Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador OAB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador OAB. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CONSTRANGIMENTO - Cuidado: seus dados pessoais estão à venda

Por SAULO LUZ
Não apenas dívidas, mas também números de documentos, situação no INSS, endereço, telefones, padrões de consumo, renda familiar e dados do seu cônjuge. Esses são apenas algumas das informações que estão à venda por conta de verdadeiros dossiês produzidos pela Serasa Experian e pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). O acesso a esses cadastros abre caminho para a ação de golpistas.

Só a Serasa diz ter dados de 170 milhões de consumidores. São números de documentos, INSS, endereço, telefones, idade, data de nascimento, sexo, estado civil, escolaridade, padrões de consumo, profissão, renda, dados do cônjuge, nome da mãe, participação societária em empresas, participação em empresas falidas, ações judiciais, referências bancárias (número da conta e agência).

O SCPC, da Boa Vista Serviços, não fica atrás. Informa nome completo, CPF, nome da mãe, título de eleitor, data de nascimento, telefones, endereço, status na Receita Federal, informações de cheques, ações na Justiça, score de crédito (pontuação que indica a possibilidade do consumidor pagar ou não a dívida), falências empresariais, entre outros.

O promotor de Justiça do consumidor da capital do Ministério Público do Estado de São Paulo, Gilberto Nonaka, considera os dados sigilosos. “Não há dúvida de que a conduta do SCPC e da Serasa violam a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, que a Constituição Federal estabelece ser invioláveis. Também viola o artigo 43º do Código de Defesa do Consumidor (CDC)”, afirma diz.

Paulo Arthur Góes, diretor executivo do Procon-SP, lembra que os cadastros negativos só podem informar dados de inadimplência. “Se o banco de dados vai além disso e dá outros dados sem autorização, infringe a lei”, diz. Já o Ministério Público Federal (MPF) diz que estuda o material e as informações coletadas pelo JT podem ser usadas em eventual investigação.

Apesar de não estar inadimplente, o estudante de direito Ricardo Almeida Rocha, de 22 anos, foi constrangido por três vezes ao tentar fazer um cartão de crédito no ano passado. A explicação, por duas vezes, foi a baixa pontuação no Concentre Scoring (sistema da Serasa que indica o risco do consumidor não pagar). Ao solicitar acesso aos seus próprios dados, ele teve o pedido negado. “A Serasa não passou a informação, apenas disse que o dado era uma pontuação. Como outros conseguem informações sigilosas sobre mim e eu não?” O direito ao acesso aos próprios dados é garantido pelo artigo 72º do CDC e a recusa é tipificada como infração penal, passível de detenção de seis meses a um ano ou multa.

Augusto Marcacini, presidente da comissão de sociedade digital da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), lembra ainda que a falta de um marco regulatório sobre proteção de informações pessoais deixa a população fragilizada. “Todo mundo cadastra todo mundo. A situação é frágil e a Serasa e o SCPC são só a ponta do iceberg. O poder dessas bases de dados é inimaginável e o mau uso disso é infinito”, diz. O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça diz que um anteprojeto de lei sobre proteção de dados pessoais já está, atualmente, em fase final de elaboração.
Fonte jornal da Tarde
    

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

MOVIMENTAÇÕES ATÍPICAS - TRT-RJ irá explicar movimentação de R$ 283 milhões feita por servidor

Rio de Janeiro – São esperadas para esta segunda-feira (16) explicações sobre movimentações financeiras atípicas de R$ 282,9 milhões por um magistrado ou servidor do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio de Janeiro. O pedido de esclarecimento foi apresentado pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio (OAB-RJ), na última sexta-feira (13).

"Diante das informações publicadas na imprensa sobre o relatório do Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], requeremos que o tribunal informe quem é a pessoa e qual a proveniência desses recursos", disse o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous. "Entendemos que o tribunal tem como conseguir esses dados, caso não os tenha", completou.

Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda, entregues à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontam que apenas uma pessoa do TRT movimentou a quantia de R$ 282,9 milhões, em 2002. O valor equivale a 94,3% das movimentações fora do normal registradas no ano (R$ 300,2 milhões), no órgão.

A expectativa da OAB-RJ é que a presidente do TRT, Maria de Lourdes Sallaberry, dê explicações sobre os números no início da semana. "Ela se encontrava de férias e retorna nesta segunda. Então, pelo o que eu soube, [ela] se manifestará na segunda-feira", revelou Damous.

No caso do TRT do Rio, se for comprovada movimentação irregular ou ilícita de servidor ou de algum juiz, a OAB-RJ espera que o Ministério Público Federal abra investigações. No entanto, para Damous, o mais importante é que magistrados "não resistam a um sistema de transparência".

"Os indícios [de irregularidades] são muitos. Se constituem crime ou conduta irregular é o que queremos saber. Os juízes, a associação dos magistrados, em vez de clamar tanto por sigilo, deveriam clamar por publicidade. Como servidores, têm a obrigação da transparência, mostrar que não têm nada a temer. Mostrar que sua movimentação, mesmo atípica, foi regular", declarou.

São consideradas transações atípicas, pelo Coaf, operações financeiras que fogem dos padrões bancários e do sistema de prevenção à lavagem de dinheiro. Entre 2000 e 2010, foram identificadas R$ 855,7 milhões de operações do tipo, feitas por juízes e servidores do Judiciário.

A corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, que recebeu os dados sobre as movimentações irregulares, encaminhou as informações ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (13). 

sábado, 14 de janeiro de 2012

SUSPEITAS - OAB- RJ pede nome de quem movimentou R$ 282 milhões no TRT

Ofício foi enviado à presidente do TRT-RJ, Maria de Lourdes Sallaberry

Cássio Bruno
Flávio Freire
Marcelle Ribeiro

RIO - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio (OAB-RJ), Wadih Damous, encaminhou nesta sexta-feira um ofício à presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Rio, Maria de Lourdes Sallaberry, pedindo explicações e a identificação do responsável por ter feito 16 movimentações financeiras no órgão, em 2002, totalizando R$ 282,9 milhões. No documento, Damous quer saber também a origem dos recursos. Esta operação foi considerada atípica pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) junto a outras de 369 juízes e servidores de tribunais no país, que somaram R$ 855,7 milhões entre 2000 e 2010.

- Esses juízes e os servidores estão identificados. Já se sabe os nomes e o quanto movimentaram de dinheiro. No caso do TRT, é um absurdo. Precisamos identificar essa pessoa. É dinheiro público - afirmou Damous.

O presidente da OAB-RJ lembrou que foi exatamente em 2002 o incêndio no prédio do TRT, que destruiu dois andares e cerca de 11 mil processos. À época, peritos da Polícia Federal e do Corpo de Bombeiros concluíram que o ato foi criminoso.

- Pode ser coincidência ou não. Mas os advogados do Rio não querem mais um Lalau - disse Damous, referindo-se ao ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, principal acusado de desviar recursos da construção do prédio do TRT de São Paulo.

Maria de Lourdes está de férias. Segundo a assessoria de imprensa do TRT-RJ, a presidente antecipou o retorno para a próxima segunda-feira, quando se pronunciará sobre o assunto.

Dados do Coaf mostram ainda a movimentação de R$ 274 milhões em espécie, entre 2003 e 2010, feita por 1.016 integrantes do Judiciário. Os dados foram enviados no ano passado à corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon. A solicitação das informações, porém, foi feita em julho de 2009 pelo ministro Gilson Dipp, antecessor de Eliana no cargo.

A ministra encaminhou o relatório do Coaf ao Supremo Tribunal Federal (STF) como parte das explicações em ação na qual associações de magistrados pedem o fim da investigação.



Coaf corrige erro no relatório


Nesta sexta-feira, o juiz João Batista Damasceno, da 7 Vara Cível de Nova Iguaçu, defendeu a volta da autonomia do CNJ. Damasceno faz parte de um grupo de cinco magistrados do Rio que decidiu abrir mão do sigilo bancário, telefônico e fiscal para o CNJ.

- Foi a forma de reforçar o poder do CNJ. Que se faça luz sobre as sombras, porque é na escuridão que se produzem os fantasmas - afirmou Damasceno.

O Coaf informou nesta sexta-feira que houve erro no relatório de transações atípicas do Judiciário. Na transposição da base de dados recebida para seu sistema, alguns servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo constaram como se fossem do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo.

Ao ser informado de que servidores do Tribunal de Justiça fizeram movimentações atípicas, o presidente do órgão, Ivan Sartori, disse que os dados que constam do Coaf serão apurados. Até o fim da tarde, a informação era a de que nenhum magistrado do TJ-SP constava do documento, mas sim servidores do Tribunal de Justiça Militar. Antes de o Coaf admitir o erro, Sartori convocou entrevista coletiva para condenar o que chamou de equívoco por parte do CNJ, que atribuiu as tais movimentações à Justiça paulista, sem especificar o tribunal.

- Não quero acreditar em má-fé, mas acho que foi um equívoco - disse ele, que subiu o tom das críticas quando confrontado com o fato de que alguns magistrados receberam, entre 2006 e 2010, R$ 1 milhão por meio de pagamento antecipado, modelo de desembolso que está sob suspeita do CNJ.

- Estamos verificando pagamentos anômalos, mas não se pode generalizar. Temos de acabar com essa prática de atacar a magistratura - afirmou.

Sartori também anunciou que os magistrados que não entregaram as declarações de Imposto de Renda nos últimos cinco anos terão que fazê-lo nos próximos 30 dias, sob pena de retenção do salário.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) informou, por sua assessoria, que não sabe quem fez uma movimentação financeira atípica e que cabe a quem fez dar explicações



Fonte Jornal O Globo http://oglobo.globo.com/pais/oab-rj-pede-nome-de-quem-movimentou-282-milhoes-3666370#ixzz1jQKU5d00

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

FRAUDE - MPF denuncia 101 pessoas por fraude na prova da OAB em GO

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra 101 pessoas supostamente envolvidas com fraudes no Exame de Ordem, realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) como exigência para que os bacharéis em Direito possam exercer a advocacia. Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira pelo MPF, os candidatos pagavam cerca de R$ 15 mil para serem aprovados no exame em Goiás.

Veja as melhores e as piores universidades no 4º Exame de Ordem Unificado

A investigação começou após a Polícia Federal apurar, entre 2006 e 2007, um possível esquema de fraude no exame, que na época não era realizado de forma unificada por todos os Estados. Desde então, os procuradores do MP no Estado trabalharam no cruzamento das informações e constataram o envolvimento de 101 pessoas, que foram denunciadas à Justiça.

Foram apontados três pessoas que seria as "cabeças" da quadrilha, entre elas a secretária da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da seccional da OAB em Goiás, Maria do Rosário Silva. De acordo com o MPF, Rosário era responsável por toda a operacionalização do exame no Estado. "Ela suprimia os cartões de respostas originais dos candidatos beneficiários, substituindo-os por outros, falsos, por ela preenchidos com respostas certas. Para a prova subjetiva, ela repassava para a intermediária Eunice da Silva Mello as folhas de respostas em branco para que os candidatos redigissem outras provas prático-profissionais", disse o órgão na denúncia.

"A realização de monitoramento telefônico, judicialmente autorizado, gerou inúmeros áudios que corroboraram as suspeitas acerca da existência de quadrilha voltada à prática de fraudes em Exames de Ordem da OAB-GO, com envolvimento de então empregada pública da entidade", afirmou o procurador da República Helio Telho, responsável pelo caso.

Entre outras acusações, os denunciados são apontados pelo MPF por crime contra a administração pública e contra a fé pública, mediante venda de aprovações em processos seletivos. A assessoria da seccional da OAB em Goiás informou que a funcionária acusada já havia sido exonerada do cargo na época da operação da PF, em 2007, e que os problemas ocorreram quando o exame não era realizado de forma unificada em todo o País

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

SAÚDE - Defensoria Pública da União vai apurar gastos do Ministério da Saúde com despesas de outras áreas

André de Souza (andre.renato@bsb.oglobo.com.br)
 
BRASÍLIA - A aplicação de recursos da saúde com despesas de outras áreas está na mira da Defensoria Pública da União (DPU) no Rio de Janeiro. Após o GLOBO revelar nesta terça-feira que verbas do Ministério da Saúde são aplicadas em outros fins , o defensor público federal André Ordacgy decidiu instalar um procedimento administrativo para apurar o caso. Serão enviados ofícios ao ministério pedindo maiores informações e recomendando a não aplicação das verbas em áreas indevidas. A pasta terá um prazo de 30 dias para tomar posição e, caso não acate as recomendações da DPU, será acionada judicialmente.

Como pega então esse dinheiro, que vive dizendo que é insuficiente, para aplicar em outras políticas públicas que não são saúde pública?

Titular no 1º Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva da DPU no Rio, Ordacgy lembra que a Defensoria já tem atualmente várias ações judiciais contra a União cobrando o custeio de algumas políticas de saúde. Segundo ele, a União costuma alegar nessas ações que não há dinheiro suficiente para todas as políticas públicas da área.

- Como pega então esse dinheiro, que vive dizendo que é insuficiente, para aplicar em outras políticas públicas que não são saúde pública? Isso é um contrassenso, isso é contraditório, isso não pode ser admitido. A verba para saúde pública já é pouca, não pode ser desviada - diz ele.

Matéria do GLOBO desta terça-feira revelou que recursos destinados ao atendimento médico básico, universal e gratuito à população, em especial às parcelas de menor renda, estão sendo aplicados em outros fins. Assim como estados e municípios, que já foram acusados de maquiar os orçamentos da Saúde, o governo federal também contabiliza no Piso Nacional da Saúde despesas que deveriam ser custeadas por outras áreas e que, em alguns casos, são consideradas ilegais.

Entre os gastos apontados pelo GLOBO que fogem da área de atuação do Ministério da Saúde estão academias de saúde construídas com o mesmo dinheiro que vai para os hospitais públicos. Também há gastos administrativos em que se embutem despesas com assistência médica e odontológica aos funcionários da área e a seus dependentes (R$ 212,8 milhões), auxílio-alimentação (R$ 230 milhões), auxílio-transporte (R$ 50,9 milhões) e até assistência pré-escolar (R$ 5,9,7 milhões). Por fim, ocorre o desembolso dobrado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com os hospitais universitários.

Em relação às academias, Ordacgy diz que gastos de prevenção não podem ser empurrados para o Ministério da Saúde. Segundo ele, ao fazer isso, o governo abre precedentes para que muitas outras ações de prevenção - de outras áreas do governo - sejam incluídas no Piso Nacional da Saúde.

- Esse tipo de espaço público, academias públicas, deve ser gerado pelo Ministério do Esporte, pelo Ministério da Cultura, enfim, outros ministérios que tenham essa destinação específica. E não você usar de uma interpretação bem extensiva para tirar dinheiro do Ministério da Saúde, como se estivesse sobrando para destinar a outras áreas de atuação do governo - diz ele, acrescentando:

- No nosso entendimento isso implica inclusive em burla ao percentual que tem que ser aplicado no Ministério da Saúde.

O defensor público também critica os gastos com assistência aos funcionários e com hospitais universitários:

- Assistência médica e odontológica aos funcionários públicos deve ser provida ou pelo Fundo de Previdência ou por plano privado próprio, e não pelo Ministério da Saúde - defende.

- Na medida em que o hospital universitário já é reembolsado pelo SUS, pela tabela do SUS a cada procedimento, não faz sentido o próprio SUS investir dinheiro ali. O SUS na verdade está pagando duas vezes.

Presidente da OAB critica despesas do Ministério da Saúde destinadas a outras áreas

O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, criticou os gastos do Ministério da Saúde com despesas de outras áreas. Assim como estados e municípios, que já foram acusados de maquiar os orçamentos da Saúde, o governo federal também contabiliza no Piso Nacional da Saúde despesas que deveriam ser custeadas por outras áreas e que, em alguns casos, são consideradas ilegais. Segundo o presidente da OAB, isso fragiliza o discurso de que é preciso criar um imposto para financiar a saúde.

- Esse cenário desconstitui ou fragiliza os discursos da União, de governadores e de prefeitos quanto à necessidade de retorno de uma contribuição específica para a saúde, como existia quando da CPMF - diz ele.

Segundo Cavalcante, se o Tribunal de Contas da União (TCU) e os Tribunais de Contas estaduais fizessem uma fiscalização efetiva sobre a aplicação das verbas na saúde do Brasil, seria verificado a desnecessidade de contribuir com mais recursos.

- Os recursos hoje existentes são suficientes, mas, infelizmente, seu trato se dá de forma irresponsável muitas vezes. Em outras vezes, acabam servindo para instrumentalizar a corrupção entre as instituições públicas. Se houvesse seriedade na aplicação dessas verbas, certamente não faltaria dinheiro - argumentou.

Entre os gastos apontados pelo GLOBO que fogem da área de atuação do Ministério da Saúde estão academias de saúde construídas com o mesmo dinheiro que vai para os hospitais públicos. Também há gastos administrativos em que se embutem despesas com assistência médica e odontológica aos funcionários da área e a seus dependentes (R$ 212,8 milhões), auxílio-alimentação (R$ 230 milhões), auxílio-transporte (R$ 50,9 milhões) e até assistência pré-escolar (R$ 5,9,7 milhões). Por fim, ocorre o desembolso dobrado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com os hospitais universitários

Fonte O Globo  http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/11/defensoria-publica-da-uniao-vai-apurar-gastos-do-ministerio-da-saude-com-despesas-de-outras-areas-925559739.asp#ixzz1aZPs4uMx
 

sábado, 29 de janeiro de 2011

OAB - Entrará com pedido de investigação da Procuradoria contra presidente do TCU

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vai encaminhar uma representação ao Ministério Público Federal pedindo que a atuação do presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Benjamin Zymler, seja investigada.
Reportagem da Folha mostrou que Zymler ministra palestras em entidades e órgãos públicos submetidos à fiscalização do próprio TCU.
Zymler seguiu como relator de seis procedimentos e participou de ao menos cinco julgamentos de processos de interesse dos contratantes.
Na avaliação do presidente da OAB, Ophir Cavalcante, a atividade do presidente do TCU é incompatível com seu cargo e vedada por lei.
Zymler disse que não houve "conflito de interesses" nos casos em que atuou no tribunal após proferir palestras.
Editoria de Arte/Folhapress

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

OPERAÇÃO TORMENTA - PF aponta novas fraudes em exames da OAB

A Operação Tormenta (que investiga irregularidades em diversos concursos públicos), da Polícia Federal, encontrou novos indícios de fraudes em três exames da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), todos realizados em 2009. Em 2010, a segunda fase do exame já tinha sido anulada por suspeita de vazamento do gabarito da prova.

A PF já pediu todos os documentos à entidade organizadora do exame, o Cespe (Centro de Seleção e Promoção de Eventos) da UNB (Universidade de Brasília), para identificar os candidatos que foram beneficiados pelas irregularidades.
O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, disse que os envolvidos terão o exercício profissional suspenso preventivamente e, em seguida, a carteira de advogado cassada. "Quem entra na Ordem pela porta dos fundos vai sair pela porta dos fundos", afirmou.
Cavalcante disse ainda que não há chance do concurso ser anulado, porque a fraude teria sido localizada, beneficiando determinadas pessoas sem atingir todo o exame. "Seria impossível agora, depois de já ter feito compromisso de mais de 60 mil candidatos, anular esses exames." Ainda não se sabe, no entanto, quais Estados foram afetados pelas irregularidades.
Em relação aos problemas, o presidente diz acreditar que não afetam a credibilidade do exame. "Onde o ser humano está presente sempre vai haver tentativa de fraude, de corrupção. A gente tem que sempre ampliar os mecanismos de segurança para evitar isso."
O Cespe informou que já encaminhou as informações solicitadas pela Polícia Federal. O centro de seleção, no entanto, não quis dar detalhes do material.
FRAUDES
A prova anulada de 2010 foi a primeira feita de forma unificada no país inteiro --18.720 candidatos, em 155 cidades do país, realizaram o exame.
Segundo a comissão de exame da OAB em São Paulo, a irregularidade que levou à suspensão foi detectada durante a aplicação da segunda fase da prova prático-profissional de direito penal, no dia 28 de fevereiro.
De acordo com a OAB, o candidato escondia as questões em uma folha de papel encontrada em um livro de consulta. Algumas delas estavam datilografadas e outras, manuscritas.
Ao ser flagrado, o candidato foi retirado da sala. A OAB informou que o candidato se recusou a revelar como conseguiu as questões.
Mais tarde, em julho de 2010, cerca de cem pessoas foram indiciadas pela Operação Tormenta por fraudes em concursos públicos. --além da segunda fase da OAB, também foram alteradas as provas de concursos da Polícia Federal, da Receita Federal, da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e da Anac (Agência Brasileira de Aviação Civil).
Segundo a polícia, o grupo atuava em todo o país fazendo o aliciamento de pessoas com acesso prévio às questões da prova. Depois, a quadrilha fazia o repasse das respostas por ponto eletrônico durante a prova ou indicava uma pessoa mais preparada para fazer o exame no lugar do cliente.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

RENUNCIA OU NÃO RENUNCIA ??? - Presidente do TCU cogita renunciar, mas volta atrás



OAB considera "incompatível" atuação no tribunal e cursos pagos pelo governo. Zymler recebeu ao menos R$ 228 mil por palestras em órgãos que fiscaliza; ex-presidente apoia o colega em nota

Rubens Valente e Dimmi Amora, Folha de S. Paulo

O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Benjamin Zymler, disse ontem aos ministros do tribunal, durante reunião fechada em seu gabinete, que cogitava deixar a presidência, segundo a Folha apurou. Ele foi demovido da ideia.
Benjamin Zymler
A Folha revelou ontem que Zymler recebeu ao menos R$ 228 mil por palestras e cursos ministrados em órgãos públicos fiscalizados pelo TCU. Após os pagamentos, Zymler continuou atuando em processos de interesse dos contratantes.

O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, considerou a atividade de Zymler "incompatível" com seu cargo e vedada por lei. Para ele, Zymler "precisa se decidir".

"O ministro ou se mantém no TCU ou abre mão disso e vai para a iniciativa privada", disse Cavalcante.

Pela manhã, Zymler convocou reunião com os ministros do tribunal. Ele teria dito que não valia a pena ficar na presidência para ter "a sua reputação abalada".

Os ministros o acalmaram e o convenceram a ficar.

À tarde, durante sessão, o ex-presidente Ubiratan Aguiar leu nota de apoio a Zymler, assinada por quatro entidades ligadas a conselheiros de tribunais de contas estaduais e municipais.

O procurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado, discursou em apoio a Zymler.

O presidente do TCU voltou a dizer que considera legal a sua contratação para palestras e que seus votos são isentos. "Não tenho dúvida sobre a atividade que exerci. Tenho certeza que jamais foi exercida fortuitamente ou de forma conflitante com qualquer plano em relação ao meu cargo."

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

APOSENTADORIA VITALICIA - OAB vai questionar pensões de ex-governadores no STF

O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, anunciou há pouco em Brasília que a entidade vai entrar na próxima semana com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) - no Supremo Tribunal Federal (STF) – contra o pagamento de pensões vitalícias aos ex-governadores de Sergipe, Paraná e Amazonas.

“Entraremos com as ações com relação a cada uma dessas leis estaduais que estabeleceram esse privilégio que realmente é uma agressão à sociedade brasileira”, ressaltou Cavalcante após encontro com o vice-presidente da República, Michel Temer, no Palácio do Planalto.

Segundo Cavalcante, dependendo da decisão do Supremo, cada estado poderá pedir na Justiça o reembolso da quantia paga pelas pensões.

“Em tese [os beneficiados] teriam que ressarcir. Mas acredito que o julgamento terá efeito futuro. Se isso não ocorrer, cada estado poderá pedir para ser ressarcido”, ressaltou.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

FICHA LIMPA - Oposição Reage à manobra

Deu em O Globo

Ficha Limpa: oposição reage à manobra

Jucá confirma que usará interesse no projeto para votar propostas do pré-sal

De Adriana Vasconcelos:
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a oposição reagiram ontem à manobra governista de usar a proposta do Ficha Limpa — que veda a candidatura de pessoas condenadas pela Justiça — para votar os quatro projetos relativos ao pré-sal.
Com urgência constitucional garantida pelo presidente Lula, os projetos do pré-sal estão trancando a pauta do Senado, assim como outras quatro medidas provisórias.
A declaração do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-AP), de que a prioridade do Planalto é aprovar os projetos do pré-sal e não o Ficha Limpa, causou constrangimentos até entre integrantes da base aliada.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por exemplo, contestou a opinião de Jucá e reiterou que pretende entregar o projeto para sanção presidencial até o próximo dia 9. Mas Sarney disse que não pode inverter a pauta, para pôr o Ficha Limpa na frente dos projetos do pré-sal. Teria que ser acordado entre todos os líderes.
— O projeto Ficha Limpa é uma aspiração nacional, uma necessidade que amadureceu na consciência do país. Então, temos que fazer todo o esforço (para votar o projeto). Acho que isso não é uma questão partidária, mas de ponto de vista, da consciência de cada um. De maneira que, de minha parte, tenho outra visão — afirmou Sarney.
Jucá, porém, insistiu ontem que o Ficha Limpa não está entre as prioridades do governo.
— O Ficha Limpa é um projeto da sociedade, não do governo. Vamos obedecer à ordem de urgência na Casa — disse, confirmando que usará o interesse suscitado pelo projeto para acelerar as propostas do pré-sal.

   

quinta-feira, 8 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/CHUVAS - OAB vai pedir que MPF investigue verbas para prevenção de enchentes


Ação é motivada pelas fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro.
OAB-RJ oferece orientação gratuita para vítimas das chuvas no Rio.

Débora Santos Do G1, em Brasília

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou nesta quarta-feira (8) que vai ingressar no Ministério Público Federal com um pedido de apuração da aplicação das verbas federais para prevenção de desastres. A ação é motivada pelas fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro nos últimos dias e se baseia na auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na Secretaria Nacional de Defesa Civil que mostra desequilíbrio na distribuição de recursos destinados para ações de prevenção a catástrofes entre 2004 e 2009.

O relatório do TCU revela que o Rio de Janeiro e seus municípios receberam apenas 0,65% da verba liberada no período.

“A responsabilidade tem sido diluída e jogada para as intempéries e ninguém assume. A postura da ordem é de cobrar uma apuração efetiva a respeito da verdadeira caixa preta que virou as verbas para esse assunto”, afirmou o presidente da OAB, Ophir Cavalcante.

Cavalcante relatou ainda que 65% das verbas foram para a Bahia, estado de origem do ex-ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, e apenas 9% foram destinadas a Santa Catarina, que no final de 2008 foi atingida por enchentes. “É algo que precisa ser investigado. Não que a Bahia não mereça, mas será que Santa Catarina que teve uma calamidade não mereceriam ais atenção”, afirma o presidente da OAB.

O presidente da OAB-RJ, Wadir Damous, informou que cinco advogados estão à disposição da população do Rio de Janeiro para orientar gratuitamente a população sobre como agir em relação às perdas materiais com o desastre e inclusive na adoção de medidas judiciais para o ressarcimento dos prejuízos. Inclusive a OAB vai orientar pedidos de ressarcimento para as pessoas que, por causa das chuvas, não conseguiram pagar contas em dia e sofrerão cobrança de juros.


 


 

FICHA LIMPA - OAB e CNBB criticam adiamento


De Márcio Falcão, da Folha Online:

Entidades do movimento de combate à corrupção criticaram nesta quarta-feira a decisão dos líderes partidários da Câmara dos Deputados de adiar para maio a votação, em plenário, do projeto que estabelece a ficha limpa para os candidatos às eleições.
Para os representantes, a resistência ao texto mostra que os parlamentares agem em interesse próprio sem levar em consideração a vontade popular.
Para o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, a mudança de postura dos líderes que sinalizaram colocar o texto em votação na noite de hoje, mas decidiram alterar a proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e motivado pelo corporativismo.
"Hoje a Câmara frustrou mais de 1,5 milhão de brasileiros e mostrou que os interesses pessoais se sobrepõe ao interesse da sociedade. A Câmara perdeu a oportunidade e prestou desserviço a si própria. O projeto resgataria a boa imagem dos políticos do pais e daria uma lufada de esperança aos brasileiros", disse.
Na avaliação do secretário-geral da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara, os deputados precisam entender que o projeto não é contrário aos políticos. "Esse é um projeto a favor da sociedade e não contra o parlamento", disse.

Leia mais em OAB e CNBB dizem que deputados agem em causa própria ao adiar projeto da ficha limpa

 


 

domingo, 21 de março de 2010

ARRUDAGATE - Entidades da sociedade civil se reúnem na próxima quinta (26/03) para dar um abraço simbólico no prédio do STF contra intervenção


Helena Mader
Publicação: 21/03/2010 07:00



Para conquistar a sua autonomia política, a população do Distrito Federal teve que enfrentar 26 anos de luta e muita mobilização. Depois de protestos, passeatas e assinatura de manifestos, a sociedade brasiliense conquistou o direito de eleger seus representantes. Agora, quase 25 anos depois da primeira eleição direta, a cidade vai se unir novamente para garantir essa conquista. A Ordem dos Advogados do Brasil no DF mobilizou 54 entidades, entre partidos políticos, associações comunitárias e representantes do setor produtivo, para formar um grande movimento popular contra a intervenção federal. O primeiro ato está marcado para a próxima quinta-feira. A partir das 16h, integrantes do movimento vão dar um abraço simbólico no prédio do Supremo Tribunal Federal, para defender a autonomia do DF.

O pedido de intervenção apresentado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, será analisado pelo STF até o mês que vem. O relator do caso é o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes. Depois de apresentar seu parecer, ele submeterá o pedido à análise do plenário do STF. O ministro pode ainda realizar audiências públicas para discutir o assunto antes de elaborar seu relatório.

Além do abraço simbólico, os representantes do movimento contra a intervenção também vão entregar um manifesto ao presidente do STF. No texto elaborado pelas entidades signatárias, os representantes repudiam as denúncias de corrupção no governo e no Legislativo, exigem uma apuração rigorosa dos fatos, mas destacam que os serviços públicos estão sendo prestados normalmente — o que demonstraria que as instituições não foram atingidas pela crise política.

O presidente da OAB-DF, Francisco Caputo, explica que a ideia do abraço ao STF é mostrar que a sociedade apoia e confia no trabalho do Supremo. “Brasília confia muito na capacidade técnica e na sensibilidade jurídica dos ministros. Mas queremos provar que não há necessidade de decretação de intervenção. Por mais grave que seja a crise, nossas instituições estão funcionando”, afirma o advogado Francisco Caputo.

Constituição

No manifesto que será entregue nas mãos de Gilmar Mendes, os apoiadores do movimento contra a intervenção citam a Constituição Federal de 1988. O texto estabelece os critérios para a eventual nomeação de interventores para os estados e municípios. Pelos princípios constitucionais, a União pode usar essa medida apenas para manter a integridade nacional, repelir invasões estrangeiras, garantir a ordem pública e assegurar o livre exercício do poder nos estados e no DF. Além disso, a Constituição autoriza a intervenção quando é necessário reorganizar as finanças de unidades da Federação que decretarem moratória, para garantir o cumprimento de leis e ordens judiciais e para assegurar a observância dos princípios constitucionais.

Para o movimento contra a intervenção, não há justificativas para a decretação dessa medida na capital federal. “No atual momento da história do Distrito Federal, a intervenção seria inconstitucional por representar um ato de violência contra o pacto federativo e contra todos os cidadãos que moram e trabalham em Brasília — a capital de todos os brasileiros”, diz o manifesto. “Seria um retrocesso à democracia tão duramente conquistada”, conclui o texto.

Uma das preocupações do movimento contra a intervenção é o impacto que isso teria na economia do Distrito Federal. O presidente da OAB-DF teme a paralisação de obras públicas e, com isso, o aumento do desemprego. “Atualmente, mais de 50 mil pessoas trabalham nas obras que estão em andamento. A paralisação poderia gerar um caos social”, afirma Caputo. “O setor produtivo já tem sentido os impactos da crise política. Hotéis, lojas e taxistas registram movimento menor desde o fim do ano passado”, acrescenta.

Eleição indireta
Para o ex-ministro do STF Carlos Velloso, as instituições estão funcionando bem e, portanto, não haveria motivos para o Supremo decretar a nomeação de um interventor. Para ele, a preocupação agora deve ficar em torno da realização de eleições indiretas, como determina a Constituição Federal. “A crise política jamais pode ser interpretada como justificativa para uma medida excepcional e patológica, como a intervenção. O que precisa ser observado agora é a sucessão constitucional”, afirma o ex-ministro, que presidiu o STF entre 1999 e 2001.

O procurador-geral do Distrito Federal, Marcelo Galvão, também apoia o movimento. Ele destaca a importância da participação de toda a sociedade na luta pela garantia da autonomia política. “A crise é grave, mas as instituições estão respondendo com eficiência. Os serviços públicos essenciais são prestados de forma normal, regular”, destaca o procurador-geral do Distrito Federal.

Para Marcelo Galvão, nenhuma das hipóteses previstas na Constituição está presente no DF, para justificar a nomeação de um interventor. “Nenhum princípio democrático ou republicano está sendo ferido. Propor uma intervenção federal no DF não faz sentido porque temos uma normalidade institucional na cidade, todos que aqui vivem sabem que o cotidiano de Brasília não foi modificado pela crise política”, garante o procurador. “A intervenção não é boa para a cidade, nem para a população. Sobretudo, às vésperas de Brasília comemorar seus 50 anos”, defende.

Assuntos técnicos

Atualmente, os ministros do Supremo Tribunal Federal só pedem a realização de audiências públicas quando as votações são em torno de assuntos mais técnicos, como as cotas raciais nas universidades ou a liberação de células-tronco em pesquisas.

Lista das 54 entidades
  • Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Distrito Federal (Abrasel-DF)
  • Associação Brasileira dos Construtores
  • Associação Brasiliense das Agências de Viagens (Abav)
  • Associação Brasiliense de Peritos em Criminalística do DF
  • Associação Comercial do Distrito Federal
  • Associação de Jovens Empresários do Distrito Federal (Aje/DF)
  • Associação dos Criadores do Planalto (ACP)
  • Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol)
  • Associação dos Idosos e Pensionistas do DF (Asaprev)
  • Associação dos Procuradores do Distrito Federal
  • Associação Geral dos Servidores da Polícia Civil do DF (Agepol)
  • Caixa de Assistência dos Advogados do DF
  • Câmara Legislativa do DF
  • Câmara Vereadores Comunitários de Taguatinga
  • Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
  • Central Única dos Trabalhadores do DF
  • Confederação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap)
  • Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol)
  • Confederação dos Servidores Públicos no Brasil (CSPB)
  • Confederação dos Trabalhadores do Transporte Terrestre (CNTT)
  • Confederação Nacional das Profissões Liberais
  • Confederação Nacional dos Empregados de Empresas de Créditos
  • Confederação Nacional dos Metalúrgicos
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino e Cultura
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos na Pesca e nos Portos
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Conta)
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI)
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio
  • Confraria dos Cidadãos Honorários de Brasília
  • Conselho Regional de Administração
  • Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF
  • Federação dos Empreendedores do Brasil
  • Federação dos Empregados no Comércio do Paraná
  • Fórum Nacional da Advocacia
  • Fórum Sindical dos Trabalhadores
  • Nova Central Sindical dos Trabalhadores
  • O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon- DF)
  • Partido da República (PR-DF)
  • Partido Democrata Trabalhista (PDT)
  • Partido Social Brasileiro (PSB-DF)
  • Secretaria de Justiça (Sejus) – apoio técnico aos conselhos tutelares
  • Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Distrito Federal
  • Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Distrito Federal (Sindhobar)
  • Sindicato dos Delegados de Polícia do DF (Sindepo)
  • Sindicato dos Jornalistas
  • Sindicato dos Médicos do DF
  • Sindicato dos Procuradores do DF
  • União Geral dos Trabalhadores
  • União Geral dos Trabalhadores
  • União Sindical Independente

 


 

terça-feira, 2 de março de 2010

Fraude suspende exame da OAB

Candidato foi flagrado com resposta antes do início da prova. Anulação será decidida por Colégio de Presidentes da Ordem no domingo.

De Ana Beatriz Magno e Leonardo Echeverria, da Secretaria de Comunicação da UnB:

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu suspender a segunda fase da primeira edição do Exame da Ordem de 2010, por suspeita de irregularidade.
Um candidato que fazia a prova em Osasco (SP) foi flagrado com um papel que continha cinco respostas de questões de Direito Penal, antes mesmo da distribuição das provas, às 13h30 de domingo, 28 de fevereiro.
A OAB divulgou o fato em nota oficial.
A elaboração e a aplicação das provas são feitas em parceira da OAB com o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe). Na manhã de segunda-feira, o reitor em exercício, João Batista de Sousa, recebeu as primeiras informações sobre o assunto e determinou a apuração imediata do fato. O Exame da Ordem foi feito por 18.720 candidatos em 155 cidades de todo o Brasil.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

OAB pede afastamento ou prisão de Arruda

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, encaminhou nesta terça-feira ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, um pedido de afastamento imediato ou prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), apontado como chefe d

Cavalcante argumentou que a permanência de Arruda no governo prejudicará as investigações sobre o escândalo. Ele alegou que o governador estaria realizando manobras para impedir o andamento dos pedidos de impeachment na Câmara distrital. O presidente da OAB afirmou ainda que é "inequívoca" a tentativa do governador de subornar o jornalista Edson Sombra, testemunha na investigação sobre o esquema.
"Tais evidências são claras no que tange às tentativas de obstrução das investigações e cooptação de testemunhas por parte do governador, de modo que é fundamental que essa Procuradoria-Geral da República avalie a possibilidade de requestar o afastamento cautelar do governador para regular instrução processual, na forma do art. 20 da Lei 8429/92, ou mesmo sua prisão preventiva", diz o ofício.
A OAB entrou com ação pedindo indisponibilidade dos bens de Arruda, dos oito deputados distritais e dois suplentes acusados de envolvimento no suposto esquema de pagamento de propina.
Ainda nesta terça, o Ministério Público Federal entrou com ações no Tribual Regional Eleitoral do DF pedindo que Arruda e o deputado distrital Leonardo Prudente - o da propina escondida na meia - percam seus cargos.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

OAB pede bloqueio de bens de Arruda e de deputados

Objetivo é garantir ressarcimento por supostos desvios provocados pelos envolvidos no 'mensalão do DEM'
Do Estado de S. Paulo:
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, requereu nesta sexta-feira, 5, o bloqueio judicial de todos os bens do governador José Roberto Arruda e de dez deputados da Câmara Legislativa do Distrito Federal investigados pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Eles são suspeitos de envolvimento num esquema de arrecadação e distribuição de propinas, num esquema que ficou conhecido como "mensalão do DEM".
Ophir entrou com ação civil pública na Justiça Federal, com pedido de liminar, com o objetivo de garantir o ressarcimento ao "patrimônio público em decorrência de desvios e lesões ao erário" supostamente provocados pelos envolvidos.
Em nota divulgada em seu site, a OAB afirma que "diante dos graves fatos apurados nesse inquérito, como o suposto recebimento de propinas e malversação de recursos públicos, Ophir decidiu pedir o bloqueio de bens dos envolvidos".