia Militar, para reprimir a manifestação. Mas os policiais militares que estavam de plantão se negaram a cumprir a ordem.

— O Bope descumpriu a ordem porque não iria reprimir os colegas de farda. Agora, toda a equipe está sendo transferida, como forma de represália. Até o sargento mais antigo do Bope foi mandado embora — disse um PM, que preferiu não se identificar por medo de represálias.

A Polícia Militar nega que exista qualquer tipo de relação entre o episódio e a greve. Segundo a corporação, foram transferências de rotina.

As transferências foram publicadas em três boletins. Em 14 de fevereiro, 11 homens que estavam em serviço no dia da greve foram transferidos — nove deles para batalhões comuns e dois para UPPs. Dois dias depois, outros oito policiais militares deixaram a elite da corporação para trabalhar em batalhões comuns.

Transferência em massa

No boletim interno 43, de anteontem, o golpe foi ainda mais duro. Uma transferência em massa, com a publicação de 32 nomes, enviou parte da elite da corporação para unidades no interior do estado.

Ao todo, 11 policiais militares vão se deslocar 183 quilômetros para chegar ao 32 BPM (Macaé). Outros 11 homens farão um trajeto ainda maior: se afastarão 274 quilômetros da capital, para prestar serviço no 8 BPM (Campos dos Goytacazes).

Quatro caveiras foram transferidos para o BPTur, batalhão de atendimento a turistas. O Batalhão de Ação com Cães, a Diretoria Geral de Saúde e o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças também terão um caveira, cada, em seu efetivo.


Fonte Extra: http://extra.globo.com/casos-de-policia/apos-greve-da-pm-13-dos-policiais-do-bope-foram-transferidos-para-outros-batalhoes-4254424.html#ixzz1oWWP4tBR

sábado, 25 de fevereiro de 2012

SEGURANÇA NO RIO - Polícia tenta encontrar imagens de assalto sofrido pelo coordenador das UPPs


Coronel Rogério Seabra fala em palestra na PM
Foto: Guilherme Pinto
Por Herculano Barreto Filho
Policiais da 24ª DP (Piedade) tentam localizar câmeras nas proximidades das ruas José Domingues e Silvana, em Piedade, onde o coordenador de Polícia Pacificadora, coronel Rogério Seabra, foi assaltado, na tarde desta quinta-feira. Os agentes esperam que a ação tenha sido gravada e, assim, os bandidos possam ser reconhecidos.

Segundo o registro de ocorrência feito na delegacia, por volta das 17h30m, o coronel e seu motorista, o também PM Anderson Sancler de Figueiredo e Silva foram rendidos por quatro homens armados, que saltaram de um Astra branco. Cartões bancários e documentos dos dois policiais foram levados pelos bandidos, que não perceberam que as vítimas eram PMs.

Do coronel foram roubados também mil reais e dois telefones celulares. No carro havia também duas pistolas e carregadores das armas. Os criminosos fugiram no carro da PM, uma picape Nissan Sentra, placa LQC 7616, que circulava descaracterizada.

A PM divulgou nota sobre o assalto sofrido pelo coronel Seabra na tarde desta sexta-feira. Eis a íntegra do informe:

"O Coordenador de Polícia Pacificadora (CPP), coronel Rogério Seabra, foi assaltado no fim da tarde de ontem (dia 23) quando trafegava pela Rua José Domingues esquina com Rua Silvana, em Piedade, Zona Norte do Rio. Quatro bandidos armados com pistolas abordaram a viatura descaracterizada (Nissan Sentra - Placa LQC 7616) onde estava o coronel Seabra e seu motorista, que é cabo da Policia Militar. No veículo estavam duas pistolas e pertences pessoais do coronel e do motorista. A ocorrência foi registrada na 24ªDP (Piedade)."



Fonte Extra  http://extra.globo.com/casos-de-policia/policia-tenta-encontrar-imagens-de-assalto-sofrido-pelo-coordenador-das-upps-4056860.html#ixzz1nNjNpOJX


    

sábado, 21 de janeiro de 2012

TRÁFICO NO PAC - Líder comunitário colocava nomes em lista de sorteio de apartamentos

Polícia diz que acusado se uniu ao tráfico para tomar apartamentos e repassá-los por até R$ 20 mil

POR FRANCISCO EDSON ALVES


Rio - Das grades que criavam área privê para apartamentos de traficantes em condomínio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para as grades da cadeia. A polícia prendeu na noite de quinta-feira, Leonardo Januário da Silva, 34 anos, presidente da Associação de Moradores da Favela Mandela de Pedra, no Complexo de Manguinhos. Ele é acusado de se associar com traficantes em um esquema lucrativo de invasão e venda dos imóveis por até R$ 20 mil. O problema foi revelado por O DIA no domingo passado.

Leonardo, ou ‘Léo da Embratel’ — em referência ao nome do condomínio onde atuava — cobrava a partir de R$ 15 mil por um apartamento do PAC. Os imóveis eram distribuídos de acordo com censo realizado por moradores da favela. Ele lucrava também com aluguel social: inventava cadastro de beneficiados e embolsava o valor.

Leonardo Januário da Silva foi preso na noite desta quinta-feira | Foto: Severino Silva / Agência O Dia
O líder comunitário começou a ser investigado há quatro meses, quando um de seus telefonemas foi ouvido, por acaso, por policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. Eles investigavam o tráfico de drogas em São Gonçalo, que culminou na Operação Dezembro Negro. A prisão contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

“Constatamos que Leonardo comandava duas fraudes: o recebimento indevido de aluguel social e a inserção de nomes em listas para sorteio de apartamentos, que eram entregues mediante pagamentos de R$ 15 mil a R$ 20 mil”, afirmou o delegado Alan Luxardo. Os lucros eram divididos com os bandidos.

Grades nos corredores do PAC de Manguinhos: instaladas por moradores com medo e por traficante para isolar seus apartamentos | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

Segundo ele, Leonardo enriqueceu: “Ele tem um caminhão e quatro carros de luxo (um Audi, uma Zafira, uma Ranger e uma Blazer) e negociava a compra de uma mansão em Arraial do Cabo por R$ 350 mil”. Os veículos ainda não foram apreendidos.

Fraude incluía marcar barracos com letra L

Para receber o aluguel social de forma fraudulenta, Leonardo chegou a construir barracos para obter o benefício. Eles eram marcados com a letra L — inicial de seu nome. Leonardo então inventava moradores para esses locais e os cadastrava. Para retirá-los das moradias precárias, o estado pagava até R$ 500 de aluguel social por família. O valor pago ia para o bolso de Léo.

“As escutas mostraram o estreito ligamento desse líder comunitário com o traficante Marcelo Piloto (Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, do Comando Vermelho, chefe do tráfico no Complexo de Manguinhos). Tanto que parentes de Piloto já tinham ocupado no mínimo 12 unidades no condomínio”, contou Luxardo.

O acusado confirmou que conhece o traficante, mas negou os crimes. “Nascemos e nos criamos na mesma comunidade. Se dissesse que não o conheço, estaria mentindo, mas ele nunca se intrometeu no meu trabalho e nem eu em suas atividades”.

Leonardo admitiu que parentes também foram sorteados com imóveis do PAC: “Porque parente meu não pode morar lá? Tenho 11 irmãos, entre eles uma deficiente mental, e nunca tivemos oportunidade de nada”. Ele vai responder por associação para o tráfico, falsificação de documentos e crimes contra a administração pública.

Bandidos cobram R$ 150 de taxa
Reportagens de O DIA mostraram que Leonardo encabeçava o esquema de venda de imóveis do PAC desde 2009, quando as obras do Governo Federal foram inauguradas.

Influente entre políticos, Leonardo chegou a ser fotografado com o ex-presidente Lula, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes em pelo menos duas ocasiões, no início das obras e na entrega dos apartamentos, em 2010.
No período em que O DIA frequentou o condomínio, foi possível constatar que imóveis foram transformados em lojas, igrejas e até em bares com máquinas caça-níqueis. Alguns servem de esconderijo para armas e drogas.
Para manter as irregularidades, os traficantes cobram R$ 150 de taxa. Bailes funk são promovidos na área comum do conjunto para reforçar a receita com a venda de drogas.

Com medo, moradores também estão alugando ou vendendo os imóveis, o que é proibido. Alguns instalaram grades nos corredores dos prédios para se protegerem. Em alguns casos, o isolamento foi erguido pelos traficantes, para criar área exclusiva de seus imóveis

Fonte O Dia http://odia.ig.com.br/portal/rio/html/2012/1/lider_comunitario_colocava_nomes_em_lista_de_sorteio_de_apartamentos_219858.html

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

MILÍCIAS NO RIO - Testemunha de processo contra milícia é a 4a assassinada no RJ


Uma das testemunhas da Operação Capa Preta, que investiga a ação de milícias na Baixada Fluminense, foi assassinada na noite desta quinta-feira, com pelo menos dez tiros, em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio. Considerado peça fundamental na investigação do caso, Alex José do Carmo foi a 4ª testemunha assassinada desde o início das investigações. As informações são da rádio CBN.
O processo investiga a ação de 13 policiais militares, quatro ex-policiais, um policial civil, um sargento do exército, um sargento da marina e um fuzileiro naval. Segundo a polícia, eles agiam cobrando taxas de moradores para segurança, instalação de serviços de TV a cabo e gás.


   

INSEGURANÇA NO RIO - Sequestros-relâmpago apavoram professores de medicina no Fundão

Sequestros-relâmpago apavoram professores de medicina no Fundão
Bandidos agem pela manhã; desde outubro já houve cinco registros

Simone Candida



Aumentou o número de assaltos no estacionamento do Hospital do FundãoMarcelo Piu / O Globo

RIO - O medo da violência ronda o campus da UFRJ, na Ilha do Fundão. Uma série de sequestros-relâmpago de professores — quase sempre de manhã — vem ocorrendo na Faculdade de Medicina, onde mestres vêm sendo rendidos e assaltados por homens armados no estacionamento do Hospital Universitário, como informou na quinta-feira Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO. Entre outubro de 2011 e janeiro de 2012, foram cinco casos registrados, o mais recente de um médico que há 15 dias teve o carro roubado, foi obrigado a fazer saques em caixas eletrônicos e depois abandonado na Linha Vermelha, na altura de Caxias. Segundo a prefeitura do campus, em 2011 houve 17 casos de sequestro-relâmpago no Fundão.

Com medo de vingança, as vítimas fizeram registro na 37ª DP (Ilha), mas preferem não se identificar. O médico que foi roubado este mês estava chegando para trabalhar, por volta das 7h30m, e foi rendido por três homens que já o aguardavam dentro de um carro parado no estacionamento do hospital. Um dos bandidos, armado, levou seu automóvel, e os outros dois o obrigaram a entrar no outro veículo.

— Os ladrões ficaram horas rodando com a vítima pela Baixada e o obrigaram a fornecer as senhas dos cartões dos bancos. Ele perdeu R$ 4 mil, cartões, joias e o automóvel. E ficou traumatizado — contou um amigo do médico.

Segundo um outro médico do hospital, os bandidos já atacaram nos últimos quatro meses cinco colegas que chegavam cedo para atender pacientes internados. De acordo com a assessoria da prefeitura da Cidade Universitária, os estacionamentos do campus são controlados por diversas empresas.

— Estamos chocados e com medo, pois os bandidos continuam agindo. Os piores meses são sempre os de férias — diz um professor, que pede para não ser identificado.

Um outro médico conta que a abordagem dos bandidos é sempre a mesma. Eles atacam as vítimas quando estão chegando ao trabalho, pela manhã, colocam uma venda ou capuz e obrigam a pessoa a fornecer as senhas dos cartões.

A prefeitura da Cidade Universitária diz que já acionou a polícia e tem tomado providências para evitar os assaltos e sequestros-relâmpago. Mas, segundo o prefeito do campus, Ivan Ferreira Carmo, os agentes de segurança da UFRJ não têm poder de polícia. Eles atuam de forma ostensiva e, de acordo com Carmo, orientam e dão assistências às vítimas, além de chamar a Polícia Militar quando acontece algum crime no Fundão.

Número de câmeras vai aumentar

Além dos 17 sequestros-relâmpago, em 2011 foram registrados 60 furtos no Fundão: 30 de veículos; 12 em veículos e 18 de pedestres. Juscelino Ribeiro, coordenador operacional de Segurança da UFRJ, diz que a violência diminuiu desde que foram intensificadas as rondas:

— Estamos fazendo nosso trabalho: procuramos a delegacia, que vem investigando as quadrilhas, e estamos intensificando as rondas. Mas só fazemos o que é possível, pois precisaríamos de mais homens.

Segundo ele, a UFRJ conta com 14 seguranças e dez carros para percorrer estacionamentos e vias da universidade, quando seriam necessários no mínimo cem. O último concurso público para a função ocorreu há 22 anos. A assessoria de imprensa da prefeitura da UFRJ informou que alguma medidas já estão sendo tomadas: o número de câmeras que monitoram as vias vai aumentar de 16 para 56 e as quatro cabines blindadas serão reposicionadas para os pontos onde têm sido registrados os crimes, como a área entre o Centro de Ciências da Saúde (CCS) e a Escola de Educação Física



Fonte O GLobo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/sequestros-relampago-apavoram-professores-de-medicina-no-fundao-3719891#ixzz1jzgKa1T8

sábado, 10 de dezembro de 2011

SUMIÇO NO RIO - Justiça decreta prisão de três PMs da UPP da Cidade de Deus

Eles são suspeitos de participação no desaparecimento de homem na última terça-feira


Vera Araújo

O Globo

RIO - A Juíza da Auditoria Militar do Rio, Ana Paula Monte, decretou nesta sexta-feira, a pedido do Ministério Público estadual, a prisão de três policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus: os soldados Wllisses Resende Nascimento e Maiko Menezes de Azevedo e o recruta Rafael Guimarães Santos. Os três são suspeitos do desaparecimento, na madrugada de terça-feira passada, de Gilmar da Silva Barreto, de 36 anos, dono de um ferro-velho na Cidade de Deus.

Testemunhas contaram que viram Gilmar sendo abordado pelos PMs, na localidade conhecida como Karatê. O homem, segundo a PM, estaria dirigindo com sinais de embriaguez, sem a carteira de habilitação nem os documentos do veículo. Ele foi, então, levado até a casa de parentes, onde teria chegado com ferimentos. Lá, o irmão do motorista foi informado pelos policiais de que Gilmar seria levado para a delegacia. Onde, no entanto, ele nunca chegou.

Na noite de quarta-feira, a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos retirou a família de Gilmar da comunidade, a fim de dar total proteção e garantias de vida aos parentes. De acordo com a promotora do MP Isabella Lucas, autora do pedido de prisão dos três, eles são acusados de agressão e extorsão mediante sequestro. No pedido, é requerido ainda que o recruta fique em local separado dos demais PMs, que serão levados para o Batalhão Prisional (BEP).

A polícia investiga se o desaparecimento de Gilmar pode ter algum tipo de ligação com um suposto pedido de propina feito pelos policiais. O irmão da vítima procurou a UPP, onde relatou o fato ao comandante da unidade, capitão Felipe de Carvalho. Ele teria reconhecido um policial por foto e também passado a placa de uma viatura que teria sido usada durante a abordagem. Segundo o capitão Carvalho, os policiais foram chamados e prestaram depoimento. Eles declararam que teriam liberado Gilmar após dar um tiro para o alto, na tentativa de assustá-lo, e que não o viram mais.

O caso foi encaminhado para a 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, que já tinha decidido pela prisão administrativa dos dois soldados, por um período de 72 horas. Após tomar os depoimentos das testemunhas e dos policiais acusados, a Corregedoria da PM instaurou um Inquérito Policial-Militar (IPM) e realizou perícias no carro, nas armas usadas pelos policiais e no local

FONTE O GLOBO Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/justica-decreta-prisao-de-tres-pms-da-upp-da-cidade-de-deus-3421959#ixzz1g8CTbJp6
 

domingo, 4 de dezembro de 2011

InDIGNIDADE NO RIO - PM ferido depende de vaquinha para ter cadeira de rodas



Luta por dignidade: PM ferido depende de vaquinha para ter cadeira de rodas

O PM Fávaro quando ainda estava em atividade: elogios Foto: pablo jacob
Herculano Barreto Filho

O soldado Alexsandro Fávaro, de 31 anos, era tido como policial exemplar. Um apaixonado no combate ao crime, como os colegas de farda costumam dizer. Há três meses, o combate mudou de terreno. Atingido no pescoço num tiroteio entre policiais da UPP Fallet/Fogueteiro e traficantes no Morro do Fogueteiro, no Rio Comprido, ele faz sessões de fisioterapia no Hospital da Polícia Militar (HPM) para recuperar os movimentos dos membros. E conta com a luta de outros policiais militares.

Como o major Hélio, que lançou uma campanha no site cfappmerj.org para pedir colaborações de R$ 1, que ajudem na aquisição de uma cadeira de rodas de R$ 2.500, específica para tetraplégicos. “A esposa continua assistindo e apoiando o marido e está impossibilitada de trabalhar, pois o caso dele ainda inspira cuidados”, diz um dos trechos do texto. Segundo o comunicado, a PM não possui a cadeira de rodas e a aquisição pode levar até seis meses. O problema é que o soldado Fávaro terá alta em breve.

O major Hélio não é o único que busca mobilização para ajudar no caso. De acordo com o capitão Felipe Magalhães, comandante da UPP Fallet/Fogueteiro, o grupo de policiais que se formou com Fávaro também faz contribuições para ajudá-lo. Amigo do soldado, o capitão foi instrutor no seu curso de formação. E comandante no período em que Fávaro atuou na UPP.

— Ele era um excelente policial. Adorado por todos, porque era um profissional que sabia a hora de combater, mas também sabia o momento certo para prestar serviço aos moradores.

Na corporação há apenas três anos, Fávaro colecionava prisões e apreensões num caderno recheado por recortes de ocorrências e reportagens policiais. Em março de 2009, quando trabalhava no 12 BPM, em Niterói, e ainda não estava habilitado para usar arma, recebeu um certificado de honra ao mérito por ter “se destacado no combate à criminalidade” por prender um suspeito só com o cassetete.

Outro drama
Em novembro do ano passado, o sargento Heliomar Ribeiro dos Santos Silva, de 36 anos, viu a morte de perto no cruzamento da Avenida dos Democráticos com a Dom Hélder Câmara, no Jacarezinho. Ele estava numa carro do 22 BPM (Maré) quando cruzou por um bonde de 20 homens, com fuzis em carros e motos. O veículo foi fuzilado e o soldado caiu no chão, baleado. Só saiu de lá com vida porque foi tirado do asfalto por um taxista, que o socorreu no momento em que um ônibus parou na sua frente, impedindo o acesso dos bandidos.

Um ano depois, Heliomar ainda luta para se recuperar das sequelas provocadas pelos tiros, que acertaram a sua nuca, de raspão, o braço e o pé esquerdos. Três vezes por semana, faz fisioterapia para recuperar os movimentos do braço. Perdeu o dedão e caminha com dificuldades, já que não encosta a sola do pé no chão, porque um nervo foi atingido.

A situação financeira da família também não é das melhores, já que Heliomar fazia “bicos” para completar a renda familiar quando estava na ativa. Como não pode dirigir, vendeu o carro, um Fiat Uno antigo.

Morador de Itaboraí, ele desistiu das sessões de fisioterapia mantidas pela PM, em Olaria, no Rio, porque não teria como pagar o deslocamento semanal. Optou pelo tratamento num hospital público, perto de casa. Apesar das dificuldades, ainda acredita que um dia poderá voltar a vestir a farda da Polícia Militar.

— Ele não se conforma, porque estava acostumado a estar na ativa — conta a mulher, a dona de casa Cristiane Santos Silva, de 37 anos.

Mas nada causa revolta em Cristiane. Porque o marido vai poder ver a filha, de 3 anos e 9 meses, crescer. E, de tempos em tempos, ela telefona para o taxista que salvou o seu marido.

— Ligo pra agradecer. Depois de Deus, ele é o meu anjo da guarda, porque salvou o meu marido. Vou agradecer pelo resto da minha vida

Extra Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/luta-por-dignidade-pm-ferido-depende-de-vaquinha-para-ter-cadeira-de-rodas-3375583.html#ixzz1far29d7l

terça-feira, 29 de novembro de 2011

InSEGURANÇA NO RIO - Deputado Geraldo Moreira sofre tentativa de assalto na Rio-Magé

Carro oficial da Assembleia Legislativa foi atingido por três disparos, político não ficou ferido
Carla Rocha 

O carro oficial dirigido pelo deputado estadual Geraldo Moreira (PTN) foi atingido por três disparos Fernando Quevedo / O Globo
RIO - O deputado estadual Geraldo Moreira (PTN) foi vítima, na noite de segunda-feira, de uma tentativa de assalto ou atentado. Ele foi atacado quando passava pela Rodovia Washington Luís, na altura do antigo KM 18. Segundo o parlamentar, um grupo — provavelmente três homens — num carro prata o abordou, determinando que ele parasse. Ao perceber que se tratava de um ataque, Geraldo, que dirigia um Bora oficial da Assembleia Legislativa do Rio, contou que se desesperou e acelerou para fugir e teve seu carro atingido por por três disparos. O deputado, que não se feriu, foi perseguido por cerca de quatro quilômetros até se proteger num posto de gasolina.

O ataque aconteceu por volta das 23h. Moreira disse que tinha saído de sua casa, em Pilar, Duque de Caxias, para se encontrar com um líder comunitário de um loteamento conhecido como Chácara Rio-Petrópolis, perto de Santa Cruz da Serra. Ao voltar, sozinho, o deputado disse que dirigia em baixa velocidade, cerca de 50Km/hora, por causa do tempo chuvoso, quando um carro prata emparelhou com o dele. O motorista desceu armado.

— Ele gritava para, para. Fiquei atordoado. Logo vi que outro saía do banco de trás também armado. Engatei a primeira e fugi. Não sei se antes disso ou quase ao mesmo tempo houve os disparos. Um tiro deve ter passado a dois centímetros de onde eu estava, podia ter acertado a minha cabeça — contou o deputado, ao deixar a 60ª DP (Campos Elíseos), onde prestou depoimento.

Geraldo relatou que, ao parar no posto, os bandidos seguiram pela Washington Luís. Ele disse que a ação foi muito rápida e pôde apenas ver que um dos criminosos era jovem e usava boné. Geraldo acredita ter sido uma tentativa de assalto, mas outra possibilidade, de acordo com ele, será investigada. O deputado contou que, há cerca de dois meses, foi informado por meio de um telefonema anônimo para o seu celular que haveria um plano para matá-lo com origem no Batalhão de Operações Especiais (Bope). Moreira, que já presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Alerj, disse que nesta terça-feira pedirá reforço de segurança à presidência do Legislativo e comunicará o fato à Secretaria estadual de Segurança.

— Na ocasião, não dei muita importância (à denúncia anônima), achei até que fosse algum tipo de brincadeira, mas agora vou tomar providências para reforçar minha segurança.

O Bora preto placa LKY 6657 usado por Geraldo Moreira tinha marca de dois tiros na porta do motorista e o vidro do mesmo lado estilhaçado por um terceiro disparo.

Geraldo Moreira é acusado no processo do assassinato do médico Carlos Alberto Peres Miranda — que teria sido namorado da ex-mulher do deputado, Leila Mayworm Costa — ocorrido em março de 2008 na Rua Andrade Neves, na Tijuca. O médico dirigia seu Peugeot 306 quando foi atacado a tiros e morreu na hora. O deputado é suspeito de ter sido o mandante do crime.

Logo após o assassinato, foram presos Ulisses Matheus Costa, de 23 anos, e Leandro Rosa da Silva, de 27. Eles contaram à polícia que tinham sido contratados por PMs e ex-policiais para matar o médico. Um dos PMs, Marcelo Gonçalves Brasil, de 31 anos, do 39 PM (Belford Roxo), foi preso na mesma noite do crime. Ele seria amigo do deputado Geraldo Moreira. No mesmo batalhão, também foi detido Ivan Luiz Bayer. O ex-PM Aílton Silva Diniz, o Abel, teve a prisão temporária decretada e está foragido. Os assassinos teriam recebido R$ 25 mil pela execução.

No ano passado, o deputado seria convocado a depor na 19ª DP (Tijuca), que investiga o caso, sob a acusação de que teria oferecido R$150 mil para convencer a testemunha-chave do processo de homicídio, que foi assessora dele na Assembleia, a mudar suas declarações para inocentá-lo das denúncias

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/deputado-geraldo-moreira-sofre-tentativa-de-assalto-na-rio-mage-3344649#ixzz1f5ITedEX
    

domingo, 27 de novembro de 2011

InSEGURANÇA NO RIO - Carros são incendiados na Tijuca

A madrugada deste domingo na Tijuca começou quente. Cinco carros foram incendiados na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca. De acordo com testemunhas, por volta das 3h, um homem jogou coquetéis molotov em dois trechos da rua, separados por 50 metros, na altura da Rua Barão de Itaipu, o que provocou o fogo nos automóveis, que estavam estacionados.

No primeiro ataque, um Palio ficou completamete destruído. Outros dois Corsas também foram atingidos pelas chamas, mas apenas parcialmente. Para que os caminhões do Corpo de Bombeiros pudessem atender à ocorrência, a Barão de Mesquita chegou a ficar interditada no trecho. No segundo ponto atingido pelo incendiário, um Siena e um Monza ficaram destruídos. Uma comerciante que mora em Minas Gerais e é dona do Siena conta o susto que levou:

— Acordei de madrugada com o meu carro pegando fogo. Não faço ideia sobre o que motivou esse incêndio. Vim sábado para o Rio visitar meus parentes na Tijuca e iria embora neste domingo, se não fosse esse prejuízo agora. Não tinha seguro no carro. Fui nascida e criada aqui, mas me mudei para Minas há quatro anos, entre outros motivos, por causa da violência na cidade.

A pedagoga Anne Caroline Rubim havia estacionado o Corsa para visitar o namorado no prédio em frente:

— Não consigo entender o que ocorreu. Nem moro na Tijuca.

O caso foi registrado na 20ª DP (Vila Isabel)

Fonte EXTRA Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/carros-sao-incendiados-na-tijuca-3333651.html#ixzz1eu8CcaRa

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

BANDA PODRE - Beltrame diz que Nem pode ajudar a elucidar casos de corrupção policial #Rocinha

Traficante foi preso no dia 1º, às vésperas da Operação Choque de Paz.
Secretário não descarta oferecer medida judicial para obter informações.
 Do G1 RJ, com informações do Bom Dia Brasil

                    



O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse, na manhã desta segunda-feira (14), que o depoimento do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, pode ser uma "oportunidade importantíssima" para elucidar casos de corrupção envolvendo policiais civis e militares. Beltrame falou nesta manhã em entrevista ao Bom Dia Brasil e não descarta o oferecimento de alguma medida judicial para que Nem contribua com a Justiça e a polícia. O traficante é apontado como o chefe do tráfico na Rocinha e está preso desde o dia 1º de novembro em Bangu 1.
Para o secretário a Operação de Choque foi "um trabalho de inteligência e não de guerra".

Movimentação na Rocinha
Nesta manhã, a movimentação na Rocinha é normal. No Largo do Boiadeiro, é grande o número de pessoas que saem de casa para trabalhar. Policiais permanecem no local, distribuídos pelos principais acessos à comunidade. As escolas seguem fechadas e só devem reabrir na quarta-feira (16).
O trabalho de revista dos moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, que foi interrompido durante a noite, foi retomado nesta manhã. A polícia também faz a varredura nessas comunidades, à procura de traficantes, drogas e armas. Segundo Beltrame, por se tratar de uma área muito grande, ainda há muitos pontos a serem vasculhados. Mesmo após a prisão de Nem, a polícia acredita que cerca de 200 criminosos ainda podem estar escondidos na Rocinha.
"É no mínimo temerário dizer que não tem mais ninguém naquele lugar. E o objetivo da polícia estar num lugar desse de uma forma maciça é exatamente no sentido de identificar estas pessoas ou qualquer outro equipamento criminoso que eles, por ventura, eles possam ter”, disse Beltrame.
Durante o primeiro dia de ocupação nas três comunidades, a polícia prendeu quatro pessoas, apreendeu 20 pistolas, 15 fuzis, duas espingardas e uma submetralhadora, além de 20 rojões e três granadas, segundo balanço da operação Choque de Paz, que visa instalar a 19ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na região.
Um homem foi preso na noite deste domingo (13) suspeito de tentar subornar policiais civis durante uma revista em uma residência na Rocinha, na Zona Sul do Rio. Ainda de acordo com a polícia, ao ser perguntado sobre celulares encontrados com mensagens de pedidos de entrega de drogas, o suspeito ofereceu R$ 3 mil para tentar subornar os policiais.
Armas e ossadas


Foram localizados também 112 kg de maconha, 80 tabletes de maconha, 60 quilos de pasta base de cocaína, 145 trouxinhas de maconha e 14 tabletes de cocaína, além de máquinas caça-níqueis, bombas artesanais, uma farda do Exército e uma camisa da Polícia Civil.
Parte do armamento encontrado estava enterrada em uma viela da Rocinha. Em dois dos fuzis, o desenho de um coelho, apelido do traficante preso dias antes tentando fugir da favela. Anderson Mendonça foi preso com outros quatro comparsas. Eles estavam sendo escoltados por policiais civis, um ex-policial militar e um PM reformado, que também foram capturados.
PMs e policiais federais acharam com a ajuda de cães farejadores ossadas enterradas no alto da favela do Vidigal. Eles receberam informações de moradores.

Favelas tomadas após 2 horas e sem disparos
A retomada das favelas pelas forças de segurança começou por volta de 4h. A ação durou 2 horas e não houve troca de tiros. A megaoperação reúniu 3 mil homens das polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal, além de 194 fuzileiros navais, 18 veículos blindados, 4 helicópteros da PM e 3 da Polícia Civil. Os helicópteros jogaram panfletos com números de telefones para denúncias.



O Batalhão de Operações Especiais (Bope) estudou durante vários dias os detalhes do terreno a ser reconquistado, numa estratégia para evitar vítimas e para agir a qualquer ação dos traficantes. O apareato reúnia três tipos de blindados da Marinha: o Clamf, o maior e mais pesado, com 23 toneladas; o M113, menor e mais ágil; e o Piranha, que anda sobre rodas. (Veja vídeo ao lado)
Cerca de 300 homens do Bope entraram na Rocinha por seis acessos importantes da comunidade: Via Ápia, Terreirão, Roupa Suja, Estrada da Gávea, Laboriaux e Um Nove Nove, além de dezenas de pontos na mata. As favelas do Vidigal e Chácara do Céu foram retomadas por 800 policiais do Batalhão de Choque. Depois, foi a vez das outras forças de segurança entrarem em ação.


Outros 1,3 mil homens se espalharam por toda a cidade. Foram montados bloqueios nas principais saídas do Rio. O comando da operação não permitiu que os policiais usassem mochilas no interior das favelas, em uma tentativa de impedir saques aos moradores como houve no Complexo do Alemão.
Na Rocinha, homens do Bope usaram um trator para recolher motos roubadas que tinham sido abandonadas na rua. No Vidigal, colchões queimados e óleo jogado na pista, além de lixo e uma televisão, foram alguns dos obstáculos usados por criminosos para tentar impedir a retomada do território (Veja vídeo acima).
Às 6h08, pouco mais de duas horas depois do início da operação, segundo a Secretaria de Segurança, o território de 840 mil m2 da Rocinha e os 70 mil moradores estavam livres do domínio dos traficantes.


No início da tarde, as bandeiras do Brasil e do estado do Rio de Janeiro eram hasteadas nas favelas do Vidigal e da Rocinha para oficializar a retomada do território. No Vidigal, a informação é de que 160 homens do Batalhão de Choque vão permanecer na comunidade até que a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) seja implantada.
O secretário de Segurança disse que a partir de agora é o estado que controla uma área dominada ha décadas pelo crime organizado." O dia de hoje iniciamos a segunda fase de um trabalho que começou no inicio deste mês", disse. "Esse trabalho começou e não tem data para encerrar. É a libertação do jugo do fuzil", completou.
O governador Sérgio Cabral comemorou o resultado da operação. “Hoje é um dia histórico de mais um capítulo na paz do Rio de Janeiro”, disse. “Graças a unidade, a união das forças públicas que trabalharam por um bem comum", completou.
A polícia pede ainda que a população continue colaborando, dando informações sobre criminosos, armas e drogas escondidos nas favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu. "Denunciem e ajudem. A população pode ligar para o Disque-Denúncia (2253-1177) ou para o 190 para nos ajudar a localizar criminosos, armas e drogas. Permaneceremos nas comunidades por tempo indeterminado", frisou o chefe de Estado Maior Operacional da Polícia Militar.
Rocinha - dados - raio x - 13/11 (Foto: Editoria de arte/G1)

 
Fonte G1 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/11/beltrame-diz-que-nem-pode-ajudar-elucidar-casos-de-corrupcao-policial.html

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

ARREGO NO RIO - Traficante Nem diz que metade do seu faturamento ia para policiais

Antônio Werneck (werneck@oglobo.com.br)
 
traficante Nem na Penitenciária de Segurança Máxima Bangu I (Foto: Divulgação)   
RIO - Num longo depoimento na sede da Polícia Federal na madrugada de quinta-feira, acompanhado por um grupo restrito de policiais federais, o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha, preso na quarta-feira na Lagoa , afirmou que metade de tudo que faturava com a venda de drogas era entregue a policiais civis e militares da banda podre. A propina gorda seria entregue a numerosos agentes públicos. O traficante deu detalhes, inclusive datas, de casos de extorsão. Ainda no depoimento, o criminoso afirmou que, devido às constantes extorsões, em alguns períodos seu faturamento era zero. Segundo algumas estimativas da Polícia Civil, não confirmadas no depoimento, o bandido faturava mais de R$ 100 milhões por ano.
- Metade do dinheiro que eu ganhava era para o "arrego" (gíria para propina) - afirmou Nem.
                               
O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse em entrevista ao "RJ-TV", da TV Globo, que gostaria muito que Nem falasse mesmo o que sabe, por conhecer "a arquitetura do tráfico de drogas e como são os meandros da corrupção".
- Ele tem uma prestação de contas muito séria e importante a fazer à sociedade fluminense. Ele tem que prestar contas sobre a corrupção de agentes públicos. Eu acho que isso faria com que fosse dado um passo importante no combate à criminalidade - disse Beltrame, por telefone, de Berlim, onde está apresentando os projetos na área de segurança para a Copa e as Olimpíadas.
O bandido contou no depoimento que uma parte do seu lucro com a venda de drogas era gasta em assistencialismo na Rocinha, com pagamento de enterros, fornecimento de cestas básicas, compra de remédios e realização de obras.
- Quando me pediam, eu comprava tijolos e financiava a construção de casas na comunidade - disse.

PF diz que monitora outros traficantes
O delegado Victor Hugo Poubel, coordenador da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da PF, garantiu que as informações passadas pelo bandido serão investigadas em inquérito. Poubel afirmou também que outras prisões podem ocorrer nos próximos dias e que a PF tem acompanhado a movimentação dos bandidos do Rio, em especial os da Rocinha.
- Nossos policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão monitorando a movimentação de bandidos que porventura tentem fugir da Favela da Rocinha. Estamos trabalhando intensamente, com apoio da Secretaria de Segurança, numa troca constante de dados de inteligência - afirmou Poubel.
Durante a operação de quarta-feira na Gávea , quando o traficante Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, chefe do tráfico no São Carlos e sócio de Nem, e seu braço direito Sandro Luiz de Paula Amorim, o Lindinho ou Peixe, foram presos pela PF, os agentes apreenderam pelo menos dez celulares. No verso dos aparelhos havia a etiqueta "arrego". Coelho, no momento da prisão, estava sendo escoltado por três policiais civis, sendo dois da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Cargas (Carlos Renato Rodrigues Tenório e Wagner de Souza Neves) e um da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Saúde Pública (Carlos Daniel Ferreira Dias). O grupo também contava com dois ex-PMs: José Faustino Silva e Flávio Melo dos Santos.
Vida segue calma as vésperas da tomada da favela pela polícia (Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo) - Parece que cada celular tinha uma função. Achamos curioso: no verso de pelo menos dez dos aparelhos havia essa referência ao "arrego". Supomos que os traficantes usavam os celulares só para receber ligações da banda pobre e providenciar a propina - afirmou o delegado Fábio Andrade, da DRE da PF.
Coelho era um dos bandidos mais importantes da estrutura atual da Favela da Rocinha. Ele teria instalado vários laboratórios para refinar cocaína, trazendo da Bolívia pasta-base da droga. Além de controlar parte do complexo de São Carlos, atualmente ocupado por uma Unidade de Polícia Pacificadora, o criminoso foi encarregado de assumir também o comando das favelas de Macaé, após a morte do traficante Roupinol, ocorrida em 2010. Desde 2005, policiais federais investigavam o pagamento de propina a policiais da banda podre no Rio.
Nem chegou ao Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, na tarde de quinta-feira. O comboio que levou o traficante e outros bandidos presos no entorno da favela da Rocinha, na noite de quarta-feira, passou pelas principais vias expressas da cidade. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, o traficante teve o cabelo cortado, seguindo o mesmo procedimento que aconteceu com Alexander Mendes da Silva, o Polegar da Mangueira, preso em setembro no Paraguai. Ele também passou a usar uniforme padrão: camisa verde, calça jeans e tênis azul.
Em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), Nem terá direito a apenas duas horas de banho de sol por dia. Nas outras 22 horas, deve ficar confinado numa cela individual. O Bangu 1 possui quatro galerias com 12 celas individuais. Há alguns anos, uma das galerias já era destinada a presos no RDD. Considerado o presídio mais seguro do Estado, Bangu 1 abrigava presos de alta periculosidade - líderes de facções de tráficos de drogas.
Policiais militares fazem a transferência do traficante Nem da sede da Polícia Federal, na Praça Mauá, para Bangu I (Foto: Angelo Antonio Duarte / Agência O Globo) A possibilidade de ocupação da favela da Rocinha por forças policiais neste fim de semana ficou mais forte com um comunicado da Aeronáutica divulgado nesta quinta-feira. Segundo a Força Armada, o espaço aéreo sobre a comunidade será fechado entre as 2h do domingo e a tarde da próxima segunda-feira. Segundo o RJ-TV, da TV Globo, está prevista a utilização de helicópteros com sensores e câmeras na operação de tomada da favela pelas forças de pacificação da polícia. Também nesta quinta-feira, o governador Sérgio Cabral afirmou que a ocupação da Rocinha, na Zona Oeste do Rio, será concluída até domingo.
- É mais um passo importante na política de pacificação das comunidades para oferecer paz, dessa vez aos moradores da Rocinha e do Vidigal, que se somam às demais comunidades pacificadas. Até o final dessa semana, nós teremos concluído esse processo - disse ele ao site G1, da TV Globo.
Desde a semana passada, a polícia vem apertando o cerco no entorno da favela. No último dia 3, agentes da polícia civil fecharam uma clínica de aborto e uma fábrica, numa operação que envolveu cerca de 65 policiais das Delegacias de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), do Consumidor (DECON), de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), de Combate às Drogas (DCOD) e da Polinter. Também participam da operação agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), da Coordenadoria de Informações e Inteligência Policial (CINPOL), da 14ª DP (Leblon) e da 15ª DP (Gávea). Na ocasião, os policiais também encontraram 22 motos roubadas, que foram encaminhadas para o Pátio Legal da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), em Deodoro.

COLABOROU Elenilce Bottari

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

TRÁFICO DE DROGAS NO RIO - Enfim NEM foi pra JAULA

 PM diz que traficante e comparsas ofereceram R$ 1 milhão de suborno

Nem, apontado como chefe do tráfico na Rocinha, foi preso no Rio.
Traficante deve ser transferido nesta quinta (10) para o presídio de Bangu.
 

Thamine Leta Do G1 RJ
 

Soldado Heitor diz que comparsas chegaram a
oferecer R$ 1 milhão para Nem não ser preso
(Foto: Thamine Leta/G1)

Um dos policiais militares envolvidos na ação que resultou na prisão do traficante Antônio Bonfim Lopes, conhecido como Nem, diz que os homens que ajudavam na fuga do criminoso chegaram a oferecer R$ 1 milhão de suborno para que eles fossem liberados. Nem foi preso na madrugada de quinta-feira (10). Ele é apontado como o chefe do tráfico de drogas da Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

“Primeiro, eles ofereceram R$ 20 mil, depois, R$ 1 milhão para liberarmos eles”, contou o soldado Heitor, um dos agentes do Batalhão de Choque que abordou o veículo usado na tentativa de fuga do traficante. Nem foi encontrado no porta-malas do carro de luxo e preso com apoio da Polícia Federal.

A prisão do traficante Nem é parte da movimentação de forças de segurança pública antes da instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Rocinha. A previsão é de que a ocupação aconteça no próximo domingo (13), mas de acordo com o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, os detalhes serão mantidos sob sigilo.

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Escondido no porta-malas Segundo o soldado Heitor, além do traficante, mais três homens estavam no carro usado na fuga de Nem da Rocinha. A primeira abordagem ao grupo foi na saída da Rocinha, na Gávea, na Zona Sul do Rio. Lá, os PMs pediram para revistar o veículo. Um dos homens do grupo se apresentou como funcionário do Consulado do Congo e outro, como advogado. Eles informaram aos policiais que não aceitariam ser revistados. De acordo com soldado Heitor, os agentes informaram, então, que escoltariam o carro até a sede da Polícia Federal.

Ainda de acordo com o soldado, pouco depois da meia-noite, quando cruzavam a região da Lagoa, também na Zona Sul, os homens pararam o carro, se aproximaram dos policiais e tentaram negociar o suborno. “O [homem que se apresentou como] cônsul ofereceu propina e nós não aceitamos. Chamamos a Polícia Federal, que é um procedimento normal por ele ser cônsul”, contou o soldado. Na manhã desta quinta, a identidade do detido que teria se apresentado como diplomata ainda era investigada pela polícia.



Segundo Heitor, após a PF chegar à Lagoa, o veículo foi revistado e Nem foi achado no porta-malas. “A PF identificou o Nem de imediato. E o Nem não disse nem uma palavra, não ofereceu resistência”, disse.

Nem e os outros suspeitos foram levados para a sede da PF, na Zona Portuária. O delegado Victor Poubel, da PF do Rio, Nem ligou para a mãe e comunicou que havia sido preso. "Ele mandou um recado para os filhos não faltarem às aulas", disse o delegado. Segundo Poubel, o traficante deve ser transferido ainda nesta quinta para o presídio de Bangu, na Zona Oeste.

PF infiltrada na Rocinha Policiais federais trabalharam infiltrados na Favela da Rocinha para ajudar na captura de Nem. Segundo Poubel, foram dez dias de trabalho, 24 horas por dia, monitorando a comunidade. A ação policial contou ainda com a ajuda de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. "Mas o trabalho da Polícia Federal não se restringe só a isso", esclarece Poubel.

Na quarta-feira (9), A PF já havia prendido outros traficantes e também policiais que escoltavam criminosos em fuga da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Entre os detidos, quatro são policiais e um é ex-policial. Um dos traficantes presos é conhecido pelo apelido de “Peixe” e o outro é o traficante “Coelho”, apontado como um dos principais comparsas de Nem.

Instalação de UPP Cerca de 80 homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) permanecem nesta quinta nas favelas da Rocinha e do Vidigal, na Zona Sul do Rio. Segundo o tenente da PM Leonardo Novo, o cerco é por tempo indeterminado. Moradores e motoristas que passam pelo local são revistados.

O Ministério da Defesa vai mandar homens da Marinha e equipamentos militares para a ocupação do morro da Rocinha. Apesar do ministério não confirmar formalmente a participação na operação, o pedido de apoio logístico ao Ministério da Defesa foi feito há cerca de dez dias pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).

A previsão é de que a ocupação aconteça no próximo domingo (13). A Marinha usará na operação os mesmos blindados utilizados na tomada das comunidades do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, os chamados Clanfs (carros lagartas anfíbios). Os blindados serão operados por fuzileiros navais e também ajudarão no transporte dos policiais militares durante a entrada no morro



FOnte G1 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/11/pm-diz-que-traficante-e-comparsas-ofereceram-r-1-milhao-de-suborno.html

terça-feira, 8 de novembro de 2011

InSEGURANÇA NO RIO - Chefão do tráfico, Nem vai parar na UPA e foge nas barbas do #Cabral e Beltrame

A Rocinha (foto) e o Vidigal serão ocupados para a implantação de uma UPP Foto: Fábio Rossi / 03.12.2010
Marcelo Gomes e Paulo Carvalho  
 
A polícia está apurando informação de que o traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, foi vítima de um disparo acidental de arma de fogo ou sofreu overdose de ecstasy, durante um evento que estava sendo realizado na comunidade, na madrugada de ontem. O delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto, da 15ª DP (Gávea), confirmou que o traficante recebeu atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Rocinha.
Ele informou, porém, que há mais de uma versão para o atendimento:
— Ainda é prematuro dizer qualquer coisa, mas estamos investigando.
De acordo com informações de moradores, Nem teria dado entrada na UPA da Rocinha no começo da manhã, acompanhado de seus seguranças armados.
Enquanto recebia atendimento, traficantes com fuzis davam cobertura do lado de fora. O bandido foi embora da UPA ainda com uma bolsa de soro no braço. Procurada pelo EXTRA, a Secretaria municipal de Saúde não retornou a solicitação para confirmar ou negar o fato.
Nem foi visto transtornado, na noite de domingo, durante o evento que acontece todo domingo no Palco Cultural, na Rua Nova. Com shows de rock e pagode, a festa durou das 21h às 6h de ontem. O traficante foi visto subindo no palco chorando, e afirmando que resistiria à ocupação policial, programada para o próximo domingo.
A expectativa sobre a ocupação da Rocinha e do Vidigal — que será feita pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Batalhão de Choque — tem deixado os moradores apreensivos. A polícia ainda não sabe qual vai ser a reação de Nem: se ele vai resistir ou sair.
Disque-Denúncia oferece R$ 5 mil por informações que levem à prisão de Nem
Disque-Denúncia oferece R$ 5 mil por informações que levem à prisão de Nem Foto: Divulgação / Disque-Denúncia
Há informações de que o traficante já teria pedido aos moradores para que evitem sair de suas casas a noite a partir de quinta-feira, estabelecendo um toque de recolher. Ele teria ordenado também que o comércio feche suas portas a partir das 22h. A polícia quer escobrir se essa seria uma estratégia para que o bandido deixe o local, ou apenas um meio de evitar feridos por balas perdidas.
Eleição antecipada na associação
Supostamente por ordens de Nem, a eleição para presidente da União Pró-Melhoramentos dos Moradores da Rocinha (UPMMR), a maior associação de moradores da favela, foi antecipada para o último dia 30. Inicialmente, a votação estava prevista para dezembro.
O objetivo do traficante seria fazer com que a eleição fosse realizada antes do próximo dia 13, data marcada para a ocupação da Rocinha e primeiro passo para a implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Desta forma, Nem acreditaria ser mais fácil que alguém de sua confiança ficasse à frente da associação, mesmo com a favela ocupada.
O vencedor da votação foi Leonardo Rodrigues Lima, eleito com 3.900 votos. Ele já estava como presidente interino, após Antônio Ferreira, o Xaolin, deixar o cargo. Procurado pelo EXTRA ontem à noite, Leonardo não foi localizado. Ninguém atendeu as ligações para a sede da UPMMR.
— Estranhamente, a eleição para presidente da associação foi antecipada em um mês, e ninguém sabe dizer por quê — diz a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), que tem uma de suas bases eleitorais na favela.

Várias denúncias sobre bandido
O Disque-Denúncia (2253-1177) recebeu, este ano, 205 informações relacionadas ao traficante Nem da Rocinha. Somente no mês de novembro chegaram 18 denúncias sobre o bandido. O órgão oferece R$ 5 mil de recompensa para quem der notícias sobre o seu paradeiro.
As assessorias de imprensa da Marinha e do Exército informaram ontem que, até o momento, não receberam nenhuma solicitação de apoio à ocupação programada para o próximo dia 13. Os órgãos de imprensa disseram, entretanto, que as forças já estão preparadas para qualquer tipo de chamado.
Ontem, a Secretaria estadual de Segurança preferiu manter sigilo sobre as medidas que serão adotadas durante a operação

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

CASO JUAN - Corpo do menino Juan será sepultado no Cemitério de Nova Iguaçu #Rio

RIO - O corpo do menino Juan Moraes Neves será enterrado nesta sexta-feira, às 11h, no Cemitério municipal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Na quinta-feira, a Defensoria Pública do estado informou que os testes de DNA confirmaram ser dele o corpo encontrado no Rio das Botas, também na Baixada Fluminense, e exumado no dia 17 de agosto, no Cemitério de Nova Iguaçu.

O exame havia sido feito a pedido do defensor público Antonio Carlos Oliveira, que representa o PM Edilberto Barros do Nascimento, um dos quatro presos suspeitos da morte da criança. O pedido foi baseado em um laudo de uma legista que identificara o corpo como sendo de uma menina.

Juan foi morto durante uma operação da PM na favela Danon, em Nova Iguaçu, em junho. O irmão dele e um outro jovem ficaram feridos. Segundo as investigações, na ocasião, não houve confronto entre os PMs e criminosos, contrariando a versão dos policiais.

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/10/28/corpo-do-menino-juan-sera-sepultado-no-cemiterio-de-nova-iguacu-925678965.asp#ixzz1c4gpFAlG