Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 17 de setembro de 2011

BONDE DE SANTA TERESA - Júlio Lopes na mira

Deu no Ancelmo

Ontem, Júlio Lopes (foto), Secretária de Transportes do Governo #Cabral, foi notificado pelo Ministério Público para prestar esclarecimentos.
A subprocuradoria-geral de Atribuição Judicial do MP do Rio abriu investigação para apurar a eventual responsabilidade criminal do secretário estadual de Transportes em relação às mortes no bonde de Santa Teresa.

              Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

Quem quiser mandar uma mensagem para o Secretário Transportes de Cabral Julio Lopes o seu twitter é @JulioLopes_RJ

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

BONDINHO - Defensoria Pública do Rio atenderá vítimas do acidente com o bonde #Rio

  
Publicação: 12/09/2011 20:50 Atualização:
Rio de Janeiro – A Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPE-RJ) colocou sua equipe à disposição das vítimas e dos parentes de quem estava no bonde de Santa Teresa, que descarrilou no dia 27 de agosto. A DPE-RJ vai oferecer assistência jurídica para quem precisar de seus serviços.

A iniciativa de procurar a ajuda da Defensoria partiu da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast), depois de ter sido acionada por vários parentes das vítimas pedindo orientações sobre a assistência jurídica.

Em reunião, realizada hoje (12), o defensor-geral público do estado, Nilson Bruno, garantiu os serviços jurídicos às vítimas. “Nós já estamos conversando para identificar o grau das lesões, quem já foi lesionado e quem se encontra ainda precisando de assistência por conta de internação, medicamentos ou alguma necessidade especial. E, até mesmo em um segundo momento, tratar do valor das indenizações. Estamos fazendo de forma concomitante para que a resposta seja a mais rápida possível”, explicou.

De acordo com a presidente da Amast, Elzbieta Mitkiewicz, a principal reclamação das vítimas é com relação aos serviços de saúde pública prestados aos feridos. “Tem vítimas hospitalizadas que, às vezes, estão precisando fazer algum exame mais específico e as unidades não têm equipamentos para esta finalidade. E isso faz com que elas procurem outro lugar”, disse Elzbieta.

MENTIRAS SOBRE O BONDINHO DE SANTA TERESA JAMAIS SE TORNARÃO VERDADE


 
Site da Associação dos Moradores e Amigos de Santa Teresa

Mentiras oficiais, repetidas de forma incansável pelo Governador Sergio Cabral e pelo Secretário Júlio Lopes:
1) Os bondes precisam ser modernizados: MENTIRA
• O sistema de bondes de Santa Teresa funciona há 115 anos e a história evidencia que os problemas de maior gravidade sempre estiveram ligados à falta de manutenção e ao abandono do poder público.
• A aventura tecnológica de transformação dos bondinhos em protótipos de VLT mostrou-se um fracasso, cujos resultados foram inúmeros acidentes de menor proporção e incidentes (devidamente ocultados pela CENTRAL e pela Secretaria de Transportes), poluição sonora, instabilidade nas curvas, passageiros feridos e morte da Profª Andréa de Jesus Rezende.
• O próprio Secretário Júlio Lopes admitiu à imprensa que o processo de “modernização” foi interrompido em função dos inúmeros e recorrentes problemas apresentados pelos “modernizados”. Até hoje a T’TRANS não entregou os 14 bondes previstos em contrato. Onde está o dinheiro?
• A T’TRANS deu apenas 1 (um) ano de garantia. A transferência de tecnologia e o treinamento dos funcionários da oficina dos bondes foi precário. A manutenção dos bondes-VLT, também conhecidos como Franksteins, é incrivelmente mais onerosa do que a manutenção dos bondes tradicionais.
• Para diminuir o barulho causado pelos franksteins nas curvas, é necessário comprar uma cêra, cuja lata custa mais de R$ 500,00 e nem sempre há verba disponível para essa finalidade.
• Os bondes são tombados e o tombamento não abrange apenas sua aparência “bucólica” ou “pitoresca” como imaginam alguns, ou como propagam levianamente outros. O decreto de tombamento abrange o sistema como um todo. Qualquer alteração, inclusiva modernização, deve ser precedida de revisão do decreto de tombamento. Não basta aprovação dos órgãos de patrimônio (IPHAN e INEPAC), pois a atuação destes não pode se sobrepor à lei.
2) Os bondes serão municipalizados: MENTIRA
• O Sistema de Bondes de Santa Teresa é uma modalidade de transporte de interesse local que acabou ficando com o Estado na época da fusão do Estado da Guanabara. A municipalização é importante. Com ela, os usuários do serviço teriam melhores condições de cobrar da Prefeitura a manutenção, conservação e bom funcionamento, que poderia ser desenvolvido conjuntamente com os demais órgãos municipais de ordenação do trânsito. A Câmara Municipal, por meio dos vereadores, poderia melhor servir aos interesses da população fiscalizando a atuação do Poder Executivo na gestão do sistema.
• Entretanto, ao declarar que os bondes seriam municipalizados, o Governador Sérgio Cabral estava mentindo. É de conhecimento público que o Governador manipula declarações conforme suas conveniências. À época do acidente que matou a Profª. Andréa, declarou que iria municipalizar os bondes, aparentemente transferindo a responsabilidade para o Prefeito Eduardo Paes.
• O Prefeito, com a habitual submissão ao “chefe”, jamais esboçou uma única palavra sobre o assunto, jamais moveu uma palha para viabilizar a municipalização, mas aceitou calado a declaração, para ajudar Cabral a desviar o foco. Lamentavelmente, a imprensa de modo geral entregou-se a esse “jogo de empurra”, reproduzindo de forma subserviente a declaração do Governador, até que a mobilização popular e o clamor público sobre o assunto se dissipassem.
3) Não há verba para manutenção: MENTIRA
• Ainda no Governo de Rosângela Garotinho o Banco Mundial disponibilizou 22 milhões para serem aplicados na recuperação do Sistema de Bondes.
• Desse valor, mais de 14 milhões foram destinados à aventura tecnológica fracassada de transformação dos bondes tombados em VLT. A empresa T’TRANS foi agraciada com esse contrato (julgado ilegal pelo TCE-RJ), para promover modificações ilegais nos bondes tradicionais, ao custo unitário de mais de R$ 1 milhão por veículo, ao passo que a recuperação integral de um bondinho tradicional custava, à época, cerca de R$ 300.000,00.
• Até hoje o Governo do Estado/Secretaria de Transportes e a CENTRAL não prestaram contas de forma transparente sobre a aplicação da verba disponibilizada pelo BID, nem apresentaram o cronograma de execução do contrato ilegal firmado com a T’TRANS.
• A CENTRAL, que administra o Sistema de Bondes, sofre execuções em âmbito trabalhista e fiscal por razões que nada têm a ver com os bondes. Trata-se de centenas de processos e um imenso passivo jurídico oriundo da rede ferroviária estadual. Há inúmeras formas de resolver essa situação; uma das possibilidades seria individualizar o patrimônio do SBST e alocá-lo em uma empresa pública voltada unicamente para a gestão do serviço. O Governo do RJ jamais moveu uma palha para modificar esse quadro.