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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

CASO JUAN - Corpo do menino Juan será sepultado no Cemitério de Nova Iguaçu #Rio

RIO - O corpo do menino Juan Moraes Neves será enterrado nesta sexta-feira, às 11h, no Cemitério municipal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Na quinta-feira, a Defensoria Pública do estado informou que os testes de DNA confirmaram ser dele o corpo encontrado no Rio das Botas, também na Baixada Fluminense, e exumado no dia 17 de agosto, no Cemitério de Nova Iguaçu.

O exame havia sido feito a pedido do defensor público Antonio Carlos Oliveira, que representa o PM Edilberto Barros do Nascimento, um dos quatro presos suspeitos da morte da criança. O pedido foi baseado em um laudo de uma legista que identificara o corpo como sendo de uma menina.

Juan foi morto durante uma operação da PM na favela Danon, em Nova Iguaçu, em junho. O irmão dele e um outro jovem ficaram feridos. Segundo as investigações, na ocasião, não houve confronto entre os PMs e criminosos, contrariando a versão dos policiais.

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/10/28/corpo-do-menino-juan-sera-sepultado-no-cemiterio-de-nova-iguacu-925678965.asp#ixzz1c4gpFAlG



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

SAÚDE - Defensoria Pública da União vai apurar gastos do Ministério da Saúde com despesas de outras áreas

André de Souza (andre.renato@bsb.oglobo.com.br)
 
BRASÍLIA - A aplicação de recursos da saúde com despesas de outras áreas está na mira da Defensoria Pública da União (DPU) no Rio de Janeiro. Após o GLOBO revelar nesta terça-feira que verbas do Ministério da Saúde são aplicadas em outros fins , o defensor público federal André Ordacgy decidiu instalar um procedimento administrativo para apurar o caso. Serão enviados ofícios ao ministério pedindo maiores informações e recomendando a não aplicação das verbas em áreas indevidas. A pasta terá um prazo de 30 dias para tomar posição e, caso não acate as recomendações da DPU, será acionada judicialmente.

Como pega então esse dinheiro, que vive dizendo que é insuficiente, para aplicar em outras políticas públicas que não são saúde pública?

Titular no 1º Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva da DPU no Rio, Ordacgy lembra que a Defensoria já tem atualmente várias ações judiciais contra a União cobrando o custeio de algumas políticas de saúde. Segundo ele, a União costuma alegar nessas ações que não há dinheiro suficiente para todas as políticas públicas da área.

- Como pega então esse dinheiro, que vive dizendo que é insuficiente, para aplicar em outras políticas públicas que não são saúde pública? Isso é um contrassenso, isso é contraditório, isso não pode ser admitido. A verba para saúde pública já é pouca, não pode ser desviada - diz ele.

Matéria do GLOBO desta terça-feira revelou que recursos destinados ao atendimento médico básico, universal e gratuito à população, em especial às parcelas de menor renda, estão sendo aplicados em outros fins. Assim como estados e municípios, que já foram acusados de maquiar os orçamentos da Saúde, o governo federal também contabiliza no Piso Nacional da Saúde despesas que deveriam ser custeadas por outras áreas e que, em alguns casos, são consideradas ilegais.

Entre os gastos apontados pelo GLOBO que fogem da área de atuação do Ministério da Saúde estão academias de saúde construídas com o mesmo dinheiro que vai para os hospitais públicos. Também há gastos administrativos em que se embutem despesas com assistência médica e odontológica aos funcionários da área e a seus dependentes (R$ 212,8 milhões), auxílio-alimentação (R$ 230 milhões), auxílio-transporte (R$ 50,9 milhões) e até assistência pré-escolar (R$ 5,9,7 milhões). Por fim, ocorre o desembolso dobrado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com os hospitais universitários.

Em relação às academias, Ordacgy diz que gastos de prevenção não podem ser empurrados para o Ministério da Saúde. Segundo ele, ao fazer isso, o governo abre precedentes para que muitas outras ações de prevenção - de outras áreas do governo - sejam incluídas no Piso Nacional da Saúde.

- Esse tipo de espaço público, academias públicas, deve ser gerado pelo Ministério do Esporte, pelo Ministério da Cultura, enfim, outros ministérios que tenham essa destinação específica. E não você usar de uma interpretação bem extensiva para tirar dinheiro do Ministério da Saúde, como se estivesse sobrando para destinar a outras áreas de atuação do governo - diz ele, acrescentando:

- No nosso entendimento isso implica inclusive em burla ao percentual que tem que ser aplicado no Ministério da Saúde.

O defensor público também critica os gastos com assistência aos funcionários e com hospitais universitários:

- Assistência médica e odontológica aos funcionários públicos deve ser provida ou pelo Fundo de Previdência ou por plano privado próprio, e não pelo Ministério da Saúde - defende.

- Na medida em que o hospital universitário já é reembolsado pelo SUS, pela tabela do SUS a cada procedimento, não faz sentido o próprio SUS investir dinheiro ali. O SUS na verdade está pagando duas vezes.

Presidente da OAB critica despesas do Ministério da Saúde destinadas a outras áreas

O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, criticou os gastos do Ministério da Saúde com despesas de outras áreas. Assim como estados e municípios, que já foram acusados de maquiar os orçamentos da Saúde, o governo federal também contabiliza no Piso Nacional da Saúde despesas que deveriam ser custeadas por outras áreas e que, em alguns casos, são consideradas ilegais. Segundo o presidente da OAB, isso fragiliza o discurso de que é preciso criar um imposto para financiar a saúde.

- Esse cenário desconstitui ou fragiliza os discursos da União, de governadores e de prefeitos quanto à necessidade de retorno de uma contribuição específica para a saúde, como existia quando da CPMF - diz ele.

Segundo Cavalcante, se o Tribunal de Contas da União (TCU) e os Tribunais de Contas estaduais fizessem uma fiscalização efetiva sobre a aplicação das verbas na saúde do Brasil, seria verificado a desnecessidade de contribuir com mais recursos.

- Os recursos hoje existentes são suficientes, mas, infelizmente, seu trato se dá de forma irresponsável muitas vezes. Em outras vezes, acabam servindo para instrumentalizar a corrupção entre as instituições públicas. Se houvesse seriedade na aplicação dessas verbas, certamente não faltaria dinheiro - argumentou.

Entre os gastos apontados pelo GLOBO que fogem da área de atuação do Ministério da Saúde estão academias de saúde construídas com o mesmo dinheiro que vai para os hospitais públicos. Também há gastos administrativos em que se embutem despesas com assistência médica e odontológica aos funcionários da área e a seus dependentes (R$ 212,8 milhões), auxílio-alimentação (R$ 230 milhões), auxílio-transporte (R$ 50,9 milhões) e até assistência pré-escolar (R$ 5,9,7 milhões). Por fim, ocorre o desembolso dobrado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com os hospitais universitários

Fonte O Globo  http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/11/defensoria-publica-da-uniao-vai-apurar-gastos-do-ministerio-da-saude-com-despesas-de-outras-areas-925559739.asp#ixzz1aZPs4uMx
 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

BONDINHO - Defensoria Pública do Rio atenderá vítimas do acidente com o bonde #Rio

  
Publicação: 12/09/2011 20:50 Atualização:
Rio de Janeiro – A Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPE-RJ) colocou sua equipe à disposição das vítimas e dos parentes de quem estava no bonde de Santa Teresa, que descarrilou no dia 27 de agosto. A DPE-RJ vai oferecer assistência jurídica para quem precisar de seus serviços.

A iniciativa de procurar a ajuda da Defensoria partiu da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast), depois de ter sido acionada por vários parentes das vítimas pedindo orientações sobre a assistência jurídica.

Em reunião, realizada hoje (12), o defensor-geral público do estado, Nilson Bruno, garantiu os serviços jurídicos às vítimas. “Nós já estamos conversando para identificar o grau das lesões, quem já foi lesionado e quem se encontra ainda precisando de assistência por conta de internação, medicamentos ou alguma necessidade especial. E, até mesmo em um segundo momento, tratar do valor das indenizações. Estamos fazendo de forma concomitante para que a resposta seja a mais rápida possível”, explicou.

De acordo com a presidente da Amast, Elzbieta Mitkiewicz, a principal reclamação das vítimas é com relação aos serviços de saúde pública prestados aos feridos. “Tem vítimas hospitalizadas que, às vezes, estão precisando fazer algum exame mais específico e as unidades não têm equipamentos para esta finalidade. E isso faz com que elas procurem outro lugar”, disse Elzbieta.